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03 fevereiro 2005

Negociação

Invejo as pessoas que sabem negociar. É um talento nato, algo que até se aprende um pouquinho com esforço, mas nunca como alguém nasceu sabendo. É como tocar violão ou piano: vc pode até estudar bastante, treinar, treinar, mas bom mesmo, bom que nem o Yamandú, que nem o Nelson Freire, só mesmo quem tem o dom pra coisa.
Pois eu estou aprendendo a duríssimas penas a arte de negociar. Quase sempre saio insatisfeita, me sentindo uma perdedora, 'eu devia ter forçado, ele ia aceitar mesmo assim'. Na maioria das vezes, ia mesmo. Em outras, não. Difícil saber.
Dificulta o fato de eu não ter um escritório, o que leva as pessoas a crer que por isso eu seja menos respeitável. É ruim não ter um lugar só seu pra fazer uma reunião. Mas enquanto eu não resolver investir de verdade nisso, vai assim mesmo. 'Tá ruim mais tá bão', né?
O negócio é ter paciência e ir aprendendo devagar. Pelo menos já não tô cobrando só o valor da tabela da Ordem. Já é um começo... quer dizer, um consolo.

O sumiço de Emilia

O sumiço de Emilia deve-se ao ótimo fato de que a mamata dela acabou. Ela agora tem um cargo importante num instituto de pesquisa, o que significa basicamente que ela vai trabalhar muito e de graça (risos), mas também que ela vai aprender, fazer contatos super importantes etc. ALém disso, ela anda com uma vidinha social boa demais, não pode reclamar. O seu cão é que tem reclamado um pouco. E pra completar, apareceu um caso criminal assim de uma hora pra outra, quer dizer, de um dia pro outro.
Esta Boneca de Pano que vos fala pede humildemente desculpas aos seus leitores fiéis (o contador anda registrando umas 20 visitas por dia, o que significa que não são só as minhas visitas que ele anda contando - risos) pela ausência de novidades nos últimos dias, e informa que hoje à noite postará alguma coisa mais interessante que um pedido de desculpas.
E também, vcs têm mais é que achar bom, porque trabalho = dinheiro, e vcs são meus amigos e querem que eu tenha unzinho no bolso pra pagar as contas e fazer uma baladinha, né?
Beijocas apressadas

31 janeiro 2005

Minha amiga, que roubada heim?

Não é incrível a transformação pela qual passam as mulheres cada vez que se apaixonam?
Esses dias conheci uma moça que está apaixonada por um roqueiro. Desde que se conheceram já foi a um ou dois inferninhos de rock do tipo Sarajevo (fica ali na Augusta), e imagino que em breve passará a ouvir rock pauleira e virará assídua freqüentadora do Café PiuPiu.
Eu mesma já tive meus momentos. Na adolescência, tive um namorado que era peão de rodeio nas horas vagas. Ouvia só sertanejo. Eu, que odiava o Zezé di Camargo e Luciano (na época eles ainda estavam começando), passei a gostar. Demorou, mas gostei. No final, já sabia até as letras.
Outro era um casinho que só ouvia metal. Do bom, mas metal. Apaixonada, 'troquei' um CD da Zizi Possi por uma maldita fita do Ozzy ao vivo. Tive que comprar a Zizi de novo (no fim, anos depois, ganhei - de outra pessoa- também o CD duplo do Ozzy, que afinal era mesmo muito bom. é o único CD de metal que tenho na minha coleção).
Sinceramente, não me submeto mais a esse tipo de coisa. Pra começar, as chances de eu me envolver com uma pessoa assim tão diferente de mim são bem pequenas, creio eu. Em segundo lugar... bem, quando fazia isso, era bem mais boba, achava sempre que 'aquele era o cara', então, pelo 'o cara' a gente encara (rimou) qualquer programa, né?
E eu pergunto aos meus leitores machos: vcs topam esse tipo de programinha de índio só por paixão?

Mar Aberto

Não confundir com Mar Adentro, filme que deve entrar em cartaz logo logo. Estou falando do filme que tem sido (injustamente, na minha modesta opinião) comparado à 'Bruxa de Blair' pela crítica, ao que parece pelo fato de ter sido divulgado no boca-a-boca e feito com baixo orçamento. A comparação é injusta porque acho Mar Aberto muito melhor que a 'Bruxa'.
Nunca achei que a 'Bruxa' segurasse o suspense. Ao contrário, em Mar Aberto, o stress permanece durante todo o filme até o final, que é realmente surpreendente. A gente assiste se agarrando de tensão no que (ou em quem) estiver mais próximo - travesseiro, namorado, cachorro...
Assisti à noite: antes de dormir não parava de pensar na cena final... e foi na mesma cena que pensei logo ao acordar.
A comentada DR no meio do oceano não é o que mais importa no filme. Pra mim, aliás, poderiam ser dispensadas tais cenas, não fazem muita diferença. O que dá uma puta tensão mesmo são as dezenas de tubarões, em situação que me fez lembrar de 'O velho e o mar', que não é só uma luta do pescador com o Marlin Azul, mas também com os famintos tubarões que cobiçam o seu precioso troféu.
Suspense do bom. Mas só funciona se vc estiver realmente a fim de passar uma hora e meia de stress. Senão, pode se arrepender.

Orkut - parte 2

Um amiga criou um homem virtual no orkut. A coisa mais engraçada do mundo. Pra não estragar a brincadeira dela, não vou revelar a identidade do moço, vou chamá-lo de Fulano.
Segundo ela, Fulano é um homem perfeito (afinal, foi inventado por uma mulher!). Profissional liberal bem sucedido, na casa dos 30 anos, é bonito, misterioso, gosta de cultura, boa comida, e ainda tem aquela 'pegada' boa, sabe como é?
Fulano é, em suma um tesão. E o mais curioso de tudo é que Fulano tem sido assediado por moças que não o conhecem, mas gostaram do seu perfil. Já recebeu até convite pra sair!
Sinal dos tempos... como dizem por aí. Desavisadas, abram o olho! Se conhecerem pela internet um homem perfeito demais... ele pode não existir!!!

(ainda o Closer - quem viu a cena hilária do Clive Owen numa trepada virtual com o Jude Law sabe do que estou falando!)

Um cigarro

Acordei muito bem acompanhada, toda enrolada naquelas pernas deliciosamente bem trabalhadas por corrida e musculação, e presa entre braços de pele macia e músculos no lugar (todo ele é bonito, sem exageros de 'gominhos' e 'tanquinhos', uma beleza firme e suave. E ele de costas... bem, isso é um capítulo à parte, coisa que não pega bem pra uma mocinha ficar descrevendo por aí, aos quatro ventos).
Já era um pouco tarde, então pulamos o sexo matinal e fomos tomar café. Jornal (se eu fumasse, cigarros fariam parte do cenário também). Revista dominical. Um Chico na vitrola. Lá fora o dia já bem começado, quente, azul, um lindo dia de outono no verão paulistano.
Depois de um ou dois cadernos da Folha, fui me despedir... e o beijo de tchau virou um beijo de puro tesão. As mãos dele por toda parte. Eu e ele por toda parte. (Se eu fumasse...)
Saí de lá pura felicidade. Sabe essas felicidades que dá vontade de gritar para os outros? Eu tenho um amigo que tem até raiva, ele fala pra gente 'tira esse sorriso insuportável do rosto, menina!'.
O fresco domingo outonal terminou com um pôr-do-sol de maio. Só faltou Vênus e a Lua se encontrando no meio da sombra das árvores. Deviam estar se agarrando em algum canto, por aí...

28 janeiro 2005

Coisas que (quase) me fazem chorar (ou um post tipo Fernando Bonassi)

Meu cão com febre, manhoso, todo sensível porque tomou vacina V10. Meu cão dormindo e sonhando, deitadinho em cima da mesa, na frente do meu monitor, mexendo o focinho, as patinhas e de vez em quando até soltando um latidinho. A música do Damien Rice. Melancolia que de vez em quando toma conta de mim, meio do nada. Música clássica que o meu pai tocava pra mim quando eu era criança (Bach). Música clássica com coro. Orgasmo (mas só alguns). Comédia romântica. Comercial sentimental. Cena de novela. TPM. Certos livros. Alívio. Raiva. Auto-piedade (em homenagem ao Marcelo). Barata morta (acho que to virando budista mesmo: matei uma barata e depois fiquei com pena ao vê-la debatendo-se). Tristeza. Pôr-do-sol e aurora, mas só daqueles bonitos mesmo. A Hora Mágica. Documentários sobre bichos, de preferência com filhote de foquinha, bem branquinho. Beber demais. Vomitar, por causa de bebida ou por causa de doença. Certos homens. Certos remédios. Chico Buarque de Hollanda. Felicidade.

I can't take my eyes off of you

É bastante óbvio falar da música do filme, né? Tá todo mundo falando, em um monte de blogs. Porque é realmente uma coisa. O filme não é daqueles 'de chorar', mas vc já começa embalado com o Damien Rice cantando "I can't take my eyes of you", enquanto o fofo Jude Law caminha no meio da multidão olhando fixamente pra maluquinha da Natalie Portman, com os cabelos todos coloridos, os dois ensaiando aquele sorriso meio tímido que a gente fica quando está paquerando alguém...
E termina com a mesma música, mas com tudo já desconjuntado.
Aí, sai do filme louca pra ver onde tem, quem é afinal esse cara que canta tão linda e singelamente o refrão que não te sai da cabeça.
Bem, então, sou mais uma das milhares de pessoas que se apaixonaram pela música e agora não paro de ouvir.
Bem, o nome da música é The Blower's Daughter e não tem nada a ver com aquela do "you're just too good to be truth...". É totalmente diferente. Quero ver mais desse cara...

27 janeiro 2005

Tolerância - parte 2

Desta vez foram 48h. Estou indo embora amanhã.

'um postar para a capitar'

Pode me xingar: vou falar de meditação. Vou falar de budismo.
Antes que me acusem de pregação, já vou logo avisando: não tenho religião. Pra mim é filosofia, auto-conhecimento, auto-ajuda, chamem como quiserem, até de religião mesmo. Mas não peço nada pra ninguém a não ser euzinha mesma. E não agradeço a nenhuma entidade superior o meu sucesso (ou lamento com ela o meu fracasso - só jogo a culpa nos meus pais.... e lá se vão mais 10 anos de terapia - risos).
Serei breve: há uma semana eu surtava no meu último dia de TPM, o pior, o mais cruel. Chorava, resoluta, certa de que tudo daria novamente errado, como das outras vezes. Não obstante, fui meditar. O coordenador pegou pesado: 50 minutos de bunda na almofada. Minha cabeça a milhão. Tomei decisões, pensei no passado, pensei no futuro, chorei, ri, fiz fortuna, casei, tudo em 50 minutos - meditar é difícil.
Quando acabou... eu já era uma pessoa muito mais calma e centrada. Decidida. Certa de que talvez nem tudo desse certo, mas de que eu faria tudo ao meu alcance para que desse. E que: (a sabedoria popular é milenar) não adianta sofrer antes, porque o futuro a gente nem sabe se estará mesmo lá pra viver. E de que de nada vale remoer o passado e não tomar atitudes para fazer diferente.
Sei que estou no caminho, se não do equilíbrio, muito difícil de obter e manter, mas de encontrar no meio a maneira de pesar os extremos e seguir em frente. Apesar deles, ou a partir deles.

25 janeiro 2005

Tolerância

Enrolei, enrolei, e vim pra Botucatu passar uns 3, 4 dias. Ao comentar com um amigo, espantou-se: ‘não consigo ficar mais de 6 horas seguidas junto com a minha mãe! Saio de lá tão culpado!’ Imagino meu amigo entrando altivo, perto da hora do almoço, abraçando e beijando sua mãe; lá pelas 5 da tarde, ao se despedir, vemo-lo curvado, mais baixo, quase em frangalhos.
De um terceiro, tive a oportunidade de ouvir na secretária eletrônica: ‘oi, filho, ainda não morri, viu?’ ‘Ela me chantageia’, lamenta o “filho ingrato”, que imediatamente telefona, avisando que irá para o almoço dentro de trinta minutos.
Serão todas as mães assim, chantagistas profissionais? Não importa a nacionalidade, a raça, a cor, a altura ou o peso?
Eu e a minha temos prazo de tolerância: 48, no máximo 72 horas é o quanto dá pra passar juntas sem que as pequenas implicâncias e lamentos virem briga de verdade. Ou seja, é o meu prazo de tolerância, de agüentar sem responder rosnando ou latindo à provocação. E o dela, de não transformar um pequenino contratempo em motivo para choro e para a repetição, over and over again, da ladainha ‘a gente faz tudo por vocês, você deve me odiar muito mesmo, não sei o que fiz para merecer isso’.
Temo, temo tanto ser uma dessas mães... Talvez seja inevitável, inerente à condição de abandonada, porque crescemos e batemos asas do ninho. Não nos podem controlar, não nos podem acariciar, como faziam quando éramos pequeninos.
Esquecem-se as mães que os filhos não são extensões suas, mas seres humanos outros, completos e diferentes. Parecidos, sim, às vezes bem mais do que gostaríamos, mas ainda assim diversos... e que precisam buscar a sua vida, o seu mundo, o seu prazer.
Não se vive pelo outro. Nem para o outro. Talvez (que pretensão a minha!) seja essa a lição.

24 janeiro 2005

Closer

(observação inicial: eu já tinha escrito esse post inteiro, tava prontinho, perdi tudo. se esse ficar meia-boca, perdoem-me pela indulgência. é um saco tentar repetir o já escrito).
O filme, que entrou em cartaz na última sexta (21/01), baseia-se em peça de Patrick Marber, que assina também o roteiro. Julia Roberts e Jude Law são as estrelas, mas quem segura o filme são Natalie Portman e Clive Owen. O diretor é Mike Nichols, que andava fazendo filmes de menos impacto como a refilmagem de A Gaiola das Loucas e Lobo, e que voltou às boas depois de dirigir uma micro-série para a TV.
Pra quem se lembra, a peça já foi encenada em palcos paulistanos, com direção de Babenco e Renata Sorrah e José Mayer no elenco. O nome era Mais Perto, tradução literal do título original, que na película virou Perto Demais.
Não tenho cacife pra analisar o conteúdo do filme, que aborda os relacionamentos de maneira nua e crua. Leia a Folha, a Veja, a Isto é: comentários sobre os diálogos fortes e realistas pululam por aí.
Acho melhor dar um conselhinho de amiga, baseado na minha experiência: se estiver em crise no namoro, não vá com o namorado. Pode desencadear DRs acaloradas e revigorar desconfianças adormecidas. Se for um casal novo, que ainda está se conhecendo, vale pela oportunidade de saber do outro a opinião sobre temas como a traição (muita calma nessa hora).
Mas podendo, vá. Vale muito a pena. Ainda que seja só pra ver o close da bunda da Natalie Portman ou, para as mulheres, os belos olhos de Jude Law.

Dolce far niente

Nunca uma expressão foi tão adequada para definir um período da minha vida como essa: 'dolce far niente'. Não que me agrade muito: estou com pilha pra fazer um monte de coisa, trabalhar, estudar, malhar... Tenho preenchido cadastros, mandado currículos, mas as coisas ainda não estão acontecendo. Pela primeira vez constato de verdade que, nesse país, tudo, mas tudo mesmo, começa só depois do Carnaval.
Sendo assim, resolvi entregar-me à boa vida, sem culpas. Faço exercícios, como bem, leio bastante, navego na internet, assisto tv, um cineminha de vez em quando. Chamo o pintor para fazer o orçamento... As maiores decisões que tenho tomado são qual a melhor cor para o carpete de madeira do quarto e qual a densidade do novo colchão, 28 ou 33? Isso sem falar na dúvida cruel sobre o que vestir quando saio de casa: sexy, lolita ou intelectual?
E aproveito para exercitar minha escrita aqui neste espaço, obrigada pela audiência. Falo muito ao telefone.
É bom, mas cansa. Mas acho que é a primeira vez em muito tempo que posso fazer isso sem me preocupar (muito), porque o meu futuro (eu não estou falando de dinheiro), ao menos pelos próximos 3 anos, já está definido: vou estudar.
Agora dá licença que eu vou assistir a novela.



20 janeiro 2005

Adoro homens de uniforme

Aproveitando a deixa do meu caríssimo amigo Calendas (que tem um blog muito gostoso, com ótimas tiradas, www.calendas.blog.uol.com.br) no comentário ao post da Nina Lemos, e também um gancho de um curto diálogo recentemente travado... falemos sobre os homens de uniforme, que eu, a Marilyn e metade do mundo adoramos.
O branco, do oficial da Marinha, é realmente imbatível. Não conheço nenhuma mulher que não se derreta na frente de moreno todo paramentado para a guerra no mar. Se tiver uma espada, então...
A farda da PM não me atrai muito, particularmente, talvez por lembrar de coisas ruins que não vivi, mas ouvi falar.
Toga de Juiz??? Olha, nunca conheci nenhum que me atraísse, mas tem promotores fazendo Júri por aí, com a toga preta, aquela oratória toda... vale um suspiro...
Não nos esqueçamos das batinas. Não, eu nunca tive nenhum desejo sexual por padres, frades, freis ou qualquer outro homem incluído nessa categoria (tá bom, confesso, só um seminaristazinho do interior, mas era uma paixão adolescente platônica). Mas que são bonitos são, né? É tão imponente... Principalmente me agradam as batinas dos Franciscanos, Beneditinos, essas ordens não seculares, homens que estudam filosofia, teologia. Acho realmente lindo de morrer.
Por fim, mas não menos importante: os ternos. Ah, um terno bem cortado com um homem bem apanhado dentro! Confesso que impressiona. Não precisa ser do tipo homem engomadinho não, pode ser meio descabelado, mas dá um charme, dá um poder, que as outras roupas não dão.
E quando tiram o paletó? (e isso vale para todas as fardas, como a - socorro! - da Marinha) Meu Deus, aí a gente vê o formato do tórax (antes escondido), o contorno das pernas e de outras partes igualmente interessantes e bastante desejáveis, embora não publicáveis...
Atire a primeira pedra quem nunca suspirou por um delicioso homem de uniforme.

Update do Gay no BBB

Ele ficou! Até onde entendi, estava perdendo por mais de 70% pra uma adolescente de cabelo cor-de-rosa e piercing de boi (entre outros adereços). Mas aí houve uma reviravolta e o cara ficou. Por pouco, mas ficou.
Será? Será que a comunidade gay uniu suas forças para manter o cara lá? Milhares de GLS congestionando os telefones da rede globo e o site da globo.com para votar no cara? Será?
Vejam o que achei no site do Grupo Gay da Bahia: "Isto tudo é para intensificar o pedido para que façamos valer o "glbt power" e votemos na Juliana, garantindo a presença do Jean. E façamos uma corrente, pedindo aos amigos e colegas que também votem em Juliana. O site para votar é www.globo.com(...) Por telefone, o número para votar na Juliana é 0300 400 9902. Viva os homossexuais brasileiros! Viva, Jean, gay e baiano!!!!!!!"

Tem gente que não se interessa... mas eu achei no mínimo curioso... acompanhem aqui o desenrolar dos acontecimentos...

Nina Lemos

Em um café simpático ali na Cônego Eugênio Leite, quase na esquina com a Cardeal, ao ladinho de um restaurante gourmet vegetariano, encontrei com uma amiga a Nina Lemos, jornalista que escreve no site 02 Neurônio, que eu acho ótimo, na revista TPM e no Folhateen.
Ela é um tipo inconfundível. Uma carioca em SP dificilmente passa despercebida, ainda mais se usa umas roupas super-uper descoladas, tênis colorido, aquelas coisas.
Ela foi até simpática, considerando que, assim que a abordei para dizer 'meu, suuuuuuuuper legal seu trabalho!', a minha amiga disse a ela que eu a imitava. Na verdade, o que a amiga quis dizer é que, por ex, ao invés de 'paquera', gíria ainda usada pela geração 80, de vez em quando eu digo 'pretê', expressão inventada (ou, pelo menos difundida) pelas moças do 02 Neurônio - que, a propósito, são três. Mas ficou estranho.
Apressei-me em corrigir o engano, informando que (apesar de estar fazendo nada em plena terça à tarde, de calça jeans, camiseta e tênis) eu era advogada, e não tinha nada a ver com a área...
Já vejo os oficiais de justiça batendo à minha porta com a citação da ação por plágio. Neste exato momento um time de advogados fuça a internet procurando 'a advogada que imita a Nina Lemos'.
Bem que eu poderia ter a conta bancária da Nina Lemos. Ou o emprego da Nina Lemos. Ou, sei lá eu, o guarda-roupa da Nina Lemos. Não seria nada mal.
Mas sabe que eu tô bem contentinha na minha própria pele? Olha, não posso reclamar, não tenho passado mal, não...

17 janeiro 2005

O gay no BBB

Sinto muito, impossível não comentar: o gay declarado do BBB foi maciçamente votado pelos demais 'machos' da casa para o primeiro paredão.
O preconceito se revelou descaradamente, não teve nem firula...
E tem um programa na tv a cabo chamado Amazing Race. São duplas competindo em vários países, alguns com línguas difíceis de falar, tem que escalar, fazer rapel, nadar no meio de tubarões, etc. Agora sobraram: um casal hétero, uma dupla de amigos, e um casal de gays.
A competição é acirrada e o casal gay é super preparado e competitivo (além de serem gostosos pra caramba...). O mais louco é que o cara do casal hétero não se conforma em perder para o gay. E fica o tempo todo 'xingando' o outro de gay.
Nem tenho muito o que comentar, de tão estúpido que é. Era só pra fazer um registro dos fatos mesmo...


15 janeiro 2005

Milho - um post quase non-sense

Meus apelidos quase sempre foram todos derivados do Emilia: Mi, Mia, Mila. Tive um ou outro amiguinho que me chamava de Ma, do Maria - que eu não gosto, pois não me sinto Maria (pode gritar no meio da rua que eu não atendo!).
Os apelidos familiares eram Mi e Milha, pelo qual até hoje sou chamada de vez em quando. Quando falo Milha, já digo que é a mulher do milho (agora lembrei também da margarina, 'Mila, é a margarina, que veio do milho, Mi-la!).
Pois fui procurar uma foto de milho na internet pra botar no msn e me dei conta de que, definitivamente, não dá: ou o milho é mesmo muito pornográfico ou eu sou pervertida demais (ou serão as duas coisas?).
Digitei 'milho' no google e cliquei em imagens (nossa, demorei mais de ano pra perceber que pode buscar imagens no google). Veio um monte de fotos e desenhos, fui até parar numa página no Anuário Brasileiro do Milho, a única que tinha uma foto que dava pra por sem parecer sacanagem.
É, acho que ando mesmo muito depravada... As cenouras, os pepinos, as bananas e até as abobrinhas, tudo parece me lembrar daquilo que todo mundo tem vontade, mas tem vergonha de confessar (e às vezes de fazer).
Mas recorrer aos vegetais... bem, esse é um tipo de segredo que não se confessa nem no túmulo.

Perspectivas

Não é brincadeira quando dizem que pensamento positivo atrai coisas boas. E coisas boas atraem mais e mais coisas boas. Maré de sorte, na verdade, é resultado de empenho e dedicação, de colocar suas energias nas coisas em que se acredita e de que se gosta.
O stress de buscar algo que a gente realmente quer é bom e gratificante, ainda que o resultado não venha ou demore mais a chegar.
Ajuda associar-se com as pessoas certas, no momento certo. É uma bola de neve: as coisas vão acontecendo sem que vc tenha muito tempo pra pensar, só fazer.
Sai da frente, que eu tô chegando!

13 janeiro 2005

Chuva

Esta noite eu sairia às ruas. Não fossem necessidades que me obrigam a permanecer trancafiada, sábado à noite, em meu diminuto apartamento, hoje eu sairia a passear pelas ruas límpidas da cidade.
A chuva que veio no fim da tarde lavou os postes, as luzes, o asfalto, as janelas e as almas. A minha, pelo menos. As nuvens brancas estão indo embora com um vento sutil e fresco, que entra graciosamente pela minha janela escancarada de felicidade. Abri completamente as cortinas, deixei-o tudo invadir.
Troquei os lençóis da cama, não sem antes deixar respirar um pouco o quarto. Arrumei a casa, depois fui eu mesma me deliciar com a água, meu elemento natural. Sempre fui de água, dizem os astrólogos e o meu deleite com banhos, de rio, de mar, de chuveiro, de banheira, de piscina, de chuva! Quando adolescente, saíamos eu e Vanessa pelas ruas nas chuvas de verão. Notávamos o céu fechado, as nuvens se avolumando, se embebendo e, quando começava a torrente, corríamos felizes a ensopar nossas camisetas e tênis All Star.
E por essa minha essência tão aquática, tão elementar, hoje estou apaixonada por São Paulo de banho tomado. O céu agora está limpo; não vejo a lua, mas deve estar pertinho. Até estrelas se vêem hoje na capital, isso sem contar as janelas nos prédios, que estão mais brilhantes, mais festivas. A luz tem algo diferente, como se cuidadosamente estudada para transmitir uma sensação de fantasia, quase surreal, quase inexistente.
É como se a cidade, depois de se banhar com sais aromáticos (unhas pintadas e cabelo displicentemente (des)penteado), tivesse se arrumado toda: aqueles brincos novos, de cristal, toque de gloss nos lábios, um blush nas maçãs para ficar corada, vestido glamouroso da coleção primavera-verão do Lino Villaventura e sandálias delicadas, de salto alto, pra completar.
São Paulo, esta noite, está assim, perfumada, linda, pronta pra sair, esperando a vida acontecer.
Também eu estou perfumada, linda, pronta pra sair pro mundo, esperando e fazendo a vida acontecer.
(este texto foi produzido em outubro de 2004 )

Orkut

Não é curioso que hoje uma das primeiras coisas que vc pergunta quando conhece alguém é 'vc tá no orkut?' Se a pessoa estiver, nem mesmo o e-mail dela vc precisa perguntar.
Pelo perfil da pessoa é fácil perceber onde mora, que locais freqüenta, se lê, se não lê, o que lê, que tipo de música ouve, até a opção sexual. Pessoas que não declaram opção sexual normalmente são gays/lésbicas. Isso tudo pode facilitar as coisas, porque vc já vê de cara se o seu mais novo pretê tem namorada (embora muitos não declarem isso também), se é vegetariano ou um carnívoro inveterado...
E as intrigas? Isso é realmente engraçado: já vi gente receber scraps de pessoas que, de repente, aparecem, embora não falassem com vc há anos, tudo porque vc anda saindo com um conhecido dela...
Scraps indiscretos também são perigosos, revelando com quem vc esteve, quando, se foi bom ou não. Tem muita mocinha ficando doidinha por aí ao ver scraps muito amorosos de outras mocinhas na página de seu pretê...
E tem ainda aquela pessoa que vc adicionou e que misteriosamente desapareceu da sua lista de amigos, o que significa que ela realmente não gosta de vc e não faz a menor questão de ver a sua carinha por ali.
Ô mundinho estranho esse. A gente imagina coisas bizarras, tudo por causa de bilhetinhos indiscretos virtuais. A vida era mais simples quando as relações eram só de verdade.
Alguém imagina qual será a mania virtual em 2010???

12 janeiro 2005

"Promotor atirou em estudante agachado"

Quem estava agachado? O promotor ou o estudante? O título da pequena nota na Folha desta quarta deixa dúvidas. E é preciso ler o texto com cuidado para entender que na verdade quem estava agachado era o estudante, e não o promotor.
Para o jovem e impetuoso membro do MP, a dubiedade da manchete não faz muita diferença: a pena não vai mudar... Nem a estranheza da situação de ele estar armado num luau.
Mas para o leitor, especialmente pra mim, que sou especialista na área, faz. Dava uma questão de vestibular...
Sou pentelha com o português. Erro, às vezes, claro, como todo mundo. Mas me espanto com advogados e jornalistas cometendo erros crassos... não são médicos, não são engenheiros! São pessoas cujo cotidiano é lidar com palavras, com interpretações, que devem ler, devem estudar. Espera-se, portanto, que ao menos elas saibam direitinho o português.
O exemplo da Folha é suave, quase bobo. É um erro compreensível quando se considera que o jornal é feito como a salsicha e a lei. Só peguei o mote porque quando me lembro das petições que já vi por aí... me dá vontade de chorar.
Ainda bem que o meu pai me ensinou a ler muito. E que a OAB anda caprichando um pouco mais no exame... tomara ser alfabetizado seja um requisito, porque antes não era bem assim.

11 janeiro 2005

Sedução

Outro dia vi um filme brasileiro bobinho na Globo: Avassaladoras. Além do colírio Gianecchini e da ótima Giovanna Antonelli, em papel em que não exercita nem metade de seu talento, não resta muita coisa no filme. Mas sempre sobra alguma coisa...
A personagem de Giovanna é uma moça que, pra variar, procura namorado, mas não acha. No desespero, recorre até a uma agência de encontros. E para ensiná-la alguns segredos há uma outra personagem, um gay psicanalista que escreve um livro sobre relacionamentos.
A maior lição do cara, na minha modesta opinião, é a seguinte: seduza o mundo.
Em outras palavras, não são só os homens que vc tem que seduzir: a sedução é o tempo todo, com homens, mulheres, crianças. Porteiros, ascensoristas, faxineiros, motoristas de táxi, vizinhos, caixas de banco, professores, alunos, colegas de trabalho, conhecidos, amigos, cachorros e papagaios: tudo é sujeito e objeto dessa prática.
Eu acho que isso acontece quando a gente vive momentos especiais. Eu creio estar vivendo um desses momentos agora. É uma sensação tão boa, tão cheia de vida, porque as pessoas respondem de uma maneira muito gostosa ao seu bom humor, e isso se reflete na sua pele, no seu olhar, no seu sorriso.
O negócio é curtir a maré boa enquanto ela está aí!!! É o que estou fazendo. E, sinceramente, estou amando!

10 janeiro 2005


Este banner eu quero por lá em cima. Mas estou apanhando do HTML...
Sabe quem fez? Marcelo Calenda: designer talentoso pra caramba e músico também. Já falei dele? Pois falo de novo. Vai lá ver o site: www.revolut.com.br, é da agência, a Revolut, em que trabalha com o amigo Bertoldo.

09 janeiro 2005

Amores

É um filme do diretor carioca Domingos Oliveira. É o terceiro dele que vejo; na verdade vi só metade, peguei assim por acaso no Canal São Paulo, neste domingo de lezeira. Pra quem não sabe, é o criador das Confissões de Adolescente, sucesso da TV Cultura nos anos 90 (?), e em 2004 ganhou uma mostra de seus trabalhos em cinema e TV, no CCBB/SP.
Os outros que vi e amei foram Separações e Feminices, que são os dois últimos longas dele. Feminices, se ainda não entrou em cartaz, deve entrar logo (eu vi na Mostra). Não percam!
O diretor trabalha quase sempre com o mesmo elenco e, nos filmes citados, com o mesmo tema: os relacionamentos, as mulheres, alegrias e tristezas do amor e da amizade. Mas faz isso sempre com um humor impagável e uma delicadeza, uma capacidade de expor as indas e vindas que fazem a vida com muita naturalidade. Quem quiser ver um filme leve, rir e se emocionar, vá assistir Feminices. Não vai se arrepender.

O Casório

Agora o de verdade: foi lindo, chorei (lógico). Lembrei logo da Carrie e suas amigas do Sex and the city, que iam em casamentos e eram colocadas nas mesas dos solteiros e desparcerados em geral. Fiquei muuuuuuuuuuito perdida no começo, porque esperava encontrar pelo menos UMA pessoa conhecida além da noiva e do noivo (que mal se lembrava de mim, é claro, porque só me viu uma vez), e não encontrei. Mas depois... não é que a minha mesa tava ótima??? Tinha um casal, mas o resto eram solteiros e/ou pessoas cujos parceiros estavam ausentes. Um povo super simpático. Conversamos muito, rimos, dançamos, foi ótimo!
Depois ainda dei meu showzinho (nada demais, só dancei uma musiquinha do Rick Martin, uns passinhos de salsa fingida, não foi um 'strip' nem 'bebadagem'), porque Emilia tem que aparecer, né? Não é à toa que tem o mesmo nome da boneca de pano. Mas o resultado foi ótimo: recebi elogios à minha infinitesimal graça e beleza (praticamente uma Gisele Bündchen!! - risos), fiquei lisonjeada, claro, e muito feliz. Endorfina na veia!
Excelente fechamento para uma quase-semana de descanso e de fase final de recuperação da auto-estima Emiliana, que andou bastante abalada no ano que acabou.
E amanhã (ops, hoje!) ainda tem mais! Festa de aniversário da minha anfitriã! (da praia) Ueba!

(O Casório)

(parêntesis pra contar que fui noivinha na festa junina do pré do La Salle, em milnovecentosebolinha. o noivo era um menino que eu gostava. a minha mãe tinha dito pra não pedir pra ser noiva porque eu já tinha o vestido de caipirinha e, em tempos bicudos como eram aqueles - e não são hoje também? -, não podia gastar com outro. pois eu não quis saber. bati o pé e fui noivinha. de vestido de cortina - que nem Scarlet O'Hara - rendada, cabelo bem curtinho, véu preso na tiara e sandália melissa branca com meia. e pintinhas no rosto, uma fofura. a frase que eu dizia lembro até hoje: 'se a mãe deixá eu caso, uai!")

De volta

À vidinha besta. Mas este ano tenho aulas, de volta aos bancos universitários! Mal posso esperar a hora da matrícula! Sabe aquela ansiedade adolescente de comprar caderno novo pra começar o ano escolar? Pois é quase isso, exceto pelo fato de que não vou comprar caderno novo. Nem caneta nova, nem nada novo, porque tudo que eu (não) podia comprar de novo já comprei agora no final do ano, para infelicidade de papits.
Mas tô me sentindo muito bem! As micro-férias foram ótimas. Peguei sim um bronzezinho, do tamanho que Emilia pode pegar. Muito mar, água fresca, deliciosa. Muita água de coco e muitas risadas.
Pra completar fui num casamento hoje, de uma amiga que eu gostaria de ver mais, mas não vi nos últimos anos por diversos motivos (um deles é o fato de que ela mora muito, muito longe - mas os outros são culpa minha mesmo, mea culpa, mea maxima culpa) , e me acabei de dançar.
Acho que o ano, pelo menos esse do calendário, tá começando 'prá lá di bão'.

05 janeiro 2005

Emilianópolis

Já que o Marcelo reclamou e eu estou num ciber café sem café, lá vai:
no interior do Estado de São Paulo tem uma cidade chamada Emilianópolis!!! Não é lindo???
A minha amiga reclamou porque tem Coimbra E Sevilha no nome, o que seria muito mais importante porque são cidades conhecidas no mundo inteiro, mas só eu tenho Emilianópolis!
E o meu irmão tem Petrópolis!! rarara
Beijos da praia (hoje fez um mormacinho), acho que amanhã sai o sol!

04 janeiro 2005

micro-férias

Estarei ausente de 04 a 09 de janeiro, bronzeando-me, assim desejo, nas areias de uma praia do nosso belo litoral paulista. Ufa, alguns dias sem internet nem jornal! É tudo que eu preciso neste momento!
Espero que não chova.

Jorge Furtado - 'Meu tio matou um cara'

'Houve uma vez dois verões' é o outro filme desse diretor gaúcho que eu já vi.
Vergonha das vergonhas, não vi Ilha das Flores, curta-documentário premiado e elogiadíssimo.
'Houve uma vez...' e 'Meu tio...' são ótimos: filmes leves, engraçados, sempre com adolescentes nos papéis principais, e o triângulo amoroso, foco central da trama. O cara que o tio matou é só o mote pra garotada se encontrar, bater papo, brigar e fazer as pazes.
Diversão gostosa e despreocupada.

03 janeiro 2005

Vai se fuder!!!

É o que eu tive vontade de gritar hoje durante o dia, incontáveis vezes.
Mas não pude.

Aurora

Você não viu, mas as nuvens eram cor-de-rosa, desse tom que agora se convencionou chamar de rosa antigo, e tocavam os edifícios. Logo abaixo, pertinho da linha do horizonte, que por aqui quase não há, vinham as alaranjadas, algumas quase fosforescentes. O céu de um azul desmaiado, inseguro.
Você não viu Vênus, a última estrela olhando esse espetáculo acontecer (também a aranhazinha na parede não viu! me pergunto o que faz aqui, e a essa hora!).
Tantas coisas não viu! Mas não ousaria revelar...

31 dezembro 2004

Quando começa o novo ano?

Dizem por aí que é no dia 1º de janeiro. Pra mim, não. Já tive anos que começaram depois do Carnaval. É tudo uma questão de começar e terminar ciclos.
Meu 2005 eu acho que ainda não começou. Mas o meu 2004, definitivamente, já acabou! Fechei um ciclo de indefinições que começou há alguns anos.
Engraçado que agora estou vivendo um lapso temporal indefinido, um intervalo. É um período em que nada acontece direito. É tempo de plantar.
Logo de cara, mudanças práticas: vou pintar o apartamento, finalmente encomendei minha cama nova, vamos fundar uma ONG, em fevereiro faço matrícula no mestrado (eba! não vejo a hora...).
O ano certamente vai ser todo de semeadura, mas já é algo mais concreto. Pensando bem, não, não de semeadura. Em 2004 semeei; em 2005 vou regar e adubar minha plantinha, pequenininha, frágil, mas verde e viçosa, corajosa, meio inocente, um tanto inexperiente...
E quando começará meu Ano Novo?

30 dezembro 2004


Labrador... lindinho!

Mais cachorrinhos!!!

Os Incríveis

A não ser que vc realmente odeie animação, vale muito a pena assistir Os Incríveis.
No passado, os heróis eram populares e salvavam o mundo. Mas um dia, um cidadão que não queria ser salvo processou um herói e ganhou. Seguiram-se dezenas de outros processos contra heróis, até que para o governo ficou muito caro custear tantas indenizações.
Aí, os heróis foram obrigados a entrar num 'programa de proteção a testemunhas' e assumir identidades civis sem graça e ocupar empregos sem graça, vivendo em casinhas de subúrbio.
Mas é claro que a vida do Sr. Pera (sobrenome do herói em português - assisti o dublado) e de sua família vai mudar! Porque existe uma demanda pelos heróis, certo?
A partir daí, a história ganha ação e velocidade. A inspiração nos filmes de 007 é evidente, desde a ilha vulcânica onde mora o vilão até a música, o que não tira a graça nem o mérito da produção dos estúdios Pixar (o mesmo de Toy Story, Procurando Nemo e Vida de Inseto).
É engraçado, fantasticamente bem feito, gráficos incríveis, personagens carismáticos.
E a dublagem? Não se acanhe em ir com seu filho, sobrinho, priminho, afilhado, sei lá eu. A dublagem não tem globais. O dublador do Herói é o mesmo que já dublou (de novo) James Bond e uma infinidade de outros filmes da Sessão da Tarde e Supercine. São todas vozes velhas conhecidas... Qualidade, portanto, sem estrelismos.
De quebra, ainda tem um curta engraçadíssimo antes do filme, sobre uma ovelha sapateadora que, um dia, fica deprimida.
Vale muito a pena. O duro é que eu tô ficando velha e hoje em dia tenho dor de cabeça quando assisto filmes de ação! (E sabe que agora também tô com uma queimação esquisita no peito do pé? Menina, será que é tendão? Ou nervo....)

28 dezembro 2004


Esse é um Dasch, parente do Xuli, mas de pêlo comprido.

Vejam essas fotos dos cachorrinhos do site The DOG. São lindos!!!!!

Esclarecimentos

Este ainda é um blog em construção, e creio que o será por um booommmm tempo...
Estou republicando alguns posts com fotos. Não fiquem bravos! O último inédito, só informando, é o da Lista de Schindler, piegas como só Emilia sabe ser.
Mas pelo menos agora vcs podem admirar a beleza de meu cão Dasch, um legítimo salsicha dos Alpes, exímio caçador de mosquinhas e lagartixas, feroz guardião do hall do elevador, defensor de sua casa e de sua dona, horror dos porteiros que distribuem o jornal na madrugadinha!

A lista de Schindler

É foda, mexe com a gente, né? Acho que quando assisti a primeira vez estava muito sensível (novidade!), pois não parava de chorar, soluçava no meio da rua.
Tinha 17 anos, já se vão 11, portanto. O Astor ainda não era o 'lounge' da Mostra (que não tinha nome de distribuidora de petróleo), mas já tinha baratinhas passeando por entre (sobre) as poltronas, e a pipoca tinha gosto de amanhecida antes mesmo de começar a sessão.
Voltei devagar pro pensionato Maria Imaculada, ali na esquina da Padre João Manoel com a Itu, chorando sem parar. Chegando lá, minha colega de quarto me dizia: mas é só uma história! "Não, isso aconteceu de verdade!"
Hoje já não choro (tanto assim). Mas não dá pra não se emocionar. Além de lindo, faz pensar. Faz pensar que somos realmente privilegiados, que não nascemos no sertão, em Bangladesh ou na Chechênia, que temos dinheiro, comida, computador, prazeres, bebida, estudo, cultura, (seguro de) saúde. É uma maravilha? Não, não é. Mas vale a pena, de vez em quando, a gente parar de reclamar e de chorar e achar bom...
Pode me chamar de babaca, mas é isso mesmo. Somos privilegiados e nos esquecemos disso todos os dias. Não precisa agradecer a Deus, não, foi pura sorte. Foi sorte. É tudo.

25 dezembro 2004

Aquele abraço

Para prestigiar meus dois ou três heróicos amigos (as) que visitam esse blog freqüentemente, eu não poderia deixar de escrever uma mensagem de feliznataleprósperoanonovo.
Mas a criatividade está curta: muito sol na cabeça e privação alimentar (bem, nem tanta, não resisti ao pudim nem ao tender) mais necessidade de descansar= falta total de idéias, tudo em nome da beleza, ou de uma tentativa de melhorar o material corporal que sustenta este cérebro falante.
Podia falar sobre o livro que estou lendo: O beijo da mulher aranha, Manuel Puig, mas não tem nada a ver com o Natal, nem com esperanças de um ano melhor.
Ou então contar as travessuras de meus salsis disputando ossinhos e cascas de melancia pelo jardim, mas acho que ninguém ia ficar muito interessado.
Enfim, o posto já está muito grande e até agora não mandei a mensagem de amor e paz.
Então, lá vai: SAÚDE (sempre ouvia todo mundo falar isso mas só esse ano percebi que sem isso a gente não faz nada) pra todo mundo, comam direitinho, transem MUITO bem, apaixonem-se e confiem no próprio taco. O dinheiro é conseqüência (assim espero!!!). ;-)

22 dezembro 2004

Passei

Ufa! Antecipo aqui os agradecimentos da segunda página da minha futura dissertação de mestrado: obrigada mãe, pai, Pe, Bibba, Van, Fe, Fran e Paulo, que acompanharam mais de perto o processo todo; todos os amigas e amigos que me apoiaram (não vou citar nomes para não magoar ninguém); Casa de Dharma e toda a Sangha, por me ensinar o caminho da tranqüilidade; Silvia, pela revisão e pelas broncas (além da amizade!); Profa. Myrian (por acreditar em mim sem nem me conhecer); Eder, por tudo, sempre; Dani, pelo projeto e pela ajuda especial na véspera da prova quando eu pirava com os funcionalistas; todo mundo do NCA/PUC; Victor Palomo, meu terapeuta bom pra caralho; Fátima Rigato do Projeto Quixote/Unifesp e, finalmente, ao Professor Alvino Augusto de Sá, que também acreditou em mim sem me conhecer direito.
Parece precipitado agradecer só porque passei no mestrado, ou seja, ainda nem comecei. Pra maioria o mestrado pode ser só mais uma coisa, e passar talvez não tenha um significado muito importante. Mas eu investi nisso com toda a minha alma. Em todos os momentos, dei tudo o que eu podia, até na entrevista. E sei que enchi o saco e gastei a paciência de um monte de gente no caminho! risos
Tks!!!

Atendendo a pedidos...

mudei o link dos comentários. Melhor esclarecendo: quem leu Monteiro Lobato sabe que, quando a Emília (aquela tinha acento) abria a boca, todos diziam que 'abria a torneirinha de asneiras'. O que não significa que ela dissesse asneiras. Muito pelo contrário: Emília sempre tinha idéias mirabolantes e criativas com as quais resolvia os mais complicados problemas.
Mas para que não haja mais polêmica... mudei. Só não venham me dizer que xuxu se escreve com ch! risos. Pra mim, xuxu se escreve com 'xis'. Não acho que eles (o cão ou o legume) tenham cara de 'ch'. E xuxu pra mim é tratamento carinhoso, então... tell me, xuxu, o que vc está achando do meu blog!
Beijos da Emilia

PS: talvez demore um pouco para aparecer a mudança. esse negócio é meio leeeeeeeeeentooooooooooooo.............................

"Minha mãe é compra-compra"

Repetia a garotinha, incessantemente, no restaurante chinês onde rolava amável confraternização de final de ano de meditadores budistas. Ainda bem que a mãe não estava por perto...

21 dezembro 2004

O cão que ri


Meu cão dá risada. Tenho certeza disso. Ou, pelo menos, sorri pra mim.
Coisas que só dono apaixonado vê. Quando vamos na pracinha, ele vai longe, explorador, anda até os limites, até o último pedacinho de calçada permitido, fuça todos os cantinhos, os arbustos, come os pauzinhos e sininhos que caem dos eucaliptos. Às vezes só consigo ver seu rabinho, sempre empinado, no meio do mato que eventualmente toma conta da praça.
De repente, me dou conta de que ele está longe demais, quase escapando para conhecer a Heitor Penteado e imediações daquele comecinho da Vila Madalena. Então, dou um grito: Xuxú-úúú!!!
Ele aparece um instante depois. Vem correndo, voando, de língua de fora, como se não me visse há um tempão. E tem uma expressão no olhar que é pura alegria. As orelhas meio pra trás (sabe como é?) completam a carinha de felicidade, e me dão a convicção: ele está sorrindo pra mim.


20 dezembro 2004

Ansiedade

Eu devo ter lido isso em algum lugar e agora fico repetindo feito uma idiota: a ansiedade é o mal do século 21.
Conheço bem essa dona, já passei maus bocados por causa dela. Com uma parada forçada, fui conhecer o budismo e comecei a praticar meditação. Ainda estou muito longe do nirvana, mesmo porque não pratico todo dia, mas já é um passo. Um de cada vez, né?
Agora estou tentando me controlar porque o resultado do mestrado sai na quarta dia 22 e eu não posso sequer descontar no chocolate, já que estou fazendo DIETA.
É, Emilia que sempre foi tão magra que apareciam as costelas (naquela época ainda não era bonito), depois de muita bunda na cadeira estudando pra concurso e escrevendo petições para defender não os frascos e comprimidos, que ela tanto adora, mas os ricos-e-espaçosos-cheios-da-grana-que-podem-pagar-advogados-caros, engordou. Depois tomou corticóide e engordou mais ainda.
E agora virou uma vigilante do peso (eca! coisa tão de americano!). Anda com livrinho de pontos na bolsa. Mede a comida com xícara. Patético, mas funciona. Ainda bem.
Mas que um chocolatinho ia bem, ou uma Nhá Benta, nesse momento de tensão pré resultado, lá isso ia...


Zatoichi, puta filme, tem que ver!!

Adoro cinema. Mas sou do tipo metida a besta, gosto de cinema europeu e de filmes do circuito cabeça da cidade. É claro que assisto blockbusters também (agora, por exemplo, preciso ir ver a Bridget porque já li, eu admito, os dois livros). Mas freqüento Mostra, tenho há anos um sonho de comprar uma permanente, e morri de orgulho quando assisti Tiros em Columbine um ano antes de entrar em cartaz. Ninguém sabia quem era Michael Moore...
Tudo isso pra falar de Zatoichi, que estreou esta sexta e que eu ;-) assisti na Mostra. É sensacional! Se vc gostou do Kill Bill, TEM QUE assistir esse filme, do diretor japonês Takeshi Kitano. O visual é SENSACIONAL, a trilha sonora, a história, tudo.
Mas não vou me meter a fazer crítica de cinema. Isso eu deixo para o meu amigo Fabio Camarneiro, jovem, talentoso e entendidíssimo do babado. Uma vez por semana ele publica uma crítica no site da Anhembi-Morumbi. Vale a pena conferir as dicas do rapaz. Clique aqui para ver.

(Da série 'vamos fazer propaganda dos amigos')

19 dezembro 2004

Blogando com defeito

Como vcs podem perceber, o blog está com defeito. Ainda não consegui resolver a grande "questã" das fotos. Um dia, lindinhas, estão lá, embelezando minhas mal traçadas linhas. No outro, não se dão ao trabalho.
Ainda pretendo fazer outras mudanças estéticas neste espaço, que está limpo demais pro meu gosto. Não sou assim tão minimalista.
Enquanto isso... não deixem de vir! Já tenho toneladas de posts imaginários, só falta sentar pra escrever!

17 dezembro 2004

Olha este site

www.marcelocatalan.com

Tem fotos lindas e o design, de geladeira, com pingüim e tudo, moderno-kitsch, é lindo de morrer.

Quando o carteiro chegar... e outras fotos

Meu amigo Mario Rui Feliciani acaba de lançar um livro de lindas fotografias.
Com apresentação de Arcangelo Ianelli (tá pensando que é pouca bosta??? não, é muita bosta!!! risos), reúne as imagens de caixas de correio que o fotógrafo, engenheiro, advogado, cinéfilo, 'livrófilo' e 'musicófilo' Mario registrou em passeios pela Grande São Paulo.
Sendo grande, há muita coisa igual, mas muita singeleza e criatividade também. E o olhar do Mario captou essa singeleza.
Há quem queira ter certeza de que o carteiro viu mesmo a casa, indicando o endereço todo com letras tortas de pincel ou com ostensivas flechas vermelhas.
Há casas de passarinho, fendas no portão, há as de ferro ou as de madeira, minuciosamente construídas. E há até caixa sem fenda alguma.
Lembrei da minha ansiedade quando, adolescente, antes do boom da internet e do e-mail, escrevia páginas e páginas de cartas e aguardava ansiosa a resposta, que às vezes não vinha, ou tardava.
Talvez com umas flechas vermelhas indicando o local, o carteiro não se equivocasse...
Confiram o trabalho lindo do Mario e outras fotografias no sítio dele (clique aqui) .
E prestem atenção no aviso quanto aos direitos autorais, porque eu sou testemunha de que ele fica realmente muito bravo!

(Este é somente o primeiro post da série 'vamos fazer propaganda dos amigos'. Aguardem!)

15 dezembro 2004

Feira Livre


Este ano descobri a feira livre. Descobri que as coisas lá custam a metade do preço do sacolão, principalmente se vc for na hora do almoço, quando está acabando e o cara já tá vendendo a bandeja de lichia por UM real. Com vinte pilas, vc faz uma puta feira, de verdade, com peixe e tudo (pra uma pessoa, pelo menos). Outro dia fui no sacolão e com os mesmos vinte comprei metade do que tinha comprado com 10 na feira.
Consumistas, atenção! Nada como ir à feira pra sentir-se realizada! È como liquidação: vc sempre vai embora triunfante, achando que fez um bom negócio!
Sem contar a outra parte legal, que é divertimento de observar, ouvir e cheirar.
Na feira de quarta, aqui perto de casa, tem uma barraca que deve ser a campeã de vendas de frutas. As frutas são boas, claro, mas o que faz a diferença são os rapazes. Eles gritam mesmo, sem parar, umas coisas engraçadas... outro dia era o melão: 'é pequenininho mas é gostoso, só um real o melão!!!'. Eles são irmãos e têm a voz meio fanha na hora de gritar, é engraçadíssimo.
E os cheiros? O perfume do manjericão, e do alecrim... Hmmmmm... adoro os cheiros, experimentar a fruta na barraca, escolher a alface fresquinha.
Não nos esqueçamos do pastel e do caldo de cana, menção honrosa no quesito delícias de morrer de vontade. Ainda mais agora que estou de dieta...
E eu, que sempre paquerei no Pão de Açúcar, agora também aproveito pra paquerar os mocinhos interessantes que fazem feira...
Experimentem, eu recomendo. É barato, gostoso e diversão garantida!

13 dezembro 2004

Pay it forward

Em português, "A corrente do bem". Com Kevin Spacey, Haley Joel Osment (o garoto de O Sexto Sentido) e Helen Hunt. Passou agorinha na Warner, um dos canais que ainda restam na minha mirrada assinatura ultramegabásica da TVA.
O filme, é lógico, é baseado em livro que deve ter vendido horrores depois da estréia... Tá vendo, já funcionou, a autora já ficou rica! A história é piegas, claro, mas não é que dá vontade?
Fala a verdade, quando vc vê um filme de gente ajudando gente não dá mesmo vontade de ajudar? Pois então, não sei por quanto tempo vai durar a minha resolução, mas vou tentar cumprir a tal corrente. Ajudar três pessoas não parece uma má idéia.
Detesto correntes, quebro todas, acho um saco. Não se trata, contudo, de uma corrente de palavras (ou orações) que, por si, não levam a nada e ainda têm uma praga no final pra quem não repassar (odeio pragas!).
Trata-se de agir. De verdade. O meu irmão provavelmente vai achar isso muito idiota, ele já fala que eu tenho mania de querer ajudar sem que os outros peçam, acha isso insuportável.
Bem, não sei se vou me lembrar disso até conseguir ajudar as tais três pessoas, talvez dure uma semana só, mas o que importa é a gente se sentir melhor, né? No fim, no fim, é isso que ensinam todas as religiões...
E eu acho que não vou para o inferno só porque não acredito em Deus. Espero que, se ele existir mesmo, perceba que eu fui uma boa moça.
Sabe aquele adesivo (ótimo) de carro, "Good girls go to heaven, Bad girls go everywhere" ?? Pois eu espero, sinceramente, conseguir encontrar o balanço.
É, não tem jeito... acho que vou passar um tempinho no purgatório (risos).

12 dezembro 2004

Ode às cuecas novas

Importante mesmo esse negócio das cuecas. Há homens que não dão a menor bola pra isso e, além de usar aquelas horríveis tradicionais, tipo sunga, ainda as usam até desintegrar.
Até aí, usar aquela cuequinha velha na ginástica, ou num dia em que vc não vai encontrar a moça, tudo bem. Nós também temos calcinhas velhinhas que usamos nos dias em que (provavelmente) nada vai acontecer.
Mas tirar na frente da moça uma cueca com elástico arregaçado e toda desconjuntada, horrorosa mesmo, talvez até meio encardida, ah, isso não dá! É de perder o tesão!
Ainda se fosse preta... vá lá, disfarçava um pouco...
Ah, os homens que usam cuecas boxer! Ah, a samba-canção! Nada mais lindo que um homem de samba-canção!
Eu sei, eu sei, são bem mais caras. Eu sei, não vêm naquele pacote com três da promoção (aaargh!!). Mas vcs bem que podiam ter algumas. Pra usar de vez em quando, né? Pra fazer um charmezinho...
Ou então, pelo menos, não saiam com a moça com aquela cueca encardida e sem elástico! Pode sair até sem cueca, é muito sexy na hora de tirar (risos). E, pelamordedeus, se estiver com ela, sem querer, justo naquele dia, vai tirar no banheiro, sei lá, se vira, bota uma venda nos olhos dela! Mas não deixa a moça ver não... é meio broxante! Além de dar uma impressão de que o cara não é exatamente muito limpo...
Não têm homens que se dizem apaixonados por todas as mulheres? Pois eu, talvez, seja uma mulher apaixonada por todos os homens. Mas duvido que o Vinícius gostasse de mulher com calcinha velha e feia. Duvido.

11 dezembro 2004

A Hora Mágica


O surrealista Magritte tem uma pintura que eu adoro e me lembra muito esse momento a que me refiro. Chama-se 'O Império das Luzes' (trata-se de uma série, na verdade).

À primeira vista, vemos uma rua à noite, e dentro da casa, luzes. Um lampião na rua. Tudo é escuro e o contorno das árvores é nítido. Penso em acolhimento, e os pássaros ali nas árvores já estão recolhidos em seus ninhos.

Depois de alguns minutos observando o quadro (eu tive o prazer de vê-lo em Veneza em 1998) nos damos conta de que logo acima o azul é, literalmente, celeste, e brancas nuvens de meio-dia pairam sobre a cena.

É genial.

10 dezembro 2004

A Hora Mágica

Um amigo que entende das coisas de cinema me explicou que a expressão 'a hora mágica' é usada por cineastas (e fotógrafos, eu presumo) para definir dois momentos do dia (na madrugada ou ao anoitecer).
Vou falar do que eu mais conheço e que mais gosto.
Momento em que ainda não é noite (mas quase). O sol já se escondeu, mas no horizonte ainda resta um pouco de luminosidade.
O azul do céu é profundo. Vênus já apareceu, assim como a lua, brilhante. Se for crescente, então, é o cenário perfeito. Se for em Botucatu, cidade de céu muito limpo e muito brilhante, melhor ainda. Cigarras cantando e cheirinhos de entardecer também fazem parte do visual.
O que mais me impressiona são as silhuetas das árvores e casas, negras, recortadas sobre esse céu maravilhoso. As luzes das casas e dos postes, recém acesas, dão o toque final à atmosfera de recolhimento e intidade desse momento do dia.

(continua...)

07 dezembro 2004

Emilia tomou uma pílula

Nunca havia pensado em ter um blog até conhecer M. há um ano, mais ou menos. A empatia foi instantânea, e a troca de e-mails, intensa. A certa altura, depois de uma semana de mensagens, disse que os meus e-mails eram ótimos, que eu escrevia muito bem. Já pensou em ter um blog?
Bem, eu tava trabalhando pra caramba, mal tinha tempo pra cuidar do cão (Xuli), que já andava roendo os saltos dos meus sapatos ($$$) e lambendo constantemente as patinhas. Então, deixei pra lá. M. e eu desaparecemos, assim como, um dia, surgimos.
Janeiro de 2004. Escrevi um pequeno relato fantasiado sobre um acontecimento no Rio de Janeiro. Pouco tempo depois... um vírus "x", jamais identificado, me levou direto pro hospital. Tempo obrigatório pra pensar sobre a vida. Mas o que é que eu gosto mesmo de fazer??? Ler. E escrever. E não foi por isso que me apaixonei pelo Direito? (mal sabia...)
Resolvi que ia escrever um livro. Parei, é claro na página 3. Parei. Meses depois, enfiada dentro de casa estudando, um dia, comecei a escrever. O instinto descritivo. Alguma coisa não-jurídica, não-criminal, tentativas de conto.
E não é que (sincronicidades...) encontro M. um ano depois? Gentil como só ele, me liga pra dar parabéns, vamos nos ver, marcamos um café? Ao café, pois. À troca cotidiana de palavras. Mando para M. um desses escritos, resultados de noites não-dormidas escrevendo em criminologês. E lá vem ele, de novo: já pensou em ter um blog?
Tá aqui o blog, então. Sobre o muito que conheço pouco. Há tanto pra falar! Culpa do Dr. Caramujo. Ah, por favor, Emilia sem acento, tá?