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26 agosto 2007

Emilia Simpson



Será que ficou parecido? Opiniões...

Quer fazer igual? Simpsonize Me.

24 agosto 2007

João de Barro

Fonte da foto: http://www.iti.br/twiki/bin/view/Swlivre/JoaoDeBarro

Quando eu era mais nova (não vou falar mais jovem porque não me desce bem...), eu tinha muita certeza de tudo. Eu nunca havia parado pra pensar realmente sobre isso, mas tenho clareza, hoje, de que eu tinha certezas demais. Nem sei bem sobre o que, mas eu tinha.

Hoje não tenho mais certeza de nada. Ainda bem.

O tempo e a (con)vivência têm me mostrado, dia a dia, que é ele mesmo (tempo) que nos dá as respostas. Que é preciso saber ouvir, saber calar, saber abraçar, saber esperar, saber rir de si mesmo.

O joão de barro sabe ensinar o que eu estou falando. Ele estava construindo sua casinha no poste na frente da minha casa, no interior. Boa parte da sua casa ele pegou no meu jardim. Trabalho longo... Vai, pega gravetinhos, voa, coloca lá, volta, um pouquinho de lama no meio de mais gravetinhos... No fim da tarde come insetinhos, despudoradamente, nem te ligo pros cachorros: pousa no jardim e fica caçando pequenos pernilongos e bichinhos... e segue, incansável, buscando os gravetinhos, dia após dia.

Estou aprendendo a buscar os gravetinhos. É difícil, porque vc precisa procurar bem pra não pegar gravetinhos errados. Precisa saber perguntar que tipo de lama serve e qual não serve... Por vezes não é a sua vez de colocar um gravetinho ali... É preciso, ainda, perceber quando é tempo de parar e deixar secar o que já foi construído...

E vc precisa também saber onde colocar os gravetinhos. E de repente, tem dias que vc não está muito bem e escolhe mal, pega uns meio ruins, meio ocos, ou então não quer nem pegar nada. Às vezes parece que tudo vai desmoronar... aí vc presta atenção, vê onde é que está meio torto, onde está faltando lama... e continua... E quando, finalmente, fica pronto um pedacinho pequeno da parede... Dá uma felicidade tão grande... que vc sabe que tem que continuar construindo, porque a casa vai ficar linda.

20 agosto 2007

"Caguei para o Cansei"

AHAHA, adorei... notícia da coluna da Monica Bergamo, da Folha de hoje:

"Zezé é Zezé. Eu sou eu"

O cantor Luciano recusou convite para entrar no "Cansei". O irmão dele, Zezé Di Camargo, aderiu, mas ainda assim Luciano diz que a manifestação é oportunista e que agora vai "lançar o movimento "Caguei'".

FOLHA - Por que não aderiu ao "Cansei"?
LUCIANO CAMARGO - Como é que eu vou apoiar um movimento liderado por alguém que promove desfile de cachorros [o empresário João Doria]? Essas pessoas cansaram de quê? Os artistas só estão aderindo porque foram convidados por amigos. A maioria não tem coragem de dizer não. Eu tenho. Este é mais um movimento oportunista. As pessoas que estão nesse movimento não cansaram de coisa nenhuma.

FOLHA - O Zezé aderiu.
LUCIANO - O Zezé é o Zezé, eu sou eu.

FOLHA - Você já disse que se arrepende de ter apoiado o candidato Lula na eleição.
LUCIANO - Eu não me arrependo. Eu me decepcionei. Mas nem acho que o "Cansei" é para derrubar o Lula. Aquilo ali [Lula] nem com reza brava cai. Mas o "Cansei" tem uma classe elitista por trás, que nunca pegou fila para entrar num avião. É um movimento político. Estavam só esperando um momento oportuno para lançar. Protesto é ir para a frente do prédio da TAM. Eu cansei desse "Cansei". Vou lançar o "Caguei". Caguei para o "Cansei".

13 agosto 2007

Pós-graduação

Ao ler a notícia de que o colombiano Abadia, aka "Chupeta", um dos traficantes mais procurados do mundo, que já mandou matar mais de 300 pessoas, está no mesmo presídio que Beira-Mar, pensei:
- Agora que já tem orientador, Fernandinho pode fazer seu mestrado.


Post emprestado do blog da Rosana Hermann - Querido Leitor

10 agosto 2007

Sumiço

Acabei de descobrir a explicação do porquê passei uma ou duas semanas (já nem sei mais) sem conseguir ver nenhum blog do blogspot. Aparentemente, a Telefonica bloqueou o blogspot para usuários do Speedy.... sem nenhuma razão, até onde eu sei, e pior, sem avisar!

Agora há pouco, misteriosamente, consegui acessar.

Olha a notícia:

BlogSpot está fora do ar para usuários Speedy

26 julho 2007

Dieta e Boxe

Mi:
estou fazendo a dieta da mexerica
Mi:
e semana que vem começo o BOXE!!!
B:
q tristeza
rsrssrss
hj comi :
alcatra
cupim
rabada
Mi:
eu vou ficar gostosíssima com o boxe e a mexerica
hj eu comi
B:
canelone
pudim
Mi:
bolacha água e sal com queijo branco
banana
mexerica
B:
e abacaxi p quebra a gordura
hahahahahaaahaha
cada um tem a dieta q merece
Mi:
arroz integral e omelete com queijo e abobrinha
iogurte com granola
café
Mi:
e agora outra mexerica e depois chá
B:
hahahahahahaa

23 julho 2007

O Rio, o táxi e o bolero

O Rio de Janeiro pode ter muitos defeitos, como o pior atendimento ever em restaurantes e a mania do carioca dar palpite em todas as conversas, inclusive nas que não lhes dizem respeito, mas tem uma coisa que só o Rio tem: taxistas que tocam bolero:

"(...) Depois de um banho frio para espantar o calor carioca (a brisa só fazia carinho nas cortinas, mas não ousava invadir a sala, janela adentro), bela e fresca e perfumada, ombros nus na blusa tomara que caia, delicados brincos de pedrinhas cor-de-rosa, os cabelos curtos e cacheados cuidadosamente lavados e arrumados como uma moldura castanha para o rosto de traços clássicos e pele branca, chamou um táxi para levá-la ao seu destino.
Ao entrar no carro, o ar gelado arrepiou-lhe os pelinhos do antebraço, um alívio para a sensação de calor que já tomava conta da sua pele recém saída do chuveiro.
Acomodou-se no banco de trás. Disse o destino ao motorista, esperando nada mais que uma monótona viagem de 10 minutos até o Jardim Botânico.
O taxista ligou o rádio: tocava um bolero, assim meio breguinha, 'el dia que me quieras...' Ela não gostava muito de música romântica. Mas, pensou, posso tolerar uma música.
O rádio emendou com um 'no me platiques mas...' (a música da novela das sete, lembrou ela. Hmmm, acho que é um CD, não deve ser rádio não. Peraí, as duas são do Luís Miguel... É, definitivamente é CD).
Lembrou do taxista da novela das oito. Aquele que era amante da dona de casa, sabe? Mas esse moço era diferente, educado, romântico. Mal tinha visto o seu rosto, mas podia adivinhar o modo como ele acariciava os cabelos da namorada, as flores e os jantares românticos que aprontava pra ela. 'Somos novios, e tenemos um cariño limpio e puro...'
Então ela sentiu-se de repente feliz, confortável; mais que isso, sentiu-se quase amada, valorizada, homenageada. Ensaiou um sorriso nos lábios pintados de rosa. Uma sensação de paixão adolescente percorreu o seu corpo, aquele frio na barriga que ela adorava...
Ao desembarcar, já completamente envolvida no clima romântico-latino, não pôde deixar de agradecer ao motorista pelo atendimento gentil. Mas não olhou no seu rosto quando ele, tão atencioso, ainda lhe fez um convite: - 'Se quiser, chame, que um carro vem para levá-la de volta'."

Pois não é que este último final de semana os taxistas que tocam bolero atacaram novamente? Estávamos nós 4 num táxi a caminho de Ipanema, num lindo sábado ensolarado, fazendo uma lista dos 5 piores sons e/ou bandas conforme a avaliação de cada um, quando um dos presentes disse:-' eu não gosto daquela das borbulhas de amor'. E eu disse: -'eu gosto, é um bolero, eu adoro boleros...'

De repente, não mais que de repente, um bolero começou a tocar no táxi. E o motorista disse ao passageiro da frente: 'mexe com a moça' (no caso, a moça era eu). Achei engraçadinho; quando saímos do táxi, agradeci a ele pelo bolero.

Imediatamente me lembrei do texto acima e fui vasculhar nas minhas coisas... Tá aí, editado mas taí, nunca tinha postado antes. Hoje não gosto tanto dele como gostava na época, mas vale a recordação.

Resumo da ópera:

Passagem de ponte-aérea SP/Rio: 150,00
Saída de praia nova pra desfilar em Ipanema: 50,00
Um taxista que toca boleros no trajeto: não tem preço.

Tem coisas que só um taxista carioca faz pra você*** ;-)



*** Incluindo as participações especialíssimas de Mister, Alezinho e Mileninha.

18 julho 2007

Aeroporto de Congonhas, uma, duas, três vergonhas

cerca de 30 anos atrás Paulo Mendes Campos (eu vou confirmar se é dele mesmo a crônica, tô sem o livro aqui) escreveu, para a genial coleção "para gostar de ler" - que eu li, reli e treli durante a adolescência e que pego até hoje-, a crônica com o título acima.

o texto fazia piada com o aeroporto de congonhas... os aviões passando tão baixo que, como diz um amigo meu, se o chão fosse de vidro dava pra ver a calcinha da aeromoça.
toda vez que eu viajo e pouso em congonhas fico tensa. num dá, né? sempre acho que a pista é muito curta....
até que demorou pra acontecer o que todo mundo já sabia que ia acontecer...

eu acho que a gente simplesmente deveria parar de comprar passagens de vôos partindo ou chegando em Congonhas. TODOS. não vamos mais comprar passagens saindo de congonhas!!!
deixa a infraero morrer com a grana que eles investiram lá nos últimos anos, na reforma. deixa as companhias aéreas começarem a ter prejuízo porque as pessoas não querem aterrisar num aeroporto cuja pista é tão curta que se acontece qualquer coisa o avião não tem pra onde desviar...

a hora que começar a doer no bolso, aí, só aí, vão a providência que deveria ter sido tomada há, pelo menos, 30 anos: fechar o aeroporto de congonhas.

14 julho 2007

13 julho 2007

As Três Pedras



A Três Pedras são uma formação do arenito Botucatu que fica, no entanto, no município de Bofete/SP. Antigamente, o pessoal dizia que via OVNIS ali. Teve até um Frei obcecado por sexo e/ou pela moral e bons costumes (as duas coisas estão indissoluvelmente ligadas...), chamado Fidélis, que criou umas teorias loucas sobre as três pedras, que lá dentro funcionava um templo de culto à Grande Serpente...Olhando a formação dá pra ver o símbolo fálico que atiçou a imaginação do Frei e entender a piração do cara.

A paisagem é linda. Fiz uma caminhada este feriado ali, o céu muito azul, característico da região, vaquinhas pelo caminho, riachinhos, um charcho e as Três Pedras, lindonas. Belo passeio...



Ah, e as flores de São João trepando por cima das árvores e enfeitando os postes de iluminação são um capítulo à parte, junto com os ipês roxos que estão colorindo a cidade (olhem por São Paulo, tá cheio.... lindo!!!). Isso a gente deixa pra outro post.

Por hora, apreciem a paisagem...



vista que se tem do ponto mais alto do caminho que leva às Três Pedras. tava com um pouco de névoa...

08 julho 2007

O que sinto

sono, preguiça, necessidade de mexer o corpo todo, de fazer muito exercício, até ficar exausta e muito muito cansada, saudade do meu amor (é meio brega dizer meu amor mas é isso mesmo), vontade de ler só coisas agradáveis, vontade de receber visitas e de ficar jogando conversa fora, de sair de casa completamente avacalhada, de dormir com o meu cachorrinho enrolado nas minhas pernas.

sinto, principalmente, sono.

07 julho 2007

Post emprestado

É o que tem pra hoje.

De Tati Bernardi.

Queria ser uma dessas pessoas que chegam rapidamente até o outro lado da praia, mesmo quando é fofa e de tombo.
Que arquitetam planos de vida.
Que começam assistentes e terminam donos.
Que começam miojo e terminam grande evento culinário um sábado sim, um não.
Que não se demoram na hora de olhar o cardápio, a vitrine, o Guia da Folha, os rapazes da noite.
Fico vendo que fulano foi lá, escreveu o roteiro, quase um ano de trabalho. Depois foi lá, filmou tudinho, mais um ano de trabalho. Na semana da estréia já estava envolvido em outro projeto. Projetos atrás de projetos. Ah: e fulano tem absoluta certeza que nasceu pra isso.
Fico vendo que fulana foi lá: em 2000 pós, 2001 mba, 2002 carro do ano, 2003 casamento, 2004 casa, 2005 filho, 2006 rotavírus. Uma vida na agenda.
Mas enquanto isso, será que fulano sabe dos 456 livros que poderia ler? Das 456 mulheres que poderia comer? Do pôr do sol em Fernando de Noronha? Do prazer surruel que é dormir até tarde sem saber que dia é?
Como fulano pode ter certeza que está no lugar certo, na hora certa, no momento certo, com a pessoa certa, se há zilhões de segundos, dias, ruas, bairros, cidades, países e sonhos nesse mundo?
Passo os dias me perguntando. Aquele povo todo, correndo na paulista, se apertando no metrô, parado no trânsito da Marginal, passando crachás, apertando mãos, escovando os dentes naquelas escovinhas que dobram no meio pra caber na bolsa, almoçando em quilos, sorrindo em falso, respirando ar condicionado, sonhando com a bunda alheia, com o salário alheio, com o final do dia.
Eu não consigo ser uma coisa. Não consigo viver por algo. Tenho esse saco sem fundo onde cabe o mundo. Mas cabe tanto, tanto, que vivo vazia. Porque ainda não aprendi a me preencher.
Porque ainda ando por aí meio maravilhada e irritada, caçando meus pedaços, desejos e inspirações. Até que depois de ver um pouco de tudo e todos, eu saiba finalmente que cara e que forma tem o meu mural de recortes, a minha colcha de retalhos.
Mas no meio do caminho se é muito feliz. E esse texto está assim meio estranho porque to escrevendo ele… quem diria: um pouco bêbada. Agora, por exemplo, to feliz porque bebi saquê e cantei “O amor e o poder” em um karaokê louco. To muito feliz. E talvez um pouco bêbada. Odeio crachás. E eu to feliz porque to ouvindo uma versão de “My way” cantada pelo Gipsy Kings e são quatro e cinco da manhã. E porque estou tendo o maior ataque de riso do mundo simplesmente porque nada faz sentido. E que bom que não faz.
Como diria meu cabeleireiro gay e com pedras no rim: “é o que tem pra hoje, meu bem”. E eu não me culpo pela minha pressa em ficar. E eu não te culpo pela sua pressa em ir. É em tantas pressas contrárias que a gente se esbarra pelo mundo e se diverte um pouco.

Tati Bernardi é cronista do Blônicas.

03 julho 2007

Cotidiano Paulistano

Olhou as prateleiras cheias de produtos industrializados e que contribuem para o acúmulo de lixo no planeta. Um tédio profundo percorreu as suas veias. Podia senti-lo nos seus pés, nos fios de cabelo encaracolados com mechas loiras falsas, nas suas unhas descascadas, e bem, mas bem no fundo do seu olho...
Já era muito tarde. Estava cansada. Cansada da vidinha besta das 9 às 18h, do cotidiano paulistano de tantas decisões a tomar: passar ou não o farol amarelo, este restaurante italiano ou aquele nouvelle cuisine, dormir um pouco mais ou tomar o café da manhã, escola particular ou pública, colégio tradicional ou de vanguarda? fazer ou não o seguro do carro, ir ao cinema ou ao show? Esse monte de decisões, idiotas ou não, comezinhas ou não... isso a enfadava muito, e ela se perguntava, ali no meio do corredor daquele supermercado da classe média alta, onde é chique comprar produtinhos importados e que fica aberto 24 horas porque é preciso, onde se pode ler o último bestseller de auto-ajuda nos negócios tomando um café espresso 100% arabica, afinal o que diabos eu estou fazendo aqui???
Aí ela se lembrou daquele filme italiano que assistira no cinema de circuito alternativo, comprou um pão italiano, um macarrão grano duro, um tomate pelado em lata, uma garrafa de vinho tinto, uns queijos... pagou com cartão de crédito internacional aceito em mais de 50 países, pegou o seu carro popular com direção hidráulica e vidros fumê, acendeu um cigarro e, quando passava em cima do Elevado Costa e Silva, popularmente conhecido como Minhocão, um pouco acima do limite de velocidade permitido, perdeu a direção e caiu espetacularmente em cima da praça Marechal Deodoro, assustando algumas pombas e mendigos que dormiam no local.

17 junho 2007

Calendas, cada vez melhor


Calendas fica melhor conforme o tempo passa. Homem vinho, sabe como é?
Depois de gravar o webum de um homem só (confiram em http://www.calendas.com.br/), chamou a banda; em pouco tempo os caras (e a mina) já tão fazendo show... Já teve em SP e agora no Festival Tinidos, em Curitiba. Em suma, o cara é um designer de mão cheia e muito bom gosto(confiram o próprio tratamento de imagem do clip), é blogueiro dos bons (tá aqui na barrinha o link...) e agora ainda ataca de roqueiro, mandando muito bem.
Parabéns, Ma!!!! Estamos podendo, heim???

15 junho 2007

Sobre a crítica

Ainda um pouco emputecida com algumas críticas muito fáceis de fazer, especialmente quando o criticador é tão responsável quanto eu pelo que está criticando, informo que ontem passei (depois de um vidro e meio de rescue tomado desde a noite anterior, durante a TPM e conseqüentemente com direito a uma dor de cabeça depois, que melhorou - um pouco - com uma cerveja tomada num buteco pé-sujo ali no viaduto Maria Paula com meu dileto amigo que me desobedeceu e foi assistir e que só melhorou mesmo depois de duas doses de uísque e um banho quente ao chegar em casa, ainda depois de 2 horas de reunião e uma pizza no NECA) pela minha banca de qualificação de mestrado.
A crítica pode ser muito bem aceita quando ela é feita em um ou outro tom...
Aprendizados que tenho tido na minha vida: (quase) tudo pode ser dito, dependendo de como se diz e do momento em que se diz....

Meu texto é cheio de parêntesis. Serei uma pessoa cheia de parêntesis??? E se eu for, o que isso significa? na verdade eu não faço a menor idéia. Sò tô escrevendo mesmo nem sei porque.

Só sei que hoje eu queria mesmo ficar na minha casa meio quieta vendo TV o dia inteiro e esperando um pouco a raiva e a TPM passarem. Infelizmente não vai dar.

12 junho 2007

impressionante....

Condenado por fazer sexo com menor é solto

DA REDAÇÃO

Um juiz da Geórgia (EUA) mandou libertar ontem Genarlow Wilson, 21, condenado a dez anos de prisão por ter praticado sexo oral consentido com uma garota quando ambos eram adolescentes -ele tinha 17 anos, ela, 15.
O procurador do Estado disse que vai recorrer da decisão.
Wilson, então uma estrela de futebol americano no colégio, foi mandado à prisão em 2005 por assédio a menor de idade, com agravante, após um vídeo do casal vir a público. Ele já cumpriu 27 meses na cadeia. Agora, a Justiça decidiu que sua pena é de 12 meses. O caso mobilizou os EUA, e até o ex-presidente Jimmy Carter entrou na defesa de Wilson.

Folha de SP, 12/06/07

08 junho 2007

Num to postando porque não dá

To sem idéia, tem coisa demais acontecendo, tudoaomesmotempoagora, tudoaomesmotempoagora, nunca vi frase tão inteligente e tão representativa para certos momentos onde tudo acontece ao mesmo tempo agora.
Então é isso, depois que passar o turbilhão, que passar o furacão e que eu tiver alguma sanidade (e tempo) pra postar eu posto.
O bom de tudo é que no tempo livre eu to curtindo pra caramba, e muito, muito, muito mesmo bem acompanhada. Por isso que tá difícil de postar também... :D Eu postava muito no tempo livre mas agora eu ando ocupando ele fazendo algumas coisas, hmm, mais interessantes. ;-)

e outras nem tanto, como tentar ser uma profissional (1)com emprego e (2)respeitada na área que eu escolhi pra me especializar. isso dá um trabalhão e leva tempo. tamos aí, na luta, mano.

Soave?

To aprendendo as gírias dos mano e gírias de cadeia também (não generalizar, tem algumas comuns, outras não). E se eu não conseguir um emprego, logo logo começo a aprender também as gírias da FEBEM. Aguardem!

Demorô....

Fui!

26 maio 2007

Morre Sapeca, aos 15, em Botucatu


Cão rústico, um pouco triste, um tanto ranzinza, fiel, forte, obcecado pelas suas bolinhas, cavador, um sobrevivente (ia ser sacrificado porque arrastava as patinhas de trás), pretinho, valente, esperto, exigente, odiava banho (podia perceber mínimas intenções de banho em meus pequenos movimentos e já se escondia bem lá no fundo, embaixo da cama), Sapequinha morreu aos 15, de edema pulmonar e parada cardíaca, numa noite muito fria de outono botucatuense. Os últimos meses foram duros, mal enxergava, andar já estava difícil, aguentar o chatinho do Xuxu (o Nermal) ainda mais, reagir então nem se fala. Foi em boa hora, espero que a hora tenha sido boa também. Não deixa filhos. O velório já passou e o enterro foi no pet cemetery atrás do portão da casa, no terrenão do fundo, mesmo lugar onde foi sepultado o finado Quico, lindíssimo cocker dourado, filho de campeão, que não teve tanta sorte e viveu a metade do tempo, sendo que metade deste tempo confinado num corredorzinho úmido e frio na parte lateral da casa porque tinha alergia à grama.
Infelizmente eu não estava lá para acompanhar seus últimos momentos. Seria importante pra mim chorar a morte do meu cão, a quem devotei tantos bons pensamentos e bons momentos. Ele filhote dormindo na minha barriga no sol eu nunca vou esquecer. Espero que lá no céu dos cachorros tenha muito osso e nada de banho. Ah, e roupinhas, porque ele era meio friorento....

17 maio 2007

somos todos ridículos

(claro que eu me acho um pouco mais ridícula que os outros. um dia isso passa. tomara)

06 maio 2007



confiança íntima
intimidades indecentes
indecências sinceras
(me interessam)




vale ouvir: Deixa o verão (Los Hermanos, por Mariana Aydar)

04 maio 2007

Um post, um blog, uma pessoa em organização

Organização externa reflete a interna.... hoje é dia de começar a arrumar a bagunça.... embora dia de trabalho, a organização da bagunça da casa é também a organização da bagunça do trabalho. Organizar os montinhos, como já escreveu o Antonio Prata, ou não me lembro bem quem escreveu no Blônicas, já botei esse post aqui, copiado mesmo. Os montinhos físicos, de papéis, imposto de renda, contas pagas, recibos e notas fiscais de eletrodomésticos; as pastas no computador, as pastas no arquivo, as pastas dos processos; os montinhos de textos do capítulo I, capítulo II...; outros montinhos de muitos capítulos da minha vida. Organizar os montinhos dentro de mim....

Se eu morasse numa casa ampla e com lajotas, hoje seria dia de jogar grandes baldes de água com sabão para lavar tudo.

Lembrei agora de um trecho do livro "O Amante", de Marguerite Duras. Sempre adorei este trecho, não sei se porque me lembra da infância, quando a Terezinha lavava o pátio e eu e meu irmão ficávamos brincando de ajudar, molhando os nosso pés na água com sabão e escorregando.... :

"Minha mãe tem um acesso súbito, sempre no fim da tarde, especialmente na estação seca, e manda lavar a casa de alto a baixo, para limpar, diz ela, para sanear, refrescar. A casa está construída sobre uma plataforma que a isola do jardim, das cobras, dos escorpiões, das formigas vermelhas, das inundações do Mekong, das enchentes que acompanham os grandes tornados da monção. Essa situação da casa, acima do solo, permite que seja lavada com muita água, que seja totalmente regada, como um jardim. As cadeiras estão sobre as mesas, toda a casa molhada, o plano da sala está com os pés mergulhados na água. A água desce pelas escadas, invade o pátio, correndo para a cozinha. Os pequenos empregados ficam felizes, nos juntamos a eles, nos molhamos,e depois ensaboamos o assoalho com sabão de Marselha. Todos estão descalços, a mãe também. A mãe ri. A mãe não tem nada a dizer contra ninguém. A casa exala um suave perfume, cheira deliciosamente a terra molhada depois da tempestade, um cheiro que nos deixa loucos de alegria, especialmente quando combinado ao outro cheiro, o do sabão de Marselha, o cheiro da pureza, da honestidade, do linho, da brancura, o cheiro de nossa mãe, da imensidão da candura de nossa mãe. A água desce até a rua. As famílias dos jovens empregados aparecem, os amigos deles também, as crianças brancas das casas vizinhas. A mãe está muito feliz com toda aquela desordem, a mãe pode ficar muito muito feliz em certos momentos, momentos de esquecer, de lavar a casa, que concorrem para a felicidade de minha mãe. A mãe vai para a sala, senta-se ao piano, toca as únicas músicas que sabe de cor, que aprendeu na Escola Normal. Ela canta. Às vezes brinca, ri. Levanta-se e dança, cantando. E todos pensam e ela também, a mãe, que podíamos ser felizes naquela casa em desordem, transformada em um lago, um campo à margem do rio, um vau, uma praia."

(des)ordem, a alegria posso tê-la nas duas.... hoje acordei lembrando da dialética de que tanto gosta D. a mãe se felicita com a desordem que na verdade nada mais é que ato de organizar, de limpar e começar tudo..... minha desejada ordem só pode existir porque antes houve confusão. ou não???

20 abril 2007

Preso desde janeiro por tentativa de furto....


LAURA CAPRIGLIONE
DA REPORTAGEM LOCAL

Com os olhos arregalados, X emite um íííííí agudo, ao ser perguntado sobre seu nome. Preso no dia 16 de janeiro deste ano no 91º Distrito Policial (que fica ao lado do Ceagesp de São Paulo), depois de invadir o imóvel vazio pertencente a um policial civil, X não fala, não parece conhecer linguagem escrita ou falada, não se comunica por sinais nem por mímicas.
X não tem nome ou número de inscrição no Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt, órgão que expede carteiras de identidade em São Paulo. Também não tem registro criminal. X não existe oficialmente. Mas está preso há três meses em companhia de 36 homens que se espremem em quatro celas escuras, onde só caberiam 24 pessoas.
Ninguém sabe o que fazer com X. No dia 6 de março, X foi levado até o Fórum da Barra Funda, para ser interrogado sobre o que fazia na casa do policial. Os policiais que o prenderam dizem que ele preparava-se para roubar esquadrias de alumínio das janelas, para revender.
A juíza encarregada do caso, Fernanda Galizia Noriega, da 7ª Vara Criminal, pediu a intervenção de um intérprete, que tentou se comunicar com X por intermédio de "todas as formas de comunicação, inclusive a gestual, a mímica e a leitura labial", conforme o registro judicial. X não respondeu a nenhuma abordagem, mas, colaborativo, até concedeu repetir alguns gestos do intérprete.
Ciosa do rito, a juíza ainda endereçou ao defensor encarregado do caso e ao promotor o questionamento: gostariam de reperguntar algo a X? Os dois declinaram. "Não existe nenhuma forma de comunicação com o réu", registrou Noriega.

Sem visitas
"Eu nunca vi um caso como este", diz Anselmo Guarnieri, 44, chefe dos investigadores do 91º DP, policial civil há 22 anos. "Ele é um enigma. Um homem sem nome, sem história, sem conhecidos. Desde que foi preso, não recebeu nenhuma visita. E ninguém registrou desaparecimento de amigo ou parente com as características dele", diz o policial, para quem X tornou-se um "dilema para a Justiça". "Como condenar alguém que não se sabe quem é?"
Os policiais do 91º DP providenciaram no dia 2 de fevereiro intérpretes de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais), para tentar comunicar-se com X. Nada. No dia seguinte, um representante da Feneis (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos), Neivaldo Augusto Zovico, foi chamado para tentar contato. Nada.
Sujaram os dedos de X com tinta, para comparar suas impressões digitais com os milhões de registros civis e criminais que a polícia mantém. "Pesquisa negativa" escreveram em seu prontuário. Quer dizer, digitais como as de X nunca foram vistas antes.
"Já fomos à favelinha aqui ao lado do Ceagesp, perguntar se alguém conhecia o "Mudinho". Mas, sabe como é, mesmo a gente querendo ajudar, na favela é sempre a regra ninguém-sabe-ninguém-viu", diz Guarnieri. "Tomara que, publicando a foto dele no jornal, algum parente se apresente."
O investigador diz que terá de ser providenciada uma identidade criminal para X. "Quem sabe até o batizemos." Depois, se conseguirmos identificá-lo por seu verdadeiro nome, corrigem-se os registros", cogita.
Segundo o artigo 259 do Código de Processo Penal, "a impossibilidade de identificação do acusado com o seu verdadeiro nome ou outros qualificativos não retardará a ação penal, quando certa a identidade física". A "identidade física" de X os policiais que o prenderam dizem conhecer. Dizem que era ele o homem encontrado na casa pertencente ao policial civil.
Ontem, até os outros presos tentavam ajudar, aflitos com o destino do homem sem nome que apareceu do fundo da carceragem para encontrar a reportagem da Folha.
Branco, 1,60 metro, magro, idade entre 28 e 32 anos, cabelo e barba curtinhos (raspados em janeiro, quando da prisão), camiseta regata azul, limpo, calça preta e chinelos, X fez um ííííí, ao ser perguntado sobre sua mãe.
Um preso fez um gesto, como se embalasse um bebê, e apontou para X que, sorrindo, levantou as mãos acima de sua cabeça. Outro preso traduziu: "A mãe morreu. Está no céu".
A advogada Vitória Nogueira, 60, da Acrimesp (Associação dos Advogados Criminalistas de São Paulo), que assumiu a defesa de X na última sexta-feira, pretende conseguir um habeas corpus para libertar o rapaz. "É uma crueldade manter presa uma pessoa nessas condições por mais de três meses, sem direito a visita, a roupas limpas. Nem ao menos alegar inocência ele pode", diz.
Para a advogada, a denúncia contra X não enuncia os bens que ele teria tentado furtar. "É uma denúncia inepta", diz.


É o fim da picada.......... Esse país é uma piada mesmo. A juíza tinha que ter dado o HC de ofício. O MP tinha que pedir o HC. Que será que eles têm no lugar do cérebro e do coração? Uma pedra? Esse infeliz vai ficar anos preso porque supostamente tentou furtar esquadrias de alumínio.... é o próprio livro do Kafka mesmo. Não tem jeito. Ai, dá vontade de desistir de tudo. (suspiro)

Vista a minha pele

Embora eu tenha sérios problemas com operadores de telemarketing, especialmente os pobres coitados que prestam serviços para a vivo, tim, etc, que no final das contas sofrem porque ganham mal e são mal treinados (parece que é até de propósito), desde que virei praticamente uma telefonista recebendo e dando informações sobre curso e imprimindo fichas de inscrição, passei a respeitá-los mais.

É um inferno. O telefone, essa coisa irritante que em certos dias eu gostaria de desligar pra sempre, não pára um minuto. O celular numa orelha e o fixo na outra. Eu ainda consigo manter as mãos livres porque tenho um 'headset' pra falar na orelha esquerda e o fone do celular na direita. Por vezes estou falando no celular, toca o fixo e começa uma chamada espera ainda no celular.

Não sei se é porque eu tive uma semana exaustiva, com direito a: pedido de demissão, primeira aula como professora assistente de um grande professor numa grande Universidade, visita no presídio, que sempre me esgota as energias, e mais essa correria, essa loucura, mas hoje estou um bagaço, meu braço direito dói, o pescoço dói, o corpo parece que não responde mais e o cérebro, coitado, este já está pifado mesmo.

Tem um documentário chamado "Vista a minha pele" que eu ainda não vi mas que todo mundo fala que é ótimo. Recomendo mesmo sem ver. Nada como passar um dia na pele do outro para compreender melhor o que sente e sofre. Por isso, meus respeitos aos operadores de telemarketing e telefonistas. Essa gente sofre.

17 abril 2007

14 abril 2007

a paineira e o minhocão


fonte: www.senhoradosol.com.br/texcot4.htm

pena que acabou

nos últimos dois meses, sempre que passava pelo minhocão notava 3 paineiras floridas.... lindas, exuberantes..... cor-de-rosa maravilha, quase da cor da minha flor de maio que está doida pra aparecer

um alento, no meio de tanto cinza. embora haja quem veja beleza em tanto concreto.

não consegui fotografá-las.

eu as vi no meio do verde, também, no interior. mas a sensação que me trazem em meio ao verde não se compara ao alívio de ver um pouco de colorido no caminho pro trabalho...

pena que acabou.

wise up

Nessas horas, só mesmo ouvindo aimee man, trilha do magnolia, wise up, pra já aproveitar o embalo melancólico.

It's not
What you thought
When you first began it
You got
What you want
Now you can hardly stand it though,
By now you know
It's not going to stop
It's not going to stop
It's not going to stop
'Til you wise up

sobre o vinho e a maria antonieta

já vi duas vezes. da primeira gostei mais, por certo. estava tão estressada, cerca de um mês atrás, que o filme foi um bálsamo de leveza naquele momento. muitas garrafas de vinho e 60 contos depois, estava ainda mais leve e já com um certo sono....
claro que a maria antonieta não era assim tão linda, e as moças não eram assim tão limpas... nem eu sou assim tão linda (mas assim bem limpa! tá, um pouquinho suja porque gente limpa demais é muito chato)...
cá estou depois de mais maria antonieta bebendo novamente o vinho.
e tentando entender porque fiquei tão leve daquela primeira vez. porque desta vez, quando acabou, alguém comentou: é um filme sobre a solidão, e o tédio.
mas quando o vi pela primeira vez pensei que poderia ser um filme sobre a celebração da vida.
claro, às custas de milhares de pessoas que não tinham pão e muito menos brioches. mas sobre o hedonismo, o prazer, o carpe diem.
a melancolia me invade junto com o vinho e me pergunto, novamente, pouco mais de 3 anos depois do incidente, o que, afinal, estou de novo fazendo comigo mesma.
devo mudar o meu jeito de ser? quero mudar o meu jeito de ser?
porque tenho eu que lutar contra todos os meus defeitos e pretender transformar-me num ser perfeito e à prova de provas? porque é que eu não me rendo e simplesmente sigo o que o meu íntimo está me gritando todo dia, todo dia, todo dia???
não quero exacerbá-los, embora o tempo nos diga que isso certamente acontecerá. mas tampouco desejo extirpar tudo isso que me habita. quero sofrer menos, é certo.
se eu não me destruir antes disso, só o tempo e a maturidade dirão.
meditar ajudaria. bem, eu ia fazer isso agora antes de dormir, mas como estou bebendo, já não será mais possível. eu devia ter pensado nisso antes de abrir a garrafa.
meu amigo fez aniversário e eu não liguei. o filho dele (e dela)fez aniversário, e eu não liguei, não deixei um recado no blog, não mandei um email, nada.

não tive tempo. e quando tive tempo, não tive coragem.

será que quando eu chegar aos 40 estarei em crise e me lamentando pelo tempo perdido?

acho que vou fazer aquela tatuagem...

30 março 2007

o Emilianas vai virar página de livro

Alguma notícia boa no meio do mau humor que tomou conta desse blog ultimamente (isso sem falar na minha ausência, já que escrevo sempre à noite mas agora meu computador quebrou, algum defeito misterioso que o moço não consegue descobrir... a placa mãe? a memória? vai saber...)

o EMILIANAS vai virar página de livro!!!

sim, sim!!!

o Blônicas, blog de crônicas linkado aqui na barrinha da direita, selecionou-me entre leitores que mandaram textos para publicação no blog, para publicar no segundo livro do blonicas, chamado 'a vez dos leitores'.

não é legal???
estou aguardando ansiosamente o desenrolar dos acontecimentos. coisa que eu jamais pensei, só de zoeira, publicar algo.... pelo menos no papel, que aqui já publico pra caramba, né?

quem quiser ver um dos possíveis textos que vai pro livro, é só digitar 'feijão' na busca (no alto da da página, lado esquerdo) e ler.

é, fuçando aqui até que se encontra alguma coisa boa... são momentos de inspiração no meio de muitos momentos de confusão....

18 março 2007

E como se não bastasse eu trabalhar sábado o dia inteiro

sou acordada domingo às 9h30 da manhã para resolver um imprevisto.

lá vou eu feliz da vida para o aeroporto, sem comer, muito emputecida. muito mesmo.

resolvo tudo, a TAM que demora uma hora e meia pra providenciar uma ridícula cadeira de rodas...

e tomo meu café da manhã as 12h. puta da vida, de ressaca, sem dormir, triste, desgostosa mesmo. estou sendo desconsiderada e desvalorizada. me sinto uma imbecil.

depois disso desliguei meu celular. que se foda. problemas??? acho que as pessoas são bem grandinhas e podem resolvê-los sem mim.

pro inferno com tudo isso. não consigo estudar uma linha sequer há um mês e meio. trabalho 16 horas por dia e mesmo assim não é suficiente para tudo.

a minha intuição continua me dizendo que vai dar merda. eu continuo tendo paciência, mas ela está se esgotando rapidamente, junto com as minhas forças, a minha saúde e o meu bom humor. não sei por quanto tempo eu aguento mais...

17 março 2007

A gente se esfalfa

trabalha 16 horas por dia pra dar tudo certo, mas tem sempre algum incompetente que fode com tudo.

e por isso eu sou acordada a uma da manhã. porque algum incompetente não fez a parte dele.

enquanto isso eu estou gripada e tenho que acordar cedo amanhã adivinha pra que????

14 março 2007

Pig - out - pra quem lê inglês - sobre maus tratos a porcos nos EUA

By NICOLETTE HAHN NIMAN
Published: March 14, 2007

WITH some fanfare, the world’s largest pork producer, Smithfield Foods, recently announced that it intended to phase out certain cages for its breeding females. Called gestation crates, the cages virtually immobilize pigs during their pregnancies in metal stalls so narrow they are unable to turn around.

Numerous studies have documented crated sows exhibiting behavior characteristic of humans with severe depression and mental illness. Getting rid of gestation crates (already on their way out in the European Union) is welcome and long overdue, but more action is needed to end inhumane conditions at America’s hog farms.

Of the 60 million pigs in the United States, over 95 percent are continuously confined in metal buildings, including the almost five million sows in crates. In such setups, feed is automatically delivered to animals who are forced to urinate and defecate where they eat and sleep. Their waste festers in large pits a few feet below their hooves. Intense ammonia and hydrogen sulfide fumes from these pits fill pigs’ lungs and sensitive nostrils. No straw is provided to the animals because that would gum up the works (as it would if you tossed straw into your toilet).

In my work as an environmental lawyer, I’ve toured a dozen hog confinement operations and seen hundreds from the outside. My task was to evaluate their polluting potential, which was considerable. But what haunted me was the miserable creatures inside.

They were crowded into pens and cages, never allowed outdoors, and never even provided a soft place to lie down. Their tails had been cut off without anesthetic. Regardless of how well the operations are managed, the pigs subsist in inherently hostile settings. (Disclosure: my husband founded a network of farms that raise pigs using traditional, non-confinement methods.)

The stress, crowding and contamination inside confinement buildings foster disease, especially respiratory illnesses. In addition to toxic fumes, bacteria, yeast and molds have been recorded in swine buildings at a level more than 1,000 times higher than in normal air. To prevent disease outbreaks (and to stimulate faster growth), the hog industry adds more than 10 million pounds of antibiotics to its feed, the Union of Concerned Scientists estimates. This mountain of drugs — a staggering three times more than all antibiotics used to treat human illnesses — is a grim yardstick of the wretchedness of these facilities.

There are other reasons that merely phasing out gestation crates does not go nearly far enough. Keeping animals in such barren environments is a serious deprivation. Pigs in nature are active, curious creatures that typically spend 10 hours a day foraging, rooting and roaming.

Veterinarians consider pigs as smart as dogs. Imagine keeping a dog in a tight cage or crowded pen day after day with absolutely nothing to chew on, play with or otherwise occupy its mind. Americans would universally denounce that as inhumane. Extreme boredom is considered the main reason pigs in confinement are prone to biting one another’s tails and engaging in other aggressive behavior.

Finally, even if the gestation crate is abandoned, pork producers will still keep a sow in a narrow metal cage once she gives birth to her piglets. This slightly larger cage, called a farrowing crate, severely restricts a sow’s movements and makes normal interactions between mother and piglets impossible.

Because confinement buildings are far from cities and lack windows, all of this is shielded from public view. But such treatment of pigs contrasts sharply with what people say they want for farm animals. Surveys consistently find that Americans believe all animals, including those raised for food, deserve humane treatment. A 2004 survey by Ohio State University found that 81 percent of respondents felt that the well-being of livestock is as important as that of pets.

Such sentiment was behind the widely supported Humane Slaughter Act of 1958, which sought to improve treatment of cattle and hogs at slaughterhouses. But it’s clear that Americans expect more — they want animals to be humanely treated throughout their lives, not just at slaughter. To ensure this, Congress should ban gestation crates altogether and mandate that animal anti-cruelty laws be applied to farm animals.

As a cattle rancher, I am comfortable raising animals for human consumption, but they should not be made to suffer. Because we ask the ultimate sacrifice of these creatures, it is incumbent on us to ensure that they have decent lives. Let us view the elimination of gestation crates as just a small first step in the right direction.

Nicolette Hahn Niman, a lawyer and cattle rancher, is writing a book about the meat industry.

fonte: NYTimes

Fotos lindonas

Não é porque é meu irmão não, o Linus tá fazendo umas fotos animais.

Como esta aqui embaixo. Vai lá no flickr dele: Pedro Accioli

10 março 2007

entre parêntesis

(e a fila anda)

Pra fechar


Uma vista do mirante da linha verde, de onde se vê a Costa dos Coqueiros.

E finalmente, o mar!



Santo Antonio é o nome dessa praia que fica logo depois de Imbassaí e a cinco km da Costa do Sauípe. Na Vila de Santo Antonio há uma produção de bolsas de palha de piaçava, a mesma que cobre algumas casas (inclusive a Ocabana do Steve) e barraquinhas da praia. Por 15 ou 20 vc compra uma bolsa de palha lindona, são muitas cores e modelos, todas lindas.



No carnaval até que tinha um pouco de gente, mas na quinta de cinzas não havia viv'alma por lá. Deu um medão de entrar na água.

Depois de atravessar o rio, é hora de atravessar as dunas...

logo que se atravessa o rio, este é o caminho pra não se perder nas dunas brancas cobertas por vegetação.



as fotos abaixo foram feitas do mesmo ponto do caminho pelas dunas. esta aqui olhando para trás....



e esta, em direção à praia.



Ps: só peguei uns 2 ou 3 dias de sol mesmo. o resto foi esse tempinho nublado. pena. mas pelo menos não queimei o pé nas dunas. quando está muito quente dizem que não dá pra atravessar nem de chinelo, porque a areia bate na canela ou encosta no resto do pé e é insuportável. dizem também que os nativos atravessam correndo pra não sofrer tanto...

O caminho para a praia



Diogo é um povoado que na verdade só tem uma rua principal. Saindo da linha verde, que é a estrada que liga Salvador a Aracaju, tem uma estrada que leva até a vila. Nessa estrada há uma série de pequenas propriedades, chácaras, nas quais ficam as pousadas, entre elas a que fiquei. Tem também um camping com pizzaria, pizza paulistana, bem feita, massa fininha, crocante, ingredientes de primeira, feita por um casal de paulistanos que fugiu do concreto e foi morar nesse lugar rural-praia que é Diogo. Roger e Rosana é o nome da dupla simpática e acolhedora.



Seguindo pela estrada vc chega na 'vila' de Diogo, que na verdade consiste numa única rua central. Ali vc já dá de cara com um restaurante, Caminho do Rio, que me parece que é também pousada, onde se come uma deliciosa moqueca para 3 pessoas por apenas 30 reais.
Virando à direita chega-se à ponte sobre o rio, que é limpo, tem água fresca, perfeito para os dias de sol muito quente. Nesses dias o melhor mesmo é ir cedo pra praia, atravessando as dunas antes que a temperatura da areia branca torne a caminhada impossível, e depois voltar e ficar se refrescando na água do rio.

Ainda a casa- juro que não estou ganhando pela propaganda


O teto da casa, pé direito alto, muito bonito. A casa tem essa parte central, que é a ponta principal de um 'chapéu' que tem mais 3 'pontas'. No alto, em uma das pontas, ficava o quarto da escada. esse quarto tem uma janela que dá pra parte de trás da casa, com vista para o rio que passa lááá embaixo.... de fora, o que se vê é isso aqui (parte de trás da casa):

Algumas imagens do interior da casa


esse era outro quarto da casa. só pra vcs terem uma idéia do lugar... logo embaixo da escada, uma áreazinha com teve, sofá, etc.



mais abaixo, um degrau abaixo, a parte da mesa de café da manhã e a cozinha.
meu quarto durante os primeiros dias.... tinha que subir e descer a escada várias vezes por dia, e o banheiro era na parte debaixo, então improvisei uma sacola para transporte de todas as coisas juntas, e deixava tudo lá embaixo. o quarto era uma delícia. pra quem vai sozinho, acho mais gostoso do que ficar numa cabana. na cabana o galo canta em cima do seu telhado às 4h30 della matina..... e os sapos parecem que estão ali do lado da sua cama.



do quarto se vê a sala com a mesa onde tomamos o café da manhã, a cozinha à esquerda e a salinha de tv à direita, com a escada que leva para o outro quarto que há na parte de cima da casa

Diogo, Bahia

É pra onde fui no Carnaval. vou colocar algumas fotos para que se tenha uma idéia do lugar..... especial para descanso, reflexão, uma delícia mesmo.... vejam aí.
(as fotos estão com resolução ruim porque foram tiradas do celular. essa vida de sem máquina digital é assim.... as fotos de negativo ainda não consegui quem escaneie pra mim)

Essa é a pousada Ocabana. Os donos são Steve e Gabriela, ele alemão, ela bahiana. Têm dois filhos fofos, Boaz e Salif (de Salif Keita). A pousada consiste na grande casa (ou oca), onde há um quarto para hóspedes, no alto, onde eu fiquei os primeiros 4 dias, e mais 3 cabanas distribuídas ao redor. Na grande casa, ou melhor, oca, de pé direito muito alto e cobertura de piaçava, os hóspedes se conhecem e batem papo durante o café da manhã, que merece um capítulo à parte, assistem DVDs com Boaz e Salif, observam as galinhas dormindo nas árvores (se recolhem às 17h30) ou, antes de dormir, tomam um gostoso e perfumado chá de capim santo, que contorna as alamedas que levam à casa (oca) principal e às cabanas.

26 fevereiro 2007

recomeçando

depois de uma semana de sítio-praia, com direito a: banho de rio, banho de mar, banho de cachoeira, galo cantando, galinhas dormindo na árvore, sapos de todas as cores e tamanhos, macaquinhos (micos-estrela) em bando comendo banana na minha mão, areia, muita chuva, muita rede, leituras agradáveis, pessoas agradáveis, muita picada de mosquito (inclusive no rosto!!!), acarajé, peixe, moqueca, cocada, suco de mangaba, mordida de gato, um pouco de sol (afinal, preciso provar que estive na Bahia), volto para esta cidade cinza-caótica, esta chuva que não tem fim, os 50 emails na minha caixa de mensagens e a dura realidade: mestrado+trabalho+pequenas chateações do dia-a-dia. toda vez que fico mais de 3 dias fora levo um choque quando volto.
não sei porque continuo morando aqui.
preciso seriamente começar a me movimentar para ir embora de SP. pra algum lugar que tenha mar...
a gente não vive direito aqui. só trabalha. tá louco, sô!

sei que não é à toa que pela segunda vez eu perco, numa viagem de descanso, algo relacionado com a leitura, o estudo e o trabalho: no começo do ano passado perdi minhas lentes de contato (melhor dizendo, literalmente joguei-as ralo abaixo, sem querer); dessa vez deixei meus óculos (de grau)de armação de titânio num banco da praça da igreja na praia do forte....freud explica.... ou jung, sei lá.

depois publico as fotos. primeiro tenho que mandar revelar o filme e escanear. ainda não tenho camera digital.
antes vai uma fotinho do mico-estrela, que descobri que é o nome do mico que comia na minha mão.

15 fevereiro 2007

Trabalhando que nem uma louca


e contando os minutos pra minha viagem............

as roupas já estão separadas. protetor solar... hidratante.... biquíni.... remédios (filha de médico é assim) muita sopa de cenoura e mamão na cabeça esta semana pra ativar o betacaroteno que existe dentro de mim.

e trabalhando todo dia até as 2 da manhã tentando ver se quando eu voltar, em vez de encontrar 200 emails na minha caixa de entrada, encontro só uns 100. difiiiiiiiiicil.

12 fevereiro 2007

Como comer chocolate sem culpa

Dinheiro pode não dar em árvores, mas chocolate, sim

Nancy O'Donnell,
do Albany Times Union

Como faltam apenas alguns dias para o Dia dos Namorados (Valentine's Day, comemorado em 14 de fevereiro nos Estados Unidos), achei que seria divertido dar uma escapadela até o sul, indo à terra na qual é produzido aquele delicioso chocolate que derrete na boca.

O chocolate na verdade tem início como semente da fruta do cacaueiro, cujo nome científico é Theobroma cacao. É uma árvore sempre verde que pode chegar a 20 metros de altura caso não seja podada.

Ela é uma das poucas árvores cujas flores e frutos ficam diretamente afixados ao tronco. O cacaueiro cresce nas florestas tropicais da África, da América Central e da América do Sul que ficam entre a faixa delimitada pelas latitudes de 10º ao norte e ao sul do Equador, o que garante a presença de calor, umidade e muita chuva durante o ano inteiro.

O cacaueiro começa a frutificar aos quatro anos de idade, e é considerado plenamente maduro aos dez.

Dentro do fruto, que tem o formato e o tamanho de uma bola de futebol
americano, há de 30 a 50 sementes (que na verdade são uma espécie de noz). Os frutos são ligados ao tronco da árvore, e levam seis meses para se desenvolver. Eles assumem uma coloração que varia do roxo-amarronzado ao dourado-avermelhado, dependento da variedade.

Existem três variedades básicas de cacaueiros usados para a produção do
chocolate: o criollo, responsável por entre 10% e 15% da produção mundial; o forastero, responsável por quase 70%; e o trinitario, uma mistura das duas variedades anteriores, que gera cerca de 20% da produção.

Assim que amadurecem, os frutos são retirados das árvores com facões, as sementes são removidas e colocadas para fermentar por aproximadamente uma semana. Esse processo ajuda a reduzir o amargor do produto e a aumentar o seu aroma.

A seguir os grãos são limpos, selecionados, embalados e exportados para os países processadores. Os Estados Unidos são o segundo maior importador, e a Suíça o primeiro.

Quando esta matéria prima é processada para criar o chocolate, é necessária a adição de leite, açúcar, nozes e amêndoas, o que faz do chocolate uma indústria agrícola bastante viável para os Estados Unidos.

Estima-se que cada norte-americano coma 5,5 quilos de chocolate por ano. Para aqueles que não comem a sua parcela, não há o que temer: eu como por vocês, especialmente por volta das cinco horas, durante o café da manhã!

Mas o que torna essa árvore ainda mais impressionante sob um ponto de vista agrícola é a sua relação íntima com o meio-ambiente. A sobrevivência do cacaueiro depende fortemente das copas de centenas de espécies diferentes de árvores mais altas que pairam sobre ele.

O cacaueiro prospera à sombra dessas copas, também conhecidas como cabrucas, mas, o que é mais importante, ele sobrevive por meio da interação com insetos benéficos, pássaros e outros pequenos animais que vivem no topo das árvores.

A intensidade dessa interdependência se tornou evidente há algumas décadas, quando plantações de cacau foram cultivadas a quilômetros da floresta. A produção dos frutos despencou a tal ponto que menos de 5% das centenas de flores de uma única árvore geraram frutos.

Vários estudos revelaram que uma mosca pequena e potente que é responsável pela polinização das flores do cacau não se fazia presente, ou só aparecia em quantidade mínima, nessas plantações distantes das florestas, resultando em uma grande interrupção do processo de fertilização. Além disso, parasitas naturais, insetos benéficos e outros predadores que devoram uma larva destruidora dos frutos não existiam em número suficiente nessas culturas.

Atualmente, os cultivadores desse produto consumido no mundo inteiro não são os megafazendeiros modernos, mas sim aqueles agricultores que operam em escala familiar. Existem cerca de seis milhões dessas pequenas propriedades de um a dois hectares, que operam harmonicamente com a camada superior das florestas, produzindo um total de quatro milhões de toneladas de cacau anualmente. Devido às pesquisas e a uma melhor compreensão do papel importantíssimo desempenhado pelas incontáveis relações simbióticas presentes nas copas das árvores, muita gente acredita que o cacaueiro pode ser um dos elementos para a salvação das florestas tropicais.

Assim, na quarta-feira, quando a sua cara-metade lhe der aquela caixa de chocolates em formato de coração, e você saborear uma barra, não se sinta culpado nem conte as calorias consumidas.

Em vez disso, pense: "A cada pedaço que como, estou ajudando a salvar as florestas tropicais". E isso não é uma piada.

Tradução: UOL

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/outros/2007/02/12/ult586u444.jhtm

09 fevereiro 2007

ENTREGUEI



a minha qualificação (também conhecida como feto, já que para virar bebê - já que escrever mestrado é mesmo um parto longo e doloroso - ainda falta um ano). tem 52 páginas e está saudável, embora um exame mais detalhado possa revelar algum defeitinho congênito.

agora só falta escrever as outras 120 páginas. pouca coisa.
não vejo a hora de pisar na areia da praia do litoral bahiano que escolhi pra me esconder durante o Carnaval.
e tchau pra quem fica!

28 janeiro 2007

o mais novo morador da casa


é o caruncho. um não, são centenas de carunchos. cresceram num saco de arroz integral que eu trouxe de botucatu. bem que eu andei reparando nos últimos dois ou três dias que tinha um bicho estranho, achei que fosse pulgão da planta, mas não era, tava achando esquisito, uns bichinhos pretos parecendo micro-besourinhos andando pela casa. vi no banheiro, vi no corredor... não é ótimo? numa casa cheia de livros e textos espalhados everywere (eu tiraria uma foto, mas não tenho máquina digital), agora tenho carunchos como "roomies". vou ter que mandar dedetizar. saco.

MTv

Enfurnada em casa, passo o dia me preparando psicologicamente pra estudar ou escrever durante a noite. Durante o curto dia (já que tenho acordado por volta de 14h...), tenho assistido muita (demais) TV. Aberta, já que o cabo foi-se no corte de custos, junto com a Folha de SP. O que sobra pra assistir? Cultura (adoro Pingu, o pingüim, é demais!, Zooboo mafoo - sempre gostei de programas de bichos, sinto falta do Discovery por isso. devia ter sido veterinária, eu seria mais feliz), Globo (não tudo) e MTv, já que acabaram com o canal 21. Eventualmente um ou outro programa na Record ou Band. Ah, e shop tour e medalhão persa (risos) - embora eu nunca tenha comprado nada pela TV.
Mas não é disso que eu quero falar. Tem uns programas na MTv inacreditáveis... É sobre eles que quero falar.
"I want a famous face": esse é incrível. Os jovens passam por cirurgias plásticas para ficar parecidos com seus ídolos! Custa-me acreditar em tamanha falta de amor próprio.
"My own": não sei qual é pior. O da plástica ou esse, em que jovens completamente OBCECADOS por determinados artistas do sexo oposto (ex, um rapaz que é louco pela JLo) escolhem entre 6 candidatas qual se parece mais com seu ídolo (para ter o 'seu próprio' ídolo - a tradução do título seria 'meu próprio'... complete como quiser: 'minha própria' JLo, por ex.). quando eu digo que são obcecados, to falando obcecados mesmo. os quartos têm fotos e posters até o teto dos tais ídolos... é demais.os(as) candidatas(os) a ídolo têm que responder perguntas sobre o tal e ainda cantar e dançar imitando o ídolo. sem comentários.
"Sweet 16": de sweet não tem nada. É um reality show sobre jovens milionárias debutantes. Teve um em que a menina era uma pessoa super agressiva, mimada até o pé, insuportável. Outro que eu vi hoje tinha uma moça filha de um dono de concessionária de carros, que dá simplesmente dois carros pra filha de presente (todas ganham carros caríssimos de presente - e se não for zero elas fazem um escândalo). DOIS carros ele dá pra filha. Fora a festa de 160 mil dólares (é isso mesmo).
"MADE" - esse pra mim é o melhorzinho. É o que mais gosto. Pega os jovens excluídos das high schools americanas, os 'losers', sabe? Nem sempre o resultado ultrapassa uma mera 'inclusão' nessa cultura excludente, transformando mocinhas de óculos e cabelos presos em 'prom queens', mas em outros trata-se realmente de dar uma injeção de auto-estima nos rejeitados. O de hoje gostei muito, mostrava uma moça lindinha, fofa, tímida tímida, que se sentia excluída no colégio e queria ser atriz na peça de teatro da escola. mas tinha um medo de palco absurdo, a ponto de chorar quando tinha que falar em público. o 'coach' (tem sempre um) era um professor de teatro novaiorquino, e de modo muito leve e gostoso ele vai fazendo a moça se soltar, ganhar confiança, foi muito legal. O mais incrível era ver como a mãe e o irmão da moça botavam ela pra baixo, sabotavam o que ela fazia, dizendo que ela não ia conseguir, e quando contestados diziam que não estavam falando nada. Dá pra entender porque a mocinha tinha tanto medo. Mas a maioria dos programas não proporciona uma reflexão sobre porque a cultura americana divide todos os seres humanos em 'winners' e 'losers' (favor assistir Litlle Miss Sunshine, a respeito disso. é demais.) e sobre como a escola americana (a nossa também) é excludente.

Acho que era isso que eu queria dizer. Não tem conclusão nem moral da história. Quem quiser assista e tire suas próprias conclusões.

26 janeiro 2007

Solange Alazão - um pouquinho de risada

o buraco do metrô

há alguns dias venho conversando com um amigo engenheiro sobre essa comoção gerada pelo desabamento do metrô. sim, é triste, morreram pessoas, outras estão desalojadas, evidentemente faltou segurança na obra, temos que ver quem são os culpados, fazê-los pagar pesadas indenizações.
mas segundo esse amigo, em termos de acidentes em engenharia, esse teve proporções irrisórias.
em meio a toda esse auê, eu me pergunto: sai no jornal quando todo dia morre algum operário da construção civil? sai no jornal quando morrem pessoas todos os dias por falta de atendimento nos hospitais? o governador vai pedir desculpas a essas famílias? e as pessoas que são mortas pela polícia, alguém pede desculpas às suas famílias também? e quando pega fogo na favela, ou um barraco desaba por causa da chuva?
engraçado, morreram 07 pessoas e estão fazendo um auê.
mas ninguém faz auê por todas as outras milhares de pessoas que morrem por incompetência do mesmo governo que contrata a empresa que faz a obra do metrô.
coisa estranha, não?

22 janeiro 2007

meu pescoço dói...

...mas acho que o projeto ficou pronto.
agora só falta dar uma garibada no capítulo I, que já tá quase pronto.
e começar a escrever o capítulo II.
tenho mais 17 dias pra escrever o máximo que eu conseguir e adiantar tudo, porque o ano vai ser PUNK.
e se tudo der certo vou desaparecer no carnaval e ficar 05 dias fazendo absolutamente nada além de ler, tomar sol, comer, dormir e conversar com a minha amiga que vai comigo. e quem sabe tomara fazer uma velejadinha em parati.
bom dia de novo, são quase 07 da manhã.

19 janeiro 2007

Sobre o mestrado e sobre a neurose (de novo)

Bem, é praticamente só isso que tenho feito ultimamente. Acordo ao meio dia, passo o dia inteiro morgando e/ou resolvendo coisinhas sem muita importância, eventualmente encontro o meu namorado. Lá pelas 07 da noite começo a ensaiar uma sentadinha na cadeira do computador. Mas é só depois das 23h que a coisa realmente pega. Estudo, escrevo, tudo na madruga.
O que enche mais o saco não é o projeto, que até que tá ficando legal.
O que enche o saco mesmo é esse negócio de ter que ficar gravando em dois CDS diferentes cada vez que faço alguma grande alteração no projeto, dois pro caso de um dar merda e sumirem todos os dados ou eu não conseguir acessar, como aconteceu com o meu pendrive e toca MP3 falsificado da Sony. Ah, e ainda tenho que me mandar por email, sabe como é. Uso meu gmail com um bom (e confiável, assim espero) armazenador de backups.
O que eu queria mesmo era que esse computador fosse um pouquinho mais silencioso. O melhor momento do dia (ou da noite) é quando eu desligo essa joça e vem aquele silêncio na casa.....................................
São 5 e 14, vou dormir. Boa noite. ou Bom dia.

15 janeiro 2007

Você sabia?

Segundo a Nissin, são consumidos 80 bilhões de pacotes por ano no mundo. A conta é impressionante: dá 13 pacotes para cada um dos 6 bilhões de habitantes da Terra!

Eu como coisas muito refinadas, aprecio sabores sutis. Mas adoro um miojinho de vez em quando. Nada como comer um miojo com requeijão quando dá aquela fome e não tem nada pra comer..... hmmmmmmmmmmm..........

09 janeiro 2007

You tube

vocês viram? me espanto com os nossos juízes. meu deus, como são mal formados, como são desinformados.... socorro. tomara que meu amigo Tatu, que acabou de entrar na magistratura, fornada nova, possa ajudar a arejar aqueles ares do TJ. tem uma solução possível pro TJ melhorar....mas não posso escrever aqui senão sou processada (risos).
todos os videozinhos do youtube que eu tinha postado aqui sumiram.
mas alguém há de ter juízo na cachola e cancelar essa decisão totalmente descabida.

não parece que eu realmente sei do que estou falando?


sei, sei. fase narcisista. não posso ficar postando fotos de outras pessoas porque não tenho autorização. só do xu mesmo é que posso colocar. então, vai eu mesmo.

08 janeiro 2007

Sobre o processo criativo, a neurose e o ócio

Passei a sexta-feira chorando copiosamente, ligando pra todos os meus amigos, ex-mestrandos ou não, só não liguei pra meus pais porque eles ficariam muito muito preocupados, meu pai já ia querer vir pra cá e já me ofereceria dinheiro. Chorei muito porque me sentia incapaz de um foco, de definir afinal que porra é essa que vou escrever nessa dissertação, os capítulos introdutórios são fáceis, mas e a porra do capítulo principal? Fui dar uma volta...de boné na cabeça porque sem o menor ânimo pra lavar o cabelo desgrenhado, caminhei tristemente até o petshop mais próximo pra ver se tinha algum cão fofo a acariciar pra eu me sentir menos só; tomei uma água de coco no caminho. Chovia um pouquinho, que aqui anda chovendo quase todo dia. Acho que andava precisada desse choro desde o Natal (vide o post New Year's Blues).
Voltei, escrevi um pouco, mas ainda precisada de um arejamento procurei meus amigos fiéis, Paulo, Fe, Mario. Enchemos a cara de saquê e sushi. Falamos sobre tudo, como sempre, e também sobre como Paris é bege e como fazer uma produção independente. Chegada em casa ainda tive uma sessão de papo pelo telefone que durou das 4 às 6. O resultado é que acordei às 14h de sábado, um trapinho. Gripada (quem mandou tomar chuva, tá achando que a vida é que nem filme, com trilha sonora pra choro na chuva? - nem pensei em qual seria a trilha sonora, aliás), já tava com dor de garganta antes. Passei o (curtíssimo) dia imprestável, vendo tv, deitada, deitada, liguei pro namorado, cadê?, dormi um pouco.
À noite pedi um monte de salgadinhos, enchi a pança (que anda crescendo que é uma beleza) e fui dormir. E eu, que sempre tive medo de virar a minha mãe quando crescesse, descobri que estou virando meu pai: além de não tolerar muito barulho, também não consigo mais comer e dormir. Tive uma insônia desgraçada. Horrível.
Domingo acordei tarde, mas decidida: vou escrever mais hoje. Preciso, tenho prazo, tenho reunião em uma semana com o orientador. Tomei um banho e saí pra procurar o almoço, que nada na minha geladeira me apetecia depois do banquete de coxinha e kibe da noite anterior.
Eis que chego em casa devidamente alimentada (putzgrila, como dá trabalho manter-se vivo! ô saco que é ter que ficar comendo toda hora!), sento no computador, liga o namorado: 'vamos?' E quem resiste? E a saudade, que eu não o vejo desde quarta? Vamos, mas tenho que voltar cedo.
Fomos. Não voltei cedo porra nenhuma, fiquei namorando muito, meio culpada, meio que ligando o foda-se, 'foda-se, tenho o direito de namorar, estou muito cansada do ano de 2006' (e 2007 nem começou, mas já me conformei, descanso mesmo só em 2008. e doutorado só em 2 mil e nunca, sei lá), e lá fiquei, e foi ótimo, relaxei, fizemos as atividades do namoro e as atividades sociais com o resto das pessoas da casa.
Cheguei com sono e cansada. E agora? Ai que sono, vou mesmo sentar pra escrever à uma da manhã?
Vou nada, vou tomar um bom banho que amanhã cedo cortam a água do banheiro das 9 às 17h para reforma da tubulação, e cama!
Como alguma coisa.... A quiche que eu queria comer no almoço. Cama, lá vou eu.
E lá vem a insônia a cavalo. Ultimamente anda mais comum do que eu gostaria. Tô com os horários tortos, isso sempre acontece quando tenho que escrever. Não consigo acordar, tomar café e escrever.Simplesmente não dá. Acabo virando uma louca que dorme às 4 e acorda meio dia.
E se vc agüentou o post até aqui, é aqui que ele termina: com a idéia para o capítulo principal do mestrado, ou seja, qual o objeto a ser estudado, lindamente, tudo já estruturadinho, tudo que ela já leu vai servir, falta uma boa pesquisa, falta sim, vamos pedir ajuda aos universitários, tudo isso em 10 minutos no meio da madrugada, sem suor, sem choro, sem stress. simplesmente assim. do mesmo jeitinho que um dia, apaixonada, depois de uma tarde de namoro em 2003, o tema do meu primeiro projeto simplesmente me surgiu, deitada no chão da sala do ser amado... Hoje, depois de dois dias de ócio, sendo meio dia de amor, algumas lágrimas e muita chuva (esqueci de dizer que continuou chovendo), surgiu.
Liguei o abajur, peguei o caderno (desde que comprei a cama de viúva - ô nome feio, vou mudar pra cama de solteiraquedormecomonamorado) que dorme do lado onde deveria dormir o namorado, o lápis, e rabisquei as idéias. Ficou ótimo.Perdi completamente o sono.
Boa noite, hoje estou feliz, mais leve e acho que 2007 vai ser um bom ano.

03 janeiro 2007

Minority Report: estamos quase lá



além do NYTimes ter desenvolvido uma tecnologia que permite que vc leia jornal na internet como se fosse mesmo um jornal (chama-se Times Reader, clique aqui para ver), e de já haver também uma espécie de papel eletrônico da Sony, agora tem esse monitor muito parecido com o que se vê no filme Minority Report. confiram o vídeo. vale a pena.

a consultoria de tecnologia do Emilianas é feita por Pedro Accioli, as always.

02 janeiro 2007

New Year`s blues

nunca sei se é porque não durmo direito. ou se é simplesmente tristeza mesmo. tive isso no natal, uma leve deprê.... hoje fui ver o filme do 007. lindas imagens do lago de Como, na Itália. o que me lembra que já são quase 10 anos que eu fui pra lá. 10 anos.... e passou 'assim', sabe?
haverá tempo pra tudo?
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estou feliz, mas tenho medo. entendo um pouco melhor hoje quem eu antes não compreendia.
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estou preocupada com meu amigo que não passou muito bem na noite do Reveillon. que aliás foi delicioso: festa muito animada, amigos ótimos, foi realmente uma noite feliz. sobrou muita comida. tinha até um salsichinha nervoso (ai que saudade de apertar o corpinho comprido do xu nos meus braços), pretinho e pequeno. faltou alguém. mas foi bom.
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nunca sei se acredito muito, mas dizem os astros que janeiro será um mês bom. tomara. todos os planetas saíram de escorpião, acho isso estranho.

Radio UOL

hm. não consigo ouvir marisa monte de graça na rádio uol. saco.

30 dezembro 2006

Uma pequena fotonovela de xu, o cão que (praticamente) só dorme.


ele mora numa casa com um lindo jardim... (ignorem os carros, eles não fazem parte - embora sejam ótimos esconderijos anti-banho)


cheio de grama, galhinhos, pássaros, frutinhas e até um sapo



ele tem um companheiro canino (tudo bem, é velhinho, mas é um companheiro), o Sa.



de vez em quando, brinca um pouco com bolinhas, ou fuça a grama procurando grilinhos eventuais, para comer. ele tem uma floresta exclusiva, a floresta do xuxu.


mas depois de brincar um pouquinho, vai dando um sono...........


um sono.............



as fotos são minhas e do pedro accioli, meu irmão. para ir no flckr dele, é só clicar no link aí do lado.

outra foto

eu e meu pai quando ele veio pra cá em julho, acho. eu estava feliz nesse dia, todas as fotos ficaram ótimas...

foto por Pedro Accioli

Mais um post emprestado - do blônicas

Caos e celulose.

De Antonio Prata.


Estou feliz e satisfeito. Se não tivesse que escrever esta crônica, até abriria uma cerveja: acabei de eliminar o último montinho da casa, o maior, que me acompanhava há mais de um ano. Não sei se você, disciplinado leitor, também sofre desse mal -- o montinho -- mas a minha vida é uma eterna e inútil luta contra eles.

Não faço idéia de como nascem. Um livro caído no canto? Uma conta de luz deixada por acaso ao lado do sofá? Algumas folhas impressas esquecidas perto do som? Sei que estou andando pela casa numa tarde qualquer e meus olhos tropeçam na pequena Quéops doméstica, feita de manuscritos inacabados e livros jamais começados, cartas abertas e fechadas, caixas de CDs sem discos e discos sem caixas, contas, revistas, folhetos imobiliários, post its ancestrais e outras milongas mais, a desafiar a simetria que eu, com inquebrantável otimismo, desejava para minha sala, para minha vida.

Depois do susto – mas como? Ontem mesmo não estava aí! -- vem um suspiro resignado – pois é, agora está, fazer o que? – e vou tratar de outros assuntos. Por que não vou lá e simplesmente arrumo a bagunça? Oh, proativo leitor, logo vê-se que não entende nada de montinhos. Desfazê-los é perigoso como desarmar uma bomba! Ou você vai até o fim na empreitada, ou acabará dividindo-os em vários montinhozinhos temáticos – aqui as cartas, aqui os livros, aqui revistas... – e, em questão de semanas, terá criado um irreversível arquipélago de bagunça. Mais do que isso: acocorar-se diante das camadas sedimentares do passado é repensar a própria vida. Jogo fora essas revistas ou compro uma estante? Essas contas... Não seria o caso de botar no débito automático? Olha só, aquele conto do Cortázar. Se eu fizesse um mestrado, quem sabe, poderia... “Ligar urgente para Clélia – 87-98786754!!!”. Quem é Clélia? Oito sete é de onde? Será que eu liguei?

São tantas as indagações que surgem que tenho medo de, no meio da arrumação, decidir que minha verdadeira vocação é a odontologia, resolver passar seis meses na Índia ou fazer uma tribal na panturrilha.

Esta tarde, no entanto, apesar de todas as dificuldades, atirei-me com ímpeto à tarefa e desbaratei a última das barricadas de caos e celulose que restava em minha casa. Estou contente. Sinto que a vida é simples e boa. Mens sana in domus sano. Sento-me no sofá, observo a luz do sol atravessar a sala e sinto o sangue correr em minhas veias. Montinhos, nunca mais!, digo. Jogo a crônica de lado e vou abrir uma cerveja.

Antonio Prata é cronista do Blônicas.

Coloquei porque ri muito, sou igualzinha. vou fazendo vários montinhos. na verdade o pior deles é o de contas, documentos, etc. normalmente de 6 em 6 meses eu tenho algum tempo, então ou divido o montinho em vários outros ou, se estiver inspirada, arquivo tudo em pastas etiquetadas. mas tempo anda me faltando, então só o que tenho feito é guardar o montinho em uma sacola e abrir espaço pra que outro comece. fora os montinhos de cartões que tenho medo de jogar fora e desses malditos papeizinhos com telefones anotados que a gente não sabe mais de quem é, mas tem medo de jogar fora mesmo assim....
quem quiser se divertir jogando papel fora pode vir aqui em casa. já tenho praticamente um quarto só pra isso.
um beijo e um queijo. (vou encarar os montinhos do momento: de livros e artigos de criminologia)

28 dezembro 2006

A lista da OAB - inimigos da advocacia

Olha, não vou dizer que eu tenha uma opinião realmente formada a respeito. Tenho dúvidas sobre a ética de se fazer isso.
Pessoalmente, como advogada, e olha que não sou uma defensora ardorosa da classe, nem gosto de ser advogada, achei bom.
Eu tenho um caso correndo em uma das Varas que constam na lista e, se querem saber, gostei de ver o nome de um juiz neo-nazista que eu conheço constando ali. É um alerta para todos os advogados (e para os coitados cujos processos vão parar nessa Vara): cuidado, esse homem é louco! Ele vai tratar vc e seu cliente como lixo, como um excremento.
Ele é mesmo louco. Esse eu posso afirmar, porque já o vi ameaçando meu cliente, que supostamente furtou quatro garrafas de bebida alcóolica do bar onde trabalha, com a prisão. Um sujeito muito perigoso, esse meu cliente, sabe? Imagina, furtar QUATRO garrafas de bebida alcoólica? Um dia, ele faltou numa audiência porque o advogado anterior passou o nº da Vara errado pra ele. Na audiência seguinte, o juiz, essa flor neo-nazista, esse louco possuído, passou-lhe um sermão de 10 minutos e ficou ameaçando-o de cumprir o mandado de prisão. Disse que só não o cumpriria porque eu havia sido ética e pedido, durante a audiência, que cancelasse o mandado. A contrario senso, deduzo que, se eu tivesse esquecido (e quase esqueci) de avisá-lo, talvez o meu perigoso cliente tivesse saído dali preso. Por, supostamente, furtar QUATRO garrafas de bebida alcoólica de um bar.

Sei que tem gente na lista que não é nem de longe feito esse louco. O único que posso afirmar com certeza é o Elio Gaspari, pois eu o leio na Folha e acho o que ele diz muito sensato.
Mas certamente há ali juízes e promotores feito esse que eu mencionei. Eles consideram que os advogados 'atrapalham' o seu trabalho. 'Ah [pensam eles], como seria melhor se esses advogados não estivessem aí para atrapalhar! Se a gente pudesse simplesmente prender todo mundo sem esses sacos de advogados nos enchendo a paciência!"

Pessoalmente, digo que não vou hesitar em olhar a lista a cada novo processo que me cair nas mãos.... ainda bem que serão bem poucos, já que estou parando de advogar.

23 dezembro 2006

sonhos auspiciosos

eita época estranha!
primeiro sonhei que meu pai morria...
e esta noite sonhei que estava grávida. não conto de quem era (risos), mas era bom. e o mais engraçado era que meus pais não ficavam bravos nem nada. sei, sei, parece ridículo que uma mulher de 30 anos fique grávida e os pais ainda 'fiquem bravos', mas se eu bem conheço os meus.... ainda não tenho 'estabilidade' pra criar um filho. quero dizer, ainda não sou dona do meu próprio nariz.
mas enfim, no sonho, que é o que interessa, uma vez que NÃO estou grávida de verdade, eu ficava tão feliz! ainda não dava pra ver a barriga não, eu ainda ia fazer ultrassom e pensava: "bem, melhor esperar até uns 6 meses pra montar o quarto do bebê, pois sempre tem o risco de aborto". no fim, não cheguei até os 6 meses (acordei muito antes disso...)
mas sei que não pode ser à toa que sonho na mesma época, com morte e com gestação logo em seguida.
2006 foi um ano de MUITO aprendizado, muito crescimento profissional, crescimento pessoal. sinto-me mais madura, bem mais forte. a ONG que eu ajudei a fundar está crescendo rápido e sei que sou peça fundamental deste crescimento. assumi responsabilidades sem ninguém pra me amparar caso aconteça alguma merda... acho que isso nunca havia acontecido antes. não tenho chefe, sou parte de uma equipe. tenho poder de decisão sobre o que pode ou não pode ser feito. parece tão bobo, né? mas dá um 'up' na auto estima.... e um medão tb.
embora eu tenha engordado todos os quilos que havia emagrecido em 2005 a duras penas (não entro mais nos meus queridos jeans 38), estou me sentindo muito bem, mais bonita (embora com um pouco de celulite, mas dia 26 começo a dieta - risos), mais senhora do meu corpo e mais dona do meu destino.
o mestrado... bem, está aos trancos e barrancos, mas acho que não vai dar nenhuma merda. não vai ser o melhor que a USP já viu, mas.... embora boa parte do tempo eu reclame, uma vez que faz 02 anos que sou praticamente uma escrava de luxo super qualificada, tudo que tenho feito lá tem me ajudado também a me firmar como professora e a me mostrar que caminhos tomar, o que gostaria de fazer dentro da carreira. fizemos um projeto piloto de visitas a um presídio que foi um aprendizado intenso, uma experiência muito forte. é muito difícil pra mim, saio de lá sempre com as minhas forças exauridas, no dia seguinte fico imprestável, cansada. mas cada vez tenho mais certeza de que preciso continuar.
é a minha única certeza quanto ao ano que começará em breve: preciso continuar.