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27 janeiro 2006

Até a uva passa

Ai, tô com medo que comecem a me achar muito chata com esse negocio de budismo, mas lá vai...
É que tem me ajudado bastante, sabe? Em outras épocas, se eu chegasse no Rio de Janeiro mais cedo especialmente pra encontrar uma pessoinha em especial, e estivesse uma chuva dos diabos, a cidade toda inundada, o trânsito parado, impossível pegar um táxi, enxurrada no meio fio, o caos, talvez eu tivesse surtado, histérica porque estava perdendo horas preciosas e talvez nesse meio tempo ele desistisse de mim.
Mas não há realmente nada que eu possa fazer a respeito disso, certo?
Claro que não é preciso ser budista pra chegar a essa conclusão.... mas que ajuda, isso ajuda. Ficar ansiosa, isso realmente não ajuda. Irritar-se com situações que vc não pode controlar realmente não serve pra absolutamente nada.
Melhor relaxar. Por sorte tem um computador ótimo aqui com acesso à Internet!

Mais samba do avião

Esse sim é o do Tom. O outro era meu mesmo..........

"Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar
Praia sem fim
Rio, você foi feito prá mim
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de sol, de céu, de mar
Dentro de um minuto estaremos no Galeão
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Aperte o cinto, vamos chegar
Água brilhando, olha a pista chegando
E vamos nós
Aterrar..."
(Antonio Carlos Jobim)

Tudo bem que eu vou de ônibus, mas a sensação é a mesma!!!!!!!!!!!

ET phone home...........

Você nunca sentiu assim um estranhamento por estar vivo?
Nunca se sentiu estranho em sua pele?
Às vezes sinto uma sensação estranha. Afinal, se tudo é pensamento, se todas as partículas do átomo, os elétrons, os prótons, tudo isso não passa de informação, o que é que nos identifica? O que é que nos torna 'eu'?
O budismo diz que não existe um 'eu'. Buda disse isso há uns 3 mil anos. E se vc for ver a teoria da física quântica (atenção, tudo que eu sei de física quântica está no filme "Quem somos nós?" (clique aqui para ir ao site do filme, em inglês), vai ver que ela diz um pouco isso tb. Existe um 'eu'? I don't think so... Mas quem pensa? Eu? Eu quem? Não acha estranho? Quem é esse ser que pensa e age?
Sinto-me às vezes uma estranha no meu corpo. Como se eu visse tudo de fora. E penso: 'mas como é estranho isso tudo'; 'viver, dirigir, morar numa casa, usar um computador, tomar banho, trabalhar (essa é a parte mais esquisita - risos)'...
Já parou pra sentir a sensação da água no corpo? E o ar? Porque não o sentimos tocando o nosso corpo do mesmo modo como sentimos a água? Exceto quando venta, não sentimos muito o ar... Nem prestamos muita atenção na água deslizando pelo nosso corpo...
Preste atenção. Você vai ver que é mesmo muito estranho. Ou lindo. Ou mágico. Ou... sei lá... Qualifique como quiser. Eu continuo achando muito estranho.

22 janeiro 2006

Amigo é pra essas coisas

- 'M., estou pensando em ir correr com um pessoal no Ibira, 3 x por semana, às 6 e meia da manhã'.
- 'Aposto um Black Label que vc não consegue ir 10 vezes seguidas sem faltar.'

Sonhando com sotaque

Nome do ótimo livro do ótimo Michael Kepp, jornalista americano radicado no Brasil há 20 anos e que escreve na Folha Equilíbrio ocasionalmente.
No site do cara tem um texto hilário sobre a relação dele com seus pêlos corporais e com a careca. E as mulheres. E o Brasil. Vai.

Crianças e a livre associação

Criança é mesmo muito legal. Hoje meus pixus e eu recebemos a visita de dois pequeninos aqui em casa.
Uma criança já tem uma energia incrível. Duas crianças são capazes de deixar qualquer um maluco, inclusive os cachorros, que ficaram exaustos e de língua de fora. Sabe a língua caindo de lado, de tão de fora? Assim.
Nossa, e por falar em gêmeos (os pequenos são gêmeos), isso é um negócio engraçado. Engraçado, estranho. Esquisito. Pode ser até meio doente, às vezes. Não é à toa que o subtítulo em português do filme com o especialista em papéis de homens perturbados Jeremy Irons era 'mórbida semelhança'.
Eles se bastam, se completam, se amam.
Conheci uma dupla de gêmeas que uma vez - eu sendo um dos vértices de uma relação triangular, me esforçando à beça -, me disseram que se bastavam. Foda, heim? Difícil ser amiga de pessoas assim...Vc está seeeeeeempre sobrando.
E as duplas normalmente seguem juntas a vida toda... Fazem a mesma faculdade.... Alguns levam ao extremo e namoram gêmeos também. E têm mais filhos gêmeos. E entram para o livro dos recordes.
Por falar nisso, ouvi não sei onde outro dia uma história de um moço muito ruivo (coisa rara) que estava namorando uma moça muito ruiva como ele. Imagino os pequenos bebês albinos frutos da união... Ou uma família inteira de ruivos super sensíveis ao sol.
Mas que ruivo é bonito à beça, lá isso é. Bem, pelo menos, eu acho.

19 janeiro 2006

Junguianas


Folha de SP, 19/01/06 - Ilustrada. Fernando Gonsáles

18 janeiro 2006

Sincronicidades

Então, sincronicidades é quando tem um monte de coisas que podem acontecer mas acontece justinho aquela, que parece que tinha mesmo que acontecer.
Sincronicidades é quando parece que o universo está se ajustando para que a gente encontre determinada pessoa em determinado momento e que tudo se encaixe de um jeito muito gostoso.
Sincronicidades é quando vc acabou de sair da sua terapia e resolve voltar pra casa a pé porque a noite está fresca e vc está feliz,a e aí vc encontra a um quarteirão da sua casa uma pessoa que não está nada bem e acabou de sair da terapia dela também, então vcs batem um papo e como vc está muito bem vc acaba fazendo um pouquinho de bem pra essa pessoa e é gostoso.
Sincronicidades é quando vc está na esquina da sua casa conversando com essa pessoa e uma outra pessoa que vc gosta muito telefona e diz: 'onde vc está'? e vc diz: 'a um quarteirão da minha casa', e ela diz 'eu também', 'ótimo, te encontro na frente da minha casa' e aí vcs vão tomar um chopp e fazem as pazes e é muito gostoso.
Então, sincronicidades é quando tem 2 milhões de pessoas na praia e vc olha pra'quela, não pra outra nenhuma, pra'quelazinha mesmo, e são meia noite e trinta e três, e ela olha pra vc, e sem precisar dizer mais nada tudo se encaixa de um jeito muito, mas muito gostoso.

15 janeiro 2006

Café não custuma faiá

Andei 40 km este finde com meus amigos do budismo. Eles já estão adiantados porque já fizeram as duas etapas anteriores do Caminho da Fé, que liga Tambaú a Aparecida do Norte. Dessa vez fizemos de Vargem Grande do Sul a Águas da Prata. Eu não pude ir nas outras.
O caminho é católico mas a gente faz pela aventura, pelo esporte, pelo prazer.
Prazer? Bem... estou com bolhas nos dois pés, o tendão atrás do joelho esquerdo doendo. No sábado, só subida. Pra se ter uma idéia, a altitude de Vargem Grande é 719, aí vamos até 1403m, no topo da Serra da Fartura. No dia seguinte, descemos para 853m (Águas da Prata). É, não é exatamente físico o prazer.
O prazer é de compartilhar com esses amigos uma vista maravilhosa, de vales e montanhas verdes, de conhecer a população do local, amigável, falante à beça, bem do interiorrrrrrr meismo, de comer aquele arroz papa com feijão e carne, ovo frito e salada com uma fome de leão, de acordar com as galinhas e ver o nascer do sol, de rir muito com o 'tratado sobre a superiodade do pum sobre o cigarro', de autoria de um dos caminhantes, de se emocionar com os dois cachorros que caminharam conosco os 40 km.... Quase chorei na hora de ir embora... um deles, o mais fofo, amoroso, simpático, brincalhão, começou a chorar na porta do ônibus. Depois ficou olhando o ônibus manobrar com as duas orelhas esquisitas, tipo as orelhas estranhas que meu cachorro faz de vez em quando, não sei descrever...
Caminhar é isso, né? O prazer está no seu estado de espírito...

12 janeiro 2006

O samba do avião

Despedida já é um saco. Despedida em rodoviária/aeroporto então.... vc quer aproveitar o máximo todos os minutos e segundos antes da pessoa ir embora. Aí, enrola o máximo possível. Espera todo mundo embarcar antes, enquanto olha nos olhos e troca os últimos abraços apertados, beijos sôfregos de saudade antecipada. Aí ele embarca.
Se for um aeroporto, vc vai embora, porque o ser amado entra na maldita salinha de embarque e vc não o vê mais. E fica pensando que ele vai ficar ali morgando mais uma hora até de fato partir e que vc poderia estar ali, mas não está.
Se for um aeroporto pequeno, não tem sala de embarque fechada então vc enrola absolutamente até o último minuto e ignora todos os avisos de 'última chamada', porque afinal última chamada é sempre um blefe e vc sempre fica esperando mais um tempão. Aí, todo mundo embarca e quando vc percebe a porta da sala fechou, já tiraram a escada e o avião já está taxiando. Sim, isso já aconteceu comigo. Sim, eu consegui embarcar: pararam o avião, baixaram a escadinha... e entrei no avião morrendo de vergonha, mas me achando o máximo, claro (risos).
Se for um ônibus... bem, se for um ônibus de uma companhia de ônibus pontual ele embarca e vc dá um tchau emocionado, manda beijos enquanto o ônibus vai saindo... se for uma companhia de ônibus brasileira (risos), o funcionário entra no ônibus, conta quantos passageiros tem, sai do ônibus, entra outro, distribui revista, entra mais um passageiro atrasado, o funcionário entra de novo no ônibus, conta quantos passageiros tem.... enquanto isso, vc não sabe muito bem o que fazer... de vez em quando, olha pra ele.... não sabe bem se fica com aquele sorriso bobo na cara, tenta trocar umas palavras, mas o ônibus tem ar então a janela não abre, não dá nem pra pegar na mão dele enquanto o ônibus não sai, disfarça, olha pro lado, mas a vontade mesmo é de ficar só olhando, olhando, olhando, guardando os últimos instantes na memória, porque depois... depois vem a saudade.

10 janeiro 2006

Um oferecimento de Nívea com fator azul

Caco Galhardo, um pequeno gênio dos quadrinhos. Ave.

06 janeiro 2006

Ela é carioca

acho que os cabeleireiros cariocas sequer devem saber cortar um cabelo curto.
vc já viu alguma carioca de cabelo curto? eu não.
tudo bem, vai, eu vi uma. umazinha só. na porta de um bistrô fofo que tem em Ipanema, chamado Zazá. ela era linda, chique, moderna. tinha os cabelos meio loiros e encaracolados.
foi a única mulher que eu vi de cabelo curto no Rio de Janeiro.
deve ser algo como uma coisa que toda carioquinha já nasce sabendo, assim como andar com aquele rebolado suave, usar shortinhos minúsculos sem parecer uma prostituta, vestidinhos leves com sandálias havaianas. e os cabelos jogados em cima daquela morenice toda... dá pra entender porque a gringaiada (e os brasileiros não-cariocas) fica enlouquecida com a mulher carioca. elas são mesmo lindas.

cena de novela

ai, ai..... suspiros. é isso que vai deixar essa virada do ano fenomenal que eu passei no RJ.
sim, eu fiquei de pileque com meia garrafa de Prosecco na cabeça, depois de umas 3 doses de vodka com suco de maracujá previamente ingeridas.
sim, eu botei vestidinho branco e fui pra Copacabana praticamente uma grega, de sandália baixinha e bracelete improvisado no braço.
sim, eu comprei até calcinha nova esse ano!
e muito cheia de energia e feliz à beça, ao lado das minhas duas amigas que deviam estar me achando uma bêbada pentelha e chata, pulei as sete ondas nas águas impróprias para banho da praia mais famosa do mundo.
e pra completar, ganhei um presente delicioso, ali mesmo, na areia. um presente moreno, lindo, sarado, greco-carioca. juro que parecia cena de novela. só faltou a música ao fundo....
olha, se o ano de 2006 for na mesma sintonia desse comecinho.... sai da frente, porque ninguém me segura!!!!!!!!!!!!!!

27 dezembro 2005

Fui

Ma, eu sei que vc odeia quem escreve fui, mas eu fui mesmo.

Fui de férias e só volto ano que vem.

**** SUPER 2006 PRA TODO MUNDO! *****

Que o de vcs seja tão bom quanto será o meu!!!!!!!!

e que a gente beije muuuuuuuuuuuito na boca!!!!!!!!!!

Fui!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

23 dezembro 2005

'blim blom nylon' ou 'um post reticente'

meu passado bate à minha porta.
em 2005, graças ao orkut (mas não só... não basta deixar um scrap com intenções... tem que ser 'pro-ativo', como gostam de dizer os empresários), reencontrei algumas pessoas queridas.
coincidentemente e curiosamente, duas delas reapareceram agorinha, há menos de 2 semanas. não encontrei pessoalmente nenhuma das duas; contudo, mesmo virtuais, esses reencontros mexeram comigo. são pessoas de quem eu gostei muito um dia, mas sumiram da minha vida, deixando, é claro, vivências, experiências, lembranças...
acho que, no final de cada ano, fazemos um balanço das nossas vidas e talvez as escolhas que fizemos e que julgamos incorretas possam nos incomodar... vir nos puxar o pezinho durante a noite. por isso, talvez tentemos resgatar no passado sensações boas que não temos mais hoje... porque viramos adultos, não fazemos mais coisa inconseqüentes e impensadas... temos outras sensações, mas não aquelas mesmas.
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eu mesma já andei fazendo o meu balancinho... já tomei minhas resoluções de ano novo... nenhuma delas se refere a nada material, mas sim a uma mudança de atitude.
sim, porque já mudei de emprego (agora sou minha própria chefe e estou cavando as minhas oportunidades de maneira mais autônoma e legítima), já mudei o corpo, já mudei a minha sala, já mudei até meu cabelo.
e outro dia me dei conta que já são quase 02 anos da minha ida bizarra para a UTI. no entanto, continuo contando a minha vida a partir desse acontecimento. a maneira como eu me apresento para o mundo é a partir de uma derrota.
chega!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! se eu sou capaz de mudar os meus padrões, se a vida são possibilidades e escolhas, eu vou dar um basta nisso.
eu já estou dando um basta nisso!
sinto que estou desabrochando agora. é, se eu puder fazer uma avaliação de 2005, numa palavra, eu diria desabrochar.
se em 2005 desabrochei... o que preciso em 2006? de nutrição, de sol, de fazer fotossíntese, de terra fofa, de água.....

12 dezembro 2005

então é Natal

primeira imagem: close no ursinho de pelúcia, fofo, vestindo roupinhas natalinas.
segunda imagem: o ursinho está grudado no cinto de um homem vestindo vermelho.
terceira imagem: o homem está suspenso no ar.
quarta imagem: não, ele não é o Papai Noel. na verdade, está pendurado num prédio, escalando, isso sim, um Noel gigante, em plena rua da Consolação, quase esquina com a Paulista.
fofura das fofuras: pendurado nas costas do homem,o ursinho, pacientemente, espera sua vez de integrar-se à decoração...

Emilianas apagando sua primeira velinha

Há pouco mais de um ano, por uma dessas felicidades que a tecnologia (leia-se Orkut) nos proporciona, reencontrei o Marcelo.
E ele me estimulou a fazer um blog.
No dia 07 de dezembro de 2004 o Emilianas nasceu. Ele tem um irmãozinho - junto nasceu o [nem] Tão Sozinh o, do mesmo Marcelo (link aí na barrinha de blogs), que logo cresceu, mais bem alimentado, e virou um irmão grandão, tipo um Pedrinho, da bonequinha de pano aqui.
Muita coisa, mas muita coisa mesmo, mudou desde então.
É tempo de comemorar o ano de blog, o ano de vida, o ano de muita realização e descoberta que eu tive. E de fazer os planos para o que vem!!!!!!!!!!!!!
Vou começar 2006 no ALTO ASTRAL: vou pro RIO de Janeiro, que continua lindo, ver os fogos com a energia de mais 2 milhões de pessoas na praia de Copacabana!!!!!!!!!!!!
Já comprei biquini novo; o corpinho está ok; o bronzeado... bem, não dá pra fazer muita coisa com sangue de italiano do Norte, mas tenho tomado meu solzinho... VOU ME JOGAR!!!!!!!!!
SUPER 2006 PRA TODO MUNDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

08 dezembro 2005

A Dama

Em noite de primavera meio indecisa, tão clara que dá pra ver as estrelas mais resolutas, passeio pelas ruas farejando essências, rastros de flores diminutas, jasmins desmaiados e prostitutas.

Pobre Harry Potter

O que aconteceria a um garoto normal que sofresse as atrocidades que sofre o nosso charmoso, inglês, tímido e desajeitado Potter?
Talvez virasse um delinqüente e estivesse na FEBEM.
Só pensando alto.........

a mesma água...depois da benção de um monge budista