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12 fevereiro 2007

Como comer chocolate sem culpa

Dinheiro pode não dar em árvores, mas chocolate, sim

Nancy O'Donnell,
do Albany Times Union

Como faltam apenas alguns dias para o Dia dos Namorados (Valentine's Day, comemorado em 14 de fevereiro nos Estados Unidos), achei que seria divertido dar uma escapadela até o sul, indo à terra na qual é produzido aquele delicioso chocolate que derrete na boca.

O chocolate na verdade tem início como semente da fruta do cacaueiro, cujo nome científico é Theobroma cacao. É uma árvore sempre verde que pode chegar a 20 metros de altura caso não seja podada.

Ela é uma das poucas árvores cujas flores e frutos ficam diretamente afixados ao tronco. O cacaueiro cresce nas florestas tropicais da África, da América Central e da América do Sul que ficam entre a faixa delimitada pelas latitudes de 10º ao norte e ao sul do Equador, o que garante a presença de calor, umidade e muita chuva durante o ano inteiro.

O cacaueiro começa a frutificar aos quatro anos de idade, e é considerado plenamente maduro aos dez.

Dentro do fruto, que tem o formato e o tamanho de uma bola de futebol
americano, há de 30 a 50 sementes (que na verdade são uma espécie de noz). Os frutos são ligados ao tronco da árvore, e levam seis meses para se desenvolver. Eles assumem uma coloração que varia do roxo-amarronzado ao dourado-avermelhado, dependento da variedade.

Existem três variedades básicas de cacaueiros usados para a produção do
chocolate: o criollo, responsável por entre 10% e 15% da produção mundial; o forastero, responsável por quase 70%; e o trinitario, uma mistura das duas variedades anteriores, que gera cerca de 20% da produção.

Assim que amadurecem, os frutos são retirados das árvores com facões, as sementes são removidas e colocadas para fermentar por aproximadamente uma semana. Esse processo ajuda a reduzir o amargor do produto e a aumentar o seu aroma.

A seguir os grãos são limpos, selecionados, embalados e exportados para os países processadores. Os Estados Unidos são o segundo maior importador, e a Suíça o primeiro.

Quando esta matéria prima é processada para criar o chocolate, é necessária a adição de leite, açúcar, nozes e amêndoas, o que faz do chocolate uma indústria agrícola bastante viável para os Estados Unidos.

Estima-se que cada norte-americano coma 5,5 quilos de chocolate por ano. Para aqueles que não comem a sua parcela, não há o que temer: eu como por vocês, especialmente por volta das cinco horas, durante o café da manhã!

Mas o que torna essa árvore ainda mais impressionante sob um ponto de vista agrícola é a sua relação íntima com o meio-ambiente. A sobrevivência do cacaueiro depende fortemente das copas de centenas de espécies diferentes de árvores mais altas que pairam sobre ele.

O cacaueiro prospera à sombra dessas copas, também conhecidas como cabrucas, mas, o que é mais importante, ele sobrevive por meio da interação com insetos benéficos, pássaros e outros pequenos animais que vivem no topo das árvores.

A intensidade dessa interdependência se tornou evidente há algumas décadas, quando plantações de cacau foram cultivadas a quilômetros da floresta. A produção dos frutos despencou a tal ponto que menos de 5% das centenas de flores de uma única árvore geraram frutos.

Vários estudos revelaram que uma mosca pequena e potente que é responsável pela polinização das flores do cacau não se fazia presente, ou só aparecia em quantidade mínima, nessas plantações distantes das florestas, resultando em uma grande interrupção do processo de fertilização. Além disso, parasitas naturais, insetos benéficos e outros predadores que devoram uma larva destruidora dos frutos não existiam em número suficiente nessas culturas.

Atualmente, os cultivadores desse produto consumido no mundo inteiro não são os megafazendeiros modernos, mas sim aqueles agricultores que operam em escala familiar. Existem cerca de seis milhões dessas pequenas propriedades de um a dois hectares, que operam harmonicamente com a camada superior das florestas, produzindo um total de quatro milhões de toneladas de cacau anualmente. Devido às pesquisas e a uma melhor compreensão do papel importantíssimo desempenhado pelas incontáveis relações simbióticas presentes nas copas das árvores, muita gente acredita que o cacaueiro pode ser um dos elementos para a salvação das florestas tropicais.

Assim, na quarta-feira, quando a sua cara-metade lhe der aquela caixa de chocolates em formato de coração, e você saborear uma barra, não se sinta culpado nem conte as calorias consumidas.

Em vez disso, pense: "A cada pedaço que como, estou ajudando a salvar as florestas tropicais". E isso não é uma piada.

Tradução: UOL

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/outros/2007/02/12/ult586u444.jhtm

09 fevereiro 2007

ENTREGUEI



a minha qualificação (também conhecida como feto, já que para virar bebê - já que escrever mestrado é mesmo um parto longo e doloroso - ainda falta um ano). tem 52 páginas e está saudável, embora um exame mais detalhado possa revelar algum defeitinho congênito.

agora só falta escrever as outras 120 páginas. pouca coisa.
não vejo a hora de pisar na areia da praia do litoral bahiano que escolhi pra me esconder durante o Carnaval.
e tchau pra quem fica!

28 janeiro 2007

o mais novo morador da casa


é o caruncho. um não, são centenas de carunchos. cresceram num saco de arroz integral que eu trouxe de botucatu. bem que eu andei reparando nos últimos dois ou três dias que tinha um bicho estranho, achei que fosse pulgão da planta, mas não era, tava achando esquisito, uns bichinhos pretos parecendo micro-besourinhos andando pela casa. vi no banheiro, vi no corredor... não é ótimo? numa casa cheia de livros e textos espalhados everywere (eu tiraria uma foto, mas não tenho máquina digital), agora tenho carunchos como "roomies". vou ter que mandar dedetizar. saco.

MTv

Enfurnada em casa, passo o dia me preparando psicologicamente pra estudar ou escrever durante a noite. Durante o curto dia (já que tenho acordado por volta de 14h...), tenho assistido muita (demais) TV. Aberta, já que o cabo foi-se no corte de custos, junto com a Folha de SP. O que sobra pra assistir? Cultura (adoro Pingu, o pingüim, é demais!, Zooboo mafoo - sempre gostei de programas de bichos, sinto falta do Discovery por isso. devia ter sido veterinária, eu seria mais feliz), Globo (não tudo) e MTv, já que acabaram com o canal 21. Eventualmente um ou outro programa na Record ou Band. Ah, e shop tour e medalhão persa (risos) - embora eu nunca tenha comprado nada pela TV.
Mas não é disso que eu quero falar. Tem uns programas na MTv inacreditáveis... É sobre eles que quero falar.
"I want a famous face": esse é incrível. Os jovens passam por cirurgias plásticas para ficar parecidos com seus ídolos! Custa-me acreditar em tamanha falta de amor próprio.
"My own": não sei qual é pior. O da plástica ou esse, em que jovens completamente OBCECADOS por determinados artistas do sexo oposto (ex, um rapaz que é louco pela JLo) escolhem entre 6 candidatas qual se parece mais com seu ídolo (para ter o 'seu próprio' ídolo - a tradução do título seria 'meu próprio'... complete como quiser: 'minha própria' JLo, por ex.). quando eu digo que são obcecados, to falando obcecados mesmo. os quartos têm fotos e posters até o teto dos tais ídolos... é demais.os(as) candidatas(os) a ídolo têm que responder perguntas sobre o tal e ainda cantar e dançar imitando o ídolo. sem comentários.
"Sweet 16": de sweet não tem nada. É um reality show sobre jovens milionárias debutantes. Teve um em que a menina era uma pessoa super agressiva, mimada até o pé, insuportável. Outro que eu vi hoje tinha uma moça filha de um dono de concessionária de carros, que dá simplesmente dois carros pra filha de presente (todas ganham carros caríssimos de presente - e se não for zero elas fazem um escândalo). DOIS carros ele dá pra filha. Fora a festa de 160 mil dólares (é isso mesmo).
"MADE" - esse pra mim é o melhorzinho. É o que mais gosto. Pega os jovens excluídos das high schools americanas, os 'losers', sabe? Nem sempre o resultado ultrapassa uma mera 'inclusão' nessa cultura excludente, transformando mocinhas de óculos e cabelos presos em 'prom queens', mas em outros trata-se realmente de dar uma injeção de auto-estima nos rejeitados. O de hoje gostei muito, mostrava uma moça lindinha, fofa, tímida tímida, que se sentia excluída no colégio e queria ser atriz na peça de teatro da escola. mas tinha um medo de palco absurdo, a ponto de chorar quando tinha que falar em público. o 'coach' (tem sempre um) era um professor de teatro novaiorquino, e de modo muito leve e gostoso ele vai fazendo a moça se soltar, ganhar confiança, foi muito legal. O mais incrível era ver como a mãe e o irmão da moça botavam ela pra baixo, sabotavam o que ela fazia, dizendo que ela não ia conseguir, e quando contestados diziam que não estavam falando nada. Dá pra entender porque a mocinha tinha tanto medo. Mas a maioria dos programas não proporciona uma reflexão sobre porque a cultura americana divide todos os seres humanos em 'winners' e 'losers' (favor assistir Litlle Miss Sunshine, a respeito disso. é demais.) e sobre como a escola americana (a nossa também) é excludente.

Acho que era isso que eu queria dizer. Não tem conclusão nem moral da história. Quem quiser assista e tire suas próprias conclusões.

26 janeiro 2007

Solange Alazão - um pouquinho de risada

o buraco do metrô

há alguns dias venho conversando com um amigo engenheiro sobre essa comoção gerada pelo desabamento do metrô. sim, é triste, morreram pessoas, outras estão desalojadas, evidentemente faltou segurança na obra, temos que ver quem são os culpados, fazê-los pagar pesadas indenizações.
mas segundo esse amigo, em termos de acidentes em engenharia, esse teve proporções irrisórias.
em meio a toda esse auê, eu me pergunto: sai no jornal quando todo dia morre algum operário da construção civil? sai no jornal quando morrem pessoas todos os dias por falta de atendimento nos hospitais? o governador vai pedir desculpas a essas famílias? e as pessoas que são mortas pela polícia, alguém pede desculpas às suas famílias também? e quando pega fogo na favela, ou um barraco desaba por causa da chuva?
engraçado, morreram 07 pessoas e estão fazendo um auê.
mas ninguém faz auê por todas as outras milhares de pessoas que morrem por incompetência do mesmo governo que contrata a empresa que faz a obra do metrô.
coisa estranha, não?

22 janeiro 2007

meu pescoço dói...

...mas acho que o projeto ficou pronto.
agora só falta dar uma garibada no capítulo I, que já tá quase pronto.
e começar a escrever o capítulo II.
tenho mais 17 dias pra escrever o máximo que eu conseguir e adiantar tudo, porque o ano vai ser PUNK.
e se tudo der certo vou desaparecer no carnaval e ficar 05 dias fazendo absolutamente nada além de ler, tomar sol, comer, dormir e conversar com a minha amiga que vai comigo. e quem sabe tomara fazer uma velejadinha em parati.
bom dia de novo, são quase 07 da manhã.

19 janeiro 2007

Sobre o mestrado e sobre a neurose (de novo)

Bem, é praticamente só isso que tenho feito ultimamente. Acordo ao meio dia, passo o dia inteiro morgando e/ou resolvendo coisinhas sem muita importância, eventualmente encontro o meu namorado. Lá pelas 07 da noite começo a ensaiar uma sentadinha na cadeira do computador. Mas é só depois das 23h que a coisa realmente pega. Estudo, escrevo, tudo na madruga.
O que enche mais o saco não é o projeto, que até que tá ficando legal.
O que enche o saco mesmo é esse negócio de ter que ficar gravando em dois CDS diferentes cada vez que faço alguma grande alteração no projeto, dois pro caso de um dar merda e sumirem todos os dados ou eu não conseguir acessar, como aconteceu com o meu pendrive e toca MP3 falsificado da Sony. Ah, e ainda tenho que me mandar por email, sabe como é. Uso meu gmail com um bom (e confiável, assim espero) armazenador de backups.
O que eu queria mesmo era que esse computador fosse um pouquinho mais silencioso. O melhor momento do dia (ou da noite) é quando eu desligo essa joça e vem aquele silêncio na casa.....................................
São 5 e 14, vou dormir. Boa noite. ou Bom dia.

15 janeiro 2007

Você sabia?

Segundo a Nissin, são consumidos 80 bilhões de pacotes por ano no mundo. A conta é impressionante: dá 13 pacotes para cada um dos 6 bilhões de habitantes da Terra!

Eu como coisas muito refinadas, aprecio sabores sutis. Mas adoro um miojinho de vez em quando. Nada como comer um miojo com requeijão quando dá aquela fome e não tem nada pra comer..... hmmmmmmmmmmm..........

09 janeiro 2007

You tube

vocês viram? me espanto com os nossos juízes. meu deus, como são mal formados, como são desinformados.... socorro. tomara que meu amigo Tatu, que acabou de entrar na magistratura, fornada nova, possa ajudar a arejar aqueles ares do TJ. tem uma solução possível pro TJ melhorar....mas não posso escrever aqui senão sou processada (risos).
todos os videozinhos do youtube que eu tinha postado aqui sumiram.
mas alguém há de ter juízo na cachola e cancelar essa decisão totalmente descabida.

não parece que eu realmente sei do que estou falando?


sei, sei. fase narcisista. não posso ficar postando fotos de outras pessoas porque não tenho autorização. só do xu mesmo é que posso colocar. então, vai eu mesmo.

08 janeiro 2007

Sobre o processo criativo, a neurose e o ócio

Passei a sexta-feira chorando copiosamente, ligando pra todos os meus amigos, ex-mestrandos ou não, só não liguei pra meus pais porque eles ficariam muito muito preocupados, meu pai já ia querer vir pra cá e já me ofereceria dinheiro. Chorei muito porque me sentia incapaz de um foco, de definir afinal que porra é essa que vou escrever nessa dissertação, os capítulos introdutórios são fáceis, mas e a porra do capítulo principal? Fui dar uma volta...de boné na cabeça porque sem o menor ânimo pra lavar o cabelo desgrenhado, caminhei tristemente até o petshop mais próximo pra ver se tinha algum cão fofo a acariciar pra eu me sentir menos só; tomei uma água de coco no caminho. Chovia um pouquinho, que aqui anda chovendo quase todo dia. Acho que andava precisada desse choro desde o Natal (vide o post New Year's Blues).
Voltei, escrevi um pouco, mas ainda precisada de um arejamento procurei meus amigos fiéis, Paulo, Fe, Mario. Enchemos a cara de saquê e sushi. Falamos sobre tudo, como sempre, e também sobre como Paris é bege e como fazer uma produção independente. Chegada em casa ainda tive uma sessão de papo pelo telefone que durou das 4 às 6. O resultado é que acordei às 14h de sábado, um trapinho. Gripada (quem mandou tomar chuva, tá achando que a vida é que nem filme, com trilha sonora pra choro na chuva? - nem pensei em qual seria a trilha sonora, aliás), já tava com dor de garganta antes. Passei o (curtíssimo) dia imprestável, vendo tv, deitada, deitada, liguei pro namorado, cadê?, dormi um pouco.
À noite pedi um monte de salgadinhos, enchi a pança (que anda crescendo que é uma beleza) e fui dormir. E eu, que sempre tive medo de virar a minha mãe quando crescesse, descobri que estou virando meu pai: além de não tolerar muito barulho, também não consigo mais comer e dormir. Tive uma insônia desgraçada. Horrível.
Domingo acordei tarde, mas decidida: vou escrever mais hoje. Preciso, tenho prazo, tenho reunião em uma semana com o orientador. Tomei um banho e saí pra procurar o almoço, que nada na minha geladeira me apetecia depois do banquete de coxinha e kibe da noite anterior.
Eis que chego em casa devidamente alimentada (putzgrila, como dá trabalho manter-se vivo! ô saco que é ter que ficar comendo toda hora!), sento no computador, liga o namorado: 'vamos?' E quem resiste? E a saudade, que eu não o vejo desde quarta? Vamos, mas tenho que voltar cedo.
Fomos. Não voltei cedo porra nenhuma, fiquei namorando muito, meio culpada, meio que ligando o foda-se, 'foda-se, tenho o direito de namorar, estou muito cansada do ano de 2006' (e 2007 nem começou, mas já me conformei, descanso mesmo só em 2008. e doutorado só em 2 mil e nunca, sei lá), e lá fiquei, e foi ótimo, relaxei, fizemos as atividades do namoro e as atividades sociais com o resto das pessoas da casa.
Cheguei com sono e cansada. E agora? Ai que sono, vou mesmo sentar pra escrever à uma da manhã?
Vou nada, vou tomar um bom banho que amanhã cedo cortam a água do banheiro das 9 às 17h para reforma da tubulação, e cama!
Como alguma coisa.... A quiche que eu queria comer no almoço. Cama, lá vou eu.
E lá vem a insônia a cavalo. Ultimamente anda mais comum do que eu gostaria. Tô com os horários tortos, isso sempre acontece quando tenho que escrever. Não consigo acordar, tomar café e escrever.Simplesmente não dá. Acabo virando uma louca que dorme às 4 e acorda meio dia.
E se vc agüentou o post até aqui, é aqui que ele termina: com a idéia para o capítulo principal do mestrado, ou seja, qual o objeto a ser estudado, lindamente, tudo já estruturadinho, tudo que ela já leu vai servir, falta uma boa pesquisa, falta sim, vamos pedir ajuda aos universitários, tudo isso em 10 minutos no meio da madrugada, sem suor, sem choro, sem stress. simplesmente assim. do mesmo jeitinho que um dia, apaixonada, depois de uma tarde de namoro em 2003, o tema do meu primeiro projeto simplesmente me surgiu, deitada no chão da sala do ser amado... Hoje, depois de dois dias de ócio, sendo meio dia de amor, algumas lágrimas e muita chuva (esqueci de dizer que continuou chovendo), surgiu.
Liguei o abajur, peguei o caderno (desde que comprei a cama de viúva - ô nome feio, vou mudar pra cama de solteiraquedormecomonamorado) que dorme do lado onde deveria dormir o namorado, o lápis, e rabisquei as idéias. Ficou ótimo.Perdi completamente o sono.
Boa noite, hoje estou feliz, mais leve e acho que 2007 vai ser um bom ano.

03 janeiro 2007

Minority Report: estamos quase lá



além do NYTimes ter desenvolvido uma tecnologia que permite que vc leia jornal na internet como se fosse mesmo um jornal (chama-se Times Reader, clique aqui para ver), e de já haver também uma espécie de papel eletrônico da Sony, agora tem esse monitor muito parecido com o que se vê no filme Minority Report. confiram o vídeo. vale a pena.

a consultoria de tecnologia do Emilianas é feita por Pedro Accioli, as always.

02 janeiro 2007

New Year`s blues

nunca sei se é porque não durmo direito. ou se é simplesmente tristeza mesmo. tive isso no natal, uma leve deprê.... hoje fui ver o filme do 007. lindas imagens do lago de Como, na Itália. o que me lembra que já são quase 10 anos que eu fui pra lá. 10 anos.... e passou 'assim', sabe?
haverá tempo pra tudo?
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estou feliz, mas tenho medo. entendo um pouco melhor hoje quem eu antes não compreendia.
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estou preocupada com meu amigo que não passou muito bem na noite do Reveillon. que aliás foi delicioso: festa muito animada, amigos ótimos, foi realmente uma noite feliz. sobrou muita comida. tinha até um salsichinha nervoso (ai que saudade de apertar o corpinho comprido do xu nos meus braços), pretinho e pequeno. faltou alguém. mas foi bom.
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nunca sei se acredito muito, mas dizem os astros que janeiro será um mês bom. tomara. todos os planetas saíram de escorpião, acho isso estranho.

Radio UOL

hm. não consigo ouvir marisa monte de graça na rádio uol. saco.

30 dezembro 2006

Uma pequena fotonovela de xu, o cão que (praticamente) só dorme.


ele mora numa casa com um lindo jardim... (ignorem os carros, eles não fazem parte - embora sejam ótimos esconderijos anti-banho)


cheio de grama, galhinhos, pássaros, frutinhas e até um sapo



ele tem um companheiro canino (tudo bem, é velhinho, mas é um companheiro), o Sa.



de vez em quando, brinca um pouco com bolinhas, ou fuça a grama procurando grilinhos eventuais, para comer. ele tem uma floresta exclusiva, a floresta do xuxu.


mas depois de brincar um pouquinho, vai dando um sono...........


um sono.............



as fotos são minhas e do pedro accioli, meu irmão. para ir no flckr dele, é só clicar no link aí do lado.

outra foto

eu e meu pai quando ele veio pra cá em julho, acho. eu estava feliz nesse dia, todas as fotos ficaram ótimas...

foto por Pedro Accioli

Mais um post emprestado - do blônicas

Caos e celulose.

De Antonio Prata.


Estou feliz e satisfeito. Se não tivesse que escrever esta crônica, até abriria uma cerveja: acabei de eliminar o último montinho da casa, o maior, que me acompanhava há mais de um ano. Não sei se você, disciplinado leitor, também sofre desse mal -- o montinho -- mas a minha vida é uma eterna e inútil luta contra eles.

Não faço idéia de como nascem. Um livro caído no canto? Uma conta de luz deixada por acaso ao lado do sofá? Algumas folhas impressas esquecidas perto do som? Sei que estou andando pela casa numa tarde qualquer e meus olhos tropeçam na pequena Quéops doméstica, feita de manuscritos inacabados e livros jamais começados, cartas abertas e fechadas, caixas de CDs sem discos e discos sem caixas, contas, revistas, folhetos imobiliários, post its ancestrais e outras milongas mais, a desafiar a simetria que eu, com inquebrantável otimismo, desejava para minha sala, para minha vida.

Depois do susto – mas como? Ontem mesmo não estava aí! -- vem um suspiro resignado – pois é, agora está, fazer o que? – e vou tratar de outros assuntos. Por que não vou lá e simplesmente arrumo a bagunça? Oh, proativo leitor, logo vê-se que não entende nada de montinhos. Desfazê-los é perigoso como desarmar uma bomba! Ou você vai até o fim na empreitada, ou acabará dividindo-os em vários montinhozinhos temáticos – aqui as cartas, aqui os livros, aqui revistas... – e, em questão de semanas, terá criado um irreversível arquipélago de bagunça. Mais do que isso: acocorar-se diante das camadas sedimentares do passado é repensar a própria vida. Jogo fora essas revistas ou compro uma estante? Essas contas... Não seria o caso de botar no débito automático? Olha só, aquele conto do Cortázar. Se eu fizesse um mestrado, quem sabe, poderia... “Ligar urgente para Clélia – 87-98786754!!!”. Quem é Clélia? Oito sete é de onde? Será que eu liguei?

São tantas as indagações que surgem que tenho medo de, no meio da arrumação, decidir que minha verdadeira vocação é a odontologia, resolver passar seis meses na Índia ou fazer uma tribal na panturrilha.

Esta tarde, no entanto, apesar de todas as dificuldades, atirei-me com ímpeto à tarefa e desbaratei a última das barricadas de caos e celulose que restava em minha casa. Estou contente. Sinto que a vida é simples e boa. Mens sana in domus sano. Sento-me no sofá, observo a luz do sol atravessar a sala e sinto o sangue correr em minhas veias. Montinhos, nunca mais!, digo. Jogo a crônica de lado e vou abrir uma cerveja.

Antonio Prata é cronista do Blônicas.

Coloquei porque ri muito, sou igualzinha. vou fazendo vários montinhos. na verdade o pior deles é o de contas, documentos, etc. normalmente de 6 em 6 meses eu tenho algum tempo, então ou divido o montinho em vários outros ou, se estiver inspirada, arquivo tudo em pastas etiquetadas. mas tempo anda me faltando, então só o que tenho feito é guardar o montinho em uma sacola e abrir espaço pra que outro comece. fora os montinhos de cartões que tenho medo de jogar fora e desses malditos papeizinhos com telefones anotados que a gente não sabe mais de quem é, mas tem medo de jogar fora mesmo assim....
quem quiser se divertir jogando papel fora pode vir aqui em casa. já tenho praticamente um quarto só pra isso.
um beijo e um queijo. (vou encarar os montinhos do momento: de livros e artigos de criminologia)

28 dezembro 2006

A lista da OAB - inimigos da advocacia

Olha, não vou dizer que eu tenha uma opinião realmente formada a respeito. Tenho dúvidas sobre a ética de se fazer isso.
Pessoalmente, como advogada, e olha que não sou uma defensora ardorosa da classe, nem gosto de ser advogada, achei bom.
Eu tenho um caso correndo em uma das Varas que constam na lista e, se querem saber, gostei de ver o nome de um juiz neo-nazista que eu conheço constando ali. É um alerta para todos os advogados (e para os coitados cujos processos vão parar nessa Vara): cuidado, esse homem é louco! Ele vai tratar vc e seu cliente como lixo, como um excremento.
Ele é mesmo louco. Esse eu posso afirmar, porque já o vi ameaçando meu cliente, que supostamente furtou quatro garrafas de bebida alcóolica do bar onde trabalha, com a prisão. Um sujeito muito perigoso, esse meu cliente, sabe? Imagina, furtar QUATRO garrafas de bebida alcoólica? Um dia, ele faltou numa audiência porque o advogado anterior passou o nº da Vara errado pra ele. Na audiência seguinte, o juiz, essa flor neo-nazista, esse louco possuído, passou-lhe um sermão de 10 minutos e ficou ameaçando-o de cumprir o mandado de prisão. Disse que só não o cumpriria porque eu havia sido ética e pedido, durante a audiência, que cancelasse o mandado. A contrario senso, deduzo que, se eu tivesse esquecido (e quase esqueci) de avisá-lo, talvez o meu perigoso cliente tivesse saído dali preso. Por, supostamente, furtar QUATRO garrafas de bebida alcoólica de um bar.

Sei que tem gente na lista que não é nem de longe feito esse louco. O único que posso afirmar com certeza é o Elio Gaspari, pois eu o leio na Folha e acho o que ele diz muito sensato.
Mas certamente há ali juízes e promotores feito esse que eu mencionei. Eles consideram que os advogados 'atrapalham' o seu trabalho. 'Ah [pensam eles], como seria melhor se esses advogados não estivessem aí para atrapalhar! Se a gente pudesse simplesmente prender todo mundo sem esses sacos de advogados nos enchendo a paciência!"

Pessoalmente, digo que não vou hesitar em olhar a lista a cada novo processo que me cair nas mãos.... ainda bem que serão bem poucos, já que estou parando de advogar.