09 junho 2008
Emilianas na net - a audiência cresce!!!
primeiro, a Rosana Hermann em seu Querido Leitor me linkou, indicando meu post sobre o Mais Você - o programa utilizou na abertura, sem dar o crédito, um texto do Rubem Alves. Valeu, Rosana!!!
agora, Eduardo Marcondes, editor do Ctrl+Alt+Del ALL TV me citou em sua reportagem sobre a Geração da internet, creio que inspirado pelo livro recém lançado " The Dumbest Generation: How the Digital Age Stupefies Young Americans and Jeopardizes Our Future (Or, Don't Trust Anyone Under 30)". Por sorte, eu já tenho mais de 30 (ufa!!). Valeu, Eduardo!!!
logo, logo, alguém vai me descobrir e publicar o meu blog e eu vou ganhar milhões. lórrrrico.
enquanto isso não acontece, preciso trabalhar para pagar as contas. tá tarde, e eu to cansada. fui.
Uma outra viagem
Bons ares também respirei fundo esses dias em Gonçalves, MG.

Um pequeno pedacinho de paraíso escondido entre colinas. À noite, céu salpicado de estrelas, ou bolas brilhantes vistas pelos meus olhos míopes, e uma lua crescente iluminada. De dia, um azul forte e cristalino. Água gelada, revigorante, viva.
Clichê? Puro clichê, e no entanto, ao mesmo tempo a pura vivência, intensa, de um momento de aconchego e intimidade.

Sem energia elétrica, só é possível fazer tudo no seu tempo, com calma e certo planejamento.
O fogo tem seu tempo. É preciso queimar lentamente a lenha pra aquecer a casa... tempo suficiente para aquecer também os corações, afinar a sintonia.
Acostumar-se, acalmar-se, respirar e sentir.
Os corpos se aquecem com o fogo, a comida quente, o chá de folhas frescas, o vinho, o azeite, o perfume do alecrim. Os corpos se aquecem com as conversas gostosas na beira do fogão a lenha.
Simples assim.
05 junho 2008
Indecisão
(segundo consta na revista Vida Simples de Junho).
adorei essa frase desde a primeira vez que a li, e não tinha conseguido encontrá-la exatamente e nem a sua autoria. hoje, lendo a revista, estava lá.
curiosamente, hoje tive que tomar uma decisão. aliás, dias atrás também.
nos dois casos, uma decisão profissional e outra pessoal, desde o início eu já sabia exatamente o que minha intuição me dizia para fazer. não vá, dizia, profissionalmente, vá, dizia, pessoalmente.
há alguns anos venho batendo a cabeça tomando decisões profissionais que vão contra a minha intuição.
esse ano resolvi que vou fazer tudo diferente. e, pela primeira vez, tomei uma decisão profissional baseada na minha intuição. e não fui.
'confie na abundância', me disse uma amiga.
estou confiante. e até agora, posso assegurar, ela não tem me decepcionado.
01 junho 2008
Está quente, quieto, calmo. Protegido.
Hoje foi simplesmente um dia em que fiquei quieta, comigo.
As cólicas me fizeram dormir bem mais que o previsto: faltei ao curso, acordei muito tarde, comi, tomei um remédio e voltei a dormir. Até às 18h...
Acordei, e não tive pique para fazer muito...
Deu pra fazer a unha, e depois fazer um macarrão porque a fome era grande. Enquanto assisti o último capítulo da novela das 8 e chorei em uma ou outra cena.
Um prato de fuzzili com frango e ‘molho branco’, duas taças de vinho tinto e um filmezinho americano romantiquinho em que mais uma vez a princesa (leia-se filhadopresidentedosestadosunidos) se apaixona pelo plebeu (leia-se agente da CIA), e cá estou.
Tomei um banho perfumado – eu finalmente entendo o negócio do banho perfumado. É realmente muito gostoso, a água quente bate no seu corpo e sobe aquele cheiro delicioso, e vc sabe que aquele cheiro bom vai ficar no seu corpo também, e se sente ótima.
Cá estou, e lá fora chove, faz frio e vento, e eu estou aqui protegida.
E um pouco triste, e um pouco feliz.
Último dia em Bons Ares

Passeamos no Jardim Botânico e depois entramos num Roseiral, muito legal, com várias rosas bonitas...

e um lago com gansos e patos, e a Família Ganso : papai, mamãe e filhinhos gansos fofos.
De lá fomos almoçar em San Telmo... Mas San Telmo merece um post à parte.
Ah, vale uma ida ao Parque. É bem bonito. E cheio de gatos. Muitos, muitos gatos.
27 maio 2008
La noche
Ali contornando o Cemitério da Recoleta tem um monte de barzinhos, mas não muito esse esquema de bar aqui de Sampa. A sensação que tive, pelo menos a partir do que eu vi na Recoleta, é que em BAs há dois tipos de local: restaurantes ou baladas. O tipo barzinho que a gente tem aqui, que fica simplesmente lotado de gente e ponto, não vi lá. Mas talvez fosse em Palermo, não sei.
Depois de andar bastante, contornando a lateral do Cemitério e olhando os barzinhos, sentamos em um boteco ali e pedimos uma Quilmes.
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Ah, um parêntesis interessante: espalhados pela cidade inteira tem os tais 'kioskos' ou 'maxikioskos', que são vendinhas que têm todo tipo de porcaria: coca cola, salgadinhos, bolachas, chocolates etc. Pela quantidade deles, daria pra imaginar todos os porteños gordos de tanto comer porcaria. Mas como a cidade é plana, devem andar bastante. Ainda não entendi qual é a dos 'kioskos'. Fica pra próxima.
Outra coisa interessante: os cafés. Praticamente um em cada esquina. O tanto de padaria que temos aqui, eles têm de cafés. E o detalhe é que não vi padarias. Isso me intrigou: será que os porteños só tomam café da manhã no café? Onde compram o pão para tomar café em casa?
Perguntei a um taxista: onde se toma o 'desayuno'? Em casa? No café? O taxista me respondeu: uns em casa, uns no café. E onde compram os pães, perguntei? Na 'paneteria', ele respondeu (uma coisa óbvia!!!). Eles têm padarias e confeitarias, mas não é nada como aqui. Engraçado.
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Enquanto tomávamos a Quilmes, ficamos olhando o povo passar. Engraçado, parece que todo mundo é moderno. A mulherada usa tênis All Star, calça skinny (parece que ninguém tem coxa grossa), ou bota baixinha, pra fora da calça, cabelos lisos (praticamente não vi encaracolados - embora tenham tido muita imigração italiana, aparentemente os italianos de cabelo enrolado não foram pra lá, e não têm negros misturados com brancos, como temos no Brasil, o que explica em parte a ausência do encaracolado) ou ondulados. Enfim, todos modernos, com cabelos cuidadosamente desarrumados e displicentemente presos. Isso explica por que a feirinha em Palermo bomba no Sábado.
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Última observação sobre a Recoleta: nesse mesmo quarteirão contornando o Cemitério tem um mega cinema, com uma livraria embaixo - tem bastante livraria na cidade, algumas pequenas e fofas, outras maiores, mas sempre aconchegantes - parece com um cinemark, tem umas 7 salas, vc vai subindo escadas rolantes, aquele acarpetado tipo cinemark, cheio de cartazes... mas o que mais me impressionou foi que têm sessões começando à 1, 2 da manhã. Muito louco! Eu quis encarar um Indiana Jones com legendas em castellano, mas meu irmão não topou :(
Terceiro dia
Na hora do almoço fomos ao bairro de Palermo: é simplesmente de enlouquecer. Imagine uma feirinha do Center 3, na Paulista, vezes 10. Imagine dezenas de lojinhas de estilistas jovens e criativos com milhares de roupas exclusivas a ótimo preço. Isso é Palermo Soho, a parte 'muderrrna' de Palermo. Aliás, parece que todos os jovens porteños são muderrrnos. Mas sobre isso escrevo depois.
A única coisa que comprei em Palermo foi um charmoso bonezinho, mas poderia ter comprado muito mais. Me arrependo muito de não ter comprado um casaquinho preto de bolinhas vermelhas reversível. Muito. Mas não deu, não tinha clima, novamente nesse dia tive alguns rápidos estresses com minha mãe e meu pai simplesmente odeia esse clima de comprar, odeia feirinhas, então não tem clima para comprar.
O bom de Palermo foi o restaurante. Circulamos pelo bairro um pouco antes dos meus pais nos encontrarem para o almoço - eles tinham ido fazer o tradicional 'city tour' de manhã, que nós pulamos. Eu procurei um lugar legal para almoçarmos e achei: um restaurante de comida típica do Norte da Argentina: empanadas, cozidos, parrilla (claro!) e o mais legal: carne de 'llama' (lhama) e carne de yacaré.
Chama-se La Paila.
Para não radicalizar total nossos estômagos sensíveis, não pedimos llama + yacaré, pedimos empanadas, um 'chorizo' e o prato de carne de llama, que se chama 'charquican'. Quando chegou, não resisti e tirei uma foto:

Trata-se de carne de llama desfiada e temperada e misturada com quinoa, dentro de um pão absolutamente redondo e com a casquinha dura. Era muito gostoso!!!
De sobremesa, uma ambrosia sensacional e muito diferente das que estamos acostumados a comer aqui. Maravilhosa!
E o melhor de tudo: não tinha brasileiros no restaurante. Gosto de lugares freqüentados por locais: me sinto mais integrada à cultura do que num restaurante onde só ouço português nas mesas em volta - como aconteceu, por exemplo, no La Caballeriza (ver post abaixo).
Pra encerrar o dia, fomos ao MALBA ver uma exposição chamada Tarsila Viajera, com quadros e desenhos da Tarsila emprestados de vários museus e colecionadores, e também com o 'Abaporu' - lembram o bafafá que foi na imprensa quando Eduardo Constantini o comprou?
Estava lá também 'Operários', que pertence ao Governo do Estado de São Paulo, e muitas outras obras famosas dela ('Manacá', 'EFCB', 'Paisagem com Touro', 'São Paulo', 'Sol Poente', 'A Família', nossa, MUITAS obras lindas!) e muitos desenhos.
Vimos tambem uma exposição da Arte LatinoAmericana, do acervo do museu.
No MALBA ainda tem um cinema e um café delicioso, que serve algumas refeições também. Bebi um chá preto com notas de melão e mel que era simplesmente ma-ra-vi-lho-so.
Il secondo giorno - o título é em italiano mas a viagem foi em portunhol
Minha mãe não estava bem, anda com umas tonturas. Além disso, começamos o dia com uma agradável discussão sobre o dinheiro - tema que sempre gerou conflitos na minha família. Ela não estava bem e eu estava pelas tampas, e me irritei bastante com a insinuação de que eu 'não queria prestar contas' do dinheiro que tinha pego na noite anterior. Enfim... família.
Pela manhã fomos caminhar: eu, o Linus e o papi, andamos até Puerto Madero. Caminhamos bastante!!!
Visitamos o museu Fragata Sarmiento, muito interessante, com tudo preservado. Gostei bastante.

(foto tirada da fragata: vista de Puerto Madero)
Depois almoçamos no La Caballeriza.
À noite fomos ao show de tango no Café Tortoni, muito interessante. Parece com a Confeitaria Colombo. Deu vontade de voltar lá pra tomar um café em grande estilo.
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Achei a cidade de Buenos Aires parecida com o Rio de Janeiro.
O centro da cidade, ali aquela região da Recoleta, avenidas largas, prédios imponentes, a proximidade com o mar, lembra muito o centro do Rio de Janeiro...
E a cidade toda, realmente, é bem européia, em sua arquitetura: além dos grandes prédios estilo francês, tanto no centro quanto na periferia, os prédios residenciais são, em geral, baixinhos, quase todos têm sacada, bem estilo italiano.
No centro, também é como no Rio: os prédios têm pequenos negócios e galerias embaixo dos prédios.
26 maio 2008
Relato de viagem - post viaggio
Pra começar - chegamos no dia 22 em Buenos Aires.... e perdemos o primeiro dia de viagem. Se vc tem pouco tempo, recomendo fortemente que não chegue na cidade após o almoço. Nosso vôo chegou por volta das 16h30. Até pegar as malas, etc, esperar o transfer... pegamos um puta trânsito! A cidade realmente tem trânsito pesado, apesar das largas avenidas. E o nosso hotel ficava no centro. Resultado: chegamos lá por volta das 19h, bastante cansados. Só foi possível sair pra jantar.
Nesse dia, seguimos a dica do amigo do Linus e fomos a um restaurante italiano ali perto do hotel, chamado Broccolino.
Lá no Broccolino eles fazem algumas das massas (comi um tagliarini verde feito lá, massa fresca, muito bom) e fazem os pãezinhos do 'cubierto'. Tinha um pãozinho de queijo... hmmmmmm....
Nesse mesmo primeiro dia (ou primeira noite) eu fui ao supermercado que tinha do outro lado da rua - comandando por coreanos, quase nunca fechava, incrível, acho que abria lá pelas 7 e fechava mais de meia-noite - e comprei umas bolachinhas folheadas e caramelizadas (Hojalmar) que eu adoro e aqui são meio carinhas.
Uma vez mochileira, sempre mochileira: não consigo pagar $6,00 - seja qual for a moeda - por uma garrafinha de água mineral de 500 ml. Assim, comprei também água - uma garrafa de 1,5l por menos de $3,00 - e suquinhos.
A água mineral de lá, por sinal, é muito gostosa. A marca onipresente é Villavicencio. Gostei.
25 maio 2008
Notas para posts - relato de viagem
- lindas caixas e outros trabalhos de arte numa loja em San Telmo - darei os endereços depois - meu regalo de viagem, para minha casa
- crianças indias vendendo florzinhas na noite porteña - como na Vl Madalena
- serao os jovens argentinos todos indies??? as brasileiras usam botas de couro, as argentinas, cabelos (lisos ou levemente ondulados - praticamente nao vi cacheados) displicentemente propositadamente arrumados, jeans e o onipresente tênis tipo all star, de lona, baixinhos
- restaurante de comida tipica do norte da argentina - em Palermo - acho que a carne de llama nao me caiu muito bem. mas era bom.
- restaurante em San Telmo - nao os recomendados, que estavam simplesmente lotados e com muita fila, mas um logo na frente, boa comida, atendimento excelente
- fomos muito bem atendidos sempre. os argentinos sao atenciosos e simpaticos
- menos os taxistas. em geral parecem que nao gostam de nos- mas demos sorte com um ou dois
- metro parece um bonde - depois conto mais.
há mais notas, mas o tempo internet no hotel está acabando. ainda tenho uma jam de contact para ir hoje, antes de voltar pra Sampa.
24 maio 2008
Hablando portuñol
Cheguei em Buenos Aires na quinta final da tarde e toda vez que tenho que falar com os porteños me sinto uma impostora.
Creio que hoje eles devem estar com a sensaçao que nós tínhamos há 20 anos quando hordas de argentinos invadiam as praias de Santa Catarina: isso mesmo, uma invasao. Aqui no hotel só se fala português. Em algumas lojas aqui perto (estou numa rua que tem vários hotéis perto), alguns vendedores falam português. É realmente uma invasao.
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A cidade é muito agradável mesmo.
Ontem fomos ao tradicional show de tango, no Café Tortoni, indicado pela Marixx, e foi realmente muito legal. Começava com um teatrinho e depois passava para um tango mais "sério"; o café lembra a Confeitaria Colombo e o show é bonitinho, engraçado; um cantor realmente encantador, simpático.
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Meu tempo está acabando, depois conto mais. Hoje já comprei a tradicional jaqueta de couro e fui à feirinha de Palermo, mas é simplesmente muito pouco tempo para tudo, e estou com meus pais, o que significa administrar muitas coisas e usar de muita paciência - que tem me faltado bastante, infelizmente.
Só nao ponho as fotos hoje porque preciso descarregar do celular.
14 maio 2008
É
tudo resolveu acontecer ao mesmo tempo agora
abriu um concurso de professores na PUC e meu 'chefe' me mandou prestar; todos adoraram o meu projeto e me deram várias sugestões; todos estão gostando da minha dissertação; consegui a vaga no curso de formação de educadores; vou continuar dando aulas em Campinas; tenho que estudar pra Defensoria
é isso aí
e mais uma vez agradeço ao São Jaime pelas agulhas milagrosas
e aos amigos pelo apoio
De novo
No sonho, uma amiga me dizia que ia sair e que iria deixar uma outra amiga trancada dentro do quarto até ela voltar e que não era pra eu destrancar. Aquilo me incomodava, a amiga presa começava a me ligar no celular, tinha tipo 70 chamadas não atendidas, e quando eu ia ligar pra amiga que saiu pra dizer a ela: vc não pode fazer isso, é crime, cárcere privado, o sonho acabou, eu acordei, sei lá.
Ora, pelo pouco que pude aprender de interpretação de sonhos depois de 06 anos de terapia junguiana (um dia ainda faço um curso!!!), no sonho as pessoas representam características suas que vc gosta ou não gosta.
Será que eu quero que essas características dessa pessoa presa (confusa? lenta? deprimida!!! tudo muito complicado... tudo difícil...) fiquem presas? Não seria melhor simplesmente deixá-la(s) ir embora, em vez de ficar prendendo?
Mas e a amiga que está mandando prender? Não estou certa sobre o que ela representa dentro de mim nesse sonho, porque é uma pessoa complexa!!! Que me ajudou e me ajuda tanto! Que sempre desperta o bom em mim... e me valoriza muito! Somos parecidas... tanto nas qualidades quanto nos defeitos.
Preciso pensar.
Só sei de uma coisa: acabei de conseguir dar o start num projeto que eu estou afins de fazer desde o final do ano passado. Ok, são 2 da manhã e amanhã vou acordar pau da vida atrasada pra aula da PUC. F%$#-se. Consegui dar o start no projeto. Escrevi a ementa básica do curso e agora vou mandar pro comitê gestor para começarmos a discutir. Meu primeiro projeto!!! Meu! Minha idéia! Meu curso! :D
E hoje fui na academia, malhei bastante, voltei pra casa cheia de energia! Passei no conserto pra pegar minha calça nova (ai, ai, segura a mulher... to gastando... tá dificil - mas eu precisava, não tinha nenhuma calça preta pra usar pra pegar um cinema, sair. só tinha uma social de vinco - eca!!! odeio vinco!!! só pra trabalhar!!! - ou uma de shantung pantalona, mas shantung é shantung e não algodão, né? não tinha nada básico) e comprei um shampoo que o meu estava acabando. E dei o start pra ver minha previdência privada. E fiz o termo de doação da minha HP velha pras Casas André Luiz. E organizei umas coisas no arquivo. E descobri que vai ter concurso pra Defensoria. E tomei uma decisão: vou estudar pro concurso. Vou começar a estudar semana que vem, que esta já não dá mais tempo.
E fiz minha inscrição num curso muito legal de formação de educadores sociais, aos sábados. Começa nesse agora! Para aprender o que é o método Paulo Freire. Vamos ver se me aceitam, é gratuito, mas seria DEZ pra minha carreira!!
Amanhã vou pra PUC, depois na acupuntura (mais energia!!!) e depois fazer umas coisas chatinhas como ir até a p&%$# do Fórum de Santo Amaro levar uma petição pra ver se sai uma graninha de um processo.
E ainda tenho que preparar a aula de sexta amanhã e na quinta a outra aula de sexta.
Ufa! acho que estou conseguindo me reerguer! :D Será que era isso que significava o sonho??? Não vou atender o celular pra essa depressão sem graça que fica achando tudo difícil!!! Mesmo que ela me faça 70 chamadas!!! Tenho várias coisas paradas: vários artigos para serem escritos, minha dissertação - ver se publico, esse projeto, estudar francês, fazer teatro, estudar mais italiano, estudar espanhol (vamos pra Buenos Aires semana que vem e o único da família que habla un poquito é o Linus... eu não hablo nada!!!)... ok, quase tudo, exceto os artigos e a dissertação e o projeto, custa dinheiro. Mas são projetos, quero realizá-los!
Então, é isso! mãos à obra! :D
13 maio 2008
Post emprestado
"Acabei de ver no jornal a notícia da reconstituição da morte que mais se fala no Brasil. Segundo os peritos, para que a versão defendida pelos advogados do casal fosse válida, a terceira pessoa envolvida teria cerca de 4 minutos para invadir o prédio, abrir aporta do apartamento sem arrombá-la, esganar a menina (por 3 minutos), cortar a tela, jogar a garota, limpar o sangue, botar a fralda de molho, fechar a porta e fugir do prédio.
Não sei quem os advogados de defesa pensam em acusar agora mas, se eu fosse o Robson Caetano, começaria a pensar no meu álibi."
Marcolito, esse post tá tão bom que não resisti.
Vejam o original e outras pérolas desse talentoso redator no Blog do Pernil e também no Versão Portuguesa.
Nós somos filhos dos nossos pais
Sei que meus comentários sobre cinema são quase sempre óbvios e rasos. Em ‘Estômago’, por exemplo, nem saquei (como me disse um amigo mais entendido) que o roteiro era ‘muito didático’ e podia dispensar certas explicações de gírias de cadeia que, desde ‘Carandiru’ e ‘O Prisioneiro da Grade de Ferro’, todo mundo já sabe (‘Maria louca’, por ex)... era de fato dispensável, mas, sei lá, não me alcançam certas coisas. Gosto de bom cinema: boa diversão, bons atores, bons roteiros, bons diretores. Não chego nesse detalhe e nem sei mais do que me é intuitivo pra dizer se um roteiro é bom ou não.
Portanto, não vou fazer um comentário profundo sobre 'Spanglish', vou me limitar a dizer sobre a última frase dita por Cristina, a espertíssima filha de Florrrr, personagem da linda Paz Vega: 'Eu sou filha da minha mãe'.
Já dizia o Belchior, lindamente cantado pela Elis, que ‘ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais’: eu demorei pra entender o significado desta música, mas quando finalmente entendi, certas fichas caíram. Hoje, vejo cada vez mais como somos mesmo filhos de nossos pais. Podemos tentar minimizar os defeitos (esperamos que sim!!!) que nos incomodam mais, e desenvolver as qualidades que mais nos agradam. Mas eu sou filha de minha mãe e de meu pai. E acho que comos pais (eu, que ainda não sou mãe), temos que ter esta consciência também, para o bem ou para o mal.
Sempre digo para os meus pais que se eu gosto de trabalhar na área social ‘a culpa é deles’. Quem mandou me dar uma formação humanista? Quem mandou me ensinar a respeitar o próximo? Quem mandou me ensinar a amar a natureza? Risos
Lógico que, depois que a gente passa da fase de culpar os nossos pais, percebe que tem autonomia para mudar... certas coisas! Há características que não se pode mudar. Somos filhos dos nossos pais! E temos que nos aceitar como somos, nos amar e perdoar nossos próprios erros. Não sermos tão exigentes conosco mesmos, e nem auto-indulgentes, mas buscar não errar sempre os mesmos erros.
Ok, isso é um forte clichê de auto-ajuda, é sim... mas em certos momentos, nada como a sabedoria oriental (compaixão pelos seres senscientes, como diria o Dalai-Lama) para nos ajudar a erguer a cabeça e enfrentar a pequenez do cotidiano.
12 maio 2008
Fotinhos da comemoração (já faz tempo)
Então, vamos lá:
Eu, Marixxx e Caqui, amigos, queridos, blogueiros.
Linus ('my broda') e Duca
Eu, entre a Elaine e a Lu - cachinhos, cachinhos!!!
Eu de costas (posei estrategicamente para mostrar o cabelo ahahahah) e Rosinha, muito querida!
Mais fotinhossssssssss
Fabinho, Fefinas, Ricardo, obrigada pelas suas presenças queridas!
Uma geral: da esquerda pra direita: Doni e Paulo (sem rosto), Marix, Yvan, eu, Mariorui (escondido), Lu e Duca.
Mamãe Isaura com seu casaqueto fashion e tia Gardênia, sempre de bom humor
Yvan ('des costas'), Paulo e Doni.
Ausências sentidas: Marcolito, Vanessa, Lúcia, Meu pai Onivaldo, Lu e André, Dani, Bira, Maumau e Lisa, GV, Sil, e tantos outr@s amig@s querid@s...
06 maio 2008
Cuuuuuuuuuurves
O que eu estava precisando era poder voltar à atividade física em um lugar perto de casa, de custo acessível e que não me deixasse com o cabelo e a pele fedendo cloro (porque, nesse caso, eu faria natação no Sesc Pompéia, mas não dá mais... é muito cloro!). Um dia, a mãe de uma amiga comentou felicíssima que estava fazendo Curves... E que tinha emagrecido. E realmente tinha.
Fui lá, e nem me dei ao trabalho de conhecer ou pesquisar o preço da outra similar (Contours): eu teria que pegar carro pra ir até lá, o que estava simplesmente fora de questão.
Bem... hoje fiz minha primeira avaliação física. Confesso que, desde o início, os 31% de gordura corporal me deixaram meio preocupada... mas esses dias eu vi uma foto de uma mulher MUITO malhada, over mesmo, que tem 8%, e segundo a reportagem 8% já era muito pouco. Então, relaxei.
Também, não ando fazendo dieta nem segurando a boca. Como o que quero, o que inclui chocolate, carne (ando comendo bastante carne), pão, etc. Ou seja, estou tendo é que malhar pra começar a gastar o acumulado, sem ajuda de dieta. Tenho me permitido isso porque não to a fim de fazer sacrifícios agora, ainda mais porque andei bem triste e, nessas horas, nada como chocolate (e amigos!) para nos confortar...
O fato é que emagreci um quilo e ainda ganhei uma bolsa no sorteio da freqüência do mês (quem vai 3 x por semana o mês inteiro participa de um sorteio - ganhei logo de cara!). A gordura corporal continua 31% e minha coxa aumentou!!! (esse quilo eu perdi na barriga e nos peitos - tadinhos, são os primeiros a diminuir quando eu emagreço - risos) Mas tá bão. Pra quem foi no Sujinho semana passada e comeu meia porção de polenta praticamente inteira (só isso já era suficiente para o jantar) e mais meio espeto misto = frango, linguiça, picanha, pedaços generosos, e bebeu cerveja, e comeu petit gateau, acho que um kg tá de bom tamanho. :D
Recomendo a Curves: é uma academia inteligente, coisa bem pensada por americanos, com um monte de incentivos pra vc não desanimar, o clima é agradável e esta aqui da Pompéia tem um pessoal muito legal. Se vc faz o plano anual pode malhar em qualquer unidade do Brasil, o que é interessante (eu já fiz aula em Campinas e ontem quaaaaase fui na unidade de Moema... deu preguiça). E essa propaganda é de graça e é porque ir na academia tem sido uma coisa boa que eu estou fazendo por mim mesma. A gente precisa se cuidar.
04 maio 2008
Xu
01 maio 2008
it's official
não consigo trabalhar direito,
não consigo me concentrar,
tenho dias muito ruins e outros um pouco melhores,
choro muito.
Hj não consegui fazer as três coisas que eu precisava fazer: ir à aula da PUC, ir ao acunpunturista (o que teria me feito muito bem) e ir à academia (o que também teria me feito muito bem)
Só Woody Allen e meu amigo GV conseguiram me tirar da frente desta bosta de computador, o que me leva a crer que eu realmente amo o cinema.
Mas assim que a sessão acabou tudo o que eu consegui fazer foi começar a chorar. e não foi por causa do filme.
Já que estou aqui na frente da telinha vou falar do filme novo do Woody Allen. Cassandra's Dream, ou o Sonho de Cassandra.
Nada de Woody engraçadinho como os últimos O Escorpião de Jade ou Scoop.
Cassandra segue a onda do Match Point, mas ainda nos prende mais a atenção.
E é, indiscutivelmente, Woody Allen. As situações, as pessoas, Londres, os passeios na cidade e no campo, o timing, tudo nos lembra e nos dá aquela agradável sensação de familiaridade que procuramos quando vemos ver um filme de nosso diretor favorito.
Esse pra mim teve um gostinho especial porque a trilha sonora é do meu adorado Philip Glass, que faz sempre a mesma melodia minimalista, a mesma de Águas da Amazônia (+Uakti), a mesma de 'Passages' (+Ravi Shankar), a mesma de 'Koyaanisqatsi', 'Powaqqatsi' e 'Naqoyqatsi' - a trilogia de Godfrey Reggio, e de 'As Horas', e de tantos outros... Mas ele é simplesmente genial e envolvente. Me sinto tão embalada na sua música que tenho vontade de voar. De fechar os olhos e me jogar de felicidade.
Senti breves momentos de felicidade durante o filme.
Pena que acabou.
Tudo que tenho vontade era fazer como a moça de My Blueberry Nights
: desaparecer pra algum lugar onde simplesmente eu fizesse coisas banais como servir mesas e ver os problemas dos outros.