Este ano vivi muitas emoções; como ainda temos um mês até o final de 2009, talvez ainda haja espaço pra mais alguma coisa. De todo modo, so far, so good.
Nas últimas semanas eu tive pneumonia - bem no feriado de finados, duas semanas antes do meu aniversário, com direito a internação no isolamento da enfermaria de Moléstias Infecciosas, raio X do pulmão, um pouco de terrorismo médico básico('tem uma mancha no pulmão') e uma tomografia para confirmar o diagnóstico. 15 dias de antibiótico e ainda perdi a visita à penitenciária com meus alunos que eu tinha passado os 3 meses anteriores organizando.
Mas é isso aí. Depois de trabalhar feito uma insana no primeiro semestre, sem intervalo nem feriados, sem férias em julho, a minha semana do saco cheio em outubro se fué por causa da gripe suína. Quem não tem semana do saco cheio para descansar, descansa à força com pneumonia. :)
Nesse meio tempo estava trabalhando no relatório final de um projeto de pesquisa - me chamaram para fazer exatamente a escrevinhação, afinal, não é isso mesmo que eu faço bem na vida? - e passei a semana anterior ao meu aniversário trabalhando no relatório, a toque de caixa.
Comemorações emocionantes das minhas 33 primaveras começaram com happy hour no dia 19 mesmo - nesse dia ganhei um presente que, sei de antemão, será inesquecível, pois foi muito esperado - seguido de baladinha no dia 21 e almoço no dia 22; comemorações intercaladas com dois dias de trabalho pesado no tal relatório acima. Dia 22 de noite ainda teve o arremate final do texto.
Mas o mais emocionante ainda estava por vir (na verdade, entre o dia 19 e o dia 25, difícil saber o que foi mais emocionante): um Júri que fiz no dia 25, com um colega. Estudei muito na segunda e na terça, fui à defensoria discutir o caso com um defensor conhecido, peguei becas emprestadas; na terça de tarde, ainda finalizando o estudo do caso e a conversa com o cliente, meu irmão me ligou dizendo que estava doente. Peguei o xuxuzinho, levei-o ao hospital e terminei de estudar o caso ainda no hospital. Depois de fazer sopinha pra ele, passei uma noite semi-em-claro nada agradável, já que o pobre do hermanito acordou a noite toda passando mal.
O Júri, que eu achei que nunca chegaria, pois acompanho o caso desde 2003, foi emocionante, e ganhamos com sorte, um bom caso e muito empenho. Saí de lá, sinceramente, me achando a última bolacha do pacote. Ah, foi praticamente 'pro bono', não pensem que ganhei bons honorários pelo enorme dispêndio de energia que um Júri exige. Mas valeu muito a pena. A sensação deve ser parecida com a de fazer um transplante pela primeira vez.
Exausta, ainda tendo que corrigir trabalhinhos e levantar no dia seguinte às 5h00 da matina para ir até Campinas aplicar uma prova.
Pra completar as semanas de fortes emoções, na sexta-feira, dia 27, operei a miopia. Já enxergo sem os óculos, vejo tv, leio legendas e placas nas ruas. Poderei novamente nadar sem lentes de contato, ir á praia sem me preocupar com a areia na lente e fazer tipão usando óculos escuros poderosos todo santo dia, praticamente uma Costanza Pascolato versão intelectual classe média que tem que parcelar a passagem de avião em 10 vezes sem juros. Mas tá valendo.
Ufa!
Bem, com tanta coisa acontecendo, sinceramente ando tão exausta e absorvida em minha própria vida que não tenho tido tempo/oportunidade de pensar em coisas mais pitorescas/curiosas/profundas pra escrever por aqui.
Paciência, minha meia-dúzia de leitores terá que se contentar, por enquanto, com relatos sobre minha vida muito interessante pra mim mesma e, talvez, nem tanto pros outros. Mas olha, vou dizer, tá legal pra caramba (embora muito, muito cansativa). :D