Assista, se vc gostou de Magnólia, se vc gostou de Short Cuts, se vc gosta de Paul Thomas Anderson.
O filme, do mesmo roteirista de Menina de Ouro e HOtel Ruanda (Paul Haggis), tem momentos meio melodramáticos demais pro gosto de alguns, imagino eu. Cheguei a chorar de nervoso em determinadas cenas (é, definitivamente entrei na TPM).
Tema: o racismo. Os encontros e desencontros entre personagens se dão em LA... Acho que LA deve ser mesmo uma cidade muito, muito estranha. Se vc acha São Paulo estranho... LA deve botar no chinelo. Uma cidade, essa sim, que nunca dorme. Em que os contrastes são tão, mas tão escancarados que devem sair gritando no meio da rua... Não foi em LA que aquele rapaz foi espancado, filmaram, e depois passou no mundo inteiro? (fucei aqui, Rodney King é o nome do moço)
O filme tem obviedades de filmes de encontros e desencontros desse tipo. Mas se vc estiver só a fim de uma diversão sem preocupação... (se é que se pode chamar drama de diversão) vai lá. Vale o ingresso.
04 novembro 2005
Damn Eve!
E como se não bastasse a gente passar duas semanas por mês histérica/irritada/inchada/de mau humor/se sentindo um lixo....
tem uma vez por ano que o mês inteiro é assim!!!!!!!!!
Ô inferno astral!!!!!!!
tem uma vez por ano que o mês inteiro é assim!!!!!!!!!
Ô inferno astral!!!!!!!
31 outubro 2005
Constante e fiel
Ralph Fiennes parece estar condenado a fazer papéis de homens um pouco (ou muito) perturbados, ligeiramente (ou muito) deprimidos, meio amassados, comendo areia, a pele seca, os cabelos loiros despenteados e sujos, um inglês decadente, triste, triste, triste. Mesmo na felicidade ele sempre está meio triste, parece saber que acaba logo. 'Tristeza não tem fim, felicidade sim'.
O Jardineiro Fiel, de Fernando Meirelles, tem Ralph Fiennes e tem também uma temática social como pano de fundo. Não importa que o roteiro é adaptação de John Le Carrè, best seller de teorias de conspiração, o fato é que não dá pra ignorar a criançada africana correndo do lado do carro, as carinhas... crianças que vivem em uma miséria tão absoluta que nem lixo existe pra se comer os restos.
A vontade que dá são duas: deixa de ser cagona e vai fazer o trabalho humanitário que vc sempre diz que sonhou, larga essa vidinha pequeno burguesa e a preocupação com a parcela da C&A daquela roupinha descartável que vc comprou e vai logo fazer alguma coisa que realmente preste na vida; ou, se interna logo de uma vez num mosteiro budista, ou vira estúpida, que nem o Antoine, do livro do Martin Page (outro best seller), mas pare, pare, pare de olhar e saber da miséria, se culpar, e não fazer nada!
O Jardineiro Fiel, de Fernando Meirelles, tem Ralph Fiennes e tem também uma temática social como pano de fundo. Não importa que o roteiro é adaptação de John Le Carrè, best seller de teorias de conspiração, o fato é que não dá pra ignorar a criançada africana correndo do lado do carro, as carinhas... crianças que vivem em uma miséria tão absoluta que nem lixo existe pra se comer os restos.
A vontade que dá são duas: deixa de ser cagona e vai fazer o trabalho humanitário que vc sempre diz que sonhou, larga essa vidinha pequeno burguesa e a preocupação com a parcela da C&A daquela roupinha descartável que vc comprou e vai logo fazer alguma coisa que realmente preste na vida; ou, se interna logo de uma vez num mosteiro budista, ou vira estúpida, que nem o Antoine, do livro do Martin Page (outro best seller), mas pare, pare, pare de olhar e saber da miséria, se culpar, e não fazer nada!
30 outubro 2005
Pausa
Às vezes seria bom dar um 'pause' na vida. Como nos filmes mesmo: aperta-se um botão, a imagem se congela. Todo mundo entenderia quando vc estivesse em pausa. Seus prazos não correriam. Os clientes não telefonariam, tampouco os amigos ('escuta, Paulão, vc sabe do Zé?' 'ouvi dizer que está em pause'). Toda a sua vida se suspenderia por um ou dois dias (a pausa não pode ser muito longa; do contrário, não é pausa, é 'stop').
Muitos problemas poderiam se resolver com um simples 'pause'. Brigas de amigos, brigas de amor, crises existenciais, dores existenciais, culpas, remorsos. Em momentos de euforia também caberia a pausa (elaborar e absorver um pouco o momento, amadurecer a alegria...). Consumismo exagerado? Indecisão? Confusão mental? E agora, com qual namorado eu fico?
Ei, moço, apertaí o 'pause' pra mim, por favor?
Muitos problemas poderiam se resolver com um simples 'pause'. Brigas de amigos, brigas de amor, crises existenciais, dores existenciais, culpas, remorsos. Em momentos de euforia também caberia a pausa (elaborar e absorver um pouco o momento, amadurecer a alegria...). Consumismo exagerado? Indecisão? Confusão mental? E agora, com qual namorado eu fico?
Ei, moço, apertaí o 'pause' pra mim, por favor?
25 outubro 2005
E-poemail
Legal! A internet é realmente muito interessante.
Hoje recebi o primeiro e-poemail da minha vida.
De um visitante do blog, que chegou aqui pelo orkut, e que é uma pessoa que conheço, embora não conheça.
A teia tem dessas coisas. Eta mundão novo sem fronteira!!!!!!!
Hoje recebi o primeiro e-poemail da minha vida.
De um visitante do blog, que chegou aqui pelo orkut, e que é uma pessoa que conheço, embora não conheça.
A teia tem dessas coisas. Eta mundão novo sem fronteira!!!!!!!
Canção Amiga *
Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.
Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não me vêem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.
Eu distribuo um segredo
como quem ama ou sorri.
No jeito mais natural
dois carinhos se procuram.
Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
e tornei outras mais belas.
Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças.
(Carlos Drummond de Andrade)
* ouvi, pela primeira vez, essa canção, dos lábios mais doces; adormeci em suaves braços; quando acordei, pensei que sonhara!...
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.
Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não me vêem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.
Eu distribuo um segredo
como quem ama ou sorri.
No jeito mais natural
dois carinhos se procuram.
Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
e tornei outras mais belas.
Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças.
(Carlos Drummond de Andrade)
* ouvi, pela primeira vez, essa canção, dos lábios mais doces; adormeci em suaves braços; quando acordei, pensei que sonhara!...
24 outubro 2005
Blasè
Odeio blasè. Odeio cara de paisagem. Odeio apatia. Odeio fingimento.
Não sou blasè, sou escorpiana.
Não sou blasè, sou escorpiana.
23 outubro 2005
Peguei no UOL
da FolhaOnline
19/10/2005 - 18h22
Livro mostra como aprender com seu cachorro a viver feliz
Um livro bem-humorado com dicas de como "aprender com seu cachorro a viver feliz" será lançado, no próximo mês, no Brasil, pela Editora Francis. Em 67 lições, "Cão que late não morde" (304 páginas, R$ 22,50), escrito por Matt Weinstein e Luke Barber, mostra como os humanos podem ganhar com a observação e a adoção de alguns comportamentos dos cães no dia-a-dia.No livro, os autores convidam os leitores a pensar nos cachorros de uma forma que ainda não tinham pensado antes: como professores que podem ajudar a viver com mais satisfação e felicidade.Veja alguns exemplos de atitudes dos cachorros que poderiam ser "copiadas" pelos humanos, segundo o livro:
- Demonstrar abertamente seu amor
- Ser amigo de verdade
- Não ter vergonha de dizer "oi"
- Se adaptar à mudança
- Perdoar facilmente
- Viajar com pouca bagagem
- Levar alegria consigo
- Sempre ter esperança
- Não morder quando só um rosnado resolve
- Receber críticas sem se ressentir
- Não se desconcertar com elogios
- Não se comparar uns com os outros
- Ser feliz com uma vida simples
- Transformar o trabalho em diversão
- Ser otimista
- Não se queixar do cardápio
- Ser fiel
- Não se importar com a raça
- Ser corajoso, curioso, sensível e compassivo
- Dançar com a vida e com a morte
19/10/2005 - 18h22
Livro mostra como aprender com seu cachorro a viver feliz
Um livro bem-humorado com dicas de como "aprender com seu cachorro a viver feliz" será lançado, no próximo mês, no Brasil, pela Editora Francis. Em 67 lições, "Cão que late não morde" (304 páginas, R$ 22,50), escrito por Matt Weinstein e Luke Barber, mostra como os humanos podem ganhar com a observação e a adoção de alguns comportamentos dos cães no dia-a-dia.No livro, os autores convidam os leitores a pensar nos cachorros de uma forma que ainda não tinham pensado antes: como professores que podem ajudar a viver com mais satisfação e felicidade.Veja alguns exemplos de atitudes dos cachorros que poderiam ser "copiadas" pelos humanos, segundo o livro:
- Demonstrar abertamente seu amor
- Ser amigo de verdade
- Não ter vergonha de dizer "oi"
- Se adaptar à mudança
- Perdoar facilmente
- Viajar com pouca bagagem
- Levar alegria consigo
- Sempre ter esperança
- Não morder quando só um rosnado resolve
- Receber críticas sem se ressentir
- Não se desconcertar com elogios
- Não se comparar uns com os outros
- Ser feliz com uma vida simples
- Transformar o trabalho em diversão
- Ser otimista
- Não se queixar do cardápio
- Ser fiel
- Não se importar com a raça
- Ser corajoso, curioso, sensível e compassivo
- Dançar com a vida e com a morte
22 outubro 2005
Morte em Veneza
Embalada pelo vinho do jantar... eu já estava quase dormindo, quando ouvi, fundo para um diálogo de novelinha medíocre, o pungente e maravilhoso Adagietto da 5ª Sinfonia de Mahler... Aquele mesmo que me arrancou lágrimas incontroláveis durante o magistral filme de Luchino Visconti.
A música traduz perfeitamente o estado de alma e de corpo do protagonista, uma dor tão profunda que parece emanar de seus ossos, sofrimento físico e padecimento de paixão irrealizável, de um ideal jamais possível.
Ah, se você não viu........ nem sei o que dizer: veja quando estiver feliz?: talvez consiga resistir e não entrar em depressão; ou veja quando estiver mesmo triste, para uma catarse definitiva. Só não reclame depois, não diga que não avisei. Somente se embebede da beleza e da tristeza que existe ali.* **
*Quando adolescente, comprei a trilha do filme Em algum lugar do passado. Eu a colocava quando queria chorar. Hoje, tomada por não sei qual melancolia, ouvi repetidas e repetidas vezes o Adagietto. Nada. Virei pedra?
** Quer ler uma puta crítica boa do Morte em Veneza? Clica aqui.
A música traduz perfeitamente o estado de alma e de corpo do protagonista, uma dor tão profunda que parece emanar de seus ossos, sofrimento físico e padecimento de paixão irrealizável, de um ideal jamais possível.
Ah, se você não viu........ nem sei o que dizer: veja quando estiver feliz?: talvez consiga resistir e não entrar em depressão; ou veja quando estiver mesmo triste, para uma catarse definitiva. Só não reclame depois, não diga que não avisei. Somente se embebede da beleza e da tristeza que existe ali.* **
*Quando adolescente, comprei a trilha do filme Em algum lugar do passado. Eu a colocava quando queria chorar. Hoje, tomada por não sei qual melancolia, ouvi repetidas e repetidas vezes o Adagietto. Nada. Virei pedra?
** Quer ler uma puta crítica boa do Morte em Veneza? Clica aqui.
20 outubro 2005
Peruada
Pra quem não sabe, Peruada é(era) a festa São Franciscana mais famosa e (outrora) democrática que há(houve). Tudo começa(va) com o Grito do Peru, na quarta-feira imediatamente anterior, em que a clássica bandinha uniformizada toca(va) marchinhas para embalar os estudantes do Largo. A Sala do Diretor é(era) invadida, e os alunos vão(iam) passando de sala em sala, interrompendo e invadindo as aulas e chamando os demais para a bagunça. No meio disso tudo, Vitão ("Rei,rei,rei, Vitão é nosso Rei!"), com roupa de mesa branca, ou sei lá eu que tipo de roupa é(era) aquela, gira(va) e exibe(ia) o pobre Peru bêbado para todos [o bicho de vez em quando dá(va) umas batidas de asas revoltada, tenta(va) escapar, inutilmente - até o olho de alguns já tentou furar - eu mesma vi].
A festa do Grito rola(va) a noite inteira no porão e na Sala dos Estudantes, com música e bebida de graça.
Na sexta de manhã, muitos depois de passar a noite na Faculdade misturando a famosa pinga com groselha e outras coisas docinhas e palatáveis, começa(va)m a chegar os fantasiados. Coisa mais estranha: piratas, enforcados, bombons sonho de valsa, tubo de pasta de dente, havaianas e outros mais tradicionais circulando pelo centro em plenas 9 da manhã. A bebedeira geral começa(va) muito cedo, e ao meio-dia já tem(tinha) gente caindo pelas Arcadas, a velha e sempre nova Academia.
O desfile começa(va) ao meio-dia, com trio elétrico pelas ruas do centro. A festa é(era) democrática, qualquer um pode(ia) participar. Basta(va) se juntar ao grupo de malucos fantasiados e passar pela Líbero Badaró, Municipal, Ipiranga, São João, São Luis, Câmara Municipal (com direito a parada para vaias) e, finalmente, o Panteão, monumento magistral, o Fórum João Mendes, onde se rala(va) todo dia e se gasta(va) muita sola de sapato. Muita gente interrompe(ia) a caminhada no meio do caminho, havendo alguns que sequer conseguem(iam) sair do Largo. Outros se perde(ia)m, confundindo a São Luis com a São João. Alguns (reza a lenda) ainda se esbarra(va)m em algum(a) mendigo(a) ou passante mais fofo(a), mais arrumadinho(a), e fica(va)m por ali mesmo curtindo um chamego. Há quem caia(ísse) amparado pelos amigos, outros simplesmente cae(ia)m, sem mais. Amigos faze(ia)m cerco em torno de namoradas de outros amigos para impedir um possível estupro ou rapto consentido.
O que acontece(ia) ali é(era) lenda. É(era) um grande pacto de libertinagem em que, se não houver(sse) prova, é porque na verdade não aconteceu.
Chegando, finalmente, ao João Mendes, os meninos (e umas moças corajosas) escala(vam) bravamente suas grades, chegando até mesmo às primeiras janelas. Rapazes MUITO bêbados escalando desprotegidos. Polícia tentando proteger o Fórum. Mais polícia e cassetetes tentando proteger o Fórum. Mais polícia ainda, pancadaria nos meninos, tudo para proteger o Fórum. Ou para proteger-se da responsabilidade. Para não deixar que os meninos se machuquem(cassem), porrada neles!!!!!
Fim de festa. No porão(XI de Agosto), quando a gente chega(va), a Peruada (comida) já acabou(ara). Nem cheiro de peru. Alguns dormem(iam) boquiabertos pelas Arcadas, embalados pelo álcool e pelo cansaço. *
*houve um tempo em que foi assim. Hoje, a festa virou uma coisa estranha: o Grito virou um Sussuro, e a cervejada é fora da faculdade, com cerca pra proteger os alunos. A concentração nas Arcadas acabou, e a Peruada sai de um cinema decadente do centro, e não mais do Largo. Tem 'abadá', e é paga. Tem corda. Exclui. É como o Carnaval de Salvador. Democrática, política? Em tempos de Marchi, acabou-se a espontaneidade. Sinal dos tempos. Em breve, falaremos da Peruada somente no pretérito mais que perfeito.
A festa do Grito rola(va) a noite inteira no porão e na Sala dos Estudantes, com música e bebida de graça.
Na sexta de manhã, muitos depois de passar a noite na Faculdade misturando a famosa pinga com groselha e outras coisas docinhas e palatáveis, começa(va)m a chegar os fantasiados. Coisa mais estranha: piratas, enforcados, bombons sonho de valsa, tubo de pasta de dente, havaianas e outros mais tradicionais circulando pelo centro em plenas 9 da manhã. A bebedeira geral começa(va) muito cedo, e ao meio-dia já tem(tinha) gente caindo pelas Arcadas, a velha e sempre nova Academia.
O desfile começa(va) ao meio-dia, com trio elétrico pelas ruas do centro. A festa é(era) democrática, qualquer um pode(ia) participar. Basta(va) se juntar ao grupo de malucos fantasiados e passar pela Líbero Badaró, Municipal, Ipiranga, São João, São Luis, Câmara Municipal (com direito a parada para vaias) e, finalmente, o Panteão, monumento magistral, o Fórum João Mendes, onde se rala(va) todo dia e se gasta(va) muita sola de sapato. Muita gente interrompe(ia) a caminhada no meio do caminho, havendo alguns que sequer conseguem(iam) sair do Largo. Outros se perde(ia)m, confundindo a São Luis com a São João. Alguns (reza a lenda) ainda se esbarra(va)m em algum(a) mendigo(a) ou passante mais fofo(a), mais arrumadinho(a), e fica(va)m por ali mesmo curtindo um chamego. Há quem caia(ísse) amparado pelos amigos, outros simplesmente cae(ia)m, sem mais. Amigos faze(ia)m cerco em torno de namoradas de outros amigos para impedir um possível estupro ou rapto consentido.
O que acontece(ia) ali é(era) lenda. É(era) um grande pacto de libertinagem em que, se não houver(sse) prova, é porque na verdade não aconteceu.
Chegando, finalmente, ao João Mendes, os meninos (e umas moças corajosas) escala(vam) bravamente suas grades, chegando até mesmo às primeiras janelas. Rapazes MUITO bêbados escalando desprotegidos. Polícia tentando proteger o Fórum. Mais polícia e cassetetes tentando proteger o Fórum. Mais polícia ainda, pancadaria nos meninos, tudo para proteger o Fórum. Ou para proteger-se da responsabilidade. Para não deixar que os meninos se machuquem(cassem), porrada neles!!!!!
Fim de festa. No porão(XI de Agosto), quando a gente chega(va), a Peruada (comida) já acabou(ara). Nem cheiro de peru. Alguns dormem(iam) boquiabertos pelas Arcadas, embalados pelo álcool e pelo cansaço. *
*houve um tempo em que foi assim. Hoje, a festa virou uma coisa estranha: o Grito virou um Sussuro, e a cervejada é fora da faculdade, com cerca pra proteger os alunos. A concentração nas Arcadas acabou, e a Peruada sai de um cinema decadente do centro, e não mais do Largo. Tem 'abadá', e é paga. Tem corda. Exclui. É como o Carnaval de Salvador. Democrática, política? Em tempos de Marchi, acabou-se a espontaneidade. Sinal dos tempos. Em breve, falaremos da Peruada somente no pretérito mais que perfeito.
17 outubro 2005
Matraca
Tem épocas que até eu canso de mim mesma. Pobres dos meus amigos, então! Meu irmão costumava me xingar muito numa época em que as coisas não andavam bem por aqui. Dizia que eu contava as mesmas histórias 500 vezes pras pessoas e depois eu ainda queria conversar com ele, sendo que ele já não agüentava mais ouvi-las.
Ele estava certo, afinal. Tem épocas que a língua não pára, parece que tem mola, quer falar, falar, falar. Eu sou prolixa por natureza, aprendi com a minha mãe. Sou repetitiva demais, chata mesmo.
Uma certa época levei à minha terapeuta a seguinte dúvida: qual será o meu maior defeito como amiga? Questão que me preocupava profundamente... Então ela me disse: os amigos sabem até onde ouvir e quando dar um basta. No momento do basta, vc percebe que está passando dos limites. E eles não vão deixar de amar vc porque estão momentaneamente de saco cheio. Fique tranqüila.
Do mesmo modo, aprendi a dar eu um basta aos amigos em certas situações. E não deixo de amá-los por causa disso. "Benditos os amigos que ficam momentaneamente de saco cheio". Eles nos ensinam os nossos limites.
Ele estava certo, afinal. Tem épocas que a língua não pára, parece que tem mola, quer falar, falar, falar. Eu sou prolixa por natureza, aprendi com a minha mãe. Sou repetitiva demais, chata mesmo.
Uma certa época levei à minha terapeuta a seguinte dúvida: qual será o meu maior defeito como amiga? Questão que me preocupava profundamente... Então ela me disse: os amigos sabem até onde ouvir e quando dar um basta. No momento do basta, vc percebe que está passando dos limites. E eles não vão deixar de amar vc porque estão momentaneamente de saco cheio. Fique tranqüila.
Do mesmo modo, aprendi a dar eu um basta aos amigos em certas situações. E não deixo de amá-los por causa disso. "Benditos os amigos que ficam momentaneamente de saco cheio". Eles nos ensinam os nossos limites.
15 outubro 2005
Gênero: romance
Desde menina vivo em mundos de sonho. Meu pai diz que viaja nos livros... também eu viajo em histórias. Algumas vezes pra bem longe, outros planetas, alguns mesmo inexistentes. Viajo no tempo, no espaço, no espaço-tempo.
Escritas, contadas, assistidas, sonhadas, histórias de paixões, de conquistas de mulheres, homens e reinos, de seres de fantasia ou de gente que já viveu.
Meus devaneios acordados incluem música de fundo, um close, um enquadramento americano, a iluminação perfeita. Em sonhos noturnos, sou cinematográfica: um entrelaçar de mãos pode ser dramático; um beijo, a seguir, suavemente arrebatador (brisa de fim de tarde de verão, luz da hora mágica).
Maestro, uma trilha para a letargia que me prende na cadeira! Cinco notas, por favor! Uma trilha, com banjo e violão, para... um final de semana no campo. Momentos de brincadeira com o cão. Conversar com plantas ao acordar. Estender a roupa no varal.
Acho que vou voltar a dormir.*
*inspirado (mas não necessariamente identificável) no filme Cold Mountain. a demais inspiração será sabida por quem de direito (espero).
Escritas, contadas, assistidas, sonhadas, histórias de paixões, de conquistas de mulheres, homens e reinos, de seres de fantasia ou de gente que já viveu.
Meus devaneios acordados incluem música de fundo, um close, um enquadramento americano, a iluminação perfeita. Em sonhos noturnos, sou cinematográfica: um entrelaçar de mãos pode ser dramático; um beijo, a seguir, suavemente arrebatador (brisa de fim de tarde de verão, luz da hora mágica).
Maestro, uma trilha para a letargia que me prende na cadeira! Cinco notas, por favor! Uma trilha, com banjo e violão, para... um final de semana no campo. Momentos de brincadeira com o cão. Conversar com plantas ao acordar. Estender a roupa no varal.
Acho que vou voltar a dormir.*
*inspirado (mas não necessariamente identificável) no filme Cold Mountain. a demais inspiração será sabida por quem de direito (espero).
14 outubro 2005
Casa vazia
Já tive muitas noites memoráveis de saquê (e outras nem tanto). Terminei a de hoje, de papo gostoso, depois de encher a pança de sushi, sashimi e demais iguarias japonesas que agradam o nosso paladar ocidental, com um ar de satisfação: a linda garrafa verde estava em minhas mãos. Vazia. Pronta pra ser garrafa na minha geladeira. Charmosa. Maravilhosa. Quando a gente está meio de pileque tudo é mais bonito.
Tirei cuidadosamente todo o rótulo lá mesmo no restaurante. Perfeita obra de mãos cuidadosas, delicadas, não sobrou um só papelzinho: nada daquela coisa melequenta de botar a garrafa na água quente e um tempão pra tirar a cola. Sublime. Agora basta lavar o recipiente com água e pronto (mais uma Lindoya para reciclar).
Abro a porta do carro. Três plims em seqüência, um bueiro logo ali, e lá se vai meu sonho verdejante, meu triunfo translúcido, meus sonhos de noites regadas a água com gosto de charme...
Navegará no esgoto, virará casinha de barata ou barquinho de pequenas larvas, quem sabe morada de algum girino mais resistente. Bem, alguém tem mesmo que promover a reforma agrária.
Tirei cuidadosamente todo o rótulo lá mesmo no restaurante. Perfeita obra de mãos cuidadosas, delicadas, não sobrou um só papelzinho: nada daquela coisa melequenta de botar a garrafa na água quente e um tempão pra tirar a cola. Sublime. Agora basta lavar o recipiente com água e pronto (mais uma Lindoya para reciclar).
Abro a porta do carro. Três plims em seqüência, um bueiro logo ali, e lá se vai meu sonho verdejante, meu triunfo translúcido, meus sonhos de noites regadas a água com gosto de charme...
Navegará no esgoto, virará casinha de barata ou barquinho de pequenas larvas, quem sabe morada de algum girino mais resistente. Bem, alguém tem mesmo que promover a reforma agrária.
13 outubro 2005
A mal-comida e o...
Qual o equivalente masculino para mal-comida? Quero dizer, quando uma mulher é mau-humorada, grossa, implacável e sei lá mais eu o que, diz-se que é mal comida. Pessoalmente, acho que o conceito valeria para homens e mulheres, porque a vida sem sexo é muito sem graça, e a vida com sexo ruim é ainda pior . Já os bem-comidos, machos ou fêmeas, vivem com um sorriso na cara e trabalham com um humor bem melhor. Tem até teorias por aí que pregam a put.., ooooops, quer dizer, o amor livre como a solução definitiva para o homem moderno.
O fato é que mal-comida é uma ofensa. É algo que não significa só que uma mulher não foi satisfeita; diz mais sobre ela. Diz, talvez, que não gosta de sexo, talvez porque seja frígida (um mito antigamente, hoje não sei mais se se fala nisso). Diz que ninguém a quer, nem pra comer e pronto. A mulher mal-comida é triste, é desprezada, e se satisfaz ao desprezar terceiros.
Agora eu me pergunto: ninguém diz de homens mal comidos porque todos gozam (ou quase todos) e portanto estão, presumidamente, satisfeitos. E não existe (será?) homem frígido, ou que não goste de sexo (será?). Então, qual o equivalente em termos de ofensa, para um homem? "Viado" não é: além de politicamente incorreto, designa uma orientação sexual, e não é mais (embora muitos achem que é) algo que denigre um homem. "Corno"???
O fato é que mal-comida é uma ofensa. É algo que não significa só que uma mulher não foi satisfeita; diz mais sobre ela. Diz, talvez, que não gosta de sexo, talvez porque seja frígida (um mito antigamente, hoje não sei mais se se fala nisso). Diz que ninguém a quer, nem pra comer e pronto. A mulher mal-comida é triste, é desprezada, e se satisfaz ao desprezar terceiros.
Agora eu me pergunto: ninguém diz de homens mal comidos porque todos gozam (ou quase todos) e portanto estão, presumidamente, satisfeitos. E não existe (será?) homem frígido, ou que não goste de sexo (será?). Então, qual o equivalente em termos de ofensa, para um homem? "Viado" não é: além de politicamente incorreto, designa uma orientação sexual, e não é mais (embora muitos achem que é) algo que denigre um homem. "Corno"???
12 outubro 2005

Tem coisas que nem Mastercard resolve, heim?
Dessa vez coloquei aqui o La Vie en Rose, do Adão Iturrusgarai. Ele também tem site (clique aqui). Porque faço terapia há uns bons anos, adoooooro piadas de análise. E por isso eu amo TANTO o Woody Allen (mas não só).
11 outubro 2005
som e fúria
sempre ela. sempre. imagino que impérios já tenham caído por causa dela. certamente, pessoas já foram mortas sob a sua influência, alunos já tiraram nota baixa na prova, empregos já foram perdidos, casamentos desmanchados. muitas lágrimas já foram vertidas, e muito sangue também. muito filho já apanhou por causa dela. quantos carros não foram para o funileiro, faróis dianteiros e pára-choques espatifados? alguns suicídios, talvez... ela te faz perder o eixo, sentir-se incompetente, impotente. ela é capaz de transformar uma frase inocente numa tempestade, e um filme da Disney em crise existencial. e quando ela finalmente vai embora, nos sentimos aliviados , serenos e felizes. o alívio é não só psíquico, mas também físico: o corpo pesa menos, a pele está mais bonita, o sorriso no rosto mostra que a nuvem densa, carregada de trovões, foi embora, afinal. choveu, e levou a tristeza consigo. lavam-se as almas e os corpos.
ironia das maiores: sombria como é, atesta a nossa capacidade iluminada de gerar a vida. é um preço alto, todavia, esse e tantos outros. se compensa, eu não sei. espero descobrir, um dia.
ironia das maiores: sombria como é, atesta a nossa capacidade iluminada de gerar a vida. é um preço alto, todavia, esse e tantos outros. se compensa, eu não sei. espero descobrir, um dia.
09 outubro 2005
Enfim, a primavera (?)

Já tivemos a temporada de ipês amarelos, muitos ainda pequenos galhinhos se esforçando para exibir suas flores delicadas no meio de tanto cinza duro e feio, paredes pichadas e ruas esburacadas.
Há algumas semanas chegou a vez dos roxos, com exuberantes copas forradas de lilás, pintando suavemente a paisagem da cidade, pintando de alegria a 23 de Maio, a Pompéia, os Jardins, a Rebouças...
Ganhamos tapetes de cor que cobrem as calçadas maltratadas e lembram o Corpus Christi no interior, caminhos de serragem colorida aguardando a passagem dos anjinhos de asas falsas e de devotados fiéis.
A primavera chegou no calendário faz uns 20 dias, mas o friozinho ainda não foi embora. A única prova que eu tive até agora foram os ipês. Mas que prova mais linda e inspiradora! Que prazer admirar trabalho tão lindo, resistente a todos os esforços humanos de estragar a exuberância do verde, do amarelo, do lilás, do vermelho, do rosa... (suspiros)
A primavera é uma festa para os sentidos... Aproveitem!
05 outubro 2005
Adoooooooooooooooooooro o Caco Galhardo. Ele tem um site onde desfia semanalmente seu humor que sempre faz referências a escritores, mitologia, psicanálise ou ao cotidiano doméstico. Exercita a imaginação fazendo diálogos entre seres inanimados ou entre bichos. O Mambo, cachorro dele, uma época, colocava em saquinhos todos os objetos do seu dono, como celulares, cigarro, etc, para protestar contra o ensacamento diário de seu mais genuíno produto: as fezes.Acho sensacional. Recomendo fortemente o Cartoon blog para boas risadas.
03 outubro 2005
Voto "sim". Mas sem ilusões
Resolvi trocar o meu post meia-boca por um texto de alguém bem melhor: GILBERTO DIMENSTEIN. Publicado na Folha de SP de 09/10/05. *
"Na sexta -feira à noite, completaram-se 66 dias sem um assassinato no Jardim Ângela, distrito da zona sul de São Paulo com 250 mil habitantes e apontado pela ONU, em 2000, como a região mais violenta do mundo- naquele ano, ocorreram ali, em média, 60 homicídios mensais.
É um dos casos mais extraordinários já produzidos no Brasil de ensaio contra a violência, refletindo tendência, embora em menor intensidade, em toda a região metropolitana de São Paulo.
De acordo com dados tabulados na semana passada a partir do registro de óbitos, de janeiro a agosto deste ano, comparados com o mesmo período de 2004, caiu em 22% o número de assassinatos cometidos no município de São Paulo. Se a média for mantida até dezembro, em cinco anos a redução terá se aproximado dos 50%. Nova York virou atração mundial quando esse índice caiu em 30%.
Esses números me fazem votar pela proibição do comércio de armas, mas sem nenhuma ilusão - aliás, há o risco de o referendo transmitir a falsa idéia de que, com a vitória do "sim", a taxa de violência despenque.
Desarmar é apenas um dos ingredientes, entre tantos, para reduzir a violência: quem não informar essa obviedade, com toda a clareza, estará enganando o eleitor e levando-o a uma frustração capaz de abalar a convicção em referendos.
No debate sobre as causas da queda dos homicídios em São Paulo - ninguém mais questiona que a tendência é real, embora se discorde da sua intensidade-, há uma série de apostas: 1) maior eficiência da polícia e, em especial, do policiamento comunitário; 2) articulação comunitária com a implementação de programas de inclusão de crianças e adolescentes; 3) mudanças demográficas, com menor quantidade de jovens na população; 4) bolsas de complementação de renda; 5) escolas abertas nos finais de semana; 6) fechamento dos bares antes das 22h.
Há também quem diga que, entre as causas, está o movimento de desarmamento -aliás, nascido em São Paulo graças a alunos da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
Possivelmente, todos esses fatores influenciaram, em alguma medida, o índice de homicídios em São Paulo que, apesar das boas novidades, continua alto para padrões de civilidade. Neste contexto de tantas ofensivas combinadas não há dúvida de que o desarmamento é a cereja do bolo.
Olhando em detalhes o mapa dos assassinatos, vemos que os resultados mais exuberantes foram obtidos nas localidades em que melhor aglutinaram todas aquelas iniciativas e se entrosaram políticas públicas, como Jardim Ângela. Combinaram-se ali policiamento comunitário (integrando inclusive as polícias Militar e Civil e a Guarda Municipal); redução do horário de funcionamento dos bares e tratamento do vício de drogas, a começar do álcool; oferta de cursos profissionalizantes e de complementação educacional em sistema de pós-escola; abertura de áreas de lazer, cultura e esportes.
No mais, a comunidade do Jardim Ângela, em boa parte graças à liderança do padre irlandês Jayme Crowne, estabeleceu como prioridade comum reduzir a barbárie. O tema uniu líderes católicos, evangélicos e umbandistas; uniu donas-de-casa e educadores.
Mesmo com toda essa engenhosidade que transformou, desta vez positivamente, o Jardim Ângela numa referência mundial, a situação está bem longe da paz. Afinal, o desemprego atinge mais de 70% de seus jovens.
São múltiplas as causas de violência e, logo, são múltiplas as medidas necessárias para enfrentá-las. A prevenção se inicia quando a criança acaba de nascer e lhe é assegurada proteção e se estende na estrutura familiar e na escola de qualidade.
Está correta a afirmação do pessoal do "sim" de que um cidadão armado não está protegido diante de um marginal treinado e acostumado a atirar, muitas vezes sob efeito de droga. Alguém que perde o controle é capaz de fazer um estrago ainda maior se estiver com um revólver.
Como toda a eleição acaba simplorizando o que é complexo para atrair o voto, está se disseminando, mesmo que involuntariamente, uma ilusão. Imaginar que o desarmamento é essencial na redução da barbárie é algo parecido a supor que, com o fim da peixeira, os cangaceiros estariam imobilizados ou que, sem arco-e-flecha, os índios, no passado, sempre viveriam em paz.
O melhor de tudo -e isso é extraordinário- é o fato de o referendo ter mobilizado o Brasil, em níveis jamais vistos, para o debate sobre as causas da violência. E trouxe a chance de mostrar experiências engenhosas como as do Jardim Ângela, Heliópolis, Paraisópolis e Diadema. São casos que mostram que dá para enfrentar a barbárie.
Com toda a convicção, voto "sim", mas sem nenhuma ilusão.
PS - Para quem quiser conhecer melhor experiências bem-sucedidas de enfrentamento contra a violência, fiz um relato de vários casos em meu site www.dimenstein.com.br."
*ao amigo citado no post antigo, não fique bravo :-) explícita ou silenciosamente, vc ainda será personagem de outros, bem melhores.
"Na sexta -feira à noite, completaram-se 66 dias sem um assassinato no Jardim Ângela, distrito da zona sul de São Paulo com 250 mil habitantes e apontado pela ONU, em 2000, como a região mais violenta do mundo- naquele ano, ocorreram ali, em média, 60 homicídios mensais.
É um dos casos mais extraordinários já produzidos no Brasil de ensaio contra a violência, refletindo tendência, embora em menor intensidade, em toda a região metropolitana de São Paulo.
De acordo com dados tabulados na semana passada a partir do registro de óbitos, de janeiro a agosto deste ano, comparados com o mesmo período de 2004, caiu em 22% o número de assassinatos cometidos no município de São Paulo. Se a média for mantida até dezembro, em cinco anos a redução terá se aproximado dos 50%. Nova York virou atração mundial quando esse índice caiu em 30%.
Esses números me fazem votar pela proibição do comércio de armas, mas sem nenhuma ilusão - aliás, há o risco de o referendo transmitir a falsa idéia de que, com a vitória do "sim", a taxa de violência despenque.
Desarmar é apenas um dos ingredientes, entre tantos, para reduzir a violência: quem não informar essa obviedade, com toda a clareza, estará enganando o eleitor e levando-o a uma frustração capaz de abalar a convicção em referendos.
No debate sobre as causas da queda dos homicídios em São Paulo - ninguém mais questiona que a tendência é real, embora se discorde da sua intensidade-, há uma série de apostas: 1) maior eficiência da polícia e, em especial, do policiamento comunitário; 2) articulação comunitária com a implementação de programas de inclusão de crianças e adolescentes; 3) mudanças demográficas, com menor quantidade de jovens na população; 4) bolsas de complementação de renda; 5) escolas abertas nos finais de semana; 6) fechamento dos bares antes das 22h.
Há também quem diga que, entre as causas, está o movimento de desarmamento -aliás, nascido em São Paulo graças a alunos da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
Possivelmente, todos esses fatores influenciaram, em alguma medida, o índice de homicídios em São Paulo que, apesar das boas novidades, continua alto para padrões de civilidade. Neste contexto de tantas ofensivas combinadas não há dúvida de que o desarmamento é a cereja do bolo.
Olhando em detalhes o mapa dos assassinatos, vemos que os resultados mais exuberantes foram obtidos nas localidades em que melhor aglutinaram todas aquelas iniciativas e se entrosaram políticas públicas, como Jardim Ângela. Combinaram-se ali policiamento comunitário (integrando inclusive as polícias Militar e Civil e a Guarda Municipal); redução do horário de funcionamento dos bares e tratamento do vício de drogas, a começar do álcool; oferta de cursos profissionalizantes e de complementação educacional em sistema de pós-escola; abertura de áreas de lazer, cultura e esportes.
No mais, a comunidade do Jardim Ângela, em boa parte graças à liderança do padre irlandês Jayme Crowne, estabeleceu como prioridade comum reduzir a barbárie. O tema uniu líderes católicos, evangélicos e umbandistas; uniu donas-de-casa e educadores.
Mesmo com toda essa engenhosidade que transformou, desta vez positivamente, o Jardim Ângela numa referência mundial, a situação está bem longe da paz. Afinal, o desemprego atinge mais de 70% de seus jovens.
São múltiplas as causas de violência e, logo, são múltiplas as medidas necessárias para enfrentá-las. A prevenção se inicia quando a criança acaba de nascer e lhe é assegurada proteção e se estende na estrutura familiar e na escola de qualidade.
Está correta a afirmação do pessoal do "sim" de que um cidadão armado não está protegido diante de um marginal treinado e acostumado a atirar, muitas vezes sob efeito de droga. Alguém que perde o controle é capaz de fazer um estrago ainda maior se estiver com um revólver.
Como toda a eleição acaba simplorizando o que é complexo para atrair o voto, está se disseminando, mesmo que involuntariamente, uma ilusão. Imaginar que o desarmamento é essencial na redução da barbárie é algo parecido a supor que, com o fim da peixeira, os cangaceiros estariam imobilizados ou que, sem arco-e-flecha, os índios, no passado, sempre viveriam em paz.
O melhor de tudo -e isso é extraordinário- é o fato de o referendo ter mobilizado o Brasil, em níveis jamais vistos, para o debate sobre as causas da violência. E trouxe a chance de mostrar experiências engenhosas como as do Jardim Ângela, Heliópolis, Paraisópolis e Diadema. São casos que mostram que dá para enfrentar a barbárie.
Com toda a convicção, voto "sim", mas sem nenhuma ilusão.
PS - Para quem quiser conhecer melhor experiências bem-sucedidas de enfrentamento contra a violência, fiz um relato de vários casos em meu site www.dimenstein.com.br."
*ao amigo citado no post antigo, não fique bravo :-) explícita ou silenciosamente, vc ainda será personagem de outros, bem melhores.
gênio da informática
A despeito de ter pago pelo menos o dobro do preço pelo pente de memória RAM de 128 MB que meu pobre computador andava desesperadamente precisando há muito tempo, estou radiante! Instalei sozinha o bichinho... e o micro funcionou direitinho! Está lá, não tenho mais míseros 128 MB de RAM, agora tenho... peraí... deixeu fazer a conta... 256 MB RAM no meu micrinho, que passa tantas horas por dia ligado e, por vezes, me hipnotiza tanto que é um custo desligar.
Eu paguei mais que o dobro porque fiquei com uma preguiça fenomenal de ir até a Santa Ifigênia procurar a bendita plaqueta. Arre!!!! Tem dias que quero conforto!!!
Estou radiante também porque comprei as cadeiras que queria pra minha sala por uma pechincha (pelo menos compensa o absurdo que paguei na placa), pertinho de casa, ao invés de ter de ir até a supermegaloja Etna ou pagar 400 paus por uma singular poltroninha...(às vezes tudo é tão fácil...) São usadas, são lindas e são exatamente do jeito que eu queria. Elas estavam me esperando quietinhas na loja de móveis usados. De quebra ainda dei minhas roupas usadas (estavam há meses no armário, por preguiça de ir até o brechó)pro bazar e o cara abateu do preço... Muito feliz!!!!
Pra completar o dia de compras felizes, comprei outra coisa por mais do que devia (ah, ser classe média cansa!!!! a gente pesquisa, pesquisa, e quando dá um chute no balde fica se sentindo culpado... saco!) mas que é muuuuito importante para o meu bem-estar: uma palmilha especial para os meus pobres pés doloridos, que não suportam muito tempo com sapato nenhum, nem mesmo com tênis.
Estudar?? hmmmm.... hã? Trabalhar????? como? não entendi...
Tem dias que a gente quer mesmo é conforto...
Eu paguei mais que o dobro porque fiquei com uma preguiça fenomenal de ir até a Santa Ifigênia procurar a bendita plaqueta. Arre!!!! Tem dias que quero conforto!!!
Estou radiante também porque comprei as cadeiras que queria pra minha sala por uma pechincha (pelo menos compensa o absurdo que paguei na placa), pertinho de casa, ao invés de ter de ir até a supermegaloja Etna ou pagar 400 paus por uma singular poltroninha...(às vezes tudo é tão fácil...) São usadas, são lindas e são exatamente do jeito que eu queria. Elas estavam me esperando quietinhas na loja de móveis usados. De quebra ainda dei minhas roupas usadas (estavam há meses no armário, por preguiça de ir até o brechó)pro bazar e o cara abateu do preço... Muito feliz!!!!
Pra completar o dia de compras felizes, comprei outra coisa por mais do que devia (ah, ser classe média cansa!!!! a gente pesquisa, pesquisa, e quando dá um chute no balde fica se sentindo culpado... saco!) mas que é muuuuito importante para o meu bem-estar: uma palmilha especial para os meus pobres pés doloridos, que não suportam muito tempo com sapato nenhum, nem mesmo com tênis.
Estudar?? hmmmm.... hã? Trabalhar????? como? não entendi...
Tem dias que a gente quer mesmo é conforto...
27 setembro 2005
Príncipe das águas claras
Ele a via passar compenetrada. Observava os seus movimentos alongando-se, esticando os braços e relaxando o pescoço, no canto, tentando não ser notada. Resoluta, entrava na piscina, olhos no relógio, cronometrando os tempos: dez minutos de crawl, mais dez de perna, outros ainda de braço e, nos dez finais, cada vez um mix diferente.
Um dia, puxou conversa. Ela deu um sorriso. Simpática, trocou algumas palavras, mais por gentileza que por vontade mesmo. Não gostava de ser atrapalhada durante o treino.
Depois de um certo tempo ela já o cumprimentava, sempre um sorriso no rosto. Passou a ter mais coragem. Sentia-se mais jovem, mais vigoroso, mais estimulado quando ela estava lá. Tomou coragem: 'vc ilumina tudo quando chega'. Ela sorriu. Agradeceu. Disse que ele era muito simpático.
Trocaram nomes, trocaram outras palavras. Por vezes ela sumia, dias, semanas. Mas ele ia sempre, esperando. Esperava.
Da última vez, depois que ela sumiu bem umas duas semanas, ele criou coragem. E lhe disse tudo. Perguntara sobre ela aos outros rapazes que nadavam ali, habitualmente. 'Hoje, depois do treino, o xis salada é por minha conta'. Ela sorriu, agradeceu polidamente. 'Vamos nadar que eu tenho hora pra chegar em casa'...
Ele se alimenta dos seus sorrisos.
Um dia, puxou conversa. Ela deu um sorriso. Simpática, trocou algumas palavras, mais por gentileza que por vontade mesmo. Não gostava de ser atrapalhada durante o treino.
Depois de um certo tempo ela já o cumprimentava, sempre um sorriso no rosto. Passou a ter mais coragem. Sentia-se mais jovem, mais vigoroso, mais estimulado quando ela estava lá. Tomou coragem: 'vc ilumina tudo quando chega'. Ela sorriu. Agradeceu. Disse que ele era muito simpático.
Trocaram nomes, trocaram outras palavras. Por vezes ela sumia, dias, semanas. Mas ele ia sempre, esperando. Esperava.
Da última vez, depois que ela sumiu bem umas duas semanas, ele criou coragem. E lhe disse tudo. Perguntara sobre ela aos outros rapazes que nadavam ali, habitualmente. 'Hoje, depois do treino, o xis salada é por minha conta'. Ela sorriu, agradeceu polidamente. 'Vamos nadar que eu tenho hora pra chegar em casa'...
Ele se alimenta dos seus sorrisos.
Jogar o jogo
Estou lendo um livro chamado Homo Ludens, de Johan Huizinga, para a disciplina que curso lá na Antropologia, na FFLCH. Ainda no comecinho, mas fala sobre o papel do jogo na vida, nas culturas.
Andei pensando esses dias sobre certos jogos que sempre tive dificuldade de jogar. O jogo do trabalho, do ambiente de escritório, das formalidades jurídicas (como chamar aquele seu ex-colega de turma de 'excelência', como se ele fosse mais excelente que vc só porque virou juiz) , da sedução, das vaidades acadêmicas, do toma-lá-dá-cá, das competências profissionais.
À medida que amadureço percebo que preciso aprender a jogar esses jogos para sobreviver com menos sobressaltos e menos sofrimento. Sempre fui bocuda, 'falo o que penso, faço o que eu quero'. Essa característica minha tem como conseqüência uma dificuldade de jogar esses jogos.
Me falta malícia, mentirinhas bem colocadas, jogo de cintura para lidar com os clientes. Me justifico demais. Explico demais. Dou satisfações demais. Em todos os campos da vida. Isso sempre me trouxe sofrimento. Um gasto desnecessário de energia com situações por não saber lidar com elas.
Mas sinto que alguma coisa está mudando (aliás, muita coisa mudou desde a minha internação no ano passado). Talvez porque eu tenha finalmente aprendido a me dar o meu devido valor. E percebido que a gente paga preços por, principalmente, falar tudo o que pensa.
Ando (percebam que é para os padrões emilianos, heim?) mais comedida, menos bocuda (não deixei de falar asneira, nem de dizer o que penso - eu sou muito boneca de pano mesmo, sou a própria Emília que tomou uma pílula - mas tenho me controlado mais...) , mais quieta no meu canto, mais dona de casa, estudiosa, concentrada.
Estou aprendendo a me preservar e a respeitar meus desejos, meus silêncios, minha vontades. Não me violento mais. Para mim, aprender a jogar determinados jogos tem sido um sinal de maturidade e a perspectiva de menos sofrimento. Com o tempo, espero ter a sabedoria de saber quando jogar a sério, quando jogar brincando e quando, simplesmente, jogar o tabuleiro pra cima e derrubar todas as peças...
Andei pensando esses dias sobre certos jogos que sempre tive dificuldade de jogar. O jogo do trabalho, do ambiente de escritório, das formalidades jurídicas (como chamar aquele seu ex-colega de turma de 'excelência', como se ele fosse mais excelente que vc só porque virou juiz) , da sedução, das vaidades acadêmicas, do toma-lá-dá-cá, das competências profissionais.
À medida que amadureço percebo que preciso aprender a jogar esses jogos para sobreviver com menos sobressaltos e menos sofrimento. Sempre fui bocuda, 'falo o que penso, faço o que eu quero'. Essa característica minha tem como conseqüência uma dificuldade de jogar esses jogos.
Me falta malícia, mentirinhas bem colocadas, jogo de cintura para lidar com os clientes. Me justifico demais. Explico demais. Dou satisfações demais. Em todos os campos da vida. Isso sempre me trouxe sofrimento. Um gasto desnecessário de energia com situações por não saber lidar com elas.
Mas sinto que alguma coisa está mudando (aliás, muita coisa mudou desde a minha internação no ano passado). Talvez porque eu tenha finalmente aprendido a me dar o meu devido valor. E percebido que a gente paga preços por, principalmente, falar tudo o que pensa.
Ando (percebam que é para os padrões emilianos, heim?) mais comedida, menos bocuda (não deixei de falar asneira, nem de dizer o que penso - eu sou muito boneca de pano mesmo, sou a própria Emília que tomou uma pílula - mas tenho me controlado mais...) , mais quieta no meu canto, mais dona de casa, estudiosa, concentrada.
Estou aprendendo a me preservar e a respeitar meus desejos, meus silêncios, minha vontades. Não me violento mais. Para mim, aprender a jogar determinados jogos tem sido um sinal de maturidade e a perspectiva de menos sofrimento. Com o tempo, espero ter a sabedoria de saber quando jogar a sério, quando jogar brincando e quando, simplesmente, jogar o tabuleiro pra cima e derrubar todas as peças...
26 setembro 2005
22 setembro 2005
Como estragar meu dia em 15 lições - parte 1. Manhã
1 - aquele cliente que nunca me paga no telefone. em pleno domingo. às 8 da manhã.
2 - a rádio municipalista de Botucatu, PRF8, no último volume (ah, mamãe querida!). qualquer hora da manhã.
3 - todo meu pão acabou. também não tem torrada. nem granola. nem uma mísera fruta. por vezes, sequer leite.
4 - a faxineira não veio.
5 - são 9h15 e eu acabo de me levantar. aquela reunião começa às 9h30. hoje é meu dia de rodízio. e estou sem dinheiro para pagar um táxi.
2 - a rádio municipalista de Botucatu, PRF8, no último volume (ah, mamãe querida!). qualquer hora da manhã.
3 - todo meu pão acabou. também não tem torrada. nem granola. nem uma mísera fruta. por vezes, sequer leite.
4 - a faxineira não veio.
5 - são 9h15 e eu acabo de me levantar. aquela reunião começa às 9h30. hoje é meu dia de rodízio. e estou sem dinheiro para pagar um táxi.
Gravidade zero
Em meus devaneios existenciais, de uns tempos pra cá, venho incluindo também a água. Especialmente quando estou na piscina, a mente concentrada no exercício, em dar a braçada correta, na respiração... de repente, vêm devaneios aquáticos...
Sempre tive um relacionamento muito bom com a água. Fui educada nas piscinas ao mesmo tempo em que na escola. É para mim um meio natural, que eu domino na medida do possível, e em que me sinto bem, tranqüila, sossegada.
A água desliza pela pele, nos dá leveza, nos envolve e nos acaricia. Conseguisse prender um pouco mais a respiração, ficaria um tempão ouvindo o silêncio do fundo da piscina.
Sinto um conforto muito grande na piscina - e também quando como arroz com feijão (e já escrevi anteriormente sobre os dois temas aqui). Não dizem por aí que a piscina é boa para os bebês porque os leva de volta pra barriga da mamãe, pra proteção e sensação de felicidade? Talvez isso explique o meu gostar.
Há dias em que estou mais preguiçosa; ao invés de nadar de verdade, fico brincando, dando 'viradas' ou simplesmente atravessando a piscina de um lado pra outro sem disciplina, ora um nado peito desajeitado e molenga, ora 'minhocando' ou 'borboleteando', braços jogados ao longo do corpo, sem pressa e sem compromisso.
Nesses meus devaneios de fluido azul clorado, presto atenção à textura, à sensação que me causa a água no corpo.
Só na água consigo flutuar estando em terra.
Sempre tive um relacionamento muito bom com a água. Fui educada nas piscinas ao mesmo tempo em que na escola. É para mim um meio natural, que eu domino na medida do possível, e em que me sinto bem, tranqüila, sossegada.
A água desliza pela pele, nos dá leveza, nos envolve e nos acaricia. Conseguisse prender um pouco mais a respiração, ficaria um tempão ouvindo o silêncio do fundo da piscina.
Sinto um conforto muito grande na piscina - e também quando como arroz com feijão (e já escrevi anteriormente sobre os dois temas aqui). Não dizem por aí que a piscina é boa para os bebês porque os leva de volta pra barriga da mamãe, pra proteção e sensação de felicidade? Talvez isso explique o meu gostar.
Há dias em que estou mais preguiçosa; ao invés de nadar de verdade, fico brincando, dando 'viradas' ou simplesmente atravessando a piscina de um lado pra outro sem disciplina, ora um nado peito desajeitado e molenga, ora 'minhocando' ou 'borboleteando', braços jogados ao longo do corpo, sem pressa e sem compromisso.
Nesses meus devaneios de fluido azul clorado, presto atenção à textura, à sensação que me causa a água no corpo.
Só na água consigo flutuar estando em terra.
21 setembro 2005
O próximo capítulo...
... da emocionante história de hp:
(no último episódio [voz do locutor do "Jambo e Ruivão"], hp, o Homem-Palhaço entrou de sopetão na minha vida e em uma semana saiu comigo umas 4 vezes e me convidou pra passar o reveillòn com ele. de repente, desapareceu! o que terá acontecido a hp? estará vivo, morto? ou escrevendo sua qualificação de mestrado com um mês de antecedência e se comportando feito uma criança de 12 anos de idade? vejam após os comerciais....)
------------------------------------------------------------------
pausa para os comerciais
------------------------------------------------------------------
hp estava em casa, e mandou o pai dizer que não estava. mas eu ouvi a voz do infeliz, ao fundo. eu simplesmente não podia acreditar! aquilo realmente ultrapassava a minha capacidade de agüentar cavalices, quer dizer, palhaçadas masculinas.
eu disse ao pai, então, que sabia que ele estava lá, que não tinha feito nada pra ele me tratar assim. e mandei chamar. o pai engasgou, tossiu, pensou uns 5 segundos e disse 'não, ele foi na padaria, já volta. eu aviso que vc ligou' (palhaço).
ligou de volta em menos de 5 min, o palhaço. ah, nem lembro mais o que falei pra ele, perguntei quantos anos ele tinha (29. bem, e a idade mental, nenê?), falei que era mal educado, etc, desci a lenha. achei o fim. a história não é exatamente divertida, mas me tirou do sério (risos).
hp me disse que ele tinha que escrever a qualificação de mestrado dele para depositar dentro de um mês - nisso eu acredito. então, surtou e resolveu não atender mais o telefone. ahã, claro. ah, tá. humhum. não tá atendendo nem os amigos?!?! nossa, é mesmo?!!?!
*************************************************
o fato é que, depois de muitos anos de prática, estou acostumada com homens que desaparecem para não dizer na sua cara que não querem mais sair com vc. o último foi uma pessoa com quem eu estava namorando - atenção, namorando mesmo -, nos víamos umas 3 vezes por semana, a gente já tinha uma rotina (aliás, tivemos uma rotina desde o primeiro dia, praticamente - Freud explica) e tudo, e de repente o palhaço fica 4 dias sem me telefonar. 4 dias!!!!!!!!!
ora, desaparecer depois de um ou dois encontros com cara de 'estamos ficando', etc, vá lá, a gente já se acostumou (estamos até começando a usar a tática também... risos... ainda vão sentir na pele como é...) mas desaparecer porque não consegue acabar um namoro.... isso não dá!
parafraseando diriam Didi Wagner e Marina Person...*: homem maleducado não dá!!! namorado que desaparece não dá!!!!!!!!
*balela MTV
(no último episódio [voz do locutor do "Jambo e Ruivão"], hp, o Homem-Palhaço entrou de sopetão na minha vida e em uma semana saiu comigo umas 4 vezes e me convidou pra passar o reveillòn com ele. de repente, desapareceu! o que terá acontecido a hp? estará vivo, morto? ou escrevendo sua qualificação de mestrado com um mês de antecedência e se comportando feito uma criança de 12 anos de idade? vejam após os comerciais....)
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pausa para os comerciais
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hp estava em casa, e mandou o pai dizer que não estava. mas eu ouvi a voz do infeliz, ao fundo. eu simplesmente não podia acreditar! aquilo realmente ultrapassava a minha capacidade de agüentar cavalices, quer dizer, palhaçadas masculinas.
eu disse ao pai, então, que sabia que ele estava lá, que não tinha feito nada pra ele me tratar assim. e mandei chamar. o pai engasgou, tossiu, pensou uns 5 segundos e disse 'não, ele foi na padaria, já volta. eu aviso que vc ligou' (palhaço).
ligou de volta em menos de 5 min, o palhaço. ah, nem lembro mais o que falei pra ele, perguntei quantos anos ele tinha (29. bem, e a idade mental, nenê?), falei que era mal educado, etc, desci a lenha. achei o fim. a história não é exatamente divertida, mas me tirou do sério (risos).
hp me disse que ele tinha que escrever a qualificação de mestrado dele para depositar dentro de um mês - nisso eu acredito. então, surtou e resolveu não atender mais o telefone. ahã, claro. ah, tá. humhum. não tá atendendo nem os amigos?!?! nossa, é mesmo?!!?!
*************************************************
o fato é que, depois de muitos anos de prática, estou acostumada com homens que desaparecem para não dizer na sua cara que não querem mais sair com vc. o último foi uma pessoa com quem eu estava namorando - atenção, namorando mesmo -, nos víamos umas 3 vezes por semana, a gente já tinha uma rotina (aliás, tivemos uma rotina desde o primeiro dia, praticamente - Freud explica) e tudo, e de repente o palhaço fica 4 dias sem me telefonar. 4 dias!!!!!!!!!
ora, desaparecer depois de um ou dois encontros com cara de 'estamos ficando', etc, vá lá, a gente já se acostumou (estamos até começando a usar a tática também... risos... ainda vão sentir na pele como é...) mas desaparecer porque não consegue acabar um namoro.... isso não dá!
parafraseando diriam Didi Wagner e Marina Person...*: homem maleducado não dá!!! namorado que desaparece não dá!!!!!!!!
*balela MTV
O emilianas comemora a marca das 2000 visitas! Eeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!!!!!!!!!!
Obrigada, visitantes freqüentes e passantes desavisados!
18 setembro 2005
Terezinha de Jesus
Aproveitando conversas inspiradas no blog Homem é tudo Palhaço, cujo link se encontra na nova barra de links aí do lado esquerdo, conto a história do homem mais palhaço que tive o desprazer de conhecer na minha vida de moça namoradeira:
primeiro dia: conheci o hp (homem-palhaço) e ficamos logo de cara.
dia seguinte: hp me telefonou e me convidou pra sair. saímos.
terceiro dia: hp veio na minha casa, abriu minha geladeira e enfiou cervejas nela sem a menor cerimônia*, além de tirar os sapatos e se comportar como se estivesse no circo.
quarto dia: hp me chamou para uma balada com os amigos dele: me apresentou aos amigos, tivemos uma ótima noite, divertidíssima, eu cantei (sim, eu canto, e bem!), ele cantou (o miserável também canta bem) e tudo parecia ir às mil maravilhas.
quinto dia: hp me convida para passar o reveillòn com ele.
sexto dia: nem sinal de hp.
sétimo dia: o que será que aconteceu?
....
décimo-quarto dia: telefono para hp. hp manda o pai dizer que não está (eu posso ouvi-lo).
Aguardem o próximo capítulo....... :-)
*soa familiar? "o segundo me chegou/como quem chega do bar/trouxe um litro de aguardente/tão amarga de tragar/indagou o meu passado/e cheirou minha comida/vasculhou minha gaveta/me chamava de perdida"... Ah, Chico! (suspiros, uns cinco)
primeiro dia: conheci o hp (homem-palhaço) e ficamos logo de cara.
dia seguinte: hp me telefonou e me convidou pra sair. saímos.
terceiro dia: hp veio na minha casa, abriu minha geladeira e enfiou cervejas nela sem a menor cerimônia*, além de tirar os sapatos e se comportar como se estivesse no circo.
quarto dia: hp me chamou para uma balada com os amigos dele: me apresentou aos amigos, tivemos uma ótima noite, divertidíssima, eu cantei (sim, eu canto, e bem!), ele cantou (o miserável também canta bem) e tudo parecia ir às mil maravilhas.
quinto dia: hp me convida para passar o reveillòn com ele.
sexto dia: nem sinal de hp.
sétimo dia: o que será que aconteceu?
....
décimo-quarto dia: telefono para hp. hp manda o pai dizer que não está (eu posso ouvi-lo).
Aguardem o próximo capítulo....... :-)
*soa familiar? "o segundo me chegou/como quem chega do bar/trouxe um litro de aguardente/tão amarga de tragar/indagou o meu passado/e cheirou minha comida/vasculhou minha gaveta/me chamava de perdida"... Ah, Chico! (suspiros, uns cinco)
17 setembro 2005
Cara nova
Depois de tanto tempo sonhando em mexer na droga do template (configurações) deste bloguinho, finalmente consegui!
Como vcs podem ver, estou numa fase de cores bebê, rosinhas e pastéis... deve ser o chamado da mãe natureza... (risos)
Não sei se todo mundo vai gostar, mas eu estou vibrando com a minha incrível e insuperável sagacidade e capacidade de mudar as cores no html!
Quem visitar posts antigos ainda vai ver um pouco de laranja, mais de acordo com o esquema de cores anterior do blog: pra mudar, eu teria que ir post por post fazendo a alteração, e não tenho nem tempo nem saco pra isso.
Bem, eu só queria compartilhar a nova cara do Emilianas com os meus fiéis leitores, e também o fato de que agora temos uma barra de links para outros blogs que eu visito, de amigos ou não.
Agora só me falta conseguir botar lá em cima o cabeçalho lindo que o Calendas fez pra mim, que até hoje não consegui.... aí já é pedir demais do meu parco conhecimento de html.
Deixem suas opiniões!!!!!!!!
Como vcs podem ver, estou numa fase de cores bebê, rosinhas e pastéis... deve ser o chamado da mãe natureza... (risos)
Não sei se todo mundo vai gostar, mas eu estou vibrando com a minha incrível e insuperável sagacidade e capacidade de mudar as cores no html!
Quem visitar posts antigos ainda vai ver um pouco de laranja, mais de acordo com o esquema de cores anterior do blog: pra mudar, eu teria que ir post por post fazendo a alteração, e não tenho nem tempo nem saco pra isso.
Bem, eu só queria compartilhar a nova cara do Emilianas com os meus fiéis leitores, e também o fato de que agora temos uma barra de links para outros blogs que eu visito, de amigos ou não.
Agora só me falta conseguir botar lá em cima o cabeçalho lindo que o Calendas fez pra mim, que até hoje não consegui.... aí já é pedir demais do meu parco conhecimento de html.
Deixem suas opiniões!!!!!!!!
um post sobre tédio, chá e chocolate
Odeio frio. Acho até charmoso botar um sobretudo num dos 10 dias do ano frios o suficiente para isso; adoro cachecol e lencinhos para esquentar o pescoço, sobretudo agora que desisti das blusas de gola alta, nada apreciadas pelo sexo oposto; gosto de acordar quentinha debaixo do cobertor e de botar roupinha no meu Xulindinho, o cão (ele tem uma que quando põe fica a cara do Marcelo Anthony); adoro beber chá o dia todo, quentinho, preto, importado, ou pode ser um Mate mesmo que já tá de bom tamanho - mas não é tão chique; amo cappuccino, embora tenha bebido muito menos do que gostaria este inverno tentando não engordar; e claro, ADORO chocolate e tenho comido muito mais dele e de outros doces do que deveria.
Mas o frio me trava demais. Essa coisa de país tropical que não se protege direito do frio é punk. Há quem passe mais frio aqui do que na Europa e outros lugares muuuuuuuuito, mas muuuuuuuito mais frios. Tudo bem, temos menos meses de inverno e por isso nossa taxa de suicídio é mais baixa, mas um inverninho, mesmo tropical, deixa a gente (leia-se eu) mais deprê e com menos ânimo pra tudo, inclusive para as coisas mais básicas da vida como ir ao supermercado ou ir praticar exercício.
E eu, que já andava tirando sandália do armário e lavando as roupas de inverno pra guardar, graças ao verão antecipado que tivemos há umas duas semanas, fui pega de surpresa pela volta do frio. Não tenho vontade de fazer nada. Nada mesmo. Nem mesmo de me levantar da cama, se quer saber. Tenho feito as coisas porque as tenho tantas que não tenho opção a não ser fazê-las meio automaticamente. E olha que nem tem feito tanto frio.
Acho que o único efeito benéfico do efeito estufa é nos proporcionar um veranico em pleno mês de agosto. No verão a gente é mesmo mais feliz.
Mas o frio me trava demais. Essa coisa de país tropical que não se protege direito do frio é punk. Há quem passe mais frio aqui do que na Europa e outros lugares muuuuuuuuito, mas muuuuuuuito mais frios. Tudo bem, temos menos meses de inverno e por isso nossa taxa de suicídio é mais baixa, mas um inverninho, mesmo tropical, deixa a gente (leia-se eu) mais deprê e com menos ânimo pra tudo, inclusive para as coisas mais básicas da vida como ir ao supermercado ou ir praticar exercício.
E eu, que já andava tirando sandália do armário e lavando as roupas de inverno pra guardar, graças ao verão antecipado que tivemos há umas duas semanas, fui pega de surpresa pela volta do frio. Não tenho vontade de fazer nada. Nada mesmo. Nem mesmo de me levantar da cama, se quer saber. Tenho feito as coisas porque as tenho tantas que não tenho opção a não ser fazê-las meio automaticamente. E olha que nem tem feito tanto frio.
Acho que o único efeito benéfico do efeito estufa é nos proporcionar um veranico em pleno mês de agosto. No verão a gente é mesmo mais feliz.
09 setembro 2005
Chorinho de camelo
A história do camelo chorão, em inglês, ou em português, Camelos também choram.
Emilia também chora, todo mundo chora (ou, pelo menos, os mais sensíveis) com a historinha do pequeno camelo que nasce no deserto da Mongólia e é rejeitado pela mãe (coisa comum, não só entre os animais, mas também entre as gentes) depois de um parto difícil, de 2 dias. Ele tenta mamar, mas ela não deixa. Pobre camelinho.
Mas o título do filme não se refere ao baby camelo, branquinho, que chora aquele chorinho de animal que todo mundo que tem cachorro conhece bem. Conto o porquê: depois de várias tentativas de aproximar o filhote da mãe, resolvem os nômades chamar um violinista de uma aldeia - distante um dia e meio de camelo do acampamento - para fazer um ritual.
O violinista vem. E toca violino. Uma moça do acampamento canta uma canção, enquanto faz carinho na camela. E a camela começa a lacrimejar.... É incrível! Parece que os camelos ficam hipnotizados com a música... A mãe camela vai se acalmando e finalmente aceita o filhote.
O filme foi indicado ao Oscar de melhor documentário, é realmente lindo, lindo.
É assistir e chorar junto com os camelos...
Emilia também chora, todo mundo chora (ou, pelo menos, os mais sensíveis) com a historinha do pequeno camelo que nasce no deserto da Mongólia e é rejeitado pela mãe (coisa comum, não só entre os animais, mas também entre as gentes) depois de um parto difícil, de 2 dias. Ele tenta mamar, mas ela não deixa. Pobre camelinho.
Mas o título do filme não se refere ao baby camelo, branquinho, que chora aquele chorinho de animal que todo mundo que tem cachorro conhece bem. Conto o porquê: depois de várias tentativas de aproximar o filhote da mãe, resolvem os nômades chamar um violinista de uma aldeia - distante um dia e meio de camelo do acampamento - para fazer um ritual.
O violinista vem. E toca violino. Uma moça do acampamento canta uma canção, enquanto faz carinho na camela. E a camela começa a lacrimejar.... É incrível! Parece que os camelos ficam hipnotizados com a música... A mãe camela vai se acalmando e finalmente aceita o filhote.
O filme foi indicado ao Oscar de melhor documentário, é realmente lindo, lindo.
É assistir e chorar junto com os camelos...
07 setembro 2005
Bingo
Dia desses, fui na casa de uma antiga empregada nossa em Botucatu, a Tê. Fui fazer uma visita (ela trabalhou mais de 15 anos na minha casa), pegar uma planta que ela botou no vaso pra mim, ver como ela está. Fui jogar bingo com ela e seus amigos, gente muito simples, praticamente da roça.
***************************************
A Tê teve um tumor detectado no pescoço há cerca de um ano. Fizeram biópsia, extraíram o caroço. Pelos exames, parecia ser uma metástase. Centenas de exames depois, não conseguiram achar o tumor principal.
O tumor no pescoço reapareceu. Foi sugerida cirurgia, mas com riscos (não sei ao certo quais, mas riscos graves. inclusive de atingir um nervo, acho eu). Ela optou por não operar.
Está se tratando com um médico naturalista, um curandeiro, não sei ao certo. É muito católica. Talvez aguarde um milagre.
Estes dias, quando estive lá, notei que o pescoço está inchando. Será impressão minha? Não sei, provavelmente não.
E o que é que a gente pode dizer? Temos direito de dizer alguma coisa? Só quero que ela esteja bem e, na medida do possível, tranqüila.
Jogamos bingo um tempão, quase até a meia-noite. Foi muito divertido. Mas depois veio uma tristeza.
*************************************
Se eu rezasse, pediria a Deus que ela não se arrependa da escolha que fez. Que não tenha dúvidas, jamais; que a fé que ela tem dê a ela força para ir em frente, sem olhar pra trás. Ela sempre foi muito forte. Construiu mais de uma casa, de verdade, levantou paredes, junto com o marido. Que ela permaneça assim, forte, sempre.
Olhar para um passado que desejaríamos diferente ou para um futuro que tememos pode trazer muito sofrimento. Que ela olhe, sempre, o presente.
Quanto a mim, só espero ainda estar presente muitas vezes ao presente da minha querida Tê.
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A Tê teve um tumor detectado no pescoço há cerca de um ano. Fizeram biópsia, extraíram o caroço. Pelos exames, parecia ser uma metástase. Centenas de exames depois, não conseguiram achar o tumor principal.
O tumor no pescoço reapareceu. Foi sugerida cirurgia, mas com riscos (não sei ao certo quais, mas riscos graves. inclusive de atingir um nervo, acho eu). Ela optou por não operar.
Está se tratando com um médico naturalista, um curandeiro, não sei ao certo. É muito católica. Talvez aguarde um milagre.
Estes dias, quando estive lá, notei que o pescoço está inchando. Será impressão minha? Não sei, provavelmente não.
E o que é que a gente pode dizer? Temos direito de dizer alguma coisa? Só quero que ela esteja bem e, na medida do possível, tranqüila.
Jogamos bingo um tempão, quase até a meia-noite. Foi muito divertido. Mas depois veio uma tristeza.
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Se eu rezasse, pediria a Deus que ela não se arrependa da escolha que fez. Que não tenha dúvidas, jamais; que a fé que ela tem dê a ela força para ir em frente, sem olhar pra trás. Ela sempre foi muito forte. Construiu mais de uma casa, de verdade, levantou paredes, junto com o marido. Que ela permaneça assim, forte, sempre.
Olhar para um passado que desejaríamos diferente ou para um futuro que tememos pode trazer muito sofrimento. Que ela olhe, sempre, o presente.
Quanto a mim, só espero ainda estar presente muitas vezes ao presente da minha querida Tê.
Melhor que botox
Estou descobrindo minha própria Emilia. Ela se sente bem mais confortável no papel de professora do que no de advogada. Adoooooooora ser chamada de professora, não gosta de ser chamada de doutora (só vai gostar no dia que for doutora de verdade). Aos pouquinhos está virando professora mesmo. Agora, vai dar aulas num curso de capacitação. (eba!!!!!!!)
Os alunos da São Francisco a chamam de professora, e ela realmente adora. Não cabe em si, de tão feliz, ao enfrentar a turma com a aula preparada. Fala de boca cheia que está dando aulas.
*************************************************
Porque será que demorei tanto pra entender uma coisa tão simples?...
Sempre admirei meus professores, muito mais do que admiro bons advogados ou bons juízes. Uma boa aula é um tesão. A reação da classe ao que vc diz é um tesão - principalmente se for uma reação boa (risos).
Estou me sentindo cada vez mais jovem ao lidar com pessoas mais jovens que eu, gente nascida em 1984 (!), cabecinhas fresquinhas, curiosas.
Acho que estou como naquele comercial de creme anti-rugas: vou começar a dar aulas aos 28 e acho que, logo logo, chego aos 25...
Os alunos da São Francisco a chamam de professora, e ela realmente adora. Não cabe em si, de tão feliz, ao enfrentar a turma com a aula preparada. Fala de boca cheia que está dando aulas.
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Porque será que demorei tanto pra entender uma coisa tão simples?...
Sempre admirei meus professores, muito mais do que admiro bons advogados ou bons juízes. Uma boa aula é um tesão. A reação da classe ao que vc diz é um tesão - principalmente se for uma reação boa (risos).
Estou me sentindo cada vez mais jovem ao lidar com pessoas mais jovens que eu, gente nascida em 1984 (!), cabecinhas fresquinhas, curiosas.
Acho que estou como naquele comercial de creme anti-rugas: vou começar a dar aulas aos 28 e acho que, logo logo, chego aos 25...
27 agosto 2005
outras conclusões (alguns minutos depois)
Antes que me xinguem de melodramática ou de ter autopiedade, ou qualquer outro eufemismo pra isso, vamos lá: o post abaixo é pra ser uma historinha mesmo. Embora tenha repercussões na minha vida hoje, já não tenho um envolvimento emocional significativo com o que aconteceu em 1995. Mas não posso negar que me causa problemas até hoje. E que minha vida profissional pode facilmente se prejudicar por causa de uma depressão ou de uma crise de ansiedade.
No mercado, hoje, não há lugar pra compreensão. Ninguém quer saber que merda aconteceu na sua vida que pode ter desencadeado aquilo. O que se espera de todos é que dêem resultado. No formulário de preenchimento da FAPESP não posso escrever: "repeti as matérias porque tive depressão". Ou: "tenho um problema de ansiedade que paralisou a minha vida profissional nos últimos 4 anos." Não há lugar pra isso.
Mas as merdas que eu fiz antes não significam que eu precise continuar fazendo. Hoje já consigo identificar o possível início de uma depressão ou crises de ansiedade logo no começo. O que previne a fazeção de cagadas de potencial mais destrutivo.
Não é incrível? Percebo que tudo o que eu tenho de doenças, sejam psíquicas ou físicas, são do tipo auto-destrutivo: gastrite, depressão, um precipitado (mas não impossível) diagnóstico de doença auto-imune... Quer algo mais auto-destrutivo que uma doença auto-imune? Criar anticorpos anti-vocêmesmo é realmente algo que só se explica somaticamente falando...
Felizmente eu não arranco tufos de cabelo nem os cílios dos olhos (tem quem faça isso), não rôo unha, não fumo, não bebo (só socialmente) e não uso drogas.
Mas sexo eu faço, tá?
No mercado, hoje, não há lugar pra compreensão. Ninguém quer saber que merda aconteceu na sua vida que pode ter desencadeado aquilo. O que se espera de todos é que dêem resultado. No formulário de preenchimento da FAPESP não posso escrever: "repeti as matérias porque tive depressão". Ou: "tenho um problema de ansiedade que paralisou a minha vida profissional nos últimos 4 anos." Não há lugar pra isso.
Mas as merdas que eu fiz antes não significam que eu precise continuar fazendo. Hoje já consigo identificar o possível início de uma depressão ou crises de ansiedade logo no começo. O que previne a fazeção de cagadas de potencial mais destrutivo.
Não é incrível? Percebo que tudo o que eu tenho de doenças, sejam psíquicas ou físicas, são do tipo auto-destrutivo: gastrite, depressão, um precipitado (mas não impossível) diagnóstico de doença auto-imune... Quer algo mais auto-destrutivo que uma doença auto-imune? Criar anticorpos anti-vocêmesmo é realmente algo que só se explica somaticamente falando...
Felizmente eu não arranco tufos de cabelo nem os cílios dos olhos (tem quem faça isso), não rôo unha, não fumo, não bebo (só socialmente) e não uso drogas.
Mas sexo eu faço, tá?
perdoai-os senhor, eles não sabem o que fazem
Quando eu tinha 18 anos tive uma depressão profunda. 1995. Eu fazia duas faculdades ao mesmo tempo, cantava no Coral em uma, e era representante discente e Diretora no Centro Acadêmico da outra. Na época, o merda do meu psicólogo (era um merda mesmo) não conseguiu identificar que eu estava em depressão. E os meus pais nem podiam mesmo, porque eu mal falava com eles. Contava algumas mentiras e eles achavam que tudo estava bem.
Em julho daquele ano me apaixonei por um rapaz que morava em Brasília, e desde então só chorava. Ia dormir às 4 da manhã todo dia e mal dava conta de assistir às aulas no período da tarde(!). A minha república era um lixo, e eu passava a madrugada assistindo TV a cabo e matando baratas, de todos os tamanhos, formatos e cores, que andavam pelo chão e subiam pelas paredes. Eu saía com mais uns dois ou três rapazes em SP para suprir a minha carência que não tinha fim. E chorava de saudades do candango, que não vinha nunca me ver porque não sabia dar um passo sem pedir autorização pro merda (era um merda mesmo) do pai dele.
No final do ano, mudei-me pro apartamento onde moro até hoje. No meio da depressão. A merda da terapia já tinha ido pro espaço. Também, era uma merda mesmo.
Resultados:
1) a gente paga pelos erros do passado, ainda que eles tenham sido cometidos na juventude/adolescência. paga um preço mais alto do que devia, às vezes.
2) ansiedade é o mal do século. e é uma MERDA. assim como era o meu terapeuta. acho que vou processar esse filhodaputa...
Em julho daquele ano me apaixonei por um rapaz que morava em Brasília, e desde então só chorava. Ia dormir às 4 da manhã todo dia e mal dava conta de assistir às aulas no período da tarde(!). A minha república era um lixo, e eu passava a madrugada assistindo TV a cabo e matando baratas, de todos os tamanhos, formatos e cores, que andavam pelo chão e subiam pelas paredes. Eu saía com mais uns dois ou três rapazes em SP para suprir a minha carência que não tinha fim. E chorava de saudades do candango, que não vinha nunca me ver porque não sabia dar um passo sem pedir autorização pro merda (era um merda mesmo) do pai dele.
No final do ano, mudei-me pro apartamento onde moro até hoje. No meio da depressão. A merda da terapia já tinha ido pro espaço. Também, era uma merda mesmo.
Resultados:
- repeti todas as 4 matérias em que eu estava matriculada na faculdade de Direito.E o pior: o pessoal assinava as listas pra mim, então eu tinha 99% de presença mas fiquei com ZERO de nota. Não consegui ir fazer uma única prova. Nada. Até hoje meus pais não sabem que, na verdade, nunca tranquei a faculdade de direito. Repeti tudo mesmo.
- larguei o Coral no meio de uma série de apresentações marcadas praquele final de 1995. Simplesmente deixei o regente na mão, sem qualquer justificativa. Não tinha coragem de ir lá dizer que não conseguia mais.
- mínimas chances de conseguir bolsa na FAPESP com reprovações no histórico escolar.
- idade: não sou mais recém-formada
- não fiz iniciação científica, embora tenha tentado, mas as minhas reprovações fizeram com que eu não conseguisse a bolsa
- neurose que vira ansiedade por problemas com dinheiro, que gera outros problemas, como dificuldade de trabalhar e estudar
- incapacidade de administrar coisas demais ao mesmo tempo sem fazer alguma delas meia-boca. nesse caso, meia-boca foi o trabalho que fiz pra pós, no qual tirei nota B, o que certamente reduzirá ainda mais as minhas chances de obter uma bolsa.
1) a gente paga pelos erros do passado, ainda que eles tenham sido cometidos na juventude/adolescência. paga um preço mais alto do que devia, às vezes.
2) ansiedade é o mal do século. e é uma MERDA. assim como era o meu terapeuta. acho que vou processar esse filhodaputa...
22 agosto 2005
4x4
Vixi, faz tempo que eu não venho aqui.
Ando meio desligada, meio deprimida, meio me sentindo culpada com os sapatos, calças e blusas que comprei.
Noto que, quando volto de um retiro budista, sempre consumo menos. O consumo realmente está associado (no meu caso) à ansiedade. Não que eu seja uma consumista louca, isso não. Tenho momentos... (risos).
Aliás outro dia aconteceu uma coisa engraçada - acho que estou conseguindo virar uma pessoa moderada nos meus gostos, na minha vida (o que, pra mim, é bom) - : eu já passei por duas entrevistas para pesquisa de mercado e não passei em nenhuma das duas. E acho que talvez só passasse em uma: a de chocólatras. Mesmo assim, atualmente tenho tentado moderar o consumo de chocolate...
As entrevistas eram pra saber se eu tinha o perfil pra participar de pesquisas de mercado de um produto pra cabelo e café. Pra primeira não passei porque só faço escova umas 4 x por ano, não pinto o cabelo (ainda), não faço alisamento, e faço hidratação também só umas 4 x por ano. Ou seja, não sou uma boa consumidora pra testar produtos pro cabelo.... Pra segunda... bem, precisava beber café 3x ao dia!!!
***********************************************
Coisas que eu faço 3 ou mais vezes ao dia:
Ando meio desligada, meio deprimida, meio me sentindo culpada com os sapatos, calças e blusas que comprei.
Noto que, quando volto de um retiro budista, sempre consumo menos. O consumo realmente está associado (no meu caso) à ansiedade. Não que eu seja uma consumista louca, isso não. Tenho momentos... (risos).
Aliás outro dia aconteceu uma coisa engraçada - acho que estou conseguindo virar uma pessoa moderada nos meus gostos, na minha vida (o que, pra mim, é bom) - : eu já passei por duas entrevistas para pesquisa de mercado e não passei em nenhuma das duas. E acho que talvez só passasse em uma: a de chocólatras. Mesmo assim, atualmente tenho tentado moderar o consumo de chocolate...
As entrevistas eram pra saber se eu tinha o perfil pra participar de pesquisas de mercado de um produto pra cabelo e café. Pra primeira não passei porque só faço escova umas 4 x por ano, não pinto o cabelo (ainda), não faço alisamento, e faço hidratação também só umas 4 x por ano. Ou seja, não sou uma boa consumidora pra testar produtos pro cabelo.... Pra segunda... bem, precisava beber café 3x ao dia!!!
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Coisas que eu faço 3 ou mais vezes ao dia:
- escovar os dentes
- comer
- beber
- fazer xixi
- checar e-mails
- pensar no meu saldo devedor no banco
08 agosto 2005
O círculo do eterno retorno
Teminha recorrente nesse blog, não? Ah, tô falando da TPM. É que tem todo mês, sabe? Tooooodo mês. Todo mesmo. Every fucking month!!! (com acento no 'fu')
Claro que aí as coisas se encadeiam sem a gente perceber. Quando viu, já pegou aquele drama que faz chorar. Bem que eu tentei uma comédia, ontem assisti Legally Blonde 2, engraçadinho, totalmente excelente, como diria Paulo Bonfá, para dias de deprê. Mas não pude evitar seu contraponto dramático (eu tive um namorado que me acusava, assim mesmo, quase um xingamento, de ser dramática. o filho da puta.), The Hours. Até fiquei com vontade de ler Mrs. Dalloway, mas acho perigoso ler um livro sobre uma mulher que se mata (ooops, parece que ela não se mata, afinal) assim, do nada, num dia como esses.
Ontem já tive minha cota de pensamentos sobre morte. Hoje já tive minha conta de pensamentos sobre 'eu não vou conseguir ser nada na vida e uma hora vou ficar desempregada e sem ter onde cair morta porque não arrumei um emprego público; melhor prestar concurso em alguma universidade...'. Esse mês só não tive ainda a cota de pensamentos 'eu nunca vou achar ninguém e ter filhos e vou morrer sozinha'.
Então acho melhor encher a cara de óleo de prímula (ahaaa!!! achou que eu dizer vinho, né? ou uísque? ou vodka, que eu não encho a cara com bebida vagabunda...), e esperar mais uma semana passar. Esperar passarem as horas.
Claro que aí as coisas se encadeiam sem a gente perceber. Quando viu, já pegou aquele drama que faz chorar. Bem que eu tentei uma comédia, ontem assisti Legally Blonde 2, engraçadinho, totalmente excelente, como diria Paulo Bonfá, para dias de deprê. Mas não pude evitar seu contraponto dramático (eu tive um namorado que me acusava, assim mesmo, quase um xingamento, de ser dramática. o filho da puta.), The Hours. Até fiquei com vontade de ler Mrs. Dalloway, mas acho perigoso ler um livro sobre uma mulher que se mata (ooops, parece que ela não se mata, afinal) assim, do nada, num dia como esses.
Ontem já tive minha cota de pensamentos sobre morte. Hoje já tive minha conta de pensamentos sobre 'eu não vou conseguir ser nada na vida e uma hora vou ficar desempregada e sem ter onde cair morta porque não arrumei um emprego público; melhor prestar concurso em alguma universidade...'. Esse mês só não tive ainda a cota de pensamentos 'eu nunca vou achar ninguém e ter filhos e vou morrer sozinha'.
Então acho melhor encher a cara de óleo de prímula (ahaaa!!! achou que eu dizer vinho, né? ou uísque? ou vodka, que eu não encho a cara com bebida vagabunda...), e esperar mais uma semana passar. Esperar passarem as horas.
31 julho 2005
Integral
Mês agitado, cheio de acontecimentos. Muita bagunça interior. Paixões, desejos, tristezas, frustrações. Falta de tempo: esse que quando nos sobra nos falta e quando nos falta... bem, nos falta mesmo.
Me faltou, especialmente, tempo pra processar tudo. Pra digerir... se necessário, até, ruminar um pouco antes de engolir. A sensação que tenho é que tive que engolir tudo inteiro. E com casca.
********************************************
Aos pouquinhos vou tomando consciência do que é ser adulto, e isso me fascina e me assusta simultaneamente. Sempre tive medo desse momento, em que perderia as prerrogativas de mocinha, de recém-formada, e assumiria as 'responsas' que vêm junto com a liberdade de ser adulto. Ser adulto é responder pelos próprios atos, sem ninguém pra botar a culpa se der alguma merda. Isso é difícil. Espero conseguir, com alguma dignidade.
Sinto que finalmente estou construindo meus próprios caminhos... como diria aquele que eu cito, mas nunca sei o nome: "camiñante, no hay camiño. el camiño se hace al andar".
Me faltou, especialmente, tempo pra processar tudo. Pra digerir... se necessário, até, ruminar um pouco antes de engolir. A sensação que tenho é que tive que engolir tudo inteiro. E com casca.
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Aos pouquinhos vou tomando consciência do que é ser adulto, e isso me fascina e me assusta simultaneamente. Sempre tive medo desse momento, em que perderia as prerrogativas de mocinha, de recém-formada, e assumiria as 'responsas' que vêm junto com a liberdade de ser adulto. Ser adulto é responder pelos próprios atos, sem ninguém pra botar a culpa se der alguma merda. Isso é difícil. Espero conseguir, com alguma dignidade.
Sinto que finalmente estou construindo meus próprios caminhos... como diria aquele que eu cito, mas nunca sei o nome: "camiñante, no hay camiño. el camiño se hace al andar".
26 julho 2005
Choro
A minha avó morreu. Eu não estou acabada nem super triste, o que catolicamente falando é realmente um horror. Mas não posso fazer nada. Eu não muito era ligada a ela, exceto pelo sangue e por um pouco de afeição que cultivei durante esses últimos anos em que ela esteve morando com meus pais. Mas ela era causa de tanta discórdia e sofrimento na minha casa que não consigo sentir senão alívio pelo fim. Também fico aliviada por ela ter parado de sofrer, já que da última vez que a vi já não era mais aquela italianona fortona de antes. Tinha virado uma velhinha doente.
Ela nunca teve vontade de viver, pelo menos nos últimos anos. Claro, tinha uma depressão tão forte que remédio nenhum fazia efeito. Só fazia se lamentar pela droga de vida que ela levava agora e pela merda de vida que tinha tido até então, com meu avô que a traía enquanto ela lavava e passava (com ferro em brasa) roupa pra fora. À noite ainda catava feijão à luz de lamparina.
Contava que, com o dinheiro que conseguiu ganhar, formou o único filho doutor, meu pai, que teve o ímpeto de dizer 'quero ser médico' - contra a vontade do pai - e, ao contrário dos outros irmãos, foi lá, estudou e se formou. Os demais estão por aí, penando em situação financeira complicada....
Além da depressão, ela tinha dezenas de doencinhas incuráveis pelos métodos normais da medicina, uma vez que praticamente todas eram psicossomáticas: fazia todos os exames, nada aparecia; tratamentos de último tipo, nada funcionava. Sofria, dor aqui, dor ali, tontura, dor de estômago, intestino absolutamente preso, dor de cabeça, as pernas que estão bambas... De repente, sumia aquele sintoma e aparecia um novo, igualmente imaginário. É incrível o poder que a cabeça da gente tem de criar o belo e de destruir aos outros e a nós mesmos.
Nos últimos tempos, meu pai a transferira para uma casa de repouso em Bauru, porque em Botucatu não havia uma que prestasse e não dava mais pra ela ficar lá em casa: precisava de assistência 24h, quase não saía mais da cama. E acho que depois que ela foi pra lá, acabou o restinho da vontade de viver que ela ainda tinha. Sem o filho por perto a dar-lhe um pouco de atenção na hora das refeições, sem parentes, sem amigos, o que fazer, senão morrer?
Quando falei com meu pai no sábado à tarde eu estava viajando. Liguei para dizer-lhe que tinha chegado bem, e ele me contou que acabara de voltar de Bauru, e que a havia transferido mais uma vez para o hospital, mas que ela estava bem. Pela seiláeuqualésima vez, cansado, triste, me disse: 'não acaba nunca, é o meu calvário'.
Acabou.
Ela nunca teve vontade de viver, pelo menos nos últimos anos. Claro, tinha uma depressão tão forte que remédio nenhum fazia efeito. Só fazia se lamentar pela droga de vida que ela levava agora e pela merda de vida que tinha tido até então, com meu avô que a traía enquanto ela lavava e passava (com ferro em brasa) roupa pra fora. À noite ainda catava feijão à luz de lamparina.
Contava que, com o dinheiro que conseguiu ganhar, formou o único filho doutor, meu pai, que teve o ímpeto de dizer 'quero ser médico' - contra a vontade do pai - e, ao contrário dos outros irmãos, foi lá, estudou e se formou. Os demais estão por aí, penando em situação financeira complicada....
Além da depressão, ela tinha dezenas de doencinhas incuráveis pelos métodos normais da medicina, uma vez que praticamente todas eram psicossomáticas: fazia todos os exames, nada aparecia; tratamentos de último tipo, nada funcionava. Sofria, dor aqui, dor ali, tontura, dor de estômago, intestino absolutamente preso, dor de cabeça, as pernas que estão bambas... De repente, sumia aquele sintoma e aparecia um novo, igualmente imaginário. É incrível o poder que a cabeça da gente tem de criar o belo e de destruir aos outros e a nós mesmos.
Nos últimos tempos, meu pai a transferira para uma casa de repouso em Bauru, porque em Botucatu não havia uma que prestasse e não dava mais pra ela ficar lá em casa: precisava de assistência 24h, quase não saía mais da cama. E acho que depois que ela foi pra lá, acabou o restinho da vontade de viver que ela ainda tinha. Sem o filho por perto a dar-lhe um pouco de atenção na hora das refeições, sem parentes, sem amigos, o que fazer, senão morrer?
Quando falei com meu pai no sábado à tarde eu estava viajando. Liguei para dizer-lhe que tinha chegado bem, e ele me contou que acabara de voltar de Bauru, e que a havia transferido mais uma vez para o hospital, mas que ela estava bem. Pela seiláeuqualésima vez, cansado, triste, me disse: 'não acaba nunca, é o meu calvário'.
Acabou.
20 julho 2005
Mia Caipirinha
Meu querido amigo blogueiro e designer Marcelo Calenda fez uma série 'caipirinhas' no blog dele, o www.calendas.blog.uol.com.br. Mandei pra ele uma fotinho de Emilia, com cara mesmo de boneca de pano, aos 3 aninhos e meio de idade, toda faceira de caipirinha. Quem quiser conferir, é só clicar no azulzinho aí em cima. Aproveitem para xeretar lá, que o moço é criativo à beça, de modo que quando leio o blog dele me sinto realmente deprimida por escrever essas porcariadas aqui.
Beijos julhinos a todos os meus fiéis leitores.
Beijos julhinos a todos os meus fiéis leitores.
19 julho 2005
mais uma da série 'mulher é assim mesmo'
Vixi, acho que o último post não agradou.... Pudera, quantas pessoas gostam de falar sobre uma coisa tão bllllleeeeeeeca quanto menstruação? O fato é que as mulheres continuam se envergonhando de falar sobre isso e de confessar pros homens que estão 'naqueles dias', ou que estão na TPM, sei lá.
Rola um preconceito por parte dos homens - muitos acham que é desculpa, que é tudo invenção da nossa cabeça. Pois não é.
Eu mal percebo e já estou toda inchada (pra encher um decote é a melhor época do mês - risos), mal humorada e/ou deprimida. Deprimida sim.
Quantas vezes não passei um ou dois dias de cão, tristíssima, certa de que nunca, nunca mesmo, jamais conseguirei fazer nada na vida que preste, que vou depender da ajuda do meu pai pra sempre.... voilà, eis a TPM, bandida!! Só então me dou conta. Mas ainda que eu saiba que é só a TPM, mesmo assim aquele sentimento insiste em me perseguir.
E aí, quando finalmente acaba, lá vem aquele sangue todo....
*******************************************
Olha, mulher é assim mesmo: temos só 15 dias por mês pra mostrar o nosso lado mais perfeito, depilado, lindo e brilhante: nos outros 15, ou bem estamos com raiva ou deprimidas ou (puro preconceito de alguns homens - e mulheres- que não sabem das delícias da vida) usando cinto de castidade....
Rola um preconceito por parte dos homens - muitos acham que é desculpa, que é tudo invenção da nossa cabeça. Pois não é.
Eu mal percebo e já estou toda inchada (pra encher um decote é a melhor época do mês - risos), mal humorada e/ou deprimida. Deprimida sim.
Quantas vezes não passei um ou dois dias de cão, tristíssima, certa de que nunca, nunca mesmo, jamais conseguirei fazer nada na vida que preste, que vou depender da ajuda do meu pai pra sempre.... voilà, eis a TPM, bandida!! Só então me dou conta. Mas ainda que eu saiba que é só a TPM, mesmo assim aquele sentimento insiste em me perseguir.
E aí, quando finalmente acaba, lá vem aquele sangue todo....
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Olha, mulher é assim mesmo: temos só 15 dias por mês pra mostrar o nosso lado mais perfeito, depilado, lindo e brilhante: nos outros 15, ou bem estamos com raiva ou deprimidas ou (puro preconceito de alguns homens - e mulheres- que não sabem das delícias da vida) usando cinto de castidade....
17 julho 2005
Mar em fúria
Mês confuso, Bonecadepanoégente extremamente confusa. Muita coisa pra administrar, muita novidade, muito stress, muita gente, gente ruim e mau-caráter, gente muito boa...
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A TPM passou e eu não percebi. O que não necessariamente é bom.
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E por falar em TPM... eu tenho uma relação de amor e ódio com a menstruação, sabe? Na maior parte do tempo é de ódio mesmo: ô coisinha chata, heim? Cólica, inchaço, a encheção de saco de ter que lembrar de comprar modess e perceber que o mercado foi invadido pelos malditos absorventes com controle de odores que te dão uma puta alergia, o que significa que vc tem que comprar uma marca mais cara (ou a mais vagabunda), a preocupação ('será que vazou'? 'ai, droga, esqueci que estou de OB!')...
Mas às vezes (só às vezes, heim?) quando as coisas acontecem de maneira um tanto quanto imprevisível (ou nem tanto...), nada dá mais alívio do que sentir aquela colicazinha básica...
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Ser mulher é viver em permanente mudança. Uns dias, demoníacas; outros, em estado de graça...
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A TPM passou e eu não percebi. O que não necessariamente é bom.
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E por falar em TPM... eu tenho uma relação de amor e ódio com a menstruação, sabe? Na maior parte do tempo é de ódio mesmo: ô coisinha chata, heim? Cólica, inchaço, a encheção de saco de ter que lembrar de comprar modess e perceber que o mercado foi invadido pelos malditos absorventes com controle de odores que te dão uma puta alergia, o que significa que vc tem que comprar uma marca mais cara (ou a mais vagabunda), a preocupação ('será que vazou'? 'ai, droga, esqueci que estou de OB!')...
Mas às vezes (só às vezes, heim?) quando as coisas acontecem de maneira um tanto quanto imprevisível (ou nem tanto...), nada dá mais alívio do que sentir aquela colicazinha básica...
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Ser mulher é viver em permanente mudança. Uns dias, demoníacas; outros, em estado de graça...
12 julho 2005
Filhosdaputa
Filhodaputa, mau-caráter, inescrupuloso, sem-vergonha, escroto, criminoso, denigre toda a classe dos advogados.
02 julho 2005
3 meses em 1
olhar muito os olhos grandes e claros e o sorriso muito franco, o peito aberto.
decorar os contornos, entender cada expressão, estremecer com um certo olhar, experimentar conexões incríveis. temos nosso próprio tempo.
decorar os contornos, entender cada expressão, estremecer com um certo olhar, experimentar conexões incríveis. temos nosso próprio tempo.
29 junho 2005
E por falar em saudade
Falando em sorriso, eu, que esses dias ando com um de orelha a orelha, nada me abala, nada me perturba, nada me incomoda, recebi do meu terapeuta, em sessão-antecipação-de-sofrimento- pelo-futuro-incerto-da-minha-paixão-avassaladora-internacional, a seguinte opinião: eu tenho conseguido deixar os sentimentos comandarem essa minha cabecinha hiperracional de vez em quando, sem perder o equilíbrio. Segundo ele, até a maneira de eu me relacionar com ele mudou nos últimos tempos. Ando mais afável... menos distante.
Tenho sorrido mais ultimamente... e que diferença isso faz!
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O sorriso sincero ilumina as pessoas... não estou falando de gente que estampa um sorriso falso no rosto e sai por aí conseguindo coisas. Estou falando daqueles dias em que a gente está radiante. Exemplo: outro dia fui ao Fórum e vi que tinha ganhado um agravo por unanimidade. A despeito de o cliente não me pagar, fiquei super feliz, orgulhosa do meu trabalho. Peguei o elevador com um sorriso que não cabia na cara. Pronto!!! O ascensorista só faltou me estender o tapete vermelho! (risos) Me levou pro andar que eu quis (não pode isso, lá os andares são previamente marcados) e ficou falando o tempo todo do meu sorriso. E quanto mais ele falava, mais feliz eu ficava! É um efeito cascata!
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Hoje estou muito, muito feliz!!! Saí irradiando sorrisos pela rua. Estou tão simpática que até me criticaram por isso! (risos) Mas não me incomodo não...
Não vou economizar sorrisos! Quero deixar esse sentimento bom invadir cada célula do meu corpo, quero rir tanto que chegarei a chorar, quero me afogar na felicidade que sinto agora. Depois? Ah, depois eu vejo...
Tenho sorrido mais ultimamente... e que diferença isso faz!
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O sorriso sincero ilumina as pessoas... não estou falando de gente que estampa um sorriso falso no rosto e sai por aí conseguindo coisas. Estou falando daqueles dias em que a gente está radiante. Exemplo: outro dia fui ao Fórum e vi que tinha ganhado um agravo por unanimidade. A despeito de o cliente não me pagar, fiquei super feliz, orgulhosa do meu trabalho. Peguei o elevador com um sorriso que não cabia na cara. Pronto!!! O ascensorista só faltou me estender o tapete vermelho! (risos) Me levou pro andar que eu quis (não pode isso, lá os andares são previamente marcados) e ficou falando o tempo todo do meu sorriso. E quanto mais ele falava, mais feliz eu ficava! É um efeito cascata!
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Hoje estou muito, muito feliz!!! Saí irradiando sorrisos pela rua. Estou tão simpática que até me criticaram por isso! (risos) Mas não me incomodo não...
Não vou economizar sorrisos! Quero deixar esse sentimento bom invadir cada célula do meu corpo, quero rir tanto que chegarei a chorar, quero me afogar na felicidade que sinto agora. Depois? Ah, depois eu vejo...
Água fria
Meus salva-vidas favoritos vão me abandonar. O contrato da empresa pra quem eles prestam serviço expirou e... pimba! adeus moreno musculoso, adeus italianão (tipo Giovanni do volei, sabe? nos tempos de mocidade) esculpido com braçadas. Adeus elogios à beira da piscina. Adeus dicas de treino... Adeus momentos de descontração dessa moça que entrava muda e saía calada da piscina.
Brincadeiras à parte: fiz dois, não digo amigos, mas companheiros, que tornavam a minha ida à piscina mais gostosa. Eu costumava entrar mesmo muda e sair calada. Mal falava com alguém. Às vezes trocava um ou outro comentário sobre a temperatura da água, nada mais. Medo de ser abordada, de ser um mané, pentelho, sei lá.
Os meus amigos quebraram o gelo ao comentar que eu estava bem mais magra (7 kg de corticóide a menos fazem uma bruta diferença). E aí passei a ser mais amigável. Com eles, claro, mas também com todos ali.
Meus salva-vidas vão deixar saudades... Mas deixaram coisa boa como lembrança.
Um sorriso é sempre mais gostoso, né? ;-)
Brincadeiras à parte: fiz dois, não digo amigos, mas companheiros, que tornavam a minha ida à piscina mais gostosa. Eu costumava entrar mesmo muda e sair calada. Mal falava com alguém. Às vezes trocava um ou outro comentário sobre a temperatura da água, nada mais. Medo de ser abordada, de ser um mané, pentelho, sei lá.
Os meus amigos quebraram o gelo ao comentar que eu estava bem mais magra (7 kg de corticóide a menos fazem uma bruta diferença). E aí passei a ser mais amigável. Com eles, claro, mas também com todos ali.
Meus salva-vidas vão deixar saudades... Mas deixaram coisa boa como lembrança.
Um sorriso é sempre mais gostoso, né? ;-)
28 junho 2005
Improbabilidade Infinita
Como é que algo tão certo pode ser tão improvável?? Quais as chances de se conhecer alguém que encanta tanto, que te toca com uma suavidade incrível, que tem um olhar tão doce, e que vive do outro lado do mundo??? Quais as chances de se conhecer alguém com tamanha sintonia que um beijo desencadeia uma infinidade de sensações, e com quem o encontro é inesperado, mas pleno, simples, profundo, extasiante e sincero???
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Viver o aqui-agora. Carpe diem. Concentração plena no presente. A impermanência das coisas...
As palavras podem ser em páli, sânscrito ou latim... a sabedoria é universal. Sorver o momento até a última gota. É por isso que vale a pena.
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Viver o aqui-agora. Carpe diem. Concentração plena no presente. A impermanência das coisas...
As palavras podem ser em páli, sânscrito ou latim... a sabedoria é universal. Sorver o momento até a última gota. É por isso que vale a pena.
26 junho 2005
A Revolta dos piercings
O piercing do meu umbigo conversa com o do nariz. Eu já andava desconfiada, mas agora tenho certeza. Vou contar e depois vcs me dão as suas opiniões:
Esses dias quase havia perdido o do umbigo. Pressionado pelas meias-calças que eu uso no inverno (mesmo por baixo da calça, para me proteger do frio que congela minhas pernas), numa manobra altamente arriscada, querendo livrar-se daquela situação sufocante que é viver no meio do nylon, a bolinha superior usou de toda a sua habilidade, desenroscou-se do restante do piercing, e atirou-se de uma altura incrivelmente alta para uma bolinha de piercing - cerca de 1000 cm - para o chão!!! Por sorte, no momento em que ela atingia o solo, eu percebi a ousadia e resgatei-a, incólume, para alívio do meu umbigo e do restante do piercing, que já iniciava movimentos igualmente suicidas.
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Dias depois...
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Estou eu finalizando o meu terceiro banho do dia (no inverno, tomo muitos banhos para me esquentar. no verão, para refrescar - sou meio maníaca por água - coisas de escorpiana) quando ouço um barulhinho... plic! O plic! era a bolinha do piercing indo se aventurar pelo ralo, nos esgotos da cidade de São Paulo. Tá, tá. Depressa arranquei o que restava do adereço, para que não fosse ele entupir mais um encanamento por aí. Conformada. Compra-se outro. Muda-se a cor da pedrinha. Pelo menos a gente dá uma variada no umbigo.
Me enxugo e vou finalmente passar a toalha no rosto. Esqueço que estou com a droga do piercing no nariz (que vcs podem achar nojento, mas não é não. a gente tem mania de achar que as coisas que saem do nosso corpo são nojentas, mas elas são simplesmente matéria orgânica, e ponto). A toalha (quero dizer, eu, manipulando a toalha) arranca com toda a força a droguinha minúscula do meu nariz. Rapidamente tento colocar de novo, já sabendo que o furo vai fechar em 0,25 s. Chego a ficar meio tonta na frente do espelho (não tenho 'medo' de sangue, mas quando é o meu... aí a coisa muda de figura). Não consigo de jeito nenhum. Desisto, tenho compromisso, preciso sair. Vai sem piercing mesmo. Vou ter que furar de novo... Furar de novo, prestem bem a atenção, como se fosse uma delícia a gente ficar furando o nariz sem anestesia toda hora.
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Agora, me digam se não parece, assim, uma revolta generalizada??? Será que é porque dizem que 'corta' a energia da gente??? Será mesmo coisa de corpo cansado de objetos metálicos atrapalhando a circulação??? Vai entender essas energias que andam por aí...
Esses dias quase havia perdido o do umbigo. Pressionado pelas meias-calças que eu uso no inverno (mesmo por baixo da calça, para me proteger do frio que congela minhas pernas), numa manobra altamente arriscada, querendo livrar-se daquela situação sufocante que é viver no meio do nylon, a bolinha superior usou de toda a sua habilidade, desenroscou-se do restante do piercing, e atirou-se de uma altura incrivelmente alta para uma bolinha de piercing - cerca de 1000 cm - para o chão!!! Por sorte, no momento em que ela atingia o solo, eu percebi a ousadia e resgatei-a, incólume, para alívio do meu umbigo e do restante do piercing, que já iniciava movimentos igualmente suicidas.
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Dias depois...
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Estou eu finalizando o meu terceiro banho do dia (no inverno, tomo muitos banhos para me esquentar. no verão, para refrescar - sou meio maníaca por água - coisas de escorpiana) quando ouço um barulhinho... plic! O plic! era a bolinha do piercing indo se aventurar pelo ralo, nos esgotos da cidade de São Paulo. Tá, tá. Depressa arranquei o que restava do adereço, para que não fosse ele entupir mais um encanamento por aí. Conformada. Compra-se outro. Muda-se a cor da pedrinha. Pelo menos a gente dá uma variada no umbigo.
Me enxugo e vou finalmente passar a toalha no rosto. Esqueço que estou com a droga do piercing no nariz (que vcs podem achar nojento, mas não é não. a gente tem mania de achar que as coisas que saem do nosso corpo são nojentas, mas elas são simplesmente matéria orgânica, e ponto). A toalha (quero dizer, eu, manipulando a toalha) arranca com toda a força a droguinha minúscula do meu nariz. Rapidamente tento colocar de novo, já sabendo que o furo vai fechar em 0,25 s. Chego a ficar meio tonta na frente do espelho (não tenho 'medo' de sangue, mas quando é o meu... aí a coisa muda de figura). Não consigo de jeito nenhum. Desisto, tenho compromisso, preciso sair. Vai sem piercing mesmo. Vou ter que furar de novo... Furar de novo, prestem bem a atenção, como se fosse uma delícia a gente ficar furando o nariz sem anestesia toda hora.
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Agora, me digam se não parece, assim, uma revolta generalizada??? Será que é porque dizem que 'corta' a energia da gente??? Será mesmo coisa de corpo cansado de objetos metálicos atrapalhando a circulação??? Vai entender essas energias que andam por aí...
Os detalhes picantes da noite
Um mojito, dois amigos, vários chopps, um monte de jornalistas, um bar latinoamericano, gente descolada, muita risada, bois felizes, chineses felizes (foi a melhor da noite!!!!), frio, pessoas bonitas, mocinhas bem vestidas, cachecol, olhares felizes, um boxeador idiota, chopp, um jornalista de ONG, chopp (escuro), um boxeador idiota e sem noção, um banheiro bissexual, pessoas com identidade sexual indefinida, uma privada sem papel higiênico, pessoas que gostam de se beijar na boca porque está na moda,um boxeador idiota, sem noção e fumante, a conta por favor, vamos pra outro lugar?
Zombiemilia
Esses dias tô zumbi.
Tudo começou com o trabalho já referido nos posts abaixo. Virei a madruga escrevendo, emendei o dia, fui pra aula, almocei com a turma da aula e com o professor Chaves, que é uma figura ímpar, fui no Fórum, trabalhei, fui pra casa do meu tio, jantei lá, cheguei em casa depois de 36 horas acordada e aí pra dormir é aqueeeeeeeeela dificuldade, depois de tanto tempo ligadona na tomada.
Acordei à uma da tarde ontem e, não fosse a ótima noite que eu tive, em companhia de amigos, com direito a uma parada na Offner da 9 de julho às 2 della matina (solução pros desejos noturnos incontroláveis de doce!!!) pra se entupir de chocolate, o meu dia teria sido mesmo uma negação completa.
Hoje, mesma coisa. Acordei à 1 e não consegui fazer absolutamente nada que preste.
Acho que vou levar uma semana pra me recuperar desse jatlag...
E como vcs podem ver, isso se reflete na absoluta falta de criatividade para falar sobre qualquer coisa interessante aqui. O que tem sido uma constante, eu sei. Mas também, eu não posso ficar dando os detalhes picantes da noite, né?
Tudo começou com o trabalho já referido nos posts abaixo. Virei a madruga escrevendo, emendei o dia, fui pra aula, almocei com a turma da aula e com o professor Chaves, que é uma figura ímpar, fui no Fórum, trabalhei, fui pra casa do meu tio, jantei lá, cheguei em casa depois de 36 horas acordada e aí pra dormir é aqueeeeeeeeela dificuldade, depois de tanto tempo ligadona na tomada.
Acordei à uma da tarde ontem e, não fosse a ótima noite que eu tive, em companhia de amigos, com direito a uma parada na Offner da 9 de julho às 2 della matina (solução pros desejos noturnos incontroláveis de doce!!!) pra se entupir de chocolate, o meu dia teria sido mesmo uma negação completa.
Hoje, mesma coisa. Acordei à 1 e não consegui fazer absolutamente nada que preste.
Acho que vou levar uma semana pra me recuperar desse jatlag...
E como vcs podem ver, isso se reflete na absoluta falta de criatividade para falar sobre qualquer coisa interessante aqui. O que tem sido uma constante, eu sei. Mas também, eu não posso ficar dando os detalhes picantes da noite, né?
23 junho 2005
GO
Estou parindo meu trabalho do Chaves, claro, a menos de 10 horas de entregá-lo.
Mas não é que me empolguei? Já deu até vontade de mudar o tema do mestrado!!!!!!!!
Mas não é que me empolguei? Já deu até vontade de mudar o tema do mestrado!!!!!!!!
20 junho 2005
Mochileiro das Galáxias
Douglas Adams rules!!! Já havia lido os dois livros engraçadíssimos: o Mochileiro das Galáxias - Guia das Galáxias para Caronas e O Restaurante do Fim do Universo. Agora (claro, tava demorando) saiu o filme.
Bem, Zaphod Beeblebrox é um pouco diferente do que eu imaginava. Mas o filme é bom. É que o livro é muito mais engraçado. Ainda bem que não cometeram o erro (cometido em O Diário de Bridget Jones) de gastar todas as melhores piadas dos dois livros no primeiro filme. Porque tem uma cena do Arthur Dent pedindo um chá n'O Restaurante que é uma das coisas mais engraçadas que eu já li. Eu não canso, toda vez eu leio e rio de novo. E não, não tem essa piada no filme. Você pode achar que tem, mas é porque não leu o livro.
Nem vou contar quem são Zaphod, Arthur e Trillian porque 1) dá muito trabalho 2)sei lá, vai ler os livros!
Douglas Adams é a ficção científica non-sense total. Mais non-sense que MIB. Tem um robô deprimido, um gerador de improbabilidade infinita e um restaurante onde o fim do universo acontece pontualmente todos os dias para um público incrivelmente diverso, onde o Prato do Dia conversa com você, e onde você pode apreciar uma verdadeira dinamite pangaláctica. Que eu não vou contar o que é.
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Como diriam na MTV: desliga essa p*** e vai ler um livro!!!
Bem, Zaphod Beeblebrox é um pouco diferente do que eu imaginava. Mas o filme é bom. É que o livro é muito mais engraçado. Ainda bem que não cometeram o erro (cometido em O Diário de Bridget Jones) de gastar todas as melhores piadas dos dois livros no primeiro filme. Porque tem uma cena do Arthur Dent pedindo um chá n'O Restaurante que é uma das coisas mais engraçadas que eu já li. Eu não canso, toda vez eu leio e rio de novo. E não, não tem essa piada no filme. Você pode achar que tem, mas é porque não leu o livro.
Nem vou contar quem são Zaphod, Arthur e Trillian porque 1) dá muito trabalho 2)sei lá, vai ler os livros!
Douglas Adams é a ficção científica non-sense total. Mais non-sense que MIB. Tem um robô deprimido, um gerador de improbabilidade infinita e um restaurante onde o fim do universo acontece pontualmente todos os dias para um público incrivelmente diverso, onde o Prato do Dia conversa com você, e onde você pode apreciar uma verdadeira dinamite pangaláctica. Que eu não vou contar o que é.
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Como diriam na MTV: desliga essa p*** e vai ler um livro!!!
Pílul(inh)as. Bem, nem tanto...
Quem viu Santo Forte ou já foi em terreiro de umbanda/candomblé (perdoem-me, eu não sei bem a diferença) sabe que quando o cara tá muito carregado ele chega no terreiro e começa a apanhar dos orixás (ou sei lá eu que entidades são).
Acho que se eu chegasse hoje num terreiro ia apanhar muito dos Santos e orixás.
Tô meio carregada.
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Bateram no meu carro hoje. Juro que não foi minha culpa. Eu vinha pela preferencial, um pouco apressada, é certo, atrasada - como sempre - para minha sessão semanal de terapia junguiana, quando o cara simplesmente enfiou o seu lindo Voyage (percebem que significa 'viagem' o nome do carro?) vermelho 82 no meu Celta 2004 azul, cujas prestações papi ainda paga todo mês, e quem nem meu direito ainda é - é alienado pro Banco GM.
*******************************************
Enquanto preencho o meu Currículo Lattes (coisa chique, heim?) no sistema do CNPq, que é tão lento quanto o Orkut, vim aqui escrever umas pílulas pra meus fiéis leitores. Em vez de fazer o trabalho do Chaves que eu tenho que entregar na sexta-feira.
E ainda por cima hoje eu fiz uma ótima carne moída, com cenoura, tomate e berinjela, que eu comi com o arroz integral que eu mesma havia feito alguns dias atrás. Ando muito cozinheira ultimamente. Depois fiz máscara de lama na cara e hidratação no cabelo.
Espero que o Chaves leve isso em consideração quando for corrigir o meu trabalho...
Chaves sendo o professor Titular da Faculdade de Direito da USP, não o personagem daquele medonho programa de TV sbtino.
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A boneca sente saudades dos amigos e promete que quando passar o trabalho do Chaves vai pra balada com todo mundo.
Acho que se eu chegasse hoje num terreiro ia apanhar muito dos Santos e orixás.
Tô meio carregada.
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Bateram no meu carro hoje. Juro que não foi minha culpa. Eu vinha pela preferencial, um pouco apressada, é certo, atrasada - como sempre - para minha sessão semanal de terapia junguiana, quando o cara simplesmente enfiou o seu lindo Voyage (percebem que significa 'viagem' o nome do carro?) vermelho 82 no meu Celta 2004 azul, cujas prestações papi ainda paga todo mês, e quem nem meu direito ainda é - é alienado pro Banco GM.
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Enquanto preencho o meu Currículo Lattes (coisa chique, heim?) no sistema do CNPq, que é tão lento quanto o Orkut, vim aqui escrever umas pílulas pra meus fiéis leitores. Em vez de fazer o trabalho do Chaves que eu tenho que entregar na sexta-feira.
E ainda por cima hoje eu fiz uma ótima carne moída, com cenoura, tomate e berinjela, que eu comi com o arroz integral que eu mesma havia feito alguns dias atrás. Ando muito cozinheira ultimamente. Depois fiz máscara de lama na cara e hidratação no cabelo.
Espero que o Chaves leve isso em consideração quando for corrigir o meu trabalho...
Chaves sendo o professor Titular da Faculdade de Direito da USP, não o personagem daquele medonho programa de TV sbtino.
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A boneca sente saudades dos amigos e promete que quando passar o trabalho do Chaves vai pra balada com todo mundo.
14 junho 2005
Falta
- amigos (ou eu é que falto com eles?)
- tempo
- dinheiro
- homem
- sexo
- criatividade
- paciência
- meditação
- risadas
Acho que vou criar o FaltaZero, programa de refelicitação de Bonecasdepanoquepensamcomoumserhumano.
Mas acho que é mais fácil esperar acabar a TPM.
- tempo
- dinheiro
- homem
- sexo
- criatividade
- paciência
- meditação
- risadas
Acho que vou criar o FaltaZero, programa de refelicitação de Bonecasdepanoquepensamcomoumserhumano.
Mas acho que é mais fácil esperar acabar a TPM.
07 junho 2005
Curioso
Eu já sei quem vc é. Mas não é muito atento, pelo visto, porque eu já publiquei o post, e vc não percebeu... Depois me conta o que achou...
Veja multiuso
Sabe aqueles trapinhos, pedacinhos de lençol velho e esgarçado que vc usa pra limpar a casa? Estou me sentindo assim hoje......... Um pouco mais fisicamente, mas também mentalmente cansada.
Nem sei o que eu tô fazendo aqui na frente desse micro até agora. Cheguei em casa mais de oito da noite, depois de uma reunião de manhã, almoço no carro, uma ida (e volta) pra (de) Santos quase inútil, uma passada no Fórum Criminal, uma ida ao Carrefour abastecer o carro pra economizar 0,14 cents por litro de gasosa, uma passada no shopping pra pagar a fatura da C&A, uma tentativa frustrada de comprar uma bolsa preta nova, e uma passada na locadora pra devolver dois filmes (caaaaaaaarosssssssss. como a locadora está caaaaaaaaara...). Depois de comer nuggets (hmmmmmmm!!!!!) ao forno com abobrinha e arroz, fui levar o pobre Pixu pra passear, que ontem ficou em casa o dia inteiro chorando e quase me en-lou-que-ceu.
Mas estou aqui até agora, batendo um papo com o Calendas no msn, falando sobre tudo, como a gente sempre fala. E tentando criar forças pra mexer a minha bunda daqui e ir deitar. Ler. Dormir. Esquecer o trabalho, o mestrado, esquecer de tudo.
Peraí, deixeu tentar........ um, dois, três!!! Upa! Bem, acho que deu certo. Boa noite e beijos mil e uma utilidades pra todos os persistentes fãs desse bloguinho.
Nem sei o que eu tô fazendo aqui na frente desse micro até agora. Cheguei em casa mais de oito da noite, depois de uma reunião de manhã, almoço no carro, uma ida (e volta) pra (de) Santos quase inútil, uma passada no Fórum Criminal, uma ida ao Carrefour abastecer o carro pra economizar 0,14 cents por litro de gasosa, uma passada no shopping pra pagar a fatura da C&A, uma tentativa frustrada de comprar uma bolsa preta nova, e uma passada na locadora pra devolver dois filmes (caaaaaaaarosssssssss. como a locadora está caaaaaaaaara...). Depois de comer nuggets (hmmmmmmm!!!!!) ao forno com abobrinha e arroz, fui levar o pobre Pixu pra passear, que ontem ficou em casa o dia inteiro chorando e quase me en-lou-que-ceu.
Mas estou aqui até agora, batendo um papo com o Calendas no msn, falando sobre tudo, como a gente sempre fala. E tentando criar forças pra mexer a minha bunda daqui e ir deitar. Ler. Dormir. Esquecer o trabalho, o mestrado, esquecer de tudo.
Peraí, deixeu tentar........ um, dois, três!!! Upa! Bem, acho que deu certo. Boa noite e beijos mil e uma utilidades pra todos os persistentes fãs desse bloguinho.
05 junho 2005
Santo Forte
Não, não vou falar de religião mais uma vez! Por enquanto, chega de budismo... Vamos falar de Eduardo Coutinho?
Se vc não sabe quem é Eduardo Coutinho, e se vc ainda acha que documentário é uma chatice... Seus problemas acabaram!
Vc TEM que assistir os filmes desse cara. Por enquanto, só vi dois. Mas ele é muito bom! Não dá pra explicar muito, só vendo mesmo, sabe? Os dois que eu vi: Santo Forte e Edifício Master. Tem também Peões (o último dele, sobre o Lula), Babilônia 2000 e Cabra marcado pra morrer. Que eu saiba.
Ele filma no Rio, os filmes têm sotaque meisxxxmo, não tem jeito, vc está no Rio de Janeiro. Mas podia ser na Bahia. Podia ser em Sampa. Podia ser aqui mesmo no seu condomínio.
Coutinho consegue descobrir nas pessoas desconhecidas - gente aparentemente sem graça -sentimentos, aventuras, ousadias: histórias, enfim, muitas, comoventes, engraçadas, histórias de vida.
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Sabe aquele seu vizinho com quem vc sempre quis conversar mas nunca teve coragem? Pois ele pode ter uma ótima história pra contar. Cria coragem, faz um bolo gostoso, interfona lá no ap dele, e chama pra um café ou um chá. Eduardo Coutinho faz a gente ficar com vontade de conhecer gente normal. Vc só precisa parar e ouvir.
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Quem quiser conferir crítica da Contracampo, revista eletrônica de cinema, sobre Edifício Master, clica aí no coloridinho.
Se vc não sabe quem é Eduardo Coutinho, e se vc ainda acha que documentário é uma chatice... Seus problemas acabaram!
Vc TEM que assistir os filmes desse cara. Por enquanto, só vi dois. Mas ele é muito bom! Não dá pra explicar muito, só vendo mesmo, sabe? Os dois que eu vi: Santo Forte e Edifício Master. Tem também Peões (o último dele, sobre o Lula), Babilônia 2000 e Cabra marcado pra morrer. Que eu saiba.
Ele filma no Rio, os filmes têm sotaque meisxxxmo, não tem jeito, vc está no Rio de Janeiro. Mas podia ser na Bahia. Podia ser em Sampa. Podia ser aqui mesmo no seu condomínio.
Coutinho consegue descobrir nas pessoas desconhecidas - gente aparentemente sem graça -sentimentos, aventuras, ousadias: histórias, enfim, muitas, comoventes, engraçadas, histórias de vida.
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Sabe aquele seu vizinho com quem vc sempre quis conversar mas nunca teve coragem? Pois ele pode ter uma ótima história pra contar. Cria coragem, faz um bolo gostoso, interfona lá no ap dele, e chama pra um café ou um chá. Eduardo Coutinho faz a gente ficar com vontade de conhecer gente normal. Vc só precisa parar e ouvir.
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Quem quiser conferir crítica da Contracampo, revista eletrônica de cinema, sobre Edifício Master, clica aí no coloridinho.
As tigelinhas
Ainda da série 'meu retiro no zen', vejam bem o que é o ritual das tigelinhas zen, que é seguido rigorosamente nos mosteiros zen budistas TODO SANTO DIA: depois de oferecer um pouquinho de comida para o Bodhisatva protetor (Bodisatva seria o equivalente a um santo na Igreja Católica, no meu entender) daquele local, vamos todos pra mesa. Falamos algumas palavras sobre a refeição, sempre em tom meio cantado, e passamos a abrir as tigelinhas. São três tigelas de cerâmica branca, uma dentro da outra, uma bem maior, onde vai o prato principal, uma média e uma menorzinha. Na grande se come somente com colher, na do meio e na menor com hashi. As tigelinhas são envolvidas em dois guardanapos de pano, um branco, quadrado, menor, e um marrom (cor característica do zen budismo), maior e também quadrado.
Depois da solenidade de servir a refeição, em que um serve o outro e o que está sendo servido aguarda com as palmas unidas, e depois agradece a quem serviu, estando todos servidos, vamos comer. Somente após quase todos comerem ou a maioria, é que se pode repetir, e novamente, tudo pára, e uns servem aos outros, todos aguardam até que todos estejam servidos e só aí comem.
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Todo mundo comeu? Repetiu? Agora é a hora da verdade. Primeiro passa-se uma garrafa com chá, que pode variar: mate, hortelã, erva-doce. Despeja-se esse chá na tigela maior. Sim, isso mesmo, ainda com os restos de comida lá dentro. Bebe-se esse chá (sim, bebe-se). Depois vem a água quente. Despeja-se na tigela maior. Com um pequeno picles de nabo, meio esponjoso, mas crocante ao mastigar, esfregam-se as paredes da tigela grande, lavando tudo com a água quente. Inclusive a colher e o hashi. Estando devidamente esfregada a tigela grande, a água e o picles vão para a tigela do meio. Repete-se o ritual nessa e na tigela menor. No final, comemos o picles/esponja e derramamos a água quente num recipiente, para ser oferecida aos espíritos famintos.
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Vocês pensam que é só encenação, e que depois lava tudo com água e sabão??? Nananina, são 4 dias comendo nessas mesmas tigelinhas, lavadas só com água quente. Por isso, não pode pegar mais comida do que se agüenta comer, e como todo ritual de abrir e fechar as tigelas e de esperar todo mundo se servir e todo mundo comer, etc, demora muito, come-se rápido. Os paninhos são usados para secar as tigelas e depois guardá-las. Também não são lavados.
Fiquei pensando se algum dia aquilo já havia sido lavado na vida, quantas pessoas já tinham lambido aquela mesma colher e lavado somente com água quente... eca! Dizem até que, depois de um certo tempo, um bafo meio bleeaargh!!! sai das tigelinhas quando vc abre. Por sorte, não senti.
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No último dia, antes de ir embora, depois do último almoço e do último prato com arroz (o mais difícil é a papa de arroz no café da manhã.... cadê o mamão? eu me perguntava... e a granola??? e o suco de laranja???), lavamos as tigelas! Ufa, que alívio, heim?!
Depois da solenidade de servir a refeição, em que um serve o outro e o que está sendo servido aguarda com as palmas unidas, e depois agradece a quem serviu, estando todos servidos, vamos comer. Somente após quase todos comerem ou a maioria, é que se pode repetir, e novamente, tudo pára, e uns servem aos outros, todos aguardam até que todos estejam servidos e só aí comem.
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Todo mundo comeu? Repetiu? Agora é a hora da verdade. Primeiro passa-se uma garrafa com chá, que pode variar: mate, hortelã, erva-doce. Despeja-se esse chá na tigela maior. Sim, isso mesmo, ainda com os restos de comida lá dentro. Bebe-se esse chá (sim, bebe-se). Depois vem a água quente. Despeja-se na tigela maior. Com um pequeno picles de nabo, meio esponjoso, mas crocante ao mastigar, esfregam-se as paredes da tigela grande, lavando tudo com a água quente. Inclusive a colher e o hashi. Estando devidamente esfregada a tigela grande, a água e o picles vão para a tigela do meio. Repete-se o ritual nessa e na tigela menor. No final, comemos o picles/esponja e derramamos a água quente num recipiente, para ser oferecida aos espíritos famintos.
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Vocês pensam que é só encenação, e que depois lava tudo com água e sabão??? Nananina, são 4 dias comendo nessas mesmas tigelinhas, lavadas só com água quente. Por isso, não pode pegar mais comida do que se agüenta comer, e como todo ritual de abrir e fechar as tigelas e de esperar todo mundo se servir e todo mundo comer, etc, demora muito, come-se rápido. Os paninhos são usados para secar as tigelas e depois guardá-las. Também não são lavados.
Fiquei pensando se algum dia aquilo já havia sido lavado na vida, quantas pessoas já tinham lambido aquela mesma colher e lavado somente com água quente... eca! Dizem até que, depois de um certo tempo, um bafo meio bleeaargh!!! sai das tigelinhas quando vc abre. Por sorte, não senti.
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No último dia, antes de ir embora, depois do último almoço e do último prato com arroz (o mais difícil é a papa de arroz no café da manhã.... cadê o mamão? eu me perguntava... e a granola??? e o suco de laranja???), lavamos as tigelas! Ufa, que alívio, heim?!
Caros amigos
Fiquei sabendo por uma grande amiga que esse humilde bloguinho recebeu novos visitantes nos últimos dias... e adorei a notícia! Embora esteja na maior correria, vou me esforçar pra produzir mais posts e mais interessantes pra agradar vcs! Voltem sempre! E deixem recadinhos (se quiserem) que a Boneca aqui fica feliz! O sistema de comentários desta joça já está funcionando, e em breve (quem sabe, em julho) o Emilianas vai mudar de casa: vai pro UOL, que tem templates melhores e dá pra mexer mais nas coisas... Não sumam, heim?
30 maio 2005
A lua do zen
A lua que fez no feriado, durante o retiro zen-budista, foi uma coisa fora de série. Mesmo eu, que sou do interiorrrrrrrrr, nunca tinho visto algo assim. Talvez porque nunca tenha acordado à 5 da matina num lugar completamente afastado da luz urbana, e talvez porque nunca tenha andado no meio do mato na madrugada, com aquele vento gelado cortando a cara.
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Antes de falar da lua, as estrelas, que chegavam antes, merecem destaque: o céu mais estrelado que eu já vi (sim, eu já fui a Brasília, mas era uma besta e não olhei para o céu); tinha estrelas até o chão! Uma coisa tão linda que a gente não conseguia parar de olhar. Olha ali, a via láctea... olha, lá vai uma estrela cadente!
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Agora sim, a lua. Lá pelas oito, nove da noite, quando a gente estava indo dormir, depois de jantar às cinco (!) da tarde, aparecia a lua. Quem olhou as estrelas, olhou; quem não olhou, bau bau, porque a luz da lua quase cheia era tão forte que apagava boa parte delas.
Nem de lanterna precisava pra andar no meio do mato depois que a lua saía. Noite fechada, mas o caminho iluminado, nem uma nuvem no céu. Às cinco da manhã era ainda mais impressionante: lá estava ela, lindona, plantada no teto da Terra, jogando luz e fazendo sombras na madrugada.
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Mesmo que eu não sofresse uma transformação cada vez que me fecho com meus fantasmas, minha mente e meu corpo, já teria valido a pena todo o esforço...só por causa desse céu e dessa lua.
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Antes de falar da lua, as estrelas, que chegavam antes, merecem destaque: o céu mais estrelado que eu já vi (sim, eu já fui a Brasília, mas era uma besta e não olhei para o céu); tinha estrelas até o chão! Uma coisa tão linda que a gente não conseguia parar de olhar. Olha ali, a via láctea... olha, lá vai uma estrela cadente!
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Agora sim, a lua. Lá pelas oito, nove da noite, quando a gente estava indo dormir, depois de jantar às cinco (!) da tarde, aparecia a lua. Quem olhou as estrelas, olhou; quem não olhou, bau bau, porque a luz da lua quase cheia era tão forte que apagava boa parte delas.
Nem de lanterna precisava pra andar no meio do mato depois que a lua saía. Noite fechada, mas o caminho iluminado, nem uma nuvem no céu. Às cinco da manhã era ainda mais impressionante: lá estava ela, lindona, plantada no teto da Terra, jogando luz e fazendo sombras na madrugada.
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Mesmo que eu não sofresse uma transformação cada vez que me fecho com meus fantasmas, minha mente e meu corpo, já teria valido a pena todo o esforço...só por causa desse céu e dessa lua.
Zen
Este feriado fiz um retiro zen. Estava quase enlouquecendo com tanta coisa pra fazer, tudo novo, tudo estressante. Eu, que já sou estressada por natureza, quase ando pirando com a quantidade de solicitações de clientes. Meu orientador, por sorte, é sossegado, senão eu já estaria mesmo louca.
O retiro do zen budismo é completamente diferente de todos os outros que eu já tinha feito. É cheio de ritual, pra comer tem ritual, pra sentar tem ritual, eu que achei que já sabia tudo de retiro, me enganei redondamente.
Tem que recitar sutras (ensinamentos do Buda) em japonês (!). Pra tudo vc faz reverência, seja com as mãos palma com palma (como em qualquer religião), seja com as mãos fechadas, uma cobrindo a outra, que nem cumprimento de karatê e judô, sabe como é?
A comida é um capítulo à parte. O monge Enjo não é japonês, é um belo rapaz brasileiro, Marc Stahel, filho de uma suíça com um descendente de alemães, que fala alemão e japonês fluentemente e foi ordenado monge no Japão, depois de um tempo de treinamento aqui no Br com a Monja Cohen - aquela famosa das caminhadas meditativas no parque da Aclimação. Bem, ele não é japonês, mas a esposa - sim, os monges e monjas do zen podem se casar, ele tem até um filho lindo - é. Myoko, além de esposa de Enjo, é a cozinheira do retiro. Apesar de ela cozinhar muito bem, experimente comer durante 4 dias só arroz, inclusive (sim!) no café da manhã... É dose.
Depois conto mais. O lugar é maravilhoso, vale a pena visitar, ao menos. É um pequeno templo na serra da Mantiqueira, com uma vista incrível. Fez um tempo maravilhoso, embora frio, um sol brilhante e um céu à noite que merece um post só pra isso.
Depois, durante a semana, eu conto o resto.
Estou inteira novamente. Não sei por quanto tempo.
O retiro do zen budismo é completamente diferente de todos os outros que eu já tinha feito. É cheio de ritual, pra comer tem ritual, pra sentar tem ritual, eu que achei que já sabia tudo de retiro, me enganei redondamente.
Tem que recitar sutras (ensinamentos do Buda) em japonês (!). Pra tudo vc faz reverência, seja com as mãos palma com palma (como em qualquer religião), seja com as mãos fechadas, uma cobrindo a outra, que nem cumprimento de karatê e judô, sabe como é?
A comida é um capítulo à parte. O monge Enjo não é japonês, é um belo rapaz brasileiro, Marc Stahel, filho de uma suíça com um descendente de alemães, que fala alemão e japonês fluentemente e foi ordenado monge no Japão, depois de um tempo de treinamento aqui no Br com a Monja Cohen - aquela famosa das caminhadas meditativas no parque da Aclimação. Bem, ele não é japonês, mas a esposa - sim, os monges e monjas do zen podem se casar, ele tem até um filho lindo - é. Myoko, além de esposa de Enjo, é a cozinheira do retiro. Apesar de ela cozinhar muito bem, experimente comer durante 4 dias só arroz, inclusive (sim!) no café da manhã... É dose.
Depois conto mais. O lugar é maravilhoso, vale a pena visitar, ao menos. É um pequeno templo na serra da Mantiqueira, com uma vista incrível. Fez um tempo maravilhoso, embora frio, um sol brilhante e um céu à noite que merece um post só pra isso.
Depois, durante a semana, eu conto o resto.
Estou inteira novamente. Não sei por quanto tempo.
Comentários, de novo
Deu pau de novo no programa de comentários. Lá vou eu ativar o sisteminha de comentários do blog, que é uma caca mesmo, mas é o que tem...
18 maio 2005
Rapidinha
Só pra deixar o Curioso com vontade... O texto auto-censurado falava sobre amigos que se transformam em algo mais. Eu estou repensando se vou publicar ou não. Talvez com alterações.
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Aos meus assíduos visitantes, prometo, prometo mesmo, que no final de semana publico alguma coisa nova. Tem muita coisa acontecendo na minha vidinha, em campos diversos, profissional, pessoal, e eu estou muito ocupada (não é 'metidez' não, é coisa de quem se mete a fazer 455 coisas ao mesmo tempo) e sem tempo para me dedicar à delícia que é escrever aqui. Refletir sobre as coisas. Nada que se compare ao blog divertidíssimo do Calendas, sempre criativo e com tiradas ótimas, mas uma coisa mais Emilia mesmo, um tanto devagar (sou meio lerda, já dizia a vaca da minha professora do pré-primário para a classe inteira em voz alta), mas é desse jeito que dá, né?
Estou em fase de arrumação interna e externa, mudando casa, mudando coisas, mudando minhas perspectivas e maneira de olhar as coisas.
Acho (de verdade) que estou virando adulta. Dizem por aí que eu já sou, mas tenho sérias dúvidas.
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É, a rapidinha não foi tão rapidinha assim, afinal... Acabo fazendo sempre com carinho.... Aí demora um pouco mais. Mas é sempre bom dar uma paradinha na hora do almoço, não? (risos)
Beijos emilianos a todos os que freqüentam e não desistem desse blog. Vou me esforçar para não decepcioná-los.
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Aos meus assíduos visitantes, prometo, prometo mesmo, que no final de semana publico alguma coisa nova. Tem muita coisa acontecendo na minha vidinha, em campos diversos, profissional, pessoal, e eu estou muito ocupada (não é 'metidez' não, é coisa de quem se mete a fazer 455 coisas ao mesmo tempo) e sem tempo para me dedicar à delícia que é escrever aqui. Refletir sobre as coisas. Nada que se compare ao blog divertidíssimo do Calendas, sempre criativo e com tiradas ótimas, mas uma coisa mais Emilia mesmo, um tanto devagar (sou meio lerda, já dizia a vaca da minha professora do pré-primário para a classe inteira em voz alta), mas é desse jeito que dá, né?
Estou em fase de arrumação interna e externa, mudando casa, mudando coisas, mudando minhas perspectivas e maneira de olhar as coisas.
Acho (de verdade) que estou virando adulta. Dizem por aí que eu já sou, mas tenho sérias dúvidas.
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É, a rapidinha não foi tão rapidinha assim, afinal... Acabo fazendo sempre com carinho.... Aí demora um pouco mais. Mas é sempre bom dar uma paradinha na hora do almoço, não? (risos)
Beijos emilianos a todos os que freqüentam e não desistem desse blog. Vou me esforçar para não decepcioná-los.
08 maio 2005
Não vá pra cama sem ele
Nesse último mês de abril, andei indo pra cama todas as noite com o João. Não, não, o João não é o meu vibrador (risos), como já andaram pensando por aí (ah, e antes que vc se pergunte: sim, eu tenho um. não um joão, um vibrador. joão não tenho nenhum, infelizmente).
O João é aquele, o Ubaldo Ribeiro. Antes de começar o 1984 (genial! adoro ficção científica!), li o Diário do Farol, livro do citado João, inteirinho. Olha, vou dizer, não é a obra prima dele não, mas é bom.
Como estou numa fase totalmente estudo da psicologia, o livro é um prato cheio. A história é de um psicopata, um cara que tem prazer ao torturar e manipular os outros, que é frio, calculista mesmo. Aquele estilo do João né? Já leram A Casa dos Budas Ditosos? Linguagem seca, vai direto ao assunto, sem pudor. João é isso. Xinga o leitor, diz que é ignorante, idiota mesmo. E vc quase sente aquilo como uma ofensa pessoal. O cara é mesmo muito bom.
Como vcs podem ver, a Boneca aqui, além de falar (culpa do Dr. Caramujo), também lê. Bastante. E recomenda. Recomenda ler de tudo, mas nesse caso recomenda especificamente o João antes de dormir. O livro, não o vibrador. Se bem que um vibrador também vai bem antes de dormir, né? Pensando bem, recomendo esse também...
O João é aquele, o Ubaldo Ribeiro. Antes de começar o 1984 (genial! adoro ficção científica!), li o Diário do Farol, livro do citado João, inteirinho. Olha, vou dizer, não é a obra prima dele não, mas é bom.
Como estou numa fase totalmente estudo da psicologia, o livro é um prato cheio. A história é de um psicopata, um cara que tem prazer ao torturar e manipular os outros, que é frio, calculista mesmo. Aquele estilo do João né? Já leram A Casa dos Budas Ditosos? Linguagem seca, vai direto ao assunto, sem pudor. João é isso. Xinga o leitor, diz que é ignorante, idiota mesmo. E vc quase sente aquilo como uma ofensa pessoal. O cara é mesmo muito bom.
Como vcs podem ver, a Boneca aqui, além de falar (culpa do Dr. Caramujo), também lê. Bastante. E recomenda. Recomenda ler de tudo, mas nesse caso recomenda especificamente o João antes de dormir. O livro, não o vibrador. Se bem que um vibrador também vai bem antes de dormir, né? Pensando bem, recomendo esse também...
Mãe só tem uma
Aproveitando que o Calendas botou no blog dele um post sobre mãe, aqui vou eu.
Cada vez mais me dá vontade de ser mãe. Nos dias de hoje, todavia, meio foda, não? A gente tem que trabalhar, fazer mestrado, arrumar a casa e ainda ser mãe.
Duro é começar mestrado tarde, como eu, e ter que decidir depois se vai fazer doutorado em seguida, se vai pra Europa, se fica por aqui, se tem filho antes e adia. Dureza...
Mas quanto mais vejo as crianças, de todas as idades, bebês, mais crescidinhos, no primeiro ano da escola, mais vontade me dá. De gerar, de amamentar. Ou de adotar mesmo. Ir lá no abrigo e conhecer aquela criança que te toca, com quem vc tem uma conexão diferente, e ficar com vontade de ter ela em sua casa, rindo e brincando, e de proporcionar pra ela uma vida legal, com amor, carinho, instrução, atenção e tudo o mais que ela não tem e que vc pode dar. E eu tenho tanto a oferecer!
É isso aí. Nesse dia das mães, data comercial, etc, aproveito para manifestar publicamente meu desejo de ser mãe, um dia. Que venham os pequenininhos para mudar a minha vida! (de preferência, acompanhados de um pai...)
Cada vez mais me dá vontade de ser mãe. Nos dias de hoje, todavia, meio foda, não? A gente tem que trabalhar, fazer mestrado, arrumar a casa e ainda ser mãe.
Duro é começar mestrado tarde, como eu, e ter que decidir depois se vai fazer doutorado em seguida, se vai pra Europa, se fica por aqui, se tem filho antes e adia. Dureza...
Mas quanto mais vejo as crianças, de todas as idades, bebês, mais crescidinhos, no primeiro ano da escola, mais vontade me dá. De gerar, de amamentar. Ou de adotar mesmo. Ir lá no abrigo e conhecer aquela criança que te toca, com quem vc tem uma conexão diferente, e ficar com vontade de ter ela em sua casa, rindo e brincando, e de proporcionar pra ela uma vida legal, com amor, carinho, instrução, atenção e tudo o mais que ela não tem e que vc pode dar. E eu tenho tanto a oferecer!
É isso aí. Nesse dia das mães, data comercial, etc, aproveito para manifestar publicamente meu desejo de ser mãe, um dia. Que venham os pequenininhos para mudar a minha vida! (de preferência, acompanhados de um pai...)
Desculpaí
Tô trabalhando bastante (ainda bem!) e estudando menos do que deveria, por isso ando ausente. Por sorte ando viajando também, nos últimos 3 findes estive fora de SP, e isso tem sido muuuuuuuuito bom!
Esse fui pra Botucs para o Dia das Mães, meu irmão foi junto, peguei meu cão que havia ficado lá de 'férias' por duas semanas. Comprei um relógio pra minha mãe e espero conseguir pagar... Em 6 vezes no cartão!
É, 'degavarinho' tá indo. Fazendo umas economias aqui e outras ali, tô conseguindo gastar com outras coisas mais relevantes e pagar minhas contas. É dífícil, mas pelo menos não tenho chefe. Além disso, tô dando aula (foi ótima! essa quinta tem aula de novo!) e até prova já fizemos, eu e minha companheira novata no mestrado. Pena ter que corrigir agora todas as 50 (serão só 50???). Mas é tudo aprendizado, 'tamu aprendenu', né? E o melhor, aprendendo com supervisão de gente muito experiente (no caso, meu orientador).
Até agora, tá dando pra levar. Agora resolvi unir o útil ao agradável: já que estou trabalhando em casa e meu sofá tá uma merda, vou comprar um sofá. E uma mesa, pra não ter que perder tempo indo na casa do cliente. Assim, ele vem até mim. Eu fico com a casa arrumada, e ainda trabalho aqui. Enquanto der pra levar, tá bão.
Bem, entenderam minhas razões. Ok. Agora vou ver se escrevo alguma coisa que interesse de verdade (risos).
Esse fui pra Botucs para o Dia das Mães, meu irmão foi junto, peguei meu cão que havia ficado lá de 'férias' por duas semanas. Comprei um relógio pra minha mãe e espero conseguir pagar... Em 6 vezes no cartão!
É, 'degavarinho' tá indo. Fazendo umas economias aqui e outras ali, tô conseguindo gastar com outras coisas mais relevantes e pagar minhas contas. É dífícil, mas pelo menos não tenho chefe. Além disso, tô dando aula (foi ótima! essa quinta tem aula de novo!) e até prova já fizemos, eu e minha companheira novata no mestrado. Pena ter que corrigir agora todas as 50 (serão só 50???). Mas é tudo aprendizado, 'tamu aprendenu', né? E o melhor, aprendendo com supervisão de gente muito experiente (no caso, meu orientador).
Até agora, tá dando pra levar. Agora resolvi unir o útil ao agradável: já que estou trabalhando em casa e meu sofá tá uma merda, vou comprar um sofá. E uma mesa, pra não ter que perder tempo indo na casa do cliente. Assim, ele vem até mim. Eu fico com a casa arrumada, e ainda trabalho aqui. Enquanto der pra levar, tá bão.
Bem, entenderam minhas razões. Ok. Agora vou ver se escrevo alguma coisa que interesse de verdade (risos).
02 maio 2005
Confissões de uma boneca desvairada
Sim, Padre, eu pequei. Pequei duas vezes. Pequei porque publiquei coisa que não devia (bem, nada tão sério, mas...) E depois pequei de novo porque deletei (coisa grave, acho eu, mas não entendo muito de ética blogger). Acho que só o Calendas leu, né? Mais alguém, mais alguém?
Bem, isso sem contar os oooooooooutros pecados. Mas aí a lista é tão grande que é melhor nem começar... Agora deixeu ir que tá na hora da chibata. Licencinha..
Bem, isso sem contar os oooooooooutros pecados. Mas aí a lista é tão grande que é melhor nem começar... Agora deixeu ir que tá na hora da chibata. Licencinha..
Amigo(?)
Andei tendo umas revelações interessantes sobre a amizade inter-sexo nos últimos tempos. Um belo dia (quer dizer, uma bela noite) deparei-me com um queridíssimo amigo me dizendo que, ao contrário do que eu imaginava, o beijo que me dera numa festa na faculdade, anos atrás, não era pra me provocar (algo como um tapa na cara - foi o que eu pensei).
Sempre tive muito claro que determinados amigos nunca haviam me olhado com outros olhos, e nunca imaginei pudessem ter algum interesse por mim que não fosse a pura troca de idéias. Ou, se imaginei, fingi que não vi. Mas nunca havia pensado nisso até o final do ano passado, quando essas coisas começaram a acontecer. Esses dias aconteceu de novo.
Descobri que amigos podem querer trocar algo além de idéias, carinho e abraços. Beijos. Lambidas. Talvez (muito provavelmente) algo além.
São pessoas por quem vc já tem afeto, já tem muito carinho, tem saudade, sente falta, quer abraçar, quer pegar. Daí, pra ultrapassar a linha que separa isso tudo do tesão... é 'dois palito' (adoro essa expressão).
Especialmente em momentos de carência, dá uma vontade de ligar praquela pessoa que vc conhece tão bem, e dizer, 'vem pra cá, fica comigo', porque vc sabe que vai ser bom. Vc sabe que ali tem conforto, tem cafuné, tem carícias e mesuras de amigo macho pra amiga fêmea. Ali tem aquele elogio gostoso, tem a voz suave e carinhosa, olhar desprendido. Mas tem um homem também.
Ai gente, que que a gente faz com isso??? Que medo de estragar as coisas! De macular o que se insinua e, por ser exatamente assim, é tão bom! De não ter mais aquele interesse desinteressado de amigo. De transformar o que é saudável, gostoso, divertido, em ciúme, paixãozinha medíocre...
Sempre tive muito claro que determinados amigos nunca haviam me olhado com outros olhos, e nunca imaginei pudessem ter algum interesse por mim que não fosse a pura troca de idéias. Ou, se imaginei, fingi que não vi. Mas nunca havia pensado nisso até o final do ano passado, quando essas coisas começaram a acontecer. Esses dias aconteceu de novo.
Descobri que amigos podem querer trocar algo além de idéias, carinho e abraços. Beijos. Lambidas. Talvez (muito provavelmente) algo além.
São pessoas por quem vc já tem afeto, já tem muito carinho, tem saudade, sente falta, quer abraçar, quer pegar. Daí, pra ultrapassar a linha que separa isso tudo do tesão... é 'dois palito' (adoro essa expressão).
Especialmente em momentos de carência, dá uma vontade de ligar praquela pessoa que vc conhece tão bem, e dizer, 'vem pra cá, fica comigo', porque vc sabe que vai ser bom. Vc sabe que ali tem conforto, tem cafuné, tem carícias e mesuras de amigo macho pra amiga fêmea. Ali tem aquele elogio gostoso, tem a voz suave e carinhosa, olhar desprendido. Mas tem um homem também.
Ai gente, que que a gente faz com isso??? Que medo de estragar as coisas! De macular o que se insinua e, por ser exatamente assim, é tão bom! De não ter mais aquele interesse desinteressado de amigo. De transformar o que é saudável, gostoso, divertido, em ciúme, paixãozinha medíocre...
Natação
Depois de 10 anos afastada das piscinas, do cheiro de cloro que contamina a pele, do silêncio da submersão e do mergulho e da delícia de deslizar na água rapidamente (quantas vezes, em sonhos, não nadei em pleno ar, na calçada, entre as pessoas, para chegar mais rápido!), voltei.
Há 4 meses retomei o único esporte em que me sinto bem. A água é meu meio natural; desenvolta, faço piruetas e abuso da bóia e da prancha para modelar braços e pernas sem a agressão de uma sessão de musculação.
Além desses prazeres, todavia, sempre tive outros na piscina. Não, não é isso que vc está pensando não, embora tenha relação com. É que já comecei e terminei namoro entre as raias, entre uma virada e outra. Uma chegada de costas aqui, um sorriso ali, e eu e Pedro, meu doce namorado adolescente, nos apaixonamos.
Se agora não tenho mais paixões juvenis, outro tipo de prazer, ao menos, me permito. Além da beleza de alguns outros nadadores 'autônomos' como eu, tenho a alegria de admirar os dois belos salva-vidas do turno da tarde/noite.
O negócio é que além de simpáticos, eles são muito gostosos. E me elogiam pra caramba, porque me viram no auge do inchaço do corticóide e aí de novo só agora, 7 kg de água e 6 de gordura a menos - e todo mundo sabe que esta Boneca adora um elogio. Me ajudam com meu treino, me dão dicas... Uma beleza.........
Olha, vou falar, não vou lá por isso não, mas que é um bom motivo a mais pra ir nadar em dias de frio, lá isso é, não? Quem nunca olhou a professora gostosa da academia que atire a primeira pedra.
Há 4 meses retomei o único esporte em que me sinto bem. A água é meu meio natural; desenvolta, faço piruetas e abuso da bóia e da prancha para modelar braços e pernas sem a agressão de uma sessão de musculação.
Além desses prazeres, todavia, sempre tive outros na piscina. Não, não é isso que vc está pensando não, embora tenha relação com. É que já comecei e terminei namoro entre as raias, entre uma virada e outra. Uma chegada de costas aqui, um sorriso ali, e eu e Pedro, meu doce namorado adolescente, nos apaixonamos.
Se agora não tenho mais paixões juvenis, outro tipo de prazer, ao menos, me permito. Além da beleza de alguns outros nadadores 'autônomos' como eu, tenho a alegria de admirar os dois belos salva-vidas do turno da tarde/noite.
O negócio é que além de simpáticos, eles são muito gostosos. E me elogiam pra caramba, porque me viram no auge do inchaço do corticóide e aí de novo só agora, 7 kg de água e 6 de gordura a menos - e todo mundo sabe que esta Boneca adora um elogio. Me ajudam com meu treino, me dão dicas... Uma beleza.........
Olha, vou falar, não vou lá por isso não, mas que é um bom motivo a mais pra ir nadar em dias de frio, lá isso é, não? Quem nunca olhou a professora gostosa da academia que atire a primeira pedra.
27 abril 2005
Por quê?
Que quando eu fico tensa, em vez de parar de comer, eu ingiro calorias feito uma louca? Porque é que eu não posso ser como o meu irmão, que em períodos de tensão emagrece?
Porque a impressora está imprimindo a minha transparência em tinta VERDE?????
Porque é que eu nunca consegui aprender direito as regras gramaticais dos porquês?
Porque é que eu estou aqui escrevendo em vez de ler pela 5ª vez o texto que vou apresentar amanhã na aula?
Porque é que eu parei de meditar faz uns 2 meses?
Porque é que eu estou indo cada vez menos nadar?
Porque eu demoro tanto tempo pra mandar lavar minhas roupas no tintureiro? (essa eu sei, tia! tiaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!! posso responder?????? porque é muuuuuuuuuito caro!)
De onde viemos? Para onde vamos? Aimeudeusdocéu, agora tá ficando muito complicado, boa noite, vou estudar pra minha aula de estréia amanhã. Tchauprocês.
Porque a impressora está imprimindo a minha transparência em tinta VERDE?????
Porque é que eu nunca consegui aprender direito as regras gramaticais dos porquês?
Porque é que eu estou aqui escrevendo em vez de ler pela 5ª vez o texto que vou apresentar amanhã na aula?
Porque é que eu parei de meditar faz uns 2 meses?
Porque é que eu estou indo cada vez menos nadar?
Porque eu demoro tanto tempo pra mandar lavar minhas roupas no tintureiro? (essa eu sei, tia! tiaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!! posso responder?????? porque é muuuuuuuuuito caro!)
De onde viemos? Para onde vamos? Aimeudeusdocéu, agora tá ficando muito complicado, boa noite, vou estudar pra minha aula de estréia amanhã. Tchauprocês.
26 abril 2005
Comidas de roça
Comidinhas de roça que fazem a gente se sentir feliz e no aconchego: banana cozida com açúcar e canela; bolinho de chuva (mas não esses daqui que faz com massa de sonho, daqueles bem levinhos, com açúcar e canela também); bolo de fubá; sonho com recheio de goiabada (só tem no interior); mingau; papa de frango desfiado com maizena, azeitona e palmito; arroz doce; canjica.
Percebeu que é quase tudo doce?
Percebeu que é quase tudo doce?
Comida e aconchego
Num dia cinzento, frio e ventando como o de hoje, o 'arroz com feijão' é a comida mais reconfortante que existe. Coisa mais deliciosa um arrozinho quente, branquinho (o integral que me perdoe, mas no quesito conforto o arroz branco é imbatível) e levemente temperado. O feijãozinho carioca (do marrom mesmo) muito quente, nem muito ralo, nem muito grosso, com alho e um toque de sabor do bacon (os vegetarianos que me perdoem, mas no quesito sabor do feijão o bacon é imbatível) torna a combinação superior.
Mais do que qualquer sopa ou mingau, o 'arroz com feijão' tem a propriedade de levar a gente de volta pra casa. Parece que a gente se enfia debaixo do cobertor, onde estamos protegidos de tudo e não precisamos tomar decisões sobre nada nem nos preocupar com contas a pagar.
Em dias de 'arroz com feijão', devia ser proibido a gente ir trabalhar logo depois do almoço. A gente iria pra cama logo depois, tiraria uma soneca beeeeeeeeem gostosa e demorada e só depois, por volta das 15 ou 16h, tomaria um café quentinho de coador e voltaria pro batente. Só assim daríamos ao 'arroz com feijão' a oportunidade de surtir todos os seus efeitos benéficos sobre o corpo e a alma da gente.
Acho que o arroz com feijão leva a gente de volta pro útero (Melanie Klein explica!).
Mais do que qualquer sopa ou mingau, o 'arroz com feijão' tem a propriedade de levar a gente de volta pra casa. Parece que a gente se enfia debaixo do cobertor, onde estamos protegidos de tudo e não precisamos tomar decisões sobre nada nem nos preocupar com contas a pagar.
Em dias de 'arroz com feijão', devia ser proibido a gente ir trabalhar logo depois do almoço. A gente iria pra cama logo depois, tiraria uma soneca beeeeeeeeem gostosa e demorada e só depois, por volta das 15 ou 16h, tomaria um café quentinho de coador e voltaria pro batente. Só assim daríamos ao 'arroz com feijão' a oportunidade de surtir todos os seus efeitos benéficos sobre o corpo e a alma da gente.
Acho que o arroz com feijão leva a gente de volta pro útero (Melanie Klein explica!).
22 abril 2005
esqueci!
Tem dias que a noite é foda.
Que a gente tranca a chave dentro do carro sem querer e paga ‘20 real’ pro chaveiro usar uma técnica avançadíssima de furto de veículos para abrir a sua porta.
Que a gente esquece a chama do fogão acesa de manhã e leva um susto quando chega em casa à noite - ‘nossa, e se tivesse apagado a chama com o vento?’
Que a gente espera horas passar os carros pra fazer aquela manobra e quando, finalmente, faz a manobra, acerta em cheio a porta do carro que vinha, mas a gente não viu.
Que a gente esquece a chave pra fora da porta, e só percebe no dia seguinte de manhã.
Tudo isso aí já aconteceu comigo. E com você?
Que a gente tranca a chave dentro do carro sem querer e paga ‘20 real’ pro chaveiro usar uma técnica avançadíssima de furto de veículos para abrir a sua porta.
Que a gente esquece a chama do fogão acesa de manhã e leva um susto quando chega em casa à noite - ‘nossa, e se tivesse apagado a chama com o vento?’
Que a gente espera horas passar os carros pra fazer aquela manobra e quando, finalmente, faz a manobra, acerta em cheio a porta do carro que vinha, mas a gente não viu.
Que a gente esquece a chave pra fora da porta, e só percebe no dia seguinte de manhã.
Tudo isso aí já aconteceu comigo. E com você?
21 abril 2005
De novo a Hora Mágica?
Pois então, ela mesma. Tema já abordado nos primeiros dias deste bloguinho...
É que hoje estava vindo pra Botucatu pela Castelo, finalzinho da tarde. E fez um pôr-do-sol tão lindo que deu vontade de contar.
À direita, o solzão enorme, muito vermelho, uma bola de fogo mesmo, colorindo o céu de laranja. À esquerda, uma bela nuvem, fofa e cinza, mas branquinha nas bordas, que faziam ondas no céu. Essas bordas branquinhas recebiam a luminosidade direta do sol, luz de entardecer muito clara e fresca.
A noite foi caindo, e um azul mais escuro começou a tomar conta de tudo. Mas na beiradinha do chão ainda era alaranjado, meio misturado com a poeira que cobre o centro-oeste nessa época seca do ano. Sobraram ainda uns raios cor-de-rosa, brotando do horizonte, como naqueles desenhos do divino - parece mesmo que é deus falando com a gente.
Por fim, aquele azul, profundo e, no entanto, luminoso... Eu não sei bem classificar que cor é essa, que toma o céu e faz um painel que emoldura as silhuetas de todas as coisas: árvores, passarinhos num vôo curto, casas ao longe, uma luzes já acesas, Vênus no céu brilhando solitário. Só sei que me dá vontade de chorar de beleza.
É que hoje estava vindo pra Botucatu pela Castelo, finalzinho da tarde. E fez um pôr-do-sol tão lindo que deu vontade de contar.
À direita, o solzão enorme, muito vermelho, uma bola de fogo mesmo, colorindo o céu de laranja. À esquerda, uma bela nuvem, fofa e cinza, mas branquinha nas bordas, que faziam ondas no céu. Essas bordas branquinhas recebiam a luminosidade direta do sol, luz de entardecer muito clara e fresca.
A noite foi caindo, e um azul mais escuro começou a tomar conta de tudo. Mas na beiradinha do chão ainda era alaranjado, meio misturado com a poeira que cobre o centro-oeste nessa época seca do ano. Sobraram ainda uns raios cor-de-rosa, brotando do horizonte, como naqueles desenhos do divino - parece mesmo que é deus falando com a gente.
Por fim, aquele azul, profundo e, no entanto, luminoso... Eu não sei bem classificar que cor é essa, que toma o céu e faz um painel que emoldura as silhuetas de todas as coisas: árvores, passarinhos num vôo curto, casas ao longe, uma luzes já acesas, Vênus no céu brilhando solitário. Só sei que me dá vontade de chorar de beleza.
18 abril 2005
que puxa...
As pessoas continuam visitando meu blog que anda cada vez menos inspirado. Puxa, obrigada, mesmo mesmo!
Eu bem que to tentando achar algo que possa interessar, mas sei lá. Vi outro filme, daqueles ruins mesmo, Sweet November. É ruim, mas chorei. Bem, todo mundo já sabe que eu choro muito.
Mas me inspirou, eu que estou num momento crítico do cabelo, aquela fase que não tá comprido ainda mas não está mais curto, enfim, horrível. E a Charlize Theron é maravilhosa, com aquele cabelo curtinho (ela é das minhas, tá sempre curto), e tão linda, tão delicada. Acho que vou cortar. Vai combinar com meu novo piercing. E com meu estilo romântico de vestir.
E no entanto, romântica pra dedéu, segundo um amigo, eu sou uma cavala. Esta semana fiz uma coisa que me fez parar pra pensar seriamente sobre isso. Serei mesmo uma? Bem, ou ele é meu único amigo sincero, ou nós temos sérios problemas de relacionamento.
Ah, vai entender a cabeça da gente, né? Por isso estou estudando psicologia, quem sabe Freud me ajuda a me entender? Jung, amiguinho, talvez?
Porque me enfio na cama quando não quero enfrentar algo? Por quê, aos 28 anos de idade, eu ainda falto na aula porque o Professor vai perguntar sobre o texto e eu não vou saber responder?
Ah, tô com sono, outra hora eu respondo, tá? Complicado demais, tá louco meu!
(esse post foi produzido com base na livre associação)
Eu bem que to tentando achar algo que possa interessar, mas sei lá. Vi outro filme, daqueles ruins mesmo, Sweet November. É ruim, mas chorei. Bem, todo mundo já sabe que eu choro muito.
Mas me inspirou, eu que estou num momento crítico do cabelo, aquela fase que não tá comprido ainda mas não está mais curto, enfim, horrível. E a Charlize Theron é maravilhosa, com aquele cabelo curtinho (ela é das minhas, tá sempre curto), e tão linda, tão delicada. Acho que vou cortar. Vai combinar com meu novo piercing. E com meu estilo romântico de vestir.
E no entanto, romântica pra dedéu, segundo um amigo, eu sou uma cavala. Esta semana fiz uma coisa que me fez parar pra pensar seriamente sobre isso. Serei mesmo uma? Bem, ou ele é meu único amigo sincero, ou nós temos sérios problemas de relacionamento.
Ah, vai entender a cabeça da gente, né? Por isso estou estudando psicologia, quem sabe Freud me ajuda a me entender? Jung, amiguinho, talvez?
Porque me enfio na cama quando não quero enfrentar algo? Por quê, aos 28 anos de idade, eu ainda falto na aula porque o Professor vai perguntar sobre o texto e eu não vou saber responder?
Ah, tô com sono, outra hora eu respondo, tá? Complicado demais, tá louco meu!
(esse post foi produzido com base na livre associação)
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