16 março 2005
Tempo
Um amigo esses dias reclamou que, depois do seu primeiro ano de pós-graduação, que foi um stress, com o perdão da palavra, do caralho, pois o curso é de nível internacional, agora não tem nada pra fazer e está desmotivado e desanimado e achando tudo um saco. Ano passado ele arrancava os cabelos porque não tinha tempo nem pra respirar. Esse ano, reclama do marasmo.
Acho que a gente sente falta de um pouco de adrenalina na veia. Não que esteja tudo super calmo, não... Eu preciso começar minha pesquisa. Estou aflita porque nunca fiz isso e não sei se estou fazendo a coisa certa. Mas estou com tempo suficiente para fazer tudo o que eu preciso. Sem afobação. Isso é estranho. Estou acostumada com extremos, sabe? Ou não faço quase nada, ou não tenho tempo pra nada. Acho que cheguei num meio termo excelente.
Melhor aproveitar enquanto dura...
15 março 2005
Os vegetarianos também matam
Antes de fazermos a cerimoniazinha de iniciação ao budismo (veja os posts de 05 a 12 de fevereiro - Carnaval - se vc não sabe do que eu estou falando), o monge explicou alguns preceitos mais polêmicos. Um deles é o do abster-se de matar. As pessoas muita vezes deixam de fazer a cerimônia porque acham que devem virar vegetarianas.
Para nossa surpresa, ele disse que a maioria dos monges budistas NÃO é vegetariana.
E mais: lembrou-nos que, mesmo comendo só vegetais, estamos também matando seres vivos. Muitos insetos morrem no processo de cultivo e colheita de vegetais. Ainda que vc coma produtos orgânicos, que não levam agrotóxico e, portanto, matam menos, mesmo assim milhares de insetos morreram naquele processo. E a colheita daquela soja que se usa pra fazer imitação de carne, então?
Aliás, há uma passagem da vida do Buda que descreve a compaixão que ele teve, ainda criança, ao ver os pequenos insetos sofrendo na colheita.
É claro que os mamíferos e animais maiores, domesticados, principalmente, como o boi, o frango, etc, inspiram nossa piedade mais do que aquela barata nojenta ou a lagarta rastejante. Eles interagem conosco, olham-nos nos olhos, não tem como não sentir.
Mas me consola saber que não sou só eu que mato. Os 'veggies' e 'vegans' também matam.
E eu, que não resisto a uma picanha (pobre boizinho!) de vez em quando, e que como regularmente frango (pobres!) e peixe (pobres!), me sinto um pouco menos culpada.
Atleta Emilia
Isso com certeza se deve, em parte, à minha volta à natação e à caminhada já há 2 meses. Mas parte dessa freqüência maravilhosa tem sua origem na meditação.
Já tem pesquisas comprovando que a prática regular da meditação diminui a freqüência cardíaca. Já tinha lido sobre isso, mas agora comprovei na prática!
Estou super feliz, orgulhosa de mim mesma e do meu coraçãozinho vencedor.
As pessoas têm repercutido essa minha nova disposição para a vida e, é claro, a recuperação da minha forma física, tão maltratada no ano passado.
Isso faz um bem desgraçado pro ego, não vou negar. E o mais importante efeito colateral: estimula vc a continuar.
Não quero parar mais!
14 março 2005
Manhattan
Hoje assisti Manhattan, em vídeo. É simplesmente lindo. Lindo de morrer. NY já era personagem dos filmes do diretor muito antes de Sex and the City. E ele continua saindo com moças inacreditáveis, muito mais novas e apaixonadíssimas por ele.
Até eu já sonhei que namorava com ele (ele morava aqui em SP), embora realmente não veja nada de especial, fisicamente falando.
Mas quando o Kenneth Branagh praticamente encarnou o diretor, numa versão mais malhada e indiscutivelmente mais bonita que Woody, simplesmente achei um fofo. Mesmo com Kenneth meio curvado e gaguejando até morrer, mexendo as mãos, daquele jeito woodyalleniano de ser.
Outro dele que eu adoro é um episódio de Contos de Nova Iorque, um filme composto de três curtas (ou serão 'médias') - os outros dois dirigidos por Roman Polansky e Richard Price. É engraçadíssimo, vale muito, muito a pena assistir. Recomendo fortemente.
Aliás, recomendo tudo dele. Não vi tudo, mas é genial.
12 março 2005
A prancha
Pois então. Enquanto estou nadando 'normal', deixo a prancha na beira da piscina. Tá meio apagado, mas tem meu nome lá. Outro dia fui pegar a prancha pra fazer meu treino de perna... cadê?
Olhei em volta... nada. Míope, era difícil distinguir na piscina... Pedi ajuda ao salva-vidas; lá do alto da cadeirinha dele, era mais fácil achar a prancha.
Enfim, encontramos: um mané estava usando para fazer braço. Ou seja, com ela entre as pernas. Eu não ia mesmo achar nunca. 'Escuta, da próxima vez que vc quiser usar, pede emprestado', disse eu ao mané. 'Ah', disse o mané, 'não tinha ninguém do lado!'
Peraí então, deixeu ver se entendi: quer dizer que eu tenho que fazer plantão AO LADO da prancha o tempo todo, porque, estando ela abandonada, é da galera???? Ah, claaaaaaaaro!!!
Não é fim da picada?
09 março 2005
Cláudia Andujar
Só a visita ao prédio, que já é demais, já vale o passeio. Depois, tem uma instalação ótima do Guto Lacaz, no vão central, uma chuva colorida de chumbinhos, divertida, todo mundo gosta. Minha amiga queria levar pra botar na sua própria sala e jogar os chumbinhos na cabeça das visitas.
Por fim, tem a linda exposição da fotógrafa. Além das fotos dos índios, que já são famosas, belíssimas, tem também uma outra parte da exposição chamada Vulnerabilidade do Ser, com fotos de rios da Amazônia e de outros locais no Brasil. Coisa linda, linda, linda. Não dá pra descrever o que ela consegue fazer com a água e as folhas caídas no rio, o movimento, as pequenas ondulações, os bichos que moram ali.
Minha preferida não é de rio nem de índio, todavia: é um jacaré incrível, em preto e branco, salvo engano, logo na entrada.
Não perca. E se estiver durango, sábado é grátis.
Querido Diário
Tenho várias coisas pra escrever, mas nada que interesse muito a ninguém: a nova intimação por e-mail da OAB, que nos livrou da ditadura da AASP e que ajuda a ficar menos putos por pagar 600,00 de anuidade; a minha nova amizade com os salva-vidas da piscina do SESC (Fran, eu entendo vc); a minha satisfação por estar conseguindo meditar e fazer exercícios regularmente, o que tem feito o ponteiro da balança, se não descer, pelo menos manter-se estável; a minha felicidade por estar gradativamente conseguindo sair do cheque especial e pôr as contas em dia; a bolsa do mestrado que nunca vem; o terapeuta que nunca me dá alta; a minha visita ao médico, que me mandou voltar só no final do ano (viva!).
06 março 2005
A praia dos cachorreiros
Nós, os donos, que não sabemos os nomes uns dos outros, só dos cachorros (é patético, eu sei, mas é assim que funciona), batemos papo, trocamos informações sobre cuidados, pet shops, raças e contamos orgulhosos as peripécias de nossos caninos pela casa.
Mas nunca consegui trocar um telefone com algum(a) cachorreiro(a) para pegar um cinema, ir a um barzinho. O que eu acho realmente uma pena, pois ali está, com certeza, alguém que, em algum ponto, se identifica com vc.
Este sábado, conversando com uma moça, reclamei disso... E ela me disse uma coisa curiosa: a praça é, pra nós, como a praia pros cariocas. Vc sabe que, se for lá, naquela hora do dia, vai encontrar uma boa companhia. É como se fosse nosso canto, nossa tribo. Ali ninguém acha que a gente é maluco porque conversa com um bicho, sai pra passear com ele à uma da manhã ou volta pra casa mais cedo porque está com pena de deixá-lo sozinho. Ali a gente se entende.
04 março 2005
Ai que vontade de comer Nutella!!!!!
A minha barriga nem está lá essas coisas (ainda). Preciso perder mais 2 kg pra ficar satisfeita e, provavelmente, quando chegar lá, vou querer perder mais dois (dizem que devemos dizer eliminar, e não perder, senão vc acha de novo).
Será que é porque estou ovulando? (dizem que a gente fica mais bonita...) (risos)
Não sei o que foi, só sei que hoje na feira me ofereceram mais frutinhas pra experimentar do que nunca. Os feirantes estavam mais gentis. Será que é porque a safra tá ruim e as coisas tão mais caras? Será que é porque tenho cara de madame? (um dia me 'xingaram' de madame na rua, ô raiva!) Será que é porque mudei de feira? Ou será porque eu tava mostrando um naco de barriga (diz um amigo que a calça de cintura baixa não atrai os homens por causa da barriga não, e sim porque ela põe em evidência aquela parte do corpo que vem logo abaixo).
É, acho que eu prefiro acreditar nessa última... Meu ego agradece.
Polícia para quem precisa

Trabalhar com polícia é um saco. Hoje de manhã me telefona aqui uma fulana, grossa que só ela. 'O sinal de fax por favor?' (eu não tenho mais fax) 'Pra quem?' 'Pra Dra. Maria Emilia'.
Achando que fosse um documento que eu esperava, mas que deveria ser passado para um Instituto, perguntei do que se tratava. 'Eu preciso passar um fax para a Dra. Maria Emilia'. 'Sim, sou eu, mas é a respeito do que?' (porra, o fax não é pra mim, caralho???) 'Eu não sei, eu só estou passando o fax'. 'Eu não tenho fax, mas se vc me disser sobre o que é eu posso te passar um outro número'. (a tosca conversa com pessoa ao fundo). 'Olha, eu não sei o que é.' 'Eu posso falar com a pessoa que está querendo passar o fax? Ela está aí? Chame pra eu falar com ela'. 'É uma intimação pro seu cliente, Fulano'. 'Uma intimação??? Por fax??? Daonde está falando, da delegacia? Olha, posso falar com a pessoa que quer passar o fax, por favor?'
O resultado da história: não consegui saber do que se tratava. A tosca da mulher desligou na minha cara. Não consegui falar com a puta da pessoa (ou pessoo) que queria me passar o fax. E passei o dia encafifada com a tal da intimação via fax. Liguei pra delega depois, falei com o responsável, que me atendeu educadamente: não, não fui eu. Não, o IP ainda não voltou do Fórum. Não, não tem nenhuma novidade.
'Damm cops!' E o pior é que eu nem sei se era mesmo da delega ou se era o simpaticíssimo e dono de uma sabedoria imensa e de uma cultura inacreditável 'adevogado da outra parte', que me disse o seguinte a respeito 'daqueles barbudos que vão pro Fórum Social Mundial': 'é por isso que o Brasil está do jeito que está'.
Tudo gente fina. Amo meu trabalho. Veja o meu sorriso de felicidade.
03 março 2005
'Quarenta contos'
É o preço da consulta no veterinário, que eu paguei pra confirmar o que eu já sabia: é alergia o que meu cachorro tem, provavelmente ao Frontline, remédio anti-pulgas que além de deixar o meu pobre pixu todo empipocado, ainda faz cair os pêlos. Ainda bem que, pelo menos, coça pouco, tadinho.
As últimas vezes que fui ao veterinário (quer dizer, levei meu cão ao vet) sempre senti que estava jogando meu dinheiro fora. Na verdade, eu não devia pensar assim, mesmo porque sou uma vet frustrada (é um sonho, um dia ainda faço faculdade disso. dizem que é bobagem, que gostar de bicho não tem nada a ver com ser veterinário, mas tem que gostar muito de bicho pra enfiar termômetro no rabo ou a mão dentro da vaca pra ajudar a sair o bezerrinho todo melecado de sangue). Mas sempre saio de lá com a sensação de paguei caro pra me dizerem o que eu já sabia ou tinha obrigação de saber.
Uma vez, meu cão estava com o saco (o saco mesmo, aquele onde ficam as bolinhas) todo vermelho e inchado. Levei no veterinário. Dois segundos e quarenta reais depois (com licença, Machado*): é uma queimadura! Droga, porque eu não pensei logo nisso? O pobre sentava no chão quente quando se cansava, durante um passeio... tssssss!!! (ah, e saibam que aquele seu vizinho lavando a calçada pode estar usando cândida ou outro produto desse tipo... e o seu cão pode queimar não só o saco e a barriga, mas também as patinhas, ao passar pela água...)
Dessa vez, tava todo empipocado. Primeiro, achei que fosse alergia... Aí veio a nóia: e se for sarna? E se eu pegar? Mais quarenta contos: alergia. Saco!Eu sei, ando chata, né, reclamona, né? Mas estou me recuperando da falta crônica de dinheiro que me assolou no último ano. Enfim, para o bem do cão, era alergia: compro remedinho, coliriozinho para o olho. Tal qual mãe dedicada, sacrifico alguns prazeres pra pagar a consulta e os remédios do pequeno... que passa bem, obrigada.
(*'Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis'... - Machado de Assis - Brás Cubas)
28 fevereiro 2005
Menina de Ouro
Quando fomos assistir, a idéia inicial era ver Sideways, ou seja, uma coisinha mais light. Mas estava lotado. Entre Mar Adentro e Menina de Ouro, optamos pela Menina porque não queríamos filme deprê. Bem, eu não tinha lido muito sobre o filme, só sabia que era a história de uma moça boxeadora, e que era muito bom. Afinal, é do Clint Eastwood, e tem a Hillary, que eu acho sensacional. Clint, então.
Bem que o Marcelo Coelho (ou foi o Contardo Calligaris?) escreveu na Folha comparando os dois filmes... Porque Menina de Ouro é drama mesmo. Forte. Se vc assistiu 'Sobre Meninos e Lobos', o último do mesmo diretor, sabe do que eu estou falando.
O grande drama do filme é que a carreira ascendente fulminante da moça é interrompida antes do ápice.
O que nos choca é que isso parece não fazer parte da ordem natural das coisas. Mas acontece todo dia. Gente que tem sua vida dramaticamente interrompida por episódios estúpidos e por gente estúpida. É uma droga, né? É, como diz o ditado popular... pra morrer, basta estar vivo.
27 fevereiro 2005
Isso é um homem que entende as mulheres
(Chico, vc não precisa de sobrenome nem adjetivo)
Mais do cão
Convém esclarecer antes, pra quem não sabe, que lá na roça mora um outro cão, da mesma raça, mais velhinho (12 anos), chamado Sapeca.
Sa já tem hábitos de cão velho, meio resmunguento. Mas também é um bicho vivido, conhece os perigos da rua, sabe o que é bom. E o Xuli é um pentelho que surgiu na vida dele pra incomodar. Lembra do Nermal, dos quadrinhos do Garfield, que é mais fofo, mais bonito, mais jovem e tem uns cílios enormes? Pois é mais ou menos a mesma coisa.
O Sa tem o costume de dar uma saidinha na rua sem coleira, quando meu pai vai cuidar do jardim da frente da casa. Ele sobe (a casa é rebaixada no terreno) , faz seus xixizinhos, dá uma fuçada por ali e logo volta pra casa. Mas o Xuli... bem, ele não sabe nada da vida, quer mais é sair correndo pra explorar toda a vizinhança. Por isso, a gente não deixa ele ir sozinho na rua.
Um dia, sem querer, ele escapou. Saiu disparado pra rua, e eu fui atrás aos gritos.
Mas o mais engraçado foi o Sapeca. Ele saiu correndo atrás e, percebendo o meu desespero, foi pra cima do Xuxu latindo de um jeito que eu nunca vi. Era um ganido, um latido quase um 'quack', um alerta. Acho que tentou até morder o Xuli pra ele parar. Foi a coisa mais legal que já vi o Sa fazer.
26 fevereiro 2005
A mosca
Hoje ele descobriu o ponteiro do mouse na tela do computador. Foi muito engraçado. Pensou, talvez, que fosse uma mosquinha. No começo eu não entendi, achei que estava só fuçando na tela. Depois percebi que ele estava perseguindo o ponteiro! O pobre grudava o focinho no monitor e lambia, tentando pegar essa mosquinha estranha e intocável...
25 fevereiro 2005
Cada um com seus problemas
Lembrei disso porque outro dia estava conversando com uma amiga que tem um vizinho que encarnou nela. Começou com um convite pra jantar, que ela aceitou achando que seria com a mulher dele junto. Qual não foi a surpresa quando ela descobriu que eles estavam separados!!!
É, eu disse a ela, rindo, 'cada um tem o Fulano que merece'. Fulano, no caso, é um saco de pessoa que encarnou na minha pessoinha e há dois anos me torra a paciência.
Eu tive minha parcela de culpa sim, pois não sei dizer não, sou uma idiota. Nunca tive nada com ele, credo, bate na madeira!!! Mas deixei Fulano se aproximar, falei mais do que devia sobre a minha vida pessoal (houve momentos em que achei que devia ter mais paciência, afinal ele tem ao menos uma qualidade: é uma pessoa generosa. mas exige muito em troca da sua generosidade).
Por fim, Fulano, que sempre foi pegajoso ao extremo, passou dos limites. E aí a minha paciência finalmente acabou de uma vez. E mandei Fulano à merda mesmo. Disse-lhe (já havia dito antes) que não queria mais que me telefonasse ou me escrevesse, que sumisse da minha vida. Abri mão de um caso em que trabalhei sozinha (e, conseqüentemente, dos honorários) para me ver livre de ter que falar com Fulano ao telefone ou pessoalmente.
Mas Fulano é brasileiro e não desiste nunca (risos). Pra não ter que atender seus telefonemas, botei um bina aqui em casa. O imbecil continua me telefonando. Ele não tem nenhum tipo de respeito pelos outros , nunca teve.
Hoje ele me mandou um cartão virtual com um convite pra jantar. É mesmo o fim da picada. Eu não acredito nisso, mas pra ganhar um Fulano como esse de presente, devo ter acumulado muito carma ruim nas minhas vidas anteriores.
A essa altura, vc deve estar se perguntando: mas ela deve ter mesmo alguma coisa com ele, deve gostar, porque escreveu um post enorme sobre isso. Tenho sim: ele me enche o saco, me incomoda, é invasivo, pegajoso, escroto e não tem superego. E como ele é meio louco, tenho medo também que ele passe dos limites e ameace a minha integridade. Muitos de vcs sabem (e conhecem) de quem eu estou falando. Eu tenho guardados os e-mails que essa pessoa escrota me mandou, só para o caso de precisar um dia fazer algo contra esse imbecil. Vcs já sabem.
23 fevereiro 2005
Bíba las bacas
Além do blog do Calendas, que já indiquei um monte de vezes, vou indicar outros dois hoje:
Miralaqualidad: meninas muito engraçadas que escrevem em portunhol e defendem os direitos das vacas.
Blônicas: Crônicas diárias na sua telinha:
blog feito por jornalistas, escritores, publicitários. Cada dia da semana um escreve. Tem o Xico Sá, que é quase sempre impagável, Alilin Aleixo, Gisela Rao, Rosana Herrman, Leo Jaime e um cara de nome impronuciável, Henrique Szklo. Entre outros. Vale mesmo a pena conhecer.
Gêmeos, mórbida semelhança
Curiosidade, no entanto, é a seguinte: são gêmeas, solteiras, moram juntas, e têm uns quarenta e tantos anos. Não sei o histórico delas. Não sei se já casaram e/ou separaram, se têm namorado (nunca vi). De vez em quando vêm uns amigos. E a irmã, que tem um cachorro que interage nervosamente com o meu.
Falar sobre as minhas vizinhas lembrou-me das gêmeas com quem estudei, que me disseram, certa vez, que se bastavam.
Depois de um certo tempo de convivência, nos separamos. Eu pr'um lado, elas pro outro. Mais tarde percebi (e outros também), que elas não conseguiam manter uma amizade mesmo por muito tempo.
E as minhas vizinhas... bem... ou se bastam mesmo, ou eu que nunca notei que tenham namorados ou namoradas. Acho que só um gêmeo entende outros gêmeos. Pra mim, será sempre um mistério.
PS: Viu? Esse saiu meia-boca. Dá até vergonha de publicar... Fazer o quê? Nem sempre o Cony é genial, né? (risos)
22 fevereiro 2005
Neurônios em ação
Mas o curioso é que a gente começa a prestar mais atenção no dia-a-dia pra ver se acho algo legal pra contar. E às vezes se liga: puxa, isso vai pro blog!
Por exemplo, agora estou lembrando da minha amiga que criou um homem virtual. A coisa está ganhando uma tal dimensão que a gente custa a acreditar que ele não exista de verdade. Falamos dele como se fosse real. E ela já recebeu até manifestações explícitas de terceiros com ciúmes do moço prendado...
Pena que não tenho vizinhos muito interessantes pra fofocar sobre. A minha de frente, uma senhora, me repete sempre as mesmas coisas, e já perdeu a graça (e a paciência também já está acabando... mas ela é muito simpática, então... paciência!). Sobre as outras vou falar depois. Tá vendo? Só de escrever aqui já me veio a idéia de um outro post...
Dizem que quem exercita o cérebro sempre tem menos chance de ter Alzheimer ou outras doenças relacionadas. Tomara eu seja uma velhinha bem 'malhada'!!!
PS: Tem mais uma coisa: cada um encara o blog de um jeito. Eu, metida a besta que sou, quero público! Por isso procuro agradar. A falta de comentários dói como quando a gente abre o e-mail e não tem nada! E, bem, quem sabe um dia uma editora não me descobre, ou eu não viro colunista fixa da Folha? (sonhar não custa nada, né?)
PS2: Dica de livro: O cérebro nosso de cada dia, de Suzana Herculano-Houzel. A moça, que é uma menina prodígio, fala sobre neurociência de uma maneira muito gostosa e fácil de ler. Vale conferir