DA ASSOCIATED PRESS A decisão do governo francês de determinar que as bandeiras permanecessem hasteadas por 24 horas a meio pau, em razão da morte de João Paulo 2º, recebeu críticas de setores que vêem na medida uma ameaça à separação entre a igreja e o Estado."A República Francesa não deve descer a esse nível", disse o senador socialista Michel Charasse. Ele indagou se a mesma decisão seria adotada caso o morto a ser homenageado fosse o dalai-lama.O prefeito comunista de Aniane, cidadezinha do sul da França, recusou-se a abaixar as bandeiras, em nome da secularidade das instituições.O cardeal de Marselha, Bernard Panafieu, disse apoiar com ardor o secularidade, mas afirmou que a determinação oficial sinalizava algo que transcende ideologias e fronteiras, já que o papa foi um homem da paz e da reconciliação.Em entrevista na TV, Christophe Girard, prefeito-adjunto de Paris, disse estar incomodado com a medida, já que a França não é oficialmente católica, muçulmana ou de outro credo.O fato de o presidente Jacques Chirac participar no próximo domingo de uma missa em Notre Dame, em homenagem ao papa morto, também provocou reservas e críticas abertas.A França é um país predominantemente católico, embora tenha também as populações mais numerosas na Europa de judeus e muçulmanos.
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Bom saber que não estou sozinha.
(publicado na Folha de SP em 05/04/05)
05 abril 2005
04 abril 2005
Pessoa horrível, mês horrível
Se depender do meu horóscopo, divulgado no uol, o meu mês de abril será mesmo um horror. Terei problemas no trabalho (não que eu tenha muito trabalho). No amor (não que eu tenha um amor). Com dinheiro (não que eu tenha dinheiro). É, afinal... acho que não terei problema algum.
03 abril 2005
Sarcasmo tem hora
Engraçado como não consigo me emocionar com esse negócio do Papa? O Calendas até postou aquela foto toda teatral dele (muito bonita, não vou negar), com a capa voando, e muitas mocinhas emocionadas deixaram recados igualmente emocionados a respeito do fato. Mas eu não consigo. Se deixasse um recado, ia ser sarcástico... melhor não.
Não, eu não sou de pedra. Eu choro até em comercial de carro, juro. Choro em desenho animado. Me emociono com crianças, animais, velhinhos, vitórias no esporte, etc. Mas com a morte do Papa... não consigo. Acho que não tenho nenhuma ligação afetiva com grandes líderes populares. Talvez eu seja racional demais pra isso. Sei lá.
Fico penalizada, claro, afinal ele foi bravo, e era forte, pois resistiu anos à doença, com altos e baixos, mas sempre lá. Mas isso é tudo.
Aliás, começo a ficar já enfadada com o excesso de cobertura. Milhares de biografias do Papa na TV. Imagens em câmera lenta ao som de música melancólica. Willian Bonner insuportavelmente circunspecto. Aquele circo todo da mídia. E serão mais dias e dias de replays.
Ainda bem que no Mais! deu pra ter uma idéia direito das coisas boas e ruins que ele fez. Porque se depender da Globo...
Então, não vamos canonizar o Papa antes da hora, OK? Esperemos os milagres. Ele era bom?, sim, era bom. Foi um bom líder?, sim, um bom líder. Importante, culto, inteligente, forte, bravo. Mas era humano, tinha falhas.
********************
Será que quando o Dalai Lama morrer o Lula também decreta luto oficial?
Por quê num canal católico que passa aqui botam Cadetes fardados do Exército pra rezar o terço na frente da TV? Afinal, que porra de Estado laico é esse?
*********************
São apenas observações, antes que me 'xinguem' de cética ou algo assim, como já o fui, em blogs alheios.
É, acho que sou mesmo uma pedra, uma cética, que coisa horrível, não?
Não, eu não sou de pedra. Eu choro até em comercial de carro, juro. Choro em desenho animado. Me emociono com crianças, animais, velhinhos, vitórias no esporte, etc. Mas com a morte do Papa... não consigo. Acho que não tenho nenhuma ligação afetiva com grandes líderes populares. Talvez eu seja racional demais pra isso. Sei lá.
Fico penalizada, claro, afinal ele foi bravo, e era forte, pois resistiu anos à doença, com altos e baixos, mas sempre lá. Mas isso é tudo.
Aliás, começo a ficar já enfadada com o excesso de cobertura. Milhares de biografias do Papa na TV. Imagens em câmera lenta ao som de música melancólica. Willian Bonner insuportavelmente circunspecto. Aquele circo todo da mídia. E serão mais dias e dias de replays.
Ainda bem que no Mais! deu pra ter uma idéia direito das coisas boas e ruins que ele fez. Porque se depender da Globo...
Então, não vamos canonizar o Papa antes da hora, OK? Esperemos os milagres. Ele era bom?, sim, era bom. Foi um bom líder?, sim, um bom líder. Importante, culto, inteligente, forte, bravo. Mas era humano, tinha falhas.
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Será que quando o Dalai Lama morrer o Lula também decreta luto oficial?
Por quê num canal católico que passa aqui botam Cadetes fardados do Exército pra rezar o terço na frente da TV? Afinal, que porra de Estado laico é esse?
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São apenas observações, antes que me 'xinguem' de cética ou algo assim, como já o fui, em blogs alheios.
É, acho que sou mesmo uma pedra, uma cética, que coisa horrível, não?
30 março 2005
Mas tem cura, doutor?
Continuo muito desanimada quanto à minha capacidade de negociar. Ontem tive uma audiência horrível, com um advogado horrível e tosco do outro lado da mesa. Tudo bem que ele fechou completamente as portas a qualquer tipo de negociação, com as suas grosserias e sua sapiência. Mas me sinto impotente diante de gente assim. Não gosto de me sentir impotente.
Essa sensação de impotência vem em vários momentos, e hoje até me incomoda menos. Quando alguma coisa não dá certo, nós, pessoas que nos cobramos muito, achamos que é tudo nossa culpa, e ficamos revendo a situação e nos martirizando: podia ter dito isso, devia ter feito aquilo.
Mas nem sempre isso é possível, na maior parte das vezes não é. Porque nem tudo está nas nossas mãos. Negociar com quem não negocia é impossível. Namorar com quem não quer te namorar também é. E isso não depende do maior ou menor esforço que vc tenha feito, mas depende do outro.
Achar que temos que resolver tudo não é expressão de humildade, mas sim de uma pretensa onipotência, que resulta em muita culpa e horas de terapia (ou, mais barato, de meditação - mas o ideal é meditar sempre, e não deixar que esses sentimentos tomem conta de vc - ajuda a raciocinar com mais clareza e, talvez, até te ajude a resolver melhor as coisas).
Reconhecer que não podemos resolver tudo não é abaixar a cabeça ou se humilhar, e sim reconhecer a nossa própria condição de humanos, falíveis e limitados. Lutar pelo que é possível, e se conformar com o que não é.
Essa sensação de impotência vem em vários momentos, e hoje até me incomoda menos. Quando alguma coisa não dá certo, nós, pessoas que nos cobramos muito, achamos que é tudo nossa culpa, e ficamos revendo a situação e nos martirizando: podia ter dito isso, devia ter feito aquilo.
Mas nem sempre isso é possível, na maior parte das vezes não é. Porque nem tudo está nas nossas mãos. Negociar com quem não negocia é impossível. Namorar com quem não quer te namorar também é. E isso não depende do maior ou menor esforço que vc tenha feito, mas depende do outro.
Achar que temos que resolver tudo não é expressão de humildade, mas sim de uma pretensa onipotência, que resulta em muita culpa e horas de terapia (ou, mais barato, de meditação - mas o ideal é meditar sempre, e não deixar que esses sentimentos tomem conta de vc - ajuda a raciocinar com mais clareza e, talvez, até te ajude a resolver melhor as coisas).
Reconhecer que não podemos resolver tudo não é abaixar a cabeça ou se humilhar, e sim reconhecer a nossa própria condição de humanos, falíveis e limitados. Lutar pelo que é possível, e se conformar com o que não é.
27 março 2005
Budista à Indiana
Hoje finalmente realizei desejo adiado por anos: coloquei um piercing no nariz. Não se assustem, não é uma argola de touro, nem é no septo. É um brilhantezinho. Bem pequenininho; não como as indianas, porque elas usam umas jóias enormes, às vezes.
Aliás, acho que me apaixonei pela idéia pela primeira vez quando vi um balé indiano no Sesc, da coreógrafa e bailarina Madhavi Mudgal. As moças tão lindas, tudo é lindo, as tatuagens de henna, os olhos pintados, os chocalhinhos nos tornozelos, as roupas coloridas, os movimentos das mãos. E o piercing.
Desde então, fiquei com a idéia fixa na cabeça. Ah, mas e a advocacia? Será que eu posso? Não vão me olhar torto no Fórum?
No começo, os piercings de nariz eram muito grandes. Mas depois foram diminuindo, até que viraram minúsculas bolinhas ou pedrinhas, tem gente que nem nota. Resolvi, vou colocar.
Mas estava adiando. Falta de grana. Muitas outras coisas mais importantes pra comprar. Mas tenho que fazer limpeza de pele antes. Ih, tenho que ficar sem nadar uns 15 dias.
Foda-se. A falta de grana, as coisas mais importantes, a natação. Vou me dar um presente.
E fui. Se doeu? Claro! Mas a dor dura muito pouco. Tá incomodando? Lógico que sim. Mas tá super legal! Agora, aquela tatuagem... já não sei mais se, um dia, ainda, terei coragem.
Aliás, acho que me apaixonei pela idéia pela primeira vez quando vi um balé indiano no Sesc, da coreógrafa e bailarina Madhavi Mudgal. As moças tão lindas, tudo é lindo, as tatuagens de henna, os olhos pintados, os chocalhinhos nos tornozelos, as roupas coloridas, os movimentos das mãos. E o piercing.
Desde então, fiquei com a idéia fixa na cabeça. Ah, mas e a advocacia? Será que eu posso? Não vão me olhar torto no Fórum?
No começo, os piercings de nariz eram muito grandes. Mas depois foram diminuindo, até que viraram minúsculas bolinhas ou pedrinhas, tem gente que nem nota. Resolvi, vou colocar.
Mas estava adiando. Falta de grana. Muitas outras coisas mais importantes pra comprar. Mas tenho que fazer limpeza de pele antes. Ih, tenho que ficar sem nadar uns 15 dias.
Foda-se. A falta de grana, as coisas mais importantes, a natação. Vou me dar um presente.
E fui. Se doeu? Claro! Mas a dor dura muito pouco. Tá incomodando? Lógico que sim. Mas tá super legal! Agora, aquela tatuagem... já não sei mais se, um dia, ainda, terei coragem.
25 março 2005
Comentários?
O que aconteceu com o programinha de comentários que eu usava no blog? Não sei. Por enquanto, vou habilitar o sistema próprio do blogger, que é meio ruim mas pelo menos permite que as pessoas comentem. Espero não ter perdido todas as preciosas observações dos amigos...
E, bem, o meu silêncio de posts deve-se a uma temporária incapacidade de pensar.
E, bem, o meu silêncio de posts deve-se a uma temporária incapacidade de pensar.
23 março 2005
22 março 2005
Reclaim the Streets!
Livro que peguei emprestado do papi, como quase 90% dos livros que eu li/leio (será a maior herança de papi para seus filhos - toc, toc, toc, que demore muito mesmo, credo - a biblioteca com mais de mil volumes, objeto certo de disputas acirradíssimas no inventário): 'No Logo' (Sem Logo). A autora é Naomi Klein (não confundir com Melanie Klein, aquela do Freud, do peito, etc), canadense que foi pesquisar sobre o poder das grandes corporações sobre o emprego e outras coisas.
Olha, não é coisa de 'comunista' não. O livro é MUITO bom.
Tem um capítulo, no qual estou agora, que fala sobre os 'culture jammers', que são caras que fazem pichações, protestos, modificam outdoors, como uma maneira de protestar contra as grandes corporações. Eles escolhem uma campanha de carro que não gostam, por ex, e promovem uma ação coletiva, em que vão pichando os outdoors e transformando as campanhas em coisas ridículas ou horríveis.
Gostaria de ver isso aqui no Brasil um dia... Há até uma revista especializada nisso, chamada 'Adbusters'.
Tem também um movimento chamado 'reclaim the streets' (clique para ver o site), que eu não sei se já teve no Brasil (começou na Inglaterra, claro). Os caras marcam um dia pela internet. Nesse dia, milhares, eu disse milhares de pessoas se encontram numa hora e local x. De lá, partem para um lugar que só 4 ou 5 pessoas sabem qual será. Algumas vezes, são precedidos por hordas de ciclistas, cujo lema é 'nós não estamos atrapalhando o trânsito, nós SOMOS o trânsito'. Tomam a rua, de preferência uma avenida expressa, e fazem uma FESTA!!!
Que tal uma festinha em plena terça feira à tarde na, digamos, 23 de maio???
Olha, não é coisa de 'comunista' não. O livro é MUITO bom.
Tem um capítulo, no qual estou agora, que fala sobre os 'culture jammers', que são caras que fazem pichações, protestos, modificam outdoors, como uma maneira de protestar contra as grandes corporações. Eles escolhem uma campanha de carro que não gostam, por ex, e promovem uma ação coletiva, em que vão pichando os outdoors e transformando as campanhas em coisas ridículas ou horríveis.
Gostaria de ver isso aqui no Brasil um dia... Há até uma revista especializada nisso, chamada 'Adbusters'.
Tem também um movimento chamado 'reclaim the streets' (clique para ver o site), que eu não sei se já teve no Brasil (começou na Inglaterra, claro). Os caras marcam um dia pela internet. Nesse dia, milhares, eu disse milhares de pessoas se encontram numa hora e local x. De lá, partem para um lugar que só 4 ou 5 pessoas sabem qual será. Algumas vezes, são precedidos por hordas de ciclistas, cujo lema é 'nós não estamos atrapalhando o trânsito, nós SOMOS o trânsito'. Tomam a rua, de preferência uma avenida expressa, e fazem uma FESTA!!!
Que tal uma festinha em plena terça feira à tarde na, digamos, 23 de maio???
21 março 2005
'Seu tempo de espera é de mais de 5 minutos'
Tudo bem, eu também tenho telefone de telemarketing, eu tenho paciência. Eu espero até meia hora se precisar. Enquanto vc toca essa música horrível com propaganda na minha orelha, eu abaixo o volume do fone e continuo trabalhando, digitando aqui no meu micro que nem vcs digitam aí. Eu sou persistente. E quando eu perder a paciência de uma vez, eu ligo urrando desde o começo e ameaçando acionar o Procon e mandando chamar o seu chefe, porque HOJE vcs vão resolver essa porra pra mim. Ok?
20 março 2005
'Pode cortar curto'
Já reparou que depois que a gente cresce começa a ter vontades de adulto? 'Quero um sofá macio e aconchegante, xicrinhas bonitinhas pra servir café pras visitas, tacinhas diferentes pro licor, um quadro na parede, um armário decente no banheiro'. Vc não agüenta mais mesmo olhar praquele terrível sofá improvisado há quase 10 anos, que desmorona cada vez que se passam mais de 5 minutos em cima dele. Vc quer ter o seu LAR.
Pois hoje acompanhei uma amiga em busca do lar. Fomos a Embu, sobrenome 'das Artes' (acho tão esquisito), escolher móveis. Aproveitei pra realizar pequenos sonhos de consumo pra casa, como um pilãozinho para o alho. Comprei também um novo passante pra debaixo da pia da cozinha. Um pequeno puff, daqueles de apoiar o pé. Uma linda e laranja luva de cozinha e um paninho de prato novo completaram meu 'kit casa até deis real'.
Descobrimos que puff não é um negócio tão bom quanto se imagina. Eu já estava decidida a trocar meu sofá desmoronante por um puff dois lugares, que custa 60 reais - e não 1000, como um sofá de verdade. Aí nos avisaram que precisa repor constantemente o enchimento, porque o puff fica desmilingüido em, no máximo, 2 meses. Eu, que não tenho saco nem pra deixar meu cabelo crescer, vou ficar trocando enchimento de puff? E o sonho do lar-doce-lar coroado por um lindo sofá-puff foi-se pelo ralo.
Recomendo o Embu pras donas e donos de casa que podem ou não gastar fortunas pra arrumar o lar. Dá pra fazer comprinhas pequenas, gastar muito pouco, mudar a cara da sua casa e ainda sair radiante porque pagou metade do preço de qualquer loja de decoração em SP.
Pois hoje acompanhei uma amiga em busca do lar. Fomos a Embu, sobrenome 'das Artes' (acho tão esquisito), escolher móveis. Aproveitei pra realizar pequenos sonhos de consumo pra casa, como um pilãozinho para o alho. Comprei também um novo passante pra debaixo da pia da cozinha. Um pequeno puff, daqueles de apoiar o pé. Uma linda e laranja luva de cozinha e um paninho de prato novo completaram meu 'kit casa até deis real'.
Descobrimos que puff não é um negócio tão bom quanto se imagina. Eu já estava decidida a trocar meu sofá desmoronante por um puff dois lugares, que custa 60 reais - e não 1000, como um sofá de verdade. Aí nos avisaram que precisa repor constantemente o enchimento, porque o puff fica desmilingüido em, no máximo, 2 meses. Eu, que não tenho saco nem pra deixar meu cabelo crescer, vou ficar trocando enchimento de puff? E o sonho do lar-doce-lar coroado por um lindo sofá-puff foi-se pelo ralo.
Recomendo o Embu pras donas e donos de casa que podem ou não gastar fortunas pra arrumar o lar. Dá pra fazer comprinhas pequenas, gastar muito pouco, mudar a cara da sua casa e ainda sair radiante porque pagou metade do preço de qualquer loja de decoração em SP.
17 março 2005
Mudanças
Acho que vi num filme há certo tempo que a mulher se casa pensando que o homem vai mudar, e ele não muda, e o homem se casa pensando que a mulher não vai mudar, e ela muda. As mulheres têm mania de querer mudar os homens.
Mas e quando a gente não quer mudar? E quando não, ele não é perfeito, claro, mas vc gosta dele mesmo assim? E quando a gente logo conhece os defeitos e, sim, eles existem, mas as qualidades são mais interessantes?
Não estamos acostumados com isso, quero dizer, com relacionamentos tranqüilos, sem tumulto. Aliás, há quem precise desses processos meio neuróticos pra se sentir valorizado. Um amigo me contou há um tempo que todos os namoros dele foram precedidos por longos períodos conflituosos, em que a moça não o queria ou vice-versa, ou em que havia muitas indas e vindas. Sinceramente, acho isso uma merda.
Mas se as coisas são mais tranqüilas, às vezes podemos confundir e achar que há alguma coisa errada. Não há. Sente, medite, relaxe, tome um banho quente, passe um óleo perfumado, acenda um incenso, faça yoga, nade, corra, trabalhe, viaje, transe (ou não), vá ao cinema, jante fora, passeie com o cachorro. Tranqüilize-se, e deixe, que as coisas se colocam nos seus devidos lugares.
Mas e quando a gente não quer mudar? E quando não, ele não é perfeito, claro, mas vc gosta dele mesmo assim? E quando a gente logo conhece os defeitos e, sim, eles existem, mas as qualidades são mais interessantes?
Não estamos acostumados com isso, quero dizer, com relacionamentos tranqüilos, sem tumulto. Aliás, há quem precise desses processos meio neuróticos pra se sentir valorizado. Um amigo me contou há um tempo que todos os namoros dele foram precedidos por longos períodos conflituosos, em que a moça não o queria ou vice-versa, ou em que havia muitas indas e vindas. Sinceramente, acho isso uma merda.
Mas se as coisas são mais tranqüilas, às vezes podemos confundir e achar que há alguma coisa errada. Não há. Sente, medite, relaxe, tome um banho quente, passe um óleo perfumado, acenda um incenso, faça yoga, nade, corra, trabalhe, viaje, transe (ou não), vá ao cinema, jante fora, passeie com o cachorro. Tranqüilize-se, e deixe, que as coisas se colocam nos seus devidos lugares.
16 março 2005
Tempo
Não é ruim. Depois do medo inicial de fazer uma matéria que não tem nada a ver com o que eu gosto, que se dissipou após a primeira aula, as coisas agora deram uma assentada. Sabe quando tudo está andando nos eixos? Vc está fazendo o que deve fazer, tudo direitinho. Vc trabalha, estuda, faz exercício, passeia com o cachorro, cuida da beleza, namora, se diverte. É uma fase de equilíbrio. Não é ruim, mas é estranha.
Um amigo esses dias reclamou que, depois do seu primeiro ano de pós-graduação, que foi um stress, com o perdão da palavra, do caralho, pois o curso é de nível internacional, agora não tem nada pra fazer e está desmotivado e desanimado e achando tudo um saco. Ano passado ele arrancava os cabelos porque não tinha tempo nem pra respirar. Esse ano, reclama do marasmo.
Acho que a gente sente falta de um pouco de adrenalina na veia. Não que esteja tudo super calmo, não... Eu preciso começar minha pesquisa. Estou aflita porque nunca fiz isso e não sei se estou fazendo a coisa certa. Mas estou com tempo suficiente para fazer tudo o que eu preciso. Sem afobação. Isso é estranho. Estou acostumada com extremos, sabe? Ou não faço quase nada, ou não tenho tempo pra nada. Acho que cheguei num meio termo excelente.
Melhor aproveitar enquanto dura...
Um amigo esses dias reclamou que, depois do seu primeiro ano de pós-graduação, que foi um stress, com o perdão da palavra, do caralho, pois o curso é de nível internacional, agora não tem nada pra fazer e está desmotivado e desanimado e achando tudo um saco. Ano passado ele arrancava os cabelos porque não tinha tempo nem pra respirar. Esse ano, reclama do marasmo.
Acho que a gente sente falta de um pouco de adrenalina na veia. Não que esteja tudo super calmo, não... Eu preciso começar minha pesquisa. Estou aflita porque nunca fiz isso e não sei se estou fazendo a coisa certa. Mas estou com tempo suficiente para fazer tudo o que eu preciso. Sem afobação. Isso é estranho. Estou acostumada com extremos, sabe? Ou não faço quase nada, ou não tenho tempo pra nada. Acho que cheguei num meio termo excelente.
Melhor aproveitar enquanto dura...
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