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30 dezembro 2006

Mais um post emprestado - do blônicas

Caos e celulose.

De Antonio Prata.


Estou feliz e satisfeito. Se não tivesse que escrever esta crônica, até abriria uma cerveja: acabei de eliminar o último montinho da casa, o maior, que me acompanhava há mais de um ano. Não sei se você, disciplinado leitor, também sofre desse mal -- o montinho -- mas a minha vida é uma eterna e inútil luta contra eles.

Não faço idéia de como nascem. Um livro caído no canto? Uma conta de luz deixada por acaso ao lado do sofá? Algumas folhas impressas esquecidas perto do som? Sei que estou andando pela casa numa tarde qualquer e meus olhos tropeçam na pequena Quéops doméstica, feita de manuscritos inacabados e livros jamais começados, cartas abertas e fechadas, caixas de CDs sem discos e discos sem caixas, contas, revistas, folhetos imobiliários, post its ancestrais e outras milongas mais, a desafiar a simetria que eu, com inquebrantável otimismo, desejava para minha sala, para minha vida.

Depois do susto – mas como? Ontem mesmo não estava aí! -- vem um suspiro resignado – pois é, agora está, fazer o que? – e vou tratar de outros assuntos. Por que não vou lá e simplesmente arrumo a bagunça? Oh, proativo leitor, logo vê-se que não entende nada de montinhos. Desfazê-los é perigoso como desarmar uma bomba! Ou você vai até o fim na empreitada, ou acabará dividindo-os em vários montinhozinhos temáticos – aqui as cartas, aqui os livros, aqui revistas... – e, em questão de semanas, terá criado um irreversível arquipélago de bagunça. Mais do que isso: acocorar-se diante das camadas sedimentares do passado é repensar a própria vida. Jogo fora essas revistas ou compro uma estante? Essas contas... Não seria o caso de botar no débito automático? Olha só, aquele conto do Cortázar. Se eu fizesse um mestrado, quem sabe, poderia... “Ligar urgente para Clélia – 87-98786754!!!”. Quem é Clélia? Oito sete é de onde? Será que eu liguei?

São tantas as indagações que surgem que tenho medo de, no meio da arrumação, decidir que minha verdadeira vocação é a odontologia, resolver passar seis meses na Índia ou fazer uma tribal na panturrilha.

Esta tarde, no entanto, apesar de todas as dificuldades, atirei-me com ímpeto à tarefa e desbaratei a última das barricadas de caos e celulose que restava em minha casa. Estou contente. Sinto que a vida é simples e boa. Mens sana in domus sano. Sento-me no sofá, observo a luz do sol atravessar a sala e sinto o sangue correr em minhas veias. Montinhos, nunca mais!, digo. Jogo a crônica de lado e vou abrir uma cerveja.

Antonio Prata é cronista do Blônicas.

Coloquei porque ri muito, sou igualzinha. vou fazendo vários montinhos. na verdade o pior deles é o de contas, documentos, etc. normalmente de 6 em 6 meses eu tenho algum tempo, então ou divido o montinho em vários outros ou, se estiver inspirada, arquivo tudo em pastas etiquetadas. mas tempo anda me faltando, então só o que tenho feito é guardar o montinho em uma sacola e abrir espaço pra que outro comece. fora os montinhos de cartões que tenho medo de jogar fora e desses malditos papeizinhos com telefones anotados que a gente não sabe mais de quem é, mas tem medo de jogar fora mesmo assim....
quem quiser se divertir jogando papel fora pode vir aqui em casa. já tenho praticamente um quarto só pra isso.
um beijo e um queijo. (vou encarar os montinhos do momento: de livros e artigos de criminologia)

28 dezembro 2006

A lista da OAB - inimigos da advocacia

Olha, não vou dizer que eu tenha uma opinião realmente formada a respeito. Tenho dúvidas sobre a ética de se fazer isso.
Pessoalmente, como advogada, e olha que não sou uma defensora ardorosa da classe, nem gosto de ser advogada, achei bom.
Eu tenho um caso correndo em uma das Varas que constam na lista e, se querem saber, gostei de ver o nome de um juiz neo-nazista que eu conheço constando ali. É um alerta para todos os advogados (e para os coitados cujos processos vão parar nessa Vara): cuidado, esse homem é louco! Ele vai tratar vc e seu cliente como lixo, como um excremento.
Ele é mesmo louco. Esse eu posso afirmar, porque já o vi ameaçando meu cliente, que supostamente furtou quatro garrafas de bebida alcóolica do bar onde trabalha, com a prisão. Um sujeito muito perigoso, esse meu cliente, sabe? Imagina, furtar QUATRO garrafas de bebida alcoólica? Um dia, ele faltou numa audiência porque o advogado anterior passou o nº da Vara errado pra ele. Na audiência seguinte, o juiz, essa flor neo-nazista, esse louco possuído, passou-lhe um sermão de 10 minutos e ficou ameaçando-o de cumprir o mandado de prisão. Disse que só não o cumpriria porque eu havia sido ética e pedido, durante a audiência, que cancelasse o mandado. A contrario senso, deduzo que, se eu tivesse esquecido (e quase esqueci) de avisá-lo, talvez o meu perigoso cliente tivesse saído dali preso. Por, supostamente, furtar QUATRO garrafas de bebida alcoólica de um bar.

Sei que tem gente na lista que não é nem de longe feito esse louco. O único que posso afirmar com certeza é o Elio Gaspari, pois eu o leio na Folha e acho o que ele diz muito sensato.
Mas certamente há ali juízes e promotores feito esse que eu mencionei. Eles consideram que os advogados 'atrapalham' o seu trabalho. 'Ah [pensam eles], como seria melhor se esses advogados não estivessem aí para atrapalhar! Se a gente pudesse simplesmente prender todo mundo sem esses sacos de advogados nos enchendo a paciência!"

Pessoalmente, digo que não vou hesitar em olhar a lista a cada novo processo que me cair nas mãos.... ainda bem que serão bem poucos, já que estou parando de advogar.

23 dezembro 2006

sonhos auspiciosos

eita época estranha!
primeiro sonhei que meu pai morria...
e esta noite sonhei que estava grávida. não conto de quem era (risos), mas era bom. e o mais engraçado era que meus pais não ficavam bravos nem nada. sei, sei, parece ridículo que uma mulher de 30 anos fique grávida e os pais ainda 'fiquem bravos', mas se eu bem conheço os meus.... ainda não tenho 'estabilidade' pra criar um filho. quero dizer, ainda não sou dona do meu próprio nariz.
mas enfim, no sonho, que é o que interessa, uma vez que NÃO estou grávida de verdade, eu ficava tão feliz! ainda não dava pra ver a barriga não, eu ainda ia fazer ultrassom e pensava: "bem, melhor esperar até uns 6 meses pra montar o quarto do bebê, pois sempre tem o risco de aborto". no fim, não cheguei até os 6 meses (acordei muito antes disso...)
mas sei que não pode ser à toa que sonho na mesma época, com morte e com gestação logo em seguida.
2006 foi um ano de MUITO aprendizado, muito crescimento profissional, crescimento pessoal. sinto-me mais madura, bem mais forte. a ONG que eu ajudei a fundar está crescendo rápido e sei que sou peça fundamental deste crescimento. assumi responsabilidades sem ninguém pra me amparar caso aconteça alguma merda... acho que isso nunca havia acontecido antes. não tenho chefe, sou parte de uma equipe. tenho poder de decisão sobre o que pode ou não pode ser feito. parece tão bobo, né? mas dá um 'up' na auto estima.... e um medão tb.
embora eu tenha engordado todos os quilos que havia emagrecido em 2005 a duras penas (não entro mais nos meus queridos jeans 38), estou me sentindo muito bem, mais bonita (embora com um pouco de celulite, mas dia 26 começo a dieta - risos), mais senhora do meu corpo e mais dona do meu destino.
o mestrado... bem, está aos trancos e barrancos, mas acho que não vai dar nenhuma merda. não vai ser o melhor que a USP já viu, mas.... embora boa parte do tempo eu reclame, uma vez que faz 02 anos que sou praticamente uma escrava de luxo super qualificada, tudo que tenho feito lá tem me ajudado também a me firmar como professora e a me mostrar que caminhos tomar, o que gostaria de fazer dentro da carreira. fizemos um projeto piloto de visitas a um presídio que foi um aprendizado intenso, uma experiência muito forte. é muito difícil pra mim, saio de lá sempre com as minhas forças exauridas, no dia seguinte fico imprestável, cansada. mas cada vez tenho mais certeza de que preciso continuar.
é a minha única certeza quanto ao ano que começará em breve: preciso continuar.

17 dezembro 2006

foto mais recente


Eu, de cabelinho novo. Já faz um ano que, de 3 em 3 meses, eu vou ao salão, deixo as calças, fica lindo. Demoro 3 meses pra voltar, que é o tempo de pagar a 'mensalidade'.
Agora não tem mais jeito. Acho que gostei de ser 'loira'. Dessa vez ficou mais escuro (tb muito chique), mas já já clareiam um pouquinho as mechas... Sempre fui vaidosa, mas antes achava que em primeiro lugar sempre deveria vir o elogio ao meu cérebro.... agora, simplesmente cansei de ser apenas uma (pseudo?) intelectual de óculos. Óculos só pra estudar e trabalhar.
Continuo sendo uma (pseudo?) intelectual, mas tô achando ótimo ser chamada de gostosa, e mostrar as pernas usando saias e sandalinhas....
É, os 30 vão chegando e a gente vai mudando...

13 dezembro 2006


Do Caco Galhardo, cujo blog está linkado aí na barrinha lateral. Adooooooro esse ómi.

11 dezembro 2006

Freud explica

Ai como eu queria um psicanalista agora.
Tive um sonho tão emocionante esta noite que acordei chorando. Chorando mesmo, de verdade.
Sonhei que meu pai morria..... E fico me perguntando o que significa isso nesse momento pelo qual estou passando.
Será a perda da proteção? Ou o medo dessa perda? Ou será que é um lado mais racional, intelectual que eu temo perder? Não sei. Mas desconfio.
Tenho um medo muito grande de me jogar no mundo, de virar adulta de uma vez por todas. Sempre acho que já virei, mas quando vou ver acho que ainda não. Ainda conto com o meu pai nas minhas cagadas. Até quando me apoiarei nessa muleta tão confortável?
E será tão horrível assim apoiar-se nela? Sempre acho que sim, que é prova de incapacidade. Isso me pune e me tortura, mas não consigo largar....
Ora me acho incompetente, ora me acho super capaz. Outro dia fui fazer uma aula teste e me saí super mal. Me fizeram um monte de pergunta que eu não estava preparada pra responder. Me ferrei. Mas tem tanto professor tão mais incompetente que eu dando aulas, meu deus.... E tem tanto advogado muito mais incompetente que eu ganhando muito mais que eu....
Fico com um medo danado de me jogar no mundo e fracassar. Sim, sim, isso é conseqüência de meu superego mega atuante, de uma carência. Sinto-me forte por um lado e outras vezes tão fraca.... Pulo de área em área e acabo não me especializando em nenhuma.... e isso me torna mais fraca.
Me acho medíocre dentro da minha área de atuação e sei que meu mestrado vai sair bem meia-boca. Me torturo esperando o momento certo para começar a escrever, talvez depois de fazer mais uma ou duas faculdades.....
ai que vontade de voltar pra barriga da minha mãe

03 dezembro 2006

Estresse na fazenda - o nome é Peter Singer, GG

Aproveitando o pequeno debate gerado pelas vaquinhas logo abaixo, e também a lembrança feliz de GG sobre o Peter (e não Paul, que é o da FEA-USP) Singer, que eu já havia lido na Folha e que escreve também sobre eutanásia e aborto, coloco abaixo artigo dele publicado na Folha de hoje (domingo, 03/12) exatamente sobre os métodos de criação das vacas e frangos que vêm à nossa mesa.... e sobre as crueldades que contra eles se cometem.
Divirtam-se, se for possível.

Estresse na fazenda

Para filósofo, métodos industriais de criação são ineficientes e aumentam as doenças cardíacas e digestivas

PETER SINGER
Segundo previsões, o consumo global de carne deverá duplicar até 2020. Na Europa e na América do Norte, há crescente preocupação sobre a ética dos métodos de produção de carne e ovos.
O consumo de carne de vitela caiu de modo acentuado desde que se tornou amplamente conhecido que, para produzir a vitela "branca" -na verdade, rosada-, os bezerros recém-nascidos são separados de suas mães, deliberadamente deixados anêmicos e mantidos em baias tão estreitas que não podem se mover.
Na Europa, a doença da vaca louca chocou muita gente, não apenas porque destruiu a imagem da carne bovina como um alimento saudável e seguro mas também porque se soube que a causa da doença era alimentar o gado com cérebro e tecidos nervosos de carneiros.

Nada de pastar

As pessoas que acreditavam ingenuamente que o gado comesse capim descobriram que o gado de corte pode comer qualquer coisa, desde milho a ração de peixe, dejetos de galinhas (com excrementos e tudo), além de lixo de abatedouros.
A preocupação sobre como tratamos os animais de criação está longe de limitar-se à pequena porcentagem de pessoas que são vegetarianas ou "vegans" -que não comem nenhum produto animal. Apesar dos fortes argumentos éticos a favor do vegetarianismo, ainda não é uma postura dominante.
Mais comum é a opinião de que comer carne é justificável, desde que os animais tenham uma vida decente antes de serem mortos. O problema, como Jim Mason e eu descrevemos em nosso recente livro, é que a agricultura industrial nega aos animais uma vida minimamente decente. As dezenas de bilhões de frangos produzidas hoje nunca vêem a luz do dia. Eles são criados para ter um apetite voraz e ganhar peso rapidamente, mantidos em galpões que podem abrigar até 20 mil aves.
O nível de amônia acumulado no ar por causa dos excrementos faz arder os olhos e os pulmões. Abatidos com apenas 45 dias de vida, seus ossos imaturos mal suportam o peso dos corpos. Alguns caem e, sem conseguir alcançar alimento ou água, morrem rapidamente -um destino irrelevante para a economia da empresa em geral.
As condições são ainda piores, mesmo que pareça impossível, para as galinhas poedeiras, colocadas em gaiolas de arame tão pequenas que mesmo que haja só uma por gaiola não consegue abrir as asas. Mas geralmente há quatro galinhas por gaiola, e muitas vezes mais. Nessas condições de superlotação, as aves dominantes, mais agressivas, tendem a bicar até a morte as galinhas mais fracas.
Para evitar isso, os produtores serram os bicos de todas elas com uma lâmina quente. O bico da galinha é cheio de tecido nervoso -afinal, é seu principal meio de relacionamento com o ambiente-, mas não se usa anestésico ou analgésico para aliviar a dor.
Os porcos talvez sejam os animais mais inteligentes e sensíveis que costumamos comer. Quando criados numa aldeia rural, podem exercer sua inteligência e explorar o ambiente variado.
Antes de parir, as porcas usam palha ou folhas e ramos para construir um ninho seguro e confortável para alimentar suas crias. Mas, nas fazendas industriais, as porcas prenhas são mantidas em compartimentos tão estreitos que não podem se virar.
Os filhotes são tirados da mãe assim que possível, para que possa cruzar novamente.
Os defensores desses métodos de produção afirmam que são lamentáveis, mas necessários, diante da crescente demanda populacional por alimentos. Pelo contrário, quando confinamos animais em fazendas industriais, precisamos cultivar alimentos para eles.
Os animais queimam a maior parte da energia desses alimentos só para respirarem e manterem seus corpos aquecidos, por isso acabamos com uma pequena fração -geralmente, não mais de um terço e, às vezes, somente um décimo- do valor alimentício que lhes fornecemos na alimentação.
Em comparação, as vacas criadas em pastos comem alimentos que não podemos digerir, o que significa que aumentam a quantidade de alimento disponível para nós.
É trágico que países como a China e a Índia estejam copiando os métodos ocidentais e colocando os animais em enormes fazendas industriais.
Se isso continuar, o resultado será o sofrimento dos animais em escala maior que a existente hoje no Ocidente assim como danos ambientais e um aumento das doenças cardíacas e cânceres do sistema digestivo.
Também será terrivelmente ineficaz. Como consumidores, temos o poder e a obrigação moral de nos recusarmos a apoiar métodos agrícolas que sejam cruéis para os animais e ruins para nós.

Este texto saiu no "Guardian".
Tradução de Luiz Roberto Mendes Gonçalves.

30 novembro 2006

Na falta de tempo e energia...



vou botar as vaquinhas bonitinhas que eu gostei.
também adoro aqueles adesivos: bichos são amigos, não comida; não coma nada que tenha um rosto e outros parecidos.
um dia, quem sabe, consigo parar de comer carne. no dia que eu arrumar uma empregada que saiba cozinhar comida vegetariana e peixe.

23 novembro 2006

a festa nunca termina

e o aniversário já foi, mas o inferno astral não acaba. e o pior, ele está irradiando para as pessoas ao redor.
no dia 15 de novembro entraram na ONG onde eu trabalho e levaram todos as nossas CPUs. a menos de uma semana de um evento superimportante.
ralamos pra resolver tudo urgente. deu tudo certo, o evento saiu. no sábado, 18, eu tava um trapo, chorei o dia inteiro. ah, meu DVD, ganhado do meu pai, que por sua vez ganhou num sorteio, foi na leva junto com as CPUs. virou cocaína ou crack. quem sabe na Santa Ifigênia a gente não conseguia de volta nosso banco de dados que foi junto com as máquinas...
hoje, voltando da penitenciária onde estamos fazendo trabalho voluntário, que ironia, sou assaltada no farol: a idiota classe-média com cara de aristocrata de vidro aberto, dando mole, chega o viciado fodido (com 4 outras pessoas no carro a idiota não imagina que alguém vai abordar), pede dinheiro, a idiota fala que a bolsa tá no porta-malas, o viciado fica olhando pra dentro do carro, procurando, e pede o celular. nem sei se estava armado, mas eu não tinha pra onde andar, não dava pra fechar o vidro, tudo parado, dei a porra pra ele trocar por 10 pedra de crack.
isso depois de conseguir a duras penas o maledeto celular, depois de quase dois meses de inferno com a vivo, diariamente, ainda hoje chegou a nova conta do clone, 1000 mil reais e ainda preciso ligar na porra da empresa pra contestar a conta porque não conseguem resolver sozinhos, e provavelmente vão fazer cagada e bloquear minhas ligações porque não paguei a conta de 1000 reais do clone (fizeram isso comigo mês passado...)
ai que vontade de sumir

20 novembro 2006

sem título

sem título porque não sei bem. hoje (ontem) fiz 30 anos. achei que estava tudo bem mas estou tendo um pouco de dificuldade para processar a informação. o ano de 2006, que ainda não acabou, foi muuuuuuuuito foda, muito mesmo, mas ao mesmo tempo de muuuuuuito crescimento. outro dia um amigo comentou que achava engraçado essa maneira de comentar, porque bom é sempre o momento agora, pra ele (tem 20 anos e a sabedoria de um budista experiente). de fato, mas quando digo isso, não acho que os outros anos tenham sido melhores ou piores. mas este ano, aliás, os últimos anos pós UTI (2004, 2005 e 2006) têm sido de crescimento intenso com consciência do processo enquanto ocorre. fico mais madura à medida que o tempo passa, e isso me amedronta mas ao mesmo tempo acho interessantíssimo. acho que hoje sou uma mulher (antes era uma menina...) muito mais interessante do que era há 10 anos... me descubro dia a dia em todos os sentidos, alguns com muito prazer (cada vez mais!) e outros com aborrecimentos, dificuldades, defeitos. mas a descoberta e o autoconhecimento são muito bons, e só assim se cresce.
não ando numa fase muito auto-analítica, larguei a terapia e fui pra acupuntura que mexe com a energia. acho que por mais que esteja tudo difíííícil, tô segurando a onda com essa energia que está se mexendo dentro de mim. racionalizar é imperativo na minha cabecinha pensativa, mas se abrir e intuir têm sido coisas boas.
se antes eu pensava que ficaria eternamente sozinha, que vou morrer velhinha numa casa com 50 cachorros e 40 gatos, sem filhos e sem marido... bem, pode mesmo ser que isso aconteça, mas até sobre casamento falei esse ano! coisa que jamais pensei que aconteceria comigo tão cedo e da maneira como foi...
abrir-me cada vez mais para o mundo com o mínimo de preconceitos e o máximo de curiosidades.... tenho buscado isso, e tido respostas maravilhosas.
e amar, amar, amar, em todos os sentidos amplos e possíveis da palavra, cada vez mais é delicioso e cheio de descobertas, de novas emoções. foi assim que o ano começou: com muito amor, energia muito boa, mente aberta e gente muito boa do meu lado. e vai terminar desse jeito, com a diferença que agora tem MUITO MAIS gente muito boa do meu lado!
minha família, meus amigos, meus amores, meus bichos, meu planeta.........ô ser humano difícil de entender e conviver, ô mistério da vida! que coisa linda e amedrontadora que é viver e morrer!

11 novembro 2006

xu, o cão, dormindo como sempre




a foto é do meu irmão. para ir no flckr dele clique aqui

09 novembro 2006

merda

esqueci de novo de pagar a conta do cartão de crédito

06 novembro 2006

Ótimo, ótimo, ótimo. Rosana Hermann rules!



vídeo da Rosana Hermann que ganhou o Festival do Minuto. muito bom.
visitem o blog dela, Querido Leitor. é muito bom. ela também escreve no blônicas.

esse post era pra ser só sobre o inferno astral. mas o sa ficou doente este finde........ e eu fiquei triste à beça

acho que o meu inferno astral finalmente acabou.
parece que as coisas agora estão mais calmas e se encaminhando....
depois de dois meses brigando diariamente com a vivo e com a nokia, finalmente acabou o clone do meu celular, ganhei um aparelho novo e consegui meu dinheiro de volta da nokia. finalmente.
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sumi porque fui pro Rio num congresso, que deixou bastante a desejar; pelo menos dei uma espairecida, tava muito cansada, e encontrei o meu irmão. fomos no show da Patti Smith e Yeah Yeah Yeahs no Tim Festival e lá eu vi e falei com o Leo Madeira,da MTv (adooooooooooro Leo Madeira, só não pedi autógrafo, fui que nem besta falar com ele).
dancei muito na Patti Smith, foi ótimo.
peguei uma corzinha em Ipanema e depois passei um nervoso na ida pro Galeão, na Linha Vermelha. acabei voltando de ônibus, na segunda de manhã. pavor, pavor, pavor, o Rio é lindo, mas é foda.
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depois do Rio fui pra Botucatu neste finados e quase que temos um funeral na família: Sapeca, o cão, 14 anos, salsicha preto fiel companheiro, sábio, sossegado, forte pra caramba, brincalhão mesmo ceguinho, que dá broncas no Xu quando ele faz bobagem (dá mesmo, ele late dando bronca, é engraçado), lambeu um sapo e se intoxicou. ninguém viu isso. depois que tocamos o sapo pra fora, eu vi uma baba na sala.... e vi que o Sa tava esquisito.
ele passava o focinho no chão, tentei dar água na seringa, mordeu a seringa, tentei dar leite, não conseguia lamber o leite, a língua ficou azul. quando ele começou a enfiar a pata dentro da boca pra aliviar a sensação ruim, vi que a coisa era séria.
entrei no carro voando pra tirar da garagem, nesse meio tempo ele foi pro jardim e vomitou uma baba branca.
fiquei desesperada mesmo. chegamos lá ele tomou 4 injeções, vomitou mais, ficou muito muito muito assustado, a gente via no olho dele, a carinha de medo. quase morri quando ele tava vomitando e de repente caiu deitado, achei que tinha perdido a respiração ou algo assim.
a veterinária disse que está com um edema pulmonar, tem um soprão no coração e que está batendo muito rápido o coração. deu um diurético pra melhorar o edema.
no dia seguinte ele não conseguia levantar o quadril pra andar. ai.......... acham que consegui estudar? fiquei o tempo todo do lado dele. dei remédio, tudo. foi melhorando, deu umas andadinhas..... foi beber água, fazer xixi..... ah, e o batimento acalmou, bastante.
hoje eu já tava aqui em SP(vim fazer um concurso) e o meu irmão disse que ele já estava andando e já acordou como de costume todo mundo às 6 e meia da manhã fungando em todas as portas-janela da casa e latindo pro meu pai abrir a porta pra ele entrar (ele não se conforma porque o Xu dorme dentro de casa e ele dorme no jardim, então acorda e late pra entrar.... risos)
o Xu percebeu que as coisas não estavam bem. ficou na dele, quietinho, meio triste.
sei que o Sa não vive muito mais e tenho pavor que ele morra quando eu estiver sozinha com ele (isso vai acontecer no final do mês). ele é um cão guerreiro, muito saudável, nunca fica doente, mas ultimamente anda tenho coisinhas........ teve diarréia recentemente e agora isso do sapo. isso vai debilitando ele......... tadinho. a gente viu o esforço que ele fez este finde para ficar firmão. mesmo ontem sem andar, levantava as patas da frente e ficava esticando o corpinho, tentando levantar.
só não quero ver ele sofrer. quando ele for, que vá em paz, do seu jeito de cão pacífico que ele é.

24 outubro 2006

21 outubro 2006

olha o que eu fiquei fazendo ao invés de estudar


procurando coisas engraçadas na net....
Essa é do Laerte, do site dele.

Mario, essa é pra vc.........


Peguei no blog do Caco Galhardo.
Simone de Beauvoir.
Pra quem gosta de mulheres reais, gostosas e inteligentes - assim, meio como eu :P

Tapa na pantera, com Maria Alice Vergueiro



Pra quem ainda não viu.......... é ótimo.

16 outubro 2006

é muito mais simples do que vc imagina

meu deus, quanto tempo perdemos fazendo tempestade em copo d'água por coisas que não podemos controlar.
esse post é pra eu lembrar pra mim mesma que viver o presente é uma maneira simples de lidar com ansiedades e frustrações.
o que passou já passou......... não se apegue...........
o que virá, bem vc não tem controle........ não se apegue.............
o que é bom hoje logo acaba.................não se apegue.............
e o sofrimento também acaba.................não se apegue a ele.......
é tão simples.
basta lembrar.