Filho de intelectual, já viu, né?
04 maio 2008
Xu
Filho de intelectual, já viu, né?
01 maio 2008
it's official
não consigo trabalhar direito,
não consigo me concentrar,
tenho dias muito ruins e outros um pouco melhores,
choro muito.
Hj não consegui fazer as três coisas que eu precisava fazer: ir à aula da PUC, ir ao acunpunturista (o que teria me feito muito bem) e ir à academia (o que também teria me feito muito bem)
Só Woody Allen e meu amigo GV conseguiram me tirar da frente desta bosta de computador, o que me leva a crer que eu realmente amo o cinema.
Mas assim que a sessão acabou tudo o que eu consegui fazer foi começar a chorar. e não foi por causa do filme.
Já que estou aqui na frente da telinha vou falar do filme novo do Woody Allen. Cassandra's Dream, ou o Sonho de Cassandra.
Nada de Woody engraçadinho como os últimos O Escorpião de Jade ou Scoop.
Cassandra segue a onda do Match Point, mas ainda nos prende mais a atenção.
E é, indiscutivelmente, Woody Allen. As situações, as pessoas, Londres, os passeios na cidade e no campo, o timing, tudo nos lembra e nos dá aquela agradável sensação de familiaridade que procuramos quando vemos ver um filme de nosso diretor favorito.
Esse pra mim teve um gostinho especial porque a trilha sonora é do meu adorado Philip Glass, que faz sempre a mesma melodia minimalista, a mesma de Águas da Amazônia (+Uakti), a mesma de 'Passages' (+Ravi Shankar), a mesma de 'Koyaanisqatsi', 'Powaqqatsi' e 'Naqoyqatsi' - a trilogia de Godfrey Reggio, e de 'As Horas', e de tantos outros... Mas ele é simplesmente genial e envolvente. Me sinto tão embalada na sua música que tenho vontade de voar. De fechar os olhos e me jogar de felicidade.
Senti breves momentos de felicidade durante o filme.
Pena que acabou.
Tudo que tenho vontade era fazer como a moça de My Blueberry Nights
: desaparecer pra algum lugar onde simplesmente eu fizesse coisas banais como servir mesas e ver os problemas dos outros.
30 abril 2008
Sonhos
Esta noite sonhei. Mais de uma vez, e purtroppo não me lembro dos dois sonhos. Não sei porque viajávamos juntos. Porque é que viajávamos juntos se vc não está mais comigo? Por que viajávamos juntos se eu sinto tanta raiva de vc?
Só sei que viajávamos juntos, para uma espécie de chácara, sei lá. Havia muitas pessoas, estávamos em 4 carros.
E de repente vc estava doidão, e com um grupo de pessoas que eu não conhecia. O que essas pessoas faziam lá?
E então isso me incomodava, talvez porque eu não pudesse estar com vc. Eu pedia para que vc se afastasse com aqueles pessoas dali. E vc retrucava dizendo que eu estava sendo moralista, porque quantas vezes a gente não tinha ficado assim juntos... Mas, eu pensava, éramos só dois. E, eu não pensava talvez, mas quisesse dizer, eu estava com vc, e agora não estamos mais...
Eu pedia novamente e vc não saía. Eu não sei porque, mas me irritava, e então passava a xingar vc. E vc me xingava, lógico, mas não conseguia ser muito agressivo.
O que vc estava fazendo lá? O que vc está fazendo aqui dentro, ainda?
Que porção de mim é igual a vc e eu preciso xingar, expulsar, mandar embora? Será meu superego me repreendendo e culpando por ter aprendido com vc coisas que me fazem bem? Ou será o meu lado calado, reprimido e que não consegue ser muito agressivo, que eu quero expulsar de mim?
Ai, que saudade do meu Terapeuta Junguiano...
Espantamento
Neologismo ou não, espantamento é o que eu sinto com freqüência quando penso na internet, quando penso na ciência, na tecnologia, na construção de pontes, nos prédios que resistem a terremotos, nos próprios terremotos, nos seres humanos e seus atos, na vida, na lua, na terra, no universo. Me espanto com todas essas coisas, sempre, e sinto medo, porque não compreendo.
28 abril 2008
Domigo off-virada
1 vestido novo (tipo trespassado, marrom com petit-pois branco e com detalhes amarelo-ovo);
1 bolsa de presente de dia das mães;
2 presilhas de cabelo de florzinha (só porque estou numa fase florzinha, de cabelo comprido e tudo), sendo uma para combinar com o vestido novo;
2 pães-de-queijo e 1 mate com leite no mate ali da frente do Espaço Unibanco
1 hora de leitura do 'Dharma Vagabonds', de Jack Kerouac, livro que ganhei da minha querida amiga Ana - o zen e o louco, como encontrar o caminho do meio...
1 filme _ Estômago, que recomendo fortemente!!!, em companhia do meu amigo Fabio (sem acento, por favor):

1 kebab de carneiro e 1 lassi de cardamomo no meu novo lugar favorito que minha amiga Lux me apresentou;
Pra quem saiu de casa pensando em se divertir de graça, o dia saiu bem caro. Mas valeu cada centavo! Foi um excelente domingo. Um pouco comigo mesma, o que tem sido cotidianamente difícil, tb porque trabalho em casa e sozinha, mas um 'comigo mesma' em que eu estava satisfeita e feliz, e um pouco na companhia do meu amigo, que foi uma delícia. Um bom domingo!
E boa semana a todos!
27 abril 2008
atualização do balanço da virada
1 copo de suco de laranja
1 pera
1 caneca de café
é, as dores nas costas não diminuíram, mas a dos pés sim
vou sair, acho que pra Praça Roosevelt ou pra Casa das Rosas. Ai, a programação de filmes trash da Praça Roosevelt comandanda pelo Carlão estava demais. Eu devia ter ido, mas tava um trapinho.
depois quero pegar um cineminha na Paulista
Fui!
Balanço da Virada Cultural (até agora)
pés, pernas e costas doloridos - depois de um ano de Curves, ano que vem, estarei fisicamente melhor preparada;
1 final de show da Mariana de La Riva - gostei!
1 show do Zé Ramalho - com Mari (eeeeeeeee), GV e outros bons amigos, com direito a dançar um pouquinho de forró muuuuito apertado (até agora não sei se ele estava realmente lá, porque não consegui ver nem a cabeça dele, mas aparentemente, estava mesmo, e foi muuuuuito legal!!!);
1 pisada do Maracatu - lindaaaaaaaaaaaaaaaaa com todo mundo doidão acompanhando o Maracatu e dançando feliz;
1 baile do Arouche;
1 passada rápida nas pistas de eletrônico e no palco das Casas;
1 conhecido encontrado - o espírito da virada é trombar nas pessoas queridas e em outras desconhecidas na mesma vibe...;
1 aluno encontrado - c'mon, eu tenho menos de 100 alunos, what are the chances?? pois encontrei um, cuja prova havia corrigido apenas algumas horas antes... me escondi, lóóórrrrico. acho que ele não viu a professora doidinha no meio da galera. sair do orkut foi uma decisão sábia;
1 volta pra casa quase zumbi;
30 min de medo na cama - medo que tudo voltasse a balançar;
0 ressaca (mas uma certa indisposição e uma preguiça foooorte de sair de casa. será que eu vou???);
2 dias lindos de céu azul com fina camada de poluição e noite linda e quente com lua. São Pedro gosta da virada, ano passado foi assim também;
1 pouco menos (veja bem, só um pouco menos) de raiva dele, por ter me apresentado a virada no ano passado.
Esta noite eu fui feliz!!! Eu estava lá, inteira!
23 abril 2008
treme-treme
Por isso, quando o meu apartamento no 11º andar começou a balançar ontem à noite, enquanto eu falava com meu pai ao telefone (coitado, imagina a aflição dele láááá do outro lado sem poder fazer nada ouvindo sua filha dizer: 'nossa, pai, que estranho, o apartamento parece que tá balançando; nossa, pai, o apartamento tá balançando mesmo, vou descer, te ligo depois'), a primeira coisa que me passou pela cabeça foi: estarei tendo algum tipo de ataque? labirintite? desmaio? Logo vi que o espelho balançava. E a porta do ap fazia um barulho fora do normal. Ouvi barulho na escada e saquei que outras pessoas tinham sentido também.
Dona Meire (que se chama na verdade Mary, mas sabe-se lá porque todo mundo a chama de Meire) abriu a porta e me perguntou:olha, que estranho. Ela não anda muito bem, já tá velhinha. Falei 'D. Meire, o apartamento está tremendo, vamo embora, vamos descer.' E ela 'ah, mas eu preciso' e eu 'D. Meire vamos descer agora, não dá tempo de fazer nada, vamos já'. Larguei a porta do meu ap. escancarada. Nem sei bem o que eu estava pensando, porque a esta altura o prédio já não tremia mais. Mas meu coração estava disparado e eu queria sair dali. Eu queria voar, mas não podia abandonar a D. Meire sozinha descendo 11 andares de escada. Fomos a passos lentos. Eu me lembrava (sei que é ridículo, mas na hora lembrei) de bombeiros resgatando pessoas no WTC em NY, no 11 de setembro. Eu pensava: preciso descer com ela. No caminho, uma mulher logo atrás da gente não quis ir no nosso passinho (compreensível) e passou na frente. Mas em geral as pessoas desceram calmamente.
A única coisa que me lembrei de pegar foi o celular. Nem bolsa, nem carteira, nada. Só o celular. Eu precisava ligar para o meu pai assim que eu chegasse ao térreo e dizer que estava bem.
Acho que com a adrenalina a tontura ficou lá dentro de mim. Meu labirinto, de fato, não funciona muito bem. Passei mais de uma hora tonta ainda, com aquele balançar.
Quando subi de volta com meu primo pra pegar minhas coisas (minha mãe acionou todos os tios e primos, 'lórrrico', risos, mãe é mãe) a porta do ap estava fechada. Alguém se compadeceu de minha loucura.
Cinco horas depois, dois copos de cerveja, um banho quente, agora posso dizer que estou com sono. Aquele cansaço que só o stress seguido de um alívio nos proporciona.
Sinto-me segura aqui (estou na casa da minha prima).
Ok, passado o susto, tenho mais uma história pra contar. Mas sinceramente, espero não passar por isso de novo. Foi light? É, ok. Mas na hora dá aquele medão. O medão de não conseguir descer as escadas a tempo.
16 abril 2008
Mais você, o bolo de caneca e a pipoca
Pois então eu digo não é a primeira vez que o "Mais Você" utiliza informações alheias sem dar o crédito. Explico: no final do ano passado, buscando textos do Rubem Alves, que eu adoro, deparei-me com um texto que falava sobre a pipoca, disponível no site do escritor. Gostei tanto que colei o texto aqui no blog, com o devido crédito.
Deve ter sido lá pelo meio do mês de janeiro passado que, em casa por conta do esforço concentrado de escrever a minha dissertação, assistindo "Mais Você" durante meu café da manhã (eram meus únicos momentos de distração - as refeições), logo depois do "bom dia", ouço a Ana Maria Braga dizer um texto incrivelmente semelhante ao texto da pipoca do Rubem Alves!!!! Fiquei prestando muita atenção para ver se ela daria o crédito do texto... Que nada!!! Parecia que era um texto que havia simplesmente brotado da imaginação de seu staff de redatores ou dela mesma. Lógico que o texto estava resumido, em tom de 'mensagem' do dia, sabe como é? Mas era evidente que o texto era dele.
Não é incrível? Quem não dá crédito, na minha opinião, não merece crédito.
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Esse tipo de prática não é novidade na Globo. Numa brincadeira dessas, um amigo meu ganhou uma bela indenização por uso de suas fotografias no Fantástico sem autorização e, o que é pior, sem dar o crédito. A Globo foi ainda condenada a dizer um texto de desculpas no mesmo horário, mesmo programa, etc. Mas não cumpriu. Agora, já faz alguns anos que meu amigo espera pacientemente que acabem as firulas processuais de que os advogados da Globo estão se utilizando para que ele possa, finalmente, receber a polpuda multa que a Globo terá que pagar por dia em que não cumpriu a sua obrigação de pedir desculpas. É ver para crer.
Mestre Emilia, por favor
o fim de um período de amadurecimento intenso
muitas emoções e pessoas muito importantes fizeram parte desse processo; obrigada a tod@s!!!
agora sou 'Mestre Emilia" :P

rito de passagem fundamental para o início de um novo período
(com o pé direito, inteiro e firme!!!e o esquerdo também!!! - risos)
12 abril 2008
Book Crossing
Eu já tinha lido sobre isso e faz anos que tenho vontade de fazer
Bookcrossing.
basicamente libertar um livro por aí!
Deixá-lo num local público para ser lido por outras pessoas, que depois devem libertá-lo também, para outros.
Vou fazer
Olha o site internacional Bookcrossing.com aqui.
Que tal vc fazer também???
Shopping therapy
Ok, não foi assim tão radical. não comi top sundae nem batatinha.
fui e voltei caminhando do shopping, o que é ótimo, agora posso ir a pé pro shopping, abriu um aqui na esquina.
e Ok, não comprei exatamente um sapato fashion lindo e carésimo, comprei roupa de ginástica na C&A em 5 x.
na esquina ainda comprei uma cerveja porque estava calor.
fui e voltei ouvindo Rihanna, Amy Winehouse e a trilha do Maria Antonieta.
sou uma adolescente, a diferença é que já tenho 31 e algumas responsabilidades.
é.
Pra distrair... um post emprestado do 02neurônio
Sim, eu sou vítima do efeito psicológico da bota. Passei praticamente o inverno inteiro andando sobre alguns pares delas. Em momento meio fundo do poço era fácil. Eu colocava botas com uma calça justa, descia as escadas da minha casa quase caindo e cambaleando, mas chegava na rua e me sentia ótima.
Deve ser de família. Até hoje a minha mãe é conhecida na cidade do interior onde morava como “a moça que andava de botas”.
As botas têm o efeito psicológico absolutamente ilusório A gente se sente segura ao andar sozinha na rua com elas, o salto fazendo barulho. Qualquer reunião de trabalho fica mais fácil se você é uma mulher de botas. E no mundo selvagem da noite, nem se fala. Uma moça de botas consegue ser fodona no meio de uma multidão de um show de rock mesmo cinco minutos depois de ter um ataque de síndrome do pânico.
O EPB (efeito psicológico da bota) deve ser forte mesmo. A Prada lançou botas para o verão, eu juro! E isso significa que vão copiar no Brasil, é claro. É uma coisa meio bizarra, uma bota que te deixa com os dedos para fora. Não vou usar, porque tudo no mundo tem limite.
Mas quando chegar o verão, certamente a minha vida será mais difícil sem o efeito protetor das minhas botas. Ah,claro. Não esquecer que em qualquer momento roubada é só lembrar da canção da Nancy Sinatra e cantar mentalmente: “Are ready boots? Start walking!!”
por Nina Lemos - 02neuronio
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e eu digo que se hoje não estivesse calor eu certamente colocaria uma bota e daria uma voltinha só pra me sentir melhor
11 abril 2008
"Não sou sapo mas adoro perereca"
Ao entrar no bar, logo percebemos o nosso erro. Passando para o salão de trás, vi uma mesa com duas mulheres, logo à frente um casal de homens abraçado, na mesa ali ao fundo, moças namorando. Doidinha, sensação de estar entrando numa realidade virtual.
Passado o estranhamento inicial (experiência "o estrangeiro" total: pude ter alguma idéia de como se sente um casal homossexual quando entra em ambientes românticos hetero), pedi minha cervejinha, aquela que meu corpo pedia desde o final da tarde.
Ficamos ali entre meia e uma hora, conversamos bastante, batemos papo etc. Muitas risadas e histórias depois, fui ao caixa acertar. Acabo de pagar a conta, e vejo que o Gu está de pé, à minha esquerda, conversando com um cara que estava sentado no balcão junto com uma moça que eu encontrara logo antes na entrada do banheiro. Pensei: 'será que o Gu conhece alguém daqui desse bar?'
O Gu logo me puxa pra perto e fala assim, baixinho, aquela boca meio torta, dentes cerrados, tipo 'meu, disfarça e vamu caí fora': 'Mi, lê o que está escrito na minha camiseta'.
Eu li.
Adivinha o que tava escrito na camiseta dele.
(...)
Ainda não adivinhou? Leia o título do post.
(PS: atualização: antes de ir pro bar, a gente tava em casa, 'di boa', e o Gu saiu com a roupa que tava no corpo. sacomé? vc nem pensa no que está vestindo... risos)
10 abril 2008
Jaime e as agulhas
Jaime, meu acupunturista, me salvou em vários momentos em que tudo que corria nas minhas veias era puro stress! quando estive lá, uma semana antes do prazo para terminar a escrevinhação do meu mestrado, eu estava tão, tão pilhada, que quando ele espetou aquele lugarzinho de sempre no peito do pé, um lugar que é ligado ao fígado (vou pesquisar sobre fígado na acupuntura e depois conto mais), levei um choque como eu nunca tinha sentido; na hora chorei muito. é o pior lugar pra mim. é um dos únicos que dá choque, e que realmente me incomoda.
agora, tem um ponto loucão que ele espeta no dedão do pé que é pra 'organizá os pensamento', e é ótimo pra quando a gente tá meio doidona como eu ando.
ontem fui lá e segunda que vem, véspera da minha banca de mestrado, vou lá de novo.
acupuntura é muito legal, e o Jaime e a Missai, esposa dele, são realmente especiais. semana passada quando fui lá eu contei que estava triste, e aí ele espetou (sempre tem uns lugares novos, conforme o que eu conto pra ele que estou passando e sentindo) um lugar aqui no peito que eu acho que é ligado ao coração. não é doido? a tristeza melhorou. aí ontem fui lá e ele perguntou se a tristeza tinha passado, falei que tinha melhorado. ele espetou de novo o tal lugar.
só sei que depois que saí de lá almocei na minha avó e dormi depois do almoço. quando acordei, dei dois telefonemas que precisava fazer e para duas pessoas que eu estava sem coragem de enfrentar, cada uma por um motivo. a acupuntura realmente ajuda a gente a se reestruturar...
que bom que é conseguir ser adulto e enfrentar nossos medos, e descobrir que assumir seus erros não dói. ah, tudo bem, dói um pouquinho, vai, mas assumir erros é admitir que somos humanos.
e a consciência da imperfeição humana é algo que tem me ajudado muito a enfentar os meus pequenos desafios cotidianos. como eu disse recentemente, sou humana, e nada do que é humano me é estranho.
no fim, como conversei com uma amiga recentemente, não custa lembrar, nos momentos de stress, que nada disso importa... a gente é que dá uma importância pras coisas umas 10 x maior do que elas realmente são... isso tira um peso danado das costas da gente!
preciso falar da Missai, a esposa e secretária do Jaime, uma fofa. sempre simpática, animada e gentil, levanta o meu ego porque sempre me elogia dizendo que eu pareço uns 05 anos mais nova (risos), mas o melhor de tudo é que vc vê que ela é sincera e genuína. ontem dei um presente pra ela, e a reação dela foi genuína. por sorte ela gostou muito ;-), mas sei também que se não tivesse gostado eu saberia. gosto de pessoas assim.
o que eu acho interessante é que o Jaime realmente te estimula a ser como você é. ano passado, quando eu tava surtando, mais ou menos nessa época do ano, com um emprego que estava me consumindo corpo e alma, eu ia lá e falava pra ele que diziam que eu tenho que mudar. e ele me dizia, mas se vc muda vc não vai mais ser a Emilia que eu conheço. claro que isso não significa que a gente não possa melhorar, atenuar nossos defeitos. mas o fato é, como eu já disse em algum lugar aqui antes, a mesma paixão que, às vezes, me atrapalha é a que me move. sem ela, não sou eu. como tatou a maravilhosa Angelia Jolie em seu corpo, 'o que me alimenta me destrói' ('quod me nutrit me destruit').
06 abril 2008
Terra da garoa
de repente ouvi um barulhinho suave e constante. olhei pela janela e tudo estava cinza como só naqueles dias de garoazinha cortante.
nesses dias eu tenho vontade de ir pra um café, sentar, pedir um chá, ou um cappuccino grande, e ficar um tempão olhando as pessoas lá fora, e me sentindo pertencente a um lugar. se eu fumasse, eu fumaria nesse café, vários cigarros mentolados, calmamente. e observaria os outros paulistanos solitários ou em duplas que chegam fugindo da garoa.
mas que coisa boa é passear na avenida paulista com a garoa cortando a nossa cara e depois entrar numa estação do metrô quentinha!!! eu poderia dizer "e depois entrar numa loja ou um café quentinhos..." mas isso não seria consumismo demais? entrar no café pode?
talvez eu faça isso hoje.
"Homo sum; humani nil a me alienum puto."
Sou humano, nada do que é humano me é estranho.
Esta frase tem rodado a minha cabeça nos últimos dias... Não sei bem por quê.
Talvez porque o amadurecimento traz uma compreensão maior do outro (pelo menos, é o desejável). Talvez porque tenho me deparado com situações em que sentir compaixão pelo outro é tão necessária. E talvez porque esteja hoje sentindo um pouco de compaixão por mim mesma.
Não acho que tenho sentido pena de mim. Não sinto pena, porque sei que fiz o que podia fazer, me sinto digna. Mas sinto uma tristeza profunda e muito presente, a tristeza de quando se é rejeitado. Será que quando a gente entende os motivos da rejeição é mais fácil aceitar? Acho que entendo, hoje, o que sentiu um queridíssimo ex-namorado, muito especial, quando, buscando não feri-lo, não disse claramente, na época, as razões pelas quais estava me separando dele. Somente fui dizer a ele alguns anos depois. Talvez isso tenha feito mal a ele. Hoje ele está bem e com uma mulher muito interessante ao seu lado. Acho que eles são felizes juntos. :D
É isso que eu sinto. Não consigo compreender. O que eu sei é que dói, e tem doído cotidianamente. Logo no início achei que não. Que seria fácil. Não, não tem sido fácil, preciso admitir. Não tem sido fácil estar sozinha, e meus amigos e amigas têm sido aqueles para quem telefono quando me dá uma vontade imensa de conversar com alguém e contar como foi o meu dia. Por sorte, tenho vári@s, e el@s têm me escutado com a paciência que só um amigo verdadeiro tem.
Espero ter também a paciência necessária para esperar essa dor passar e voltar a ter mais momentos bons do que ruins; ultimamente, bom mesmo tem sido encontrar meus amigos e minha família quando é possível e aquela meia hora cotidiana na academia, onde tento ganhar um pouco de satisfação física que compense a tristeza que sinto na alma. Gostaria de dormir, suspender minha vida por alguns meses, e poder voltar quando isso passar.
29 março 2008
Bagdad Cafe
Desert road from Vegas to nowhere
Someplace better than where you've been
A coffee machine that needs some fixing
In a little cafe just around the bend.
I am calling you
Can't you hear me
I am calling you.
Hot dry wind blows right through me
Baby's crying and I can't sleep
But we both know a change is coming
It's coming closer
Sweet release.
I am calling you
I know you hear me
I am calling you
I am calling you
I know you hear me
I am calling you
Desert road from Vegas to nowhere
Someplace better than where you've been
A coffee machine that needs some fixing
In a little cafe just around the bend
Hot dry wind blows right through me
Baby's crying and I can't sleep
And I can feel a change is coming
coming closer Sweet release.
I am calling you
Can't you hear me
I am calling you.
27 março 2008
Empresas lucram com oferta de falsos álibis para quem quer ser infiel
Em São Paulo
Juan Vázquez, diretor comercial do Coartadaclub [que pode ser traduzido como "seualibi.com"], vende por 200 euros um convite para um falso seminário sobre isolantes, um telefonema de confirmação e folhetos fraudados.
Vázquez calcula que sua empresa coordene 20 trabalhadores na Espanha. Ele apresenta 2.200 pedidos de álibi e estudos de mercado que afirmam que a metade do país estaria disposta a enganar.
Oferece hotéis fictícios em 60 países. Presume que seu público seja formado por aqueles com menos oportunidades de escapar e por isso um de seus serviços principais é o dos seminários de cozinha para donas de casa. Para outro tipo de cliente, o cérebro oculto da companhia prepara um serviço de acompanhamento.
Vázquez é um homem pragmático: "Um divórcio é mais caro que um álibi. Conosco basta chegar em casa com um ramo de flores e um 'querida, te amo'".
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Não são incríveis as coisas com que se pode ganhar dinheiro hoje em dia???!