Depois que a gente vira blogueiro começa a conhecer blogs. E a visitar blogs. E a descobrir que tem muita gente boa escrevendo por aí, de coisa séria a pura bobagem. Tem fotógrafos amadores bons pra caramba, blogs de mocinhas adolescentes querendo se exibir pros meninos do colégio e da faculdade, enfim, de tudo.
Além do blog do Calendas, que já indiquei um monte de vezes, vou indicar outros dois hoje:
Miralaqualidad: meninas muito engraçadas que escrevem em portunhol e defendem os direitos das vacas.
Blônicas: Crônicas diárias na sua telinha:
blog feito por jornalistas, escritores, publicitários. Cada dia da semana um escreve. Tem o Xico Sá, que é quase sempre impagável, Alilin Aleixo, Gisela Rao, Rosana Herrman, Leo Jaime e um cara de nome impronuciável, Henrique Szklo. Entre outros. Vale mesmo a pena conhecer.
23 fevereiro 2005
Gêmeos, mórbida semelhança
Pensando sobre vizinhos como objeto para meus exercícios literário-bloguianos, lembrei-me das minhas vizinhas de andar. Fora o fato de uma delas não saber manobrar o carro, estacionando praticamente em cima da linha de divisão da vaga, o que me obriga a espremer o meu carro junto à parede para que eu possa abrir a porta e sair sem ter que prender a respiração e encolher a barriga, a nossa convivência é pacífica.
Curiosidade, no entanto, é a seguinte: são gêmeas, solteiras, moram juntas, e têm uns quarenta e tantos anos. Não sei o histórico delas. Não sei se já casaram e/ou separaram, se têm namorado (nunca vi). De vez em quando vêm uns amigos. E a irmã, que tem um cachorro que interage nervosamente com o meu.
Falar sobre as minhas vizinhas lembrou-me das gêmeas com quem estudei, que me disseram, certa vez, que se bastavam.
Depois de um certo tempo de convivência, nos separamos. Eu pr'um lado, elas pro outro. Mais tarde percebi (e outros também), que elas não conseguiam manter uma amizade mesmo por muito tempo.
E as minhas vizinhas... bem... ou se bastam mesmo, ou eu que nunca notei que tenham namorados ou namoradas. Acho que só um gêmeo entende outros gêmeos. Pra mim, será sempre um mistério.
PS: Viu? Esse saiu meia-boca. Dá até vergonha de publicar... Fazer o quê? Nem sempre o Cony é genial, né? (risos)
Curiosidade, no entanto, é a seguinte: são gêmeas, solteiras, moram juntas, e têm uns quarenta e tantos anos. Não sei o histórico delas. Não sei se já casaram e/ou separaram, se têm namorado (nunca vi). De vez em quando vêm uns amigos. E a irmã, que tem um cachorro que interage nervosamente com o meu.
Falar sobre as minhas vizinhas lembrou-me das gêmeas com quem estudei, que me disseram, certa vez, que se bastavam.
Depois de um certo tempo de convivência, nos separamos. Eu pr'um lado, elas pro outro. Mais tarde percebi (e outros também), que elas não conseguiam manter uma amizade mesmo por muito tempo.
E as minhas vizinhas... bem... ou se bastam mesmo, ou eu que nunca notei que tenham namorados ou namoradas. Acho que só um gêmeo entende outros gêmeos. Pra mim, será sempre um mistério.
PS: Viu? Esse saiu meia-boca. Dá até vergonha de publicar... Fazer o quê? Nem sempre o Cony é genial, né? (risos)
22 fevereiro 2005
Neurônios em ação
As broncas de amigos que reclamam quando o blog não se atualiza constantemente têm me forçado a uma disciplina quase diária de escrever. Sinto-me praticamente um Gilberto Braga ou um Cony de saias, guardadas as devidas proporções (que são enormes, é claro - as proporções). Nem sempre sai algo interessante. Às vezes fica sem graça mesmo.
Mas o curioso é que a gente começa a prestar mais atenção no dia-a-dia pra ver se acho algo legal pra contar. E às vezes se liga: puxa, isso vai pro blog!
Por exemplo, agora estou lembrando da minha amiga que criou um homem virtual. A coisa está ganhando uma tal dimensão que a gente custa a acreditar que ele não exista de verdade. Falamos dele como se fosse real. E ela já recebeu até manifestações explícitas de terceiros com ciúmes do moço prendado...
Pena que não tenho vizinhos muito interessantes pra fofocar sobre. A minha de frente, uma senhora, me repete sempre as mesmas coisas, e já perdeu a graça (e a paciência também já está acabando... mas ela é muito simpática, então... paciência!). Sobre as outras vou falar depois. Tá vendo? Só de escrever aqui já me veio a idéia de um outro post...
Dizem que quem exercita o cérebro sempre tem menos chance de ter Alzheimer ou outras doenças relacionadas. Tomara eu seja uma velhinha bem 'malhada'!!!
PS: Tem mais uma coisa: cada um encara o blog de um jeito. Eu, metida a besta que sou, quero público! Por isso procuro agradar. A falta de comentários dói como quando a gente abre o e-mail e não tem nada! E, bem, quem sabe um dia uma editora não me descobre, ou eu não viro colunista fixa da Folha? (sonhar não custa nada, né?)
PS2: Dica de livro: O cérebro nosso de cada dia, de Suzana Herculano-Houzel. A moça, que é uma menina prodígio, fala sobre neurociência de uma maneira muito gostosa e fácil de ler. Vale conferir
Mas o curioso é que a gente começa a prestar mais atenção no dia-a-dia pra ver se acho algo legal pra contar. E às vezes se liga: puxa, isso vai pro blog!
Por exemplo, agora estou lembrando da minha amiga que criou um homem virtual. A coisa está ganhando uma tal dimensão que a gente custa a acreditar que ele não exista de verdade. Falamos dele como se fosse real. E ela já recebeu até manifestações explícitas de terceiros com ciúmes do moço prendado...
Pena que não tenho vizinhos muito interessantes pra fofocar sobre. A minha de frente, uma senhora, me repete sempre as mesmas coisas, e já perdeu a graça (e a paciência também já está acabando... mas ela é muito simpática, então... paciência!). Sobre as outras vou falar depois. Tá vendo? Só de escrever aqui já me veio a idéia de um outro post...
Dizem que quem exercita o cérebro sempre tem menos chance de ter Alzheimer ou outras doenças relacionadas. Tomara eu seja uma velhinha bem 'malhada'!!!
PS: Tem mais uma coisa: cada um encara o blog de um jeito. Eu, metida a besta que sou, quero público! Por isso procuro agradar. A falta de comentários dói como quando a gente abre o e-mail e não tem nada! E, bem, quem sabe um dia uma editora não me descobre, ou eu não viro colunista fixa da Folha? (sonhar não custa nada, né?)
PS2: Dica de livro: O cérebro nosso de cada dia, de Suzana Herculano-Houzel. A moça, que é uma menina prodígio, fala sobre neurociência de uma maneira muito gostosa e fácil de ler. Vale conferir
21 fevereiro 2005
O silêncio que precede o esporro
Só agora que escrevi percebo o duplo sentido da frase acima, que é o nome de um CD, creio eu, do Rappa. Mas o que me interessa é o sentido não sacana. O de esporro como bronca, grito, de alguma merda que vc fez.
Isso tem a ver com meu estado de espírito hoje. É que sábado foi a fundação da OSCIP de pesquisadores da PUC, e assumi um cargo na Diretoria. O que deveria ser motivo de orgulho, afinal só tem gente muito graduada na Diretoria, pra mim é motivo de preocupação.
É que não foi uma nem duas vezes que aconteceu de eu assumir mais do que podia dar conta. E depois fuder com tudo. Para não decepcionar as pessoas, assumo mais do que posso. E aí na hora que fode eu acabo decepcionando-as do mesmo jeito, quer dizer, de um jeito pior, com a minha imagem lá no chão.
Estou num dilema, porque preciso de grana. Mas preciso também fazer o mestrado. A minha família me pressiona. Pra ganhar grana preciso sacrificar um pouco o mestrado, mas tomando muito cuidado pra não exagerar.
Espero ter sabedoria pra saber até onde ir. Pra não repetir os mesmos erros. De novo. Pra falar a verdade... bem, vc já percebeu, né? Tô morrendo de medo.
Isso tem a ver com meu estado de espírito hoje. É que sábado foi a fundação da OSCIP de pesquisadores da PUC, e assumi um cargo na Diretoria. O que deveria ser motivo de orgulho, afinal só tem gente muito graduada na Diretoria, pra mim é motivo de preocupação.
É que não foi uma nem duas vezes que aconteceu de eu assumir mais do que podia dar conta. E depois fuder com tudo. Para não decepcionar as pessoas, assumo mais do que posso. E aí na hora que fode eu acabo decepcionando-as do mesmo jeito, quer dizer, de um jeito pior, com a minha imagem lá no chão.
Estou num dilema, porque preciso de grana. Mas preciso também fazer o mestrado. A minha família me pressiona. Pra ganhar grana preciso sacrificar um pouco o mestrado, mas tomando muito cuidado pra não exagerar.
Espero ter sabedoria pra saber até onde ir. Pra não repetir os mesmos erros. De novo. Pra falar a verdade... bem, vc já percebeu, né? Tô morrendo de medo.
20 fevereiro 2005
Religião, eu??
Nós, que temos uma casquinha intelectual, temos uma aversão à idéia de religião que é uma coisa engraçada. Eu conto nos dedos os amigos que têm algum tipo de prática de autoconhecimento ligada a um conjunto de princípios e idéias, como são as religiões. Alguns deles exercitam seu autoconhecimento escrevendo prosa ou poesia, fazendo fotos, música etc. Mas religião mesmo, quase nenhum. O meu pai, por ex., já leu muito sobre as filosofias orientais e ocidentais, os dois volumes d'As Máscaras de Deus, do Joseph Campbell, mas nunca foi meditar...
Atenção, isso não é uma crítica. É uma observação. E deve-se ao fato de que eu mesma tenho uma dificuldade de admitir que, agora, tenho uma religião. Ainda que seja uma religião não teísta.
Porque será que temos vergonha de dizer que estamos atrás de algo não palpável que nos ajude a suportar melhor a vida?
Comentei com meu terapeuta, que me falou do iluminismo, e depois dos positivistas.
Ainda mais a 'miss racional' aqui, 'miss pensamento' (hoje o monge me falou: 'you want to know everything' - risos - deve ter me achado uma pentelha), como assim, 'tenho uma religião'??? Mas será mesmo que é só isso? Eu sei lá. Não sei porque tenho toda essa vergonha.
Em todo caso... prefiro falar que sigo uma filosofia... Patético, não?
Atenção, isso não é uma crítica. É uma observação. E deve-se ao fato de que eu mesma tenho uma dificuldade de admitir que, agora, tenho uma religião. Ainda que seja uma religião não teísta.
Porque será que temos vergonha de dizer que estamos atrás de algo não palpável que nos ajude a suportar melhor a vida?
Comentei com meu terapeuta, que me falou do iluminismo, e depois dos positivistas.
Ainda mais a 'miss racional' aqui, 'miss pensamento' (hoje o monge me falou: 'you want to know everything' - risos - deve ter me achado uma pentelha), como assim, 'tenho uma religião'??? Mas será mesmo que é só isso? Eu sei lá. Não sei porque tenho toda essa vergonha.
Em todo caso... prefiro falar que sigo uma filosofia... Patético, não?
19 fevereiro 2005
Complicada e perfeitinha
Eu acho que Sampa é uma mulher, e como tal também deve ter TPM (ainda ela - mas a minha já passou)... Pois vejam se não é assim: um dia está linda e pacífica: um céu azul, um belo sol, uma leve brisa, as pessoas estão calmas, o trânsito está tranqüilo. Não se ouvem buzinas nem sirenes, nem barulho de carro no engarrafamento. No centro, os camelôs não atrapalham tanto, e dá vontade de comer aquelas frutas em pedaço que vende no meio da rua.
Mas no dia seguinte... é o caos instalado. Aquele mesmo sol que ontem era uma delícia hoje frita vc dentro do seu automóvel sem ar-condicionado. O filhodaputa do carro de trás quer que vc feche o cruzamento, tome uma multa e torne o trânsito mais insuportável ainda só porque ele quer virar à direita e vc o está atrapalhando. Uma ambulância, sirene no último, logo atrás, completa a maravilha do seu meio-dia mergulhada num inferno particular feito de asfalto e concreto.
Acho que os paulistanos todos casamos com uma mulher muito complicada. Bem, pelo menos ninguém pode dizer que os Raimundos não avisaram (ótima música!): 'meu filho, agüenta, quem mandou vc gostar dessa mulher de fases?'
PS: estou fazendo um curso de títulos de posts com o Calendas ,
dono de ótimo blog que eu não canso de indicar.
Mas no dia seguinte... é o caos instalado. Aquele mesmo sol que ontem era uma delícia hoje frita vc dentro do seu automóvel sem ar-condicionado. O filhodaputa do carro de trás quer que vc feche o cruzamento, tome uma multa e torne o trânsito mais insuportável ainda só porque ele quer virar à direita e vc o está atrapalhando. Uma ambulância, sirene no último, logo atrás, completa a maravilha do seu meio-dia mergulhada num inferno particular feito de asfalto e concreto.
Acho que os paulistanos todos casamos com uma mulher muito complicada. Bem, pelo menos ninguém pode dizer que os Raimundos não avisaram (ótima música!): 'meu filho, agüenta, quem mandou vc gostar dessa mulher de fases?'
PS: estou fazendo um curso de títulos de posts com o Calendas ,
dono de ótimo blog que eu não canso de indicar.
Porco Cane!
Descobri de onde vem essa famosa expressão italiana (ou sabe-se lá, inventada no Bixiga???). Vem do aspecto de certos cães quando engordam muito!!! (risos)
Uma vez um amigo tirou uma foto do Sapeca, meu cão que mora em Botucatu, outro salsicha, deitado de lado. Ficou o próprio porco-cane, rararara!!!! Praticamente um leitão!
O Xuxu, pobrezinho, de dieta, parece mais uma baleia. Xubaleia, para os íntimos. O que também não explica porque é que a cadela do Vidas Secas se chamava Baleia, já que ela não devia ter um grama de gordura no corpinho. Tadinha...
Uma vez um amigo tirou uma foto do Sapeca, meu cão que mora em Botucatu, outro salsicha, deitado de lado. Ficou o próprio porco-cane, rararara!!!! Praticamente um leitão!
O Xuxu, pobrezinho, de dieta, parece mais uma baleia. Xubaleia, para os íntimos. O que também não explica porque é que a cadela do Vidas Secas se chamava Baleia, já que ela não devia ter um grama de gordura no corpinho. Tadinha...
18 fevereiro 2005
"Mamãe, eu acho que estooooou..."
Não adiantou nada tirar aquele post do ar, porque o de ontem ficou igualmente raivoso. A diferença é que o outro era sobre remorsos, e o de ontem foi sobre aquela irritação quase incontrolável que nos domina uma vez por mês. E o meu dia de cão ontem não acabou cedo não... Bem, o colchão chegou, finalmente, às 20h45 da noite!!! Fui pegar minha amiga na rodoviária. Super cansada, já que estava de pé desde às 5 e meia da matina, tomei um banho, etc, e por volta das 23h30 eu estava na cama. DEZ PRA MEIA NOITE uma pessoa me telefona pra saber sobre a procuração da Assembléia de Fundação da ONG, que será sábado. DEZ PRA MEIA NOITE. Falta mais que desconfiômetro e/ou educação em uma pessoa que te telefona esse horário e não é seu amigo nem seu parente.
Bem, pelo menos eu dormi bem, no meu colchãozinho novo densidade 33 com selo do Inmetro. Agora só falta fazer a inauguração oficial, que vai ter convite e tudo e, claro, um convidado muito especial. SÓ UM.
E antes que vc se pergunte, já que a minha TPM está durando tanto esse mês, eu já aviso: não, eu não estou grávida (risos).
Bem, pelo menos eu dormi bem, no meu colchãozinho novo densidade 33 com selo do Inmetro. Agora só falta fazer a inauguração oficial, que vai ter convite e tudo e, claro, um convidado muito especial. SÓ UM.
E antes que vc se pergunte, já que a minha TPM está durando tanto esse mês, eu já aviso: não, eu não estou grávida (risos).
17 fevereiro 2005
A saga do colchão de Emilia
Sabe aqueles dias em que vc não consegue fazer NADA por causa da burocracia e das malditas centrais de telemarketing, relacionamento ou sei lá como se chamam esses caralhos de lugar???? Pois hoje foi esse dia (e ainda não acabou!!!).
Encomendei um colchão há um mês e meio. O prazo de entrega era de 15 dias. Primeiro, demorou porque a empresa estava em férias coletivas. Aí, mandaram o colchão com a medida errada. Depois veio o Carnaval. Na sexta passada me disseram que entregariam segunda. Na segunda, que seria na terça. Na terça, na quarta. Na quarta, hoje, depois das 15h. Já são 18h e 42min. Cadê a porra do meu colchão????
Difícil manter o princípio budista de não falar de maneira áspera com as pessoas quando as empresas tratam vc como um imbecil.
Liguei para cancelar definitivamente a Folha hoje e me avisam que vou ter que pagar o mês que me deram de graça quando liguei, há um mês, pra cancelar, porque a fatura já foi lançada no sistema. A moça me disse na época, anotei na agenda: liga até o dia 20 e cancela sem problemas. E fica esse mês de graça. Aí ligo hoje e vou ter que PAGAR o mês DE GRAÇA que EU NÃO PEDI. Depois não sabem porque os Tribunais tão cheios de processos... Com esse tratamento que dão pro consumidor, não há quem agüente.
Cancelar qualquer coisa é uma maratona de paciência e bom humor. Passei hoje o dia resolvendo essas pendências porque ando sem dinheiro (novidade!), a situação tá preta e preciso cancelar meu jornal, a tv a cabo, a AASP e tudo o mais que eu puder.
Tô num puta mau-humor (Zé, se vc passar por aqui hoje, já tá sabendo), a merda da minha TPM não acaba nunca. E o meu colchão não chega nunca. E o meu cachorro tá chorando (parece que quando eu tô irritada ele chora mais, tadinho).
Ai, acho que vou meditar. E fui comprar hoje, finalmente, depois de quase um ano de meditação, um zafu (almofada) para meditar e não tinha o preto! É, quando o dia é pra ser um saco, ele é mesmo um saco. No matter what.
Encomendei um colchão há um mês e meio. O prazo de entrega era de 15 dias. Primeiro, demorou porque a empresa estava em férias coletivas. Aí, mandaram o colchão com a medida errada. Depois veio o Carnaval. Na sexta passada me disseram que entregariam segunda. Na segunda, que seria na terça. Na terça, na quarta. Na quarta, hoje, depois das 15h. Já são 18h e 42min. Cadê a porra do meu colchão????
Difícil manter o princípio budista de não falar de maneira áspera com as pessoas quando as empresas tratam vc como um imbecil.
Liguei para cancelar definitivamente a Folha hoje e me avisam que vou ter que pagar o mês que me deram de graça quando liguei, há um mês, pra cancelar, porque a fatura já foi lançada no sistema. A moça me disse na época, anotei na agenda: liga até o dia 20 e cancela sem problemas. E fica esse mês de graça. Aí ligo hoje e vou ter que PAGAR o mês DE GRAÇA que EU NÃO PEDI. Depois não sabem porque os Tribunais tão cheios de processos... Com esse tratamento que dão pro consumidor, não há quem agüente.
Cancelar qualquer coisa é uma maratona de paciência e bom humor. Passei hoje o dia resolvendo essas pendências porque ando sem dinheiro (novidade!), a situação tá preta e preciso cancelar meu jornal, a tv a cabo, a AASP e tudo o mais que eu puder.
Tô num puta mau-humor (Zé, se vc passar por aqui hoje, já tá sabendo), a merda da minha TPM não acaba nunca. E o meu colchão não chega nunca. E o meu cachorro tá chorando (parece que quando eu tô irritada ele chora mais, tadinho).
Ai, acho que vou meditar. E fui comprar hoje, finalmente, depois de quase um ano de meditação, um zafu (almofada) para meditar e não tinha o preto! É, quando o dia é pra ser um saco, ele é mesmo um saco. No matter what.
16 fevereiro 2005
É pra presente?
Esse post é continuação de um outro que eu publiquei e que, por sorte, ninguém viu (creio eu).
Às vezes as palavras vão jorrando dos nossos dedos direto pra telinha. A gente hesita, reescreve alguns pedaços, e chega uma hora que o texto está pronto. Como o blog tem que ser dinâmico, não dá pra ficar lapidando muito.
Muitas vezes, vc tem que pensar duas vezes antes de publicar. No caso, publiquei. Quem quiser que veja. Não posso agradar a todos.
Depois de um tempo, o sentimento que gerou a 'escrevinhação' do post passou. Nesse caso, melhor retirar. Retirado está. Sobrou a continuação.
O post falava, entre outras coisas, sobre meus defeitos. Amigo, eu sou isso mesmo que vc está vendo: uma pessoa com muitos defeitos. Dizer isso e completar: é assim que eu sou e pronto... não é uma boa idéia. Mesmo porque tenho me esforçado continuamente para ser uma pessoa melhor, falar menos palavrão, reclamar menos, me cobrar menos, criticar menos, ter mais pique, ser mais paciente. Por isso, não acho que esse pacote seja imutável. Mas tem defeitos que a gente até consegue suavizar, mas como estão muito arraigados na sua personalidade, são difíceis de extirpar completamente.
Mas no pacote emiliano, ufa, não tem só defeitos. Claro que vc tem que levar o pacote todo... Mas se topar, vai descobrir coisas legais também, além do meu lindo umbiguinho perfurado, do sorriso deslumbrante e de um corpinho de manequim de revista...bem, de alguma revista bem meia-boca mesmo(risos).
E aí, posso embrulhar?
Às vezes as palavras vão jorrando dos nossos dedos direto pra telinha. A gente hesita, reescreve alguns pedaços, e chega uma hora que o texto está pronto. Como o blog tem que ser dinâmico, não dá pra ficar lapidando muito.
Muitas vezes, vc tem que pensar duas vezes antes de publicar. No caso, publiquei. Quem quiser que veja. Não posso agradar a todos.
Depois de um tempo, o sentimento que gerou a 'escrevinhação' do post passou. Nesse caso, melhor retirar. Retirado está. Sobrou a continuação.
O post falava, entre outras coisas, sobre meus defeitos. Amigo, eu sou isso mesmo que vc está vendo: uma pessoa com muitos defeitos. Dizer isso e completar: é assim que eu sou e pronto... não é uma boa idéia. Mesmo porque tenho me esforçado continuamente para ser uma pessoa melhor, falar menos palavrão, reclamar menos, me cobrar menos, criticar menos, ter mais pique, ser mais paciente. Por isso, não acho que esse pacote seja imutável. Mas tem defeitos que a gente até consegue suavizar, mas como estão muito arraigados na sua personalidade, são difíceis de extirpar completamente.
Mas no pacote emiliano, ufa, não tem só defeitos. Claro que vc tem que levar o pacote todo... Mas se topar, vai descobrir coisas legais também, além do meu lindo umbiguinho perfurado, do sorriso deslumbrante e de um corpinho de manequim de revista...bem, de alguma revista bem meia-boca mesmo(risos).
E aí, posso embrulhar?
"Começa hoje aquele intervalo insuportável entre o carnaval e o ano-novo."
(gentilmente repassada por uma colega da Lista das Arcadas 99)
14 fevereiro 2005
"Tristeza não tem fim... Felicidade, sim"
"Come and see". Essa foi a palestra mais bonita que o Monge deu durante o retiro. Muita gente se emocionou (nota para um post futuro – por quê as mulheres eram 2/3 dos participantes do retiro?), todo mundo comentou depois.
Trata-se basicamente de um chamado interior para que você olhe para dentro de si mesmo e preste atenção no que está acontecendo por ali...
Quando estiver confuso, triste, feliz, ansioso, emocionado... "come and see": pare, observe: o que vc sente? como está se sentindo? por quê se sente assim?
Mas quem chama? Ninguém. Pra onde? Pra dentro de vc. Pra ver o quê? (bem, aí entra a parte do budismo) Ver o Dhamma (ou Dharma, isto é, os ensinamentos). E onde está o Dhamma? Está dentro de vc.
E o que é afinal esse Dhamma? Aqui quem vai explicar sou eu: uma das coisas mais importantes é vc perceber que as coisas são impermanentes. Elas estão sempre mudando, começando e acabando. Tudo muda, o tempo todo. O sofrimento acaba, e a felicidade e o prazer também.
Quando estiver sofrendo, tente se lembrar que, uma hora, acaba. Na vida, como diz o ditado, tudo passa, até a uva passa (risos).
A música pode ser linda. Mas, por sorte, não é verdadeira.
Trata-se basicamente de um chamado interior para que você olhe para dentro de si mesmo e preste atenção no que está acontecendo por ali...
Quando estiver confuso, triste, feliz, ansioso, emocionado... "come and see": pare, observe: o que vc sente? como está se sentindo? por quê se sente assim?
Mas quem chama? Ninguém. Pra onde? Pra dentro de vc. Pra ver o quê? (bem, aí entra a parte do budismo) Ver o Dhamma (ou Dharma, isto é, os ensinamentos). E onde está o Dhamma? Está dentro de vc.
E o que é afinal esse Dhamma? Aqui quem vai explicar sou eu: uma das coisas mais importantes é vc perceber que as coisas são impermanentes. Elas estão sempre mudando, começando e acabando. Tudo muda, o tempo todo. O sofrimento acaba, e a felicidade e o prazer também.
Quando estiver sofrendo, tente se lembrar que, uma hora, acaba. Na vida, como diz o ditado, tudo passa, até a uva passa (risos).
A música pode ser linda. Mas, por sorte, não é verdadeira.
Faz quase um ano
Que eu fui pro hospital passar uma temporada de 11 dias. Até hoje, não sei se por preguiça ou por qual outro motivo, não fui lá visitar o pessoal que me atendeu na UTI. E nunca fui com o Xuxu visitar a Katia, que dividia o quarto comigo e que, no primeiro dia, não mexia nenhum dos braços e no último, graças a uma puta força de vontade, já conseguia comer e escovar os dentes com a mão direita (e ela era canhota!).
Foi logo depois do Carnaval, e eu me lembrei não só porque é inevitável, uma vez que a minha vida mudou muito depois disso, bem como a minha maneira de encarar as coisas, mas também porque hoje está fazendo um dia muito parecido com os de um ano atrás.
É claro, sua Emilia, que tá fazendo um clima parecido, pois é a mesma época do ano (dããã). MAs é engraçado porque não são dias típicos de verão: não está abafado (ao menos não aqui dentro do meu ap), não está úmido. Está seco, tem um ventinho frio, o céu azul com algumas nuvens... de vez em quando chove, mas não muito.
Mas a lembrança dos meus dias de hospital não me traz melancolia ou tristeza. Porque, embora eu tenha passado maus bocados lá, o ambiente nunca foi triste. Nunca passou pela minha cabeça que eu não fosse sair de lá. Nunca.
Me disse o monge, quando perguntei sobre como lidar com pensamentos ruins a respeito da morte, que se eu tivesse morrido naquele momento, teria sido uma morte boa, porque eu teria morrido em paz, sem medo. Acho que ele tem razão.
Foi logo depois do Carnaval, e eu me lembrei não só porque é inevitável, uma vez que a minha vida mudou muito depois disso, bem como a minha maneira de encarar as coisas, mas também porque hoje está fazendo um dia muito parecido com os de um ano atrás.
É claro, sua Emilia, que tá fazendo um clima parecido, pois é a mesma época do ano (dããã). MAs é engraçado porque não são dias típicos de verão: não está abafado (ao menos não aqui dentro do meu ap), não está úmido. Está seco, tem um ventinho frio, o céu azul com algumas nuvens... de vez em quando chove, mas não muito.
Mas a lembrança dos meus dias de hospital não me traz melancolia ou tristeza. Porque, embora eu tenha passado maus bocados lá, o ambiente nunca foi triste. Nunca passou pela minha cabeça que eu não fosse sair de lá. Nunca.
Me disse o monge, quando perguntei sobre como lidar com pensamentos ruins a respeito da morte, que se eu tivesse morrido naquele momento, teria sido uma morte boa, porque eu teria morrido em paz, sem medo. Acho que ele tem razão.
13 fevereiro 2005
O Terminal

Sinceramente? De verdade? Tudo bem, é o Tom Hanks, ele é mesmo muito bom, convence. Tudo bem, é o Spielberg, ele também é mesmo muito bom. Além disso, a situação insólita do cara preso num aeroporto, sem pátria, que não pode passar a catraca porque 'ali' é território americano e 'aqui', eu presumo, é território internacional (o que não faz muito sentido porque não está em águas ou mares internacionais, mas dentro do aeroporto! coisas que os internacionalistas sabem explicar...), é quase kafkiana.
Mas sei lá. Mesmo com tudo isso... achei o filme tão sem gracinha... Não me disse nada, afora o fato já sabido de que o mar de burocracia que engessa o Brasil também pode engessar outros países e condenar pessoas a vagar pelos escritórios.
É bonitinho. Aguinha com açúcar. Tem seus momentos. Na minha opinião... (não que ela valha alguma coisa) isso é tudo.
Xulão e o elefante
Podia ser título de um livro infantil. Mas na verdade é sobre a relação esdrúxula entre o meu cão e seu elefante de pelúcia, um daqueles da Parmalat, já despojado de sua caixinha de pelúcia (que nos lembrava da falida empresa italiana).
Pois Xulão transa com o Elefante, agora elevado à status de amante. Aliás, pensando bem, até que é um bom amante esse bicho, pois não reage com mordidas, latidos ou safanões às investidas do mini-macho Xuxu. E o melhor de tudo: o cão fica satisfeito e o Elefante não engravida!!!
A primeira vez foi muito engraçada. Ele ainda era filhote, e nunca tinha visto seu... bem... como dizer... membro ereto e com aquela bolinha que os cachorros têm pra manter o 'engate' na fêmea (por isso não se consegue desengatar: tem uma bolinha que prende o macho dentro da fêmea, é muito louco, é pra garantir que o espermatozóide vai mesmo chegar lá). Além disso, acho que ele nunca tinha gozado, também. Ficou atordoado, não sabia o que fazer com aquilo pendurado, andava pra lá e pra cá. Tentei encostar nele (no cão, não no membro), fazer um carinho na cabeça (do cão, não do membro) e ele (o cão) rosnou sério pra mim.
Depois que ele perdeu a virgindade elefantina... tudo é festa. De qualquer modo, ainda preciso achar uma cadelinha de verdade pra matar as vontades do meu lindo cão (e é lindo mesmo, não é coisa de dona coruja não). Enquanto isso, ele cura sua solidão com o Elê.
É, já diz o ditado: quem não tem cão, come pelúcia.
Pois Xulão transa com o Elefante, agora elevado à status de amante. Aliás, pensando bem, até que é um bom amante esse bicho, pois não reage com mordidas, latidos ou safanões às investidas do mini-macho Xuxu. E o melhor de tudo: o cão fica satisfeito e o Elefante não engravida!!!
A primeira vez foi muito engraçada. Ele ainda era filhote, e nunca tinha visto seu... bem... como dizer... membro ereto e com aquela bolinha que os cachorros têm pra manter o 'engate' na fêmea (por isso não se consegue desengatar: tem uma bolinha que prende o macho dentro da fêmea, é muito louco, é pra garantir que o espermatozóide vai mesmo chegar lá). Além disso, acho que ele nunca tinha gozado, também. Ficou atordoado, não sabia o que fazer com aquilo pendurado, andava pra lá e pra cá. Tentei encostar nele (no cão, não no membro), fazer um carinho na cabeça (do cão, não do membro) e ele (o cão) rosnou sério pra mim.
Depois que ele perdeu a virgindade elefantina... tudo é festa. De qualquer modo, ainda preciso achar uma cadelinha de verdade pra matar as vontades do meu lindo cão (e é lindo mesmo, não é coisa de dona coruja não). Enquanto isso, ele cura sua solidão com o Elê.
É, já diz o ditado: quem não tem cão, come pelúcia.
12 fevereiro 2005
Atendendo a pedidos
Tô na TPM. Ainda bem que tô tomando um remedinho fitoterápico chamado óleo de prímula (conhecido também como GamalineV), já faz umas 2 semanas, senão além do imenso mau-humor que toma conta de mim hoje, eu estaria também chorando.
Ainda bem também que já consigo perceber quando ela chegou, e avisar quem está do lado: olha, tô na TPM. Fico reclamona, não páro de falar mal da minha família, acho a minha vida uma merda, porque não tenho dinheiro pra nada, porque estou fora de forma, toda mole, e meu cabelo está uma merda também por que o corticóide fez cair tudo e levo horas pra arrumar.
Enfim, esta boneca que vos fala fica mesmo um SACO na TPM.
Engraçado como a coisa muda de um dia pro outro! Ontem mesmo estava tão feliz, super bem humorada, a vida é linda, Sampa está maravihosa, o céu está azul (aquele azul poluído, mas azul), o sol brilha, o trânsito está bom, os ambulantes no centro vendem melancia em pedaço, a matrícula do mestrado, o passeio com o cão...
E hoje acordo com esse mau humor.
Só não estou pior porque uma das coisas que assumi no budismo foi tentar falar menos asperamente com as pessoas, e não falar coisas inúteis. Isso me ajudou a controlar a torrente de reclamações hoje de manhã, para não incomodar (ou incomodar menos) a pessoa que me fazia uma doce companhia.
Mas que tá tudo um saco, isso tá.
(Marcelo, me desculpe, mas por enquanto só tem esse post chato pra ler - risos)
Ainda bem também que já consigo perceber quando ela chegou, e avisar quem está do lado: olha, tô na TPM. Fico reclamona, não páro de falar mal da minha família, acho a minha vida uma merda, porque não tenho dinheiro pra nada, porque estou fora de forma, toda mole, e meu cabelo está uma merda também por que o corticóide fez cair tudo e levo horas pra arrumar.
Enfim, esta boneca que vos fala fica mesmo um SACO na TPM.
Engraçado como a coisa muda de um dia pro outro! Ontem mesmo estava tão feliz, super bem humorada, a vida é linda, Sampa está maravihosa, o céu está azul (aquele azul poluído, mas azul), o sol brilha, o trânsito está bom, os ambulantes no centro vendem melancia em pedaço, a matrícula do mestrado, o passeio com o cão...
E hoje acordo com esse mau humor.
Só não estou pior porque uma das coisas que assumi no budismo foi tentar falar menos asperamente com as pessoas, e não falar coisas inúteis. Isso me ajudou a controlar a torrente de reclamações hoje de manhã, para não incomodar (ou incomodar menos) a pessoa que me fazia uma doce companhia.
Mas que tá tudo um saco, isso tá.
(Marcelo, me desculpe, mas por enquanto só tem esse post chato pra ler - risos)
10 fevereiro 2005
Quanto tempo?
Voltei do meu anti-Carnaval mais sensível. Com isso quero dizer não que agora eu chore até em comercial de sabão em pó, mas que estou mais perceptiva, talvez. Em diversos sentidos.
Disseram-me já que os escorpianos são mais sensitivos que as outras pessoas. Eu não costumava prestar muita atenção às minhas intuições até pouco tempo atrás... mas sempre me ferrava. Depois, percebia que já tinha sacado desde o começo o temperamento de tal pessoa, ou que as coisas não iam funcionar daquele jeito, mas paguei pra ver, e aí já era tarde.
Ultimamente, tenho prestado mais atenção. Tenho sido mais cuidadosa. Ouço mais o meu 'sexto sentido': a mente. Mas não a mente racional, analítica. Essa eu ouço até demais (não é à toa que ganhei um nome budista que significa 'pessoa cheia de pensamentos, pensativa'). Tento ouvir mais a minha intuição, observá-la melhor, perceber que ela me avisa sobre as coisas e as pessoas.
A última vez em que me lembro que isso aconteceu foi no final do ano passado. Eu estava saindo com um cara que, como é costume masculino largamente utilizado quando querem livrar-se de nós, mulheres, desapareceu. O meu 'feeling', talvez por estar apaixonada, não me alertou que ele, provavelmente, estava com outra. Mas quando ele me contou, alguma coisa me disse que era uma pessoa que eu tinha conhecido por meio dele. Não havia nada demais na maneira como eles se tratavam, exceto por uma mão no cabelo durante um cumprimentar carinhoso. Bem, ele faz isso com todo mundo, é uma pessoa carinhosa. Mas não sei porque... achei que fosse ela. Na lata!
Coincidência ou não, foi exatamente esse cara que me falou das escorpianas intuitivas, um tempo antes desse episódio.
Quanto tempo será que vai durar essa minha sensibilidade extra-aguçada?
Disseram-me já que os escorpianos são mais sensitivos que as outras pessoas. Eu não costumava prestar muita atenção às minhas intuições até pouco tempo atrás... mas sempre me ferrava. Depois, percebia que já tinha sacado desde o começo o temperamento de tal pessoa, ou que as coisas não iam funcionar daquele jeito, mas paguei pra ver, e aí já era tarde.
Ultimamente, tenho prestado mais atenção. Tenho sido mais cuidadosa. Ouço mais o meu 'sexto sentido': a mente. Mas não a mente racional, analítica. Essa eu ouço até demais (não é à toa que ganhei um nome budista que significa 'pessoa cheia de pensamentos, pensativa'). Tento ouvir mais a minha intuição, observá-la melhor, perceber que ela me avisa sobre as coisas e as pessoas.
A última vez em que me lembro que isso aconteceu foi no final do ano passado. Eu estava saindo com um cara que, como é costume masculino largamente utilizado quando querem livrar-se de nós, mulheres, desapareceu. O meu 'feeling', talvez por estar apaixonada, não me alertou que ele, provavelmente, estava com outra. Mas quando ele me contou, alguma coisa me disse que era uma pessoa que eu tinha conhecido por meio dele. Não havia nada demais na maneira como eles se tratavam, exceto por uma mão no cabelo durante um cumprimentar carinhoso. Bem, ele faz isso com todo mundo, é uma pessoa carinhosa. Mas não sei porque... achei que fosse ela. Na lata!
Coincidência ou não, foi exatamente esse cara que me falou das escorpianas intuitivas, um tempo antes desse episódio.
Quanto tempo será que vai durar essa minha sensibilidade extra-aguçada?
09 fevereiro 2005
Carnaval
Nos últimos anos, meu Carnaval tem sido um anti-Carnaval. Costumo ir pra lugares tranqüilos, como Itaúnas, por ex., para descansar. Este ano bati meu recorde: fui fazer um retiro de meditação budista.
Até umas duas semanas antes, estava torcendo pra surgir algum convite para viajar. Acho que fiquei até o último minuto torcendo pra isso. Mas não aconteceu. E, bem, eu já estava mesmo comprometida a ajudar na organização, então fui. Ajudou o fato de que viria um monge dos EUA, abade (o 'chefão') de um mosteiro budista; minha amiga tinha me avisado que o retiro com o monge era outro papo (eu já tinha feito dois retirinhos de final de semana, sem monge).
Claro que foi ótimo. Claro que eu adorei. Claro que eu descansei pra caramba, meditei (não pra caramba - risos, mas meditei) e até participei de uma cerimônia de iniciação ao Budismo, algo que eu não esperava que fosse acontecer.
O que eu também não esperava é que o monge fosse tão bom e tão carismático. Pra quem pratica meditação e/ou está a fim de viver uma vida mais tranqüila, ele fala coisas tão incríveis! De uma lucidez, uma simplicidade! Eu ficaria lá mais uns dias se não tivesse que voltar...
Com o tempo, vou escrever aqui algumas coisas que ele falou; não é pregação, são conselhos de vida, de tranqüilidade, de paz. Tem também fotos do retiro, com Emilia recebendo uma 'benção' do monge e tudo.
Ganhei também um nome em páli, língua original dos suttas budistas. Depois eu conto que nome foi e o significado - que, por sinal, foi exato, preciso para esta Emilia que vos escreve.
Pra quem se divertiu, espero que a folia tenha sido boa. Pra quem não... que tenham sido úteis os dias, pra descansar ou trabalhar.
Quanto a mim, espero estar um pouquinho mais forte e tranqüila pra tocar minhas coisas em frente, já que tudo está acontecendo muito rápido!
(PS: quer saber mais sobre o monge - Banthe Henepola Gunaratana - ou o budismo? vai lá: www.casadedharma.virtualave.net - site do grupo de meditação que eu freqüento
http://www.bhavanasociety.org/ - site do mosteiro dirigido pelo monge, nos EUA - em inglês)
Até umas duas semanas antes, estava torcendo pra surgir algum convite para viajar. Acho que fiquei até o último minuto torcendo pra isso. Mas não aconteceu. E, bem, eu já estava mesmo comprometida a ajudar na organização, então fui. Ajudou o fato de que viria um monge dos EUA, abade (o 'chefão') de um mosteiro budista; minha amiga tinha me avisado que o retiro com o monge era outro papo (eu já tinha feito dois retirinhos de final de semana, sem monge).
Claro que foi ótimo. Claro que eu adorei. Claro que eu descansei pra caramba, meditei (não pra caramba - risos, mas meditei) e até participei de uma cerimônia de iniciação ao Budismo, algo que eu não esperava que fosse acontecer.
O que eu também não esperava é que o monge fosse tão bom e tão carismático. Pra quem pratica meditação e/ou está a fim de viver uma vida mais tranqüila, ele fala coisas tão incríveis! De uma lucidez, uma simplicidade! Eu ficaria lá mais uns dias se não tivesse que voltar...
Com o tempo, vou escrever aqui algumas coisas que ele falou; não é pregação, são conselhos de vida, de tranqüilidade, de paz. Tem também fotos do retiro, com Emilia recebendo uma 'benção' do monge e tudo.
Ganhei também um nome em páli, língua original dos suttas budistas. Depois eu conto que nome foi e o significado - que, por sinal, foi exato, preciso para esta Emilia que vos escreve.
Pra quem se divertiu, espero que a folia tenha sido boa. Pra quem não... que tenham sido úteis os dias, pra descansar ou trabalhar.
Quanto a mim, espero estar um pouquinho mais forte e tranqüila pra tocar minhas coisas em frente, já que tudo está acontecendo muito rápido!
(PS: quer saber mais sobre o monge - Banthe Henepola Gunaratana - ou o budismo? vai lá: www.casadedharma.virtualave.net - site do grupo de meditação que eu freqüento
http://www.bhavanasociety.org/ - site do mosteiro dirigido pelo monge, nos EUA - em inglês)
03 fevereiro 2005
Negociação
Invejo as pessoas que sabem negociar. É um talento nato, algo que até se aprende um pouquinho com esforço, mas nunca como alguém nasceu sabendo. É como tocar violão ou piano: vc pode até estudar bastante, treinar, treinar, mas bom mesmo, bom que nem o Yamandú, que nem o Nelson Freire, só mesmo quem tem o dom pra coisa.
Pois eu estou aprendendo a duríssimas penas a arte de negociar. Quase sempre saio insatisfeita, me sentindo uma perdedora, 'eu devia ter forçado, ele ia aceitar mesmo assim'. Na maioria das vezes, ia mesmo. Em outras, não. Difícil saber.
Dificulta o fato de eu não ter um escritório, o que leva as pessoas a crer que por isso eu seja menos respeitável. É ruim não ter um lugar só seu pra fazer uma reunião. Mas enquanto eu não resolver investir de verdade nisso, vai assim mesmo. 'Tá ruim mais tá bão', né?
O negócio é ter paciência e ir aprendendo devagar. Pelo menos já não tô cobrando só o valor da tabela da Ordem. Já é um começo... quer dizer, um consolo.
Pois eu estou aprendendo a duríssimas penas a arte de negociar. Quase sempre saio insatisfeita, me sentindo uma perdedora, 'eu devia ter forçado, ele ia aceitar mesmo assim'. Na maioria das vezes, ia mesmo. Em outras, não. Difícil saber.
Dificulta o fato de eu não ter um escritório, o que leva as pessoas a crer que por isso eu seja menos respeitável. É ruim não ter um lugar só seu pra fazer uma reunião. Mas enquanto eu não resolver investir de verdade nisso, vai assim mesmo. 'Tá ruim mais tá bão', né?
O negócio é ter paciência e ir aprendendo devagar. Pelo menos já não tô cobrando só o valor da tabela da Ordem. Já é um começo... quer dizer, um consolo.
O sumiço de Emilia
O sumiço de Emilia deve-se ao ótimo fato de que a mamata dela acabou. Ela agora tem um cargo importante num instituto de pesquisa, o que significa basicamente que ela vai trabalhar muito e de graça (risos), mas também que ela vai aprender, fazer contatos super importantes etc. ALém disso, ela anda com uma vidinha social boa demais, não pode reclamar. O seu cão é que tem reclamado um pouco. E pra completar, apareceu um caso criminal assim de uma hora pra outra, quer dizer, de um dia pro outro.
Esta Boneca de Pano que vos fala pede humildemente desculpas aos seus leitores fiéis (o contador anda registrando umas 20 visitas por dia, o que significa que não são só as minhas visitas que ele anda contando - risos) pela ausência de novidades nos últimos dias, e informa que hoje à noite postará alguma coisa mais interessante que um pedido de desculpas.
E também, vcs têm mais é que achar bom, porque trabalho = dinheiro, e vcs são meus amigos e querem que eu tenha unzinho no bolso pra pagar as contas e fazer uma baladinha, né?
Beijocas apressadas
Esta Boneca de Pano que vos fala pede humildemente desculpas aos seus leitores fiéis (o contador anda registrando umas 20 visitas por dia, o que significa que não são só as minhas visitas que ele anda contando - risos) pela ausência de novidades nos últimos dias, e informa que hoje à noite postará alguma coisa mais interessante que um pedido de desculpas.
E também, vcs têm mais é que achar bom, porque trabalho = dinheiro, e vcs são meus amigos e querem que eu tenha unzinho no bolso pra pagar as contas e fazer uma baladinha, né?
Beijocas apressadas
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