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27 abril 2008

atualização do balanço da virada

1 sobra de macarrão de ontem como café da manhã
1 copo de suco de laranja
1 pera
1 caneca de café
é, as dores nas costas não diminuíram, mas a dos pés sim
vou sair, acho que pra Praça Roosevelt ou pra Casa das Rosas. Ai, a programação de filmes trash da Praça Roosevelt comandanda pelo Carlão estava demais. Eu devia ter ido, mas tava um trapinho.
depois quero pegar um cineminha na Paulista
Fui!

Balanço da Virada Cultural (até agora)

7 h dormidas - ainda estou dormindo muito, ano que vem preciso dormir menos
pés, pernas e costas doloridos - depois de um ano de Curves, ano que vem, estarei fisicamente melhor preparada;
1 final de show da Mariana de La Riva - gostei!



1 show do Zé Ramalho - com Mari (eeeeeeeee), GV e outros bons amigos, com direito a dançar um pouquinho de forró muuuuito apertado (até agora não sei se ele estava realmente lá, porque não consegui ver nem a cabeça dele, mas aparentemente, estava mesmo, e foi muuuuuito legal!!!);
1 pisada do Maracatu - lindaaaaaaaaaaaaaaaaa com todo mundo doidão acompanhando o Maracatu e dançando feliz;
1 baile do Arouche;
1 passada rápida nas pistas de eletrônico e no palco das Casas;
1 conhecido encontrado - o espírito da virada é trombar nas pessoas queridas e em outras desconhecidas na mesma vibe...;
1 aluno encontrado - c'mon, eu tenho menos de 100 alunos, what are the chances?? pois encontrei um, cuja prova havia corrigido apenas algumas horas antes... me escondi, lóóórrrrico. acho que ele não viu a professora doidinha no meio da galera. sair do orkut foi uma decisão sábia;
1 volta pra casa quase zumbi;
30 min de medo na cama - medo que tudo voltasse a balançar;
0 ressaca (mas uma certa indisposição e uma preguiça foooorte de sair de casa. será que eu vou???);
2 dias lindos de céu azul com fina camada de poluição e noite linda e quente com lua. São Pedro gosta da virada, ano passado foi assim também;
1 pouco menos (veja bem, só um pouco menos) de raiva dele, por ter me apresentado a virada no ano passado.
Esta noite eu fui feliz!!! Eu estava lá, inteira!

23 abril 2008

treme-treme

Ok. Digamos que alguém me pedisse para fazer uma lista de coisas muito improváveis pelas quais eu passaria na minha vida. Eu diria que uma coisa altamente improvável seria viver uma experiência de terremoto. Aliás, acho que eu sequer pensaria nisso como uma coisa altamente improvável. Simplesmente nem pensaria.
Por isso, quando o meu apartamento no 11º andar começou a balançar ontem à noite, enquanto eu falava com meu pai ao telefone (coitado, imagina a aflição dele láááá do outro lado sem poder fazer nada ouvindo sua filha dizer: 'nossa, pai, que estranho, o apartamento parece que tá balançando; nossa, pai, o apartamento tá balançando mesmo, vou descer, te ligo depois'), a primeira coisa que me passou pela cabeça foi: estarei tendo algum tipo de ataque? labirintite? desmaio? Logo vi que o espelho balançava. E a porta do ap fazia um barulho fora do normal. Ouvi barulho na escada e saquei que outras pessoas tinham sentido também.
Dona Meire (que se chama na verdade Mary, mas sabe-se lá porque todo mundo a chama de Meire) abriu a porta e me perguntou:olha, que estranho. Ela não anda muito bem, já tá velhinha. Falei 'D. Meire, o apartamento está tremendo, vamo embora, vamos descer.' E ela 'ah, mas eu preciso' e eu 'D. Meire vamos descer agora, não dá tempo de fazer nada, vamos já'. Larguei a porta do meu ap. escancarada. Nem sei bem o que eu estava pensando, porque a esta altura o prédio já não tremia mais. Mas meu coração estava disparado e eu queria sair dali. Eu queria voar, mas não podia abandonar a D. Meire sozinha descendo 11 andares de escada. Fomos a passos lentos. Eu me lembrava (sei que é ridículo, mas na hora lembrei) de bombeiros resgatando pessoas no WTC em NY, no 11 de setembro. Eu pensava: preciso descer com ela. No caminho, uma mulher logo atrás da gente não quis ir no nosso passinho (compreensível) e passou na frente. Mas em geral as pessoas desceram calmamente.
A única coisa que me lembrei de pegar foi o celular. Nem bolsa, nem carteira, nada. Só o celular. Eu precisava ligar para o meu pai assim que eu chegasse ao térreo e dizer que estava bem.
Acho que com a adrenalina a tontura ficou lá dentro de mim. Meu labirinto, de fato, não funciona muito bem. Passei mais de uma hora tonta ainda, com aquele balançar.
Quando subi de volta com meu primo pra pegar minhas coisas (minha mãe acionou todos os tios e primos, 'lórrrico', risos, mãe é mãe) a porta do ap estava fechada. Alguém se compadeceu de minha loucura.
Cinco horas depois, dois copos de cerveja, um banho quente, agora posso dizer que estou com sono. Aquele cansaço que só o stress seguido de um alívio nos proporciona.
Sinto-me segura aqui (estou na casa da minha prima).
Ok, passado o susto, tenho mais uma história pra contar. Mas sinceramente, espero não passar por isso de novo. Foi light? É, ok. Mas na hora dá aquele medão. O medão de não conseguir descer as escadas a tempo.

16 abril 2008

Mais você, o bolo de caneca e a pipoca

Outro dia lendo o blog Querido Leitor, da Rosana Hermann, deparei-me com a informação de que o programa "Mais Você" havia colocado no ar uma receita de bolo de caneca sem dar o devido crédito (aliás, otal bolo de caneca parece MUITO bom!).

Pois então eu digo não é a primeira vez que o "Mais Você" utiliza informações alheias sem dar o crédito. Explico: no final do ano passado, buscando textos do Rubem Alves, que eu adoro, deparei-me com um texto que falava sobre a pipoca, disponível no site do escritor. Gostei tanto que colei o texto aqui no blog, com o devido crédito.

Deve ter sido lá pelo meio do mês de janeiro passado que, em casa por conta do esforço concentrado de escrever a minha dissertação, assistindo "Mais Você" durante meu café da manhã (eram meus únicos momentos de distração - as refeições), logo depois do "bom dia", ouço a Ana Maria Braga dizer um texto incrivelmente semelhante ao texto da pipoca do Rubem Alves!!!! Fiquei prestando muita atenção para ver se ela daria o crédito do texto... Que nada!!! Parecia que era um texto que havia simplesmente brotado da imaginação de seu staff de redatores ou dela mesma. Lógico que o texto estava resumido, em tom de 'mensagem' do dia, sabe como é? Mas era evidente que o texto era dele.

Não é incrível? Quem não dá crédito, na minha opinião, não merece crédito.
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Esse tipo de prática não é novidade na Globo. Numa brincadeira dessas, um amigo meu ganhou uma bela indenização por uso de suas fotografias no Fantástico sem autorização e, o que é pior, sem dar o crédito. A Globo foi ainda condenada a dizer um texto de desculpas no mesmo horário, mesmo programa, etc. Mas não cumpriu. Agora, já faz alguns anos que meu amigo espera pacientemente que acabem as firulas processuais de que os advogados da Globo estão se utilizando para que ele possa, finalmente, receber a polpuda multa que a Globo terá que pagar por dia em que não cumpriu a sua obrigação de pedir desculpas. É ver para crer.

Mestre Emilia, por favor

15 de abril de 2008
o fim de um período de amadurecimento intenso
muitas emoções e pessoas muito importantes fizeram parte desse processo; obrigada a tod@s!!!
agora sou 'Mestre Emilia" :P



rito de passagem fundamental para o início de um novo período
(com o pé direito, inteiro e firme!!!e o esquerdo também!!! - risos)

12 abril 2008

Book Crossing

Taí
Eu já tinha lido sobre isso e faz anos que tenho vontade de fazer

Bookcrossing.
basicamente libertar um livro por aí!
Deixá-lo num local público para ser lido por outras pessoas, que depois devem libertá-lo também, para outros.
Vou fazer
Olha o site internacional Bookcrossing.com aqui.

Que tal vc fazer também???

Shopping therapy

Segui o conselho das moças do 02 neuronio e saí pra comprar, ouvindo música pop; ainda aproveitei para comer junk food e tomar refrigerante. tudo de uma vez.
Ok, não foi assim tão radical. não comi top sundae nem batatinha.
fui e voltei caminhando do shopping, o que é ótimo, agora posso ir a pé pro shopping, abriu um aqui na esquina.
e Ok, não comprei exatamente um sapato fashion lindo e carésimo, comprei roupa de ginástica na C&A em 5 x.
na esquina ainda comprei uma cerveja porque estava calor.
fui e voltei ouvindo Rihanna, Amy Winehouse e a trilha do Maria Antonieta.
sou uma adolescente, a diferença é que já tenho 31 e algumas responsabilidades.

é.

Pra distrair... um post emprestado do 02neurônio

Sim, eu sou vítima do efeito psicológico da bota. Passei praticamente o inverno inteiro andando sobre alguns pares delas. Em momento meio fundo do poço era fácil. Eu colocava botas com uma calça justa, descia as escadas da minha casa quase caindo e cambaleando, mas chegava na rua e me sentia ótima.

Deve ser de família. Até hoje a minha mãe é conhecida na cidade do interior onde morava como “a moça que andava de botas”.

As botas têm o efeito psicológico absolutamente ilusório A gente se sente segura ao andar sozinha na rua com elas, o salto fazendo barulho. Qualquer reunião de trabalho fica mais fácil se você é uma mulher de botas. E no mundo selvagem da noite, nem se fala. Uma moça de botas consegue ser fodona no meio de uma multidão de um show de rock mesmo cinco minutos depois de ter um ataque de síndrome do pânico.

O EPB (efeito psicológico da bota) deve ser forte mesmo. A Prada lançou botas para o verão, eu juro! E isso significa que vão copiar no Brasil, é claro. É uma coisa meio bizarra, uma bota que te deixa com os dedos para fora. Não vou usar, porque tudo no mundo tem limite.

Mas quando chegar o verão, certamente a minha vida será mais difícil sem o efeito protetor das minhas botas. Ah,claro. Não esquecer que em qualquer momento roubada é só lembrar da canção da Nancy Sinatra e cantar mentalmente: “Are ready boots? Start walking!!”

por Nina Lemos - 02neuronio

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e eu digo que se hoje não estivesse calor eu certamente colocaria uma bota e daria uma voltinha só pra me sentir melhor


Merda

é a única coisa que eu posso dizer hoje que expressa, mais ou menos, o que eu estou sentindo.

11 abril 2008

"Não sou sapo mas adoro perereca"

Entramos por volta das 22h, ainda meio vazio. Na verdade foi o primeiro bar que encontramos perto do boteco originalmente pensado, mas que não tinha mesas livres. O dono veio logo com um papo doido que ia fechar logo, porque ia ter festa, e ali tinha convites pra festa. Festa aqui? Não, festa na 'Swrehroeitnes'. Então, vai fechar logo e por isso não estranhem. Ahn? Olha, a gente só vai tomar uma cerveja, é rapidinho. Tá, faço um cartão só pros dois.

Ao entrar no bar, logo percebemos o nosso erro. Passando para o salão de trás, vi uma mesa com duas mulheres, logo à frente um casal de homens abraçado, na mesa ali ao fundo, moças namorando. Doidinha, sensação de estar entrando numa realidade virtual.

Passado o estranhamento inicial (experiência "o estrangeiro" total: pude ter alguma idéia de como se sente um casal homossexual quando entra em ambientes românticos hetero), pedi minha cervejinha, aquela que meu corpo pedia desde o final da tarde.

Ficamos ali entre meia e uma hora, conversamos bastante, batemos papo etc. Muitas risadas e histórias depois, fui ao caixa acertar. Acabo de pagar a conta, e vejo que o Gu está de pé, à minha esquerda, conversando com um cara que estava sentado no balcão junto com uma moça que eu encontrara logo antes na entrada do banheiro. Pensei: 'será que o Gu conhece alguém daqui desse bar?'

O Gu logo me puxa pra perto e fala assim, baixinho, aquela boca meio torta, dentes cerrados, tipo 'meu, disfarça e vamu caí fora': 'Mi, lê o que está escrito na minha camiseta'.

Eu li.
Adivinha o que tava escrito na camiseta dele.

(...)

Ainda não adivinhou? Leia o título do post.


(PS: atualização: antes de ir pro bar, a gente tava em casa, 'di boa', e o Gu saiu com a roupa que tava no corpo. sacomé? vc nem pensa no que está vestindo... risos)

10 abril 2008

Jaime e as agulhas

eu devia ter colocado um agradecimento especial pra ele na minha dissertação.
Jaime, meu acupunturista, me salvou em vários momentos em que tudo que corria nas minhas veias era puro stress! quando estive lá, uma semana antes do prazo para terminar a escrevinhação do meu mestrado, eu estava tão, tão pilhada, que quando ele espetou aquele lugarzinho de sempre no peito do pé, um lugar que é ligado ao fígado (vou pesquisar sobre fígado na acupuntura e depois conto mais), levei um choque como eu nunca tinha sentido; na hora chorei muito. é o pior lugar pra mim. é um dos únicos que dá choque, e que realmente me incomoda.
agora, tem um ponto loucão que ele espeta no dedão do pé que é pra 'organizá os pensamento', e é ótimo pra quando a gente tá meio doidona como eu ando.
ontem fui lá e segunda que vem, véspera da minha banca de mestrado, vou lá de novo.

acupuntura é muito legal, e o Jaime e a Missai, esposa dele, são realmente especiais. semana passada quando fui lá eu contei que estava triste, e aí ele espetou (sempre tem uns lugares novos, conforme o que eu conto pra ele que estou passando e sentindo) um lugar aqui no peito que eu acho que é ligado ao coração. não é doido? a tristeza melhorou. aí ontem fui lá e ele perguntou se a tristeza tinha passado, falei que tinha melhorado. ele espetou de novo o tal lugar.
só sei que depois que saí de lá almocei na minha avó e dormi depois do almoço. quando acordei, dei dois telefonemas que precisava fazer e para duas pessoas que eu estava sem coragem de enfrentar, cada uma por um motivo. a acupuntura realmente ajuda a gente a se reestruturar...

que bom que é conseguir ser adulto e enfrentar nossos medos, e descobrir que assumir seus erros não dói. ah, tudo bem, dói um pouquinho, vai, mas assumir erros é admitir que somos humanos.
e a consciência da imperfeição humana é algo que tem me ajudado muito a enfentar os meus pequenos desafios cotidianos. como eu disse recentemente, sou humana, e nada do que é humano me é estranho.
no fim, como conversei com uma amiga recentemente, não custa lembrar, nos momentos de stress, que nada disso importa... a gente é que dá uma importância pras coisas umas 10 x maior do que elas realmente são... isso tira um peso danado das costas da gente!

preciso falar da Missai, a esposa e secretária do Jaime, uma fofa. sempre simpática, animada e gentil, levanta o meu ego porque sempre me elogia dizendo que eu pareço uns 05 anos mais nova (risos), mas o melhor de tudo é que vc vê que ela é sincera e genuína. ontem dei um presente pra ela, e a reação dela foi genuína. por sorte ela gostou muito ;-), mas sei também que se não tivesse gostado eu saberia. gosto de pessoas assim.

o que eu acho interessante é que o Jaime realmente te estimula a ser como você é. ano passado, quando eu tava surtando, mais ou menos nessa época do ano, com um emprego que estava me consumindo corpo e alma, eu ia lá e falava pra ele que diziam que eu tenho que mudar. e ele me dizia, mas se vc muda vc não vai mais ser a Emilia que eu conheço. claro que isso não significa que a gente não possa melhorar, atenuar nossos defeitos. mas o fato é, como eu já disse em algum lugar aqui antes, a mesma paixão que, às vezes, me atrapalha é a que me move. sem ela, não sou eu. como tatou a maravilhosa Angelia Jolie em seu corpo, 'o que me alimenta me destrói' ('quod me nutrit me destruit').

06 abril 2008

Terra da garoa

é que eu não tenho uma máquina digital e a do meu celular até tira fotos, mas o maledeto cabinho para transferir as fotos pro computador é temperamental e só funciona quando quer. se eu tivesse uma máquina digital eu tiraria uma foto da cidade daqui do alto da minha janela. e mostraria o que é São Paulo no esplendor de um dia de outono, cumprindo sua vocação: terra da garoa.
de repente ouvi um barulhinho suave e constante. olhei pela janela e tudo estava cinza como só naqueles dias de garoazinha cortante.
nesses dias eu tenho vontade de ir pra um café, sentar, pedir um chá, ou um cappuccino grande, e ficar um tempão olhando as pessoas lá fora, e me sentindo pertencente a um lugar. se eu fumasse, eu fumaria nesse café, vários cigarros mentolados, calmamente. e observaria os outros paulistanos solitários ou em duplas que chegam fugindo da garoa.
mas que coisa boa é passear na avenida paulista com a garoa cortando a nossa cara e depois entrar numa estação do metrô quentinha!!! eu poderia dizer "e depois entrar numa loja ou um café quentinhos..." mas isso não seria consumismo demais? entrar no café pode?
talvez eu faça isso hoje.

"Homo sum; humani nil a me alienum puto."

"Homo sum; humani nil a me alienum puto." - Publius Terentius Afer

Sou humano, nada do que é humano me é estranho.

Esta frase tem rodado a minha cabeça nos últimos dias... Não sei bem por quê.

Talvez porque o amadurecimento traz uma compreensão maior do outro (pelo menos, é o desejável). Talvez porque tenho me deparado com situações em que sentir compaixão pelo outro é tão necessária. E talvez porque esteja hoje sentindo um pouco de compaixão por mim mesma.

Não acho que tenho sentido pena de mim. Não sinto pena, porque sei que fiz o que podia fazer, me sinto digna. Mas sinto uma tristeza profunda e muito presente, a tristeza de quando se é rejeitado. Será que quando a gente entende os motivos da rejeição é mais fácil aceitar? Acho que entendo, hoje, o que sentiu um queridíssimo ex-namorado, muito especial, quando, buscando não feri-lo, não disse claramente, na época, as razões pelas quais estava me separando dele. Somente fui dizer a ele alguns anos depois. Talvez isso tenha feito mal a ele. Hoje ele está bem e com uma mulher muito interessante ao seu lado. Acho que eles são felizes juntos. :D

É isso que eu sinto. Não consigo compreender. O que eu sei é que dói, e tem doído cotidianamente. Logo no início achei que não. Que seria fácil. Não, não tem sido fácil, preciso admitir. Não tem sido fácil estar sozinha, e meus amigos e amigas têm sido aqueles para quem telefono quando me dá uma vontade imensa de conversar com alguém e contar como foi o meu dia. Por sorte, tenho vári@s, e el@s têm me escutado com a paciência que só um amigo verdadeiro tem.

Espero ter também a paciência necessária para esperar essa dor passar e voltar a ter mais momentos bons do que ruins; ultimamente, bom mesmo tem sido encontrar meus amigos e minha família quando é possível e aquela meia hora cotidiana na academia, onde tento ganhar um pouco de satisfação física que compense a tristeza que sinto na alma. Gostaria de dormir, suspender minha vida por alguns meses, e poder voltar quando isso passar.

29 março 2008

Bagdad Cafe




Desert road from Vegas to nowhere
Someplace better than where you've been
A coffee machine that needs some fixing
In a little cafe just around the bend.

I am calling you
Can't you hear me
I am calling you.

Hot dry wind blows right through me
Baby's crying and I can't sleep
But we both know a change is coming
It's coming closer
Sweet release.

I am calling you
I know you hear me
I am calling you

I am calling you
I know you hear me
I am calling you

Desert road from Vegas to nowhere
Someplace better than where you've been
A coffee machine that needs some fixing
In a little cafe just around the bend
Hot dry wind blows right through me
Baby's crying and I can't sleep
And I can feel a change is coming
coming closer Sweet release.

I am calling you
Can't you hear me
I am calling you.

27 março 2008

Empresas lucram com oferta de falsos álibis para quem quer ser infiel

DO UOL ECONOMIA

Da Redação
Em São Paulo
Reportagem desta quarta-feira do jornal espanhol "El País" mostra que empresas estão faturando dinheiro com oferta de falsos álibis para clientes que desejam trair seu parceiro, reduzindo as chances de serem descobertos.

Juan Vázquez, diretor comercial do Coartadaclub [que pode ser traduzido como "seualibi.com"], vende por 200 euros um convite para um falso seminário sobre isolantes, um telefonema de confirmação e folhetos fraudados.

Vázquez calcula que sua empresa coordene 20 trabalhadores na Espanha. Ele apresenta 2.200 pedidos de álibi e estudos de mercado que afirmam que a metade do país estaria disposta a enganar.

Oferece hotéis fictícios em 60 países. Presume que seu público seja formado por aqueles com menos oportunidades de escapar e por isso um de seus serviços principais é o dos seminários de cozinha para donas de casa. Para outro tipo de cliente, o cérebro oculto da companhia prepara um serviço de acompanhamento.

Vázquez é um homem pragmático: "Um divórcio é mais caro que um álibi. Conosco basta chegar em casa com um ramo de flores e um 'querida, te amo'".

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Não são incríveis as coisas com que se pode ganhar dinheiro hoje em dia???!

10 março 2008

Preciso escrever mas não sei o que

Não sei o que escrever pois não sei o que sinto
Não sei o que sinto...
Não sei o que sinto...
Não sei se sinto medo; de fato, não sei se sinto indiferença; não sei se estou triste
Não sei se deveria pular; não sei se devo me recolher; não sei se devo chorar
ou fingir que está tudo bem
Não sei se devo tomar atitudes ou esperar o tempo passar;

Não ligo, não ligo...
Não ligo se me dou tanto
Não ligo se me dei tanto
Não ligo se me dói tanto
Não ligo se me dói...

Só finjo, como o poeta.

E espero

04 março 2008

ônibus 174 - José Padilha

Acabei de assistir o filme. Já tinha visto trechos. Mas realmente não fazia idéia de como o filme era bom e de como a história é trágica. trágica, trágica.

Me impressionou especialmente a lucidez de uma das reféns, uma mocinha que é praticamente a principal narradora do filme. Uma moça de então 19 anos, que conseguiu enxergar em Sandro um ser humano e conseguiu compreender ali, naquele momento, a tragédia que ele protagonizava, na qual ela, Geísa e as demais reféns eram meras coadjuvantes.

Quanto mais eu estudo o crime mais eu me supreendo, mais eu me emociono, mais eu choro, mais eu fico indignada. Tento me mexer. Tento fazer a minha parte. Mas eu sozinha, aqui, quase impotente, eu não sou nada.

Ou todos nós assumimos as nossas responsabilidades, ou seremos, sempre, como Geísa: coadjuvantes de uma tragédia.

12 fevereiro 2008

O blogger andou dificultando minha vida, por isso demorei tanto pra postar.
O post abaixo (das flores) foi escrito há um tempão..

Bem, updates de uma mestranda tempo integral: não sou mais mestranda tempo integral. acabei. As ultimas 48 horas escrevendo virei praticamente direto; o último capítulo ficou com duas notas de rodapé sem pé nem cabeça (uma não terminada e outra repetida no texto logo acima), mas acabei. Até que não ficou ruim, sabe? 200 páginas!!! e eu achei que teria dificuldade pra escrever 100...

Até emagreci: duas pessoas comentaram e ontem me pesei: realmente estou um quilo mais magra. Incrível, considerando a quantidade de chocolate que eu comi.
Nesses 2 meses trancada em casa acho que assisti uns 30 filmes. Assisti a tetralogia dos Contos do Eric Rohmer, que eu sempre quis. Adorei. Assisti vááárias comédias românticas (se precisarem de indicação, é só falar) e várias comédias tout-court. Assistam O Closet, recomendo fortemente. Também adorei Italiano para principiantes. Assistia tudo que me fizesse distrair do mestrado durante os momentos de alimentação.

Tive a sorte de ter a companhia do meu irmão até o final de janeiro, o que ajudou a suportar as madrugadas adentro.

Tive também um namorado incrivelmente lindo e fofo que me arrancou de casa quando eu já não aguentava mais escrever e que aceitou os meus nãos quando precisei dizê-los, inclusive o 'não vou poder viajar no Carnaval'.

Agora estou me dedicando à minha nova rotina como professora e tentando me organizar para não precisar passar 32 horas por semana me preparando para dar 8 horas de aula. Mas acho que a conta não deve ser muito menos que isso. Cada hora aula requer pelo menos 2 horas de preparação no começo. Pelo menos. E considere que são 4 matérias diferentes.... Já viu. Tudo bem. Ano que vem estarei craque. :)

Acho que, a despeito das cabeçadas que dei nos primeiros 4 anos de formada, sou bastante sortuda.
Agradeço a todos que me apoiaram nesse processo. Que pensaram em mim, que me ligaram, que me escreveram.
Agora é hora de começar um novo começo. :D
Engraçado, não sei porque, meu dia está estranho.
Hoje saí atrasada para devolver livros na biblioteca (o prazo era até meio-dia, e eu acordei pontualmente ao meio-dia), resolver coisinhas no centro da cidade, etc. Como saí atrasada, saí sem comer. Nada, nem um gole dágua.
Fui ao centro, descobri que tenho que pagar uma taxa de 60,00 pra depositar minha dissertação, como se não bastasse os R$ 800,00 que vou gastar com a impressão e encadernação. Baratinho, baratinho. Não podiam deixar a gente depositar encadernado em espiral e só uma cópia pra biblioteca em capa dura??? A gente tira dinheiro daonde pra fazer esssa coisas? Mestrandos sem bolsa, façam uma poupança pra encadernação.

Fui almoçar às 15h, quase desfalecendo. Cheguei em casa e descobri que não vou poder juntar minha tabelona grandona na dissertação, porque custa uns 25 reais cada cópia (ela tem meio metro de altura). Isso daria mais 250 reais no orçamento. Vou ter que picar a tabelona em pequenas tabelinhas. Pena. Perde toda a graça e o impacto do que me custou 3 meses pra fazer. Hmpf!
Fiquei consertando minha tabela pra poder picá-la, mas estava esquisita, não sei o que, uma angústia, uma agitação, não sei o que.

Banho, pensei. preciso de um banho. Pra me aquecer (está frio aqui, em pleno janeiro, é praticamente inverno esses dias), pra relaxar um pouco e voltar pra minha dissertação, que não acaba nunca. Eu que achei que ia ter dificuldade pra escrever 100 páginas vou entregar um trabalho até grande demais pro meu gosto, quase 200. Sou prolixa, eu sei. Sempre fui.

Quando saí do banho minha mãe ligou. Disse que tinha mandado um presente pra mim.

Pronto. Quando cheguei na portaria, desabei. O choro que tava engasgado na minha garganta faz dias, de tensão, de medo de não dar certo, de medo do novo, medo de ser professora e finalmente concluir o que eu comecei há 03 anos, medo de assumir uma turma só minha, mas ao mesmo tempo entusiasmo por finalmente conseguir um emprego numa faculdade ANIMAL (em duas, talvez, daqui a umas semanas saberemos) e ser chamada de PROFESSORA, e não de doutora, que eu acho brega e não me identifico (doutora só quando fizer doutorado), esse choro engasgado veio e agora não consigo parar de chorar.

Vejam o arranjo lindo que eu ganhei (com chocolate e tudo):


Junto nesse choro vem tantas outras coisas mais... Obrigada, mãe, obrigada, pai, por tudo.
Preciso me recompor agora, fazer um café, tentar controlar o meu choro porque ainda tenho um capítulo e meio pra escrever até o final do carnaval.

Meu santo acupunturista Jaime vai me render. Eu sei.

Meu ano novo começa dia 11 de fevereiro. Ou amanhã, quando vou fazer minha primeira reunião como Professora, lá em Campinas. Além de terminar a dissertação, ainda tenho mais uma prova de fogo pra passar em breve, talvez (espero que não) até antes do dia 11. Desejem-me boa sorte.