Engraçado, não sei porque, meu dia está estranho.
Hoje saí atrasada para devolver livros na biblioteca (o prazo era até meio-dia, e eu acordei pontualmente ao meio-dia), resolver coisinhas no centro da cidade, etc. Como saí atrasada, saí sem comer. Nada, nem um gole dágua.
Fui ao centro, descobri que tenho que pagar uma taxa de 60,00 pra depositar minha dissertação, como se não bastasse os R$ 800,00 que vou gastar com a impressão e encadernação. Baratinho, baratinho. Não podiam deixar a gente depositar encadernado em espiral e só uma cópia pra biblioteca em capa dura??? A gente tira dinheiro daonde pra fazer esssa coisas? Mestrandos sem bolsa, façam uma poupança pra encadernação.
Fui almoçar às 15h, quase desfalecendo. Cheguei em casa e descobri que não vou poder juntar minha tabelona grandona na dissertação, porque custa uns 25 reais cada cópia (ela tem meio metro de altura). Isso daria mais 250 reais no orçamento. Vou ter que picar a tabelona em pequenas tabelinhas. Pena. Perde toda a graça e o impacto do que me custou 3 meses pra fazer. Hmpf!
Fiquei consertando minha tabela pra poder picá-la, mas estava esquisita, não sei o que, uma angústia, uma agitação, não sei o que.
Banho, pensei. preciso de um banho. Pra me aquecer (está frio aqui, em pleno janeiro, é praticamente inverno esses dias), pra relaxar um pouco e voltar pra minha dissertação, que não acaba nunca. Eu que achei que ia ter dificuldade pra escrever 100 páginas vou entregar um trabalho até grande demais pro meu gosto, quase 200. Sou prolixa, eu sei. Sempre fui.
Quando saí do banho minha mãe ligou. Disse que tinha mandado um presente pra mim.
Pronto. Quando cheguei na portaria, desabei. O choro que tava engasgado na minha garganta faz dias, de tensão, de medo de não dar certo, de medo do novo, medo de ser professora e finalmente concluir o que eu comecei há 03 anos, medo de assumir uma turma só minha, mas ao mesmo tempo entusiasmo por finalmente conseguir um emprego numa faculdade ANIMAL (em duas, talvez, daqui a umas semanas saberemos) e ser chamada de PROFESSORA, e não de doutora, que eu acho brega e não me identifico (doutora só quando fizer doutorado), esse choro engasgado veio e agora não consigo parar de chorar.
Vejam o arranjo lindo que eu ganhei (com chocolate e tudo):

Junto nesse choro vem tantas outras coisas mais... Obrigada, mãe, obrigada, pai, por tudo.
Preciso me recompor agora, fazer um café, tentar controlar o meu choro porque ainda tenho um capítulo e meio pra escrever até o final do carnaval.
Meu santo acupunturista Jaime vai me render. Eu sei.
Meu ano novo começa dia 11 de fevereiro. Ou amanhã, quando vou fazer minha primeira reunião como Professora, lá em Campinas. Além de terminar a dissertação, ainda tenho mais uma prova de fogo pra passar em breve, talvez (espero que não) até antes do dia 11. Desejem-me boa sorte.