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14 março 2007

Pig - out - pra quem lê inglês - sobre maus tratos a porcos nos EUA

By NICOLETTE HAHN NIMAN
Published: March 14, 2007

WITH some fanfare, the world’s largest pork producer, Smithfield Foods, recently announced that it intended to phase out certain cages for its breeding females. Called gestation crates, the cages virtually immobilize pigs during their pregnancies in metal stalls so narrow they are unable to turn around.

Numerous studies have documented crated sows exhibiting behavior characteristic of humans with severe depression and mental illness. Getting rid of gestation crates (already on their way out in the European Union) is welcome and long overdue, but more action is needed to end inhumane conditions at America’s hog farms.

Of the 60 million pigs in the United States, over 95 percent are continuously confined in metal buildings, including the almost five million sows in crates. In such setups, feed is automatically delivered to animals who are forced to urinate and defecate where they eat and sleep. Their waste festers in large pits a few feet below their hooves. Intense ammonia and hydrogen sulfide fumes from these pits fill pigs’ lungs and sensitive nostrils. No straw is provided to the animals because that would gum up the works (as it would if you tossed straw into your toilet).

In my work as an environmental lawyer, I’ve toured a dozen hog confinement operations and seen hundreds from the outside. My task was to evaluate their polluting potential, which was considerable. But what haunted me was the miserable creatures inside.

They were crowded into pens and cages, never allowed outdoors, and never even provided a soft place to lie down. Their tails had been cut off without anesthetic. Regardless of how well the operations are managed, the pigs subsist in inherently hostile settings. (Disclosure: my husband founded a network of farms that raise pigs using traditional, non-confinement methods.)

The stress, crowding and contamination inside confinement buildings foster disease, especially respiratory illnesses. In addition to toxic fumes, bacteria, yeast and molds have been recorded in swine buildings at a level more than 1,000 times higher than in normal air. To prevent disease outbreaks (and to stimulate faster growth), the hog industry adds more than 10 million pounds of antibiotics to its feed, the Union of Concerned Scientists estimates. This mountain of drugs — a staggering three times more than all antibiotics used to treat human illnesses — is a grim yardstick of the wretchedness of these facilities.

There are other reasons that merely phasing out gestation crates does not go nearly far enough. Keeping animals in such barren environments is a serious deprivation. Pigs in nature are active, curious creatures that typically spend 10 hours a day foraging, rooting and roaming.

Veterinarians consider pigs as smart as dogs. Imagine keeping a dog in a tight cage or crowded pen day after day with absolutely nothing to chew on, play with or otherwise occupy its mind. Americans would universally denounce that as inhumane. Extreme boredom is considered the main reason pigs in confinement are prone to biting one another’s tails and engaging in other aggressive behavior.

Finally, even if the gestation crate is abandoned, pork producers will still keep a sow in a narrow metal cage once she gives birth to her piglets. This slightly larger cage, called a farrowing crate, severely restricts a sow’s movements and makes normal interactions between mother and piglets impossible.

Because confinement buildings are far from cities and lack windows, all of this is shielded from public view. But such treatment of pigs contrasts sharply with what people say they want for farm animals. Surveys consistently find that Americans believe all animals, including those raised for food, deserve humane treatment. A 2004 survey by Ohio State University found that 81 percent of respondents felt that the well-being of livestock is as important as that of pets.

Such sentiment was behind the widely supported Humane Slaughter Act of 1958, which sought to improve treatment of cattle and hogs at slaughterhouses. But it’s clear that Americans expect more — they want animals to be humanely treated throughout their lives, not just at slaughter. To ensure this, Congress should ban gestation crates altogether and mandate that animal anti-cruelty laws be applied to farm animals.

As a cattle rancher, I am comfortable raising animals for human consumption, but they should not be made to suffer. Because we ask the ultimate sacrifice of these creatures, it is incumbent on us to ensure that they have decent lives. Let us view the elimination of gestation crates as just a small first step in the right direction.

Nicolette Hahn Niman, a lawyer and cattle rancher, is writing a book about the meat industry.

fonte: NYTimes

Fotos lindonas

Não é porque é meu irmão não, o Linus tá fazendo umas fotos animais.

Como esta aqui embaixo. Vai lá no flickr dele: Pedro Accioli

10 março 2007

entre parêntesis

(e a fila anda)

Pra fechar


Uma vista do mirante da linha verde, de onde se vê a Costa dos Coqueiros.

E finalmente, o mar!



Santo Antonio é o nome dessa praia que fica logo depois de Imbassaí e a cinco km da Costa do Sauípe. Na Vila de Santo Antonio há uma produção de bolsas de palha de piaçava, a mesma que cobre algumas casas (inclusive a Ocabana do Steve) e barraquinhas da praia. Por 15 ou 20 vc compra uma bolsa de palha lindona, são muitas cores e modelos, todas lindas.



No carnaval até que tinha um pouco de gente, mas na quinta de cinzas não havia viv'alma por lá. Deu um medão de entrar na água.

Depois de atravessar o rio, é hora de atravessar as dunas...

logo que se atravessa o rio, este é o caminho pra não se perder nas dunas brancas cobertas por vegetação.



as fotos abaixo foram feitas do mesmo ponto do caminho pelas dunas. esta aqui olhando para trás....



e esta, em direção à praia.



Ps: só peguei uns 2 ou 3 dias de sol mesmo. o resto foi esse tempinho nublado. pena. mas pelo menos não queimei o pé nas dunas. quando está muito quente dizem que não dá pra atravessar nem de chinelo, porque a areia bate na canela ou encosta no resto do pé e é insuportável. dizem também que os nativos atravessam correndo pra não sofrer tanto...

O caminho para a praia



Diogo é um povoado que na verdade só tem uma rua principal. Saindo da linha verde, que é a estrada que liga Salvador a Aracaju, tem uma estrada que leva até a vila. Nessa estrada há uma série de pequenas propriedades, chácaras, nas quais ficam as pousadas, entre elas a que fiquei. Tem também um camping com pizzaria, pizza paulistana, bem feita, massa fininha, crocante, ingredientes de primeira, feita por um casal de paulistanos que fugiu do concreto e foi morar nesse lugar rural-praia que é Diogo. Roger e Rosana é o nome da dupla simpática e acolhedora.



Seguindo pela estrada vc chega na 'vila' de Diogo, que na verdade consiste numa única rua central. Ali vc já dá de cara com um restaurante, Caminho do Rio, que me parece que é também pousada, onde se come uma deliciosa moqueca para 3 pessoas por apenas 30 reais.
Virando à direita chega-se à ponte sobre o rio, que é limpo, tem água fresca, perfeito para os dias de sol muito quente. Nesses dias o melhor mesmo é ir cedo pra praia, atravessando as dunas antes que a temperatura da areia branca torne a caminhada impossível, e depois voltar e ficar se refrescando na água do rio.

Ainda a casa- juro que não estou ganhando pela propaganda


O teto da casa, pé direito alto, muito bonito. A casa tem essa parte central, que é a ponta principal de um 'chapéu' que tem mais 3 'pontas'. No alto, em uma das pontas, ficava o quarto da escada. esse quarto tem uma janela que dá pra parte de trás da casa, com vista para o rio que passa lááá embaixo.... de fora, o que se vê é isso aqui (parte de trás da casa):

Algumas imagens do interior da casa


esse era outro quarto da casa. só pra vcs terem uma idéia do lugar... logo embaixo da escada, uma áreazinha com teve, sofá, etc.



mais abaixo, um degrau abaixo, a parte da mesa de café da manhã e a cozinha.
meu quarto durante os primeiros dias.... tinha que subir e descer a escada várias vezes por dia, e o banheiro era na parte debaixo, então improvisei uma sacola para transporte de todas as coisas juntas, e deixava tudo lá embaixo. o quarto era uma delícia. pra quem vai sozinho, acho mais gostoso do que ficar numa cabana. na cabana o galo canta em cima do seu telhado às 4h30 della matina..... e os sapos parecem que estão ali do lado da sua cama.



do quarto se vê a sala com a mesa onde tomamos o café da manhã, a cozinha à esquerda e a salinha de tv à direita, com a escada que leva para o outro quarto que há na parte de cima da casa

Diogo, Bahia

É pra onde fui no Carnaval. vou colocar algumas fotos para que se tenha uma idéia do lugar..... especial para descanso, reflexão, uma delícia mesmo.... vejam aí.
(as fotos estão com resolução ruim porque foram tiradas do celular. essa vida de sem máquina digital é assim.... as fotos de negativo ainda não consegui quem escaneie pra mim)

Essa é a pousada Ocabana. Os donos são Steve e Gabriela, ele alemão, ela bahiana. Têm dois filhos fofos, Boaz e Salif (de Salif Keita). A pousada consiste na grande casa (ou oca), onde há um quarto para hóspedes, no alto, onde eu fiquei os primeiros 4 dias, e mais 3 cabanas distribuídas ao redor. Na grande casa, ou melhor, oca, de pé direito muito alto e cobertura de piaçava, os hóspedes se conhecem e batem papo durante o café da manhã, que merece um capítulo à parte, assistem DVDs com Boaz e Salif, observam as galinhas dormindo nas árvores (se recolhem às 17h30) ou, antes de dormir, tomam um gostoso e perfumado chá de capim santo, que contorna as alamedas que levam à casa (oca) principal e às cabanas.

26 fevereiro 2007

recomeçando

depois de uma semana de sítio-praia, com direito a: banho de rio, banho de mar, banho de cachoeira, galo cantando, galinhas dormindo na árvore, sapos de todas as cores e tamanhos, macaquinhos (micos-estrela) em bando comendo banana na minha mão, areia, muita chuva, muita rede, leituras agradáveis, pessoas agradáveis, muita picada de mosquito (inclusive no rosto!!!), acarajé, peixe, moqueca, cocada, suco de mangaba, mordida de gato, um pouco de sol (afinal, preciso provar que estive na Bahia), volto para esta cidade cinza-caótica, esta chuva que não tem fim, os 50 emails na minha caixa de mensagens e a dura realidade: mestrado+trabalho+pequenas chateações do dia-a-dia. toda vez que fico mais de 3 dias fora levo um choque quando volto.
não sei porque continuo morando aqui.
preciso seriamente começar a me movimentar para ir embora de SP. pra algum lugar que tenha mar...
a gente não vive direito aqui. só trabalha. tá louco, sô!

sei que não é à toa que pela segunda vez eu perco, numa viagem de descanso, algo relacionado com a leitura, o estudo e o trabalho: no começo do ano passado perdi minhas lentes de contato (melhor dizendo, literalmente joguei-as ralo abaixo, sem querer); dessa vez deixei meus óculos (de grau)de armação de titânio num banco da praça da igreja na praia do forte....freud explica.... ou jung, sei lá.

depois publico as fotos. primeiro tenho que mandar revelar o filme e escanear. ainda não tenho camera digital.
antes vai uma fotinho do mico-estrela, que descobri que é o nome do mico que comia na minha mão.

15 fevereiro 2007

Trabalhando que nem uma louca


e contando os minutos pra minha viagem............

as roupas já estão separadas. protetor solar... hidratante.... biquíni.... remédios (filha de médico é assim) muita sopa de cenoura e mamão na cabeça esta semana pra ativar o betacaroteno que existe dentro de mim.

e trabalhando todo dia até as 2 da manhã tentando ver se quando eu voltar, em vez de encontrar 200 emails na minha caixa de entrada, encontro só uns 100. difiiiiiiiiicil.

12 fevereiro 2007

Como comer chocolate sem culpa

Dinheiro pode não dar em árvores, mas chocolate, sim

Nancy O'Donnell,
do Albany Times Union

Como faltam apenas alguns dias para o Dia dos Namorados (Valentine's Day, comemorado em 14 de fevereiro nos Estados Unidos), achei que seria divertido dar uma escapadela até o sul, indo à terra na qual é produzido aquele delicioso chocolate que derrete na boca.

O chocolate na verdade tem início como semente da fruta do cacaueiro, cujo nome científico é Theobroma cacao. É uma árvore sempre verde que pode chegar a 20 metros de altura caso não seja podada.

Ela é uma das poucas árvores cujas flores e frutos ficam diretamente afixados ao tronco. O cacaueiro cresce nas florestas tropicais da África, da América Central e da América do Sul que ficam entre a faixa delimitada pelas latitudes de 10º ao norte e ao sul do Equador, o que garante a presença de calor, umidade e muita chuva durante o ano inteiro.

O cacaueiro começa a frutificar aos quatro anos de idade, e é considerado plenamente maduro aos dez.

Dentro do fruto, que tem o formato e o tamanho de uma bola de futebol
americano, há de 30 a 50 sementes (que na verdade são uma espécie de noz). Os frutos são ligados ao tronco da árvore, e levam seis meses para se desenvolver. Eles assumem uma coloração que varia do roxo-amarronzado ao dourado-avermelhado, dependento da variedade.

Existem três variedades básicas de cacaueiros usados para a produção do
chocolate: o criollo, responsável por entre 10% e 15% da produção mundial; o forastero, responsável por quase 70%; e o trinitario, uma mistura das duas variedades anteriores, que gera cerca de 20% da produção.

Assim que amadurecem, os frutos são retirados das árvores com facões, as sementes são removidas e colocadas para fermentar por aproximadamente uma semana. Esse processo ajuda a reduzir o amargor do produto e a aumentar o seu aroma.

A seguir os grãos são limpos, selecionados, embalados e exportados para os países processadores. Os Estados Unidos são o segundo maior importador, e a Suíça o primeiro.

Quando esta matéria prima é processada para criar o chocolate, é necessária a adição de leite, açúcar, nozes e amêndoas, o que faz do chocolate uma indústria agrícola bastante viável para os Estados Unidos.

Estima-se que cada norte-americano coma 5,5 quilos de chocolate por ano. Para aqueles que não comem a sua parcela, não há o que temer: eu como por vocês, especialmente por volta das cinco horas, durante o café da manhã!

Mas o que torna essa árvore ainda mais impressionante sob um ponto de vista agrícola é a sua relação íntima com o meio-ambiente. A sobrevivência do cacaueiro depende fortemente das copas de centenas de espécies diferentes de árvores mais altas que pairam sobre ele.

O cacaueiro prospera à sombra dessas copas, também conhecidas como cabrucas, mas, o que é mais importante, ele sobrevive por meio da interação com insetos benéficos, pássaros e outros pequenos animais que vivem no topo das árvores.

A intensidade dessa interdependência se tornou evidente há algumas décadas, quando plantações de cacau foram cultivadas a quilômetros da floresta. A produção dos frutos despencou a tal ponto que menos de 5% das centenas de flores de uma única árvore geraram frutos.

Vários estudos revelaram que uma mosca pequena e potente que é responsável pela polinização das flores do cacau não se fazia presente, ou só aparecia em quantidade mínima, nessas plantações distantes das florestas, resultando em uma grande interrupção do processo de fertilização. Além disso, parasitas naturais, insetos benéficos e outros predadores que devoram uma larva destruidora dos frutos não existiam em número suficiente nessas culturas.

Atualmente, os cultivadores desse produto consumido no mundo inteiro não são os megafazendeiros modernos, mas sim aqueles agricultores que operam em escala familiar. Existem cerca de seis milhões dessas pequenas propriedades de um a dois hectares, que operam harmonicamente com a camada superior das florestas, produzindo um total de quatro milhões de toneladas de cacau anualmente. Devido às pesquisas e a uma melhor compreensão do papel importantíssimo desempenhado pelas incontáveis relações simbióticas presentes nas copas das árvores, muita gente acredita que o cacaueiro pode ser um dos elementos para a salvação das florestas tropicais.

Assim, na quarta-feira, quando a sua cara-metade lhe der aquela caixa de chocolates em formato de coração, e você saborear uma barra, não se sinta culpado nem conte as calorias consumidas.

Em vez disso, pense: "A cada pedaço que como, estou ajudando a salvar as florestas tropicais". E isso não é uma piada.

Tradução: UOL

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/outros/2007/02/12/ult586u444.jhtm

09 fevereiro 2007

ENTREGUEI



a minha qualificação (também conhecida como feto, já que para virar bebê - já que escrever mestrado é mesmo um parto longo e doloroso - ainda falta um ano). tem 52 páginas e está saudável, embora um exame mais detalhado possa revelar algum defeitinho congênito.

agora só falta escrever as outras 120 páginas. pouca coisa.
não vejo a hora de pisar na areia da praia do litoral bahiano que escolhi pra me esconder durante o Carnaval.
e tchau pra quem fica!

28 janeiro 2007

o mais novo morador da casa


é o caruncho. um não, são centenas de carunchos. cresceram num saco de arroz integral que eu trouxe de botucatu. bem que eu andei reparando nos últimos dois ou três dias que tinha um bicho estranho, achei que fosse pulgão da planta, mas não era, tava achando esquisito, uns bichinhos pretos parecendo micro-besourinhos andando pela casa. vi no banheiro, vi no corredor... não é ótimo? numa casa cheia de livros e textos espalhados everywere (eu tiraria uma foto, mas não tenho máquina digital), agora tenho carunchos como "roomies". vou ter que mandar dedetizar. saco.

MTv

Enfurnada em casa, passo o dia me preparando psicologicamente pra estudar ou escrever durante a noite. Durante o curto dia (já que tenho acordado por volta de 14h...), tenho assistido muita (demais) TV. Aberta, já que o cabo foi-se no corte de custos, junto com a Folha de SP. O que sobra pra assistir? Cultura (adoro Pingu, o pingüim, é demais!, Zooboo mafoo - sempre gostei de programas de bichos, sinto falta do Discovery por isso. devia ter sido veterinária, eu seria mais feliz), Globo (não tudo) e MTv, já que acabaram com o canal 21. Eventualmente um ou outro programa na Record ou Band. Ah, e shop tour e medalhão persa (risos) - embora eu nunca tenha comprado nada pela TV.
Mas não é disso que eu quero falar. Tem uns programas na MTv inacreditáveis... É sobre eles que quero falar.
"I want a famous face": esse é incrível. Os jovens passam por cirurgias plásticas para ficar parecidos com seus ídolos! Custa-me acreditar em tamanha falta de amor próprio.
"My own": não sei qual é pior. O da plástica ou esse, em que jovens completamente OBCECADOS por determinados artistas do sexo oposto (ex, um rapaz que é louco pela JLo) escolhem entre 6 candidatas qual se parece mais com seu ídolo (para ter o 'seu próprio' ídolo - a tradução do título seria 'meu próprio'... complete como quiser: 'minha própria' JLo, por ex.). quando eu digo que são obcecados, to falando obcecados mesmo. os quartos têm fotos e posters até o teto dos tais ídolos... é demais.os(as) candidatas(os) a ídolo têm que responder perguntas sobre o tal e ainda cantar e dançar imitando o ídolo. sem comentários.
"Sweet 16": de sweet não tem nada. É um reality show sobre jovens milionárias debutantes. Teve um em que a menina era uma pessoa super agressiva, mimada até o pé, insuportável. Outro que eu vi hoje tinha uma moça filha de um dono de concessionária de carros, que dá simplesmente dois carros pra filha de presente (todas ganham carros caríssimos de presente - e se não for zero elas fazem um escândalo). DOIS carros ele dá pra filha. Fora a festa de 160 mil dólares (é isso mesmo).
"MADE" - esse pra mim é o melhorzinho. É o que mais gosto. Pega os jovens excluídos das high schools americanas, os 'losers', sabe? Nem sempre o resultado ultrapassa uma mera 'inclusão' nessa cultura excludente, transformando mocinhas de óculos e cabelos presos em 'prom queens', mas em outros trata-se realmente de dar uma injeção de auto-estima nos rejeitados. O de hoje gostei muito, mostrava uma moça lindinha, fofa, tímida tímida, que se sentia excluída no colégio e queria ser atriz na peça de teatro da escola. mas tinha um medo de palco absurdo, a ponto de chorar quando tinha que falar em público. o 'coach' (tem sempre um) era um professor de teatro novaiorquino, e de modo muito leve e gostoso ele vai fazendo a moça se soltar, ganhar confiança, foi muito legal. O mais incrível era ver como a mãe e o irmão da moça botavam ela pra baixo, sabotavam o que ela fazia, dizendo que ela não ia conseguir, e quando contestados diziam que não estavam falando nada. Dá pra entender porque a mocinha tinha tanto medo. Mas a maioria dos programas não proporciona uma reflexão sobre porque a cultura americana divide todos os seres humanos em 'winners' e 'losers' (favor assistir Litlle Miss Sunshine, a respeito disso. é demais.) e sobre como a escola americana (a nossa também) é excludente.

Acho que era isso que eu queria dizer. Não tem conclusão nem moral da história. Quem quiser assista e tire suas próprias conclusões.

26 janeiro 2007

Solange Alazão - um pouquinho de risada

o buraco do metrô

há alguns dias venho conversando com um amigo engenheiro sobre essa comoção gerada pelo desabamento do metrô. sim, é triste, morreram pessoas, outras estão desalojadas, evidentemente faltou segurança na obra, temos que ver quem são os culpados, fazê-los pagar pesadas indenizações.
mas segundo esse amigo, em termos de acidentes em engenharia, esse teve proporções irrisórias.
em meio a toda esse auê, eu me pergunto: sai no jornal quando todo dia morre algum operário da construção civil? sai no jornal quando morrem pessoas todos os dias por falta de atendimento nos hospitais? o governador vai pedir desculpas a essas famílias? e as pessoas que são mortas pela polícia, alguém pede desculpas às suas famílias também? e quando pega fogo na favela, ou um barraco desaba por causa da chuva?
engraçado, morreram 07 pessoas e estão fazendo um auê.
mas ninguém faz auê por todas as outras milhares de pessoas que morrem por incompetência do mesmo governo que contrata a empresa que faz a obra do metrô.
coisa estranha, não?

22 janeiro 2007

meu pescoço dói...

...mas acho que o projeto ficou pronto.
agora só falta dar uma garibada no capítulo I, que já tá quase pronto.
e começar a escrever o capítulo II.
tenho mais 17 dias pra escrever o máximo que eu conseguir e adiantar tudo, porque o ano vai ser PUNK.
e se tudo der certo vou desaparecer no carnaval e ficar 05 dias fazendo absolutamente nada além de ler, tomar sol, comer, dormir e conversar com a minha amiga que vai comigo. e quem sabe tomara fazer uma velejadinha em parati.
bom dia de novo, são quase 07 da manhã.