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03 dezembro 2006

Estresse na fazenda - o nome é Peter Singer, GG

Aproveitando o pequeno debate gerado pelas vaquinhas logo abaixo, e também a lembrança feliz de GG sobre o Peter (e não Paul, que é o da FEA-USP) Singer, que eu já havia lido na Folha e que escreve também sobre eutanásia e aborto, coloco abaixo artigo dele publicado na Folha de hoje (domingo, 03/12) exatamente sobre os métodos de criação das vacas e frangos que vêm à nossa mesa.... e sobre as crueldades que contra eles se cometem.
Divirtam-se, se for possível.

Estresse na fazenda

Para filósofo, métodos industriais de criação são ineficientes e aumentam as doenças cardíacas e digestivas

PETER SINGER
Segundo previsões, o consumo global de carne deverá duplicar até 2020. Na Europa e na América do Norte, há crescente preocupação sobre a ética dos métodos de produção de carne e ovos.
O consumo de carne de vitela caiu de modo acentuado desde que se tornou amplamente conhecido que, para produzir a vitela "branca" -na verdade, rosada-, os bezerros recém-nascidos são separados de suas mães, deliberadamente deixados anêmicos e mantidos em baias tão estreitas que não podem se mover.
Na Europa, a doença da vaca louca chocou muita gente, não apenas porque destruiu a imagem da carne bovina como um alimento saudável e seguro mas também porque se soube que a causa da doença era alimentar o gado com cérebro e tecidos nervosos de carneiros.

Nada de pastar

As pessoas que acreditavam ingenuamente que o gado comesse capim descobriram que o gado de corte pode comer qualquer coisa, desde milho a ração de peixe, dejetos de galinhas (com excrementos e tudo), além de lixo de abatedouros.
A preocupação sobre como tratamos os animais de criação está longe de limitar-se à pequena porcentagem de pessoas que são vegetarianas ou "vegans" -que não comem nenhum produto animal. Apesar dos fortes argumentos éticos a favor do vegetarianismo, ainda não é uma postura dominante.
Mais comum é a opinião de que comer carne é justificável, desde que os animais tenham uma vida decente antes de serem mortos. O problema, como Jim Mason e eu descrevemos em nosso recente livro, é que a agricultura industrial nega aos animais uma vida minimamente decente. As dezenas de bilhões de frangos produzidas hoje nunca vêem a luz do dia. Eles são criados para ter um apetite voraz e ganhar peso rapidamente, mantidos em galpões que podem abrigar até 20 mil aves.
O nível de amônia acumulado no ar por causa dos excrementos faz arder os olhos e os pulmões. Abatidos com apenas 45 dias de vida, seus ossos imaturos mal suportam o peso dos corpos. Alguns caem e, sem conseguir alcançar alimento ou água, morrem rapidamente -um destino irrelevante para a economia da empresa em geral.
As condições são ainda piores, mesmo que pareça impossível, para as galinhas poedeiras, colocadas em gaiolas de arame tão pequenas que mesmo que haja só uma por gaiola não consegue abrir as asas. Mas geralmente há quatro galinhas por gaiola, e muitas vezes mais. Nessas condições de superlotação, as aves dominantes, mais agressivas, tendem a bicar até a morte as galinhas mais fracas.
Para evitar isso, os produtores serram os bicos de todas elas com uma lâmina quente. O bico da galinha é cheio de tecido nervoso -afinal, é seu principal meio de relacionamento com o ambiente-, mas não se usa anestésico ou analgésico para aliviar a dor.
Os porcos talvez sejam os animais mais inteligentes e sensíveis que costumamos comer. Quando criados numa aldeia rural, podem exercer sua inteligência e explorar o ambiente variado.
Antes de parir, as porcas usam palha ou folhas e ramos para construir um ninho seguro e confortável para alimentar suas crias. Mas, nas fazendas industriais, as porcas prenhas são mantidas em compartimentos tão estreitos que não podem se virar.
Os filhotes são tirados da mãe assim que possível, para que possa cruzar novamente.
Os defensores desses métodos de produção afirmam que são lamentáveis, mas necessários, diante da crescente demanda populacional por alimentos. Pelo contrário, quando confinamos animais em fazendas industriais, precisamos cultivar alimentos para eles.
Os animais queimam a maior parte da energia desses alimentos só para respirarem e manterem seus corpos aquecidos, por isso acabamos com uma pequena fração -geralmente, não mais de um terço e, às vezes, somente um décimo- do valor alimentício que lhes fornecemos na alimentação.
Em comparação, as vacas criadas em pastos comem alimentos que não podemos digerir, o que significa que aumentam a quantidade de alimento disponível para nós.
É trágico que países como a China e a Índia estejam copiando os métodos ocidentais e colocando os animais em enormes fazendas industriais.
Se isso continuar, o resultado será o sofrimento dos animais em escala maior que a existente hoje no Ocidente assim como danos ambientais e um aumento das doenças cardíacas e cânceres do sistema digestivo.
Também será terrivelmente ineficaz. Como consumidores, temos o poder e a obrigação moral de nos recusarmos a apoiar métodos agrícolas que sejam cruéis para os animais e ruins para nós.

Este texto saiu no "Guardian".
Tradução de Luiz Roberto Mendes Gonçalves.

30 novembro 2006

Na falta de tempo e energia...



vou botar as vaquinhas bonitinhas que eu gostei.
também adoro aqueles adesivos: bichos são amigos, não comida; não coma nada que tenha um rosto e outros parecidos.
um dia, quem sabe, consigo parar de comer carne. no dia que eu arrumar uma empregada que saiba cozinhar comida vegetariana e peixe.

23 novembro 2006

a festa nunca termina

e o aniversário já foi, mas o inferno astral não acaba. e o pior, ele está irradiando para as pessoas ao redor.
no dia 15 de novembro entraram na ONG onde eu trabalho e levaram todos as nossas CPUs. a menos de uma semana de um evento superimportante.
ralamos pra resolver tudo urgente. deu tudo certo, o evento saiu. no sábado, 18, eu tava um trapo, chorei o dia inteiro. ah, meu DVD, ganhado do meu pai, que por sua vez ganhou num sorteio, foi na leva junto com as CPUs. virou cocaína ou crack. quem sabe na Santa Ifigênia a gente não conseguia de volta nosso banco de dados que foi junto com as máquinas...
hoje, voltando da penitenciária onde estamos fazendo trabalho voluntário, que ironia, sou assaltada no farol: a idiota classe-média com cara de aristocrata de vidro aberto, dando mole, chega o viciado fodido (com 4 outras pessoas no carro a idiota não imagina que alguém vai abordar), pede dinheiro, a idiota fala que a bolsa tá no porta-malas, o viciado fica olhando pra dentro do carro, procurando, e pede o celular. nem sei se estava armado, mas eu não tinha pra onde andar, não dava pra fechar o vidro, tudo parado, dei a porra pra ele trocar por 10 pedra de crack.
isso depois de conseguir a duras penas o maledeto celular, depois de quase dois meses de inferno com a vivo, diariamente, ainda hoje chegou a nova conta do clone, 1000 mil reais e ainda preciso ligar na porra da empresa pra contestar a conta porque não conseguem resolver sozinhos, e provavelmente vão fazer cagada e bloquear minhas ligações porque não paguei a conta de 1000 reais do clone (fizeram isso comigo mês passado...)
ai que vontade de sumir

20 novembro 2006

sem título

sem título porque não sei bem. hoje (ontem) fiz 30 anos. achei que estava tudo bem mas estou tendo um pouco de dificuldade para processar a informação. o ano de 2006, que ainda não acabou, foi muuuuuuuuito foda, muito mesmo, mas ao mesmo tempo de muuuuuuito crescimento. outro dia um amigo comentou que achava engraçado essa maneira de comentar, porque bom é sempre o momento agora, pra ele (tem 20 anos e a sabedoria de um budista experiente). de fato, mas quando digo isso, não acho que os outros anos tenham sido melhores ou piores. mas este ano, aliás, os últimos anos pós UTI (2004, 2005 e 2006) têm sido de crescimento intenso com consciência do processo enquanto ocorre. fico mais madura à medida que o tempo passa, e isso me amedronta mas ao mesmo tempo acho interessantíssimo. acho que hoje sou uma mulher (antes era uma menina...) muito mais interessante do que era há 10 anos... me descubro dia a dia em todos os sentidos, alguns com muito prazer (cada vez mais!) e outros com aborrecimentos, dificuldades, defeitos. mas a descoberta e o autoconhecimento são muito bons, e só assim se cresce.
não ando numa fase muito auto-analítica, larguei a terapia e fui pra acupuntura que mexe com a energia. acho que por mais que esteja tudo difíííícil, tô segurando a onda com essa energia que está se mexendo dentro de mim. racionalizar é imperativo na minha cabecinha pensativa, mas se abrir e intuir têm sido coisas boas.
se antes eu pensava que ficaria eternamente sozinha, que vou morrer velhinha numa casa com 50 cachorros e 40 gatos, sem filhos e sem marido... bem, pode mesmo ser que isso aconteça, mas até sobre casamento falei esse ano! coisa que jamais pensei que aconteceria comigo tão cedo e da maneira como foi...
abrir-me cada vez mais para o mundo com o mínimo de preconceitos e o máximo de curiosidades.... tenho buscado isso, e tido respostas maravilhosas.
e amar, amar, amar, em todos os sentidos amplos e possíveis da palavra, cada vez mais é delicioso e cheio de descobertas, de novas emoções. foi assim que o ano começou: com muito amor, energia muito boa, mente aberta e gente muito boa do meu lado. e vai terminar desse jeito, com a diferença que agora tem MUITO MAIS gente muito boa do meu lado!
minha família, meus amigos, meus amores, meus bichos, meu planeta.........ô ser humano difícil de entender e conviver, ô mistério da vida! que coisa linda e amedrontadora que é viver e morrer!

11 novembro 2006

xu, o cão, dormindo como sempre




a foto é do meu irmão. para ir no flckr dele clique aqui

09 novembro 2006

merda

esqueci de novo de pagar a conta do cartão de crédito

06 novembro 2006

Ótimo, ótimo, ótimo. Rosana Hermann rules!



vídeo da Rosana Hermann que ganhou o Festival do Minuto. muito bom.
visitem o blog dela, Querido Leitor. é muito bom. ela também escreve no blônicas.

esse post era pra ser só sobre o inferno astral. mas o sa ficou doente este finde........ e eu fiquei triste à beça

acho que o meu inferno astral finalmente acabou.
parece que as coisas agora estão mais calmas e se encaminhando....
depois de dois meses brigando diariamente com a vivo e com a nokia, finalmente acabou o clone do meu celular, ganhei um aparelho novo e consegui meu dinheiro de volta da nokia. finalmente.
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sumi porque fui pro Rio num congresso, que deixou bastante a desejar; pelo menos dei uma espairecida, tava muito cansada, e encontrei o meu irmão. fomos no show da Patti Smith e Yeah Yeah Yeahs no Tim Festival e lá eu vi e falei com o Leo Madeira,da MTv (adooooooooooro Leo Madeira, só não pedi autógrafo, fui que nem besta falar com ele).
dancei muito na Patti Smith, foi ótimo.
peguei uma corzinha em Ipanema e depois passei um nervoso na ida pro Galeão, na Linha Vermelha. acabei voltando de ônibus, na segunda de manhã. pavor, pavor, pavor, o Rio é lindo, mas é foda.
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depois do Rio fui pra Botucatu neste finados e quase que temos um funeral na família: Sapeca, o cão, 14 anos, salsicha preto fiel companheiro, sábio, sossegado, forte pra caramba, brincalhão mesmo ceguinho, que dá broncas no Xu quando ele faz bobagem (dá mesmo, ele late dando bronca, é engraçado), lambeu um sapo e se intoxicou. ninguém viu isso. depois que tocamos o sapo pra fora, eu vi uma baba na sala.... e vi que o Sa tava esquisito.
ele passava o focinho no chão, tentei dar água na seringa, mordeu a seringa, tentei dar leite, não conseguia lamber o leite, a língua ficou azul. quando ele começou a enfiar a pata dentro da boca pra aliviar a sensação ruim, vi que a coisa era séria.
entrei no carro voando pra tirar da garagem, nesse meio tempo ele foi pro jardim e vomitou uma baba branca.
fiquei desesperada mesmo. chegamos lá ele tomou 4 injeções, vomitou mais, ficou muito muito muito assustado, a gente via no olho dele, a carinha de medo. quase morri quando ele tava vomitando e de repente caiu deitado, achei que tinha perdido a respiração ou algo assim.
a veterinária disse que está com um edema pulmonar, tem um soprão no coração e que está batendo muito rápido o coração. deu um diurético pra melhorar o edema.
no dia seguinte ele não conseguia levantar o quadril pra andar. ai.......... acham que consegui estudar? fiquei o tempo todo do lado dele. dei remédio, tudo. foi melhorando, deu umas andadinhas..... foi beber água, fazer xixi..... ah, e o batimento acalmou, bastante.
hoje eu já tava aqui em SP(vim fazer um concurso) e o meu irmão disse que ele já estava andando e já acordou como de costume todo mundo às 6 e meia da manhã fungando em todas as portas-janela da casa e latindo pro meu pai abrir a porta pra ele entrar (ele não se conforma porque o Xu dorme dentro de casa e ele dorme no jardim, então acorda e late pra entrar.... risos)
o Xu percebeu que as coisas não estavam bem. ficou na dele, quietinho, meio triste.
sei que o Sa não vive muito mais e tenho pavor que ele morra quando eu estiver sozinha com ele (isso vai acontecer no final do mês). ele é um cão guerreiro, muito saudável, nunca fica doente, mas ultimamente anda tenho coisinhas........ teve diarréia recentemente e agora isso do sapo. isso vai debilitando ele......... tadinho. a gente viu o esforço que ele fez este finde para ficar firmão. mesmo ontem sem andar, levantava as patas da frente e ficava esticando o corpinho, tentando levantar.
só não quero ver ele sofrer. quando ele for, que vá em paz, do seu jeito de cão pacífico que ele é.

24 outubro 2006

21 outubro 2006

olha o que eu fiquei fazendo ao invés de estudar


procurando coisas engraçadas na net....
Essa é do Laerte, do site dele.

Mario, essa é pra vc.........


Peguei no blog do Caco Galhardo.
Simone de Beauvoir.
Pra quem gosta de mulheres reais, gostosas e inteligentes - assim, meio como eu :P

Tapa na pantera, com Maria Alice Vergueiro



Pra quem ainda não viu.......... é ótimo.

16 outubro 2006

é muito mais simples do que vc imagina

meu deus, quanto tempo perdemos fazendo tempestade em copo d'água por coisas que não podemos controlar.
esse post é pra eu lembrar pra mim mesma que viver o presente é uma maneira simples de lidar com ansiedades e frustrações.
o que passou já passou......... não se apegue...........
o que virá, bem vc não tem controle........ não se apegue.............
o que é bom hoje logo acaba.................não se apegue.............
e o sofrimento também acaba.................não se apegue a ele.......
é tão simples.
basta lembrar.

15 outubro 2006

Aurora Boreal

Quem não tempo e/ou imaginação usa post alheio (com o devido crédito). Vai lá, Nelson Botter!

Era uma vez...

De Nelson Botter.

Atenção, mulheres, leiam isso e usem como regra para suas vidas: "Eu não preciso e nem devo ser perfeita em tudo!!!". É isso mesmo, leiam de novo! "Eu não preciso e nem devo ser perfeita em tudo!!!". Mais uma vez! Como é que é? Não entendi! "Eu não preciso e nem devo ser perfeita em tudo!!!". E ponto (de exclamação).

Chega dessa coisa de mergulhar de cabeça em auto-cobranças loucas e absurdas por uma perfeição inexistente, algo inatingível e até certo ponto imbecil. Leia lá de novo, anotem nas agendas, grudem nos espelhos de casa, coloque no painel do carro, deixem dentro do estojo de maquiagem, no melhor estilo auto-ajuda possível. É isso mesmo, Botter guru lhes diz: "Mulheres, descompliquem!!!".

Eu, homem, exijo que vocês não sejam as melhores mães do mundo, que não provem ser as profissionais do ano, que não deixem a casa brilhando todos os dias, que não acumulem mil tarefas loucas, que não sejam as melhores esposas, namoradas ou amantes da face da Terra, que não enlouqueçam por causa da beleza eterna, que tenham direito a engordar, a ter celulite, estrias e barriguinha ou barrigona, que não precisem gastar milhões em cosméticos e tratamentos estéticos, enfim, exijo que vocês sejam as mulheres mais lindas do mundo simplesmente por serem vocês mesmas! E garanto que muitos homens pensam como eu, jogam nesse time, o das mulheres por elas mesmas.

Desde que a mulher entrou nessa de dupla, tripla ou quadrupla jornada, a vida feminina (que já era um pequeno inferno) se tornou algo dantesco, extremamente ilusório e estressante. O nível de exigência consigo mesma passa dos limites imagináveis e concebíveis. É preciso parar com isso, pois nunca as mulheres tiveram tantas doenças motivadas pelo alto estresse, dentre elas as tão temidas cardiopatias, ou seja, o coração feminino não sofre mais somente pelas desventuras do amor... agora a bolsa (não a de couro e sim a de valores) a faz enfartar rapidinho!

Sim, a igualdade dos sexos é necessária, o feminismo é importante, a valorização da mulher perante a sociedade é uma das maiores conquistas ocidentais do último século, as mulheres devem mesmo ter autonomia financeira, serem independentes e terem grandes objetivos profissionais, mas é preciso saber a medida certa. Como em todo processo de adaptação ao novo, as mulheres vieram com todo o gás, pois sabem que o preconceito (principalmente no mundo corporativo) ainda é grande, a coisa não é fácil, entretanto o período de adaptação já passou, hoje temos mulheres presidentas de empresas e até países. Portanto, vocês meninas chegaram lá, agora é hora de pisar no freio e acompanhar a velocidade (muitas vezes tartaruguesca) dos homens.

Podem tirar a fantasia de Mulher-Maravilha, vai lá, rodopiem e larguem essa história de serem as heroínas do dia, chega. Quero ver vocês se libertando da escravidão imposta pela sociedade consumista e dos ridículos padrões de beleza. Joguem a obsessão pela magreza no lixo, livrem-se da culpa por não lamberem suas crias 24 horas por dia, parem de competir ferozmente no mercado de trabalho, dêem uma banana aos homens folgados que não lhes ajudam nas tarefas da casa e ainda exigem disposição para um kama-sutra de 12 horas seguidas.

Mulheres, voltem a ser meigas, delicadas e sensíveis. Essa roupa masculina não lhes cai bem e só deixa o mundo mais feio e troglodita. Salvem-nos enquanto ainda há tempo, mas sem bancar a super-heroína, apenas sejam vocês, mulheres, pois já é o suficiente... e esse é o grande segredo para salvar o mundo. Fora que Mulher-Maravilha já era, né? O negócio agora é ser Meninas Super Poderosas!

Nelson Botter é cronista do Blônicas.

14 outubro 2006

De novo, pra ver se entra por osmose

Saber amar
é saber deixar alguém te amar.
Saber amar
é saber deixar alguém te amar.
Saber amar
é saber deixar alguém te amar.
Saber amar
é saber deixar alguém te amar.

será que se eu repetir muitas vezes seguidas funciona?

06 outubro 2006

A resposta

"From: Cabral Luís Miguel
Date: Oct 6, 2006 8:22 AM
Subject: RE: [Mensagem para a Linguateca] meu nome na linguateca
To:
Cara Emilia,
O documento que encontrou trata-se de uma lista de autores de artigos do jornal Folha de São Paulo publicados entre 1994 e 1995.
O seu nome de facto aparecia num artigo da Folha de São Paulo, datado de 1994 ou 1995, fazendo parte de uma lista de candidatos ao ensino universitário.
Durante o processo de detecção dos autores dos artigos, esses nomes foram identificados como tal, pois apareciam no formato que a Folha habitualmente usava para os autores.
O seu nome e dos seus colegas foi assim erradamente identificado como sendo autora de um artigo do jornal Folha.
Pedimos desculpa por qualquer incómodo que lhe tenhamos causado.

Com os melhores cumprimentos,
Luís Cabral"

05 outubro 2006

Parentes na Romenia

Ah, nessa incursão pelo meu nome no Google descobri também que tenho parentes na Romênia (risos).

Dê um google no seu nome...

Pois então. Como se eu não tivesse mesmo mais nada pra fazer... estou aqui navegando, lendo a Folha pela net (em tempos bicudos, cortei o jornal e a TV a cabo. a TV até que não foi ruim... mas o jornal faz uma falta danada) e resolvi 'dar um google' (em inglês é tão mais fácil... eles transformam tudo em verbo. 'I tried to google me'.) em mim mesma. Ou seja, botar meu nominho lá pra ver o que aparece.
Além das inevitáveis listas de aprovados em vestibular e de uma ou outra coisinha diferente (colaboração numa pesquisa há 10 anos atrás... e não é que a professora agradeceu?), olha o que apareceu:

http://acdc.linguateca.pt/aval_conjunta/CLEF/lista_autores_Folha.txt

Coisa estranha. Fui no endereço original. Linguateca. O que é a Linguateca?
"A Linguateca é uma organização virtual (distribuída) de I&D constituída por quatro pólos localizados em centros de investigação de renome e com experiência em processamento do português."

O projeto é imenso. É financiado pela União Européia e é tão complexo que me perdi dentro do site.

Mandei um e-mail pra lá pra tentar entender o que o meu nome está fazendo no meio de nomes de jornalistas e articulistas da Folha, como Alcino Leite Neto e Erika Palomino. Só sei que vi também nomes de ex-colegas da GV, misturados ao de Aldaíza Sposati (brilhante assistente social) e Alexandre Hercovitch, entre outros.

Vai entender o critério........

30 setembro 2006

finalmente


Era essa a foto que eu queria ter mandado pro Calendas por no blog dele ano passado, no mês junino.
Fala se eu não fiquei mutcho fofa de noivinha!?
A história é engraçada.... eu estudava no pré, e o noivo ia ser um menino que eu gostava... a minha mãe já tinha me falado que não era não era de jeito nenhum pra eu querer ser noivinha porque ela já tinha o vestido de caipirinha normal.... mas era o Leandro, eu tinha que ser a noivinha dele!
Então, na hora que a professora perguntou... levantei a mão e virei noivinha do Leandro. Até hoje me lembro da frase que eu falava na hora do casório: "se a mãe deixá eu caso, uai!"
Pois o vestido, graças à pinda que meus pais passavam na época, já que meu pai era um jovem Professor Universitário que ganhava mal, foi feita de cortina... daquela renda de cortina. Quem fez foi a Tê, que trabalhou muitos anos na nossa casa e é praticamente nossa segunda mãe.
Minha mãe caprichou nas pintinhas e.... tcharan! eis o resultado......bons tempos....mas ainda gosto mais dos tempos de hoje. o cabelo não é mais liso, mas a vida é mais divertida (acho).

28 setembro 2006

Contardo, sempre ele.

"Um filme de amor - O interesse pelo vídeo de Cicarelli revela que somos sobretudo frustrados no amor

À FORÇA de receber links para o vídeo de Daniella Cicarelli, acabei dando o clique e assisti ao filme.
São quatro minutos e meio, editados a partir de duas horas de gravação e entrecortados por subtítulos, que introduzem diferentes momentos do convívio do casal. Os subtítulos são em castelhano.
Normal, visto que os fatos aconteceram na Espanha, e o "paparazzo" era espanhol. Mas as frases, numa língua estrangeira e próxima, facilitam, para o espectador brasileiro, uma atitude irônica e zombadora, como se pertencessem a um português macarrônico.
De fato, nas conversas destes dias, o vídeo é sempre evocado com um tom maroto e, sobretudo, burlesco.
À primeira vista, o cômico parece servir para que o espectador esqueça a posição (incômoda e envergonhada) que ocupa: a de uma criança com o olho colado no buraco da fechadura ou, pior, a de um adulto salivando à vista de frutos proibidos.
Digo logo: suspeito que o cômico, neste caso, proteja o espectador de um outro incômodo, maior e, de certa forma, mais triste.
Falando em frutos proibidos, é importante salientar que o vídeo não é nada "ousado". Um sujeito que estivesse procurando por pornografia na internet certamente o descartaria sem hesitação e encontraria, com facilidade, imagens bem mais explícitas.
Alguém dirá que o interesse pelo vídeo depende unicamente do fato de que uma "celebrity" seria assim "exposta". Os títulos (infames) que acompanhavam os e-mails com o link iam nesse sentido. Algo assim: olhe só, Fulana está "dando" na praia... Ou seja, os brasileiros seriam fascinados pela "descoberta" de que uma "celebrity" e um lindo moço se desejam, beijam-se, acariciam-se etc. Essa cena nos ofereceria a certeza confortante de que os deuses do Olimpo não são muito diferentes da gente. Seria um pouco como uma foto de Lula ou de Alckmin mordendo um sanduíche cheio de mostarda e ketchup ou entrando com urgência num banheiro. "Te peguei!".
Pois é, não acredito em nada disso.
Por duas razões.
Primeiro, o vídeo nos mostra um casal que não tem nada de "jet-set". Eles não estão num iate na Sardenha nem numa enseada de sua ilha privada. Estão numa praia qualquer.
Tomam um refresco, comem um sorvete, tiram aquela foto que todos já tiramos, esticando o braço e recuando as cabeças para pegar o sorriso dos dois. Há um momento em que a moça puxa os cotovelos do moço para que ele a abrace; o gesto é comovedor de tão familiar.
Segundo, o distanciamento (facilitado pelos subtítulos irrisórios) mostra o seguinte: o espectador se arma de uma boa pitada de cômico para encarar uma visão que, sem isso, poderia magoá-lo (em geral, rir é um jeito de afastar de nós algo que preferimos ignorar). E acontece que, neste caso, o que queremos afastar certamente não é uma extravagância sexual, explícita ou implícita, pois o vídeo não é de sexo; é um vídeo de amor, um excelente vídeo de amor. Ele poderia ou deveria ser proposto como exemplo nas escolas de cinema, não por suas qualidades técnicas, mas porque é raro que os cineastas consigam mostrar tão bem os gestos do desejo entre duas pessoas que se gostam muito e que se amam (que seja por uma semana, um ano ou uma vida, tanto faz).
A delicadeza dos beijos, dos toques, dos abraços do casal falam de um momento de felicidade amorosa que é o verdadeiro "escândalo" do vídeo. É contra essas imagens de amor que o título chulo e os subtítulos irônicos protegem o espectador, guiando-o para que se convença de que ele está assistindo a alguma devassidão ou se divertindo ao constatar que uma "celebrity" fez "aquilo" que nem a gente.
Sem esse desvio da atenção, o vídeo seria, para quase todos os espectadores, tocante e talvez intoleravelmente triste. Por quê? Simples: alguns podem ser frustrados no sexo, outros podem ser invejosos e estar a fim de dar um pontapé nos pedestais que eles mesmos erigem, mas muitos sentem a falta da delicada intimidade do desejo sexual quando ele acontece entre dois que se gostam e se amam -muitos são frustrados no amor.
Com a ajuda de título e subtítulos, em suma, o tom burlesco dos comentários destes dias serve para que a gente não perceba o que, de fato, o "paparazzo" filmou: uma cena que, ao ser enxergada, produziria em nós a descoberta dolorosa de nossa carência. Pois não se trata de um momento de sexo, mas de uma tarde de amor."
CONTARDO CALLIGARIS - Folha de São Paulo, 29 de setembro de 2006.
ccalligari@uol.com.br

Como sempre, Calligaris, matou a pau (desculpem pelo trocadilho...) Ô ómi bom demais da conta, sô!!!! Ele se supera a cada dia...

23 setembro 2006

saber amar

viver só acostuma. a gente demora pra aprender. depois que aprende, se acostuma. e gosta. e aprende o bom e o ruim de estar só.

essa nossa sociedade moderna não é mole não. a gente tem que aprender a ser só pra depois aprender a estar junto. nos cobram independência....... e depois temos que reaprender....... acho que não a depender, mas a contar. a contar com o outro.

nunca pude (ou nunca quis) contar com ninguém pra nada. nunca aprendi a pedir ajuda. já me ferrei mais de uma vez por isso. devagarzinho vou aprendendo a pedir. antes disso, tenho que aprender a aceitar. aceitar um cuidado, um carinho, atenção.

passei anos tendo que sufocar sentimentos e fingir que não ligava. fingir (fingir mal, diga-se de passagem) que não estava nem aí. agora estou tendo que reaprender a deixar..... a dizer.... a receber. parece fácil....

saber amar é saber deixar alguém te amar.

18 setembro 2006

festa da ana r., último sábado

Para meus amigos chiques que moram em Paris verem que a Emilia ficou loira (finalmente assumir uma porção menos racional e resolvi curtir a vida.........) e que está feliz!
A festa da Ana R. foi ótima, pena que fui embora cedo........

16 setembro 2006

eu não joguei pedra na cruz

pelos últimos deliciosos acontecimentos que a vida tem me proporcionado, inesperada e intensamente, só posso concluir que

a) eu NÃO joguei pedra na cruz
b) eu já estou em uma vida muito evoluída e na próxima, com certeza, me ilumino
c) eu não nasci pra sofrer

e quaisquer outros derivados que se puder imaginar.

dizem por aí que a vida da gente muda de 7 em 7 anos, que esses são os ciclos.
não consigo identificar muito bem que ciclo começou aos 21.... ou aos 14, ou aos 7.
mas esse que começou aos 28........ está sendo muito bom!

agora é torcer pra maré continuar favorável até os 35.....

11 setembro 2006

ô gente mal educada

Sei que o meu humor hoje não está dos melhores, nem a minha atenção, o que costuma acarretar conseqüências mesmo sem a gente perceber.
Mas me dá uma tristeza ver que as pessoas não têm nenhum sentimento de generosidade com relação ao outro. A generosidade só vale quando é pra elas mesmas.
Eu tenho o costume de tirar meus anéis do dedo ao lavar as mãos, porque me incomoda ficar com o anel molhado no dedo. Mas tenho procurado ultimamente guardá-los no bolso para não perder, pois já mais de uma vez esqueci anel em banheiro de shopping.
Hoje, distraída, no banheiro da OAB da Rua da Glória... batata, esqueci os TRÊS anéis. E os três eu gostava muito. Um foi presente do meu tio, lá de Manaus, de coquinho com prata dentro. Os outros dois eu que comprei mas usava sempre, gostava muito.
Só me dei conta duas horas depois. Voltei à OAB na vã esperança de que uma alma os tivesse encontrado e entregue na recepção, achados e perdidos, sei lá. Vã mesmo, a esperança. Nada. Evaporaram.
Presume-se que quem entrou no banheiro depois de mim foi uma advogada ou estagiária que faz ou fez uma faculdade. Uma pessoa minimamente instruída, pois. (se bem que pra ter ética não precisa ser instruído, precisa ser educado) Mas ela não é capaz de raciocinar e imaginar que aquele objeto tem um dono, que aquilo, além de ter um valor econômico, tem um valor sentimental. Não, ela é espertinha e pensa 'ah, achado não é roubado' (deve ter perdido a aula que ensina que não podemos simplesmente sair pegando as coisas por aí), que anel legal, vou pegar pra mim.
Ela não pensa que um dia pode perder alguma coisa que goste muito, e que um(a) espertinho(a), que pouco se lixando está pros outros, como ela, também vai pensar 'ah, achado não é roubado'.
E assim caminha essa bosta de humanidade. Se bem que sempre tem uns idiotas que nem eu que, quando encontram o que não lhe pertence, entregam as coisas pro bedel ou no achados e perdidos.... Que bela bosta de humanidade.

Quem planta vento colhe tempestade, diz o ditado

"O coronel reformado Ubiratan Guimarães, assassinado na noite de domingo (10) em São Paulo, alegava não gostar do "estigma" de "coronel de Carandiru", mas costumava utilizar o número 111 em suas campanhas políticas --o número é o mesmo do total de mortos no episódio que ficou conhecido como massacre do Carandiru, em 1992.

Como candidato pelo PPB a deputado estadual, em 2002, adotou o número 11190. Atualmente, buscando a reeleição pelo PTB, o número de sua candidatura era 14111.

Ubiratan garantia que o número nada tinha a ver com os 111 mortos no massacre da Casa de Detenção do Carandiru. O coronel defendia que 111 era o número do cavalo que montava nos seus tempos de Regimento de Cavalaria."

Da Folha Online, 11 de setembro de 2006, 05h19.

Tough Chicks


Pra quem entende as gírias americanas... é engraçado.

29 agosto 2006

Carandiru

Alguém já notou o número do Coronel Ubiratan, candidato a deputado estadual pelo PTB?

14111

Preciso fazer algum comentário?

Para visitar o site da campanha deste maravilhoso ser humano clique aqui.

21 agosto 2006

terra da garoa

Fazia tempão que eu não caminhava pela Paulista em dia de muito frio. Hoje cruzei a avenida praticamente de ponta a ponta, na hora do rush, todo mundo saindo do trabalho muito apressado. Muito frio. Só faltava a garoazinha pra completar o clima paulistano tradicional (mas que quase não se vê mais), aquela chuvinha fina que corta o rosto da gente, que vem sempre com vento.
Já fiz isso muitas vezes, andar a Paulista de ponta a ponta. Não sei se foi só isso, mas hoje foi diferente: faltou aquele sentimento tão familiar de solidão que tantas vezes senti caminhando sozinha numa típica noite garoante paulistana, por vezes após sair de um cinema... fazia até um tipo, com boininha e cachecol.
Hoje não: hoje me diverti olhando pras pessoas caminhando. Suas expressões, modo de vestir... seu andar. Muita gente passando frio porque errou de roupa, achando que ia fazer aquele calorzinho que andou fazendo aí pelas semanas passadas...
Curioso, a Paulista pra mim não é só uma avenida. É também um estado de espírito.

17 agosto 2006

"duplo sentido" ou "talvez eu seja mesmo boa nisso" (será?)

normalmente acho esse blog meio sem graça. é que, embora eu escreva bem (é a única coisa que posso afirmar sem medo que faço bem...), só sei escrever sobre mim mesma, então fico imaginando que deve ser muuuuito chato pra quem lê.
de todo modo, vou fazendo. acostumei. nunca tive diário na vida, mas gosto demais de escrever, então vou fazendo.... e quem quiser vir e ler, venha e leia. normalmente, amigos.
tenho alguns fiéis leitores, o que muito me lisonjeia, porque volta e meia comentam... tem um em especial que, por vezes, quando lê que estou triste, me liga, pergunta se está tudo bem. acho um carinho legal, me sinto muito querida. sei que tem amigos que moram longe que me acompanham um pouco pelo blog também. :D
talvez por isso é que eu continue fazendo. e pra mim mesma, claro. nos meus devaneios mais loucos (os mais loucos mesmo... risos), um dia alguém vai achar que isso aqui é material de primeira e publicar. mas é mentira.... uma ilusão. se eu conseguir publicar o mestrado já tá de bom tamanho.
de todo modo....
o que eu queria contar na verdade é que ontem esse leitor que me acompanha sempre comentou: puxa, vc está melhor, li o seu blog.... fiquei surpresa, porque escrevi o post num momento não muito bom, em que estava sentindo coisas ruins. não sei se mágoa, raiva, não sei bem.
de todo modo......... achei curioso que um texto escrito num momento assim tenha repercutido da maneira oposta no meu leitor. gostei muito.
o texto, bem como o cinema, a pintura, enfim... acho que as artes todas... se completa com o seu leitor. ele nunca está pronto, e nunca é o mesmo. depende de quem lê, de quem vê, do que viveu e vive o espectador/leitor.
talvez por isso vcs não achem tão chato quanto eu penso.......... (tomara!) ;-)

15 agosto 2006

engraçado.......

há um ditado que diz que o tempo é melhor remédio...
de fato, muitas vezes é mesmo. cura dores de amores... cura tristeza de perder gente querida... cura frustrações...
mas tem coisas que podem levar muito, mas muito tempo mesmo pra passar.
e há certas coisas que nem tempo dá jeito.
ou melhor, jeito dá. mas demóóóóóóóóóóra.........
há que se ter coragem para enfrentar algumas situações na vida, e não esperar que o tempo cure as feridas abertas.
talvez você se dê conta que, se for esperar passar tempo suficiente, pode ser tarde demais.

06 agosto 2006

Muito muito cansada

Por isso não tenho escrito quase nada. Falta-me tempo, imaginação e, acima de tudo, forças para pensar em qualquer coisa de original para escrever aqui. Juro. Tô um trapinho.
Mas to tentando voltar a nadar e espero também que a acupuntura me ajude a ter mais forças para aguentar o tranco desse semestre que se inicia. Se depender do meu horóscopo, agosto vai ser mesmo o 'mês do desgosto'. Bem que o destino podia aprontar alguma pra mim e botar um moço muito legal no meu caminho (ou mesmo trazer algum de volta..........), mas não posso me fiar nisso....
e vamu tocá prá frente que tem muito caminho ainda por aí. (espero)
se eu sumir, não é por nada. mas se eu sumir mesmo, não esqueçam de mim não......... aproveitem para mandar um beijo por e-mail, telefonar ou vir aqui em casa me visitar (quem estiver perto o suficiente). eu vou adorar! minha cozinha de galinhas está linda, o banheiro novinho também.
hoje sinto saudades dos amigos de longe, e um pouquinho de tristeza também.

Leo Chapinha ou mó orguio de famia

Sabe o "Leo Chapinha" que eu botei há algum tempo atrás aqui no blog? Aquela foto do Leão de escova no cabelo, propaganda do shampoo Seda Anti-Sponge? (vejam na lista de posts antigos do mês de MAIO de 2006)
Foi meu primo que fez!!!! Descobri hoje...
Ele é publicitário e tem uma agência, a Famiglia, que é responsável pela conta da Nova Schin, entre outras.
Ele tem 8 (OITO) Leões em Cannes. Só oito.
Já viu que ele gosta de leão, né?
Pô, mó orguio.

31 julho 2006

Merda

acabaram as mini-férias. de volta à frente deste micro onde cabe o mundo, mas não cabe eu.

23 julho 2006

coração na boca

Adoro cortinas
que se abrem
adoro o silêncio
antes do grito
adoro o infinito
de um momento
rápido
o instrumento gasto
o ator aflito
o coração na boca
antes
da palavra louca
que eu não digo
adoro te imaginar
mesmo sem ter
te visto
adoro os detalhes
olhares,atalhos
botões
adoro as pausas
entre as cancões
soluções da natureza
riquezas da criação.

(Zélia Duncan/Lucina)

21 julho 2006

Yo quiero taco bell

Veja o comercial do Taco Bell com o chihuahua.... eu adoro... é só clicar aqui que vc cai direto no YouTube.

E clicando aqui... também do You Tube... outro do Taco Bell, com o chihuahua e sua namorada no restaurante. Eu adoro

16 julho 2006

Respirar

Sinto um aperto no peito e não é só metafórico.
Preciso respirar, e não consigo. Não que o ar desta cidade ajude, metropolitano, cheio de cinzas, cheio de gente, cheio de vida, triste e carregado....
Mas falta ESPAÇO... me falta espaço....... me falta espaço.........

14 julho 2006

FEBEAPÁ

África fashion e bem brasileira

Na SP Fashion Week que homenageia a África, o excepcional é encontrar modelos negros nas passarelas. A coluna fez uma rápida contabilidade: no desfile da Uma, anteontem, das 45 modelos, duas eram negras. De 26 modelos que desfilaram para Patrícia Vieira, três eram negras; no masculino da Zoomp, eram 20 homens, quatro deles negros; no feminino, 32 modelos desfilaram. Três eram negras.


A consulesa-geral da África do Sul, Thanmi Valihu, se dizia orgulhosa: "A África está aparecendo no mapa". Jacimar Silva, diretor de marketing da Sais, de Amir Slama, concorda: "Há dois anos, tínhamos duas negras. Agora, são três, quatro".


Tomando champanhe Chandon com canudinho numa mini-garrafa distribuída depois do desfile da Zoomp, a louríssima Gianne Albertoni diz ter adorado o tema da semana de moda. "A gente tem muita negra linda no Brasil", diz. E na passarela? "Olha, o país tem negras lindas, só não sei se tem muita negra no mercado. As negras são lindas, né? Fora o corpo, todo durinho! Só não sei se elas querem ser modelos."


Sobre cotas para negros nas universidades, Gianne tem dúvidas: "Cotas? Como assim? Aquilo que tem nos EUA?" Ela pára a entrevista para cumprimentar amigos. Volta à conversa. "Ah, cotas... Olha, não "tô" por dentro. Acho que é palhaçada. Todo mundo é igual: preto, branco, amarelo..."

[calma, calma, tem mais....]

Para a modelo Barbara Fialho, cabelos castanhos claros e olhos azuis, a predominância de modelos com pele clara reflete a demanda do mercado: "A modelo tem que ter o corpo e a cor que as compradoras querem ter. E a mulher que compra é clara".

A modelo Camilla Finn, pele rosada, afirma: "O preconceito vem das clientes".

[mas ainda não acabou...]

Já Carol Trentini acha que é "legal trabalhar com o tema África e ter mais brancas na passarela. Assim o mundo vê que há brancos no Brasil". Ela explica: "A imagem que o pessoal de fora tem é a de que no Brasil só tem mulatas. O povo fica pasmo quando digo que sou brasileira".

fonte: Folha de SP, coluna da Monica Bergamo, 14/07/06

experimente você também

não, eu não vou falar sobre o PCC. não tô com o menor saco. aliás, cansei de discutir pena de morte, prisão, essas coisas com as pessoas. vou continuar fazendo o meu trabalho e não vou, não vou mesmo, perder o meu tempo tentando convencer as pessoas de que dentro da cadeia o que tem mesmo são outras pessoas.
li numa entrevista hoje que as presas têm que usar PÃO DURO no lugar de absorvente, porque não têm nem uma bosta de um absorvente de qualquer marca porcaria pra usar.

ai que falta de imaginação ou short cuts

tem razão o Domingos de Oliveira... odeio esse negócio de morte, morte é uma puta sacanagem, uma tremenda injustiça.
ô omi bom demais da conta! quero um assim pra mim! leiam a entrevista dele na TPM clicando aqui.
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ai, tô com uma puta dor de estômago. o que será?
- o delicioso sanduíche de presunto de parma com queijo na chapa e pão francês que comi devidamente acompanhado de guaraná não diet?
- o carlton crema que fumei antes da reunião do conselho do condomínio? (do qual também faço parte, já que tenho mesmo tempo de sobra e quase nada pra fazer)
- o suflair inteiro que comi assistindo Flores Partidas, de Jim Jarmusch, ganhador do Grand Prix em Cannes 2005?
- as 7 balas chiclé que também comi assistindo Flores Partidas?
- ou o stress e a culpa gerado por ter ingerido umas 7000 calorias em pouco menos de 4 horas e ainda ter comprado um maço de cigarros, sucumbindo a uma vontade que me anda atacando há mais de mês?
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Vejam no YouTube... engraçado...
ZIDANE a new way to solve problems.. do it like zidane...

10 julho 2006

tarde divertida

Eu, Scrat (o esquilo) e Sid (a preguiça), na Fnac Paulista, este finde. :D

09 julho 2006

alguns insights óbvios mas muito importantes

- não posso querer ter tudo ao mesmo tempo;
- as coisas na vida não têm essa definitividade que eu sempre achei que tinham; ou o mundo dá voltas; ou calma, tudo a seu tempo.
afinal, são insights óbvios mas dizem todos a mesma coisa para esta mocinha muito ansiosa: paciência, calma.
ou, como dizia Buda, traduzindo (muito toscamente mesmo) para bom português: na vida, tudo passa, até a uva passa; ou na vida tudo é passageiro, menos o cobrador e o motorista.

tenho resolvido algumas pendências.... resolver é bom. muitas vezes, o final não é bem aquele que vc esperava, mas isso não significa que não seja bom! o mundo, de fato, dá muitas voltas...

ai

eu sempre fui chorona, mas ultimamente anda demais. tudo bem, sempre chorei até em filme da Disney, quando a Bela e a Fera ficam finalmente juntos (as?), ou em final de novela, ou até em comerciais mais tocantes. mas ultimamente anda demais.
assisti ontem com meu pai e meu irmão um filme chamado Elsa & Fred, sobre um casal de velhinhos que vive uma paixão. chorei do início ao fim do filme. o filme inteiro. mesmo.
hoje assisti o último capítulo da novela e também chorei pra caramba.
eu choro até lendo livro! juro que já chorei lendo 'os príncipes encantados de libby mason', livrinho best seller mulherzinha (chick-lit), quando no final a Libby finalmente percebe que seu lugar não é ao lado de Ed, o solteirão quarentão milionário mais cobiçado de Londres, que não sabe beijar (e muito menos fazer o resto), mas sim ao lado de Nick, jovem escritor que vive do seguro desemprego de Sua Majestade mas que beija muito bem e é muito, muito bom de cama mesmo.
e chorei recentemente assistindo 'alguém tem que ceder', e 'o cachorro' (filme argentino, muito bom). será que é só quando tem amores e bichinhos em geral ou eu sou mesmo uma manteiga derretida, tipo daquelas de garrafa, sabe como é?
não é possível. eu sempre fui super sensível, mas acho que depois do hospital fiquei ainda mais.
e é uma sensibilidade que é pra tudo e em tudo: pele, remédios (qualquer remedinho faz efeito poderosa e imediatamente, por causa disso quase morri no hospital - ou quase não morri, porque percebi que eu estava tendo uma reação alérgica a um remédio imediatamente), café (se bebo à noite, perco o sono), beleza....... certas músicas me emocionam demais.
há certos choros, felizmente, que não são de tristeza, ansiedade ou angústia. esses são especiais, e compartilhados por poucos (ainda bem!). são poucos os momentos na vida em que a gente chora por coisas boas..... mas eles existem. e são precisamente esses que dão um sentido pra essa nossa existência estranha e muito passageira.

07 julho 2006

a cidade enfeitada

Tem temas recorrentes nesse blog. uma época eu falava muito de TPM, mas ando tomando uns remedinhos homeopáticos, fitoterápicos e tudo o mais que eu puder engolir que melhore essa tristeza profunda e essa sensação de fracasso e de incompetência absoluta que sinto uma vez por mês, e até que melhorei. Então, o tema sumiu faz alguns meses (ufa!).
Tem uma outra coisa que não é tema recorrente mas que agora está me entusiasmando que é a acupuntura e eu sei que o título e o objetivo desse post não tem nada a ver com isso, mas é que eu estou fazendo e estou muito feliz. Vou cuidar da minha saúde, do meu equilíbrio, esse mês volto pras reuniões do Budismo e também a nadar, se eu conseguir superar o frio (brrrrrr!). Larguei a minha terapia que fazia há quase 06 anos (achei que nunca fosse conseguir...) porque tive uma sensação de libertação há mais ou menos um mês, que me deu a coragem pra dar esse passo que eu queria dar. (ufa! de novo!)
Mas o que eu queria mesmo falar nesse post e que eu já falei aqui é sobre os ipês roxos que estão lindos, muito floridos, fazendo tapetes roxinhos nas calçadas. Reparem só como são lindos! Nem dá vontade de fazer nada, só de ficar olhando....
As coisas realmente belas são assim.

passou

mas não muito.
continuo odiando ser advogada, só um pouquinho menos (bem pouquinho). o direito é um saco. é formal demais, e eu odeio formalidade.
eu só estou me gostando um pouco mais e tolerando um pouco mais essa coisa de ser advogada. só não sei por quanto tempo... se eu puder, só até o final desse ano.
queria saber quem foi que achou que eu gostaria de pertencer a esse mundo que finge que a realidade não existe...essa gente que usa um conhecimento construído sem base na realidade, mas que acha que pode resolver e decidir tudo exatamente com esse conhecimento.
cada vez gosto menos das minhas roupas de advogada, do meu papel de advogada, dessa fantasia horrível. de ter que ser responsável pelas coisas que as pessoas fazem e que depois acham que temos obrigação de consertá-las e ainda por cima cobrando bem pouquinho, sabe, porque a situação está difícil. claro, temos que consertar as cagadas alheias e ainda de graça, porque afinal não precisamos comer nem beber nem comprar livros, os anos de estudo não valem pra nada e as pessoas, coitadas, elas não têm culpa (e não têm dinheiro também). ah, e atender o telefone não importa o dia da semana, não importa o horário, porque afinal tudo é urgente. tudo mesmo.
(suspiro)
estou em crise. espero que seja daquela das boas. pra terminar de uma vez a mudança que começou em 2004.

25 junho 2006

Odeio

Odeio o direito, odeio ser advogada, odeio fazer audiência, odeio cobrar, odeio clientes, odeio ir ao Fórum, odeio tirar xerox, odeio códigos legais, odeio as burocracias que cercam o direito. a única coisa que eu realmente gosto nessa maldita profissão que eu escolhi é escrever.
e as vezes me odeio muito também. hoje é um desses dias.

22 junho 2006

ufa! quase!

O semestre tá acabando, graças aos céus. estou tentando me reorganizar e espero ansiosamente a minha semaninha de férias, que só vou conseguir tirar no fim do mês.... depois que eu tiver corrigido provas e feito duas audiências muito chatas... ainda não sei o que fazer (aceito sugestões). vou caminhar o caminho da fé e meditar, acordar com as galinhas e ver lua cheia?????? vou pra américa latina de mochilão, relaxar e pirar com novas culturas??? vou pra terrinha e fico lá tomando solzinho e abraçando meu amado cão??? vou pro Rio de Janeiro dar uma relaxada em Ipanema e fazer novos amigos, dar uma piradinha básica??? ai, que dúvida, que que eu faço? alguém tem mais uma idéia legal?

16 junho 2006

cachorro, gato, galinha

(ai que saudade do xu)
família, família.
cada um tem a sua e embora seja tudo igual não existe mesmo nenhuma igual à outra.
hoje praticamente descobri que um amigo tem irmãos. quer dizer, eu já sabia que ele tinha, já tinha vagamente ouvido falar, mas nunca tinha ouvido dizer deles como se de fato existissem.
outro tem uma teoria sobre pai e mãe e irmãos: se o pai e a mãe se dão bem, os irmãos brigam. e vice-versa. furada. meu pai e minha mãe sempre brigaram e eu e meu irmão também.
tenho amigos que têm famílias imensas, ambos os pais separados, casaram de novo, e nas reuniões é uma infinidade de gente, de primos e filhos, de avós, etc.
tem gente que tem mãe amigona, outras sequer conseguem conversar mais que 5 minutos.
tem pai que acha que não tem se sacrificar pelo filho. outros fazem qualquer sacrifício, e por vezes até se sacrificam quando não é mais preciso.
mas o mais legal de tudo é que tudo isso muda. com o tempo, a gente vai mudando e eles vão tendo que aprender a se relacionar com esse novo você.
a gente sofre, os pais também sofrem bastante, parece, mas essa mudança é legal.
com irmão também. no meu caso, talvez a distância tenha finalmente nos aproximado, dissolvido um pouco a irmandade e criado uma nova maneira de se relacionar. o que é ótimo.
cachorro, gato, galinha. no fundo, no fundo, por mais que a gente critique e tente e mude, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais.

15 junho 2006

Fazer o que se quer

Eu bem que tento ser diferente, mas não dá. No final das contas, eu posso me torcer, me descabelar, mas sempre que faço o que quero, as coisas são mais simples.
Sempre que fico ouvindo conselhos do senso comum, faça assim, não faça assado, mas o meu íntimo me diz "faça do jeito que vc achar que deve", fico numa luta aqui dentro, são rounds e rounds estressantes. No fim quem acaba perdendo, quase sempre, sou eu.
Mas quando eu ligo o 'foda-se', especialmente se for no momento certo (e por sorte eu tenho tido pelo menos essa intuição, de saber o momento certo de ligar o foda-se), as coisas fluem com uma leveza e de um modo tão gostoso que fico me perguntando porque demorei tanto a fazer o que eu queria.
Talvez a sabedoria esteja em ter mais paciência para esperar o momento certo, ter calma... observar a intuição. Não se precipitar, mas também não sofrer com isso. Saber que ele virá, inevitavelmente, e que basta uma atitude, uma ação, para que eu ponha o mundo em movimento. Pode dar merda? Pode, claro que sim... Antes dar merda do que ficar pensando no que seria se.

12 junho 2006

Prioridades

Então, né, no post debaixo eu tava confusa, muito confusa.
Neste aqui eu to um pouco menos confusa. Parei pra pensar que eu preciso aprender a priorizar. Como se eu já não soubesse disso. É que de vez em quando eu tenho umas urgências que me doem a alma. Quero tudo junto. Tudoaomesmotempoagora. Mas não dá. Não dá pra ser super. Não dá pra ser mulher de Nova, sabe como é? Super no trabalho, super mulher, super bonita, super gostosa, super na cama, super amiga, super filha... super estressada, acabada, sem vida própria, sem tempo pra relaxar.
Preciso reavaliar minhas prioridades. Urgente. Senão, do jeito que vai, acabo de novo chutando o pau da barraca. E, pra mim, chega de chutação do pau da barraca. Estou construindo coisas e não quero derrubar tudo antes que o alicerce esteja bem sólido. Depois eu posso até pensar em derrubar, mas calma e conscientemente. Não fazendo cagadas em momentos de histeria.
Acho que vou fechar pra balanço.

10 junho 2006

tudoaomesmotempoagora

escrevermestradoconsertaracasairaocinema
fazerreuniãoconsumirbeijartrabalharpassear
sedivertircuidardocorpomeditararrumarcabelo
fazerunhafazerxixiiraomedicobotargasolinanocarro
viajarestudarseconcentrarseencontrar.............ai, como é duro crescer!

07 junho 2006

descompasso

o computador pifou. 2 semanas sem micro, confusa. levei pra consertar. trancaram meu carro no estacionamento com o micro dentro. usei uma semana. deu pau de novo. levei pra consertar. enchi a cara, fiquei triste. tranquei-me para fora de casa. a minha cozinha está abaixo, os armários e as comidas todos dentro do quarto. no banheiro, paredes nuas (mas enfim, brancas, ao menos). geladeira vazia, roupa acumulada pra lavar. não tenho varal. morreu uma pessoa da família do técnico de computador que está (re)consertando meu PC. a TPM acabou, mas quando ela acaba a resistência baixa e aí fico um pouco doente. e um pouco triste.
caos dentro e fora de mim.
cais vazio. (linda metáfora, Dani. escreva mais)
será que se eu comprar um celular novo com câmera digital, MP3 e blue tooth tudo isso passa?

31 maio 2006

Saudade

Ai que saudade do meu xuxuzinhoooooooooooooooooooooooooooooo.........
agora que meu micro deu pau nem foto dele mais tenho pra pôr aquiiiiiiiiiiiiii.......
já pedi pro meu pai pegar ele no colo lá na terrinha e dar um abraço bem apertado no corpinho salsicha e marrom dele, mas não deu muito certo. pelo menos, não pra mim.

29 maio 2006

sabe, acho que temos conversado demais ultimamente. e por mais que eu te diga as minhas razões, vc insiste em me punir...... cada bronca que levo..... e aí fico dias pensando.... preocupada com o que vc vai pensar sobre o que faço, como ajo. se bebo ou não, se saio ou não. se digo o que quero ou não.
pare, eu não aguento mais!!!!!!!! estou cansada de vc me dizer como devo fazer as coisas!!!! faça assim, não faça assado!!!! essas regras não fazem o menor sentido pra mim!!! elas foram criadas, inventadas não sei por qual masoquista. alguém que não me entende. e vc não também não me entende. nunca. nunca me entendeu, nunca vai entender nada sobre mim. vc só sabe me criticar, reclamar.
eu não agüento mais, quero que vc morra. que desapareça de perto de mim. que pare de me perseguir, que saco, onde eu vou lá está vc cochichando coisas pra mim.... quando penso que vc foi embora, ou que vai parar.... lá está vc.......
mas há momentos em que consigo me separar de vc. em que estou livre, livre das suas cobranças. livre das suas regras, das suas leis infalíveis.
nessas horas eu me sinto tão plena, tão feliz!!!!!!!!
nessas horas sou
pura
e
completamente
feliz.

28 maio 2006

Maristotélica

M. é uma garota carioca muuuuuito legal. Nos conhecemos no dia primeiro de janeiro de 2006, na casa dela mesma, onde baixei para uma sessão violão e charutos na companhia de violonista que ela igualmente não conhecia. E nos recebeu de braços abertos, um puta bom humor, uma delícia de casa e de pessoa.
Meses depois eu vou pro Rio passar um finde e eis que a procuro, meu único contato naquela cidade linda e louca. E M. novamente me recebeu de braços abertos, me levou pra um nhoque delicioso na casa de pessoas ótimas e foi um tesão meu feriado no Rio.
Olha o blog da moça aqui. Ela faz poesia.... e tem um puta astral.
Beijo, lindona! Te vejo em breve, tomara!

26 maio 2006

Como ir do paraíso ao inferno em 36 horas (mais ou menos)

22h encontre um moço muito legal, divertido e que mexe muito com vc pra jantar
01h durma super bem e feliz
09h pegue seu micro que estava no conserto há uma semana e que vc pagou pro cara.não simplesmente fazer um format c:, porque isso vc mesma podia fazer,.mas pra ele fazer um backup dos seus arquivos de trabalho que vc precisa muito, muito mesmo
11h dirija até Santo André e trabalhe, trabalhe, trabalhe
19h volte pra SP e vá passar filminho para os alunos. assista o mesmo.filme (nada light) pela 4ª vez.
22h20 chegue no estacionamento e descubra que o cara trancou a porta e.foi embora e seu carro ficou preso lá, com o seu computador dentro
9h vá buscar seu carro com duas horas de sono na cabeça e depois de uma sessão de terapia
11h ligue o computador e descubra que o técnico fez o backup de um.monte de coisa inútil, menos do mais importante, e que vc vai ter que.ir de novo até a Vila Mariana levar o micro pra ele ver se consegue.encontrar os arquivos.
enquanto isso, fique pulando de micro em micro pra conseguir trabalhar.

PS: post cheio de pontinhos no meio das frases para tentar contornar a rebeldia do editor de texto do blog, que resolveu se revoltar contra os espaços.

24 maio 2006

Hilário




Pra quem não sabe, esse leão é da propaganda do Shampoo Seda Anti-Sponge. Essa foto do leão de escova no cabelo (leo-chapinha) saiu só em revista. Achei simplesmente sensacional.

23 maio 2006

Mulher de fases

São Paulo é uma mulher.... e das mais caprichosas e inconstantes que eu conheço.
É um mulherão!
Intensa, vibrante, por vezes linda (em dias de chuva, lavada e iluminada pelas gotas e pelo brilho do asfalto úmido... brincos de cristal...; dias luminosos de outono, céu azul emoldurando arranha-céus);
outras vezes meio feiosa, de cara suja... acaba de acordar e sai correndo, sem café, sem banho sem nada, por suas veias circulando muita coisa ruim. TPM. Stress. Mal estar.

Inconstante... seus mesmos lugares ora são perfeitos ora podem ser o inferno.

Sampa é definitivamente uma mulher. Complicada e perfeitinha. Mulher de fases...


(mulher de fases é o nome de uma música dos Raimundos... aliás, deram uma sumida... nunca mais vi)

17 maio 2006

Uma viola-de-amor

"Dêem ao homem uma viola-de-amor e façam-no cantar um canto assim...
(...)
'Que o meu rosto reflita nos espelhos um olhar doce e tranquilo, mesmo no mais fundo sofrimento; e que eu não me esqueça nunca que devo estar constantemente em guarda de mim mesmo, para que sejam humanos e dignos o meu orgulho e a minha humildade, e para eu cresça sempre no sentido de Tempo...
'Pois o meu coração está antes de tudo com os que têm menos do que eu, e com os que, tendo mais do que eu, nada têm. Pois o meu coração está com a ovelha e não com o lobo; com o condenado e não com o carrasco…
'E que este seja o meu canto e o escutem os surdos de carinho e de piedade; e que ele vibre com um sino nos ouvidos dos falsos apóstolos dos falsos apóstatas; pois eu sou o homem, ser de poesia, portador do segredo e sua incomunicabilidade – e o meu largo canto vibra acima dos ócios e ressentimentos, das intrigas e vinganças, nos espaços infinitos...'.
Dêem ao homem uma viola-de-amor e façam-no cantar um canto assim, que sua voz está rouca de tanto insulto inútil e seu coração triste, de tanta vã mentira que lhe ensinaram."

Vinícius de Moraes

(editado por este blog)

(Isso não é meu, claro. Se fosse.... ah, se fosse!)

16 maio 2006

Blasée - 2ª edição

Odeio blasée. Odeio cara de paisagem. Odeio apatia. Odeio fingimento.
Não sou blasée, sou escorpiana.



(consultoria especial sobre como escrever blasée no feminino por f. crancianinov, amigona e mocinha moderna que fala francês.)

14 maio 2006

Domingo perfeito.

tomar sol na rede fazendo carinho nos cabelos lisinhos da pequena V, sobrinha adotiva. passou o dia pendurada no meu pescoço, mexendo nos meus óculos, colocando no rostinho delicado dela e dizendo: 'agora eu sou a Emilia'. o espaço na rede disputado a tapa pelos três pequenos, querendo carinho e atenção da tia (odeio marmanjo me chamando de tia, mas criança adoro. quem quiser uma tia postiça pode me chamar). G, muito meigo, deu flores para todas as mamães do local.
no último verão vieram aqui em casa e fizeram uma farra. botei todo mundo pra gastar energia, lavar o carro comigo. carro limpinho... continuaram brincando com a mangueira, maior curtição, dia quente. resolveram, então, lavar o meu tênis. encharcaram-no, felizes. eu tinha lavado de verdade na véspera e estava quase seco. o único par que eu tenho.
vontade de esganar os pequenos lindinhos e fofinhos endiabrados.
domingo perfeito.

09 maio 2006

Estou psiquicamente exausta. Passei algumas horas dentro de uma Penitenciária, em visita organizada pelo nosso grupo de estudos de criminologia. Parece que me sugaram as forças. Tudo que quero agora é dormir. Me recolher e refletir.
Não vi nenhuma violência. Não vi celas atulhadas de pessoas sem espaço para respirar. Não vi um massacre, não vi sujeira.
Vi Homens. De todos os tipos. Altos, baixos, magros, gordos, bonitos, feios, educados, confiantes, desconfiados, amigáveis, não amigáveis, negros, brancos, pardos (não me lembro de nenhum oriental), estudados, não estudados.
Homens que conversam, que cozinham, que jogam bola, que brincam, que brigam, que limpam, que conservam dignamente os locais onde estão, que escrevem... poesias, prosa, livros, jornais. Que estudam e trabalham, em jornadas de 8 horas por dia de trabalho e mais uma e meia de estudo.
Vi um gato branquinho, filho de outros gatos que moram por ali. Vi a cozinha, a padaria, a enfermaria, a capela, o 'seguro', a 'firma', a biblioteca.
Ouvi histórias verdadeiras, outras nem tanto, mas diferenciar uma da outra é quase impossível. E nós não contamos nossas histórias também?
Ouvi revolta. Ouvi pedidos. Ouvi convites: voltem mais vezes. Voltem outras vezes. A sociedade não sabe como é aqui dentro, e nem quer saber. Ela não quer saber que aqui existem homens de verdade.
"Nós estamos presos aqui por um respeito a um brasão, porque nós respeitamos a polícia, as instituições. Porque aqui tem mil presos e 50 funcionários. Se a gente quisesse, saía tudo pela porta da frente. Nós estamos aqui porque nos sujeitamos a isso."

07 maio 2006

- "Eu sou uma louca que conta centímetros"

M., em cima da mesa, algumas taças de vinho depois, diante da advertência do dono sobre o lustre quase atingido por um seu braço gesticulante. Copacabana, abril de 2006.

Com açúcar...

- "Eu quero alma!!!!!"

- "Com alma é mais caro".


Preconceito

Prejudice, em inglês. Pre-judice. Pré-juizo. Juízo prévio sobre alguém, normalmente negativo e contaminado.
Tenho me deparado com esta questão muito freqüentemente nos últimos tempos. Não só no meu trabalho, mas também em outras situações, em que tenho me perguntado se agi com preconceito ou não.
Me repudia a idéia de que eu seja uma pessoa preconceituosa. Eu sempre fui ensinada a ter muito respeito para com todos, não importando cor, sexo, origem. Tenho uma mãe que é do Norte, e que conta que sofreu preconceito por parte da família do meu pai, que era de italianos.
Mas eu sou da elite. Eu sou branca. Eu sou paulista. Eu tenho curso superior, eu falo inglês, eu tenho dinheiro.
Não vou dizer que nunca exprimi palavras de preconceito, mas são raras. De verdade.
Mas depois de alguns acontecimentos nos últimos tempos, passei a me perguntar: será que eu ajo de maneira preconceituosa mesmo sem perceber? Inconscientemente? Isso me incomoda profundamente
Acho que não é à toa que dizem que no Brasil o preconceito é velado. Acho que somos quase todos assim.

27 abril 2006

tabacaria

curiosa, outro dia perguntei a um colega, num seminário sobre drogas, qual era a substância do rapé.
e não é que o danado me levou, algumas semanas depois, de presente, uma pequena latinha, fofíssima, do tamanho de uma daquelas pequenas de vick vaporub?
além de extrema delicadeza da parte, achei muito legal!
alguém se habilita a experimentar? :D



PS: alguém já parou pra pensar daonde vem o nome vick vaporub? to rub é esfregar, em inglês... a gente passa o vick no peito do filhinho, sobe o vapor.... acho tão legal quando faço essas 'descobertas'.... (dããã)

Ansiolítico

tentei fumar em cigarros as minhas angústias mentoladas

melhor tomar camomila

23 abril 2006

Orkut faz mal à saúde mental

Até rimou, mas é isso mesmo.
Ontem foi um tanto de gente pirando porque inventaram um negócio que mostra as últimas pessoas que visitaram o seu perfil!
Eu, pessoalmente, gostei de saber as últimas pessoas que visitaram o meu perfil. Acho que não vou desativar não o negocinho, achei interessante, de fato.
Mas teve gente que pirou. É uma faca de dois legumes.
Imagine a moça que foi visitar o perfil da ex do ex dela. Já vi isso acontecer 'uns par' de vez.
Se as pessoas já piram de ver quem é o atual do seu ex, imagina saber que a ex do seu atual esteve visitando a sua página. Talvez pra lançar uma macumba, uma uruca, sei lá. Para urubuzar a sua vida.
Por sorte, meus ex são todos meus amigos. :D Quase todos. Mas as atuais deles não.
Por meu lado, como sou atual de ninguém, não tenho grandes preocupações. E quando eu tiver um futuro, bem, não quero saber tanto assim do seu passado. Só um pouquinho. Menos do que o suficiente pra me deixar louca. Só o suficiente pra me apaixonar. Pelo seu presente.

outros medos

de não ter com quem dividir a vida. de ter de criar um filho sozinha. de tomar mais um fora. de tentar mais uma vez e não conseguir. de não dar conta. de ir de novo pro hospital. de engordar muito. de morrer cedo.

tem dias que a noite é foda. tem dias que melhor seria se eles não existissem, e que parece que a coisa que a gente melhor poderia fazer mesmo pela gente é dormir muito pra ver se passa... mas não passa.

Medo

de dar um passo que não tem volta

pelo menos, na minha cabeça.

07 abril 2006

Choque

Conheci hoje um rapaz de Guiné-Bissau. Ele é negro, como 99% da população do seu país. Faz intercâmbio aqui na faculdade de direito. É um doce. Simpático, educadíssimo, meigo. Namora uma moça igualmente doce e cheia de iniciativa.
Adivinha qual foi uma das primeiras coisas que aconteceu com esse moço quando ele chegou em SP? Estava passeando no Vale do Anhangabaú com mais 3 amigos quando, sem motivo algum, foram parados pela polícia. Foram revistados. Ele riu, achou engraçado ser revistado sem motivo.
A segunda vez não foi tão engraçada. O moço estava entrando num restaurante de classe média quando passaram por ele na rua 4 policiais de moto. Quando ele já estava dentro do restaurante, com o prato na mão, um dos policiais entrou lá dentro e pediu para ele acompanhá-lo para fora. Foi revistado, pediram seus documentos, e quando o rapaz perguntou porque havia sido chamado não obteve resposta. A única resposta que obteve às diversas indagações que fez ao policial é que ele deveria agradecer porque ele (policial) era bonzinho e não ia fazer nada com ele. Na saída, o policial desejou a ele bom apetite.
Ele não conseguiu almoçar nem jantar naquele dia.


Editei um pouquinho o post porque não pedi autorização para ele para publicar a sua história aqui. Espero que ele não fique bravo comigo. É que fiquei tão chocada com a sua história, e com a doçura com que ele a contou, que não consegui parar de pensar nisso no caminho de volta pra casa. Há histórias piores. Mas poderia não haver nenhuma.

06 abril 2006

Procure a sua pergunta

Fui ouvir a Monja Coen esta semana de novo. Monge é foda (risos). Sei, sei, não é expressão apropriada para se referir a uma pessoa iluminada, mas eles (e elas) são mesmo. Com uma frase desmontam você inteiro. Fui duas vezes ouvir a palestra da Coen. As duas vezes chorei. Ou eu também estava na TPM da outra vez (é possível) ou ela é mesmo muito boa. Acho que é a segunda hipótese. Ou as duas.
Procure a sua pergunta. Aquilo que vc busca. O que é que nós buscamos na vida?
Buscamos dinheiro, fama, realização, reconhecimento, amor, felicidade, tranqüilidade, aventura?
Qual a sua pergunta? O que dá sentido à sua vida? Quando paramos pra pensar, e eu paro muito, mais freqüentemente do que eu gostaria, percebemos que nosso eu é feito de não-eus. Somos feitos de células, DNA, átomos, núcleos, elétrons, prótons, neutrons, informação! O que é separa o nosso corpo do que nos cerca? O que é que nos torna eu? Um eu separado dos outros? Do ar, da terra, da água? A nossa consciência? Ela existe como uma estrutura independente do corpo?
Essas perguntas são aterrorizadoras, pra mim. Sinto-me às vezes sem saída. Puro existencialismo... medo do desconhecido.
O budismo não se ocupa de temas metafísicos, como de onde viemos, para onde vamos? porque estamos aqui?
Ele parte de um ponto: estamos aqui. Como tornar a nossa existência menos sofrida?
Procure a sua pergunta. Qual o seu objetivo na vida?

29 março 2006

Sim, eu estou tão cansado

Mas não pra dizer que eu não acredito mais em você.

Ó, nem vem me encher o saco que eu tô naquelas fases heim?
Tô em fase de reclamar, de me sentir carente, de chegar em casa e querer meu Xuxuzinho (o cão) me esperando feliz (e ele está a km de distância de mim, porminhaculpaminhatãograndeculpaminhamaximaculpa), de não querer ficar só, de querer fazer uma festa de inauguração pro meu novo tapete de algodão todo felpudo que o Xu ia adorar, ele que adora um fofinho(mas por favor tirem os sapatos), de não querer beber vinho sozinha, de querer abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim que é pra acabar com esse negócio de você longe de mim.
Meus amigos que estão longe, sinto saudades de vocês. Dos que estão longe mesmo, tipo em Paris (très chique però troppo lontano), em Aracaju, que ainda vou conhecer (Paris também, viu? é só uma questão de euros), em Tatuíiiirrrrrrrrrrrrr (ou Jacuirrrrrrrr, depende do seu referencial), em São José dos Campos ou na outra São José, aquela do Rio Preto, na muito quente Cuiabá. E dos que embora perto às vezes parecem tão longe... Não vou citar nomes, se vestiu a carapuça problema seu, pega esse troço aí do seu lado chamado telefone, já ouviu falar dessa invenção, e liga, pega o carro e vem me visitar.
Vamos fazer qualquer coisa? Passear no parque, tomar sorvete, comer macarrão? Ai, já sei, vamos pegar um filme, vamos não fazer nada, vamos fica só falando besteira antes que o mês acabe e eu precise começar a escrever minha dissertação de mestrado, porque aí eu vou ficar louca e ninguém vai me suportar mesmo.
Pra completar o meu chuveiro tá quebrado, antes não saía água morna, só gelada ou quente, agora ficou impossível, só sai água fervendo ou gelada, faz dias que só tomo banho de gato, um horror. Tem algum homem aí pra olhar pra mim se o fusível queimou? Algum pra colocar de volta o globo que removi pra trocar a lâmpada e agora tenho medo de deixar cair? Não conheço nenhum. Serve o porteiro?

Agora, que eu não acredito mais em você, isso pode crer.

24 março 2006

Reclaim the streets - parte II

Já escrevi sobre o movimento inglês Reclaim the Streets nesse bloguinho. Hoje vi uma coisa que sempre vejo e que sempre me lembra que os pedestres quando querem se rebelam, tomas as ruas e os carros... prejudiquem-se!
Já viu aquelas imagens da 25 de Março na véspera do Natal? Nem agulha passa ali, quanto mais carro. No máximo, uma bicicletinha ou uma motoca.
Pois bem. Todo dia, nas imediações do Metrô Barra Funda, uma horda de pedestres invade as ruas, por volta das 22h. São os alunos da Uninove, aquele imenso shopping center do saber, complexo universitário milionário com mais escadas rolantes que o Ibirapuera. São milhares de jovens que trabalham o dia inteiro como operadores de telemarketing para poder pagar as mensalidades do curso Noturno de Direito e sair de lá com um canudo na mão, sonhando com um futuro melhor. Doce ilusão, canudo não garante nada, mas esse não é o assunto desse post.
Passar de carro ali na hora do rush pedestre é tarefa de paciência e destreza. Desvia-se um pouquinho aqui para não passar no pé de um... ponto morto, 5 km por hora.
Sinto que eles tomam as ruas e dizem: fora daqui, esse quarteirão é nosso. Não temos carro, andamos daqui até o metrô toda noite, comemos cachorro quente de um real pra matar a fome e encaramos mais uma hora até em casa e chegamos exaustos, por isso às vezes dormimos na sua aula. Sai que essa rua é nossa. Queremos nosso lugar.
A 25 de março é isso, a rua da Barra Funda é isso, a Maria Antonia é isso, a Benedito Calixto sábado à tarde é isso, a Consolação sentido Jardins sábado à noite é isso. As ruas são nossas, invadimos com a nossa energia, a nossa vontade de estar junto, de conversar e de compartilhar. Sai que essa rua é nossa.

23 março 2006

Carta pra quem voltou

Meu caro,

É bom tê-lo de volta. É bom olhar novamente nos seus olhos, ver o seu sorriso, rir junto com você e conversar sobre as coisas normais da vida. É bom poder novamente contar como vai tudo e ouvir o que você tem a dizer sobre o seu passado e o seu presente. E como você imagina o seu futuro.
Você sabe que fez falta, mas faz de conta que não sabe. Prefere fingir que não, que foi só uma semaninha que esteve fora.
Posso ver pelo seu olhar que também sentiu falta, de uma outra maneira, você também me disse isso; mas respeito o seu tempo. "Temos nosso próprio tempo".
É bom tê-lo de volta.
Um beijo do tamanho do seu coração,
Emilia

19 março 2006

Homem das cavernas

Ai, não dá. Fui ontem pra balada feliz, crente que ia dançar a noite inteira num bar no Itaim (eu odeio o Itaim, só fui em consideração ao meu querido amigo que fazia aniversário - é a única razão que pode me fazer ir ao Itaim) que toca músicas latinas. Ledo engano. O bar é ótimo, mas era o dia dos playba, até o Serginho do BBB estava lá. Todos de camisetinha justa no corpo malhado. Dançar que é bom.... nadie.
Até que um cara veio falar comigo. Minto, ele não veio falar comigo, eu por acaso estava do lado dele e ele me olhou e resolveu falar comigo. Afinal, ele queria pegar qualquer uma mesmo. Perguntei se ele dançava. Ah dança, então ótimo, vamos dançar enquanto a gente conversa. Dançamos, dançamos, até que o inevitável aconteceu. Ele começou a tentar me beijar. À força. Eca. Quem já viveu sabe o que é, isso é muito comum em bares com música pra dançar a dois. Já me aconteceu no forró, no samba-rock e agora nesse bar....
O idiota começa a tentar beijar vc, lamber o seu pescoço (juro que já aconteceu). Ele te dá uns beijos nojentos na bochecha e agarra o seu rosto pra ver se consegue forçar vc a beijá-lo.
E se vc reclama ele diz que vc é fresca.
Claro que vc é fresca, afinal vc não passa de um pedaço de carne, e vc é obrigada a beijar qualquer idiota que apareça na sua frente. Mesmo que não queira.
Até quando certos homens vão achar que temos que beijá-los à força, transar com eles à força e servi-los? Quantas gerações terão que nascer e morrer para que as mães ensinem aos seus filhos o RESPEITO?

17 março 2006

Tangando

Adoro morar perto do SESC porque tem dessas surpresas boas. Estava indo nadar.... um grupo de tango começava a se apresentar na choperia lotada... coisa boa... mas eu, inevitavelmente, vou direto pra natação. Senão paro pra ouvir, perco o pique. Não posso mais perder o pique. Não esse, nem outros, espero. É vital pra mim.
Na volta, não é que estavam ainda lá? Parei pra ouvir. Primeiro na porta, de pé, meio de saída, sacola com prancha, bóia e palmar numa mão, bolsa com todos os outros apetrechos na outra.
Dois casais dançavam gostosamente perto de mim. Fui ficando, fui gostando.
Hmmm... preciso comer. Comprei um sanduíche, sentei-me pra ouvir melhor. Piazzolla... Libertango. Coisa linda de morrer. E os casais dançando ali, olhos fechados, sentindo os passos. Não parece difícil, embora todos apregoem ser a mais difícil. Ele avança, ela recua. Ele comanda. Ela responde. Ele recua, ela avança. Ele faz rodeios... ora, ela também!
Dançar não é difícil. Basta sentir o ritmo. Viver também!

16 março 2006

Adoro esse ómi

CONTARDO CALLIGARIS - Folha de SP, 16 de março de 2006.

"Mentiras Sinceras"

Espero que "Mentiras Sinceras", de Julian Fellowes, continue em cartaz e que os amantes e os amados (casados ou não, heterossexuais ou homossexuais, tanto faz) tenham o tempo de assistir ao filme, em massa.
O título original é "Separate Lies", mentiras separadas, mas gostei da tradução brasileira. "Mentiras Sinceras" evoca o estranho balé de verdade e mentira em todo triângulo amoroso: "Minto quando escondo minha paixão por outro ou por outra? Ou, então, a verdadeira mentira é o casamento que vivo e a insatisfação que escondo?".
Ser sempre sincero não é fácil. No filme, Anne (Emily Watson) tenta ser sincera com o marido, James (Tom Wilkinson), e também com seu próprio desejo. Mas a verdade não é simples: Anne, por exemplo, não sabe bem o que a joga nos braços de William (Rupert Everett), seu amante. Quando explica ao marido o que lhe acontece, ela não invoca o amor ou a paixão; apenas consegue dizer que não sabe renunciar a William porque os encontros com ele são "easy", fáceis: o amante não lhe pede nada ou quase.
Talvez a maioria dos relacionamentos amorosos adoeçam e morram por causa disto: não porque o parceiro deixou crescer uma barriga displicente nem porque a gente estaria cansado da mesmice e a fim de novidades, mas porque, ao vivermos juntos, aos poucos, perdemos a generosidade. E a generosidade é (ou, melhor, deveria ser) o próprio do amor; ela está quase sempre presente, aliás, quando a gente se apaixona. Explico.
O amor que nasce idealiza o amado, mas essa idealização é contemplativa, não é normativa. Ou seja, pedimos, eventualmente, que o amado ou a amada estejam perto de nós, mas não que mudem e ainda menos que renunciem a serem quem eles são.
Claro, enxergamos neles algo que eles podem não ser, mas o encanto amoroso é justamente esse engano: "Seja como você é, pois é assim que descubro em você tudo o que quero, mesmo que talvez você não seja nada disso". Em suma, o amor, inicialmente, é respeitoso. Se você não é bem o que vejo em você, o engano é meu; amar consiste em querer e saber continuar se enganando.
As coisas mudam quando começamos a medir a distância entre o ser amado e o ideal que lhe penduramos nas costas. De repente, o engano nos parece ser uma artimanha do outro; é ele que deveria se emendar para voltar a ser o ideal que inspirava nosso amor.
O encanto do começo se transforma, assim, numa lista inesgotável de pequenas ou grandes exigências. Tudo o que pedimos ao ser amado (que ele ganhe mais, que seja simpático com nossos amigos, que nos acolha com um sorriso, que pare de roncar no nosso ouvido, que leia Goethe em alemão, que não coma com as mãos, que não caminhe na nossa frente na rua, que esteja em casa na hora certa) é apenas um derivativo. O que queremos é a volta do que nós mesmos perdemos: o encanto pelo qual enxergávamos nosso ideal no ser amado. Esse encanto impunha o respeito, ou seja, permitia que deixássemos o amado e a amada serem, simplesmente, eles mesmos.
A trama de "Mentiras Sinceras" é a de sempre quando, num casal, um dos dois se interessa por um terceiro. Anne ama James e James ama Anne. Mas Anne encontra William, que não tem nada de especial, mas é "easy", e ela quer viver esse amor. James sofre. Anne também sofre. Não se sabe bem como a história de Anne e James terminará (minha hipótese é que o casal resistirá).
A história acontece numa sólida burguesia (ou mesmo aristocracia) inglesa, em que a dificuldade do triângulo amoroso não é parasitada por problemas financeiros ("Se nos separarmos, quem ficará com o quê?"). Anne e James não têm filhos e não devem se preocupar com os efeitos de seus atos e sentimentos nas crianças ("Como ficarão? O que pensarão? Quanto anos de análise tudo isso lhes custará?"). O triângulo amoroso, em suma, é reduzido ao essencial.
É também graças a essa redução ao essencial que o filme pode oferecer uma extraordinária lição de amor. Anne é exemplar por ela não saber as razões de seu amor por William e por continuar amando James. James é exemplar porque sofre, mas trabalha com afinco para evitar transformar seu sofrimento em mais uma cobrança ciumenta. Ao contrário, James se serve da ocasião para reinventar sua capacidade de amar Anne com a generosidade e o respeito do amor que nasce, ou seja, sem lhe pedir que ela seja diferente do que ela é.
A lição que James aprende (e nós com ele) é que o amor, quando não é atravessado e deformado pelas piores exigências neuróticas e narcisistas, confere ao amante um dever para com o amado, mas nenhum direito sobre ele.
Jacques Lacan, um grande psicanalista francês, disse mais de uma vez (a primeira foi, talvez, em seu seminário de 56/57) que o maior sinal de amor é (deveria ser?) o dom do que a gente não tem. Algo assim: "Ofereço-lhe o que não tenho e que você não quer e não me pede". Seja qual for nossa interpretação desse aforismo, ele é certamente o oposto da miséria amorosa ordinária, em que amar significa pedir ao outro o que a gente quer. Ou, pior ainda, pedir-lhe aquela "coisa" de que a gente precisa.

Antes que vc se pergunte, se estiver meio bobo ou bêbado, não fui eu que escrevi. Foi o Contardo. Maravilhoso.

14 março 2006

Iletrados x Inumerados

Essa veio de uma conversa de bar com amigos. Todo mundo metendo a boca nos jornalistas que não sabem o que é direito e normalmente quando escrevem sobre direito escrevem bobagem. Informações estapafúrdias sobre procedimentos processuais que não existem.... falta uma consultoria jurídica séria nos jornais.
E finanças, então?, rebate o amigo que além de advogado é também engenheiro. E números? Criticam tanto as pessoas por serem iletradas.... mas ninguém critica quem é 'inumerado'. Muitos risos.
Além do neologismo sensacional, não é que ele tem razão? Porque será que socialmente temos a obrigação de saber escrever perfeitamente a língua mas não temos a obrigação de saber somar, subtrair, dividir e multiplicar, fazer frações, calcular distâncias com razoável segurança, identificar objetos geométricos? Coisas simples de matemática... Mas que muitos de nós, especialmente os da área de humanas, babam na hora de fazer.
E eu não estou falando de operações complexas não....
Será que somos inumerados porque todas as professoras de matemática do mundo são feias, chatas e têm uma voz exageradamente alta como a minha? Será??????

07 março 2006

Gustavo Santaolalla

Brokeback Mountain não é bonito só por ser um filme delicado sobre uma relação delicada e que tem que ser escondida por motivos óbvios: porque dois homens que se amam no interior dos Estados Unidos, esse país suuper livre, onde não existe moralismo e muito menos hipocrisia, não podem demonstrar um afeto um pelo outro sem que um deles seja espancado até a morte por causa disso.
Se não fosse pela paisagem linda e pelos atores lindos e pela história linda, o filme ainda valeria a pena pela belíssima trilha sonora, de autoria de Gustavo Santaolalla, argentino que fez também a trilha de Diários de Motocicleta, Amores Brutos e 21 Gramas. Percebam que é só filme foda, heim? Clicando aqui vc tem uma amostrinha minúscula de cada trilha.
Vale a pena ouvir o trabalho do cara. Não vi o Amores Perros nem o Diários (acreditem, não fui ver o Che), mas 21 Gramas vi e gostei, e tenho certeza que gostei da trilha também. :D

Conversa de botequim

Frases e pichações bem humoradas:

"Não leia mais jornal. Minta vc mesmo" (numa banca de jornal)

"Terra para quem nela trabalha. Fora, defuntos!!!!!" (no Cemitério da Consolação)

"Estacionamento reservado para os usuários desse Cemitério" (Placa - oficial - no Cemitério da Consolação)

"Vai ao velório! Estacione aqui!" (Faixa na Av. Dr Arnaldo perto do Cemitério do Araçá)

"- Dizem que os jornais são como as salsichas, não?
- Não, nas salsichas vc pode confiar." (Um jornalista)

27 fevereiro 2006

Emilia radical



O super-team Macatuba.

Esse ano comecei com pique total, fazendo caminhadas com os amigos, seja no caminho da fé, seja perto de SP, como no parque da Cantareira ou no Pico do Jaraguá. Fiz um novo amigo que gosta de caminhar também e espero fazer com ele muitas caminhadas e passeios legais. Quem se interessar junte-se a nós! Já pensamos em vários passeios pra fazer, basta combinar e ir!
Também ano nadando sempre que possível e caminhando e dando umas corridinhas também. Em julho começo a capoeira, que só não vou começar agora por absoluta falta de tempo. Mas estou empolgada desde o início do ano. Caminhadas e exercícios não só me garantem a boa forma :-)))) mas também um pique bom para trabalhar e fazer as 15 coisas ao mesmo tempo que mencionei no post de baixo.
Eu já fiz caverna (faz tempo, preciso ir de novo) e algumas caminhadas legais. Este Carnaval, como vim pra minha cidade natal, chamei meu pai, que é super aventureiro, e um amigo dele, pra fazer um rafting em Brotas.
Gostei! É uma delícia a água.... geladinha... estava um dia ótimo, muito sol, algumas nuvens, mas não choveu na hora em que fomos. Uma moça caiu do bote (não fui eu). Mas eu esperava um pouco de frio na barriga, que não teve...
Nossa, será que eu tô ficando muito radical?
Confira as fotos.

24 fevereiro 2006

Multifuncionais HP

Hmmmm.... então, vc vê um currículo de um cara que, vc sabe, porque conhece, que não é lá um gênio de nada. Ele é assim igual a vc: inteligente, mas não demais... Podia fazer bem melhor, mas provavelmente deixa tudo pra última hora, que nem vc. Dá aquela mega enrolada e o trabalho sai razoável. Pimba! É mestre! Pimba, é doutor! Pimba, é livre-docente!
Mas ele faz 15 coisas ao mesmo tempo e tem um currículo enorme. É coordenador disso, presidente daquilo. Nossa, mas dá tempo?? Dá, dá tempo. Basta não querer fazer 100% em tudo.
Cá estou eu: coordenadora disso, coordenadora daquilo. diretora disso também. professora daquilo e daquilo outro ainda. ah, e advogada! ah, e mestranda! ah, e mais umas duas coisas.
Percebi que pra ser alguém hoje, se vc não é um gênio, do caralho, vc tem que fazer mais ou menos umas 15 coisas ao mesmo tempo. Quero dizer, eu sou autônoma, tenho rebolado pra pagar as minhas contas, não tenho carteira assinada nem 13º nem férias. Preciso do meu currículo gordinho pra crescer e virar gente grande, poder primeiro me sustentar completamente e depois um filhote, que quero ser mãe sim. E não tenho muito tempo.
No mundo globalizado, mais é mais. Mais títulos, mais cargos, mais experiência. As aparências contam........... Se tiver um forro bonito, pode até ter um estofozinho de espuma mais fininha. A gente pega o espumão, corta e em vez de fazer uma cadeira só, faz logo umas 3. Sou pau pra toda obra, e essa minha versatilidade sempre me ajudou muito. Joga na mão que eu me viro!
Dá-lhe multi-tarefa!

22 fevereiro 2006

Sim, eu estava lá mesmo

Eu estava lá

"São 21h43 quando The Edge surge no palco, em meio a uma fumaça vermelho-amarelada. O estádio lotado, uma textura de braços humanos, as cadeiras superiores forradas de gente. A espera e a confusão valeram a pena. O sonho começou.(...) Como se trata de um sonho, o que no início foi uma catarse se tornou algo melhor ainda com "Vertigo". Os fãs da pista pulam, assim como os das cadeiras. Os anéis superiores do estádio balançam."
Mary Persia, Folha On line, 21/02/06

17 fevereiro 2006

Amigos para siempre?

Outro dia saiu um texto do já mencionado neste blog Michael Kepp sobre amizades que são muito custosas de manter....
Acho que ele tem razão. Já fiz a minha parte, estou lavando as minhas mãos.

Match Point

E quando a gente achava que o Woody Allen tava ficando meio enferrujado, e que nada de novo sairia de sua cacholinha a não ser mais um filme autobiográfico com algum jovem e principiante ator de Hollywood em quem ninguém botava muita fé interpretando ele mesmo (Woody), ele faz esse Match Point.
Coisa pouco usual na filmografia dele: não é uma comédia.
Vale a visita ao cinema só pra ver Scarlett Johansson sexy como nunca (pelo menos, eu acho). Jonathan Rhys Meyers é o jovem ator desconhecido e protagonista com uma cara realmente estranha e um jeito frio e distante.
(Engraçado como um par de olhos claros faz uma diferença em termos de beleza, né? Imaginem a Ana Paula Arósia de olhos castanhos. Seria linda ainda, claro. Mas esse tchan do olho claro muda tudo.)
Ah, gente, vai lá ver. Este não é um filme autoral de Woody Allen, embora o roteiro seja dele. Então, se vc odeia WA, vá ver mesmo assim. Divirta-se.

15 fevereiro 2006

Sincronicidades - parte 2

Mari Flammes, essa é procê: depois do seu lindo post que me deixou de olhos marejados, nem sei o que falar, né?
Estamos na mesma sintonia, menina, temos MUITO o que ensinar e aprender uma com a outra.
O que eu posso dizer que tenho a aprender com vc? Energia, alegria de viver, simpatia, alto-astral! E mais um monte de coisa que ainda nem sei....
E falando em sincronicidades... fora o fato de a gente ter se encontrado no BM no final do ano, e o fato de a gente ter ido pro Rio, embora a gente não tenha se encontrado pessoalmente nem lá nem aqui desde então (internet é uma merda mesmo... risos), acho que muito do nosso reencontro tem a ver com isso. Com um estado de espírito. E com o fato de vc ser praticamente uma botucatuense e praticamente sobrinha dos meus dentistas! risos. E com mais um milhão de coisas que a gente ainda não descobriu.
Um grande beijo, não páre de escrever!!!!!!!!!! E vamos tomar vergonha na cara e nos encontrar de uma vez antes que o ano acabe!
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Sabe aquele negócio de que 'quando vc quer realmente uma coisa, o Universo inteiro conspira a seu favor'? Pois então...
Depois de um dia de cão.... de reuniões intermináveis pensando como consertar pepinos institucionais.... conhecemos finalmente em carne e osso, na reunião da noite (sim, tenho trabalhado em 3 turnos), uma pessoa muito especial. Que já parecia especial antes mas que na hora que a gente começou a conversar.... foi incrível.
Por obra daquelas sucessões de coincidências que sabe-se lá quem é que explica (como as que aconteceram para que o meu Reveillòn fosse o mais inesquecível da minha vida), veio trabalhar com a gente uma pessoa que tem absolutamente TUDO a ver. Mas tudo mesmo.
Quando acontecem essas sincronicidades, a vida fica mais bonita, mais legal, e vale realmente mais a pena ser vivida.

11 fevereiro 2006

Cidade Baixa

Bom quando os nossos diretores fazem filme que não seja tragédia social ou História do Brasil. 'Cidade Baixa' é assim e é ótimo. Meus amados Wagner Moura e Lázaro Ramos, posso entender porque a Alice Braga não consegue largar nenhum dos dois. Porque são simplesmente maravilhosos. Acho que eu também não conseguiria.... suspiros.
Não vi 'Madame Satã' nem o 'Deus é Brasileiro'. Do Lázaro já vi o 'Meu tio matou um cara'. Mas vi na Globo o 'Sexo Frágil', seriado com os dois mais o Lúcio Mauro Filho e mais o Bruno Garcia, aquela coisa linda que agora faz o caubói na novela das 7. Todos sensacionais, engraçadíssimos, com um timing de comédia perfeito. Alguém aí lembra da Priscila e da D.Magali???? A D. Magali então, que me perdoe D.zinha, que eu até já falei isso pra ela, era o retrato fiel dessa minha querida amiga sergipana. Sem tirar nem pôr: as expressões, o jeito de andar, de falar na cara as coisas, de tirar um sarro sem o menor pudor. Não tem jeito, eu amo mesmo o Wagner Moura. Sem contar que ele lembra uma pessoa muito muito querida que está muito longe de mim em distância mas muito presente no coração.
O Wagner Moura é um cara que consegue se vestir de mulher e interpretar uma baiana arretada e engraçadíssima, ser JK, limpinho, arrumadinho, futuro Presidente da República e dar vida a um jovem soteropolitano que vive de bicos e alguns trambiques , mora em quartinhos apertados e de paredes sujas e freqüenta puteiros na Cidade Baixa em Salvador atrás de sua amada Karina, que também ama o Deco (Lázaro). Que ama o amigo Naldinho.
Assistam.

06 fevereiro 2006

Namorado músico SA

Já tive namorado advogado, namorado empresário, namorado poeta, até namorado crítico de cinema. Mas namorado músico é um capítulo à parte.
Com namorado músico a gente cresce. Diversifica. Aprende. Fica mais culta. Além de bem amada, porque o namorado músico ama bem, ama com vontade. E se além de músico for compositor, corre-se o risco até de ganhar música.
Namorado músico às vezes enche o saco, porque ele ouve e toca e cantarola música o tempo todo. Mas em compensação aprende-se muito. Se for um namorado músico tipo da Eldorado, entenda bem.
Já tive namorado músico saxofonista, pianista, guitarrista, violonista.
Conheci Hermeto e alguns mineiros incríveis... muita coisa boa entrou na minha coleção de CD como conseqüência.
Agora estou curtindo um restinho de fossa com o Rafael Rabello e a Elizeth Cardoso. É bem fossa, né? A Elizeth era daquelas cantoras dramáticas, exageradas. E o Rafael... bem, sempre ouvi falar dele, mas nunca tinha prestado atenção. Foi lá no Rio que ele colocou o violão maravilhoso do Rafael na vitrolinha.
Não tô chorando pelos cantos não. Só curtindo o CD novo que me comprei de presente de consolação.

Suzane Richtofen

Desde o começo venho ficando um tanto indignada com o carnaval que a imprensa faz em cima da Suzane e dos irmãos Cravinhos.
Não, eu não acho que eles são uns santinhos. Mas acho um absurdo qualquer tipo de sensacionalismo em cima de crime. Porra, a mulher não tem mais direito de tomar sorvete, porque tomar sorvete só as pessoas direitas podem, e ela é um monstro assassino. Ela não tem mais direito a nada. Ela tem que passar o resto da vida dela de cabeça baixa. Onde ela for ela vai ser seguida e perseguida.
Nossa, sabem quantos casos iguais aos da Suzane tem por aí? Milhares. A diferença é que eles moravam no Morumbi ou sei lá eu que bairro.
Não vejo isso acontecer com os 'n' caras que mataram familiares e moram na periferia. Coisas piores acontecem com esses caras, é claro. Bem piores que ser perseguidos pela imprensa.
O que não justifica, na minha modesta opinião, o que a imprensa faz com a Suzane e os irmãos Cravinhos.

30 janeiro 2006

Madrugada

As mesmas mãos

ligeiras
firmes
precisas e
sutis

que acariciam os sons

tocam também todas
as minhas cordas

And so it is

A história era mesmo linda. Um sonho mesmo.
E como todas as histórias lindas teve começo, meio e fim.
Mas no meu sonho da história, ela tinha um final diferente.
Mas foi linda, linda, linda, linda, e mágica.
Acabou como um suspiro.

27 janeiro 2006

Até a uva passa

Ai, tô com medo que comecem a me achar muito chata com esse negocio de budismo, mas lá vai...
É que tem me ajudado bastante, sabe? Em outras épocas, se eu chegasse no Rio de Janeiro mais cedo especialmente pra encontrar uma pessoinha em especial, e estivesse uma chuva dos diabos, a cidade toda inundada, o trânsito parado, impossível pegar um táxi, enxurrada no meio fio, o caos, talvez eu tivesse surtado, histérica porque estava perdendo horas preciosas e talvez nesse meio tempo ele desistisse de mim.
Mas não há realmente nada que eu possa fazer a respeito disso, certo?
Claro que não é preciso ser budista pra chegar a essa conclusão.... mas que ajuda, isso ajuda. Ficar ansiosa, isso realmente não ajuda. Irritar-se com situações que vc não pode controlar realmente não serve pra absolutamente nada.
Melhor relaxar. Por sorte tem um computador ótimo aqui com acesso à Internet!

Mais samba do avião

Esse sim é o do Tom. O outro era meu mesmo..........

"Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar
Praia sem fim
Rio, você foi feito prá mim
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de sol, de céu, de mar
Dentro de um minuto estaremos no Galeão
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Aperte o cinto, vamos chegar
Água brilhando, olha a pista chegando
E vamos nós
Aterrar..."
(Antonio Carlos Jobim)

Tudo bem que eu vou de ônibus, mas a sensação é a mesma!!!!!!!!!!!