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26 maio 2007

Morre Sapeca, aos 15, em Botucatu


Cão rústico, um pouco triste, um tanto ranzinza, fiel, forte, obcecado pelas suas bolinhas, cavador, um sobrevivente (ia ser sacrificado porque arrastava as patinhas de trás), pretinho, valente, esperto, exigente, odiava banho (podia perceber mínimas intenções de banho em meus pequenos movimentos e já se escondia bem lá no fundo, embaixo da cama), Sapequinha morreu aos 15, de edema pulmonar e parada cardíaca, numa noite muito fria de outono botucatuense. Os últimos meses foram duros, mal enxergava, andar já estava difícil, aguentar o chatinho do Xuxu (o Nermal) ainda mais, reagir então nem se fala. Foi em boa hora, espero que a hora tenha sido boa também. Não deixa filhos. O velório já passou e o enterro foi no pet cemetery atrás do portão da casa, no terrenão do fundo, mesmo lugar onde foi sepultado o finado Quico, lindíssimo cocker dourado, filho de campeão, que não teve tanta sorte e viveu a metade do tempo, sendo que metade deste tempo confinado num corredorzinho úmido e frio na parte lateral da casa porque tinha alergia à grama.
Infelizmente eu não estava lá para acompanhar seus últimos momentos. Seria importante pra mim chorar a morte do meu cão, a quem devotei tantos bons pensamentos e bons momentos. Ele filhote dormindo na minha barriga no sol eu nunca vou esquecer. Espero que lá no céu dos cachorros tenha muito osso e nada de banho. Ah, e roupinhas, porque ele era meio friorento....

17 maio 2007

somos todos ridículos

(claro que eu me acho um pouco mais ridícula que os outros. um dia isso passa. tomara)

06 maio 2007



confiança íntima
intimidades indecentes
indecências sinceras
(me interessam)




vale ouvir: Deixa o verão (Los Hermanos, por Mariana Aydar)

04 maio 2007

Um post, um blog, uma pessoa em organização

Organização externa reflete a interna.... hoje é dia de começar a arrumar a bagunça.... embora dia de trabalho, a organização da bagunça da casa é também a organização da bagunça do trabalho. Organizar os montinhos, como já escreveu o Antonio Prata, ou não me lembro bem quem escreveu no Blônicas, já botei esse post aqui, copiado mesmo. Os montinhos físicos, de papéis, imposto de renda, contas pagas, recibos e notas fiscais de eletrodomésticos; as pastas no computador, as pastas no arquivo, as pastas dos processos; os montinhos de textos do capítulo I, capítulo II...; outros montinhos de muitos capítulos da minha vida. Organizar os montinhos dentro de mim....

Se eu morasse numa casa ampla e com lajotas, hoje seria dia de jogar grandes baldes de água com sabão para lavar tudo.

Lembrei agora de um trecho do livro "O Amante", de Marguerite Duras. Sempre adorei este trecho, não sei se porque me lembra da infância, quando a Terezinha lavava o pátio e eu e meu irmão ficávamos brincando de ajudar, molhando os nosso pés na água com sabão e escorregando.... :

"Minha mãe tem um acesso súbito, sempre no fim da tarde, especialmente na estação seca, e manda lavar a casa de alto a baixo, para limpar, diz ela, para sanear, refrescar. A casa está construída sobre uma plataforma que a isola do jardim, das cobras, dos escorpiões, das formigas vermelhas, das inundações do Mekong, das enchentes que acompanham os grandes tornados da monção. Essa situação da casa, acima do solo, permite que seja lavada com muita água, que seja totalmente regada, como um jardim. As cadeiras estão sobre as mesas, toda a casa molhada, o plano da sala está com os pés mergulhados na água. A água desce pelas escadas, invade o pátio, correndo para a cozinha. Os pequenos empregados ficam felizes, nos juntamos a eles, nos molhamos,e depois ensaboamos o assoalho com sabão de Marselha. Todos estão descalços, a mãe também. A mãe ri. A mãe não tem nada a dizer contra ninguém. A casa exala um suave perfume, cheira deliciosamente a terra molhada depois da tempestade, um cheiro que nos deixa loucos de alegria, especialmente quando combinado ao outro cheiro, o do sabão de Marselha, o cheiro da pureza, da honestidade, do linho, da brancura, o cheiro de nossa mãe, da imensidão da candura de nossa mãe. A água desce até a rua. As famílias dos jovens empregados aparecem, os amigos deles também, as crianças brancas das casas vizinhas. A mãe está muito feliz com toda aquela desordem, a mãe pode ficar muito muito feliz em certos momentos, momentos de esquecer, de lavar a casa, que concorrem para a felicidade de minha mãe. A mãe vai para a sala, senta-se ao piano, toca as únicas músicas que sabe de cor, que aprendeu na Escola Normal. Ela canta. Às vezes brinca, ri. Levanta-se e dança, cantando. E todos pensam e ela também, a mãe, que podíamos ser felizes naquela casa em desordem, transformada em um lago, um campo à margem do rio, um vau, uma praia."

(des)ordem, a alegria posso tê-la nas duas.... hoje acordei lembrando da dialética de que tanto gosta D. a mãe se felicita com a desordem que na verdade nada mais é que ato de organizar, de limpar e começar tudo..... minha desejada ordem só pode existir porque antes houve confusão. ou não???

20 abril 2007

Preso desde janeiro por tentativa de furto....


LAURA CAPRIGLIONE
DA REPORTAGEM LOCAL

Com os olhos arregalados, X emite um íííííí agudo, ao ser perguntado sobre seu nome. Preso no dia 16 de janeiro deste ano no 91º Distrito Policial (que fica ao lado do Ceagesp de São Paulo), depois de invadir o imóvel vazio pertencente a um policial civil, X não fala, não parece conhecer linguagem escrita ou falada, não se comunica por sinais nem por mímicas.
X não tem nome ou número de inscrição no Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt, órgão que expede carteiras de identidade em São Paulo. Também não tem registro criminal. X não existe oficialmente. Mas está preso há três meses em companhia de 36 homens que se espremem em quatro celas escuras, onde só caberiam 24 pessoas.
Ninguém sabe o que fazer com X. No dia 6 de março, X foi levado até o Fórum da Barra Funda, para ser interrogado sobre o que fazia na casa do policial. Os policiais que o prenderam dizem que ele preparava-se para roubar esquadrias de alumínio das janelas, para revender.
A juíza encarregada do caso, Fernanda Galizia Noriega, da 7ª Vara Criminal, pediu a intervenção de um intérprete, que tentou se comunicar com X por intermédio de "todas as formas de comunicação, inclusive a gestual, a mímica e a leitura labial", conforme o registro judicial. X não respondeu a nenhuma abordagem, mas, colaborativo, até concedeu repetir alguns gestos do intérprete.
Ciosa do rito, a juíza ainda endereçou ao defensor encarregado do caso e ao promotor o questionamento: gostariam de reperguntar algo a X? Os dois declinaram. "Não existe nenhuma forma de comunicação com o réu", registrou Noriega.

Sem visitas
"Eu nunca vi um caso como este", diz Anselmo Guarnieri, 44, chefe dos investigadores do 91º DP, policial civil há 22 anos. "Ele é um enigma. Um homem sem nome, sem história, sem conhecidos. Desde que foi preso, não recebeu nenhuma visita. E ninguém registrou desaparecimento de amigo ou parente com as características dele", diz o policial, para quem X tornou-se um "dilema para a Justiça". "Como condenar alguém que não se sabe quem é?"
Os policiais do 91º DP providenciaram no dia 2 de fevereiro intérpretes de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais), para tentar comunicar-se com X. Nada. No dia seguinte, um representante da Feneis (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos), Neivaldo Augusto Zovico, foi chamado para tentar contato. Nada.
Sujaram os dedos de X com tinta, para comparar suas impressões digitais com os milhões de registros civis e criminais que a polícia mantém. "Pesquisa negativa" escreveram em seu prontuário. Quer dizer, digitais como as de X nunca foram vistas antes.
"Já fomos à favelinha aqui ao lado do Ceagesp, perguntar se alguém conhecia o "Mudinho". Mas, sabe como é, mesmo a gente querendo ajudar, na favela é sempre a regra ninguém-sabe-ninguém-viu", diz Guarnieri. "Tomara que, publicando a foto dele no jornal, algum parente se apresente."
O investigador diz que terá de ser providenciada uma identidade criminal para X. "Quem sabe até o batizemos." Depois, se conseguirmos identificá-lo por seu verdadeiro nome, corrigem-se os registros", cogita.
Segundo o artigo 259 do Código de Processo Penal, "a impossibilidade de identificação do acusado com o seu verdadeiro nome ou outros qualificativos não retardará a ação penal, quando certa a identidade física". A "identidade física" de X os policiais que o prenderam dizem conhecer. Dizem que era ele o homem encontrado na casa pertencente ao policial civil.
Ontem, até os outros presos tentavam ajudar, aflitos com o destino do homem sem nome que apareceu do fundo da carceragem para encontrar a reportagem da Folha.
Branco, 1,60 metro, magro, idade entre 28 e 32 anos, cabelo e barba curtinhos (raspados em janeiro, quando da prisão), camiseta regata azul, limpo, calça preta e chinelos, X fez um ííííí, ao ser perguntado sobre sua mãe.
Um preso fez um gesto, como se embalasse um bebê, e apontou para X que, sorrindo, levantou as mãos acima de sua cabeça. Outro preso traduziu: "A mãe morreu. Está no céu".
A advogada Vitória Nogueira, 60, da Acrimesp (Associação dos Advogados Criminalistas de São Paulo), que assumiu a defesa de X na última sexta-feira, pretende conseguir um habeas corpus para libertar o rapaz. "É uma crueldade manter presa uma pessoa nessas condições por mais de três meses, sem direito a visita, a roupas limpas. Nem ao menos alegar inocência ele pode", diz.
Para a advogada, a denúncia contra X não enuncia os bens que ele teria tentado furtar. "É uma denúncia inepta", diz.


É o fim da picada.......... Esse país é uma piada mesmo. A juíza tinha que ter dado o HC de ofício. O MP tinha que pedir o HC. Que será que eles têm no lugar do cérebro e do coração? Uma pedra? Esse infeliz vai ficar anos preso porque supostamente tentou furtar esquadrias de alumínio.... é o próprio livro do Kafka mesmo. Não tem jeito. Ai, dá vontade de desistir de tudo. (suspiro)

Vista a minha pele

Embora eu tenha sérios problemas com operadores de telemarketing, especialmente os pobres coitados que prestam serviços para a vivo, tim, etc, que no final das contas sofrem porque ganham mal e são mal treinados (parece que é até de propósito), desde que virei praticamente uma telefonista recebendo e dando informações sobre curso e imprimindo fichas de inscrição, passei a respeitá-los mais.

É um inferno. O telefone, essa coisa irritante que em certos dias eu gostaria de desligar pra sempre, não pára um minuto. O celular numa orelha e o fixo na outra. Eu ainda consigo manter as mãos livres porque tenho um 'headset' pra falar na orelha esquerda e o fone do celular na direita. Por vezes estou falando no celular, toca o fixo e começa uma chamada espera ainda no celular.

Não sei se é porque eu tive uma semana exaustiva, com direito a: pedido de demissão, primeira aula como professora assistente de um grande professor numa grande Universidade, visita no presídio, que sempre me esgota as energias, e mais essa correria, essa loucura, mas hoje estou um bagaço, meu braço direito dói, o pescoço dói, o corpo parece que não responde mais e o cérebro, coitado, este já está pifado mesmo.

Tem um documentário chamado "Vista a minha pele" que eu ainda não vi mas que todo mundo fala que é ótimo. Recomendo mesmo sem ver. Nada como passar um dia na pele do outro para compreender melhor o que sente e sofre. Por isso, meus respeitos aos operadores de telemarketing e telefonistas. Essa gente sofre.

17 abril 2007

14 abril 2007

a paineira e o minhocão


fonte: www.senhoradosol.com.br/texcot4.htm

pena que acabou

nos últimos dois meses, sempre que passava pelo minhocão notava 3 paineiras floridas.... lindas, exuberantes..... cor-de-rosa maravilha, quase da cor da minha flor de maio que está doida pra aparecer

um alento, no meio de tanto cinza. embora haja quem veja beleza em tanto concreto.

não consegui fotografá-las.

eu as vi no meio do verde, também, no interior. mas a sensação que me trazem em meio ao verde não se compara ao alívio de ver um pouco de colorido no caminho pro trabalho...

pena que acabou.

wise up

Nessas horas, só mesmo ouvindo aimee man, trilha do magnolia, wise up, pra já aproveitar o embalo melancólico.

It's not
What you thought
When you first began it
You got
What you want
Now you can hardly stand it though,
By now you know
It's not going to stop
It's not going to stop
It's not going to stop
'Til you wise up

sobre o vinho e a maria antonieta

já vi duas vezes. da primeira gostei mais, por certo. estava tão estressada, cerca de um mês atrás, que o filme foi um bálsamo de leveza naquele momento. muitas garrafas de vinho e 60 contos depois, estava ainda mais leve e já com um certo sono....
claro que a maria antonieta não era assim tão linda, e as moças não eram assim tão limpas... nem eu sou assim tão linda (mas assim bem limpa! tá, um pouquinho suja porque gente limpa demais é muito chato)...
cá estou depois de mais maria antonieta bebendo novamente o vinho.
e tentando entender porque fiquei tão leve daquela primeira vez. porque desta vez, quando acabou, alguém comentou: é um filme sobre a solidão, e o tédio.
mas quando o vi pela primeira vez pensei que poderia ser um filme sobre a celebração da vida.
claro, às custas de milhares de pessoas que não tinham pão e muito menos brioches. mas sobre o hedonismo, o prazer, o carpe diem.
a melancolia me invade junto com o vinho e me pergunto, novamente, pouco mais de 3 anos depois do incidente, o que, afinal, estou de novo fazendo comigo mesma.
devo mudar o meu jeito de ser? quero mudar o meu jeito de ser?
porque tenho eu que lutar contra todos os meus defeitos e pretender transformar-me num ser perfeito e à prova de provas? porque é que eu não me rendo e simplesmente sigo o que o meu íntimo está me gritando todo dia, todo dia, todo dia???
não quero exacerbá-los, embora o tempo nos diga que isso certamente acontecerá. mas tampouco desejo extirpar tudo isso que me habita. quero sofrer menos, é certo.
se eu não me destruir antes disso, só o tempo e a maturidade dirão.
meditar ajudaria. bem, eu ia fazer isso agora antes de dormir, mas como estou bebendo, já não será mais possível. eu devia ter pensado nisso antes de abrir a garrafa.
meu amigo fez aniversário e eu não liguei. o filho dele (e dela)fez aniversário, e eu não liguei, não deixei um recado no blog, não mandei um email, nada.

não tive tempo. e quando tive tempo, não tive coragem.

será que quando eu chegar aos 40 estarei em crise e me lamentando pelo tempo perdido?

acho que vou fazer aquela tatuagem...

30 março 2007

o Emilianas vai virar página de livro

Alguma notícia boa no meio do mau humor que tomou conta desse blog ultimamente (isso sem falar na minha ausência, já que escrevo sempre à noite mas agora meu computador quebrou, algum defeito misterioso que o moço não consegue descobrir... a placa mãe? a memória? vai saber...)

o EMILIANAS vai virar página de livro!!!

sim, sim!!!

o Blônicas, blog de crônicas linkado aqui na barrinha da direita, selecionou-me entre leitores que mandaram textos para publicação no blog, para publicar no segundo livro do blonicas, chamado 'a vez dos leitores'.

não é legal???
estou aguardando ansiosamente o desenrolar dos acontecimentos. coisa que eu jamais pensei, só de zoeira, publicar algo.... pelo menos no papel, que aqui já publico pra caramba, né?

quem quiser ver um dos possíveis textos que vai pro livro, é só digitar 'feijão' na busca (no alto da da página, lado esquerdo) e ler.

é, fuçando aqui até que se encontra alguma coisa boa... são momentos de inspiração no meio de muitos momentos de confusão....

18 março 2007

E como se não bastasse eu trabalhar sábado o dia inteiro

sou acordada domingo às 9h30 da manhã para resolver um imprevisto.

lá vou eu feliz da vida para o aeroporto, sem comer, muito emputecida. muito mesmo.

resolvo tudo, a TAM que demora uma hora e meia pra providenciar uma ridícula cadeira de rodas...

e tomo meu café da manhã as 12h. puta da vida, de ressaca, sem dormir, triste, desgostosa mesmo. estou sendo desconsiderada e desvalorizada. me sinto uma imbecil.

depois disso desliguei meu celular. que se foda. problemas??? acho que as pessoas são bem grandinhas e podem resolvê-los sem mim.

pro inferno com tudo isso. não consigo estudar uma linha sequer há um mês e meio. trabalho 16 horas por dia e mesmo assim não é suficiente para tudo.

a minha intuição continua me dizendo que vai dar merda. eu continuo tendo paciência, mas ela está se esgotando rapidamente, junto com as minhas forças, a minha saúde e o meu bom humor. não sei por quanto tempo eu aguento mais...

17 março 2007

A gente se esfalfa

trabalha 16 horas por dia pra dar tudo certo, mas tem sempre algum incompetente que fode com tudo.

e por isso eu sou acordada a uma da manhã. porque algum incompetente não fez a parte dele.

enquanto isso eu estou gripada e tenho que acordar cedo amanhã adivinha pra que????

14 março 2007

Pig - out - pra quem lê inglês - sobre maus tratos a porcos nos EUA

By NICOLETTE HAHN NIMAN
Published: March 14, 2007

WITH some fanfare, the world’s largest pork producer, Smithfield Foods, recently announced that it intended to phase out certain cages for its breeding females. Called gestation crates, the cages virtually immobilize pigs during their pregnancies in metal stalls so narrow they are unable to turn around.

Numerous studies have documented crated sows exhibiting behavior characteristic of humans with severe depression and mental illness. Getting rid of gestation crates (already on their way out in the European Union) is welcome and long overdue, but more action is needed to end inhumane conditions at America’s hog farms.

Of the 60 million pigs in the United States, over 95 percent are continuously confined in metal buildings, including the almost five million sows in crates. In such setups, feed is automatically delivered to animals who are forced to urinate and defecate where they eat and sleep. Their waste festers in large pits a few feet below their hooves. Intense ammonia and hydrogen sulfide fumes from these pits fill pigs’ lungs and sensitive nostrils. No straw is provided to the animals because that would gum up the works (as it would if you tossed straw into your toilet).

In my work as an environmental lawyer, I’ve toured a dozen hog confinement operations and seen hundreds from the outside. My task was to evaluate their polluting potential, which was considerable. But what haunted me was the miserable creatures inside.

They were crowded into pens and cages, never allowed outdoors, and never even provided a soft place to lie down. Their tails had been cut off without anesthetic. Regardless of how well the operations are managed, the pigs subsist in inherently hostile settings. (Disclosure: my husband founded a network of farms that raise pigs using traditional, non-confinement methods.)

The stress, crowding and contamination inside confinement buildings foster disease, especially respiratory illnesses. In addition to toxic fumes, bacteria, yeast and molds have been recorded in swine buildings at a level more than 1,000 times higher than in normal air. To prevent disease outbreaks (and to stimulate faster growth), the hog industry adds more than 10 million pounds of antibiotics to its feed, the Union of Concerned Scientists estimates. This mountain of drugs — a staggering three times more than all antibiotics used to treat human illnesses — is a grim yardstick of the wretchedness of these facilities.

There are other reasons that merely phasing out gestation crates does not go nearly far enough. Keeping animals in such barren environments is a serious deprivation. Pigs in nature are active, curious creatures that typically spend 10 hours a day foraging, rooting and roaming.

Veterinarians consider pigs as smart as dogs. Imagine keeping a dog in a tight cage or crowded pen day after day with absolutely nothing to chew on, play with or otherwise occupy its mind. Americans would universally denounce that as inhumane. Extreme boredom is considered the main reason pigs in confinement are prone to biting one another’s tails and engaging in other aggressive behavior.

Finally, even if the gestation crate is abandoned, pork producers will still keep a sow in a narrow metal cage once she gives birth to her piglets. This slightly larger cage, called a farrowing crate, severely restricts a sow’s movements and makes normal interactions between mother and piglets impossible.

Because confinement buildings are far from cities and lack windows, all of this is shielded from public view. But such treatment of pigs contrasts sharply with what people say they want for farm animals. Surveys consistently find that Americans believe all animals, including those raised for food, deserve humane treatment. A 2004 survey by Ohio State University found that 81 percent of respondents felt that the well-being of livestock is as important as that of pets.

Such sentiment was behind the widely supported Humane Slaughter Act of 1958, which sought to improve treatment of cattle and hogs at slaughterhouses. But it’s clear that Americans expect more — they want animals to be humanely treated throughout their lives, not just at slaughter. To ensure this, Congress should ban gestation crates altogether and mandate that animal anti-cruelty laws be applied to farm animals.

As a cattle rancher, I am comfortable raising animals for human consumption, but they should not be made to suffer. Because we ask the ultimate sacrifice of these creatures, it is incumbent on us to ensure that they have decent lives. Let us view the elimination of gestation crates as just a small first step in the right direction.

Nicolette Hahn Niman, a lawyer and cattle rancher, is writing a book about the meat industry.

fonte: NYTimes

Fotos lindonas

Não é porque é meu irmão não, o Linus tá fazendo umas fotos animais.

Como esta aqui embaixo. Vai lá no flickr dele: Pedro Accioli

10 março 2007

entre parêntesis

(e a fila anda)

Pra fechar


Uma vista do mirante da linha verde, de onde se vê a Costa dos Coqueiros.

E finalmente, o mar!



Santo Antonio é o nome dessa praia que fica logo depois de Imbassaí e a cinco km da Costa do Sauípe. Na Vila de Santo Antonio há uma produção de bolsas de palha de piaçava, a mesma que cobre algumas casas (inclusive a Ocabana do Steve) e barraquinhas da praia. Por 15 ou 20 vc compra uma bolsa de palha lindona, são muitas cores e modelos, todas lindas.



No carnaval até que tinha um pouco de gente, mas na quinta de cinzas não havia viv'alma por lá. Deu um medão de entrar na água.

Depois de atravessar o rio, é hora de atravessar as dunas...

logo que se atravessa o rio, este é o caminho pra não se perder nas dunas brancas cobertas por vegetação.



as fotos abaixo foram feitas do mesmo ponto do caminho pelas dunas. esta aqui olhando para trás....



e esta, em direção à praia.



Ps: só peguei uns 2 ou 3 dias de sol mesmo. o resto foi esse tempinho nublado. pena. mas pelo menos não queimei o pé nas dunas. quando está muito quente dizem que não dá pra atravessar nem de chinelo, porque a areia bate na canela ou encosta no resto do pé e é insuportável. dizem também que os nativos atravessam correndo pra não sofrer tanto...

O caminho para a praia



Diogo é um povoado que na verdade só tem uma rua principal. Saindo da linha verde, que é a estrada que liga Salvador a Aracaju, tem uma estrada que leva até a vila. Nessa estrada há uma série de pequenas propriedades, chácaras, nas quais ficam as pousadas, entre elas a que fiquei. Tem também um camping com pizzaria, pizza paulistana, bem feita, massa fininha, crocante, ingredientes de primeira, feita por um casal de paulistanos que fugiu do concreto e foi morar nesse lugar rural-praia que é Diogo. Roger e Rosana é o nome da dupla simpática e acolhedora.



Seguindo pela estrada vc chega na 'vila' de Diogo, que na verdade consiste numa única rua central. Ali vc já dá de cara com um restaurante, Caminho do Rio, que me parece que é também pousada, onde se come uma deliciosa moqueca para 3 pessoas por apenas 30 reais.
Virando à direita chega-se à ponte sobre o rio, que é limpo, tem água fresca, perfeito para os dias de sol muito quente. Nesses dias o melhor mesmo é ir cedo pra praia, atravessando as dunas antes que a temperatura da areia branca torne a caminhada impossível, e depois voltar e ficar se refrescando na água do rio.

Ainda a casa- juro que não estou ganhando pela propaganda


O teto da casa, pé direito alto, muito bonito. A casa tem essa parte central, que é a ponta principal de um 'chapéu' que tem mais 3 'pontas'. No alto, em uma das pontas, ficava o quarto da escada. esse quarto tem uma janela que dá pra parte de trás da casa, com vista para o rio que passa lááá embaixo.... de fora, o que se vê é isso aqui (parte de trás da casa):

Algumas imagens do interior da casa


esse era outro quarto da casa. só pra vcs terem uma idéia do lugar... logo embaixo da escada, uma áreazinha com teve, sofá, etc.



mais abaixo, um degrau abaixo, a parte da mesa de café da manhã e a cozinha.
meu quarto durante os primeiros dias.... tinha que subir e descer a escada várias vezes por dia, e o banheiro era na parte debaixo, então improvisei uma sacola para transporte de todas as coisas juntas, e deixava tudo lá embaixo. o quarto era uma delícia. pra quem vai sozinho, acho mais gostoso do que ficar numa cabana. na cabana o galo canta em cima do seu telhado às 4h30 della matina..... e os sapos parecem que estão ali do lado da sua cama.



do quarto se vê a sala com a mesa onde tomamos o café da manhã, a cozinha à esquerda e a salinha de tv à direita, com a escada que leva para o outro quarto que há na parte de cima da casa

Diogo, Bahia

É pra onde fui no Carnaval. vou colocar algumas fotos para que se tenha uma idéia do lugar..... especial para descanso, reflexão, uma delícia mesmo.... vejam aí.
(as fotos estão com resolução ruim porque foram tiradas do celular. essa vida de sem máquina digital é assim.... as fotos de negativo ainda não consegui quem escaneie pra mim)

Essa é a pousada Ocabana. Os donos são Steve e Gabriela, ele alemão, ela bahiana. Têm dois filhos fofos, Boaz e Salif (de Salif Keita). A pousada consiste na grande casa (ou oca), onde há um quarto para hóspedes, no alto, onde eu fiquei os primeiros 4 dias, e mais 3 cabanas distribuídas ao redor. Na grande casa, ou melhor, oca, de pé direito muito alto e cobertura de piaçava, os hóspedes se conhecem e batem papo durante o café da manhã, que merece um capítulo à parte, assistem DVDs com Boaz e Salif, observam as galinhas dormindo nas árvores (se recolhem às 17h30) ou, antes de dormir, tomam um gostoso e perfumado chá de capim santo, que contorna as alamedas que levam à casa (oca) principal e às cabanas.

26 fevereiro 2007

recomeçando

depois de uma semana de sítio-praia, com direito a: banho de rio, banho de mar, banho de cachoeira, galo cantando, galinhas dormindo na árvore, sapos de todas as cores e tamanhos, macaquinhos (micos-estrela) em bando comendo banana na minha mão, areia, muita chuva, muita rede, leituras agradáveis, pessoas agradáveis, muita picada de mosquito (inclusive no rosto!!!), acarajé, peixe, moqueca, cocada, suco de mangaba, mordida de gato, um pouco de sol (afinal, preciso provar que estive na Bahia), volto para esta cidade cinza-caótica, esta chuva que não tem fim, os 50 emails na minha caixa de mensagens e a dura realidade: mestrado+trabalho+pequenas chateações do dia-a-dia. toda vez que fico mais de 3 dias fora levo um choque quando volto.
não sei porque continuo morando aqui.
preciso seriamente começar a me movimentar para ir embora de SP. pra algum lugar que tenha mar...
a gente não vive direito aqui. só trabalha. tá louco, sô!

sei que não é à toa que pela segunda vez eu perco, numa viagem de descanso, algo relacionado com a leitura, o estudo e o trabalho: no começo do ano passado perdi minhas lentes de contato (melhor dizendo, literalmente joguei-as ralo abaixo, sem querer); dessa vez deixei meus óculos (de grau)de armação de titânio num banco da praça da igreja na praia do forte....freud explica.... ou jung, sei lá.

depois publico as fotos. primeiro tenho que mandar revelar o filme e escanear. ainda não tenho camera digital.
antes vai uma fotinho do mico-estrela, que descobri que é o nome do mico que comia na minha mão.

15 fevereiro 2007

Trabalhando que nem uma louca


e contando os minutos pra minha viagem............

as roupas já estão separadas. protetor solar... hidratante.... biquíni.... remédios (filha de médico é assim) muita sopa de cenoura e mamão na cabeça esta semana pra ativar o betacaroteno que existe dentro de mim.

e trabalhando todo dia até as 2 da manhã tentando ver se quando eu voltar, em vez de encontrar 200 emails na minha caixa de entrada, encontro só uns 100. difiiiiiiiiicil.

12 fevereiro 2007

Como comer chocolate sem culpa

Dinheiro pode não dar em árvores, mas chocolate, sim

Nancy O'Donnell,
do Albany Times Union

Como faltam apenas alguns dias para o Dia dos Namorados (Valentine's Day, comemorado em 14 de fevereiro nos Estados Unidos), achei que seria divertido dar uma escapadela até o sul, indo à terra na qual é produzido aquele delicioso chocolate que derrete na boca.

O chocolate na verdade tem início como semente da fruta do cacaueiro, cujo nome científico é Theobroma cacao. É uma árvore sempre verde que pode chegar a 20 metros de altura caso não seja podada.

Ela é uma das poucas árvores cujas flores e frutos ficam diretamente afixados ao tronco. O cacaueiro cresce nas florestas tropicais da África, da América Central e da América do Sul que ficam entre a faixa delimitada pelas latitudes de 10º ao norte e ao sul do Equador, o que garante a presença de calor, umidade e muita chuva durante o ano inteiro.

O cacaueiro começa a frutificar aos quatro anos de idade, e é considerado plenamente maduro aos dez.

Dentro do fruto, que tem o formato e o tamanho de uma bola de futebol
americano, há de 30 a 50 sementes (que na verdade são uma espécie de noz). Os frutos são ligados ao tronco da árvore, e levam seis meses para se desenvolver. Eles assumem uma coloração que varia do roxo-amarronzado ao dourado-avermelhado, dependento da variedade.

Existem três variedades básicas de cacaueiros usados para a produção do
chocolate: o criollo, responsável por entre 10% e 15% da produção mundial; o forastero, responsável por quase 70%; e o trinitario, uma mistura das duas variedades anteriores, que gera cerca de 20% da produção.

Assim que amadurecem, os frutos são retirados das árvores com facões, as sementes são removidas e colocadas para fermentar por aproximadamente uma semana. Esse processo ajuda a reduzir o amargor do produto e a aumentar o seu aroma.

A seguir os grãos são limpos, selecionados, embalados e exportados para os países processadores. Os Estados Unidos são o segundo maior importador, e a Suíça o primeiro.

Quando esta matéria prima é processada para criar o chocolate, é necessária a adição de leite, açúcar, nozes e amêndoas, o que faz do chocolate uma indústria agrícola bastante viável para os Estados Unidos.

Estima-se que cada norte-americano coma 5,5 quilos de chocolate por ano. Para aqueles que não comem a sua parcela, não há o que temer: eu como por vocês, especialmente por volta das cinco horas, durante o café da manhã!

Mas o que torna essa árvore ainda mais impressionante sob um ponto de vista agrícola é a sua relação íntima com o meio-ambiente. A sobrevivência do cacaueiro depende fortemente das copas de centenas de espécies diferentes de árvores mais altas que pairam sobre ele.

O cacaueiro prospera à sombra dessas copas, também conhecidas como cabrucas, mas, o que é mais importante, ele sobrevive por meio da interação com insetos benéficos, pássaros e outros pequenos animais que vivem no topo das árvores.

A intensidade dessa interdependência se tornou evidente há algumas décadas, quando plantações de cacau foram cultivadas a quilômetros da floresta. A produção dos frutos despencou a tal ponto que menos de 5% das centenas de flores de uma única árvore geraram frutos.

Vários estudos revelaram que uma mosca pequena e potente que é responsável pela polinização das flores do cacau não se fazia presente, ou só aparecia em quantidade mínima, nessas plantações distantes das florestas, resultando em uma grande interrupção do processo de fertilização. Além disso, parasitas naturais, insetos benéficos e outros predadores que devoram uma larva destruidora dos frutos não existiam em número suficiente nessas culturas.

Atualmente, os cultivadores desse produto consumido no mundo inteiro não são os megafazendeiros modernos, mas sim aqueles agricultores que operam em escala familiar. Existem cerca de seis milhões dessas pequenas propriedades de um a dois hectares, que operam harmonicamente com a camada superior das florestas, produzindo um total de quatro milhões de toneladas de cacau anualmente. Devido às pesquisas e a uma melhor compreensão do papel importantíssimo desempenhado pelas incontáveis relações simbióticas presentes nas copas das árvores, muita gente acredita que o cacaueiro pode ser um dos elementos para a salvação das florestas tropicais.

Assim, na quarta-feira, quando a sua cara-metade lhe der aquela caixa de chocolates em formato de coração, e você saborear uma barra, não se sinta culpado nem conte as calorias consumidas.

Em vez disso, pense: "A cada pedaço que como, estou ajudando a salvar as florestas tropicais". E isso não é uma piada.

Tradução: UOL

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/outros/2007/02/12/ult586u444.jhtm

09 fevereiro 2007

ENTREGUEI



a minha qualificação (também conhecida como feto, já que para virar bebê - já que escrever mestrado é mesmo um parto longo e doloroso - ainda falta um ano). tem 52 páginas e está saudável, embora um exame mais detalhado possa revelar algum defeitinho congênito.

agora só falta escrever as outras 120 páginas. pouca coisa.
não vejo a hora de pisar na areia da praia do litoral bahiano que escolhi pra me esconder durante o Carnaval.
e tchau pra quem fica!

28 janeiro 2007

o mais novo morador da casa


é o caruncho. um não, são centenas de carunchos. cresceram num saco de arroz integral que eu trouxe de botucatu. bem que eu andei reparando nos últimos dois ou três dias que tinha um bicho estranho, achei que fosse pulgão da planta, mas não era, tava achando esquisito, uns bichinhos pretos parecendo micro-besourinhos andando pela casa. vi no banheiro, vi no corredor... não é ótimo? numa casa cheia de livros e textos espalhados everywere (eu tiraria uma foto, mas não tenho máquina digital), agora tenho carunchos como "roomies". vou ter que mandar dedetizar. saco.

MTv

Enfurnada em casa, passo o dia me preparando psicologicamente pra estudar ou escrever durante a noite. Durante o curto dia (já que tenho acordado por volta de 14h...), tenho assistido muita (demais) TV. Aberta, já que o cabo foi-se no corte de custos, junto com a Folha de SP. O que sobra pra assistir? Cultura (adoro Pingu, o pingüim, é demais!, Zooboo mafoo - sempre gostei de programas de bichos, sinto falta do Discovery por isso. devia ter sido veterinária, eu seria mais feliz), Globo (não tudo) e MTv, já que acabaram com o canal 21. Eventualmente um ou outro programa na Record ou Band. Ah, e shop tour e medalhão persa (risos) - embora eu nunca tenha comprado nada pela TV.
Mas não é disso que eu quero falar. Tem uns programas na MTv inacreditáveis... É sobre eles que quero falar.
"I want a famous face": esse é incrível. Os jovens passam por cirurgias plásticas para ficar parecidos com seus ídolos! Custa-me acreditar em tamanha falta de amor próprio.
"My own": não sei qual é pior. O da plástica ou esse, em que jovens completamente OBCECADOS por determinados artistas do sexo oposto (ex, um rapaz que é louco pela JLo) escolhem entre 6 candidatas qual se parece mais com seu ídolo (para ter o 'seu próprio' ídolo - a tradução do título seria 'meu próprio'... complete como quiser: 'minha própria' JLo, por ex.). quando eu digo que são obcecados, to falando obcecados mesmo. os quartos têm fotos e posters até o teto dos tais ídolos... é demais.os(as) candidatas(os) a ídolo têm que responder perguntas sobre o tal e ainda cantar e dançar imitando o ídolo. sem comentários.
"Sweet 16": de sweet não tem nada. É um reality show sobre jovens milionárias debutantes. Teve um em que a menina era uma pessoa super agressiva, mimada até o pé, insuportável. Outro que eu vi hoje tinha uma moça filha de um dono de concessionária de carros, que dá simplesmente dois carros pra filha de presente (todas ganham carros caríssimos de presente - e se não for zero elas fazem um escândalo). DOIS carros ele dá pra filha. Fora a festa de 160 mil dólares (é isso mesmo).
"MADE" - esse pra mim é o melhorzinho. É o que mais gosto. Pega os jovens excluídos das high schools americanas, os 'losers', sabe? Nem sempre o resultado ultrapassa uma mera 'inclusão' nessa cultura excludente, transformando mocinhas de óculos e cabelos presos em 'prom queens', mas em outros trata-se realmente de dar uma injeção de auto-estima nos rejeitados. O de hoje gostei muito, mostrava uma moça lindinha, fofa, tímida tímida, que se sentia excluída no colégio e queria ser atriz na peça de teatro da escola. mas tinha um medo de palco absurdo, a ponto de chorar quando tinha que falar em público. o 'coach' (tem sempre um) era um professor de teatro novaiorquino, e de modo muito leve e gostoso ele vai fazendo a moça se soltar, ganhar confiança, foi muito legal. O mais incrível era ver como a mãe e o irmão da moça botavam ela pra baixo, sabotavam o que ela fazia, dizendo que ela não ia conseguir, e quando contestados diziam que não estavam falando nada. Dá pra entender porque a mocinha tinha tanto medo. Mas a maioria dos programas não proporciona uma reflexão sobre porque a cultura americana divide todos os seres humanos em 'winners' e 'losers' (favor assistir Litlle Miss Sunshine, a respeito disso. é demais.) e sobre como a escola americana (a nossa também) é excludente.

Acho que era isso que eu queria dizer. Não tem conclusão nem moral da história. Quem quiser assista e tire suas próprias conclusões.

26 janeiro 2007

Solange Alazão - um pouquinho de risada

o buraco do metrô

há alguns dias venho conversando com um amigo engenheiro sobre essa comoção gerada pelo desabamento do metrô. sim, é triste, morreram pessoas, outras estão desalojadas, evidentemente faltou segurança na obra, temos que ver quem são os culpados, fazê-los pagar pesadas indenizações.
mas segundo esse amigo, em termos de acidentes em engenharia, esse teve proporções irrisórias.
em meio a toda esse auê, eu me pergunto: sai no jornal quando todo dia morre algum operário da construção civil? sai no jornal quando morrem pessoas todos os dias por falta de atendimento nos hospitais? o governador vai pedir desculpas a essas famílias? e as pessoas que são mortas pela polícia, alguém pede desculpas às suas famílias também? e quando pega fogo na favela, ou um barraco desaba por causa da chuva?
engraçado, morreram 07 pessoas e estão fazendo um auê.
mas ninguém faz auê por todas as outras milhares de pessoas que morrem por incompetência do mesmo governo que contrata a empresa que faz a obra do metrô.
coisa estranha, não?

22 janeiro 2007

meu pescoço dói...

...mas acho que o projeto ficou pronto.
agora só falta dar uma garibada no capítulo I, que já tá quase pronto.
e começar a escrever o capítulo II.
tenho mais 17 dias pra escrever o máximo que eu conseguir e adiantar tudo, porque o ano vai ser PUNK.
e se tudo der certo vou desaparecer no carnaval e ficar 05 dias fazendo absolutamente nada além de ler, tomar sol, comer, dormir e conversar com a minha amiga que vai comigo. e quem sabe tomara fazer uma velejadinha em parati.
bom dia de novo, são quase 07 da manhã.

19 janeiro 2007

Sobre o mestrado e sobre a neurose (de novo)

Bem, é praticamente só isso que tenho feito ultimamente. Acordo ao meio dia, passo o dia inteiro morgando e/ou resolvendo coisinhas sem muita importância, eventualmente encontro o meu namorado. Lá pelas 07 da noite começo a ensaiar uma sentadinha na cadeira do computador. Mas é só depois das 23h que a coisa realmente pega. Estudo, escrevo, tudo na madruga.
O que enche mais o saco não é o projeto, que até que tá ficando legal.
O que enche o saco mesmo é esse negócio de ter que ficar gravando em dois CDS diferentes cada vez que faço alguma grande alteração no projeto, dois pro caso de um dar merda e sumirem todos os dados ou eu não conseguir acessar, como aconteceu com o meu pendrive e toca MP3 falsificado da Sony. Ah, e ainda tenho que me mandar por email, sabe como é. Uso meu gmail com um bom (e confiável, assim espero) armazenador de backups.
O que eu queria mesmo era que esse computador fosse um pouquinho mais silencioso. O melhor momento do dia (ou da noite) é quando eu desligo essa joça e vem aquele silêncio na casa.....................................
São 5 e 14, vou dormir. Boa noite. ou Bom dia.

15 janeiro 2007

Você sabia?

Segundo a Nissin, são consumidos 80 bilhões de pacotes por ano no mundo. A conta é impressionante: dá 13 pacotes para cada um dos 6 bilhões de habitantes da Terra!

Eu como coisas muito refinadas, aprecio sabores sutis. Mas adoro um miojinho de vez em quando. Nada como comer um miojo com requeijão quando dá aquela fome e não tem nada pra comer..... hmmmmmmmmmmm..........

09 janeiro 2007

You tube

vocês viram? me espanto com os nossos juízes. meu deus, como são mal formados, como são desinformados.... socorro. tomara que meu amigo Tatu, que acabou de entrar na magistratura, fornada nova, possa ajudar a arejar aqueles ares do TJ. tem uma solução possível pro TJ melhorar....mas não posso escrever aqui senão sou processada (risos).
todos os videozinhos do youtube que eu tinha postado aqui sumiram.
mas alguém há de ter juízo na cachola e cancelar essa decisão totalmente descabida.

não parece que eu realmente sei do que estou falando?


sei, sei. fase narcisista. não posso ficar postando fotos de outras pessoas porque não tenho autorização. só do xu mesmo é que posso colocar. então, vai eu mesmo.

08 janeiro 2007

Sobre o processo criativo, a neurose e o ócio

Passei a sexta-feira chorando copiosamente, ligando pra todos os meus amigos, ex-mestrandos ou não, só não liguei pra meus pais porque eles ficariam muito muito preocupados, meu pai já ia querer vir pra cá e já me ofereceria dinheiro. Chorei muito porque me sentia incapaz de um foco, de definir afinal que porra é essa que vou escrever nessa dissertação, os capítulos introdutórios são fáceis, mas e a porra do capítulo principal? Fui dar uma volta...de boné na cabeça porque sem o menor ânimo pra lavar o cabelo desgrenhado, caminhei tristemente até o petshop mais próximo pra ver se tinha algum cão fofo a acariciar pra eu me sentir menos só; tomei uma água de coco no caminho. Chovia um pouquinho, que aqui anda chovendo quase todo dia. Acho que andava precisada desse choro desde o Natal (vide o post New Year's Blues).
Voltei, escrevi um pouco, mas ainda precisada de um arejamento procurei meus amigos fiéis, Paulo, Fe, Mario. Enchemos a cara de saquê e sushi. Falamos sobre tudo, como sempre, e também sobre como Paris é bege e como fazer uma produção independente. Chegada em casa ainda tive uma sessão de papo pelo telefone que durou das 4 às 6. O resultado é que acordei às 14h de sábado, um trapinho. Gripada (quem mandou tomar chuva, tá achando que a vida é que nem filme, com trilha sonora pra choro na chuva? - nem pensei em qual seria a trilha sonora, aliás), já tava com dor de garganta antes. Passei o (curtíssimo) dia imprestável, vendo tv, deitada, deitada, liguei pro namorado, cadê?, dormi um pouco.
À noite pedi um monte de salgadinhos, enchi a pança (que anda crescendo que é uma beleza) e fui dormir. E eu, que sempre tive medo de virar a minha mãe quando crescesse, descobri que estou virando meu pai: além de não tolerar muito barulho, também não consigo mais comer e dormir. Tive uma insônia desgraçada. Horrível.
Domingo acordei tarde, mas decidida: vou escrever mais hoje. Preciso, tenho prazo, tenho reunião em uma semana com o orientador. Tomei um banho e saí pra procurar o almoço, que nada na minha geladeira me apetecia depois do banquete de coxinha e kibe da noite anterior.
Eis que chego em casa devidamente alimentada (putzgrila, como dá trabalho manter-se vivo! ô saco que é ter que ficar comendo toda hora!), sento no computador, liga o namorado: 'vamos?' E quem resiste? E a saudade, que eu não o vejo desde quarta? Vamos, mas tenho que voltar cedo.
Fomos. Não voltei cedo porra nenhuma, fiquei namorando muito, meio culpada, meio que ligando o foda-se, 'foda-se, tenho o direito de namorar, estou muito cansada do ano de 2006' (e 2007 nem começou, mas já me conformei, descanso mesmo só em 2008. e doutorado só em 2 mil e nunca, sei lá), e lá fiquei, e foi ótimo, relaxei, fizemos as atividades do namoro e as atividades sociais com o resto das pessoas da casa.
Cheguei com sono e cansada. E agora? Ai que sono, vou mesmo sentar pra escrever à uma da manhã?
Vou nada, vou tomar um bom banho que amanhã cedo cortam a água do banheiro das 9 às 17h para reforma da tubulação, e cama!
Como alguma coisa.... A quiche que eu queria comer no almoço. Cama, lá vou eu.
E lá vem a insônia a cavalo. Ultimamente anda mais comum do que eu gostaria. Tô com os horários tortos, isso sempre acontece quando tenho que escrever. Não consigo acordar, tomar café e escrever.Simplesmente não dá. Acabo virando uma louca que dorme às 4 e acorda meio dia.
E se vc agüentou o post até aqui, é aqui que ele termina: com a idéia para o capítulo principal do mestrado, ou seja, qual o objeto a ser estudado, lindamente, tudo já estruturadinho, tudo que ela já leu vai servir, falta uma boa pesquisa, falta sim, vamos pedir ajuda aos universitários, tudo isso em 10 minutos no meio da madrugada, sem suor, sem choro, sem stress. simplesmente assim. do mesmo jeitinho que um dia, apaixonada, depois de uma tarde de namoro em 2003, o tema do meu primeiro projeto simplesmente me surgiu, deitada no chão da sala do ser amado... Hoje, depois de dois dias de ócio, sendo meio dia de amor, algumas lágrimas e muita chuva (esqueci de dizer que continuou chovendo), surgiu.
Liguei o abajur, peguei o caderno (desde que comprei a cama de viúva - ô nome feio, vou mudar pra cama de solteiraquedormecomonamorado) que dorme do lado onde deveria dormir o namorado, o lápis, e rabisquei as idéias. Ficou ótimo.Perdi completamente o sono.
Boa noite, hoje estou feliz, mais leve e acho que 2007 vai ser um bom ano.

03 janeiro 2007

Minority Report: estamos quase lá



além do NYTimes ter desenvolvido uma tecnologia que permite que vc leia jornal na internet como se fosse mesmo um jornal (chama-se Times Reader, clique aqui para ver), e de já haver também uma espécie de papel eletrônico da Sony, agora tem esse monitor muito parecido com o que se vê no filme Minority Report. confiram o vídeo. vale a pena.

a consultoria de tecnologia do Emilianas é feita por Pedro Accioli, as always.

02 janeiro 2007

New Year`s blues

nunca sei se é porque não durmo direito. ou se é simplesmente tristeza mesmo. tive isso no natal, uma leve deprê.... hoje fui ver o filme do 007. lindas imagens do lago de Como, na Itália. o que me lembra que já são quase 10 anos que eu fui pra lá. 10 anos.... e passou 'assim', sabe?
haverá tempo pra tudo?
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estou feliz, mas tenho medo. entendo um pouco melhor hoje quem eu antes não compreendia.
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estou preocupada com meu amigo que não passou muito bem na noite do Reveillon. que aliás foi delicioso: festa muito animada, amigos ótimos, foi realmente uma noite feliz. sobrou muita comida. tinha até um salsichinha nervoso (ai que saudade de apertar o corpinho comprido do xu nos meus braços), pretinho e pequeno. faltou alguém. mas foi bom.
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nunca sei se acredito muito, mas dizem os astros que janeiro será um mês bom. tomara. todos os planetas saíram de escorpião, acho isso estranho.

Radio UOL

hm. não consigo ouvir marisa monte de graça na rádio uol. saco.

30 dezembro 2006

Uma pequena fotonovela de xu, o cão que (praticamente) só dorme.


ele mora numa casa com um lindo jardim... (ignorem os carros, eles não fazem parte - embora sejam ótimos esconderijos anti-banho)


cheio de grama, galhinhos, pássaros, frutinhas e até um sapo



ele tem um companheiro canino (tudo bem, é velhinho, mas é um companheiro), o Sa.



de vez em quando, brinca um pouco com bolinhas, ou fuça a grama procurando grilinhos eventuais, para comer. ele tem uma floresta exclusiva, a floresta do xuxu.


mas depois de brincar um pouquinho, vai dando um sono...........


um sono.............



as fotos são minhas e do pedro accioli, meu irmão. para ir no flckr dele, é só clicar no link aí do lado.

outra foto

eu e meu pai quando ele veio pra cá em julho, acho. eu estava feliz nesse dia, todas as fotos ficaram ótimas...

foto por Pedro Accioli

Mais um post emprestado - do blônicas

Caos e celulose.

De Antonio Prata.


Estou feliz e satisfeito. Se não tivesse que escrever esta crônica, até abriria uma cerveja: acabei de eliminar o último montinho da casa, o maior, que me acompanhava há mais de um ano. Não sei se você, disciplinado leitor, também sofre desse mal -- o montinho -- mas a minha vida é uma eterna e inútil luta contra eles.

Não faço idéia de como nascem. Um livro caído no canto? Uma conta de luz deixada por acaso ao lado do sofá? Algumas folhas impressas esquecidas perto do som? Sei que estou andando pela casa numa tarde qualquer e meus olhos tropeçam na pequena Quéops doméstica, feita de manuscritos inacabados e livros jamais começados, cartas abertas e fechadas, caixas de CDs sem discos e discos sem caixas, contas, revistas, folhetos imobiliários, post its ancestrais e outras milongas mais, a desafiar a simetria que eu, com inquebrantável otimismo, desejava para minha sala, para minha vida.

Depois do susto – mas como? Ontem mesmo não estava aí! -- vem um suspiro resignado – pois é, agora está, fazer o que? – e vou tratar de outros assuntos. Por que não vou lá e simplesmente arrumo a bagunça? Oh, proativo leitor, logo vê-se que não entende nada de montinhos. Desfazê-los é perigoso como desarmar uma bomba! Ou você vai até o fim na empreitada, ou acabará dividindo-os em vários montinhozinhos temáticos – aqui as cartas, aqui os livros, aqui revistas... – e, em questão de semanas, terá criado um irreversível arquipélago de bagunça. Mais do que isso: acocorar-se diante das camadas sedimentares do passado é repensar a própria vida. Jogo fora essas revistas ou compro uma estante? Essas contas... Não seria o caso de botar no débito automático? Olha só, aquele conto do Cortázar. Se eu fizesse um mestrado, quem sabe, poderia... “Ligar urgente para Clélia – 87-98786754!!!”. Quem é Clélia? Oito sete é de onde? Será que eu liguei?

São tantas as indagações que surgem que tenho medo de, no meio da arrumação, decidir que minha verdadeira vocação é a odontologia, resolver passar seis meses na Índia ou fazer uma tribal na panturrilha.

Esta tarde, no entanto, apesar de todas as dificuldades, atirei-me com ímpeto à tarefa e desbaratei a última das barricadas de caos e celulose que restava em minha casa. Estou contente. Sinto que a vida é simples e boa. Mens sana in domus sano. Sento-me no sofá, observo a luz do sol atravessar a sala e sinto o sangue correr em minhas veias. Montinhos, nunca mais!, digo. Jogo a crônica de lado e vou abrir uma cerveja.

Antonio Prata é cronista do Blônicas.

Coloquei porque ri muito, sou igualzinha. vou fazendo vários montinhos. na verdade o pior deles é o de contas, documentos, etc. normalmente de 6 em 6 meses eu tenho algum tempo, então ou divido o montinho em vários outros ou, se estiver inspirada, arquivo tudo em pastas etiquetadas. mas tempo anda me faltando, então só o que tenho feito é guardar o montinho em uma sacola e abrir espaço pra que outro comece. fora os montinhos de cartões que tenho medo de jogar fora e desses malditos papeizinhos com telefones anotados que a gente não sabe mais de quem é, mas tem medo de jogar fora mesmo assim....
quem quiser se divertir jogando papel fora pode vir aqui em casa. já tenho praticamente um quarto só pra isso.
um beijo e um queijo. (vou encarar os montinhos do momento: de livros e artigos de criminologia)

28 dezembro 2006

A lista da OAB - inimigos da advocacia

Olha, não vou dizer que eu tenha uma opinião realmente formada a respeito. Tenho dúvidas sobre a ética de se fazer isso.
Pessoalmente, como advogada, e olha que não sou uma defensora ardorosa da classe, nem gosto de ser advogada, achei bom.
Eu tenho um caso correndo em uma das Varas que constam na lista e, se querem saber, gostei de ver o nome de um juiz neo-nazista que eu conheço constando ali. É um alerta para todos os advogados (e para os coitados cujos processos vão parar nessa Vara): cuidado, esse homem é louco! Ele vai tratar vc e seu cliente como lixo, como um excremento.
Ele é mesmo louco. Esse eu posso afirmar, porque já o vi ameaçando meu cliente, que supostamente furtou quatro garrafas de bebida alcóolica do bar onde trabalha, com a prisão. Um sujeito muito perigoso, esse meu cliente, sabe? Imagina, furtar QUATRO garrafas de bebida alcoólica? Um dia, ele faltou numa audiência porque o advogado anterior passou o nº da Vara errado pra ele. Na audiência seguinte, o juiz, essa flor neo-nazista, esse louco possuído, passou-lhe um sermão de 10 minutos e ficou ameaçando-o de cumprir o mandado de prisão. Disse que só não o cumpriria porque eu havia sido ética e pedido, durante a audiência, que cancelasse o mandado. A contrario senso, deduzo que, se eu tivesse esquecido (e quase esqueci) de avisá-lo, talvez o meu perigoso cliente tivesse saído dali preso. Por, supostamente, furtar QUATRO garrafas de bebida alcoólica de um bar.

Sei que tem gente na lista que não é nem de longe feito esse louco. O único que posso afirmar com certeza é o Elio Gaspari, pois eu o leio na Folha e acho o que ele diz muito sensato.
Mas certamente há ali juízes e promotores feito esse que eu mencionei. Eles consideram que os advogados 'atrapalham' o seu trabalho. 'Ah [pensam eles], como seria melhor se esses advogados não estivessem aí para atrapalhar! Se a gente pudesse simplesmente prender todo mundo sem esses sacos de advogados nos enchendo a paciência!"

Pessoalmente, digo que não vou hesitar em olhar a lista a cada novo processo que me cair nas mãos.... ainda bem que serão bem poucos, já que estou parando de advogar.

23 dezembro 2006

sonhos auspiciosos

eita época estranha!
primeiro sonhei que meu pai morria...
e esta noite sonhei que estava grávida. não conto de quem era (risos), mas era bom. e o mais engraçado era que meus pais não ficavam bravos nem nada. sei, sei, parece ridículo que uma mulher de 30 anos fique grávida e os pais ainda 'fiquem bravos', mas se eu bem conheço os meus.... ainda não tenho 'estabilidade' pra criar um filho. quero dizer, ainda não sou dona do meu próprio nariz.
mas enfim, no sonho, que é o que interessa, uma vez que NÃO estou grávida de verdade, eu ficava tão feliz! ainda não dava pra ver a barriga não, eu ainda ia fazer ultrassom e pensava: "bem, melhor esperar até uns 6 meses pra montar o quarto do bebê, pois sempre tem o risco de aborto". no fim, não cheguei até os 6 meses (acordei muito antes disso...)
mas sei que não pode ser à toa que sonho na mesma época, com morte e com gestação logo em seguida.
2006 foi um ano de MUITO aprendizado, muito crescimento profissional, crescimento pessoal. sinto-me mais madura, bem mais forte. a ONG que eu ajudei a fundar está crescendo rápido e sei que sou peça fundamental deste crescimento. assumi responsabilidades sem ninguém pra me amparar caso aconteça alguma merda... acho que isso nunca havia acontecido antes. não tenho chefe, sou parte de uma equipe. tenho poder de decisão sobre o que pode ou não pode ser feito. parece tão bobo, né? mas dá um 'up' na auto estima.... e um medão tb.
embora eu tenha engordado todos os quilos que havia emagrecido em 2005 a duras penas (não entro mais nos meus queridos jeans 38), estou me sentindo muito bem, mais bonita (embora com um pouco de celulite, mas dia 26 começo a dieta - risos), mais senhora do meu corpo e mais dona do meu destino.
o mestrado... bem, está aos trancos e barrancos, mas acho que não vai dar nenhuma merda. não vai ser o melhor que a USP já viu, mas.... embora boa parte do tempo eu reclame, uma vez que faz 02 anos que sou praticamente uma escrava de luxo super qualificada, tudo que tenho feito lá tem me ajudado também a me firmar como professora e a me mostrar que caminhos tomar, o que gostaria de fazer dentro da carreira. fizemos um projeto piloto de visitas a um presídio que foi um aprendizado intenso, uma experiência muito forte. é muito difícil pra mim, saio de lá sempre com as minhas forças exauridas, no dia seguinte fico imprestável, cansada. mas cada vez tenho mais certeza de que preciso continuar.
é a minha única certeza quanto ao ano que começará em breve: preciso continuar.

17 dezembro 2006

foto mais recente


Eu, de cabelinho novo. Já faz um ano que, de 3 em 3 meses, eu vou ao salão, deixo as calças, fica lindo. Demoro 3 meses pra voltar, que é o tempo de pagar a 'mensalidade'.
Agora não tem mais jeito. Acho que gostei de ser 'loira'. Dessa vez ficou mais escuro (tb muito chique), mas já já clareiam um pouquinho as mechas... Sempre fui vaidosa, mas antes achava que em primeiro lugar sempre deveria vir o elogio ao meu cérebro.... agora, simplesmente cansei de ser apenas uma (pseudo?) intelectual de óculos. Óculos só pra estudar e trabalhar.
Continuo sendo uma (pseudo?) intelectual, mas tô achando ótimo ser chamada de gostosa, e mostrar as pernas usando saias e sandalinhas....
É, os 30 vão chegando e a gente vai mudando...

13 dezembro 2006


Do Caco Galhardo, cujo blog está linkado aí na barrinha lateral. Adooooooro esse ómi.

11 dezembro 2006

Freud explica

Ai como eu queria um psicanalista agora.
Tive um sonho tão emocionante esta noite que acordei chorando. Chorando mesmo, de verdade.
Sonhei que meu pai morria..... E fico me perguntando o que significa isso nesse momento pelo qual estou passando.
Será a perda da proteção? Ou o medo dessa perda? Ou será que é um lado mais racional, intelectual que eu temo perder? Não sei. Mas desconfio.
Tenho um medo muito grande de me jogar no mundo, de virar adulta de uma vez por todas. Sempre acho que já virei, mas quando vou ver acho que ainda não. Ainda conto com o meu pai nas minhas cagadas. Até quando me apoiarei nessa muleta tão confortável?
E será tão horrível assim apoiar-se nela? Sempre acho que sim, que é prova de incapacidade. Isso me pune e me tortura, mas não consigo largar....
Ora me acho incompetente, ora me acho super capaz. Outro dia fui fazer uma aula teste e me saí super mal. Me fizeram um monte de pergunta que eu não estava preparada pra responder. Me ferrei. Mas tem tanto professor tão mais incompetente que eu dando aulas, meu deus.... E tem tanto advogado muito mais incompetente que eu ganhando muito mais que eu....
Fico com um medo danado de me jogar no mundo e fracassar. Sim, sim, isso é conseqüência de meu superego mega atuante, de uma carência. Sinto-me forte por um lado e outras vezes tão fraca.... Pulo de área em área e acabo não me especializando em nenhuma.... e isso me torna mais fraca.
Me acho medíocre dentro da minha área de atuação e sei que meu mestrado vai sair bem meia-boca. Me torturo esperando o momento certo para começar a escrever, talvez depois de fazer mais uma ou duas faculdades.....
ai que vontade de voltar pra barriga da minha mãe

03 dezembro 2006

Estresse na fazenda - o nome é Peter Singer, GG

Aproveitando o pequeno debate gerado pelas vaquinhas logo abaixo, e também a lembrança feliz de GG sobre o Peter (e não Paul, que é o da FEA-USP) Singer, que eu já havia lido na Folha e que escreve também sobre eutanásia e aborto, coloco abaixo artigo dele publicado na Folha de hoje (domingo, 03/12) exatamente sobre os métodos de criação das vacas e frangos que vêm à nossa mesa.... e sobre as crueldades que contra eles se cometem.
Divirtam-se, se for possível.

Estresse na fazenda

Para filósofo, métodos industriais de criação são ineficientes e aumentam as doenças cardíacas e digestivas

PETER SINGER
Segundo previsões, o consumo global de carne deverá duplicar até 2020. Na Europa e na América do Norte, há crescente preocupação sobre a ética dos métodos de produção de carne e ovos.
O consumo de carne de vitela caiu de modo acentuado desde que se tornou amplamente conhecido que, para produzir a vitela "branca" -na verdade, rosada-, os bezerros recém-nascidos são separados de suas mães, deliberadamente deixados anêmicos e mantidos em baias tão estreitas que não podem se mover.
Na Europa, a doença da vaca louca chocou muita gente, não apenas porque destruiu a imagem da carne bovina como um alimento saudável e seguro mas também porque se soube que a causa da doença era alimentar o gado com cérebro e tecidos nervosos de carneiros.

Nada de pastar

As pessoas que acreditavam ingenuamente que o gado comesse capim descobriram que o gado de corte pode comer qualquer coisa, desde milho a ração de peixe, dejetos de galinhas (com excrementos e tudo), além de lixo de abatedouros.
A preocupação sobre como tratamos os animais de criação está longe de limitar-se à pequena porcentagem de pessoas que são vegetarianas ou "vegans" -que não comem nenhum produto animal. Apesar dos fortes argumentos éticos a favor do vegetarianismo, ainda não é uma postura dominante.
Mais comum é a opinião de que comer carne é justificável, desde que os animais tenham uma vida decente antes de serem mortos. O problema, como Jim Mason e eu descrevemos em nosso recente livro, é que a agricultura industrial nega aos animais uma vida minimamente decente. As dezenas de bilhões de frangos produzidas hoje nunca vêem a luz do dia. Eles são criados para ter um apetite voraz e ganhar peso rapidamente, mantidos em galpões que podem abrigar até 20 mil aves.
O nível de amônia acumulado no ar por causa dos excrementos faz arder os olhos e os pulmões. Abatidos com apenas 45 dias de vida, seus ossos imaturos mal suportam o peso dos corpos. Alguns caem e, sem conseguir alcançar alimento ou água, morrem rapidamente -um destino irrelevante para a economia da empresa em geral.
As condições são ainda piores, mesmo que pareça impossível, para as galinhas poedeiras, colocadas em gaiolas de arame tão pequenas que mesmo que haja só uma por gaiola não consegue abrir as asas. Mas geralmente há quatro galinhas por gaiola, e muitas vezes mais. Nessas condições de superlotação, as aves dominantes, mais agressivas, tendem a bicar até a morte as galinhas mais fracas.
Para evitar isso, os produtores serram os bicos de todas elas com uma lâmina quente. O bico da galinha é cheio de tecido nervoso -afinal, é seu principal meio de relacionamento com o ambiente-, mas não se usa anestésico ou analgésico para aliviar a dor.
Os porcos talvez sejam os animais mais inteligentes e sensíveis que costumamos comer. Quando criados numa aldeia rural, podem exercer sua inteligência e explorar o ambiente variado.
Antes de parir, as porcas usam palha ou folhas e ramos para construir um ninho seguro e confortável para alimentar suas crias. Mas, nas fazendas industriais, as porcas prenhas são mantidas em compartimentos tão estreitos que não podem se virar.
Os filhotes são tirados da mãe assim que possível, para que possa cruzar novamente.
Os defensores desses métodos de produção afirmam que são lamentáveis, mas necessários, diante da crescente demanda populacional por alimentos. Pelo contrário, quando confinamos animais em fazendas industriais, precisamos cultivar alimentos para eles.
Os animais queimam a maior parte da energia desses alimentos só para respirarem e manterem seus corpos aquecidos, por isso acabamos com uma pequena fração -geralmente, não mais de um terço e, às vezes, somente um décimo- do valor alimentício que lhes fornecemos na alimentação.
Em comparação, as vacas criadas em pastos comem alimentos que não podemos digerir, o que significa que aumentam a quantidade de alimento disponível para nós.
É trágico que países como a China e a Índia estejam copiando os métodos ocidentais e colocando os animais em enormes fazendas industriais.
Se isso continuar, o resultado será o sofrimento dos animais em escala maior que a existente hoje no Ocidente assim como danos ambientais e um aumento das doenças cardíacas e cânceres do sistema digestivo.
Também será terrivelmente ineficaz. Como consumidores, temos o poder e a obrigação moral de nos recusarmos a apoiar métodos agrícolas que sejam cruéis para os animais e ruins para nós.

Este texto saiu no "Guardian".
Tradução de Luiz Roberto Mendes Gonçalves.

30 novembro 2006

Na falta de tempo e energia...



vou botar as vaquinhas bonitinhas que eu gostei.
também adoro aqueles adesivos: bichos são amigos, não comida; não coma nada que tenha um rosto e outros parecidos.
um dia, quem sabe, consigo parar de comer carne. no dia que eu arrumar uma empregada que saiba cozinhar comida vegetariana e peixe.

23 novembro 2006

a festa nunca termina

e o aniversário já foi, mas o inferno astral não acaba. e o pior, ele está irradiando para as pessoas ao redor.
no dia 15 de novembro entraram na ONG onde eu trabalho e levaram todos as nossas CPUs. a menos de uma semana de um evento superimportante.
ralamos pra resolver tudo urgente. deu tudo certo, o evento saiu. no sábado, 18, eu tava um trapo, chorei o dia inteiro. ah, meu DVD, ganhado do meu pai, que por sua vez ganhou num sorteio, foi na leva junto com as CPUs. virou cocaína ou crack. quem sabe na Santa Ifigênia a gente não conseguia de volta nosso banco de dados que foi junto com as máquinas...
hoje, voltando da penitenciária onde estamos fazendo trabalho voluntário, que ironia, sou assaltada no farol: a idiota classe-média com cara de aristocrata de vidro aberto, dando mole, chega o viciado fodido (com 4 outras pessoas no carro a idiota não imagina que alguém vai abordar), pede dinheiro, a idiota fala que a bolsa tá no porta-malas, o viciado fica olhando pra dentro do carro, procurando, e pede o celular. nem sei se estava armado, mas eu não tinha pra onde andar, não dava pra fechar o vidro, tudo parado, dei a porra pra ele trocar por 10 pedra de crack.
isso depois de conseguir a duras penas o maledeto celular, depois de quase dois meses de inferno com a vivo, diariamente, ainda hoje chegou a nova conta do clone, 1000 mil reais e ainda preciso ligar na porra da empresa pra contestar a conta porque não conseguem resolver sozinhos, e provavelmente vão fazer cagada e bloquear minhas ligações porque não paguei a conta de 1000 reais do clone (fizeram isso comigo mês passado...)
ai que vontade de sumir

20 novembro 2006

sem título

sem título porque não sei bem. hoje (ontem) fiz 30 anos. achei que estava tudo bem mas estou tendo um pouco de dificuldade para processar a informação. o ano de 2006, que ainda não acabou, foi muuuuuuuuito foda, muito mesmo, mas ao mesmo tempo de muuuuuuito crescimento. outro dia um amigo comentou que achava engraçado essa maneira de comentar, porque bom é sempre o momento agora, pra ele (tem 20 anos e a sabedoria de um budista experiente). de fato, mas quando digo isso, não acho que os outros anos tenham sido melhores ou piores. mas este ano, aliás, os últimos anos pós UTI (2004, 2005 e 2006) têm sido de crescimento intenso com consciência do processo enquanto ocorre. fico mais madura à medida que o tempo passa, e isso me amedronta mas ao mesmo tempo acho interessantíssimo. acho que hoje sou uma mulher (antes era uma menina...) muito mais interessante do que era há 10 anos... me descubro dia a dia em todos os sentidos, alguns com muito prazer (cada vez mais!) e outros com aborrecimentos, dificuldades, defeitos. mas a descoberta e o autoconhecimento são muito bons, e só assim se cresce.
não ando numa fase muito auto-analítica, larguei a terapia e fui pra acupuntura que mexe com a energia. acho que por mais que esteja tudo difíííícil, tô segurando a onda com essa energia que está se mexendo dentro de mim. racionalizar é imperativo na minha cabecinha pensativa, mas se abrir e intuir têm sido coisas boas.
se antes eu pensava que ficaria eternamente sozinha, que vou morrer velhinha numa casa com 50 cachorros e 40 gatos, sem filhos e sem marido... bem, pode mesmo ser que isso aconteça, mas até sobre casamento falei esse ano! coisa que jamais pensei que aconteceria comigo tão cedo e da maneira como foi...
abrir-me cada vez mais para o mundo com o mínimo de preconceitos e o máximo de curiosidades.... tenho buscado isso, e tido respostas maravilhosas.
e amar, amar, amar, em todos os sentidos amplos e possíveis da palavra, cada vez mais é delicioso e cheio de descobertas, de novas emoções. foi assim que o ano começou: com muito amor, energia muito boa, mente aberta e gente muito boa do meu lado. e vai terminar desse jeito, com a diferença que agora tem MUITO MAIS gente muito boa do meu lado!
minha família, meus amigos, meus amores, meus bichos, meu planeta.........ô ser humano difícil de entender e conviver, ô mistério da vida! que coisa linda e amedrontadora que é viver e morrer!

11 novembro 2006

xu, o cão, dormindo como sempre




a foto é do meu irmão. para ir no flckr dele clique aqui

09 novembro 2006

merda

esqueci de novo de pagar a conta do cartão de crédito

06 novembro 2006

Ótimo, ótimo, ótimo. Rosana Hermann rules!



vídeo da Rosana Hermann que ganhou o Festival do Minuto. muito bom.
visitem o blog dela, Querido Leitor. é muito bom. ela também escreve no blônicas.

esse post era pra ser só sobre o inferno astral. mas o sa ficou doente este finde........ e eu fiquei triste à beça

acho que o meu inferno astral finalmente acabou.
parece que as coisas agora estão mais calmas e se encaminhando....
depois de dois meses brigando diariamente com a vivo e com a nokia, finalmente acabou o clone do meu celular, ganhei um aparelho novo e consegui meu dinheiro de volta da nokia. finalmente.
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sumi porque fui pro Rio num congresso, que deixou bastante a desejar; pelo menos dei uma espairecida, tava muito cansada, e encontrei o meu irmão. fomos no show da Patti Smith e Yeah Yeah Yeahs no Tim Festival e lá eu vi e falei com o Leo Madeira,da MTv (adooooooooooro Leo Madeira, só não pedi autógrafo, fui que nem besta falar com ele).
dancei muito na Patti Smith, foi ótimo.
peguei uma corzinha em Ipanema e depois passei um nervoso na ida pro Galeão, na Linha Vermelha. acabei voltando de ônibus, na segunda de manhã. pavor, pavor, pavor, o Rio é lindo, mas é foda.
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depois do Rio fui pra Botucatu neste finados e quase que temos um funeral na família: Sapeca, o cão, 14 anos, salsicha preto fiel companheiro, sábio, sossegado, forte pra caramba, brincalhão mesmo ceguinho, que dá broncas no Xu quando ele faz bobagem (dá mesmo, ele late dando bronca, é engraçado), lambeu um sapo e se intoxicou. ninguém viu isso. depois que tocamos o sapo pra fora, eu vi uma baba na sala.... e vi que o Sa tava esquisito.
ele passava o focinho no chão, tentei dar água na seringa, mordeu a seringa, tentei dar leite, não conseguia lamber o leite, a língua ficou azul. quando ele começou a enfiar a pata dentro da boca pra aliviar a sensação ruim, vi que a coisa era séria.
entrei no carro voando pra tirar da garagem, nesse meio tempo ele foi pro jardim e vomitou uma baba branca.
fiquei desesperada mesmo. chegamos lá ele tomou 4 injeções, vomitou mais, ficou muito muito muito assustado, a gente via no olho dele, a carinha de medo. quase morri quando ele tava vomitando e de repente caiu deitado, achei que tinha perdido a respiração ou algo assim.
a veterinária disse que está com um edema pulmonar, tem um soprão no coração e que está batendo muito rápido o coração. deu um diurético pra melhorar o edema.
no dia seguinte ele não conseguia levantar o quadril pra andar. ai.......... acham que consegui estudar? fiquei o tempo todo do lado dele. dei remédio, tudo. foi melhorando, deu umas andadinhas..... foi beber água, fazer xixi..... ah, e o batimento acalmou, bastante.
hoje eu já tava aqui em SP(vim fazer um concurso) e o meu irmão disse que ele já estava andando e já acordou como de costume todo mundo às 6 e meia da manhã fungando em todas as portas-janela da casa e latindo pro meu pai abrir a porta pra ele entrar (ele não se conforma porque o Xu dorme dentro de casa e ele dorme no jardim, então acorda e late pra entrar.... risos)
o Xu percebeu que as coisas não estavam bem. ficou na dele, quietinho, meio triste.
sei que o Sa não vive muito mais e tenho pavor que ele morra quando eu estiver sozinha com ele (isso vai acontecer no final do mês). ele é um cão guerreiro, muito saudável, nunca fica doente, mas ultimamente anda tenho coisinhas........ teve diarréia recentemente e agora isso do sapo. isso vai debilitando ele......... tadinho. a gente viu o esforço que ele fez este finde para ficar firmão. mesmo ontem sem andar, levantava as patas da frente e ficava esticando o corpinho, tentando levantar.
só não quero ver ele sofrer. quando ele for, que vá em paz, do seu jeito de cão pacífico que ele é.

24 outubro 2006

21 outubro 2006

olha o que eu fiquei fazendo ao invés de estudar


procurando coisas engraçadas na net....
Essa é do Laerte, do site dele.

Mario, essa é pra vc.........


Peguei no blog do Caco Galhardo.
Simone de Beauvoir.
Pra quem gosta de mulheres reais, gostosas e inteligentes - assim, meio como eu :P

Tapa na pantera, com Maria Alice Vergueiro



Pra quem ainda não viu.......... é ótimo.

16 outubro 2006

é muito mais simples do que vc imagina

meu deus, quanto tempo perdemos fazendo tempestade em copo d'água por coisas que não podemos controlar.
esse post é pra eu lembrar pra mim mesma que viver o presente é uma maneira simples de lidar com ansiedades e frustrações.
o que passou já passou......... não se apegue...........
o que virá, bem vc não tem controle........ não se apegue.............
o que é bom hoje logo acaba.................não se apegue.............
e o sofrimento também acaba.................não se apegue a ele.......
é tão simples.
basta lembrar.

15 outubro 2006

Aurora Boreal

Quem não tempo e/ou imaginação usa post alheio (com o devido crédito). Vai lá, Nelson Botter!

Era uma vez...

De Nelson Botter.

Atenção, mulheres, leiam isso e usem como regra para suas vidas: "Eu não preciso e nem devo ser perfeita em tudo!!!". É isso mesmo, leiam de novo! "Eu não preciso e nem devo ser perfeita em tudo!!!". Mais uma vez! Como é que é? Não entendi! "Eu não preciso e nem devo ser perfeita em tudo!!!". E ponto (de exclamação).

Chega dessa coisa de mergulhar de cabeça em auto-cobranças loucas e absurdas por uma perfeição inexistente, algo inatingível e até certo ponto imbecil. Leia lá de novo, anotem nas agendas, grudem nos espelhos de casa, coloque no painel do carro, deixem dentro do estojo de maquiagem, no melhor estilo auto-ajuda possível. É isso mesmo, Botter guru lhes diz: "Mulheres, descompliquem!!!".

Eu, homem, exijo que vocês não sejam as melhores mães do mundo, que não provem ser as profissionais do ano, que não deixem a casa brilhando todos os dias, que não acumulem mil tarefas loucas, que não sejam as melhores esposas, namoradas ou amantes da face da Terra, que não enlouqueçam por causa da beleza eterna, que tenham direito a engordar, a ter celulite, estrias e barriguinha ou barrigona, que não precisem gastar milhões em cosméticos e tratamentos estéticos, enfim, exijo que vocês sejam as mulheres mais lindas do mundo simplesmente por serem vocês mesmas! E garanto que muitos homens pensam como eu, jogam nesse time, o das mulheres por elas mesmas.

Desde que a mulher entrou nessa de dupla, tripla ou quadrupla jornada, a vida feminina (que já era um pequeno inferno) se tornou algo dantesco, extremamente ilusório e estressante. O nível de exigência consigo mesma passa dos limites imagináveis e concebíveis. É preciso parar com isso, pois nunca as mulheres tiveram tantas doenças motivadas pelo alto estresse, dentre elas as tão temidas cardiopatias, ou seja, o coração feminino não sofre mais somente pelas desventuras do amor... agora a bolsa (não a de couro e sim a de valores) a faz enfartar rapidinho!

Sim, a igualdade dos sexos é necessária, o feminismo é importante, a valorização da mulher perante a sociedade é uma das maiores conquistas ocidentais do último século, as mulheres devem mesmo ter autonomia financeira, serem independentes e terem grandes objetivos profissionais, mas é preciso saber a medida certa. Como em todo processo de adaptação ao novo, as mulheres vieram com todo o gás, pois sabem que o preconceito (principalmente no mundo corporativo) ainda é grande, a coisa não é fácil, entretanto o período de adaptação já passou, hoje temos mulheres presidentas de empresas e até países. Portanto, vocês meninas chegaram lá, agora é hora de pisar no freio e acompanhar a velocidade (muitas vezes tartaruguesca) dos homens.

Podem tirar a fantasia de Mulher-Maravilha, vai lá, rodopiem e larguem essa história de serem as heroínas do dia, chega. Quero ver vocês se libertando da escravidão imposta pela sociedade consumista e dos ridículos padrões de beleza. Joguem a obsessão pela magreza no lixo, livrem-se da culpa por não lamberem suas crias 24 horas por dia, parem de competir ferozmente no mercado de trabalho, dêem uma banana aos homens folgados que não lhes ajudam nas tarefas da casa e ainda exigem disposição para um kama-sutra de 12 horas seguidas.

Mulheres, voltem a ser meigas, delicadas e sensíveis. Essa roupa masculina não lhes cai bem e só deixa o mundo mais feio e troglodita. Salvem-nos enquanto ainda há tempo, mas sem bancar a super-heroína, apenas sejam vocês, mulheres, pois já é o suficiente... e esse é o grande segredo para salvar o mundo. Fora que Mulher-Maravilha já era, né? O negócio agora é ser Meninas Super Poderosas!

Nelson Botter é cronista do Blônicas.