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15 fevereiro 2007

Trabalhando que nem uma louca


e contando os minutos pra minha viagem............

as roupas já estão separadas. protetor solar... hidratante.... biquíni.... remédios (filha de médico é assim) muita sopa de cenoura e mamão na cabeça esta semana pra ativar o betacaroteno que existe dentro de mim.

e trabalhando todo dia até as 2 da manhã tentando ver se quando eu voltar, em vez de encontrar 200 emails na minha caixa de entrada, encontro só uns 100. difiiiiiiiiicil.

12 fevereiro 2007

Como comer chocolate sem culpa

Dinheiro pode não dar em árvores, mas chocolate, sim

Nancy O'Donnell,
do Albany Times Union

Como faltam apenas alguns dias para o Dia dos Namorados (Valentine's Day, comemorado em 14 de fevereiro nos Estados Unidos), achei que seria divertido dar uma escapadela até o sul, indo à terra na qual é produzido aquele delicioso chocolate que derrete na boca.

O chocolate na verdade tem início como semente da fruta do cacaueiro, cujo nome científico é Theobroma cacao. É uma árvore sempre verde que pode chegar a 20 metros de altura caso não seja podada.

Ela é uma das poucas árvores cujas flores e frutos ficam diretamente afixados ao tronco. O cacaueiro cresce nas florestas tropicais da África, da América Central e da América do Sul que ficam entre a faixa delimitada pelas latitudes de 10º ao norte e ao sul do Equador, o que garante a presença de calor, umidade e muita chuva durante o ano inteiro.

O cacaueiro começa a frutificar aos quatro anos de idade, e é considerado plenamente maduro aos dez.

Dentro do fruto, que tem o formato e o tamanho de uma bola de futebol
americano, há de 30 a 50 sementes (que na verdade são uma espécie de noz). Os frutos são ligados ao tronco da árvore, e levam seis meses para se desenvolver. Eles assumem uma coloração que varia do roxo-amarronzado ao dourado-avermelhado, dependento da variedade.

Existem três variedades básicas de cacaueiros usados para a produção do
chocolate: o criollo, responsável por entre 10% e 15% da produção mundial; o forastero, responsável por quase 70%; e o trinitario, uma mistura das duas variedades anteriores, que gera cerca de 20% da produção.

Assim que amadurecem, os frutos são retirados das árvores com facões, as sementes são removidas e colocadas para fermentar por aproximadamente uma semana. Esse processo ajuda a reduzir o amargor do produto e a aumentar o seu aroma.

A seguir os grãos são limpos, selecionados, embalados e exportados para os países processadores. Os Estados Unidos são o segundo maior importador, e a Suíça o primeiro.

Quando esta matéria prima é processada para criar o chocolate, é necessária a adição de leite, açúcar, nozes e amêndoas, o que faz do chocolate uma indústria agrícola bastante viável para os Estados Unidos.

Estima-se que cada norte-americano coma 5,5 quilos de chocolate por ano. Para aqueles que não comem a sua parcela, não há o que temer: eu como por vocês, especialmente por volta das cinco horas, durante o café da manhã!

Mas o que torna essa árvore ainda mais impressionante sob um ponto de vista agrícola é a sua relação íntima com o meio-ambiente. A sobrevivência do cacaueiro depende fortemente das copas de centenas de espécies diferentes de árvores mais altas que pairam sobre ele.

O cacaueiro prospera à sombra dessas copas, também conhecidas como cabrucas, mas, o que é mais importante, ele sobrevive por meio da interação com insetos benéficos, pássaros e outros pequenos animais que vivem no topo das árvores.

A intensidade dessa interdependência se tornou evidente há algumas décadas, quando plantações de cacau foram cultivadas a quilômetros da floresta. A produção dos frutos despencou a tal ponto que menos de 5% das centenas de flores de uma única árvore geraram frutos.

Vários estudos revelaram que uma mosca pequena e potente que é responsável pela polinização das flores do cacau não se fazia presente, ou só aparecia em quantidade mínima, nessas plantações distantes das florestas, resultando em uma grande interrupção do processo de fertilização. Além disso, parasitas naturais, insetos benéficos e outros predadores que devoram uma larva destruidora dos frutos não existiam em número suficiente nessas culturas.

Atualmente, os cultivadores desse produto consumido no mundo inteiro não são os megafazendeiros modernos, mas sim aqueles agricultores que operam em escala familiar. Existem cerca de seis milhões dessas pequenas propriedades de um a dois hectares, que operam harmonicamente com a camada superior das florestas, produzindo um total de quatro milhões de toneladas de cacau anualmente. Devido às pesquisas e a uma melhor compreensão do papel importantíssimo desempenhado pelas incontáveis relações simbióticas presentes nas copas das árvores, muita gente acredita que o cacaueiro pode ser um dos elementos para a salvação das florestas tropicais.

Assim, na quarta-feira, quando a sua cara-metade lhe der aquela caixa de chocolates em formato de coração, e você saborear uma barra, não se sinta culpado nem conte as calorias consumidas.

Em vez disso, pense: "A cada pedaço que como, estou ajudando a salvar as florestas tropicais". E isso não é uma piada.

Tradução: UOL

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/outros/2007/02/12/ult586u444.jhtm

09 fevereiro 2007

ENTREGUEI



a minha qualificação (também conhecida como feto, já que para virar bebê - já que escrever mestrado é mesmo um parto longo e doloroso - ainda falta um ano). tem 52 páginas e está saudável, embora um exame mais detalhado possa revelar algum defeitinho congênito.

agora só falta escrever as outras 120 páginas. pouca coisa.
não vejo a hora de pisar na areia da praia do litoral bahiano que escolhi pra me esconder durante o Carnaval.
e tchau pra quem fica!

28 janeiro 2007

o mais novo morador da casa


é o caruncho. um não, são centenas de carunchos. cresceram num saco de arroz integral que eu trouxe de botucatu. bem que eu andei reparando nos últimos dois ou três dias que tinha um bicho estranho, achei que fosse pulgão da planta, mas não era, tava achando esquisito, uns bichinhos pretos parecendo micro-besourinhos andando pela casa. vi no banheiro, vi no corredor... não é ótimo? numa casa cheia de livros e textos espalhados everywere (eu tiraria uma foto, mas não tenho máquina digital), agora tenho carunchos como "roomies". vou ter que mandar dedetizar. saco.

MTv

Enfurnada em casa, passo o dia me preparando psicologicamente pra estudar ou escrever durante a noite. Durante o curto dia (já que tenho acordado por volta de 14h...), tenho assistido muita (demais) TV. Aberta, já que o cabo foi-se no corte de custos, junto com a Folha de SP. O que sobra pra assistir? Cultura (adoro Pingu, o pingüim, é demais!, Zooboo mafoo - sempre gostei de programas de bichos, sinto falta do Discovery por isso. devia ter sido veterinária, eu seria mais feliz), Globo (não tudo) e MTv, já que acabaram com o canal 21. Eventualmente um ou outro programa na Record ou Band. Ah, e shop tour e medalhão persa (risos) - embora eu nunca tenha comprado nada pela TV.
Mas não é disso que eu quero falar. Tem uns programas na MTv inacreditáveis... É sobre eles que quero falar.
"I want a famous face": esse é incrível. Os jovens passam por cirurgias plásticas para ficar parecidos com seus ídolos! Custa-me acreditar em tamanha falta de amor próprio.
"My own": não sei qual é pior. O da plástica ou esse, em que jovens completamente OBCECADOS por determinados artistas do sexo oposto (ex, um rapaz que é louco pela JLo) escolhem entre 6 candidatas qual se parece mais com seu ídolo (para ter o 'seu próprio' ídolo - a tradução do título seria 'meu próprio'... complete como quiser: 'minha própria' JLo, por ex.). quando eu digo que são obcecados, to falando obcecados mesmo. os quartos têm fotos e posters até o teto dos tais ídolos... é demais.os(as) candidatas(os) a ídolo têm que responder perguntas sobre o tal e ainda cantar e dançar imitando o ídolo. sem comentários.
"Sweet 16": de sweet não tem nada. É um reality show sobre jovens milionárias debutantes. Teve um em que a menina era uma pessoa super agressiva, mimada até o pé, insuportável. Outro que eu vi hoje tinha uma moça filha de um dono de concessionária de carros, que dá simplesmente dois carros pra filha de presente (todas ganham carros caríssimos de presente - e se não for zero elas fazem um escândalo). DOIS carros ele dá pra filha. Fora a festa de 160 mil dólares (é isso mesmo).
"MADE" - esse pra mim é o melhorzinho. É o que mais gosto. Pega os jovens excluídos das high schools americanas, os 'losers', sabe? Nem sempre o resultado ultrapassa uma mera 'inclusão' nessa cultura excludente, transformando mocinhas de óculos e cabelos presos em 'prom queens', mas em outros trata-se realmente de dar uma injeção de auto-estima nos rejeitados. O de hoje gostei muito, mostrava uma moça lindinha, fofa, tímida tímida, que se sentia excluída no colégio e queria ser atriz na peça de teatro da escola. mas tinha um medo de palco absurdo, a ponto de chorar quando tinha que falar em público. o 'coach' (tem sempre um) era um professor de teatro novaiorquino, e de modo muito leve e gostoso ele vai fazendo a moça se soltar, ganhar confiança, foi muito legal. O mais incrível era ver como a mãe e o irmão da moça botavam ela pra baixo, sabotavam o que ela fazia, dizendo que ela não ia conseguir, e quando contestados diziam que não estavam falando nada. Dá pra entender porque a mocinha tinha tanto medo. Mas a maioria dos programas não proporciona uma reflexão sobre porque a cultura americana divide todos os seres humanos em 'winners' e 'losers' (favor assistir Litlle Miss Sunshine, a respeito disso. é demais.) e sobre como a escola americana (a nossa também) é excludente.

Acho que era isso que eu queria dizer. Não tem conclusão nem moral da história. Quem quiser assista e tire suas próprias conclusões.

26 janeiro 2007

Solange Alazão - um pouquinho de risada

o buraco do metrô

há alguns dias venho conversando com um amigo engenheiro sobre essa comoção gerada pelo desabamento do metrô. sim, é triste, morreram pessoas, outras estão desalojadas, evidentemente faltou segurança na obra, temos que ver quem são os culpados, fazê-los pagar pesadas indenizações.
mas segundo esse amigo, em termos de acidentes em engenharia, esse teve proporções irrisórias.
em meio a toda esse auê, eu me pergunto: sai no jornal quando todo dia morre algum operário da construção civil? sai no jornal quando morrem pessoas todos os dias por falta de atendimento nos hospitais? o governador vai pedir desculpas a essas famílias? e as pessoas que são mortas pela polícia, alguém pede desculpas às suas famílias também? e quando pega fogo na favela, ou um barraco desaba por causa da chuva?
engraçado, morreram 07 pessoas e estão fazendo um auê.
mas ninguém faz auê por todas as outras milhares de pessoas que morrem por incompetência do mesmo governo que contrata a empresa que faz a obra do metrô.
coisa estranha, não?

22 janeiro 2007

meu pescoço dói...

...mas acho que o projeto ficou pronto.
agora só falta dar uma garibada no capítulo I, que já tá quase pronto.
e começar a escrever o capítulo II.
tenho mais 17 dias pra escrever o máximo que eu conseguir e adiantar tudo, porque o ano vai ser PUNK.
e se tudo der certo vou desaparecer no carnaval e ficar 05 dias fazendo absolutamente nada além de ler, tomar sol, comer, dormir e conversar com a minha amiga que vai comigo. e quem sabe tomara fazer uma velejadinha em parati.
bom dia de novo, são quase 07 da manhã.

19 janeiro 2007

Sobre o mestrado e sobre a neurose (de novo)

Bem, é praticamente só isso que tenho feito ultimamente. Acordo ao meio dia, passo o dia inteiro morgando e/ou resolvendo coisinhas sem muita importância, eventualmente encontro o meu namorado. Lá pelas 07 da noite começo a ensaiar uma sentadinha na cadeira do computador. Mas é só depois das 23h que a coisa realmente pega. Estudo, escrevo, tudo na madruga.
O que enche mais o saco não é o projeto, que até que tá ficando legal.
O que enche o saco mesmo é esse negócio de ter que ficar gravando em dois CDS diferentes cada vez que faço alguma grande alteração no projeto, dois pro caso de um dar merda e sumirem todos os dados ou eu não conseguir acessar, como aconteceu com o meu pendrive e toca MP3 falsificado da Sony. Ah, e ainda tenho que me mandar por email, sabe como é. Uso meu gmail com um bom (e confiável, assim espero) armazenador de backups.
O que eu queria mesmo era que esse computador fosse um pouquinho mais silencioso. O melhor momento do dia (ou da noite) é quando eu desligo essa joça e vem aquele silêncio na casa.....................................
São 5 e 14, vou dormir. Boa noite. ou Bom dia.

15 janeiro 2007

Você sabia?

Segundo a Nissin, são consumidos 80 bilhões de pacotes por ano no mundo. A conta é impressionante: dá 13 pacotes para cada um dos 6 bilhões de habitantes da Terra!

Eu como coisas muito refinadas, aprecio sabores sutis. Mas adoro um miojinho de vez em quando. Nada como comer um miojo com requeijão quando dá aquela fome e não tem nada pra comer..... hmmmmmmmmmmm..........

09 janeiro 2007

You tube

vocês viram? me espanto com os nossos juízes. meu deus, como são mal formados, como são desinformados.... socorro. tomara que meu amigo Tatu, que acabou de entrar na magistratura, fornada nova, possa ajudar a arejar aqueles ares do TJ. tem uma solução possível pro TJ melhorar....mas não posso escrever aqui senão sou processada (risos).
todos os videozinhos do youtube que eu tinha postado aqui sumiram.
mas alguém há de ter juízo na cachola e cancelar essa decisão totalmente descabida.

não parece que eu realmente sei do que estou falando?


sei, sei. fase narcisista. não posso ficar postando fotos de outras pessoas porque não tenho autorização. só do xu mesmo é que posso colocar. então, vai eu mesmo.

08 janeiro 2007

Sobre o processo criativo, a neurose e o ócio

Passei a sexta-feira chorando copiosamente, ligando pra todos os meus amigos, ex-mestrandos ou não, só não liguei pra meus pais porque eles ficariam muito muito preocupados, meu pai já ia querer vir pra cá e já me ofereceria dinheiro. Chorei muito porque me sentia incapaz de um foco, de definir afinal que porra é essa que vou escrever nessa dissertação, os capítulos introdutórios são fáceis, mas e a porra do capítulo principal? Fui dar uma volta...de boné na cabeça porque sem o menor ânimo pra lavar o cabelo desgrenhado, caminhei tristemente até o petshop mais próximo pra ver se tinha algum cão fofo a acariciar pra eu me sentir menos só; tomei uma água de coco no caminho. Chovia um pouquinho, que aqui anda chovendo quase todo dia. Acho que andava precisada desse choro desde o Natal (vide o post New Year's Blues).
Voltei, escrevi um pouco, mas ainda precisada de um arejamento procurei meus amigos fiéis, Paulo, Fe, Mario. Enchemos a cara de saquê e sushi. Falamos sobre tudo, como sempre, e também sobre como Paris é bege e como fazer uma produção independente. Chegada em casa ainda tive uma sessão de papo pelo telefone que durou das 4 às 6. O resultado é que acordei às 14h de sábado, um trapinho. Gripada (quem mandou tomar chuva, tá achando que a vida é que nem filme, com trilha sonora pra choro na chuva? - nem pensei em qual seria a trilha sonora, aliás), já tava com dor de garganta antes. Passei o (curtíssimo) dia imprestável, vendo tv, deitada, deitada, liguei pro namorado, cadê?, dormi um pouco.
À noite pedi um monte de salgadinhos, enchi a pança (que anda crescendo que é uma beleza) e fui dormir. E eu, que sempre tive medo de virar a minha mãe quando crescesse, descobri que estou virando meu pai: além de não tolerar muito barulho, também não consigo mais comer e dormir. Tive uma insônia desgraçada. Horrível.
Domingo acordei tarde, mas decidida: vou escrever mais hoje. Preciso, tenho prazo, tenho reunião em uma semana com o orientador. Tomei um banho e saí pra procurar o almoço, que nada na minha geladeira me apetecia depois do banquete de coxinha e kibe da noite anterior.
Eis que chego em casa devidamente alimentada (putzgrila, como dá trabalho manter-se vivo! ô saco que é ter que ficar comendo toda hora!), sento no computador, liga o namorado: 'vamos?' E quem resiste? E a saudade, que eu não o vejo desde quarta? Vamos, mas tenho que voltar cedo.
Fomos. Não voltei cedo porra nenhuma, fiquei namorando muito, meio culpada, meio que ligando o foda-se, 'foda-se, tenho o direito de namorar, estou muito cansada do ano de 2006' (e 2007 nem começou, mas já me conformei, descanso mesmo só em 2008. e doutorado só em 2 mil e nunca, sei lá), e lá fiquei, e foi ótimo, relaxei, fizemos as atividades do namoro e as atividades sociais com o resto das pessoas da casa.
Cheguei com sono e cansada. E agora? Ai que sono, vou mesmo sentar pra escrever à uma da manhã?
Vou nada, vou tomar um bom banho que amanhã cedo cortam a água do banheiro das 9 às 17h para reforma da tubulação, e cama!
Como alguma coisa.... A quiche que eu queria comer no almoço. Cama, lá vou eu.
E lá vem a insônia a cavalo. Ultimamente anda mais comum do que eu gostaria. Tô com os horários tortos, isso sempre acontece quando tenho que escrever. Não consigo acordar, tomar café e escrever.Simplesmente não dá. Acabo virando uma louca que dorme às 4 e acorda meio dia.
E se vc agüentou o post até aqui, é aqui que ele termina: com a idéia para o capítulo principal do mestrado, ou seja, qual o objeto a ser estudado, lindamente, tudo já estruturadinho, tudo que ela já leu vai servir, falta uma boa pesquisa, falta sim, vamos pedir ajuda aos universitários, tudo isso em 10 minutos no meio da madrugada, sem suor, sem choro, sem stress. simplesmente assim. do mesmo jeitinho que um dia, apaixonada, depois de uma tarde de namoro em 2003, o tema do meu primeiro projeto simplesmente me surgiu, deitada no chão da sala do ser amado... Hoje, depois de dois dias de ócio, sendo meio dia de amor, algumas lágrimas e muita chuva (esqueci de dizer que continuou chovendo), surgiu.
Liguei o abajur, peguei o caderno (desde que comprei a cama de viúva - ô nome feio, vou mudar pra cama de solteiraquedormecomonamorado) que dorme do lado onde deveria dormir o namorado, o lápis, e rabisquei as idéias. Ficou ótimo.Perdi completamente o sono.
Boa noite, hoje estou feliz, mais leve e acho que 2007 vai ser um bom ano.

03 janeiro 2007

Minority Report: estamos quase lá



além do NYTimes ter desenvolvido uma tecnologia que permite que vc leia jornal na internet como se fosse mesmo um jornal (chama-se Times Reader, clique aqui para ver), e de já haver também uma espécie de papel eletrônico da Sony, agora tem esse monitor muito parecido com o que se vê no filme Minority Report. confiram o vídeo. vale a pena.

a consultoria de tecnologia do Emilianas é feita por Pedro Accioli, as always.

02 janeiro 2007

New Year`s blues

nunca sei se é porque não durmo direito. ou se é simplesmente tristeza mesmo. tive isso no natal, uma leve deprê.... hoje fui ver o filme do 007. lindas imagens do lago de Como, na Itália. o que me lembra que já são quase 10 anos que eu fui pra lá. 10 anos.... e passou 'assim', sabe?
haverá tempo pra tudo?
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estou feliz, mas tenho medo. entendo um pouco melhor hoje quem eu antes não compreendia.
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estou preocupada com meu amigo que não passou muito bem na noite do Reveillon. que aliás foi delicioso: festa muito animada, amigos ótimos, foi realmente uma noite feliz. sobrou muita comida. tinha até um salsichinha nervoso (ai que saudade de apertar o corpinho comprido do xu nos meus braços), pretinho e pequeno. faltou alguém. mas foi bom.
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nunca sei se acredito muito, mas dizem os astros que janeiro será um mês bom. tomara. todos os planetas saíram de escorpião, acho isso estranho.

Radio UOL

hm. não consigo ouvir marisa monte de graça na rádio uol. saco.

30 dezembro 2006

Uma pequena fotonovela de xu, o cão que (praticamente) só dorme.


ele mora numa casa com um lindo jardim... (ignorem os carros, eles não fazem parte - embora sejam ótimos esconderijos anti-banho)


cheio de grama, galhinhos, pássaros, frutinhas e até um sapo



ele tem um companheiro canino (tudo bem, é velhinho, mas é um companheiro), o Sa.



de vez em quando, brinca um pouco com bolinhas, ou fuça a grama procurando grilinhos eventuais, para comer. ele tem uma floresta exclusiva, a floresta do xuxu.


mas depois de brincar um pouquinho, vai dando um sono...........


um sono.............



as fotos são minhas e do pedro accioli, meu irmão. para ir no flckr dele, é só clicar no link aí do lado.

outra foto

eu e meu pai quando ele veio pra cá em julho, acho. eu estava feliz nesse dia, todas as fotos ficaram ótimas...

foto por Pedro Accioli

Mais um post emprestado - do blônicas

Caos e celulose.

De Antonio Prata.


Estou feliz e satisfeito. Se não tivesse que escrever esta crônica, até abriria uma cerveja: acabei de eliminar o último montinho da casa, o maior, que me acompanhava há mais de um ano. Não sei se você, disciplinado leitor, também sofre desse mal -- o montinho -- mas a minha vida é uma eterna e inútil luta contra eles.

Não faço idéia de como nascem. Um livro caído no canto? Uma conta de luz deixada por acaso ao lado do sofá? Algumas folhas impressas esquecidas perto do som? Sei que estou andando pela casa numa tarde qualquer e meus olhos tropeçam na pequena Quéops doméstica, feita de manuscritos inacabados e livros jamais começados, cartas abertas e fechadas, caixas de CDs sem discos e discos sem caixas, contas, revistas, folhetos imobiliários, post its ancestrais e outras milongas mais, a desafiar a simetria que eu, com inquebrantável otimismo, desejava para minha sala, para minha vida.

Depois do susto – mas como? Ontem mesmo não estava aí! -- vem um suspiro resignado – pois é, agora está, fazer o que? – e vou tratar de outros assuntos. Por que não vou lá e simplesmente arrumo a bagunça? Oh, proativo leitor, logo vê-se que não entende nada de montinhos. Desfazê-los é perigoso como desarmar uma bomba! Ou você vai até o fim na empreitada, ou acabará dividindo-os em vários montinhozinhos temáticos – aqui as cartas, aqui os livros, aqui revistas... – e, em questão de semanas, terá criado um irreversível arquipélago de bagunça. Mais do que isso: acocorar-se diante das camadas sedimentares do passado é repensar a própria vida. Jogo fora essas revistas ou compro uma estante? Essas contas... Não seria o caso de botar no débito automático? Olha só, aquele conto do Cortázar. Se eu fizesse um mestrado, quem sabe, poderia... “Ligar urgente para Clélia – 87-98786754!!!”. Quem é Clélia? Oito sete é de onde? Será que eu liguei?

São tantas as indagações que surgem que tenho medo de, no meio da arrumação, decidir que minha verdadeira vocação é a odontologia, resolver passar seis meses na Índia ou fazer uma tribal na panturrilha.

Esta tarde, no entanto, apesar de todas as dificuldades, atirei-me com ímpeto à tarefa e desbaratei a última das barricadas de caos e celulose que restava em minha casa. Estou contente. Sinto que a vida é simples e boa. Mens sana in domus sano. Sento-me no sofá, observo a luz do sol atravessar a sala e sinto o sangue correr em minhas veias. Montinhos, nunca mais!, digo. Jogo a crônica de lado e vou abrir uma cerveja.

Antonio Prata é cronista do Blônicas.

Coloquei porque ri muito, sou igualzinha. vou fazendo vários montinhos. na verdade o pior deles é o de contas, documentos, etc. normalmente de 6 em 6 meses eu tenho algum tempo, então ou divido o montinho em vários outros ou, se estiver inspirada, arquivo tudo em pastas etiquetadas. mas tempo anda me faltando, então só o que tenho feito é guardar o montinho em uma sacola e abrir espaço pra que outro comece. fora os montinhos de cartões que tenho medo de jogar fora e desses malditos papeizinhos com telefones anotados que a gente não sabe mais de quem é, mas tem medo de jogar fora mesmo assim....
quem quiser se divertir jogando papel fora pode vir aqui em casa. já tenho praticamente um quarto só pra isso.
um beijo e um queijo. (vou encarar os montinhos do momento: de livros e artigos de criminologia)

28 dezembro 2006

A lista da OAB - inimigos da advocacia

Olha, não vou dizer que eu tenha uma opinião realmente formada a respeito. Tenho dúvidas sobre a ética de se fazer isso.
Pessoalmente, como advogada, e olha que não sou uma defensora ardorosa da classe, nem gosto de ser advogada, achei bom.
Eu tenho um caso correndo em uma das Varas que constam na lista e, se querem saber, gostei de ver o nome de um juiz neo-nazista que eu conheço constando ali. É um alerta para todos os advogados (e para os coitados cujos processos vão parar nessa Vara): cuidado, esse homem é louco! Ele vai tratar vc e seu cliente como lixo, como um excremento.
Ele é mesmo louco. Esse eu posso afirmar, porque já o vi ameaçando meu cliente, que supostamente furtou quatro garrafas de bebida alcóolica do bar onde trabalha, com a prisão. Um sujeito muito perigoso, esse meu cliente, sabe? Imagina, furtar QUATRO garrafas de bebida alcoólica? Um dia, ele faltou numa audiência porque o advogado anterior passou o nº da Vara errado pra ele. Na audiência seguinte, o juiz, essa flor neo-nazista, esse louco possuído, passou-lhe um sermão de 10 minutos e ficou ameaçando-o de cumprir o mandado de prisão. Disse que só não o cumpriria porque eu havia sido ética e pedido, durante a audiência, que cancelasse o mandado. A contrario senso, deduzo que, se eu tivesse esquecido (e quase esqueci) de avisá-lo, talvez o meu perigoso cliente tivesse saído dali preso. Por, supostamente, furtar QUATRO garrafas de bebida alcoólica de um bar.

Sei que tem gente na lista que não é nem de longe feito esse louco. O único que posso afirmar com certeza é o Elio Gaspari, pois eu o leio na Folha e acho o que ele diz muito sensato.
Mas certamente há ali juízes e promotores feito esse que eu mencionei. Eles consideram que os advogados 'atrapalham' o seu trabalho. 'Ah [pensam eles], como seria melhor se esses advogados não estivessem aí para atrapalhar! Se a gente pudesse simplesmente prender todo mundo sem esses sacos de advogados nos enchendo a paciência!"

Pessoalmente, digo que não vou hesitar em olhar a lista a cada novo processo que me cair nas mãos.... ainda bem que serão bem poucos, já que estou parando de advogar.

23 dezembro 2006

sonhos auspiciosos

eita época estranha!
primeiro sonhei que meu pai morria...
e esta noite sonhei que estava grávida. não conto de quem era (risos), mas era bom. e o mais engraçado era que meus pais não ficavam bravos nem nada. sei, sei, parece ridículo que uma mulher de 30 anos fique grávida e os pais ainda 'fiquem bravos', mas se eu bem conheço os meus.... ainda não tenho 'estabilidade' pra criar um filho. quero dizer, ainda não sou dona do meu próprio nariz.
mas enfim, no sonho, que é o que interessa, uma vez que NÃO estou grávida de verdade, eu ficava tão feliz! ainda não dava pra ver a barriga não, eu ainda ia fazer ultrassom e pensava: "bem, melhor esperar até uns 6 meses pra montar o quarto do bebê, pois sempre tem o risco de aborto". no fim, não cheguei até os 6 meses (acordei muito antes disso...)
mas sei que não pode ser à toa que sonho na mesma época, com morte e com gestação logo em seguida.
2006 foi um ano de MUITO aprendizado, muito crescimento profissional, crescimento pessoal. sinto-me mais madura, bem mais forte. a ONG que eu ajudei a fundar está crescendo rápido e sei que sou peça fundamental deste crescimento. assumi responsabilidades sem ninguém pra me amparar caso aconteça alguma merda... acho que isso nunca havia acontecido antes. não tenho chefe, sou parte de uma equipe. tenho poder de decisão sobre o que pode ou não pode ser feito. parece tão bobo, né? mas dá um 'up' na auto estima.... e um medão tb.
embora eu tenha engordado todos os quilos que havia emagrecido em 2005 a duras penas (não entro mais nos meus queridos jeans 38), estou me sentindo muito bem, mais bonita (embora com um pouco de celulite, mas dia 26 começo a dieta - risos), mais senhora do meu corpo e mais dona do meu destino.
o mestrado... bem, está aos trancos e barrancos, mas acho que não vai dar nenhuma merda. não vai ser o melhor que a USP já viu, mas.... embora boa parte do tempo eu reclame, uma vez que faz 02 anos que sou praticamente uma escrava de luxo super qualificada, tudo que tenho feito lá tem me ajudado também a me firmar como professora e a me mostrar que caminhos tomar, o que gostaria de fazer dentro da carreira. fizemos um projeto piloto de visitas a um presídio que foi um aprendizado intenso, uma experiência muito forte. é muito difícil pra mim, saio de lá sempre com as minhas forças exauridas, no dia seguinte fico imprestável, cansada. mas cada vez tenho mais certeza de que preciso continuar.
é a minha única certeza quanto ao ano que começará em breve: preciso continuar.

17 dezembro 2006

foto mais recente


Eu, de cabelinho novo. Já faz um ano que, de 3 em 3 meses, eu vou ao salão, deixo as calças, fica lindo. Demoro 3 meses pra voltar, que é o tempo de pagar a 'mensalidade'.
Agora não tem mais jeito. Acho que gostei de ser 'loira'. Dessa vez ficou mais escuro (tb muito chique), mas já já clareiam um pouquinho as mechas... Sempre fui vaidosa, mas antes achava que em primeiro lugar sempre deveria vir o elogio ao meu cérebro.... agora, simplesmente cansei de ser apenas uma (pseudo?) intelectual de óculos. Óculos só pra estudar e trabalhar.
Continuo sendo uma (pseudo?) intelectual, mas tô achando ótimo ser chamada de gostosa, e mostrar as pernas usando saias e sandalinhas....
É, os 30 vão chegando e a gente vai mudando...

13 dezembro 2006


Do Caco Galhardo, cujo blog está linkado aí na barrinha lateral. Adooooooro esse ómi.

11 dezembro 2006

Freud explica

Ai como eu queria um psicanalista agora.
Tive um sonho tão emocionante esta noite que acordei chorando. Chorando mesmo, de verdade.
Sonhei que meu pai morria..... E fico me perguntando o que significa isso nesse momento pelo qual estou passando.
Será a perda da proteção? Ou o medo dessa perda? Ou será que é um lado mais racional, intelectual que eu temo perder? Não sei. Mas desconfio.
Tenho um medo muito grande de me jogar no mundo, de virar adulta de uma vez por todas. Sempre acho que já virei, mas quando vou ver acho que ainda não. Ainda conto com o meu pai nas minhas cagadas. Até quando me apoiarei nessa muleta tão confortável?
E será tão horrível assim apoiar-se nela? Sempre acho que sim, que é prova de incapacidade. Isso me pune e me tortura, mas não consigo largar....
Ora me acho incompetente, ora me acho super capaz. Outro dia fui fazer uma aula teste e me saí super mal. Me fizeram um monte de pergunta que eu não estava preparada pra responder. Me ferrei. Mas tem tanto professor tão mais incompetente que eu dando aulas, meu deus.... E tem tanto advogado muito mais incompetente que eu ganhando muito mais que eu....
Fico com um medo danado de me jogar no mundo e fracassar. Sim, sim, isso é conseqüência de meu superego mega atuante, de uma carência. Sinto-me forte por um lado e outras vezes tão fraca.... Pulo de área em área e acabo não me especializando em nenhuma.... e isso me torna mais fraca.
Me acho medíocre dentro da minha área de atuação e sei que meu mestrado vai sair bem meia-boca. Me torturo esperando o momento certo para começar a escrever, talvez depois de fazer mais uma ou duas faculdades.....
ai que vontade de voltar pra barriga da minha mãe

03 dezembro 2006

Estresse na fazenda - o nome é Peter Singer, GG

Aproveitando o pequeno debate gerado pelas vaquinhas logo abaixo, e também a lembrança feliz de GG sobre o Peter (e não Paul, que é o da FEA-USP) Singer, que eu já havia lido na Folha e que escreve também sobre eutanásia e aborto, coloco abaixo artigo dele publicado na Folha de hoje (domingo, 03/12) exatamente sobre os métodos de criação das vacas e frangos que vêm à nossa mesa.... e sobre as crueldades que contra eles se cometem.
Divirtam-se, se for possível.

Estresse na fazenda

Para filósofo, métodos industriais de criação são ineficientes e aumentam as doenças cardíacas e digestivas

PETER SINGER
Segundo previsões, o consumo global de carne deverá duplicar até 2020. Na Europa e na América do Norte, há crescente preocupação sobre a ética dos métodos de produção de carne e ovos.
O consumo de carne de vitela caiu de modo acentuado desde que se tornou amplamente conhecido que, para produzir a vitela "branca" -na verdade, rosada-, os bezerros recém-nascidos são separados de suas mães, deliberadamente deixados anêmicos e mantidos em baias tão estreitas que não podem se mover.
Na Europa, a doença da vaca louca chocou muita gente, não apenas porque destruiu a imagem da carne bovina como um alimento saudável e seguro mas também porque se soube que a causa da doença era alimentar o gado com cérebro e tecidos nervosos de carneiros.

Nada de pastar

As pessoas que acreditavam ingenuamente que o gado comesse capim descobriram que o gado de corte pode comer qualquer coisa, desde milho a ração de peixe, dejetos de galinhas (com excrementos e tudo), além de lixo de abatedouros.
A preocupação sobre como tratamos os animais de criação está longe de limitar-se à pequena porcentagem de pessoas que são vegetarianas ou "vegans" -que não comem nenhum produto animal. Apesar dos fortes argumentos éticos a favor do vegetarianismo, ainda não é uma postura dominante.
Mais comum é a opinião de que comer carne é justificável, desde que os animais tenham uma vida decente antes de serem mortos. O problema, como Jim Mason e eu descrevemos em nosso recente livro, é que a agricultura industrial nega aos animais uma vida minimamente decente. As dezenas de bilhões de frangos produzidas hoje nunca vêem a luz do dia. Eles são criados para ter um apetite voraz e ganhar peso rapidamente, mantidos em galpões que podem abrigar até 20 mil aves.
O nível de amônia acumulado no ar por causa dos excrementos faz arder os olhos e os pulmões. Abatidos com apenas 45 dias de vida, seus ossos imaturos mal suportam o peso dos corpos. Alguns caem e, sem conseguir alcançar alimento ou água, morrem rapidamente -um destino irrelevante para a economia da empresa em geral.
As condições são ainda piores, mesmo que pareça impossível, para as galinhas poedeiras, colocadas em gaiolas de arame tão pequenas que mesmo que haja só uma por gaiola não consegue abrir as asas. Mas geralmente há quatro galinhas por gaiola, e muitas vezes mais. Nessas condições de superlotação, as aves dominantes, mais agressivas, tendem a bicar até a morte as galinhas mais fracas.
Para evitar isso, os produtores serram os bicos de todas elas com uma lâmina quente. O bico da galinha é cheio de tecido nervoso -afinal, é seu principal meio de relacionamento com o ambiente-, mas não se usa anestésico ou analgésico para aliviar a dor.
Os porcos talvez sejam os animais mais inteligentes e sensíveis que costumamos comer. Quando criados numa aldeia rural, podem exercer sua inteligência e explorar o ambiente variado.
Antes de parir, as porcas usam palha ou folhas e ramos para construir um ninho seguro e confortável para alimentar suas crias. Mas, nas fazendas industriais, as porcas prenhas são mantidas em compartimentos tão estreitos que não podem se virar.
Os filhotes são tirados da mãe assim que possível, para que possa cruzar novamente.
Os defensores desses métodos de produção afirmam que são lamentáveis, mas necessários, diante da crescente demanda populacional por alimentos. Pelo contrário, quando confinamos animais em fazendas industriais, precisamos cultivar alimentos para eles.
Os animais queimam a maior parte da energia desses alimentos só para respirarem e manterem seus corpos aquecidos, por isso acabamos com uma pequena fração -geralmente, não mais de um terço e, às vezes, somente um décimo- do valor alimentício que lhes fornecemos na alimentação.
Em comparação, as vacas criadas em pastos comem alimentos que não podemos digerir, o que significa que aumentam a quantidade de alimento disponível para nós.
É trágico que países como a China e a Índia estejam copiando os métodos ocidentais e colocando os animais em enormes fazendas industriais.
Se isso continuar, o resultado será o sofrimento dos animais em escala maior que a existente hoje no Ocidente assim como danos ambientais e um aumento das doenças cardíacas e cânceres do sistema digestivo.
Também será terrivelmente ineficaz. Como consumidores, temos o poder e a obrigação moral de nos recusarmos a apoiar métodos agrícolas que sejam cruéis para os animais e ruins para nós.

Este texto saiu no "Guardian".
Tradução de Luiz Roberto Mendes Gonçalves.

30 novembro 2006

Na falta de tempo e energia...



vou botar as vaquinhas bonitinhas que eu gostei.
também adoro aqueles adesivos: bichos são amigos, não comida; não coma nada que tenha um rosto e outros parecidos.
um dia, quem sabe, consigo parar de comer carne. no dia que eu arrumar uma empregada que saiba cozinhar comida vegetariana e peixe.

23 novembro 2006

a festa nunca termina

e o aniversário já foi, mas o inferno astral não acaba. e o pior, ele está irradiando para as pessoas ao redor.
no dia 15 de novembro entraram na ONG onde eu trabalho e levaram todos as nossas CPUs. a menos de uma semana de um evento superimportante.
ralamos pra resolver tudo urgente. deu tudo certo, o evento saiu. no sábado, 18, eu tava um trapo, chorei o dia inteiro. ah, meu DVD, ganhado do meu pai, que por sua vez ganhou num sorteio, foi na leva junto com as CPUs. virou cocaína ou crack. quem sabe na Santa Ifigênia a gente não conseguia de volta nosso banco de dados que foi junto com as máquinas...
hoje, voltando da penitenciária onde estamos fazendo trabalho voluntário, que ironia, sou assaltada no farol: a idiota classe-média com cara de aristocrata de vidro aberto, dando mole, chega o viciado fodido (com 4 outras pessoas no carro a idiota não imagina que alguém vai abordar), pede dinheiro, a idiota fala que a bolsa tá no porta-malas, o viciado fica olhando pra dentro do carro, procurando, e pede o celular. nem sei se estava armado, mas eu não tinha pra onde andar, não dava pra fechar o vidro, tudo parado, dei a porra pra ele trocar por 10 pedra de crack.
isso depois de conseguir a duras penas o maledeto celular, depois de quase dois meses de inferno com a vivo, diariamente, ainda hoje chegou a nova conta do clone, 1000 mil reais e ainda preciso ligar na porra da empresa pra contestar a conta porque não conseguem resolver sozinhos, e provavelmente vão fazer cagada e bloquear minhas ligações porque não paguei a conta de 1000 reais do clone (fizeram isso comigo mês passado...)
ai que vontade de sumir

20 novembro 2006

sem título

sem título porque não sei bem. hoje (ontem) fiz 30 anos. achei que estava tudo bem mas estou tendo um pouco de dificuldade para processar a informação. o ano de 2006, que ainda não acabou, foi muuuuuuuuito foda, muito mesmo, mas ao mesmo tempo de muuuuuuito crescimento. outro dia um amigo comentou que achava engraçado essa maneira de comentar, porque bom é sempre o momento agora, pra ele (tem 20 anos e a sabedoria de um budista experiente). de fato, mas quando digo isso, não acho que os outros anos tenham sido melhores ou piores. mas este ano, aliás, os últimos anos pós UTI (2004, 2005 e 2006) têm sido de crescimento intenso com consciência do processo enquanto ocorre. fico mais madura à medida que o tempo passa, e isso me amedronta mas ao mesmo tempo acho interessantíssimo. acho que hoje sou uma mulher (antes era uma menina...) muito mais interessante do que era há 10 anos... me descubro dia a dia em todos os sentidos, alguns com muito prazer (cada vez mais!) e outros com aborrecimentos, dificuldades, defeitos. mas a descoberta e o autoconhecimento são muito bons, e só assim se cresce.
não ando numa fase muito auto-analítica, larguei a terapia e fui pra acupuntura que mexe com a energia. acho que por mais que esteja tudo difíííícil, tô segurando a onda com essa energia que está se mexendo dentro de mim. racionalizar é imperativo na minha cabecinha pensativa, mas se abrir e intuir têm sido coisas boas.
se antes eu pensava que ficaria eternamente sozinha, que vou morrer velhinha numa casa com 50 cachorros e 40 gatos, sem filhos e sem marido... bem, pode mesmo ser que isso aconteça, mas até sobre casamento falei esse ano! coisa que jamais pensei que aconteceria comigo tão cedo e da maneira como foi...
abrir-me cada vez mais para o mundo com o mínimo de preconceitos e o máximo de curiosidades.... tenho buscado isso, e tido respostas maravilhosas.
e amar, amar, amar, em todos os sentidos amplos e possíveis da palavra, cada vez mais é delicioso e cheio de descobertas, de novas emoções. foi assim que o ano começou: com muito amor, energia muito boa, mente aberta e gente muito boa do meu lado. e vai terminar desse jeito, com a diferença que agora tem MUITO MAIS gente muito boa do meu lado!
minha família, meus amigos, meus amores, meus bichos, meu planeta.........ô ser humano difícil de entender e conviver, ô mistério da vida! que coisa linda e amedrontadora que é viver e morrer!

11 novembro 2006

xu, o cão, dormindo como sempre




a foto é do meu irmão. para ir no flckr dele clique aqui

09 novembro 2006

merda

esqueci de novo de pagar a conta do cartão de crédito

06 novembro 2006

Ótimo, ótimo, ótimo. Rosana Hermann rules!



vídeo da Rosana Hermann que ganhou o Festival do Minuto. muito bom.
visitem o blog dela, Querido Leitor. é muito bom. ela também escreve no blônicas.

esse post era pra ser só sobre o inferno astral. mas o sa ficou doente este finde........ e eu fiquei triste à beça

acho que o meu inferno astral finalmente acabou.
parece que as coisas agora estão mais calmas e se encaminhando....
depois de dois meses brigando diariamente com a vivo e com a nokia, finalmente acabou o clone do meu celular, ganhei um aparelho novo e consegui meu dinheiro de volta da nokia. finalmente.
************************************
sumi porque fui pro Rio num congresso, que deixou bastante a desejar; pelo menos dei uma espairecida, tava muito cansada, e encontrei o meu irmão. fomos no show da Patti Smith e Yeah Yeah Yeahs no Tim Festival e lá eu vi e falei com o Leo Madeira,da MTv (adooooooooooro Leo Madeira, só não pedi autógrafo, fui que nem besta falar com ele).
dancei muito na Patti Smith, foi ótimo.
peguei uma corzinha em Ipanema e depois passei um nervoso na ida pro Galeão, na Linha Vermelha. acabei voltando de ônibus, na segunda de manhã. pavor, pavor, pavor, o Rio é lindo, mas é foda.
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depois do Rio fui pra Botucatu neste finados e quase que temos um funeral na família: Sapeca, o cão, 14 anos, salsicha preto fiel companheiro, sábio, sossegado, forte pra caramba, brincalhão mesmo ceguinho, que dá broncas no Xu quando ele faz bobagem (dá mesmo, ele late dando bronca, é engraçado), lambeu um sapo e se intoxicou. ninguém viu isso. depois que tocamos o sapo pra fora, eu vi uma baba na sala.... e vi que o Sa tava esquisito.
ele passava o focinho no chão, tentei dar água na seringa, mordeu a seringa, tentei dar leite, não conseguia lamber o leite, a língua ficou azul. quando ele começou a enfiar a pata dentro da boca pra aliviar a sensação ruim, vi que a coisa era séria.
entrei no carro voando pra tirar da garagem, nesse meio tempo ele foi pro jardim e vomitou uma baba branca.
fiquei desesperada mesmo. chegamos lá ele tomou 4 injeções, vomitou mais, ficou muito muito muito assustado, a gente via no olho dele, a carinha de medo. quase morri quando ele tava vomitando e de repente caiu deitado, achei que tinha perdido a respiração ou algo assim.
a veterinária disse que está com um edema pulmonar, tem um soprão no coração e que está batendo muito rápido o coração. deu um diurético pra melhorar o edema.
no dia seguinte ele não conseguia levantar o quadril pra andar. ai.......... acham que consegui estudar? fiquei o tempo todo do lado dele. dei remédio, tudo. foi melhorando, deu umas andadinhas..... foi beber água, fazer xixi..... ah, e o batimento acalmou, bastante.
hoje eu já tava aqui em SP(vim fazer um concurso) e o meu irmão disse que ele já estava andando e já acordou como de costume todo mundo às 6 e meia da manhã fungando em todas as portas-janela da casa e latindo pro meu pai abrir a porta pra ele entrar (ele não se conforma porque o Xu dorme dentro de casa e ele dorme no jardim, então acorda e late pra entrar.... risos)
o Xu percebeu que as coisas não estavam bem. ficou na dele, quietinho, meio triste.
sei que o Sa não vive muito mais e tenho pavor que ele morra quando eu estiver sozinha com ele (isso vai acontecer no final do mês). ele é um cão guerreiro, muito saudável, nunca fica doente, mas ultimamente anda tenho coisinhas........ teve diarréia recentemente e agora isso do sapo. isso vai debilitando ele......... tadinho. a gente viu o esforço que ele fez este finde para ficar firmão. mesmo ontem sem andar, levantava as patas da frente e ficava esticando o corpinho, tentando levantar.
só não quero ver ele sofrer. quando ele for, que vá em paz, do seu jeito de cão pacífico que ele é.

24 outubro 2006

21 outubro 2006

olha o que eu fiquei fazendo ao invés de estudar


procurando coisas engraçadas na net....
Essa é do Laerte, do site dele.

Mario, essa é pra vc.........


Peguei no blog do Caco Galhardo.
Simone de Beauvoir.
Pra quem gosta de mulheres reais, gostosas e inteligentes - assim, meio como eu :P

Tapa na pantera, com Maria Alice Vergueiro



Pra quem ainda não viu.......... é ótimo.

16 outubro 2006

é muito mais simples do que vc imagina

meu deus, quanto tempo perdemos fazendo tempestade em copo d'água por coisas que não podemos controlar.
esse post é pra eu lembrar pra mim mesma que viver o presente é uma maneira simples de lidar com ansiedades e frustrações.
o que passou já passou......... não se apegue...........
o que virá, bem vc não tem controle........ não se apegue.............
o que é bom hoje logo acaba.................não se apegue.............
e o sofrimento também acaba.................não se apegue a ele.......
é tão simples.
basta lembrar.

15 outubro 2006

Aurora Boreal

Quem não tempo e/ou imaginação usa post alheio (com o devido crédito). Vai lá, Nelson Botter!

Era uma vez...

De Nelson Botter.

Atenção, mulheres, leiam isso e usem como regra para suas vidas: "Eu não preciso e nem devo ser perfeita em tudo!!!". É isso mesmo, leiam de novo! "Eu não preciso e nem devo ser perfeita em tudo!!!". Mais uma vez! Como é que é? Não entendi! "Eu não preciso e nem devo ser perfeita em tudo!!!". E ponto (de exclamação).

Chega dessa coisa de mergulhar de cabeça em auto-cobranças loucas e absurdas por uma perfeição inexistente, algo inatingível e até certo ponto imbecil. Leia lá de novo, anotem nas agendas, grudem nos espelhos de casa, coloque no painel do carro, deixem dentro do estojo de maquiagem, no melhor estilo auto-ajuda possível. É isso mesmo, Botter guru lhes diz: "Mulheres, descompliquem!!!".

Eu, homem, exijo que vocês não sejam as melhores mães do mundo, que não provem ser as profissionais do ano, que não deixem a casa brilhando todos os dias, que não acumulem mil tarefas loucas, que não sejam as melhores esposas, namoradas ou amantes da face da Terra, que não enlouqueçam por causa da beleza eterna, que tenham direito a engordar, a ter celulite, estrias e barriguinha ou barrigona, que não precisem gastar milhões em cosméticos e tratamentos estéticos, enfim, exijo que vocês sejam as mulheres mais lindas do mundo simplesmente por serem vocês mesmas! E garanto que muitos homens pensam como eu, jogam nesse time, o das mulheres por elas mesmas.

Desde que a mulher entrou nessa de dupla, tripla ou quadrupla jornada, a vida feminina (que já era um pequeno inferno) se tornou algo dantesco, extremamente ilusório e estressante. O nível de exigência consigo mesma passa dos limites imagináveis e concebíveis. É preciso parar com isso, pois nunca as mulheres tiveram tantas doenças motivadas pelo alto estresse, dentre elas as tão temidas cardiopatias, ou seja, o coração feminino não sofre mais somente pelas desventuras do amor... agora a bolsa (não a de couro e sim a de valores) a faz enfartar rapidinho!

Sim, a igualdade dos sexos é necessária, o feminismo é importante, a valorização da mulher perante a sociedade é uma das maiores conquistas ocidentais do último século, as mulheres devem mesmo ter autonomia financeira, serem independentes e terem grandes objetivos profissionais, mas é preciso saber a medida certa. Como em todo processo de adaptação ao novo, as mulheres vieram com todo o gás, pois sabem que o preconceito (principalmente no mundo corporativo) ainda é grande, a coisa não é fácil, entretanto o período de adaptação já passou, hoje temos mulheres presidentas de empresas e até países. Portanto, vocês meninas chegaram lá, agora é hora de pisar no freio e acompanhar a velocidade (muitas vezes tartaruguesca) dos homens.

Podem tirar a fantasia de Mulher-Maravilha, vai lá, rodopiem e larguem essa história de serem as heroínas do dia, chega. Quero ver vocês se libertando da escravidão imposta pela sociedade consumista e dos ridículos padrões de beleza. Joguem a obsessão pela magreza no lixo, livrem-se da culpa por não lamberem suas crias 24 horas por dia, parem de competir ferozmente no mercado de trabalho, dêem uma banana aos homens folgados que não lhes ajudam nas tarefas da casa e ainda exigem disposição para um kama-sutra de 12 horas seguidas.

Mulheres, voltem a ser meigas, delicadas e sensíveis. Essa roupa masculina não lhes cai bem e só deixa o mundo mais feio e troglodita. Salvem-nos enquanto ainda há tempo, mas sem bancar a super-heroína, apenas sejam vocês, mulheres, pois já é o suficiente... e esse é o grande segredo para salvar o mundo. Fora que Mulher-Maravilha já era, né? O negócio agora é ser Meninas Super Poderosas!

Nelson Botter é cronista do Blônicas.

14 outubro 2006

De novo, pra ver se entra por osmose

Saber amar
é saber deixar alguém te amar.
Saber amar
é saber deixar alguém te amar.
Saber amar
é saber deixar alguém te amar.
Saber amar
é saber deixar alguém te amar.

será que se eu repetir muitas vezes seguidas funciona?

06 outubro 2006

A resposta

"From: Cabral Luís Miguel
Date: Oct 6, 2006 8:22 AM
Subject: RE: [Mensagem para a Linguateca] meu nome na linguateca
To:
Cara Emilia,
O documento que encontrou trata-se de uma lista de autores de artigos do jornal Folha de São Paulo publicados entre 1994 e 1995.
O seu nome de facto aparecia num artigo da Folha de São Paulo, datado de 1994 ou 1995, fazendo parte de uma lista de candidatos ao ensino universitário.
Durante o processo de detecção dos autores dos artigos, esses nomes foram identificados como tal, pois apareciam no formato que a Folha habitualmente usava para os autores.
O seu nome e dos seus colegas foi assim erradamente identificado como sendo autora de um artigo do jornal Folha.
Pedimos desculpa por qualquer incómodo que lhe tenhamos causado.

Com os melhores cumprimentos,
Luís Cabral"

05 outubro 2006

Parentes na Romenia

Ah, nessa incursão pelo meu nome no Google descobri também que tenho parentes na Romênia (risos).

Dê um google no seu nome...

Pois então. Como se eu não tivesse mesmo mais nada pra fazer... estou aqui navegando, lendo a Folha pela net (em tempos bicudos, cortei o jornal e a TV a cabo. a TV até que não foi ruim... mas o jornal faz uma falta danada) e resolvi 'dar um google' (em inglês é tão mais fácil... eles transformam tudo em verbo. 'I tried to google me'.) em mim mesma. Ou seja, botar meu nominho lá pra ver o que aparece.
Além das inevitáveis listas de aprovados em vestibular e de uma ou outra coisinha diferente (colaboração numa pesquisa há 10 anos atrás... e não é que a professora agradeceu?), olha o que apareceu:

http://acdc.linguateca.pt/aval_conjunta/CLEF/lista_autores_Folha.txt

Coisa estranha. Fui no endereço original. Linguateca. O que é a Linguateca?
"A Linguateca é uma organização virtual (distribuída) de I&D constituída por quatro pólos localizados em centros de investigação de renome e com experiência em processamento do português."

O projeto é imenso. É financiado pela União Européia e é tão complexo que me perdi dentro do site.

Mandei um e-mail pra lá pra tentar entender o que o meu nome está fazendo no meio de nomes de jornalistas e articulistas da Folha, como Alcino Leite Neto e Erika Palomino. Só sei que vi também nomes de ex-colegas da GV, misturados ao de Aldaíza Sposati (brilhante assistente social) e Alexandre Hercovitch, entre outros.

Vai entender o critério........

30 setembro 2006

finalmente


Era essa a foto que eu queria ter mandado pro Calendas por no blog dele ano passado, no mês junino.
Fala se eu não fiquei mutcho fofa de noivinha!?
A história é engraçada.... eu estudava no pré, e o noivo ia ser um menino que eu gostava... a minha mãe já tinha me falado que não era não era de jeito nenhum pra eu querer ser noivinha porque ela já tinha o vestido de caipirinha normal.... mas era o Leandro, eu tinha que ser a noivinha dele!
Então, na hora que a professora perguntou... levantei a mão e virei noivinha do Leandro. Até hoje me lembro da frase que eu falava na hora do casório: "se a mãe deixá eu caso, uai!"
Pois o vestido, graças à pinda que meus pais passavam na época, já que meu pai era um jovem Professor Universitário que ganhava mal, foi feita de cortina... daquela renda de cortina. Quem fez foi a Tê, que trabalhou muitos anos na nossa casa e é praticamente nossa segunda mãe.
Minha mãe caprichou nas pintinhas e.... tcharan! eis o resultado......bons tempos....mas ainda gosto mais dos tempos de hoje. o cabelo não é mais liso, mas a vida é mais divertida (acho).

28 setembro 2006

Contardo, sempre ele.

"Um filme de amor - O interesse pelo vídeo de Cicarelli revela que somos sobretudo frustrados no amor

À FORÇA de receber links para o vídeo de Daniella Cicarelli, acabei dando o clique e assisti ao filme.
São quatro minutos e meio, editados a partir de duas horas de gravação e entrecortados por subtítulos, que introduzem diferentes momentos do convívio do casal. Os subtítulos são em castelhano.
Normal, visto que os fatos aconteceram na Espanha, e o "paparazzo" era espanhol. Mas as frases, numa língua estrangeira e próxima, facilitam, para o espectador brasileiro, uma atitude irônica e zombadora, como se pertencessem a um português macarrônico.
De fato, nas conversas destes dias, o vídeo é sempre evocado com um tom maroto e, sobretudo, burlesco.
À primeira vista, o cômico parece servir para que o espectador esqueça a posição (incômoda e envergonhada) que ocupa: a de uma criança com o olho colado no buraco da fechadura ou, pior, a de um adulto salivando à vista de frutos proibidos.
Digo logo: suspeito que o cômico, neste caso, proteja o espectador de um outro incômodo, maior e, de certa forma, mais triste.
Falando em frutos proibidos, é importante salientar que o vídeo não é nada "ousado". Um sujeito que estivesse procurando por pornografia na internet certamente o descartaria sem hesitação e encontraria, com facilidade, imagens bem mais explícitas.
Alguém dirá que o interesse pelo vídeo depende unicamente do fato de que uma "celebrity" seria assim "exposta". Os títulos (infames) que acompanhavam os e-mails com o link iam nesse sentido. Algo assim: olhe só, Fulana está "dando" na praia... Ou seja, os brasileiros seriam fascinados pela "descoberta" de que uma "celebrity" e um lindo moço se desejam, beijam-se, acariciam-se etc. Essa cena nos ofereceria a certeza confortante de que os deuses do Olimpo não são muito diferentes da gente. Seria um pouco como uma foto de Lula ou de Alckmin mordendo um sanduíche cheio de mostarda e ketchup ou entrando com urgência num banheiro. "Te peguei!".
Pois é, não acredito em nada disso.
Por duas razões.
Primeiro, o vídeo nos mostra um casal que não tem nada de "jet-set". Eles não estão num iate na Sardenha nem numa enseada de sua ilha privada. Estão numa praia qualquer.
Tomam um refresco, comem um sorvete, tiram aquela foto que todos já tiramos, esticando o braço e recuando as cabeças para pegar o sorriso dos dois. Há um momento em que a moça puxa os cotovelos do moço para que ele a abrace; o gesto é comovedor de tão familiar.
Segundo, o distanciamento (facilitado pelos subtítulos irrisórios) mostra o seguinte: o espectador se arma de uma boa pitada de cômico para encarar uma visão que, sem isso, poderia magoá-lo (em geral, rir é um jeito de afastar de nós algo que preferimos ignorar). E acontece que, neste caso, o que queremos afastar certamente não é uma extravagância sexual, explícita ou implícita, pois o vídeo não é de sexo; é um vídeo de amor, um excelente vídeo de amor. Ele poderia ou deveria ser proposto como exemplo nas escolas de cinema, não por suas qualidades técnicas, mas porque é raro que os cineastas consigam mostrar tão bem os gestos do desejo entre duas pessoas que se gostam muito e que se amam (que seja por uma semana, um ano ou uma vida, tanto faz).
A delicadeza dos beijos, dos toques, dos abraços do casal falam de um momento de felicidade amorosa que é o verdadeiro "escândalo" do vídeo. É contra essas imagens de amor que o título chulo e os subtítulos irônicos protegem o espectador, guiando-o para que se convença de que ele está assistindo a alguma devassidão ou se divertindo ao constatar que uma "celebrity" fez "aquilo" que nem a gente.
Sem esse desvio da atenção, o vídeo seria, para quase todos os espectadores, tocante e talvez intoleravelmente triste. Por quê? Simples: alguns podem ser frustrados no sexo, outros podem ser invejosos e estar a fim de dar um pontapé nos pedestais que eles mesmos erigem, mas muitos sentem a falta da delicada intimidade do desejo sexual quando ele acontece entre dois que se gostam e se amam -muitos são frustrados no amor.
Com a ajuda de título e subtítulos, em suma, o tom burlesco dos comentários destes dias serve para que a gente não perceba o que, de fato, o "paparazzo" filmou: uma cena que, ao ser enxergada, produziria em nós a descoberta dolorosa de nossa carência. Pois não se trata de um momento de sexo, mas de uma tarde de amor."
CONTARDO CALLIGARIS - Folha de São Paulo, 29 de setembro de 2006.
ccalligari@uol.com.br

Como sempre, Calligaris, matou a pau (desculpem pelo trocadilho...) Ô ómi bom demais da conta, sô!!!! Ele se supera a cada dia...

23 setembro 2006

saber amar

viver só acostuma. a gente demora pra aprender. depois que aprende, se acostuma. e gosta. e aprende o bom e o ruim de estar só.

essa nossa sociedade moderna não é mole não. a gente tem que aprender a ser só pra depois aprender a estar junto. nos cobram independência....... e depois temos que reaprender....... acho que não a depender, mas a contar. a contar com o outro.

nunca pude (ou nunca quis) contar com ninguém pra nada. nunca aprendi a pedir ajuda. já me ferrei mais de uma vez por isso. devagarzinho vou aprendendo a pedir. antes disso, tenho que aprender a aceitar. aceitar um cuidado, um carinho, atenção.

passei anos tendo que sufocar sentimentos e fingir que não ligava. fingir (fingir mal, diga-se de passagem) que não estava nem aí. agora estou tendo que reaprender a deixar..... a dizer.... a receber. parece fácil....

saber amar é saber deixar alguém te amar.

18 setembro 2006

festa da ana r., último sábado

Para meus amigos chiques que moram em Paris verem que a Emilia ficou loira (finalmente assumir uma porção menos racional e resolvi curtir a vida.........) e que está feliz!
A festa da Ana R. foi ótima, pena que fui embora cedo........

16 setembro 2006

eu não joguei pedra na cruz

pelos últimos deliciosos acontecimentos que a vida tem me proporcionado, inesperada e intensamente, só posso concluir que

a) eu NÃO joguei pedra na cruz
b) eu já estou em uma vida muito evoluída e na próxima, com certeza, me ilumino
c) eu não nasci pra sofrer

e quaisquer outros derivados que se puder imaginar.

dizem por aí que a vida da gente muda de 7 em 7 anos, que esses são os ciclos.
não consigo identificar muito bem que ciclo começou aos 21.... ou aos 14, ou aos 7.
mas esse que começou aos 28........ está sendo muito bom!

agora é torcer pra maré continuar favorável até os 35.....

11 setembro 2006

ô gente mal educada

Sei que o meu humor hoje não está dos melhores, nem a minha atenção, o que costuma acarretar conseqüências mesmo sem a gente perceber.
Mas me dá uma tristeza ver que as pessoas não têm nenhum sentimento de generosidade com relação ao outro. A generosidade só vale quando é pra elas mesmas.
Eu tenho o costume de tirar meus anéis do dedo ao lavar as mãos, porque me incomoda ficar com o anel molhado no dedo. Mas tenho procurado ultimamente guardá-los no bolso para não perder, pois já mais de uma vez esqueci anel em banheiro de shopping.
Hoje, distraída, no banheiro da OAB da Rua da Glória... batata, esqueci os TRÊS anéis. E os três eu gostava muito. Um foi presente do meu tio, lá de Manaus, de coquinho com prata dentro. Os outros dois eu que comprei mas usava sempre, gostava muito.
Só me dei conta duas horas depois. Voltei à OAB na vã esperança de que uma alma os tivesse encontrado e entregue na recepção, achados e perdidos, sei lá. Vã mesmo, a esperança. Nada. Evaporaram.
Presume-se que quem entrou no banheiro depois de mim foi uma advogada ou estagiária que faz ou fez uma faculdade. Uma pessoa minimamente instruída, pois. (se bem que pra ter ética não precisa ser instruído, precisa ser educado) Mas ela não é capaz de raciocinar e imaginar que aquele objeto tem um dono, que aquilo, além de ter um valor econômico, tem um valor sentimental. Não, ela é espertinha e pensa 'ah, achado não é roubado' (deve ter perdido a aula que ensina que não podemos simplesmente sair pegando as coisas por aí), que anel legal, vou pegar pra mim.
Ela não pensa que um dia pode perder alguma coisa que goste muito, e que um(a) espertinho(a), que pouco se lixando está pros outros, como ela, também vai pensar 'ah, achado não é roubado'.
E assim caminha essa bosta de humanidade. Se bem que sempre tem uns idiotas que nem eu que, quando encontram o que não lhe pertence, entregam as coisas pro bedel ou no achados e perdidos.... Que bela bosta de humanidade.

Quem planta vento colhe tempestade, diz o ditado

"O coronel reformado Ubiratan Guimarães, assassinado na noite de domingo (10) em São Paulo, alegava não gostar do "estigma" de "coronel de Carandiru", mas costumava utilizar o número 111 em suas campanhas políticas --o número é o mesmo do total de mortos no episódio que ficou conhecido como massacre do Carandiru, em 1992.

Como candidato pelo PPB a deputado estadual, em 2002, adotou o número 11190. Atualmente, buscando a reeleição pelo PTB, o número de sua candidatura era 14111.

Ubiratan garantia que o número nada tinha a ver com os 111 mortos no massacre da Casa de Detenção do Carandiru. O coronel defendia que 111 era o número do cavalo que montava nos seus tempos de Regimento de Cavalaria."

Da Folha Online, 11 de setembro de 2006, 05h19.

Tough Chicks


Pra quem entende as gírias americanas... é engraçado.

29 agosto 2006

Carandiru

Alguém já notou o número do Coronel Ubiratan, candidato a deputado estadual pelo PTB?

14111

Preciso fazer algum comentário?

Para visitar o site da campanha deste maravilhoso ser humano clique aqui.

21 agosto 2006

terra da garoa

Fazia tempão que eu não caminhava pela Paulista em dia de muito frio. Hoje cruzei a avenida praticamente de ponta a ponta, na hora do rush, todo mundo saindo do trabalho muito apressado. Muito frio. Só faltava a garoazinha pra completar o clima paulistano tradicional (mas que quase não se vê mais), aquela chuvinha fina que corta o rosto da gente, que vem sempre com vento.
Já fiz isso muitas vezes, andar a Paulista de ponta a ponta. Não sei se foi só isso, mas hoje foi diferente: faltou aquele sentimento tão familiar de solidão que tantas vezes senti caminhando sozinha numa típica noite garoante paulistana, por vezes após sair de um cinema... fazia até um tipo, com boininha e cachecol.
Hoje não: hoje me diverti olhando pras pessoas caminhando. Suas expressões, modo de vestir... seu andar. Muita gente passando frio porque errou de roupa, achando que ia fazer aquele calorzinho que andou fazendo aí pelas semanas passadas...
Curioso, a Paulista pra mim não é só uma avenida. É também um estado de espírito.

17 agosto 2006

"duplo sentido" ou "talvez eu seja mesmo boa nisso" (será?)

normalmente acho esse blog meio sem graça. é que, embora eu escreva bem (é a única coisa que posso afirmar sem medo que faço bem...), só sei escrever sobre mim mesma, então fico imaginando que deve ser muuuuito chato pra quem lê.
de todo modo, vou fazendo. acostumei. nunca tive diário na vida, mas gosto demais de escrever, então vou fazendo.... e quem quiser vir e ler, venha e leia. normalmente, amigos.
tenho alguns fiéis leitores, o que muito me lisonjeia, porque volta e meia comentam... tem um em especial que, por vezes, quando lê que estou triste, me liga, pergunta se está tudo bem. acho um carinho legal, me sinto muito querida. sei que tem amigos que moram longe que me acompanham um pouco pelo blog também. :D
talvez por isso é que eu continue fazendo. e pra mim mesma, claro. nos meus devaneios mais loucos (os mais loucos mesmo... risos), um dia alguém vai achar que isso aqui é material de primeira e publicar. mas é mentira.... uma ilusão. se eu conseguir publicar o mestrado já tá de bom tamanho.
de todo modo....
o que eu queria contar na verdade é que ontem esse leitor que me acompanha sempre comentou: puxa, vc está melhor, li o seu blog.... fiquei surpresa, porque escrevi o post num momento não muito bom, em que estava sentindo coisas ruins. não sei se mágoa, raiva, não sei bem.
de todo modo......... achei curioso que um texto escrito num momento assim tenha repercutido da maneira oposta no meu leitor. gostei muito.
o texto, bem como o cinema, a pintura, enfim... acho que as artes todas... se completa com o seu leitor. ele nunca está pronto, e nunca é o mesmo. depende de quem lê, de quem vê, do que viveu e vive o espectador/leitor.
talvez por isso vcs não achem tão chato quanto eu penso.......... (tomara!) ;-)

15 agosto 2006

engraçado.......

há um ditado que diz que o tempo é melhor remédio...
de fato, muitas vezes é mesmo. cura dores de amores... cura tristeza de perder gente querida... cura frustrações...
mas tem coisas que podem levar muito, mas muito tempo mesmo pra passar.
e há certas coisas que nem tempo dá jeito.
ou melhor, jeito dá. mas demóóóóóóóóóóra.........
há que se ter coragem para enfrentar algumas situações na vida, e não esperar que o tempo cure as feridas abertas.
talvez você se dê conta que, se for esperar passar tempo suficiente, pode ser tarde demais.

06 agosto 2006

Muito muito cansada

Por isso não tenho escrito quase nada. Falta-me tempo, imaginação e, acima de tudo, forças para pensar em qualquer coisa de original para escrever aqui. Juro. Tô um trapinho.
Mas to tentando voltar a nadar e espero também que a acupuntura me ajude a ter mais forças para aguentar o tranco desse semestre que se inicia. Se depender do meu horóscopo, agosto vai ser mesmo o 'mês do desgosto'. Bem que o destino podia aprontar alguma pra mim e botar um moço muito legal no meu caminho (ou mesmo trazer algum de volta..........), mas não posso me fiar nisso....
e vamu tocá prá frente que tem muito caminho ainda por aí. (espero)
se eu sumir, não é por nada. mas se eu sumir mesmo, não esqueçam de mim não......... aproveitem para mandar um beijo por e-mail, telefonar ou vir aqui em casa me visitar (quem estiver perto o suficiente). eu vou adorar! minha cozinha de galinhas está linda, o banheiro novinho também.
hoje sinto saudades dos amigos de longe, e um pouquinho de tristeza também.

Leo Chapinha ou mó orguio de famia

Sabe o "Leo Chapinha" que eu botei há algum tempo atrás aqui no blog? Aquela foto do Leão de escova no cabelo, propaganda do shampoo Seda Anti-Sponge? (vejam na lista de posts antigos do mês de MAIO de 2006)
Foi meu primo que fez!!!! Descobri hoje...
Ele é publicitário e tem uma agência, a Famiglia, que é responsável pela conta da Nova Schin, entre outras.
Ele tem 8 (OITO) Leões em Cannes. Só oito.
Já viu que ele gosta de leão, né?
Pô, mó orguio.

31 julho 2006

Merda

acabaram as mini-férias. de volta à frente deste micro onde cabe o mundo, mas não cabe eu.

23 julho 2006

coração na boca

Adoro cortinas
que se abrem
adoro o silêncio
antes do grito
adoro o infinito
de um momento
rápido
o instrumento gasto
o ator aflito
o coração na boca
antes
da palavra louca
que eu não digo
adoro te imaginar
mesmo sem ter
te visto
adoro os detalhes
olhares,atalhos
botões
adoro as pausas
entre as cancões
soluções da natureza
riquezas da criação.

(Zélia Duncan/Lucina)

21 julho 2006

Yo quiero taco bell

Veja o comercial do Taco Bell com o chihuahua.... eu adoro... é só clicar aqui que vc cai direto no YouTube.

E clicando aqui... também do You Tube... outro do Taco Bell, com o chihuahua e sua namorada no restaurante. Eu adoro

16 julho 2006

Respirar

Sinto um aperto no peito e não é só metafórico.
Preciso respirar, e não consigo. Não que o ar desta cidade ajude, metropolitano, cheio de cinzas, cheio de gente, cheio de vida, triste e carregado....
Mas falta ESPAÇO... me falta espaço....... me falta espaço.........

14 julho 2006

FEBEAPÁ

África fashion e bem brasileira

Na SP Fashion Week que homenageia a África, o excepcional é encontrar modelos negros nas passarelas. A coluna fez uma rápida contabilidade: no desfile da Uma, anteontem, das 45 modelos, duas eram negras. De 26 modelos que desfilaram para Patrícia Vieira, três eram negras; no masculino da Zoomp, eram 20 homens, quatro deles negros; no feminino, 32 modelos desfilaram. Três eram negras.


A consulesa-geral da África do Sul, Thanmi Valihu, se dizia orgulhosa: "A África está aparecendo no mapa". Jacimar Silva, diretor de marketing da Sais, de Amir Slama, concorda: "Há dois anos, tínhamos duas negras. Agora, são três, quatro".


Tomando champanhe Chandon com canudinho numa mini-garrafa distribuída depois do desfile da Zoomp, a louríssima Gianne Albertoni diz ter adorado o tema da semana de moda. "A gente tem muita negra linda no Brasil", diz. E na passarela? "Olha, o país tem negras lindas, só não sei se tem muita negra no mercado. As negras são lindas, né? Fora o corpo, todo durinho! Só não sei se elas querem ser modelos."


Sobre cotas para negros nas universidades, Gianne tem dúvidas: "Cotas? Como assim? Aquilo que tem nos EUA?" Ela pára a entrevista para cumprimentar amigos. Volta à conversa. "Ah, cotas... Olha, não "tô" por dentro. Acho que é palhaçada. Todo mundo é igual: preto, branco, amarelo..."

[calma, calma, tem mais....]

Para a modelo Barbara Fialho, cabelos castanhos claros e olhos azuis, a predominância de modelos com pele clara reflete a demanda do mercado: "A modelo tem que ter o corpo e a cor que as compradoras querem ter. E a mulher que compra é clara".

A modelo Camilla Finn, pele rosada, afirma: "O preconceito vem das clientes".

[mas ainda não acabou...]

Já Carol Trentini acha que é "legal trabalhar com o tema África e ter mais brancas na passarela. Assim o mundo vê que há brancos no Brasil". Ela explica: "A imagem que o pessoal de fora tem é a de que no Brasil só tem mulatas. O povo fica pasmo quando digo que sou brasileira".

fonte: Folha de SP, coluna da Monica Bergamo, 14/07/06

experimente você também

não, eu não vou falar sobre o PCC. não tô com o menor saco. aliás, cansei de discutir pena de morte, prisão, essas coisas com as pessoas. vou continuar fazendo o meu trabalho e não vou, não vou mesmo, perder o meu tempo tentando convencer as pessoas de que dentro da cadeia o que tem mesmo são outras pessoas.
li numa entrevista hoje que as presas têm que usar PÃO DURO no lugar de absorvente, porque não têm nem uma bosta de um absorvente de qualquer marca porcaria pra usar.

ai que falta de imaginação ou short cuts

tem razão o Domingos de Oliveira... odeio esse negócio de morte, morte é uma puta sacanagem, uma tremenda injustiça.
ô omi bom demais da conta! quero um assim pra mim! leiam a entrevista dele na TPM clicando aqui.
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ai, tô com uma puta dor de estômago. o que será?
- o delicioso sanduíche de presunto de parma com queijo na chapa e pão francês que comi devidamente acompanhado de guaraná não diet?
- o carlton crema que fumei antes da reunião do conselho do condomínio? (do qual também faço parte, já que tenho mesmo tempo de sobra e quase nada pra fazer)
- o suflair inteiro que comi assistindo Flores Partidas, de Jim Jarmusch, ganhador do Grand Prix em Cannes 2005?
- as 7 balas chiclé que também comi assistindo Flores Partidas?
- ou o stress e a culpa gerado por ter ingerido umas 7000 calorias em pouco menos de 4 horas e ainda ter comprado um maço de cigarros, sucumbindo a uma vontade que me anda atacando há mais de mês?
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Vejam no YouTube... engraçado...
ZIDANE a new way to solve problems.. do it like zidane...

10 julho 2006

tarde divertida

Eu, Scrat (o esquilo) e Sid (a preguiça), na Fnac Paulista, este finde. :D

09 julho 2006

alguns insights óbvios mas muito importantes

- não posso querer ter tudo ao mesmo tempo;
- as coisas na vida não têm essa definitividade que eu sempre achei que tinham; ou o mundo dá voltas; ou calma, tudo a seu tempo.
afinal, são insights óbvios mas dizem todos a mesma coisa para esta mocinha muito ansiosa: paciência, calma.
ou, como dizia Buda, traduzindo (muito toscamente mesmo) para bom português: na vida, tudo passa, até a uva passa; ou na vida tudo é passageiro, menos o cobrador e o motorista.

tenho resolvido algumas pendências.... resolver é bom. muitas vezes, o final não é bem aquele que vc esperava, mas isso não significa que não seja bom! o mundo, de fato, dá muitas voltas...

ai

eu sempre fui chorona, mas ultimamente anda demais. tudo bem, sempre chorei até em filme da Disney, quando a Bela e a Fera ficam finalmente juntos (as?), ou em final de novela, ou até em comerciais mais tocantes. mas ultimamente anda demais.
assisti ontem com meu pai e meu irmão um filme chamado Elsa & Fred, sobre um casal de velhinhos que vive uma paixão. chorei do início ao fim do filme. o filme inteiro. mesmo.
hoje assisti o último capítulo da novela e também chorei pra caramba.
eu choro até lendo livro! juro que já chorei lendo 'os príncipes encantados de libby mason', livrinho best seller mulherzinha (chick-lit), quando no final a Libby finalmente percebe que seu lugar não é ao lado de Ed, o solteirão quarentão milionário mais cobiçado de Londres, que não sabe beijar (e muito menos fazer o resto), mas sim ao lado de Nick, jovem escritor que vive do seguro desemprego de Sua Majestade mas que beija muito bem e é muito, muito bom de cama mesmo.
e chorei recentemente assistindo 'alguém tem que ceder', e 'o cachorro' (filme argentino, muito bom). será que é só quando tem amores e bichinhos em geral ou eu sou mesmo uma manteiga derretida, tipo daquelas de garrafa, sabe como é?
não é possível. eu sempre fui super sensível, mas acho que depois do hospital fiquei ainda mais.
e é uma sensibilidade que é pra tudo e em tudo: pele, remédios (qualquer remedinho faz efeito poderosa e imediatamente, por causa disso quase morri no hospital - ou quase não morri, porque percebi que eu estava tendo uma reação alérgica a um remédio imediatamente), café (se bebo à noite, perco o sono), beleza....... certas músicas me emocionam demais.
há certos choros, felizmente, que não são de tristeza, ansiedade ou angústia. esses são especiais, e compartilhados por poucos (ainda bem!). são poucos os momentos na vida em que a gente chora por coisas boas..... mas eles existem. e são precisamente esses que dão um sentido pra essa nossa existência estranha e muito passageira.

07 julho 2006

a cidade enfeitada

Tem temas recorrentes nesse blog. uma época eu falava muito de TPM, mas ando tomando uns remedinhos homeopáticos, fitoterápicos e tudo o mais que eu puder engolir que melhore essa tristeza profunda e essa sensação de fracasso e de incompetência absoluta que sinto uma vez por mês, e até que melhorei. Então, o tema sumiu faz alguns meses (ufa!).
Tem uma outra coisa que não é tema recorrente mas que agora está me entusiasmando que é a acupuntura e eu sei que o título e o objetivo desse post não tem nada a ver com isso, mas é que eu estou fazendo e estou muito feliz. Vou cuidar da minha saúde, do meu equilíbrio, esse mês volto pras reuniões do Budismo e também a nadar, se eu conseguir superar o frio (brrrrrr!). Larguei a minha terapia que fazia há quase 06 anos (achei que nunca fosse conseguir...) porque tive uma sensação de libertação há mais ou menos um mês, que me deu a coragem pra dar esse passo que eu queria dar. (ufa! de novo!)
Mas o que eu queria mesmo falar nesse post e que eu já falei aqui é sobre os ipês roxos que estão lindos, muito floridos, fazendo tapetes roxinhos nas calçadas. Reparem só como são lindos! Nem dá vontade de fazer nada, só de ficar olhando....
As coisas realmente belas são assim.

passou

mas não muito.
continuo odiando ser advogada, só um pouquinho menos (bem pouquinho). o direito é um saco. é formal demais, e eu odeio formalidade.
eu só estou me gostando um pouco mais e tolerando um pouco mais essa coisa de ser advogada. só não sei por quanto tempo... se eu puder, só até o final desse ano.
queria saber quem foi que achou que eu gostaria de pertencer a esse mundo que finge que a realidade não existe...essa gente que usa um conhecimento construído sem base na realidade, mas que acha que pode resolver e decidir tudo exatamente com esse conhecimento.
cada vez gosto menos das minhas roupas de advogada, do meu papel de advogada, dessa fantasia horrível. de ter que ser responsável pelas coisas que as pessoas fazem e que depois acham que temos obrigação de consertá-las e ainda por cima cobrando bem pouquinho, sabe, porque a situação está difícil. claro, temos que consertar as cagadas alheias e ainda de graça, porque afinal não precisamos comer nem beber nem comprar livros, os anos de estudo não valem pra nada e as pessoas, coitadas, elas não têm culpa (e não têm dinheiro também). ah, e atender o telefone não importa o dia da semana, não importa o horário, porque afinal tudo é urgente. tudo mesmo.
(suspiro)
estou em crise. espero que seja daquela das boas. pra terminar de uma vez a mudança que começou em 2004.

25 junho 2006

Odeio

Odeio o direito, odeio ser advogada, odeio fazer audiência, odeio cobrar, odeio clientes, odeio ir ao Fórum, odeio tirar xerox, odeio códigos legais, odeio as burocracias que cercam o direito. a única coisa que eu realmente gosto nessa maldita profissão que eu escolhi é escrever.
e as vezes me odeio muito também. hoje é um desses dias.

22 junho 2006

ufa! quase!

O semestre tá acabando, graças aos céus. estou tentando me reorganizar e espero ansiosamente a minha semaninha de férias, que só vou conseguir tirar no fim do mês.... depois que eu tiver corrigido provas e feito duas audiências muito chatas... ainda não sei o que fazer (aceito sugestões). vou caminhar o caminho da fé e meditar, acordar com as galinhas e ver lua cheia?????? vou pra américa latina de mochilão, relaxar e pirar com novas culturas??? vou pra terrinha e fico lá tomando solzinho e abraçando meu amado cão??? vou pro Rio de Janeiro dar uma relaxada em Ipanema e fazer novos amigos, dar uma piradinha básica??? ai, que dúvida, que que eu faço? alguém tem mais uma idéia legal?

16 junho 2006

cachorro, gato, galinha

(ai que saudade do xu)
família, família.
cada um tem a sua e embora seja tudo igual não existe mesmo nenhuma igual à outra.
hoje praticamente descobri que um amigo tem irmãos. quer dizer, eu já sabia que ele tinha, já tinha vagamente ouvido falar, mas nunca tinha ouvido dizer deles como se de fato existissem.
outro tem uma teoria sobre pai e mãe e irmãos: se o pai e a mãe se dão bem, os irmãos brigam. e vice-versa. furada. meu pai e minha mãe sempre brigaram e eu e meu irmão também.
tenho amigos que têm famílias imensas, ambos os pais separados, casaram de novo, e nas reuniões é uma infinidade de gente, de primos e filhos, de avós, etc.
tem gente que tem mãe amigona, outras sequer conseguem conversar mais que 5 minutos.
tem pai que acha que não tem se sacrificar pelo filho. outros fazem qualquer sacrifício, e por vezes até se sacrificam quando não é mais preciso.
mas o mais legal de tudo é que tudo isso muda. com o tempo, a gente vai mudando e eles vão tendo que aprender a se relacionar com esse novo você.
a gente sofre, os pais também sofrem bastante, parece, mas essa mudança é legal.
com irmão também. no meu caso, talvez a distância tenha finalmente nos aproximado, dissolvido um pouco a irmandade e criado uma nova maneira de se relacionar. o que é ótimo.
cachorro, gato, galinha. no fundo, no fundo, por mais que a gente critique e tente e mude, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais.

15 junho 2006

Fazer o que se quer

Eu bem que tento ser diferente, mas não dá. No final das contas, eu posso me torcer, me descabelar, mas sempre que faço o que quero, as coisas são mais simples.
Sempre que fico ouvindo conselhos do senso comum, faça assim, não faça assado, mas o meu íntimo me diz "faça do jeito que vc achar que deve", fico numa luta aqui dentro, são rounds e rounds estressantes. No fim quem acaba perdendo, quase sempre, sou eu.
Mas quando eu ligo o 'foda-se', especialmente se for no momento certo (e por sorte eu tenho tido pelo menos essa intuição, de saber o momento certo de ligar o foda-se), as coisas fluem com uma leveza e de um modo tão gostoso que fico me perguntando porque demorei tanto a fazer o que eu queria.
Talvez a sabedoria esteja em ter mais paciência para esperar o momento certo, ter calma... observar a intuição. Não se precipitar, mas também não sofrer com isso. Saber que ele virá, inevitavelmente, e que basta uma atitude, uma ação, para que eu ponha o mundo em movimento. Pode dar merda? Pode, claro que sim... Antes dar merda do que ficar pensando no que seria se.

12 junho 2006

Prioridades

Então, né, no post debaixo eu tava confusa, muito confusa.
Neste aqui eu to um pouco menos confusa. Parei pra pensar que eu preciso aprender a priorizar. Como se eu já não soubesse disso. É que de vez em quando eu tenho umas urgências que me doem a alma. Quero tudo junto. Tudoaomesmotempoagora. Mas não dá. Não dá pra ser super. Não dá pra ser mulher de Nova, sabe como é? Super no trabalho, super mulher, super bonita, super gostosa, super na cama, super amiga, super filha... super estressada, acabada, sem vida própria, sem tempo pra relaxar.
Preciso reavaliar minhas prioridades. Urgente. Senão, do jeito que vai, acabo de novo chutando o pau da barraca. E, pra mim, chega de chutação do pau da barraca. Estou construindo coisas e não quero derrubar tudo antes que o alicerce esteja bem sólido. Depois eu posso até pensar em derrubar, mas calma e conscientemente. Não fazendo cagadas em momentos de histeria.
Acho que vou fechar pra balanço.

10 junho 2006

tudoaomesmotempoagora

escrevermestradoconsertaracasairaocinema
fazerreuniãoconsumirbeijartrabalharpassear
sedivertircuidardocorpomeditararrumarcabelo
fazerunhafazerxixiiraomedicobotargasolinanocarro
viajarestudarseconcentrarseencontrar.............ai, como é duro crescer!

07 junho 2006

descompasso

o computador pifou. 2 semanas sem micro, confusa. levei pra consertar. trancaram meu carro no estacionamento com o micro dentro. usei uma semana. deu pau de novo. levei pra consertar. enchi a cara, fiquei triste. tranquei-me para fora de casa. a minha cozinha está abaixo, os armários e as comidas todos dentro do quarto. no banheiro, paredes nuas (mas enfim, brancas, ao menos). geladeira vazia, roupa acumulada pra lavar. não tenho varal. morreu uma pessoa da família do técnico de computador que está (re)consertando meu PC. a TPM acabou, mas quando ela acaba a resistência baixa e aí fico um pouco doente. e um pouco triste.
caos dentro e fora de mim.
cais vazio. (linda metáfora, Dani. escreva mais)
será que se eu comprar um celular novo com câmera digital, MP3 e blue tooth tudo isso passa?

31 maio 2006

Saudade

Ai que saudade do meu xuxuzinhoooooooooooooooooooooooooooooo.........
agora que meu micro deu pau nem foto dele mais tenho pra pôr aquiiiiiiiiiiiiii.......
já pedi pro meu pai pegar ele no colo lá na terrinha e dar um abraço bem apertado no corpinho salsicha e marrom dele, mas não deu muito certo. pelo menos, não pra mim.

29 maio 2006

sabe, acho que temos conversado demais ultimamente. e por mais que eu te diga as minhas razões, vc insiste em me punir...... cada bronca que levo..... e aí fico dias pensando.... preocupada com o que vc vai pensar sobre o que faço, como ajo. se bebo ou não, se saio ou não. se digo o que quero ou não.
pare, eu não aguento mais!!!!!!!! estou cansada de vc me dizer como devo fazer as coisas!!!! faça assim, não faça assado!!!! essas regras não fazem o menor sentido pra mim!!! elas foram criadas, inventadas não sei por qual masoquista. alguém que não me entende. e vc não também não me entende. nunca. nunca me entendeu, nunca vai entender nada sobre mim. vc só sabe me criticar, reclamar.
eu não agüento mais, quero que vc morra. que desapareça de perto de mim. que pare de me perseguir, que saco, onde eu vou lá está vc cochichando coisas pra mim.... quando penso que vc foi embora, ou que vai parar.... lá está vc.......
mas há momentos em que consigo me separar de vc. em que estou livre, livre das suas cobranças. livre das suas regras, das suas leis infalíveis.
nessas horas eu me sinto tão plena, tão feliz!!!!!!!!
nessas horas sou
pura
e
completamente
feliz.

28 maio 2006

Maristotélica

M. é uma garota carioca muuuuuito legal. Nos conhecemos no dia primeiro de janeiro de 2006, na casa dela mesma, onde baixei para uma sessão violão e charutos na companhia de violonista que ela igualmente não conhecia. E nos recebeu de braços abertos, um puta bom humor, uma delícia de casa e de pessoa.
Meses depois eu vou pro Rio passar um finde e eis que a procuro, meu único contato naquela cidade linda e louca. E M. novamente me recebeu de braços abertos, me levou pra um nhoque delicioso na casa de pessoas ótimas e foi um tesão meu feriado no Rio.
Olha o blog da moça aqui. Ela faz poesia.... e tem um puta astral.
Beijo, lindona! Te vejo em breve, tomara!

26 maio 2006

Como ir do paraíso ao inferno em 36 horas (mais ou menos)

22h encontre um moço muito legal, divertido e que mexe muito com vc pra jantar
01h durma super bem e feliz
09h pegue seu micro que estava no conserto há uma semana e que vc pagou pro cara.não simplesmente fazer um format c:, porque isso vc mesma podia fazer,.mas pra ele fazer um backup dos seus arquivos de trabalho que vc precisa muito, muito mesmo
11h dirija até Santo André e trabalhe, trabalhe, trabalhe
19h volte pra SP e vá passar filminho para os alunos. assista o mesmo.filme (nada light) pela 4ª vez.
22h20 chegue no estacionamento e descubra que o cara trancou a porta e.foi embora e seu carro ficou preso lá, com o seu computador dentro
9h vá buscar seu carro com duas horas de sono na cabeça e depois de uma sessão de terapia
11h ligue o computador e descubra que o técnico fez o backup de um.monte de coisa inútil, menos do mais importante, e que vc vai ter que.ir de novo até a Vila Mariana levar o micro pra ele ver se consegue.encontrar os arquivos.
enquanto isso, fique pulando de micro em micro pra conseguir trabalhar.

PS: post cheio de pontinhos no meio das frases para tentar contornar a rebeldia do editor de texto do blog, que resolveu se revoltar contra os espaços.