escrevermestradoconsertaracasairaocinema
fazerreuniãoconsumirbeijartrabalharpassear
sedivertircuidardocorpomeditararrumarcabelo
fazerunhafazerxixiiraomedicobotargasolinanocarro
viajarestudarseconcentrarseencontrar.............ai, como é duro crescer!
10 junho 2006
07 junho 2006
descompasso
o computador pifou. 2 semanas sem micro, confusa. levei pra consertar. trancaram meu carro no estacionamento com o micro dentro. usei uma semana. deu pau de novo. levei pra consertar. enchi a cara, fiquei triste. tranquei-me para fora de casa. a minha cozinha está abaixo, os armários e as comidas todos dentro do quarto. no banheiro, paredes nuas (mas enfim, brancas, ao menos). geladeira vazia, roupa acumulada pra lavar. não tenho varal. morreu uma pessoa da família do técnico de computador que está (re)consertando meu PC. a TPM acabou, mas quando ela acaba a resistência baixa e aí fico um pouco doente. e um pouco triste.
caos dentro e fora de mim.
cais vazio. (linda metáfora, Dani. escreva mais)
será que se eu comprar um celular novo com câmera digital, MP3 e blue tooth tudo isso passa?
caos dentro e fora de mim.
cais vazio. (linda metáfora, Dani. escreva mais)
será que se eu comprar um celular novo com câmera digital, MP3 e blue tooth tudo isso passa?
31 maio 2006
Saudade
Ai que saudade do meu xuxuzinhoooooooooooooooooooooooooooooo.........
agora que meu micro deu pau nem foto dele mais tenho pra pôr aquiiiiiiiiiiiiii.......
já pedi pro meu pai pegar ele no colo lá na terrinha e dar um abraço bem apertado no corpinho salsicha e marrom dele, mas não deu muito certo. pelo menos, não pra mim.
agora que meu micro deu pau nem foto dele mais tenho pra pôr aquiiiiiiiiiiiiii.......
já pedi pro meu pai pegar ele no colo lá na terrinha e dar um abraço bem apertado no corpinho salsicha e marrom dele, mas não deu muito certo. pelo menos, não pra mim.
29 maio 2006
sabe, acho que temos conversado demais ultimamente. e por mais que eu te diga as minhas razões, vc insiste em me punir...... cada bronca que levo..... e aí fico dias pensando.... preocupada com o que vc vai pensar sobre o que faço, como ajo. se bebo ou não, se saio ou não. se digo o que quero ou não.
pare, eu não aguento mais!!!!!!!! estou cansada de vc me dizer como devo fazer as coisas!!!! faça assim, não faça assado!!!! essas regras não fazem o menor sentido pra mim!!! elas foram criadas, inventadas não sei por qual masoquista. alguém que não me entende. e vc não também não me entende. nunca. nunca me entendeu, nunca vai entender nada sobre mim. vc só sabe me criticar, reclamar.
eu não agüento mais, quero que vc morra. que desapareça de perto de mim. que pare de me perseguir, que saco, onde eu vou lá está vc cochichando coisas pra mim.... quando penso que vc foi embora, ou que vai parar.... lá está vc.......
mas há momentos em que consigo me separar de vc. em que estou livre, livre das suas cobranças. livre das suas regras, das suas leis infalíveis.
nessas horas eu me sinto tão plena, tão feliz!!!!!!!!
nessas horas sou
pura
e
completamente
feliz.
pare, eu não aguento mais!!!!!!!! estou cansada de vc me dizer como devo fazer as coisas!!!! faça assim, não faça assado!!!! essas regras não fazem o menor sentido pra mim!!! elas foram criadas, inventadas não sei por qual masoquista. alguém que não me entende. e vc não também não me entende. nunca. nunca me entendeu, nunca vai entender nada sobre mim. vc só sabe me criticar, reclamar.
eu não agüento mais, quero que vc morra. que desapareça de perto de mim. que pare de me perseguir, que saco, onde eu vou lá está vc cochichando coisas pra mim.... quando penso que vc foi embora, ou que vai parar.... lá está vc.......
mas há momentos em que consigo me separar de vc. em que estou livre, livre das suas cobranças. livre das suas regras, das suas leis infalíveis.
nessas horas eu me sinto tão plena, tão feliz!!!!!!!!
nessas horas sou
pura
e
completamente
feliz.
28 maio 2006
Maristotélica
M. é uma garota carioca muuuuuito legal. Nos conhecemos no dia primeiro de janeiro de 2006, na casa dela mesma, onde baixei para uma sessão violão e charutos na companhia de violonista que ela igualmente não conhecia. E nos recebeu de braços abertos, um puta bom humor, uma delícia de casa e de pessoa.
Meses depois eu vou pro Rio passar um finde e eis que a procuro, meu único contato naquela cidade linda e louca. E M. novamente me recebeu de braços abertos, me levou pra um nhoque delicioso na casa de pessoas ótimas e foi um tesão meu feriado no Rio.
Olha o blog da moça aqui. Ela faz poesia.... e tem um puta astral.
Beijo, lindona! Te vejo em breve, tomara!
Meses depois eu vou pro Rio passar um finde e eis que a procuro, meu único contato naquela cidade linda e louca. E M. novamente me recebeu de braços abertos, me levou pra um nhoque delicioso na casa de pessoas ótimas e foi um tesão meu feriado no Rio.
Olha o blog da moça aqui. Ela faz poesia.... e tem um puta astral.
Beijo, lindona! Te vejo em breve, tomara!
26 maio 2006
Como ir do paraíso ao inferno em 36 horas (mais ou menos)
22h encontre um moço muito legal, divertido e que mexe muito com vc pra jantar
01h durma super bem e feliz
09h pegue seu micro que estava no conserto há uma semana e que vc pagou pro cara.não simplesmente fazer um format c:, porque isso vc mesma podia fazer,.mas pra ele fazer um backup dos seus arquivos de trabalho que vc precisa muito, muito mesmo
11h dirija até Santo André e trabalhe, trabalhe, trabalhe
19h volte pra SP e vá passar filminho para os alunos. assista o mesmo.filme (nada light) pela 4ª vez.
22h20 chegue no estacionamento e descubra que o cara trancou a porta e.foi embora e seu carro ficou preso lá, com o seu computador dentro
9h vá buscar seu carro com duas horas de sono na cabeça e depois de uma sessão de terapia
11h ligue o computador e descubra que o técnico fez o backup de um.monte de coisa inútil, menos do mais importante, e que vc vai ter que.ir de novo até a Vila Mariana levar o micro pra ele ver se consegue.encontrar os arquivos.
enquanto isso, fique pulando de micro em micro pra conseguir trabalhar.
PS: post cheio de pontinhos no meio das frases para tentar contornar a rebeldia do editor de texto do blog, que resolveu se revoltar contra os espaços.
01h durma super bem e feliz
09h pegue seu micro que estava no conserto há uma semana e que vc pagou pro cara.não simplesmente fazer um format c:, porque isso vc mesma podia fazer,.mas pra ele fazer um backup dos seus arquivos de trabalho que vc precisa muito, muito mesmo
11h dirija até Santo André e trabalhe, trabalhe, trabalhe
19h volte pra SP e vá passar filminho para os alunos. assista o mesmo.filme (nada light) pela 4ª vez.
22h20 chegue no estacionamento e descubra que o cara trancou a porta e.foi embora e seu carro ficou preso lá, com o seu computador dentro
9h vá buscar seu carro com duas horas de sono na cabeça e depois de uma sessão de terapia
11h ligue o computador e descubra que o técnico fez o backup de um.monte de coisa inútil, menos do mais importante, e que vc vai ter que.ir de novo até a Vila Mariana levar o micro pra ele ver se consegue.encontrar os arquivos.
enquanto isso, fique pulando de micro em micro pra conseguir trabalhar.
PS: post cheio de pontinhos no meio das frases para tentar contornar a rebeldia do editor de texto do blog, que resolveu se revoltar contra os espaços.
24 maio 2006
Hilário
23 maio 2006
Mulher de fases
São Paulo é uma mulher.... e das mais caprichosas e inconstantes que eu conheço.
É um mulherão!
Intensa, vibrante, por vezes linda (em dias de chuva, lavada e iluminada pelas gotas e pelo brilho do asfalto úmido... brincos de cristal...; dias luminosos de outono, céu azul emoldurando arranha-céus);
outras vezes meio feiosa, de cara suja... acaba de acordar e sai correndo, sem café, sem banho sem nada, por suas veias circulando muita coisa ruim. TPM. Stress. Mal estar.
Inconstante... seus mesmos lugares ora são perfeitos ora podem ser o inferno.
Sampa é definitivamente uma mulher. Complicada e perfeitinha. Mulher de fases...
(mulher de fases é o nome de uma música dos Raimundos... aliás, deram uma sumida... nunca mais vi)
É um mulherão!
Intensa, vibrante, por vezes linda (em dias de chuva, lavada e iluminada pelas gotas e pelo brilho do asfalto úmido... brincos de cristal...; dias luminosos de outono, céu azul emoldurando arranha-céus);
outras vezes meio feiosa, de cara suja... acaba de acordar e sai correndo, sem café, sem banho sem nada, por suas veias circulando muita coisa ruim. TPM. Stress. Mal estar.
Inconstante... seus mesmos lugares ora são perfeitos ora podem ser o inferno.
Sampa é definitivamente uma mulher. Complicada e perfeitinha. Mulher de fases...
(mulher de fases é o nome de uma música dos Raimundos... aliás, deram uma sumida... nunca mais vi)
17 maio 2006
Uma viola-de-amor
"Dêem ao homem uma viola-de-amor e façam-no cantar um canto assim...
(...)
'Que o meu rosto reflita nos espelhos um olhar doce e tranquilo, mesmo no mais fundo sofrimento; e que eu não me esqueça nunca que devo estar constantemente em guarda de mim mesmo, para que sejam humanos e dignos o meu orgulho e a minha humildade, e para eu cresça sempre no sentido de Tempo...
'Pois o meu coração está antes de tudo com os que têm menos do que eu, e com os que, tendo mais do que eu, nada têm. Pois o meu coração está com a ovelha e não com o lobo; com o condenado e não com o carrasco…
'E que este seja o meu canto e o escutem os surdos de carinho e de piedade; e que ele vibre com um sino nos ouvidos dos falsos apóstolos dos falsos apóstatas; pois eu sou o homem, ser de poesia, portador do segredo e sua incomunicabilidade – e o meu largo canto vibra acima dos ócios e ressentimentos, das intrigas e vinganças, nos espaços infinitos...'.
Dêem ao homem uma viola-de-amor e façam-no cantar um canto assim, que sua voz está rouca de tanto insulto inútil e seu coração triste, de tanta vã mentira que lhe ensinaram."
Vinícius de Moraes
(editado por este blog)
(Isso não é meu, claro. Se fosse.... ah, se fosse!)
(...)
'Que o meu rosto reflita nos espelhos um olhar doce e tranquilo, mesmo no mais fundo sofrimento; e que eu não me esqueça nunca que devo estar constantemente em guarda de mim mesmo, para que sejam humanos e dignos o meu orgulho e a minha humildade, e para eu cresça sempre no sentido de Tempo...
'Pois o meu coração está antes de tudo com os que têm menos do que eu, e com os que, tendo mais do que eu, nada têm. Pois o meu coração está com a ovelha e não com o lobo; com o condenado e não com o carrasco…
'E que este seja o meu canto e o escutem os surdos de carinho e de piedade; e que ele vibre com um sino nos ouvidos dos falsos apóstolos dos falsos apóstatas; pois eu sou o homem, ser de poesia, portador do segredo e sua incomunicabilidade – e o meu largo canto vibra acima dos ócios e ressentimentos, das intrigas e vinganças, nos espaços infinitos...'.
Dêem ao homem uma viola-de-amor e façam-no cantar um canto assim, que sua voz está rouca de tanto insulto inútil e seu coração triste, de tanta vã mentira que lhe ensinaram."
Vinícius de Moraes
(editado por este blog)
(Isso não é meu, claro. Se fosse.... ah, se fosse!)
16 maio 2006
Blasée - 2ª edição
Odeio blasée. Odeio cara de paisagem. Odeio apatia. Odeio fingimento.
Não sou blasée, sou escorpiana.
(consultoria especial sobre como escrever blasée no feminino por f. crancianinov, amigona e mocinha moderna que fala francês.)
Não sou blasée, sou escorpiana.
(consultoria especial sobre como escrever blasée no feminino por f. crancianinov, amigona e mocinha moderna que fala francês.)
14 maio 2006
Domingo perfeito.
tomar sol na rede fazendo carinho nos cabelos lisinhos da pequena V, sobrinha adotiva. passou o dia pendurada no meu pescoço, mexendo nos meus óculos, colocando no rostinho delicado dela e dizendo: 'agora eu sou a Emilia'. o espaço na rede disputado a tapa pelos três pequenos, querendo carinho e atenção da tia (odeio marmanjo me chamando de tia, mas criança adoro. quem quiser uma tia postiça pode me chamar). G, muito meigo, deu flores para todas as mamães do local.
no último verão vieram aqui em casa e fizeram uma farra. botei todo mundo pra gastar energia, lavar o carro comigo. carro limpinho... continuaram brincando com a mangueira, maior curtição, dia quente. resolveram, então, lavar o meu tênis. encharcaram-no, felizes. eu tinha lavado de verdade na véspera e estava quase seco. o único par que eu tenho.
vontade de esganar os pequenos lindinhos e fofinhos endiabrados.
domingo perfeito.
no último verão vieram aqui em casa e fizeram uma farra. botei todo mundo pra gastar energia, lavar o carro comigo. carro limpinho... continuaram brincando com a mangueira, maior curtição, dia quente. resolveram, então, lavar o meu tênis. encharcaram-no, felizes. eu tinha lavado de verdade na véspera e estava quase seco. o único par que eu tenho.
vontade de esganar os pequenos lindinhos e fofinhos endiabrados.
domingo perfeito.
09 maio 2006
Estou psiquicamente exausta. Passei algumas horas dentro de uma Penitenciária, em visita organizada pelo nosso grupo de estudos de criminologia. Parece que me sugaram as forças. Tudo que quero agora é dormir. Me recolher e refletir.
Não vi nenhuma violência. Não vi celas atulhadas de pessoas sem espaço para respirar. Não vi um massacre, não vi sujeira.
Vi Homens. De todos os tipos. Altos, baixos, magros, gordos, bonitos, feios, educados, confiantes, desconfiados, amigáveis, não amigáveis, negros, brancos, pardos (não me lembro de nenhum oriental), estudados, não estudados.
Homens que conversam, que cozinham, que jogam bola, que brincam, que brigam, que limpam, que conservam dignamente os locais onde estão, que escrevem... poesias, prosa, livros, jornais. Que estudam e trabalham, em jornadas de 8 horas por dia de trabalho e mais uma e meia de estudo.
Vi um gato branquinho, filho de outros gatos que moram por ali. Vi a cozinha, a padaria, a enfermaria, a capela, o 'seguro', a 'firma', a biblioteca.
Ouvi histórias verdadeiras, outras nem tanto, mas diferenciar uma da outra é quase impossível. E nós não contamos nossas histórias também?
Ouvi revolta. Ouvi pedidos. Ouvi convites: voltem mais vezes. Voltem outras vezes. A sociedade não sabe como é aqui dentro, e nem quer saber. Ela não quer saber que aqui existem homens de verdade.
"Nós estamos presos aqui por um respeito a um brasão, porque nós respeitamos a polícia, as instituições. Porque aqui tem mil presos e 50 funcionários. Se a gente quisesse, saía tudo pela porta da frente. Nós estamos aqui porque nos sujeitamos a isso."
Não vi nenhuma violência. Não vi celas atulhadas de pessoas sem espaço para respirar. Não vi um massacre, não vi sujeira.
Vi Homens. De todos os tipos. Altos, baixos, magros, gordos, bonitos, feios, educados, confiantes, desconfiados, amigáveis, não amigáveis, negros, brancos, pardos (não me lembro de nenhum oriental), estudados, não estudados.
Homens que conversam, que cozinham, que jogam bola, que brincam, que brigam, que limpam, que conservam dignamente os locais onde estão, que escrevem... poesias, prosa, livros, jornais. Que estudam e trabalham, em jornadas de 8 horas por dia de trabalho e mais uma e meia de estudo.
Vi um gato branquinho, filho de outros gatos que moram por ali. Vi a cozinha, a padaria, a enfermaria, a capela, o 'seguro', a 'firma', a biblioteca.
Ouvi histórias verdadeiras, outras nem tanto, mas diferenciar uma da outra é quase impossível. E nós não contamos nossas histórias também?
Ouvi revolta. Ouvi pedidos. Ouvi convites: voltem mais vezes. Voltem outras vezes. A sociedade não sabe como é aqui dentro, e nem quer saber. Ela não quer saber que aqui existem homens de verdade.
"Nós estamos presos aqui por um respeito a um brasão, porque nós respeitamos a polícia, as instituições. Porque aqui tem mil presos e 50 funcionários. Se a gente quisesse, saía tudo pela porta da frente. Nós estamos aqui porque nos sujeitamos a isso."
07 maio 2006
- "Eu sou uma louca que conta centímetros"
M., em cima da mesa, algumas taças de vinho depois, diante da advertência do dono sobre o lustre quase atingido por um seu braço gesticulante. Copacabana, abril de 2006.
Preconceito
Prejudice, em inglês. Pre-judice. Pré-juizo. Juízo prévio sobre alguém, normalmente negativo e contaminado.
Tenho me deparado com esta questão muito freqüentemente nos últimos tempos. Não só no meu trabalho, mas também em outras situações, em que tenho me perguntado se agi com preconceito ou não.
Me repudia a idéia de que eu seja uma pessoa preconceituosa. Eu sempre fui ensinada a ter muito respeito para com todos, não importando cor, sexo, origem. Tenho uma mãe que é do Norte, e que conta que sofreu preconceito por parte da família do meu pai, que era de italianos.
Mas eu sou da elite. Eu sou branca. Eu sou paulista. Eu tenho curso superior, eu falo inglês, eu tenho dinheiro.
Não vou dizer que nunca exprimi palavras de preconceito, mas são raras. De verdade.
Mas depois de alguns acontecimentos nos últimos tempos, passei a me perguntar: será que eu ajo de maneira preconceituosa mesmo sem perceber? Inconscientemente? Isso me incomoda profundamente
Acho que não é à toa que dizem que no Brasil o preconceito é velado. Acho que somos quase todos assim.
Tenho me deparado com esta questão muito freqüentemente nos últimos tempos. Não só no meu trabalho, mas também em outras situações, em que tenho me perguntado se agi com preconceito ou não.
Me repudia a idéia de que eu seja uma pessoa preconceituosa. Eu sempre fui ensinada a ter muito respeito para com todos, não importando cor, sexo, origem. Tenho uma mãe que é do Norte, e que conta que sofreu preconceito por parte da família do meu pai, que era de italianos.
Mas eu sou da elite. Eu sou branca. Eu sou paulista. Eu tenho curso superior, eu falo inglês, eu tenho dinheiro.
Não vou dizer que nunca exprimi palavras de preconceito, mas são raras. De verdade.
Mas depois de alguns acontecimentos nos últimos tempos, passei a me perguntar: será que eu ajo de maneira preconceituosa mesmo sem perceber? Inconscientemente? Isso me incomoda profundamente
Acho que não é à toa que dizem que no Brasil o preconceito é velado. Acho que somos quase todos assim.
27 abril 2006
tabacaria
curiosa, outro dia perguntei a um colega, num seminário sobre drogas, qual era a substância do rapé.
e não é que o danado me levou, algumas semanas depois, de presente, uma pequena latinha, fofíssima, do tamanho de uma daquelas pequenas de vick vaporub?
além de extrema delicadeza da parte, achei muito legal!
alguém se habilita a experimentar? :D
PS: alguém já parou pra pensar daonde vem o nome vick vaporub? to rub é esfregar, em inglês... a gente passa o vick no peito do filhinho, sobe o vapor.... acho tão legal quando faço essas 'descobertas'.... (dããã)
e não é que o danado me levou, algumas semanas depois, de presente, uma pequena latinha, fofíssima, do tamanho de uma daquelas pequenas de vick vaporub?
além de extrema delicadeza da parte, achei muito legal!
alguém se habilita a experimentar? :D
PS: alguém já parou pra pensar daonde vem o nome vick vaporub? to rub é esfregar, em inglês... a gente passa o vick no peito do filhinho, sobe o vapor.... acho tão legal quando faço essas 'descobertas'.... (dããã)
23 abril 2006
Orkut faz mal à saúde mental
Até rimou, mas é isso mesmo.
Ontem foi um tanto de gente pirando porque inventaram um negócio que mostra as últimas pessoas que visitaram o seu perfil!
Eu, pessoalmente, gostei de saber as últimas pessoas que visitaram o meu perfil. Acho que não vou desativar não o negocinho, achei interessante, de fato.
Mas teve gente que pirou. É uma faca de dois legumes.
Imagine a moça que foi visitar o perfil da ex do ex dela. Já vi isso acontecer 'uns par' de vez.
Se as pessoas já piram de ver quem é o atual do seu ex, imagina saber que a ex do seu atual esteve visitando a sua página. Talvez pra lançar uma macumba, uma uruca, sei lá. Para urubuzar a sua vida.
Por sorte, meus ex são todos meus amigos. :D Quase todos. Mas as atuais deles não.
Por meu lado, como sou atual de ninguém, não tenho grandes preocupações. E quando eu tiver um futuro, bem, não quero saber tanto assim do seu passado. Só um pouquinho. Menos do que o suficiente pra me deixar louca. Só o suficiente pra me apaixonar. Pelo seu presente.
Ontem foi um tanto de gente pirando porque inventaram um negócio que mostra as últimas pessoas que visitaram o seu perfil!
Eu, pessoalmente, gostei de saber as últimas pessoas que visitaram o meu perfil. Acho que não vou desativar não o negocinho, achei interessante, de fato.
Mas teve gente que pirou. É uma faca de dois legumes.
Imagine a moça que foi visitar o perfil da ex do ex dela. Já vi isso acontecer 'uns par' de vez.
Se as pessoas já piram de ver quem é o atual do seu ex, imagina saber que a ex do seu atual esteve visitando a sua página. Talvez pra lançar uma macumba, uma uruca, sei lá. Para urubuzar a sua vida.
Por sorte, meus ex são todos meus amigos. :D Quase todos. Mas as atuais deles não.
Por meu lado, como sou atual de ninguém, não tenho grandes preocupações. E quando eu tiver um futuro, bem, não quero saber tanto assim do seu passado. Só um pouquinho. Menos do que o suficiente pra me deixar louca. Só o suficiente pra me apaixonar. Pelo seu presente.
outros medos
de não ter com quem dividir a vida. de ter de criar um filho sozinha. de tomar mais um fora. de tentar mais uma vez e não conseguir. de não dar conta. de ir de novo pro hospital. de engordar muito. de morrer cedo.
tem dias que a noite é foda. tem dias que melhor seria se eles não existissem, e que parece que a coisa que a gente melhor poderia fazer mesmo pela gente é dormir muito pra ver se passa... mas não passa.
tem dias que a noite é foda. tem dias que melhor seria se eles não existissem, e que parece que a coisa que a gente melhor poderia fazer mesmo pela gente é dormir muito pra ver se passa... mas não passa.
07 abril 2006
Choque
Conheci hoje um rapaz de Guiné-Bissau. Ele é negro, como 99% da população do seu país. Faz intercâmbio aqui na faculdade de direito. É um doce. Simpático, educadíssimo, meigo. Namora uma moça igualmente doce e cheia de iniciativa.
Adivinha qual foi uma das primeiras coisas que aconteceu com esse moço quando ele chegou em SP? Estava passeando no Vale do Anhangabaú com mais 3 amigos quando, sem motivo algum, foram parados pela polícia. Foram revistados. Ele riu, achou engraçado ser revistado sem motivo.
A segunda vez não foi tão engraçada. O moço estava entrando num restaurante de classe média quando passaram por ele na rua 4 policiais de moto. Quando ele já estava dentro do restaurante, com o prato na mão, um dos policiais entrou lá dentro e pediu para ele acompanhá-lo para fora. Foi revistado, pediram seus documentos, e quando o rapaz perguntou porque havia sido chamado não obteve resposta. A única resposta que obteve às diversas indagações que fez ao policial é que ele deveria agradecer porque ele (policial) era bonzinho e não ia fazer nada com ele. Na saída, o policial desejou a ele bom apetite.
Ele não conseguiu almoçar nem jantar naquele dia.
Editei um pouquinho o post porque não pedi autorização para ele para publicar a sua história aqui. Espero que ele não fique bravo comigo. É que fiquei tão chocada com a sua história, e com a doçura com que ele a contou, que não consegui parar de pensar nisso no caminho de volta pra casa. Há histórias piores. Mas poderia não haver nenhuma.
Adivinha qual foi uma das primeiras coisas que aconteceu com esse moço quando ele chegou em SP? Estava passeando no Vale do Anhangabaú com mais 3 amigos quando, sem motivo algum, foram parados pela polícia. Foram revistados. Ele riu, achou engraçado ser revistado sem motivo.
A segunda vez não foi tão engraçada. O moço estava entrando num restaurante de classe média quando passaram por ele na rua 4 policiais de moto. Quando ele já estava dentro do restaurante, com o prato na mão, um dos policiais entrou lá dentro e pediu para ele acompanhá-lo para fora. Foi revistado, pediram seus documentos, e quando o rapaz perguntou porque havia sido chamado não obteve resposta. A única resposta que obteve às diversas indagações que fez ao policial é que ele deveria agradecer porque ele (policial) era bonzinho e não ia fazer nada com ele. Na saída, o policial desejou a ele bom apetite.
Ele não conseguiu almoçar nem jantar naquele dia.
Editei um pouquinho o post porque não pedi autorização para ele para publicar a sua história aqui. Espero que ele não fique bravo comigo. É que fiquei tão chocada com a sua história, e com a doçura com que ele a contou, que não consegui parar de pensar nisso no caminho de volta pra casa. Há histórias piores. Mas poderia não haver nenhuma.
06 abril 2006
Procure a sua pergunta
Fui ouvir a Monja Coen esta semana de novo. Monge é foda (risos). Sei, sei, não é expressão apropriada para se referir a uma pessoa iluminada, mas eles (e elas) são mesmo. Com uma frase desmontam você inteiro. Fui duas vezes ouvir a palestra da Coen. As duas vezes chorei. Ou eu também estava na TPM da outra vez (é possível) ou ela é mesmo muito boa. Acho que é a segunda hipótese. Ou as duas.
Procure a sua pergunta. Aquilo que vc busca. O que é que nós buscamos na vida?
Buscamos dinheiro, fama, realização, reconhecimento, amor, felicidade, tranqüilidade, aventura?
Qual a sua pergunta? O que dá sentido à sua vida? Quando paramos pra pensar, e eu paro muito, mais freqüentemente do que eu gostaria, percebemos que nosso eu é feito de não-eus. Somos feitos de células, DNA, átomos, núcleos, elétrons, prótons, neutrons, informação! O que é separa o nosso corpo do que nos cerca? O que é que nos torna eu? Um eu separado dos outros? Do ar, da terra, da água? A nossa consciência? Ela existe como uma estrutura independente do corpo?
Essas perguntas são aterrorizadoras, pra mim. Sinto-me às vezes sem saída. Puro existencialismo... medo do desconhecido.
O budismo não se ocupa de temas metafísicos, como de onde viemos, para onde vamos? porque estamos aqui?
Ele parte de um ponto: estamos aqui. Como tornar a nossa existência menos sofrida?
Procure a sua pergunta. Qual o seu objetivo na vida?
Procure a sua pergunta. Aquilo que vc busca. O que é que nós buscamos na vida?
Buscamos dinheiro, fama, realização, reconhecimento, amor, felicidade, tranqüilidade, aventura?
Qual a sua pergunta? O que dá sentido à sua vida? Quando paramos pra pensar, e eu paro muito, mais freqüentemente do que eu gostaria, percebemos que nosso eu é feito de não-eus. Somos feitos de células, DNA, átomos, núcleos, elétrons, prótons, neutrons, informação! O que é separa o nosso corpo do que nos cerca? O que é que nos torna eu? Um eu separado dos outros? Do ar, da terra, da água? A nossa consciência? Ela existe como uma estrutura independente do corpo?
Essas perguntas são aterrorizadoras, pra mim. Sinto-me às vezes sem saída. Puro existencialismo... medo do desconhecido.
O budismo não se ocupa de temas metafísicos, como de onde viemos, para onde vamos? porque estamos aqui?
Ele parte de um ponto: estamos aqui. Como tornar a nossa existência menos sofrida?
Procure a sua pergunta. Qual o seu objetivo na vida?
29 março 2006
Sim, eu estou tão cansado
Mas não pra dizer que eu não acredito mais em você.
Ó, nem vem me encher o saco que eu tô naquelas fases heim?
Tô em fase de reclamar, de me sentir carente, de chegar em casa e querer meu Xuxuzinho (o cão) me esperando feliz (e ele está a km de distância de mim, porminhaculpaminhatãograndeculpaminhamaximaculpa), de não querer ficar só, de querer fazer uma festa de inauguração pro meu novo tapete de algodão todo felpudo que o Xu ia adorar, ele que adora um fofinho(mas por favor tirem os sapatos), de não querer beber vinho sozinha, de querer abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim que é pra acabar com esse negócio de você longe de mim.
Meus amigos que estão longe, sinto saudades de vocês. Dos que estão longe mesmo, tipo em Paris (très chique però troppo lontano), em Aracaju, que ainda vou conhecer (Paris também, viu? é só uma questão de euros), em Tatuíiiirrrrrrrrrrrrr (ou Jacuirrrrrrrr, depende do seu referencial), em São José dos Campos ou na outra São José, aquela do Rio Preto, na muito quente Cuiabá. E dos que embora perto às vezes parecem tão longe... Não vou citar nomes, se vestiu a carapuça problema seu, pega esse troço aí do seu lado chamado telefone, já ouviu falar dessa invenção, e liga, pega o carro e vem me visitar.
Vamos fazer qualquer coisa? Passear no parque, tomar sorvete, comer macarrão? Ai, já sei, vamos pegar um filme, vamos não fazer nada, vamos fica só falando besteira antes que o mês acabe e eu precise começar a escrever minha dissertação de mestrado, porque aí eu vou ficar louca e ninguém vai me suportar mesmo.
Pra completar o meu chuveiro tá quebrado, antes não saía água morna, só gelada ou quente, agora ficou impossível, só sai água fervendo ou gelada, faz dias que só tomo banho de gato, um horror. Tem algum homem aí pra olhar pra mim se o fusível queimou? Algum pra colocar de volta o globo que removi pra trocar a lâmpada e agora tenho medo de deixar cair? Não conheço nenhum. Serve o porteiro?
Agora, que eu não acredito mais em você, isso pode crer.
Ó, nem vem me encher o saco que eu tô naquelas fases heim?
Tô em fase de reclamar, de me sentir carente, de chegar em casa e querer meu Xuxuzinho (o cão) me esperando feliz (e ele está a km de distância de mim, porminhaculpaminhatãograndeculpaminhamaximaculpa), de não querer ficar só, de querer fazer uma festa de inauguração pro meu novo tapete de algodão todo felpudo que o Xu ia adorar, ele que adora um fofinho(mas por favor tirem os sapatos), de não querer beber vinho sozinha, de querer abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim que é pra acabar com esse negócio de você longe de mim.
Meus amigos que estão longe, sinto saudades de vocês. Dos que estão longe mesmo, tipo em Paris (très chique però troppo lontano), em Aracaju, que ainda vou conhecer (Paris também, viu? é só uma questão de euros), em Tatuíiiirrrrrrrrrrrrr (ou Jacuirrrrrrrr, depende do seu referencial), em São José dos Campos ou na outra São José, aquela do Rio Preto, na muito quente Cuiabá. E dos que embora perto às vezes parecem tão longe... Não vou citar nomes, se vestiu a carapuça problema seu, pega esse troço aí do seu lado chamado telefone, já ouviu falar dessa invenção, e liga, pega o carro e vem me visitar.
Vamos fazer qualquer coisa? Passear no parque, tomar sorvete, comer macarrão? Ai, já sei, vamos pegar um filme, vamos não fazer nada, vamos fica só falando besteira antes que o mês acabe e eu precise começar a escrever minha dissertação de mestrado, porque aí eu vou ficar louca e ninguém vai me suportar mesmo.
Pra completar o meu chuveiro tá quebrado, antes não saía água morna, só gelada ou quente, agora ficou impossível, só sai água fervendo ou gelada, faz dias que só tomo banho de gato, um horror. Tem algum homem aí pra olhar pra mim se o fusível queimou? Algum pra colocar de volta o globo que removi pra trocar a lâmpada e agora tenho medo de deixar cair? Não conheço nenhum. Serve o porteiro?
Agora, que eu não acredito mais em você, isso pode crer.
24 março 2006
Reclaim the streets - parte II
Já escrevi sobre o movimento inglês Reclaim the Streets nesse bloguinho. Hoje vi uma coisa que sempre vejo e que sempre me lembra que os pedestres quando querem se rebelam, tomas as ruas e os carros... prejudiquem-se!
Já viu aquelas imagens da 25 de Março na véspera do Natal? Nem agulha passa ali, quanto mais carro. No máximo, uma bicicletinha ou uma motoca.
Pois bem. Todo dia, nas imediações do Metrô Barra Funda, uma horda de pedestres invade as ruas, por volta das 22h. São os alunos da Uninove, aquele imenso shopping center do saber, complexo universitário milionário com mais escadas rolantes que o Ibirapuera. São milhares de jovens que trabalham o dia inteiro como operadores de telemarketing para poder pagar as mensalidades do curso Noturno de Direito e sair de lá com um canudo na mão, sonhando com um futuro melhor. Doce ilusão, canudo não garante nada, mas esse não é o assunto desse post.
Passar de carro ali na hora do rush pedestre é tarefa de paciência e destreza. Desvia-se um pouquinho aqui para não passar no pé de um... ponto morto, 5 km por hora.
Sinto que eles tomam as ruas e dizem: fora daqui, esse quarteirão é nosso. Não temos carro, andamos daqui até o metrô toda noite, comemos cachorro quente de um real pra matar a fome e encaramos mais uma hora até em casa e chegamos exaustos, por isso às vezes dormimos na sua aula. Sai que essa rua é nossa. Queremos nosso lugar.
A 25 de março é isso, a rua da Barra Funda é isso, a Maria Antonia é isso, a Benedito Calixto sábado à tarde é isso, a Consolação sentido Jardins sábado à noite é isso. As ruas são nossas, invadimos com a nossa energia, a nossa vontade de estar junto, de conversar e de compartilhar. Sai que essa rua é nossa.
Já viu aquelas imagens da 25 de Março na véspera do Natal? Nem agulha passa ali, quanto mais carro. No máximo, uma bicicletinha ou uma motoca.
Pois bem. Todo dia, nas imediações do Metrô Barra Funda, uma horda de pedestres invade as ruas, por volta das 22h. São os alunos da Uninove, aquele imenso shopping center do saber, complexo universitário milionário com mais escadas rolantes que o Ibirapuera. São milhares de jovens que trabalham o dia inteiro como operadores de telemarketing para poder pagar as mensalidades do curso Noturno de Direito e sair de lá com um canudo na mão, sonhando com um futuro melhor. Doce ilusão, canudo não garante nada, mas esse não é o assunto desse post.
Passar de carro ali na hora do rush pedestre é tarefa de paciência e destreza. Desvia-se um pouquinho aqui para não passar no pé de um... ponto morto, 5 km por hora.
Sinto que eles tomam as ruas e dizem: fora daqui, esse quarteirão é nosso. Não temos carro, andamos daqui até o metrô toda noite, comemos cachorro quente de um real pra matar a fome e encaramos mais uma hora até em casa e chegamos exaustos, por isso às vezes dormimos na sua aula. Sai que essa rua é nossa. Queremos nosso lugar.
A 25 de março é isso, a rua da Barra Funda é isso, a Maria Antonia é isso, a Benedito Calixto sábado à tarde é isso, a Consolação sentido Jardins sábado à noite é isso. As ruas são nossas, invadimos com a nossa energia, a nossa vontade de estar junto, de conversar e de compartilhar. Sai que essa rua é nossa.
23 março 2006
Carta pra quem voltou
Meu caro,
É bom tê-lo de volta. É bom olhar novamente nos seus olhos, ver o seu sorriso, rir junto com você e conversar sobre as coisas normais da vida. É bom poder novamente contar como vai tudo e ouvir o que você tem a dizer sobre o seu passado e o seu presente. E como você imagina o seu futuro.
Você sabe que fez falta, mas faz de conta que não sabe. Prefere fingir que não, que foi só uma semaninha que esteve fora.
Posso ver pelo seu olhar que também sentiu falta, de uma outra maneira, você também me disse isso; mas respeito o seu tempo. "Temos nosso próprio tempo".
É bom tê-lo de volta.
Um beijo do tamanho do seu coração,
Emilia
É bom tê-lo de volta. É bom olhar novamente nos seus olhos, ver o seu sorriso, rir junto com você e conversar sobre as coisas normais da vida. É bom poder novamente contar como vai tudo e ouvir o que você tem a dizer sobre o seu passado e o seu presente. E como você imagina o seu futuro.
Você sabe que fez falta, mas faz de conta que não sabe. Prefere fingir que não, que foi só uma semaninha que esteve fora.
Posso ver pelo seu olhar que também sentiu falta, de uma outra maneira, você também me disse isso; mas respeito o seu tempo. "Temos nosso próprio tempo".
É bom tê-lo de volta.
Um beijo do tamanho do seu coração,
Emilia
19 março 2006
Homem das cavernas
Ai, não dá. Fui ontem pra balada feliz, crente que ia dançar a noite inteira num bar no Itaim (eu odeio o Itaim, só fui em consideração ao meu querido amigo que fazia aniversário - é a única razão que pode me fazer ir ao Itaim) que toca músicas latinas. Ledo engano. O bar é ótimo, mas era o dia dos playba, até o Serginho do BBB estava lá. Todos de camisetinha justa no corpo malhado. Dançar que é bom.... nadie.
Até que um cara veio falar comigo. Minto, ele não veio falar comigo, eu por acaso estava do lado dele e ele me olhou e resolveu falar comigo. Afinal, ele queria pegar qualquer uma mesmo. Perguntei se ele dançava. Ah dança, então ótimo, vamos dançar enquanto a gente conversa. Dançamos, dançamos, até que o inevitável aconteceu. Ele começou a tentar me beijar. À força. Eca. Quem já viveu sabe o que é, isso é muito comum em bares com música pra dançar a dois. Já me aconteceu no forró, no samba-rock e agora nesse bar....
O idiota começa a tentar beijar vc, lamber o seu pescoço (juro que já aconteceu). Ele te dá uns beijos nojentos na bochecha e agarra o seu rosto pra ver se consegue forçar vc a beijá-lo.
E se vc reclama ele diz que vc é fresca.
Claro que vc é fresca, afinal vc não passa de um pedaço de carne, e vc é obrigada a beijar qualquer idiota que apareça na sua frente. Mesmo que não queira.
Até quando certos homens vão achar que temos que beijá-los à força, transar com eles à força e servi-los? Quantas gerações terão que nascer e morrer para que as mães ensinem aos seus filhos o RESPEITO?
Até que um cara veio falar comigo. Minto, ele não veio falar comigo, eu por acaso estava do lado dele e ele me olhou e resolveu falar comigo. Afinal, ele queria pegar qualquer uma mesmo. Perguntei se ele dançava. Ah dança, então ótimo, vamos dançar enquanto a gente conversa. Dançamos, dançamos, até que o inevitável aconteceu. Ele começou a tentar me beijar. À força. Eca. Quem já viveu sabe o que é, isso é muito comum em bares com música pra dançar a dois. Já me aconteceu no forró, no samba-rock e agora nesse bar....
O idiota começa a tentar beijar vc, lamber o seu pescoço (juro que já aconteceu). Ele te dá uns beijos nojentos na bochecha e agarra o seu rosto pra ver se consegue forçar vc a beijá-lo.
E se vc reclama ele diz que vc é fresca.
Claro que vc é fresca, afinal vc não passa de um pedaço de carne, e vc é obrigada a beijar qualquer idiota que apareça na sua frente. Mesmo que não queira.
Até quando certos homens vão achar que temos que beijá-los à força, transar com eles à força e servi-los? Quantas gerações terão que nascer e morrer para que as mães ensinem aos seus filhos o RESPEITO?
17 março 2006
Tangando
Adoro morar perto do SESC porque tem dessas surpresas boas. Estava indo nadar.... um grupo de tango começava a se apresentar na choperia lotada... coisa boa... mas eu, inevitavelmente, vou direto pra natação. Senão paro pra ouvir, perco o pique. Não posso mais perder o pique. Não esse, nem outros, espero. É vital pra mim.
Na volta, não é que estavam ainda lá? Parei pra ouvir. Primeiro na porta, de pé, meio de saída, sacola com prancha, bóia e palmar numa mão, bolsa com todos os outros apetrechos na outra.
Dois casais dançavam gostosamente perto de mim. Fui ficando, fui gostando.
Hmmm... preciso comer. Comprei um sanduíche, sentei-me pra ouvir melhor. Piazzolla... Libertango. Coisa linda de morrer. E os casais dançando ali, olhos fechados, sentindo os passos. Não parece difícil, embora todos apregoem ser a mais difícil. Ele avança, ela recua. Ele comanda. Ela responde. Ele recua, ela avança. Ele faz rodeios... ora, ela também!
Dançar não é difícil. Basta sentir o ritmo. Viver também!
Na volta, não é que estavam ainda lá? Parei pra ouvir. Primeiro na porta, de pé, meio de saída, sacola com prancha, bóia e palmar numa mão, bolsa com todos os outros apetrechos na outra.
Dois casais dançavam gostosamente perto de mim. Fui ficando, fui gostando.
Hmmm... preciso comer. Comprei um sanduíche, sentei-me pra ouvir melhor. Piazzolla... Libertango. Coisa linda de morrer. E os casais dançando ali, olhos fechados, sentindo os passos. Não parece difícil, embora todos apregoem ser a mais difícil. Ele avança, ela recua. Ele comanda. Ela responde. Ele recua, ela avança. Ele faz rodeios... ora, ela também!
Dançar não é difícil. Basta sentir o ritmo. Viver também!
16 março 2006
Adoro esse ómi
CONTARDO CALLIGARIS - Folha de SP, 16 de março de 2006.
"Mentiras Sinceras"
Espero que "Mentiras Sinceras", de Julian Fellowes, continue em cartaz e que os amantes e os amados (casados ou não, heterossexuais ou homossexuais, tanto faz) tenham o tempo de assistir ao filme, em massa.
O título original é "Separate Lies", mentiras separadas, mas gostei da tradução brasileira. "Mentiras Sinceras" evoca o estranho balé de verdade e mentira em todo triângulo amoroso: "Minto quando escondo minha paixão por outro ou por outra? Ou, então, a verdadeira mentira é o casamento que vivo e a insatisfação que escondo?".
Ser sempre sincero não é fácil. No filme, Anne (Emily Watson) tenta ser sincera com o marido, James (Tom Wilkinson), e também com seu próprio desejo. Mas a verdade não é simples: Anne, por exemplo, não sabe bem o que a joga nos braços de William (Rupert Everett), seu amante. Quando explica ao marido o que lhe acontece, ela não invoca o amor ou a paixão; apenas consegue dizer que não sabe renunciar a William porque os encontros com ele são "easy", fáceis: o amante não lhe pede nada ou quase.
Talvez a maioria dos relacionamentos amorosos adoeçam e morram por causa disto: não porque o parceiro deixou crescer uma barriga displicente nem porque a gente estaria cansado da mesmice e a fim de novidades, mas porque, ao vivermos juntos, aos poucos, perdemos a generosidade. E a generosidade é (ou, melhor, deveria ser) o próprio do amor; ela está quase sempre presente, aliás, quando a gente se apaixona. Explico.
O amor que nasce idealiza o amado, mas essa idealização é contemplativa, não é normativa. Ou seja, pedimos, eventualmente, que o amado ou a amada estejam perto de nós, mas não que mudem e ainda menos que renunciem a serem quem eles são.
Claro, enxergamos neles algo que eles podem não ser, mas o encanto amoroso é justamente esse engano: "Seja como você é, pois é assim que descubro em você tudo o que quero, mesmo que talvez você não seja nada disso". Em suma, o amor, inicialmente, é respeitoso. Se você não é bem o que vejo em você, o engano é meu; amar consiste em querer e saber continuar se enganando.
As coisas mudam quando começamos a medir a distância entre o ser amado e o ideal que lhe penduramos nas costas. De repente, o engano nos parece ser uma artimanha do outro; é ele que deveria se emendar para voltar a ser o ideal que inspirava nosso amor.
O encanto do começo se transforma, assim, numa lista inesgotável de pequenas ou grandes exigências. Tudo o que pedimos ao ser amado (que ele ganhe mais, que seja simpático com nossos amigos, que nos acolha com um sorriso, que pare de roncar no nosso ouvido, que leia Goethe em alemão, que não coma com as mãos, que não caminhe na nossa frente na rua, que esteja em casa na hora certa) é apenas um derivativo. O que queremos é a volta do que nós mesmos perdemos: o encanto pelo qual enxergávamos nosso ideal no ser amado. Esse encanto impunha o respeito, ou seja, permitia que deixássemos o amado e a amada serem, simplesmente, eles mesmos.
A trama de "Mentiras Sinceras" é a de sempre quando, num casal, um dos dois se interessa por um terceiro. Anne ama James e James ama Anne. Mas Anne encontra William, que não tem nada de especial, mas é "easy", e ela quer viver esse amor. James sofre. Anne também sofre. Não se sabe bem como a história de Anne e James terminará (minha hipótese é que o casal resistirá).
A história acontece numa sólida burguesia (ou mesmo aristocracia) inglesa, em que a dificuldade do triângulo amoroso não é parasitada por problemas financeiros ("Se nos separarmos, quem ficará com o quê?"). Anne e James não têm filhos e não devem se preocupar com os efeitos de seus atos e sentimentos nas crianças ("Como ficarão? O que pensarão? Quanto anos de análise tudo isso lhes custará?"). O triângulo amoroso, em suma, é reduzido ao essencial.
É também graças a essa redução ao essencial que o filme pode oferecer uma extraordinária lição de amor. Anne é exemplar por ela não saber as razões de seu amor por William e por continuar amando James. James é exemplar porque sofre, mas trabalha com afinco para evitar transformar seu sofrimento em mais uma cobrança ciumenta. Ao contrário, James se serve da ocasião para reinventar sua capacidade de amar Anne com a generosidade e o respeito do amor que nasce, ou seja, sem lhe pedir que ela seja diferente do que ela é.
A lição que James aprende (e nós com ele) é que o amor, quando não é atravessado e deformado pelas piores exigências neuróticas e narcisistas, confere ao amante um dever para com o amado, mas nenhum direito sobre ele.
Jacques Lacan, um grande psicanalista francês, disse mais de uma vez (a primeira foi, talvez, em seu seminário de 56/57) que o maior sinal de amor é (deveria ser?) o dom do que a gente não tem. Algo assim: "Ofereço-lhe o que não tenho e que você não quer e não me pede". Seja qual for nossa interpretação desse aforismo, ele é certamente o oposto da miséria amorosa ordinária, em que amar significa pedir ao outro o que a gente quer. Ou, pior ainda, pedir-lhe aquela "coisa" de que a gente precisa.
Antes que vc se pergunte, se estiver meio bobo ou bêbado, não fui eu que escrevi. Foi o Contardo. Maravilhoso.
"Mentiras Sinceras"
Espero que "Mentiras Sinceras", de Julian Fellowes, continue em cartaz e que os amantes e os amados (casados ou não, heterossexuais ou homossexuais, tanto faz) tenham o tempo de assistir ao filme, em massa.
O título original é "Separate Lies", mentiras separadas, mas gostei da tradução brasileira. "Mentiras Sinceras" evoca o estranho balé de verdade e mentira em todo triângulo amoroso: "Minto quando escondo minha paixão por outro ou por outra? Ou, então, a verdadeira mentira é o casamento que vivo e a insatisfação que escondo?".
Ser sempre sincero não é fácil. No filme, Anne (Emily Watson) tenta ser sincera com o marido, James (Tom Wilkinson), e também com seu próprio desejo. Mas a verdade não é simples: Anne, por exemplo, não sabe bem o que a joga nos braços de William (Rupert Everett), seu amante. Quando explica ao marido o que lhe acontece, ela não invoca o amor ou a paixão; apenas consegue dizer que não sabe renunciar a William porque os encontros com ele são "easy", fáceis: o amante não lhe pede nada ou quase.
Talvez a maioria dos relacionamentos amorosos adoeçam e morram por causa disto: não porque o parceiro deixou crescer uma barriga displicente nem porque a gente estaria cansado da mesmice e a fim de novidades, mas porque, ao vivermos juntos, aos poucos, perdemos a generosidade. E a generosidade é (ou, melhor, deveria ser) o próprio do amor; ela está quase sempre presente, aliás, quando a gente se apaixona. Explico.
O amor que nasce idealiza o amado, mas essa idealização é contemplativa, não é normativa. Ou seja, pedimos, eventualmente, que o amado ou a amada estejam perto de nós, mas não que mudem e ainda menos que renunciem a serem quem eles são.
Claro, enxergamos neles algo que eles podem não ser, mas o encanto amoroso é justamente esse engano: "Seja como você é, pois é assim que descubro em você tudo o que quero, mesmo que talvez você não seja nada disso". Em suma, o amor, inicialmente, é respeitoso. Se você não é bem o que vejo em você, o engano é meu; amar consiste em querer e saber continuar se enganando.
As coisas mudam quando começamos a medir a distância entre o ser amado e o ideal que lhe penduramos nas costas. De repente, o engano nos parece ser uma artimanha do outro; é ele que deveria se emendar para voltar a ser o ideal que inspirava nosso amor.
O encanto do começo se transforma, assim, numa lista inesgotável de pequenas ou grandes exigências. Tudo o que pedimos ao ser amado (que ele ganhe mais, que seja simpático com nossos amigos, que nos acolha com um sorriso, que pare de roncar no nosso ouvido, que leia Goethe em alemão, que não coma com as mãos, que não caminhe na nossa frente na rua, que esteja em casa na hora certa) é apenas um derivativo. O que queremos é a volta do que nós mesmos perdemos: o encanto pelo qual enxergávamos nosso ideal no ser amado. Esse encanto impunha o respeito, ou seja, permitia que deixássemos o amado e a amada serem, simplesmente, eles mesmos.
A trama de "Mentiras Sinceras" é a de sempre quando, num casal, um dos dois se interessa por um terceiro. Anne ama James e James ama Anne. Mas Anne encontra William, que não tem nada de especial, mas é "easy", e ela quer viver esse amor. James sofre. Anne também sofre. Não se sabe bem como a história de Anne e James terminará (minha hipótese é que o casal resistirá).
A história acontece numa sólida burguesia (ou mesmo aristocracia) inglesa, em que a dificuldade do triângulo amoroso não é parasitada por problemas financeiros ("Se nos separarmos, quem ficará com o quê?"). Anne e James não têm filhos e não devem se preocupar com os efeitos de seus atos e sentimentos nas crianças ("Como ficarão? O que pensarão? Quanto anos de análise tudo isso lhes custará?"). O triângulo amoroso, em suma, é reduzido ao essencial.
É também graças a essa redução ao essencial que o filme pode oferecer uma extraordinária lição de amor. Anne é exemplar por ela não saber as razões de seu amor por William e por continuar amando James. James é exemplar porque sofre, mas trabalha com afinco para evitar transformar seu sofrimento em mais uma cobrança ciumenta. Ao contrário, James se serve da ocasião para reinventar sua capacidade de amar Anne com a generosidade e o respeito do amor que nasce, ou seja, sem lhe pedir que ela seja diferente do que ela é.
A lição que James aprende (e nós com ele) é que o amor, quando não é atravessado e deformado pelas piores exigências neuróticas e narcisistas, confere ao amante um dever para com o amado, mas nenhum direito sobre ele.
Jacques Lacan, um grande psicanalista francês, disse mais de uma vez (a primeira foi, talvez, em seu seminário de 56/57) que o maior sinal de amor é (deveria ser?) o dom do que a gente não tem. Algo assim: "Ofereço-lhe o que não tenho e que você não quer e não me pede". Seja qual for nossa interpretação desse aforismo, ele é certamente o oposto da miséria amorosa ordinária, em que amar significa pedir ao outro o que a gente quer. Ou, pior ainda, pedir-lhe aquela "coisa" de que a gente precisa.
Antes que vc se pergunte, se estiver meio bobo ou bêbado, não fui eu que escrevi. Foi o Contardo. Maravilhoso.
14 março 2006
Iletrados x Inumerados
Essa veio de uma conversa de bar com amigos. Todo mundo metendo a boca nos jornalistas que não sabem o que é direito e normalmente quando escrevem sobre direito escrevem bobagem. Informações estapafúrdias sobre procedimentos processuais que não existem.... falta uma consultoria jurídica séria nos jornais.
E finanças, então?, rebate o amigo que além de advogado é também engenheiro. E números? Criticam tanto as pessoas por serem iletradas.... mas ninguém critica quem é 'inumerado'. Muitos risos.
Além do neologismo sensacional, não é que ele tem razão? Porque será que socialmente temos a obrigação de saber escrever perfeitamente a língua mas não temos a obrigação de saber somar, subtrair, dividir e multiplicar, fazer frações, calcular distâncias com razoável segurança, identificar objetos geométricos? Coisas simples de matemática... Mas que muitos de nós, especialmente os da área de humanas, babam na hora de fazer.
E eu não estou falando de operações complexas não....
Será que somos inumerados porque todas as professoras de matemática do mundo são feias, chatas e têm uma voz exageradamente alta como a minha? Será??????
E finanças, então?, rebate o amigo que além de advogado é também engenheiro. E números? Criticam tanto as pessoas por serem iletradas.... mas ninguém critica quem é 'inumerado'. Muitos risos.
Além do neologismo sensacional, não é que ele tem razão? Porque será que socialmente temos a obrigação de saber escrever perfeitamente a língua mas não temos a obrigação de saber somar, subtrair, dividir e multiplicar, fazer frações, calcular distâncias com razoável segurança, identificar objetos geométricos? Coisas simples de matemática... Mas que muitos de nós, especialmente os da área de humanas, babam na hora de fazer.
E eu não estou falando de operações complexas não....
Será que somos inumerados porque todas as professoras de matemática do mundo são feias, chatas e têm uma voz exageradamente alta como a minha? Será??????
07 março 2006
Gustavo Santaolalla
Brokeback Mountain não é bonito só por ser um filme delicado sobre uma relação delicada e que tem que ser escondida por motivos óbvios: porque dois homens que se amam no interior dos Estados Unidos, esse país suuper livre, onde não existe moralismo e muito menos hipocrisia, não podem demonstrar um afeto um pelo outro sem que um deles seja espancado até a morte por causa disso.
Se não fosse pela paisagem linda e pelos atores lindos e pela história linda, o filme ainda valeria a pena pela belíssima trilha sonora, de autoria de Gustavo Santaolalla, argentino que fez também a trilha de Diários de Motocicleta, Amores Brutos e 21 Gramas. Percebam que é só filme foda, heim? Clicando aqui vc tem uma amostrinha minúscula de cada trilha.
Vale a pena ouvir o trabalho do cara. Não vi o Amores Perros nem o Diários (acreditem, não fui ver o Che), mas 21 Gramas vi e gostei, e tenho certeza que gostei da trilha também. :D
Se não fosse pela paisagem linda e pelos atores lindos e pela história linda, o filme ainda valeria a pena pela belíssima trilha sonora, de autoria de Gustavo Santaolalla, argentino que fez também a trilha de Diários de Motocicleta, Amores Brutos e 21 Gramas. Percebam que é só filme foda, heim? Clicando aqui vc tem uma amostrinha minúscula de cada trilha.
Vale a pena ouvir o trabalho do cara. Não vi o Amores Perros nem o Diários (acreditem, não fui ver o Che), mas 21 Gramas vi e gostei, e tenho certeza que gostei da trilha também. :D
Conversa de botequim
Frases e pichações bem humoradas:
"Não leia mais jornal. Minta vc mesmo" (numa banca de jornal)
"Terra para quem nela trabalha. Fora, defuntos!!!!!" (no Cemitério da Consolação)
"Estacionamento reservado para os usuários desse Cemitério" (Placa - oficial - no Cemitério da Consolação)
"Vai ao velório! Estacione aqui!" (Faixa na Av. Dr Arnaldo perto do Cemitério do Araçá)
"- Dizem que os jornais são como as salsichas, não?
- Não, nas salsichas vc pode confiar." (Um jornalista)
"Não leia mais jornal. Minta vc mesmo" (numa banca de jornal)
"Terra para quem nela trabalha. Fora, defuntos!!!!!" (no Cemitério da Consolação)
"Estacionamento reservado para os usuários desse Cemitério" (Placa - oficial - no Cemitério da Consolação)
"Vai ao velório! Estacione aqui!" (Faixa na Av. Dr Arnaldo perto do Cemitério do Araçá)
"- Dizem que os jornais são como as salsichas, não?
- Não, nas salsichas vc pode confiar." (Um jornalista)
28 fevereiro 2006
27 fevereiro 2006
Emilia radical


O super-team Macatuba.
Esse ano comecei com pique total, fazendo caminhadas com os amigos, seja no caminho da fé, seja perto de SP, como no parque da Cantareira ou no Pico do Jaraguá. Fiz um novo amigo que gosta de caminhar também e espero fazer com ele muitas caminhadas e passeios legais. Quem se interessar junte-se a nós! Já pensamos em vários passeios pra fazer, basta combinar e ir!
Também ano nadando sempre que possível e caminhando e dando umas corridinhas também. Em julho começo a capoeira, que só não vou começar agora por absoluta falta de tempo. Mas estou empolgada desde o início do ano. Caminhadas e exercícios não só me garantem a boa forma :-)))) mas também um pique bom para trabalhar e fazer as 15 coisas ao mesmo tempo que mencionei no post de baixo.
Eu já fiz caverna (faz tempo, preciso ir de novo) e algumas caminhadas legais. Este Carnaval, como vim pra minha cidade natal, chamei meu pai, que é super aventureiro, e um amigo dele, pra fazer um rafting em Brotas.
Gostei! É uma delícia a água.... geladinha... estava um dia ótimo, muito sol, algumas nuvens, mas não choveu na hora em que fomos. Uma moça caiu do bote (não fui eu). Mas eu esperava um pouco de frio na barriga, que não teve...
Nossa, será que eu tô ficando muito radical?
Confira as fotos.
24 fevereiro 2006
Multifuncionais HP
Hmmmm.... então, vc vê um currículo de um cara que, vc sabe, porque conhece, que não é lá um gênio de nada. Ele é assim igual a vc: inteligente, mas não demais... Podia fazer bem melhor, mas provavelmente deixa tudo pra última hora, que nem vc. Dá aquela mega enrolada e o trabalho sai razoável. Pimba! É mestre! Pimba, é doutor! Pimba, é livre-docente!
Mas ele faz 15 coisas ao mesmo tempo e tem um currículo enorme. É coordenador disso, presidente daquilo. Nossa, mas dá tempo?? Dá, dá tempo. Basta não querer fazer 100% em tudo.
Cá estou eu: coordenadora disso, coordenadora daquilo. diretora disso também. professora daquilo e daquilo outro ainda. ah, e advogada! ah, e mestranda! ah, e mais umas duas coisas.
Percebi que pra ser alguém hoje, se vc não é um gênio, do caralho, vc tem que fazer mais ou menos umas 15 coisas ao mesmo tempo. Quero dizer, eu sou autônoma, tenho rebolado pra pagar as minhas contas, não tenho carteira assinada nem 13º nem férias. Preciso do meu currículo gordinho pra crescer e virar gente grande, poder primeiro me sustentar completamente e depois um filhote, que quero ser mãe sim. E não tenho muito tempo.
No mundo globalizado, mais é mais. Mais títulos, mais cargos, mais experiência. As aparências contam........... Se tiver um forro bonito, pode até ter um estofozinho de espuma mais fininha. A gente pega o espumão, corta e em vez de fazer uma cadeira só, faz logo umas 3. Sou pau pra toda obra, e essa minha versatilidade sempre me ajudou muito. Joga na mão que eu me viro!
Dá-lhe multi-tarefa!
Mas ele faz 15 coisas ao mesmo tempo e tem um currículo enorme. É coordenador disso, presidente daquilo. Nossa, mas dá tempo?? Dá, dá tempo. Basta não querer fazer 100% em tudo.
Cá estou eu: coordenadora disso, coordenadora daquilo. diretora disso também. professora daquilo e daquilo outro ainda. ah, e advogada! ah, e mestranda! ah, e mais umas duas coisas.
Percebi que pra ser alguém hoje, se vc não é um gênio, do caralho, vc tem que fazer mais ou menos umas 15 coisas ao mesmo tempo. Quero dizer, eu sou autônoma, tenho rebolado pra pagar as minhas contas, não tenho carteira assinada nem 13º nem férias. Preciso do meu currículo gordinho pra crescer e virar gente grande, poder primeiro me sustentar completamente e depois um filhote, que quero ser mãe sim. E não tenho muito tempo.
No mundo globalizado, mais é mais. Mais títulos, mais cargos, mais experiência. As aparências contam........... Se tiver um forro bonito, pode até ter um estofozinho de espuma mais fininha. A gente pega o espumão, corta e em vez de fazer uma cadeira só, faz logo umas 3. Sou pau pra toda obra, e essa minha versatilidade sempre me ajudou muito. Joga na mão que eu me viro!
Dá-lhe multi-tarefa!
22 fevereiro 2006
Eu estava lá
"São 21h43 quando The Edge surge no palco, em meio a uma fumaça vermelho-amarelada. O estádio lotado, uma textura de braços humanos, as cadeiras superiores forradas de gente. A espera e a confusão valeram a pena. O sonho começou.(...) Como se trata de um sonho, o que no início foi uma catarse se tornou algo melhor ainda com "Vertigo". Os fãs da pista pulam, assim como os das cadeiras. Os anéis superiores do estádio balançam."
Mary Persia, Folha On line, 21/02/06
Mary Persia, Folha On line, 21/02/06
17 fevereiro 2006
Amigos para siempre?
Outro dia saiu um texto do já mencionado neste blog Michael Kepp sobre amizades que são muito custosas de manter....
Acho que ele tem razão. Já fiz a minha parte, estou lavando as minhas mãos.
Acho que ele tem razão. Já fiz a minha parte, estou lavando as minhas mãos.
Match Point
E quando a gente achava que o Woody Allen tava ficando meio enferrujado, e que nada de novo sairia de sua cacholinha a não ser mais um filme autobiográfico com algum jovem e principiante ator de Hollywood em quem ninguém botava muita fé interpretando ele mesmo (Woody), ele faz esse Match Point.
Coisa pouco usual na filmografia dele: não é uma comédia.
Vale a visita ao cinema só pra ver Scarlett Johansson sexy como nunca (pelo menos, eu acho). Jonathan Rhys Meyers é o jovem ator desconhecido e protagonista com uma cara realmente estranha e um jeito frio e distante.
(Engraçado como um par de olhos claros faz uma diferença em termos de beleza, né? Imaginem a Ana Paula Arósia de olhos castanhos. Seria linda ainda, claro. Mas esse tchan do olho claro muda tudo.)
Ah, gente, vai lá ver. Este não é um filme autoral de Woody Allen, embora o roteiro seja dele. Então, se vc odeia WA, vá ver mesmo assim. Divirta-se.
Coisa pouco usual na filmografia dele: não é uma comédia.
Vale a visita ao cinema só pra ver Scarlett Johansson sexy como nunca (pelo menos, eu acho). Jonathan Rhys Meyers é o jovem ator desconhecido e protagonista com uma cara realmente estranha e um jeito frio e distante.
(Engraçado como um par de olhos claros faz uma diferença em termos de beleza, né? Imaginem a Ana Paula Arósia de olhos castanhos. Seria linda ainda, claro. Mas esse tchan do olho claro muda tudo.)
Ah, gente, vai lá ver. Este não é um filme autoral de Woody Allen, embora o roteiro seja dele. Então, se vc odeia WA, vá ver mesmo assim. Divirta-se.
15 fevereiro 2006
Sincronicidades - parte 2
Mari Flammes, essa é procê: depois do seu lindo post que me deixou de olhos marejados, nem sei o que falar, né?
Estamos na mesma sintonia, menina, temos MUITO o que ensinar e aprender uma com a outra.
O que eu posso dizer que tenho a aprender com vc? Energia, alegria de viver, simpatia, alto-astral! E mais um monte de coisa que ainda nem sei....
E falando em sincronicidades... fora o fato de a gente ter se encontrado no BM no final do ano, e o fato de a gente ter ido pro Rio, embora a gente não tenha se encontrado pessoalmente nem lá nem aqui desde então (internet é uma merda mesmo... risos), acho que muito do nosso reencontro tem a ver com isso. Com um estado de espírito. E com o fato de vc ser praticamente uma botucatuense e praticamente sobrinha dos meus dentistas! risos. E com mais um milhão de coisas que a gente ainda não descobriu.
Um grande beijo, não páre de escrever!!!!!!!!!! E vamos tomar vergonha na cara e nos encontrar de uma vez antes que o ano acabe!
*****************************************************
Sabe aquele negócio de que 'quando vc quer realmente uma coisa, o Universo inteiro conspira a seu favor'? Pois então...
Depois de um dia de cão.... de reuniões intermináveis pensando como consertar pepinos institucionais.... conhecemos finalmente em carne e osso, na reunião da noite (sim, tenho trabalhado em 3 turnos), uma pessoa muito especial. Que já parecia especial antes mas que na hora que a gente começou a conversar.... foi incrível.
Por obra daquelas sucessões de coincidências que sabe-se lá quem é que explica (como as que aconteceram para que o meu Reveillòn fosse o mais inesquecível da minha vida), veio trabalhar com a gente uma pessoa que tem absolutamente TUDO a ver. Mas tudo mesmo.
Quando acontecem essas sincronicidades, a vida fica mais bonita, mais legal, e vale realmente mais a pena ser vivida.
Estamos na mesma sintonia, menina, temos MUITO o que ensinar e aprender uma com a outra.
O que eu posso dizer que tenho a aprender com vc? Energia, alegria de viver, simpatia, alto-astral! E mais um monte de coisa que ainda nem sei....
E falando em sincronicidades... fora o fato de a gente ter se encontrado no BM no final do ano, e o fato de a gente ter ido pro Rio, embora a gente não tenha se encontrado pessoalmente nem lá nem aqui desde então (internet é uma merda mesmo... risos), acho que muito do nosso reencontro tem a ver com isso. Com um estado de espírito. E com o fato de vc ser praticamente uma botucatuense e praticamente sobrinha dos meus dentistas! risos. E com mais um milhão de coisas que a gente ainda não descobriu.
Um grande beijo, não páre de escrever!!!!!!!!!! E vamos tomar vergonha na cara e nos encontrar de uma vez antes que o ano acabe!
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Sabe aquele negócio de que 'quando vc quer realmente uma coisa, o Universo inteiro conspira a seu favor'? Pois então...
Depois de um dia de cão.... de reuniões intermináveis pensando como consertar pepinos institucionais.... conhecemos finalmente em carne e osso, na reunião da noite (sim, tenho trabalhado em 3 turnos), uma pessoa muito especial. Que já parecia especial antes mas que na hora que a gente começou a conversar.... foi incrível.
Por obra daquelas sucessões de coincidências que sabe-se lá quem é que explica (como as que aconteceram para que o meu Reveillòn fosse o mais inesquecível da minha vida), veio trabalhar com a gente uma pessoa que tem absolutamente TUDO a ver. Mas tudo mesmo.
Quando acontecem essas sincronicidades, a vida fica mais bonita, mais legal, e vale realmente mais a pena ser vivida.
11 fevereiro 2006
Cidade Baixa
Bom quando os nossos diretores fazem filme que não seja tragédia social ou História do Brasil. 'Cidade Baixa' é assim e é ótimo. Meus amados Wagner Moura e Lázaro Ramos, posso entender porque a Alice Braga não consegue largar nenhum dos dois. Porque são simplesmente maravilhosos. Acho que eu também não conseguiria.... suspiros.
Não vi 'Madame Satã' nem o 'Deus é Brasileiro'. Do Lázaro já vi o 'Meu tio matou um cara'. Mas vi na Globo o 'Sexo Frágil', seriado com os dois mais o Lúcio Mauro Filho e mais o Bruno Garcia, aquela coisa linda que agora faz o caubói na novela das 7. Todos sensacionais, engraçadíssimos, com um timing de comédia perfeito. Alguém aí lembra da Priscila e da D.Magali???? A D. Magali então, que me perdoe D.zinha, que eu até já falei isso pra ela, era o retrato fiel dessa minha querida amiga sergipana. Sem tirar nem pôr: as expressões, o jeito de andar, de falar na cara as coisas, de tirar um sarro sem o menor pudor. Não tem jeito, eu amo mesmo o Wagner Moura. Sem contar que ele lembra uma pessoa muito muito querida que está muito longe de mim em distância mas muito presente no coração.
O Wagner Moura é um cara que consegue se vestir de mulher e interpretar uma baiana arretada e engraçadíssima, ser JK, limpinho, arrumadinho, futuro Presidente da República e dar vida a um jovem soteropolitano que vive de bicos e alguns trambiques , mora em quartinhos apertados e de paredes sujas e freqüenta puteiros na Cidade Baixa em Salvador atrás de sua amada Karina, que também ama o Deco (Lázaro). Que ama o amigo Naldinho.
Assistam.
Não vi 'Madame Satã' nem o 'Deus é Brasileiro'. Do Lázaro já vi o 'Meu tio matou um cara'. Mas vi na Globo o 'Sexo Frágil', seriado com os dois mais o Lúcio Mauro Filho e mais o Bruno Garcia, aquela coisa linda que agora faz o caubói na novela das 7. Todos sensacionais, engraçadíssimos, com um timing de comédia perfeito. Alguém aí lembra da Priscila e da D.Magali???? A D. Magali então, que me perdoe D.zinha, que eu até já falei isso pra ela, era o retrato fiel dessa minha querida amiga sergipana. Sem tirar nem pôr: as expressões, o jeito de andar, de falar na cara as coisas, de tirar um sarro sem o menor pudor. Não tem jeito, eu amo mesmo o Wagner Moura. Sem contar que ele lembra uma pessoa muito muito querida que está muito longe de mim em distância mas muito presente no coração.
O Wagner Moura é um cara que consegue se vestir de mulher e interpretar uma baiana arretada e engraçadíssima, ser JK, limpinho, arrumadinho, futuro Presidente da República e dar vida a um jovem soteropolitano que vive de bicos e alguns trambiques , mora em quartinhos apertados e de paredes sujas e freqüenta puteiros na Cidade Baixa em Salvador atrás de sua amada Karina, que também ama o Deco (Lázaro). Que ama o amigo Naldinho.
Assistam.
06 fevereiro 2006
Namorado músico SA
Já tive namorado advogado, namorado empresário, namorado poeta, até namorado crítico de cinema. Mas namorado músico é um capítulo à parte.
Com namorado músico a gente cresce. Diversifica. Aprende. Fica mais culta. Além de bem amada, porque o namorado músico ama bem, ama com vontade. E se além de músico for compositor, corre-se o risco até de ganhar música.
Namorado músico às vezes enche o saco, porque ele ouve e toca e cantarola música o tempo todo. Mas em compensação aprende-se muito. Se for um namorado músico tipo da Eldorado, entenda bem.
Já tive namorado músico saxofonista, pianista, guitarrista, violonista.
Conheci Hermeto e alguns mineiros incríveis... muita coisa boa entrou na minha coleção de CD como conseqüência.
Agora estou curtindo um restinho de fossa com o Rafael Rabello e a Elizeth Cardoso. É bem fossa, né? A Elizeth era daquelas cantoras dramáticas, exageradas. E o Rafael... bem, sempre ouvi falar dele, mas nunca tinha prestado atenção. Foi lá no Rio que ele colocou o violão maravilhoso do Rafael na vitrolinha.
Não tô chorando pelos cantos não. Só curtindo o CD novo que me comprei de presente de consolação.
Com namorado músico a gente cresce. Diversifica. Aprende. Fica mais culta. Além de bem amada, porque o namorado músico ama bem, ama com vontade. E se além de músico for compositor, corre-se o risco até de ganhar música.
Namorado músico às vezes enche o saco, porque ele ouve e toca e cantarola música o tempo todo. Mas em compensação aprende-se muito. Se for um namorado músico tipo da Eldorado, entenda bem.
Já tive namorado músico saxofonista, pianista, guitarrista, violonista.
Conheci Hermeto e alguns mineiros incríveis... muita coisa boa entrou na minha coleção de CD como conseqüência.
Agora estou curtindo um restinho de fossa com o Rafael Rabello e a Elizeth Cardoso. É bem fossa, né? A Elizeth era daquelas cantoras dramáticas, exageradas. E o Rafael... bem, sempre ouvi falar dele, mas nunca tinha prestado atenção. Foi lá no Rio que ele colocou o violão maravilhoso do Rafael na vitrolinha.
Não tô chorando pelos cantos não. Só curtindo o CD novo que me comprei de presente de consolação.
Suzane Richtofen
Desde o começo venho ficando um tanto indignada com o carnaval que a imprensa faz em cima da Suzane e dos irmãos Cravinhos.
Não, eu não acho que eles são uns santinhos. Mas acho um absurdo qualquer tipo de sensacionalismo em cima de crime. Porra, a mulher não tem mais direito de tomar sorvete, porque tomar sorvete só as pessoas direitas podem, e ela é um monstro assassino. Ela não tem mais direito a nada. Ela tem que passar o resto da vida dela de cabeça baixa. Onde ela for ela vai ser seguida e perseguida.
Nossa, sabem quantos casos iguais aos da Suzane tem por aí? Milhares. A diferença é que eles moravam no Morumbi ou sei lá eu que bairro.
Não vejo isso acontecer com os 'n' caras que mataram familiares e moram na periferia. Coisas piores acontecem com esses caras, é claro. Bem piores que ser perseguidos pela imprensa.
O que não justifica, na minha modesta opinião, o que a imprensa faz com a Suzane e os irmãos Cravinhos.
Não, eu não acho que eles são uns santinhos. Mas acho um absurdo qualquer tipo de sensacionalismo em cima de crime. Porra, a mulher não tem mais direito de tomar sorvete, porque tomar sorvete só as pessoas direitas podem, e ela é um monstro assassino. Ela não tem mais direito a nada. Ela tem que passar o resto da vida dela de cabeça baixa. Onde ela for ela vai ser seguida e perseguida.
Nossa, sabem quantos casos iguais aos da Suzane tem por aí? Milhares. A diferença é que eles moravam no Morumbi ou sei lá eu que bairro.
Não vejo isso acontecer com os 'n' caras que mataram familiares e moram na periferia. Coisas piores acontecem com esses caras, é claro. Bem piores que ser perseguidos pela imprensa.
O que não justifica, na minha modesta opinião, o que a imprensa faz com a Suzane e os irmãos Cravinhos.
30 janeiro 2006
Madrugada
As mesmas mãos
ligeiras
firmes
precisas e
sutis
que acariciam os sons
tocam também todas
as minhas cordas
ligeiras
firmes
precisas e
sutis
que acariciam os sons
tocam também todas
as minhas cordas
And so it is
A história era mesmo linda. Um sonho mesmo.
E como todas as histórias lindas teve começo, meio e fim.
Mas no meu sonho da história, ela tinha um final diferente.
Mas foi linda, linda, linda, linda, e mágica.
Acabou como um suspiro.
E como todas as histórias lindas teve começo, meio e fim.
Mas no meu sonho da história, ela tinha um final diferente.
Mas foi linda, linda, linda, linda, e mágica.
Acabou como um suspiro.
27 janeiro 2006
Até a uva passa
Ai, tô com medo que comecem a me achar muito chata com esse negocio de budismo, mas lá vai...
É que tem me ajudado bastante, sabe? Em outras épocas, se eu chegasse no Rio de Janeiro mais cedo especialmente pra encontrar uma pessoinha em especial, e estivesse uma chuva dos diabos, a cidade toda inundada, o trânsito parado, impossível pegar um táxi, enxurrada no meio fio, o caos, talvez eu tivesse surtado, histérica porque estava perdendo horas preciosas e talvez nesse meio tempo ele desistisse de mim.
Mas não há realmente nada que eu possa fazer a respeito disso, certo?
Claro que não é preciso ser budista pra chegar a essa conclusão.... mas que ajuda, isso ajuda. Ficar ansiosa, isso realmente não ajuda. Irritar-se com situações que vc não pode controlar realmente não serve pra absolutamente nada.
Melhor relaxar. Por sorte tem um computador ótimo aqui com acesso à Internet!
É que tem me ajudado bastante, sabe? Em outras épocas, se eu chegasse no Rio de Janeiro mais cedo especialmente pra encontrar uma pessoinha em especial, e estivesse uma chuva dos diabos, a cidade toda inundada, o trânsito parado, impossível pegar um táxi, enxurrada no meio fio, o caos, talvez eu tivesse surtado, histérica porque estava perdendo horas preciosas e talvez nesse meio tempo ele desistisse de mim.
Mas não há realmente nada que eu possa fazer a respeito disso, certo?
Claro que não é preciso ser budista pra chegar a essa conclusão.... mas que ajuda, isso ajuda. Ficar ansiosa, isso realmente não ajuda. Irritar-se com situações que vc não pode controlar realmente não serve pra absolutamente nada.
Melhor relaxar. Por sorte tem um computador ótimo aqui com acesso à Internet!
Mais samba do avião
Esse sim é o do Tom. O outro era meu mesmo..........
"Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar
Praia sem fim
Rio, você foi feito prá mim
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de sol, de céu, de mar
Dentro de um minuto estaremos no Galeão
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Aperte o cinto, vamos chegar
Água brilhando, olha a pista chegando
E vamos nós
Aterrar..."
(Antonio Carlos Jobim)
Tudo bem que eu vou de ônibus, mas a sensação é a mesma!!!!!!!!!!!
"Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar
Praia sem fim
Rio, você foi feito prá mim
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de sol, de céu, de mar
Dentro de um minuto estaremos no Galeão
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Aperte o cinto, vamos chegar
Água brilhando, olha a pista chegando
E vamos nós
Aterrar..."
(Antonio Carlos Jobim)
Tudo bem que eu vou de ônibus, mas a sensação é a mesma!!!!!!!!!!!
ET phone home...........
Você nunca sentiu assim um estranhamento por estar vivo?
Nunca se sentiu estranho em sua pele?
Às vezes sinto uma sensação estranha. Afinal, se tudo é pensamento, se todas as partículas do átomo, os elétrons, os prótons, tudo isso não passa de informação, o que é que nos identifica? O que é que nos torna 'eu'?
O budismo diz que não existe um 'eu'. Buda disse isso há uns 3 mil anos. E se vc for ver a teoria da física quântica (atenção, tudo que eu sei de física quântica está no filme "Quem somos nós?" (clique aqui para ir ao site do filme, em inglês), vai ver que ela diz um pouco isso tb. Existe um 'eu'? I don't think so... Mas quem pensa? Eu? Eu quem? Não acha estranho? Quem é esse ser que pensa e age?
Sinto-me às vezes uma estranha no meu corpo. Como se eu visse tudo de fora. E penso: 'mas como é estranho isso tudo'; 'viver, dirigir, morar numa casa, usar um computador, tomar banho, trabalhar (essa é a parte mais esquisita - risos)'...
Já parou pra sentir a sensação da água no corpo? E o ar? Porque não o sentimos tocando o nosso corpo do mesmo modo como sentimos a água? Exceto quando venta, não sentimos muito o ar... Nem prestamos muita atenção na água deslizando pelo nosso corpo...
Preste atenção. Você vai ver que é mesmo muito estranho. Ou lindo. Ou mágico. Ou... sei lá... Qualifique como quiser. Eu continuo achando muito estranho.
Nunca se sentiu estranho em sua pele?
Às vezes sinto uma sensação estranha. Afinal, se tudo é pensamento, se todas as partículas do átomo, os elétrons, os prótons, tudo isso não passa de informação, o que é que nos identifica? O que é que nos torna 'eu'?
O budismo diz que não existe um 'eu'. Buda disse isso há uns 3 mil anos. E se vc for ver a teoria da física quântica (atenção, tudo que eu sei de física quântica está no filme "Quem somos nós?" (clique aqui para ir ao site do filme, em inglês), vai ver que ela diz um pouco isso tb. Existe um 'eu'? I don't think so... Mas quem pensa? Eu? Eu quem? Não acha estranho? Quem é esse ser que pensa e age?
Sinto-me às vezes uma estranha no meu corpo. Como se eu visse tudo de fora. E penso: 'mas como é estranho isso tudo'; 'viver, dirigir, morar numa casa, usar um computador, tomar banho, trabalhar (essa é a parte mais esquisita - risos)'...
Já parou pra sentir a sensação da água no corpo? E o ar? Porque não o sentimos tocando o nosso corpo do mesmo modo como sentimos a água? Exceto quando venta, não sentimos muito o ar... Nem prestamos muita atenção na água deslizando pelo nosso corpo...
Preste atenção. Você vai ver que é mesmo muito estranho. Ou lindo. Ou mágico. Ou... sei lá... Qualifique como quiser. Eu continuo achando muito estranho.
22 janeiro 2006
Amigo é pra essas coisas
- 'M., estou pensando em ir correr com um pessoal no Ibira, 3 x por semana, às 6 e meia da manhã'.
- 'Aposto um Black Label que vc não consegue ir 10 vezes seguidas sem faltar.'
- 'Aposto um Black Label que vc não consegue ir 10 vezes seguidas sem faltar.'
Sonhando com sotaque
Nome do ótimo livro do ótimo Michael Kepp, jornalista americano radicado no Brasil há 20 anos e que escreve na Folha Equilíbrio ocasionalmente.
No site do cara tem um texto hilário sobre a relação dele com seus pêlos corporais e com a careca. E as mulheres. E o Brasil. Vai.
No site do cara tem um texto hilário sobre a relação dele com seus pêlos corporais e com a careca. E as mulheres. E o Brasil. Vai.
Crianças e a livre associação
Criança é mesmo muito legal. Hoje meus pixus e eu recebemos a visita de dois pequeninos aqui em casa.
Uma criança já tem uma energia incrível. Duas crianças são capazes de deixar qualquer um maluco, inclusive os cachorros, que ficaram exaustos e de língua de fora. Sabe a língua caindo de lado, de tão de fora? Assim.
Nossa, e por falar em gêmeos (os pequenos são gêmeos), isso é um negócio engraçado. Engraçado, estranho. Esquisito. Pode ser até meio doente, às vezes. Não é à toa que o subtítulo em português do filme com o especialista em papéis de homens perturbados Jeremy Irons era 'mórbida semelhança'.
Eles se bastam, se completam, se amam.
Conheci uma dupla de gêmeas que uma vez - eu sendo um dos vértices de uma relação triangular, me esforçando à beça -, me disseram que se bastavam. Foda, heim? Difícil ser amiga de pessoas assim...Vc está seeeeeeempre sobrando.
E as duplas normalmente seguem juntas a vida toda... Fazem a mesma faculdade.... Alguns levam ao extremo e namoram gêmeos também. E têm mais filhos gêmeos. E entram para o livro dos recordes.
Por falar nisso, ouvi não sei onde outro dia uma história de um moço muito ruivo (coisa rara) que estava namorando uma moça muito ruiva como ele. Imagino os pequenos bebês albinos frutos da união... Ou uma família inteira de ruivos super sensíveis ao sol.
Mas que ruivo é bonito à beça, lá isso é. Bem, pelo menos, eu acho.
Uma criança já tem uma energia incrível. Duas crianças são capazes de deixar qualquer um maluco, inclusive os cachorros, que ficaram exaustos e de língua de fora. Sabe a língua caindo de lado, de tão de fora? Assim.
Nossa, e por falar em gêmeos (os pequenos são gêmeos), isso é um negócio engraçado. Engraçado, estranho. Esquisito. Pode ser até meio doente, às vezes. Não é à toa que o subtítulo em português do filme com o especialista em papéis de homens perturbados Jeremy Irons era 'mórbida semelhança'.
Eles se bastam, se completam, se amam.
Conheci uma dupla de gêmeas que uma vez - eu sendo um dos vértices de uma relação triangular, me esforçando à beça -, me disseram que se bastavam. Foda, heim? Difícil ser amiga de pessoas assim...Vc está seeeeeeempre sobrando.
E as duplas normalmente seguem juntas a vida toda... Fazem a mesma faculdade.... Alguns levam ao extremo e namoram gêmeos também. E têm mais filhos gêmeos. E entram para o livro dos recordes.
Por falar nisso, ouvi não sei onde outro dia uma história de um moço muito ruivo (coisa rara) que estava namorando uma moça muito ruiva como ele. Imagino os pequenos bebês albinos frutos da união... Ou uma família inteira de ruivos super sensíveis ao sol.
Mas que ruivo é bonito à beça, lá isso é. Bem, pelo menos, eu acho.
19 janeiro 2006
18 janeiro 2006
Sincronicidades
Então, sincronicidades é quando tem um monte de coisas que podem acontecer mas acontece justinho aquela, que parece que tinha mesmo que acontecer.
Sincronicidades é quando parece que o universo está se ajustando para que a gente encontre determinada pessoa em determinado momento e que tudo se encaixe de um jeito muito gostoso.
Sincronicidades é quando vc acabou de sair da sua terapia e resolve voltar pra casa a pé porque a noite está fresca e vc está feliz,a e aí vc encontra a um quarteirão da sua casa uma pessoa que não está nada bem e acabou de sair da terapia dela também, então vcs batem um papo e como vc está muito bem vc acaba fazendo um pouquinho de bem pra essa pessoa e é gostoso.
Sincronicidades é quando vc está na esquina da sua casa conversando com essa pessoa e uma outra pessoa que vc gosta muito telefona e diz: 'onde vc está'? e vc diz: 'a um quarteirão da minha casa', e ela diz 'eu também', 'ótimo, te encontro na frente da minha casa' e aí vcs vão tomar um chopp e fazem as pazes e é muito gostoso.
Então, sincronicidades é quando tem 2 milhões de pessoas na praia e vc olha pra'quela, não pra outra nenhuma, pra'quelazinha mesmo, e são meia noite e trinta e três, e ela olha pra vc, e sem precisar dizer mais nada tudo se encaixa de um jeito muito, mas muito gostoso.
Sincronicidades é quando parece que o universo está se ajustando para que a gente encontre determinada pessoa em determinado momento e que tudo se encaixe de um jeito muito gostoso.
Sincronicidades é quando vc acabou de sair da sua terapia e resolve voltar pra casa a pé porque a noite está fresca e vc está feliz,a e aí vc encontra a um quarteirão da sua casa uma pessoa que não está nada bem e acabou de sair da terapia dela também, então vcs batem um papo e como vc está muito bem vc acaba fazendo um pouquinho de bem pra essa pessoa e é gostoso.
Sincronicidades é quando vc está na esquina da sua casa conversando com essa pessoa e uma outra pessoa que vc gosta muito telefona e diz: 'onde vc está'? e vc diz: 'a um quarteirão da minha casa', e ela diz 'eu também', 'ótimo, te encontro na frente da minha casa' e aí vcs vão tomar um chopp e fazem as pazes e é muito gostoso.
Então, sincronicidades é quando tem 2 milhões de pessoas na praia e vc olha pra'quela, não pra outra nenhuma, pra'quelazinha mesmo, e são meia noite e trinta e três, e ela olha pra vc, e sem precisar dizer mais nada tudo se encaixa de um jeito muito, mas muito gostoso.
15 janeiro 2006
Café não custuma faiá
Andei 40 km este finde com meus amigos do budismo. Eles já estão adiantados porque já fizeram as duas etapas anteriores do Caminho da Fé, que liga Tambaú a Aparecida do Norte. Dessa vez fizemos de Vargem Grande do Sul a Águas da Prata. Eu não pude ir nas outras.
O caminho é católico mas a gente faz pela aventura, pelo esporte, pelo prazer.
Prazer? Bem... estou com bolhas nos dois pés, o tendão atrás do joelho esquerdo doendo. No sábado, só subida. Pra se ter uma idéia, a altitude de Vargem Grande é 719, aí vamos até 1403m, no topo da Serra da Fartura. No dia seguinte, descemos para 853m (Águas da Prata). É, não é exatamente físico o prazer.
O prazer é de compartilhar com esses amigos uma vista maravilhosa, de vales e montanhas verdes, de conhecer a população do local, amigável, falante à beça, bem do interiorrrrrrr meismo, de comer aquele arroz papa com feijão e carne, ovo frito e salada com uma fome de leão, de acordar com as galinhas e ver o nascer do sol, de rir muito com o 'tratado sobre a superiodade do pum sobre o cigarro', de autoria de um dos caminhantes, de se emocionar com os dois cachorros que caminharam conosco os 40 km.... Quase chorei na hora de ir embora... um deles, o mais fofo, amoroso, simpático, brincalhão, começou a chorar na porta do ônibus. Depois ficou olhando o ônibus manobrar com as duas orelhas esquisitas, tipo as orelhas estranhas que meu cachorro faz de vez em quando, não sei descrever...
Caminhar é isso, né? O prazer está no seu estado de espírito...
O caminho é católico mas a gente faz pela aventura, pelo esporte, pelo prazer.
Prazer? Bem... estou com bolhas nos dois pés, o tendão atrás do joelho esquerdo doendo. No sábado, só subida. Pra se ter uma idéia, a altitude de Vargem Grande é 719, aí vamos até 1403m, no topo da Serra da Fartura. No dia seguinte, descemos para 853m (Águas da Prata). É, não é exatamente físico o prazer.
O prazer é de compartilhar com esses amigos uma vista maravilhosa, de vales e montanhas verdes, de conhecer a população do local, amigável, falante à beça, bem do interiorrrrrrr meismo, de comer aquele arroz papa com feijão e carne, ovo frito e salada com uma fome de leão, de acordar com as galinhas e ver o nascer do sol, de rir muito com o 'tratado sobre a superiodade do pum sobre o cigarro', de autoria de um dos caminhantes, de se emocionar com os dois cachorros que caminharam conosco os 40 km.... Quase chorei na hora de ir embora... um deles, o mais fofo, amoroso, simpático, brincalhão, começou a chorar na porta do ônibus. Depois ficou olhando o ônibus manobrar com as duas orelhas esquisitas, tipo as orelhas estranhas que meu cachorro faz de vez em quando, não sei descrever...
Caminhar é isso, né? O prazer está no seu estado de espírito...
12 janeiro 2006
O samba do avião
Despedida já é um saco. Despedida em rodoviária/aeroporto então.... vc quer aproveitar o máximo todos os minutos e segundos antes da pessoa ir embora. Aí, enrola o máximo possível. Espera todo mundo embarcar antes, enquanto olha nos olhos e troca os últimos abraços apertados, beijos sôfregos de saudade antecipada. Aí ele embarca.
Se for um aeroporto, vc vai embora, porque o ser amado entra na maldita salinha de embarque e vc não o vê mais. E fica pensando que ele vai ficar ali morgando mais uma hora até de fato partir e que vc poderia estar ali, mas não está.
Se for um aeroporto pequeno, não tem sala de embarque fechada então vc enrola absolutamente até o último minuto e ignora todos os avisos de 'última chamada', porque afinal última chamada é sempre um blefe e vc sempre fica esperando mais um tempão. Aí, todo mundo embarca e quando vc percebe a porta da sala fechou, já tiraram a escada e o avião já está taxiando. Sim, isso já aconteceu comigo. Sim, eu consegui embarcar: pararam o avião, baixaram a escadinha... e entrei no avião morrendo de vergonha, mas me achando o máximo, claro (risos).
Se for um ônibus... bem, se for um ônibus de uma companhia de ônibus pontual ele embarca e vc dá um tchau emocionado, manda beijos enquanto o ônibus vai saindo... se for uma companhia de ônibus brasileira (risos), o funcionário entra no ônibus, conta quantos passageiros tem, sai do ônibus, entra outro, distribui revista, entra mais um passageiro atrasado, o funcionário entra de novo no ônibus, conta quantos passageiros tem.... enquanto isso, vc não sabe muito bem o que fazer... de vez em quando, olha pra ele.... não sabe bem se fica com aquele sorriso bobo na cara, tenta trocar umas palavras, mas o ônibus tem ar então a janela não abre, não dá nem pra pegar na mão dele enquanto o ônibus não sai, disfarça, olha pro lado, mas a vontade mesmo é de ficar só olhando, olhando, olhando, guardando os últimos instantes na memória, porque depois... depois vem a saudade.
Se for um aeroporto, vc vai embora, porque o ser amado entra na maldita salinha de embarque e vc não o vê mais. E fica pensando que ele vai ficar ali morgando mais uma hora até de fato partir e que vc poderia estar ali, mas não está.
Se for um aeroporto pequeno, não tem sala de embarque fechada então vc enrola absolutamente até o último minuto e ignora todos os avisos de 'última chamada', porque afinal última chamada é sempre um blefe e vc sempre fica esperando mais um tempão. Aí, todo mundo embarca e quando vc percebe a porta da sala fechou, já tiraram a escada e o avião já está taxiando. Sim, isso já aconteceu comigo. Sim, eu consegui embarcar: pararam o avião, baixaram a escadinha... e entrei no avião morrendo de vergonha, mas me achando o máximo, claro (risos).
Se for um ônibus... bem, se for um ônibus de uma companhia de ônibus pontual ele embarca e vc dá um tchau emocionado, manda beijos enquanto o ônibus vai saindo... se for uma companhia de ônibus brasileira (risos), o funcionário entra no ônibus, conta quantos passageiros tem, sai do ônibus, entra outro, distribui revista, entra mais um passageiro atrasado, o funcionário entra de novo no ônibus, conta quantos passageiros tem.... enquanto isso, vc não sabe muito bem o que fazer... de vez em quando, olha pra ele.... não sabe bem se fica com aquele sorriso bobo na cara, tenta trocar umas palavras, mas o ônibus tem ar então a janela não abre, não dá nem pra pegar na mão dele enquanto o ônibus não sai, disfarça, olha pro lado, mas a vontade mesmo é de ficar só olhando, olhando, olhando, guardando os últimos instantes na memória, porque depois... depois vem a saudade.
10 janeiro 2006
06 janeiro 2006
Ela é carioca
acho que os cabeleireiros cariocas sequer devem saber cortar um cabelo curto.
vc já viu alguma carioca de cabelo curto? eu não.
tudo bem, vai, eu vi uma. umazinha só. na porta de um bistrô fofo que tem em Ipanema, chamado Zazá. ela era linda, chique, moderna. tinha os cabelos meio loiros e encaracolados.
foi a única mulher que eu vi de cabelo curto no Rio de Janeiro.
deve ser algo como uma coisa que toda carioquinha já nasce sabendo, assim como andar com aquele rebolado suave, usar shortinhos minúsculos sem parecer uma prostituta, vestidinhos leves com sandálias havaianas. e os cabelos jogados em cima daquela morenice toda... dá pra entender porque a gringaiada (e os brasileiros não-cariocas) fica enlouquecida com a mulher carioca. elas são mesmo lindas.
vc já viu alguma carioca de cabelo curto? eu não.
tudo bem, vai, eu vi uma. umazinha só. na porta de um bistrô fofo que tem em Ipanema, chamado Zazá. ela era linda, chique, moderna. tinha os cabelos meio loiros e encaracolados.
foi a única mulher que eu vi de cabelo curto no Rio de Janeiro.
deve ser algo como uma coisa que toda carioquinha já nasce sabendo, assim como andar com aquele rebolado suave, usar shortinhos minúsculos sem parecer uma prostituta, vestidinhos leves com sandálias havaianas. e os cabelos jogados em cima daquela morenice toda... dá pra entender porque a gringaiada (e os brasileiros não-cariocas) fica enlouquecida com a mulher carioca. elas são mesmo lindas.
cena de novela
ai, ai..... suspiros. é isso que vai deixar essa virada do ano fenomenal que eu passei no RJ.
sim, eu fiquei de pileque com meia garrafa de Prosecco na cabeça, depois de umas 3 doses de vodka com suco de maracujá previamente ingeridas.
sim, eu botei vestidinho branco e fui pra Copacabana praticamente uma grega, de sandália baixinha e bracelete improvisado no braço.
sim, eu comprei até calcinha nova esse ano!
e muito cheia de energia e feliz à beça, ao lado das minhas duas amigas que deviam estar me achando uma bêbada pentelha e chata, pulei as sete ondas nas águas impróprias para banho da praia mais famosa do mundo.
e pra completar, ganhei um presente delicioso, ali mesmo, na areia. um presente moreno, lindo, sarado, greco-carioca. juro que parecia cena de novela. só faltou a música ao fundo....
olha, se o ano de 2006 for na mesma sintonia desse comecinho.... sai da frente, porque ninguém me segura!!!!!!!!!!!!!!
sim, eu fiquei de pileque com meia garrafa de Prosecco na cabeça, depois de umas 3 doses de vodka com suco de maracujá previamente ingeridas.
sim, eu botei vestidinho branco e fui pra Copacabana praticamente uma grega, de sandália baixinha e bracelete improvisado no braço.
sim, eu comprei até calcinha nova esse ano!
e muito cheia de energia e feliz à beça, ao lado das minhas duas amigas que deviam estar me achando uma bêbada pentelha e chata, pulei as sete ondas nas águas impróprias para banho da praia mais famosa do mundo.
e pra completar, ganhei um presente delicioso, ali mesmo, na areia. um presente moreno, lindo, sarado, greco-carioca. juro que parecia cena de novela. só faltou a música ao fundo....
olha, se o ano de 2006 for na mesma sintonia desse comecinho.... sai da frente, porque ninguém me segura!!!!!!!!!!!!!!
27 dezembro 2005
Fui
Ma, eu sei que vc odeia quem escreve fui, mas eu fui mesmo.
Fui de férias e só volto ano que vem.
**** SUPER 2006 PRA TODO MUNDO! *****
Que o de vcs seja tão bom quanto será o meu!!!!!!!!
e que a gente beije muuuuuuuuuuuito na boca!!!!!!!!!!
Fui!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Fui de férias e só volto ano que vem.
**** SUPER 2006 PRA TODO MUNDO! *****
Que o de vcs seja tão bom quanto será o meu!!!!!!!!
e que a gente beije muuuuuuuuuuuito na boca!!!!!!!!!!
Fui!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
23 dezembro 2005
'blim blom nylon' ou 'um post reticente'
meu passado bate à minha porta.
em 2005, graças ao orkut (mas não só... não basta deixar um scrap com intenções... tem que ser 'pro-ativo', como gostam de dizer os empresários), reencontrei algumas pessoas queridas.
coincidentemente e curiosamente, duas delas reapareceram agorinha, há menos de 2 semanas. não encontrei pessoalmente nenhuma das duas; contudo, mesmo virtuais, esses reencontros mexeram comigo. são pessoas de quem eu gostei muito um dia, mas sumiram da minha vida, deixando, é claro, vivências, experiências, lembranças...
acho que, no final de cada ano, fazemos um balanço das nossas vidas e talvez as escolhas que fizemos e que julgamos incorretas possam nos incomodar... vir nos puxar o pezinho durante a noite. por isso, talvez tentemos resgatar no passado sensações boas que não temos mais hoje... porque viramos adultos, não fazemos mais coisa inconseqüentes e impensadas... temos outras sensações, mas não aquelas mesmas.
******************************************
eu mesma já andei fazendo o meu balancinho... já tomei minhas resoluções de ano novo... nenhuma delas se refere a nada material, mas sim a uma mudança de atitude.
sim, porque já mudei de emprego (agora sou minha própria chefe e estou cavando as minhas oportunidades de maneira mais autônoma e legítima), já mudei o corpo, já mudei a minha sala, já mudei até meu cabelo.
e outro dia me dei conta que já são quase 02 anos da minha ida bizarra para a UTI. no entanto, continuo contando a minha vida a partir desse acontecimento. a maneira como eu me apresento para o mundo é a partir de uma derrota.
chega!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! se eu sou capaz de mudar os meus padrões, se a vida são possibilidades e escolhas, eu vou dar um basta nisso.
eu já estou dando um basta nisso!
sinto que estou desabrochando agora. é, se eu puder fazer uma avaliação de 2005, numa palavra, eu diria desabrochar.
se em 2005 desabrochei... o que preciso em 2006? de nutrição, de sol, de fazer fotossíntese, de terra fofa, de água.....
em 2005, graças ao orkut (mas não só... não basta deixar um scrap com intenções... tem que ser 'pro-ativo', como gostam de dizer os empresários), reencontrei algumas pessoas queridas.
coincidentemente e curiosamente, duas delas reapareceram agorinha, há menos de 2 semanas. não encontrei pessoalmente nenhuma das duas; contudo, mesmo virtuais, esses reencontros mexeram comigo. são pessoas de quem eu gostei muito um dia, mas sumiram da minha vida, deixando, é claro, vivências, experiências, lembranças...
acho que, no final de cada ano, fazemos um balanço das nossas vidas e talvez as escolhas que fizemos e que julgamos incorretas possam nos incomodar... vir nos puxar o pezinho durante a noite. por isso, talvez tentemos resgatar no passado sensações boas que não temos mais hoje... porque viramos adultos, não fazemos mais coisa inconseqüentes e impensadas... temos outras sensações, mas não aquelas mesmas.
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eu mesma já andei fazendo o meu balancinho... já tomei minhas resoluções de ano novo... nenhuma delas se refere a nada material, mas sim a uma mudança de atitude.
sim, porque já mudei de emprego (agora sou minha própria chefe e estou cavando as minhas oportunidades de maneira mais autônoma e legítima), já mudei o corpo, já mudei a minha sala, já mudei até meu cabelo.
e outro dia me dei conta que já são quase 02 anos da minha ida bizarra para a UTI. no entanto, continuo contando a minha vida a partir desse acontecimento. a maneira como eu me apresento para o mundo é a partir de uma derrota.
chega!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! se eu sou capaz de mudar os meus padrões, se a vida são possibilidades e escolhas, eu vou dar um basta nisso.
eu já estou dando um basta nisso!
sinto que estou desabrochando agora. é, se eu puder fazer uma avaliação de 2005, numa palavra, eu diria desabrochar.
se em 2005 desabrochei... o que preciso em 2006? de nutrição, de sol, de fazer fotossíntese, de terra fofa, de água.....
12 dezembro 2005
então é Natal
primeira imagem: close no ursinho de pelúcia, fofo, vestindo roupinhas natalinas.
segunda imagem: o ursinho está grudado no cinto de um homem vestindo vermelho.
terceira imagem: o homem está suspenso no ar.
quarta imagem: não, ele não é o Papai Noel. na verdade, está pendurado num prédio, escalando, isso sim, um Noel gigante, em plena rua da Consolação, quase esquina com a Paulista.
fofura das fofuras: pendurado nas costas do homem,o ursinho, pacientemente, espera sua vez de integrar-se à decoração...
segunda imagem: o ursinho está grudado no cinto de um homem vestindo vermelho.
terceira imagem: o homem está suspenso no ar.
quarta imagem: não, ele não é o Papai Noel. na verdade, está pendurado num prédio, escalando, isso sim, um Noel gigante, em plena rua da Consolação, quase esquina com a Paulista.
fofura das fofuras: pendurado nas costas do homem,o ursinho, pacientemente, espera sua vez de integrar-se à decoração...
Emilianas apagando sua primeira velinha
Há pouco mais de um ano, por uma dessas felicidades que a tecnologia (leia-se Orkut) nos proporciona, reencontrei o Marcelo.
E ele me estimulou a fazer um blog.
No dia 07 de dezembro de 2004 o Emilianas nasceu. Ele tem um irmãozinho - junto nasceu o [nem] Tão Sozinh o, do mesmo Marcelo (link aí na barrinha de blogs), que logo cresceu, mais bem alimentado, e virou um irmão grandão, tipo um Pedrinho, da bonequinha de pano aqui.
Muita coisa, mas muita coisa mesmo, mudou desde então.
É tempo de comemorar o ano de blog, o ano de vida, o ano de muita realização e descoberta que eu tive. E de fazer os planos para o que vem!!!!!!!!!!!!!
Vou começar 2006 no ALTO ASTRAL: vou pro RIO de Janeiro, que continua lindo, ver os fogos com a energia de mais 2 milhões de pessoas na praia de Copacabana!!!!!!!!!!!!
Já comprei biquini novo; o corpinho está ok; o bronzeado... bem, não dá pra fazer muita coisa com sangue de italiano do Norte, mas tenho tomado meu solzinho... VOU ME JOGAR!!!!!!!!!
SUPER 2006 PRA TODO MUNDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
E ele me estimulou a fazer um blog.
No dia 07 de dezembro de 2004 o Emilianas nasceu. Ele tem um irmãozinho - junto nasceu o [nem] Tão Sozinh o, do mesmo Marcelo (link aí na barrinha de blogs), que logo cresceu, mais bem alimentado, e virou um irmão grandão, tipo um Pedrinho, da bonequinha de pano aqui.
Muita coisa, mas muita coisa mesmo, mudou desde então.
É tempo de comemorar o ano de blog, o ano de vida, o ano de muita realização e descoberta que eu tive. E de fazer os planos para o que vem!!!!!!!!!!!!!
Vou começar 2006 no ALTO ASTRAL: vou pro RIO de Janeiro, que continua lindo, ver os fogos com a energia de mais 2 milhões de pessoas na praia de Copacabana!!!!!!!!!!!!
Já comprei biquini novo; o corpinho está ok; o bronzeado... bem, não dá pra fazer muita coisa com sangue de italiano do Norte, mas tenho tomado meu solzinho... VOU ME JOGAR!!!!!!!!!
SUPER 2006 PRA TODO MUNDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
08 dezembro 2005
A Dama
Em noite de primavera meio indecisa, tão clara que dá pra ver as estrelas mais resolutas, passeio pelas ruas farejando essências, rastros de flores diminutas, jasmins desmaiados e prostitutas.
Pobre Harry Potter
O que aconteceria a um garoto normal que sofresse as atrocidades que sofre o nosso charmoso, inglês, tímido e desajeitado Potter?
Talvez virasse um delinqüente e estivesse na FEBEM.
Só pensando alto.........
Talvez virasse um delinqüente e estivesse na FEBEM.
Só pensando alto.........
07 dezembro 2005
Masaru Emoto
É um japonês que fotografou cristais de água antes e depois de serem submetidos a orações ou com rótulos na garrafa como 'amor', 'eu odeio vc e quero matá-lo', além de fotos de cristais de água de diversos rios e locais (fontes, por ex) do mundo. O nome do livro (aliás, livros, já tem mais de um) é Message from Water.
É uma coisa delicada e maravilhosa. Coisa de japonês mesmo... (risos) Eu já tinha ouvido falar disso, acho até que já tinha visto algumas das fotos.
Essas fotos aparecem no filme que eu mencionei abaixo, "Quem somos nós".
Em um dado momento, no filme, a personagem está vendo uma exposição das fotos de Masaru e uma pessoa ao lado dela diz: "Se pensamentos fazem isso com a água, imaginem o que podem fazer conosco!"
Vale a pena ver as fotos. Depois vou colocar algumas aqui.... mas só as 'felizes'. Quem quiser se adiantar pode ir nesse site: Adhikara.com .
É uma coisa delicada e maravilhosa. Coisa de japonês mesmo... (risos) Eu já tinha ouvido falar disso, acho até que já tinha visto algumas das fotos.
Essas fotos aparecem no filme que eu mencionei abaixo, "Quem somos nós".
Em um dado momento, no filme, a personagem está vendo uma exposição das fotos de Masaru e uma pessoa ao lado dela diz: "Se pensamentos fazem isso com a água, imaginem o que podem fazer conosco!"
Vale a pena ver as fotos. Depois vou colocar algumas aqui.... mas só as 'felizes'. Quem quiser se adiantar pode ir nesse site: Adhikara.com .
"Time goes by... so slowly"
Já ouviu o último CD da Madonna?????? Confessions of a dance floor....
Não???????????
Tá esperando o quê?????
É super dançante!
Vai lá: Madonna.com
Ouve Hung up, Sorry e Jump.
Depois me conta.
Não???????????
Tá esperando o quê?????
É super dançante!
Vai lá: Madonna.com
Ouve Hung up, Sorry e Jump.
Depois me conta.
Escolhas
Quem somos nós?
O filme está em cartaz ainda. CORRA, VAI VER AGORA!!!!
Esse filme me causou uma emoção TÃO GRANDE.
O maluco do advogado que me perseguia (e que ainda me persegue, ' now and then') falava muito no poder da mente, era obcecado com isso, o que era bastante irritante. Mas o fato é que nunca tive dúvidas quanto a isso.
O que somos capazes de fazer quando realmente queremos? A capacidade do ser humano de criar e destruir é fantástica. Mas a gente nunca pára pra pensar direito sobre isso...
O que o filme propõe é que olhemos a vida de um jeito diferente. Pense em como vc quer que seja o seu dia. Pense diferente..... (não é à toa que esse é o slogan do 'IMac').
Acho que estou apaixonada por mim mesma, e pelas infinitas possibilidades do que eu posso fazer, do que posso escolher fazer.
A partir de agora, declaro: esse será um blog de possibilidades!*
* Por favor, me puxem a orelha se eu fizer errado, tá??????????
O filme está em cartaz ainda. CORRA, VAI VER AGORA!!!!
Esse filme me causou uma emoção TÃO GRANDE.
O maluco do advogado que me perseguia (e que ainda me persegue, ' now and then') falava muito no poder da mente, era obcecado com isso, o que era bastante irritante. Mas o fato é que nunca tive dúvidas quanto a isso.
O que somos capazes de fazer quando realmente queremos? A capacidade do ser humano de criar e destruir é fantástica. Mas a gente nunca pára pra pensar direito sobre isso...
O que o filme propõe é que olhemos a vida de um jeito diferente. Pense em como vc quer que seja o seu dia. Pense diferente..... (não é à toa que esse é o slogan do 'IMac').
Acho que estou apaixonada por mim mesma, e pelas infinitas possibilidades do que eu posso fazer, do que posso escolher fazer.
A partir de agora, declaro: esse será um blog de possibilidades!*
* Por favor, me puxem a orelha se eu fizer errado, tá??????????
Mais uma vez os malditos bancos
Mesmo quem paga seguro de saúde, vocês sabem, não está livre de passar por abusos e correr risco de morte (não se fala mais risco de vida, perceberam?).
Isso porque as seguradoras, claro, são de quem??? Dos bancos. E claro que, se eles puderem sacanear com você até a última gota, eles irão.
O meu maravilhoso seguro Bradesco, por exemplo. Me dá direito a reembolso de consultas médicas e outros procedimentos que não estiverem cobertos pelo seguro. Já era ruim pra obter o reembolso porque o horário de atendimento do posto, que era na Alameda Santos, era até às 16h (horário bancário, claaaaaaaaro!!!!!!!!!!!). Agora, o ÚNICO POSTO DA CIDADE DE SÃO PAULO INTEIRA, vejam bem, uma cidade imensa, que tem 11 milhões de habitantes e dimensões gigantescas, mudou para o Ipiranga. E o horário de atendimento continua maravilhoso: de segunda à sexta das 10h às 16h.
E eu nem tô falando por mim, que tenho carro, sou autônoma e posso ir ate lá na hora que eu bem entender. Imagine o cara que mora na Zona Sul e anda de ônibus. É o FIM da picada.
Ser classe média nesse país é realmente uma provação (nem vou comentar sobre ser pobre ou miserável... acho que não preciso, né?)
Isso porque as seguradoras, claro, são de quem??? Dos bancos. E claro que, se eles puderem sacanear com você até a última gota, eles irão.
O meu maravilhoso seguro Bradesco, por exemplo. Me dá direito a reembolso de consultas médicas e outros procedimentos que não estiverem cobertos pelo seguro. Já era ruim pra obter o reembolso porque o horário de atendimento do posto, que era na Alameda Santos, era até às 16h (horário bancário, claaaaaaaaro!!!!!!!!!!!). Agora, o ÚNICO POSTO DA CIDADE DE SÃO PAULO INTEIRA, vejam bem, uma cidade imensa, que tem 11 milhões de habitantes e dimensões gigantescas, mudou para o Ipiranga. E o horário de atendimento continua maravilhoso: de segunda à sexta das 10h às 16h.
E eu nem tô falando por mim, que tenho carro, sou autônoma e posso ir ate lá na hora que eu bem entender. Imagine o cara que mora na Zona Sul e anda de ônibus. É o FIM da picada.
Ser classe média nesse país é realmente uma provação (nem vou comentar sobre ser pobre ou miserável... acho que não preciso, né?)
06 dezembro 2005
Eita sanguinho preguiçoso!!!!
10 sinais de doença nos rins*
Pressão Alta
Diabetes
Dificuldade de urinar
Queimação ou dor ao urinar
Urinar muitas vezes
Urina com aspecto sanguíneo lento
Urina com muita espuma
Inchaço ao redor dos olhos e nas pernas
Dor lombar, que não piora com movimentos
Histórico de pedras nos rins
*Fonte: Revista Viva Saúde
Diabetes
Dificuldade de urinar
Queimação ou dor ao urinar
Urinar muitas vezes
Urina com aspecto sanguíneo lento
Urina com muita espuma
Inchaço ao redor dos olhos e nas pernas
Dor lombar, que não piora com movimentos
Histórico de pedras nos rins
*Fonte: Revista Viva Saúde
03 dezembro 2005
Daspu 2 *
Daslu ameaça processar ONG da grife Daspu
JOÃO PEQUENO
Colaboração para a Folha de S. Paulo
Ameaçada de ser processada pela Daslu, considerada o maior centro de compras de luxo do país, a organização não-governamental Davida, que atende prostitutas, estuda uma forma jurídica para tentar manter o nome da sua grife de roupas, a Daspu.
Ele é considerado ofensivo pela loja paulista, que não quer ver sua marca ligada à profissão que a ONG representa. (...)
A primeira alegação da Daslu é que a semelhança entre os nomes causaria prejuízos. A segunda alegação é que esse semelhança seria um deboche, visando "denegrir'' a imagem da loja.
*fonte: Folha on line, 03/12/2005
JOÃO PEQUENO
Colaboração para a Folha de S. Paulo
Ameaçada de ser processada pela Daslu, considerada o maior centro de compras de luxo do país, a organização não-governamental Davida, que atende prostitutas, estuda uma forma jurídica para tentar manter o nome da sua grife de roupas, a Daspu.
Ele é considerado ofensivo pela loja paulista, que não quer ver sua marca ligada à profissão que a ONG representa. (...)
A primeira alegação da Daslu é que a semelhança entre os nomes causaria prejuízos. A segunda alegação é que esse semelhança seria um deboche, visando "denegrir'' a imagem da loja.
*fonte: Folha on line, 03/12/2005
Daspu *
Prostitutas lançam a grife Daspu
Moda batalha, festa e básica vai atender mulheres de qualquer profissão
O grupo de prostitutas Davida anuncia hoje o lançamento da grife Daspu, que vai produzir roupas de batalha, de festa e básicas, feitas por profissionais do sexo e simpatizantes. (...)
Em reunião sobre novos projetos, o tema voltou a ser debatido e o nome da grife surgiu. “Na hora, ficamos encantados com a adequação da marca Daspu para esse trabalho. Depois, comentamos com amigos e todos acharam o nome divertido e interessante”, conta Gabriela Leite, secretária-executiva de Davida.
Ela acredita que as roupas da grife vão atrair mulheres de diversas profissões e não apenas prostitutas. “Há muito tempo que a nossa moda ultrapassou as áreas de batalha. Nós sempre fizemos moda e inspiramos estilistas e outras mulheres. Chegou a hora de produzir também”. A primeira coleção completa será lançada em março.
* veja a matéria completa aqui. Fonte: site Beijo da Rua, 21/11/2005.
Moda batalha, festa e básica vai atender mulheres de qualquer profissão
O grupo de prostitutas Davida anuncia hoje o lançamento da grife Daspu, que vai produzir roupas de batalha, de festa e básicas, feitas por profissionais do sexo e simpatizantes. (...)
Em reunião sobre novos projetos, o tema voltou a ser debatido e o nome da grife surgiu. “Na hora, ficamos encantados com a adequação da marca Daspu para esse trabalho. Depois, comentamos com amigos e todos acharam o nome divertido e interessante”, conta Gabriela Leite, secretária-executiva de Davida.
Ela acredita que as roupas da grife vão atrair mulheres de diversas profissões e não apenas prostitutas. “Há muito tempo que a nossa moda ultrapassou as áreas de batalha. Nós sempre fizemos moda e inspiramos estilistas e outras mulheres. Chegou a hora de produzir também”. A primeira coleção completa será lançada em março.
* veja a matéria completa aqui. Fonte: site Beijo da Rua, 21/11/2005.
26 novembro 2005
Mais um entrou pro clube
Mas esse já entrou com vantagem: um livro publicado, dois no forno, um mestrado e muita sensibilidade. Mais uma tonelada de livros de poesia na estante, todos lidos. Se expressa em prosa tão bem quanto em versos. Jogos de palavras, olhar sobre a cidade, sobre as coisinhas. Gatinhas no sol, um café, muitos cigarros.
O Paulo é tão intenso que nunca consegui sair pra beber uma cerveja com ele e voltar pra casa antes das 6 ou 7 da manhã. Já saio preparada, com ele não tem conversa... quero dizer, tem conversa sim, e da boa.
Ultimamente tenho me juntado a ele em almoços meio corridos junto com o Mário. Além de política, que eles adoram e eu nem tanto, sempre cai o almoço em discussões de etimologia, semântica... É uma riqueza; cada almoço desses, uma folha a menos na minha gramática.
O nome do blog é De novo nada. Modéstia do Paulo... mas tudo bem, a gente faz festa pra vc do mesmo jeito. Bem vindo, poeta.
O Paulo é tão intenso que nunca consegui sair pra beber uma cerveja com ele e voltar pra casa antes das 6 ou 7 da manhã. Já saio preparada, com ele não tem conversa... quero dizer, tem conversa sim, e da boa.
Ultimamente tenho me juntado a ele em almoços meio corridos junto com o Mário. Além de política, que eles adoram e eu nem tanto, sempre cai o almoço em discussões de etimologia, semântica... É uma riqueza; cada almoço desses, uma folha a menos na minha gramática.
O nome do blog é De novo nada. Modéstia do Paulo... mas tudo bem, a gente faz festa pra vc do mesmo jeito. Bem vindo, poeta.
22 novembro 2005
Gente boa pra caralho
Ju e Susan são as moças que cuidam de dezenas de resgatinhos: gatos encontrados nas ruas, alguns em situações dramáticas, outros simplesmente abandonados. Agora estão com montes de gatinhos nenéns, fofos, meigos, dá vontade de adotar todos. Tive uma vez uma resgatinha aqui, a Trigrinha, mas ela veio uma semana antes de eu ser internada, estava em fase de testes com o Xuxu, e a minha mãe devolveu assim que chegou de Botucatu.
Mas os gatinhos são lindos, gentem! Todos com fotos no site Adote um gatinho.
E podem ajudar também comprando camisetas ou fazendo doações. As moças são sérias e abnegadas, guardam os gatos numa casa (a casa dos resgatinhos) ou nos próprios apartamentos.
Confiram!
Mas os gatinhos são lindos, gentem! Todos com fotos no site Adote um gatinho.
E podem ajudar também comprando camisetas ou fazendo doações. As moças são sérias e abnegadas, guardam os gatos numa casa (a casa dos resgatinhos) ou nos próprios apartamentos.
Confiram!
20 novembro 2005
Kafka metropolitano
EEca!!!!!!!!! Ai que afliçãooooooooooooooooooo.............Estava eu aqui no meu computadorzinho quando sinto uma coisa nas minhas costas. Passei a mão. Quando olho para o chão.... era uma barata!!!!! enorme!!!!!!!! daquelas voadoras!!!!! (só pode ser, moro no 11º anadr!) ai que horrrrrrrrrrroooooooooooooooorrrrrrrrrrrrrrrrr!!!!!!!!! ela estava passeando em mim!!!!!
Isso me lembra verões infernais em Botucatu, quando chegávamos a matar mais de 10 baratas por noite. O Quico, meu cão, era expert em matar baratas. Meus dois salsichas, em compensação, só brincam com elas...
A gente dormia com uns remedinhos para barata numas tampinhas nos cantos dos quartos. À noite, eu ouvia o barulhinho da barata comendo o veneno na tampinha! ai que aflição!!!!
Teve casos de pegar em pano de prato e uma barata pular lá de dentro.... Ou de dormir e de repente ouvir o memorável bater de asas do bicho dentro do quarto...
Outras noites memoráveis de barata tive quando morava em uma república ali no Paraíso. De Paraíso mesmo, só o nome. O que matei de barata em noites em claro durante meus meses de depressão..... Eu cheguei a perder o medo de barata... Não tinha medo, tinha ódio. Matava com raiva.
Ai, eu sei que pelos princípios budistas que assumi na cerimônia de iniciação eu não deveria matar seres vivos... Mas quando uma barata passeia nas suas costas, não há budismo que me segure!!!! Ecccccccccaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!
Fiz aniversário ontem e chamei os amigos para comemorar. Foi um ano muito bom pra mim o dos meus 28, e espero que o dos 29 seja assim também!
As pessoas que foram são tão importantes pra mim... não sei o que eu seria sem vcs! São os amigos que me dão apoio, que me fazem sorrir e gostar mais da vida... Obrigada, meus queridos! Foi uma delícia!
18 novembro 2005
Que nem camelo
A Justiça brasileira não pensa nos advogados. A OAB também não. Meu amigo Mário sempre fala isso.
Construíram aquele Fórum Trabalhista imenso. Imponente. Majestoso. Tem uma bela sala da Ordem (até aí, ótimo). Mas as condições para o exame dos processos no balcão continuam péssimas.
Claro que, perto do que era antes, prédios apertados, fila descendo a escada estreita, risco de incêndio (imaginem um incêndio num cartório, com aquele monte de papel!), caos total, elevadores que não funcionavam... bem, perto disso, é mesmo o paraíso.
Mas custava pensarem em nós que encostamos a barriga no balcão? Que nada... Não tem uma mísera de uma cadeira pra gente ficar meia hora ou mais na fila esperando o cartorário pegar o processo (no cível é igualzinho). Depois, temos que examinar o processo de pé.
Não é à toa que eu volto meio quebrada pra casa sempre que faço Fórum. Vejo aquelas moças de salto alto (!), como podem???? Eu, de tênis, ainda assim sofro!
Bem, agora se me dão licença, vou fazer meu escalda-pés....
Construíram aquele Fórum Trabalhista imenso. Imponente. Majestoso. Tem uma bela sala da Ordem (até aí, ótimo). Mas as condições para o exame dos processos no balcão continuam péssimas.
Claro que, perto do que era antes, prédios apertados, fila descendo a escada estreita, risco de incêndio (imaginem um incêndio num cartório, com aquele monte de papel!), caos total, elevadores que não funcionavam... bem, perto disso, é mesmo o paraíso.
Mas custava pensarem em nós que encostamos a barriga no balcão? Que nada... Não tem uma mísera de uma cadeira pra gente ficar meia hora ou mais na fila esperando o cartorário pegar o processo (no cível é igualzinho). Depois, temos que examinar o processo de pé.
Não é à toa que eu volto meio quebrada pra casa sempre que faço Fórum. Vejo aquelas moças de salto alto (!), como podem???? Eu, de tênis, ainda assim sofro!
Bem, agora se me dão licença, vou fazer meu escalda-pés....
17 novembro 2005
A Balada do Esfolado vivo
Um amigo tecla comigo à meia-noite no msn. Onde ele está? No trabalho.
Uma amiga me liga no domingo à tarde. Onde ela está? No escritório, trabalhando.
Um amigo me conta que saiu do escritório onde trabalhava mandando todo mundo tomar no... lá mesmo.
Outro amigo me conta que pediu as contas da empresa onde trabalhava... adivinhe? mandando o chefe tomar no... bem, vc sabe.
Somos quase todos esfolados vivos. Vivemos para trabalhar. Acabei de ler um livro do Foucault, ô homem bão, análise afiada. O nosso tempo de vida vira tempo de trabalho. O nosso corpo vira um corpo para o trabalho. Vivemos na sociedade do panoptismo. Vigiados. Isso ele escreveu em 1974. O que escreveria se vivesse até hoje?
Afinal, o que é que nós estamos fazendo com a nossa vida?
Eu gostaria de ter essa gana de ganhar dinheiro. Admiro como certas pessoas têm uma capacidade de superar tudo, de se superar, de permanecer em ambientes de trabalho supercompetitivos, subir, subir e subir, e ganhar dinheiro, e comprar tudo. Mas vejo algumas dessas pessoas não terem nenhuma vida além do trabalho. Elas têm MUITO dinheiro, mas não têm amigos com quem gastá-lo. Não têm TEMPO pra gastar o que ganham.
Eu tive um amigo assim. Ele deixava a namorada, que ele só via de 15 em 15 dias, no flat, depois do jantar, sexta, meia-noite, e ia trabalhar. Porque a bolsa de Tóquio já abriu, sabe? Tomou tanto chifre na cabeça... depois não sabem porque.
Eu tento, mas não dá. Não é da minha natureza essa gana toda. Quero uma vida múltipla, com lazer, com amor, com amigos, com pequenos prazeres. Quero uma vida que nem comercial da Unimed (risos). O melhor plano de saúde, meu amigo, é viver.
Uma amiga me liga no domingo à tarde. Onde ela está? No escritório, trabalhando.
Um amigo me conta que saiu do escritório onde trabalhava mandando todo mundo tomar no... lá mesmo.
Outro amigo me conta que pediu as contas da empresa onde trabalhava... adivinhe? mandando o chefe tomar no... bem, vc sabe.
Somos quase todos esfolados vivos. Vivemos para trabalhar. Acabei de ler um livro do Foucault, ô homem bão, análise afiada. O nosso tempo de vida vira tempo de trabalho. O nosso corpo vira um corpo para o trabalho. Vivemos na sociedade do panoptismo. Vigiados. Isso ele escreveu em 1974. O que escreveria se vivesse até hoje?
Afinal, o que é que nós estamos fazendo com a nossa vida?
Eu gostaria de ter essa gana de ganhar dinheiro. Admiro como certas pessoas têm uma capacidade de superar tudo, de se superar, de permanecer em ambientes de trabalho supercompetitivos, subir, subir e subir, e ganhar dinheiro, e comprar tudo. Mas vejo algumas dessas pessoas não terem nenhuma vida além do trabalho. Elas têm MUITO dinheiro, mas não têm amigos com quem gastá-lo. Não têm TEMPO pra gastar o que ganham.
Eu tive um amigo assim. Ele deixava a namorada, que ele só via de 15 em 15 dias, no flat, depois do jantar, sexta, meia-noite, e ia trabalhar. Porque a bolsa de Tóquio já abriu, sabe? Tomou tanto chifre na cabeça... depois não sabem porque.
Eu tento, mas não dá. Não é da minha natureza essa gana toda. Quero uma vida múltipla, com lazer, com amor, com amigos, com pequenos prazeres. Quero uma vida que nem comercial da Unimed (risos). O melhor plano de saúde, meu amigo, é viver.
Referências
Recentemente, tive a oportunidade de conviverpor alguns dias com pessoas ricas e milionárias. Antropóloga mais que amadora, aproveitei para observar os comportamentos e, principalmente, o discurso.
Primeiro, fiquei impressionada ao perceber que não se fala em ninguém sem dizer o sobrenome. TODOS têm nome e sobrenome. De preferência vc já relaciona com um outro parente muito rico dono do mesmo sobrenome. E já acrescenta o país de onde veio. Árabe? Judeu? (normalmente é algum desses...) Por fim, vem a informação sobre a empresa da qual Fulano é dono. Fulano pode ser grosso, porco, mal educado. Mas se tiver toda essa grana...
Fiquei realmente impressionada.
Aí, parei pra pensar.... E vi que a gente faz a mesma coisa. Nós, pretensos intelectuais... A diferença é que os dados que qualificam quem admiramos não se medem pelas cifras bancárias ou pelo sobrenome, mas sim pelo currículo. Fulano da Silva... quem é? Ah, Fulano tem doutorado na GV e pós-doc na LSE. É professor convidado de Harvard. Ele pode ser um fudido (normalmente, não é, pois, uma hora ou outra, acaba-se ganhando dinheiro...), mas se tiver um currículo desses... fazemos reverência. Mesmo que ele seja um boçal. Um tosco. Um grosso.
No fim, no fim... acho que é tudo a mesma coisa...
Primeiro, fiquei impressionada ao perceber que não se fala em ninguém sem dizer o sobrenome. TODOS têm nome e sobrenome. De preferência vc já relaciona com um outro parente muito rico dono do mesmo sobrenome. E já acrescenta o país de onde veio. Árabe? Judeu? (normalmente é algum desses...) Por fim, vem a informação sobre a empresa da qual Fulano é dono. Fulano pode ser grosso, porco, mal educado. Mas se tiver toda essa grana...
Fiquei realmente impressionada.
Aí, parei pra pensar.... E vi que a gente faz a mesma coisa. Nós, pretensos intelectuais... A diferença é que os dados que qualificam quem admiramos não se medem pelas cifras bancárias ou pelo sobrenome, mas sim pelo currículo. Fulano da Silva... quem é? Ah, Fulano tem doutorado na GV e pós-doc na LSE. É professor convidado de Harvard. Ele pode ser um fudido (normalmente, não é, pois, uma hora ou outra, acaba-se ganhando dinheiro...), mas se tiver um currículo desses... fazemos reverência. Mesmo que ele seja um boçal. Um tosco. Um grosso.
No fim, no fim... acho que é tudo a mesma coisa...
16 novembro 2005
Eu sei, eu sumi, mea culpa, mea culpa. Prometo até o final dessa semana postar algo (nem digo algo que preste porque isso não posso garantir...). Andei meio tristonha... Mas agora passou. Fui pra praia, tomei sol, e sol me dá energia, me dá bom humor e de quebra ainda me deu uma corzinha mais café com leite (daqueles bem clarinhos, ok, mas melhor que só o leite).
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Sabe do que mais? Cansei de ser o tipinho intelectual que só usa óculos de aro grosso pra parecer inteligente... Não acho mais que ser admirada pelas minha pernas e não pelo meu cérebro me denigre... Quero ser mulher!!!!!!!!!
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Sabe do que mais? Cansei de ser o tipinho intelectual que só usa óculos de aro grosso pra parecer inteligente... Não acho mais que ser admirada pelas minha pernas e não pelo meu cérebro me denigre... Quero ser mulher!!!!!!!!!
04 novembro 2005
E a novela acabou sem o tão falado beijo gay
Bem que eu queria ver o gostoso do Bruno Gagliasso dando um beijo beeeeeem caliente no outro (não tão gostoso) mocinho lá... Mas... anos luz, heim, até esse povo perceber que não precisa ir longe pra ver beijo de homem com homem e mulher com mulher: é só dar um pulinho ali na rua da Consolação, esquina com a Itu e adjacências...
Um dia, quem sabe, um dia.
Um dia, quem sabe, um dia.
CRASH!
Assista, se vc gostou de Magnólia, se vc gostou de Short Cuts, se vc gosta de Paul Thomas Anderson.
O filme, do mesmo roteirista de Menina de Ouro e HOtel Ruanda (Paul Haggis), tem momentos meio melodramáticos demais pro gosto de alguns, imagino eu. Cheguei a chorar de nervoso em determinadas cenas (é, definitivamente entrei na TPM).
Tema: o racismo. Os encontros e desencontros entre personagens se dão em LA... Acho que LA deve ser mesmo uma cidade muito, muito estranha. Se vc acha São Paulo estranho... LA deve botar no chinelo. Uma cidade, essa sim, que nunca dorme. Em que os contrastes são tão, mas tão escancarados que devem sair gritando no meio da rua... Não foi em LA que aquele rapaz foi espancado, filmaram, e depois passou no mundo inteiro? (fucei aqui, Rodney King é o nome do moço)
O filme tem obviedades de filmes de encontros e desencontros desse tipo. Mas se vc estiver só a fim de uma diversão sem preocupação... (se é que se pode chamar drama de diversão) vai lá. Vale o ingresso.
O filme, do mesmo roteirista de Menina de Ouro e HOtel Ruanda (Paul Haggis), tem momentos meio melodramáticos demais pro gosto de alguns, imagino eu. Cheguei a chorar de nervoso em determinadas cenas (é, definitivamente entrei na TPM).
Tema: o racismo. Os encontros e desencontros entre personagens se dão em LA... Acho que LA deve ser mesmo uma cidade muito, muito estranha. Se vc acha São Paulo estranho... LA deve botar no chinelo. Uma cidade, essa sim, que nunca dorme. Em que os contrastes são tão, mas tão escancarados que devem sair gritando no meio da rua... Não foi em LA que aquele rapaz foi espancado, filmaram, e depois passou no mundo inteiro? (fucei aqui, Rodney King é o nome do moço)
O filme tem obviedades de filmes de encontros e desencontros desse tipo. Mas se vc estiver só a fim de uma diversão sem preocupação... (se é que se pode chamar drama de diversão) vai lá. Vale o ingresso.
Damn Eve!
E como se não bastasse a gente passar duas semanas por mês histérica/irritada/inchada/de mau humor/se sentindo um lixo....
tem uma vez por ano que o mês inteiro é assim!!!!!!!!!
Ô inferno astral!!!!!!!
tem uma vez por ano que o mês inteiro é assim!!!!!!!!!
Ô inferno astral!!!!!!!
31 outubro 2005
Constante e fiel
Ralph Fiennes parece estar condenado a fazer papéis de homens um pouco (ou muito) perturbados, ligeiramente (ou muito) deprimidos, meio amassados, comendo areia, a pele seca, os cabelos loiros despenteados e sujos, um inglês decadente, triste, triste, triste. Mesmo na felicidade ele sempre está meio triste, parece saber que acaba logo. 'Tristeza não tem fim, felicidade sim'.
O Jardineiro Fiel, de Fernando Meirelles, tem Ralph Fiennes e tem também uma temática social como pano de fundo. Não importa que o roteiro é adaptação de John Le Carrè, best seller de teorias de conspiração, o fato é que não dá pra ignorar a criançada africana correndo do lado do carro, as carinhas... crianças que vivem em uma miséria tão absoluta que nem lixo existe pra se comer os restos.
A vontade que dá são duas: deixa de ser cagona e vai fazer o trabalho humanitário que vc sempre diz que sonhou, larga essa vidinha pequeno burguesa e a preocupação com a parcela da C&A daquela roupinha descartável que vc comprou e vai logo fazer alguma coisa que realmente preste na vida; ou, se interna logo de uma vez num mosteiro budista, ou vira estúpida, que nem o Antoine, do livro do Martin Page (outro best seller), mas pare, pare, pare de olhar e saber da miséria, se culpar, e não fazer nada!
O Jardineiro Fiel, de Fernando Meirelles, tem Ralph Fiennes e tem também uma temática social como pano de fundo. Não importa que o roteiro é adaptação de John Le Carrè, best seller de teorias de conspiração, o fato é que não dá pra ignorar a criançada africana correndo do lado do carro, as carinhas... crianças que vivem em uma miséria tão absoluta que nem lixo existe pra se comer os restos.
A vontade que dá são duas: deixa de ser cagona e vai fazer o trabalho humanitário que vc sempre diz que sonhou, larga essa vidinha pequeno burguesa e a preocupação com a parcela da C&A daquela roupinha descartável que vc comprou e vai logo fazer alguma coisa que realmente preste na vida; ou, se interna logo de uma vez num mosteiro budista, ou vira estúpida, que nem o Antoine, do livro do Martin Page (outro best seller), mas pare, pare, pare de olhar e saber da miséria, se culpar, e não fazer nada!
30 outubro 2005
Pausa
Às vezes seria bom dar um 'pause' na vida. Como nos filmes mesmo: aperta-se um botão, a imagem se congela. Todo mundo entenderia quando vc estivesse em pausa. Seus prazos não correriam. Os clientes não telefonariam, tampouco os amigos ('escuta, Paulão, vc sabe do Zé?' 'ouvi dizer que está em pause'). Toda a sua vida se suspenderia por um ou dois dias (a pausa não pode ser muito longa; do contrário, não é pausa, é 'stop').
Muitos problemas poderiam se resolver com um simples 'pause'. Brigas de amigos, brigas de amor, crises existenciais, dores existenciais, culpas, remorsos. Em momentos de euforia também caberia a pausa (elaborar e absorver um pouco o momento, amadurecer a alegria...). Consumismo exagerado? Indecisão? Confusão mental? E agora, com qual namorado eu fico?
Ei, moço, apertaí o 'pause' pra mim, por favor?
Muitos problemas poderiam se resolver com um simples 'pause'. Brigas de amigos, brigas de amor, crises existenciais, dores existenciais, culpas, remorsos. Em momentos de euforia também caberia a pausa (elaborar e absorver um pouco o momento, amadurecer a alegria...). Consumismo exagerado? Indecisão? Confusão mental? E agora, com qual namorado eu fico?
Ei, moço, apertaí o 'pause' pra mim, por favor?
25 outubro 2005
E-poemail
Legal! A internet é realmente muito interessante.
Hoje recebi o primeiro e-poemail da minha vida.
De um visitante do blog, que chegou aqui pelo orkut, e que é uma pessoa que conheço, embora não conheça.
A teia tem dessas coisas. Eta mundão novo sem fronteira!!!!!!!
Hoje recebi o primeiro e-poemail da minha vida.
De um visitante do blog, que chegou aqui pelo orkut, e que é uma pessoa que conheço, embora não conheça.
A teia tem dessas coisas. Eta mundão novo sem fronteira!!!!!!!
Canção Amiga *
Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.
Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não me vêem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.
Eu distribuo um segredo
como quem ama ou sorri.
No jeito mais natural
dois carinhos se procuram.
Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
e tornei outras mais belas.
Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças.
(Carlos Drummond de Andrade)
* ouvi, pela primeira vez, essa canção, dos lábios mais doces; adormeci em suaves braços; quando acordei, pensei que sonhara!...
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.
Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não me vêem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.
Eu distribuo um segredo
como quem ama ou sorri.
No jeito mais natural
dois carinhos se procuram.
Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
e tornei outras mais belas.
Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças.
(Carlos Drummond de Andrade)
* ouvi, pela primeira vez, essa canção, dos lábios mais doces; adormeci em suaves braços; quando acordei, pensei que sonhara!...
24 outubro 2005
Blasè
Odeio blasè. Odeio cara de paisagem. Odeio apatia. Odeio fingimento.
Não sou blasè, sou escorpiana.
Não sou blasè, sou escorpiana.
23 outubro 2005
Peguei no UOL
da FolhaOnline
19/10/2005 - 18h22
Livro mostra como aprender com seu cachorro a viver feliz
Um livro bem-humorado com dicas de como "aprender com seu cachorro a viver feliz" será lançado, no próximo mês, no Brasil, pela Editora Francis. Em 67 lições, "Cão que late não morde" (304 páginas, R$ 22,50), escrito por Matt Weinstein e Luke Barber, mostra como os humanos podem ganhar com a observação e a adoção de alguns comportamentos dos cães no dia-a-dia.No livro, os autores convidam os leitores a pensar nos cachorros de uma forma que ainda não tinham pensado antes: como professores que podem ajudar a viver com mais satisfação e felicidade.Veja alguns exemplos de atitudes dos cachorros que poderiam ser "copiadas" pelos humanos, segundo o livro:
- Demonstrar abertamente seu amor
- Ser amigo de verdade
- Não ter vergonha de dizer "oi"
- Se adaptar à mudança
- Perdoar facilmente
- Viajar com pouca bagagem
- Levar alegria consigo
- Sempre ter esperança
- Não morder quando só um rosnado resolve
- Receber críticas sem se ressentir
- Não se desconcertar com elogios
- Não se comparar uns com os outros
- Ser feliz com uma vida simples
- Transformar o trabalho em diversão
- Ser otimista
- Não se queixar do cardápio
- Ser fiel
- Não se importar com a raça
- Ser corajoso, curioso, sensível e compassivo
- Dançar com a vida e com a morte
19/10/2005 - 18h22
Livro mostra como aprender com seu cachorro a viver feliz
Um livro bem-humorado com dicas de como "aprender com seu cachorro a viver feliz" será lançado, no próximo mês, no Brasil, pela Editora Francis. Em 67 lições, "Cão que late não morde" (304 páginas, R$ 22,50), escrito por Matt Weinstein e Luke Barber, mostra como os humanos podem ganhar com a observação e a adoção de alguns comportamentos dos cães no dia-a-dia.No livro, os autores convidam os leitores a pensar nos cachorros de uma forma que ainda não tinham pensado antes: como professores que podem ajudar a viver com mais satisfação e felicidade.Veja alguns exemplos de atitudes dos cachorros que poderiam ser "copiadas" pelos humanos, segundo o livro:
- Demonstrar abertamente seu amor
- Ser amigo de verdade
- Não ter vergonha de dizer "oi"
- Se adaptar à mudança
- Perdoar facilmente
- Viajar com pouca bagagem
- Levar alegria consigo
- Sempre ter esperança
- Não morder quando só um rosnado resolve
- Receber críticas sem se ressentir
- Não se desconcertar com elogios
- Não se comparar uns com os outros
- Ser feliz com uma vida simples
- Transformar o trabalho em diversão
- Ser otimista
- Não se queixar do cardápio
- Ser fiel
- Não se importar com a raça
- Ser corajoso, curioso, sensível e compassivo
- Dançar com a vida e com a morte
22 outubro 2005
Morte em Veneza
Embalada pelo vinho do jantar... eu já estava quase dormindo, quando ouvi, fundo para um diálogo de novelinha medíocre, o pungente e maravilhoso Adagietto da 5ª Sinfonia de Mahler... Aquele mesmo que me arrancou lágrimas incontroláveis durante o magistral filme de Luchino Visconti.
A música traduz perfeitamente o estado de alma e de corpo do protagonista, uma dor tão profunda que parece emanar de seus ossos, sofrimento físico e padecimento de paixão irrealizável, de um ideal jamais possível.
Ah, se você não viu........ nem sei o que dizer: veja quando estiver feliz?: talvez consiga resistir e não entrar em depressão; ou veja quando estiver mesmo triste, para uma catarse definitiva. Só não reclame depois, não diga que não avisei. Somente se embebede da beleza e da tristeza que existe ali.* **
*Quando adolescente, comprei a trilha do filme Em algum lugar do passado. Eu a colocava quando queria chorar. Hoje, tomada por não sei qual melancolia, ouvi repetidas e repetidas vezes o Adagietto. Nada. Virei pedra?
** Quer ler uma puta crítica boa do Morte em Veneza? Clica aqui.
A música traduz perfeitamente o estado de alma e de corpo do protagonista, uma dor tão profunda que parece emanar de seus ossos, sofrimento físico e padecimento de paixão irrealizável, de um ideal jamais possível.
Ah, se você não viu........ nem sei o que dizer: veja quando estiver feliz?: talvez consiga resistir e não entrar em depressão; ou veja quando estiver mesmo triste, para uma catarse definitiva. Só não reclame depois, não diga que não avisei. Somente se embebede da beleza e da tristeza que existe ali.* **
*Quando adolescente, comprei a trilha do filme Em algum lugar do passado. Eu a colocava quando queria chorar. Hoje, tomada por não sei qual melancolia, ouvi repetidas e repetidas vezes o Adagietto. Nada. Virei pedra?
** Quer ler uma puta crítica boa do Morte em Veneza? Clica aqui.
20 outubro 2005
Peruada
Pra quem não sabe, Peruada é(era) a festa São Franciscana mais famosa e (outrora) democrática que há(houve). Tudo começa(va) com o Grito do Peru, na quarta-feira imediatamente anterior, em que a clássica bandinha uniformizada toca(va) marchinhas para embalar os estudantes do Largo. A Sala do Diretor é(era) invadida, e os alunos vão(iam) passando de sala em sala, interrompendo e invadindo as aulas e chamando os demais para a bagunça. No meio disso tudo, Vitão ("Rei,rei,rei, Vitão é nosso Rei!"), com roupa de mesa branca, ou sei lá eu que tipo de roupa é(era) aquela, gira(va) e exibe(ia) o pobre Peru bêbado para todos [o bicho de vez em quando dá(va) umas batidas de asas revoltada, tenta(va) escapar, inutilmente - até o olho de alguns já tentou furar - eu mesma vi].
A festa do Grito rola(va) a noite inteira no porão e na Sala dos Estudantes, com música e bebida de graça.
Na sexta de manhã, muitos depois de passar a noite na Faculdade misturando a famosa pinga com groselha e outras coisas docinhas e palatáveis, começa(va)m a chegar os fantasiados. Coisa mais estranha: piratas, enforcados, bombons sonho de valsa, tubo de pasta de dente, havaianas e outros mais tradicionais circulando pelo centro em plenas 9 da manhã. A bebedeira geral começa(va) muito cedo, e ao meio-dia já tem(tinha) gente caindo pelas Arcadas, a velha e sempre nova Academia.
O desfile começa(va) ao meio-dia, com trio elétrico pelas ruas do centro. A festa é(era) democrática, qualquer um pode(ia) participar. Basta(va) se juntar ao grupo de malucos fantasiados e passar pela Líbero Badaró, Municipal, Ipiranga, São João, São Luis, Câmara Municipal (com direito a parada para vaias) e, finalmente, o Panteão, monumento magistral, o Fórum João Mendes, onde se rala(va) todo dia e se gasta(va) muita sola de sapato. Muita gente interrompe(ia) a caminhada no meio do caminho, havendo alguns que sequer conseguem(iam) sair do Largo. Outros se perde(ia)m, confundindo a São Luis com a São João. Alguns (reza a lenda) ainda se esbarra(va)m em algum(a) mendigo(a) ou passante mais fofo(a), mais arrumadinho(a), e fica(va)m por ali mesmo curtindo um chamego. Há quem caia(ísse) amparado pelos amigos, outros simplesmente cae(ia)m, sem mais. Amigos faze(ia)m cerco em torno de namoradas de outros amigos para impedir um possível estupro ou rapto consentido.
O que acontece(ia) ali é(era) lenda. É(era) um grande pacto de libertinagem em que, se não houver(sse) prova, é porque na verdade não aconteceu.
Chegando, finalmente, ao João Mendes, os meninos (e umas moças corajosas) escala(vam) bravamente suas grades, chegando até mesmo às primeiras janelas. Rapazes MUITO bêbados escalando desprotegidos. Polícia tentando proteger o Fórum. Mais polícia e cassetetes tentando proteger o Fórum. Mais polícia ainda, pancadaria nos meninos, tudo para proteger o Fórum. Ou para proteger-se da responsabilidade. Para não deixar que os meninos se machuquem(cassem), porrada neles!!!!!
Fim de festa. No porão(XI de Agosto), quando a gente chega(va), a Peruada (comida) já acabou(ara). Nem cheiro de peru. Alguns dormem(iam) boquiabertos pelas Arcadas, embalados pelo álcool e pelo cansaço. *
*houve um tempo em que foi assim. Hoje, a festa virou uma coisa estranha: o Grito virou um Sussuro, e a cervejada é fora da faculdade, com cerca pra proteger os alunos. A concentração nas Arcadas acabou, e a Peruada sai de um cinema decadente do centro, e não mais do Largo. Tem 'abadá', e é paga. Tem corda. Exclui. É como o Carnaval de Salvador. Democrática, política? Em tempos de Marchi, acabou-se a espontaneidade. Sinal dos tempos. Em breve, falaremos da Peruada somente no pretérito mais que perfeito.
A festa do Grito rola(va) a noite inteira no porão e na Sala dos Estudantes, com música e bebida de graça.
Na sexta de manhã, muitos depois de passar a noite na Faculdade misturando a famosa pinga com groselha e outras coisas docinhas e palatáveis, começa(va)m a chegar os fantasiados. Coisa mais estranha: piratas, enforcados, bombons sonho de valsa, tubo de pasta de dente, havaianas e outros mais tradicionais circulando pelo centro em plenas 9 da manhã. A bebedeira geral começa(va) muito cedo, e ao meio-dia já tem(tinha) gente caindo pelas Arcadas, a velha e sempre nova Academia.
O desfile começa(va) ao meio-dia, com trio elétrico pelas ruas do centro. A festa é(era) democrática, qualquer um pode(ia) participar. Basta(va) se juntar ao grupo de malucos fantasiados e passar pela Líbero Badaró, Municipal, Ipiranga, São João, São Luis, Câmara Municipal (com direito a parada para vaias) e, finalmente, o Panteão, monumento magistral, o Fórum João Mendes, onde se rala(va) todo dia e se gasta(va) muita sola de sapato. Muita gente interrompe(ia) a caminhada no meio do caminho, havendo alguns que sequer conseguem(iam) sair do Largo. Outros se perde(ia)m, confundindo a São Luis com a São João. Alguns (reza a lenda) ainda se esbarra(va)m em algum(a) mendigo(a) ou passante mais fofo(a), mais arrumadinho(a), e fica(va)m por ali mesmo curtindo um chamego. Há quem caia(ísse) amparado pelos amigos, outros simplesmente cae(ia)m, sem mais. Amigos faze(ia)m cerco em torno de namoradas de outros amigos para impedir um possível estupro ou rapto consentido.
O que acontece(ia) ali é(era) lenda. É(era) um grande pacto de libertinagem em que, se não houver(sse) prova, é porque na verdade não aconteceu.
Chegando, finalmente, ao João Mendes, os meninos (e umas moças corajosas) escala(vam) bravamente suas grades, chegando até mesmo às primeiras janelas. Rapazes MUITO bêbados escalando desprotegidos. Polícia tentando proteger o Fórum. Mais polícia e cassetetes tentando proteger o Fórum. Mais polícia ainda, pancadaria nos meninos, tudo para proteger o Fórum. Ou para proteger-se da responsabilidade. Para não deixar que os meninos se machuquem(cassem), porrada neles!!!!!
Fim de festa. No porão(XI de Agosto), quando a gente chega(va), a Peruada (comida) já acabou(ara). Nem cheiro de peru. Alguns dormem(iam) boquiabertos pelas Arcadas, embalados pelo álcool e pelo cansaço. *
*houve um tempo em que foi assim. Hoje, a festa virou uma coisa estranha: o Grito virou um Sussuro, e a cervejada é fora da faculdade, com cerca pra proteger os alunos. A concentração nas Arcadas acabou, e a Peruada sai de um cinema decadente do centro, e não mais do Largo. Tem 'abadá', e é paga. Tem corda. Exclui. É como o Carnaval de Salvador. Democrática, política? Em tempos de Marchi, acabou-se a espontaneidade. Sinal dos tempos. Em breve, falaremos da Peruada somente no pretérito mais que perfeito.
17 outubro 2005
Matraca
Tem épocas que até eu canso de mim mesma. Pobres dos meus amigos, então! Meu irmão costumava me xingar muito numa época em que as coisas não andavam bem por aqui. Dizia que eu contava as mesmas histórias 500 vezes pras pessoas e depois eu ainda queria conversar com ele, sendo que ele já não agüentava mais ouvi-las.
Ele estava certo, afinal. Tem épocas que a língua não pára, parece que tem mola, quer falar, falar, falar. Eu sou prolixa por natureza, aprendi com a minha mãe. Sou repetitiva demais, chata mesmo.
Uma certa época levei à minha terapeuta a seguinte dúvida: qual será o meu maior defeito como amiga? Questão que me preocupava profundamente... Então ela me disse: os amigos sabem até onde ouvir e quando dar um basta. No momento do basta, vc percebe que está passando dos limites. E eles não vão deixar de amar vc porque estão momentaneamente de saco cheio. Fique tranqüila.
Do mesmo modo, aprendi a dar eu um basta aos amigos em certas situações. E não deixo de amá-los por causa disso. "Benditos os amigos que ficam momentaneamente de saco cheio". Eles nos ensinam os nossos limites.
Ele estava certo, afinal. Tem épocas que a língua não pára, parece que tem mola, quer falar, falar, falar. Eu sou prolixa por natureza, aprendi com a minha mãe. Sou repetitiva demais, chata mesmo.
Uma certa época levei à minha terapeuta a seguinte dúvida: qual será o meu maior defeito como amiga? Questão que me preocupava profundamente... Então ela me disse: os amigos sabem até onde ouvir e quando dar um basta. No momento do basta, vc percebe que está passando dos limites. E eles não vão deixar de amar vc porque estão momentaneamente de saco cheio. Fique tranqüila.
Do mesmo modo, aprendi a dar eu um basta aos amigos em certas situações. E não deixo de amá-los por causa disso. "Benditos os amigos que ficam momentaneamente de saco cheio". Eles nos ensinam os nossos limites.
15 outubro 2005
Gênero: romance
Desde menina vivo em mundos de sonho. Meu pai diz que viaja nos livros... também eu viajo em histórias. Algumas vezes pra bem longe, outros planetas, alguns mesmo inexistentes. Viajo no tempo, no espaço, no espaço-tempo.
Escritas, contadas, assistidas, sonhadas, histórias de paixões, de conquistas de mulheres, homens e reinos, de seres de fantasia ou de gente que já viveu.
Meus devaneios acordados incluem música de fundo, um close, um enquadramento americano, a iluminação perfeita. Em sonhos noturnos, sou cinematográfica: um entrelaçar de mãos pode ser dramático; um beijo, a seguir, suavemente arrebatador (brisa de fim de tarde de verão, luz da hora mágica).
Maestro, uma trilha para a letargia que me prende na cadeira! Cinco notas, por favor! Uma trilha, com banjo e violão, para... um final de semana no campo. Momentos de brincadeira com o cão. Conversar com plantas ao acordar. Estender a roupa no varal.
Acho que vou voltar a dormir.*
*inspirado (mas não necessariamente identificável) no filme Cold Mountain. a demais inspiração será sabida por quem de direito (espero).
Escritas, contadas, assistidas, sonhadas, histórias de paixões, de conquistas de mulheres, homens e reinos, de seres de fantasia ou de gente que já viveu.
Meus devaneios acordados incluem música de fundo, um close, um enquadramento americano, a iluminação perfeita. Em sonhos noturnos, sou cinematográfica: um entrelaçar de mãos pode ser dramático; um beijo, a seguir, suavemente arrebatador (brisa de fim de tarde de verão, luz da hora mágica).
Maestro, uma trilha para a letargia que me prende na cadeira! Cinco notas, por favor! Uma trilha, com banjo e violão, para... um final de semana no campo. Momentos de brincadeira com o cão. Conversar com plantas ao acordar. Estender a roupa no varal.
Acho que vou voltar a dormir.*
*inspirado (mas não necessariamente identificável) no filme Cold Mountain. a demais inspiração será sabida por quem de direito (espero).
14 outubro 2005
Casa vazia
Já tive muitas noites memoráveis de saquê (e outras nem tanto). Terminei a de hoje, de papo gostoso, depois de encher a pança de sushi, sashimi e demais iguarias japonesas que agradam o nosso paladar ocidental, com um ar de satisfação: a linda garrafa verde estava em minhas mãos. Vazia. Pronta pra ser garrafa na minha geladeira. Charmosa. Maravilhosa. Quando a gente está meio de pileque tudo é mais bonito.
Tirei cuidadosamente todo o rótulo lá mesmo no restaurante. Perfeita obra de mãos cuidadosas, delicadas, não sobrou um só papelzinho: nada daquela coisa melequenta de botar a garrafa na água quente e um tempão pra tirar a cola. Sublime. Agora basta lavar o recipiente com água e pronto (mais uma Lindoya para reciclar).
Abro a porta do carro. Três plims em seqüência, um bueiro logo ali, e lá se vai meu sonho verdejante, meu triunfo translúcido, meus sonhos de noites regadas a água com gosto de charme...
Navegará no esgoto, virará casinha de barata ou barquinho de pequenas larvas, quem sabe morada de algum girino mais resistente. Bem, alguém tem mesmo que promover a reforma agrária.
Tirei cuidadosamente todo o rótulo lá mesmo no restaurante. Perfeita obra de mãos cuidadosas, delicadas, não sobrou um só papelzinho: nada daquela coisa melequenta de botar a garrafa na água quente e um tempão pra tirar a cola. Sublime. Agora basta lavar o recipiente com água e pronto (mais uma Lindoya para reciclar).
Abro a porta do carro. Três plims em seqüência, um bueiro logo ali, e lá se vai meu sonho verdejante, meu triunfo translúcido, meus sonhos de noites regadas a água com gosto de charme...
Navegará no esgoto, virará casinha de barata ou barquinho de pequenas larvas, quem sabe morada de algum girino mais resistente. Bem, alguém tem mesmo que promover a reforma agrária.
13 outubro 2005
A mal-comida e o...
Qual o equivalente masculino para mal-comida? Quero dizer, quando uma mulher é mau-humorada, grossa, implacável e sei lá mais eu o que, diz-se que é mal comida. Pessoalmente, acho que o conceito valeria para homens e mulheres, porque a vida sem sexo é muito sem graça, e a vida com sexo ruim é ainda pior . Já os bem-comidos, machos ou fêmeas, vivem com um sorriso na cara e trabalham com um humor bem melhor. Tem até teorias por aí que pregam a put.., ooooops, quer dizer, o amor livre como a solução definitiva para o homem moderno.
O fato é que mal-comida é uma ofensa. É algo que não significa só que uma mulher não foi satisfeita; diz mais sobre ela. Diz, talvez, que não gosta de sexo, talvez porque seja frígida (um mito antigamente, hoje não sei mais se se fala nisso). Diz que ninguém a quer, nem pra comer e pronto. A mulher mal-comida é triste, é desprezada, e se satisfaz ao desprezar terceiros.
Agora eu me pergunto: ninguém diz de homens mal comidos porque todos gozam (ou quase todos) e portanto estão, presumidamente, satisfeitos. E não existe (será?) homem frígido, ou que não goste de sexo (será?). Então, qual o equivalente em termos de ofensa, para um homem? "Viado" não é: além de politicamente incorreto, designa uma orientação sexual, e não é mais (embora muitos achem que é) algo que denigre um homem. "Corno"???
O fato é que mal-comida é uma ofensa. É algo que não significa só que uma mulher não foi satisfeita; diz mais sobre ela. Diz, talvez, que não gosta de sexo, talvez porque seja frígida (um mito antigamente, hoje não sei mais se se fala nisso). Diz que ninguém a quer, nem pra comer e pronto. A mulher mal-comida é triste, é desprezada, e se satisfaz ao desprezar terceiros.
Agora eu me pergunto: ninguém diz de homens mal comidos porque todos gozam (ou quase todos) e portanto estão, presumidamente, satisfeitos. E não existe (será?) homem frígido, ou que não goste de sexo (será?). Então, qual o equivalente em termos de ofensa, para um homem? "Viado" não é: além de politicamente incorreto, designa uma orientação sexual, e não é mais (embora muitos achem que é) algo que denigre um homem. "Corno"???
12 outubro 2005

Tem coisas que nem Mastercard resolve, heim?
Dessa vez coloquei aqui o La Vie en Rose, do Adão Iturrusgarai. Ele também tem site (clique aqui). Porque faço terapia há uns bons anos, adoooooro piadas de análise. E por isso eu amo TANTO o Woody Allen (mas não só).
11 outubro 2005
som e fúria
sempre ela. sempre. imagino que impérios já tenham caído por causa dela. certamente, pessoas já foram mortas sob a sua influência, alunos já tiraram nota baixa na prova, empregos já foram perdidos, casamentos desmanchados. muitas lágrimas já foram vertidas, e muito sangue também. muito filho já apanhou por causa dela. quantos carros não foram para o funileiro, faróis dianteiros e pára-choques espatifados? alguns suicídios, talvez... ela te faz perder o eixo, sentir-se incompetente, impotente. ela é capaz de transformar uma frase inocente numa tempestade, e um filme da Disney em crise existencial. e quando ela finalmente vai embora, nos sentimos aliviados , serenos e felizes. o alívio é não só psíquico, mas também físico: o corpo pesa menos, a pele está mais bonita, o sorriso no rosto mostra que a nuvem densa, carregada de trovões, foi embora, afinal. choveu, e levou a tristeza consigo. lavam-se as almas e os corpos.
ironia das maiores: sombria como é, atesta a nossa capacidade iluminada de gerar a vida. é um preço alto, todavia, esse e tantos outros. se compensa, eu não sei. espero descobrir, um dia.
ironia das maiores: sombria como é, atesta a nossa capacidade iluminada de gerar a vida. é um preço alto, todavia, esse e tantos outros. se compensa, eu não sei. espero descobrir, um dia.
09 outubro 2005
Enfim, a primavera (?)

Já tivemos a temporada de ipês amarelos, muitos ainda pequenos galhinhos se esforçando para exibir suas flores delicadas no meio de tanto cinza duro e feio, paredes pichadas e ruas esburacadas.
Há algumas semanas chegou a vez dos roxos, com exuberantes copas forradas de lilás, pintando suavemente a paisagem da cidade, pintando de alegria a 23 de Maio, a Pompéia, os Jardins, a Rebouças...
Ganhamos tapetes de cor que cobrem as calçadas maltratadas e lembram o Corpus Christi no interior, caminhos de serragem colorida aguardando a passagem dos anjinhos de asas falsas e de devotados fiéis.
A primavera chegou no calendário faz uns 20 dias, mas o friozinho ainda não foi embora. A única prova que eu tive até agora foram os ipês. Mas que prova mais linda e inspiradora! Que prazer admirar trabalho tão lindo, resistente a todos os esforços humanos de estragar a exuberância do verde, do amarelo, do lilás, do vermelho, do rosa... (suspiros)
A primavera é uma festa para os sentidos... Aproveitem!
05 outubro 2005
Adoooooooooooooooooooro o Caco Galhardo. Ele tem um site onde desfia semanalmente seu humor que sempre faz referências a escritores, mitologia, psicanálise ou ao cotidiano doméstico. Exercita a imaginação fazendo diálogos entre seres inanimados ou entre bichos. O Mambo, cachorro dele, uma época, colocava em saquinhos todos os objetos do seu dono, como celulares, cigarro, etc, para protestar contra o ensacamento diário de seu mais genuíno produto: as fezes.Acho sensacional. Recomendo fortemente o Cartoon blog para boas risadas.
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