Páginas

20 abril 2007

Vista a minha pele

Embora eu tenha sérios problemas com operadores de telemarketing, especialmente os pobres coitados que prestam serviços para a vivo, tim, etc, que no final das contas sofrem porque ganham mal e são mal treinados (parece que é até de propósito), desde que virei praticamente uma telefonista recebendo e dando informações sobre curso e imprimindo fichas de inscrição, passei a respeitá-los mais.

É um inferno. O telefone, essa coisa irritante que em certos dias eu gostaria de desligar pra sempre, não pára um minuto. O celular numa orelha e o fixo na outra. Eu ainda consigo manter as mãos livres porque tenho um 'headset' pra falar na orelha esquerda e o fone do celular na direita. Por vezes estou falando no celular, toca o fixo e começa uma chamada espera ainda no celular.

Não sei se é porque eu tive uma semana exaustiva, com direito a: pedido de demissão, primeira aula como professora assistente de um grande professor numa grande Universidade, visita no presídio, que sempre me esgota as energias, e mais essa correria, essa loucura, mas hoje estou um bagaço, meu braço direito dói, o pescoço dói, o corpo parece que não responde mais e o cérebro, coitado, este já está pifado mesmo.

Tem um documentário chamado "Vista a minha pele" que eu ainda não vi mas que todo mundo fala que é ótimo. Recomendo mesmo sem ver. Nada como passar um dia na pele do outro para compreender melhor o que sente e sofre. Por isso, meus respeitos aos operadores de telemarketing e telefonistas. Essa gente sofre.

17 abril 2007

14 abril 2007

a paineira e o minhocão


fonte: www.senhoradosol.com.br/texcot4.htm

pena que acabou

nos últimos dois meses, sempre que passava pelo minhocão notava 3 paineiras floridas.... lindas, exuberantes..... cor-de-rosa maravilha, quase da cor da minha flor de maio que está doida pra aparecer

um alento, no meio de tanto cinza. embora haja quem veja beleza em tanto concreto.

não consegui fotografá-las.

eu as vi no meio do verde, também, no interior. mas a sensação que me trazem em meio ao verde não se compara ao alívio de ver um pouco de colorido no caminho pro trabalho...

pena que acabou.

wise up

Nessas horas, só mesmo ouvindo aimee man, trilha do magnolia, wise up, pra já aproveitar o embalo melancólico.

It's not
What you thought
When you first began it
You got
What you want
Now you can hardly stand it though,
By now you know
It's not going to stop
It's not going to stop
It's not going to stop
'Til you wise up

sobre o vinho e a maria antonieta

já vi duas vezes. da primeira gostei mais, por certo. estava tão estressada, cerca de um mês atrás, que o filme foi um bálsamo de leveza naquele momento. muitas garrafas de vinho e 60 contos depois, estava ainda mais leve e já com um certo sono....
claro que a maria antonieta não era assim tão linda, e as moças não eram assim tão limpas... nem eu sou assim tão linda (mas assim bem limpa! tá, um pouquinho suja porque gente limpa demais é muito chato)...
cá estou depois de mais maria antonieta bebendo novamente o vinho.
e tentando entender porque fiquei tão leve daquela primeira vez. porque desta vez, quando acabou, alguém comentou: é um filme sobre a solidão, e o tédio.
mas quando o vi pela primeira vez pensei que poderia ser um filme sobre a celebração da vida.
claro, às custas de milhares de pessoas que não tinham pão e muito menos brioches. mas sobre o hedonismo, o prazer, o carpe diem.
a melancolia me invade junto com o vinho e me pergunto, novamente, pouco mais de 3 anos depois do incidente, o que, afinal, estou de novo fazendo comigo mesma.
devo mudar o meu jeito de ser? quero mudar o meu jeito de ser?
porque tenho eu que lutar contra todos os meus defeitos e pretender transformar-me num ser perfeito e à prova de provas? porque é que eu não me rendo e simplesmente sigo o que o meu íntimo está me gritando todo dia, todo dia, todo dia???
não quero exacerbá-los, embora o tempo nos diga que isso certamente acontecerá. mas tampouco desejo extirpar tudo isso que me habita. quero sofrer menos, é certo.
se eu não me destruir antes disso, só o tempo e a maturidade dirão.
meditar ajudaria. bem, eu ia fazer isso agora antes de dormir, mas como estou bebendo, já não será mais possível. eu devia ter pensado nisso antes de abrir a garrafa.
meu amigo fez aniversário e eu não liguei. o filho dele (e dela)fez aniversário, e eu não liguei, não deixei um recado no blog, não mandei um email, nada.

não tive tempo. e quando tive tempo, não tive coragem.

será que quando eu chegar aos 40 estarei em crise e me lamentando pelo tempo perdido?

acho que vou fazer aquela tatuagem...

30 março 2007

o Emilianas vai virar página de livro

Alguma notícia boa no meio do mau humor que tomou conta desse blog ultimamente (isso sem falar na minha ausência, já que escrevo sempre à noite mas agora meu computador quebrou, algum defeito misterioso que o moço não consegue descobrir... a placa mãe? a memória? vai saber...)

o EMILIANAS vai virar página de livro!!!

sim, sim!!!

o Blônicas, blog de crônicas linkado aqui na barrinha da direita, selecionou-me entre leitores que mandaram textos para publicação no blog, para publicar no segundo livro do blonicas, chamado 'a vez dos leitores'.

não é legal???
estou aguardando ansiosamente o desenrolar dos acontecimentos. coisa que eu jamais pensei, só de zoeira, publicar algo.... pelo menos no papel, que aqui já publico pra caramba, né?

quem quiser ver um dos possíveis textos que vai pro livro, é só digitar 'feijão' na busca (no alto da da página, lado esquerdo) e ler.

é, fuçando aqui até que se encontra alguma coisa boa... são momentos de inspiração no meio de muitos momentos de confusão....

18 março 2007

E como se não bastasse eu trabalhar sábado o dia inteiro

sou acordada domingo às 9h30 da manhã para resolver um imprevisto.

lá vou eu feliz da vida para o aeroporto, sem comer, muito emputecida. muito mesmo.

resolvo tudo, a TAM que demora uma hora e meia pra providenciar uma ridícula cadeira de rodas...

e tomo meu café da manhã as 12h. puta da vida, de ressaca, sem dormir, triste, desgostosa mesmo. estou sendo desconsiderada e desvalorizada. me sinto uma imbecil.

depois disso desliguei meu celular. que se foda. problemas??? acho que as pessoas são bem grandinhas e podem resolvê-los sem mim.

pro inferno com tudo isso. não consigo estudar uma linha sequer há um mês e meio. trabalho 16 horas por dia e mesmo assim não é suficiente para tudo.

a minha intuição continua me dizendo que vai dar merda. eu continuo tendo paciência, mas ela está se esgotando rapidamente, junto com as minhas forças, a minha saúde e o meu bom humor. não sei por quanto tempo eu aguento mais...

17 março 2007

A gente se esfalfa

trabalha 16 horas por dia pra dar tudo certo, mas tem sempre algum incompetente que fode com tudo.

e por isso eu sou acordada a uma da manhã. porque algum incompetente não fez a parte dele.

enquanto isso eu estou gripada e tenho que acordar cedo amanhã adivinha pra que????

14 março 2007

Pig - out - pra quem lê inglês - sobre maus tratos a porcos nos EUA

By NICOLETTE HAHN NIMAN
Published: March 14, 2007

WITH some fanfare, the world’s largest pork producer, Smithfield Foods, recently announced that it intended to phase out certain cages for its breeding females. Called gestation crates, the cages virtually immobilize pigs during their pregnancies in metal stalls so narrow they are unable to turn around.

Numerous studies have documented crated sows exhibiting behavior characteristic of humans with severe depression and mental illness. Getting rid of gestation crates (already on their way out in the European Union) is welcome and long overdue, but more action is needed to end inhumane conditions at America’s hog farms.

Of the 60 million pigs in the United States, over 95 percent are continuously confined in metal buildings, including the almost five million sows in crates. In such setups, feed is automatically delivered to animals who are forced to urinate and defecate where they eat and sleep. Their waste festers in large pits a few feet below their hooves. Intense ammonia and hydrogen sulfide fumes from these pits fill pigs’ lungs and sensitive nostrils. No straw is provided to the animals because that would gum up the works (as it would if you tossed straw into your toilet).

In my work as an environmental lawyer, I’ve toured a dozen hog confinement operations and seen hundreds from the outside. My task was to evaluate their polluting potential, which was considerable. But what haunted me was the miserable creatures inside.

They were crowded into pens and cages, never allowed outdoors, and never even provided a soft place to lie down. Their tails had been cut off without anesthetic. Regardless of how well the operations are managed, the pigs subsist in inherently hostile settings. (Disclosure: my husband founded a network of farms that raise pigs using traditional, non-confinement methods.)

The stress, crowding and contamination inside confinement buildings foster disease, especially respiratory illnesses. In addition to toxic fumes, bacteria, yeast and molds have been recorded in swine buildings at a level more than 1,000 times higher than in normal air. To prevent disease outbreaks (and to stimulate faster growth), the hog industry adds more than 10 million pounds of antibiotics to its feed, the Union of Concerned Scientists estimates. This mountain of drugs — a staggering three times more than all antibiotics used to treat human illnesses — is a grim yardstick of the wretchedness of these facilities.

There are other reasons that merely phasing out gestation crates does not go nearly far enough. Keeping animals in such barren environments is a serious deprivation. Pigs in nature are active, curious creatures that typically spend 10 hours a day foraging, rooting and roaming.

Veterinarians consider pigs as smart as dogs. Imagine keeping a dog in a tight cage or crowded pen day after day with absolutely nothing to chew on, play with or otherwise occupy its mind. Americans would universally denounce that as inhumane. Extreme boredom is considered the main reason pigs in confinement are prone to biting one another’s tails and engaging in other aggressive behavior.

Finally, even if the gestation crate is abandoned, pork producers will still keep a sow in a narrow metal cage once she gives birth to her piglets. This slightly larger cage, called a farrowing crate, severely restricts a sow’s movements and makes normal interactions between mother and piglets impossible.

Because confinement buildings are far from cities and lack windows, all of this is shielded from public view. But such treatment of pigs contrasts sharply with what people say they want for farm animals. Surveys consistently find that Americans believe all animals, including those raised for food, deserve humane treatment. A 2004 survey by Ohio State University found that 81 percent of respondents felt that the well-being of livestock is as important as that of pets.

Such sentiment was behind the widely supported Humane Slaughter Act of 1958, which sought to improve treatment of cattle and hogs at slaughterhouses. But it’s clear that Americans expect more — they want animals to be humanely treated throughout their lives, not just at slaughter. To ensure this, Congress should ban gestation crates altogether and mandate that animal anti-cruelty laws be applied to farm animals.

As a cattle rancher, I am comfortable raising animals for human consumption, but they should not be made to suffer. Because we ask the ultimate sacrifice of these creatures, it is incumbent on us to ensure that they have decent lives. Let us view the elimination of gestation crates as just a small first step in the right direction.

Nicolette Hahn Niman, a lawyer and cattle rancher, is writing a book about the meat industry.

fonte: NYTimes

Fotos lindonas

Não é porque é meu irmão não, o Linus tá fazendo umas fotos animais.

Como esta aqui embaixo. Vai lá no flickr dele: Pedro Accioli

10 março 2007

entre parêntesis

(e a fila anda)

Pra fechar


Uma vista do mirante da linha verde, de onde se vê a Costa dos Coqueiros.

E finalmente, o mar!



Santo Antonio é o nome dessa praia que fica logo depois de Imbassaí e a cinco km da Costa do Sauípe. Na Vila de Santo Antonio há uma produção de bolsas de palha de piaçava, a mesma que cobre algumas casas (inclusive a Ocabana do Steve) e barraquinhas da praia. Por 15 ou 20 vc compra uma bolsa de palha lindona, são muitas cores e modelos, todas lindas.



No carnaval até que tinha um pouco de gente, mas na quinta de cinzas não havia viv'alma por lá. Deu um medão de entrar na água.

Depois de atravessar o rio, é hora de atravessar as dunas...

logo que se atravessa o rio, este é o caminho pra não se perder nas dunas brancas cobertas por vegetação.



as fotos abaixo foram feitas do mesmo ponto do caminho pelas dunas. esta aqui olhando para trás....



e esta, em direção à praia.



Ps: só peguei uns 2 ou 3 dias de sol mesmo. o resto foi esse tempinho nublado. pena. mas pelo menos não queimei o pé nas dunas. quando está muito quente dizem que não dá pra atravessar nem de chinelo, porque a areia bate na canela ou encosta no resto do pé e é insuportável. dizem também que os nativos atravessam correndo pra não sofrer tanto...

O caminho para a praia



Diogo é um povoado que na verdade só tem uma rua principal. Saindo da linha verde, que é a estrada que liga Salvador a Aracaju, tem uma estrada que leva até a vila. Nessa estrada há uma série de pequenas propriedades, chácaras, nas quais ficam as pousadas, entre elas a que fiquei. Tem também um camping com pizzaria, pizza paulistana, bem feita, massa fininha, crocante, ingredientes de primeira, feita por um casal de paulistanos que fugiu do concreto e foi morar nesse lugar rural-praia que é Diogo. Roger e Rosana é o nome da dupla simpática e acolhedora.



Seguindo pela estrada vc chega na 'vila' de Diogo, que na verdade consiste numa única rua central. Ali vc já dá de cara com um restaurante, Caminho do Rio, que me parece que é também pousada, onde se come uma deliciosa moqueca para 3 pessoas por apenas 30 reais.
Virando à direita chega-se à ponte sobre o rio, que é limpo, tem água fresca, perfeito para os dias de sol muito quente. Nesses dias o melhor mesmo é ir cedo pra praia, atravessando as dunas antes que a temperatura da areia branca torne a caminhada impossível, e depois voltar e ficar se refrescando na água do rio.

Ainda a casa- juro que não estou ganhando pela propaganda


O teto da casa, pé direito alto, muito bonito. A casa tem essa parte central, que é a ponta principal de um 'chapéu' que tem mais 3 'pontas'. No alto, em uma das pontas, ficava o quarto da escada. esse quarto tem uma janela que dá pra parte de trás da casa, com vista para o rio que passa lááá embaixo.... de fora, o que se vê é isso aqui (parte de trás da casa):

Algumas imagens do interior da casa


esse era outro quarto da casa. só pra vcs terem uma idéia do lugar... logo embaixo da escada, uma áreazinha com teve, sofá, etc.



mais abaixo, um degrau abaixo, a parte da mesa de café da manhã e a cozinha.
meu quarto durante os primeiros dias.... tinha que subir e descer a escada várias vezes por dia, e o banheiro era na parte debaixo, então improvisei uma sacola para transporte de todas as coisas juntas, e deixava tudo lá embaixo. o quarto era uma delícia. pra quem vai sozinho, acho mais gostoso do que ficar numa cabana. na cabana o galo canta em cima do seu telhado às 4h30 della matina..... e os sapos parecem que estão ali do lado da sua cama.



do quarto se vê a sala com a mesa onde tomamos o café da manhã, a cozinha à esquerda e a salinha de tv à direita, com a escada que leva para o outro quarto que há na parte de cima da casa

Diogo, Bahia

É pra onde fui no Carnaval. vou colocar algumas fotos para que se tenha uma idéia do lugar..... especial para descanso, reflexão, uma delícia mesmo.... vejam aí.
(as fotos estão com resolução ruim porque foram tiradas do celular. essa vida de sem máquina digital é assim.... as fotos de negativo ainda não consegui quem escaneie pra mim)

Essa é a pousada Ocabana. Os donos são Steve e Gabriela, ele alemão, ela bahiana. Têm dois filhos fofos, Boaz e Salif (de Salif Keita). A pousada consiste na grande casa (ou oca), onde há um quarto para hóspedes, no alto, onde eu fiquei os primeiros 4 dias, e mais 3 cabanas distribuídas ao redor. Na grande casa, ou melhor, oca, de pé direito muito alto e cobertura de piaçava, os hóspedes se conhecem e batem papo durante o café da manhã, que merece um capítulo à parte, assistem DVDs com Boaz e Salif, observam as galinhas dormindo nas árvores (se recolhem às 17h30) ou, antes de dormir, tomam um gostoso e perfumado chá de capim santo, que contorna as alamedas que levam à casa (oca) principal e às cabanas.

26 fevereiro 2007

recomeçando

depois de uma semana de sítio-praia, com direito a: banho de rio, banho de mar, banho de cachoeira, galo cantando, galinhas dormindo na árvore, sapos de todas as cores e tamanhos, macaquinhos (micos-estrela) em bando comendo banana na minha mão, areia, muita chuva, muita rede, leituras agradáveis, pessoas agradáveis, muita picada de mosquito (inclusive no rosto!!!), acarajé, peixe, moqueca, cocada, suco de mangaba, mordida de gato, um pouco de sol (afinal, preciso provar que estive na Bahia), volto para esta cidade cinza-caótica, esta chuva que não tem fim, os 50 emails na minha caixa de mensagens e a dura realidade: mestrado+trabalho+pequenas chateações do dia-a-dia. toda vez que fico mais de 3 dias fora levo um choque quando volto.
não sei porque continuo morando aqui.
preciso seriamente começar a me movimentar para ir embora de SP. pra algum lugar que tenha mar...
a gente não vive direito aqui. só trabalha. tá louco, sô!

sei que não é à toa que pela segunda vez eu perco, numa viagem de descanso, algo relacionado com a leitura, o estudo e o trabalho: no começo do ano passado perdi minhas lentes de contato (melhor dizendo, literalmente joguei-as ralo abaixo, sem querer); dessa vez deixei meus óculos (de grau)de armação de titânio num banco da praça da igreja na praia do forte....freud explica.... ou jung, sei lá.

depois publico as fotos. primeiro tenho que mandar revelar o filme e escanear. ainda não tenho camera digital.
antes vai uma fotinho do mico-estrela, que descobri que é o nome do mico que comia na minha mão.