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05 junho 2005

Caros amigos

Fiquei sabendo por uma grande amiga que esse humilde bloguinho recebeu novos visitantes nos últimos dias... e adorei a notícia! Embora esteja na maior correria, vou me esforçar pra produzir mais posts e mais interessantes pra agradar vcs! Voltem sempre! E deixem recadinhos (se quiserem) que a Boneca aqui fica feliz! O sistema de comentários desta joça já está funcionando, e em breve (quem sabe, em julho) o Emilianas vai mudar de casa: vai pro UOL, que tem templates melhores e dá pra mexer mais nas coisas... Não sumam, heim?

30 maio 2005

A lua do zen

A lua que fez no feriado, durante o retiro zen-budista, foi uma coisa fora de série. Mesmo eu, que sou do interiorrrrrrrrr, nunca tinho visto algo assim. Talvez porque nunca tenha acordado à 5 da matina num lugar completamente afastado da luz urbana, e talvez porque nunca tenha andado no meio do mato na madrugada, com aquele vento gelado cortando a cara.
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Antes de falar da lua, as estrelas, que chegavam antes, merecem destaque: o céu mais estrelado que eu já vi (sim, eu já fui a Brasília, mas era uma besta e não olhei para o céu); tinha estrelas até o chão! Uma coisa tão linda que a gente não conseguia parar de olhar. Olha ali, a via láctea... olha, lá vai uma estrela cadente!
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Agora sim, a lua. Lá pelas oito, nove da noite, quando a gente estava indo dormir, depois de jantar às cinco (!) da tarde, aparecia a lua. Quem olhou as estrelas, olhou; quem não olhou, bau bau, porque a luz da lua quase cheia era tão forte que apagava boa parte delas.
Nem de lanterna precisava pra andar no meio do mato depois que a lua saía. Noite fechada, mas o caminho iluminado, nem uma nuvem no céu. Às cinco da manhã era ainda mais impressionante: lá estava ela, lindona, plantada no teto da Terra, jogando luz e fazendo sombras na madrugada.
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Mesmo que eu não sofresse uma transformação cada vez que me fecho com meus fantasmas, minha mente e meu corpo, já teria valido a pena todo o esforço...só por causa desse céu e dessa lua.

Zen

Este feriado fiz um retiro zen. Estava quase enlouquecendo com tanta coisa pra fazer, tudo novo, tudo estressante. Eu, que já sou estressada por natureza, quase ando pirando com a quantidade de solicitações de clientes. Meu orientador, por sorte, é sossegado, senão eu já estaria mesmo louca.
O retiro do zen budismo é completamente diferente de todos os outros que eu já tinha feito. É cheio de ritual, pra comer tem ritual, pra sentar tem ritual, eu que achei que já sabia tudo de retiro, me enganei redondamente.
Tem que recitar sutras (ensinamentos do Buda) em japonês (!). Pra tudo vc faz reverência, seja com as mãos palma com palma (como em qualquer religião), seja com as mãos fechadas, uma cobrindo a outra, que nem cumprimento de karatê e judô, sabe como é?
A comida é um capítulo à parte. O monge Enjo não é japonês, é um belo rapaz brasileiro, Marc Stahel, filho de uma suíça com um descendente de alemães, que fala alemão e japonês fluentemente e foi ordenado monge no Japão, depois de um tempo de treinamento aqui no Br com a Monja Cohen - aquela famosa das caminhadas meditativas no parque da Aclimação. Bem, ele não é japonês, mas a esposa - sim, os monges e monjas do zen podem se casar, ele tem até um filho lindo - é. Myoko, além de esposa de Enjo, é a cozinheira do retiro. Apesar de ela cozinhar muito bem, experimente comer durante 4 dias só arroz, inclusive (sim!) no café da manhã... É dose.
Depois conto mais. O lugar é maravilhoso, vale a pena visitar, ao menos. É um pequeno templo na serra da Mantiqueira, com uma vista incrível. Fez um tempo maravilhoso, embora frio, um sol brilhante e um céu à noite que merece um post só pra isso.
Depois, durante a semana, eu conto o resto.
Estou inteira novamente. Não sei por quanto tempo.

Comentários, de novo

Deu pau de novo no programa de comentários. Lá vou eu ativar o sisteminha de comentários do blog, que é uma caca mesmo, mas é o que tem...

18 maio 2005

Rapidinha

Só pra deixar o Curioso com vontade... O texto auto-censurado falava sobre amigos que se transformam em algo mais. Eu estou repensando se vou publicar ou não. Talvez com alterações.
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Aos meus assíduos visitantes, prometo, prometo mesmo, que no final de semana publico alguma coisa nova. Tem muita coisa acontecendo na minha vidinha, em campos diversos, profissional, pessoal, e eu estou muito ocupada (não é 'metidez' não, é coisa de quem se mete a fazer 455 coisas ao mesmo tempo) e sem tempo para me dedicar à delícia que é escrever aqui. Refletir sobre as coisas. Nada que se compare ao blog divertidíssimo do Calendas, sempre criativo e com tiradas ótimas, mas uma coisa mais Emilia mesmo, um tanto devagar (sou meio lerda, já dizia a vaca da minha professora do pré-primário para a classe inteira em voz alta), mas é desse jeito que dá, né?
Estou em fase de arrumação interna e externa, mudando casa, mudando coisas, mudando minhas perspectivas e maneira de olhar as coisas.
Acho (de verdade) que estou virando adulta. Dizem por aí que eu já sou, mas tenho sérias dúvidas.
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É, a rapidinha não foi tão rapidinha assim, afinal... Acabo fazendo sempre com carinho.... Aí demora um pouco mais. Mas é sempre bom dar uma paradinha na hora do almoço, não? (risos)
Beijos emilianos a todos os que freqüentam e não desistem desse blog. Vou me esforçar para não decepcioná-los.

08 maio 2005

Não vá pra cama sem ele

Nesse último mês de abril, andei indo pra cama todas as noite com o João. Não, não, o João não é o meu vibrador (risos), como já andaram pensando por aí (ah, e antes que vc se pergunte: sim, eu tenho um. não um joão, um vibrador. joão não tenho nenhum, infelizmente).
O João é aquele, o Ubaldo Ribeiro. Antes de começar o 1984 (genial! adoro ficção científica!), li o Diário do Farol, livro do citado João, inteirinho. Olha, vou dizer, não é a obra prima dele não, mas é bom.
Como estou numa fase totalmente estudo da psicologia, o livro é um prato cheio. A história é de um psicopata, um cara que tem prazer ao torturar e manipular os outros, que é frio, calculista mesmo. Aquele estilo do João né? Já leram A Casa dos Budas Ditosos? Linguagem seca, vai direto ao assunto, sem pudor. João é isso. Xinga o leitor, diz que é ignorante, idiota mesmo. E vc quase sente aquilo como uma ofensa pessoal. O cara é mesmo muito bom.
Como vcs podem ver, a Boneca aqui, além de falar (culpa do Dr. Caramujo), também lê. Bastante. E recomenda. Recomenda ler de tudo, mas nesse caso recomenda especificamente o João antes de dormir. O livro, não o vibrador. Se bem que um vibrador também vai bem antes de dormir, né? Pensando bem, recomendo esse também...

Mãe só tem uma

Aproveitando que o Calendas botou no blog dele um post sobre mãe, aqui vou eu.
Cada vez mais me dá vontade de ser mãe. Nos dias de hoje, todavia, meio foda, não? A gente tem que trabalhar, fazer mestrado, arrumar a casa e ainda ser mãe.
Duro é começar mestrado tarde, como eu, e ter que decidir depois se vai fazer doutorado em seguida, se vai pra Europa, se fica por aqui, se tem filho antes e adia. Dureza...
Mas quanto mais vejo as crianças, de todas as idades, bebês, mais crescidinhos, no primeiro ano da escola, mais vontade me dá. De gerar, de amamentar. Ou de adotar mesmo. Ir lá no abrigo e conhecer aquela criança que te toca, com quem vc tem uma conexão diferente, e ficar com vontade de ter ela em sua casa, rindo e brincando, e de proporcionar pra ela uma vida legal, com amor, carinho, instrução, atenção e tudo o mais que ela não tem e que vc pode dar. E eu tenho tanto a oferecer!
É isso aí. Nesse dia das mães, data comercial, etc, aproveito para manifestar publicamente meu desejo de ser mãe, um dia. Que venham os pequenininhos para mudar a minha vida! (de preferência, acompanhados de um pai...)

Desculpaí

Tô trabalhando bastante (ainda bem!) e estudando menos do que deveria, por isso ando ausente. Por sorte ando viajando também, nos últimos 3 findes estive fora de SP, e isso tem sido muuuuuuuuito bom!
Esse fui pra Botucs para o Dia das Mães, meu irmão foi junto, peguei meu cão que havia ficado lá de 'férias' por duas semanas. Comprei um relógio pra minha mãe e espero conseguir pagar... Em 6 vezes no cartão!
É, 'degavarinho' tá indo. Fazendo umas economias aqui e outras ali, tô conseguindo gastar com outras coisas mais relevantes e pagar minhas contas. É dífícil, mas pelo menos não tenho chefe. Além disso, tô dando aula (foi ótima! essa quinta tem aula de novo!) e até prova já fizemos, eu e minha companheira novata no mestrado. Pena ter que corrigir agora todas as 50 (serão só 50???). Mas é tudo aprendizado, 'tamu aprendenu', né? E o melhor, aprendendo com supervisão de gente muito experiente (no caso, meu orientador).
Até agora, tá dando pra levar. Agora resolvi unir o útil ao agradável: já que estou trabalhando em casa e meu sofá tá uma merda, vou comprar um sofá. E uma mesa, pra não ter que perder tempo indo na casa do cliente. Assim, ele vem até mim. Eu fico com a casa arrumada, e ainda trabalho aqui. Enquanto der pra levar, tá bão.
Bem, entenderam minhas razões. Ok. Agora vou ver se escrevo alguma coisa que interesse de verdade (risos).

02 maio 2005

Confissões de uma boneca desvairada

Sim, Padre, eu pequei. Pequei duas vezes. Pequei porque publiquei coisa que não devia (bem, nada tão sério, mas...) E depois pequei de novo porque deletei (coisa grave, acho eu, mas não entendo muito de ética blogger). Acho que só o Calendas leu, né? Mais alguém, mais alguém?

Bem, isso sem contar os oooooooooutros pecados. Mas aí a lista é tão grande que é melhor nem começar... Agora deixeu ir que tá na hora da chibata. Licencinha..

Amigo(?)

Andei tendo umas revelações interessantes sobre a amizade inter-sexo nos últimos tempos. Um belo dia (quer dizer, uma bela noite) deparei-me com um queridíssimo amigo me dizendo que, ao contrário do que eu imaginava, o beijo que me dera numa festa na faculdade, anos atrás, não era pra me provocar (algo como um tapa na cara - foi o que eu pensei).
Sempre tive muito claro que determinados amigos nunca haviam me olhado com outros olhos, e nunca imaginei pudessem ter algum interesse por mim que não fosse a pura troca de idéias. Ou, se imaginei, fingi que não vi. Mas nunca havia pensado nisso até o final do ano passado, quando essas coisas começaram a acontecer. Esses dias aconteceu de novo.
Descobri que amigos podem querer trocar algo além de idéias, carinho e abraços. Beijos. Lambidas. Talvez (muito provavelmente) algo além.
São pessoas por quem vc já tem afeto, já tem muito carinho, tem saudade, sente falta, quer abraçar, quer pegar. Daí, pra ultrapassar a linha que separa isso tudo do tesão... é 'dois palito' (adoro essa expressão).
Especialmente em momentos de carência, dá uma vontade de ligar praquela pessoa que vc conhece tão bem, e dizer, 'vem pra cá, fica comigo', porque vc sabe que vai ser bom. Vc sabe que ali tem conforto, tem cafuné, tem carícias e mesuras de amigo macho pra amiga fêmea. Ali tem aquele elogio gostoso, tem a voz suave e carinhosa, olhar desprendido. Mas tem um homem também.
Ai gente, que que a gente faz com isso??? Que medo de estragar as coisas! De macular o que se insinua e, por ser exatamente assim, é tão bom! De não ter mais aquele interesse desinteressado de amigo. De transformar o que é saudável, gostoso, divertido, em ciúme, paixãozinha medíocre...

Natação

Depois de 10 anos afastada das piscinas, do cheiro de cloro que contamina a pele, do silêncio da submersão e do mergulho e da delícia de deslizar na água rapidamente (quantas vezes, em sonhos, não nadei em pleno ar, na calçada, entre as pessoas, para chegar mais rápido!), voltei.
Há 4 meses retomei o único esporte em que me sinto bem. A água é meu meio natural; desenvolta, faço piruetas e abuso da bóia e da prancha para modelar braços e pernas sem a agressão de uma sessão de musculação.
Além desses prazeres, todavia, sempre tive outros na piscina. Não, não é isso que vc está pensando não, embora tenha relação com. É que já comecei e terminei namoro entre as raias, entre uma virada e outra. Uma chegada de costas aqui, um sorriso ali, e eu e Pedro, meu doce namorado adolescente, nos apaixonamos.
Se agora não tenho mais paixões juvenis, outro tipo de prazer, ao menos, me permito. Além da beleza de alguns outros nadadores 'autônomos' como eu, tenho a alegria de admirar os dois belos salva-vidas do turno da tarde/noite.
O negócio é que além de simpáticos, eles são muito gostosos. E me elogiam pra caramba, porque me viram no auge do inchaço do corticóide e aí de novo só agora, 7 kg de água e 6 de gordura a menos - e todo mundo sabe que esta Boneca adora um elogio. Me ajudam com meu treino, me dão dicas... Uma beleza.........
Olha, vou falar, não vou lá por isso não, mas que é um bom motivo a mais pra ir nadar em dias de frio, lá isso é, não? Quem nunca olhou a professora gostosa da academia que atire a primeira pedra.

27 abril 2005

Por quê?

Que quando eu fico tensa, em vez de parar de comer, eu ingiro calorias feito uma louca? Porque é que eu não posso ser como o meu irmão, que em períodos de tensão emagrece?
Porque a impressora está imprimindo a minha transparência em tinta VERDE?????
Porque é que eu nunca consegui aprender direito as regras gramaticais dos porquês?
Porque é que eu estou aqui escrevendo em vez de ler pela 5ª vez o texto que vou apresentar amanhã na aula?
Porque é que eu parei de meditar faz uns 2 meses?
Porque é que eu estou indo cada vez menos nadar?
Porque eu demoro tanto tempo pra mandar lavar minhas roupas no tintureiro? (essa eu sei, tia! tiaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!! posso responder?????? porque é muuuuuuuuuito caro!)
De onde viemos? Para onde vamos? Aimeudeusdocéu, agora tá ficando muito complicado, boa noite, vou estudar pra minha aula de estréia amanhã. Tchauprocês.

26 abril 2005

Comidas de roça

Comidinhas de roça que fazem a gente se sentir feliz e no aconchego: banana cozida com açúcar e canela; bolinho de chuva (mas não esses daqui que faz com massa de sonho, daqueles bem levinhos, com açúcar e canela também); bolo de fubá; sonho com recheio de goiabada (só tem no interior); mingau; papa de frango desfiado com maizena, azeitona e palmito; arroz doce; canjica.

Percebeu que é quase tudo doce?

Comida e aconchego

Num dia cinzento, frio e ventando como o de hoje, o 'arroz com feijão' é a comida mais reconfortante que existe. Coisa mais deliciosa um arrozinho quente, branquinho (o integral que me perdoe, mas no quesito conforto o arroz branco é imbatível) e levemente temperado. O feijãozinho carioca (do marrom mesmo) muito quente, nem muito ralo, nem muito grosso, com alho e um toque de sabor do bacon (os vegetarianos que me perdoem, mas no quesito sabor do feijão o bacon é imbatível) torna a combinação superior.
Mais do que qualquer sopa ou mingau, o 'arroz com feijão' tem a propriedade de levar a gente de volta pra casa. Parece que a gente se enfia debaixo do cobertor, onde estamos protegidos de tudo e não precisamos tomar decisões sobre nada nem nos preocupar com contas a pagar.
Em dias de 'arroz com feijão', devia ser proibido a gente ir trabalhar logo depois do almoço. A gente iria pra cama logo depois, tiraria uma soneca beeeeeeeeem gostosa e demorada e só depois, por volta das 15 ou 16h, tomaria um café quentinho de coador e voltaria pro batente. Só assim daríamos ao 'arroz com feijão' a oportunidade de surtir todos os seus efeitos benéficos sobre o corpo e a alma da gente.
Acho que o arroz com feijão leva a gente de volta pro útero (Melanie Klein explica!).

22 abril 2005

esqueci!

Tem dias que a noite é foda.
Que a gente tranca a chave dentro do carro sem querer e paga ‘20 real’ pro chaveiro usar uma técnica avançadíssima de furto de veículos para abrir a sua porta.
Que a gente esquece a chama do fogão acesa de manhã e leva um susto quando chega em casa à noite - ‘nossa, e se tivesse apagado a chama com o vento?’
Que a gente espera horas passar os carros pra fazer aquela manobra e quando, finalmente, faz a manobra, acerta em cheio a porta do carro que vinha, mas a gente não viu.
Que a gente esquece a chave pra fora da porta, e só percebe no dia seguinte de manhã.


Tudo isso aí já aconteceu comigo. E com você?

21 abril 2005

De novo a Hora Mágica?

Pois então, ela mesma. Tema já abordado nos primeiros dias deste bloguinho...
É que hoje estava vindo pra Botucatu pela Castelo, finalzinho da tarde. E fez um pôr-do-sol tão lindo que deu vontade de contar.
À direita, o solzão enorme, muito vermelho, uma bola de fogo mesmo, colorindo o céu de laranja. À esquerda, uma bela nuvem, fofa e cinza, mas branquinha nas bordas, que faziam ondas no céu. Essas bordas branquinhas recebiam a luminosidade direta do sol, luz de entardecer muito clara e fresca.
A noite foi caindo, e um azul mais escuro começou a tomar conta de tudo. Mas na beiradinha do chão ainda era alaranjado, meio misturado com a poeira que cobre o centro-oeste nessa época seca do ano. Sobraram ainda uns raios cor-de-rosa, brotando do horizonte, como naqueles desenhos do divino - parece mesmo que é deus falando com a gente.
Por fim, aquele azul, profundo e, no entanto, luminoso... Eu não sei bem classificar que cor é essa, que toma o céu e faz um painel que emoldura as silhuetas de todas as coisas: árvores, passarinhos num vôo curto, casas ao longe, uma luzes já acesas, Vênus no céu brilhando solitário. Só sei que me dá vontade de chorar de beleza.

18 abril 2005

que puxa...

As pessoas continuam visitando meu blog que anda cada vez menos inspirado. Puxa, obrigada, mesmo mesmo!
Eu bem que to tentando achar algo que possa interessar, mas sei lá. Vi outro filme, daqueles ruins mesmo, Sweet November. É ruim, mas chorei. Bem, todo mundo já sabe que eu choro muito.
Mas me inspirou, eu que estou num momento crítico do cabelo, aquela fase que não tá comprido ainda mas não está mais curto, enfim, horrível. E a Charlize Theron é maravilhosa, com aquele cabelo curtinho (ela é das minhas, tá sempre curto), e tão linda, tão delicada. Acho que vou cortar. Vai combinar com meu novo piercing. E com meu estilo romântico de vestir.
E no entanto, romântica pra dedéu, segundo um amigo, eu sou uma cavala. Esta semana fiz uma coisa que me fez parar pra pensar seriamente sobre isso. Serei mesmo uma? Bem, ou ele é meu único amigo sincero, ou nós temos sérios problemas de relacionamento.
Ah, vai entender a cabeça da gente, né? Por isso estou estudando psicologia, quem sabe Freud me ajuda a me entender? Jung, amiguinho, talvez?
Porque me enfio na cama quando não quero enfrentar algo? Por quê, aos 28 anos de idade, eu ainda falto na aula porque o Professor vai perguntar sobre o texto e eu não vou saber responder?
Ah, tô com sono, outra hora eu respondo, tá? Complicado demais, tá louco meu!

(esse post foi produzido com base na livre associação)

14 abril 2005

Ómi que é ómi...

Sempre vetei pizzas de 4 queijos por conter o malfadado queijo gorgonzola, de sabor super forte, marcante e, ao meu ver, meio enjoado, com um cheiro estranho, que traz reminiscências de outros cheiros não muito agradáveis (eca!). Até o nome é estranho, não?
Meu amigo sempre reclamou (aliás, em se tratando de pizza, existe mesmo um poder de veto, cuja legitimidade ninguém contesta - acho isso bastante curioso). Quando saíamos em grupo, éramos sempre, eu e uma amiga, a vetar o gorgonzola. O que o levava a concluir (espero não estar enganada), que mulher não gosta de queijo gorgonzola.
Bem, outro dia fui a Botucatu e meu pai, como sempre, comprou diversos tipos de frios (queijos e embutidos ótimos como salame, mortadela) para agradar seus filhinhos.
E comprou o fatídico queijo fedido, entre outros gostosos, como parmesão, provolone e um outro francês cujo nome não me recordo.
Bem, ainda bem que a gente cresce, né? E que aprende a gostar de coisas que não gostava antes. O tal queijo tava ótimo. "Despreconceituei".
Este finde, voltando da livraria, onde comprei alguns livros e revistas, passei no Pão de Açúcar, comprei um pedaço de gorgonzola (o nome continua feio, todavia) e de provolone, um vinhozinho razoável (sempre, no máximo, de 20 reais, mas nunca menos de 10 - há que se ter algum critério!), e fiz, eu comigo mesma, meu próprio "queijo e vinho" no domingo à noite, ao som do silêncio da cidade, acompanhada de meu fiel canino e de minhas desejadas aquisições para alimentar o cérebro. Foi bom demais.

12 abril 2005

Viver e morrer

Tema recorrente nas minhas meditações, sejam elas budistas ou meras especulações sobre temas diversos, esse da morte. E hoje vi um filme na TV, feito pra TV, com a excelente Emma Thompson e dirigido pelo Mike Nichols, o mesmo de Closer.
O filme se chama Wit, e conta a história de uma professora universitária de poesia do séc. XVII, durona, daquelas que não admite falhas nos alunos, e seu processo de degradação e morte por câncer de ovário.
O desempenho de Emma Thompson é simplesmente sensacional. É difícil acreditar que ela não esteja mesmo sofrendo. E o filme ainda tem um quê irônico, porque ela fala pra câmera, conversa com a câmera, ao mesmo tempo em que vamos presenciando a maneira, no mais das vezes, estúpida, com que é tratada por médicos durante o doloroso processo de quimioterapia.
É claro que isso a faz rever a maneira como tratava seus alunos. Seu jeito durão provavelmente afastou todas as amizades e afetos de sua vida, pois não recebe visita alguma no hospital, durante os mais de 8 meses que dura o tratamento. No final, tudo que lhe resta são suas memórias e o carinho da enfermeira que a ampara quando, atemorizada, insegura, chora e se curva na cama feito um bebê.
Faz pensar na fragilidade da condição de ser vivente (não só humano), na maneira besta como podemos morrer, tomando um caldo de cana, atravessando a rua. A conclusão a que chego: pra que se estressar, não? Pena que é tão difícil... pelo menos pra mim!

suuuuuuuuuuper educativo

Vi num programete que passa de manhã no SBT: dois adolescentes muuuuuuuito ruins de interpretação liam uma "historinha educativa" (imagino eu) para os telespectadores mirins:

- "ah, meu filho, vc não sabia que os animais domésticos existem para servir o homem?"
- "nossa, é mesmo, mamãe?"
- "sim! veja as vaquinhas na fazenda, e as galinhas que cantam enquanto botam seus ovinhos, todos esses animais existem para ajudar o homem".

e essas bostas ainda são concessionárias de serviço público. devia ser proibido ter programa infantil em qualquer outro canal aberto que não seja a Cultura.