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09 setembro 2005

Chorinho de camelo

A história do camelo chorão, em inglês, ou em português, Camelos também choram.
Emilia também chora, todo mundo chora (ou, pelo menos, os mais sensíveis) com a historinha do pequeno camelo que nasce no deserto da Mongólia e é rejeitado pela mãe (coisa comum, não só entre os animais, mas também entre as gentes) depois de um parto difícil, de 2 dias. Ele tenta mamar, mas ela não deixa. Pobre camelinho.
Mas o título do filme não se refere ao baby camelo, branquinho, que chora aquele chorinho de animal que todo mundo que tem cachorro conhece bem. Conto o porquê: depois de várias tentativas de aproximar o filhote da mãe, resolvem os nômades chamar um violinista de uma aldeia - distante um dia e meio de camelo do acampamento - para fazer um ritual.
O violinista vem. E toca violino. Uma moça do acampamento canta uma canção, enquanto faz carinho na camela. E a camela começa a lacrimejar.... É incrível! Parece que os camelos ficam hipnotizados com a música... A mãe camela vai se acalmando e finalmente aceita o filhote.
O filme foi indicado ao Oscar de melhor documentário, é realmente lindo, lindo.
É assistir e chorar junto com os camelos...

07 setembro 2005

Bingo

Dia desses, fui na casa de uma antiga empregada nossa em Botucatu, a Tê. Fui fazer uma visita (ela trabalhou mais de 15 anos na minha casa), pegar uma planta que ela botou no vaso pra mim, ver como ela está. Fui jogar bingo com ela e seus amigos, gente muito simples, praticamente da roça.
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A Tê teve um tumor detectado no pescoço há cerca de um ano. Fizeram biópsia, extraíram o caroço. Pelos exames, parecia ser uma metástase. Centenas de exames depois, não conseguiram achar o tumor principal.
O tumor no pescoço reapareceu. Foi sugerida cirurgia, mas com riscos (não sei ao certo quais, mas riscos graves. inclusive de atingir um nervo, acho eu). Ela optou por não operar.
Está se tratando com um médico naturalista, um curandeiro, não sei ao certo. É muito católica. Talvez aguarde um milagre.
Estes dias, quando estive lá, notei que o pescoço está inchando. Será impressão minha? Não sei, provavelmente não.
E o que é que a gente pode dizer? Temos direito de dizer alguma coisa? Só quero que ela esteja bem e, na medida do possível, tranqüila.
Jogamos bingo um tempão, quase até a meia-noite. Foi muito divertido. Mas depois veio uma tristeza.
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Se eu rezasse, pediria a Deus que ela não se arrependa da escolha que fez. Que não tenha dúvidas, jamais; que a fé que ela tem dê a ela força para ir em frente, sem olhar pra trás. Ela sempre foi muito forte. Construiu mais de uma casa, de verdade, levantou paredes, junto com o marido. Que ela permaneça assim, forte, sempre.
Olhar para um passado que desejaríamos diferente ou para um futuro que tememos pode trazer muito sofrimento. Que ela olhe, sempre, o presente.
Quanto a mim, só espero ainda estar presente muitas vezes ao presente da minha querida Tê.

Melhor que botox

Estou descobrindo minha própria Emilia. Ela se sente bem mais confortável no papel de professora do que no de advogada. Adoooooooora ser chamada de professora, não gosta de ser chamada de doutora (só vai gostar no dia que for doutora de verdade). Aos pouquinhos está virando professora mesmo. Agora, vai dar aulas num curso de capacitação. (eba!!!!!!!)
Os alunos da São Francisco a chamam de professora, e ela realmente adora. Não cabe em si, de tão feliz, ao enfrentar a turma com a aula preparada. Fala de boca cheia que está dando aulas.
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Porque será que demorei tanto pra entender uma coisa tão simples?...
Sempre admirei meus professores, muito mais do que admiro bons advogados ou bons juízes. Uma boa aula é um tesão. A reação da classe ao que vc diz é um tesão - principalmente se for uma reação boa (risos).
Estou me sentindo cada vez mais jovem ao lidar com pessoas mais jovens que eu, gente nascida em 1984 (!), cabecinhas fresquinhas, curiosas.
Acho que estou como naquele comercial de creme anti-rugas: vou começar a dar aulas aos 28 e acho que, logo logo, chego aos 25...

27 agosto 2005

outras conclusões (alguns minutos depois)

Antes que me xinguem de melodramática ou de ter autopiedade, ou qualquer outro eufemismo pra isso, vamos lá: o post abaixo é pra ser uma historinha mesmo. Embora tenha repercussões na minha vida hoje, já não tenho um envolvimento emocional significativo com o que aconteceu em 1995. Mas não posso negar que me causa problemas até hoje. E que minha vida profissional pode facilmente se prejudicar por causa de uma depressão ou de uma crise de ansiedade.
No mercado, hoje, não há lugar pra compreensão. Ninguém quer saber que merda aconteceu na sua vida que pode ter desencadeado aquilo. O que se espera de todos é que dêem resultado. No formulário de preenchimento da FAPESP não posso escrever: "repeti as matérias porque tive depressão". Ou: "tenho um problema de ansiedade que paralisou a minha vida profissional nos últimos 4 anos." Não há lugar pra isso.
Mas as merdas que eu fiz antes não significam que eu precise continuar fazendo. Hoje já consigo identificar o possível início de uma depressão ou crises de ansiedade logo no começo. O que previne a fazeção de cagadas de potencial mais destrutivo.
Não é incrível? Percebo que tudo o que eu tenho de doenças, sejam psíquicas ou físicas, são do tipo auto-destrutivo: gastrite, depressão, um precipitado (mas não impossível) diagnóstico de doença auto-imune... Quer algo mais auto-destrutivo que uma doença auto-imune? Criar anticorpos anti-vocêmesmo é realmente algo que só se explica somaticamente falando...
Felizmente eu não arranco tufos de cabelo nem os cílios dos olhos (tem quem faça isso), não rôo unha, não fumo, não bebo (só socialmente) e não uso drogas.
Mas sexo eu faço, tá?

perdoai-os senhor, eles não sabem o que fazem

Quando eu tinha 18 anos tive uma depressão profunda. 1995. Eu fazia duas faculdades ao mesmo tempo, cantava no Coral em uma, e era representante discente e Diretora no Centro Acadêmico da outra. Na época, o merda do meu psicólogo (era um merda mesmo) não conseguiu identificar que eu estava em depressão. E os meus pais nem podiam mesmo, porque eu mal falava com eles. Contava algumas mentiras e eles achavam que tudo estava bem.
Em julho daquele ano me apaixonei por um rapaz que morava em Brasília, e desde então só chorava. Ia dormir às 4 da manhã todo dia e mal dava conta de assistir às aulas no período da tarde(!). A minha república era um lixo, e eu passava a madrugada assistindo TV a cabo e matando baratas, de todos os tamanhos, formatos e cores, que andavam pelo chão e subiam pelas paredes. Eu saía com mais uns dois ou três rapazes em SP para suprir a minha carência que não tinha fim. E chorava de saudades do candango, que não vinha nunca me ver porque não sabia dar um passo sem pedir autorização pro merda (era um merda mesmo) do pai dele.
No final do ano, mudei-me pro apartamento onde moro até hoje. No meio da depressão. A merda da terapia já tinha ido pro espaço. Também, era uma merda mesmo.
Resultados:
  • repeti todas as 4 matérias em que eu estava matriculada na faculdade de Direito.E o pior: o pessoal assinava as listas pra mim, então eu tinha 99% de presença mas fiquei com ZERO de nota. Não consegui ir fazer uma única prova. Nada. Até hoje meus pais não sabem que, na verdade, nunca tranquei a faculdade de direito. Repeti tudo mesmo.
  • larguei o Coral no meio de uma série de apresentações marcadas praquele final de 1995. Simplesmente deixei o regente na mão, sem qualquer justificativa. Não tinha coragem de ir lá dizer que não conseguia mais.
Resultados tardios não esperados:
  • mínimas chances de conseguir bolsa na FAPESP com reprovações no histórico escolar.
Problemas emilianos que dificultam ainda mais a obtenção de bolsa na FAPESP:

  • idade: não sou mais recém-formada
  • não fiz iniciação científica, embora tenha tentado, mas as minhas reprovações fizeram com que eu não conseguisse a bolsa
  • neurose que vira ansiedade por problemas com dinheiro, que gera outros problemas, como dificuldade de trabalhar e estudar
  • incapacidade de administrar coisas demais ao mesmo tempo sem fazer alguma delas meia-boca. nesse caso, meia-boca foi o trabalho que fiz pra pós, no qual tirei nota B, o que certamente reduzirá ainda mais as minhas chances de obter uma bolsa.
Conclusão:
1) a gente paga pelos erros do passado, ainda que eles tenham sido cometidos na juventude/adolescência. paga um preço mais alto do que devia, às vezes.
2) ansiedade é o mal do século. e é uma MERDA. assim como era o meu terapeuta. acho que vou processar esse filhodaputa...

22 agosto 2005

4x4

Vixi, faz tempo que eu não venho aqui.
Ando meio desligada, meio deprimida, meio me sentindo culpada com os sapatos, calças e blusas que comprei.
Noto que, quando volto de um retiro budista, sempre consumo menos. O consumo realmente está associado (no meu caso) à ansiedade. Não que eu seja uma consumista louca, isso não. Tenho momentos... (risos).
Aliás outro dia aconteceu uma coisa engraçada - acho que estou conseguindo virar uma pessoa moderada nos meus gostos, na minha vida (o que, pra mim, é bom) - : eu já passei por duas entrevistas para pesquisa de mercado e não passei em nenhuma das duas. E acho que talvez só passasse em uma: a de chocólatras. Mesmo assim, atualmente tenho tentado moderar o consumo de chocolate...
As entrevistas eram pra saber se eu tinha o perfil pra participar de pesquisas de mercado de um produto pra cabelo e café. Pra primeira não passei porque só faço escova umas 4 x por ano, não pinto o cabelo (ainda), não faço alisamento, e faço hidratação também só umas 4 x por ano. Ou seja, não sou uma boa consumidora pra testar produtos pro cabelo.... Pra segunda... bem, precisava beber café 3x ao dia!!!
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Coisas que eu faço 3 ou mais vezes ao dia:
  • escovar os dentes
  • comer
  • beber
  • fazer xixi
  • checar e-mails
  • pensar no meu saldo devedor no banco

08 agosto 2005

O círculo do eterno retorno

Teminha recorrente nesse blog, não? Ah, tô falando da TPM. É que tem todo mês, sabe? Tooooodo mês. Todo mesmo. Every fucking month!!! (com acento no 'fu')
Claro que aí as coisas se encadeiam sem a gente perceber. Quando viu, já pegou aquele drama que faz chorar. Bem que eu tentei uma comédia, ontem assisti Legally Blonde 2, engraçadinho, totalmente excelente, como diria Paulo Bonfá, para dias de deprê. Mas não pude evitar seu contraponto dramático (eu tive um namorado que me acusava, assim mesmo, quase um xingamento, de ser dramática. o filho da puta.), The Hours. Até fiquei com vontade de ler Mrs. Dalloway, mas acho perigoso ler um livro sobre uma mulher que se mata (ooops, parece que ela não se mata, afinal) assim, do nada, num dia como esses.
Ontem já tive minha cota de pensamentos sobre morte. Hoje já tive minha conta de pensamentos sobre 'eu não vou conseguir ser nada na vida e uma hora vou ficar desempregada e sem ter onde cair morta porque não arrumei um emprego público; melhor prestar concurso em alguma universidade...'. Esse mês só não tive ainda a cota de pensamentos 'eu nunca vou achar ninguém e ter filhos e vou morrer sozinha'.
Então acho melhor encher a cara de óleo de prímula (ahaaa!!! achou que eu dizer vinho, né? ou uísque? ou vodka, que eu não encho a cara com bebida vagabunda...), e esperar mais uma semana passar. Esperar passarem as horas.

31 julho 2005

Integral

Mês agitado, cheio de acontecimentos. Muita bagunça interior. Paixões, desejos, tristezas, frustrações. Falta de tempo: esse que quando nos sobra nos falta e quando nos falta... bem, nos falta mesmo.
Me faltou, especialmente, tempo pra processar tudo. Pra digerir... se necessário, até, ruminar um pouco antes de engolir. A sensação que tenho é que tive que engolir tudo inteiro. E com casca.
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Aos pouquinhos vou tomando consciência do que é ser adulto, e isso me fascina e me assusta simultaneamente. Sempre tive medo desse momento, em que perderia as prerrogativas de mocinha, de recém-formada, e assumiria as 'responsas' que vêm junto com a liberdade de ser adulto. Ser adulto é responder pelos próprios atos, sem ninguém pra botar a culpa se der alguma merda. Isso é difícil. Espero conseguir, com alguma dignidade.
Sinto que finalmente estou construindo meus próprios caminhos... como diria aquele que eu cito, mas nunca sei o nome: "camiñante, no hay camiño. el camiño se hace al andar".

26 julho 2005

Choro

A minha avó morreu. Eu não estou acabada nem super triste, o que catolicamente falando é realmente um horror. Mas não posso fazer nada. Eu não muito era ligada a ela, exceto pelo sangue e por um pouco de afeição que cultivei durante esses últimos anos em que ela esteve morando com meus pais. Mas ela era causa de tanta discórdia e sofrimento na minha casa que não consigo sentir senão alívio pelo fim. Também fico aliviada por ela ter parado de sofrer, já que da última vez que a vi já não era mais aquela italianona fortona de antes. Tinha virado uma velhinha doente.
Ela nunca teve vontade de viver, pelo menos nos últimos anos. Claro, tinha uma depressão tão forte que remédio nenhum fazia efeito. Só fazia se lamentar pela droga de vida que ela levava agora e pela merda de vida que tinha tido até então, com meu avô que a traía enquanto ela lavava e passava (com ferro em brasa) roupa pra fora. À noite ainda catava feijão à luz de lamparina.
Contava que, com o dinheiro que conseguiu ganhar, formou o único filho doutor, meu pai, que teve o ímpeto de dizer 'quero ser médico' - contra a vontade do pai - e, ao contrário dos outros irmãos, foi lá, estudou e se formou. Os demais estão por aí, penando em situação financeira complicada....
Além da depressão, ela tinha dezenas de doencinhas incuráveis pelos métodos normais da medicina, uma vez que praticamente todas eram psicossomáticas: fazia todos os exames, nada aparecia; tratamentos de último tipo, nada funcionava. Sofria, dor aqui, dor ali, tontura, dor de estômago, intestino absolutamente preso, dor de cabeça, as pernas que estão bambas... De repente, sumia aquele sintoma e aparecia um novo, igualmente imaginário. É incrível o poder que a cabeça da gente tem de criar o belo e de destruir aos outros e a nós mesmos.
Nos últimos tempos, meu pai a transferira para uma casa de repouso em Bauru, porque em Botucatu não havia uma que prestasse e não dava mais pra ela ficar lá em casa: precisava de assistência 24h, quase não saía mais da cama. E acho que depois que ela foi pra lá, acabou o restinho da vontade de viver que ela ainda tinha. Sem o filho por perto a dar-lhe um pouco de atenção na hora das refeições, sem parentes, sem amigos, o que fazer, senão morrer?
Quando falei com meu pai no sábado à tarde eu estava viajando. Liguei para dizer-lhe que tinha chegado bem, e ele me contou que acabara de voltar de Bauru, e que a havia transferido mais uma vez para o hospital, mas que ela estava bem. Pela seiláeuqualésima vez, cansado, triste, me disse: 'não acaba nunca, é o meu calvário'.
Acabou.

20 julho 2005

Mia Caipirinha

Meu querido amigo blogueiro e designer Marcelo Calenda fez uma série 'caipirinhas' no blog dele, o www.calendas.blog.uol.com.br. Mandei pra ele uma fotinho de Emilia, com cara mesmo de boneca de pano, aos 3 aninhos e meio de idade, toda faceira de caipirinha. Quem quiser conferir, é só clicar no azulzinho aí em cima. Aproveitem para xeretar lá, que o moço é criativo à beça, de modo que quando leio o blog dele me sinto realmente deprimida por escrever essas porcariadas aqui.
Beijos julhinos a todos os meus fiéis leitores.

19 julho 2005

mais uma da série 'mulher é assim mesmo'

Vixi, acho que o último post não agradou.... Pudera, quantas pessoas gostam de falar sobre uma coisa tão bllllleeeeeeeca quanto menstruação? O fato é que as mulheres continuam se envergonhando de falar sobre isso e de confessar pros homens que estão 'naqueles dias', ou que estão na TPM, sei lá.
Rola um preconceito por parte dos homens - muitos acham que é desculpa, que é tudo invenção da nossa cabeça. Pois não é.
Eu mal percebo e já estou toda inchada (pra encher um decote é a melhor época do mês - risos), mal humorada e/ou deprimida. Deprimida sim.
Quantas vezes não passei um ou dois dias de cão, tristíssima, certa de que nunca, nunca mesmo, jamais conseguirei fazer nada na vida que preste, que vou depender da ajuda do meu pai pra sempre.... voilà, eis a TPM, bandida!! Só então me dou conta. Mas ainda que eu saiba que é só a TPM, mesmo assim aquele sentimento insiste em me perseguir.
E aí, quando finalmente acaba, lá vem aquele sangue todo....
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Olha, mulher é assim mesmo: temos só 15 dias por mês pra mostrar o nosso lado mais perfeito, depilado, lindo e brilhante: nos outros 15, ou bem estamos com raiva ou deprimidas ou (puro preconceito de alguns homens - e mulheres- que não sabem das delícias da vida) usando cinto de castidade....

17 julho 2005

Mar em fúria

Mês confuso, Bonecadepanoégente extremamente confusa. Muita coisa pra administrar, muita novidade, muito stress, muita gente, gente ruim e mau-caráter, gente muito boa...
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A TPM passou e eu não percebi. O que não necessariamente é bom.
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E por falar em TPM... eu tenho uma relação de amor e ódio com a menstruação, sabe? Na maior parte do tempo é de ódio mesmo: ô coisinha chata, heim? Cólica, inchaço, a encheção de saco de ter que lembrar de comprar modess e perceber que o mercado foi invadido pelos malditos absorventes com controle de odores que te dão uma puta alergia, o que significa que vc tem que comprar uma marca mais cara (ou a mais vagabunda), a preocupação ('será que vazou'? 'ai, droga, esqueci que estou de OB!')...
Mas às vezes (só às vezes, heim?) quando as coisas acontecem de maneira um tanto quanto imprevisível (ou nem tanto...), nada dá mais alívio do que sentir aquela colicazinha básica...
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Ser mulher é viver em permanente mudança. Uns dias, demoníacas; outros, em estado de graça...

12 julho 2005

Filhosdaputa

Filhodaputa, mau-caráter, inescrupuloso, sem-vergonha, escroto, criminoso, denigre toda a classe dos advogados.

02 julho 2005

3 meses em 1

olhar muito os olhos grandes e claros e o sorriso muito franco, o peito aberto.
decorar os contornos, entender cada expressão, estremecer com um certo olhar, experimentar conexões incríveis. temos nosso próprio tempo.

29 junho 2005

E por falar em saudade

Falando em sorriso, eu, que esses dias ando com um de orelha a orelha, nada me abala, nada me perturba, nada me incomoda, recebi do meu terapeuta, em sessão-antecipação-de-sofrimento- pelo-futuro-incerto-da-minha-paixão-avassaladora-internacional, a seguinte opinião: eu tenho conseguido deixar os sentimentos comandarem essa minha cabecinha hiperracional de vez em quando, sem perder o equilíbrio. Segundo ele, até a maneira de eu me relacionar com ele mudou nos últimos tempos. Ando mais afável... menos distante.
Tenho sorrido mais ultimamente... e que diferença isso faz!
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O sorriso sincero ilumina as pessoas... não estou falando de gente que estampa um sorriso falso no rosto e sai por aí conseguindo coisas. Estou falando daqueles dias em que a gente está radiante. Exemplo: outro dia fui ao Fórum e vi que tinha ganhado um agravo por unanimidade. A despeito de o cliente não me pagar, fiquei super feliz, orgulhosa do meu trabalho. Peguei o elevador com um sorriso que não cabia na cara. Pronto!!! O ascensorista só faltou me estender o tapete vermelho! (risos) Me levou pro andar que eu quis (não pode isso, lá os andares são previamente marcados) e ficou falando o tempo todo do meu sorriso. E quanto mais ele falava, mais feliz eu ficava! É um efeito cascata!
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Hoje estou muito, muito feliz!!! Saí irradiando sorrisos pela rua. Estou tão simpática que até me criticaram por isso! (risos) Mas não me incomodo não...
Não vou economizar sorrisos! Quero deixar esse sentimento bom invadir cada célula do meu corpo, quero rir tanto que chegarei a chorar, quero me afogar na felicidade que sinto agora. Depois? Ah, depois eu vejo...

Água fria

Meus salva-vidas favoritos vão me abandonar. O contrato da empresa pra quem eles prestam serviço expirou e... pimba! adeus moreno musculoso, adeus italianão (tipo Giovanni do volei, sabe? nos tempos de mocidade) esculpido com braçadas. Adeus elogios à beira da piscina. Adeus dicas de treino... Adeus momentos de descontração dessa moça que entrava muda e saía calada da piscina.
Brincadeiras à parte: fiz dois, não digo amigos, mas companheiros, que tornavam a minha ida à piscina mais gostosa. Eu costumava entrar mesmo muda e sair calada. Mal falava com alguém. Às vezes trocava um ou outro comentário sobre a temperatura da água, nada mais. Medo de ser abordada, de ser um mané, pentelho, sei lá.
Os meus amigos quebraram o gelo ao comentar que eu estava bem mais magra (7 kg de corticóide a menos fazem uma bruta diferença). E aí passei a ser mais amigável. Com eles, claro, mas também com todos ali.
Meus salva-vidas vão deixar saudades... Mas deixaram coisa boa como lembrança.
Um sorriso é sempre mais gostoso, né? ;-)

28 junho 2005

Improbabilidade Infinita

Como é que algo tão certo pode ser tão improvável?? Quais as chances de se conhecer alguém que encanta tanto, que te toca com uma suavidade incrível, que tem um olhar tão doce, e que vive do outro lado do mundo??? Quais as chances de se conhecer alguém com tamanha sintonia que um beijo desencadeia uma infinidade de sensações, e com quem o encontro é inesperado, mas pleno, simples, profundo, extasiante e sincero???
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Viver o aqui-agora. Carpe diem. Concentração plena no presente. A impermanência das coisas...
As palavras podem ser em páli, sânscrito ou latim... a sabedoria é universal. Sorver o momento até a última gota. É por isso que vale a pena.

26 junho 2005

A Revolta dos piercings

O piercing do meu umbigo conversa com o do nariz. Eu já andava desconfiada, mas agora tenho certeza. Vou contar e depois vcs me dão as suas opiniões:
Esses dias quase havia perdido o do umbigo. Pressionado pelas meias-calças que eu uso no inverno (mesmo por baixo da calça, para me proteger do frio que congela minhas pernas), numa manobra altamente arriscada, querendo livrar-se daquela situação sufocante que é viver no meio do nylon, a bolinha superior usou de toda a sua habilidade, desenroscou-se do restante do piercing, e atirou-se de uma altura incrivelmente alta para uma bolinha de piercing - cerca de 1000 cm - para o chão!!! Por sorte, no momento em que ela atingia o solo, eu percebi a ousadia e resgatei-a, incólume, para alívio do meu umbigo e do restante do piercing, que já iniciava movimentos igualmente suicidas.
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Dias depois...
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Estou eu finalizando o meu terceiro banho do dia (no inverno, tomo muitos banhos para me esquentar. no verão, para refrescar - sou meio maníaca por água - coisas de escorpiana) quando ouço um barulhinho... plic! O plic! era a bolinha do piercing indo se aventurar pelo ralo, nos esgotos da cidade de São Paulo. Tá, tá. Depressa arranquei o que restava do adereço, para que não fosse ele entupir mais um encanamento por aí. Conformada. Compra-se outro. Muda-se a cor da pedrinha. Pelo menos a gente dá uma variada no umbigo.
Me enxugo e vou finalmente passar a toalha no rosto. Esqueço que estou com a droga do piercing no nariz (que vcs podem achar nojento, mas não é não. a gente tem mania de achar que as coisas que saem do nosso corpo são nojentas, mas elas são simplesmente matéria orgânica, e ponto). A toalha (quero dizer, eu, manipulando a toalha) arranca com toda a força a droguinha minúscula do meu nariz. Rapidamente tento colocar de novo, já sabendo que o furo vai fechar em 0,25 s. Chego a ficar meio tonta na frente do espelho (não tenho 'medo' de sangue, mas quando é o meu... aí a coisa muda de figura). Não consigo de jeito nenhum. Desisto, tenho compromisso, preciso sair. Vai sem piercing mesmo. Vou ter que furar de novo... Furar de novo, prestem bem a atenção, como se fosse uma delícia a gente ficar furando o nariz sem anestesia toda hora.
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Agora, me digam se não parece, assim, uma revolta generalizada??? Será que é porque dizem que 'corta' a energia da gente??? Será mesmo coisa de corpo cansado de objetos metálicos atrapalhando a circulação??? Vai entender essas energias que andam por aí...

Os detalhes picantes da noite

Um mojito, dois amigos, vários chopps, um monte de jornalistas, um bar latinoamericano, gente descolada, muita risada, bois felizes, chineses felizes (foi a melhor da noite!!!!), frio, pessoas bonitas, mocinhas bem vestidas, cachecol, olhares felizes, um boxeador idiota, chopp, um jornalista de ONG, chopp (escuro), um boxeador idiota e sem noção, um banheiro bissexual, pessoas com identidade sexual indefinida, uma privada sem papel higiênico, pessoas que gostam de se beijar na boca porque está na moda,um boxeador idiota, sem noção e fumante, a conta por favor, vamos pra outro lugar?

Zombiemilia

Esses dias tô zumbi.
Tudo começou com o trabalho já referido nos posts abaixo. Virei a madruga escrevendo, emendei o dia, fui pra aula, almocei com a turma da aula e com o professor Chaves, que é uma figura ímpar, fui no Fórum, trabalhei, fui pra casa do meu tio, jantei lá, cheguei em casa depois de 36 horas acordada e aí pra dormir é aqueeeeeeeeela dificuldade, depois de tanto tempo ligadona na tomada.
Acordei à uma da tarde ontem e, não fosse a ótima noite que eu tive, em companhia de amigos, com direito a uma parada na Offner da 9 de julho às 2 della matina (solução pros desejos noturnos incontroláveis de doce!!!) pra se entupir de chocolate, o meu dia teria sido mesmo uma negação completa.
Hoje, mesma coisa. Acordei à 1 e não consegui fazer absolutamente nada que preste.
Acho que vou levar uma semana pra me recuperar desse jatlag...
E como vcs podem ver, isso se reflete na absoluta falta de criatividade para falar sobre qualquer coisa interessante aqui. O que tem sido uma constante, eu sei. Mas também, eu não posso ficar dando os detalhes picantes da noite, né?