Podia ser título de um livro infantil. Mas na verdade é sobre a relação esdrúxula entre o meu cão e seu elefante de pelúcia, um daqueles da Parmalat, já despojado de sua caixinha de pelúcia (que nos lembrava da falida empresa italiana).
Pois Xulão transa com o Elefante, agora elevado à status de amante. Aliás, pensando bem, até que é um bom amante esse bicho, pois não reage com mordidas, latidos ou safanões às investidas do mini-macho Xuxu. E o melhor de tudo: o cão fica satisfeito e o Elefante não engravida!!!
A primeira vez foi muito engraçada. Ele ainda era filhote, e nunca tinha visto seu... bem... como dizer... membro ereto e com aquela bolinha que os cachorros têm pra manter o 'engate' na fêmea (por isso não se consegue desengatar: tem uma bolinha que prende o macho dentro da fêmea, é muito louco, é pra garantir que o espermatozóide vai mesmo chegar lá). Além disso, acho que ele nunca tinha gozado, também. Ficou atordoado, não sabia o que fazer com aquilo pendurado, andava pra lá e pra cá. Tentei encostar nele (no cão, não no membro), fazer um carinho na cabeça (do cão, não do membro) e ele (o cão) rosnou sério pra mim.
Depois que ele perdeu a virgindade elefantina... tudo é festa. De qualquer modo, ainda preciso achar uma cadelinha de verdade pra matar as vontades do meu lindo cão (e é lindo mesmo, não é coisa de dona coruja não). Enquanto isso, ele cura sua solidão com o Elê.
É, já diz o ditado: quem não tem cão, come pelúcia.
13 fevereiro 2005
12 fevereiro 2005
Atendendo a pedidos
Tô na TPM. Ainda bem que tô tomando um remedinho fitoterápico chamado óleo de prímula (conhecido também como GamalineV), já faz umas 2 semanas, senão além do imenso mau-humor que toma conta de mim hoje, eu estaria também chorando.
Ainda bem também que já consigo perceber quando ela chegou, e avisar quem está do lado: olha, tô na TPM. Fico reclamona, não páro de falar mal da minha família, acho a minha vida uma merda, porque não tenho dinheiro pra nada, porque estou fora de forma, toda mole, e meu cabelo está uma merda também por que o corticóide fez cair tudo e levo horas pra arrumar.
Enfim, esta boneca que vos fala fica mesmo um SACO na TPM.
Engraçado como a coisa muda de um dia pro outro! Ontem mesmo estava tão feliz, super bem humorada, a vida é linda, Sampa está maravihosa, o céu está azul (aquele azul poluído, mas azul), o sol brilha, o trânsito está bom, os ambulantes no centro vendem melancia em pedaço, a matrícula do mestrado, o passeio com o cão...
E hoje acordo com esse mau humor.
Só não estou pior porque uma das coisas que assumi no budismo foi tentar falar menos asperamente com as pessoas, e não falar coisas inúteis. Isso me ajudou a controlar a torrente de reclamações hoje de manhã, para não incomodar (ou incomodar menos) a pessoa que me fazia uma doce companhia.
Mas que tá tudo um saco, isso tá.
(Marcelo, me desculpe, mas por enquanto só tem esse post chato pra ler - risos)
Ainda bem também que já consigo perceber quando ela chegou, e avisar quem está do lado: olha, tô na TPM. Fico reclamona, não páro de falar mal da minha família, acho a minha vida uma merda, porque não tenho dinheiro pra nada, porque estou fora de forma, toda mole, e meu cabelo está uma merda também por que o corticóide fez cair tudo e levo horas pra arrumar.
Enfim, esta boneca que vos fala fica mesmo um SACO na TPM.
Engraçado como a coisa muda de um dia pro outro! Ontem mesmo estava tão feliz, super bem humorada, a vida é linda, Sampa está maravihosa, o céu está azul (aquele azul poluído, mas azul), o sol brilha, o trânsito está bom, os ambulantes no centro vendem melancia em pedaço, a matrícula do mestrado, o passeio com o cão...
E hoje acordo com esse mau humor.
Só não estou pior porque uma das coisas que assumi no budismo foi tentar falar menos asperamente com as pessoas, e não falar coisas inúteis. Isso me ajudou a controlar a torrente de reclamações hoje de manhã, para não incomodar (ou incomodar menos) a pessoa que me fazia uma doce companhia.
Mas que tá tudo um saco, isso tá.
(Marcelo, me desculpe, mas por enquanto só tem esse post chato pra ler - risos)
10 fevereiro 2005
Quanto tempo?
Voltei do meu anti-Carnaval mais sensível. Com isso quero dizer não que agora eu chore até em comercial de sabão em pó, mas que estou mais perceptiva, talvez. Em diversos sentidos.
Disseram-me já que os escorpianos são mais sensitivos que as outras pessoas. Eu não costumava prestar muita atenção às minhas intuições até pouco tempo atrás... mas sempre me ferrava. Depois, percebia que já tinha sacado desde o começo o temperamento de tal pessoa, ou que as coisas não iam funcionar daquele jeito, mas paguei pra ver, e aí já era tarde.
Ultimamente, tenho prestado mais atenção. Tenho sido mais cuidadosa. Ouço mais o meu 'sexto sentido': a mente. Mas não a mente racional, analítica. Essa eu ouço até demais (não é à toa que ganhei um nome budista que significa 'pessoa cheia de pensamentos, pensativa'). Tento ouvir mais a minha intuição, observá-la melhor, perceber que ela me avisa sobre as coisas e as pessoas.
A última vez em que me lembro que isso aconteceu foi no final do ano passado. Eu estava saindo com um cara que, como é costume masculino largamente utilizado quando querem livrar-se de nós, mulheres, desapareceu. O meu 'feeling', talvez por estar apaixonada, não me alertou que ele, provavelmente, estava com outra. Mas quando ele me contou, alguma coisa me disse que era uma pessoa que eu tinha conhecido por meio dele. Não havia nada demais na maneira como eles se tratavam, exceto por uma mão no cabelo durante um cumprimentar carinhoso. Bem, ele faz isso com todo mundo, é uma pessoa carinhosa. Mas não sei porque... achei que fosse ela. Na lata!
Coincidência ou não, foi exatamente esse cara que me falou das escorpianas intuitivas, um tempo antes desse episódio.
Quanto tempo será que vai durar essa minha sensibilidade extra-aguçada?
Disseram-me já que os escorpianos são mais sensitivos que as outras pessoas. Eu não costumava prestar muita atenção às minhas intuições até pouco tempo atrás... mas sempre me ferrava. Depois, percebia que já tinha sacado desde o começo o temperamento de tal pessoa, ou que as coisas não iam funcionar daquele jeito, mas paguei pra ver, e aí já era tarde.
Ultimamente, tenho prestado mais atenção. Tenho sido mais cuidadosa. Ouço mais o meu 'sexto sentido': a mente. Mas não a mente racional, analítica. Essa eu ouço até demais (não é à toa que ganhei um nome budista que significa 'pessoa cheia de pensamentos, pensativa'). Tento ouvir mais a minha intuição, observá-la melhor, perceber que ela me avisa sobre as coisas e as pessoas.
A última vez em que me lembro que isso aconteceu foi no final do ano passado. Eu estava saindo com um cara que, como é costume masculino largamente utilizado quando querem livrar-se de nós, mulheres, desapareceu. O meu 'feeling', talvez por estar apaixonada, não me alertou que ele, provavelmente, estava com outra. Mas quando ele me contou, alguma coisa me disse que era uma pessoa que eu tinha conhecido por meio dele. Não havia nada demais na maneira como eles se tratavam, exceto por uma mão no cabelo durante um cumprimentar carinhoso. Bem, ele faz isso com todo mundo, é uma pessoa carinhosa. Mas não sei porque... achei que fosse ela. Na lata!
Coincidência ou não, foi exatamente esse cara que me falou das escorpianas intuitivas, um tempo antes desse episódio.
Quanto tempo será que vai durar essa minha sensibilidade extra-aguçada?
09 fevereiro 2005
Carnaval
Nos últimos anos, meu Carnaval tem sido um anti-Carnaval. Costumo ir pra lugares tranqüilos, como Itaúnas, por ex., para descansar. Este ano bati meu recorde: fui fazer um retiro de meditação budista.
Até umas duas semanas antes, estava torcendo pra surgir algum convite para viajar. Acho que fiquei até o último minuto torcendo pra isso. Mas não aconteceu. E, bem, eu já estava mesmo comprometida a ajudar na organização, então fui. Ajudou o fato de que viria um monge dos EUA, abade (o 'chefão') de um mosteiro budista; minha amiga tinha me avisado que o retiro com o monge era outro papo (eu já tinha feito dois retirinhos de final de semana, sem monge).
Claro que foi ótimo. Claro que eu adorei. Claro que eu descansei pra caramba, meditei (não pra caramba - risos, mas meditei) e até participei de uma cerimônia de iniciação ao Budismo, algo que eu não esperava que fosse acontecer.
O que eu também não esperava é que o monge fosse tão bom e tão carismático. Pra quem pratica meditação e/ou está a fim de viver uma vida mais tranqüila, ele fala coisas tão incríveis! De uma lucidez, uma simplicidade! Eu ficaria lá mais uns dias se não tivesse que voltar...
Com o tempo, vou escrever aqui algumas coisas que ele falou; não é pregação, são conselhos de vida, de tranqüilidade, de paz. Tem também fotos do retiro, com Emilia recebendo uma 'benção' do monge e tudo.
Ganhei também um nome em páli, língua original dos suttas budistas. Depois eu conto que nome foi e o significado - que, por sinal, foi exato, preciso para esta Emilia que vos escreve.
Pra quem se divertiu, espero que a folia tenha sido boa. Pra quem não... que tenham sido úteis os dias, pra descansar ou trabalhar.
Quanto a mim, espero estar um pouquinho mais forte e tranqüila pra tocar minhas coisas em frente, já que tudo está acontecendo muito rápido!
(PS: quer saber mais sobre o monge - Banthe Henepola Gunaratana - ou o budismo? vai lá: www.casadedharma.virtualave.net - site do grupo de meditação que eu freqüento
http://www.bhavanasociety.org/ - site do mosteiro dirigido pelo monge, nos EUA - em inglês)
Até umas duas semanas antes, estava torcendo pra surgir algum convite para viajar. Acho que fiquei até o último minuto torcendo pra isso. Mas não aconteceu. E, bem, eu já estava mesmo comprometida a ajudar na organização, então fui. Ajudou o fato de que viria um monge dos EUA, abade (o 'chefão') de um mosteiro budista; minha amiga tinha me avisado que o retiro com o monge era outro papo (eu já tinha feito dois retirinhos de final de semana, sem monge).
Claro que foi ótimo. Claro que eu adorei. Claro que eu descansei pra caramba, meditei (não pra caramba - risos, mas meditei) e até participei de uma cerimônia de iniciação ao Budismo, algo que eu não esperava que fosse acontecer.
O que eu também não esperava é que o monge fosse tão bom e tão carismático. Pra quem pratica meditação e/ou está a fim de viver uma vida mais tranqüila, ele fala coisas tão incríveis! De uma lucidez, uma simplicidade! Eu ficaria lá mais uns dias se não tivesse que voltar...
Com o tempo, vou escrever aqui algumas coisas que ele falou; não é pregação, são conselhos de vida, de tranqüilidade, de paz. Tem também fotos do retiro, com Emilia recebendo uma 'benção' do monge e tudo.
Ganhei também um nome em páli, língua original dos suttas budistas. Depois eu conto que nome foi e o significado - que, por sinal, foi exato, preciso para esta Emilia que vos escreve.
Pra quem se divertiu, espero que a folia tenha sido boa. Pra quem não... que tenham sido úteis os dias, pra descansar ou trabalhar.
Quanto a mim, espero estar um pouquinho mais forte e tranqüila pra tocar minhas coisas em frente, já que tudo está acontecendo muito rápido!
(PS: quer saber mais sobre o monge - Banthe Henepola Gunaratana - ou o budismo? vai lá: www.casadedharma.virtualave.net - site do grupo de meditação que eu freqüento
http://www.bhavanasociety.org/ - site do mosteiro dirigido pelo monge, nos EUA - em inglês)
03 fevereiro 2005
Negociação
Invejo as pessoas que sabem negociar. É um talento nato, algo que até se aprende um pouquinho com esforço, mas nunca como alguém nasceu sabendo. É como tocar violão ou piano: vc pode até estudar bastante, treinar, treinar, mas bom mesmo, bom que nem o Yamandú, que nem o Nelson Freire, só mesmo quem tem o dom pra coisa.
Pois eu estou aprendendo a duríssimas penas a arte de negociar. Quase sempre saio insatisfeita, me sentindo uma perdedora, 'eu devia ter forçado, ele ia aceitar mesmo assim'. Na maioria das vezes, ia mesmo. Em outras, não. Difícil saber.
Dificulta o fato de eu não ter um escritório, o que leva as pessoas a crer que por isso eu seja menos respeitável. É ruim não ter um lugar só seu pra fazer uma reunião. Mas enquanto eu não resolver investir de verdade nisso, vai assim mesmo. 'Tá ruim mais tá bão', né?
O negócio é ter paciência e ir aprendendo devagar. Pelo menos já não tô cobrando só o valor da tabela da Ordem. Já é um começo... quer dizer, um consolo.
Pois eu estou aprendendo a duríssimas penas a arte de negociar. Quase sempre saio insatisfeita, me sentindo uma perdedora, 'eu devia ter forçado, ele ia aceitar mesmo assim'. Na maioria das vezes, ia mesmo. Em outras, não. Difícil saber.
Dificulta o fato de eu não ter um escritório, o que leva as pessoas a crer que por isso eu seja menos respeitável. É ruim não ter um lugar só seu pra fazer uma reunião. Mas enquanto eu não resolver investir de verdade nisso, vai assim mesmo. 'Tá ruim mais tá bão', né?
O negócio é ter paciência e ir aprendendo devagar. Pelo menos já não tô cobrando só o valor da tabela da Ordem. Já é um começo... quer dizer, um consolo.
O sumiço de Emilia
O sumiço de Emilia deve-se ao ótimo fato de que a mamata dela acabou. Ela agora tem um cargo importante num instituto de pesquisa, o que significa basicamente que ela vai trabalhar muito e de graça (risos), mas também que ela vai aprender, fazer contatos super importantes etc. ALém disso, ela anda com uma vidinha social boa demais, não pode reclamar. O seu cão é que tem reclamado um pouco. E pra completar, apareceu um caso criminal assim de uma hora pra outra, quer dizer, de um dia pro outro.
Esta Boneca de Pano que vos fala pede humildemente desculpas aos seus leitores fiéis (o contador anda registrando umas 20 visitas por dia, o que significa que não são só as minhas visitas que ele anda contando - risos) pela ausência de novidades nos últimos dias, e informa que hoje à noite postará alguma coisa mais interessante que um pedido de desculpas.
E também, vcs têm mais é que achar bom, porque trabalho = dinheiro, e vcs são meus amigos e querem que eu tenha unzinho no bolso pra pagar as contas e fazer uma baladinha, né?
Beijocas apressadas
Esta Boneca de Pano que vos fala pede humildemente desculpas aos seus leitores fiéis (o contador anda registrando umas 20 visitas por dia, o que significa que não são só as minhas visitas que ele anda contando - risos) pela ausência de novidades nos últimos dias, e informa que hoje à noite postará alguma coisa mais interessante que um pedido de desculpas.
E também, vcs têm mais é que achar bom, porque trabalho = dinheiro, e vcs são meus amigos e querem que eu tenha unzinho no bolso pra pagar as contas e fazer uma baladinha, né?
Beijocas apressadas
31 janeiro 2005
Minha amiga, que roubada heim?
Não é incrível a transformação pela qual passam as mulheres cada vez que se apaixonam?
Esses dias conheci uma moça que está apaixonada por um roqueiro. Desde que se conheceram já foi a um ou dois inferninhos de rock do tipo Sarajevo (fica ali na Augusta), e imagino que em breve passará a ouvir rock pauleira e virará assídua freqüentadora do Café PiuPiu.
Eu mesma já tive meus momentos. Na adolescência, tive um namorado que era peão de rodeio nas horas vagas. Ouvia só sertanejo. Eu, que odiava o Zezé di Camargo e Luciano (na época eles ainda estavam começando), passei a gostar. Demorou, mas gostei. No final, já sabia até as letras.
Outro era um casinho que só ouvia metal. Do bom, mas metal. Apaixonada, 'troquei' um CD da Zizi Possi por uma maldita fita do Ozzy ao vivo. Tive que comprar a Zizi de novo (no fim, anos depois, ganhei - de outra pessoa- também o CD duplo do Ozzy, que afinal era mesmo muito bom. é o único CD de metal que tenho na minha coleção).
Sinceramente, não me submeto mais a esse tipo de coisa. Pra começar, as chances de eu me envolver com uma pessoa assim tão diferente de mim são bem pequenas, creio eu. Em segundo lugar... bem, quando fazia isso, era bem mais boba, achava sempre que 'aquele era o cara', então, pelo 'o cara' a gente encara (rimou) qualquer programa, né?
E eu pergunto aos meus leitores machos: vcs topam esse tipo de programinha de índio só por paixão?
Esses dias conheci uma moça que está apaixonada por um roqueiro. Desde que se conheceram já foi a um ou dois inferninhos de rock do tipo Sarajevo (fica ali na Augusta), e imagino que em breve passará a ouvir rock pauleira e virará assídua freqüentadora do Café PiuPiu.
Eu mesma já tive meus momentos. Na adolescência, tive um namorado que era peão de rodeio nas horas vagas. Ouvia só sertanejo. Eu, que odiava o Zezé di Camargo e Luciano (na época eles ainda estavam começando), passei a gostar. Demorou, mas gostei. No final, já sabia até as letras.
Outro era um casinho que só ouvia metal. Do bom, mas metal. Apaixonada, 'troquei' um CD da Zizi Possi por uma maldita fita do Ozzy ao vivo. Tive que comprar a Zizi de novo (no fim, anos depois, ganhei - de outra pessoa- também o CD duplo do Ozzy, que afinal era mesmo muito bom. é o único CD de metal que tenho na minha coleção).
Sinceramente, não me submeto mais a esse tipo de coisa. Pra começar, as chances de eu me envolver com uma pessoa assim tão diferente de mim são bem pequenas, creio eu. Em segundo lugar... bem, quando fazia isso, era bem mais boba, achava sempre que 'aquele era o cara', então, pelo 'o cara' a gente encara (rimou) qualquer programa, né?
E eu pergunto aos meus leitores machos: vcs topam esse tipo de programinha de índio só por paixão?
Mar Aberto
Não confundir com Mar Adentro, filme que deve entrar em cartaz logo logo. Estou falando do filme que tem sido (injustamente, na minha modesta opinião) comparado à 'Bruxa de Blair' pela crítica, ao que parece pelo fato de ter sido divulgado no boca-a-boca e feito com baixo orçamento. A comparação é injusta porque acho Mar Aberto muito melhor que a 'Bruxa'.
Nunca achei que a 'Bruxa' segurasse o suspense. Ao contrário, em Mar Aberto, o stress permanece durante todo o filme até o final, que é realmente surpreendente. A gente assiste se agarrando de tensão no que (ou em quem) estiver mais próximo - travesseiro, namorado, cachorro...
Assisti à noite: antes de dormir não parava de pensar na cena final... e foi na mesma cena que pensei logo ao acordar.
A comentada DR no meio do oceano não é o que mais importa no filme. Pra mim, aliás, poderiam ser dispensadas tais cenas, não fazem muita diferença. O que dá uma puta tensão mesmo são as dezenas de tubarões, em situação que me fez lembrar de 'O velho e o mar', que não é só uma luta do pescador com o Marlin Azul, mas também com os famintos tubarões que cobiçam o seu precioso troféu.
Suspense do bom. Mas só funciona se vc estiver realmente a fim de passar uma hora e meia de stress. Senão, pode se arrepender.
Nunca achei que a 'Bruxa' segurasse o suspense. Ao contrário, em Mar Aberto, o stress permanece durante todo o filme até o final, que é realmente surpreendente. A gente assiste se agarrando de tensão no que (ou em quem) estiver mais próximo - travesseiro, namorado, cachorro...
Assisti à noite: antes de dormir não parava de pensar na cena final... e foi na mesma cena que pensei logo ao acordar.
A comentada DR no meio do oceano não é o que mais importa no filme. Pra mim, aliás, poderiam ser dispensadas tais cenas, não fazem muita diferença. O que dá uma puta tensão mesmo são as dezenas de tubarões, em situação que me fez lembrar de 'O velho e o mar', que não é só uma luta do pescador com o Marlin Azul, mas também com os famintos tubarões que cobiçam o seu precioso troféu.
Suspense do bom. Mas só funciona se vc estiver realmente a fim de passar uma hora e meia de stress. Senão, pode se arrepender.
Orkut - parte 2
Um amiga criou um homem virtual no orkut. A coisa mais engraçada do mundo. Pra não estragar a brincadeira dela, não vou revelar a identidade do moço, vou chamá-lo de Fulano.
Segundo ela, Fulano é um homem perfeito (afinal, foi inventado por uma mulher!). Profissional liberal bem sucedido, na casa dos 30 anos, é bonito, misterioso, gosta de cultura, boa comida, e ainda tem aquela 'pegada' boa, sabe como é?
Fulano é, em suma um tesão. E o mais curioso de tudo é que Fulano tem sido assediado por moças que não o conhecem, mas gostaram do seu perfil. Já recebeu até convite pra sair!
Sinal dos tempos... como dizem por aí. Desavisadas, abram o olho! Se conhecerem pela internet um homem perfeito demais... ele pode não existir!!!
(ainda o Closer - quem viu a cena hilária do Clive Owen numa trepada virtual com o Jude Law sabe do que estou falando!)
Segundo ela, Fulano é um homem perfeito (afinal, foi inventado por uma mulher!). Profissional liberal bem sucedido, na casa dos 30 anos, é bonito, misterioso, gosta de cultura, boa comida, e ainda tem aquela 'pegada' boa, sabe como é?
Fulano é, em suma um tesão. E o mais curioso de tudo é que Fulano tem sido assediado por moças que não o conhecem, mas gostaram do seu perfil. Já recebeu até convite pra sair!
Sinal dos tempos... como dizem por aí. Desavisadas, abram o olho! Se conhecerem pela internet um homem perfeito demais... ele pode não existir!!!
(ainda o Closer - quem viu a cena hilária do Clive Owen numa trepada virtual com o Jude Law sabe do que estou falando!)
Um cigarro
Acordei muito bem acompanhada, toda enrolada naquelas pernas deliciosamente bem trabalhadas por corrida e musculação, e presa entre braços de pele macia e músculos no lugar (todo ele é bonito, sem exageros de 'gominhos' e 'tanquinhos', uma beleza firme e suave. E ele de costas... bem, isso é um capítulo à parte, coisa que não pega bem pra uma mocinha ficar descrevendo por aí, aos quatro ventos).
Já era um pouco tarde, então pulamos o sexo matinal e fomos tomar café. Jornal (se eu fumasse, cigarros fariam parte do cenário também). Revista dominical. Um Chico na vitrola. Lá fora o dia já bem começado, quente, azul, um lindo dia de outono no verão paulistano.
Depois de um ou dois cadernos da Folha, fui me despedir... e o beijo de tchau virou um beijo de puro tesão. As mãos dele por toda parte. Eu e ele por toda parte. (Se eu fumasse...)
Saí de lá pura felicidade. Sabe essas felicidades que dá vontade de gritar para os outros? Eu tenho um amigo que tem até raiva, ele fala pra gente 'tira esse sorriso insuportável do rosto, menina!'.
O fresco domingo outonal terminou com um pôr-do-sol de maio. Só faltou Vênus e a Lua se encontrando no meio da sombra das árvores. Deviam estar se agarrando em algum canto, por aí...
Já era um pouco tarde, então pulamos o sexo matinal e fomos tomar café. Jornal (se eu fumasse, cigarros fariam parte do cenário também). Revista dominical. Um Chico na vitrola. Lá fora o dia já bem começado, quente, azul, um lindo dia de outono no verão paulistano.
Depois de um ou dois cadernos da Folha, fui me despedir... e o beijo de tchau virou um beijo de puro tesão. As mãos dele por toda parte. Eu e ele por toda parte. (Se eu fumasse...)
Saí de lá pura felicidade. Sabe essas felicidades que dá vontade de gritar para os outros? Eu tenho um amigo que tem até raiva, ele fala pra gente 'tira esse sorriso insuportável do rosto, menina!'.
O fresco domingo outonal terminou com um pôr-do-sol de maio. Só faltou Vênus e a Lua se encontrando no meio da sombra das árvores. Deviam estar se agarrando em algum canto, por aí...
28 janeiro 2005
Coisas que (quase) me fazem chorar (ou um post tipo Fernando Bonassi)
Meu cão com febre, manhoso, todo sensível porque tomou vacina V10. Meu cão dormindo e sonhando, deitadinho em cima da mesa, na frente do meu monitor, mexendo o focinho, as patinhas e de vez em quando até soltando um latidinho. A música do Damien Rice. Melancolia que de vez em quando toma conta de mim, meio do nada. Música clássica que o meu pai tocava pra mim quando eu era criança (Bach). Música clássica com coro. Orgasmo (mas só alguns). Comédia romântica. Comercial sentimental. Cena de novela. TPM. Certos livros. Alívio. Raiva. Auto-piedade (em homenagem ao Marcelo). Barata morta (acho que to virando budista mesmo: matei uma barata e depois fiquei com pena ao vê-la debatendo-se). Tristeza. Pôr-do-sol e aurora, mas só daqueles bonitos mesmo. A Hora Mágica. Documentários sobre bichos, de preferência com filhote de foquinha, bem branquinho. Beber demais. Vomitar, por causa de bebida ou por causa de doença. Certos homens. Certos remédios. Chico Buarque de Hollanda. Felicidade.
I can't take my eyes off of you
É bastante óbvio falar da música do filme, né? Tá todo mundo falando, em um monte de blogs. Porque é realmente uma coisa. O filme não é daqueles 'de chorar', mas vc já começa embalado com o Damien Rice cantando "I can't take my eyes of you", enquanto o fofo Jude Law caminha no meio da multidão olhando fixamente pra maluquinha da Natalie Portman, com os cabelos todos coloridos, os dois ensaiando aquele sorriso meio tímido que a gente fica quando está paquerando alguém...
E termina com a mesma música, mas com tudo já desconjuntado.
Aí, sai do filme louca pra ver onde tem, quem é afinal esse cara que canta tão linda e singelamente o refrão que não te sai da cabeça.
Bem, então, sou mais uma das milhares de pessoas que se apaixonaram pela música e agora não paro de ouvir.
Bem, o nome da música é The Blower's Daughter e não tem nada a ver com aquela do "you're just too good to be truth...". É totalmente diferente. Quero ver mais desse cara...
E termina com a mesma música, mas com tudo já desconjuntado.
Aí, sai do filme louca pra ver onde tem, quem é afinal esse cara que canta tão linda e singelamente o refrão que não te sai da cabeça.
Bem, então, sou mais uma das milhares de pessoas que se apaixonaram pela música e agora não paro de ouvir.
Bem, o nome da música é The Blower's Daughter e não tem nada a ver com aquela do "you're just too good to be truth...". É totalmente diferente. Quero ver mais desse cara...
27 janeiro 2005
'um postar para a capitar'
Pode me xingar: vou falar de meditação. Vou falar de budismo.
Antes que me acusem de pregação, já vou logo avisando: não tenho religião. Pra mim é filosofia, auto-conhecimento, auto-ajuda, chamem como quiserem, até de religião mesmo. Mas não peço nada pra ninguém a não ser euzinha mesma. E não agradeço a nenhuma entidade superior o meu sucesso (ou lamento com ela o meu fracasso - só jogo a culpa nos meus pais.... e lá se vão mais 10 anos de terapia - risos).
Serei breve: há uma semana eu surtava no meu último dia de TPM, o pior, o mais cruel. Chorava, resoluta, certa de que tudo daria novamente errado, como das outras vezes. Não obstante, fui meditar. O coordenador pegou pesado: 50 minutos de bunda na almofada. Minha cabeça a milhão. Tomei decisões, pensei no passado, pensei no futuro, chorei, ri, fiz fortuna, casei, tudo em 50 minutos - meditar é difícil.
Quando acabou... eu já era uma pessoa muito mais calma e centrada. Decidida. Certa de que talvez nem tudo desse certo, mas de que eu faria tudo ao meu alcance para que desse. E que: (a sabedoria popular é milenar) não adianta sofrer antes, porque o futuro a gente nem sabe se estará mesmo lá pra viver. E de que de nada vale remoer o passado e não tomar atitudes para fazer diferente.
Sei que estou no caminho, se não do equilíbrio, muito difícil de obter e manter, mas de encontrar no meio a maneira de pesar os extremos e seguir em frente. Apesar deles, ou a partir deles.
Antes que me acusem de pregação, já vou logo avisando: não tenho religião. Pra mim é filosofia, auto-conhecimento, auto-ajuda, chamem como quiserem, até de religião mesmo. Mas não peço nada pra ninguém a não ser euzinha mesma. E não agradeço a nenhuma entidade superior o meu sucesso (ou lamento com ela o meu fracasso - só jogo a culpa nos meus pais.... e lá se vão mais 10 anos de terapia - risos).
Serei breve: há uma semana eu surtava no meu último dia de TPM, o pior, o mais cruel. Chorava, resoluta, certa de que tudo daria novamente errado, como das outras vezes. Não obstante, fui meditar. O coordenador pegou pesado: 50 minutos de bunda na almofada. Minha cabeça a milhão. Tomei decisões, pensei no passado, pensei no futuro, chorei, ri, fiz fortuna, casei, tudo em 50 minutos - meditar é difícil.
Quando acabou... eu já era uma pessoa muito mais calma e centrada. Decidida. Certa de que talvez nem tudo desse certo, mas de que eu faria tudo ao meu alcance para que desse. E que: (a sabedoria popular é milenar) não adianta sofrer antes, porque o futuro a gente nem sabe se estará mesmo lá pra viver. E de que de nada vale remoer o passado e não tomar atitudes para fazer diferente.
Sei que estou no caminho, se não do equilíbrio, muito difícil de obter e manter, mas de encontrar no meio a maneira de pesar os extremos e seguir em frente. Apesar deles, ou a partir deles.
25 janeiro 2005
Tolerância
Enrolei, enrolei, e vim pra Botucatu passar uns 3, 4 dias. Ao comentar com um amigo, espantou-se: ‘não consigo ficar mais de 6 horas seguidas junto com a minha mãe! Saio de lá tão culpado!’ Imagino meu amigo entrando altivo, perto da hora do almoço, abraçando e beijando sua mãe; lá pelas 5 da tarde, ao se despedir, vemo-lo curvado, mais baixo, quase em frangalhos.
De um terceiro, tive a oportunidade de ouvir na secretária eletrônica: ‘oi, filho, ainda não morri, viu?’ ‘Ela me chantageia’, lamenta o “filho ingrato”, que imediatamente telefona, avisando que irá para o almoço dentro de trinta minutos.
Serão todas as mães assim, chantagistas profissionais? Não importa a nacionalidade, a raça, a cor, a altura ou o peso?
Eu e a minha temos prazo de tolerância: 48, no máximo 72 horas é o quanto dá pra passar juntas sem que as pequenas implicâncias e lamentos virem briga de verdade. Ou seja, é o meu prazo de tolerância, de agüentar sem responder rosnando ou latindo à provocação. E o dela, de não transformar um pequenino contratempo em motivo para choro e para a repetição, over and over again, da ladainha ‘a gente faz tudo por vocês, você deve me odiar muito mesmo, não sei o que fiz para merecer isso’.
Temo, temo tanto ser uma dessas mães... Talvez seja inevitável, inerente à condição de abandonada, porque crescemos e batemos asas do ninho. Não nos podem controlar, não nos podem acariciar, como faziam quando éramos pequeninos.
Esquecem-se as mães que os filhos não são extensões suas, mas seres humanos outros, completos e diferentes. Parecidos, sim, às vezes bem mais do que gostaríamos, mas ainda assim diversos... e que precisam buscar a sua vida, o seu mundo, o seu prazer.
Não se vive pelo outro. Nem para o outro. Talvez (que pretensão a minha!) seja essa a lição.
De um terceiro, tive a oportunidade de ouvir na secretária eletrônica: ‘oi, filho, ainda não morri, viu?’ ‘Ela me chantageia’, lamenta o “filho ingrato”, que imediatamente telefona, avisando que irá para o almoço dentro de trinta minutos.
Serão todas as mães assim, chantagistas profissionais? Não importa a nacionalidade, a raça, a cor, a altura ou o peso?
Eu e a minha temos prazo de tolerância: 48, no máximo 72 horas é o quanto dá pra passar juntas sem que as pequenas implicâncias e lamentos virem briga de verdade. Ou seja, é o meu prazo de tolerância, de agüentar sem responder rosnando ou latindo à provocação. E o dela, de não transformar um pequenino contratempo em motivo para choro e para a repetição, over and over again, da ladainha ‘a gente faz tudo por vocês, você deve me odiar muito mesmo, não sei o que fiz para merecer isso’.
Temo, temo tanto ser uma dessas mães... Talvez seja inevitável, inerente à condição de abandonada, porque crescemos e batemos asas do ninho. Não nos podem controlar, não nos podem acariciar, como faziam quando éramos pequeninos.
Esquecem-se as mães que os filhos não são extensões suas, mas seres humanos outros, completos e diferentes. Parecidos, sim, às vezes bem mais do que gostaríamos, mas ainda assim diversos... e que precisam buscar a sua vida, o seu mundo, o seu prazer.
Não se vive pelo outro. Nem para o outro. Talvez (que pretensão a minha!) seja essa a lição.
24 janeiro 2005
Closer
(observação inicial: eu já tinha escrito esse post inteiro, tava prontinho, perdi tudo. se esse ficar meia-boca, perdoem-me pela indulgência. é um saco tentar repetir o já escrito).
O filme, que entrou em cartaz na última sexta (21/01), baseia-se em peça de Patrick Marber, que assina também o roteiro. Julia Roberts e Jude Law são as estrelas, mas quem segura o filme são Natalie Portman e Clive Owen. O diretor é Mike Nichols, que andava fazendo filmes de menos impacto como a refilmagem de A Gaiola das Loucas e Lobo, e que voltou às boas depois de dirigir uma micro-série para a TV.
Pra quem se lembra, a peça já foi encenada em palcos paulistanos, com direção de Babenco e Renata Sorrah e José Mayer no elenco. O nome era Mais Perto, tradução literal do título original, que na película virou Perto Demais.
Não tenho cacife pra analisar o conteúdo do filme, que aborda os relacionamentos de maneira nua e crua. Leia a Folha, a Veja, a Isto é: comentários sobre os diálogos fortes e realistas pululam por aí.
Acho melhor dar um conselhinho de amiga, baseado na minha experiência: se estiver em crise no namoro, não vá com o namorado. Pode desencadear DRs acaloradas e revigorar desconfianças adormecidas. Se for um casal novo, que ainda está se conhecendo, vale pela oportunidade de saber do outro a opinião sobre temas como a traição (muita calma nessa hora).
Mas podendo, vá. Vale muito a pena. Ainda que seja só pra ver o close da bunda da Natalie Portman ou, para as mulheres, os belos olhos de Jude Law.
O filme, que entrou em cartaz na última sexta (21/01), baseia-se em peça de Patrick Marber, que assina também o roteiro. Julia Roberts e Jude Law são as estrelas, mas quem segura o filme são Natalie Portman e Clive Owen. O diretor é Mike Nichols, que andava fazendo filmes de menos impacto como a refilmagem de A Gaiola das Loucas e Lobo, e que voltou às boas depois de dirigir uma micro-série para a TV.
Pra quem se lembra, a peça já foi encenada em palcos paulistanos, com direção de Babenco e Renata Sorrah e José Mayer no elenco. O nome era Mais Perto, tradução literal do título original, que na película virou Perto Demais.
Não tenho cacife pra analisar o conteúdo do filme, que aborda os relacionamentos de maneira nua e crua. Leia a Folha, a Veja, a Isto é: comentários sobre os diálogos fortes e realistas pululam por aí.
Acho melhor dar um conselhinho de amiga, baseado na minha experiência: se estiver em crise no namoro, não vá com o namorado. Pode desencadear DRs acaloradas e revigorar desconfianças adormecidas. Se for um casal novo, que ainda está se conhecendo, vale pela oportunidade de saber do outro a opinião sobre temas como a traição (muita calma nessa hora).
Mas podendo, vá. Vale muito a pena. Ainda que seja só pra ver o close da bunda da Natalie Portman ou, para as mulheres, os belos olhos de Jude Law.
Dolce far niente
Nunca uma expressão foi tão adequada para definir um período da minha vida como essa: 'dolce far niente'. Não que me agrade muito: estou com pilha pra fazer um monte de coisa, trabalhar, estudar, malhar... Tenho preenchido cadastros, mandado currículos, mas as coisas ainda não estão acontecendo. Pela primeira vez constato de verdade que, nesse país, tudo, mas tudo mesmo, começa só depois do Carnaval.
Sendo assim, resolvi entregar-me à boa vida, sem culpas. Faço exercícios, como bem, leio bastante, navego na internet, assisto tv, um cineminha de vez em quando. Chamo o pintor para fazer o orçamento... As maiores decisões que tenho tomado são qual a melhor cor para o carpete de madeira do quarto e qual a densidade do novo colchão, 28 ou 33? Isso sem falar na dúvida cruel sobre o que vestir quando saio de casa: sexy, lolita ou intelectual?
E aproveito para exercitar minha escrita aqui neste espaço, obrigada pela audiência. Falo muito ao telefone.
É bom, mas cansa. Mas acho que é a primeira vez em muito tempo que posso fazer isso sem me preocupar (muito), porque o meu futuro (eu não estou falando de dinheiro), ao menos pelos próximos 3 anos, já está definido: vou estudar.
Agora dá licença que eu vou assistir a novela.
Sendo assim, resolvi entregar-me à boa vida, sem culpas. Faço exercícios, como bem, leio bastante, navego na internet, assisto tv, um cineminha de vez em quando. Chamo o pintor para fazer o orçamento... As maiores decisões que tenho tomado são qual a melhor cor para o carpete de madeira do quarto e qual a densidade do novo colchão, 28 ou 33? Isso sem falar na dúvida cruel sobre o que vestir quando saio de casa: sexy, lolita ou intelectual?
E aproveito para exercitar minha escrita aqui neste espaço, obrigada pela audiência. Falo muito ao telefone.
É bom, mas cansa. Mas acho que é a primeira vez em muito tempo que posso fazer isso sem me preocupar (muito), porque o meu futuro (eu não estou falando de dinheiro), ao menos pelos próximos 3 anos, já está definido: vou estudar.
Agora dá licença que eu vou assistir a novela.
20 janeiro 2005
Adoro homens de uniforme
Aproveitando a deixa do meu caríssimo amigo Calendas (que tem um blog muito gostoso, com ótimas tiradas, www.calendas.blog.uol.com.br) no comentário ao post da Nina Lemos, e também um gancho de um curto diálogo recentemente travado... falemos sobre os homens de uniforme, que eu, a Marilyn e metade do mundo adoramos.
O branco, do oficial da Marinha, é realmente imbatível. Não conheço nenhuma mulher que não se derreta na frente de moreno todo paramentado para a guerra no mar. Se tiver uma espada, então...
A farda da PM não me atrai muito, particularmente, talvez por lembrar de coisas ruins que não vivi, mas ouvi falar.
Toga de Juiz??? Olha, nunca conheci nenhum que me atraísse, mas tem promotores fazendo Júri por aí, com a toga preta, aquela oratória toda... vale um suspiro...
Não nos esqueçamos das batinas. Não, eu nunca tive nenhum desejo sexual por padres, frades, freis ou qualquer outro homem incluído nessa categoria (tá bom, confesso, só um seminaristazinho do interior, mas era uma paixão adolescente platônica). Mas que são bonitos são, né? É tão imponente... Principalmente me agradam as batinas dos Franciscanos, Beneditinos, essas ordens não seculares, homens que estudam filosofia, teologia. Acho realmente lindo de morrer.
Por fim, mas não menos importante: os ternos. Ah, um terno bem cortado com um homem bem apanhado dentro! Confesso que impressiona. Não precisa ser do tipo homem engomadinho não, pode ser meio descabelado, mas dá um charme, dá um poder, que as outras roupas não dão.
E quando tiram o paletó? (e isso vale para todas as fardas, como a - socorro! - da Marinha) Meu Deus, aí a gente vê o formato do tórax (antes escondido), o contorno das pernas e de outras partes igualmente interessantes e bastante desejáveis, embora não publicáveis...
Atire a primeira pedra quem nunca suspirou por um delicioso homem de uniforme.
O branco, do oficial da Marinha, é realmente imbatível. Não conheço nenhuma mulher que não se derreta na frente de moreno todo paramentado para a guerra no mar. Se tiver uma espada, então...
A farda da PM não me atrai muito, particularmente, talvez por lembrar de coisas ruins que não vivi, mas ouvi falar.
Toga de Juiz??? Olha, nunca conheci nenhum que me atraísse, mas tem promotores fazendo Júri por aí, com a toga preta, aquela oratória toda... vale um suspiro...
Não nos esqueçamos das batinas. Não, eu nunca tive nenhum desejo sexual por padres, frades, freis ou qualquer outro homem incluído nessa categoria (tá bom, confesso, só um seminaristazinho do interior, mas era uma paixão adolescente platônica). Mas que são bonitos são, né? É tão imponente... Principalmente me agradam as batinas dos Franciscanos, Beneditinos, essas ordens não seculares, homens que estudam filosofia, teologia. Acho realmente lindo de morrer.
Por fim, mas não menos importante: os ternos. Ah, um terno bem cortado com um homem bem apanhado dentro! Confesso que impressiona. Não precisa ser do tipo homem engomadinho não, pode ser meio descabelado, mas dá um charme, dá um poder, que as outras roupas não dão.
E quando tiram o paletó? (e isso vale para todas as fardas, como a - socorro! - da Marinha) Meu Deus, aí a gente vê o formato do tórax (antes escondido), o contorno das pernas e de outras partes igualmente interessantes e bastante desejáveis, embora não publicáveis...
Atire a primeira pedra quem nunca suspirou por um delicioso homem de uniforme.
Update do Gay no BBB
Ele ficou! Até onde entendi, estava perdendo por mais de 70% pra uma adolescente de cabelo cor-de-rosa e piercing de boi (entre outros adereços). Mas aí houve uma reviravolta e o cara ficou. Por pouco, mas ficou.
Será? Será que a comunidade gay uniu suas forças para manter o cara lá? Milhares de GLS congestionando os telefones da rede globo e o site da globo.com para votar no cara? Será?
Vejam o que achei no site do Grupo Gay da Bahia: "Isto tudo é para intensificar o pedido para que façamos valer o "glbt power" e votemos na Juliana, garantindo a presença do Jean. E façamos uma corrente, pedindo aos amigos e colegas que também votem em Juliana. O site para votar é www.globo.com(...) Por telefone, o número para votar na Juliana é 0300 400 9902. Viva os homossexuais brasileiros! Viva, Jean, gay e baiano!!!!!!!"
Tem gente que não se interessa... mas eu achei no mínimo curioso... acompanhem aqui o desenrolar dos acontecimentos...
Será? Será que a comunidade gay uniu suas forças para manter o cara lá? Milhares de GLS congestionando os telefones da rede globo e o site da globo.com para votar no cara? Será?
Vejam o que achei no site do Grupo Gay da Bahia: "Isto tudo é para intensificar o pedido para que façamos valer o "glbt power" e votemos na Juliana, garantindo a presença do Jean. E façamos uma corrente, pedindo aos amigos e colegas que também votem em Juliana. O site para votar é www.globo.com(...) Por telefone, o número para votar na Juliana é 0300 400 9902. Viva os homossexuais brasileiros! Viva, Jean, gay e baiano!!!!!!!"
Tem gente que não se interessa... mas eu achei no mínimo curioso... acompanhem aqui o desenrolar dos acontecimentos...
Nina Lemos
Em um café simpático ali na Cônego Eugênio Leite, quase na esquina com a Cardeal, ao ladinho de um restaurante gourmet vegetariano, encontrei com uma amiga a Nina Lemos, jornalista que escreve no site 02 Neurônio, que eu acho ótimo, na revista TPM e no Folhateen.
Ela é um tipo inconfundível. Uma carioca em SP dificilmente passa despercebida, ainda mais se usa umas roupas super-uper descoladas, tênis colorido, aquelas coisas.
Ela foi até simpática, considerando que, assim que a abordei para dizer 'meu, suuuuuuuuper legal seu trabalho!', a minha amiga disse a ela que eu a imitava. Na verdade, o que a amiga quis dizer é que, por ex, ao invés de 'paquera', gíria ainda usada pela geração 80, de vez em quando eu digo 'pretê', expressão inventada (ou, pelo menos difundida) pelas moças do 02 Neurônio - que, a propósito, são três. Mas ficou estranho.
Apressei-me em corrigir o engano, informando que (apesar de estar fazendo nada em plena terça à tarde, de calça jeans, camiseta e tênis) eu era advogada, e não tinha nada a ver com a área...
Já vejo os oficiais de justiça batendo à minha porta com a citação da ação por plágio. Neste exato momento um time de advogados fuça a internet procurando 'a advogada que imita a Nina Lemos'.
Bem que eu poderia ter a conta bancária da Nina Lemos. Ou o emprego da Nina Lemos. Ou, sei lá eu, o guarda-roupa da Nina Lemos. Não seria nada mal.
Mas sabe que eu tô bem contentinha na minha própria pele? Olha, não posso reclamar, não tenho passado mal, não...
Ela é um tipo inconfundível. Uma carioca em SP dificilmente passa despercebida, ainda mais se usa umas roupas super-uper descoladas, tênis colorido, aquelas coisas.
Ela foi até simpática, considerando que, assim que a abordei para dizer 'meu, suuuuuuuuper legal seu trabalho!', a minha amiga disse a ela que eu a imitava. Na verdade, o que a amiga quis dizer é que, por ex, ao invés de 'paquera', gíria ainda usada pela geração 80, de vez em quando eu digo 'pretê', expressão inventada (ou, pelo menos difundida) pelas moças do 02 Neurônio - que, a propósito, são três. Mas ficou estranho.
Apressei-me em corrigir o engano, informando que (apesar de estar fazendo nada em plena terça à tarde, de calça jeans, camiseta e tênis) eu era advogada, e não tinha nada a ver com a área...
Já vejo os oficiais de justiça batendo à minha porta com a citação da ação por plágio. Neste exato momento um time de advogados fuça a internet procurando 'a advogada que imita a Nina Lemos'.
Bem que eu poderia ter a conta bancária da Nina Lemos. Ou o emprego da Nina Lemos. Ou, sei lá eu, o guarda-roupa da Nina Lemos. Não seria nada mal.
Mas sabe que eu tô bem contentinha na minha própria pele? Olha, não posso reclamar, não tenho passado mal, não...
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