Pois então, ela mesma. Tema já abordado nos primeiros dias deste bloguinho...
É que hoje estava vindo pra Botucatu pela Castelo, finalzinho da tarde. E fez um pôr-do-sol tão lindo que deu vontade de contar.
À direita, o solzão enorme, muito vermelho, uma bola de fogo mesmo, colorindo o céu de laranja. À esquerda, uma bela nuvem, fofa e cinza, mas branquinha nas bordas, que faziam ondas no céu. Essas bordas branquinhas recebiam a luminosidade direta do sol, luz de entardecer muito clara e fresca.
A noite foi caindo, e um azul mais escuro começou a tomar conta de tudo. Mas na beiradinha do chão ainda era alaranjado, meio misturado com a poeira que cobre o centro-oeste nessa época seca do ano. Sobraram ainda uns raios cor-de-rosa, brotando do horizonte, como naqueles desenhos do divino - parece mesmo que é deus falando com a gente.
Por fim, aquele azul, profundo e, no entanto, luminoso... Eu não sei bem classificar que cor é essa, que toma o céu e faz um painel que emoldura as silhuetas de todas as coisas: árvores, passarinhos num vôo curto, casas ao longe, uma luzes já acesas, Vênus no céu brilhando solitário. Só sei que me dá vontade de chorar de beleza.
21 abril 2005
18 abril 2005
que puxa...
As pessoas continuam visitando meu blog que anda cada vez menos inspirado. Puxa, obrigada, mesmo mesmo!
Eu bem que to tentando achar algo que possa interessar, mas sei lá. Vi outro filme, daqueles ruins mesmo, Sweet November. É ruim, mas chorei. Bem, todo mundo já sabe que eu choro muito.
Mas me inspirou, eu que estou num momento crítico do cabelo, aquela fase que não tá comprido ainda mas não está mais curto, enfim, horrível. E a Charlize Theron é maravilhosa, com aquele cabelo curtinho (ela é das minhas, tá sempre curto), e tão linda, tão delicada. Acho que vou cortar. Vai combinar com meu novo piercing. E com meu estilo romântico de vestir.
E no entanto, romântica pra dedéu, segundo um amigo, eu sou uma cavala. Esta semana fiz uma coisa que me fez parar pra pensar seriamente sobre isso. Serei mesmo uma? Bem, ou ele é meu único amigo sincero, ou nós temos sérios problemas de relacionamento.
Ah, vai entender a cabeça da gente, né? Por isso estou estudando psicologia, quem sabe Freud me ajuda a me entender? Jung, amiguinho, talvez?
Porque me enfio na cama quando não quero enfrentar algo? Por quê, aos 28 anos de idade, eu ainda falto na aula porque o Professor vai perguntar sobre o texto e eu não vou saber responder?
Ah, tô com sono, outra hora eu respondo, tá? Complicado demais, tá louco meu!
(esse post foi produzido com base na livre associação)
Eu bem que to tentando achar algo que possa interessar, mas sei lá. Vi outro filme, daqueles ruins mesmo, Sweet November. É ruim, mas chorei. Bem, todo mundo já sabe que eu choro muito.
Mas me inspirou, eu que estou num momento crítico do cabelo, aquela fase que não tá comprido ainda mas não está mais curto, enfim, horrível. E a Charlize Theron é maravilhosa, com aquele cabelo curtinho (ela é das minhas, tá sempre curto), e tão linda, tão delicada. Acho que vou cortar. Vai combinar com meu novo piercing. E com meu estilo romântico de vestir.
E no entanto, romântica pra dedéu, segundo um amigo, eu sou uma cavala. Esta semana fiz uma coisa que me fez parar pra pensar seriamente sobre isso. Serei mesmo uma? Bem, ou ele é meu único amigo sincero, ou nós temos sérios problemas de relacionamento.
Ah, vai entender a cabeça da gente, né? Por isso estou estudando psicologia, quem sabe Freud me ajuda a me entender? Jung, amiguinho, talvez?
Porque me enfio na cama quando não quero enfrentar algo? Por quê, aos 28 anos de idade, eu ainda falto na aula porque o Professor vai perguntar sobre o texto e eu não vou saber responder?
Ah, tô com sono, outra hora eu respondo, tá? Complicado demais, tá louco meu!
(esse post foi produzido com base na livre associação)
14 abril 2005
Ómi que é ómi...
Sempre vetei pizzas de 4 queijos por conter o malfadado queijo gorgonzola, de sabor super forte, marcante e, ao meu ver, meio enjoado, com um cheiro estranho, que traz reminiscências de outros cheiros não muito agradáveis (eca!). Até o nome é estranho, não?
Meu amigo sempre reclamou (aliás, em se tratando de pizza, existe mesmo um poder de veto, cuja legitimidade ninguém contesta - acho isso bastante curioso). Quando saíamos em grupo, éramos sempre, eu e uma amiga, a vetar o gorgonzola. O que o levava a concluir (espero não estar enganada), que mulher não gosta de queijo gorgonzola.
Bem, outro dia fui a Botucatu e meu pai, como sempre, comprou diversos tipos de frios (queijos e embutidos ótimos como salame, mortadela) para agradar seus filhinhos.
E comprou o fatídico queijo fedido, entre outros gostosos, como parmesão, provolone e um outro francês cujo nome não me recordo.
Bem, ainda bem que a gente cresce, né? E que aprende a gostar de coisas que não gostava antes. O tal queijo tava ótimo. "Despreconceituei".
Este finde, voltando da livraria, onde comprei alguns livros e revistas, passei no Pão de Açúcar, comprei um pedaço de gorgonzola (o nome continua feio, todavia) e de provolone, um vinhozinho razoável (sempre, no máximo, de 20 reais, mas nunca menos de 10 - há que se ter algum critério!), e fiz, eu comigo mesma, meu próprio "queijo e vinho" no domingo à noite, ao som do silêncio da cidade, acompanhada de meu fiel canino e de minhas desejadas aquisições para alimentar o cérebro. Foi bom demais.
Meu amigo sempre reclamou (aliás, em se tratando de pizza, existe mesmo um poder de veto, cuja legitimidade ninguém contesta - acho isso bastante curioso). Quando saíamos em grupo, éramos sempre, eu e uma amiga, a vetar o gorgonzola. O que o levava a concluir (espero não estar enganada), que mulher não gosta de queijo gorgonzola.
Bem, outro dia fui a Botucatu e meu pai, como sempre, comprou diversos tipos de frios (queijos e embutidos ótimos como salame, mortadela) para agradar seus filhinhos.
E comprou o fatídico queijo fedido, entre outros gostosos, como parmesão, provolone e um outro francês cujo nome não me recordo.
Bem, ainda bem que a gente cresce, né? E que aprende a gostar de coisas que não gostava antes. O tal queijo tava ótimo. "Despreconceituei".
Este finde, voltando da livraria, onde comprei alguns livros e revistas, passei no Pão de Açúcar, comprei um pedaço de gorgonzola (o nome continua feio, todavia) e de provolone, um vinhozinho razoável (sempre, no máximo, de 20 reais, mas nunca menos de 10 - há que se ter algum critério!), e fiz, eu comigo mesma, meu próprio "queijo e vinho" no domingo à noite, ao som do silêncio da cidade, acompanhada de meu fiel canino e de minhas desejadas aquisições para alimentar o cérebro. Foi bom demais.
12 abril 2005
Viver e morrer
Tema recorrente nas minhas meditações, sejam elas budistas ou meras especulações sobre temas diversos, esse da morte. E hoje vi um filme na TV, feito pra TV, com a excelente Emma Thompson e dirigido pelo Mike Nichols, o mesmo de Closer.
O filme se chama Wit, e conta a história de uma professora universitária de poesia do séc. XVII, durona, daquelas que não admite falhas nos alunos, e seu processo de degradação e morte por câncer de ovário.
O desempenho de Emma Thompson é simplesmente sensacional. É difícil acreditar que ela não esteja mesmo sofrendo. E o filme ainda tem um quê irônico, porque ela fala pra câmera, conversa com a câmera, ao mesmo tempo em que vamos presenciando a maneira, no mais das vezes, estúpida, com que é tratada por médicos durante o doloroso processo de quimioterapia.
É claro que isso a faz rever a maneira como tratava seus alunos. Seu jeito durão provavelmente afastou todas as amizades e afetos de sua vida, pois não recebe visita alguma no hospital, durante os mais de 8 meses que dura o tratamento. No final, tudo que lhe resta são suas memórias e o carinho da enfermeira que a ampara quando, atemorizada, insegura, chora e se curva na cama feito um bebê.
Faz pensar na fragilidade da condição de ser vivente (não só humano), na maneira besta como podemos morrer, tomando um caldo de cana, atravessando a rua. A conclusão a que chego: pra que se estressar, não? Pena que é tão difícil... pelo menos pra mim!
O filme se chama Wit, e conta a história de uma professora universitária de poesia do séc. XVII, durona, daquelas que não admite falhas nos alunos, e seu processo de degradação e morte por câncer de ovário.
O desempenho de Emma Thompson é simplesmente sensacional. É difícil acreditar que ela não esteja mesmo sofrendo. E o filme ainda tem um quê irônico, porque ela fala pra câmera, conversa com a câmera, ao mesmo tempo em que vamos presenciando a maneira, no mais das vezes, estúpida, com que é tratada por médicos durante o doloroso processo de quimioterapia.
É claro que isso a faz rever a maneira como tratava seus alunos. Seu jeito durão provavelmente afastou todas as amizades e afetos de sua vida, pois não recebe visita alguma no hospital, durante os mais de 8 meses que dura o tratamento. No final, tudo que lhe resta são suas memórias e o carinho da enfermeira que a ampara quando, atemorizada, insegura, chora e se curva na cama feito um bebê.
Faz pensar na fragilidade da condição de ser vivente (não só humano), na maneira besta como podemos morrer, tomando um caldo de cana, atravessando a rua. A conclusão a que chego: pra que se estressar, não? Pena que é tão difícil... pelo menos pra mim!
suuuuuuuuuuper educativo
Vi num programete que passa de manhã no SBT: dois adolescentes muuuuuuuito ruins de interpretação liam uma "historinha educativa" (imagino eu) para os telespectadores mirins:
- "ah, meu filho, vc não sabia que os animais domésticos existem para servir o homem?"
- "nossa, é mesmo, mamãe?"
- "sim! veja as vaquinhas na fazenda, e as galinhas que cantam enquanto botam seus ovinhos, todos esses animais existem para ajudar o homem".
e essas bostas ainda são concessionárias de serviço público. devia ser proibido ter programa infantil em qualquer outro canal aberto que não seja a Cultura.
- "ah, meu filho, vc não sabia que os animais domésticos existem para servir o homem?"
- "nossa, é mesmo, mamãe?"
- "sim! veja as vaquinhas na fazenda, e as galinhas que cantam enquanto botam seus ovinhos, todos esses animais existem para ajudar o homem".
e essas bostas ainda são concessionárias de serviço público. devia ser proibido ter programa infantil em qualquer outro canal aberto que não seja a Cultura.
05 abril 2005
o homem que só come filé
Um dia, por acaso, fui com um amigo no supermercado. Paramos no setor de carnes. Ele pediu uma peça de filé ao açougueiro.
Açougueiro -'1kg e 700g. pode embrulhar?'
Amigo - 'não, é pra moer'.
Emilia - '!!!!!!!!!!!!!!!!'
E - 'vc tá louco? vc compra filé mignon pra moer? por que que vc não compra patinho?'
Am - 'ah, sei lá, já to acostumado'.
E - 'mas vai moer!!! fica tudo igual! lógico que se vc compra uma carne de segunda, ela tem mais gordura, mas o patinho custa metade do preço do filé e o resultado é igual! eu não acredito que vc compra filé mignon pra moer!!!'
Naquele dia, ele comprou o patinho.
Um tempo depois... lá estava o pacote da Bassi, com um lindo filé moído, pronto pra ir pra frigideira.
Não sou da turma que diz: 'ah, tanta gente passando fome, e vc comendo filé!'. Mas é que eu acho que isso é realmente jogar dinheiro fora. Queimar notinhas de 100. Enfim... cada um, cada um.
Açougueiro -'1kg e 700g. pode embrulhar?'
Amigo - 'não, é pra moer'.
Emilia - '!!!!!!!!!!!!!!!!'
E - 'vc tá louco? vc compra filé mignon pra moer? por que que vc não compra patinho?'
Am - 'ah, sei lá, já to acostumado'.
E - 'mas vai moer!!! fica tudo igual! lógico que se vc compra uma carne de segunda, ela tem mais gordura, mas o patinho custa metade do preço do filé e o resultado é igual! eu não acredito que vc compra filé mignon pra moer!!!'
Naquele dia, ele comprou o patinho.
Um tempo depois... lá estava o pacote da Bassi, com um lindo filé moído, pronto pra ir pra frigideira.
Não sou da turma que diz: 'ah, tanta gente passando fome, e vc comendo filé!'. Mas é que eu acho que isso é realmente jogar dinheiro fora. Queimar notinhas de 100. Enfim... cada um, cada um.
Luto oficial "incomoda" franceses
DA ASSOCIATED PRESS A decisão do governo francês de determinar que as bandeiras permanecessem hasteadas por 24 horas a meio pau, em razão da morte de João Paulo 2º, recebeu críticas de setores que vêem na medida uma ameaça à separação entre a igreja e o Estado."A República Francesa não deve descer a esse nível", disse o senador socialista Michel Charasse. Ele indagou se a mesma decisão seria adotada caso o morto a ser homenageado fosse o dalai-lama.O prefeito comunista de Aniane, cidadezinha do sul da França, recusou-se a abaixar as bandeiras, em nome da secularidade das instituições.O cardeal de Marselha, Bernard Panafieu, disse apoiar com ardor o secularidade, mas afirmou que a determinação oficial sinalizava algo que transcende ideologias e fronteiras, já que o papa foi um homem da paz e da reconciliação.Em entrevista na TV, Christophe Girard, prefeito-adjunto de Paris, disse estar incomodado com a medida, já que a França não é oficialmente católica, muçulmana ou de outro credo.O fato de o presidente Jacques Chirac participar no próximo domingo de uma missa em Notre Dame, em homenagem ao papa morto, também provocou reservas e críticas abertas.A França é um país predominantemente católico, embora tenha também as populações mais numerosas na Europa de judeus e muçulmanos.
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Bom saber que não estou sozinha.
(publicado na Folha de SP em 05/04/05)
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Bom saber que não estou sozinha.
(publicado na Folha de SP em 05/04/05)
04 abril 2005
Pessoa horrível, mês horrível
Se depender do meu horóscopo, divulgado no uol, o meu mês de abril será mesmo um horror. Terei problemas no trabalho (não que eu tenha muito trabalho). No amor (não que eu tenha um amor). Com dinheiro (não que eu tenha dinheiro). É, afinal... acho que não terei problema algum.
03 abril 2005
Sarcasmo tem hora
Engraçado como não consigo me emocionar com esse negócio do Papa? O Calendas até postou aquela foto toda teatral dele (muito bonita, não vou negar), com a capa voando, e muitas mocinhas emocionadas deixaram recados igualmente emocionados a respeito do fato. Mas eu não consigo. Se deixasse um recado, ia ser sarcástico... melhor não.
Não, eu não sou de pedra. Eu choro até em comercial de carro, juro. Choro em desenho animado. Me emociono com crianças, animais, velhinhos, vitórias no esporte, etc. Mas com a morte do Papa... não consigo. Acho que não tenho nenhuma ligação afetiva com grandes líderes populares. Talvez eu seja racional demais pra isso. Sei lá.
Fico penalizada, claro, afinal ele foi bravo, e era forte, pois resistiu anos à doença, com altos e baixos, mas sempre lá. Mas isso é tudo.
Aliás, começo a ficar já enfadada com o excesso de cobertura. Milhares de biografias do Papa na TV. Imagens em câmera lenta ao som de música melancólica. Willian Bonner insuportavelmente circunspecto. Aquele circo todo da mídia. E serão mais dias e dias de replays.
Ainda bem que no Mais! deu pra ter uma idéia direito das coisas boas e ruins que ele fez. Porque se depender da Globo...
Então, não vamos canonizar o Papa antes da hora, OK? Esperemos os milagres. Ele era bom?, sim, era bom. Foi um bom líder?, sim, um bom líder. Importante, culto, inteligente, forte, bravo. Mas era humano, tinha falhas.
********************
Será que quando o Dalai Lama morrer o Lula também decreta luto oficial?
Por quê num canal católico que passa aqui botam Cadetes fardados do Exército pra rezar o terço na frente da TV? Afinal, que porra de Estado laico é esse?
*********************
São apenas observações, antes que me 'xinguem' de cética ou algo assim, como já o fui, em blogs alheios.
É, acho que sou mesmo uma pedra, uma cética, que coisa horrível, não?
Não, eu não sou de pedra. Eu choro até em comercial de carro, juro. Choro em desenho animado. Me emociono com crianças, animais, velhinhos, vitórias no esporte, etc. Mas com a morte do Papa... não consigo. Acho que não tenho nenhuma ligação afetiva com grandes líderes populares. Talvez eu seja racional demais pra isso. Sei lá.
Fico penalizada, claro, afinal ele foi bravo, e era forte, pois resistiu anos à doença, com altos e baixos, mas sempre lá. Mas isso é tudo.
Aliás, começo a ficar já enfadada com o excesso de cobertura. Milhares de biografias do Papa na TV. Imagens em câmera lenta ao som de música melancólica. Willian Bonner insuportavelmente circunspecto. Aquele circo todo da mídia. E serão mais dias e dias de replays.
Ainda bem que no Mais! deu pra ter uma idéia direito das coisas boas e ruins que ele fez. Porque se depender da Globo...
Então, não vamos canonizar o Papa antes da hora, OK? Esperemos os milagres. Ele era bom?, sim, era bom. Foi um bom líder?, sim, um bom líder. Importante, culto, inteligente, forte, bravo. Mas era humano, tinha falhas.
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Será que quando o Dalai Lama morrer o Lula também decreta luto oficial?
Por quê num canal católico que passa aqui botam Cadetes fardados do Exército pra rezar o terço na frente da TV? Afinal, que porra de Estado laico é esse?
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São apenas observações, antes que me 'xinguem' de cética ou algo assim, como já o fui, em blogs alheios.
É, acho que sou mesmo uma pedra, uma cética, que coisa horrível, não?
30 março 2005
Mas tem cura, doutor?
Continuo muito desanimada quanto à minha capacidade de negociar. Ontem tive uma audiência horrível, com um advogado horrível e tosco do outro lado da mesa. Tudo bem que ele fechou completamente as portas a qualquer tipo de negociação, com as suas grosserias e sua sapiência. Mas me sinto impotente diante de gente assim. Não gosto de me sentir impotente.
Essa sensação de impotência vem em vários momentos, e hoje até me incomoda menos. Quando alguma coisa não dá certo, nós, pessoas que nos cobramos muito, achamos que é tudo nossa culpa, e ficamos revendo a situação e nos martirizando: podia ter dito isso, devia ter feito aquilo.
Mas nem sempre isso é possível, na maior parte das vezes não é. Porque nem tudo está nas nossas mãos. Negociar com quem não negocia é impossível. Namorar com quem não quer te namorar também é. E isso não depende do maior ou menor esforço que vc tenha feito, mas depende do outro.
Achar que temos que resolver tudo não é expressão de humildade, mas sim de uma pretensa onipotência, que resulta em muita culpa e horas de terapia (ou, mais barato, de meditação - mas o ideal é meditar sempre, e não deixar que esses sentimentos tomem conta de vc - ajuda a raciocinar com mais clareza e, talvez, até te ajude a resolver melhor as coisas).
Reconhecer que não podemos resolver tudo não é abaixar a cabeça ou se humilhar, e sim reconhecer a nossa própria condição de humanos, falíveis e limitados. Lutar pelo que é possível, e se conformar com o que não é.
Essa sensação de impotência vem em vários momentos, e hoje até me incomoda menos. Quando alguma coisa não dá certo, nós, pessoas que nos cobramos muito, achamos que é tudo nossa culpa, e ficamos revendo a situação e nos martirizando: podia ter dito isso, devia ter feito aquilo.
Mas nem sempre isso é possível, na maior parte das vezes não é. Porque nem tudo está nas nossas mãos. Negociar com quem não negocia é impossível. Namorar com quem não quer te namorar também é. E isso não depende do maior ou menor esforço que vc tenha feito, mas depende do outro.
Achar que temos que resolver tudo não é expressão de humildade, mas sim de uma pretensa onipotência, que resulta em muita culpa e horas de terapia (ou, mais barato, de meditação - mas o ideal é meditar sempre, e não deixar que esses sentimentos tomem conta de vc - ajuda a raciocinar com mais clareza e, talvez, até te ajude a resolver melhor as coisas).
Reconhecer que não podemos resolver tudo não é abaixar a cabeça ou se humilhar, e sim reconhecer a nossa própria condição de humanos, falíveis e limitados. Lutar pelo que é possível, e se conformar com o que não é.
27 março 2005
Budista à Indiana
Hoje finalmente realizei desejo adiado por anos: coloquei um piercing no nariz. Não se assustem, não é uma argola de touro, nem é no septo. É um brilhantezinho. Bem pequenininho; não como as indianas, porque elas usam umas jóias enormes, às vezes.
Aliás, acho que me apaixonei pela idéia pela primeira vez quando vi um balé indiano no Sesc, da coreógrafa e bailarina Madhavi Mudgal. As moças tão lindas, tudo é lindo, as tatuagens de henna, os olhos pintados, os chocalhinhos nos tornozelos, as roupas coloridas, os movimentos das mãos. E o piercing.
Desde então, fiquei com a idéia fixa na cabeça. Ah, mas e a advocacia? Será que eu posso? Não vão me olhar torto no Fórum?
No começo, os piercings de nariz eram muito grandes. Mas depois foram diminuindo, até que viraram minúsculas bolinhas ou pedrinhas, tem gente que nem nota. Resolvi, vou colocar.
Mas estava adiando. Falta de grana. Muitas outras coisas mais importantes pra comprar. Mas tenho que fazer limpeza de pele antes. Ih, tenho que ficar sem nadar uns 15 dias.
Foda-se. A falta de grana, as coisas mais importantes, a natação. Vou me dar um presente.
E fui. Se doeu? Claro! Mas a dor dura muito pouco. Tá incomodando? Lógico que sim. Mas tá super legal! Agora, aquela tatuagem... já não sei mais se, um dia, ainda, terei coragem.
Aliás, acho que me apaixonei pela idéia pela primeira vez quando vi um balé indiano no Sesc, da coreógrafa e bailarina Madhavi Mudgal. As moças tão lindas, tudo é lindo, as tatuagens de henna, os olhos pintados, os chocalhinhos nos tornozelos, as roupas coloridas, os movimentos das mãos. E o piercing.
Desde então, fiquei com a idéia fixa na cabeça. Ah, mas e a advocacia? Será que eu posso? Não vão me olhar torto no Fórum?
No começo, os piercings de nariz eram muito grandes. Mas depois foram diminuindo, até que viraram minúsculas bolinhas ou pedrinhas, tem gente que nem nota. Resolvi, vou colocar.
Mas estava adiando. Falta de grana. Muitas outras coisas mais importantes pra comprar. Mas tenho que fazer limpeza de pele antes. Ih, tenho que ficar sem nadar uns 15 dias.
Foda-se. A falta de grana, as coisas mais importantes, a natação. Vou me dar um presente.
E fui. Se doeu? Claro! Mas a dor dura muito pouco. Tá incomodando? Lógico que sim. Mas tá super legal! Agora, aquela tatuagem... já não sei mais se, um dia, ainda, terei coragem.
25 março 2005
Comentários?
O que aconteceu com o programinha de comentários que eu usava no blog? Não sei. Por enquanto, vou habilitar o sistema próprio do blogger, que é meio ruim mas pelo menos permite que as pessoas comentem. Espero não ter perdido todas as preciosas observações dos amigos...
E, bem, o meu silêncio de posts deve-se a uma temporária incapacidade de pensar.
E, bem, o meu silêncio de posts deve-se a uma temporária incapacidade de pensar.
23 março 2005
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