Ele ficou! Até onde entendi, estava perdendo por mais de 70% pra uma adolescente de cabelo cor-de-rosa e piercing de boi (entre outros adereços). Mas aí houve uma reviravolta e o cara ficou. Por pouco, mas ficou.
Será? Será que a comunidade gay uniu suas forças para manter o cara lá? Milhares de GLS congestionando os telefones da rede globo e o site da globo.com para votar no cara? Será?
Vejam o que achei no site do Grupo Gay da Bahia: "Isto tudo é para intensificar o pedido para que façamos valer o "glbt power" e votemos na Juliana, garantindo a presença do Jean. E façamos uma corrente, pedindo aos amigos e colegas que também votem em Juliana. O site para votar é www.globo.com(...) Por telefone, o número para votar na Juliana é 0300 400 9902. Viva os homossexuais brasileiros! Viva, Jean, gay e baiano!!!!!!!"
Tem gente que não se interessa... mas eu achei no mínimo curioso... acompanhem aqui o desenrolar dos acontecimentos...
20 janeiro 2005
Nina Lemos
Em um café simpático ali na Cônego Eugênio Leite, quase na esquina com a Cardeal, ao ladinho de um restaurante gourmet vegetariano, encontrei com uma amiga a Nina Lemos, jornalista que escreve no site 02 Neurônio, que eu acho ótimo, na revista TPM e no Folhateen.
Ela é um tipo inconfundível. Uma carioca em SP dificilmente passa despercebida, ainda mais se usa umas roupas super-uper descoladas, tênis colorido, aquelas coisas.
Ela foi até simpática, considerando que, assim que a abordei para dizer 'meu, suuuuuuuuper legal seu trabalho!', a minha amiga disse a ela que eu a imitava. Na verdade, o que a amiga quis dizer é que, por ex, ao invés de 'paquera', gíria ainda usada pela geração 80, de vez em quando eu digo 'pretê', expressão inventada (ou, pelo menos difundida) pelas moças do 02 Neurônio - que, a propósito, são três. Mas ficou estranho.
Apressei-me em corrigir o engano, informando que (apesar de estar fazendo nada em plena terça à tarde, de calça jeans, camiseta e tênis) eu era advogada, e não tinha nada a ver com a área...
Já vejo os oficiais de justiça batendo à minha porta com a citação da ação por plágio. Neste exato momento um time de advogados fuça a internet procurando 'a advogada que imita a Nina Lemos'.
Bem que eu poderia ter a conta bancária da Nina Lemos. Ou o emprego da Nina Lemos. Ou, sei lá eu, o guarda-roupa da Nina Lemos. Não seria nada mal.
Mas sabe que eu tô bem contentinha na minha própria pele? Olha, não posso reclamar, não tenho passado mal, não...
Ela é um tipo inconfundível. Uma carioca em SP dificilmente passa despercebida, ainda mais se usa umas roupas super-uper descoladas, tênis colorido, aquelas coisas.
Ela foi até simpática, considerando que, assim que a abordei para dizer 'meu, suuuuuuuuper legal seu trabalho!', a minha amiga disse a ela que eu a imitava. Na verdade, o que a amiga quis dizer é que, por ex, ao invés de 'paquera', gíria ainda usada pela geração 80, de vez em quando eu digo 'pretê', expressão inventada (ou, pelo menos difundida) pelas moças do 02 Neurônio - que, a propósito, são três. Mas ficou estranho.
Apressei-me em corrigir o engano, informando que (apesar de estar fazendo nada em plena terça à tarde, de calça jeans, camiseta e tênis) eu era advogada, e não tinha nada a ver com a área...
Já vejo os oficiais de justiça batendo à minha porta com a citação da ação por plágio. Neste exato momento um time de advogados fuça a internet procurando 'a advogada que imita a Nina Lemos'.
Bem que eu poderia ter a conta bancária da Nina Lemos. Ou o emprego da Nina Lemos. Ou, sei lá eu, o guarda-roupa da Nina Lemos. Não seria nada mal.
Mas sabe que eu tô bem contentinha na minha própria pele? Olha, não posso reclamar, não tenho passado mal, não...
17 janeiro 2005
O gay no BBB
Sinto muito, impossível não comentar: o gay declarado do BBB foi maciçamente votado pelos demais 'machos' da casa para o primeiro paredão.
O preconceito se revelou descaradamente, não teve nem firula...
E tem um programa na tv a cabo chamado Amazing Race. São duplas competindo em vários países, alguns com línguas difíceis de falar, tem que escalar, fazer rapel, nadar no meio de tubarões, etc. Agora sobraram: um casal hétero, uma dupla de amigos, e um casal de gays.
A competição é acirrada e o casal gay é super preparado e competitivo (além de serem gostosos pra caramba...). O mais louco é que o cara do casal hétero não se conforma em perder para o gay. E fica o tempo todo 'xingando' o outro de gay.
Nem tenho muito o que comentar, de tão estúpido que é. Era só pra fazer um registro dos fatos mesmo...
O preconceito se revelou descaradamente, não teve nem firula...
E tem um programa na tv a cabo chamado Amazing Race. São duplas competindo em vários países, alguns com línguas difíceis de falar, tem que escalar, fazer rapel, nadar no meio de tubarões, etc. Agora sobraram: um casal hétero, uma dupla de amigos, e um casal de gays.
A competição é acirrada e o casal gay é super preparado e competitivo (além de serem gostosos pra caramba...). O mais louco é que o cara do casal hétero não se conforma em perder para o gay. E fica o tempo todo 'xingando' o outro de gay.
Nem tenho muito o que comentar, de tão estúpido que é. Era só pra fazer um registro dos fatos mesmo...
15 janeiro 2005
Milho - um post quase non-sense
Meus apelidos quase sempre foram todos derivados do Emilia: Mi, Mia, Mila. Tive um ou outro amiguinho que me chamava de Ma, do Maria - que eu não gosto, pois não me sinto Maria (pode gritar no meio da rua que eu não atendo!).
Os apelidos familiares eram Mi e Milha, pelo qual até hoje sou chamada de vez em quando. Quando falo Milha, já digo que é a mulher do milho (agora lembrei também da margarina, 'Mila, é a margarina, que veio do milho, Mi-la!).
Pois fui procurar uma foto de milho na internet pra botar no msn e me dei conta de que, definitivamente, não dá: ou o milho é mesmo muito pornográfico ou eu sou pervertida demais (ou serão as duas coisas?).
Digitei 'milho' no google e cliquei em imagens (nossa, demorei mais de ano pra perceber que pode buscar imagens no google). Veio um monte de fotos e desenhos, fui até parar numa página no Anuário Brasileiro do Milho, a única que tinha uma foto que dava pra por sem parecer sacanagem.
É, acho que ando mesmo muito depravada... As cenouras, os pepinos, as bananas e até as abobrinhas, tudo parece me lembrar daquilo que todo mundo tem vontade, mas tem vergonha de confessar (e às vezes de fazer).
Mas recorrer aos vegetais... bem, esse é um tipo de segredo que não se confessa nem no túmulo.
Os apelidos familiares eram Mi e Milha, pelo qual até hoje sou chamada de vez em quando. Quando falo Milha, já digo que é a mulher do milho (agora lembrei também da margarina, 'Mila, é a margarina, que veio do milho, Mi-la!).
Pois fui procurar uma foto de milho na internet pra botar no msn e me dei conta de que, definitivamente, não dá: ou o milho é mesmo muito pornográfico ou eu sou pervertida demais (ou serão as duas coisas?).
Digitei 'milho' no google e cliquei em imagens (nossa, demorei mais de ano pra perceber que pode buscar imagens no google). Veio um monte de fotos e desenhos, fui até parar numa página no Anuário Brasileiro do Milho, a única que tinha uma foto que dava pra por sem parecer sacanagem.
É, acho que ando mesmo muito depravada... As cenouras, os pepinos, as bananas e até as abobrinhas, tudo parece me lembrar daquilo que todo mundo tem vontade, mas tem vergonha de confessar (e às vezes de fazer).
Mas recorrer aos vegetais... bem, esse é um tipo de segredo que não se confessa nem no túmulo.
Perspectivas
Não é brincadeira quando dizem que pensamento positivo atrai coisas boas. E coisas boas atraem mais e mais coisas boas. Maré de sorte, na verdade, é resultado de empenho e dedicação, de colocar suas energias nas coisas em que se acredita e de que se gosta.
O stress de buscar algo que a gente realmente quer é bom e gratificante, ainda que o resultado não venha ou demore mais a chegar.
Ajuda associar-se com as pessoas certas, no momento certo. É uma bola de neve: as coisas vão acontecendo sem que vc tenha muito tempo pra pensar, só fazer.
Sai da frente, que eu tô chegando!
O stress de buscar algo que a gente realmente quer é bom e gratificante, ainda que o resultado não venha ou demore mais a chegar.
Ajuda associar-se com as pessoas certas, no momento certo. É uma bola de neve: as coisas vão acontecendo sem que vc tenha muito tempo pra pensar, só fazer.
Sai da frente, que eu tô chegando!
13 janeiro 2005
Chuva
Esta noite eu sairia às ruas. Não fossem necessidades que me obrigam a permanecer trancafiada, sábado à noite, em meu diminuto apartamento, hoje eu sairia a passear pelas ruas límpidas da cidade.
A chuva que veio no fim da tarde lavou os postes, as luzes, o asfalto, as janelas e as almas. A minha, pelo menos. As nuvens brancas estão indo embora com um vento sutil e fresco, que entra graciosamente pela minha janela escancarada de felicidade. Abri completamente as cortinas, deixei-o tudo invadir.
Troquei os lençóis da cama, não sem antes deixar respirar um pouco o quarto. Arrumei a casa, depois fui eu mesma me deliciar com a água, meu elemento natural. Sempre fui de água, dizem os astrólogos e o meu deleite com banhos, de rio, de mar, de chuveiro, de banheira, de piscina, de chuva! Quando adolescente, saíamos eu e Vanessa pelas ruas nas chuvas de verão. Notávamos o céu fechado, as nuvens se avolumando, se embebendo e, quando começava a torrente, corríamos felizes a ensopar nossas camisetas e tênis All Star.
E por essa minha essência tão aquática, tão elementar, hoje estou apaixonada por São Paulo de banho tomado. O céu agora está limpo; não vejo a lua, mas deve estar pertinho. Até estrelas se vêem hoje na capital, isso sem contar as janelas nos prédios, que estão mais brilhantes, mais festivas. A luz tem algo diferente, como se cuidadosamente estudada para transmitir uma sensação de fantasia, quase surreal, quase inexistente.
É como se a cidade, depois de se banhar com sais aromáticos (unhas pintadas e cabelo displicentemente (des)penteado), tivesse se arrumado toda: aqueles brincos novos, de cristal, toque de gloss nos lábios, um blush nas maçãs para ficar corada, vestido glamouroso da coleção primavera-verão do Lino Villaventura e sandálias delicadas, de salto alto, pra completar.
São Paulo, esta noite, está assim, perfumada, linda, pronta pra sair, esperando a vida acontecer.
Também eu estou perfumada, linda, pronta pra sair pro mundo, esperando e fazendo a vida acontecer.
(este texto foi produzido em outubro de 2004 )
A chuva que veio no fim da tarde lavou os postes, as luzes, o asfalto, as janelas e as almas. A minha, pelo menos. As nuvens brancas estão indo embora com um vento sutil e fresco, que entra graciosamente pela minha janela escancarada de felicidade. Abri completamente as cortinas, deixei-o tudo invadir.
Troquei os lençóis da cama, não sem antes deixar respirar um pouco o quarto. Arrumei a casa, depois fui eu mesma me deliciar com a água, meu elemento natural. Sempre fui de água, dizem os astrólogos e o meu deleite com banhos, de rio, de mar, de chuveiro, de banheira, de piscina, de chuva! Quando adolescente, saíamos eu e Vanessa pelas ruas nas chuvas de verão. Notávamos o céu fechado, as nuvens se avolumando, se embebendo e, quando começava a torrente, corríamos felizes a ensopar nossas camisetas e tênis All Star.
E por essa minha essência tão aquática, tão elementar, hoje estou apaixonada por São Paulo de banho tomado. O céu agora está limpo; não vejo a lua, mas deve estar pertinho. Até estrelas se vêem hoje na capital, isso sem contar as janelas nos prédios, que estão mais brilhantes, mais festivas. A luz tem algo diferente, como se cuidadosamente estudada para transmitir uma sensação de fantasia, quase surreal, quase inexistente.
É como se a cidade, depois de se banhar com sais aromáticos (unhas pintadas e cabelo displicentemente (des)penteado), tivesse se arrumado toda: aqueles brincos novos, de cristal, toque de gloss nos lábios, um blush nas maçãs para ficar corada, vestido glamouroso da coleção primavera-verão do Lino Villaventura e sandálias delicadas, de salto alto, pra completar.
São Paulo, esta noite, está assim, perfumada, linda, pronta pra sair, esperando a vida acontecer.
Também eu estou perfumada, linda, pronta pra sair pro mundo, esperando e fazendo a vida acontecer.
(este texto foi produzido em outubro de 2004 )
Orkut
Não é curioso que hoje uma das primeiras coisas que vc pergunta quando conhece alguém é 'vc tá no orkut?' Se a pessoa estiver, nem mesmo o e-mail dela vc precisa perguntar.
Pelo perfil da pessoa é fácil perceber onde mora, que locais freqüenta, se lê, se não lê, o que lê, que tipo de música ouve, até a opção sexual. Pessoas que não declaram opção sexual normalmente são gays/lésbicas. Isso tudo pode facilitar as coisas, porque vc já vê de cara se o seu mais novo pretê tem namorada (embora muitos não declarem isso também), se é vegetariano ou um carnívoro inveterado...
E as intrigas? Isso é realmente engraçado: já vi gente receber scraps de pessoas que, de repente, aparecem, embora não falassem com vc há anos, tudo porque vc anda saindo com um conhecido dela...
Scraps indiscretos também são perigosos, revelando com quem vc esteve, quando, se foi bom ou não. Tem muita mocinha ficando doidinha por aí ao ver scraps muito amorosos de outras mocinhas na página de seu pretê...
E tem ainda aquela pessoa que vc adicionou e que misteriosamente desapareceu da sua lista de amigos, o que significa que ela realmente não gosta de vc e não faz a menor questão de ver a sua carinha por ali.
Ô mundinho estranho esse. A gente imagina coisas bizarras, tudo por causa de bilhetinhos indiscretos virtuais. A vida era mais simples quando as relações eram só de verdade.
Alguém imagina qual será a mania virtual em 2010???
Pelo perfil da pessoa é fácil perceber onde mora, que locais freqüenta, se lê, se não lê, o que lê, que tipo de música ouve, até a opção sexual. Pessoas que não declaram opção sexual normalmente são gays/lésbicas. Isso tudo pode facilitar as coisas, porque vc já vê de cara se o seu mais novo pretê tem namorada (embora muitos não declarem isso também), se é vegetariano ou um carnívoro inveterado...
E as intrigas? Isso é realmente engraçado: já vi gente receber scraps de pessoas que, de repente, aparecem, embora não falassem com vc há anos, tudo porque vc anda saindo com um conhecido dela...
Scraps indiscretos também são perigosos, revelando com quem vc esteve, quando, se foi bom ou não. Tem muita mocinha ficando doidinha por aí ao ver scraps muito amorosos de outras mocinhas na página de seu pretê...
E tem ainda aquela pessoa que vc adicionou e que misteriosamente desapareceu da sua lista de amigos, o que significa que ela realmente não gosta de vc e não faz a menor questão de ver a sua carinha por ali.
Ô mundinho estranho esse. A gente imagina coisas bizarras, tudo por causa de bilhetinhos indiscretos virtuais. A vida era mais simples quando as relações eram só de verdade.
Alguém imagina qual será a mania virtual em 2010???
12 janeiro 2005
"Promotor atirou em estudante agachado"
Quem estava agachado? O promotor ou o estudante? O título da pequena nota na Folha desta quarta deixa dúvidas. E é preciso ler o texto com cuidado para entender que na verdade quem estava agachado era o estudante, e não o promotor.
Para o jovem e impetuoso membro do MP, a dubiedade da manchete não faz muita diferença: a pena não vai mudar... Nem a estranheza da situação de ele estar armado num luau.
Mas para o leitor, especialmente pra mim, que sou especialista na área, faz. Dava uma questão de vestibular...
Sou pentelha com o português. Erro, às vezes, claro, como todo mundo. Mas me espanto com advogados e jornalistas cometendo erros crassos... não são médicos, não são engenheiros! São pessoas cujo cotidiano é lidar com palavras, com interpretações, que devem ler, devem estudar. Espera-se, portanto, que ao menos elas saibam direitinho o português.
O exemplo da Folha é suave, quase bobo. É um erro compreensível quando se considera que o jornal é feito como a salsicha e a lei. Só peguei o mote porque quando me lembro das petições que já vi por aí... me dá vontade de chorar.
Ainda bem que o meu pai me ensinou a ler muito. E que a OAB anda caprichando um pouco mais no exame... tomara ser alfabetizado seja um requisito, porque antes não era bem assim.
Para o jovem e impetuoso membro do MP, a dubiedade da manchete não faz muita diferença: a pena não vai mudar... Nem a estranheza da situação de ele estar armado num luau.
Mas para o leitor, especialmente pra mim, que sou especialista na área, faz. Dava uma questão de vestibular...
Sou pentelha com o português. Erro, às vezes, claro, como todo mundo. Mas me espanto com advogados e jornalistas cometendo erros crassos... não são médicos, não são engenheiros! São pessoas cujo cotidiano é lidar com palavras, com interpretações, que devem ler, devem estudar. Espera-se, portanto, que ao menos elas saibam direitinho o português.
O exemplo da Folha é suave, quase bobo. É um erro compreensível quando se considera que o jornal é feito como a salsicha e a lei. Só peguei o mote porque quando me lembro das petições que já vi por aí... me dá vontade de chorar.
Ainda bem que o meu pai me ensinou a ler muito. E que a OAB anda caprichando um pouco mais no exame... tomara ser alfabetizado seja um requisito, porque antes não era bem assim.
11 janeiro 2005
Sedução
Outro dia vi um filme brasileiro bobinho na Globo: Avassaladoras. Além do colírio Gianecchini e da ótima Giovanna Antonelli, em papel em que não exercita nem metade de seu talento, não resta muita coisa no filme. Mas sempre sobra alguma coisa...
A personagem de Giovanna é uma moça que, pra variar, procura namorado, mas não acha. No desespero, recorre até a uma agência de encontros. E para ensiná-la alguns segredos há uma outra personagem, um gay psicanalista que escreve um livro sobre relacionamentos.
A maior lição do cara, na minha modesta opinião, é a seguinte: seduza o mundo.
Em outras palavras, não são só os homens que vc tem que seduzir: a sedução é o tempo todo, com homens, mulheres, crianças. Porteiros, ascensoristas, faxineiros, motoristas de táxi, vizinhos, caixas de banco, professores, alunos, colegas de trabalho, conhecidos, amigos, cachorros e papagaios: tudo é sujeito e objeto dessa prática.
Eu acho que isso acontece quando a gente vive momentos especiais. Eu creio estar vivendo um desses momentos agora. É uma sensação tão boa, tão cheia de vida, porque as pessoas respondem de uma maneira muito gostosa ao seu bom humor, e isso se reflete na sua pele, no seu olhar, no seu sorriso.
O negócio é curtir a maré boa enquanto ela está aí!!! É o que estou fazendo. E, sinceramente, estou amando!
A personagem de Giovanna é uma moça que, pra variar, procura namorado, mas não acha. No desespero, recorre até a uma agência de encontros. E para ensiná-la alguns segredos há uma outra personagem, um gay psicanalista que escreve um livro sobre relacionamentos.
A maior lição do cara, na minha modesta opinião, é a seguinte: seduza o mundo.
Em outras palavras, não são só os homens que vc tem que seduzir: a sedução é o tempo todo, com homens, mulheres, crianças. Porteiros, ascensoristas, faxineiros, motoristas de táxi, vizinhos, caixas de banco, professores, alunos, colegas de trabalho, conhecidos, amigos, cachorros e papagaios: tudo é sujeito e objeto dessa prática.
Eu acho que isso acontece quando a gente vive momentos especiais. Eu creio estar vivendo um desses momentos agora. É uma sensação tão boa, tão cheia de vida, porque as pessoas respondem de uma maneira muito gostosa ao seu bom humor, e isso se reflete na sua pele, no seu olhar, no seu sorriso.
O negócio é curtir a maré boa enquanto ela está aí!!! É o que estou fazendo. E, sinceramente, estou amando!
10 janeiro 2005
Este banner eu quero por lá em cima. Mas estou apanhando do HTML...
Sabe quem fez? Marcelo Calenda: designer talentoso pra caramba e músico também. Já falei dele? Pois falo de novo. Vai lá ver o site: www.revolut.com.br, é da agência, a Revolut, em que trabalha com o amigo Bertoldo.
09 janeiro 2005
Amores
É um filme do diretor carioca Domingos Oliveira. É o terceiro dele que vejo; na verdade vi só metade, peguei assim por acaso no Canal São Paulo, neste domingo de lezeira. Pra quem não sabe, é o criador das Confissões de Adolescente, sucesso da TV Cultura nos anos 90 (?), e em 2004 ganhou uma mostra de seus trabalhos em cinema e TV, no CCBB/SP.
Os outros que vi e amei foram Separações e Feminices, que são os dois últimos longas dele. Feminices, se ainda não entrou em cartaz, deve entrar logo (eu vi na Mostra). Não percam!
O diretor trabalha quase sempre com o mesmo elenco e, nos filmes citados, com o mesmo tema: os relacionamentos, as mulheres, alegrias e tristezas do amor e da amizade. Mas faz isso sempre com um humor impagável e uma delicadeza, uma capacidade de expor as indas e vindas que fazem a vida com muita naturalidade. Quem quiser ver um filme leve, rir e se emocionar, vá assistir Feminices. Não vai se arrepender.
Os outros que vi e amei foram Separações e Feminices, que são os dois últimos longas dele. Feminices, se ainda não entrou em cartaz, deve entrar logo (eu vi na Mostra). Não percam!
O diretor trabalha quase sempre com o mesmo elenco e, nos filmes citados, com o mesmo tema: os relacionamentos, as mulheres, alegrias e tristezas do amor e da amizade. Mas faz isso sempre com um humor impagável e uma delicadeza, uma capacidade de expor as indas e vindas que fazem a vida com muita naturalidade. Quem quiser ver um filme leve, rir e se emocionar, vá assistir Feminices. Não vai se arrepender.
O Casório
Agora o de verdade: foi lindo, chorei (lógico). Lembrei logo da Carrie e suas amigas do Sex and the city, que iam em casamentos e eram colocadas nas mesas dos solteiros e desparcerados em geral. Fiquei muuuuuuuuuuito perdida no começo, porque esperava encontrar pelo menos UMA pessoa conhecida além da noiva e do noivo (que mal se lembrava de mim, é claro, porque só me viu uma vez), e não encontrei. Mas depois... não é que a minha mesa tava ótima??? Tinha um casal, mas o resto eram solteiros e/ou pessoas cujos parceiros estavam ausentes. Um povo super simpático. Conversamos muito, rimos, dançamos, foi ótimo!
Depois ainda dei meu showzinho (nada demais, só dancei uma musiquinha do Rick Martin, uns passinhos de salsa fingida, não foi um 'strip' nem 'bebadagem'), porque Emilia tem que aparecer, né? Não é à toa que tem o mesmo nome da boneca de pano. Mas o resultado foi ótimo: recebi elogios à minha infinitesimal graça e beleza (praticamente uma Gisele Bündchen!! - risos), fiquei lisonjeada, claro, e muito feliz. Endorfina na veia!
Excelente fechamento para uma quase-semana de descanso e de fase final de recuperação da auto-estima Emiliana, que andou bastante abalada no ano que acabou.
E amanhã (ops, hoje!) ainda tem mais! Festa de aniversário da minha anfitriã! (da praia) Ueba!
Depois ainda dei meu showzinho (nada demais, só dancei uma musiquinha do Rick Martin, uns passinhos de salsa fingida, não foi um 'strip' nem 'bebadagem'), porque Emilia tem que aparecer, né? Não é à toa que tem o mesmo nome da boneca de pano. Mas o resultado foi ótimo: recebi elogios à minha infinitesimal graça e beleza (praticamente uma Gisele Bündchen!! - risos), fiquei lisonjeada, claro, e muito feliz. Endorfina na veia!
Excelente fechamento para uma quase-semana de descanso e de fase final de recuperação da auto-estima Emiliana, que andou bastante abalada no ano que acabou.
E amanhã (ops, hoje!) ainda tem mais! Festa de aniversário da minha anfitriã! (da praia) Ueba!
(O Casório)
(parêntesis pra contar que fui noivinha na festa junina do pré do La Salle, em milnovecentosebolinha. o noivo era um menino que eu gostava. a minha mãe tinha dito pra não pedir pra ser noiva porque eu já tinha o vestido de caipirinha e, em tempos bicudos como eram aqueles - e não são hoje também? -, não podia gastar com outro. pois eu não quis saber. bati o pé e fui noivinha. de vestido de cortina - que nem Scarlet O'Hara - rendada, cabelo bem curtinho, véu preso na tiara e sandália melissa branca com meia. e pintinhas no rosto, uma fofura. a frase que eu dizia lembro até hoje: 'se a mãe deixá eu caso, uai!")
De volta
À vidinha besta. Mas este ano tenho aulas, de volta aos bancos universitários! Mal posso esperar a hora da matrícula! Sabe aquela ansiedade adolescente de comprar caderno novo pra começar o ano escolar? Pois é quase isso, exceto pelo fato de que não vou comprar caderno novo. Nem caneta nova, nem nada novo, porque tudo que eu (não) podia comprar de novo já comprei agora no final do ano, para infelicidade de papits.
Mas tô me sentindo muito bem! As micro-férias foram ótimas. Peguei sim um bronzezinho, do tamanho que Emilia pode pegar. Muito mar, água fresca, deliciosa. Muita água de coco e muitas risadas.
Pra completar fui num casamento hoje, de uma amiga que eu gostaria de ver mais, mas não vi nos últimos anos por diversos motivos (um deles é o fato de que ela mora muito, muito longe - mas os outros são culpa minha mesmo, mea culpa, mea maxima culpa) , e me acabei de dançar.
Acho que o ano, pelo menos esse do calendário, tá começando 'prá lá di bão'.
Mas tô me sentindo muito bem! As micro-férias foram ótimas. Peguei sim um bronzezinho, do tamanho que Emilia pode pegar. Muito mar, água fresca, deliciosa. Muita água de coco e muitas risadas.
Pra completar fui num casamento hoje, de uma amiga que eu gostaria de ver mais, mas não vi nos últimos anos por diversos motivos (um deles é o fato de que ela mora muito, muito longe - mas os outros são culpa minha mesmo, mea culpa, mea maxima culpa) , e me acabei de dançar.
Acho que o ano, pelo menos esse do calendário, tá começando 'prá lá di bão'.
05 janeiro 2005
Emilianópolis
Já que o Marcelo reclamou e eu estou num ciber café sem café, lá vai:
no interior do Estado de São Paulo tem uma cidade chamada Emilianópolis!!! Não é lindo???
A minha amiga reclamou porque tem Coimbra E Sevilha no nome, o que seria muito mais importante porque são cidades conhecidas no mundo inteiro, mas só eu tenho Emilianópolis!
E o meu irmão tem Petrópolis!! rarara
Beijos da praia (hoje fez um mormacinho), acho que amanhã sai o sol!
no interior do Estado de São Paulo tem uma cidade chamada Emilianópolis!!! Não é lindo???
A minha amiga reclamou porque tem Coimbra E Sevilha no nome, o que seria muito mais importante porque são cidades conhecidas no mundo inteiro, mas só eu tenho Emilianópolis!
E o meu irmão tem Petrópolis!! rarara
Beijos da praia (hoje fez um mormacinho), acho que amanhã sai o sol!
04 janeiro 2005
micro-férias
Estarei ausente de 04 a 09 de janeiro, bronzeando-me, assim desejo, nas areias de uma praia do nosso belo litoral paulista. Ufa, alguns dias sem internet nem jornal! É tudo que eu preciso neste momento!
Espero que não chova.
Espero que não chova.
Jorge Furtado - 'Meu tio matou um cara'
'Houve uma vez dois verões' é o outro filme desse diretor gaúcho que eu já vi.
Vergonha das vergonhas, não vi Ilha das Flores, curta-documentário premiado e elogiadíssimo.
'Houve uma vez...' e 'Meu tio...' são ótimos: filmes leves, engraçados, sempre com adolescentes nos papéis principais, e o triângulo amoroso, foco central da trama. O cara que o tio matou é só o mote pra garotada se encontrar, bater papo, brigar e fazer as pazes.
Diversão gostosa e despreocupada.
Vergonha das vergonhas, não vi Ilha das Flores, curta-documentário premiado e elogiadíssimo.
'Houve uma vez...' e 'Meu tio...' são ótimos: filmes leves, engraçados, sempre com adolescentes nos papéis principais, e o triângulo amoroso, foco central da trama. O cara que o tio matou é só o mote pra garotada se encontrar, bater papo, brigar e fazer as pazes.
Diversão gostosa e despreocupada.
03 janeiro 2005
Vai se fuder!!!
É o que eu tive vontade de gritar hoje durante o dia, incontáveis vezes.
Mas não pude.
Mas não pude.
Aurora
Você não viu, mas as nuvens eram cor-de-rosa, desse tom que agora se convencionou chamar de rosa antigo, e tocavam os edifícios. Logo abaixo, pertinho da linha do horizonte, que por aqui quase não há, vinham as alaranjadas, algumas quase fosforescentes. O céu de um azul desmaiado, inseguro.
Você não viu Vênus, a última estrela olhando esse espetáculo acontecer (também a aranhazinha na parede não viu! me pergunto o que faz aqui, e a essa hora!).
Tantas coisas não viu! Mas não ousaria revelar...
Você não viu Vênus, a última estrela olhando esse espetáculo acontecer (também a aranhazinha na parede não viu! me pergunto o que faz aqui, e a essa hora!).
Tantas coisas não viu! Mas não ousaria revelar...
31 dezembro 2004
Quando começa o novo ano?
Dizem por aí que é no dia 1º de janeiro. Pra mim, não. Já tive anos que começaram depois do Carnaval. É tudo uma questão de começar e terminar ciclos.
Meu 2005 eu acho que ainda não começou. Mas o meu 2004, definitivamente, já acabou! Fechei um ciclo de indefinições que começou há alguns anos.
Engraçado que agora estou vivendo um lapso temporal indefinido, um intervalo. É um período em que nada acontece direito. É tempo de plantar.
Logo de cara, mudanças práticas: vou pintar o apartamento, finalmente encomendei minha cama nova, vamos fundar uma ONG, em fevereiro faço matrícula no mestrado (eba! não vejo a hora...).
O ano certamente vai ser todo de semeadura, mas já é algo mais concreto. Pensando bem, não, não de semeadura. Em 2004 semeei; em 2005 vou regar e adubar minha plantinha, pequenininha, frágil, mas verde e viçosa, corajosa, meio inocente, um tanto inexperiente...
E quando começará meu Ano Novo?
Meu 2005 eu acho que ainda não começou. Mas o meu 2004, definitivamente, já acabou! Fechei um ciclo de indefinições que começou há alguns anos.
Engraçado que agora estou vivendo um lapso temporal indefinido, um intervalo. É um período em que nada acontece direito. É tempo de plantar.
Logo de cara, mudanças práticas: vou pintar o apartamento, finalmente encomendei minha cama nova, vamos fundar uma ONG, em fevereiro faço matrícula no mestrado (eba! não vejo a hora...).
O ano certamente vai ser todo de semeadura, mas já é algo mais concreto. Pensando bem, não, não de semeadura. Em 2004 semeei; em 2005 vou regar e adubar minha plantinha, pequenininha, frágil, mas verde e viçosa, corajosa, meio inocente, um tanto inexperiente...
E quando começará meu Ano Novo?
30 dezembro 2004
Os Incríveis
A não ser que vc realmente odeie animação, vale muito a pena assistir Os Incríveis.
No passado, os heróis eram populares e salvavam o mundo. Mas um dia, um cidadão que não queria ser salvo processou um herói e ganhou. Seguiram-se dezenas de outros processos contra heróis, até que para o governo ficou muito caro custear tantas indenizações.
Aí, os heróis foram obrigados a entrar num 'programa de proteção a testemunhas' e assumir identidades civis sem graça e ocupar empregos sem graça, vivendo em casinhas de subúrbio.
Mas é claro que a vida do Sr. Pera (sobrenome do herói em português - assisti o dublado) e de sua família vai mudar! Porque existe uma demanda pelos heróis, certo?
A partir daí, a história ganha ação e velocidade. A inspiração nos filmes de 007 é evidente, desde a ilha vulcânica onde mora o vilão até a música, o que não tira a graça nem o mérito da produção dos estúdios Pixar (o mesmo de Toy Story, Procurando Nemo e Vida de Inseto).
É engraçado, fantasticamente bem feito, gráficos incríveis, personagens carismáticos.
E a dublagem? Não se acanhe em ir com seu filho, sobrinho, priminho, afilhado, sei lá eu. A dublagem não tem globais. O dublador do Herói é o mesmo que já dublou (de novo) James Bond e uma infinidade de outros filmes da Sessão da Tarde e Supercine. São todas vozes velhas conhecidas... Qualidade, portanto, sem estrelismos.
De quebra, ainda tem um curta engraçadíssimo antes do filme, sobre uma ovelha sapateadora que, um dia, fica deprimida.
Vale muito a pena. O duro é que eu tô ficando velha e hoje em dia tenho dor de cabeça quando assisto filmes de ação! (E sabe que agora também tô com uma queimação esquisita no peito do pé? Menina, será que é tendão? Ou nervo....)
No passado, os heróis eram populares e salvavam o mundo. Mas um dia, um cidadão que não queria ser salvo processou um herói e ganhou. Seguiram-se dezenas de outros processos contra heróis, até que para o governo ficou muito caro custear tantas indenizações.
Aí, os heróis foram obrigados a entrar num 'programa de proteção a testemunhas' e assumir identidades civis sem graça e ocupar empregos sem graça, vivendo em casinhas de subúrbio.
Mas é claro que a vida do Sr. Pera (sobrenome do herói em português - assisti o dublado) e de sua família vai mudar! Porque existe uma demanda pelos heróis, certo?
A partir daí, a história ganha ação e velocidade. A inspiração nos filmes de 007 é evidente, desde a ilha vulcânica onde mora o vilão até a música, o que não tira a graça nem o mérito da produção dos estúdios Pixar (o mesmo de Toy Story, Procurando Nemo e Vida de Inseto).
É engraçado, fantasticamente bem feito, gráficos incríveis, personagens carismáticos.
E a dublagem? Não se acanhe em ir com seu filho, sobrinho, priminho, afilhado, sei lá eu. A dublagem não tem globais. O dublador do Herói é o mesmo que já dublou (de novo) James Bond e uma infinidade de outros filmes da Sessão da Tarde e Supercine. São todas vozes velhas conhecidas... Qualidade, portanto, sem estrelismos.
De quebra, ainda tem um curta engraçadíssimo antes do filme, sobre uma ovelha sapateadora que, um dia, fica deprimida.
Vale muito a pena. O duro é que eu tô ficando velha e hoje em dia tenho dor de cabeça quando assisto filmes de ação! (E sabe que agora também tô com uma queimação esquisita no peito do pé? Menina, será que é tendão? Ou nervo....)
28 dezembro 2004
Esclarecimentos
Este ainda é um blog em construção, e creio que o será por um booommmm tempo...
Estou republicando alguns posts com fotos. Não fiquem bravos! O último inédito, só informando, é o da Lista de Schindler, piegas como só Emilia sabe ser.
Mas pelo menos agora vcs podem admirar a beleza de meu cão Dasch, um legítimo salsicha dos Alpes, exímio caçador de mosquinhas e lagartixas, feroz guardião do hall do elevador, defensor de sua casa e de sua dona, horror dos porteiros que distribuem o jornal na madrugadinha!
Estou republicando alguns posts com fotos. Não fiquem bravos! O último inédito, só informando, é o da Lista de Schindler, piegas como só Emilia sabe ser.
Mas pelo menos agora vcs podem admirar a beleza de meu cão Dasch, um legítimo salsicha dos Alpes, exímio caçador de mosquinhas e lagartixas, feroz guardião do hall do elevador, defensor de sua casa e de sua dona, horror dos porteiros que distribuem o jornal na madrugadinha!
A lista de Schindler
É foda, mexe com a gente, né? Acho que quando assisti a primeira vez estava muito sensível (novidade!), pois não parava de chorar, soluçava no meio da rua.
Tinha 17 anos, já se vão 11, portanto. O Astor ainda não era o 'lounge' da Mostra (que não tinha nome de distribuidora de petróleo), mas já tinha baratinhas passeando por entre (sobre) as poltronas, e a pipoca tinha gosto de amanhecida antes mesmo de começar a sessão.
Voltei devagar pro pensionato Maria Imaculada, ali na esquina da Padre João Manoel com a Itu, chorando sem parar. Chegando lá, minha colega de quarto me dizia: mas é só uma história! "Não, isso aconteceu de verdade!"
Hoje já não choro (tanto assim). Mas não dá pra não se emocionar. Além de lindo, faz pensar. Faz pensar que somos realmente privilegiados, que não nascemos no sertão, em Bangladesh ou na Chechênia, que temos dinheiro, comida, computador, prazeres, bebida, estudo, cultura, (seguro de) saúde. É uma maravilha? Não, não é. Mas vale a pena, de vez em quando, a gente parar de reclamar e de chorar e achar bom...
Pode me chamar de babaca, mas é isso mesmo. Somos privilegiados e nos esquecemos disso todos os dias. Não precisa agradecer a Deus, não, foi pura sorte. Foi sorte. É tudo.
Tinha 17 anos, já se vão 11, portanto. O Astor ainda não era o 'lounge' da Mostra (que não tinha nome de distribuidora de petróleo), mas já tinha baratinhas passeando por entre (sobre) as poltronas, e a pipoca tinha gosto de amanhecida antes mesmo de começar a sessão.
Voltei devagar pro pensionato Maria Imaculada, ali na esquina da Padre João Manoel com a Itu, chorando sem parar. Chegando lá, minha colega de quarto me dizia: mas é só uma história! "Não, isso aconteceu de verdade!"
Hoje já não choro (tanto assim). Mas não dá pra não se emocionar. Além de lindo, faz pensar. Faz pensar que somos realmente privilegiados, que não nascemos no sertão, em Bangladesh ou na Chechênia, que temos dinheiro, comida, computador, prazeres, bebida, estudo, cultura, (seguro de) saúde. É uma maravilha? Não, não é. Mas vale a pena, de vez em quando, a gente parar de reclamar e de chorar e achar bom...
Pode me chamar de babaca, mas é isso mesmo. Somos privilegiados e nos esquecemos disso todos os dias. Não precisa agradecer a Deus, não, foi pura sorte. Foi sorte. É tudo.
25 dezembro 2004
Aquele abraço
Para prestigiar meus dois ou três heróicos amigos (as) que visitam esse blog freqüentemente, eu não poderia deixar de escrever uma mensagem de feliznataleprósperoanonovo.
Mas a criatividade está curta: muito sol na cabeça e privação alimentar (bem, nem tanta, não resisti ao pudim nem ao tender) mais necessidade de descansar= falta total de idéias, tudo em nome da beleza, ou de uma tentativa de melhorar o material corporal que sustenta este cérebro falante.
Podia falar sobre o livro que estou lendo: O beijo da mulher aranha, Manuel Puig, mas não tem nada a ver com o Natal, nem com esperanças de um ano melhor.
Ou então contar as travessuras de meus salsis disputando ossinhos e cascas de melancia pelo jardim, mas acho que ninguém ia ficar muito interessado.
Enfim, o posto já está muito grande e até agora não mandei a mensagem de amor e paz.
Então, lá vai: SAÚDE (sempre ouvia todo mundo falar isso mas só esse ano percebi que sem isso a gente não faz nada) pra todo mundo, comam direitinho, transem MUITO bem, apaixonem-se e confiem no próprio taco. O dinheiro é conseqüência (assim espero!!!). ;-)
Mas a criatividade está curta: muito sol na cabeça e privação alimentar (bem, nem tanta, não resisti ao pudim nem ao tender) mais necessidade de descansar= falta total de idéias, tudo em nome da beleza, ou de uma tentativa de melhorar o material corporal que sustenta este cérebro falante.
Podia falar sobre o livro que estou lendo: O beijo da mulher aranha, Manuel Puig, mas não tem nada a ver com o Natal, nem com esperanças de um ano melhor.
Ou então contar as travessuras de meus salsis disputando ossinhos e cascas de melancia pelo jardim, mas acho que ninguém ia ficar muito interessado.
Enfim, o posto já está muito grande e até agora não mandei a mensagem de amor e paz.
Então, lá vai: SAÚDE (sempre ouvia todo mundo falar isso mas só esse ano percebi que sem isso a gente não faz nada) pra todo mundo, comam direitinho, transem MUITO bem, apaixonem-se e confiem no próprio taco. O dinheiro é conseqüência (assim espero!!!). ;-)
22 dezembro 2004
Passei
Ufa! Antecipo aqui os agradecimentos da segunda página da minha futura dissertação de mestrado: obrigada mãe, pai, Pe, Bibba, Van, Fe, Fran e Paulo, que acompanharam mais de perto o processo todo; todos os amigas e amigos que me apoiaram (não vou citar nomes para não magoar ninguém); Casa de Dharma e toda a Sangha, por me ensinar o caminho da tranqüilidade; Silvia, pela revisão e pelas broncas (além da amizade!); Profa. Myrian (por acreditar em mim sem nem me conhecer); Eder, por tudo, sempre; Dani, pelo projeto e pela ajuda especial na véspera da prova quando eu pirava com os funcionalistas; todo mundo do NCA/PUC; Victor Palomo, meu terapeuta bom pra caralho; Fátima Rigato do Projeto Quixote/Unifesp e, finalmente, ao Professor Alvino Augusto de Sá, que também acreditou em mim sem me conhecer direito.
Parece precipitado agradecer só porque passei no mestrado, ou seja, ainda nem comecei. Pra maioria o mestrado pode ser só mais uma coisa, e passar talvez não tenha um significado muito importante. Mas eu investi nisso com toda a minha alma. Em todos os momentos, dei tudo o que eu podia, até na entrevista. E sei que enchi o saco e gastei a paciência de um monte de gente no caminho! risos
Tks!!!
Parece precipitado agradecer só porque passei no mestrado, ou seja, ainda nem comecei. Pra maioria o mestrado pode ser só mais uma coisa, e passar talvez não tenha um significado muito importante. Mas eu investi nisso com toda a minha alma. Em todos os momentos, dei tudo o que eu podia, até na entrevista. E sei que enchi o saco e gastei a paciência de um monte de gente no caminho! risos
Tks!!!
Atendendo a pedidos...
mudei o link dos comentários. Melhor esclarecendo: quem leu Monteiro Lobato sabe que, quando a Emília (aquela tinha acento) abria a boca, todos diziam que 'abria a torneirinha de asneiras'. O que não significa que ela dissesse asneiras. Muito pelo contrário: Emília sempre tinha idéias mirabolantes e criativas com as quais resolvia os mais complicados problemas.
Mas para que não haja mais polêmica... mudei. Só não venham me dizer que xuxu se escreve com ch! risos. Pra mim, xuxu se escreve com 'xis'. Não acho que eles (o cão ou o legume) tenham cara de 'ch'. E xuxu pra mim é tratamento carinhoso, então... tell me, xuxu, o que vc está achando do meu blog!
Beijos da Emilia
PS: talvez demore um pouco para aparecer a mudança. esse negócio é meio leeeeeeeeeentooooooooooooo.............................
Mas para que não haja mais polêmica... mudei. Só não venham me dizer que xuxu se escreve com ch! risos. Pra mim, xuxu se escreve com 'xis'. Não acho que eles (o cão ou o legume) tenham cara de 'ch'. E xuxu pra mim é tratamento carinhoso, então... tell me, xuxu, o que vc está achando do meu blog!
Beijos da Emilia
PS: talvez demore um pouco para aparecer a mudança. esse negócio é meio leeeeeeeeeentooooooooooooo.............................
"Minha mãe é compra-compra"
Repetia a garotinha, incessantemente, no restaurante chinês onde rolava amável confraternização de final de ano de meditadores budistas. Ainda bem que a mãe não estava por perto...
21 dezembro 2004
O cão que ri
Meu cão dá risada. Tenho certeza disso. Ou, pelo menos, sorri pra mim.
Coisas que só dono apaixonado vê. Quando vamos na pracinha, ele vai longe, explorador, anda até os limites, até o último pedacinho de calçada permitido, fuça todos os cantinhos, os arbustos, come os pauzinhos e sininhos que caem dos eucaliptos. Às vezes só consigo ver seu rabinho, sempre empinado, no meio do mato que eventualmente toma conta da praça.
De repente, me dou conta de que ele está longe demais, quase escapando para conhecer a Heitor Penteado e imediações daquele comecinho da Vila Madalena. Então, dou um grito: Xuxú-úúú!!!
Ele aparece um instante depois. Vem correndo, voando, de língua de fora, como se não me visse há um tempão. E tem uma expressão no olhar que é pura alegria. As orelhas meio pra trás (sabe como é?) completam a carinha de felicidade, e me dão a convicção: ele está sorrindo pra mim.
20 dezembro 2004
Ansiedade
Eu devo ter lido isso em algum lugar e agora fico repetindo feito uma idiota: a ansiedade é o mal do século 21.
Conheço bem essa dona, já passei maus bocados por causa dela. Com uma parada forçada, fui conhecer o budismo e comecei a praticar meditação. Ainda estou muito longe do nirvana, mesmo porque não pratico todo dia, mas já é um passo. Um de cada vez, né?
Agora estou tentando me controlar porque o resultado do mestrado sai na quarta dia 22 e eu não posso sequer descontar no chocolate, já que estou fazendo DIETA.
É, Emilia que sempre foi tão magra que apareciam as costelas (naquela época ainda não era bonito), depois de muita bunda na cadeira estudando pra concurso e escrevendo petições para defender não os frascos e comprimidos, que ela tanto adora, mas os ricos-e-espaçosos-cheios-da-grana-que-podem-pagar-advogados-caros, engordou. Depois tomou corticóide e engordou mais ainda.
E agora virou uma vigilante do peso (eca! coisa tão de americano!). Anda com livrinho de pontos na bolsa. Mede a comida com xícara. Patético, mas funciona. Ainda bem.
Mas que um chocolatinho ia bem, ou uma Nhá Benta, nesse momento de tensão pré resultado, lá isso ia...
Conheço bem essa dona, já passei maus bocados por causa dela. Com uma parada forçada, fui conhecer o budismo e comecei a praticar meditação. Ainda estou muito longe do nirvana, mesmo porque não pratico todo dia, mas já é um passo. Um de cada vez, né?
Agora estou tentando me controlar porque o resultado do mestrado sai na quarta dia 22 e eu não posso sequer descontar no chocolate, já que estou fazendo DIETA.
É, Emilia que sempre foi tão magra que apareciam as costelas (naquela época ainda não era bonito), depois de muita bunda na cadeira estudando pra concurso e escrevendo petições para defender não os frascos e comprimidos, que ela tanto adora, mas os ricos-e-espaçosos-cheios-da-grana-que-podem-pagar-advogados-caros, engordou. Depois tomou corticóide e engordou mais ainda.
E agora virou uma vigilante do peso (eca! coisa tão de americano!). Anda com livrinho de pontos na bolsa. Mede a comida com xícara. Patético, mas funciona. Ainda bem.
Mas que um chocolatinho ia bem, ou uma Nhá Benta, nesse momento de tensão pré resultado, lá isso ia...
Zatoichi, puta filme, tem que ver!!
Adoro cinema. Mas sou do tipo metida a besta, gosto de cinema europeu e de filmes do circuito cabeça da cidade. É claro que assisto blockbusters também (agora, por exemplo, preciso ir ver a Bridget porque já li, eu admito, os dois livros). Mas freqüento Mostra, tenho há anos um sonho de comprar uma permanente, e morri de orgulho quando assisti Tiros em Columbine um ano antes de entrar em cartaz. Ninguém sabia quem era Michael Moore...
Tudo isso pra falar de Zatoichi, que estreou esta sexta e que eu ;-) assisti na Mostra. É sensacional! Se vc gostou do Kill Bill, TEM QUE assistir esse filme, do diretor japonês Takeshi Kitano. O visual é SENSACIONAL, a trilha sonora, a história, tudo.
Mas não vou me meter a fazer crítica de cinema. Isso eu deixo para o meu amigo Fabio Camarneiro, jovem, talentoso e entendidíssimo do babado. Uma vez por semana ele publica uma crítica no site da Anhembi-Morumbi. Vale a pena conferir as dicas do rapaz. Clique aqui para ver.
(Da série 'vamos fazer propaganda dos amigos')
Tudo isso pra falar de Zatoichi, que estreou esta sexta e que eu ;-) assisti na Mostra. É sensacional! Se vc gostou do Kill Bill, TEM QUE assistir esse filme, do diretor japonês Takeshi Kitano. O visual é SENSACIONAL, a trilha sonora, a história, tudo.
Mas não vou me meter a fazer crítica de cinema. Isso eu deixo para o meu amigo Fabio Camarneiro, jovem, talentoso e entendidíssimo do babado. Uma vez por semana ele publica uma crítica no site da Anhembi-Morumbi. Vale a pena conferir as dicas do rapaz. Clique aqui para ver.
(Da série 'vamos fazer propaganda dos amigos')
19 dezembro 2004
Blogando com defeito
Como vcs podem perceber, o blog está com defeito. Ainda não consegui resolver a grande "questã" das fotos. Um dia, lindinhas, estão lá, embelezando minhas mal traçadas linhas. No outro, não se dão ao trabalho.
Ainda pretendo fazer outras mudanças estéticas neste espaço, que está limpo demais pro meu gosto. Não sou assim tão minimalista.
Enquanto isso... não deixem de vir! Já tenho toneladas de posts imaginários, só falta sentar pra escrever!
Ainda pretendo fazer outras mudanças estéticas neste espaço, que está limpo demais pro meu gosto. Não sou assim tão minimalista.
Enquanto isso... não deixem de vir! Já tenho toneladas de posts imaginários, só falta sentar pra escrever!
17 dezembro 2004
Olha este site
www.marcelocatalan.com
Tem fotos lindas e o design, de geladeira, com pingüim e tudo, moderno-kitsch, é lindo de morrer.
Tem fotos lindas e o design, de geladeira, com pingüim e tudo, moderno-kitsch, é lindo de morrer.
Quando o carteiro chegar... e outras fotos
Meu amigo Mario Rui Feliciani acaba de lançar um livro de lindas fotografias.
Com apresentação de Arcangelo Ianelli (tá pensando que é pouca bosta??? não, é muita bosta!!! risos), reúne as imagens de caixas de correio que o fotógrafo, engenheiro, advogado, cinéfilo, 'livrófilo' e 'musicófilo' Mario registrou em passeios pela Grande São Paulo.
Sendo grande, há muita coisa igual, mas muita singeleza e criatividade também. E o olhar do Mario captou essa singeleza.
Há quem queira ter certeza de que o carteiro viu mesmo a casa, indicando o endereço todo com letras tortas de pincel ou com ostensivas flechas vermelhas.
Há casas de passarinho, fendas no portão, há as de ferro ou as de madeira, minuciosamente construídas. E há até caixa sem fenda alguma.
Lembrei da minha ansiedade quando, adolescente, antes do boom da internet e do e-mail, escrevia páginas e páginas de cartas e aguardava ansiosa a resposta, que às vezes não vinha, ou tardava.
Talvez com umas flechas vermelhas indicando o local, o carteiro não se equivocasse...
Confiram o trabalho lindo do Mario e outras fotografias no sítio dele (clique aqui) .
E prestem atenção no aviso quanto aos direitos autorais, porque eu sou testemunha de que ele fica realmente muito bravo!
(Este é somente o primeiro post da série 'vamos fazer propaganda dos amigos'. Aguardem!)
Com apresentação de Arcangelo Ianelli (tá pensando que é pouca bosta??? não, é muita bosta!!! risos), reúne as imagens de caixas de correio que o fotógrafo, engenheiro, advogado, cinéfilo, 'livrófilo' e 'musicófilo' Mario registrou em passeios pela Grande São Paulo.
Sendo grande, há muita coisa igual, mas muita singeleza e criatividade também. E o olhar do Mario captou essa singeleza.
Há quem queira ter certeza de que o carteiro viu mesmo a casa, indicando o endereço todo com letras tortas de pincel ou com ostensivas flechas vermelhas.
Há casas de passarinho, fendas no portão, há as de ferro ou as de madeira, minuciosamente construídas. E há até caixa sem fenda alguma.
Lembrei da minha ansiedade quando, adolescente, antes do boom da internet e do e-mail, escrevia páginas e páginas de cartas e aguardava ansiosa a resposta, que às vezes não vinha, ou tardava.
Talvez com umas flechas vermelhas indicando o local, o carteiro não se equivocasse...
Confiram o trabalho lindo do Mario e outras fotografias no sítio dele (clique aqui) .
E prestem atenção no aviso quanto aos direitos autorais, porque eu sou testemunha de que ele fica realmente muito bravo!
(Este é somente o primeiro post da série 'vamos fazer propaganda dos amigos'. Aguardem!)
15 dezembro 2004
Feira Livre

Este ano descobri a feira livre. Descobri que as coisas lá custam a metade do preço do sacolão, principalmente se vc for na hora do almoço, quando está acabando e o cara já tá vendendo a bandeja de lichia por UM real. Com vinte pilas, vc faz uma puta feira, de verdade, com peixe e tudo (pra uma pessoa, pelo menos). Outro dia fui no sacolão e com os mesmos vinte comprei metade do que tinha comprado com 10 na feira.
Consumistas, atenção! Nada como ir à feira pra sentir-se realizada! È como liquidação: vc sempre vai embora triunfante, achando que fez um bom negócio!
Sem contar a outra parte legal, que é divertimento de observar, ouvir e cheirar.
Na feira de quarta, aqui perto de casa, tem uma barraca que deve ser a campeã de vendas de frutas. As frutas são boas, claro, mas o que faz a diferença são os rapazes. Eles gritam mesmo, sem parar, umas coisas engraçadas... outro dia era o melão: 'é pequenininho mas é gostoso, só um real o melão!!!'. Eles são irmãos e têm a voz meio fanha na hora de gritar, é engraçadíssimo.
E os cheiros? O perfume do manjericão, e do alecrim... Hmmmmm... adoro os cheiros, experimentar a fruta na barraca, escolher a alface fresquinha.
Não nos esqueçamos do pastel e do caldo de cana, menção honrosa no quesito delícias de morrer de vontade. Ainda mais agora que estou de dieta...
E eu, que sempre paquerei no Pão de Açúcar, agora também aproveito pra paquerar os mocinhos interessantes que fazem feira...
Experimentem, eu recomendo. É barato, gostoso e diversão garantida!
13 dezembro 2004
Pay it forward
Em português, "A corrente do bem". Com Kevin Spacey, Haley Joel Osment (o garoto de O Sexto Sentido) e Helen Hunt. Passou agorinha na Warner, um dos canais que ainda restam na minha mirrada assinatura ultramegabásica da TVA.
O filme, é lógico, é baseado em livro que deve ter vendido horrores depois da estréia... Tá vendo, já funcionou, a autora já ficou rica! A história é piegas, claro, mas não é que dá vontade?
Fala a verdade, quando vc vê um filme de gente ajudando gente não dá mesmo vontade de ajudar? Pois então, não sei por quanto tempo vai durar a minha resolução, mas vou tentar cumprir a tal corrente. Ajudar três pessoas não parece uma má idéia.
Detesto correntes, quebro todas, acho um saco. Não se trata, contudo, de uma corrente de palavras (ou orações) que, por si, não levam a nada e ainda têm uma praga no final pra quem não repassar (odeio pragas!).
Trata-se de agir. De verdade. O meu irmão provavelmente vai achar isso muito idiota, ele já fala que eu tenho mania de querer ajudar sem que os outros peçam, acha isso insuportável.
Bem, não sei se vou me lembrar disso até conseguir ajudar as tais três pessoas, talvez dure uma semana só, mas o que importa é a gente se sentir melhor, né? No fim, no fim, é isso que ensinam todas as religiões...
E eu acho que não vou para o inferno só porque não acredito em Deus. Espero que, se ele existir mesmo, perceba que eu fui uma boa moça.
Sabe aquele adesivo (ótimo) de carro, "Good girls go to heaven, Bad girls go everywhere" ?? Pois eu espero, sinceramente, conseguir encontrar o balanço.
É, não tem jeito... acho que vou passar um tempinho no purgatório (risos).
O filme, é lógico, é baseado em livro que deve ter vendido horrores depois da estréia... Tá vendo, já funcionou, a autora já ficou rica! A história é piegas, claro, mas não é que dá vontade?
Fala a verdade, quando vc vê um filme de gente ajudando gente não dá mesmo vontade de ajudar? Pois então, não sei por quanto tempo vai durar a minha resolução, mas vou tentar cumprir a tal corrente. Ajudar três pessoas não parece uma má idéia.
Detesto correntes, quebro todas, acho um saco. Não se trata, contudo, de uma corrente de palavras (ou orações) que, por si, não levam a nada e ainda têm uma praga no final pra quem não repassar (odeio pragas!).
Trata-se de agir. De verdade. O meu irmão provavelmente vai achar isso muito idiota, ele já fala que eu tenho mania de querer ajudar sem que os outros peçam, acha isso insuportável.
Bem, não sei se vou me lembrar disso até conseguir ajudar as tais três pessoas, talvez dure uma semana só, mas o que importa é a gente se sentir melhor, né? No fim, no fim, é isso que ensinam todas as religiões...
E eu acho que não vou para o inferno só porque não acredito em Deus. Espero que, se ele existir mesmo, perceba que eu fui uma boa moça.
Sabe aquele adesivo (ótimo) de carro, "Good girls go to heaven, Bad girls go everywhere" ?? Pois eu espero, sinceramente, conseguir encontrar o balanço.
É, não tem jeito... acho que vou passar um tempinho no purgatório (risos).
12 dezembro 2004
Ode às cuecas novas
Importante mesmo esse negócio das cuecas. Há homens que não dão a menor bola pra isso e, além de usar aquelas horríveis tradicionais, tipo sunga, ainda as usam até desintegrar.
Até aí, usar aquela cuequinha velha na ginástica, ou num dia em que vc não vai encontrar a moça, tudo bem. Nós também temos calcinhas velhinhas que usamos nos dias em que (provavelmente) nada vai acontecer.
Mas tirar na frente da moça uma cueca com elástico arregaçado e toda desconjuntada, horrorosa mesmo, talvez até meio encardida, ah, isso não dá! É de perder o tesão!
Ainda se fosse preta... vá lá, disfarçava um pouco...
Ah, os homens que usam cuecas boxer! Ah, a samba-canção! Nada mais lindo que um homem de samba-canção!
Eu sei, eu sei, são bem mais caras. Eu sei, não vêm naquele pacote com três da promoção (aaargh!!). Mas vcs bem que podiam ter algumas. Pra usar de vez em quando, né? Pra fazer um charmezinho...
Ou então, pelo menos, não saiam com a moça com aquela cueca encardida e sem elástico! Pode sair até sem cueca, é muito sexy na hora de tirar (risos). E, pelamordedeus, se estiver com ela, sem querer, justo naquele dia, vai tirar no banheiro, sei lá, se vira, bota uma venda nos olhos dela! Mas não deixa a moça ver não... é meio broxante! Além de dar uma impressão de que o cara não é exatamente muito limpo...
Não têm homens que se dizem apaixonados por todas as mulheres? Pois eu, talvez, seja uma mulher apaixonada por todos os homens. Mas duvido que o Vinícius gostasse de mulher com calcinha velha e feia. Duvido.
Até aí, usar aquela cuequinha velha na ginástica, ou num dia em que vc não vai encontrar a moça, tudo bem. Nós também temos calcinhas velhinhas que usamos nos dias em que (provavelmente) nada vai acontecer.
Mas tirar na frente da moça uma cueca com elástico arregaçado e toda desconjuntada, horrorosa mesmo, talvez até meio encardida, ah, isso não dá! É de perder o tesão!
Ainda se fosse preta... vá lá, disfarçava um pouco...
Ah, os homens que usam cuecas boxer! Ah, a samba-canção! Nada mais lindo que um homem de samba-canção!
Eu sei, eu sei, são bem mais caras. Eu sei, não vêm naquele pacote com três da promoção (aaargh!!). Mas vcs bem que podiam ter algumas. Pra usar de vez em quando, né? Pra fazer um charmezinho...
Ou então, pelo menos, não saiam com a moça com aquela cueca encardida e sem elástico! Pode sair até sem cueca, é muito sexy na hora de tirar (risos). E, pelamordedeus, se estiver com ela, sem querer, justo naquele dia, vai tirar no banheiro, sei lá, se vira, bota uma venda nos olhos dela! Mas não deixa a moça ver não... é meio broxante! Além de dar uma impressão de que o cara não é exatamente muito limpo...
Não têm homens que se dizem apaixonados por todas as mulheres? Pois eu, talvez, seja uma mulher apaixonada por todos os homens. Mas duvido que o Vinícius gostasse de mulher com calcinha velha e feia. Duvido.
11 dezembro 2004
A Hora Mágica

O surrealista Magritte tem uma pintura que eu adoro e me lembra muito esse momento a que me refiro. Chama-se 'O Império das Luzes' (trata-se de uma série, na verdade).
À primeira vista, vemos uma rua à noite, e dentro da casa, luzes. Um lampião na rua. Tudo é escuro e o contorno das árvores é nítido. Penso em acolhimento, e os pássaros ali nas árvores já estão recolhidos em seus ninhos.
Depois de alguns minutos observando o quadro (eu tive o prazer de vê-lo em Veneza em 1998) nos damos conta de que logo acima o azul é, literalmente, celeste, e brancas nuvens de meio-dia pairam sobre a cena.
É genial.
10 dezembro 2004
A Hora Mágica
Um amigo que entende das coisas de cinema me explicou que a expressão 'a hora mágica' é usada por cineastas (e fotógrafos, eu presumo) para definir dois momentos do dia (na madrugada ou ao anoitecer).
Vou falar do que eu mais conheço e que mais gosto.
Momento em que ainda não é noite (mas quase). O sol já se escondeu, mas no horizonte ainda resta um pouco de luminosidade.
O azul do céu é profundo. Vênus já apareceu, assim como a lua, brilhante. Se for crescente, então, é o cenário perfeito. Se for em Botucatu, cidade de céu muito limpo e muito brilhante, melhor ainda. Cigarras cantando e cheirinhos de entardecer também fazem parte do visual.
O que mais me impressiona são as silhuetas das árvores e casas, negras, recortadas sobre esse céu maravilhoso. As luzes das casas e dos postes, recém acesas, dão o toque final à atmosfera de recolhimento e intidade desse momento do dia.
(continua...)
Vou falar do que eu mais conheço e que mais gosto.
Momento em que ainda não é noite (mas quase). O sol já se escondeu, mas no horizonte ainda resta um pouco de luminosidade.
O azul do céu é profundo. Vênus já apareceu, assim como a lua, brilhante. Se for crescente, então, é o cenário perfeito. Se for em Botucatu, cidade de céu muito limpo e muito brilhante, melhor ainda. Cigarras cantando e cheirinhos de entardecer também fazem parte do visual.
O que mais me impressiona são as silhuetas das árvores e casas, negras, recortadas sobre esse céu maravilhoso. As luzes das casas e dos postes, recém acesas, dão o toque final à atmosfera de recolhimento e intidade desse momento do dia.
(continua...)
07 dezembro 2004
Emilia tomou uma pílula
Nunca havia pensado em ter um blog até conhecer M. há um ano, mais ou menos. A empatia foi instantânea, e a troca de e-mails, intensa. A certa altura, depois de uma semana de mensagens, disse que os meus e-mails eram ótimos, que eu escrevia muito bem. Já pensou em ter um blog?
Bem, eu tava trabalhando pra caramba, mal tinha tempo pra cuidar do cão (Xuli), que já andava roendo os saltos dos meus sapatos ($$$) e lambendo constantemente as patinhas. Então, deixei pra lá. M. e eu desaparecemos, assim como, um dia, surgimos.
Janeiro de 2004. Escrevi um pequeno relato fantasiado sobre um acontecimento no Rio de Janeiro. Pouco tempo depois... um vírus "x", jamais identificado, me levou direto pro hospital. Tempo obrigatório pra pensar sobre a vida. Mas o que é que eu gosto mesmo de fazer??? Ler. E escrever. E não foi por isso que me apaixonei pelo Direito? (mal sabia...)
Resolvi que ia escrever um livro. Parei, é claro na página 3. Parei. Meses depois, enfiada dentro de casa estudando, um dia, comecei a escrever. O instinto descritivo. Alguma coisa não-jurídica, não-criminal, tentativas de conto.
E não é que (sincronicidades...) encontro M. um ano depois? Gentil como só ele, me liga pra dar parabéns, vamos nos ver, marcamos um café? Ao café, pois. À troca cotidiana de palavras. Mando para M. um desses escritos, resultados de noites não-dormidas escrevendo em criminologês. E lá vem ele, de novo: já pensou em ter um blog?
Tá aqui o blog, então. Sobre o muito que conheço pouco. Há tanto pra falar! Culpa do Dr. Caramujo. Ah, por favor, Emilia sem acento, tá?
Bem, eu tava trabalhando pra caramba, mal tinha tempo pra cuidar do cão (Xuli), que já andava roendo os saltos dos meus sapatos ($$$) e lambendo constantemente as patinhas. Então, deixei pra lá. M. e eu desaparecemos, assim como, um dia, surgimos.
Janeiro de 2004. Escrevi um pequeno relato fantasiado sobre um acontecimento no Rio de Janeiro. Pouco tempo depois... um vírus "x", jamais identificado, me levou direto pro hospital. Tempo obrigatório pra pensar sobre a vida. Mas o que é que eu gosto mesmo de fazer??? Ler. E escrever. E não foi por isso que me apaixonei pelo Direito? (mal sabia...)
Resolvi que ia escrever um livro. Parei, é claro na página 3. Parei. Meses depois, enfiada dentro de casa estudando, um dia, comecei a escrever. O instinto descritivo. Alguma coisa não-jurídica, não-criminal, tentativas de conto.
E não é que (sincronicidades...) encontro M. um ano depois? Gentil como só ele, me liga pra dar parabéns, vamos nos ver, marcamos um café? Ao café, pois. À troca cotidiana de palavras. Mando para M. um desses escritos, resultados de noites não-dormidas escrevendo em criminologês. E lá vem ele, de novo: já pensou em ter um blog?
Tá aqui o blog, então. Sobre o muito que conheço pouco. Há tanto pra falar! Culpa do Dr. Caramujo. Ah, por favor, Emilia sem acento, tá?
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