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28 dezembro 2004


Esse é um Dasch, parente do Xuli, mas de pêlo comprido.

Vejam essas fotos dos cachorrinhos do site The DOG. São lindos!!!!!

Esclarecimentos

Este ainda é um blog em construção, e creio que o será por um booommmm tempo...
Estou republicando alguns posts com fotos. Não fiquem bravos! O último inédito, só informando, é o da Lista de Schindler, piegas como só Emilia sabe ser.
Mas pelo menos agora vcs podem admirar a beleza de meu cão Dasch, um legítimo salsicha dos Alpes, exímio caçador de mosquinhas e lagartixas, feroz guardião do hall do elevador, defensor de sua casa e de sua dona, horror dos porteiros que distribuem o jornal na madrugadinha!

A lista de Schindler

É foda, mexe com a gente, né? Acho que quando assisti a primeira vez estava muito sensível (novidade!), pois não parava de chorar, soluçava no meio da rua.
Tinha 17 anos, já se vão 11, portanto. O Astor ainda não era o 'lounge' da Mostra (que não tinha nome de distribuidora de petróleo), mas já tinha baratinhas passeando por entre (sobre) as poltronas, e a pipoca tinha gosto de amanhecida antes mesmo de começar a sessão.
Voltei devagar pro pensionato Maria Imaculada, ali na esquina da Padre João Manoel com a Itu, chorando sem parar. Chegando lá, minha colega de quarto me dizia: mas é só uma história! "Não, isso aconteceu de verdade!"
Hoje já não choro (tanto assim). Mas não dá pra não se emocionar. Além de lindo, faz pensar. Faz pensar que somos realmente privilegiados, que não nascemos no sertão, em Bangladesh ou na Chechênia, que temos dinheiro, comida, computador, prazeres, bebida, estudo, cultura, (seguro de) saúde. É uma maravilha? Não, não é. Mas vale a pena, de vez em quando, a gente parar de reclamar e de chorar e achar bom...
Pode me chamar de babaca, mas é isso mesmo. Somos privilegiados e nos esquecemos disso todos os dias. Não precisa agradecer a Deus, não, foi pura sorte. Foi sorte. É tudo.

25 dezembro 2004

Aquele abraço

Para prestigiar meus dois ou três heróicos amigos (as) que visitam esse blog freqüentemente, eu não poderia deixar de escrever uma mensagem de feliznataleprósperoanonovo.
Mas a criatividade está curta: muito sol na cabeça e privação alimentar (bem, nem tanta, não resisti ao pudim nem ao tender) mais necessidade de descansar= falta total de idéias, tudo em nome da beleza, ou de uma tentativa de melhorar o material corporal que sustenta este cérebro falante.
Podia falar sobre o livro que estou lendo: O beijo da mulher aranha, Manuel Puig, mas não tem nada a ver com o Natal, nem com esperanças de um ano melhor.
Ou então contar as travessuras de meus salsis disputando ossinhos e cascas de melancia pelo jardim, mas acho que ninguém ia ficar muito interessado.
Enfim, o posto já está muito grande e até agora não mandei a mensagem de amor e paz.
Então, lá vai: SAÚDE (sempre ouvia todo mundo falar isso mas só esse ano percebi que sem isso a gente não faz nada) pra todo mundo, comam direitinho, transem MUITO bem, apaixonem-se e confiem no próprio taco. O dinheiro é conseqüência (assim espero!!!). ;-)

22 dezembro 2004

Passei

Ufa! Antecipo aqui os agradecimentos da segunda página da minha futura dissertação de mestrado: obrigada mãe, pai, Pe, Bibba, Van, Fe, Fran e Paulo, que acompanharam mais de perto o processo todo; todos os amigas e amigos que me apoiaram (não vou citar nomes para não magoar ninguém); Casa de Dharma e toda a Sangha, por me ensinar o caminho da tranqüilidade; Silvia, pela revisão e pelas broncas (além da amizade!); Profa. Myrian (por acreditar em mim sem nem me conhecer); Eder, por tudo, sempre; Dani, pelo projeto e pela ajuda especial na véspera da prova quando eu pirava com os funcionalistas; todo mundo do NCA/PUC; Victor Palomo, meu terapeuta bom pra caralho; Fátima Rigato do Projeto Quixote/Unifesp e, finalmente, ao Professor Alvino Augusto de Sá, que também acreditou em mim sem me conhecer direito.
Parece precipitado agradecer só porque passei no mestrado, ou seja, ainda nem comecei. Pra maioria o mestrado pode ser só mais uma coisa, e passar talvez não tenha um significado muito importante. Mas eu investi nisso com toda a minha alma. Em todos os momentos, dei tudo o que eu podia, até na entrevista. E sei que enchi o saco e gastei a paciência de um monte de gente no caminho! risos
Tks!!!

Atendendo a pedidos...

mudei o link dos comentários. Melhor esclarecendo: quem leu Monteiro Lobato sabe que, quando a Emília (aquela tinha acento) abria a boca, todos diziam que 'abria a torneirinha de asneiras'. O que não significa que ela dissesse asneiras. Muito pelo contrário: Emília sempre tinha idéias mirabolantes e criativas com as quais resolvia os mais complicados problemas.
Mas para que não haja mais polêmica... mudei. Só não venham me dizer que xuxu se escreve com ch! risos. Pra mim, xuxu se escreve com 'xis'. Não acho que eles (o cão ou o legume) tenham cara de 'ch'. E xuxu pra mim é tratamento carinhoso, então... tell me, xuxu, o que vc está achando do meu blog!
Beijos da Emilia

PS: talvez demore um pouco para aparecer a mudança. esse negócio é meio leeeeeeeeeentooooooooooooo.............................

"Minha mãe é compra-compra"

Repetia a garotinha, incessantemente, no restaurante chinês onde rolava amável confraternização de final de ano de meditadores budistas. Ainda bem que a mãe não estava por perto...

21 dezembro 2004

O cão que ri


Meu cão dá risada. Tenho certeza disso. Ou, pelo menos, sorri pra mim.
Coisas que só dono apaixonado vê. Quando vamos na pracinha, ele vai longe, explorador, anda até os limites, até o último pedacinho de calçada permitido, fuça todos os cantinhos, os arbustos, come os pauzinhos e sininhos que caem dos eucaliptos. Às vezes só consigo ver seu rabinho, sempre empinado, no meio do mato que eventualmente toma conta da praça.
De repente, me dou conta de que ele está longe demais, quase escapando para conhecer a Heitor Penteado e imediações daquele comecinho da Vila Madalena. Então, dou um grito: Xuxú-úúú!!!
Ele aparece um instante depois. Vem correndo, voando, de língua de fora, como se não me visse há um tempão. E tem uma expressão no olhar que é pura alegria. As orelhas meio pra trás (sabe como é?) completam a carinha de felicidade, e me dão a convicção: ele está sorrindo pra mim.


20 dezembro 2004

Ansiedade

Eu devo ter lido isso em algum lugar e agora fico repetindo feito uma idiota: a ansiedade é o mal do século 21.
Conheço bem essa dona, já passei maus bocados por causa dela. Com uma parada forçada, fui conhecer o budismo e comecei a praticar meditação. Ainda estou muito longe do nirvana, mesmo porque não pratico todo dia, mas já é um passo. Um de cada vez, né?
Agora estou tentando me controlar porque o resultado do mestrado sai na quarta dia 22 e eu não posso sequer descontar no chocolate, já que estou fazendo DIETA.
É, Emilia que sempre foi tão magra que apareciam as costelas (naquela época ainda não era bonito), depois de muita bunda na cadeira estudando pra concurso e escrevendo petições para defender não os frascos e comprimidos, que ela tanto adora, mas os ricos-e-espaçosos-cheios-da-grana-que-podem-pagar-advogados-caros, engordou. Depois tomou corticóide e engordou mais ainda.
E agora virou uma vigilante do peso (eca! coisa tão de americano!). Anda com livrinho de pontos na bolsa. Mede a comida com xícara. Patético, mas funciona. Ainda bem.
Mas que um chocolatinho ia bem, ou uma Nhá Benta, nesse momento de tensão pré resultado, lá isso ia...


Zatoichi, puta filme, tem que ver!!

Adoro cinema. Mas sou do tipo metida a besta, gosto de cinema europeu e de filmes do circuito cabeça da cidade. É claro que assisto blockbusters também (agora, por exemplo, preciso ir ver a Bridget porque já li, eu admito, os dois livros). Mas freqüento Mostra, tenho há anos um sonho de comprar uma permanente, e morri de orgulho quando assisti Tiros em Columbine um ano antes de entrar em cartaz. Ninguém sabia quem era Michael Moore...
Tudo isso pra falar de Zatoichi, que estreou esta sexta e que eu ;-) assisti na Mostra. É sensacional! Se vc gostou do Kill Bill, TEM QUE assistir esse filme, do diretor japonês Takeshi Kitano. O visual é SENSACIONAL, a trilha sonora, a história, tudo.
Mas não vou me meter a fazer crítica de cinema. Isso eu deixo para o meu amigo Fabio Camarneiro, jovem, talentoso e entendidíssimo do babado. Uma vez por semana ele publica uma crítica no site da Anhembi-Morumbi. Vale a pena conferir as dicas do rapaz. Clique aqui para ver.

(Da série 'vamos fazer propaganda dos amigos')

19 dezembro 2004

Blogando com defeito

Como vcs podem perceber, o blog está com defeito. Ainda não consegui resolver a grande "questã" das fotos. Um dia, lindinhas, estão lá, embelezando minhas mal traçadas linhas. No outro, não se dão ao trabalho.
Ainda pretendo fazer outras mudanças estéticas neste espaço, que está limpo demais pro meu gosto. Não sou assim tão minimalista.
Enquanto isso... não deixem de vir! Já tenho toneladas de posts imaginários, só falta sentar pra escrever!

17 dezembro 2004

Olha este site

www.marcelocatalan.com

Tem fotos lindas e o design, de geladeira, com pingüim e tudo, moderno-kitsch, é lindo de morrer.

Quando o carteiro chegar... e outras fotos

Meu amigo Mario Rui Feliciani acaba de lançar um livro de lindas fotografias.
Com apresentação de Arcangelo Ianelli (tá pensando que é pouca bosta??? não, é muita bosta!!! risos), reúne as imagens de caixas de correio que o fotógrafo, engenheiro, advogado, cinéfilo, 'livrófilo' e 'musicófilo' Mario registrou em passeios pela Grande São Paulo.
Sendo grande, há muita coisa igual, mas muita singeleza e criatividade também. E o olhar do Mario captou essa singeleza.
Há quem queira ter certeza de que o carteiro viu mesmo a casa, indicando o endereço todo com letras tortas de pincel ou com ostensivas flechas vermelhas.
Há casas de passarinho, fendas no portão, há as de ferro ou as de madeira, minuciosamente construídas. E há até caixa sem fenda alguma.
Lembrei da minha ansiedade quando, adolescente, antes do boom da internet e do e-mail, escrevia páginas e páginas de cartas e aguardava ansiosa a resposta, que às vezes não vinha, ou tardava.
Talvez com umas flechas vermelhas indicando o local, o carteiro não se equivocasse...
Confiram o trabalho lindo do Mario e outras fotografias no sítio dele (clique aqui) .
E prestem atenção no aviso quanto aos direitos autorais, porque eu sou testemunha de que ele fica realmente muito bravo!

(Este é somente o primeiro post da série 'vamos fazer propaganda dos amigos'. Aguardem!)

15 dezembro 2004

Feira Livre


Este ano descobri a feira livre. Descobri que as coisas lá custam a metade do preço do sacolão, principalmente se vc for na hora do almoço, quando está acabando e o cara já tá vendendo a bandeja de lichia por UM real. Com vinte pilas, vc faz uma puta feira, de verdade, com peixe e tudo (pra uma pessoa, pelo menos). Outro dia fui no sacolão e com os mesmos vinte comprei metade do que tinha comprado com 10 na feira.
Consumistas, atenção! Nada como ir à feira pra sentir-se realizada! È como liquidação: vc sempre vai embora triunfante, achando que fez um bom negócio!
Sem contar a outra parte legal, que é divertimento de observar, ouvir e cheirar.
Na feira de quarta, aqui perto de casa, tem uma barraca que deve ser a campeã de vendas de frutas. As frutas são boas, claro, mas o que faz a diferença são os rapazes. Eles gritam mesmo, sem parar, umas coisas engraçadas... outro dia era o melão: 'é pequenininho mas é gostoso, só um real o melão!!!'. Eles são irmãos e têm a voz meio fanha na hora de gritar, é engraçadíssimo.
E os cheiros? O perfume do manjericão, e do alecrim... Hmmmmm... adoro os cheiros, experimentar a fruta na barraca, escolher a alface fresquinha.
Não nos esqueçamos do pastel e do caldo de cana, menção honrosa no quesito delícias de morrer de vontade. Ainda mais agora que estou de dieta...
E eu, que sempre paquerei no Pão de Açúcar, agora também aproveito pra paquerar os mocinhos interessantes que fazem feira...
Experimentem, eu recomendo. É barato, gostoso e diversão garantida!

13 dezembro 2004

Pay it forward

Em português, "A corrente do bem". Com Kevin Spacey, Haley Joel Osment (o garoto de O Sexto Sentido) e Helen Hunt. Passou agorinha na Warner, um dos canais que ainda restam na minha mirrada assinatura ultramegabásica da TVA.
O filme, é lógico, é baseado em livro que deve ter vendido horrores depois da estréia... Tá vendo, já funcionou, a autora já ficou rica! A história é piegas, claro, mas não é que dá vontade?
Fala a verdade, quando vc vê um filme de gente ajudando gente não dá mesmo vontade de ajudar? Pois então, não sei por quanto tempo vai durar a minha resolução, mas vou tentar cumprir a tal corrente. Ajudar três pessoas não parece uma má idéia.
Detesto correntes, quebro todas, acho um saco. Não se trata, contudo, de uma corrente de palavras (ou orações) que, por si, não levam a nada e ainda têm uma praga no final pra quem não repassar (odeio pragas!).
Trata-se de agir. De verdade. O meu irmão provavelmente vai achar isso muito idiota, ele já fala que eu tenho mania de querer ajudar sem que os outros peçam, acha isso insuportável.
Bem, não sei se vou me lembrar disso até conseguir ajudar as tais três pessoas, talvez dure uma semana só, mas o que importa é a gente se sentir melhor, né? No fim, no fim, é isso que ensinam todas as religiões...
E eu acho que não vou para o inferno só porque não acredito em Deus. Espero que, se ele existir mesmo, perceba que eu fui uma boa moça.
Sabe aquele adesivo (ótimo) de carro, "Good girls go to heaven, Bad girls go everywhere" ?? Pois eu espero, sinceramente, conseguir encontrar o balanço.
É, não tem jeito... acho que vou passar um tempinho no purgatório (risos).

12 dezembro 2004

Ode às cuecas novas

Importante mesmo esse negócio das cuecas. Há homens que não dão a menor bola pra isso e, além de usar aquelas horríveis tradicionais, tipo sunga, ainda as usam até desintegrar.
Até aí, usar aquela cuequinha velha na ginástica, ou num dia em que vc não vai encontrar a moça, tudo bem. Nós também temos calcinhas velhinhas que usamos nos dias em que (provavelmente) nada vai acontecer.
Mas tirar na frente da moça uma cueca com elástico arregaçado e toda desconjuntada, horrorosa mesmo, talvez até meio encardida, ah, isso não dá! É de perder o tesão!
Ainda se fosse preta... vá lá, disfarçava um pouco...
Ah, os homens que usam cuecas boxer! Ah, a samba-canção! Nada mais lindo que um homem de samba-canção!
Eu sei, eu sei, são bem mais caras. Eu sei, não vêm naquele pacote com três da promoção (aaargh!!). Mas vcs bem que podiam ter algumas. Pra usar de vez em quando, né? Pra fazer um charmezinho...
Ou então, pelo menos, não saiam com a moça com aquela cueca encardida e sem elástico! Pode sair até sem cueca, é muito sexy na hora de tirar (risos). E, pelamordedeus, se estiver com ela, sem querer, justo naquele dia, vai tirar no banheiro, sei lá, se vira, bota uma venda nos olhos dela! Mas não deixa a moça ver não... é meio broxante! Além de dar uma impressão de que o cara não é exatamente muito limpo...
Não têm homens que se dizem apaixonados por todas as mulheres? Pois eu, talvez, seja uma mulher apaixonada por todos os homens. Mas duvido que o Vinícius gostasse de mulher com calcinha velha e feia. Duvido.

11 dezembro 2004

A Hora Mágica


O surrealista Magritte tem uma pintura que eu adoro e me lembra muito esse momento a que me refiro. Chama-se 'O Império das Luzes' (trata-se de uma série, na verdade).

À primeira vista, vemos uma rua à noite, e dentro da casa, luzes. Um lampião na rua. Tudo é escuro e o contorno das árvores é nítido. Penso em acolhimento, e os pássaros ali nas árvores já estão recolhidos em seus ninhos.

Depois de alguns minutos observando o quadro (eu tive o prazer de vê-lo em Veneza em 1998) nos damos conta de que logo acima o azul é, literalmente, celeste, e brancas nuvens de meio-dia pairam sobre a cena.

É genial.

10 dezembro 2004

A Hora Mágica

Um amigo que entende das coisas de cinema me explicou que a expressão 'a hora mágica' é usada por cineastas (e fotógrafos, eu presumo) para definir dois momentos do dia (na madrugada ou ao anoitecer).
Vou falar do que eu mais conheço e que mais gosto.
Momento em que ainda não é noite (mas quase). O sol já se escondeu, mas no horizonte ainda resta um pouco de luminosidade.
O azul do céu é profundo. Vênus já apareceu, assim como a lua, brilhante. Se for crescente, então, é o cenário perfeito. Se for em Botucatu, cidade de céu muito limpo e muito brilhante, melhor ainda. Cigarras cantando e cheirinhos de entardecer também fazem parte do visual.
O que mais me impressiona são as silhuetas das árvores e casas, negras, recortadas sobre esse céu maravilhoso. As luzes das casas e dos postes, recém acesas, dão o toque final à atmosfera de recolhimento e intidade desse momento do dia.

(continua...)

07 dezembro 2004

Emilia tomou uma pílula

Nunca havia pensado em ter um blog até conhecer M. há um ano, mais ou menos. A empatia foi instantânea, e a troca de e-mails, intensa. A certa altura, depois de uma semana de mensagens, disse que os meus e-mails eram ótimos, que eu escrevia muito bem. Já pensou em ter um blog?
Bem, eu tava trabalhando pra caramba, mal tinha tempo pra cuidar do cão (Xuli), que já andava roendo os saltos dos meus sapatos ($$$) e lambendo constantemente as patinhas. Então, deixei pra lá. M. e eu desaparecemos, assim como, um dia, surgimos.
Janeiro de 2004. Escrevi um pequeno relato fantasiado sobre um acontecimento no Rio de Janeiro. Pouco tempo depois... um vírus "x", jamais identificado, me levou direto pro hospital. Tempo obrigatório pra pensar sobre a vida. Mas o que é que eu gosto mesmo de fazer??? Ler. E escrever. E não foi por isso que me apaixonei pelo Direito? (mal sabia...)
Resolvi que ia escrever um livro. Parei, é claro na página 3. Parei. Meses depois, enfiada dentro de casa estudando, um dia, comecei a escrever. O instinto descritivo. Alguma coisa não-jurídica, não-criminal, tentativas de conto.
E não é que (sincronicidades...) encontro M. um ano depois? Gentil como só ele, me liga pra dar parabéns, vamos nos ver, marcamos um café? Ao café, pois. À troca cotidiana de palavras. Mando para M. um desses escritos, resultados de noites não-dormidas escrevendo em criminologês. E lá vem ele, de novo: já pensou em ter um blog?
Tá aqui o blog, então. Sobre o muito que conheço pouco. Há tanto pra falar! Culpa do Dr. Caramujo. Ah, por favor, Emilia sem acento, tá?