curiosa, outro dia perguntei a um colega, num seminário sobre drogas, qual era a substância do rapé.
e não é que o danado me levou, algumas semanas depois, de presente, uma pequena latinha, fofíssima, do tamanho de uma daquelas pequenas de vick vaporub?
além de extrema delicadeza da parte, achei muito legal!
alguém se habilita a experimentar? :D
PS: alguém já parou pra pensar daonde vem o nome vick vaporub? to rub é esfregar, em inglês... a gente passa o vick no peito do filhinho, sobe o vapor.... acho tão legal quando faço essas 'descobertas'.... (dããã)
27 abril 2006
23 abril 2006
Orkut faz mal à saúde mental
Até rimou, mas é isso mesmo.
Ontem foi um tanto de gente pirando porque inventaram um negócio que mostra as últimas pessoas que visitaram o seu perfil!
Eu, pessoalmente, gostei de saber as últimas pessoas que visitaram o meu perfil. Acho que não vou desativar não o negocinho, achei interessante, de fato.
Mas teve gente que pirou. É uma faca de dois legumes.
Imagine a moça que foi visitar o perfil da ex do ex dela. Já vi isso acontecer 'uns par' de vez.
Se as pessoas já piram de ver quem é o atual do seu ex, imagina saber que a ex do seu atual esteve visitando a sua página. Talvez pra lançar uma macumba, uma uruca, sei lá. Para urubuzar a sua vida.
Por sorte, meus ex são todos meus amigos. :D Quase todos. Mas as atuais deles não.
Por meu lado, como sou atual de ninguém, não tenho grandes preocupações. E quando eu tiver um futuro, bem, não quero saber tanto assim do seu passado. Só um pouquinho. Menos do que o suficiente pra me deixar louca. Só o suficiente pra me apaixonar. Pelo seu presente.
Ontem foi um tanto de gente pirando porque inventaram um negócio que mostra as últimas pessoas que visitaram o seu perfil!
Eu, pessoalmente, gostei de saber as últimas pessoas que visitaram o meu perfil. Acho que não vou desativar não o negocinho, achei interessante, de fato.
Mas teve gente que pirou. É uma faca de dois legumes.
Imagine a moça que foi visitar o perfil da ex do ex dela. Já vi isso acontecer 'uns par' de vez.
Se as pessoas já piram de ver quem é o atual do seu ex, imagina saber que a ex do seu atual esteve visitando a sua página. Talvez pra lançar uma macumba, uma uruca, sei lá. Para urubuzar a sua vida.
Por sorte, meus ex são todos meus amigos. :D Quase todos. Mas as atuais deles não.
Por meu lado, como sou atual de ninguém, não tenho grandes preocupações. E quando eu tiver um futuro, bem, não quero saber tanto assim do seu passado. Só um pouquinho. Menos do que o suficiente pra me deixar louca. Só o suficiente pra me apaixonar. Pelo seu presente.
outros medos
de não ter com quem dividir a vida. de ter de criar um filho sozinha. de tomar mais um fora. de tentar mais uma vez e não conseguir. de não dar conta. de ir de novo pro hospital. de engordar muito. de morrer cedo.
tem dias que a noite é foda. tem dias que melhor seria se eles não existissem, e que parece que a coisa que a gente melhor poderia fazer mesmo pela gente é dormir muito pra ver se passa... mas não passa.
tem dias que a noite é foda. tem dias que melhor seria se eles não existissem, e que parece que a coisa que a gente melhor poderia fazer mesmo pela gente é dormir muito pra ver se passa... mas não passa.
07 abril 2006
Choque
Conheci hoje um rapaz de Guiné-Bissau. Ele é negro, como 99% da população do seu país. Faz intercâmbio aqui na faculdade de direito. É um doce. Simpático, educadíssimo, meigo. Namora uma moça igualmente doce e cheia de iniciativa.
Adivinha qual foi uma das primeiras coisas que aconteceu com esse moço quando ele chegou em SP? Estava passeando no Vale do Anhangabaú com mais 3 amigos quando, sem motivo algum, foram parados pela polícia. Foram revistados. Ele riu, achou engraçado ser revistado sem motivo.
A segunda vez não foi tão engraçada. O moço estava entrando num restaurante de classe média quando passaram por ele na rua 4 policiais de moto. Quando ele já estava dentro do restaurante, com o prato na mão, um dos policiais entrou lá dentro e pediu para ele acompanhá-lo para fora. Foi revistado, pediram seus documentos, e quando o rapaz perguntou porque havia sido chamado não obteve resposta. A única resposta que obteve às diversas indagações que fez ao policial é que ele deveria agradecer porque ele (policial) era bonzinho e não ia fazer nada com ele. Na saída, o policial desejou a ele bom apetite.
Ele não conseguiu almoçar nem jantar naquele dia.
Editei um pouquinho o post porque não pedi autorização para ele para publicar a sua história aqui. Espero que ele não fique bravo comigo. É que fiquei tão chocada com a sua história, e com a doçura com que ele a contou, que não consegui parar de pensar nisso no caminho de volta pra casa. Há histórias piores. Mas poderia não haver nenhuma.
Adivinha qual foi uma das primeiras coisas que aconteceu com esse moço quando ele chegou em SP? Estava passeando no Vale do Anhangabaú com mais 3 amigos quando, sem motivo algum, foram parados pela polícia. Foram revistados. Ele riu, achou engraçado ser revistado sem motivo.
A segunda vez não foi tão engraçada. O moço estava entrando num restaurante de classe média quando passaram por ele na rua 4 policiais de moto. Quando ele já estava dentro do restaurante, com o prato na mão, um dos policiais entrou lá dentro e pediu para ele acompanhá-lo para fora. Foi revistado, pediram seus documentos, e quando o rapaz perguntou porque havia sido chamado não obteve resposta. A única resposta que obteve às diversas indagações que fez ao policial é que ele deveria agradecer porque ele (policial) era bonzinho e não ia fazer nada com ele. Na saída, o policial desejou a ele bom apetite.
Ele não conseguiu almoçar nem jantar naquele dia.
Editei um pouquinho o post porque não pedi autorização para ele para publicar a sua história aqui. Espero que ele não fique bravo comigo. É que fiquei tão chocada com a sua história, e com a doçura com que ele a contou, que não consegui parar de pensar nisso no caminho de volta pra casa. Há histórias piores. Mas poderia não haver nenhuma.
06 abril 2006
Procure a sua pergunta
Fui ouvir a Monja Coen esta semana de novo. Monge é foda (risos). Sei, sei, não é expressão apropriada para se referir a uma pessoa iluminada, mas eles (e elas) são mesmo. Com uma frase desmontam você inteiro. Fui duas vezes ouvir a palestra da Coen. As duas vezes chorei. Ou eu também estava na TPM da outra vez (é possível) ou ela é mesmo muito boa. Acho que é a segunda hipótese. Ou as duas.
Procure a sua pergunta. Aquilo que vc busca. O que é que nós buscamos na vida?
Buscamos dinheiro, fama, realização, reconhecimento, amor, felicidade, tranqüilidade, aventura?
Qual a sua pergunta? O que dá sentido à sua vida? Quando paramos pra pensar, e eu paro muito, mais freqüentemente do que eu gostaria, percebemos que nosso eu é feito de não-eus. Somos feitos de células, DNA, átomos, núcleos, elétrons, prótons, neutrons, informação! O que é separa o nosso corpo do que nos cerca? O que é que nos torna eu? Um eu separado dos outros? Do ar, da terra, da água? A nossa consciência? Ela existe como uma estrutura independente do corpo?
Essas perguntas são aterrorizadoras, pra mim. Sinto-me às vezes sem saída. Puro existencialismo... medo do desconhecido.
O budismo não se ocupa de temas metafísicos, como de onde viemos, para onde vamos? porque estamos aqui?
Ele parte de um ponto: estamos aqui. Como tornar a nossa existência menos sofrida?
Procure a sua pergunta. Qual o seu objetivo na vida?
Procure a sua pergunta. Aquilo que vc busca. O que é que nós buscamos na vida?
Buscamos dinheiro, fama, realização, reconhecimento, amor, felicidade, tranqüilidade, aventura?
Qual a sua pergunta? O que dá sentido à sua vida? Quando paramos pra pensar, e eu paro muito, mais freqüentemente do que eu gostaria, percebemos que nosso eu é feito de não-eus. Somos feitos de células, DNA, átomos, núcleos, elétrons, prótons, neutrons, informação! O que é separa o nosso corpo do que nos cerca? O que é que nos torna eu? Um eu separado dos outros? Do ar, da terra, da água? A nossa consciência? Ela existe como uma estrutura independente do corpo?
Essas perguntas são aterrorizadoras, pra mim. Sinto-me às vezes sem saída. Puro existencialismo... medo do desconhecido.
O budismo não se ocupa de temas metafísicos, como de onde viemos, para onde vamos? porque estamos aqui?
Ele parte de um ponto: estamos aqui. Como tornar a nossa existência menos sofrida?
Procure a sua pergunta. Qual o seu objetivo na vida?
29 março 2006
Sim, eu estou tão cansado
Mas não pra dizer que eu não acredito mais em você.
Ó, nem vem me encher o saco que eu tô naquelas fases heim?
Tô em fase de reclamar, de me sentir carente, de chegar em casa e querer meu Xuxuzinho (o cão) me esperando feliz (e ele está a km de distância de mim, porminhaculpaminhatãograndeculpaminhamaximaculpa), de não querer ficar só, de querer fazer uma festa de inauguração pro meu novo tapete de algodão todo felpudo que o Xu ia adorar, ele que adora um fofinho(mas por favor tirem os sapatos), de não querer beber vinho sozinha, de querer abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim que é pra acabar com esse negócio de você longe de mim.
Meus amigos que estão longe, sinto saudades de vocês. Dos que estão longe mesmo, tipo em Paris (très chique però troppo lontano), em Aracaju, que ainda vou conhecer (Paris também, viu? é só uma questão de euros), em Tatuíiiirrrrrrrrrrrrr (ou Jacuirrrrrrrr, depende do seu referencial), em São José dos Campos ou na outra São José, aquela do Rio Preto, na muito quente Cuiabá. E dos que embora perto às vezes parecem tão longe... Não vou citar nomes, se vestiu a carapuça problema seu, pega esse troço aí do seu lado chamado telefone, já ouviu falar dessa invenção, e liga, pega o carro e vem me visitar.
Vamos fazer qualquer coisa? Passear no parque, tomar sorvete, comer macarrão? Ai, já sei, vamos pegar um filme, vamos não fazer nada, vamos fica só falando besteira antes que o mês acabe e eu precise começar a escrever minha dissertação de mestrado, porque aí eu vou ficar louca e ninguém vai me suportar mesmo.
Pra completar o meu chuveiro tá quebrado, antes não saía água morna, só gelada ou quente, agora ficou impossível, só sai água fervendo ou gelada, faz dias que só tomo banho de gato, um horror. Tem algum homem aí pra olhar pra mim se o fusível queimou? Algum pra colocar de volta o globo que removi pra trocar a lâmpada e agora tenho medo de deixar cair? Não conheço nenhum. Serve o porteiro?
Agora, que eu não acredito mais em você, isso pode crer.
Ó, nem vem me encher o saco que eu tô naquelas fases heim?
Tô em fase de reclamar, de me sentir carente, de chegar em casa e querer meu Xuxuzinho (o cão) me esperando feliz (e ele está a km de distância de mim, porminhaculpaminhatãograndeculpaminhamaximaculpa), de não querer ficar só, de querer fazer uma festa de inauguração pro meu novo tapete de algodão todo felpudo que o Xu ia adorar, ele que adora um fofinho(mas por favor tirem os sapatos), de não querer beber vinho sozinha, de querer abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim que é pra acabar com esse negócio de você longe de mim.
Meus amigos que estão longe, sinto saudades de vocês. Dos que estão longe mesmo, tipo em Paris (très chique però troppo lontano), em Aracaju, que ainda vou conhecer (Paris também, viu? é só uma questão de euros), em Tatuíiiirrrrrrrrrrrrr (ou Jacuirrrrrrrr, depende do seu referencial), em São José dos Campos ou na outra São José, aquela do Rio Preto, na muito quente Cuiabá. E dos que embora perto às vezes parecem tão longe... Não vou citar nomes, se vestiu a carapuça problema seu, pega esse troço aí do seu lado chamado telefone, já ouviu falar dessa invenção, e liga, pega o carro e vem me visitar.
Vamos fazer qualquer coisa? Passear no parque, tomar sorvete, comer macarrão? Ai, já sei, vamos pegar um filme, vamos não fazer nada, vamos fica só falando besteira antes que o mês acabe e eu precise começar a escrever minha dissertação de mestrado, porque aí eu vou ficar louca e ninguém vai me suportar mesmo.
Pra completar o meu chuveiro tá quebrado, antes não saía água morna, só gelada ou quente, agora ficou impossível, só sai água fervendo ou gelada, faz dias que só tomo banho de gato, um horror. Tem algum homem aí pra olhar pra mim se o fusível queimou? Algum pra colocar de volta o globo que removi pra trocar a lâmpada e agora tenho medo de deixar cair? Não conheço nenhum. Serve o porteiro?
Agora, que eu não acredito mais em você, isso pode crer.
24 março 2006
Reclaim the streets - parte II
Já escrevi sobre o movimento inglês Reclaim the Streets nesse bloguinho. Hoje vi uma coisa que sempre vejo e que sempre me lembra que os pedestres quando querem se rebelam, tomas as ruas e os carros... prejudiquem-se!
Já viu aquelas imagens da 25 de Março na véspera do Natal? Nem agulha passa ali, quanto mais carro. No máximo, uma bicicletinha ou uma motoca.
Pois bem. Todo dia, nas imediações do Metrô Barra Funda, uma horda de pedestres invade as ruas, por volta das 22h. São os alunos da Uninove, aquele imenso shopping center do saber, complexo universitário milionário com mais escadas rolantes que o Ibirapuera. São milhares de jovens que trabalham o dia inteiro como operadores de telemarketing para poder pagar as mensalidades do curso Noturno de Direito e sair de lá com um canudo na mão, sonhando com um futuro melhor. Doce ilusão, canudo não garante nada, mas esse não é o assunto desse post.
Passar de carro ali na hora do rush pedestre é tarefa de paciência e destreza. Desvia-se um pouquinho aqui para não passar no pé de um... ponto morto, 5 km por hora.
Sinto que eles tomam as ruas e dizem: fora daqui, esse quarteirão é nosso. Não temos carro, andamos daqui até o metrô toda noite, comemos cachorro quente de um real pra matar a fome e encaramos mais uma hora até em casa e chegamos exaustos, por isso às vezes dormimos na sua aula. Sai que essa rua é nossa. Queremos nosso lugar.
A 25 de março é isso, a rua da Barra Funda é isso, a Maria Antonia é isso, a Benedito Calixto sábado à tarde é isso, a Consolação sentido Jardins sábado à noite é isso. As ruas são nossas, invadimos com a nossa energia, a nossa vontade de estar junto, de conversar e de compartilhar. Sai que essa rua é nossa.
Já viu aquelas imagens da 25 de Março na véspera do Natal? Nem agulha passa ali, quanto mais carro. No máximo, uma bicicletinha ou uma motoca.
Pois bem. Todo dia, nas imediações do Metrô Barra Funda, uma horda de pedestres invade as ruas, por volta das 22h. São os alunos da Uninove, aquele imenso shopping center do saber, complexo universitário milionário com mais escadas rolantes que o Ibirapuera. São milhares de jovens que trabalham o dia inteiro como operadores de telemarketing para poder pagar as mensalidades do curso Noturno de Direito e sair de lá com um canudo na mão, sonhando com um futuro melhor. Doce ilusão, canudo não garante nada, mas esse não é o assunto desse post.
Passar de carro ali na hora do rush pedestre é tarefa de paciência e destreza. Desvia-se um pouquinho aqui para não passar no pé de um... ponto morto, 5 km por hora.
Sinto que eles tomam as ruas e dizem: fora daqui, esse quarteirão é nosso. Não temos carro, andamos daqui até o metrô toda noite, comemos cachorro quente de um real pra matar a fome e encaramos mais uma hora até em casa e chegamos exaustos, por isso às vezes dormimos na sua aula. Sai que essa rua é nossa. Queremos nosso lugar.
A 25 de março é isso, a rua da Barra Funda é isso, a Maria Antonia é isso, a Benedito Calixto sábado à tarde é isso, a Consolação sentido Jardins sábado à noite é isso. As ruas são nossas, invadimos com a nossa energia, a nossa vontade de estar junto, de conversar e de compartilhar. Sai que essa rua é nossa.
23 março 2006
Carta pra quem voltou
Meu caro,
É bom tê-lo de volta. É bom olhar novamente nos seus olhos, ver o seu sorriso, rir junto com você e conversar sobre as coisas normais da vida. É bom poder novamente contar como vai tudo e ouvir o que você tem a dizer sobre o seu passado e o seu presente. E como você imagina o seu futuro.
Você sabe que fez falta, mas faz de conta que não sabe. Prefere fingir que não, que foi só uma semaninha que esteve fora.
Posso ver pelo seu olhar que também sentiu falta, de uma outra maneira, você também me disse isso; mas respeito o seu tempo. "Temos nosso próprio tempo".
É bom tê-lo de volta.
Um beijo do tamanho do seu coração,
Emilia
É bom tê-lo de volta. É bom olhar novamente nos seus olhos, ver o seu sorriso, rir junto com você e conversar sobre as coisas normais da vida. É bom poder novamente contar como vai tudo e ouvir o que você tem a dizer sobre o seu passado e o seu presente. E como você imagina o seu futuro.
Você sabe que fez falta, mas faz de conta que não sabe. Prefere fingir que não, que foi só uma semaninha que esteve fora.
Posso ver pelo seu olhar que também sentiu falta, de uma outra maneira, você também me disse isso; mas respeito o seu tempo. "Temos nosso próprio tempo".
É bom tê-lo de volta.
Um beijo do tamanho do seu coração,
Emilia
19 março 2006
Homem das cavernas
Ai, não dá. Fui ontem pra balada feliz, crente que ia dançar a noite inteira num bar no Itaim (eu odeio o Itaim, só fui em consideração ao meu querido amigo que fazia aniversário - é a única razão que pode me fazer ir ao Itaim) que toca músicas latinas. Ledo engano. O bar é ótimo, mas era o dia dos playba, até o Serginho do BBB estava lá. Todos de camisetinha justa no corpo malhado. Dançar que é bom.... nadie.
Até que um cara veio falar comigo. Minto, ele não veio falar comigo, eu por acaso estava do lado dele e ele me olhou e resolveu falar comigo. Afinal, ele queria pegar qualquer uma mesmo. Perguntei se ele dançava. Ah dança, então ótimo, vamos dançar enquanto a gente conversa. Dançamos, dançamos, até que o inevitável aconteceu. Ele começou a tentar me beijar. À força. Eca. Quem já viveu sabe o que é, isso é muito comum em bares com música pra dançar a dois. Já me aconteceu no forró, no samba-rock e agora nesse bar....
O idiota começa a tentar beijar vc, lamber o seu pescoço (juro que já aconteceu). Ele te dá uns beijos nojentos na bochecha e agarra o seu rosto pra ver se consegue forçar vc a beijá-lo.
E se vc reclama ele diz que vc é fresca.
Claro que vc é fresca, afinal vc não passa de um pedaço de carne, e vc é obrigada a beijar qualquer idiota que apareça na sua frente. Mesmo que não queira.
Até quando certos homens vão achar que temos que beijá-los à força, transar com eles à força e servi-los? Quantas gerações terão que nascer e morrer para que as mães ensinem aos seus filhos o RESPEITO?
Até que um cara veio falar comigo. Minto, ele não veio falar comigo, eu por acaso estava do lado dele e ele me olhou e resolveu falar comigo. Afinal, ele queria pegar qualquer uma mesmo. Perguntei se ele dançava. Ah dança, então ótimo, vamos dançar enquanto a gente conversa. Dançamos, dançamos, até que o inevitável aconteceu. Ele começou a tentar me beijar. À força. Eca. Quem já viveu sabe o que é, isso é muito comum em bares com música pra dançar a dois. Já me aconteceu no forró, no samba-rock e agora nesse bar....
O idiota começa a tentar beijar vc, lamber o seu pescoço (juro que já aconteceu). Ele te dá uns beijos nojentos na bochecha e agarra o seu rosto pra ver se consegue forçar vc a beijá-lo.
E se vc reclama ele diz que vc é fresca.
Claro que vc é fresca, afinal vc não passa de um pedaço de carne, e vc é obrigada a beijar qualquer idiota que apareça na sua frente. Mesmo que não queira.
Até quando certos homens vão achar que temos que beijá-los à força, transar com eles à força e servi-los? Quantas gerações terão que nascer e morrer para que as mães ensinem aos seus filhos o RESPEITO?
17 março 2006
Tangando
Adoro morar perto do SESC porque tem dessas surpresas boas. Estava indo nadar.... um grupo de tango começava a se apresentar na choperia lotada... coisa boa... mas eu, inevitavelmente, vou direto pra natação. Senão paro pra ouvir, perco o pique. Não posso mais perder o pique. Não esse, nem outros, espero. É vital pra mim.
Na volta, não é que estavam ainda lá? Parei pra ouvir. Primeiro na porta, de pé, meio de saída, sacola com prancha, bóia e palmar numa mão, bolsa com todos os outros apetrechos na outra.
Dois casais dançavam gostosamente perto de mim. Fui ficando, fui gostando.
Hmmm... preciso comer. Comprei um sanduíche, sentei-me pra ouvir melhor. Piazzolla... Libertango. Coisa linda de morrer. E os casais dançando ali, olhos fechados, sentindo os passos. Não parece difícil, embora todos apregoem ser a mais difícil. Ele avança, ela recua. Ele comanda. Ela responde. Ele recua, ela avança. Ele faz rodeios... ora, ela também!
Dançar não é difícil. Basta sentir o ritmo. Viver também!
Na volta, não é que estavam ainda lá? Parei pra ouvir. Primeiro na porta, de pé, meio de saída, sacola com prancha, bóia e palmar numa mão, bolsa com todos os outros apetrechos na outra.
Dois casais dançavam gostosamente perto de mim. Fui ficando, fui gostando.
Hmmm... preciso comer. Comprei um sanduíche, sentei-me pra ouvir melhor. Piazzolla... Libertango. Coisa linda de morrer. E os casais dançando ali, olhos fechados, sentindo os passos. Não parece difícil, embora todos apregoem ser a mais difícil. Ele avança, ela recua. Ele comanda. Ela responde. Ele recua, ela avança. Ele faz rodeios... ora, ela também!
Dançar não é difícil. Basta sentir o ritmo. Viver também!
16 março 2006
Adoro esse ómi
CONTARDO CALLIGARIS - Folha de SP, 16 de março de 2006.
"Mentiras Sinceras"
Espero que "Mentiras Sinceras", de Julian Fellowes, continue em cartaz e que os amantes e os amados (casados ou não, heterossexuais ou homossexuais, tanto faz) tenham o tempo de assistir ao filme, em massa.
O título original é "Separate Lies", mentiras separadas, mas gostei da tradução brasileira. "Mentiras Sinceras" evoca o estranho balé de verdade e mentira em todo triângulo amoroso: "Minto quando escondo minha paixão por outro ou por outra? Ou, então, a verdadeira mentira é o casamento que vivo e a insatisfação que escondo?".
Ser sempre sincero não é fácil. No filme, Anne (Emily Watson) tenta ser sincera com o marido, James (Tom Wilkinson), e também com seu próprio desejo. Mas a verdade não é simples: Anne, por exemplo, não sabe bem o que a joga nos braços de William (Rupert Everett), seu amante. Quando explica ao marido o que lhe acontece, ela não invoca o amor ou a paixão; apenas consegue dizer que não sabe renunciar a William porque os encontros com ele são "easy", fáceis: o amante não lhe pede nada ou quase.
Talvez a maioria dos relacionamentos amorosos adoeçam e morram por causa disto: não porque o parceiro deixou crescer uma barriga displicente nem porque a gente estaria cansado da mesmice e a fim de novidades, mas porque, ao vivermos juntos, aos poucos, perdemos a generosidade. E a generosidade é (ou, melhor, deveria ser) o próprio do amor; ela está quase sempre presente, aliás, quando a gente se apaixona. Explico.
O amor que nasce idealiza o amado, mas essa idealização é contemplativa, não é normativa. Ou seja, pedimos, eventualmente, que o amado ou a amada estejam perto de nós, mas não que mudem e ainda menos que renunciem a serem quem eles são.
Claro, enxergamos neles algo que eles podem não ser, mas o encanto amoroso é justamente esse engano: "Seja como você é, pois é assim que descubro em você tudo o que quero, mesmo que talvez você não seja nada disso". Em suma, o amor, inicialmente, é respeitoso. Se você não é bem o que vejo em você, o engano é meu; amar consiste em querer e saber continuar se enganando.
As coisas mudam quando começamos a medir a distância entre o ser amado e o ideal que lhe penduramos nas costas. De repente, o engano nos parece ser uma artimanha do outro; é ele que deveria se emendar para voltar a ser o ideal que inspirava nosso amor.
O encanto do começo se transforma, assim, numa lista inesgotável de pequenas ou grandes exigências. Tudo o que pedimos ao ser amado (que ele ganhe mais, que seja simpático com nossos amigos, que nos acolha com um sorriso, que pare de roncar no nosso ouvido, que leia Goethe em alemão, que não coma com as mãos, que não caminhe na nossa frente na rua, que esteja em casa na hora certa) é apenas um derivativo. O que queremos é a volta do que nós mesmos perdemos: o encanto pelo qual enxergávamos nosso ideal no ser amado. Esse encanto impunha o respeito, ou seja, permitia que deixássemos o amado e a amada serem, simplesmente, eles mesmos.
A trama de "Mentiras Sinceras" é a de sempre quando, num casal, um dos dois se interessa por um terceiro. Anne ama James e James ama Anne. Mas Anne encontra William, que não tem nada de especial, mas é "easy", e ela quer viver esse amor. James sofre. Anne também sofre. Não se sabe bem como a história de Anne e James terminará (minha hipótese é que o casal resistirá).
A história acontece numa sólida burguesia (ou mesmo aristocracia) inglesa, em que a dificuldade do triângulo amoroso não é parasitada por problemas financeiros ("Se nos separarmos, quem ficará com o quê?"). Anne e James não têm filhos e não devem se preocupar com os efeitos de seus atos e sentimentos nas crianças ("Como ficarão? O que pensarão? Quanto anos de análise tudo isso lhes custará?"). O triângulo amoroso, em suma, é reduzido ao essencial.
É também graças a essa redução ao essencial que o filme pode oferecer uma extraordinária lição de amor. Anne é exemplar por ela não saber as razões de seu amor por William e por continuar amando James. James é exemplar porque sofre, mas trabalha com afinco para evitar transformar seu sofrimento em mais uma cobrança ciumenta. Ao contrário, James se serve da ocasião para reinventar sua capacidade de amar Anne com a generosidade e o respeito do amor que nasce, ou seja, sem lhe pedir que ela seja diferente do que ela é.
A lição que James aprende (e nós com ele) é que o amor, quando não é atravessado e deformado pelas piores exigências neuróticas e narcisistas, confere ao amante um dever para com o amado, mas nenhum direito sobre ele.
Jacques Lacan, um grande psicanalista francês, disse mais de uma vez (a primeira foi, talvez, em seu seminário de 56/57) que o maior sinal de amor é (deveria ser?) o dom do que a gente não tem. Algo assim: "Ofereço-lhe o que não tenho e que você não quer e não me pede". Seja qual for nossa interpretação desse aforismo, ele é certamente o oposto da miséria amorosa ordinária, em que amar significa pedir ao outro o que a gente quer. Ou, pior ainda, pedir-lhe aquela "coisa" de que a gente precisa.
Antes que vc se pergunte, se estiver meio bobo ou bêbado, não fui eu que escrevi. Foi o Contardo. Maravilhoso.
"Mentiras Sinceras"
Espero que "Mentiras Sinceras", de Julian Fellowes, continue em cartaz e que os amantes e os amados (casados ou não, heterossexuais ou homossexuais, tanto faz) tenham o tempo de assistir ao filme, em massa.
O título original é "Separate Lies", mentiras separadas, mas gostei da tradução brasileira. "Mentiras Sinceras" evoca o estranho balé de verdade e mentira em todo triângulo amoroso: "Minto quando escondo minha paixão por outro ou por outra? Ou, então, a verdadeira mentira é o casamento que vivo e a insatisfação que escondo?".
Ser sempre sincero não é fácil. No filme, Anne (Emily Watson) tenta ser sincera com o marido, James (Tom Wilkinson), e também com seu próprio desejo. Mas a verdade não é simples: Anne, por exemplo, não sabe bem o que a joga nos braços de William (Rupert Everett), seu amante. Quando explica ao marido o que lhe acontece, ela não invoca o amor ou a paixão; apenas consegue dizer que não sabe renunciar a William porque os encontros com ele são "easy", fáceis: o amante não lhe pede nada ou quase.
Talvez a maioria dos relacionamentos amorosos adoeçam e morram por causa disto: não porque o parceiro deixou crescer uma barriga displicente nem porque a gente estaria cansado da mesmice e a fim de novidades, mas porque, ao vivermos juntos, aos poucos, perdemos a generosidade. E a generosidade é (ou, melhor, deveria ser) o próprio do amor; ela está quase sempre presente, aliás, quando a gente se apaixona. Explico.
O amor que nasce idealiza o amado, mas essa idealização é contemplativa, não é normativa. Ou seja, pedimos, eventualmente, que o amado ou a amada estejam perto de nós, mas não que mudem e ainda menos que renunciem a serem quem eles são.
Claro, enxergamos neles algo que eles podem não ser, mas o encanto amoroso é justamente esse engano: "Seja como você é, pois é assim que descubro em você tudo o que quero, mesmo que talvez você não seja nada disso". Em suma, o amor, inicialmente, é respeitoso. Se você não é bem o que vejo em você, o engano é meu; amar consiste em querer e saber continuar se enganando.
As coisas mudam quando começamos a medir a distância entre o ser amado e o ideal que lhe penduramos nas costas. De repente, o engano nos parece ser uma artimanha do outro; é ele que deveria se emendar para voltar a ser o ideal que inspirava nosso amor.
O encanto do começo se transforma, assim, numa lista inesgotável de pequenas ou grandes exigências. Tudo o que pedimos ao ser amado (que ele ganhe mais, que seja simpático com nossos amigos, que nos acolha com um sorriso, que pare de roncar no nosso ouvido, que leia Goethe em alemão, que não coma com as mãos, que não caminhe na nossa frente na rua, que esteja em casa na hora certa) é apenas um derivativo. O que queremos é a volta do que nós mesmos perdemos: o encanto pelo qual enxergávamos nosso ideal no ser amado. Esse encanto impunha o respeito, ou seja, permitia que deixássemos o amado e a amada serem, simplesmente, eles mesmos.
A trama de "Mentiras Sinceras" é a de sempre quando, num casal, um dos dois se interessa por um terceiro. Anne ama James e James ama Anne. Mas Anne encontra William, que não tem nada de especial, mas é "easy", e ela quer viver esse amor. James sofre. Anne também sofre. Não se sabe bem como a história de Anne e James terminará (minha hipótese é que o casal resistirá).
A história acontece numa sólida burguesia (ou mesmo aristocracia) inglesa, em que a dificuldade do triângulo amoroso não é parasitada por problemas financeiros ("Se nos separarmos, quem ficará com o quê?"). Anne e James não têm filhos e não devem se preocupar com os efeitos de seus atos e sentimentos nas crianças ("Como ficarão? O que pensarão? Quanto anos de análise tudo isso lhes custará?"). O triângulo amoroso, em suma, é reduzido ao essencial.
É também graças a essa redução ao essencial que o filme pode oferecer uma extraordinária lição de amor. Anne é exemplar por ela não saber as razões de seu amor por William e por continuar amando James. James é exemplar porque sofre, mas trabalha com afinco para evitar transformar seu sofrimento em mais uma cobrança ciumenta. Ao contrário, James se serve da ocasião para reinventar sua capacidade de amar Anne com a generosidade e o respeito do amor que nasce, ou seja, sem lhe pedir que ela seja diferente do que ela é.
A lição que James aprende (e nós com ele) é que o amor, quando não é atravessado e deformado pelas piores exigências neuróticas e narcisistas, confere ao amante um dever para com o amado, mas nenhum direito sobre ele.
Jacques Lacan, um grande psicanalista francês, disse mais de uma vez (a primeira foi, talvez, em seu seminário de 56/57) que o maior sinal de amor é (deveria ser?) o dom do que a gente não tem. Algo assim: "Ofereço-lhe o que não tenho e que você não quer e não me pede". Seja qual for nossa interpretação desse aforismo, ele é certamente o oposto da miséria amorosa ordinária, em que amar significa pedir ao outro o que a gente quer. Ou, pior ainda, pedir-lhe aquela "coisa" de que a gente precisa.
Antes que vc se pergunte, se estiver meio bobo ou bêbado, não fui eu que escrevi. Foi o Contardo. Maravilhoso.
14 março 2006
Iletrados x Inumerados
Essa veio de uma conversa de bar com amigos. Todo mundo metendo a boca nos jornalistas que não sabem o que é direito e normalmente quando escrevem sobre direito escrevem bobagem. Informações estapafúrdias sobre procedimentos processuais que não existem.... falta uma consultoria jurídica séria nos jornais.
E finanças, então?, rebate o amigo que além de advogado é também engenheiro. E números? Criticam tanto as pessoas por serem iletradas.... mas ninguém critica quem é 'inumerado'. Muitos risos.
Além do neologismo sensacional, não é que ele tem razão? Porque será que socialmente temos a obrigação de saber escrever perfeitamente a língua mas não temos a obrigação de saber somar, subtrair, dividir e multiplicar, fazer frações, calcular distâncias com razoável segurança, identificar objetos geométricos? Coisas simples de matemática... Mas que muitos de nós, especialmente os da área de humanas, babam na hora de fazer.
E eu não estou falando de operações complexas não....
Será que somos inumerados porque todas as professoras de matemática do mundo são feias, chatas e têm uma voz exageradamente alta como a minha? Será??????
E finanças, então?, rebate o amigo que além de advogado é também engenheiro. E números? Criticam tanto as pessoas por serem iletradas.... mas ninguém critica quem é 'inumerado'. Muitos risos.
Além do neologismo sensacional, não é que ele tem razão? Porque será que socialmente temos a obrigação de saber escrever perfeitamente a língua mas não temos a obrigação de saber somar, subtrair, dividir e multiplicar, fazer frações, calcular distâncias com razoável segurança, identificar objetos geométricos? Coisas simples de matemática... Mas que muitos de nós, especialmente os da área de humanas, babam na hora de fazer.
E eu não estou falando de operações complexas não....
Será que somos inumerados porque todas as professoras de matemática do mundo são feias, chatas e têm uma voz exageradamente alta como a minha? Será??????
07 março 2006
Gustavo Santaolalla
Brokeback Mountain não é bonito só por ser um filme delicado sobre uma relação delicada e que tem que ser escondida por motivos óbvios: porque dois homens que se amam no interior dos Estados Unidos, esse país suuper livre, onde não existe moralismo e muito menos hipocrisia, não podem demonstrar um afeto um pelo outro sem que um deles seja espancado até a morte por causa disso.
Se não fosse pela paisagem linda e pelos atores lindos e pela história linda, o filme ainda valeria a pena pela belíssima trilha sonora, de autoria de Gustavo Santaolalla, argentino que fez também a trilha de Diários de Motocicleta, Amores Brutos e 21 Gramas. Percebam que é só filme foda, heim? Clicando aqui vc tem uma amostrinha minúscula de cada trilha.
Vale a pena ouvir o trabalho do cara. Não vi o Amores Perros nem o Diários (acreditem, não fui ver o Che), mas 21 Gramas vi e gostei, e tenho certeza que gostei da trilha também. :D
Se não fosse pela paisagem linda e pelos atores lindos e pela história linda, o filme ainda valeria a pena pela belíssima trilha sonora, de autoria de Gustavo Santaolalla, argentino que fez também a trilha de Diários de Motocicleta, Amores Brutos e 21 Gramas. Percebam que é só filme foda, heim? Clicando aqui vc tem uma amostrinha minúscula de cada trilha.
Vale a pena ouvir o trabalho do cara. Não vi o Amores Perros nem o Diários (acreditem, não fui ver o Che), mas 21 Gramas vi e gostei, e tenho certeza que gostei da trilha também. :D
Conversa de botequim
Frases e pichações bem humoradas:
"Não leia mais jornal. Minta vc mesmo" (numa banca de jornal)
"Terra para quem nela trabalha. Fora, defuntos!!!!!" (no Cemitério da Consolação)
"Estacionamento reservado para os usuários desse Cemitério" (Placa - oficial - no Cemitério da Consolação)
"Vai ao velório! Estacione aqui!" (Faixa na Av. Dr Arnaldo perto do Cemitério do Araçá)
"- Dizem que os jornais são como as salsichas, não?
- Não, nas salsichas vc pode confiar." (Um jornalista)
"Não leia mais jornal. Minta vc mesmo" (numa banca de jornal)
"Terra para quem nela trabalha. Fora, defuntos!!!!!" (no Cemitério da Consolação)
"Estacionamento reservado para os usuários desse Cemitério" (Placa - oficial - no Cemitério da Consolação)
"Vai ao velório! Estacione aqui!" (Faixa na Av. Dr Arnaldo perto do Cemitério do Araçá)
"- Dizem que os jornais são como as salsichas, não?
- Não, nas salsichas vc pode confiar." (Um jornalista)
28 fevereiro 2006
27 fevereiro 2006
Emilia radical


O super-team Macatuba.
Esse ano comecei com pique total, fazendo caminhadas com os amigos, seja no caminho da fé, seja perto de SP, como no parque da Cantareira ou no Pico do Jaraguá. Fiz um novo amigo que gosta de caminhar também e espero fazer com ele muitas caminhadas e passeios legais. Quem se interessar junte-se a nós! Já pensamos em vários passeios pra fazer, basta combinar e ir!
Também ano nadando sempre que possível e caminhando e dando umas corridinhas também. Em julho começo a capoeira, que só não vou começar agora por absoluta falta de tempo. Mas estou empolgada desde o início do ano. Caminhadas e exercícios não só me garantem a boa forma :-)))) mas também um pique bom para trabalhar e fazer as 15 coisas ao mesmo tempo que mencionei no post de baixo.
Eu já fiz caverna (faz tempo, preciso ir de novo) e algumas caminhadas legais. Este Carnaval, como vim pra minha cidade natal, chamei meu pai, que é super aventureiro, e um amigo dele, pra fazer um rafting em Brotas.
Gostei! É uma delícia a água.... geladinha... estava um dia ótimo, muito sol, algumas nuvens, mas não choveu na hora em que fomos. Uma moça caiu do bote (não fui eu). Mas eu esperava um pouco de frio na barriga, que não teve...
Nossa, será que eu tô ficando muito radical?
Confira as fotos.
24 fevereiro 2006
Multifuncionais HP
Hmmmm.... então, vc vê um currículo de um cara que, vc sabe, porque conhece, que não é lá um gênio de nada. Ele é assim igual a vc: inteligente, mas não demais... Podia fazer bem melhor, mas provavelmente deixa tudo pra última hora, que nem vc. Dá aquela mega enrolada e o trabalho sai razoável. Pimba! É mestre! Pimba, é doutor! Pimba, é livre-docente!
Mas ele faz 15 coisas ao mesmo tempo e tem um currículo enorme. É coordenador disso, presidente daquilo. Nossa, mas dá tempo?? Dá, dá tempo. Basta não querer fazer 100% em tudo.
Cá estou eu: coordenadora disso, coordenadora daquilo. diretora disso também. professora daquilo e daquilo outro ainda. ah, e advogada! ah, e mestranda! ah, e mais umas duas coisas.
Percebi que pra ser alguém hoje, se vc não é um gênio, do caralho, vc tem que fazer mais ou menos umas 15 coisas ao mesmo tempo. Quero dizer, eu sou autônoma, tenho rebolado pra pagar as minhas contas, não tenho carteira assinada nem 13º nem férias. Preciso do meu currículo gordinho pra crescer e virar gente grande, poder primeiro me sustentar completamente e depois um filhote, que quero ser mãe sim. E não tenho muito tempo.
No mundo globalizado, mais é mais. Mais títulos, mais cargos, mais experiência. As aparências contam........... Se tiver um forro bonito, pode até ter um estofozinho de espuma mais fininha. A gente pega o espumão, corta e em vez de fazer uma cadeira só, faz logo umas 3. Sou pau pra toda obra, e essa minha versatilidade sempre me ajudou muito. Joga na mão que eu me viro!
Dá-lhe multi-tarefa!
Mas ele faz 15 coisas ao mesmo tempo e tem um currículo enorme. É coordenador disso, presidente daquilo. Nossa, mas dá tempo?? Dá, dá tempo. Basta não querer fazer 100% em tudo.
Cá estou eu: coordenadora disso, coordenadora daquilo. diretora disso também. professora daquilo e daquilo outro ainda. ah, e advogada! ah, e mestranda! ah, e mais umas duas coisas.
Percebi que pra ser alguém hoje, se vc não é um gênio, do caralho, vc tem que fazer mais ou menos umas 15 coisas ao mesmo tempo. Quero dizer, eu sou autônoma, tenho rebolado pra pagar as minhas contas, não tenho carteira assinada nem 13º nem férias. Preciso do meu currículo gordinho pra crescer e virar gente grande, poder primeiro me sustentar completamente e depois um filhote, que quero ser mãe sim. E não tenho muito tempo.
No mundo globalizado, mais é mais. Mais títulos, mais cargos, mais experiência. As aparências contam........... Se tiver um forro bonito, pode até ter um estofozinho de espuma mais fininha. A gente pega o espumão, corta e em vez de fazer uma cadeira só, faz logo umas 3. Sou pau pra toda obra, e essa minha versatilidade sempre me ajudou muito. Joga na mão que eu me viro!
Dá-lhe multi-tarefa!
22 fevereiro 2006
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