26 janeiro 2007
o buraco do metrô
há alguns dias venho conversando com um amigo engenheiro sobre essa comoção gerada pelo desabamento do metrô. sim, é triste, morreram pessoas, outras estão desalojadas, evidentemente faltou segurança na obra, temos que ver quem são os culpados, fazê-los pagar pesadas indenizações.
mas segundo esse amigo, em termos de acidentes em engenharia, esse teve proporções irrisórias.
em meio a toda esse auê, eu me pergunto: sai no jornal quando todo dia morre algum operário da construção civil? sai no jornal quando morrem pessoas todos os dias por falta de atendimento nos hospitais? o governador vai pedir desculpas a essas famílias? e as pessoas que são mortas pela polícia, alguém pede desculpas às suas famílias também? e quando pega fogo na favela, ou um barraco desaba por causa da chuva?
engraçado, morreram 07 pessoas e estão fazendo um auê.
mas ninguém faz auê por todas as outras milhares de pessoas que morrem por incompetência do mesmo governo que contrata a empresa que faz a obra do metrô.
coisa estranha, não?
mas segundo esse amigo, em termos de acidentes em engenharia, esse teve proporções irrisórias.
em meio a toda esse auê, eu me pergunto: sai no jornal quando todo dia morre algum operário da construção civil? sai no jornal quando morrem pessoas todos os dias por falta de atendimento nos hospitais? o governador vai pedir desculpas a essas famílias? e as pessoas que são mortas pela polícia, alguém pede desculpas às suas famílias também? e quando pega fogo na favela, ou um barraco desaba por causa da chuva?
engraçado, morreram 07 pessoas e estão fazendo um auê.
mas ninguém faz auê por todas as outras milhares de pessoas que morrem por incompetência do mesmo governo que contrata a empresa que faz a obra do metrô.
coisa estranha, não?
22 janeiro 2007
meu pescoço dói...
...mas acho que o projeto ficou pronto.
agora só falta dar uma garibada no capítulo I, que já tá quase pronto.
e começar a escrever o capítulo II.
tenho mais 17 dias pra escrever o máximo que eu conseguir e adiantar tudo, porque o ano vai ser PUNK.
e se tudo der certo vou desaparecer no carnaval e ficar 05 dias fazendo absolutamente nada além de ler, tomar sol, comer, dormir e conversar com a minha amiga que vai comigo. e quem sabe tomara fazer uma velejadinha em parati.
bom dia de novo, são quase 07 da manhã.
agora só falta dar uma garibada no capítulo I, que já tá quase pronto.
e começar a escrever o capítulo II.
tenho mais 17 dias pra escrever o máximo que eu conseguir e adiantar tudo, porque o ano vai ser PUNK.
e se tudo der certo vou desaparecer no carnaval e ficar 05 dias fazendo absolutamente nada além de ler, tomar sol, comer, dormir e conversar com a minha amiga que vai comigo. e quem sabe tomara fazer uma velejadinha em parati.
bom dia de novo, são quase 07 da manhã.
19 janeiro 2007
Sobre o mestrado e sobre a neurose (de novo)
Bem, é praticamente só isso que tenho feito ultimamente. Acordo ao meio dia, passo o dia inteiro morgando e/ou resolvendo coisinhas sem muita importância, eventualmente encontro o meu namorado. Lá pelas 07 da noite começo a ensaiar uma sentadinha na cadeira do computador. Mas é só depois das 23h que a coisa realmente pega. Estudo, escrevo, tudo na madruga.
O que enche mais o saco não é o projeto, que até que tá ficando legal.
O que enche o saco mesmo é esse negócio de ter que ficar gravando em dois CDS diferentes cada vez que faço alguma grande alteração no projeto, dois pro caso de um dar merda e sumirem todos os dados ou eu não conseguir acessar, como aconteceu com o meu pendrive e toca MP3 falsificado da Sony. Ah, e ainda tenho que me mandar por email, sabe como é. Uso meu gmail com um bom (e confiável, assim espero) armazenador de backups.
O que eu queria mesmo era que esse computador fosse um pouquinho mais silencioso. O melhor momento do dia (ou da noite) é quando eu desligo essa joça e vem aquele silêncio na casa.....................................
São 5 e 14, vou dormir. Boa noite. ou Bom dia.
O que enche mais o saco não é o projeto, que até que tá ficando legal.
O que enche o saco mesmo é esse negócio de ter que ficar gravando em dois CDS diferentes cada vez que faço alguma grande alteração no projeto, dois pro caso de um dar merda e sumirem todos os dados ou eu não conseguir acessar, como aconteceu com o meu pendrive e toca MP3 falsificado da Sony. Ah, e ainda tenho que me mandar por email, sabe como é. Uso meu gmail com um bom (e confiável, assim espero) armazenador de backups.
O que eu queria mesmo era que esse computador fosse um pouquinho mais silencioso. O melhor momento do dia (ou da noite) é quando eu desligo essa joça e vem aquele silêncio na casa.....................................
São 5 e 14, vou dormir. Boa noite. ou Bom dia.
15 janeiro 2007
Você sabia?
Segundo a Nissin, são consumidos 80 bilhões de pacotes por ano no mundo. A conta é impressionante: dá 13 pacotes para cada um dos 6 bilhões de habitantes da Terra!
Eu como coisas muito refinadas, aprecio sabores sutis. Mas adoro um miojinho de vez em quando. Nada como comer um miojo com requeijão quando dá aquela fome e não tem nada pra comer..... hmmmmmmmmmmm..........
Eu como coisas muito refinadas, aprecio sabores sutis. Mas adoro um miojinho de vez em quando. Nada como comer um miojo com requeijão quando dá aquela fome e não tem nada pra comer..... hmmmmmmmmmmm..........
11 janeiro 2007
09 janeiro 2007
You tube
vocês viram? me espanto com os nossos juízes. meu deus, como são mal formados, como são desinformados.... socorro. tomara que meu amigo Tatu, que acabou de entrar na magistratura, fornada nova, possa ajudar a arejar aqueles ares do TJ. tem uma solução possível pro TJ melhorar....mas não posso escrever aqui senão sou processada (risos).
todos os videozinhos do youtube que eu tinha postado aqui sumiram.
mas alguém há de ter juízo na cachola e cancelar essa decisão totalmente descabida.
todos os videozinhos do youtube que eu tinha postado aqui sumiram.
mas alguém há de ter juízo na cachola e cancelar essa decisão totalmente descabida.
não parece que eu realmente sei do que estou falando?
08 janeiro 2007
Sobre o processo criativo, a neurose e o ócio
Passei a sexta-feira chorando copiosamente, ligando pra todos os meus amigos, ex-mestrandos ou não, só não liguei pra meus pais porque eles ficariam muito muito preocupados, meu pai já ia querer vir pra cá e já me ofereceria dinheiro. Chorei muito porque me sentia incapaz de um foco, de definir afinal que porra é essa que vou escrever nessa dissertação, os capítulos introdutórios são fáceis, mas e a porra do capítulo principal? Fui dar uma volta...de boné na cabeça porque sem o menor ânimo pra lavar o cabelo desgrenhado, caminhei tristemente até o petshop mais próximo pra ver se tinha algum cão fofo a acariciar pra eu me sentir menos só; tomei uma água de coco no caminho. Chovia um pouquinho, que aqui anda chovendo quase todo dia. Acho que andava precisada desse choro desde o Natal (vide o post New Year's Blues).
Voltei, escrevi um pouco, mas ainda precisada de um arejamento procurei meus amigos fiéis, Paulo, Fe, Mario. Enchemos a cara de saquê e sushi. Falamos sobre tudo, como sempre, e também sobre como Paris é bege e como fazer uma produção independente. Chegada em casa ainda tive uma sessão de papo pelo telefone que durou das 4 às 6. O resultado é que acordei às 14h de sábado, um trapinho. Gripada (quem mandou tomar chuva, tá achando que a vida é que nem filme, com trilha sonora pra choro na chuva? - nem pensei em qual seria a trilha sonora, aliás), já tava com dor de garganta antes. Passei o (curtíssimo) dia imprestável, vendo tv, deitada, deitada, liguei pro namorado, cadê?, dormi um pouco.
À noite pedi um monte de salgadinhos, enchi a pança (que anda crescendo que é uma beleza) e fui dormir. E eu, que sempre tive medo de virar a minha mãe quando crescesse, descobri que estou virando meu pai: além de não tolerar muito barulho, também não consigo mais comer e dormir. Tive uma insônia desgraçada. Horrível.
Domingo acordei tarde, mas decidida: vou escrever mais hoje. Preciso, tenho prazo, tenho reunião em uma semana com o orientador. Tomei um banho e saí pra procurar o almoço, que nada na minha geladeira me apetecia depois do banquete de coxinha e kibe da noite anterior.
Eis que chego em casa devidamente alimentada (putzgrila, como dá trabalho manter-se vivo! ô saco que é ter que ficar comendo toda hora!), sento no computador, liga o namorado: 'vamos?' E quem resiste? E a saudade, que eu não o vejo desde quarta? Vamos, mas tenho que voltar cedo.
Fomos. Não voltei cedo porra nenhuma, fiquei namorando muito, meio culpada, meio que ligando o foda-se, 'foda-se, tenho o direito de namorar, estou muito cansada do ano de 2006' (e 2007 nem começou, mas já me conformei, descanso mesmo só em 2008. e doutorado só em 2 mil e nunca, sei lá), e lá fiquei, e foi ótimo, relaxei, fizemos as atividades do namoro e as atividades sociais com o resto das pessoas da casa.
Cheguei com sono e cansada. E agora? Ai que sono, vou mesmo sentar pra escrever à uma da manhã?
Vou nada, vou tomar um bom banho que amanhã cedo cortam a água do banheiro das 9 às 17h para reforma da tubulação, e cama!
Como alguma coisa.... A quiche que eu queria comer no almoço. Cama, lá vou eu.
E lá vem a insônia a cavalo. Ultimamente anda mais comum do que eu gostaria. Tô com os horários tortos, isso sempre acontece quando tenho que escrever. Não consigo acordar, tomar café e escrever.Simplesmente não dá. Acabo virando uma louca que dorme às 4 e acorda meio dia.
E se vc agüentou o post até aqui, é aqui que ele termina: com a idéia para o capítulo principal do mestrado, ou seja, qual o objeto a ser estudado, lindamente, tudo já estruturadinho, tudo que ela já leu vai servir, falta uma boa pesquisa, falta sim, vamos pedir ajuda aos universitários, tudo isso em 10 minutos no meio da madrugada, sem suor, sem choro, sem stress. simplesmente assim. do mesmo jeitinho que um dia, apaixonada, depois de uma tarde de namoro em 2003, o tema do meu primeiro projeto simplesmente me surgiu, deitada no chão da sala do ser amado... Hoje, depois de dois dias de ócio, sendo meio dia de amor, algumas lágrimas e muita chuva (esqueci de dizer que continuou chovendo), surgiu.
Liguei o abajur, peguei o caderno (desde que comprei a cama de viúva - ô nome feio, vou mudar pra cama de solteiraquedormecomonamorado) que dorme do lado onde deveria dormir o namorado, o lápis, e rabisquei as idéias. Ficou ótimo.Perdi completamente o sono.
Boa noite, hoje estou feliz, mais leve e acho que 2007 vai ser um bom ano.
Voltei, escrevi um pouco, mas ainda precisada de um arejamento procurei meus amigos fiéis, Paulo, Fe, Mario. Enchemos a cara de saquê e sushi. Falamos sobre tudo, como sempre, e também sobre como Paris é bege e como fazer uma produção independente. Chegada em casa ainda tive uma sessão de papo pelo telefone que durou das 4 às 6. O resultado é que acordei às 14h de sábado, um trapinho. Gripada (quem mandou tomar chuva, tá achando que a vida é que nem filme, com trilha sonora pra choro na chuva? - nem pensei em qual seria a trilha sonora, aliás), já tava com dor de garganta antes. Passei o (curtíssimo) dia imprestável, vendo tv, deitada, deitada, liguei pro namorado, cadê?, dormi um pouco.
À noite pedi um monte de salgadinhos, enchi a pança (que anda crescendo que é uma beleza) e fui dormir. E eu, que sempre tive medo de virar a minha mãe quando crescesse, descobri que estou virando meu pai: além de não tolerar muito barulho, também não consigo mais comer e dormir. Tive uma insônia desgraçada. Horrível.
Domingo acordei tarde, mas decidida: vou escrever mais hoje. Preciso, tenho prazo, tenho reunião em uma semana com o orientador. Tomei um banho e saí pra procurar o almoço, que nada na minha geladeira me apetecia depois do banquete de coxinha e kibe da noite anterior.
Eis que chego em casa devidamente alimentada (putzgrila, como dá trabalho manter-se vivo! ô saco que é ter que ficar comendo toda hora!), sento no computador, liga o namorado: 'vamos?' E quem resiste? E a saudade, que eu não o vejo desde quarta? Vamos, mas tenho que voltar cedo.
Fomos. Não voltei cedo porra nenhuma, fiquei namorando muito, meio culpada, meio que ligando o foda-se, 'foda-se, tenho o direito de namorar, estou muito cansada do ano de 2006' (e 2007 nem começou, mas já me conformei, descanso mesmo só em 2008. e doutorado só em 2 mil e nunca, sei lá), e lá fiquei, e foi ótimo, relaxei, fizemos as atividades do namoro e as atividades sociais com o resto das pessoas da casa.
Cheguei com sono e cansada. E agora? Ai que sono, vou mesmo sentar pra escrever à uma da manhã?
Vou nada, vou tomar um bom banho que amanhã cedo cortam a água do banheiro das 9 às 17h para reforma da tubulação, e cama!
Como alguma coisa.... A quiche que eu queria comer no almoço. Cama, lá vou eu.
E lá vem a insônia a cavalo. Ultimamente anda mais comum do que eu gostaria. Tô com os horários tortos, isso sempre acontece quando tenho que escrever. Não consigo acordar, tomar café e escrever.Simplesmente não dá. Acabo virando uma louca que dorme às 4 e acorda meio dia.
E se vc agüentou o post até aqui, é aqui que ele termina: com a idéia para o capítulo principal do mestrado, ou seja, qual o objeto a ser estudado, lindamente, tudo já estruturadinho, tudo que ela já leu vai servir, falta uma boa pesquisa, falta sim, vamos pedir ajuda aos universitários, tudo isso em 10 minutos no meio da madrugada, sem suor, sem choro, sem stress. simplesmente assim. do mesmo jeitinho que um dia, apaixonada, depois de uma tarde de namoro em 2003, o tema do meu primeiro projeto simplesmente me surgiu, deitada no chão da sala do ser amado... Hoje, depois de dois dias de ócio, sendo meio dia de amor, algumas lágrimas e muita chuva (esqueci de dizer que continuou chovendo), surgiu.
Liguei o abajur, peguei o caderno (desde que comprei a cama de viúva - ô nome feio, vou mudar pra cama de solteiraquedormecomonamorado) que dorme do lado onde deveria dormir o namorado, o lápis, e rabisquei as idéias. Ficou ótimo.Perdi completamente o sono.
Boa noite, hoje estou feliz, mais leve e acho que 2007 vai ser um bom ano.
03 janeiro 2007
Minority Report: estamos quase lá
além do NYTimes ter desenvolvido uma tecnologia que permite que vc leia jornal na internet como se fosse mesmo um jornal (chama-se Times Reader, clique aqui para ver), e de já haver também uma espécie de papel eletrônico da Sony, agora tem esse monitor muito parecido com o que se vê no filme Minority Report. confiram o vídeo. vale a pena.
a consultoria de tecnologia do Emilianas é feita por Pedro Accioli, as always.
02 janeiro 2007
New Year`s blues
nunca sei se é porque não durmo direito. ou se é simplesmente tristeza mesmo. tive isso no natal, uma leve deprê.... hoje fui ver o filme do 007. lindas imagens do lago de Como, na Itália. o que me lembra que já são quase 10 anos que eu fui pra lá. 10 anos.... e passou 'assim', sabe?
haverá tempo pra tudo?
********************************************
estou feliz, mas tenho medo. entendo um pouco melhor hoje quem eu antes não compreendia.
********************************************
estou preocupada com meu amigo que não passou muito bem na noite do Reveillon. que aliás foi delicioso: festa muito animada, amigos ótimos, foi realmente uma noite feliz. sobrou muita comida. tinha até um salsichinha nervoso (ai que saudade de apertar o corpinho comprido do xu nos meus braços), pretinho e pequeno. faltou alguém. mas foi bom.
*******************************************
nunca sei se acredito muito, mas dizem os astros que janeiro será um mês bom. tomara. todos os planetas saíram de escorpião, acho isso estranho.
haverá tempo pra tudo?
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estou feliz, mas tenho medo. entendo um pouco melhor hoje quem eu antes não compreendia.
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estou preocupada com meu amigo que não passou muito bem na noite do Reveillon. que aliás foi delicioso: festa muito animada, amigos ótimos, foi realmente uma noite feliz. sobrou muita comida. tinha até um salsichinha nervoso (ai que saudade de apertar o corpinho comprido do xu nos meus braços), pretinho e pequeno. faltou alguém. mas foi bom.
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nunca sei se acredito muito, mas dizem os astros que janeiro será um mês bom. tomara. todos os planetas saíram de escorpião, acho isso estranho.
30 dezembro 2006
Uma pequena fotonovela de xu, o cão que (praticamente) só dorme.

ele mora numa casa com um lindo jardim... (ignorem os carros, eles não fazem parte - embora sejam ótimos esconderijos anti-banho)
cheio de grama, galhinhos, pássaros, frutinhas e até um sapo

ele tem um companheiro canino (tudo bem, é velhinho, mas é um companheiro), o Sa.

de vez em quando, brinca um pouco com bolinhas, ou fuça a grama procurando grilinhos eventuais, para comer. ele tem uma floresta exclusiva, a floresta do xuxu.
mas depois de brincar um pouquinho, vai dando um sono...........

um sono.............

as fotos são minhas e do pedro accioli, meu irmão. para ir no flckr dele, é só clicar no link aí do lado.
outra foto
Mais um post emprestado - do blônicas
Caos e celulose.
De Antonio Prata.
Estou feliz e satisfeito. Se não tivesse que escrever esta crônica, até abriria uma cerveja: acabei de eliminar o último montinho da casa, o maior, que me acompanhava há mais de um ano. Não sei se você, disciplinado leitor, também sofre desse mal -- o montinho -- mas a minha vida é uma eterna e inútil luta contra eles.
Não faço idéia de como nascem. Um livro caído no canto? Uma conta de luz deixada por acaso ao lado do sofá? Algumas folhas impressas esquecidas perto do som? Sei que estou andando pela casa numa tarde qualquer e meus olhos tropeçam na pequena Quéops doméstica, feita de manuscritos inacabados e livros jamais começados, cartas abertas e fechadas, caixas de CDs sem discos e discos sem caixas, contas, revistas, folhetos imobiliários, post its ancestrais e outras milongas mais, a desafiar a simetria que eu, com inquebrantável otimismo, desejava para minha sala, para minha vida.
Depois do susto – mas como? Ontem mesmo não estava aí! -- vem um suspiro resignado – pois é, agora está, fazer o que? – e vou tratar de outros assuntos. Por que não vou lá e simplesmente arrumo a bagunça? Oh, proativo leitor, logo vê-se que não entende nada de montinhos. Desfazê-los é perigoso como desarmar uma bomba! Ou você vai até o fim na empreitada, ou acabará dividindo-os em vários montinhozinhos temáticos – aqui as cartas, aqui os livros, aqui revistas... – e, em questão de semanas, terá criado um irreversível arquipélago de bagunça. Mais do que isso: acocorar-se diante das camadas sedimentares do passado é repensar a própria vida. Jogo fora essas revistas ou compro uma estante? Essas contas... Não seria o caso de botar no débito automático? Olha só, aquele conto do Cortázar. Se eu fizesse um mestrado, quem sabe, poderia... “Ligar urgente para Clélia – 87-98786754!!!”. Quem é Clélia? Oito sete é de onde? Será que eu liguei?
São tantas as indagações que surgem que tenho medo de, no meio da arrumação, decidir que minha verdadeira vocação é a odontologia, resolver passar seis meses na Índia ou fazer uma tribal na panturrilha.
Esta tarde, no entanto, apesar de todas as dificuldades, atirei-me com ímpeto à tarefa e desbaratei a última das barricadas de caos e celulose que restava em minha casa. Estou contente. Sinto que a vida é simples e boa. Mens sana in domus sano. Sento-me no sofá, observo a luz do sol atravessar a sala e sinto o sangue correr em minhas veias. Montinhos, nunca mais!, digo. Jogo a crônica de lado e vou abrir uma cerveja.
Antonio Prata é cronista do Blônicas.
Coloquei porque ri muito, sou igualzinha. vou fazendo vários montinhos. na verdade o pior deles é o de contas, documentos, etc. normalmente de 6 em 6 meses eu tenho algum tempo, então ou divido o montinho em vários outros ou, se estiver inspirada, arquivo tudo em pastas etiquetadas. mas tempo anda me faltando, então só o que tenho feito é guardar o montinho em uma sacola e abrir espaço pra que outro comece. fora os montinhos de cartões que tenho medo de jogar fora e desses malditos papeizinhos com telefones anotados que a gente não sabe mais de quem é, mas tem medo de jogar fora mesmo assim....
quem quiser se divertir jogando papel fora pode vir aqui em casa. já tenho praticamente um quarto só pra isso.
um beijo e um queijo. (vou encarar os montinhos do momento: de livros e artigos de criminologia)
De Antonio Prata.
Estou feliz e satisfeito. Se não tivesse que escrever esta crônica, até abriria uma cerveja: acabei de eliminar o último montinho da casa, o maior, que me acompanhava há mais de um ano. Não sei se você, disciplinado leitor, também sofre desse mal -- o montinho -- mas a minha vida é uma eterna e inútil luta contra eles.
Não faço idéia de como nascem. Um livro caído no canto? Uma conta de luz deixada por acaso ao lado do sofá? Algumas folhas impressas esquecidas perto do som? Sei que estou andando pela casa numa tarde qualquer e meus olhos tropeçam na pequena Quéops doméstica, feita de manuscritos inacabados e livros jamais começados, cartas abertas e fechadas, caixas de CDs sem discos e discos sem caixas, contas, revistas, folhetos imobiliários, post its ancestrais e outras milongas mais, a desafiar a simetria que eu, com inquebrantável otimismo, desejava para minha sala, para minha vida.
Depois do susto – mas como? Ontem mesmo não estava aí! -- vem um suspiro resignado – pois é, agora está, fazer o que? – e vou tratar de outros assuntos. Por que não vou lá e simplesmente arrumo a bagunça? Oh, proativo leitor, logo vê-se que não entende nada de montinhos. Desfazê-los é perigoso como desarmar uma bomba! Ou você vai até o fim na empreitada, ou acabará dividindo-os em vários montinhozinhos temáticos – aqui as cartas, aqui os livros, aqui revistas... – e, em questão de semanas, terá criado um irreversível arquipélago de bagunça. Mais do que isso: acocorar-se diante das camadas sedimentares do passado é repensar a própria vida. Jogo fora essas revistas ou compro uma estante? Essas contas... Não seria o caso de botar no débito automático? Olha só, aquele conto do Cortázar. Se eu fizesse um mestrado, quem sabe, poderia... “Ligar urgente para Clélia – 87-98786754!!!”. Quem é Clélia? Oito sete é de onde? Será que eu liguei?
São tantas as indagações que surgem que tenho medo de, no meio da arrumação, decidir que minha verdadeira vocação é a odontologia, resolver passar seis meses na Índia ou fazer uma tribal na panturrilha.
Esta tarde, no entanto, apesar de todas as dificuldades, atirei-me com ímpeto à tarefa e desbaratei a última das barricadas de caos e celulose que restava em minha casa. Estou contente. Sinto que a vida é simples e boa. Mens sana in domus sano. Sento-me no sofá, observo a luz do sol atravessar a sala e sinto o sangue correr em minhas veias. Montinhos, nunca mais!, digo. Jogo a crônica de lado e vou abrir uma cerveja.
Antonio Prata é cronista do Blônicas.
Coloquei porque ri muito, sou igualzinha. vou fazendo vários montinhos. na verdade o pior deles é o de contas, documentos, etc. normalmente de 6 em 6 meses eu tenho algum tempo, então ou divido o montinho em vários outros ou, se estiver inspirada, arquivo tudo em pastas etiquetadas. mas tempo anda me faltando, então só o que tenho feito é guardar o montinho em uma sacola e abrir espaço pra que outro comece. fora os montinhos de cartões que tenho medo de jogar fora e desses malditos papeizinhos com telefones anotados que a gente não sabe mais de quem é, mas tem medo de jogar fora mesmo assim....
quem quiser se divertir jogando papel fora pode vir aqui em casa. já tenho praticamente um quarto só pra isso.
um beijo e um queijo. (vou encarar os montinhos do momento: de livros e artigos de criminologia)
28 dezembro 2006
A lista da OAB - inimigos da advocacia
Olha, não vou dizer que eu tenha uma opinião realmente formada a respeito. Tenho dúvidas sobre a ética de se fazer isso.
Pessoalmente, como advogada, e olha que não sou uma defensora ardorosa da classe, nem gosto de ser advogada, achei bom.
Eu tenho um caso correndo em uma das Varas que constam na lista e, se querem saber, gostei de ver o nome de um juiz neo-nazista que eu conheço constando ali. É um alerta para todos os advogados (e para os coitados cujos processos vão parar nessa Vara): cuidado, esse homem é louco! Ele vai tratar vc e seu cliente como lixo, como um excremento.
Ele é mesmo louco. Esse eu posso afirmar, porque já o vi ameaçando meu cliente, que supostamente furtou quatro garrafas de bebida alcóolica do bar onde trabalha, com a prisão. Um sujeito muito perigoso, esse meu cliente, sabe? Imagina, furtar QUATRO garrafas de bebida alcoólica? Um dia, ele faltou numa audiência porque o advogado anterior passou o nº da Vara errado pra ele. Na audiência seguinte, o juiz, essa flor neo-nazista, esse louco possuído, passou-lhe um sermão de 10 minutos e ficou ameaçando-o de cumprir o mandado de prisão. Disse que só não o cumpriria porque eu havia sido ética e pedido, durante a audiência, que cancelasse o mandado. A contrario senso, deduzo que, se eu tivesse esquecido (e quase esqueci) de avisá-lo, talvez o meu perigoso cliente tivesse saído dali preso. Por, supostamente, furtar QUATRO garrafas de bebida alcoólica de um bar.
Sei que tem gente na lista que não é nem de longe feito esse louco. O único que posso afirmar com certeza é o Elio Gaspari, pois eu o leio na Folha e acho o que ele diz muito sensato.
Mas certamente há ali juízes e promotores feito esse que eu mencionei. Eles consideram que os advogados 'atrapalham' o seu trabalho. 'Ah [pensam eles], como seria melhor se esses advogados não estivessem aí para atrapalhar! Se a gente pudesse simplesmente prender todo mundo sem esses sacos de advogados nos enchendo a paciência!"
Pessoalmente, digo que não vou hesitar em olhar a lista a cada novo processo que me cair nas mãos.... ainda bem que serão bem poucos, já que estou parando de advogar.
Pessoalmente, como advogada, e olha que não sou uma defensora ardorosa da classe, nem gosto de ser advogada, achei bom.
Eu tenho um caso correndo em uma das Varas que constam na lista e, se querem saber, gostei de ver o nome de um juiz neo-nazista que eu conheço constando ali. É um alerta para todos os advogados (e para os coitados cujos processos vão parar nessa Vara): cuidado, esse homem é louco! Ele vai tratar vc e seu cliente como lixo, como um excremento.
Ele é mesmo louco. Esse eu posso afirmar, porque já o vi ameaçando meu cliente, que supostamente furtou quatro garrafas de bebida alcóolica do bar onde trabalha, com a prisão. Um sujeito muito perigoso, esse meu cliente, sabe? Imagina, furtar QUATRO garrafas de bebida alcoólica? Um dia, ele faltou numa audiência porque o advogado anterior passou o nº da Vara errado pra ele. Na audiência seguinte, o juiz, essa flor neo-nazista, esse louco possuído, passou-lhe um sermão de 10 minutos e ficou ameaçando-o de cumprir o mandado de prisão. Disse que só não o cumpriria porque eu havia sido ética e pedido, durante a audiência, que cancelasse o mandado. A contrario senso, deduzo que, se eu tivesse esquecido (e quase esqueci) de avisá-lo, talvez o meu perigoso cliente tivesse saído dali preso. Por, supostamente, furtar QUATRO garrafas de bebida alcoólica de um bar.
Sei que tem gente na lista que não é nem de longe feito esse louco. O único que posso afirmar com certeza é o Elio Gaspari, pois eu o leio na Folha e acho o que ele diz muito sensato.
Mas certamente há ali juízes e promotores feito esse que eu mencionei. Eles consideram que os advogados 'atrapalham' o seu trabalho. 'Ah [pensam eles], como seria melhor se esses advogados não estivessem aí para atrapalhar! Se a gente pudesse simplesmente prender todo mundo sem esses sacos de advogados nos enchendo a paciência!"
Pessoalmente, digo que não vou hesitar em olhar a lista a cada novo processo que me cair nas mãos.... ainda bem que serão bem poucos, já que estou parando de advogar.
23 dezembro 2006
sonhos auspiciosos
eita época estranha!
primeiro sonhei que meu pai morria...
e esta noite sonhei que estava grávida. não conto de quem era (risos), mas era bom. e o mais engraçado era que meus pais não ficavam bravos nem nada. sei, sei, parece ridículo que uma mulher de 30 anos fique grávida e os pais ainda 'fiquem bravos', mas se eu bem conheço os meus.... ainda não tenho 'estabilidade' pra criar um filho. quero dizer, ainda não sou dona do meu próprio nariz.
mas enfim, no sonho, que é o que interessa, uma vez que NÃO estou grávida de verdade, eu ficava tão feliz! ainda não dava pra ver a barriga não, eu ainda ia fazer ultrassom e pensava: "bem, melhor esperar até uns 6 meses pra montar o quarto do bebê, pois sempre tem o risco de aborto". no fim, não cheguei até os 6 meses (acordei muito antes disso...)
mas sei que não pode ser à toa que sonho na mesma época, com morte e com gestação logo em seguida.
2006 foi um ano de MUITO aprendizado, muito crescimento profissional, crescimento pessoal. sinto-me mais madura, bem mais forte. a ONG que eu ajudei a fundar está crescendo rápido e sei que sou peça fundamental deste crescimento. assumi responsabilidades sem ninguém pra me amparar caso aconteça alguma merda... acho que isso nunca havia acontecido antes. não tenho chefe, sou parte de uma equipe. tenho poder de decisão sobre o que pode ou não pode ser feito. parece tão bobo, né? mas dá um 'up' na auto estima.... e um medão tb.
embora eu tenha engordado todos os quilos que havia emagrecido em 2005 a duras penas (não entro mais nos meus queridos jeans 38), estou me sentindo muito bem, mais bonita (embora com um pouco de celulite, mas dia 26 começo a dieta - risos), mais senhora do meu corpo e mais dona do meu destino.
o mestrado... bem, está aos trancos e barrancos, mas acho que não vai dar nenhuma merda. não vai ser o melhor que a USP já viu, mas.... embora boa parte do tempo eu reclame, uma vez que faz 02 anos que sou praticamente uma escrava de luxo super qualificada, tudo que tenho feito lá tem me ajudado também a me firmar como professora e a me mostrar que caminhos tomar, o que gostaria de fazer dentro da carreira. fizemos um projeto piloto de visitas a um presídio que foi um aprendizado intenso, uma experiência muito forte. é muito difícil pra mim, saio de lá sempre com as minhas forças exauridas, no dia seguinte fico imprestável, cansada. mas cada vez tenho mais certeza de que preciso continuar.
é a minha única certeza quanto ao ano que começará em breve: preciso continuar.
primeiro sonhei que meu pai morria...
e esta noite sonhei que estava grávida. não conto de quem era (risos), mas era bom. e o mais engraçado era que meus pais não ficavam bravos nem nada. sei, sei, parece ridículo que uma mulher de 30 anos fique grávida e os pais ainda 'fiquem bravos', mas se eu bem conheço os meus.... ainda não tenho 'estabilidade' pra criar um filho. quero dizer, ainda não sou dona do meu próprio nariz.
mas enfim, no sonho, que é o que interessa, uma vez que NÃO estou grávida de verdade, eu ficava tão feliz! ainda não dava pra ver a barriga não, eu ainda ia fazer ultrassom e pensava: "bem, melhor esperar até uns 6 meses pra montar o quarto do bebê, pois sempre tem o risco de aborto". no fim, não cheguei até os 6 meses (acordei muito antes disso...)
mas sei que não pode ser à toa que sonho na mesma época, com morte e com gestação logo em seguida.
2006 foi um ano de MUITO aprendizado, muito crescimento profissional, crescimento pessoal. sinto-me mais madura, bem mais forte. a ONG que eu ajudei a fundar está crescendo rápido e sei que sou peça fundamental deste crescimento. assumi responsabilidades sem ninguém pra me amparar caso aconteça alguma merda... acho que isso nunca havia acontecido antes. não tenho chefe, sou parte de uma equipe. tenho poder de decisão sobre o que pode ou não pode ser feito. parece tão bobo, né? mas dá um 'up' na auto estima.... e um medão tb.
embora eu tenha engordado todos os quilos que havia emagrecido em 2005 a duras penas (não entro mais nos meus queridos jeans 38), estou me sentindo muito bem, mais bonita (embora com um pouco de celulite, mas dia 26 começo a dieta - risos), mais senhora do meu corpo e mais dona do meu destino.
o mestrado... bem, está aos trancos e barrancos, mas acho que não vai dar nenhuma merda. não vai ser o melhor que a USP já viu, mas.... embora boa parte do tempo eu reclame, uma vez que faz 02 anos que sou praticamente uma escrava de luxo super qualificada, tudo que tenho feito lá tem me ajudado também a me firmar como professora e a me mostrar que caminhos tomar, o que gostaria de fazer dentro da carreira. fizemos um projeto piloto de visitas a um presídio que foi um aprendizado intenso, uma experiência muito forte. é muito difícil pra mim, saio de lá sempre com as minhas forças exauridas, no dia seguinte fico imprestável, cansada. mas cada vez tenho mais certeza de que preciso continuar.
é a minha única certeza quanto ao ano que começará em breve: preciso continuar.
17 dezembro 2006
foto mais recente
Eu, de cabelinho novo. Já faz um ano que, de 3 em 3 meses, eu vou ao salão, deixo as calças, fica lindo. Demoro 3 meses pra voltar, que é o tempo de pagar a 'mensalidade'.
Agora não tem mais jeito. Acho que gostei de ser 'loira'. Dessa vez ficou mais escuro (tb muito chique), mas já já clareiam um pouquinho as mechas... Sempre fui vaidosa, mas antes achava que em primeiro lugar sempre deveria vir o elogio ao meu cérebro.... agora, simplesmente cansei de ser apenas uma (pseudo?) intelectual de óculos. Óculos só pra estudar e trabalhar.
Continuo sendo uma (pseudo?) intelectual, mas tô achando ótimo ser chamada de gostosa, e mostrar as pernas usando saias e sandalinhas....
É, os 30 vão chegando e a gente vai mudando...
11 dezembro 2006
Freud explica
Ai como eu queria um psicanalista agora.
Tive um sonho tão emocionante esta noite que acordei chorando. Chorando mesmo, de verdade.
Sonhei que meu pai morria..... E fico me perguntando o que significa isso nesse momento pelo qual estou passando.
Será a perda da proteção? Ou o medo dessa perda? Ou será que é um lado mais racional, intelectual que eu temo perder? Não sei. Mas desconfio.
Tenho um medo muito grande de me jogar no mundo, de virar adulta de uma vez por todas. Sempre acho que já virei, mas quando vou ver acho que ainda não. Ainda conto com o meu pai nas minhas cagadas. Até quando me apoiarei nessa muleta tão confortável?
E será tão horrível assim apoiar-se nela? Sempre acho que sim, que é prova de incapacidade. Isso me pune e me tortura, mas não consigo largar....
Ora me acho incompetente, ora me acho super capaz. Outro dia fui fazer uma aula teste e me saí super mal. Me fizeram um monte de pergunta que eu não estava preparada pra responder. Me ferrei. Mas tem tanto professor tão mais incompetente que eu dando aulas, meu deus.... E tem tanto advogado muito mais incompetente que eu ganhando muito mais que eu....
Fico com um medo danado de me jogar no mundo e fracassar. Sim, sim, isso é conseqüência de meu superego mega atuante, de uma carência. Sinto-me forte por um lado e outras vezes tão fraca.... Pulo de área em área e acabo não me especializando em nenhuma.... e isso me torna mais fraca.
Me acho medíocre dentro da minha área de atuação e sei que meu mestrado vai sair bem meia-boca. Me torturo esperando o momento certo para começar a escrever, talvez depois de fazer mais uma ou duas faculdades.....
ai que vontade de voltar pra barriga da minha mãe
Tive um sonho tão emocionante esta noite que acordei chorando. Chorando mesmo, de verdade.
Sonhei que meu pai morria..... E fico me perguntando o que significa isso nesse momento pelo qual estou passando.
Será a perda da proteção? Ou o medo dessa perda? Ou será que é um lado mais racional, intelectual que eu temo perder? Não sei. Mas desconfio.
Tenho um medo muito grande de me jogar no mundo, de virar adulta de uma vez por todas. Sempre acho que já virei, mas quando vou ver acho que ainda não. Ainda conto com o meu pai nas minhas cagadas. Até quando me apoiarei nessa muleta tão confortável?
E será tão horrível assim apoiar-se nela? Sempre acho que sim, que é prova de incapacidade. Isso me pune e me tortura, mas não consigo largar....
Ora me acho incompetente, ora me acho super capaz. Outro dia fui fazer uma aula teste e me saí super mal. Me fizeram um monte de pergunta que eu não estava preparada pra responder. Me ferrei. Mas tem tanto professor tão mais incompetente que eu dando aulas, meu deus.... E tem tanto advogado muito mais incompetente que eu ganhando muito mais que eu....
Fico com um medo danado de me jogar no mundo e fracassar. Sim, sim, isso é conseqüência de meu superego mega atuante, de uma carência. Sinto-me forte por um lado e outras vezes tão fraca.... Pulo de área em área e acabo não me especializando em nenhuma.... e isso me torna mais fraca.
Me acho medíocre dentro da minha área de atuação e sei que meu mestrado vai sair bem meia-boca. Me torturo esperando o momento certo para começar a escrever, talvez depois de fazer mais uma ou duas faculdades.....
ai que vontade de voltar pra barriga da minha mãe
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