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17 junho 2007

Calendas, cada vez melhor


Calendas fica melhor conforme o tempo passa. Homem vinho, sabe como é?
Depois de gravar o webum de um homem só (confiram em http://www.calendas.com.br/), chamou a banda; em pouco tempo os caras (e a mina) já tão fazendo show... Já teve em SP e agora no Festival Tinidos, em Curitiba. Em suma, o cara é um designer de mão cheia e muito bom gosto(confiram o próprio tratamento de imagem do clip), é blogueiro dos bons (tá aqui na barrinha o link...) e agora ainda ataca de roqueiro, mandando muito bem.
Parabéns, Ma!!!! Estamos podendo, heim???

15 junho 2007

Sobre a crítica

Ainda um pouco emputecida com algumas críticas muito fáceis de fazer, especialmente quando o criticador é tão responsável quanto eu pelo que está criticando, informo que ontem passei (depois de um vidro e meio de rescue tomado desde a noite anterior, durante a TPM e conseqüentemente com direito a uma dor de cabeça depois, que melhorou - um pouco - com uma cerveja tomada num buteco pé-sujo ali no viaduto Maria Paula com meu dileto amigo que me desobedeceu e foi assistir e que só melhorou mesmo depois de duas doses de uísque e um banho quente ao chegar em casa, ainda depois de 2 horas de reunião e uma pizza no NECA) pela minha banca de qualificação de mestrado.
A crítica pode ser muito bem aceita quando ela é feita em um ou outro tom...
Aprendizados que tenho tido na minha vida: (quase) tudo pode ser dito, dependendo de como se diz e do momento em que se diz....

Meu texto é cheio de parêntesis. Serei uma pessoa cheia de parêntesis??? E se eu for, o que isso significa? na verdade eu não faço a menor idéia. Sò tô escrevendo mesmo nem sei porque.

Só sei que hoje eu queria mesmo ficar na minha casa meio quieta vendo TV o dia inteiro e esperando um pouco a raiva e a TPM passarem. Infelizmente não vai dar.

12 junho 2007

impressionante....

Condenado por fazer sexo com menor é solto

DA REDAÇÃO

Um juiz da Geórgia (EUA) mandou libertar ontem Genarlow Wilson, 21, condenado a dez anos de prisão por ter praticado sexo oral consentido com uma garota quando ambos eram adolescentes -ele tinha 17 anos, ela, 15.
O procurador do Estado disse que vai recorrer da decisão.
Wilson, então uma estrela de futebol americano no colégio, foi mandado à prisão em 2005 por assédio a menor de idade, com agravante, após um vídeo do casal vir a público. Ele já cumpriu 27 meses na cadeia. Agora, a Justiça decidiu que sua pena é de 12 meses. O caso mobilizou os EUA, e até o ex-presidente Jimmy Carter entrou na defesa de Wilson.

Folha de SP, 12/06/07

08 junho 2007

Num to postando porque não dá

To sem idéia, tem coisa demais acontecendo, tudoaomesmotempoagora, tudoaomesmotempoagora, nunca vi frase tão inteligente e tão representativa para certos momentos onde tudo acontece ao mesmo tempo agora.
Então é isso, depois que passar o turbilhão, que passar o furacão e que eu tiver alguma sanidade (e tempo) pra postar eu posto.
O bom de tudo é que no tempo livre eu to curtindo pra caramba, e muito, muito, muito mesmo bem acompanhada. Por isso que tá difícil de postar também... :D Eu postava muito no tempo livre mas agora eu ando ocupando ele fazendo algumas coisas, hmm, mais interessantes. ;-)

e outras nem tanto, como tentar ser uma profissional (1)com emprego e (2)respeitada na área que eu escolhi pra me especializar. isso dá um trabalhão e leva tempo. tamos aí, na luta, mano.

Soave?

To aprendendo as gírias dos mano e gírias de cadeia também (não generalizar, tem algumas comuns, outras não). E se eu não conseguir um emprego, logo logo começo a aprender também as gírias da FEBEM. Aguardem!

Demorô....

Fui!

26 maio 2007

Morre Sapeca, aos 15, em Botucatu


Cão rústico, um pouco triste, um tanto ranzinza, fiel, forte, obcecado pelas suas bolinhas, cavador, um sobrevivente (ia ser sacrificado porque arrastava as patinhas de trás), pretinho, valente, esperto, exigente, odiava banho (podia perceber mínimas intenções de banho em meus pequenos movimentos e já se escondia bem lá no fundo, embaixo da cama), Sapequinha morreu aos 15, de edema pulmonar e parada cardíaca, numa noite muito fria de outono botucatuense. Os últimos meses foram duros, mal enxergava, andar já estava difícil, aguentar o chatinho do Xuxu (o Nermal) ainda mais, reagir então nem se fala. Foi em boa hora, espero que a hora tenha sido boa também. Não deixa filhos. O velório já passou e o enterro foi no pet cemetery atrás do portão da casa, no terrenão do fundo, mesmo lugar onde foi sepultado o finado Quico, lindíssimo cocker dourado, filho de campeão, que não teve tanta sorte e viveu a metade do tempo, sendo que metade deste tempo confinado num corredorzinho úmido e frio na parte lateral da casa porque tinha alergia à grama.
Infelizmente eu não estava lá para acompanhar seus últimos momentos. Seria importante pra mim chorar a morte do meu cão, a quem devotei tantos bons pensamentos e bons momentos. Ele filhote dormindo na minha barriga no sol eu nunca vou esquecer. Espero que lá no céu dos cachorros tenha muito osso e nada de banho. Ah, e roupinhas, porque ele era meio friorento....

17 maio 2007

somos todos ridículos

(claro que eu me acho um pouco mais ridícula que os outros. um dia isso passa. tomara)

06 maio 2007



confiança íntima
intimidades indecentes
indecências sinceras
(me interessam)




vale ouvir: Deixa o verão (Los Hermanos, por Mariana Aydar)

04 maio 2007

Um post, um blog, uma pessoa em organização

Organização externa reflete a interna.... hoje é dia de começar a arrumar a bagunça.... embora dia de trabalho, a organização da bagunça da casa é também a organização da bagunça do trabalho. Organizar os montinhos, como já escreveu o Antonio Prata, ou não me lembro bem quem escreveu no Blônicas, já botei esse post aqui, copiado mesmo. Os montinhos físicos, de papéis, imposto de renda, contas pagas, recibos e notas fiscais de eletrodomésticos; as pastas no computador, as pastas no arquivo, as pastas dos processos; os montinhos de textos do capítulo I, capítulo II...; outros montinhos de muitos capítulos da minha vida. Organizar os montinhos dentro de mim....

Se eu morasse numa casa ampla e com lajotas, hoje seria dia de jogar grandes baldes de água com sabão para lavar tudo.

Lembrei agora de um trecho do livro "O Amante", de Marguerite Duras. Sempre adorei este trecho, não sei se porque me lembra da infância, quando a Terezinha lavava o pátio e eu e meu irmão ficávamos brincando de ajudar, molhando os nosso pés na água com sabão e escorregando.... :

"Minha mãe tem um acesso súbito, sempre no fim da tarde, especialmente na estação seca, e manda lavar a casa de alto a baixo, para limpar, diz ela, para sanear, refrescar. A casa está construída sobre uma plataforma que a isola do jardim, das cobras, dos escorpiões, das formigas vermelhas, das inundações do Mekong, das enchentes que acompanham os grandes tornados da monção. Essa situação da casa, acima do solo, permite que seja lavada com muita água, que seja totalmente regada, como um jardim. As cadeiras estão sobre as mesas, toda a casa molhada, o plano da sala está com os pés mergulhados na água. A água desce pelas escadas, invade o pátio, correndo para a cozinha. Os pequenos empregados ficam felizes, nos juntamos a eles, nos molhamos,e depois ensaboamos o assoalho com sabão de Marselha. Todos estão descalços, a mãe também. A mãe ri. A mãe não tem nada a dizer contra ninguém. A casa exala um suave perfume, cheira deliciosamente a terra molhada depois da tempestade, um cheiro que nos deixa loucos de alegria, especialmente quando combinado ao outro cheiro, o do sabão de Marselha, o cheiro da pureza, da honestidade, do linho, da brancura, o cheiro de nossa mãe, da imensidão da candura de nossa mãe. A água desce até a rua. As famílias dos jovens empregados aparecem, os amigos deles também, as crianças brancas das casas vizinhas. A mãe está muito feliz com toda aquela desordem, a mãe pode ficar muito muito feliz em certos momentos, momentos de esquecer, de lavar a casa, que concorrem para a felicidade de minha mãe. A mãe vai para a sala, senta-se ao piano, toca as únicas músicas que sabe de cor, que aprendeu na Escola Normal. Ela canta. Às vezes brinca, ri. Levanta-se e dança, cantando. E todos pensam e ela também, a mãe, que podíamos ser felizes naquela casa em desordem, transformada em um lago, um campo à margem do rio, um vau, uma praia."

(des)ordem, a alegria posso tê-la nas duas.... hoje acordei lembrando da dialética de que tanto gosta D. a mãe se felicita com a desordem que na verdade nada mais é que ato de organizar, de limpar e começar tudo..... minha desejada ordem só pode existir porque antes houve confusão. ou não???

20 abril 2007

Preso desde janeiro por tentativa de furto....


LAURA CAPRIGLIONE
DA REPORTAGEM LOCAL

Com os olhos arregalados, X emite um íííííí agudo, ao ser perguntado sobre seu nome. Preso no dia 16 de janeiro deste ano no 91º Distrito Policial (que fica ao lado do Ceagesp de São Paulo), depois de invadir o imóvel vazio pertencente a um policial civil, X não fala, não parece conhecer linguagem escrita ou falada, não se comunica por sinais nem por mímicas.
X não tem nome ou número de inscrição no Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt, órgão que expede carteiras de identidade em São Paulo. Também não tem registro criminal. X não existe oficialmente. Mas está preso há três meses em companhia de 36 homens que se espremem em quatro celas escuras, onde só caberiam 24 pessoas.
Ninguém sabe o que fazer com X. No dia 6 de março, X foi levado até o Fórum da Barra Funda, para ser interrogado sobre o que fazia na casa do policial. Os policiais que o prenderam dizem que ele preparava-se para roubar esquadrias de alumínio das janelas, para revender.
A juíza encarregada do caso, Fernanda Galizia Noriega, da 7ª Vara Criminal, pediu a intervenção de um intérprete, que tentou se comunicar com X por intermédio de "todas as formas de comunicação, inclusive a gestual, a mímica e a leitura labial", conforme o registro judicial. X não respondeu a nenhuma abordagem, mas, colaborativo, até concedeu repetir alguns gestos do intérprete.
Ciosa do rito, a juíza ainda endereçou ao defensor encarregado do caso e ao promotor o questionamento: gostariam de reperguntar algo a X? Os dois declinaram. "Não existe nenhuma forma de comunicação com o réu", registrou Noriega.

Sem visitas
"Eu nunca vi um caso como este", diz Anselmo Guarnieri, 44, chefe dos investigadores do 91º DP, policial civil há 22 anos. "Ele é um enigma. Um homem sem nome, sem história, sem conhecidos. Desde que foi preso, não recebeu nenhuma visita. E ninguém registrou desaparecimento de amigo ou parente com as características dele", diz o policial, para quem X tornou-se um "dilema para a Justiça". "Como condenar alguém que não se sabe quem é?"
Os policiais do 91º DP providenciaram no dia 2 de fevereiro intérpretes de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais), para tentar comunicar-se com X. Nada. No dia seguinte, um representante da Feneis (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos), Neivaldo Augusto Zovico, foi chamado para tentar contato. Nada.
Sujaram os dedos de X com tinta, para comparar suas impressões digitais com os milhões de registros civis e criminais que a polícia mantém. "Pesquisa negativa" escreveram em seu prontuário. Quer dizer, digitais como as de X nunca foram vistas antes.
"Já fomos à favelinha aqui ao lado do Ceagesp, perguntar se alguém conhecia o "Mudinho". Mas, sabe como é, mesmo a gente querendo ajudar, na favela é sempre a regra ninguém-sabe-ninguém-viu", diz Guarnieri. "Tomara que, publicando a foto dele no jornal, algum parente se apresente."
O investigador diz que terá de ser providenciada uma identidade criminal para X. "Quem sabe até o batizemos." Depois, se conseguirmos identificá-lo por seu verdadeiro nome, corrigem-se os registros", cogita.
Segundo o artigo 259 do Código de Processo Penal, "a impossibilidade de identificação do acusado com o seu verdadeiro nome ou outros qualificativos não retardará a ação penal, quando certa a identidade física". A "identidade física" de X os policiais que o prenderam dizem conhecer. Dizem que era ele o homem encontrado na casa pertencente ao policial civil.
Ontem, até os outros presos tentavam ajudar, aflitos com o destino do homem sem nome que apareceu do fundo da carceragem para encontrar a reportagem da Folha.
Branco, 1,60 metro, magro, idade entre 28 e 32 anos, cabelo e barba curtinhos (raspados em janeiro, quando da prisão), camiseta regata azul, limpo, calça preta e chinelos, X fez um ííííí, ao ser perguntado sobre sua mãe.
Um preso fez um gesto, como se embalasse um bebê, e apontou para X que, sorrindo, levantou as mãos acima de sua cabeça. Outro preso traduziu: "A mãe morreu. Está no céu".
A advogada Vitória Nogueira, 60, da Acrimesp (Associação dos Advogados Criminalistas de São Paulo), que assumiu a defesa de X na última sexta-feira, pretende conseguir um habeas corpus para libertar o rapaz. "É uma crueldade manter presa uma pessoa nessas condições por mais de três meses, sem direito a visita, a roupas limpas. Nem ao menos alegar inocência ele pode", diz.
Para a advogada, a denúncia contra X não enuncia os bens que ele teria tentado furtar. "É uma denúncia inepta", diz.


É o fim da picada.......... Esse país é uma piada mesmo. A juíza tinha que ter dado o HC de ofício. O MP tinha que pedir o HC. Que será que eles têm no lugar do cérebro e do coração? Uma pedra? Esse infeliz vai ficar anos preso porque supostamente tentou furtar esquadrias de alumínio.... é o próprio livro do Kafka mesmo. Não tem jeito. Ai, dá vontade de desistir de tudo. (suspiro)

Vista a minha pele

Embora eu tenha sérios problemas com operadores de telemarketing, especialmente os pobres coitados que prestam serviços para a vivo, tim, etc, que no final das contas sofrem porque ganham mal e são mal treinados (parece que é até de propósito), desde que virei praticamente uma telefonista recebendo e dando informações sobre curso e imprimindo fichas de inscrição, passei a respeitá-los mais.

É um inferno. O telefone, essa coisa irritante que em certos dias eu gostaria de desligar pra sempre, não pára um minuto. O celular numa orelha e o fixo na outra. Eu ainda consigo manter as mãos livres porque tenho um 'headset' pra falar na orelha esquerda e o fone do celular na direita. Por vezes estou falando no celular, toca o fixo e começa uma chamada espera ainda no celular.

Não sei se é porque eu tive uma semana exaustiva, com direito a: pedido de demissão, primeira aula como professora assistente de um grande professor numa grande Universidade, visita no presídio, que sempre me esgota as energias, e mais essa correria, essa loucura, mas hoje estou um bagaço, meu braço direito dói, o pescoço dói, o corpo parece que não responde mais e o cérebro, coitado, este já está pifado mesmo.

Tem um documentário chamado "Vista a minha pele" que eu ainda não vi mas que todo mundo fala que é ótimo. Recomendo mesmo sem ver. Nada como passar um dia na pele do outro para compreender melhor o que sente e sofre. Por isso, meus respeitos aos operadores de telemarketing e telefonistas. Essa gente sofre.

17 abril 2007

14 abril 2007

a paineira e o minhocão


fonte: www.senhoradosol.com.br/texcot4.htm

pena que acabou

nos últimos dois meses, sempre que passava pelo minhocão notava 3 paineiras floridas.... lindas, exuberantes..... cor-de-rosa maravilha, quase da cor da minha flor de maio que está doida pra aparecer

um alento, no meio de tanto cinza. embora haja quem veja beleza em tanto concreto.

não consegui fotografá-las.

eu as vi no meio do verde, também, no interior. mas a sensação que me trazem em meio ao verde não se compara ao alívio de ver um pouco de colorido no caminho pro trabalho...

pena que acabou.

wise up

Nessas horas, só mesmo ouvindo aimee man, trilha do magnolia, wise up, pra já aproveitar o embalo melancólico.

It's not
What you thought
When you first began it
You got
What you want
Now you can hardly stand it though,
By now you know
It's not going to stop
It's not going to stop
It's not going to stop
'Til you wise up

sobre o vinho e a maria antonieta

já vi duas vezes. da primeira gostei mais, por certo. estava tão estressada, cerca de um mês atrás, que o filme foi um bálsamo de leveza naquele momento. muitas garrafas de vinho e 60 contos depois, estava ainda mais leve e já com um certo sono....
claro que a maria antonieta não era assim tão linda, e as moças não eram assim tão limpas... nem eu sou assim tão linda (mas assim bem limpa! tá, um pouquinho suja porque gente limpa demais é muito chato)...
cá estou depois de mais maria antonieta bebendo novamente o vinho.
e tentando entender porque fiquei tão leve daquela primeira vez. porque desta vez, quando acabou, alguém comentou: é um filme sobre a solidão, e o tédio.
mas quando o vi pela primeira vez pensei que poderia ser um filme sobre a celebração da vida.
claro, às custas de milhares de pessoas que não tinham pão e muito menos brioches. mas sobre o hedonismo, o prazer, o carpe diem.
a melancolia me invade junto com o vinho e me pergunto, novamente, pouco mais de 3 anos depois do incidente, o que, afinal, estou de novo fazendo comigo mesma.
devo mudar o meu jeito de ser? quero mudar o meu jeito de ser?
porque tenho eu que lutar contra todos os meus defeitos e pretender transformar-me num ser perfeito e à prova de provas? porque é que eu não me rendo e simplesmente sigo o que o meu íntimo está me gritando todo dia, todo dia, todo dia???
não quero exacerbá-los, embora o tempo nos diga que isso certamente acontecerá. mas tampouco desejo extirpar tudo isso que me habita. quero sofrer menos, é certo.
se eu não me destruir antes disso, só o tempo e a maturidade dirão.
meditar ajudaria. bem, eu ia fazer isso agora antes de dormir, mas como estou bebendo, já não será mais possível. eu devia ter pensado nisso antes de abrir a garrafa.
meu amigo fez aniversário e eu não liguei. o filho dele (e dela)fez aniversário, e eu não liguei, não deixei um recado no blog, não mandei um email, nada.

não tive tempo. e quando tive tempo, não tive coragem.

será que quando eu chegar aos 40 estarei em crise e me lamentando pelo tempo perdido?

acho que vou fazer aquela tatuagem...

30 março 2007

o Emilianas vai virar página de livro

Alguma notícia boa no meio do mau humor que tomou conta desse blog ultimamente (isso sem falar na minha ausência, já que escrevo sempre à noite mas agora meu computador quebrou, algum defeito misterioso que o moço não consegue descobrir... a placa mãe? a memória? vai saber...)

o EMILIANAS vai virar página de livro!!!

sim, sim!!!

o Blônicas, blog de crônicas linkado aqui na barrinha da direita, selecionou-me entre leitores que mandaram textos para publicação no blog, para publicar no segundo livro do blonicas, chamado 'a vez dos leitores'.

não é legal???
estou aguardando ansiosamente o desenrolar dos acontecimentos. coisa que eu jamais pensei, só de zoeira, publicar algo.... pelo menos no papel, que aqui já publico pra caramba, né?

quem quiser ver um dos possíveis textos que vai pro livro, é só digitar 'feijão' na busca (no alto da da página, lado esquerdo) e ler.

é, fuçando aqui até que se encontra alguma coisa boa... são momentos de inspiração no meio de muitos momentos de confusão....

18 março 2007

E como se não bastasse eu trabalhar sábado o dia inteiro

sou acordada domingo às 9h30 da manhã para resolver um imprevisto.

lá vou eu feliz da vida para o aeroporto, sem comer, muito emputecida. muito mesmo.

resolvo tudo, a TAM que demora uma hora e meia pra providenciar uma ridícula cadeira de rodas...

e tomo meu café da manhã as 12h. puta da vida, de ressaca, sem dormir, triste, desgostosa mesmo. estou sendo desconsiderada e desvalorizada. me sinto uma imbecil.

depois disso desliguei meu celular. que se foda. problemas??? acho que as pessoas são bem grandinhas e podem resolvê-los sem mim.

pro inferno com tudo isso. não consigo estudar uma linha sequer há um mês e meio. trabalho 16 horas por dia e mesmo assim não é suficiente para tudo.

a minha intuição continua me dizendo que vai dar merda. eu continuo tendo paciência, mas ela está se esgotando rapidamente, junto com as minhas forças, a minha saúde e o meu bom humor. não sei por quanto tempo eu aguento mais...

17 março 2007

A gente se esfalfa

trabalha 16 horas por dia pra dar tudo certo, mas tem sempre algum incompetente que fode com tudo.

e por isso eu sou acordada a uma da manhã. porque algum incompetente não fez a parte dele.

enquanto isso eu estou gripada e tenho que acordar cedo amanhã adivinha pra que????

14 março 2007

Pig - out - pra quem lê inglês - sobre maus tratos a porcos nos EUA

By NICOLETTE HAHN NIMAN
Published: March 14, 2007

WITH some fanfare, the world’s largest pork producer, Smithfield Foods, recently announced that it intended to phase out certain cages for its breeding females. Called gestation crates, the cages virtually immobilize pigs during their pregnancies in metal stalls so narrow they are unable to turn around.

Numerous studies have documented crated sows exhibiting behavior characteristic of humans with severe depression and mental illness. Getting rid of gestation crates (already on their way out in the European Union) is welcome and long overdue, but more action is needed to end inhumane conditions at America’s hog farms.

Of the 60 million pigs in the United States, over 95 percent are continuously confined in metal buildings, including the almost five million sows in crates. In such setups, feed is automatically delivered to animals who are forced to urinate and defecate where they eat and sleep. Their waste festers in large pits a few feet below their hooves. Intense ammonia and hydrogen sulfide fumes from these pits fill pigs’ lungs and sensitive nostrils. No straw is provided to the animals because that would gum up the works (as it would if you tossed straw into your toilet).

In my work as an environmental lawyer, I’ve toured a dozen hog confinement operations and seen hundreds from the outside. My task was to evaluate their polluting potential, which was considerable. But what haunted me was the miserable creatures inside.

They were crowded into pens and cages, never allowed outdoors, and never even provided a soft place to lie down. Their tails had been cut off without anesthetic. Regardless of how well the operations are managed, the pigs subsist in inherently hostile settings. (Disclosure: my husband founded a network of farms that raise pigs using traditional, non-confinement methods.)

The stress, crowding and contamination inside confinement buildings foster disease, especially respiratory illnesses. In addition to toxic fumes, bacteria, yeast and molds have been recorded in swine buildings at a level more than 1,000 times higher than in normal air. To prevent disease outbreaks (and to stimulate faster growth), the hog industry adds more than 10 million pounds of antibiotics to its feed, the Union of Concerned Scientists estimates. This mountain of drugs — a staggering three times more than all antibiotics used to treat human illnesses — is a grim yardstick of the wretchedness of these facilities.

There are other reasons that merely phasing out gestation crates does not go nearly far enough. Keeping animals in such barren environments is a serious deprivation. Pigs in nature are active, curious creatures that typically spend 10 hours a day foraging, rooting and roaming.

Veterinarians consider pigs as smart as dogs. Imagine keeping a dog in a tight cage or crowded pen day after day with absolutely nothing to chew on, play with or otherwise occupy its mind. Americans would universally denounce that as inhumane. Extreme boredom is considered the main reason pigs in confinement are prone to biting one another’s tails and engaging in other aggressive behavior.

Finally, even if the gestation crate is abandoned, pork producers will still keep a sow in a narrow metal cage once she gives birth to her piglets. This slightly larger cage, called a farrowing crate, severely restricts a sow’s movements and makes normal interactions between mother and piglets impossible.

Because confinement buildings are far from cities and lack windows, all of this is shielded from public view. But such treatment of pigs contrasts sharply with what people say they want for farm animals. Surveys consistently find that Americans believe all animals, including those raised for food, deserve humane treatment. A 2004 survey by Ohio State University found that 81 percent of respondents felt that the well-being of livestock is as important as that of pets.

Such sentiment was behind the widely supported Humane Slaughter Act of 1958, which sought to improve treatment of cattle and hogs at slaughterhouses. But it’s clear that Americans expect more — they want animals to be humanely treated throughout their lives, not just at slaughter. To ensure this, Congress should ban gestation crates altogether and mandate that animal anti-cruelty laws be applied to farm animals.

As a cattle rancher, I am comfortable raising animals for human consumption, but they should not be made to suffer. Because we ask the ultimate sacrifice of these creatures, it is incumbent on us to ensure that they have decent lives. Let us view the elimination of gestation crates as just a small first step in the right direction.

Nicolette Hahn Niman, a lawyer and cattle rancher, is writing a book about the meat industry.

fonte: NYTimes