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08 março 2010

SAMWAAD - encontros, descobertas íntimas, let it flow

Então eu resolvi fazer uma manutenção do Rolfing, terapia corporal que pode parecer um inocente RPG, mas está longe de ser simplesmente um alinhamento postural. O Rolfing mexe com tudo. Corpo e alma.
Fiz pela primeira vez em 2007, num momento em que eu rodava em círculos; pela 3ª vez, repetia uma relação profissional complicada e o fim que se aproximava, igual aos anteriores, me deixava angustiada. Eu não queria, novamente, encerrar uma relação profissional de maneira ruim (para mim). Posteriormente, percebi que o lance não era mesmo comigo, a minha então chefe é considerada uma pessoa extremamente difícil por todo mundo que trabalhou com ela, mas para mim era uma questão de honra terminar diferente. E senti que era o momento de fazer o Rolfing, que minha amiga tanto insistia pra que eu fizesse. E fiz, e foi ótimo.
Este começo de ano estou em crise. Não uma crise ruim, uma crise boa, eu acho. Sinto necessidade de expandir meus horizontes: quero novos amores, novas experiências, novos sabores, novas músicas, novos lugares, novos amigos.
Mas tava tudo muito difícil, travado. Depois que voltei de viagem, tudo empacou. Dei uma arrumada na casa (na casa mesmo, meu ap, que estava uma zona - agora tá bem melhor, mas ainda na metade do caminho de onde quero chegar), e a partir daí a coisa parou. Empaquei. Nada caminhando. E vi que tinha mesmo chegado a hora de refazer o Rolfing.
Já estou perto da última sessão... Nossa, como valeu a pena!!!! Já me sinto bem melhor. Mais leve. Mais altiva (eehehehehe, ganhos colaterais). Mais segura. Mais centrada, mais emocionada. Mais calma, beeeeeeeeem mais calma. Tudo funcionando melhor, corpo e mente.
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Este final de semana tive mais uma daquelas experiências de sincronicidades. Pequenas decisões que, encadeadas, nos levam até onde precisávamos chegar.
Depois de uma ida à Pinacoteca e ao Museu da Língua Portuguesa, na chuvosa manhã de sábado, liguei para um amigo que eu pretendia encontrar no dia seguinte perguntando se dava pra antecipar o encontro. Fomos almoçar no Govinda, adoro comida indiana e ainda na Restaurant Week, melhor ainda. Depois de comprinhas na lojinha ao lado (pashminas de viscose por R$20,00??!! Embrulha meia dúzia!!! ahahahahaha), ia indo embora pra casa, mas o céu estava abrindo, fazia um lindo final de tarde em SP, uma luz especial. Fazer o quê em casa, sozinha? Bora pra Paulista ver um filme e passear no final da tarde.
Fui pra Livraria Cultura matar o tempo enquanto minha amiga não chegava para o cinema. Mas fui pra sessão de música. E lá trombei com o SAMWAAD, trilha sonora do Ballet que o Ivaldo Bertazzo fez há alguns anos, algo de lindo, música indiana com toques de bateria (pandeiro, cuíca), delicado, sublime, forte. Me apaixonei e resolvi comprar.
Estava na fila do caixa quando vejo passando ali na frente um amigo. Curioso, eu havia pensado nele cerca de uma hora antes, quando estava indo pra Paulista... Saí correndo da fila e o chamei. Ele me convidou pra um café.
Já no café, minha amiga chegou. Ainda durante o café, esse amigo me pergunta sobre o concurso que eu havia prestado em 2008 (fui aprovada), numa Faculdade importante de SP. Não mais que um minuto depois, quando eu respondia ao meu amigo que o concurso vencia este ano e que precisava me mexer se quisesse ser contratada, chega no café um professor dessa Faculdade, do mesmo Departamento em que fui aprovada. Ele vem até mim e me pergunta se ainda estou interessada na vaga (como assim, Bial??? LÓGICO que eu to interesada na vaga!!!! ahahahahaha). Agora ele é o chefe do Departamento. E a contratação vai sair para o segundo semestre. Só preciso fazer o que eu já sabia que tinha que fazer, mas ainda estava sem forças físicas e psíquicas - preciso mexer alguns pauzinhos.

Saí correndo da livraria para assistir Educação com minha amiga. Abandonei o CD, senão perderíamos a sessão. Depois da sessão, estava quase indo embora quando me lembrei. Voltei à livraria que, por sorte, ainda estava aberta, comprei, e faz 48 horas que eu só consigo ouvir isso.

Hoje eu vinha dirigindo na estrada ouvindo SAMWAAD, quando um choro chegou. Não me preocupei em controlá-lo. Deixei-o fluir até se esgotar. Aumentei o volume e deixei que a música me envolvesse. E cheguei ao meu destino calma, tranquila, segura. Ainda não estou segura quanto ao significado desse choro. Mas sei, sinto, que ele é bom.

SAMWAAD significa HARMONIA DO ENCONTRO, mas eu não sabia disso até iniciar este post, quando fiz uma rápida pesquisinha no Google para encontrar os links que coloquei logo acima. SAMWAAD.

Um comentário:

  1. Anônimo8:41 PM

    Depois de ler seu post, aqui vai o filme recomendado: "Borderline", com Isabelle Blais. Há referênciai no YouTube... provavelmente o DVD em alguma boa locadora.
    Heess

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