E como a sorte vira em viagens, ainda bem, o meu quarto dia e, especialmente, a quarta noite foram beeeeeeeeem melhores que o anterior.
Acordei depois de dormir minha primeira noite com o tampão de ouvido :) e fui até a Plaza de Mayo encontrar Greta, uma mexicana fofa fofa, muito legal, ativista do Greenpeace, e que logo de cara me deixou, literalmente, uns 2 minutos de boca aberta ao me contar que a Cidade do México tem 40 milhões de habitantes (incluindo o que seria o equivalente à Grande SP). Gente, sabe o que é isso? E eu achava São Paulo grande. Tsk, tsk.
Passeei com Greta pela Feria de San Telmo, aiaiai, ainda bem que ela não estava no pique de comprar, porque eu não podia nem olhar nada, e como tem coisas lindas naquela feira, tudo artesanal de muito bom gosto, amo San Telmo, pena que exagerei em Palermo e não pude comprar nada por lá. Da outra vez trouxe uma caixa de chá linda que uso para colocar bijouterias, e uma flor que é broche e presilha ao mesmo tempo que nunca achei outra parecida para comprar, muito linda. Queria tentar achar o lugar onde havia comprado a flor, mas San Telmo é MUITO grande e eu teria que ter tempo só pra isso, e logo começou a chover, e ficou impraticável continuar o passeio pela rua. Fomos a um café, conversamos muito, Greta é muito gente boa, estávamos tentando nos encontrar desde o Uruguay mas não rolava e finalmente, depois de algumas tentativas, deu certo em BAs.
Depois fomos ao Centro Cultural Recoleta, que fica ao lado do Cemitério e super vale a pena conhecer.
É grande, tem um borboletário, tem exposições de vários artistas, é um lugar legal. Não é um graaaaaaande museu, como o MALBA, mas vale a pena. Lá, encontramos uma turma de gente muito legal: Stefano (o italiano meu companheiro desde o primeiro dia de BAs), Julian (super simpático), e Valeria (doidinha, engraçada), locais, Rafael, um espanhol daquele jeito meio grosseirão de espanhol mas muito engraçado, falava russo e imitava sotaques de dialetos em várias linguas, morri de rir, ah, e Anna, uma russa.
Depois do passeio fomos pra um boteco na Recoleta, lórrico, comemos empanadas e bebemos Quilmes. De lá, quase todos foram a um outro encontro, que era do intercambio de linguas, onde encontramos Lorena, uma outra local que estava aprendendo italiano com Stefano, e um americano/indiano cujo nome não me lembro. Lorena nos levou pra comer em um clube em Palermo, muito muito local, só com gente do bairro, o clube tinha uma quadra de futebol de salão e do lado tem um salão pra comer pizzas etc e lá ficamos, bebendo, rindo, falando a noite inteira em 4 linguas diferentes, Julian tentando falar português comigo, muito engraçado! Eles dizem que falamos cantando e tentam imitar o nosso cantado e é de rolar de rir. Ah, que pena que acabou, foi uma noite simplesmente divina. Pra mim isso é viajar. As viagens não são só de lugares, para mim, principalmente, as viagens são de pessoas.
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