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31 janeiro 2010

Acabei de postar a viagem - de volta ao mundo real - com escoriações leves

Gentem, já tá tudo aí embaixo. Quem tiver paciência, divirta-se! 

Pra mim foi bom, garanto. ;-)

Duro é voltar ao mundo real, aos compromissos, aos horários, aos medos de não fazer o certo. Em viagem tudo é solto e descompromissado, são pessoas que vc, provavelmente, nunca mais encontrará, a não ser que a vida lhe pregue alguma peça louca. Você se joga, você é mais legal, mais agradável, mais descontraído, mais você (ou menos, sei lá. ou os dois. quem somos, de verdade? somos tod@s ess@s). Aqui, na vida real, a gente é mais contido. A gente se preocupa mais em agradar, mais em fazer o certo, mais com o dever-ser do que com o que realmente importa, que é ser. E, por vezes, quando a gente se joga na vida real, buscando a espontaneidade de como quando se está em viagem,  sabe como é, fica uma sensação de que, talvez, só talvez, você não tenha feito a coisa certa. Porque, afinal, na vida real, as pessoas não estão de férias, como você. E talvez, por não estarem de férias (como vc estava, quando se jogou, embora, ao mesmo tempo, não estivesse), elas não compreendam que você estava, simplesmente, buscando viver sem máscaras, buscando realizar seus desejos - sem, contudo, machucar quem está perto-, buscando, enfim, ser e viver de modo mais espontâneo.

A gente aprende o tempo todo, quando menos espera. Aprende, reavalia opiniões passadas, preconceitos, visões de mundo. Estou, hoje, reavaliando, repensando, ponderando sobre atitudes minhas  e de outros, presentes e passadas. A vida já é muito dura pra gente exigir (-se, e dos outros), o tempo todo, controle, planejamento, previsão. A espontaneidade que me encanta nas viagens, o inesperado, por vezes me amedronta no real. Não quero me amedrontar. Quero encantar-me também com o espontâneo no cotidiano. Por isso gosto de me espantar com a água, com as árvores, com os sons, com as letras. 

Acho que esse post merece uma continuação que virá logo acima, que é na verdade um email que mandei a uma amiga. Vai editado, para preservar-nos. Mas é bom, pra eu me lembrar, que, desde antes dessa viagem, aquilo que eu tenho buscado mais e mais, ainda que com certas dificuldades (neta de general, filha de filha de general, não é fácil), tem sido o zecapagodinhowayoflife. Segue post a respeito. 

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