20 junho 2005
Pílul(inh)as. Bem, nem tanto...
Acho que se eu chegasse hoje num terreiro ia apanhar muito dos Santos e orixás.
Tô meio carregada.
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Bateram no meu carro hoje. Juro que não foi minha culpa. Eu vinha pela preferencial, um pouco apressada, é certo, atrasada - como sempre - para minha sessão semanal de terapia junguiana, quando o cara simplesmente enfiou o seu lindo Voyage (percebem que significa 'viagem' o nome do carro?) vermelho 82 no meu Celta 2004 azul, cujas prestações papi ainda paga todo mês, e quem nem meu direito ainda é - é alienado pro Banco GM.
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Enquanto preencho o meu Currículo Lattes (coisa chique, heim?) no sistema do CNPq, que é tão lento quanto o Orkut, vim aqui escrever umas pílulas pra meus fiéis leitores. Em vez de fazer o trabalho do Chaves que eu tenho que entregar na sexta-feira.
E ainda por cima hoje eu fiz uma ótima carne moída, com cenoura, tomate e berinjela, que eu comi com o arroz integral que eu mesma havia feito alguns dias atrás. Ando muito cozinheira ultimamente. Depois fiz máscara de lama na cara e hidratação no cabelo.
Espero que o Chaves leve isso em consideração quando for corrigir o meu trabalho...
Chaves sendo o professor Titular da Faculdade de Direito da USP, não o personagem daquele medonho programa de TV sbtino.
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A boneca sente saudades dos amigos e promete que quando passar o trabalho do Chaves vai pra balada com todo mundo.
14 junho 2005
Falta
- tempo
- dinheiro
- homem
- sexo
- criatividade
- paciência
- meditação
- risadas
Acho que vou criar o FaltaZero, programa de refelicitação de Bonecasdepanoquepensamcomoumserhumano.
Mas acho que é mais fácil esperar acabar a TPM.
07 junho 2005
Curioso
Veja multiuso
Nem sei o que eu tô fazendo aqui na frente desse micro até agora. Cheguei em casa mais de oito da noite, depois de uma reunião de manhã, almoço no carro, uma ida (e volta) pra (de) Santos quase inútil, uma passada no Fórum Criminal, uma ida ao Carrefour abastecer o carro pra economizar 0,14 cents por litro de gasosa, uma passada no shopping pra pagar a fatura da C&A, uma tentativa frustrada de comprar uma bolsa preta nova, e uma passada na locadora pra devolver dois filmes (caaaaaaaarosssssssss. como a locadora está caaaaaaaaara...). Depois de comer nuggets (hmmmmmmm!!!!!) ao forno com abobrinha e arroz, fui levar o pobre Pixu pra passear, que ontem ficou em casa o dia inteiro chorando e quase me en-lou-que-ceu.
Mas estou aqui até agora, batendo um papo com o Calendas no msn, falando sobre tudo, como a gente sempre fala. E tentando criar forças pra mexer a minha bunda daqui e ir deitar. Ler. Dormir. Esquecer o trabalho, o mestrado, esquecer de tudo.
Peraí, deixeu tentar........ um, dois, três!!! Upa! Bem, acho que deu certo. Boa noite e beijos mil e uma utilidades pra todos os persistentes fãs desse bloguinho.
05 junho 2005
Santo Forte
Se vc não sabe quem é Eduardo Coutinho, e se vc ainda acha que documentário é uma chatice... Seus problemas acabaram!
Vc TEM que assistir os filmes desse cara. Por enquanto, só vi dois. Mas ele é muito bom! Não dá pra explicar muito, só vendo mesmo, sabe? Os dois que eu vi: Santo Forte e Edifício Master. Tem também Peões (o último dele, sobre o Lula), Babilônia 2000 e Cabra marcado pra morrer. Que eu saiba.
Ele filma no Rio, os filmes têm sotaque meisxxxmo, não tem jeito, vc está no Rio de Janeiro. Mas podia ser na Bahia. Podia ser em Sampa. Podia ser aqui mesmo no seu condomínio.
Coutinho consegue descobrir nas pessoas desconhecidas - gente aparentemente sem graça -sentimentos, aventuras, ousadias: histórias, enfim, muitas, comoventes, engraçadas, histórias de vida.
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Sabe aquele seu vizinho com quem vc sempre quis conversar mas nunca teve coragem? Pois ele pode ter uma ótima história pra contar. Cria coragem, faz um bolo gostoso, interfona lá no ap dele, e chama pra um café ou um chá. Eduardo Coutinho faz a gente ficar com vontade de conhecer gente normal. Vc só precisa parar e ouvir.
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Quem quiser conferir crítica da Contracampo, revista eletrônica de cinema, sobre Edifício Master, clica aí no coloridinho.
As tigelinhas
Depois da solenidade de servir a refeição, em que um serve o outro e o que está sendo servido aguarda com as palmas unidas, e depois agradece a quem serviu, estando todos servidos, vamos comer. Somente após quase todos comerem ou a maioria, é que se pode repetir, e novamente, tudo pára, e uns servem aos outros, todos aguardam até que todos estejam servidos e só aí comem.
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Todo mundo comeu? Repetiu? Agora é a hora da verdade. Primeiro passa-se uma garrafa com chá, que pode variar: mate, hortelã, erva-doce. Despeja-se esse chá na tigela maior. Sim, isso mesmo, ainda com os restos de comida lá dentro. Bebe-se esse chá (sim, bebe-se). Depois vem a água quente. Despeja-se na tigela maior. Com um pequeno picles de nabo, meio esponjoso, mas crocante ao mastigar, esfregam-se as paredes da tigela grande, lavando tudo com a água quente. Inclusive a colher e o hashi. Estando devidamente esfregada a tigela grande, a água e o picles vão para a tigela do meio. Repete-se o ritual nessa e na tigela menor. No final, comemos o picles/esponja e derramamos a água quente num recipiente, para ser oferecida aos espíritos famintos.
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Vocês pensam que é só encenação, e que depois lava tudo com água e sabão??? Nananina, são 4 dias comendo nessas mesmas tigelinhas, lavadas só com água quente. Por isso, não pode pegar mais comida do que se agüenta comer, e como todo ritual de abrir e fechar as tigelas e de esperar todo mundo se servir e todo mundo comer, etc, demora muito, come-se rápido. Os paninhos são usados para secar as tigelas e depois guardá-las. Também não são lavados.
Fiquei pensando se algum dia aquilo já havia sido lavado na vida, quantas pessoas já tinham lambido aquela mesma colher e lavado somente com água quente... eca! Dizem até que, depois de um certo tempo, um bafo meio bleeaargh!!! sai das tigelinhas quando vc abre. Por sorte, não senti.
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No último dia, antes de ir embora, depois do último almoço e do último prato com arroz (o mais difícil é a papa de arroz no café da manhã.... cadê o mamão? eu me perguntava... e a granola??? e o suco de laranja???), lavamos as tigelas! Ufa, que alívio, heim?!
Caros amigos
30 maio 2005
A lua do zen
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Antes de falar da lua, as estrelas, que chegavam antes, merecem destaque: o céu mais estrelado que eu já vi (sim, eu já fui a Brasília, mas era uma besta e não olhei para o céu); tinha estrelas até o chão! Uma coisa tão linda que a gente não conseguia parar de olhar. Olha ali, a via láctea... olha, lá vai uma estrela cadente!
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Agora sim, a lua. Lá pelas oito, nove da noite, quando a gente estava indo dormir, depois de jantar às cinco (!) da tarde, aparecia a lua. Quem olhou as estrelas, olhou; quem não olhou, bau bau, porque a luz da lua quase cheia era tão forte que apagava boa parte delas.
Nem de lanterna precisava pra andar no meio do mato depois que a lua saía. Noite fechada, mas o caminho iluminado, nem uma nuvem no céu. Às cinco da manhã era ainda mais impressionante: lá estava ela, lindona, plantada no teto da Terra, jogando luz e fazendo sombras na madrugada.
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Mesmo que eu não sofresse uma transformação cada vez que me fecho com meus fantasmas, minha mente e meu corpo, já teria valido a pena todo o esforço...só por causa desse céu e dessa lua.
Zen
O retiro do zen budismo é completamente diferente de todos os outros que eu já tinha feito. É cheio de ritual, pra comer tem ritual, pra sentar tem ritual, eu que achei que já sabia tudo de retiro, me enganei redondamente.
Tem que recitar sutras (ensinamentos do Buda) em japonês (!). Pra tudo vc faz reverência, seja com as mãos palma com palma (como em qualquer religião), seja com as mãos fechadas, uma cobrindo a outra, que nem cumprimento de karatê e judô, sabe como é?
A comida é um capítulo à parte. O monge Enjo não é japonês, é um belo rapaz brasileiro, Marc Stahel, filho de uma suíça com um descendente de alemães, que fala alemão e japonês fluentemente e foi ordenado monge no Japão, depois de um tempo de treinamento aqui no Br com a Monja Cohen - aquela famosa das caminhadas meditativas no parque da Aclimação. Bem, ele não é japonês, mas a esposa - sim, os monges e monjas do zen podem se casar, ele tem até um filho lindo - é. Myoko, além de esposa de Enjo, é a cozinheira do retiro. Apesar de ela cozinhar muito bem, experimente comer durante 4 dias só arroz, inclusive (sim!) no café da manhã... É dose.
Depois conto mais. O lugar é maravilhoso, vale a pena visitar, ao menos. É um pequeno templo na serra da Mantiqueira, com uma vista incrível. Fez um tempo maravilhoso, embora frio, um sol brilhante e um céu à noite que merece um post só pra isso.
Depois, durante a semana, eu conto o resto.
Estou inteira novamente. Não sei por quanto tempo.
Comentários, de novo
18 maio 2005
Rapidinha
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Aos meus assíduos visitantes, prometo, prometo mesmo, que no final de semana publico alguma coisa nova. Tem muita coisa acontecendo na minha vidinha, em campos diversos, profissional, pessoal, e eu estou muito ocupada (não é 'metidez' não, é coisa de quem se mete a fazer 455 coisas ao mesmo tempo) e sem tempo para me dedicar à delícia que é escrever aqui. Refletir sobre as coisas. Nada que se compare ao blog divertidíssimo do Calendas, sempre criativo e com tiradas ótimas, mas uma coisa mais Emilia mesmo, um tanto devagar (sou meio lerda, já dizia a vaca da minha professora do pré-primário para a classe inteira em voz alta), mas é desse jeito que dá, né?
Estou em fase de arrumação interna e externa, mudando casa, mudando coisas, mudando minhas perspectivas e maneira de olhar as coisas.
Acho (de verdade) que estou virando adulta. Dizem por aí que eu já sou, mas tenho sérias dúvidas.
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É, a rapidinha não foi tão rapidinha assim, afinal... Acabo fazendo sempre com carinho.... Aí demora um pouco mais. Mas é sempre bom dar uma paradinha na hora do almoço, não? (risos)
Beijos emilianos a todos os que freqüentam e não desistem desse blog. Vou me esforçar para não decepcioná-los.
08 maio 2005
Não vá pra cama sem ele
O João é aquele, o Ubaldo Ribeiro. Antes de começar o 1984 (genial! adoro ficção científica!), li o Diário do Farol, livro do citado João, inteirinho. Olha, vou dizer, não é a obra prima dele não, mas é bom.
Como estou numa fase totalmente estudo da psicologia, o livro é um prato cheio. A história é de um psicopata, um cara que tem prazer ao torturar e manipular os outros, que é frio, calculista mesmo. Aquele estilo do João né? Já leram A Casa dos Budas Ditosos? Linguagem seca, vai direto ao assunto, sem pudor. João é isso. Xinga o leitor, diz que é ignorante, idiota mesmo. E vc quase sente aquilo como uma ofensa pessoal. O cara é mesmo muito bom.
Como vcs podem ver, a Boneca aqui, além de falar (culpa do Dr. Caramujo), também lê. Bastante. E recomenda. Recomenda ler de tudo, mas nesse caso recomenda especificamente o João antes de dormir. O livro, não o vibrador. Se bem que um vibrador também vai bem antes de dormir, né? Pensando bem, recomendo esse também...
Mãe só tem uma
Cada vez mais me dá vontade de ser mãe. Nos dias de hoje, todavia, meio foda, não? A gente tem que trabalhar, fazer mestrado, arrumar a casa e ainda ser mãe.
Duro é começar mestrado tarde, como eu, e ter que decidir depois se vai fazer doutorado em seguida, se vai pra Europa, se fica por aqui, se tem filho antes e adia. Dureza...
Mas quanto mais vejo as crianças, de todas as idades, bebês, mais crescidinhos, no primeiro ano da escola, mais vontade me dá. De gerar, de amamentar. Ou de adotar mesmo. Ir lá no abrigo e conhecer aquela criança que te toca, com quem vc tem uma conexão diferente, e ficar com vontade de ter ela em sua casa, rindo e brincando, e de proporcionar pra ela uma vida legal, com amor, carinho, instrução, atenção e tudo o mais que ela não tem e que vc pode dar. E eu tenho tanto a oferecer!
É isso aí. Nesse dia das mães, data comercial, etc, aproveito para manifestar publicamente meu desejo de ser mãe, um dia. Que venham os pequenininhos para mudar a minha vida! (de preferência, acompanhados de um pai...)
Desculpaí
Esse fui pra Botucs para o Dia das Mães, meu irmão foi junto, peguei meu cão que havia ficado lá de 'férias' por duas semanas. Comprei um relógio pra minha mãe e espero conseguir pagar... Em 6 vezes no cartão!
É, 'degavarinho' tá indo. Fazendo umas economias aqui e outras ali, tô conseguindo gastar com outras coisas mais relevantes e pagar minhas contas. É dífícil, mas pelo menos não tenho chefe. Além disso, tô dando aula (foi ótima! essa quinta tem aula de novo!) e até prova já fizemos, eu e minha companheira novata no mestrado. Pena ter que corrigir agora todas as 50 (serão só 50???). Mas é tudo aprendizado, 'tamu aprendenu', né? E o melhor, aprendendo com supervisão de gente muito experiente (no caso, meu orientador).
Até agora, tá dando pra levar. Agora resolvi unir o útil ao agradável: já que estou trabalhando em casa e meu sofá tá uma merda, vou comprar um sofá. E uma mesa, pra não ter que perder tempo indo na casa do cliente. Assim, ele vem até mim. Eu fico com a casa arrumada, e ainda trabalho aqui. Enquanto der pra levar, tá bão.
Bem, entenderam minhas razões. Ok. Agora vou ver se escrevo alguma coisa que interesse de verdade (risos).
02 maio 2005
Confissões de uma boneca desvairada
Bem, isso sem contar os oooooooooutros pecados. Mas aí a lista é tão grande que é melhor nem começar... Agora deixeu ir que tá na hora da chibata. Licencinha..
Amigo(?)
Sempre tive muito claro que determinados amigos nunca haviam me olhado com outros olhos, e nunca imaginei pudessem ter algum interesse por mim que não fosse a pura troca de idéias. Ou, se imaginei, fingi que não vi. Mas nunca havia pensado nisso até o final do ano passado, quando essas coisas começaram a acontecer. Esses dias aconteceu de novo.
Descobri que amigos podem querer trocar algo além de idéias, carinho e abraços. Beijos. Lambidas. Talvez (muito provavelmente) algo além.
São pessoas por quem vc já tem afeto, já tem muito carinho, tem saudade, sente falta, quer abraçar, quer pegar. Daí, pra ultrapassar a linha que separa isso tudo do tesão... é 'dois palito' (adoro essa expressão).
Especialmente em momentos de carência, dá uma vontade de ligar praquela pessoa que vc conhece tão bem, e dizer, 'vem pra cá, fica comigo', porque vc sabe que vai ser bom. Vc sabe que ali tem conforto, tem cafuné, tem carícias e mesuras de amigo macho pra amiga fêmea. Ali tem aquele elogio gostoso, tem a voz suave e carinhosa, olhar desprendido. Mas tem um homem também.
Ai gente, que que a gente faz com isso??? Que medo de estragar as coisas! De macular o que se insinua e, por ser exatamente assim, é tão bom! De não ter mais aquele interesse desinteressado de amigo. De transformar o que é saudável, gostoso, divertido, em ciúme, paixãozinha medíocre...
Natação
Há 4 meses retomei o único esporte em que me sinto bem. A água é meu meio natural; desenvolta, faço piruetas e abuso da bóia e da prancha para modelar braços e pernas sem a agressão de uma sessão de musculação.
Além desses prazeres, todavia, sempre tive outros na piscina. Não, não é isso que vc está pensando não, embora tenha relação com. É que já comecei e terminei namoro entre as raias, entre uma virada e outra. Uma chegada de costas aqui, um sorriso ali, e eu e Pedro, meu doce namorado adolescente, nos apaixonamos.
Se agora não tenho mais paixões juvenis, outro tipo de prazer, ao menos, me permito. Além da beleza de alguns outros nadadores 'autônomos' como eu, tenho a alegria de admirar os dois belos salva-vidas do turno da tarde/noite.
O negócio é que além de simpáticos, eles são muito gostosos. E me elogiam pra caramba, porque me viram no auge do inchaço do corticóide e aí de novo só agora, 7 kg de água e 6 de gordura a menos - e todo mundo sabe que esta Boneca adora um elogio. Me ajudam com meu treino, me dão dicas... Uma beleza.........
Olha, vou falar, não vou lá por isso não, mas que é um bom motivo a mais pra ir nadar em dias de frio, lá isso é, não? Quem nunca olhou a professora gostosa da academia que atire a primeira pedra.
27 abril 2005
Por quê?
Porque a impressora está imprimindo a minha transparência em tinta VERDE?????
Porque é que eu nunca consegui aprender direito as regras gramaticais dos porquês?
Porque é que eu estou aqui escrevendo em vez de ler pela 5ª vez o texto que vou apresentar amanhã na aula?
Porque é que eu parei de meditar faz uns 2 meses?
Porque é que eu estou indo cada vez menos nadar?
Porque eu demoro tanto tempo pra mandar lavar minhas roupas no tintureiro? (essa eu sei, tia! tiaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!! posso responder?????? porque é muuuuuuuuuito caro!)
De onde viemos? Para onde vamos? Aimeudeusdocéu, agora tá ficando muito complicado, boa noite, vou estudar pra minha aula de estréia amanhã. Tchauprocês.
26 abril 2005
Comidas de roça
Percebeu que é quase tudo doce?
Comida e aconchego
Mais do que qualquer sopa ou mingau, o 'arroz com feijão' tem a propriedade de levar a gente de volta pra casa. Parece que a gente se enfia debaixo do cobertor, onde estamos protegidos de tudo e não precisamos tomar decisões sobre nada nem nos preocupar com contas a pagar.
Em dias de 'arroz com feijão', devia ser proibido a gente ir trabalhar logo depois do almoço. A gente iria pra cama logo depois, tiraria uma soneca beeeeeeeeem gostosa e demorada e só depois, por volta das 15 ou 16h, tomaria um café quentinho de coador e voltaria pro batente. Só assim daríamos ao 'arroz com feijão' a oportunidade de surtir todos os seus efeitos benéficos sobre o corpo e a alma da gente.
Acho que o arroz com feijão leva a gente de volta pro útero (Melanie Klein explica!).
22 abril 2005
esqueci!
Que a gente tranca a chave dentro do carro sem querer e paga ‘20 real’ pro chaveiro usar uma técnica avançadíssima de furto de veículos para abrir a sua porta.
Que a gente esquece a chama do fogão acesa de manhã e leva um susto quando chega em casa à noite - ‘nossa, e se tivesse apagado a chama com o vento?’
Que a gente espera horas passar os carros pra fazer aquela manobra e quando, finalmente, faz a manobra, acerta em cheio a porta do carro que vinha, mas a gente não viu.
Que a gente esquece a chave pra fora da porta, e só percebe no dia seguinte de manhã.
Tudo isso aí já aconteceu comigo. E com você?
21 abril 2005
De novo a Hora Mágica?
É que hoje estava vindo pra Botucatu pela Castelo, finalzinho da tarde. E fez um pôr-do-sol tão lindo que deu vontade de contar.
À direita, o solzão enorme, muito vermelho, uma bola de fogo mesmo, colorindo o céu de laranja. À esquerda, uma bela nuvem, fofa e cinza, mas branquinha nas bordas, que faziam ondas no céu. Essas bordas branquinhas recebiam a luminosidade direta do sol, luz de entardecer muito clara e fresca.
A noite foi caindo, e um azul mais escuro começou a tomar conta de tudo. Mas na beiradinha do chão ainda era alaranjado, meio misturado com a poeira que cobre o centro-oeste nessa época seca do ano. Sobraram ainda uns raios cor-de-rosa, brotando do horizonte, como naqueles desenhos do divino - parece mesmo que é deus falando com a gente.
Por fim, aquele azul, profundo e, no entanto, luminoso... Eu não sei bem classificar que cor é essa, que toma o céu e faz um painel que emoldura as silhuetas de todas as coisas: árvores, passarinhos num vôo curto, casas ao longe, uma luzes já acesas, Vênus no céu brilhando solitário. Só sei que me dá vontade de chorar de beleza.
18 abril 2005
que puxa...
Eu bem que to tentando achar algo que possa interessar, mas sei lá. Vi outro filme, daqueles ruins mesmo, Sweet November. É ruim, mas chorei. Bem, todo mundo já sabe que eu choro muito.
Mas me inspirou, eu que estou num momento crítico do cabelo, aquela fase que não tá comprido ainda mas não está mais curto, enfim, horrível. E a Charlize Theron é maravilhosa, com aquele cabelo curtinho (ela é das minhas, tá sempre curto), e tão linda, tão delicada. Acho que vou cortar. Vai combinar com meu novo piercing. E com meu estilo romântico de vestir.
E no entanto, romântica pra dedéu, segundo um amigo, eu sou uma cavala. Esta semana fiz uma coisa que me fez parar pra pensar seriamente sobre isso. Serei mesmo uma? Bem, ou ele é meu único amigo sincero, ou nós temos sérios problemas de relacionamento.
Ah, vai entender a cabeça da gente, né? Por isso estou estudando psicologia, quem sabe Freud me ajuda a me entender? Jung, amiguinho, talvez?
Porque me enfio na cama quando não quero enfrentar algo? Por quê, aos 28 anos de idade, eu ainda falto na aula porque o Professor vai perguntar sobre o texto e eu não vou saber responder?
Ah, tô com sono, outra hora eu respondo, tá? Complicado demais, tá louco meu!
(esse post foi produzido com base na livre associação)
14 abril 2005
Ómi que é ómi...
Meu amigo sempre reclamou (aliás, em se tratando de pizza, existe mesmo um poder de veto, cuja legitimidade ninguém contesta - acho isso bastante curioso). Quando saíamos em grupo, éramos sempre, eu e uma amiga, a vetar o gorgonzola. O que o levava a concluir (espero não estar enganada), que mulher não gosta de queijo gorgonzola.
Bem, outro dia fui a Botucatu e meu pai, como sempre, comprou diversos tipos de frios (queijos e embutidos ótimos como salame, mortadela) para agradar seus filhinhos.
E comprou o fatídico queijo fedido, entre outros gostosos, como parmesão, provolone e um outro francês cujo nome não me recordo.
Bem, ainda bem que a gente cresce, né? E que aprende a gostar de coisas que não gostava antes. O tal queijo tava ótimo. "Despreconceituei".
Este finde, voltando da livraria, onde comprei alguns livros e revistas, passei no Pão de Açúcar, comprei um pedaço de gorgonzola (o nome continua feio, todavia) e de provolone, um vinhozinho razoável (sempre, no máximo, de 20 reais, mas nunca menos de 10 - há que se ter algum critério!), e fiz, eu comigo mesma, meu próprio "queijo e vinho" no domingo à noite, ao som do silêncio da cidade, acompanhada de meu fiel canino e de minhas desejadas aquisições para alimentar o cérebro. Foi bom demais.
12 abril 2005
Viver e morrer
O filme se chama Wit, e conta a história de uma professora universitária de poesia do séc. XVII, durona, daquelas que não admite falhas nos alunos, e seu processo de degradação e morte por câncer de ovário.
O desempenho de Emma Thompson é simplesmente sensacional. É difícil acreditar que ela não esteja mesmo sofrendo. E o filme ainda tem um quê irônico, porque ela fala pra câmera, conversa com a câmera, ao mesmo tempo em que vamos presenciando a maneira, no mais das vezes, estúpida, com que é tratada por médicos durante o doloroso processo de quimioterapia.
É claro que isso a faz rever a maneira como tratava seus alunos. Seu jeito durão provavelmente afastou todas as amizades e afetos de sua vida, pois não recebe visita alguma no hospital, durante os mais de 8 meses que dura o tratamento. No final, tudo que lhe resta são suas memórias e o carinho da enfermeira que a ampara quando, atemorizada, insegura, chora e se curva na cama feito um bebê.
Faz pensar na fragilidade da condição de ser vivente (não só humano), na maneira besta como podemos morrer, tomando um caldo de cana, atravessando a rua. A conclusão a que chego: pra que se estressar, não? Pena que é tão difícil... pelo menos pra mim!
suuuuuuuuuuper educativo
- "ah, meu filho, vc não sabia que os animais domésticos existem para servir o homem?"
- "nossa, é mesmo, mamãe?"
- "sim! veja as vaquinhas na fazenda, e as galinhas que cantam enquanto botam seus ovinhos, todos esses animais existem para ajudar o homem".
e essas bostas ainda são concessionárias de serviço público. devia ser proibido ter programa infantil em qualquer outro canal aberto que não seja a Cultura.
05 abril 2005
o homem que só come filé
Açougueiro -'1kg e 700g. pode embrulhar?'
Amigo - 'não, é pra moer'.
Emilia - '!!!!!!!!!!!!!!!!'
E - 'vc tá louco? vc compra filé mignon pra moer? por que que vc não compra patinho?'
Am - 'ah, sei lá, já to acostumado'.
E - 'mas vai moer!!! fica tudo igual! lógico que se vc compra uma carne de segunda, ela tem mais gordura, mas o patinho custa metade do preço do filé e o resultado é igual! eu não acredito que vc compra filé mignon pra moer!!!'
Naquele dia, ele comprou o patinho.
Um tempo depois... lá estava o pacote da Bassi, com um lindo filé moído, pronto pra ir pra frigideira.
Não sou da turma que diz: 'ah, tanta gente passando fome, e vc comendo filé!'. Mas é que eu acho que isso é realmente jogar dinheiro fora. Queimar notinhas de 100. Enfim... cada um, cada um.
Luto oficial "incomoda" franceses
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Bom saber que não estou sozinha.
(publicado na Folha de SP em 05/04/05)
04 abril 2005
Pessoa horrível, mês horrível
03 abril 2005
Sarcasmo tem hora
Não, eu não sou de pedra. Eu choro até em comercial de carro, juro. Choro em desenho animado. Me emociono com crianças, animais, velhinhos, vitórias no esporte, etc. Mas com a morte do Papa... não consigo. Acho que não tenho nenhuma ligação afetiva com grandes líderes populares. Talvez eu seja racional demais pra isso. Sei lá.
Fico penalizada, claro, afinal ele foi bravo, e era forte, pois resistiu anos à doença, com altos e baixos, mas sempre lá. Mas isso é tudo.
Aliás, começo a ficar já enfadada com o excesso de cobertura. Milhares de biografias do Papa na TV. Imagens em câmera lenta ao som de música melancólica. Willian Bonner insuportavelmente circunspecto. Aquele circo todo da mídia. E serão mais dias e dias de replays.
Ainda bem que no Mais! deu pra ter uma idéia direito das coisas boas e ruins que ele fez. Porque se depender da Globo...
Então, não vamos canonizar o Papa antes da hora, OK? Esperemos os milagres. Ele era bom?, sim, era bom. Foi um bom líder?, sim, um bom líder. Importante, culto, inteligente, forte, bravo. Mas era humano, tinha falhas.
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Será que quando o Dalai Lama morrer o Lula também decreta luto oficial?
Por quê num canal católico que passa aqui botam Cadetes fardados do Exército pra rezar o terço na frente da TV? Afinal, que porra de Estado laico é esse?
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São apenas observações, antes que me 'xinguem' de cética ou algo assim, como já o fui, em blogs alheios.
É, acho que sou mesmo uma pedra, uma cética, que coisa horrível, não?
30 março 2005
Mas tem cura, doutor?
Essa sensação de impotência vem em vários momentos, e hoje até me incomoda menos. Quando alguma coisa não dá certo, nós, pessoas que nos cobramos muito, achamos que é tudo nossa culpa, e ficamos revendo a situação e nos martirizando: podia ter dito isso, devia ter feito aquilo.
Mas nem sempre isso é possível, na maior parte das vezes não é. Porque nem tudo está nas nossas mãos. Negociar com quem não negocia é impossível. Namorar com quem não quer te namorar também é. E isso não depende do maior ou menor esforço que vc tenha feito, mas depende do outro.
Achar que temos que resolver tudo não é expressão de humildade, mas sim de uma pretensa onipotência, que resulta em muita culpa e horas de terapia (ou, mais barato, de meditação - mas o ideal é meditar sempre, e não deixar que esses sentimentos tomem conta de vc - ajuda a raciocinar com mais clareza e, talvez, até te ajude a resolver melhor as coisas).
Reconhecer que não podemos resolver tudo não é abaixar a cabeça ou se humilhar, e sim reconhecer a nossa própria condição de humanos, falíveis e limitados. Lutar pelo que é possível, e se conformar com o que não é.
27 março 2005
Budista à Indiana
Aliás, acho que me apaixonei pela idéia pela primeira vez quando vi um balé indiano no Sesc, da coreógrafa e bailarina Madhavi Mudgal. As moças tão lindas, tudo é lindo, as tatuagens de henna, os olhos pintados, os chocalhinhos nos tornozelos, as roupas coloridas, os movimentos das mãos. E o piercing.
Desde então, fiquei com a idéia fixa na cabeça. Ah, mas e a advocacia? Será que eu posso? Não vão me olhar torto no Fórum?
No começo, os piercings de nariz eram muito grandes. Mas depois foram diminuindo, até que viraram minúsculas bolinhas ou pedrinhas, tem gente que nem nota. Resolvi, vou colocar.
Mas estava adiando. Falta de grana. Muitas outras coisas mais importantes pra comprar. Mas tenho que fazer limpeza de pele antes. Ih, tenho que ficar sem nadar uns 15 dias.
Foda-se. A falta de grana, as coisas mais importantes, a natação. Vou me dar um presente.
E fui. Se doeu? Claro! Mas a dor dura muito pouco. Tá incomodando? Lógico que sim. Mas tá super legal! Agora, aquela tatuagem... já não sei mais se, um dia, ainda, terei coragem.
25 março 2005
Comentários?
E, bem, o meu silêncio de posts deve-se a uma temporária incapacidade de pensar.
23 março 2005
22 março 2005
Reclaim the Streets!
Olha, não é coisa de 'comunista' não. O livro é MUITO bom.
Tem um capítulo, no qual estou agora, que fala sobre os 'culture jammers', que são caras que fazem pichações, protestos, modificam outdoors, como uma maneira de protestar contra as grandes corporações. Eles escolhem uma campanha de carro que não gostam, por ex, e promovem uma ação coletiva, em que vão pichando os outdoors e transformando as campanhas em coisas ridículas ou horríveis.
Gostaria de ver isso aqui no Brasil um dia... Há até uma revista especializada nisso, chamada 'Adbusters'.
Tem também um movimento chamado 'reclaim the streets' (clique para ver o site), que eu não sei se já teve no Brasil (começou na Inglaterra, claro). Os caras marcam um dia pela internet. Nesse dia, milhares, eu disse milhares de pessoas se encontram numa hora e local x. De lá, partem para um lugar que só 4 ou 5 pessoas sabem qual será. Algumas vezes, são precedidos por hordas de ciclistas, cujo lema é 'nós não estamos atrapalhando o trânsito, nós SOMOS o trânsito'. Tomam a rua, de preferência uma avenida expressa, e fazem uma FESTA!!!
Que tal uma festinha em plena terça feira à tarde na, digamos, 23 de maio???
21 março 2005
'Seu tempo de espera é de mais de 5 minutos'
20 março 2005
'Pode cortar curto'
Pois hoje acompanhei uma amiga em busca do lar. Fomos a Embu, sobrenome 'das Artes' (acho tão esquisito), escolher móveis. Aproveitei pra realizar pequenos sonhos de consumo pra casa, como um pilãozinho para o alho. Comprei também um novo passante pra debaixo da pia da cozinha. Um pequeno puff, daqueles de apoiar o pé. Uma linda e laranja luva de cozinha e um paninho de prato novo completaram meu 'kit casa até deis real'.
Descobrimos que puff não é um negócio tão bom quanto se imagina. Eu já estava decidida a trocar meu sofá desmoronante por um puff dois lugares, que custa 60 reais - e não 1000, como um sofá de verdade. Aí nos avisaram que precisa repor constantemente o enchimento, porque o puff fica desmilingüido em, no máximo, 2 meses. Eu, que não tenho saco nem pra deixar meu cabelo crescer, vou ficar trocando enchimento de puff? E o sonho do lar-doce-lar coroado por um lindo sofá-puff foi-se pelo ralo.
Recomendo o Embu pras donas e donos de casa que podem ou não gastar fortunas pra arrumar o lar. Dá pra fazer comprinhas pequenas, gastar muito pouco, mudar a cara da sua casa e ainda sair radiante porque pagou metade do preço de qualquer loja de decoração em SP.
17 março 2005
Mudanças
Mas e quando a gente não quer mudar? E quando não, ele não é perfeito, claro, mas vc gosta dele mesmo assim? E quando a gente logo conhece os defeitos e, sim, eles existem, mas as qualidades são mais interessantes?
Não estamos acostumados com isso, quero dizer, com relacionamentos tranqüilos, sem tumulto. Aliás, há quem precise desses processos meio neuróticos pra se sentir valorizado. Um amigo me contou há um tempo que todos os namoros dele foram precedidos por longos períodos conflituosos, em que a moça não o queria ou vice-versa, ou em que havia muitas indas e vindas. Sinceramente, acho isso uma merda.
Mas se as coisas são mais tranqüilas, às vezes podemos confundir e achar que há alguma coisa errada. Não há. Sente, medite, relaxe, tome um banho quente, passe um óleo perfumado, acenda um incenso, faça yoga, nade, corra, trabalhe, viaje, transe (ou não), vá ao cinema, jante fora, passeie com o cachorro. Tranqüilize-se, e deixe, que as coisas se colocam nos seus devidos lugares.
16 março 2005
Tempo
Um amigo esses dias reclamou que, depois do seu primeiro ano de pós-graduação, que foi um stress, com o perdão da palavra, do caralho, pois o curso é de nível internacional, agora não tem nada pra fazer e está desmotivado e desanimado e achando tudo um saco. Ano passado ele arrancava os cabelos porque não tinha tempo nem pra respirar. Esse ano, reclama do marasmo.
Acho que a gente sente falta de um pouco de adrenalina na veia. Não que esteja tudo super calmo, não... Eu preciso começar minha pesquisa. Estou aflita porque nunca fiz isso e não sei se estou fazendo a coisa certa. Mas estou com tempo suficiente para fazer tudo o que eu preciso. Sem afobação. Isso é estranho. Estou acostumada com extremos, sabe? Ou não faço quase nada, ou não tenho tempo pra nada. Acho que cheguei num meio termo excelente.
Melhor aproveitar enquanto dura...
15 março 2005
Os vegetarianos também matam
Antes de fazermos a cerimoniazinha de iniciação ao budismo (veja os posts de 05 a 12 de fevereiro - Carnaval - se vc não sabe do que eu estou falando), o monge explicou alguns preceitos mais polêmicos. Um deles é o do abster-se de matar. As pessoas muita vezes deixam de fazer a cerimônia porque acham que devem virar vegetarianas.
Para nossa surpresa, ele disse que a maioria dos monges budistas NÃO é vegetariana.
E mais: lembrou-nos que, mesmo comendo só vegetais, estamos também matando seres vivos. Muitos insetos morrem no processo de cultivo e colheita de vegetais. Ainda que vc coma produtos orgânicos, que não levam agrotóxico e, portanto, matam menos, mesmo assim milhares de insetos morreram naquele processo. E a colheita daquela soja que se usa pra fazer imitação de carne, então?
Aliás, há uma passagem da vida do Buda que descreve a compaixão que ele teve, ainda criança, ao ver os pequenos insetos sofrendo na colheita.
É claro que os mamíferos e animais maiores, domesticados, principalmente, como o boi, o frango, etc, inspiram nossa piedade mais do que aquela barata nojenta ou a lagarta rastejante. Eles interagem conosco, olham-nos nos olhos, não tem como não sentir.
Mas me consola saber que não sou só eu que mato. Os 'veggies' e 'vegans' também matam.
E eu, que não resisto a uma picanha (pobre boizinho!) de vez em quando, e que como regularmente frango (pobres!) e peixe (pobres!), me sinto um pouco menos culpada.
Atleta Emilia
Isso com certeza se deve, em parte, à minha volta à natação e à caminhada já há 2 meses. Mas parte dessa freqüência maravilhosa tem sua origem na meditação.
Já tem pesquisas comprovando que a prática regular da meditação diminui a freqüência cardíaca. Já tinha lido sobre isso, mas agora comprovei na prática!
Estou super feliz, orgulhosa de mim mesma e do meu coraçãozinho vencedor.
As pessoas têm repercutido essa minha nova disposição para a vida e, é claro, a recuperação da minha forma física, tão maltratada no ano passado.
Isso faz um bem desgraçado pro ego, não vou negar. E o mais importante efeito colateral: estimula vc a continuar.
Não quero parar mais!
14 março 2005
Manhattan
Hoje assisti Manhattan, em vídeo. É simplesmente lindo. Lindo de morrer. NY já era personagem dos filmes do diretor muito antes de Sex and the City. E ele continua saindo com moças inacreditáveis, muito mais novas e apaixonadíssimas por ele.
Até eu já sonhei que namorava com ele (ele morava aqui em SP), embora realmente não veja nada de especial, fisicamente falando.
Mas quando o Kenneth Branagh praticamente encarnou o diretor, numa versão mais malhada e indiscutivelmente mais bonita que Woody, simplesmente achei um fofo. Mesmo com Kenneth meio curvado e gaguejando até morrer, mexendo as mãos, daquele jeito woodyalleniano de ser.
Outro dele que eu adoro é um episódio de Contos de Nova Iorque, um filme composto de três curtas (ou serão 'médias') - os outros dois dirigidos por Roman Polansky e Richard Price. É engraçadíssimo, vale muito, muito a pena assistir. Recomendo fortemente.
Aliás, recomendo tudo dele. Não vi tudo, mas é genial.
12 março 2005
A prancha
Pois então. Enquanto estou nadando 'normal', deixo a prancha na beira da piscina. Tá meio apagado, mas tem meu nome lá. Outro dia fui pegar a prancha pra fazer meu treino de perna... cadê?
Olhei em volta... nada. Míope, era difícil distinguir na piscina... Pedi ajuda ao salva-vidas; lá do alto da cadeirinha dele, era mais fácil achar a prancha.
Enfim, encontramos: um mané estava usando para fazer braço. Ou seja, com ela entre as pernas. Eu não ia mesmo achar nunca. 'Escuta, da próxima vez que vc quiser usar, pede emprestado', disse eu ao mané. 'Ah', disse o mané, 'não tinha ninguém do lado!'
Peraí então, deixeu ver se entendi: quer dizer que eu tenho que fazer plantão AO LADO da prancha o tempo todo, porque, estando ela abandonada, é da galera???? Ah, claaaaaaaaro!!!
Não é fim da picada?
09 março 2005
Cláudia Andujar
Só a visita ao prédio, que já é demais, já vale o passeio. Depois, tem uma instalação ótima do Guto Lacaz, no vão central, uma chuva colorida de chumbinhos, divertida, todo mundo gosta. Minha amiga queria levar pra botar na sua própria sala e jogar os chumbinhos na cabeça das visitas.
Por fim, tem a linda exposição da fotógrafa. Além das fotos dos índios, que já são famosas, belíssimas, tem também uma outra parte da exposição chamada Vulnerabilidade do Ser, com fotos de rios da Amazônia e de outros locais no Brasil. Coisa linda, linda, linda. Não dá pra descrever o que ela consegue fazer com a água e as folhas caídas no rio, o movimento, as pequenas ondulações, os bichos que moram ali.
Minha preferida não é de rio nem de índio, todavia: é um jacaré incrível, em preto e branco, salvo engano, logo na entrada.
Não perca. E se estiver durango, sábado é grátis.
Querido Diário
Tenho várias coisas pra escrever, mas nada que interesse muito a ninguém: a nova intimação por e-mail da OAB, que nos livrou da ditadura da AASP e que ajuda a ficar menos putos por pagar 600,00 de anuidade; a minha nova amizade com os salva-vidas da piscina do SESC (Fran, eu entendo vc); a minha satisfação por estar conseguindo meditar e fazer exercícios regularmente, o que tem feito o ponteiro da balança, se não descer, pelo menos manter-se estável; a minha felicidade por estar gradativamente conseguindo sair do cheque especial e pôr as contas em dia; a bolsa do mestrado que nunca vem; o terapeuta que nunca me dá alta; a minha visita ao médico, que me mandou voltar só no final do ano (viva!).
06 março 2005
A praia dos cachorreiros
Nós, os donos, que não sabemos os nomes uns dos outros, só dos cachorros (é patético, eu sei, mas é assim que funciona), batemos papo, trocamos informações sobre cuidados, pet shops, raças e contamos orgulhosos as peripécias de nossos caninos pela casa.
Mas nunca consegui trocar um telefone com algum(a) cachorreiro(a) para pegar um cinema, ir a um barzinho. O que eu acho realmente uma pena, pois ali está, com certeza, alguém que, em algum ponto, se identifica com vc.
Este sábado, conversando com uma moça, reclamei disso... E ela me disse uma coisa curiosa: a praça é, pra nós, como a praia pros cariocas. Vc sabe que, se for lá, naquela hora do dia, vai encontrar uma boa companhia. É como se fosse nosso canto, nossa tribo. Ali ninguém acha que a gente é maluco porque conversa com um bicho, sai pra passear com ele à uma da manhã ou volta pra casa mais cedo porque está com pena de deixá-lo sozinho. Ali a gente se entende.
04 março 2005
Ai que vontade de comer Nutella!!!!!
A minha barriga nem está lá essas coisas (ainda). Preciso perder mais 2 kg pra ficar satisfeita e, provavelmente, quando chegar lá, vou querer perder mais dois (dizem que devemos dizer eliminar, e não perder, senão vc acha de novo).
Será que é porque estou ovulando? (dizem que a gente fica mais bonita...) (risos)
Não sei o que foi, só sei que hoje na feira me ofereceram mais frutinhas pra experimentar do que nunca. Os feirantes estavam mais gentis. Será que é porque a safra tá ruim e as coisas tão mais caras? Será que é porque tenho cara de madame? (um dia me 'xingaram' de madame na rua, ô raiva!) Será que é porque mudei de feira? Ou será porque eu tava mostrando um naco de barriga (diz um amigo que a calça de cintura baixa não atrai os homens por causa da barriga não, e sim porque ela põe em evidência aquela parte do corpo que vem logo abaixo).
É, acho que eu prefiro acreditar nessa última... Meu ego agradece.
Polícia para quem precisa

Trabalhar com polícia é um saco. Hoje de manhã me telefona aqui uma fulana, grossa que só ela. 'O sinal de fax por favor?' (eu não tenho mais fax) 'Pra quem?' 'Pra Dra. Maria Emilia'.
Achando que fosse um documento que eu esperava, mas que deveria ser passado para um Instituto, perguntei do que se tratava. 'Eu preciso passar um fax para a Dra. Maria Emilia'. 'Sim, sou eu, mas é a respeito do que?' (porra, o fax não é pra mim, caralho???) 'Eu não sei, eu só estou passando o fax'. 'Eu não tenho fax, mas se vc me disser sobre o que é eu posso te passar um outro número'. (a tosca conversa com pessoa ao fundo). 'Olha, eu não sei o que é.' 'Eu posso falar com a pessoa que está querendo passar o fax? Ela está aí? Chame pra eu falar com ela'. 'É uma intimação pro seu cliente, Fulano'. 'Uma intimação??? Por fax??? Daonde está falando, da delegacia? Olha, posso falar com a pessoa que quer passar o fax, por favor?'
O resultado da história: não consegui saber do que se tratava. A tosca da mulher desligou na minha cara. Não consegui falar com a puta da pessoa (ou pessoo) que queria me passar o fax. E passei o dia encafifada com a tal da intimação via fax. Liguei pra delega depois, falei com o responsável, que me atendeu educadamente: não, não fui eu. Não, o IP ainda não voltou do Fórum. Não, não tem nenhuma novidade.
'Damm cops!' E o pior é que eu nem sei se era mesmo da delega ou se era o simpaticíssimo e dono de uma sabedoria imensa e de uma cultura inacreditável 'adevogado da outra parte', que me disse o seguinte a respeito 'daqueles barbudos que vão pro Fórum Social Mundial': 'é por isso que o Brasil está do jeito que está'.
Tudo gente fina. Amo meu trabalho. Veja o meu sorriso de felicidade.
03 março 2005
'Quarenta contos'
É o preço da consulta no veterinário, que eu paguei pra confirmar o que eu já sabia: é alergia o que meu cachorro tem, provavelmente ao Frontline, remédio anti-pulgas que além de deixar o meu pobre pixu todo empipocado, ainda faz cair os pêlos. Ainda bem que, pelo menos, coça pouco, tadinho.
As últimas vezes que fui ao veterinário (quer dizer, levei meu cão ao vet) sempre senti que estava jogando meu dinheiro fora. Na verdade, eu não devia pensar assim, mesmo porque sou uma vet frustrada (é um sonho, um dia ainda faço faculdade disso. dizem que é bobagem, que gostar de bicho não tem nada a ver com ser veterinário, mas tem que gostar muito de bicho pra enfiar termômetro no rabo ou a mão dentro da vaca pra ajudar a sair o bezerrinho todo melecado de sangue). Mas sempre saio de lá com a sensação de paguei caro pra me dizerem o que eu já sabia ou tinha obrigação de saber.
Uma vez, meu cão estava com o saco (o saco mesmo, aquele onde ficam as bolinhas) todo vermelho e inchado. Levei no veterinário. Dois segundos e quarenta reais depois (com licença, Machado*): é uma queimadura! Droga, porque eu não pensei logo nisso? O pobre sentava no chão quente quando se cansava, durante um passeio... tssssss!!! (ah, e saibam que aquele seu vizinho lavando a calçada pode estar usando cândida ou outro produto desse tipo... e o seu cão pode queimar não só o saco e a barriga, mas também as patinhas, ao passar pela água...)
Dessa vez, tava todo empipocado. Primeiro, achei que fosse alergia... Aí veio a nóia: e se for sarna? E se eu pegar? Mais quarenta contos: alergia. Saco!Eu sei, ando chata, né, reclamona, né? Mas estou me recuperando da falta crônica de dinheiro que me assolou no último ano. Enfim, para o bem do cão, era alergia: compro remedinho, coliriozinho para o olho. Tal qual mãe dedicada, sacrifico alguns prazeres pra pagar a consulta e os remédios do pequeno... que passa bem, obrigada.
(*'Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis'... - Machado de Assis - Brás Cubas)
28 fevereiro 2005
Menina de Ouro
Quando fomos assistir, a idéia inicial era ver Sideways, ou seja, uma coisinha mais light. Mas estava lotado. Entre Mar Adentro e Menina de Ouro, optamos pela Menina porque não queríamos filme deprê. Bem, eu não tinha lido muito sobre o filme, só sabia que era a história de uma moça boxeadora, e que era muito bom. Afinal, é do Clint Eastwood, e tem a Hillary, que eu acho sensacional. Clint, então.
Bem que o Marcelo Coelho (ou foi o Contardo Calligaris?) escreveu na Folha comparando os dois filmes... Porque Menina de Ouro é drama mesmo. Forte. Se vc assistiu 'Sobre Meninos e Lobos', o último do mesmo diretor, sabe do que eu estou falando.
O grande drama do filme é que a carreira ascendente fulminante da moça é interrompida antes do ápice.
O que nos choca é que isso parece não fazer parte da ordem natural das coisas. Mas acontece todo dia. Gente que tem sua vida dramaticamente interrompida por episódios estúpidos e por gente estúpida. É uma droga, né? É, como diz o ditado popular... pra morrer, basta estar vivo.
27 fevereiro 2005
Isso é um homem que entende as mulheres
(Chico, vc não precisa de sobrenome nem adjetivo)
Mais do cão
Convém esclarecer antes, pra quem não sabe, que lá na roça mora um outro cão, da mesma raça, mais velhinho (12 anos), chamado Sapeca.
Sa já tem hábitos de cão velho, meio resmunguento. Mas também é um bicho vivido, conhece os perigos da rua, sabe o que é bom. E o Xuli é um pentelho que surgiu na vida dele pra incomodar. Lembra do Nermal, dos quadrinhos do Garfield, que é mais fofo, mais bonito, mais jovem e tem uns cílios enormes? Pois é mais ou menos a mesma coisa.
O Sa tem o costume de dar uma saidinha na rua sem coleira, quando meu pai vai cuidar do jardim da frente da casa. Ele sobe (a casa é rebaixada no terreno) , faz seus xixizinhos, dá uma fuçada por ali e logo volta pra casa. Mas o Xuli... bem, ele não sabe nada da vida, quer mais é sair correndo pra explorar toda a vizinhança. Por isso, a gente não deixa ele ir sozinho na rua.
Um dia, sem querer, ele escapou. Saiu disparado pra rua, e eu fui atrás aos gritos.
Mas o mais engraçado foi o Sapeca. Ele saiu correndo atrás e, percebendo o meu desespero, foi pra cima do Xuxu latindo de um jeito que eu nunca vi. Era um ganido, um latido quase um 'quack', um alerta. Acho que tentou até morder o Xuli pra ele parar. Foi a coisa mais legal que já vi o Sa fazer.
26 fevereiro 2005
A mosca
Hoje ele descobriu o ponteiro do mouse na tela do computador. Foi muito engraçado. Pensou, talvez, que fosse uma mosquinha. No começo eu não entendi, achei que estava só fuçando na tela. Depois percebi que ele estava perseguindo o ponteiro! O pobre grudava o focinho no monitor e lambia, tentando pegar essa mosquinha estranha e intocável...
25 fevereiro 2005
Cada um com seus problemas
Lembrei disso porque outro dia estava conversando com uma amiga que tem um vizinho que encarnou nela. Começou com um convite pra jantar, que ela aceitou achando que seria com a mulher dele junto. Qual não foi a surpresa quando ela descobriu que eles estavam separados!!!
É, eu disse a ela, rindo, 'cada um tem o Fulano que merece'. Fulano, no caso, é um saco de pessoa que encarnou na minha pessoinha e há dois anos me torra a paciência.
Eu tive minha parcela de culpa sim, pois não sei dizer não, sou uma idiota. Nunca tive nada com ele, credo, bate na madeira!!! Mas deixei Fulano se aproximar, falei mais do que devia sobre a minha vida pessoal (houve momentos em que achei que devia ter mais paciência, afinal ele tem ao menos uma qualidade: é uma pessoa generosa. mas exige muito em troca da sua generosidade).
Por fim, Fulano, que sempre foi pegajoso ao extremo, passou dos limites. E aí a minha paciência finalmente acabou de uma vez. E mandei Fulano à merda mesmo. Disse-lhe (já havia dito antes) que não queria mais que me telefonasse ou me escrevesse, que sumisse da minha vida. Abri mão de um caso em que trabalhei sozinha (e, conseqüentemente, dos honorários) para me ver livre de ter que falar com Fulano ao telefone ou pessoalmente.
Mas Fulano é brasileiro e não desiste nunca (risos). Pra não ter que atender seus telefonemas, botei um bina aqui em casa. O imbecil continua me telefonando. Ele não tem nenhum tipo de respeito pelos outros , nunca teve.
Hoje ele me mandou um cartão virtual com um convite pra jantar. É mesmo o fim da picada. Eu não acredito nisso, mas pra ganhar um Fulano como esse de presente, devo ter acumulado muito carma ruim nas minhas vidas anteriores.
A essa altura, vc deve estar se perguntando: mas ela deve ter mesmo alguma coisa com ele, deve gostar, porque escreveu um post enorme sobre isso. Tenho sim: ele me enche o saco, me incomoda, é invasivo, pegajoso, escroto e não tem superego. E como ele é meio louco, tenho medo também que ele passe dos limites e ameace a minha integridade. Muitos de vcs sabem (e conhecem) de quem eu estou falando. Eu tenho guardados os e-mails que essa pessoa escrota me mandou, só para o caso de precisar um dia fazer algo contra esse imbecil. Vcs já sabem.
23 fevereiro 2005
Bíba las bacas
Além do blog do Calendas, que já indiquei um monte de vezes, vou indicar outros dois hoje:
Miralaqualidad: meninas muito engraçadas que escrevem em portunhol e defendem os direitos das vacas.
Blônicas: Crônicas diárias na sua telinha:
blog feito por jornalistas, escritores, publicitários. Cada dia da semana um escreve. Tem o Xico Sá, que é quase sempre impagável, Alilin Aleixo, Gisela Rao, Rosana Herrman, Leo Jaime e um cara de nome impronuciável, Henrique Szklo. Entre outros. Vale mesmo a pena conhecer.
Gêmeos, mórbida semelhança
Curiosidade, no entanto, é a seguinte: são gêmeas, solteiras, moram juntas, e têm uns quarenta e tantos anos. Não sei o histórico delas. Não sei se já casaram e/ou separaram, se têm namorado (nunca vi). De vez em quando vêm uns amigos. E a irmã, que tem um cachorro que interage nervosamente com o meu.
Falar sobre as minhas vizinhas lembrou-me das gêmeas com quem estudei, que me disseram, certa vez, que se bastavam.
Depois de um certo tempo de convivência, nos separamos. Eu pr'um lado, elas pro outro. Mais tarde percebi (e outros também), que elas não conseguiam manter uma amizade mesmo por muito tempo.
E as minhas vizinhas... bem... ou se bastam mesmo, ou eu que nunca notei que tenham namorados ou namoradas. Acho que só um gêmeo entende outros gêmeos. Pra mim, será sempre um mistério.
PS: Viu? Esse saiu meia-boca. Dá até vergonha de publicar... Fazer o quê? Nem sempre o Cony é genial, né? (risos)
22 fevereiro 2005
Neurônios em ação
Mas o curioso é que a gente começa a prestar mais atenção no dia-a-dia pra ver se acho algo legal pra contar. E às vezes se liga: puxa, isso vai pro blog!
Por exemplo, agora estou lembrando da minha amiga que criou um homem virtual. A coisa está ganhando uma tal dimensão que a gente custa a acreditar que ele não exista de verdade. Falamos dele como se fosse real. E ela já recebeu até manifestações explícitas de terceiros com ciúmes do moço prendado...
Pena que não tenho vizinhos muito interessantes pra fofocar sobre. A minha de frente, uma senhora, me repete sempre as mesmas coisas, e já perdeu a graça (e a paciência também já está acabando... mas ela é muito simpática, então... paciência!). Sobre as outras vou falar depois. Tá vendo? Só de escrever aqui já me veio a idéia de um outro post...
Dizem que quem exercita o cérebro sempre tem menos chance de ter Alzheimer ou outras doenças relacionadas. Tomara eu seja uma velhinha bem 'malhada'!!!
PS: Tem mais uma coisa: cada um encara o blog de um jeito. Eu, metida a besta que sou, quero público! Por isso procuro agradar. A falta de comentários dói como quando a gente abre o e-mail e não tem nada! E, bem, quem sabe um dia uma editora não me descobre, ou eu não viro colunista fixa da Folha? (sonhar não custa nada, né?)
PS2: Dica de livro: O cérebro nosso de cada dia, de Suzana Herculano-Houzel. A moça, que é uma menina prodígio, fala sobre neurociência de uma maneira muito gostosa e fácil de ler. Vale conferir
21 fevereiro 2005
O silêncio que precede o esporro
Isso tem a ver com meu estado de espírito hoje. É que sábado foi a fundação da OSCIP de pesquisadores da PUC, e assumi um cargo na Diretoria. O que deveria ser motivo de orgulho, afinal só tem gente muito graduada na Diretoria, pra mim é motivo de preocupação.
É que não foi uma nem duas vezes que aconteceu de eu assumir mais do que podia dar conta. E depois fuder com tudo. Para não decepcionar as pessoas, assumo mais do que posso. E aí na hora que fode eu acabo decepcionando-as do mesmo jeito, quer dizer, de um jeito pior, com a minha imagem lá no chão.
Estou num dilema, porque preciso de grana. Mas preciso também fazer o mestrado. A minha família me pressiona. Pra ganhar grana preciso sacrificar um pouco o mestrado, mas tomando muito cuidado pra não exagerar.
Espero ter sabedoria pra saber até onde ir. Pra não repetir os mesmos erros. De novo. Pra falar a verdade... bem, vc já percebeu, né? Tô morrendo de medo.
20 fevereiro 2005
Religião, eu??
Atenção, isso não é uma crítica. É uma observação. E deve-se ao fato de que eu mesma tenho uma dificuldade de admitir que, agora, tenho uma religião. Ainda que seja uma religião não teísta.
Porque será que temos vergonha de dizer que estamos atrás de algo não palpável que nos ajude a suportar melhor a vida?
Comentei com meu terapeuta, que me falou do iluminismo, e depois dos positivistas.
Ainda mais a 'miss racional' aqui, 'miss pensamento' (hoje o monge me falou: 'you want to know everything' - risos - deve ter me achado uma pentelha), como assim, 'tenho uma religião'??? Mas será mesmo que é só isso? Eu sei lá. Não sei porque tenho toda essa vergonha.
Em todo caso... prefiro falar que sigo uma filosofia... Patético, não?
19 fevereiro 2005
Complicada e perfeitinha
Mas no dia seguinte... é o caos instalado. Aquele mesmo sol que ontem era uma delícia hoje frita vc dentro do seu automóvel sem ar-condicionado. O filhodaputa do carro de trás quer que vc feche o cruzamento, tome uma multa e torne o trânsito mais insuportável ainda só porque ele quer virar à direita e vc o está atrapalhando. Uma ambulância, sirene no último, logo atrás, completa a maravilha do seu meio-dia mergulhada num inferno particular feito de asfalto e concreto.
Acho que os paulistanos todos casamos com uma mulher muito complicada. Bem, pelo menos ninguém pode dizer que os Raimundos não avisaram (ótima música!): 'meu filho, agüenta, quem mandou vc gostar dessa mulher de fases?'
PS: estou fazendo um curso de títulos de posts com o Calendas ,
dono de ótimo blog que eu não canso de indicar.
Porco Cane!
Uma vez um amigo tirou uma foto do Sapeca, meu cão que mora em Botucatu, outro salsicha, deitado de lado. Ficou o próprio porco-cane, rararara!!!! Praticamente um leitão!
O Xuxu, pobrezinho, de dieta, parece mais uma baleia. Xubaleia, para os íntimos. O que também não explica porque é que a cadela do Vidas Secas se chamava Baleia, já que ela não devia ter um grama de gordura no corpinho. Tadinha...
18 fevereiro 2005
"Mamãe, eu acho que estooooou..."
Bem, pelo menos eu dormi bem, no meu colchãozinho novo densidade 33 com selo do Inmetro. Agora só falta fazer a inauguração oficial, que vai ter convite e tudo e, claro, um convidado muito especial. SÓ UM.
E antes que vc se pergunte, já que a minha TPM está durando tanto esse mês, eu já aviso: não, eu não estou grávida (risos).
17 fevereiro 2005
A saga do colchão de Emilia
Encomendei um colchão há um mês e meio. O prazo de entrega era de 15 dias. Primeiro, demorou porque a empresa estava em férias coletivas. Aí, mandaram o colchão com a medida errada. Depois veio o Carnaval. Na sexta passada me disseram que entregariam segunda. Na segunda, que seria na terça. Na terça, na quarta. Na quarta, hoje, depois das 15h. Já são 18h e 42min. Cadê a porra do meu colchão????
Difícil manter o princípio budista de não falar de maneira áspera com as pessoas quando as empresas tratam vc como um imbecil.
Liguei para cancelar definitivamente a Folha hoje e me avisam que vou ter que pagar o mês que me deram de graça quando liguei, há um mês, pra cancelar, porque a fatura já foi lançada no sistema. A moça me disse na época, anotei na agenda: liga até o dia 20 e cancela sem problemas. E fica esse mês de graça. Aí ligo hoje e vou ter que PAGAR o mês DE GRAÇA que EU NÃO PEDI. Depois não sabem porque os Tribunais tão cheios de processos... Com esse tratamento que dão pro consumidor, não há quem agüente.
Cancelar qualquer coisa é uma maratona de paciência e bom humor. Passei hoje o dia resolvendo essas pendências porque ando sem dinheiro (novidade!), a situação tá preta e preciso cancelar meu jornal, a tv a cabo, a AASP e tudo o mais que eu puder.
Tô num puta mau-humor (Zé, se vc passar por aqui hoje, já tá sabendo), a merda da minha TPM não acaba nunca. E o meu colchão não chega nunca. E o meu cachorro tá chorando (parece que quando eu tô irritada ele chora mais, tadinho).
Ai, acho que vou meditar. E fui comprar hoje, finalmente, depois de quase um ano de meditação, um zafu (almofada) para meditar e não tinha o preto! É, quando o dia é pra ser um saco, ele é mesmo um saco. No matter what.
16 fevereiro 2005
É pra presente?
Às vezes as palavras vão jorrando dos nossos dedos direto pra telinha. A gente hesita, reescreve alguns pedaços, e chega uma hora que o texto está pronto. Como o blog tem que ser dinâmico, não dá pra ficar lapidando muito.
Muitas vezes, vc tem que pensar duas vezes antes de publicar. No caso, publiquei. Quem quiser que veja. Não posso agradar a todos.
Depois de um tempo, o sentimento que gerou a 'escrevinhação' do post passou. Nesse caso, melhor retirar. Retirado está. Sobrou a continuação.
O post falava, entre outras coisas, sobre meus defeitos. Amigo, eu sou isso mesmo que vc está vendo: uma pessoa com muitos defeitos. Dizer isso e completar: é assim que eu sou e pronto... não é uma boa idéia. Mesmo porque tenho me esforçado continuamente para ser uma pessoa melhor, falar menos palavrão, reclamar menos, me cobrar menos, criticar menos, ter mais pique, ser mais paciente. Por isso, não acho que esse pacote seja imutável. Mas tem defeitos que a gente até consegue suavizar, mas como estão muito arraigados na sua personalidade, são difíceis de extirpar completamente.
Mas no pacote emiliano, ufa, não tem só defeitos. Claro que vc tem que levar o pacote todo... Mas se topar, vai descobrir coisas legais também, além do meu lindo umbiguinho perfurado, do sorriso deslumbrante e de um corpinho de manequim de revista...bem, de alguma revista bem meia-boca mesmo(risos).
E aí, posso embrulhar?
"Começa hoje aquele intervalo insuportável entre o carnaval e o ano-novo."
14 fevereiro 2005
"Tristeza não tem fim... Felicidade, sim"
Trata-se basicamente de um chamado interior para que você olhe para dentro de si mesmo e preste atenção no que está acontecendo por ali...
Quando estiver confuso, triste, feliz, ansioso, emocionado... "come and see": pare, observe: o que vc sente? como está se sentindo? por quê se sente assim?
Mas quem chama? Ninguém. Pra onde? Pra dentro de vc. Pra ver o quê? (bem, aí entra a parte do budismo) Ver o Dhamma (ou Dharma, isto é, os ensinamentos). E onde está o Dhamma? Está dentro de vc.
E o que é afinal esse Dhamma? Aqui quem vai explicar sou eu: uma das coisas mais importantes é vc perceber que as coisas são impermanentes. Elas estão sempre mudando, começando e acabando. Tudo muda, o tempo todo. O sofrimento acaba, e a felicidade e o prazer também.
Quando estiver sofrendo, tente se lembrar que, uma hora, acaba. Na vida, como diz o ditado, tudo passa, até a uva passa (risos).
A música pode ser linda. Mas, por sorte, não é verdadeira.
Faz quase um ano
Foi logo depois do Carnaval, e eu me lembrei não só porque é inevitável, uma vez que a minha vida mudou muito depois disso, bem como a minha maneira de encarar as coisas, mas também porque hoje está fazendo um dia muito parecido com os de um ano atrás.
É claro, sua Emilia, que tá fazendo um clima parecido, pois é a mesma época do ano (dããã). MAs é engraçado porque não são dias típicos de verão: não está abafado (ao menos não aqui dentro do meu ap), não está úmido. Está seco, tem um ventinho frio, o céu azul com algumas nuvens... de vez em quando chove, mas não muito.
Mas a lembrança dos meus dias de hospital não me traz melancolia ou tristeza. Porque, embora eu tenha passado maus bocados lá, o ambiente nunca foi triste. Nunca passou pela minha cabeça que eu não fosse sair de lá. Nunca.
Me disse o monge, quando perguntei sobre como lidar com pensamentos ruins a respeito da morte, que se eu tivesse morrido naquele momento, teria sido uma morte boa, porque eu teria morrido em paz, sem medo. Acho que ele tem razão.
13 fevereiro 2005
O Terminal

Sinceramente? De verdade? Tudo bem, é o Tom Hanks, ele é mesmo muito bom, convence. Tudo bem, é o Spielberg, ele também é mesmo muito bom. Além disso, a situação insólita do cara preso num aeroporto, sem pátria, que não pode passar a catraca porque 'ali' é território americano e 'aqui', eu presumo, é território internacional (o que não faz muito sentido porque não está em águas ou mares internacionais, mas dentro do aeroporto! coisas que os internacionalistas sabem explicar...), é quase kafkiana.
Mas sei lá. Mesmo com tudo isso... achei o filme tão sem gracinha... Não me disse nada, afora o fato já sabido de que o mar de burocracia que engessa o Brasil também pode engessar outros países e condenar pessoas a vagar pelos escritórios.
É bonitinho. Aguinha com açúcar. Tem seus momentos. Na minha opinião... (não que ela valha alguma coisa) isso é tudo.
Xulão e o elefante
Pois Xulão transa com o Elefante, agora elevado à status de amante. Aliás, pensando bem, até que é um bom amante esse bicho, pois não reage com mordidas, latidos ou safanões às investidas do mini-macho Xuxu. E o melhor de tudo: o cão fica satisfeito e o Elefante não engravida!!!
A primeira vez foi muito engraçada. Ele ainda era filhote, e nunca tinha visto seu... bem... como dizer... membro ereto e com aquela bolinha que os cachorros têm pra manter o 'engate' na fêmea (por isso não se consegue desengatar: tem uma bolinha que prende o macho dentro da fêmea, é muito louco, é pra garantir que o espermatozóide vai mesmo chegar lá). Além disso, acho que ele nunca tinha gozado, também. Ficou atordoado, não sabia o que fazer com aquilo pendurado, andava pra lá e pra cá. Tentei encostar nele (no cão, não no membro), fazer um carinho na cabeça (do cão, não do membro) e ele (o cão) rosnou sério pra mim.
Depois que ele perdeu a virgindade elefantina... tudo é festa. De qualquer modo, ainda preciso achar uma cadelinha de verdade pra matar as vontades do meu lindo cão (e é lindo mesmo, não é coisa de dona coruja não). Enquanto isso, ele cura sua solidão com o Elê.
É, já diz o ditado: quem não tem cão, come pelúcia.
12 fevereiro 2005
Atendendo a pedidos
Ainda bem também que já consigo perceber quando ela chegou, e avisar quem está do lado: olha, tô na TPM. Fico reclamona, não páro de falar mal da minha família, acho a minha vida uma merda, porque não tenho dinheiro pra nada, porque estou fora de forma, toda mole, e meu cabelo está uma merda também por que o corticóide fez cair tudo e levo horas pra arrumar.
Enfim, esta boneca que vos fala fica mesmo um SACO na TPM.
Engraçado como a coisa muda de um dia pro outro! Ontem mesmo estava tão feliz, super bem humorada, a vida é linda, Sampa está maravihosa, o céu está azul (aquele azul poluído, mas azul), o sol brilha, o trânsito está bom, os ambulantes no centro vendem melancia em pedaço, a matrícula do mestrado, o passeio com o cão...
E hoje acordo com esse mau humor.
Só não estou pior porque uma das coisas que assumi no budismo foi tentar falar menos asperamente com as pessoas, e não falar coisas inúteis. Isso me ajudou a controlar a torrente de reclamações hoje de manhã, para não incomodar (ou incomodar menos) a pessoa que me fazia uma doce companhia.
Mas que tá tudo um saco, isso tá.
(Marcelo, me desculpe, mas por enquanto só tem esse post chato pra ler - risos)
10 fevereiro 2005
Quanto tempo?
Disseram-me já que os escorpianos são mais sensitivos que as outras pessoas. Eu não costumava prestar muita atenção às minhas intuições até pouco tempo atrás... mas sempre me ferrava. Depois, percebia que já tinha sacado desde o começo o temperamento de tal pessoa, ou que as coisas não iam funcionar daquele jeito, mas paguei pra ver, e aí já era tarde.
Ultimamente, tenho prestado mais atenção. Tenho sido mais cuidadosa. Ouço mais o meu 'sexto sentido': a mente. Mas não a mente racional, analítica. Essa eu ouço até demais (não é à toa que ganhei um nome budista que significa 'pessoa cheia de pensamentos, pensativa'). Tento ouvir mais a minha intuição, observá-la melhor, perceber que ela me avisa sobre as coisas e as pessoas.
A última vez em que me lembro que isso aconteceu foi no final do ano passado. Eu estava saindo com um cara que, como é costume masculino largamente utilizado quando querem livrar-se de nós, mulheres, desapareceu. O meu 'feeling', talvez por estar apaixonada, não me alertou que ele, provavelmente, estava com outra. Mas quando ele me contou, alguma coisa me disse que era uma pessoa que eu tinha conhecido por meio dele. Não havia nada demais na maneira como eles se tratavam, exceto por uma mão no cabelo durante um cumprimentar carinhoso. Bem, ele faz isso com todo mundo, é uma pessoa carinhosa. Mas não sei porque... achei que fosse ela. Na lata!
Coincidência ou não, foi exatamente esse cara que me falou das escorpianas intuitivas, um tempo antes desse episódio.
Quanto tempo será que vai durar essa minha sensibilidade extra-aguçada?
09 fevereiro 2005
Carnaval
Até umas duas semanas antes, estava torcendo pra surgir algum convite para viajar. Acho que fiquei até o último minuto torcendo pra isso. Mas não aconteceu. E, bem, eu já estava mesmo comprometida a ajudar na organização, então fui. Ajudou o fato de que viria um monge dos EUA, abade (o 'chefão') de um mosteiro budista; minha amiga tinha me avisado que o retiro com o monge era outro papo (eu já tinha feito dois retirinhos de final de semana, sem monge).
Claro que foi ótimo. Claro que eu adorei. Claro que eu descansei pra caramba, meditei (não pra caramba - risos, mas meditei) e até participei de uma cerimônia de iniciação ao Budismo, algo que eu não esperava que fosse acontecer.
O que eu também não esperava é que o monge fosse tão bom e tão carismático. Pra quem pratica meditação e/ou está a fim de viver uma vida mais tranqüila, ele fala coisas tão incríveis! De uma lucidez, uma simplicidade! Eu ficaria lá mais uns dias se não tivesse que voltar...
Com o tempo, vou escrever aqui algumas coisas que ele falou; não é pregação, são conselhos de vida, de tranqüilidade, de paz. Tem também fotos do retiro, com Emilia recebendo uma 'benção' do monge e tudo.
Ganhei também um nome em páli, língua original dos suttas budistas. Depois eu conto que nome foi e o significado - que, por sinal, foi exato, preciso para esta Emilia que vos escreve.
Pra quem se divertiu, espero que a folia tenha sido boa. Pra quem não... que tenham sido úteis os dias, pra descansar ou trabalhar.
Quanto a mim, espero estar um pouquinho mais forte e tranqüila pra tocar minhas coisas em frente, já que tudo está acontecendo muito rápido!
(PS: quer saber mais sobre o monge - Banthe Henepola Gunaratana - ou o budismo? vai lá: www.casadedharma.virtualave.net - site do grupo de meditação que eu freqüento
http://www.bhavanasociety.org/ - site do mosteiro dirigido pelo monge, nos EUA - em inglês)
03 fevereiro 2005
Negociação
Pois eu estou aprendendo a duríssimas penas a arte de negociar. Quase sempre saio insatisfeita, me sentindo uma perdedora, 'eu devia ter forçado, ele ia aceitar mesmo assim'. Na maioria das vezes, ia mesmo. Em outras, não. Difícil saber.
Dificulta o fato de eu não ter um escritório, o que leva as pessoas a crer que por isso eu seja menos respeitável. É ruim não ter um lugar só seu pra fazer uma reunião. Mas enquanto eu não resolver investir de verdade nisso, vai assim mesmo. 'Tá ruim mais tá bão', né?
O negócio é ter paciência e ir aprendendo devagar. Pelo menos já não tô cobrando só o valor da tabela da Ordem. Já é um começo... quer dizer, um consolo.
O sumiço de Emilia
Esta Boneca de Pano que vos fala pede humildemente desculpas aos seus leitores fiéis (o contador anda registrando umas 20 visitas por dia, o que significa que não são só as minhas visitas que ele anda contando - risos) pela ausência de novidades nos últimos dias, e informa que hoje à noite postará alguma coisa mais interessante que um pedido de desculpas.
E também, vcs têm mais é que achar bom, porque trabalho = dinheiro, e vcs são meus amigos e querem que eu tenha unzinho no bolso pra pagar as contas e fazer uma baladinha, né?
Beijocas apressadas
31 janeiro 2005
Minha amiga, que roubada heim?
Esses dias conheci uma moça que está apaixonada por um roqueiro. Desde que se conheceram já foi a um ou dois inferninhos de rock do tipo Sarajevo (fica ali na Augusta), e imagino que em breve passará a ouvir rock pauleira e virará assídua freqüentadora do Café PiuPiu.
Eu mesma já tive meus momentos. Na adolescência, tive um namorado que era peão de rodeio nas horas vagas. Ouvia só sertanejo. Eu, que odiava o Zezé di Camargo e Luciano (na época eles ainda estavam começando), passei a gostar. Demorou, mas gostei. No final, já sabia até as letras.
Outro era um casinho que só ouvia metal. Do bom, mas metal. Apaixonada, 'troquei' um CD da Zizi Possi por uma maldita fita do Ozzy ao vivo. Tive que comprar a Zizi de novo (no fim, anos depois, ganhei - de outra pessoa- também o CD duplo do Ozzy, que afinal era mesmo muito bom. é o único CD de metal que tenho na minha coleção).
Sinceramente, não me submeto mais a esse tipo de coisa. Pra começar, as chances de eu me envolver com uma pessoa assim tão diferente de mim são bem pequenas, creio eu. Em segundo lugar... bem, quando fazia isso, era bem mais boba, achava sempre que 'aquele era o cara', então, pelo 'o cara' a gente encara (rimou) qualquer programa, né?
E eu pergunto aos meus leitores machos: vcs topam esse tipo de programinha de índio só por paixão?
Mar Aberto
Nunca achei que a 'Bruxa' segurasse o suspense. Ao contrário, em Mar Aberto, o stress permanece durante todo o filme até o final, que é realmente surpreendente. A gente assiste se agarrando de tensão no que (ou em quem) estiver mais próximo - travesseiro, namorado, cachorro...
Assisti à noite: antes de dormir não parava de pensar na cena final... e foi na mesma cena que pensei logo ao acordar.
A comentada DR no meio do oceano não é o que mais importa no filme. Pra mim, aliás, poderiam ser dispensadas tais cenas, não fazem muita diferença. O que dá uma puta tensão mesmo são as dezenas de tubarões, em situação que me fez lembrar de 'O velho e o mar', que não é só uma luta do pescador com o Marlin Azul, mas também com os famintos tubarões que cobiçam o seu precioso troféu.
Suspense do bom. Mas só funciona se vc estiver realmente a fim de passar uma hora e meia de stress. Senão, pode se arrepender.
Orkut - parte 2
Segundo ela, Fulano é um homem perfeito (afinal, foi inventado por uma mulher!). Profissional liberal bem sucedido, na casa dos 30 anos, é bonito, misterioso, gosta de cultura, boa comida, e ainda tem aquela 'pegada' boa, sabe como é?
Fulano é, em suma um tesão. E o mais curioso de tudo é que Fulano tem sido assediado por moças que não o conhecem, mas gostaram do seu perfil. Já recebeu até convite pra sair!
Sinal dos tempos... como dizem por aí. Desavisadas, abram o olho! Se conhecerem pela internet um homem perfeito demais... ele pode não existir!!!
(ainda o Closer - quem viu a cena hilária do Clive Owen numa trepada virtual com o Jude Law sabe do que estou falando!)
Um cigarro
Já era um pouco tarde, então pulamos o sexo matinal e fomos tomar café. Jornal (se eu fumasse, cigarros fariam parte do cenário também). Revista dominical. Um Chico na vitrola. Lá fora o dia já bem começado, quente, azul, um lindo dia de outono no verão paulistano.
Depois de um ou dois cadernos da Folha, fui me despedir... e o beijo de tchau virou um beijo de puro tesão. As mãos dele por toda parte. Eu e ele por toda parte. (Se eu fumasse...)
Saí de lá pura felicidade. Sabe essas felicidades que dá vontade de gritar para os outros? Eu tenho um amigo que tem até raiva, ele fala pra gente 'tira esse sorriso insuportável do rosto, menina!'.
O fresco domingo outonal terminou com um pôr-do-sol de maio. Só faltou Vênus e a Lua se encontrando no meio da sombra das árvores. Deviam estar se agarrando em algum canto, por aí...





