O Rio de Janeiro pode ter muitos defeitos, como o pior atendimento ever em restaurantes e a mania do carioca dar palpite em todas as conversas, inclusive nas que não lhes dizem respeito, mas tem uma coisa que só o Rio tem: taxistas que tocam bolero:
"(...) Depois de um banho frio para espantar o calor carioca (a brisa só fazia carinho nas cortinas, mas não ousava invadir a sala, janela adentro), bela e fresca e perfumada, ombros nus na blusa tomara que caia, delicados brincos de pedrinhas cor-de-rosa, os cabelos curtos e cacheados cuidadosamente lavados e arrumados como uma moldura castanha para o rosto de traços clássicos e pele branca, chamou um táxi para levá-la ao seu destino.
Ao entrar no carro, o ar gelado arrepiou-lhe os pelinhos do antebraço, um alívio para a sensação de calor que já tomava conta da sua pele recém saída do chuveiro.
Acomodou-se no banco de trás. Disse o destino ao motorista, esperando nada mais que uma monótona viagem de 10 minutos até o Jardim Botânico.
O taxista ligou o rádio: tocava um bolero, assim meio breguinha, 'el dia que me quieras...' Ela não gostava muito de música romântica. Mas, pensou, posso tolerar uma música.
O rádio emendou com um 'no me platiques mas...' (a música da novela das sete, lembrou ela. Hmmm, acho que é um CD, não deve ser rádio não. Peraí, as duas são do Luís Miguel... É, definitivamente é CD).
Lembrou do taxista da novela das oito. Aquele que era amante da dona de casa, sabe? Mas esse moço era diferente, educado, romântico. Mal tinha visto o seu rosto, mas podia adivinhar o modo como ele acariciava os cabelos da namorada, as flores e os jantares românticos que aprontava pra ela. 'Somos novios, e tenemos um cariño limpio e puro...'
Então ela sentiu-se de repente feliz, confortável; mais que isso, sentiu-se quase amada, valorizada, homenageada. Ensaiou um sorriso nos lábios pintados de rosa. Uma sensação de paixão adolescente percorreu o seu corpo, aquele frio na barriga que ela adorava...
Ao desembarcar, já completamente envolvida no clima romântico-latino, não pôde deixar de agradecer ao motorista pelo atendimento gentil. Mas não olhou no seu rosto quando ele, tão atencioso, ainda lhe fez um convite: - 'Se quiser, chame, que um carro vem para levá-la de volta'."
Pois não é que este último final de semana os taxistas que tocam bolero atacaram novamente? Estávamos nós 4 num táxi a caminho de Ipanema, num lindo sábado ensolarado, fazendo uma lista dos 5 piores sons e/ou bandas conforme a avaliação de cada um, quando um dos presentes disse:-' eu não gosto daquela das borbulhas de amor'. E eu disse: -'eu gosto, é um bolero, eu adoro boleros...'
De repente, não mais que de repente, um bolero começou a tocar no táxi. E o motorista disse ao passageiro da frente: 'mexe com a moça' (no caso, a moça era eu). Achei engraçadinho; quando saímos do táxi, agradeci a ele pelo bolero.
Imediatamente me lembrei do texto acima e fui vasculhar nas minhas coisas... Tá aí, editado mas taí, nunca tinha postado antes. Hoje não gosto tanto dele como gostava na época, mas vale a recordação.
Resumo da ópera:
Passagem de ponte-aérea SP/Rio: 150,00
Saída de praia nova pra desfilar em Ipanema: 50,00
Um taxista que toca boleros no trajeto: não tem preço.
Tem coisas que só um taxista carioca faz pra você*** ;-)
*** Incluindo as participações especialíssimas de Mister, Alezinho e Mileninha.
23 julho 2007
18 julho 2007
Aeroporto de Congonhas, uma, duas, três vergonhas
cerca de 30 anos atrás Paulo Mendes Campos (eu vou confirmar se é dele mesmo a crônica, tô sem o livro aqui) escreveu, para a genial coleção "para gostar de ler" - que eu li, reli e treli durante a adolescência e que pego até hoje-, a crônica com o título acima.
o texto fazia piada com o aeroporto de congonhas... os aviões passando tão baixo que, como diz um amigo meu, se o chão fosse de vidro dava pra ver a calcinha da aeromoça.
toda vez que eu viajo e pouso em congonhas fico tensa. num dá, né? sempre acho que a pista é muito curta....
até que demorou pra acontecer o que todo mundo já sabia que ia acontecer...
eu acho que a gente simplesmente deveria parar de comprar passagens de vôos partindo ou chegando em Congonhas. TODOS. não vamos mais comprar passagens saindo de congonhas!!!
deixa a infraero morrer com a grana que eles investiram lá nos últimos anos, na reforma. deixa as companhias aéreas começarem a ter prejuízo porque as pessoas não querem aterrisar num aeroporto cuja pista é tão curta que se acontece qualquer coisa o avião não tem pra onde desviar...
a hora que começar a doer no bolso, aí, só aí, vão a providência que deveria ter sido tomada há, pelo menos, 30 anos: fechar o aeroporto de congonhas.
o texto fazia piada com o aeroporto de congonhas... os aviões passando tão baixo que, como diz um amigo meu, se o chão fosse de vidro dava pra ver a calcinha da aeromoça.
toda vez que eu viajo e pouso em congonhas fico tensa. num dá, né? sempre acho que a pista é muito curta....
até que demorou pra acontecer o que todo mundo já sabia que ia acontecer...
eu acho que a gente simplesmente deveria parar de comprar passagens de vôos partindo ou chegando em Congonhas. TODOS. não vamos mais comprar passagens saindo de congonhas!!!
deixa a infraero morrer com a grana que eles investiram lá nos últimos anos, na reforma. deixa as companhias aéreas começarem a ter prejuízo porque as pessoas não querem aterrisar num aeroporto cuja pista é tão curta que se acontece qualquer coisa o avião não tem pra onde desviar...
a hora que começar a doer no bolso, aí, só aí, vão a providência que deveria ter sido tomada há, pelo menos, 30 anos: fechar o aeroporto de congonhas.
14 julho 2007
13 julho 2007
As Três Pedras

A Três Pedras são uma formação do arenito Botucatu que fica, no entanto, no município de Bofete/SP. Antigamente, o pessoal dizia que via OVNIS ali. Teve até um Frei obcecado por sexo e/ou pela moral e bons costumes (as duas coisas estão indissoluvelmente ligadas...), chamado Fidélis, que criou umas teorias loucas sobre as três pedras, que lá dentro funcionava um templo de culto à Grande Serpente...Olhando a formação dá pra ver o símbolo fálico que atiçou a imaginação do Frei e entender a piração do cara.
A paisagem é linda. Fiz uma caminhada este feriado ali, o céu muito azul, característico da região, vaquinhas pelo caminho, riachinhos, um charcho e as Três Pedras, lindonas. Belo passeio...

Ah, e as flores de São João trepando por cima das árvores e enfeitando os postes de iluminação são um capítulo à parte, junto com os ipês roxos que estão colorindo a cidade (olhem por São Paulo, tá cheio.... lindo!!!). Isso a gente deixa pra outro post.
Por hora, apreciem a paisagem...

vista que se tem do ponto mais alto do caminho que leva às Três Pedras. tava com um pouco de névoa...
08 julho 2007
O que sinto
sono, preguiça, necessidade de mexer o corpo todo, de fazer muito exercício, até ficar exausta e muito muito cansada, saudade do meu amor (é meio brega dizer meu amor mas é isso mesmo), vontade de ler só coisas agradáveis, vontade de receber visitas e de ficar jogando conversa fora, de sair de casa completamente avacalhada, de dormir com o meu cachorrinho enrolado nas minhas pernas.
sinto, principalmente, sono.
sinto, principalmente, sono.
07 julho 2007
Post emprestado
É o que tem pra hoje.
De Tati Bernardi.
Queria ser uma dessas pessoas que chegam rapidamente até o outro lado da praia, mesmo quando é fofa e de tombo.
Que arquitetam planos de vida.
Que começam assistentes e terminam donos.
Que começam miojo e terminam grande evento culinário um sábado sim, um não.
Que não se demoram na hora de olhar o cardápio, a vitrine, o Guia da Folha, os rapazes da noite.
Fico vendo que fulano foi lá, escreveu o roteiro, quase um ano de trabalho. Depois foi lá, filmou tudinho, mais um ano de trabalho. Na semana da estréia já estava envolvido em outro projeto. Projetos atrás de projetos. Ah: e fulano tem absoluta certeza que nasceu pra isso.
Fico vendo que fulana foi lá: em 2000 pós, 2001 mba, 2002 carro do ano, 2003 casamento, 2004 casa, 2005 filho, 2006 rotavírus. Uma vida na agenda.
Mas enquanto isso, será que fulano sabe dos 456 livros que poderia ler? Das 456 mulheres que poderia comer? Do pôr do sol em Fernando de Noronha? Do prazer surruel que é dormir até tarde sem saber que dia é?
Como fulano pode ter certeza que está no lugar certo, na hora certa, no momento certo, com a pessoa certa, se há zilhões de segundos, dias, ruas, bairros, cidades, países e sonhos nesse mundo?
Passo os dias me perguntando. Aquele povo todo, correndo na paulista, se apertando no metrô, parado no trânsito da Marginal, passando crachás, apertando mãos, escovando os dentes naquelas escovinhas que dobram no meio pra caber na bolsa, almoçando em quilos, sorrindo em falso, respirando ar condicionado, sonhando com a bunda alheia, com o salário alheio, com o final do dia.
Eu não consigo ser uma coisa. Não consigo viver por algo. Tenho esse saco sem fundo onde cabe o mundo. Mas cabe tanto, tanto, que vivo vazia. Porque ainda não aprendi a me preencher.
Porque ainda ando por aí meio maravilhada e irritada, caçando meus pedaços, desejos e inspirações. Até que depois de ver um pouco de tudo e todos, eu saiba finalmente que cara e que forma tem o meu mural de recortes, a minha colcha de retalhos.
Mas no meio do caminho se é muito feliz. E esse texto está assim meio estranho porque to escrevendo ele… quem diria: um pouco bêbada. Agora, por exemplo, to feliz porque bebi saquê e cantei “O amor e o poder” em um karaokê louco. To muito feliz. E talvez um pouco bêbada. Odeio crachás. E eu to feliz porque to ouvindo uma versão de “My way” cantada pelo Gipsy Kings e são quatro e cinco da manhã. E porque estou tendo o maior ataque de riso do mundo simplesmente porque nada faz sentido. E que bom que não faz.
Como diria meu cabeleireiro gay e com pedras no rim: “é o que tem pra hoje, meu bem”. E eu não me culpo pela minha pressa em ficar. E eu não te culpo pela sua pressa em ir. É em tantas pressas contrárias que a gente se esbarra pelo mundo e se diverte um pouco.
Tati Bernardi é cronista do Blônicas.
De Tati Bernardi.
Queria ser uma dessas pessoas que chegam rapidamente até o outro lado da praia, mesmo quando é fofa e de tombo.
Que arquitetam planos de vida.
Que começam assistentes e terminam donos.
Que começam miojo e terminam grande evento culinário um sábado sim, um não.
Que não se demoram na hora de olhar o cardápio, a vitrine, o Guia da Folha, os rapazes da noite.
Fico vendo que fulano foi lá, escreveu o roteiro, quase um ano de trabalho. Depois foi lá, filmou tudinho, mais um ano de trabalho. Na semana da estréia já estava envolvido em outro projeto. Projetos atrás de projetos. Ah: e fulano tem absoluta certeza que nasceu pra isso.
Fico vendo que fulana foi lá: em 2000 pós, 2001 mba, 2002 carro do ano, 2003 casamento, 2004 casa, 2005 filho, 2006 rotavírus. Uma vida na agenda.
Mas enquanto isso, será que fulano sabe dos 456 livros que poderia ler? Das 456 mulheres que poderia comer? Do pôr do sol em Fernando de Noronha? Do prazer surruel que é dormir até tarde sem saber que dia é?
Como fulano pode ter certeza que está no lugar certo, na hora certa, no momento certo, com a pessoa certa, se há zilhões de segundos, dias, ruas, bairros, cidades, países e sonhos nesse mundo?
Passo os dias me perguntando. Aquele povo todo, correndo na paulista, se apertando no metrô, parado no trânsito da Marginal, passando crachás, apertando mãos, escovando os dentes naquelas escovinhas que dobram no meio pra caber na bolsa, almoçando em quilos, sorrindo em falso, respirando ar condicionado, sonhando com a bunda alheia, com o salário alheio, com o final do dia.
Eu não consigo ser uma coisa. Não consigo viver por algo. Tenho esse saco sem fundo onde cabe o mundo. Mas cabe tanto, tanto, que vivo vazia. Porque ainda não aprendi a me preencher.
Porque ainda ando por aí meio maravilhada e irritada, caçando meus pedaços, desejos e inspirações. Até que depois de ver um pouco de tudo e todos, eu saiba finalmente que cara e que forma tem o meu mural de recortes, a minha colcha de retalhos.
Mas no meio do caminho se é muito feliz. E esse texto está assim meio estranho porque to escrevendo ele… quem diria: um pouco bêbada. Agora, por exemplo, to feliz porque bebi saquê e cantei “O amor e o poder” em um karaokê louco. To muito feliz. E talvez um pouco bêbada. Odeio crachás. E eu to feliz porque to ouvindo uma versão de “My way” cantada pelo Gipsy Kings e são quatro e cinco da manhã. E porque estou tendo o maior ataque de riso do mundo simplesmente porque nada faz sentido. E que bom que não faz.
Como diria meu cabeleireiro gay e com pedras no rim: “é o que tem pra hoje, meu bem”. E eu não me culpo pela minha pressa em ficar. E eu não te culpo pela sua pressa em ir. É em tantas pressas contrárias que a gente se esbarra pelo mundo e se diverte um pouco.
Tati Bernardi é cronista do Blônicas.
03 julho 2007
Cotidiano Paulistano
Olhou as prateleiras cheias de produtos industrializados e que contribuem para o acúmulo de lixo no planeta. Um tédio profundo percorreu as suas veias. Podia senti-lo nos seus pés, nos fios de cabelo encaracolados com mechas loiras falsas, nas suas unhas descascadas, e bem, mas bem no fundo do seu olho...
Já era muito tarde. Estava cansada. Cansada da vidinha besta das 9 às 18h, do cotidiano paulistano de tantas decisões a tomar: passar ou não o farol amarelo, este restaurante italiano ou aquele nouvelle cuisine, dormir um pouco mais ou tomar o café da manhã, escola particular ou pública, colégio tradicional ou de vanguarda? fazer ou não o seguro do carro, ir ao cinema ou ao show? Esse monte de decisões, idiotas ou não, comezinhas ou não... isso a enfadava muito, e ela se perguntava, ali no meio do corredor daquele supermercado da classe média alta, onde é chique comprar produtinhos importados e que fica aberto 24 horas porque é preciso, onde se pode ler o último bestseller de auto-ajuda nos negócios tomando um café espresso 100% arabica, afinal o que diabos eu estou fazendo aqui???
Aí ela se lembrou daquele filme italiano que assistira no cinema de circuito alternativo, comprou um pão italiano, um macarrão grano duro, um tomate pelado em lata, uma garrafa de vinho tinto, uns queijos... pagou com cartão de crédito internacional aceito em mais de 50 países, pegou o seu carro popular com direção hidráulica e vidros fumê, acendeu um cigarro e, quando passava em cima do Elevado Costa e Silva, popularmente conhecido como Minhocão, um pouco acima do limite de velocidade permitido, perdeu a direção e caiu espetacularmente em cima da praça Marechal Deodoro, assustando algumas pombas e mendigos que dormiam no local.
Já era muito tarde. Estava cansada. Cansada da vidinha besta das 9 às 18h, do cotidiano paulistano de tantas decisões a tomar: passar ou não o farol amarelo, este restaurante italiano ou aquele nouvelle cuisine, dormir um pouco mais ou tomar o café da manhã, escola particular ou pública, colégio tradicional ou de vanguarda? fazer ou não o seguro do carro, ir ao cinema ou ao show? Esse monte de decisões, idiotas ou não, comezinhas ou não... isso a enfadava muito, e ela se perguntava, ali no meio do corredor daquele supermercado da classe média alta, onde é chique comprar produtinhos importados e que fica aberto 24 horas porque é preciso, onde se pode ler o último bestseller de auto-ajuda nos negócios tomando um café espresso 100% arabica, afinal o que diabos eu estou fazendo aqui???
Aí ela se lembrou daquele filme italiano que assistira no cinema de circuito alternativo, comprou um pão italiano, um macarrão grano duro, um tomate pelado em lata, uma garrafa de vinho tinto, uns queijos... pagou com cartão de crédito internacional aceito em mais de 50 países, pegou o seu carro popular com direção hidráulica e vidros fumê, acendeu um cigarro e, quando passava em cima do Elevado Costa e Silva, popularmente conhecido como Minhocão, um pouco acima do limite de velocidade permitido, perdeu a direção e caiu espetacularmente em cima da praça Marechal Deodoro, assustando algumas pombas e mendigos que dormiam no local.
18 junho 2007
17 junho 2007
Calendas, cada vez melhor
Calendas fica melhor conforme o tempo passa. Homem vinho, sabe como é?
Depois de gravar o webum de um homem só (confiram em http://www.calendas.com.br/), chamou a banda; em pouco tempo os caras (e a mina) já tão fazendo show... Já teve em SP e agora no Festival Tinidos, em Curitiba. Em suma, o cara é um designer de mão cheia e muito bom gosto(confiram o próprio tratamento de imagem do clip), é blogueiro dos bons (tá aqui na barrinha o link...) e agora ainda ataca de roqueiro, mandando muito bem.
Parabéns, Ma!!!! Estamos podendo, heim???
15 junho 2007
Sobre a crítica
Ainda um pouco emputecida com algumas críticas muito fáceis de fazer, especialmente quando o criticador é tão responsável quanto eu pelo que está criticando, informo que ontem passei (depois de um vidro e meio de rescue tomado desde a noite anterior, durante a TPM e conseqüentemente com direito a uma dor de cabeça depois, que melhorou - um pouco - com uma cerveja tomada num buteco pé-sujo ali no viaduto Maria Paula com meu dileto amigo que me desobedeceu e foi assistir e que só melhorou mesmo depois de duas doses de uísque e um banho quente ao chegar em casa, ainda depois de 2 horas de reunião e uma pizza no NECA) pela minha banca de qualificação de mestrado.
A crítica pode ser muito bem aceita quando ela é feita em um ou outro tom...
Aprendizados que tenho tido na minha vida: (quase) tudo pode ser dito, dependendo de como se diz e do momento em que se diz....
Meu texto é cheio de parêntesis. Serei uma pessoa cheia de parêntesis??? E se eu for, o que isso significa? na verdade eu não faço a menor idéia. Sò tô escrevendo mesmo nem sei porque.
Só sei que hoje eu queria mesmo ficar na minha casa meio quieta vendo TV o dia inteiro e esperando um pouco a raiva e a TPM passarem. Infelizmente não vai dar.
A crítica pode ser muito bem aceita quando ela é feita em um ou outro tom...
Aprendizados que tenho tido na minha vida: (quase) tudo pode ser dito, dependendo de como se diz e do momento em que se diz....
Meu texto é cheio de parêntesis. Serei uma pessoa cheia de parêntesis??? E se eu for, o que isso significa? na verdade eu não faço a menor idéia. Sò tô escrevendo mesmo nem sei porque.
Só sei que hoje eu queria mesmo ficar na minha casa meio quieta vendo TV o dia inteiro e esperando um pouco a raiva e a TPM passarem. Infelizmente não vai dar.
12 junho 2007
impressionante....
Condenado por fazer sexo com menor é solto
DA REDAÇÃO
Um juiz da Geórgia (EUA) mandou libertar ontem Genarlow Wilson, 21, condenado a dez anos de prisão por ter praticado sexo oral consentido com uma garota quando ambos eram adolescentes -ele tinha 17 anos, ela, 15.
O procurador do Estado disse que vai recorrer da decisão.
Wilson, então uma estrela de futebol americano no colégio, foi mandado à prisão em 2005 por assédio a menor de idade, com agravante, após um vídeo do casal vir a público. Ele já cumpriu 27 meses na cadeia. Agora, a Justiça decidiu que sua pena é de 12 meses. O caso mobilizou os EUA, e até o ex-presidente Jimmy Carter entrou na defesa de Wilson.
Folha de SP, 12/06/07
DA REDAÇÃO
Um juiz da Geórgia (EUA) mandou libertar ontem Genarlow Wilson, 21, condenado a dez anos de prisão por ter praticado sexo oral consentido com uma garota quando ambos eram adolescentes -ele tinha 17 anos, ela, 15.
O procurador do Estado disse que vai recorrer da decisão.
Wilson, então uma estrela de futebol americano no colégio, foi mandado à prisão em 2005 por assédio a menor de idade, com agravante, após um vídeo do casal vir a público. Ele já cumpriu 27 meses na cadeia. Agora, a Justiça decidiu que sua pena é de 12 meses. O caso mobilizou os EUA, e até o ex-presidente Jimmy Carter entrou na defesa de Wilson.
Folha de SP, 12/06/07
08 junho 2007
Num to postando porque não dá
To sem idéia, tem coisa demais acontecendo, tudoaomesmotempoagora, tudoaomesmotempoagora, nunca vi frase tão inteligente e tão representativa para certos momentos onde tudo acontece ao mesmo tempo agora.
Então é isso, depois que passar o turbilhão, que passar o furacão e que eu tiver alguma sanidade (e tempo) pra postar eu posto.
O bom de tudo é que no tempo livre eu to curtindo pra caramba, e muito, muito, muito mesmo bem acompanhada. Por isso que tá difícil de postar também... :D Eu postava muito no tempo livre mas agora eu ando ocupando ele fazendo algumas coisas, hmm, mais interessantes. ;-)
e outras nem tanto, como tentar ser uma profissional (1)com emprego e (2)respeitada na área que eu escolhi pra me especializar. isso dá um trabalhão e leva tempo. tamos aí, na luta, mano.
Soave?
To aprendendo as gírias dos mano e gírias de cadeia também (não generalizar, tem algumas comuns, outras não). E se eu não conseguir um emprego, logo logo começo a aprender também as gírias da FEBEM. Aguardem!
Demorô....
Fui!
Então é isso, depois que passar o turbilhão, que passar o furacão e que eu tiver alguma sanidade (e tempo) pra postar eu posto.
O bom de tudo é que no tempo livre eu to curtindo pra caramba, e muito, muito, muito mesmo bem acompanhada. Por isso que tá difícil de postar também... :D Eu postava muito no tempo livre mas agora eu ando ocupando ele fazendo algumas coisas, hmm, mais interessantes. ;-)
e outras nem tanto, como tentar ser uma profissional (1)com emprego e (2)respeitada na área que eu escolhi pra me especializar. isso dá um trabalhão e leva tempo. tamos aí, na luta, mano.
Soave?
To aprendendo as gírias dos mano e gírias de cadeia também (não generalizar, tem algumas comuns, outras não). E se eu não conseguir um emprego, logo logo começo a aprender também as gírias da FEBEM. Aguardem!
Demorô....
Fui!
26 maio 2007
Morre Sapeca, aos 15, em Botucatu
Cão rústico, um pouco triste, um tanto ranzinza, fiel, forte, obcecado pelas suas bolinhas, cavador, um sobrevivente (ia ser sacrificado porque arrastava as patinhas de trás), pretinho, valente, esperto, exigente, odiava banho (podia perceber mínimas intenções de banho em meus pequenos movimentos e já se escondia bem lá no fundo, embaixo da cama), Sapequinha morreu aos 15, de edema pulmonar e parada cardíaca, numa noite muito fria de outono botucatuense. Os últimos meses foram duros, mal enxergava, andar já estava difícil, aguentar o chatinho do Xuxu (o Nermal) ainda mais, reagir então nem se fala. Foi em boa hora, espero que a hora tenha sido boa também. Não deixa filhos. O velório já passou e o enterro foi no pet cemetery atrás do portão da casa, no terrenão do fundo, mesmo lugar onde foi sepultado o finado Quico, lindíssimo cocker dourado, filho de campeão, que não teve tanta sorte e viveu a metade do tempo, sendo que metade deste tempo confinado num corredorzinho úmido e frio na parte lateral da casa porque tinha alergia à grama.
Infelizmente eu não estava lá para acompanhar seus últimos momentos. Seria importante pra mim chorar a morte do meu cão, a quem devotei tantos bons pensamentos e bons momentos. Ele filhote dormindo na minha barriga no sol eu nunca vou esquecer. Espero que lá no céu dos cachorros tenha muito osso e nada de banho. Ah, e roupinhas, porque ele era meio friorento....
17 maio 2007
somos todos ridículos
(claro que eu me acho um pouco mais ridícula que os outros. um dia isso passa. tomara)
06 maio 2007
04 maio 2007
Um post, um blog, uma pessoa em organização
Organização externa reflete a interna.... hoje é dia de começar a arrumar a bagunça.... embora dia de trabalho, a organização da bagunça da casa é também a organização da bagunça do trabalho. Organizar os montinhos, como já escreveu o Antonio Prata, ou não me lembro bem quem escreveu no Blônicas, já botei esse post aqui, copiado mesmo. Os montinhos físicos, de papéis, imposto de renda, contas pagas, recibos e notas fiscais de eletrodomésticos; as pastas no computador, as pastas no arquivo, as pastas dos processos; os montinhos de textos do capítulo I, capítulo II...; outros montinhos de muitos capítulos da minha vida. Organizar os montinhos dentro de mim....
Se eu morasse numa casa ampla e com lajotas, hoje seria dia de jogar grandes baldes de água com sabão para lavar tudo.
Lembrei agora de um trecho do livro "O Amante", de Marguerite Duras. Sempre adorei este trecho, não sei se porque me lembra da infância, quando a Terezinha lavava o pátio e eu e meu irmão ficávamos brincando de ajudar, molhando os nosso pés na água com sabão e escorregando.... :
"Minha mãe tem um acesso súbito, sempre no fim da tarde, especialmente na estação seca, e manda lavar a casa de alto a baixo, para limpar, diz ela, para sanear, refrescar. A casa está construída sobre uma plataforma que a isola do jardim, das cobras, dos escorpiões, das formigas vermelhas, das inundações do Mekong, das enchentes que acompanham os grandes tornados da monção. Essa situação da casa, acima do solo, permite que seja lavada com muita água, que seja totalmente regada, como um jardim. As cadeiras estão sobre as mesas, toda a casa molhada, o plano da sala está com os pés mergulhados na água. A água desce pelas escadas, invade o pátio, correndo para a cozinha. Os pequenos empregados ficam felizes, nos juntamos a eles, nos molhamos,e depois ensaboamos o assoalho com sabão de Marselha. Todos estão descalços, a mãe também. A mãe ri. A mãe não tem nada a dizer contra ninguém. A casa exala um suave perfume, cheira deliciosamente a terra molhada depois da tempestade, um cheiro que nos deixa loucos de alegria, especialmente quando combinado ao outro cheiro, o do sabão de Marselha, o cheiro da pureza, da honestidade, do linho, da brancura, o cheiro de nossa mãe, da imensidão da candura de nossa mãe. A água desce até a rua. As famílias dos jovens empregados aparecem, os amigos deles também, as crianças brancas das casas vizinhas. A mãe está muito feliz com toda aquela desordem, a mãe pode ficar muito muito feliz em certos momentos, momentos de esquecer, de lavar a casa, que concorrem para a felicidade de minha mãe. A mãe vai para a sala, senta-se ao piano, toca as únicas músicas que sabe de cor, que aprendeu na Escola Normal. Ela canta. Às vezes brinca, ri. Levanta-se e dança, cantando. E todos pensam e ela também, a mãe, que podíamos ser felizes naquela casa em desordem, transformada em um lago, um campo à margem do rio, um vau, uma praia."
(des)ordem, a alegria posso tê-la nas duas.... hoje acordei lembrando da dialética de que tanto gosta D. a mãe se felicita com a desordem que na verdade nada mais é que ato de organizar, de limpar e começar tudo..... minha desejada ordem só pode existir porque antes houve confusão. ou não???
Se eu morasse numa casa ampla e com lajotas, hoje seria dia de jogar grandes baldes de água com sabão para lavar tudo.
Lembrei agora de um trecho do livro "O Amante", de Marguerite Duras. Sempre adorei este trecho, não sei se porque me lembra da infância, quando a Terezinha lavava o pátio e eu e meu irmão ficávamos brincando de ajudar, molhando os nosso pés na água com sabão e escorregando.... :
"Minha mãe tem um acesso súbito, sempre no fim da tarde, especialmente na estação seca, e manda lavar a casa de alto a baixo, para limpar, diz ela, para sanear, refrescar. A casa está construída sobre uma plataforma que a isola do jardim, das cobras, dos escorpiões, das formigas vermelhas, das inundações do Mekong, das enchentes que acompanham os grandes tornados da monção. Essa situação da casa, acima do solo, permite que seja lavada com muita água, que seja totalmente regada, como um jardim. As cadeiras estão sobre as mesas, toda a casa molhada, o plano da sala está com os pés mergulhados na água. A água desce pelas escadas, invade o pátio, correndo para a cozinha. Os pequenos empregados ficam felizes, nos juntamos a eles, nos molhamos,e depois ensaboamos o assoalho com sabão de Marselha. Todos estão descalços, a mãe também. A mãe ri. A mãe não tem nada a dizer contra ninguém. A casa exala um suave perfume, cheira deliciosamente a terra molhada depois da tempestade, um cheiro que nos deixa loucos de alegria, especialmente quando combinado ao outro cheiro, o do sabão de Marselha, o cheiro da pureza, da honestidade, do linho, da brancura, o cheiro de nossa mãe, da imensidão da candura de nossa mãe. A água desce até a rua. As famílias dos jovens empregados aparecem, os amigos deles também, as crianças brancas das casas vizinhas. A mãe está muito feliz com toda aquela desordem, a mãe pode ficar muito muito feliz em certos momentos, momentos de esquecer, de lavar a casa, que concorrem para a felicidade de minha mãe. A mãe vai para a sala, senta-se ao piano, toca as únicas músicas que sabe de cor, que aprendeu na Escola Normal. Ela canta. Às vezes brinca, ri. Levanta-se e dança, cantando. E todos pensam e ela também, a mãe, que podíamos ser felizes naquela casa em desordem, transformada em um lago, um campo à margem do rio, um vau, uma praia."
(des)ordem, a alegria posso tê-la nas duas.... hoje acordei lembrando da dialética de que tanto gosta D. a mãe se felicita com a desordem que na verdade nada mais é que ato de organizar, de limpar e começar tudo..... minha desejada ordem só pode existir porque antes houve confusão. ou não???
20 abril 2007
Preso desde janeiro por tentativa de furto....

LAURA CAPRIGLIONE
DA REPORTAGEM LOCAL
Com os olhos arregalados, X emite um íííííí agudo, ao ser perguntado sobre seu nome. Preso no dia 16 de janeiro deste ano no 91º Distrito Policial (que fica ao lado do Ceagesp de São Paulo), depois de invadir o imóvel vazio pertencente a um policial civil, X não fala, não parece conhecer linguagem escrita ou falada, não se comunica por sinais nem por mímicas.
X não tem nome ou número de inscrição no Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt, órgão que expede carteiras de identidade em São Paulo. Também não tem registro criminal. X não existe oficialmente. Mas está preso há três meses em companhia de 36 homens que se espremem em quatro celas escuras, onde só caberiam 24 pessoas.
Ninguém sabe o que fazer com X. No dia 6 de março, X foi levado até o Fórum da Barra Funda, para ser interrogado sobre o que fazia na casa do policial. Os policiais que o prenderam dizem que ele preparava-se para roubar esquadrias de alumínio das janelas, para revender.
A juíza encarregada do caso, Fernanda Galizia Noriega, da 7ª Vara Criminal, pediu a intervenção de um intérprete, que tentou se comunicar com X por intermédio de "todas as formas de comunicação, inclusive a gestual, a mímica e a leitura labial", conforme o registro judicial. X não respondeu a nenhuma abordagem, mas, colaborativo, até concedeu repetir alguns gestos do intérprete.
Ciosa do rito, a juíza ainda endereçou ao defensor encarregado do caso e ao promotor o questionamento: gostariam de reperguntar algo a X? Os dois declinaram. "Não existe nenhuma forma de comunicação com o réu", registrou Noriega.
Sem visitas
"Eu nunca vi um caso como este", diz Anselmo Guarnieri, 44, chefe dos investigadores do 91º DP, policial civil há 22 anos. "Ele é um enigma. Um homem sem nome, sem história, sem conhecidos. Desde que foi preso, não recebeu nenhuma visita. E ninguém registrou desaparecimento de amigo ou parente com as características dele", diz o policial, para quem X tornou-se um "dilema para a Justiça". "Como condenar alguém que não se sabe quem é?"
Os policiais do 91º DP providenciaram no dia 2 de fevereiro intérpretes de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais), para tentar comunicar-se com X. Nada. No dia seguinte, um representante da Feneis (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos), Neivaldo Augusto Zovico, foi chamado para tentar contato. Nada.
Sujaram os dedos de X com tinta, para comparar suas impressões digitais com os milhões de registros civis e criminais que a polícia mantém. "Pesquisa negativa" escreveram em seu prontuário. Quer dizer, digitais como as de X nunca foram vistas antes.
"Já fomos à favelinha aqui ao lado do Ceagesp, perguntar se alguém conhecia o "Mudinho". Mas, sabe como é, mesmo a gente querendo ajudar, na favela é sempre a regra ninguém-sabe-ninguém-viu", diz Guarnieri. "Tomara que, publicando a foto dele no jornal, algum parente se apresente."
O investigador diz que terá de ser providenciada uma identidade criminal para X. "Quem sabe até o batizemos." Depois, se conseguirmos identificá-lo por seu verdadeiro nome, corrigem-se os registros", cogita.
Segundo o artigo 259 do Código de Processo Penal, "a impossibilidade de identificação do acusado com o seu verdadeiro nome ou outros qualificativos não retardará a ação penal, quando certa a identidade física". A "identidade física" de X os policiais que o prenderam dizem conhecer. Dizem que era ele o homem encontrado na casa pertencente ao policial civil.
Ontem, até os outros presos tentavam ajudar, aflitos com o destino do homem sem nome que apareceu do fundo da carceragem para encontrar a reportagem da Folha.
Branco, 1,60 metro, magro, idade entre 28 e 32 anos, cabelo e barba curtinhos (raspados em janeiro, quando da prisão), camiseta regata azul, limpo, calça preta e chinelos, X fez um ííííí, ao ser perguntado sobre sua mãe.
Um preso fez um gesto, como se embalasse um bebê, e apontou para X que, sorrindo, levantou as mãos acima de sua cabeça. Outro preso traduziu: "A mãe morreu. Está no céu".
A advogada Vitória Nogueira, 60, da Acrimesp (Associação dos Advogados Criminalistas de São Paulo), que assumiu a defesa de X na última sexta-feira, pretende conseguir um habeas corpus para libertar o rapaz. "É uma crueldade manter presa uma pessoa nessas condições por mais de três meses, sem direito a visita, a roupas limpas. Nem ao menos alegar inocência ele pode", diz.
Para a advogada, a denúncia contra X não enuncia os bens que ele teria tentado furtar. "É uma denúncia inepta", diz.
É o fim da picada.......... Esse país é uma piada mesmo. A juíza tinha que ter dado o HC de ofício. O MP tinha que pedir o HC. Que será que eles têm no lugar do cérebro e do coração? Uma pedra? Esse infeliz vai ficar anos preso porque supostamente tentou furtar esquadrias de alumínio.... é o próprio livro do Kafka mesmo. Não tem jeito. Ai, dá vontade de desistir de tudo. (suspiro)
Vista a minha pele
Embora eu tenha sérios problemas com operadores de telemarketing, especialmente os pobres coitados que prestam serviços para a vivo, tim, etc, que no final das contas sofrem porque ganham mal e são mal treinados (parece que é até de propósito), desde que virei praticamente uma telefonista recebendo e dando informações sobre curso e imprimindo fichas de inscrição, passei a respeitá-los mais.
É um inferno. O telefone, essa coisa irritante que em certos dias eu gostaria de desligar pra sempre, não pára um minuto. O celular numa orelha e o fixo na outra. Eu ainda consigo manter as mãos livres porque tenho um 'headset' pra falar na orelha esquerda e o fone do celular na direita. Por vezes estou falando no celular, toca o fixo e começa uma chamada espera ainda no celular.
Não sei se é porque eu tive uma semana exaustiva, com direito a: pedido de demissão, primeira aula como professora assistente de um grande professor numa grande Universidade, visita no presídio, que sempre me esgota as energias, e mais essa correria, essa loucura, mas hoje estou um bagaço, meu braço direito dói, o pescoço dói, o corpo parece que não responde mais e o cérebro, coitado, este já está pifado mesmo.
Tem um documentário chamado "Vista a minha pele" que eu ainda não vi mas que todo mundo fala que é ótimo. Recomendo mesmo sem ver. Nada como passar um dia na pele do outro para compreender melhor o que sente e sofre. Por isso, meus respeitos aos operadores de telemarketing e telefonistas. Essa gente sofre.
É um inferno. O telefone, essa coisa irritante que em certos dias eu gostaria de desligar pra sempre, não pára um minuto. O celular numa orelha e o fixo na outra. Eu ainda consigo manter as mãos livres porque tenho um 'headset' pra falar na orelha esquerda e o fone do celular na direita. Por vezes estou falando no celular, toca o fixo e começa uma chamada espera ainda no celular.
Não sei se é porque eu tive uma semana exaustiva, com direito a: pedido de demissão, primeira aula como professora assistente de um grande professor numa grande Universidade, visita no presídio, que sempre me esgota as energias, e mais essa correria, essa loucura, mas hoje estou um bagaço, meu braço direito dói, o pescoço dói, o corpo parece que não responde mais e o cérebro, coitado, este já está pifado mesmo.
Tem um documentário chamado "Vista a minha pele" que eu ainda não vi mas que todo mundo fala que é ótimo. Recomendo mesmo sem ver. Nada como passar um dia na pele do outro para compreender melhor o que sente e sofre. Por isso, meus respeitos aos operadores de telemarketing e telefonistas. Essa gente sofre.
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