Seria mesmo complicado o Huck reconhecer um cara que estava usando capacete, não???
Ainda bem que ele teve o bom senso de não reconhecer os sujeitos sem de fato reconhecer, como acontece em um monte de casos.
Analisei um processo criminal uma vez do começo ao fim para montar uma aula de psicologia do testemunho. Na fase de inquérito, com os fatos frescos na cabeça, a gente ainda se lembra com relativa clareza das coisas. Com o passar do tempo, vamos agregando imagens e relatos nessa lembrança. As coisas se misturam...e as pessoas podem cometer erros.
E ainda ensinamos nas faculdades que vamos descobrir a verdade no processo penal...
"Huck não reconhece suspeitos de roubar seu Rolex em São Paulo
Publicidade
da Folha Online
da Folha de S.Paulo
O apresentador da TV Globo Luciano Huck não reconheceu nesta quinta-feira os dois suspeitos de roubar seu relógio Rolex em um bairro nobre da zona oeste de São Paulo no mês passado.
Huck mora no Rio e veio a São Paulo apenas para ver as fotos dos suspeitos, o garçom Wagner do Nascimento Marinho, 22, foragido da penitenciária de Valparaíso (577 km de São Paulo), e um grafiteiro.
As fotos foram apresentadas pelo delegado Marcos Manfrin, que teve um encontro com o apresentador no escritório do pai de Huck, em Pinheiros (zona oeste de São Paulo). Segundo sua assessoria, o apresentador já voltou para o Rio.
A prisão ocorreu em Taboão da Serra (Grande São Paulo), graças a um informante da polícia. De acordo com o informante, o Rolex, avaliado em R$ 10 mil, já foi vendido."
18 outubro 2007
15 outubro 2007
Que lado do seu cérebro vc usa mais?
Vejam este teste.
Eu achei interessante, porque vejo dos dois jeitos com muita facilidade... basta eu desviar o olhar um pouquinho e quando olho pra moça ela já está girando do outro lado.
Será que estou conseguindo atingir o tão desejado equilíbrio?
Vejam aí, depois me contem!
Eu achei interessante, porque vejo dos dois jeitos com muita facilidade... basta eu desviar o olhar um pouquinho e quando olho pra moça ela já está girando do outro lado.
Será que estou conseguindo atingir o tão desejado equilíbrio?
Vejam aí, depois me contem!
04 outubro 2007
Free Burma

estou aderindo por motivos óbvios à campanha dos blogueiros para despertar a atenção internacional para Burma. com mais tempo e mais tranqüilidade faço um post de verdade a respeito. por hora, fica a adesão.
quem quiser aderir clica aqui.
28 setembro 2007
23 setembro 2007
como nossos pais
(fonte: http://meuserevaporei.blogspot.com)Essa árvore se chama Jacarandá mimoso... Já viram como tem alguns lindos por aí, espalhando flores pelo céu e fazendo aquele tapete colorido pelo chão???
Cresci, cresci, e virei uma mistura muito bem dosada dos defeitos e das qualidades dos meus pais...
Esse negócio de ficar olhando árvore floridas pela cidade, observar que árvore é de cada época, querer saber o nome... Os passarinhos... Isso é coisa de meu pai (e, em certa medida, também da minha mãe, um pouco influenciada por ele, creio), que cultiva um jardim há 30 anos... agora já temos um pequeno pomar!!!
Sobre o pequeno pomar de hoje e o pomar da minha infância vou escrever depois. Amoras, jabuticabas e pitangas: reminiscências de uma casa e de uma família que me acolhia com chás, chocolatinhos e uma permissividade que na minha casa não era possível.
Dia mundial sem carro
"Só há 2 formas para que o 'Dia mundial sem carro' dê certo em São Paulo:
1) São paulo ter um transporte público decente com uma malha metroviária abrangente.
2) O 'Dia mundial sem carro' ser decretado pelo PCC."
(Comentário de um leitor no blog Querido Leitor - link aí na barrinha lateral)
1) São paulo ter um transporte público decente com uma malha metroviária abrangente.
2) O 'Dia mundial sem carro' ser decretado pelo PCC."
(Comentário de um leitor no blog Querido Leitor - link aí na barrinha lateral)
18 setembro 2007
Em protesto, ciclistas criam ciclovias clandestinas nas principais vias de SP
DO "AGORA"
"Ciclistas de São Paulo criaram, por conta própria, faixas preferenciais para bicicletas. A sinalização, feita do lado direito de importantes vias -uma bicicleta pintada com tinta branca-, como as avenidas Paulista e Sumaré, é um protesto contra a falta de ciclovias e também uma maneira de alertar os motoristas de que há ciclistas pedalando na região.
Os desenhos foram feitos em agosto, durante um encontro de ciclistas ativistas. "É uma forma de mostrar que não há estrutura", explica Tiago Beniggio, que é um dos participantes do evento. A organização do encontro, diz ele, não tem nada a ver com as pinturas. "São pessoas que resolveram protestar isoladamente."
A CET, que desconhecia os desenhos, irá avaliá-los e decidir se eles serão apagados."
Folha, 18 de setembro de 2007 - Cotidiano
Essa iniciativa me lembra, timidamente, o movimento Reclaim the Streets, descrito pela escritora Naomi Klein em seu livro "No Logo" ("Sem logo", em português).
Já escrevi sobre isso aqui nesse blog (digite Reclaim na busca do blog, que fica no algo da página).
Acho interessante esse tipo de movimento.
Adoraria ver hordas de ciclistas tomando as ruas sem avisar, expulsando os carros da circulação. Pena que no Brasil não conseguimos ter esse tipo de mobilização social. Por vezes, o 'método Greenpeace' é o único jeito de chamar a atenção.
Por falar nisso, vcs viram reportagem esse finde nos jornais avisando que em pouco tempo, se não reduzirmos os índices de poluição na cidade de São Paulo, logo estaremos iguais a Cubatão?
"Ciclistas de São Paulo criaram, por conta própria, faixas preferenciais para bicicletas. A sinalização, feita do lado direito de importantes vias -uma bicicleta pintada com tinta branca-, como as avenidas Paulista e Sumaré, é um protesto contra a falta de ciclovias e também uma maneira de alertar os motoristas de que há ciclistas pedalando na região.
Os desenhos foram feitos em agosto, durante um encontro de ciclistas ativistas. "É uma forma de mostrar que não há estrutura", explica Tiago Beniggio, que é um dos participantes do evento. A organização do encontro, diz ele, não tem nada a ver com as pinturas. "São pessoas que resolveram protestar isoladamente."
A CET, que desconhecia os desenhos, irá avaliá-los e decidir se eles serão apagados."
Folha, 18 de setembro de 2007 - Cotidiano
Essa iniciativa me lembra, timidamente, o movimento Reclaim the Streets, descrito pela escritora Naomi Klein em seu livro "No Logo" ("Sem logo", em português).
Já escrevi sobre isso aqui nesse blog (digite Reclaim na busca do blog, que fica no algo da página).
Acho interessante esse tipo de movimento.
Adoraria ver hordas de ciclistas tomando as ruas sem avisar, expulsando os carros da circulação. Pena que no Brasil não conseguimos ter esse tipo de mobilização social. Por vezes, o 'método Greenpeace' é o único jeito de chamar a atenção.
Por falar nisso, vcs viram reportagem esse finde nos jornais avisando que em pouco tempo, se não reduzirmos os índices de poluição na cidade de São Paulo, logo estaremos iguais a Cubatão?
06 setembro 2007
blogueiros
M says:
gostou do outro blog afinal?
Mi says:
gostei
tem coisas boas, engraçadas
M says:
que bom. a ideia dele eh nao ter filtro mesmo. \
Mi says:
vc é uma metralhadora de posts curtos e engraçados
M says:
qualquer bobagem, qualquer trocadilho besta, sei lah.
Mi says:
eu sou uma bereta de posts longos e quase nada engraçados
M says:
que bom que vc acha.
hahahahahaha\
mentira: isso que vc escreveu dava um pst curto e engracado.
Mi says:
(bereta ou alguma arma que demora pra atirar e carregar, eu nem sei se bereta é demorada, é que o nome parece assim)
M says:
Mi says:
ahaha
to inspirada hoje
M says:
olha, nao sei se exxiste uma arma que demore pra attirar.
mas nao deve vender muito...
Mi says:
que demora pra carregar, pelo menos
M says:
winchester 16 mm.
Mi says:
ah, mas bereta soa melhor. vou postar
risos
M says:
hahahahahah
Mi says:
foda-se a winchester 16 mm
M says:
e vvc acha que eu taava falando serio?
sei lah como eh uma winchester!
gostou do outro blog afinal?
Mi says:
gostei
tem coisas boas, engraçadas
M says:
que bom. a ideia dele eh nao ter filtro mesmo. \
Mi says:
vc é uma metralhadora de posts curtos e engraçados
M says:
qualquer bobagem, qualquer trocadilho besta, sei lah.
Mi says:
eu sou uma bereta de posts longos e quase nada engraçados
M says:
que bom que vc acha.
hahahahahaha\
mentira: isso que vc escreveu dava um pst curto e engracado.
Mi says:
(bereta ou alguma arma que demora pra atirar e carregar, eu nem sei se bereta é demorada, é que o nome parece assim)
M says:
Mi says:
ahaha
to inspirada hoje
M says:
olha, nao sei se exxiste uma arma que demore pra attirar.
mas nao deve vender muito...
Mi says:
que demora pra carregar, pelo menos
M says:
winchester 16 mm.
Mi says:
ah, mas bereta soa melhor. vou postar
risos
M says:
hahahahahah
Mi says:
foda-se a winchester 16 mm
M says:
e vvc acha que eu taava falando serio?
sei lah como eh uma winchester!
Tristeza e dignidade do suicídio
CONTARDO CALLIGARIS
QUANDO EU tinha 12 anos, um tio meu se suicidou. Era um tio de quem eu gostava e que gostava de mim. Ele enfiou a cabeça no forno e abriu a torneira do gás. Deixou uma nota, sucinta, que dizia: "Suicídio por razões profissionais e amorosas".
Meus pais não esconderam de mim as circunstâncias da morte do tio e me mostraram seu bilhete. Mesmo assim, imaginei perceber, em meus pais, uma certa vergonha. Isso, porque, no fundo, eu os culpava.
Foi a grande crise na minha idealização dos meus pais e, por conseqüência, na tranqüilidade de meu mundo: aparentemente, a amizade e o amor que eles ofereciam não tinham sido suficientes para dar a meu tio a vontade de continuar vivendo.
Nada me garantia, portanto, que eles saberiam fazer o necessário para que eu estivesse a fim de viver.
Foi assim que o luto pelo suicídio do meu tio foi também o fim de minha infância. Mas, em regra, quando se suicida um próximo de quem gostamos e que gostava de nós, não atribuímos vergonha e culpa a terceiros: esses sentimentos surgem em nós, ao descobrir que nossa presença e nosso amor não bastaram para que o outro quisesse viver. Em alguns casos, essa ferida nunca cicatriza.
Quando o suicida é nosso pai ou nossa mãe, o sentimento de não termos sido a razão suficiente para ele ou ela viverem fica conosco para sempre, como um fundo melancólico, como a sensação de uma insuficiência essencial ou de uma impossibilidade de sermos amados.
Quando o suicida é um filho ou uma filha, a perda (irreparável, pois o luto pelos nossos descendentes é contra a ordem das gerações) é acompanhada pelo sentimento de um fracasso, como se não tivéssemos conseguido transmitir o básico: a vontade de viver. Deve ser por isso que os monoteísmos consideram o suicídio como um pecado contra o criador: o suicida demonstraria o malogro de Deus. Assisti ao filme "A Ponte", de Eric Steele, e espero que continue em cartaz. Em São Paulo, já passa em apenas uma sala, duas vezes por dia.
Alguns anos atrás, Ted Friend publicou, na "New Yorker" (13/10/ 2003), um artigo sobre a estranha freqüência com que a famosa ponte Golden Gate de San Francisco é escolhida pelos suicidas. Aparentemente inspirado pelo artigo, Steele, durante um ano inteiro, filmou a ponte, sem parar. Houve 24 suicídios e várias tentativas que foram sustadas também graças à equipe de Steele (eles informavam a polícia quando detectavam, de longe, comportamentos "suspeitos").
Além disso, Steele entrevistou parentes e amigos próximos dos suicidas. O tom é justo, comovedor e tocante. O filme evita o caminho mais fácil, que consistiria em nos acusar sub-repticiamente, como se, quando alguém decide morrer, fôssemos todos, de uma maneira ou de outra, responsáveis. A maior qualidade do filme é, ao contrário, a sobriedade. O ato suicida guarda sua dignidade porque, apesar das explicações dos próximos, ele permanece misterioso e radicalmente imprevisível, como qualquer ato humano.
No dia 29 de agosto, o UOL publicou a notícia seguinte: na Áustria, dois homens viviam junto, em um apartamento-albergue dos serviços sociais. Brigaram. Um deles, Robert, psicótico em remissão, matou o outro; depois disso, ele abriu o corpo e o crânio do companheiro e comeu órgãos internos e cérebro. Quando a faxineira chegou, Robert, com a boca ensangüentada, comentou: "Veja só o que aconteceu". A porta-voz do Fundo Social de Viena declarou: "Se tivéssemos a menor idéia de que este tipo de coisa pudesse acontecer, teríamos transferido Robert para outro local e exercido um acompanhamento mais adequado". Alguém, na Áustria, deve estar criticando severamente o psiquiatra, o psicólogo ou a assistente social que, algum dia, afirmaram que Robert podia ser devolvido à sociedade.
Pensei nas poucas vezes em que, num tribunal, tive de dizer, em nome de minha "ciência", se alguém, a partir de então, seria ou não um bom pai ou uma boa mãe.
A verdade é que, uma vez os fatos acontecidos, somos capazes de interpretar, de encontrar explicações e mesmo de assumir responsabilidades e culpas que temos ou não temos. Mas tudo isso apenas retroativamente.
Em matéria de comportamento humano, somos quase sempre incapazes de prever. Não sei se é um mal: talvez essa ignorância seja a condição de nossa liberdade.
Folha de SP, 06/09/07
QUANDO EU tinha 12 anos, um tio meu se suicidou. Era um tio de quem eu gostava e que gostava de mim. Ele enfiou a cabeça no forno e abriu a torneira do gás. Deixou uma nota, sucinta, que dizia: "Suicídio por razões profissionais e amorosas".
Meus pais não esconderam de mim as circunstâncias da morte do tio e me mostraram seu bilhete. Mesmo assim, imaginei perceber, em meus pais, uma certa vergonha. Isso, porque, no fundo, eu os culpava.
Foi a grande crise na minha idealização dos meus pais e, por conseqüência, na tranqüilidade de meu mundo: aparentemente, a amizade e o amor que eles ofereciam não tinham sido suficientes para dar a meu tio a vontade de continuar vivendo.
Nada me garantia, portanto, que eles saberiam fazer o necessário para que eu estivesse a fim de viver.
Foi assim que o luto pelo suicídio do meu tio foi também o fim de minha infância. Mas, em regra, quando se suicida um próximo de quem gostamos e que gostava de nós, não atribuímos vergonha e culpa a terceiros: esses sentimentos surgem em nós, ao descobrir que nossa presença e nosso amor não bastaram para que o outro quisesse viver. Em alguns casos, essa ferida nunca cicatriza.
Quando o suicida é nosso pai ou nossa mãe, o sentimento de não termos sido a razão suficiente para ele ou ela viverem fica conosco para sempre, como um fundo melancólico, como a sensação de uma insuficiência essencial ou de uma impossibilidade de sermos amados.
Quando o suicida é um filho ou uma filha, a perda (irreparável, pois o luto pelos nossos descendentes é contra a ordem das gerações) é acompanhada pelo sentimento de um fracasso, como se não tivéssemos conseguido transmitir o básico: a vontade de viver. Deve ser por isso que os monoteísmos consideram o suicídio como um pecado contra o criador: o suicida demonstraria o malogro de Deus. Assisti ao filme "A Ponte", de Eric Steele, e espero que continue em cartaz. Em São Paulo, já passa em apenas uma sala, duas vezes por dia.
Alguns anos atrás, Ted Friend publicou, na "New Yorker" (13/10/ 2003), um artigo sobre a estranha freqüência com que a famosa ponte Golden Gate de San Francisco é escolhida pelos suicidas. Aparentemente inspirado pelo artigo, Steele, durante um ano inteiro, filmou a ponte, sem parar. Houve 24 suicídios e várias tentativas que foram sustadas também graças à equipe de Steele (eles informavam a polícia quando detectavam, de longe, comportamentos "suspeitos").
Além disso, Steele entrevistou parentes e amigos próximos dos suicidas. O tom é justo, comovedor e tocante. O filme evita o caminho mais fácil, que consistiria em nos acusar sub-repticiamente, como se, quando alguém decide morrer, fôssemos todos, de uma maneira ou de outra, responsáveis. A maior qualidade do filme é, ao contrário, a sobriedade. O ato suicida guarda sua dignidade porque, apesar das explicações dos próximos, ele permanece misterioso e radicalmente imprevisível, como qualquer ato humano.
No dia 29 de agosto, o UOL publicou a notícia seguinte: na Áustria, dois homens viviam junto, em um apartamento-albergue dos serviços sociais. Brigaram. Um deles, Robert, psicótico em remissão, matou o outro; depois disso, ele abriu o corpo e o crânio do companheiro e comeu órgãos internos e cérebro. Quando a faxineira chegou, Robert, com a boca ensangüentada, comentou: "Veja só o que aconteceu". A porta-voz do Fundo Social de Viena declarou: "Se tivéssemos a menor idéia de que este tipo de coisa pudesse acontecer, teríamos transferido Robert para outro local e exercido um acompanhamento mais adequado". Alguém, na Áustria, deve estar criticando severamente o psiquiatra, o psicólogo ou a assistente social que, algum dia, afirmaram que Robert podia ser devolvido à sociedade.
Pensei nas poucas vezes em que, num tribunal, tive de dizer, em nome de minha "ciência", se alguém, a partir de então, seria ou não um bom pai ou uma boa mãe.
A verdade é que, uma vez os fatos acontecidos, somos capazes de interpretar, de encontrar explicações e mesmo de assumir responsabilidades e culpas que temos ou não temos. Mas tudo isso apenas retroativamente.
Em matéria de comportamento humano, somos quase sempre incapazes de prever. Não sei se é um mal: talvez essa ignorância seja a condição de nossa liberdade.
Folha de SP, 06/09/07
01 setembro 2007
Paulo Ferraz é finalista do Prêmio Bravo
"O Paulo Ferraz é finalista do Prêmio Bravo – Melhor Livro por De Novo Nada (Selo Sebastião Grifo: 2007). Fiquei tão feliz! Ainda mais por um prêmio desse porte não ter esquecido que poesia é também literatura, hehe, como outros. Parabéns aos julgadores! E ao Paulo também, mas para esse já se rasga seda habitualmente por aqui..."
Post emprestado do Peixe de Aquário. beijos, Ana!
AH: o blog do Paulo Ferraz é o De Novo Nada, linkado aí na barrinha lateral...
Post emprestado do Peixe de Aquário. beijos, Ana!
AH: o blog do Paulo Ferraz é o De Novo Nada, linkado aí na barrinha lateral...
28 agosto 2007
nova tentativa
26 agosto 2007
24 agosto 2007
João de Barro
Fonte da foto: http://www.iti.br/twiki/bin/view/Swlivre/JoaoDeBarroQuando eu era mais nova (não vou falar mais jovem porque não me desce bem...), eu tinha muita certeza de tudo. Eu nunca havia parado pra pensar realmente sobre isso, mas tenho clareza, hoje, de que eu tinha certezas demais. Nem sei bem sobre o que, mas eu tinha.
Hoje não tenho mais certeza de nada. Ainda bem.
O tempo e a (con)vivência têm me mostrado, dia a dia, que é ele mesmo (tempo) que nos dá as respostas. Que é preciso saber ouvir, saber calar, saber abraçar, saber esperar, saber rir de si mesmo.
O joão de barro sabe ensinar o que eu estou falando. Ele estava construindo sua casinha no poste na frente da minha casa, no interior. Boa parte da sua casa ele pegou no meu jardim. Trabalho longo... Vai, pega gravetinhos, voa, coloca lá, volta, um pouquinho de lama no meio de mais gravetinhos... No fim da tarde come insetinhos, despudoradamente, nem te ligo pros cachorros: pousa no jardim e fica caçando pequenos pernilongos e bichinhos... e segue, incansável, buscando os gravetinhos, dia após dia.
Estou aprendendo a buscar os gravetinhos. É difícil, porque vc precisa procurar bem pra não pegar gravetinhos errados. Precisa saber perguntar que tipo de lama serve e qual não serve... Por vezes não é a sua vez de colocar um gravetinho ali... É preciso, ainda, perceber quando é tempo de parar e deixar secar o que já foi construído...
E vc precisa também saber onde colocar os gravetinhos. E de repente, tem dias que vc não está muito bem e escolhe mal, pega uns meio ruins, meio ocos, ou então não quer nem pegar nada. Às vezes parece que tudo vai desmoronar... aí vc presta atenção, vê onde é que está meio torto, onde está faltando lama... e continua... E quando, finalmente, fica pronto um pedacinho pequeno da parede... Dá uma felicidade tão grande... que vc sabe que tem que continuar construindo, porque a casa vai ficar linda.
20 agosto 2007
"Caguei para o Cansei"
AHAHA, adorei... notícia da coluna da Monica Bergamo, da Folha de hoje:
"Zezé é Zezé. Eu sou eu"
O cantor Luciano recusou convite para entrar no "Cansei". O irmão dele, Zezé Di Camargo, aderiu, mas ainda assim Luciano diz que a manifestação é oportunista e que agora vai "lançar o movimento "Caguei'".
FOLHA - Por que não aderiu ao "Cansei"?
LUCIANO CAMARGO - Como é que eu vou apoiar um movimento liderado por alguém que promove desfile de cachorros [o empresário João Doria]? Essas pessoas cansaram de quê? Os artistas só estão aderindo porque foram convidados por amigos. A maioria não tem coragem de dizer não. Eu tenho. Este é mais um movimento oportunista. As pessoas que estão nesse movimento não cansaram de coisa nenhuma.
FOLHA - O Zezé aderiu.
LUCIANO - O Zezé é o Zezé, eu sou eu.
FOLHA - Você já disse que se arrepende de ter apoiado o candidato Lula na eleição.
LUCIANO - Eu não me arrependo. Eu me decepcionei. Mas nem acho que o "Cansei" é para derrubar o Lula. Aquilo ali [Lula] nem com reza brava cai. Mas o "Cansei" tem uma classe elitista por trás, que nunca pegou fila para entrar num avião. É um movimento político. Estavam só esperando um momento oportuno para lançar. Protesto é ir para a frente do prédio da TAM. Eu cansei desse "Cansei". Vou lançar o "Caguei". Caguei para o "Cansei".
"Zezé é Zezé. Eu sou eu"
O cantor Luciano recusou convite para entrar no "Cansei". O irmão dele, Zezé Di Camargo, aderiu, mas ainda assim Luciano diz que a manifestação é oportunista e que agora vai "lançar o movimento "Caguei'".
FOLHA - Por que não aderiu ao "Cansei"?
LUCIANO CAMARGO - Como é que eu vou apoiar um movimento liderado por alguém que promove desfile de cachorros [o empresário João Doria]? Essas pessoas cansaram de quê? Os artistas só estão aderindo porque foram convidados por amigos. A maioria não tem coragem de dizer não. Eu tenho. Este é mais um movimento oportunista. As pessoas que estão nesse movimento não cansaram de coisa nenhuma.
FOLHA - O Zezé aderiu.
LUCIANO - O Zezé é o Zezé, eu sou eu.
FOLHA - Você já disse que se arrepende de ter apoiado o candidato Lula na eleição.
LUCIANO - Eu não me arrependo. Eu me decepcionei. Mas nem acho que o "Cansei" é para derrubar o Lula. Aquilo ali [Lula] nem com reza brava cai. Mas o "Cansei" tem uma classe elitista por trás, que nunca pegou fila para entrar num avião. É um movimento político. Estavam só esperando um momento oportuno para lançar. Protesto é ir para a frente do prédio da TAM. Eu cansei desse "Cansei". Vou lançar o "Caguei". Caguei para o "Cansei".
13 agosto 2007
Pós-graduação
Ao ler a notícia de que o colombiano Abadia, aka "Chupeta", um dos traficantes mais procurados do mundo, que já mandou matar mais de 300 pessoas, está no mesmo presídio que Beira-Mar, pensei:
- Agora que já tem orientador, Fernandinho pode fazer seu mestrado.
Post emprestado do blog da Rosana Hermann - Querido Leitor
- Agora que já tem orientador, Fernandinho pode fazer seu mestrado.
Post emprestado do blog da Rosana Hermann - Querido Leitor
10 agosto 2007
Sumiço
Acabei de descobrir a explicação do porquê passei uma ou duas semanas (já nem sei mais) sem conseguir ver nenhum blog do blogspot. Aparentemente, a Telefonica bloqueou o blogspot para usuários do Speedy.... sem nenhuma razão, até onde eu sei, e pior, sem avisar!
Agora há pouco, misteriosamente, consegui acessar.
Olha a notícia:
BlogSpot está fora do ar para usuários Speedy
Agora há pouco, misteriosamente, consegui acessar.
Olha a notícia:
BlogSpot está fora do ar para usuários Speedy
27 julho 2007
26 julho 2007
Dieta e Boxe
Mi:
estou fazendo a dieta da mexerica
Mi:
e semana que vem começo o BOXE!!!
B:
q tristeza
rsrssrss
hj comi :
alcatra
cupim
rabada
Mi:
eu vou ficar gostosíssima com o boxe e a mexerica
hj eu comi
B:
canelone
pudim
Mi:
bolacha água e sal com queijo branco
banana
mexerica
B:
e abacaxi p quebra a gordura
hahahahahaaahaha
cada um tem a dieta q merece
Mi:
arroz integral e omelete com queijo e abobrinha
iogurte com granola
café
Mi:
e agora outra mexerica e depois chá
B:
hahahahahahaa
estou fazendo a dieta da mexerica
Mi:
e semana que vem começo o BOXE!!!
B:
q tristeza
rsrssrss
hj comi :
alcatra
cupim
rabada
Mi:
eu vou ficar gostosíssima com o boxe e a mexerica
hj eu comi
B:
canelone
pudim
Mi:
bolacha água e sal com queijo branco
banana
mexerica
B:
e abacaxi p quebra a gordura
hahahahahaaahaha
cada um tem a dieta q merece
Mi:
arroz integral e omelete com queijo e abobrinha
iogurte com granola
café
Mi:
e agora outra mexerica e depois chá
B:
hahahahahahaa
24 julho 2007
23 julho 2007
O Rio, o táxi e o bolero
O Rio de Janeiro pode ter muitos defeitos, como o pior atendimento ever em restaurantes e a mania do carioca dar palpite em todas as conversas, inclusive nas que não lhes dizem respeito, mas tem uma coisa que só o Rio tem: taxistas que tocam bolero:
"(...) Depois de um banho frio para espantar o calor carioca (a brisa só fazia carinho nas cortinas, mas não ousava invadir a sala, janela adentro), bela e fresca e perfumada, ombros nus na blusa tomara que caia, delicados brincos de pedrinhas cor-de-rosa, os cabelos curtos e cacheados cuidadosamente lavados e arrumados como uma moldura castanha para o rosto de traços clássicos e pele branca, chamou um táxi para levá-la ao seu destino.
Ao entrar no carro, o ar gelado arrepiou-lhe os pelinhos do antebraço, um alívio para a sensação de calor que já tomava conta da sua pele recém saída do chuveiro.
Acomodou-se no banco de trás. Disse o destino ao motorista, esperando nada mais que uma monótona viagem de 10 minutos até o Jardim Botânico.
O taxista ligou o rádio: tocava um bolero, assim meio breguinha, 'el dia que me quieras...' Ela não gostava muito de música romântica. Mas, pensou, posso tolerar uma música.
O rádio emendou com um 'no me platiques mas...' (a música da novela das sete, lembrou ela. Hmmm, acho que é um CD, não deve ser rádio não. Peraí, as duas são do Luís Miguel... É, definitivamente é CD).
Lembrou do taxista da novela das oito. Aquele que era amante da dona de casa, sabe? Mas esse moço era diferente, educado, romântico. Mal tinha visto o seu rosto, mas podia adivinhar o modo como ele acariciava os cabelos da namorada, as flores e os jantares românticos que aprontava pra ela. 'Somos novios, e tenemos um cariño limpio e puro...'
Então ela sentiu-se de repente feliz, confortável; mais que isso, sentiu-se quase amada, valorizada, homenageada. Ensaiou um sorriso nos lábios pintados de rosa. Uma sensação de paixão adolescente percorreu o seu corpo, aquele frio na barriga que ela adorava...
Ao desembarcar, já completamente envolvida no clima romântico-latino, não pôde deixar de agradecer ao motorista pelo atendimento gentil. Mas não olhou no seu rosto quando ele, tão atencioso, ainda lhe fez um convite: - 'Se quiser, chame, que um carro vem para levá-la de volta'."
Pois não é que este último final de semana os taxistas que tocam bolero atacaram novamente? Estávamos nós 4 num táxi a caminho de Ipanema, num lindo sábado ensolarado, fazendo uma lista dos 5 piores sons e/ou bandas conforme a avaliação de cada um, quando um dos presentes disse:-' eu não gosto daquela das borbulhas de amor'. E eu disse: -'eu gosto, é um bolero, eu adoro boleros...'
De repente, não mais que de repente, um bolero começou a tocar no táxi. E o motorista disse ao passageiro da frente: 'mexe com a moça' (no caso, a moça era eu). Achei engraçadinho; quando saímos do táxi, agradeci a ele pelo bolero.
Imediatamente me lembrei do texto acima e fui vasculhar nas minhas coisas... Tá aí, editado mas taí, nunca tinha postado antes. Hoje não gosto tanto dele como gostava na época, mas vale a recordação.
Resumo da ópera:
Passagem de ponte-aérea SP/Rio: 150,00
Saída de praia nova pra desfilar em Ipanema: 50,00
Um taxista que toca boleros no trajeto: não tem preço.
Tem coisas que só um taxista carioca faz pra você*** ;-)
*** Incluindo as participações especialíssimas de Mister, Alezinho e Mileninha.
"(...) Depois de um banho frio para espantar o calor carioca (a brisa só fazia carinho nas cortinas, mas não ousava invadir a sala, janela adentro), bela e fresca e perfumada, ombros nus na blusa tomara que caia, delicados brincos de pedrinhas cor-de-rosa, os cabelos curtos e cacheados cuidadosamente lavados e arrumados como uma moldura castanha para o rosto de traços clássicos e pele branca, chamou um táxi para levá-la ao seu destino.
Ao entrar no carro, o ar gelado arrepiou-lhe os pelinhos do antebraço, um alívio para a sensação de calor que já tomava conta da sua pele recém saída do chuveiro.
Acomodou-se no banco de trás. Disse o destino ao motorista, esperando nada mais que uma monótona viagem de 10 minutos até o Jardim Botânico.
O taxista ligou o rádio: tocava um bolero, assim meio breguinha, 'el dia que me quieras...' Ela não gostava muito de música romântica. Mas, pensou, posso tolerar uma música.
O rádio emendou com um 'no me platiques mas...' (a música da novela das sete, lembrou ela. Hmmm, acho que é um CD, não deve ser rádio não. Peraí, as duas são do Luís Miguel... É, definitivamente é CD).
Lembrou do taxista da novela das oito. Aquele que era amante da dona de casa, sabe? Mas esse moço era diferente, educado, romântico. Mal tinha visto o seu rosto, mas podia adivinhar o modo como ele acariciava os cabelos da namorada, as flores e os jantares românticos que aprontava pra ela. 'Somos novios, e tenemos um cariño limpio e puro...'
Então ela sentiu-se de repente feliz, confortável; mais que isso, sentiu-se quase amada, valorizada, homenageada. Ensaiou um sorriso nos lábios pintados de rosa. Uma sensação de paixão adolescente percorreu o seu corpo, aquele frio na barriga que ela adorava...
Ao desembarcar, já completamente envolvida no clima romântico-latino, não pôde deixar de agradecer ao motorista pelo atendimento gentil. Mas não olhou no seu rosto quando ele, tão atencioso, ainda lhe fez um convite: - 'Se quiser, chame, que um carro vem para levá-la de volta'."
Pois não é que este último final de semana os taxistas que tocam bolero atacaram novamente? Estávamos nós 4 num táxi a caminho de Ipanema, num lindo sábado ensolarado, fazendo uma lista dos 5 piores sons e/ou bandas conforme a avaliação de cada um, quando um dos presentes disse:-' eu não gosto daquela das borbulhas de amor'. E eu disse: -'eu gosto, é um bolero, eu adoro boleros...'
De repente, não mais que de repente, um bolero começou a tocar no táxi. E o motorista disse ao passageiro da frente: 'mexe com a moça' (no caso, a moça era eu). Achei engraçadinho; quando saímos do táxi, agradeci a ele pelo bolero.
Imediatamente me lembrei do texto acima e fui vasculhar nas minhas coisas... Tá aí, editado mas taí, nunca tinha postado antes. Hoje não gosto tanto dele como gostava na época, mas vale a recordação.
Resumo da ópera:
Passagem de ponte-aérea SP/Rio: 150,00
Saída de praia nova pra desfilar em Ipanema: 50,00
Um taxista que toca boleros no trajeto: não tem preço.
Tem coisas que só um taxista carioca faz pra você*** ;-)
*** Incluindo as participações especialíssimas de Mister, Alezinho e Mileninha.
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