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31 maio 2006

Saudade

Ai que saudade do meu xuxuzinhoooooooooooooooooooooooooooooo.........
agora que meu micro deu pau nem foto dele mais tenho pra pôr aquiiiiiiiiiiiiii.......
já pedi pro meu pai pegar ele no colo lá na terrinha e dar um abraço bem apertado no corpinho salsicha e marrom dele, mas não deu muito certo. pelo menos, não pra mim.

29 maio 2006

sabe, acho que temos conversado demais ultimamente. e por mais que eu te diga as minhas razões, vc insiste em me punir...... cada bronca que levo..... e aí fico dias pensando.... preocupada com o que vc vai pensar sobre o que faço, como ajo. se bebo ou não, se saio ou não. se digo o que quero ou não.
pare, eu não aguento mais!!!!!!!! estou cansada de vc me dizer como devo fazer as coisas!!!! faça assim, não faça assado!!!! essas regras não fazem o menor sentido pra mim!!! elas foram criadas, inventadas não sei por qual masoquista. alguém que não me entende. e vc não também não me entende. nunca. nunca me entendeu, nunca vai entender nada sobre mim. vc só sabe me criticar, reclamar.
eu não agüento mais, quero que vc morra. que desapareça de perto de mim. que pare de me perseguir, que saco, onde eu vou lá está vc cochichando coisas pra mim.... quando penso que vc foi embora, ou que vai parar.... lá está vc.......
mas há momentos em que consigo me separar de vc. em que estou livre, livre das suas cobranças. livre das suas regras, das suas leis infalíveis.
nessas horas eu me sinto tão plena, tão feliz!!!!!!!!
nessas horas sou
pura
e
completamente
feliz.

28 maio 2006

Maristotélica

M. é uma garota carioca muuuuuito legal. Nos conhecemos no dia primeiro de janeiro de 2006, na casa dela mesma, onde baixei para uma sessão violão e charutos na companhia de violonista que ela igualmente não conhecia. E nos recebeu de braços abertos, um puta bom humor, uma delícia de casa e de pessoa.
Meses depois eu vou pro Rio passar um finde e eis que a procuro, meu único contato naquela cidade linda e louca. E M. novamente me recebeu de braços abertos, me levou pra um nhoque delicioso na casa de pessoas ótimas e foi um tesão meu feriado no Rio.
Olha o blog da moça aqui. Ela faz poesia.... e tem um puta astral.
Beijo, lindona! Te vejo em breve, tomara!

26 maio 2006

Como ir do paraíso ao inferno em 36 horas (mais ou menos)

22h encontre um moço muito legal, divertido e que mexe muito com vc pra jantar
01h durma super bem e feliz
09h pegue seu micro que estava no conserto há uma semana e que vc pagou pro cara.não simplesmente fazer um format c:, porque isso vc mesma podia fazer,.mas pra ele fazer um backup dos seus arquivos de trabalho que vc precisa muito, muito mesmo
11h dirija até Santo André e trabalhe, trabalhe, trabalhe
19h volte pra SP e vá passar filminho para os alunos. assista o mesmo.filme (nada light) pela 4ª vez.
22h20 chegue no estacionamento e descubra que o cara trancou a porta e.foi embora e seu carro ficou preso lá, com o seu computador dentro
9h vá buscar seu carro com duas horas de sono na cabeça e depois de uma sessão de terapia
11h ligue o computador e descubra que o técnico fez o backup de um.monte de coisa inútil, menos do mais importante, e que vc vai ter que.ir de novo até a Vila Mariana levar o micro pra ele ver se consegue.encontrar os arquivos.
enquanto isso, fique pulando de micro em micro pra conseguir trabalhar.

PS: post cheio de pontinhos no meio das frases para tentar contornar a rebeldia do editor de texto do blog, que resolveu se revoltar contra os espaços.

24 maio 2006

Hilário




Pra quem não sabe, esse leão é da propaganda do Shampoo Seda Anti-Sponge. Essa foto do leão de escova no cabelo (leo-chapinha) saiu só em revista. Achei simplesmente sensacional.

23 maio 2006

Mulher de fases

São Paulo é uma mulher.... e das mais caprichosas e inconstantes que eu conheço.
É um mulherão!
Intensa, vibrante, por vezes linda (em dias de chuva, lavada e iluminada pelas gotas e pelo brilho do asfalto úmido... brincos de cristal...; dias luminosos de outono, céu azul emoldurando arranha-céus);
outras vezes meio feiosa, de cara suja... acaba de acordar e sai correndo, sem café, sem banho sem nada, por suas veias circulando muita coisa ruim. TPM. Stress. Mal estar.

Inconstante... seus mesmos lugares ora são perfeitos ora podem ser o inferno.

Sampa é definitivamente uma mulher. Complicada e perfeitinha. Mulher de fases...


(mulher de fases é o nome de uma música dos Raimundos... aliás, deram uma sumida... nunca mais vi)

17 maio 2006

Uma viola-de-amor

"Dêem ao homem uma viola-de-amor e façam-no cantar um canto assim...
(...)
'Que o meu rosto reflita nos espelhos um olhar doce e tranquilo, mesmo no mais fundo sofrimento; e que eu não me esqueça nunca que devo estar constantemente em guarda de mim mesmo, para que sejam humanos e dignos o meu orgulho e a minha humildade, e para eu cresça sempre no sentido de Tempo...
'Pois o meu coração está antes de tudo com os que têm menos do que eu, e com os que, tendo mais do que eu, nada têm. Pois o meu coração está com a ovelha e não com o lobo; com o condenado e não com o carrasco…
'E que este seja o meu canto e o escutem os surdos de carinho e de piedade; e que ele vibre com um sino nos ouvidos dos falsos apóstolos dos falsos apóstatas; pois eu sou o homem, ser de poesia, portador do segredo e sua incomunicabilidade – e o meu largo canto vibra acima dos ócios e ressentimentos, das intrigas e vinganças, nos espaços infinitos...'.
Dêem ao homem uma viola-de-amor e façam-no cantar um canto assim, que sua voz está rouca de tanto insulto inútil e seu coração triste, de tanta vã mentira que lhe ensinaram."

Vinícius de Moraes

(editado por este blog)

(Isso não é meu, claro. Se fosse.... ah, se fosse!)

16 maio 2006

Blasée - 2ª edição

Odeio blasée. Odeio cara de paisagem. Odeio apatia. Odeio fingimento.
Não sou blasée, sou escorpiana.



(consultoria especial sobre como escrever blasée no feminino por f. crancianinov, amigona e mocinha moderna que fala francês.)

14 maio 2006

Domingo perfeito.

tomar sol na rede fazendo carinho nos cabelos lisinhos da pequena V, sobrinha adotiva. passou o dia pendurada no meu pescoço, mexendo nos meus óculos, colocando no rostinho delicado dela e dizendo: 'agora eu sou a Emilia'. o espaço na rede disputado a tapa pelos três pequenos, querendo carinho e atenção da tia (odeio marmanjo me chamando de tia, mas criança adoro. quem quiser uma tia postiça pode me chamar). G, muito meigo, deu flores para todas as mamães do local.
no último verão vieram aqui em casa e fizeram uma farra. botei todo mundo pra gastar energia, lavar o carro comigo. carro limpinho... continuaram brincando com a mangueira, maior curtição, dia quente. resolveram, então, lavar o meu tênis. encharcaram-no, felizes. eu tinha lavado de verdade na véspera e estava quase seco. o único par que eu tenho.
vontade de esganar os pequenos lindinhos e fofinhos endiabrados.
domingo perfeito.

09 maio 2006

Estou psiquicamente exausta. Passei algumas horas dentro de uma Penitenciária, em visita organizada pelo nosso grupo de estudos de criminologia. Parece que me sugaram as forças. Tudo que quero agora é dormir. Me recolher e refletir.
Não vi nenhuma violência. Não vi celas atulhadas de pessoas sem espaço para respirar. Não vi um massacre, não vi sujeira.
Vi Homens. De todos os tipos. Altos, baixos, magros, gordos, bonitos, feios, educados, confiantes, desconfiados, amigáveis, não amigáveis, negros, brancos, pardos (não me lembro de nenhum oriental), estudados, não estudados.
Homens que conversam, que cozinham, que jogam bola, que brincam, que brigam, que limpam, que conservam dignamente os locais onde estão, que escrevem... poesias, prosa, livros, jornais. Que estudam e trabalham, em jornadas de 8 horas por dia de trabalho e mais uma e meia de estudo.
Vi um gato branquinho, filho de outros gatos que moram por ali. Vi a cozinha, a padaria, a enfermaria, a capela, o 'seguro', a 'firma', a biblioteca.
Ouvi histórias verdadeiras, outras nem tanto, mas diferenciar uma da outra é quase impossível. E nós não contamos nossas histórias também?
Ouvi revolta. Ouvi pedidos. Ouvi convites: voltem mais vezes. Voltem outras vezes. A sociedade não sabe como é aqui dentro, e nem quer saber. Ela não quer saber que aqui existem homens de verdade.
"Nós estamos presos aqui por um respeito a um brasão, porque nós respeitamos a polícia, as instituições. Porque aqui tem mil presos e 50 funcionários. Se a gente quisesse, saía tudo pela porta da frente. Nós estamos aqui porque nos sujeitamos a isso."

07 maio 2006

- "Eu sou uma louca que conta centímetros"

M., em cima da mesa, algumas taças de vinho depois, diante da advertência do dono sobre o lustre quase atingido por um seu braço gesticulante. Copacabana, abril de 2006.

Com açúcar...

- "Eu quero alma!!!!!"

- "Com alma é mais caro".


Preconceito

Prejudice, em inglês. Pre-judice. Pré-juizo. Juízo prévio sobre alguém, normalmente negativo e contaminado.
Tenho me deparado com esta questão muito freqüentemente nos últimos tempos. Não só no meu trabalho, mas também em outras situações, em que tenho me perguntado se agi com preconceito ou não.
Me repudia a idéia de que eu seja uma pessoa preconceituosa. Eu sempre fui ensinada a ter muito respeito para com todos, não importando cor, sexo, origem. Tenho uma mãe que é do Norte, e que conta que sofreu preconceito por parte da família do meu pai, que era de italianos.
Mas eu sou da elite. Eu sou branca. Eu sou paulista. Eu tenho curso superior, eu falo inglês, eu tenho dinheiro.
Não vou dizer que nunca exprimi palavras de preconceito, mas são raras. De verdade.
Mas depois de alguns acontecimentos nos últimos tempos, passei a me perguntar: será que eu ajo de maneira preconceituosa mesmo sem perceber? Inconscientemente? Isso me incomoda profundamente
Acho que não é à toa que dizem que no Brasil o preconceito é velado. Acho que somos quase todos assim.

27 abril 2006

tabacaria

curiosa, outro dia perguntei a um colega, num seminário sobre drogas, qual era a substância do rapé.
e não é que o danado me levou, algumas semanas depois, de presente, uma pequena latinha, fofíssima, do tamanho de uma daquelas pequenas de vick vaporub?
além de extrema delicadeza da parte, achei muito legal!
alguém se habilita a experimentar? :D



PS: alguém já parou pra pensar daonde vem o nome vick vaporub? to rub é esfregar, em inglês... a gente passa o vick no peito do filhinho, sobe o vapor.... acho tão legal quando faço essas 'descobertas'.... (dããã)

Ansiolítico

tentei fumar em cigarros as minhas angústias mentoladas

melhor tomar camomila

23 abril 2006

Orkut faz mal à saúde mental

Até rimou, mas é isso mesmo.
Ontem foi um tanto de gente pirando porque inventaram um negócio que mostra as últimas pessoas que visitaram o seu perfil!
Eu, pessoalmente, gostei de saber as últimas pessoas que visitaram o meu perfil. Acho que não vou desativar não o negocinho, achei interessante, de fato.
Mas teve gente que pirou. É uma faca de dois legumes.
Imagine a moça que foi visitar o perfil da ex do ex dela. Já vi isso acontecer 'uns par' de vez.
Se as pessoas já piram de ver quem é o atual do seu ex, imagina saber que a ex do seu atual esteve visitando a sua página. Talvez pra lançar uma macumba, uma uruca, sei lá. Para urubuzar a sua vida.
Por sorte, meus ex são todos meus amigos. :D Quase todos. Mas as atuais deles não.
Por meu lado, como sou atual de ninguém, não tenho grandes preocupações. E quando eu tiver um futuro, bem, não quero saber tanto assim do seu passado. Só um pouquinho. Menos do que o suficiente pra me deixar louca. Só o suficiente pra me apaixonar. Pelo seu presente.

outros medos

de não ter com quem dividir a vida. de ter de criar um filho sozinha. de tomar mais um fora. de tentar mais uma vez e não conseguir. de não dar conta. de ir de novo pro hospital. de engordar muito. de morrer cedo.

tem dias que a noite é foda. tem dias que melhor seria se eles não existissem, e que parece que a coisa que a gente melhor poderia fazer mesmo pela gente é dormir muito pra ver se passa... mas não passa.

Medo

de dar um passo que não tem volta

pelo menos, na minha cabeça.

07 abril 2006

Choque

Conheci hoje um rapaz de Guiné-Bissau. Ele é negro, como 99% da população do seu país. Faz intercâmbio aqui na faculdade de direito. É um doce. Simpático, educadíssimo, meigo. Namora uma moça igualmente doce e cheia de iniciativa.
Adivinha qual foi uma das primeiras coisas que aconteceu com esse moço quando ele chegou em SP? Estava passeando no Vale do Anhangabaú com mais 3 amigos quando, sem motivo algum, foram parados pela polícia. Foram revistados. Ele riu, achou engraçado ser revistado sem motivo.
A segunda vez não foi tão engraçada. O moço estava entrando num restaurante de classe média quando passaram por ele na rua 4 policiais de moto. Quando ele já estava dentro do restaurante, com o prato na mão, um dos policiais entrou lá dentro e pediu para ele acompanhá-lo para fora. Foi revistado, pediram seus documentos, e quando o rapaz perguntou porque havia sido chamado não obteve resposta. A única resposta que obteve às diversas indagações que fez ao policial é que ele deveria agradecer porque ele (policial) era bonzinho e não ia fazer nada com ele. Na saída, o policial desejou a ele bom apetite.
Ele não conseguiu almoçar nem jantar naquele dia.


Editei um pouquinho o post porque não pedi autorização para ele para publicar a sua história aqui. Espero que ele não fique bravo comigo. É que fiquei tão chocada com a sua história, e com a doçura com que ele a contou, que não consegui parar de pensar nisso no caminho de volta pra casa. Há histórias piores. Mas poderia não haver nenhuma.

06 abril 2006

Procure a sua pergunta

Fui ouvir a Monja Coen esta semana de novo. Monge é foda (risos). Sei, sei, não é expressão apropriada para se referir a uma pessoa iluminada, mas eles (e elas) são mesmo. Com uma frase desmontam você inteiro. Fui duas vezes ouvir a palestra da Coen. As duas vezes chorei. Ou eu também estava na TPM da outra vez (é possível) ou ela é mesmo muito boa. Acho que é a segunda hipótese. Ou as duas.
Procure a sua pergunta. Aquilo que vc busca. O que é que nós buscamos na vida?
Buscamos dinheiro, fama, realização, reconhecimento, amor, felicidade, tranqüilidade, aventura?
Qual a sua pergunta? O que dá sentido à sua vida? Quando paramos pra pensar, e eu paro muito, mais freqüentemente do que eu gostaria, percebemos que nosso eu é feito de não-eus. Somos feitos de células, DNA, átomos, núcleos, elétrons, prótons, neutrons, informação! O que é separa o nosso corpo do que nos cerca? O que é que nos torna eu? Um eu separado dos outros? Do ar, da terra, da água? A nossa consciência? Ela existe como uma estrutura independente do corpo?
Essas perguntas são aterrorizadoras, pra mim. Sinto-me às vezes sem saída. Puro existencialismo... medo do desconhecido.
O budismo não se ocupa de temas metafísicos, como de onde viemos, para onde vamos? porque estamos aqui?
Ele parte de um ponto: estamos aqui. Como tornar a nossa existência menos sofrida?
Procure a sua pergunta. Qual o seu objetivo na vida?