05 outubro 2006
Parentes na Romenia
Ah, nessa incursão pelo meu nome no Google descobri também que tenho parentes na Romênia (risos).
Dê um google no seu nome...
Pois então. Como se eu não tivesse mesmo mais nada pra fazer... estou aqui navegando, lendo a Folha pela net (em tempos bicudos, cortei o jornal e a TV a cabo. a TV até que não foi ruim... mas o jornal faz uma falta danada) e resolvi 'dar um google' (em inglês é tão mais fácil... eles transformam tudo em verbo. 'I tried to google me'.) em mim mesma. Ou seja, botar meu nominho lá pra ver o que aparece.
Além das inevitáveis listas de aprovados em vestibular e de uma ou outra coisinha diferente (colaboração numa pesquisa há 10 anos atrás... e não é que a professora agradeceu?), olha o que apareceu:
http://acdc.linguateca.pt/aval_conjunta/CLEF/lista_autores_Folha.txt
Coisa estranha. Fui no endereço original. Linguateca. O que é a Linguateca?
"A Linguateca é uma organização virtual (distribuída) de I&D constituída por quatro pólos localizados em centros de investigação de renome e com experiência em processamento do português."
O projeto é imenso. É financiado pela União Européia e é tão complexo que me perdi dentro do site.
Mandei um e-mail pra lá pra tentar entender o que o meu nome está fazendo no meio de nomes de jornalistas e articulistas da Folha, como Alcino Leite Neto e Erika Palomino. Só sei que vi também nomes de ex-colegas da GV, misturados ao de Aldaíza Sposati (brilhante assistente social) e Alexandre Hercovitch, entre outros.
Vai entender o critério........
Além das inevitáveis listas de aprovados em vestibular e de uma ou outra coisinha diferente (colaboração numa pesquisa há 10 anos atrás... e não é que a professora agradeceu?), olha o que apareceu:
http://acdc.linguateca.pt/aval_conjunta/CLEF/lista_autores_Folha.txt
Coisa estranha. Fui no endereço original. Linguateca. O que é a Linguateca?
"A Linguateca é uma organização virtual (distribuída) de I&D constituída por quatro pólos localizados em centros de investigação de renome e com experiência em processamento do português."
O projeto é imenso. É financiado pela União Européia e é tão complexo que me perdi dentro do site.
Mandei um e-mail pra lá pra tentar entender o que o meu nome está fazendo no meio de nomes de jornalistas e articulistas da Folha, como Alcino Leite Neto e Erika Palomino. Só sei que vi também nomes de ex-colegas da GV, misturados ao de Aldaíza Sposati (brilhante assistente social) e Alexandre Hercovitch, entre outros.
Vai entender o critério........
30 setembro 2006
finalmente

Era essa a foto que eu queria ter mandado pro Calendas por no blog dele ano passado, no mês junino.
Fala se eu não fiquei mutcho fofa de noivinha!?
A história é engraçada.... eu estudava no pré, e o noivo ia ser um menino que eu gostava... a minha mãe já tinha me falado que não era não era de jeito nenhum pra eu querer ser noivinha porque ela já tinha o vestido de caipirinha normal.... mas era o Leandro, eu tinha que ser a noivinha dele!
Então, na hora que a professora perguntou... levantei a mão e virei noivinha do Leandro. Até hoje me lembro da frase que eu falava na hora do casório: "se a mãe deixá eu caso, uai!"
Pois o vestido, graças à pinda que meus pais passavam na época, já que meu pai era um jovem Professor Universitário que ganhava mal, foi feita de cortina... daquela renda de cortina. Quem fez foi a Tê, que trabalhou muitos anos na nossa casa e é praticamente nossa segunda mãe.
Minha mãe caprichou nas pintinhas e.... tcharan! eis o resultado......bons tempos....mas ainda gosto mais dos tempos de hoje. o cabelo não é mais liso, mas a vida é mais divertida (acho).
28 setembro 2006
Contardo, sempre ele.
"Um filme de amor - O interesse pelo vídeo de Cicarelli revela que somos sobretudo frustrados no amor
À FORÇA de receber links para o vídeo de Daniella Cicarelli, acabei dando o clique e assisti ao filme.
São quatro minutos e meio, editados a partir de duas horas de gravação e entrecortados por subtítulos, que introduzem diferentes momentos do convívio do casal. Os subtítulos são em castelhano.
Normal, visto que os fatos aconteceram na Espanha, e o "paparazzo" era espanhol. Mas as frases, numa língua estrangeira e próxima, facilitam, para o espectador brasileiro, uma atitude irônica e zombadora, como se pertencessem a um português macarrônico.
De fato, nas conversas destes dias, o vídeo é sempre evocado com um tom maroto e, sobretudo, burlesco.
À primeira vista, o cômico parece servir para que o espectador esqueça a posição (incômoda e envergonhada) que ocupa: a de uma criança com o olho colado no buraco da fechadura ou, pior, a de um adulto salivando à vista de frutos proibidos.
Digo logo: suspeito que o cômico, neste caso, proteja o espectador de um outro incômodo, maior e, de certa forma, mais triste.
Falando em frutos proibidos, é importante salientar que o vídeo não é nada "ousado". Um sujeito que estivesse procurando por pornografia na internet certamente o descartaria sem hesitação e encontraria, com facilidade, imagens bem mais explícitas.
Alguém dirá que o interesse pelo vídeo depende unicamente do fato de que uma "celebrity" seria assim "exposta". Os títulos (infames) que acompanhavam os e-mails com o link iam nesse sentido. Algo assim: olhe só, Fulana está "dando" na praia... Ou seja, os brasileiros seriam fascinados pela "descoberta" de que uma "celebrity" e um lindo moço se desejam, beijam-se, acariciam-se etc. Essa cena nos ofereceria a certeza confortante de que os deuses do Olimpo não são muito diferentes da gente. Seria um pouco como uma foto de Lula ou de Alckmin mordendo um sanduíche cheio de mostarda e ketchup ou entrando com urgência num banheiro. "Te peguei!".
Pois é, não acredito em nada disso.
Por duas razões.
Primeiro, o vídeo nos mostra um casal que não tem nada de "jet-set". Eles não estão num iate na Sardenha nem numa enseada de sua ilha privada. Estão numa praia qualquer.
Tomam um refresco, comem um sorvete, tiram aquela foto que todos já tiramos, esticando o braço e recuando as cabeças para pegar o sorriso dos dois. Há um momento em que a moça puxa os cotovelos do moço para que ele a abrace; o gesto é comovedor de tão familiar.
Segundo, o distanciamento (facilitado pelos subtítulos irrisórios) mostra o seguinte: o espectador se arma de uma boa pitada de cômico para encarar uma visão que, sem isso, poderia magoá-lo (em geral, rir é um jeito de afastar de nós algo que preferimos ignorar). E acontece que, neste caso, o que queremos afastar certamente não é uma extravagância sexual, explícita ou implícita, pois o vídeo não é de sexo; é um vídeo de amor, um excelente vídeo de amor. Ele poderia ou deveria ser proposto como exemplo nas escolas de cinema, não por suas qualidades técnicas, mas porque é raro que os cineastas consigam mostrar tão bem os gestos do desejo entre duas pessoas que se gostam muito e que se amam (que seja por uma semana, um ano ou uma vida, tanto faz).
A delicadeza dos beijos, dos toques, dos abraços do casal falam de um momento de felicidade amorosa que é o verdadeiro "escândalo" do vídeo. É contra essas imagens de amor que o título chulo e os subtítulos irônicos protegem o espectador, guiando-o para que se convença de que ele está assistindo a alguma devassidão ou se divertindo ao constatar que uma "celebrity" fez "aquilo" que nem a gente.
Sem esse desvio da atenção, o vídeo seria, para quase todos os espectadores, tocante e talvez intoleravelmente triste. Por quê? Simples: alguns podem ser frustrados no sexo, outros podem ser invejosos e estar a fim de dar um pontapé nos pedestais que eles mesmos erigem, mas muitos sentem a falta da delicada intimidade do desejo sexual quando ele acontece entre dois que se gostam e se amam -muitos são frustrados no amor.
Com a ajuda de título e subtítulos, em suma, o tom burlesco dos comentários destes dias serve para que a gente não perceba o que, de fato, o "paparazzo" filmou: uma cena que, ao ser enxergada, produziria em nós a descoberta dolorosa de nossa carência. Pois não se trata de um momento de sexo, mas de uma tarde de amor."
CONTARDO CALLIGARIS - Folha de São Paulo, 29 de setembro de 2006.
ccalligari@uol.com.br
Como sempre, Calligaris, matou a pau (desculpem pelo trocadilho...) Ô ómi bom demais da conta, sô!!!! Ele se supera a cada dia...
À FORÇA de receber links para o vídeo de Daniella Cicarelli, acabei dando o clique e assisti ao filme.
São quatro minutos e meio, editados a partir de duas horas de gravação e entrecortados por subtítulos, que introduzem diferentes momentos do convívio do casal. Os subtítulos são em castelhano.
Normal, visto que os fatos aconteceram na Espanha, e o "paparazzo" era espanhol. Mas as frases, numa língua estrangeira e próxima, facilitam, para o espectador brasileiro, uma atitude irônica e zombadora, como se pertencessem a um português macarrônico.
De fato, nas conversas destes dias, o vídeo é sempre evocado com um tom maroto e, sobretudo, burlesco.
À primeira vista, o cômico parece servir para que o espectador esqueça a posição (incômoda e envergonhada) que ocupa: a de uma criança com o olho colado no buraco da fechadura ou, pior, a de um adulto salivando à vista de frutos proibidos.
Digo logo: suspeito que o cômico, neste caso, proteja o espectador de um outro incômodo, maior e, de certa forma, mais triste.
Falando em frutos proibidos, é importante salientar que o vídeo não é nada "ousado". Um sujeito que estivesse procurando por pornografia na internet certamente o descartaria sem hesitação e encontraria, com facilidade, imagens bem mais explícitas.
Alguém dirá que o interesse pelo vídeo depende unicamente do fato de que uma "celebrity" seria assim "exposta". Os títulos (infames) que acompanhavam os e-mails com o link iam nesse sentido. Algo assim: olhe só, Fulana está "dando" na praia... Ou seja, os brasileiros seriam fascinados pela "descoberta" de que uma "celebrity" e um lindo moço se desejam, beijam-se, acariciam-se etc. Essa cena nos ofereceria a certeza confortante de que os deuses do Olimpo não são muito diferentes da gente. Seria um pouco como uma foto de Lula ou de Alckmin mordendo um sanduíche cheio de mostarda e ketchup ou entrando com urgência num banheiro. "Te peguei!".
Pois é, não acredito em nada disso.
Por duas razões.
Primeiro, o vídeo nos mostra um casal que não tem nada de "jet-set". Eles não estão num iate na Sardenha nem numa enseada de sua ilha privada. Estão numa praia qualquer.
Tomam um refresco, comem um sorvete, tiram aquela foto que todos já tiramos, esticando o braço e recuando as cabeças para pegar o sorriso dos dois. Há um momento em que a moça puxa os cotovelos do moço para que ele a abrace; o gesto é comovedor de tão familiar.
Segundo, o distanciamento (facilitado pelos subtítulos irrisórios) mostra o seguinte: o espectador se arma de uma boa pitada de cômico para encarar uma visão que, sem isso, poderia magoá-lo (em geral, rir é um jeito de afastar de nós algo que preferimos ignorar). E acontece que, neste caso, o que queremos afastar certamente não é uma extravagância sexual, explícita ou implícita, pois o vídeo não é de sexo; é um vídeo de amor, um excelente vídeo de amor. Ele poderia ou deveria ser proposto como exemplo nas escolas de cinema, não por suas qualidades técnicas, mas porque é raro que os cineastas consigam mostrar tão bem os gestos do desejo entre duas pessoas que se gostam muito e que se amam (que seja por uma semana, um ano ou uma vida, tanto faz).
A delicadeza dos beijos, dos toques, dos abraços do casal falam de um momento de felicidade amorosa que é o verdadeiro "escândalo" do vídeo. É contra essas imagens de amor que o título chulo e os subtítulos irônicos protegem o espectador, guiando-o para que se convença de que ele está assistindo a alguma devassidão ou se divertindo ao constatar que uma "celebrity" fez "aquilo" que nem a gente.
Sem esse desvio da atenção, o vídeo seria, para quase todos os espectadores, tocante e talvez intoleravelmente triste. Por quê? Simples: alguns podem ser frustrados no sexo, outros podem ser invejosos e estar a fim de dar um pontapé nos pedestais que eles mesmos erigem, mas muitos sentem a falta da delicada intimidade do desejo sexual quando ele acontece entre dois que se gostam e se amam -muitos são frustrados no amor.
Com a ajuda de título e subtítulos, em suma, o tom burlesco dos comentários destes dias serve para que a gente não perceba o que, de fato, o "paparazzo" filmou: uma cena que, ao ser enxergada, produziria em nós a descoberta dolorosa de nossa carência. Pois não se trata de um momento de sexo, mas de uma tarde de amor."
CONTARDO CALLIGARIS - Folha de São Paulo, 29 de setembro de 2006.
ccalligari@uol.com.br
Como sempre, Calligaris, matou a pau (desculpem pelo trocadilho...) Ô ómi bom demais da conta, sô!!!! Ele se supera a cada dia...
23 setembro 2006
saber amar
viver só acostuma. a gente demora pra aprender. depois que aprende, se acostuma. e gosta. e aprende o bom e o ruim de estar só.
essa nossa sociedade moderna não é mole não. a gente tem que aprender a ser só pra depois aprender a estar junto. nos cobram independência....... e depois temos que reaprender....... acho que não a depender, mas a contar. a contar com o outro.
nunca pude (ou nunca quis) contar com ninguém pra nada. nunca aprendi a pedir ajuda. já me ferrei mais de uma vez por isso. devagarzinho vou aprendendo a pedir. antes disso, tenho que aprender a aceitar. aceitar um cuidado, um carinho, atenção.
passei anos tendo que sufocar sentimentos e fingir que não ligava. fingir (fingir mal, diga-se de passagem) que não estava nem aí. agora estou tendo que reaprender a deixar..... a dizer.... a receber. parece fácil....
saber amar é saber deixar alguém te amar.
essa nossa sociedade moderna não é mole não. a gente tem que aprender a ser só pra depois aprender a estar junto. nos cobram independência....... e depois temos que reaprender....... acho que não a depender, mas a contar. a contar com o outro.
nunca pude (ou nunca quis) contar com ninguém pra nada. nunca aprendi a pedir ajuda. já me ferrei mais de uma vez por isso. devagarzinho vou aprendendo a pedir. antes disso, tenho que aprender a aceitar. aceitar um cuidado, um carinho, atenção.
passei anos tendo que sufocar sentimentos e fingir que não ligava. fingir (fingir mal, diga-se de passagem) que não estava nem aí. agora estou tendo que reaprender a deixar..... a dizer.... a receber. parece fácil....
saber amar é saber deixar alguém te amar.
18 setembro 2006
festa da ana r., último sábado
16 setembro 2006
eu não joguei pedra na cruz
pelos últimos deliciosos acontecimentos que a vida tem me proporcionado, inesperada e intensamente, só posso concluir que
a) eu NÃO joguei pedra na cruz
b) eu já estou em uma vida muito evoluída e na próxima, com certeza, me ilumino
c) eu não nasci pra sofrer
e quaisquer outros derivados que se puder imaginar.
dizem por aí que a vida da gente muda de 7 em 7 anos, que esses são os ciclos.
não consigo identificar muito bem que ciclo começou aos 21.... ou aos 14, ou aos 7.
mas esse que começou aos 28........ está sendo muito bom!
agora é torcer pra maré continuar favorável até os 35.....
a) eu NÃO joguei pedra na cruz
b) eu já estou em uma vida muito evoluída e na próxima, com certeza, me ilumino
c) eu não nasci pra sofrer
e quaisquer outros derivados que se puder imaginar.
dizem por aí que a vida da gente muda de 7 em 7 anos, que esses são os ciclos.
não consigo identificar muito bem que ciclo começou aos 21.... ou aos 14, ou aos 7.
mas esse que começou aos 28........ está sendo muito bom!
agora é torcer pra maré continuar favorável até os 35.....
11 setembro 2006
ô gente mal educada
Sei que o meu humor hoje não está dos melhores, nem a minha atenção, o que costuma acarretar conseqüências mesmo sem a gente perceber.
Mas me dá uma tristeza ver que as pessoas não têm nenhum sentimento de generosidade com relação ao outro. A generosidade só vale quando é pra elas mesmas.
Eu tenho o costume de tirar meus anéis do dedo ao lavar as mãos, porque me incomoda ficar com o anel molhado no dedo. Mas tenho procurado ultimamente guardá-los no bolso para não perder, pois já mais de uma vez esqueci anel em banheiro de shopping.
Hoje, distraída, no banheiro da OAB da Rua da Glória... batata, esqueci os TRÊS anéis. E os três eu gostava muito. Um foi presente do meu tio, lá de Manaus, de coquinho com prata dentro. Os outros dois eu que comprei mas usava sempre, gostava muito.
Só me dei conta duas horas depois. Voltei à OAB na vã esperança de que uma alma os tivesse encontrado e entregue na recepção, achados e perdidos, sei lá. Vã mesmo, a esperança. Nada. Evaporaram.
Presume-se que quem entrou no banheiro depois de mim foi uma advogada ou estagiária que faz ou fez uma faculdade. Uma pessoa minimamente instruída, pois. (se bem que pra ter ética não precisa ser instruído, precisa ser educado) Mas ela não é capaz de raciocinar e imaginar que aquele objeto tem um dono, que aquilo, além de ter um valor econômico, tem um valor sentimental. Não, ela é espertinha e pensa 'ah, achado não é roubado' (deve ter perdido a aula que ensina que não podemos simplesmente sair pegando as coisas por aí), que anel legal, vou pegar pra mim.
Ela não pensa que um dia pode perder alguma coisa que goste muito, e que um(a) espertinho(a), que pouco se lixando está pros outros, como ela, também vai pensar 'ah, achado não é roubado'.
E assim caminha essa bosta de humanidade. Se bem que sempre tem uns idiotas que nem eu que, quando encontram o que não lhe pertence, entregam as coisas pro bedel ou no achados e perdidos.... Que bela bosta de humanidade.
Mas me dá uma tristeza ver que as pessoas não têm nenhum sentimento de generosidade com relação ao outro. A generosidade só vale quando é pra elas mesmas.
Eu tenho o costume de tirar meus anéis do dedo ao lavar as mãos, porque me incomoda ficar com o anel molhado no dedo. Mas tenho procurado ultimamente guardá-los no bolso para não perder, pois já mais de uma vez esqueci anel em banheiro de shopping.
Hoje, distraída, no banheiro da OAB da Rua da Glória... batata, esqueci os TRÊS anéis. E os três eu gostava muito. Um foi presente do meu tio, lá de Manaus, de coquinho com prata dentro. Os outros dois eu que comprei mas usava sempre, gostava muito.
Só me dei conta duas horas depois. Voltei à OAB na vã esperança de que uma alma os tivesse encontrado e entregue na recepção, achados e perdidos, sei lá. Vã mesmo, a esperança. Nada. Evaporaram.
Presume-se que quem entrou no banheiro depois de mim foi uma advogada ou estagiária que faz ou fez uma faculdade. Uma pessoa minimamente instruída, pois. (se bem que pra ter ética não precisa ser instruído, precisa ser educado) Mas ela não é capaz de raciocinar e imaginar que aquele objeto tem um dono, que aquilo, além de ter um valor econômico, tem um valor sentimental. Não, ela é espertinha e pensa 'ah, achado não é roubado' (deve ter perdido a aula que ensina que não podemos simplesmente sair pegando as coisas por aí), que anel legal, vou pegar pra mim.
Ela não pensa que um dia pode perder alguma coisa que goste muito, e que um(a) espertinho(a), que pouco se lixando está pros outros, como ela, também vai pensar 'ah, achado não é roubado'.
E assim caminha essa bosta de humanidade. Se bem que sempre tem uns idiotas que nem eu que, quando encontram o que não lhe pertence, entregam as coisas pro bedel ou no achados e perdidos.... Que bela bosta de humanidade.
Quem planta vento colhe tempestade, diz o ditado
"O coronel reformado Ubiratan Guimarães, assassinado na noite de domingo (10) em São Paulo, alegava não gostar do "estigma" de "coronel de Carandiru", mas costumava utilizar o número 111 em suas campanhas políticas --o número é o mesmo do total de mortos no episódio que ficou conhecido como massacre do Carandiru, em 1992.
Como candidato pelo PPB a deputado estadual, em 2002, adotou o número 11190. Atualmente, buscando a reeleição pelo PTB, o número de sua candidatura era 14111.
Ubiratan garantia que o número nada tinha a ver com os 111 mortos no massacre da Casa de Detenção do Carandiru. O coronel defendia que 111 era o número do cavalo que montava nos seus tempos de Regimento de Cavalaria."
Da Folha Online, 11 de setembro de 2006, 05h19.
Como candidato pelo PPB a deputado estadual, em 2002, adotou o número 11190. Atualmente, buscando a reeleição pelo PTB, o número de sua candidatura era 14111.
Ubiratan garantia que o número nada tinha a ver com os 111 mortos no massacre da Casa de Detenção do Carandiru. O coronel defendia que 111 era o número do cavalo que montava nos seus tempos de Regimento de Cavalaria."
Da Folha Online, 11 de setembro de 2006, 05h19.
29 agosto 2006
21 agosto 2006
terra da garoa
Fazia tempão que eu não caminhava pela Paulista em dia de muito frio. Hoje cruzei a avenida praticamente de ponta a ponta, na hora do rush, todo mundo saindo do trabalho muito apressado. Muito frio. Só faltava a garoazinha pra completar o clima paulistano tradicional (mas que quase não se vê mais), aquela chuvinha fina que corta o rosto da gente, que vem sempre com vento.
Já fiz isso muitas vezes, andar a Paulista de ponta a ponta. Não sei se foi só isso, mas hoje foi diferente: faltou aquele sentimento tão familiar de solidão que tantas vezes senti caminhando sozinha numa típica noite garoante paulistana, por vezes após sair de um cinema... fazia até um tipo, com boininha e cachecol.
Hoje não: hoje me diverti olhando pras pessoas caminhando. Suas expressões, modo de vestir... seu andar. Muita gente passando frio porque errou de roupa, achando que ia fazer aquele calorzinho que andou fazendo aí pelas semanas passadas...
Curioso, a Paulista pra mim não é só uma avenida. É também um estado de espírito.
Já fiz isso muitas vezes, andar a Paulista de ponta a ponta. Não sei se foi só isso, mas hoje foi diferente: faltou aquele sentimento tão familiar de solidão que tantas vezes senti caminhando sozinha numa típica noite garoante paulistana, por vezes após sair de um cinema... fazia até um tipo, com boininha e cachecol.
Hoje não: hoje me diverti olhando pras pessoas caminhando. Suas expressões, modo de vestir... seu andar. Muita gente passando frio porque errou de roupa, achando que ia fazer aquele calorzinho que andou fazendo aí pelas semanas passadas...
Curioso, a Paulista pra mim não é só uma avenida. É também um estado de espírito.
17 agosto 2006
"duplo sentido" ou "talvez eu seja mesmo boa nisso" (será?)
normalmente acho esse blog meio sem graça. é que, embora eu escreva bem (é a única coisa que posso afirmar sem medo que faço bem...), só sei escrever sobre mim mesma, então fico imaginando que deve ser muuuuito chato pra quem lê.
de todo modo, vou fazendo. acostumei. nunca tive diário na vida, mas gosto demais de escrever, então vou fazendo.... e quem quiser vir e ler, venha e leia. normalmente, amigos.
tenho alguns fiéis leitores, o que muito me lisonjeia, porque volta e meia comentam... tem um em especial que, por vezes, quando lê que estou triste, me liga, pergunta se está tudo bem. acho um carinho legal, me sinto muito querida. sei que tem amigos que moram longe que me acompanham um pouco pelo blog também. :D
talvez por isso é que eu continue fazendo. e pra mim mesma, claro. nos meus devaneios mais loucos (os mais loucos mesmo... risos), um dia alguém vai achar que isso aqui é material de primeira e publicar. mas é mentira.... uma ilusão. se eu conseguir publicar o mestrado já tá de bom tamanho.
de todo modo....
o que eu queria contar na verdade é que ontem esse leitor que me acompanha sempre comentou: puxa, vc está melhor, li o seu blog.... fiquei surpresa, porque escrevi o post num momento não muito bom, em que estava sentindo coisas ruins. não sei se mágoa, raiva, não sei bem.
de todo modo......... achei curioso que um texto escrito num momento assim tenha repercutido da maneira oposta no meu leitor. gostei muito.
o texto, bem como o cinema, a pintura, enfim... acho que as artes todas... se completa com o seu leitor. ele nunca está pronto, e nunca é o mesmo. depende de quem lê, de quem vê, do que viveu e vive o espectador/leitor.
talvez por isso vcs não achem tão chato quanto eu penso.......... (tomara!) ;-)
de todo modo, vou fazendo. acostumei. nunca tive diário na vida, mas gosto demais de escrever, então vou fazendo.... e quem quiser vir e ler, venha e leia. normalmente, amigos.
tenho alguns fiéis leitores, o que muito me lisonjeia, porque volta e meia comentam... tem um em especial que, por vezes, quando lê que estou triste, me liga, pergunta se está tudo bem. acho um carinho legal, me sinto muito querida. sei que tem amigos que moram longe que me acompanham um pouco pelo blog também. :D
talvez por isso é que eu continue fazendo. e pra mim mesma, claro. nos meus devaneios mais loucos (os mais loucos mesmo... risos), um dia alguém vai achar que isso aqui é material de primeira e publicar. mas é mentira.... uma ilusão. se eu conseguir publicar o mestrado já tá de bom tamanho.
de todo modo....
o que eu queria contar na verdade é que ontem esse leitor que me acompanha sempre comentou: puxa, vc está melhor, li o seu blog.... fiquei surpresa, porque escrevi o post num momento não muito bom, em que estava sentindo coisas ruins. não sei se mágoa, raiva, não sei bem.
de todo modo......... achei curioso que um texto escrito num momento assim tenha repercutido da maneira oposta no meu leitor. gostei muito.
o texto, bem como o cinema, a pintura, enfim... acho que as artes todas... se completa com o seu leitor. ele nunca está pronto, e nunca é o mesmo. depende de quem lê, de quem vê, do que viveu e vive o espectador/leitor.
talvez por isso vcs não achem tão chato quanto eu penso.......... (tomara!) ;-)
15 agosto 2006
engraçado.......
há um ditado que diz que o tempo é melhor remédio...
de fato, muitas vezes é mesmo. cura dores de amores... cura tristeza de perder gente querida... cura frustrações...
mas tem coisas que podem levar muito, mas muito tempo mesmo pra passar.
e há certas coisas que nem tempo dá jeito.
ou melhor, jeito dá. mas demóóóóóóóóóóra.........
há que se ter coragem para enfrentar algumas situações na vida, e não esperar que o tempo cure as feridas abertas.
talvez você se dê conta que, se for esperar passar tempo suficiente, pode ser tarde demais.
de fato, muitas vezes é mesmo. cura dores de amores... cura tristeza de perder gente querida... cura frustrações...
mas tem coisas que podem levar muito, mas muito tempo mesmo pra passar.
e há certas coisas que nem tempo dá jeito.
ou melhor, jeito dá. mas demóóóóóóóóóóra.........
há que se ter coragem para enfrentar algumas situações na vida, e não esperar que o tempo cure as feridas abertas.
talvez você se dê conta que, se for esperar passar tempo suficiente, pode ser tarde demais.
06 agosto 2006
Muito muito cansada
Por isso não tenho escrito quase nada. Falta-me tempo, imaginação e, acima de tudo, forças para pensar em qualquer coisa de original para escrever aqui. Juro. Tô um trapinho.
Mas to tentando voltar a nadar e espero também que a acupuntura me ajude a ter mais forças para aguentar o tranco desse semestre que se inicia. Se depender do meu horóscopo, agosto vai ser mesmo o 'mês do desgosto'. Bem que o destino podia aprontar alguma pra mim e botar um moço muito legal no meu caminho (ou mesmo trazer algum de volta..........), mas não posso me fiar nisso....
e vamu tocá prá frente que tem muito caminho ainda por aí. (espero)
se eu sumir, não é por nada. mas se eu sumir mesmo, não esqueçam de mim não......... aproveitem para mandar um beijo por e-mail, telefonar ou vir aqui em casa me visitar (quem estiver perto o suficiente). eu vou adorar! minha cozinha de galinhas está linda, o banheiro novinho também.
hoje sinto saudades dos amigos de longe, e um pouquinho de tristeza também.
Mas to tentando voltar a nadar e espero também que a acupuntura me ajude a ter mais forças para aguentar o tranco desse semestre que se inicia. Se depender do meu horóscopo, agosto vai ser mesmo o 'mês do desgosto'. Bem que o destino podia aprontar alguma pra mim e botar um moço muito legal no meu caminho (ou mesmo trazer algum de volta..........), mas não posso me fiar nisso....
e vamu tocá prá frente que tem muito caminho ainda por aí. (espero)
se eu sumir, não é por nada. mas se eu sumir mesmo, não esqueçam de mim não......... aproveitem para mandar um beijo por e-mail, telefonar ou vir aqui em casa me visitar (quem estiver perto o suficiente). eu vou adorar! minha cozinha de galinhas está linda, o banheiro novinho também.
hoje sinto saudades dos amigos de longe, e um pouquinho de tristeza também.
Leo Chapinha ou mó orguio de famia
Sabe o "Leo Chapinha" que eu botei há algum tempo atrás aqui no blog? Aquela foto do Leão de escova no cabelo, propaganda do shampoo Seda Anti-Sponge? (vejam na lista de posts antigos do mês de MAIO de 2006)
Foi meu primo que fez!!!! Descobri hoje...
Ele é publicitário e tem uma agência, a Famiglia, que é responsável pela conta da Nova Schin, entre outras.
Ele tem 8 (OITO) Leões em Cannes. Só oito.
Já viu que ele gosta de leão, né?
Pô, mó orguio.
Foi meu primo que fez!!!! Descobri hoje...
Ele é publicitário e tem uma agência, a Famiglia, que é responsável pela conta da Nova Schin, entre outras.
Ele tem 8 (OITO) Leões em Cannes. Só oito.
Já viu que ele gosta de leão, né?
Pô, mó orguio.
31 julho 2006
23 julho 2006
coração na boca
Adoro cortinas
que se abrem
adoro o silêncio
antes do grito
adoro o infinito
de um momento
rápido
o instrumento gasto
o ator aflito
o coração na boca
antes
da palavra louca
que eu não digo
adoro te imaginar
mesmo sem ter
te visto
adoro os detalhes
olhares,atalhos
botões
adoro as pausas
entre as cancões
soluções da natureza
riquezas da criação.
(Zélia Duncan/Lucina)
que se abrem
adoro o silêncio
antes do grito
adoro o infinito
de um momento
rápido
o instrumento gasto
o ator aflito
o coração na boca
antes
da palavra louca
que eu não digo
adoro te imaginar
mesmo sem ter
te visto
adoro os detalhes
olhares,atalhos
botões
adoro as pausas
entre as cancões
soluções da natureza
riquezas da criação.
(Zélia Duncan/Lucina)
21 julho 2006
Yo quiero taco bell
16 julho 2006
Respirar
Sinto um aperto no peito e não é só metafórico.
Preciso respirar, e não consigo. Não que o ar desta cidade ajude, metropolitano, cheio de cinzas, cheio de gente, cheio de vida, triste e carregado....
Mas falta ESPAÇO... me falta espaço....... me falta espaço.........
Preciso respirar, e não consigo. Não que o ar desta cidade ajude, metropolitano, cheio de cinzas, cheio de gente, cheio de vida, triste e carregado....
Mas falta ESPAÇO... me falta espaço....... me falta espaço.........
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