Já escrevi sobre o movimento inglês Reclaim the Streets nesse bloguinho. Hoje vi uma coisa que sempre vejo e que sempre me lembra que os pedestres quando querem se rebelam, tomas as ruas e os carros... prejudiquem-se!
Já viu aquelas imagens da 25 de Março na véspera do Natal? Nem agulha passa ali, quanto mais carro. No máximo, uma bicicletinha ou uma motoca.
Pois bem. Todo dia, nas imediações do Metrô Barra Funda, uma horda de pedestres invade as ruas, por volta das 22h. São os alunos da Uninove, aquele imenso shopping center do saber, complexo universitário milionário com mais escadas rolantes que o Ibirapuera. São milhares de jovens que trabalham o dia inteiro como operadores de telemarketing para poder pagar as mensalidades do curso Noturno de Direito e sair de lá com um canudo na mão, sonhando com um futuro melhor. Doce ilusão, canudo não garante nada, mas esse não é o assunto desse post.
Passar de carro ali na hora do rush pedestre é tarefa de paciência e destreza. Desvia-se um pouquinho aqui para não passar no pé de um... ponto morto, 5 km por hora.
Sinto que eles tomam as ruas e dizem: fora daqui, esse quarteirão é nosso. Não temos carro, andamos daqui até o metrô toda noite, comemos cachorro quente de um real pra matar a fome e encaramos mais uma hora até em casa e chegamos exaustos, por isso às vezes dormimos na sua aula. Sai que essa rua é nossa. Queremos nosso lugar.
A 25 de março é isso, a rua da Barra Funda é isso, a Maria Antonia é isso, a Benedito Calixto sábado à tarde é isso, a Consolação sentido Jardins sábado à noite é isso. As ruas são nossas, invadimos com a nossa energia, a nossa vontade de estar junto, de conversar e de compartilhar. Sai que essa rua é nossa.
24 março 2006
23 março 2006
Carta pra quem voltou
Meu caro,
É bom tê-lo de volta. É bom olhar novamente nos seus olhos, ver o seu sorriso, rir junto com você e conversar sobre as coisas normais da vida. É bom poder novamente contar como vai tudo e ouvir o que você tem a dizer sobre o seu passado e o seu presente. E como você imagina o seu futuro.
Você sabe que fez falta, mas faz de conta que não sabe. Prefere fingir que não, que foi só uma semaninha que esteve fora.
Posso ver pelo seu olhar que também sentiu falta, de uma outra maneira, você também me disse isso; mas respeito o seu tempo. "Temos nosso próprio tempo".
É bom tê-lo de volta.
Um beijo do tamanho do seu coração,
Emilia
É bom tê-lo de volta. É bom olhar novamente nos seus olhos, ver o seu sorriso, rir junto com você e conversar sobre as coisas normais da vida. É bom poder novamente contar como vai tudo e ouvir o que você tem a dizer sobre o seu passado e o seu presente. E como você imagina o seu futuro.
Você sabe que fez falta, mas faz de conta que não sabe. Prefere fingir que não, que foi só uma semaninha que esteve fora.
Posso ver pelo seu olhar que também sentiu falta, de uma outra maneira, você também me disse isso; mas respeito o seu tempo. "Temos nosso próprio tempo".
É bom tê-lo de volta.
Um beijo do tamanho do seu coração,
Emilia
19 março 2006
Homem das cavernas
Ai, não dá. Fui ontem pra balada feliz, crente que ia dançar a noite inteira num bar no Itaim (eu odeio o Itaim, só fui em consideração ao meu querido amigo que fazia aniversário - é a única razão que pode me fazer ir ao Itaim) que toca músicas latinas. Ledo engano. O bar é ótimo, mas era o dia dos playba, até o Serginho do BBB estava lá. Todos de camisetinha justa no corpo malhado. Dançar que é bom.... nadie.
Até que um cara veio falar comigo. Minto, ele não veio falar comigo, eu por acaso estava do lado dele e ele me olhou e resolveu falar comigo. Afinal, ele queria pegar qualquer uma mesmo. Perguntei se ele dançava. Ah dança, então ótimo, vamos dançar enquanto a gente conversa. Dançamos, dançamos, até que o inevitável aconteceu. Ele começou a tentar me beijar. À força. Eca. Quem já viveu sabe o que é, isso é muito comum em bares com música pra dançar a dois. Já me aconteceu no forró, no samba-rock e agora nesse bar....
O idiota começa a tentar beijar vc, lamber o seu pescoço (juro que já aconteceu). Ele te dá uns beijos nojentos na bochecha e agarra o seu rosto pra ver se consegue forçar vc a beijá-lo.
E se vc reclama ele diz que vc é fresca.
Claro que vc é fresca, afinal vc não passa de um pedaço de carne, e vc é obrigada a beijar qualquer idiota que apareça na sua frente. Mesmo que não queira.
Até quando certos homens vão achar que temos que beijá-los à força, transar com eles à força e servi-los? Quantas gerações terão que nascer e morrer para que as mães ensinem aos seus filhos o RESPEITO?
Até que um cara veio falar comigo. Minto, ele não veio falar comigo, eu por acaso estava do lado dele e ele me olhou e resolveu falar comigo. Afinal, ele queria pegar qualquer uma mesmo. Perguntei se ele dançava. Ah dança, então ótimo, vamos dançar enquanto a gente conversa. Dançamos, dançamos, até que o inevitável aconteceu. Ele começou a tentar me beijar. À força. Eca. Quem já viveu sabe o que é, isso é muito comum em bares com música pra dançar a dois. Já me aconteceu no forró, no samba-rock e agora nesse bar....
O idiota começa a tentar beijar vc, lamber o seu pescoço (juro que já aconteceu). Ele te dá uns beijos nojentos na bochecha e agarra o seu rosto pra ver se consegue forçar vc a beijá-lo.
E se vc reclama ele diz que vc é fresca.
Claro que vc é fresca, afinal vc não passa de um pedaço de carne, e vc é obrigada a beijar qualquer idiota que apareça na sua frente. Mesmo que não queira.
Até quando certos homens vão achar que temos que beijá-los à força, transar com eles à força e servi-los? Quantas gerações terão que nascer e morrer para que as mães ensinem aos seus filhos o RESPEITO?
17 março 2006
Tangando
Adoro morar perto do SESC porque tem dessas surpresas boas. Estava indo nadar.... um grupo de tango começava a se apresentar na choperia lotada... coisa boa... mas eu, inevitavelmente, vou direto pra natação. Senão paro pra ouvir, perco o pique. Não posso mais perder o pique. Não esse, nem outros, espero. É vital pra mim.
Na volta, não é que estavam ainda lá? Parei pra ouvir. Primeiro na porta, de pé, meio de saída, sacola com prancha, bóia e palmar numa mão, bolsa com todos os outros apetrechos na outra.
Dois casais dançavam gostosamente perto de mim. Fui ficando, fui gostando.
Hmmm... preciso comer. Comprei um sanduíche, sentei-me pra ouvir melhor. Piazzolla... Libertango. Coisa linda de morrer. E os casais dançando ali, olhos fechados, sentindo os passos. Não parece difícil, embora todos apregoem ser a mais difícil. Ele avança, ela recua. Ele comanda. Ela responde. Ele recua, ela avança. Ele faz rodeios... ora, ela também!
Dançar não é difícil. Basta sentir o ritmo. Viver também!
Na volta, não é que estavam ainda lá? Parei pra ouvir. Primeiro na porta, de pé, meio de saída, sacola com prancha, bóia e palmar numa mão, bolsa com todos os outros apetrechos na outra.
Dois casais dançavam gostosamente perto de mim. Fui ficando, fui gostando.
Hmmm... preciso comer. Comprei um sanduíche, sentei-me pra ouvir melhor. Piazzolla... Libertango. Coisa linda de morrer. E os casais dançando ali, olhos fechados, sentindo os passos. Não parece difícil, embora todos apregoem ser a mais difícil. Ele avança, ela recua. Ele comanda. Ela responde. Ele recua, ela avança. Ele faz rodeios... ora, ela também!
Dançar não é difícil. Basta sentir o ritmo. Viver também!
16 março 2006
Adoro esse ómi
CONTARDO CALLIGARIS - Folha de SP, 16 de março de 2006.
"Mentiras Sinceras"
Espero que "Mentiras Sinceras", de Julian Fellowes, continue em cartaz e que os amantes e os amados (casados ou não, heterossexuais ou homossexuais, tanto faz) tenham o tempo de assistir ao filme, em massa.
O título original é "Separate Lies", mentiras separadas, mas gostei da tradução brasileira. "Mentiras Sinceras" evoca o estranho balé de verdade e mentira em todo triângulo amoroso: "Minto quando escondo minha paixão por outro ou por outra? Ou, então, a verdadeira mentira é o casamento que vivo e a insatisfação que escondo?".
Ser sempre sincero não é fácil. No filme, Anne (Emily Watson) tenta ser sincera com o marido, James (Tom Wilkinson), e também com seu próprio desejo. Mas a verdade não é simples: Anne, por exemplo, não sabe bem o que a joga nos braços de William (Rupert Everett), seu amante. Quando explica ao marido o que lhe acontece, ela não invoca o amor ou a paixão; apenas consegue dizer que não sabe renunciar a William porque os encontros com ele são "easy", fáceis: o amante não lhe pede nada ou quase.
Talvez a maioria dos relacionamentos amorosos adoeçam e morram por causa disto: não porque o parceiro deixou crescer uma barriga displicente nem porque a gente estaria cansado da mesmice e a fim de novidades, mas porque, ao vivermos juntos, aos poucos, perdemos a generosidade. E a generosidade é (ou, melhor, deveria ser) o próprio do amor; ela está quase sempre presente, aliás, quando a gente se apaixona. Explico.
O amor que nasce idealiza o amado, mas essa idealização é contemplativa, não é normativa. Ou seja, pedimos, eventualmente, que o amado ou a amada estejam perto de nós, mas não que mudem e ainda menos que renunciem a serem quem eles são.
Claro, enxergamos neles algo que eles podem não ser, mas o encanto amoroso é justamente esse engano: "Seja como você é, pois é assim que descubro em você tudo o que quero, mesmo que talvez você não seja nada disso". Em suma, o amor, inicialmente, é respeitoso. Se você não é bem o que vejo em você, o engano é meu; amar consiste em querer e saber continuar se enganando.
As coisas mudam quando começamos a medir a distância entre o ser amado e o ideal que lhe penduramos nas costas. De repente, o engano nos parece ser uma artimanha do outro; é ele que deveria se emendar para voltar a ser o ideal que inspirava nosso amor.
O encanto do começo se transforma, assim, numa lista inesgotável de pequenas ou grandes exigências. Tudo o que pedimos ao ser amado (que ele ganhe mais, que seja simpático com nossos amigos, que nos acolha com um sorriso, que pare de roncar no nosso ouvido, que leia Goethe em alemão, que não coma com as mãos, que não caminhe na nossa frente na rua, que esteja em casa na hora certa) é apenas um derivativo. O que queremos é a volta do que nós mesmos perdemos: o encanto pelo qual enxergávamos nosso ideal no ser amado. Esse encanto impunha o respeito, ou seja, permitia que deixássemos o amado e a amada serem, simplesmente, eles mesmos.
A trama de "Mentiras Sinceras" é a de sempre quando, num casal, um dos dois se interessa por um terceiro. Anne ama James e James ama Anne. Mas Anne encontra William, que não tem nada de especial, mas é "easy", e ela quer viver esse amor. James sofre. Anne também sofre. Não se sabe bem como a história de Anne e James terminará (minha hipótese é que o casal resistirá).
A história acontece numa sólida burguesia (ou mesmo aristocracia) inglesa, em que a dificuldade do triângulo amoroso não é parasitada por problemas financeiros ("Se nos separarmos, quem ficará com o quê?"). Anne e James não têm filhos e não devem se preocupar com os efeitos de seus atos e sentimentos nas crianças ("Como ficarão? O que pensarão? Quanto anos de análise tudo isso lhes custará?"). O triângulo amoroso, em suma, é reduzido ao essencial.
É também graças a essa redução ao essencial que o filme pode oferecer uma extraordinária lição de amor. Anne é exemplar por ela não saber as razões de seu amor por William e por continuar amando James. James é exemplar porque sofre, mas trabalha com afinco para evitar transformar seu sofrimento em mais uma cobrança ciumenta. Ao contrário, James se serve da ocasião para reinventar sua capacidade de amar Anne com a generosidade e o respeito do amor que nasce, ou seja, sem lhe pedir que ela seja diferente do que ela é.
A lição que James aprende (e nós com ele) é que o amor, quando não é atravessado e deformado pelas piores exigências neuróticas e narcisistas, confere ao amante um dever para com o amado, mas nenhum direito sobre ele.
Jacques Lacan, um grande psicanalista francês, disse mais de uma vez (a primeira foi, talvez, em seu seminário de 56/57) que o maior sinal de amor é (deveria ser?) o dom do que a gente não tem. Algo assim: "Ofereço-lhe o que não tenho e que você não quer e não me pede". Seja qual for nossa interpretação desse aforismo, ele é certamente o oposto da miséria amorosa ordinária, em que amar significa pedir ao outro o que a gente quer. Ou, pior ainda, pedir-lhe aquela "coisa" de que a gente precisa.
Antes que vc se pergunte, se estiver meio bobo ou bêbado, não fui eu que escrevi. Foi o Contardo. Maravilhoso.
"Mentiras Sinceras"
Espero que "Mentiras Sinceras", de Julian Fellowes, continue em cartaz e que os amantes e os amados (casados ou não, heterossexuais ou homossexuais, tanto faz) tenham o tempo de assistir ao filme, em massa.
O título original é "Separate Lies", mentiras separadas, mas gostei da tradução brasileira. "Mentiras Sinceras" evoca o estranho balé de verdade e mentira em todo triângulo amoroso: "Minto quando escondo minha paixão por outro ou por outra? Ou, então, a verdadeira mentira é o casamento que vivo e a insatisfação que escondo?".
Ser sempre sincero não é fácil. No filme, Anne (Emily Watson) tenta ser sincera com o marido, James (Tom Wilkinson), e também com seu próprio desejo. Mas a verdade não é simples: Anne, por exemplo, não sabe bem o que a joga nos braços de William (Rupert Everett), seu amante. Quando explica ao marido o que lhe acontece, ela não invoca o amor ou a paixão; apenas consegue dizer que não sabe renunciar a William porque os encontros com ele são "easy", fáceis: o amante não lhe pede nada ou quase.
Talvez a maioria dos relacionamentos amorosos adoeçam e morram por causa disto: não porque o parceiro deixou crescer uma barriga displicente nem porque a gente estaria cansado da mesmice e a fim de novidades, mas porque, ao vivermos juntos, aos poucos, perdemos a generosidade. E a generosidade é (ou, melhor, deveria ser) o próprio do amor; ela está quase sempre presente, aliás, quando a gente se apaixona. Explico.
O amor que nasce idealiza o amado, mas essa idealização é contemplativa, não é normativa. Ou seja, pedimos, eventualmente, que o amado ou a amada estejam perto de nós, mas não que mudem e ainda menos que renunciem a serem quem eles são.
Claro, enxergamos neles algo que eles podem não ser, mas o encanto amoroso é justamente esse engano: "Seja como você é, pois é assim que descubro em você tudo o que quero, mesmo que talvez você não seja nada disso". Em suma, o amor, inicialmente, é respeitoso. Se você não é bem o que vejo em você, o engano é meu; amar consiste em querer e saber continuar se enganando.
As coisas mudam quando começamos a medir a distância entre o ser amado e o ideal que lhe penduramos nas costas. De repente, o engano nos parece ser uma artimanha do outro; é ele que deveria se emendar para voltar a ser o ideal que inspirava nosso amor.
O encanto do começo se transforma, assim, numa lista inesgotável de pequenas ou grandes exigências. Tudo o que pedimos ao ser amado (que ele ganhe mais, que seja simpático com nossos amigos, que nos acolha com um sorriso, que pare de roncar no nosso ouvido, que leia Goethe em alemão, que não coma com as mãos, que não caminhe na nossa frente na rua, que esteja em casa na hora certa) é apenas um derivativo. O que queremos é a volta do que nós mesmos perdemos: o encanto pelo qual enxergávamos nosso ideal no ser amado. Esse encanto impunha o respeito, ou seja, permitia que deixássemos o amado e a amada serem, simplesmente, eles mesmos.
A trama de "Mentiras Sinceras" é a de sempre quando, num casal, um dos dois se interessa por um terceiro. Anne ama James e James ama Anne. Mas Anne encontra William, que não tem nada de especial, mas é "easy", e ela quer viver esse amor. James sofre. Anne também sofre. Não se sabe bem como a história de Anne e James terminará (minha hipótese é que o casal resistirá).
A história acontece numa sólida burguesia (ou mesmo aristocracia) inglesa, em que a dificuldade do triângulo amoroso não é parasitada por problemas financeiros ("Se nos separarmos, quem ficará com o quê?"). Anne e James não têm filhos e não devem se preocupar com os efeitos de seus atos e sentimentos nas crianças ("Como ficarão? O que pensarão? Quanto anos de análise tudo isso lhes custará?"). O triângulo amoroso, em suma, é reduzido ao essencial.
É também graças a essa redução ao essencial que o filme pode oferecer uma extraordinária lição de amor. Anne é exemplar por ela não saber as razões de seu amor por William e por continuar amando James. James é exemplar porque sofre, mas trabalha com afinco para evitar transformar seu sofrimento em mais uma cobrança ciumenta. Ao contrário, James se serve da ocasião para reinventar sua capacidade de amar Anne com a generosidade e o respeito do amor que nasce, ou seja, sem lhe pedir que ela seja diferente do que ela é.
A lição que James aprende (e nós com ele) é que o amor, quando não é atravessado e deformado pelas piores exigências neuróticas e narcisistas, confere ao amante um dever para com o amado, mas nenhum direito sobre ele.
Jacques Lacan, um grande psicanalista francês, disse mais de uma vez (a primeira foi, talvez, em seu seminário de 56/57) que o maior sinal de amor é (deveria ser?) o dom do que a gente não tem. Algo assim: "Ofereço-lhe o que não tenho e que você não quer e não me pede". Seja qual for nossa interpretação desse aforismo, ele é certamente o oposto da miséria amorosa ordinária, em que amar significa pedir ao outro o que a gente quer. Ou, pior ainda, pedir-lhe aquela "coisa" de que a gente precisa.
Antes que vc se pergunte, se estiver meio bobo ou bêbado, não fui eu que escrevi. Foi o Contardo. Maravilhoso.
14 março 2006
Iletrados x Inumerados
Essa veio de uma conversa de bar com amigos. Todo mundo metendo a boca nos jornalistas que não sabem o que é direito e normalmente quando escrevem sobre direito escrevem bobagem. Informações estapafúrdias sobre procedimentos processuais que não existem.... falta uma consultoria jurídica séria nos jornais.
E finanças, então?, rebate o amigo que além de advogado é também engenheiro. E números? Criticam tanto as pessoas por serem iletradas.... mas ninguém critica quem é 'inumerado'. Muitos risos.
Além do neologismo sensacional, não é que ele tem razão? Porque será que socialmente temos a obrigação de saber escrever perfeitamente a língua mas não temos a obrigação de saber somar, subtrair, dividir e multiplicar, fazer frações, calcular distâncias com razoável segurança, identificar objetos geométricos? Coisas simples de matemática... Mas que muitos de nós, especialmente os da área de humanas, babam na hora de fazer.
E eu não estou falando de operações complexas não....
Será que somos inumerados porque todas as professoras de matemática do mundo são feias, chatas e têm uma voz exageradamente alta como a minha? Será??????
E finanças, então?, rebate o amigo que além de advogado é também engenheiro. E números? Criticam tanto as pessoas por serem iletradas.... mas ninguém critica quem é 'inumerado'. Muitos risos.
Além do neologismo sensacional, não é que ele tem razão? Porque será que socialmente temos a obrigação de saber escrever perfeitamente a língua mas não temos a obrigação de saber somar, subtrair, dividir e multiplicar, fazer frações, calcular distâncias com razoável segurança, identificar objetos geométricos? Coisas simples de matemática... Mas que muitos de nós, especialmente os da área de humanas, babam na hora de fazer.
E eu não estou falando de operações complexas não....
Será que somos inumerados porque todas as professoras de matemática do mundo são feias, chatas e têm uma voz exageradamente alta como a minha? Será??????
07 março 2006
Gustavo Santaolalla
Brokeback Mountain não é bonito só por ser um filme delicado sobre uma relação delicada e que tem que ser escondida por motivos óbvios: porque dois homens que se amam no interior dos Estados Unidos, esse país suuper livre, onde não existe moralismo e muito menos hipocrisia, não podem demonstrar um afeto um pelo outro sem que um deles seja espancado até a morte por causa disso.
Se não fosse pela paisagem linda e pelos atores lindos e pela história linda, o filme ainda valeria a pena pela belíssima trilha sonora, de autoria de Gustavo Santaolalla, argentino que fez também a trilha de Diários de Motocicleta, Amores Brutos e 21 Gramas. Percebam que é só filme foda, heim? Clicando aqui vc tem uma amostrinha minúscula de cada trilha.
Vale a pena ouvir o trabalho do cara. Não vi o Amores Perros nem o Diários (acreditem, não fui ver o Che), mas 21 Gramas vi e gostei, e tenho certeza que gostei da trilha também. :D
Se não fosse pela paisagem linda e pelos atores lindos e pela história linda, o filme ainda valeria a pena pela belíssima trilha sonora, de autoria de Gustavo Santaolalla, argentino que fez também a trilha de Diários de Motocicleta, Amores Brutos e 21 Gramas. Percebam que é só filme foda, heim? Clicando aqui vc tem uma amostrinha minúscula de cada trilha.
Vale a pena ouvir o trabalho do cara. Não vi o Amores Perros nem o Diários (acreditem, não fui ver o Che), mas 21 Gramas vi e gostei, e tenho certeza que gostei da trilha também. :D
Conversa de botequim
Frases e pichações bem humoradas:
"Não leia mais jornal. Minta vc mesmo" (numa banca de jornal)
"Terra para quem nela trabalha. Fora, defuntos!!!!!" (no Cemitério da Consolação)
"Estacionamento reservado para os usuários desse Cemitério" (Placa - oficial - no Cemitério da Consolação)
"Vai ao velório! Estacione aqui!" (Faixa na Av. Dr Arnaldo perto do Cemitério do Araçá)
"- Dizem que os jornais são como as salsichas, não?
- Não, nas salsichas vc pode confiar." (Um jornalista)
"Não leia mais jornal. Minta vc mesmo" (numa banca de jornal)
"Terra para quem nela trabalha. Fora, defuntos!!!!!" (no Cemitério da Consolação)
"Estacionamento reservado para os usuários desse Cemitério" (Placa - oficial - no Cemitério da Consolação)
"Vai ao velório! Estacione aqui!" (Faixa na Av. Dr Arnaldo perto do Cemitério do Araçá)
"- Dizem que os jornais são como as salsichas, não?
- Não, nas salsichas vc pode confiar." (Um jornalista)
28 fevereiro 2006
27 fevereiro 2006
Emilia radical


O super-team Macatuba.
Esse ano comecei com pique total, fazendo caminhadas com os amigos, seja no caminho da fé, seja perto de SP, como no parque da Cantareira ou no Pico do Jaraguá. Fiz um novo amigo que gosta de caminhar também e espero fazer com ele muitas caminhadas e passeios legais. Quem se interessar junte-se a nós! Já pensamos em vários passeios pra fazer, basta combinar e ir!
Também ano nadando sempre que possível e caminhando e dando umas corridinhas também. Em julho começo a capoeira, que só não vou começar agora por absoluta falta de tempo. Mas estou empolgada desde o início do ano. Caminhadas e exercícios não só me garantem a boa forma :-)))) mas também um pique bom para trabalhar e fazer as 15 coisas ao mesmo tempo que mencionei no post de baixo.
Eu já fiz caverna (faz tempo, preciso ir de novo) e algumas caminhadas legais. Este Carnaval, como vim pra minha cidade natal, chamei meu pai, que é super aventureiro, e um amigo dele, pra fazer um rafting em Brotas.
Gostei! É uma delícia a água.... geladinha... estava um dia ótimo, muito sol, algumas nuvens, mas não choveu na hora em que fomos. Uma moça caiu do bote (não fui eu). Mas eu esperava um pouco de frio na barriga, que não teve...
Nossa, será que eu tô ficando muito radical?
Confira as fotos.
24 fevereiro 2006
Multifuncionais HP
Hmmmm.... então, vc vê um currículo de um cara que, vc sabe, porque conhece, que não é lá um gênio de nada. Ele é assim igual a vc: inteligente, mas não demais... Podia fazer bem melhor, mas provavelmente deixa tudo pra última hora, que nem vc. Dá aquela mega enrolada e o trabalho sai razoável. Pimba! É mestre! Pimba, é doutor! Pimba, é livre-docente!
Mas ele faz 15 coisas ao mesmo tempo e tem um currículo enorme. É coordenador disso, presidente daquilo. Nossa, mas dá tempo?? Dá, dá tempo. Basta não querer fazer 100% em tudo.
Cá estou eu: coordenadora disso, coordenadora daquilo. diretora disso também. professora daquilo e daquilo outro ainda. ah, e advogada! ah, e mestranda! ah, e mais umas duas coisas.
Percebi que pra ser alguém hoje, se vc não é um gênio, do caralho, vc tem que fazer mais ou menos umas 15 coisas ao mesmo tempo. Quero dizer, eu sou autônoma, tenho rebolado pra pagar as minhas contas, não tenho carteira assinada nem 13º nem férias. Preciso do meu currículo gordinho pra crescer e virar gente grande, poder primeiro me sustentar completamente e depois um filhote, que quero ser mãe sim. E não tenho muito tempo.
No mundo globalizado, mais é mais. Mais títulos, mais cargos, mais experiência. As aparências contam........... Se tiver um forro bonito, pode até ter um estofozinho de espuma mais fininha. A gente pega o espumão, corta e em vez de fazer uma cadeira só, faz logo umas 3. Sou pau pra toda obra, e essa minha versatilidade sempre me ajudou muito. Joga na mão que eu me viro!
Dá-lhe multi-tarefa!
Mas ele faz 15 coisas ao mesmo tempo e tem um currículo enorme. É coordenador disso, presidente daquilo. Nossa, mas dá tempo?? Dá, dá tempo. Basta não querer fazer 100% em tudo.
Cá estou eu: coordenadora disso, coordenadora daquilo. diretora disso também. professora daquilo e daquilo outro ainda. ah, e advogada! ah, e mestranda! ah, e mais umas duas coisas.
Percebi que pra ser alguém hoje, se vc não é um gênio, do caralho, vc tem que fazer mais ou menos umas 15 coisas ao mesmo tempo. Quero dizer, eu sou autônoma, tenho rebolado pra pagar as minhas contas, não tenho carteira assinada nem 13º nem férias. Preciso do meu currículo gordinho pra crescer e virar gente grande, poder primeiro me sustentar completamente e depois um filhote, que quero ser mãe sim. E não tenho muito tempo.
No mundo globalizado, mais é mais. Mais títulos, mais cargos, mais experiência. As aparências contam........... Se tiver um forro bonito, pode até ter um estofozinho de espuma mais fininha. A gente pega o espumão, corta e em vez de fazer uma cadeira só, faz logo umas 3. Sou pau pra toda obra, e essa minha versatilidade sempre me ajudou muito. Joga na mão que eu me viro!
Dá-lhe multi-tarefa!
22 fevereiro 2006
Eu estava lá
"São 21h43 quando The Edge surge no palco, em meio a uma fumaça vermelho-amarelada. O estádio lotado, uma textura de braços humanos, as cadeiras superiores forradas de gente. A espera e a confusão valeram a pena. O sonho começou.(...) Como se trata de um sonho, o que no início foi uma catarse se tornou algo melhor ainda com "Vertigo". Os fãs da pista pulam, assim como os das cadeiras. Os anéis superiores do estádio balançam."
Mary Persia, Folha On line, 21/02/06
Mary Persia, Folha On line, 21/02/06
17 fevereiro 2006
Amigos para siempre?
Outro dia saiu um texto do já mencionado neste blog Michael Kepp sobre amizades que são muito custosas de manter....
Acho que ele tem razão. Já fiz a minha parte, estou lavando as minhas mãos.
Acho que ele tem razão. Já fiz a minha parte, estou lavando as minhas mãos.
Match Point
E quando a gente achava que o Woody Allen tava ficando meio enferrujado, e que nada de novo sairia de sua cacholinha a não ser mais um filme autobiográfico com algum jovem e principiante ator de Hollywood em quem ninguém botava muita fé interpretando ele mesmo (Woody), ele faz esse Match Point.
Coisa pouco usual na filmografia dele: não é uma comédia.
Vale a visita ao cinema só pra ver Scarlett Johansson sexy como nunca (pelo menos, eu acho). Jonathan Rhys Meyers é o jovem ator desconhecido e protagonista com uma cara realmente estranha e um jeito frio e distante.
(Engraçado como um par de olhos claros faz uma diferença em termos de beleza, né? Imaginem a Ana Paula Arósia de olhos castanhos. Seria linda ainda, claro. Mas esse tchan do olho claro muda tudo.)
Ah, gente, vai lá ver. Este não é um filme autoral de Woody Allen, embora o roteiro seja dele. Então, se vc odeia WA, vá ver mesmo assim. Divirta-se.
Coisa pouco usual na filmografia dele: não é uma comédia.
Vale a visita ao cinema só pra ver Scarlett Johansson sexy como nunca (pelo menos, eu acho). Jonathan Rhys Meyers é o jovem ator desconhecido e protagonista com uma cara realmente estranha e um jeito frio e distante.
(Engraçado como um par de olhos claros faz uma diferença em termos de beleza, né? Imaginem a Ana Paula Arósia de olhos castanhos. Seria linda ainda, claro. Mas esse tchan do olho claro muda tudo.)
Ah, gente, vai lá ver. Este não é um filme autoral de Woody Allen, embora o roteiro seja dele. Então, se vc odeia WA, vá ver mesmo assim. Divirta-se.
15 fevereiro 2006
Sincronicidades - parte 2
Mari Flammes, essa é procê: depois do seu lindo post que me deixou de olhos marejados, nem sei o que falar, né?
Estamos na mesma sintonia, menina, temos MUITO o que ensinar e aprender uma com a outra.
O que eu posso dizer que tenho a aprender com vc? Energia, alegria de viver, simpatia, alto-astral! E mais um monte de coisa que ainda nem sei....
E falando em sincronicidades... fora o fato de a gente ter se encontrado no BM no final do ano, e o fato de a gente ter ido pro Rio, embora a gente não tenha se encontrado pessoalmente nem lá nem aqui desde então (internet é uma merda mesmo... risos), acho que muito do nosso reencontro tem a ver com isso. Com um estado de espírito. E com o fato de vc ser praticamente uma botucatuense e praticamente sobrinha dos meus dentistas! risos. E com mais um milhão de coisas que a gente ainda não descobriu.
Um grande beijo, não páre de escrever!!!!!!!!!! E vamos tomar vergonha na cara e nos encontrar de uma vez antes que o ano acabe!
*****************************************************
Sabe aquele negócio de que 'quando vc quer realmente uma coisa, o Universo inteiro conspira a seu favor'? Pois então...
Depois de um dia de cão.... de reuniões intermináveis pensando como consertar pepinos institucionais.... conhecemos finalmente em carne e osso, na reunião da noite (sim, tenho trabalhado em 3 turnos), uma pessoa muito especial. Que já parecia especial antes mas que na hora que a gente começou a conversar.... foi incrível.
Por obra daquelas sucessões de coincidências que sabe-se lá quem é que explica (como as que aconteceram para que o meu Reveillòn fosse o mais inesquecível da minha vida), veio trabalhar com a gente uma pessoa que tem absolutamente TUDO a ver. Mas tudo mesmo.
Quando acontecem essas sincronicidades, a vida fica mais bonita, mais legal, e vale realmente mais a pena ser vivida.
Estamos na mesma sintonia, menina, temos MUITO o que ensinar e aprender uma com a outra.
O que eu posso dizer que tenho a aprender com vc? Energia, alegria de viver, simpatia, alto-astral! E mais um monte de coisa que ainda nem sei....
E falando em sincronicidades... fora o fato de a gente ter se encontrado no BM no final do ano, e o fato de a gente ter ido pro Rio, embora a gente não tenha se encontrado pessoalmente nem lá nem aqui desde então (internet é uma merda mesmo... risos), acho que muito do nosso reencontro tem a ver com isso. Com um estado de espírito. E com o fato de vc ser praticamente uma botucatuense e praticamente sobrinha dos meus dentistas! risos. E com mais um milhão de coisas que a gente ainda não descobriu.
Um grande beijo, não páre de escrever!!!!!!!!!! E vamos tomar vergonha na cara e nos encontrar de uma vez antes que o ano acabe!
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Sabe aquele negócio de que 'quando vc quer realmente uma coisa, o Universo inteiro conspira a seu favor'? Pois então...
Depois de um dia de cão.... de reuniões intermináveis pensando como consertar pepinos institucionais.... conhecemos finalmente em carne e osso, na reunião da noite (sim, tenho trabalhado em 3 turnos), uma pessoa muito especial. Que já parecia especial antes mas que na hora que a gente começou a conversar.... foi incrível.
Por obra daquelas sucessões de coincidências que sabe-se lá quem é que explica (como as que aconteceram para que o meu Reveillòn fosse o mais inesquecível da minha vida), veio trabalhar com a gente uma pessoa que tem absolutamente TUDO a ver. Mas tudo mesmo.
Quando acontecem essas sincronicidades, a vida fica mais bonita, mais legal, e vale realmente mais a pena ser vivida.
11 fevereiro 2006
Cidade Baixa
Bom quando os nossos diretores fazem filme que não seja tragédia social ou História do Brasil. 'Cidade Baixa' é assim e é ótimo. Meus amados Wagner Moura e Lázaro Ramos, posso entender porque a Alice Braga não consegue largar nenhum dos dois. Porque são simplesmente maravilhosos. Acho que eu também não conseguiria.... suspiros.
Não vi 'Madame Satã' nem o 'Deus é Brasileiro'. Do Lázaro já vi o 'Meu tio matou um cara'. Mas vi na Globo o 'Sexo Frágil', seriado com os dois mais o Lúcio Mauro Filho e mais o Bruno Garcia, aquela coisa linda que agora faz o caubói na novela das 7. Todos sensacionais, engraçadíssimos, com um timing de comédia perfeito. Alguém aí lembra da Priscila e da D.Magali???? A D. Magali então, que me perdoe D.zinha, que eu até já falei isso pra ela, era o retrato fiel dessa minha querida amiga sergipana. Sem tirar nem pôr: as expressões, o jeito de andar, de falar na cara as coisas, de tirar um sarro sem o menor pudor. Não tem jeito, eu amo mesmo o Wagner Moura. Sem contar que ele lembra uma pessoa muito muito querida que está muito longe de mim em distância mas muito presente no coração.
O Wagner Moura é um cara que consegue se vestir de mulher e interpretar uma baiana arretada e engraçadíssima, ser JK, limpinho, arrumadinho, futuro Presidente da República e dar vida a um jovem soteropolitano que vive de bicos e alguns trambiques , mora em quartinhos apertados e de paredes sujas e freqüenta puteiros na Cidade Baixa em Salvador atrás de sua amada Karina, que também ama o Deco (Lázaro). Que ama o amigo Naldinho.
Assistam.
Não vi 'Madame Satã' nem o 'Deus é Brasileiro'. Do Lázaro já vi o 'Meu tio matou um cara'. Mas vi na Globo o 'Sexo Frágil', seriado com os dois mais o Lúcio Mauro Filho e mais o Bruno Garcia, aquela coisa linda que agora faz o caubói na novela das 7. Todos sensacionais, engraçadíssimos, com um timing de comédia perfeito. Alguém aí lembra da Priscila e da D.Magali???? A D. Magali então, que me perdoe D.zinha, que eu até já falei isso pra ela, era o retrato fiel dessa minha querida amiga sergipana. Sem tirar nem pôr: as expressões, o jeito de andar, de falar na cara as coisas, de tirar um sarro sem o menor pudor. Não tem jeito, eu amo mesmo o Wagner Moura. Sem contar que ele lembra uma pessoa muito muito querida que está muito longe de mim em distância mas muito presente no coração.
O Wagner Moura é um cara que consegue se vestir de mulher e interpretar uma baiana arretada e engraçadíssima, ser JK, limpinho, arrumadinho, futuro Presidente da República e dar vida a um jovem soteropolitano que vive de bicos e alguns trambiques , mora em quartinhos apertados e de paredes sujas e freqüenta puteiros na Cidade Baixa em Salvador atrás de sua amada Karina, que também ama o Deco (Lázaro). Que ama o amigo Naldinho.
Assistam.
06 fevereiro 2006
Namorado músico SA
Já tive namorado advogado, namorado empresário, namorado poeta, até namorado crítico de cinema. Mas namorado músico é um capítulo à parte.
Com namorado músico a gente cresce. Diversifica. Aprende. Fica mais culta. Além de bem amada, porque o namorado músico ama bem, ama com vontade. E se além de músico for compositor, corre-se o risco até de ganhar música.
Namorado músico às vezes enche o saco, porque ele ouve e toca e cantarola música o tempo todo. Mas em compensação aprende-se muito. Se for um namorado músico tipo da Eldorado, entenda bem.
Já tive namorado músico saxofonista, pianista, guitarrista, violonista.
Conheci Hermeto e alguns mineiros incríveis... muita coisa boa entrou na minha coleção de CD como conseqüência.
Agora estou curtindo um restinho de fossa com o Rafael Rabello e a Elizeth Cardoso. É bem fossa, né? A Elizeth era daquelas cantoras dramáticas, exageradas. E o Rafael... bem, sempre ouvi falar dele, mas nunca tinha prestado atenção. Foi lá no Rio que ele colocou o violão maravilhoso do Rafael na vitrolinha.
Não tô chorando pelos cantos não. Só curtindo o CD novo que me comprei de presente de consolação.
Com namorado músico a gente cresce. Diversifica. Aprende. Fica mais culta. Além de bem amada, porque o namorado músico ama bem, ama com vontade. E se além de músico for compositor, corre-se o risco até de ganhar música.
Namorado músico às vezes enche o saco, porque ele ouve e toca e cantarola música o tempo todo. Mas em compensação aprende-se muito. Se for um namorado músico tipo da Eldorado, entenda bem.
Já tive namorado músico saxofonista, pianista, guitarrista, violonista.
Conheci Hermeto e alguns mineiros incríveis... muita coisa boa entrou na minha coleção de CD como conseqüência.
Agora estou curtindo um restinho de fossa com o Rafael Rabello e a Elizeth Cardoso. É bem fossa, né? A Elizeth era daquelas cantoras dramáticas, exageradas. E o Rafael... bem, sempre ouvi falar dele, mas nunca tinha prestado atenção. Foi lá no Rio que ele colocou o violão maravilhoso do Rafael na vitrolinha.
Não tô chorando pelos cantos não. Só curtindo o CD novo que me comprei de presente de consolação.
Suzane Richtofen
Desde o começo venho ficando um tanto indignada com o carnaval que a imprensa faz em cima da Suzane e dos irmãos Cravinhos.
Não, eu não acho que eles são uns santinhos. Mas acho um absurdo qualquer tipo de sensacionalismo em cima de crime. Porra, a mulher não tem mais direito de tomar sorvete, porque tomar sorvete só as pessoas direitas podem, e ela é um monstro assassino. Ela não tem mais direito a nada. Ela tem que passar o resto da vida dela de cabeça baixa. Onde ela for ela vai ser seguida e perseguida.
Nossa, sabem quantos casos iguais aos da Suzane tem por aí? Milhares. A diferença é que eles moravam no Morumbi ou sei lá eu que bairro.
Não vejo isso acontecer com os 'n' caras que mataram familiares e moram na periferia. Coisas piores acontecem com esses caras, é claro. Bem piores que ser perseguidos pela imprensa.
O que não justifica, na minha modesta opinião, o que a imprensa faz com a Suzane e os irmãos Cravinhos.
Não, eu não acho que eles são uns santinhos. Mas acho um absurdo qualquer tipo de sensacionalismo em cima de crime. Porra, a mulher não tem mais direito de tomar sorvete, porque tomar sorvete só as pessoas direitas podem, e ela é um monstro assassino. Ela não tem mais direito a nada. Ela tem que passar o resto da vida dela de cabeça baixa. Onde ela for ela vai ser seguida e perseguida.
Nossa, sabem quantos casos iguais aos da Suzane tem por aí? Milhares. A diferença é que eles moravam no Morumbi ou sei lá eu que bairro.
Não vejo isso acontecer com os 'n' caras que mataram familiares e moram na periferia. Coisas piores acontecem com esses caras, é claro. Bem piores que ser perseguidos pela imprensa.
O que não justifica, na minha modesta opinião, o que a imprensa faz com a Suzane e os irmãos Cravinhos.
30 janeiro 2006
Madrugada
As mesmas mãos
ligeiras
firmes
precisas e
sutis
que acariciam os sons
tocam também todas
as minhas cordas
ligeiras
firmes
precisas e
sutis
que acariciam os sons
tocam também todas
as minhas cordas
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