Páginas

24 março 2009

Eu finalmente entendi...

porque é que precisa colocar o raio da poltrona do avião na posição vertical:
Esses dias eu peguei um avião da companhia aérea Trip, de Londrina para Campo Grande, caindo aos pedaços.
Quando o avião foi decolar, percebi que a minha poltrona não ficava na posição vertical. Tentei várias vezes e nada.
O avião decolou e depois pousou, e nada da poltrona sair do lugar. Não foi nada bom. Quando o avião acelerava, a poltrona baixava ainda mais. Achei bem desconfortável, mas não achei que teria nenhuma consequência.
No dia seguinte, pela manhã, acordei com uma dor no pescoço esquisita. Atribuí a dor ao travesseiro do hotel e à cama esquisita , que estava forte e me acompanhou o dia todo.
No dia seguinte ao seguinte, a dor continuou. Achei muito estranho, fiquei analisando, analisando, pensando, pensando, tomei um dorflex durante o dia, outro para dormir à noite, e só no terceiro dia a ficha caiu: foi a droga da poltrona do avião velho.
Por isso, quem nunca entendeu por que que precisa subir o encosto da poltrona, porque afinal a inclinação é super pouquinha, saiba que vc pode ter uma puta dor no pescoço de brinde se não obedecer às normas de segurança.

02 fevereiro 2009

Fracassionismo

É incrível.
Para meus pais, só existe um meio de ser feliz no universo: o emprego público. Nada mais é bom.
Quando contei para meu pai que seria consultora do Governo Federal e das Nações Unidas, ele me disse: 'muito bom, mas isso atrapalha seus planos de estabilidade' (leia-se, os planos dele para minha estabilidade, leia-se: concurso público).
E eu me pergunto: o que eu preciso para ser boa o suficiente? Consultora das Galáxias Unidas? De Deus, quem sabe?

Ah, também não é suficiente eu fazer mestrado e doutorado numa das melhores Universidades do país, e ter sido aprovada, no final do ano passado, num concurso para professora em outra das melhores Universidades do país, etc.

Na maior das boas intenções, eu sei, a única coisa que conseguem visualizar como boa para mim é passar no concurso público. Não que eu não queira, eu quero. Quero sim. Mas já tentei antes, num momento não bom pra mim, e não passei.
Daí, fui pra UTI, etc, etc, entrei no mestrado e desde então eu tenho sido feliz: feliz no trabalho, feliz em minha vida pessoal. Não entendo como eles não conseguem perceber a nítida diferença entre a Emilia de antes e depois do ingresso no mestrado. Isso vindo de um pai e uma mãe que são professores, vejam bem.

E aí tem a parte do fracassionismo também. O fracassionismo diz que eu não vou dar conta de nada, nunca. Entrou no mestrado, que bom! Olha, larga esse trabalho que vc tá fazendo porque vc não vai dar conta de trabalhar e escrever o seu mestrado. Vc vai perder o seu mestrado. Seu pai paga o seu salário para vc parar de trabalhar e escrever o seu mestrado (certo. e querem que eu seja independente como mesmo, cara pálida? ah, claro, depois do mestrado vem concurso público).

Agora que eu já terminei o mestrado e consegui um emprego como professora, agora que tudo que eu plantei esses últimos anos está dando frutos, e que acabo de ingressar no Doutorado e consegui essa consultoria, agora o discurso da vez é: vc vai perder o seu emprego, porque vc não vai dar conta de fazer tudo isso. Vc está arriscando seu emprego, o único que vc tem. Vc não pode pegar essa consultoria porque vc não vai dar conta.

E aí, depois, sempre vem a seguinte parte: "eu não vou falar mais nada porque vc é muito teimosa mesmo, não ouve a gente". É sempre a mesma ladainha.... Porque é que eu ainda perco o meu tempo com isso? Eu devia achar é engraçado, mas no fundo no fundo eles conseguem me fazer ficar com medo, toda vez. Eu preciso me lembrar desse post toda vez que isso se repetir.

Eu não posso me deixar contaminar por esse medo ancestral, ecaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.

Fala sério, como é que uma pessoa pode vencer na vida com um pai e uma mãe dizendo o tempo todo que vc não vai dar conta das tarefas que se propõe a fazer? Eu sei que dá. Eu sei que dá.

Felizmente, tenho pessoas iluminadas na minha vida que têm me dado força para superar tudo isso. Felizmente, meus próprios pais talvez se dêem conta intimamente e por isso meu pai me pagou já uns 7 anos de terapia. Felizmente, eu tenho feito acupuntura sempre que estou no limite
Mas juro, me dá uma raiva. Preciso muito voltar a meditar.

Vou acrescentar um novo mantra para 2009, agora são dois: tenho roupas demais (com a variante 'não preciso mais comprar nenhuma roupa este ano') e eu sou capaz, eu sou capaz, eu sou capaz, eu sou capaz, eu sou capaz, eu sou capaz, até a exaustão.

27 janeiro 2009

Me livrando dos excessos

Assim mesmo, com próclise inadequada (próclise ainda tem acento?), anuncio, em alto e bom tom, o óbvio ululante: tenho roupas demais!!!
Ante a uma possível mudança de casa [ou não, pois nada está decidido e, sinceramente, não me importo mais... estarei bem onde estiver; um amigo lembrou-me, sabiamente, que o que importa é a mudança dentro de si, e esta já (está) aconteceu-endo]; num momento em que, concluída uma etapa importante de minha vida profissional e pessoal, em que plantei, cultivei, e ingressando no momento da colheita (mas já preparando a terra para novos plantios), resolvo:
preciso livrar-me dos excessos!!!
do excesso de papel,
do excesso de roupas,
do excesso de documentos inúteis, de anotações que nunca irei reler,
do excesso de culpa pelas interpelações idiotas em brigas familiares.
E olho, e olho, e fuço, e reorganizo, e chego à conclusão de que ainda tenho muito!!!
Tenho muito mais roupas do que posso usar. Muitas não uso porque não lembro que existem. Outro dia me peguei tendo comprado duas calças verdes em um intervalo de 2 meses! Duas calças verdes!!! Pra que isso tudo??? Ok, foram pechinchas, as duas saíram por 75 reais, se tanto, sendo uma no brechó por R$ 10,00 (mas o conserto saiu mais R$ 15,00 = R$ 25,00) e a outra na ponta de estoque por R$ 40,00, com mais R$ 10,00 de conserto (=R$ 50,00). Mas, pergunto, quem precisa de duas calças verdes pra trabalhar????
Estou organizando um dia de troca de roupas com muitas amigas. Mas sinceramente, me dá até medo pensar em trazer mais roupas pra casa. Já tenho demais!!! O que eu não trocar, vou doar.
E mesmo assim ainda há roupas que têm valor sentimental, de que gosto muito... e que não consigo dar, embora não as use há anos. Mas considerando que já separei entre 30 e 40 peças de roupa para doação, acho que posso me conceder tal indulgência...
Guardo muito mais documentos e papéis do que seria preciso.

Guardo por medo, por medo e apego. Medo que clientes me procurem (mas estou contatando-os e pedindo que retirem documentos de ações findas ou não ajuizadas), medo de precisar depois e não poder consultar. Medo de precisar justo daquela petição para preparar uma aula para meus alunos.
Tenho também apego - ligado ao medo. Acho que um dia vou querer ler aquilo novamente, vou querer pregar aquelas fotos de mini-calendário na parede.
Guardo cadernos da Faculdade que nunca irei usar: mas tenho medo de precisar e não tê-los mais... tolice.
Tenho muita raiva por coisas idiotas
Por orgulho, por ganância, por birra, por um monte de razões.
Preciso me livrar disso também.

Este ano, não fiz resoluções no dia 31, mas faço-a agora, uma só (sei lá, no Ano Novo Chinês? estarei mais conectada com o Oriente??? quanta bobagem...): em 2009, quero me livrar dos excessos. E viver uma vida mais simples.

Há ainda muitos a se livrar, bem mais difíceis do que fazer uma 'limpa' rápida no armário ou nos documentos.
- o excesso de culpa por tudo;
- o excesso de preguiça (já comecei a caminhar e seguir um programa de iniciação à corrida);
- o excesso de perfeccionismo (pode parecer coisa de gente que está se auto-elogiando, mas perfeccionismo demais é paralisante, uma merda, a gente não anda pra frente, fica patinando que nem carro no atoleiro);
-o excesso de gastos inúteis (aprender a poupar é uma meta importante para este ano!): por exemplo, não preciso de mais roupas este ano!!!! Nenhumazinha a mais do que eu tenho! Tudo que eu comprar, será excesso... só excluo dessa lista as calcinhas... porque calcinha acaba. Mas já comprei na liquidação da Niko o suficiente pro ano inteiro.

Se eu conseguir deixar essas bagagens aí em cima na estação, na hora que eu for pegar o trem, mesmo que seja só uma valise de mão de cada uma, putz, já vai ser um grande avanço, um bem pra mim e pra todos que me cercam!

Por um 2009 livre de excessos!!!!

28 dezembro 2008

um conto de passarinhos paulistano (ou um balde de água fria)

Hoje é 27 para 28 de dezembro, muita gente viajou, e a cidade está quieta. Quase todos os prédios estão com quase todas ou todas as janelas apagadas (meus vizinhos notívagos viajaram). Aqui e acolá passa um playboy derrapando os pneus de sábado à noite; ambulância, até agora, nenhuma ouvi.
Choveu uma chuvinha fina o dia todo; saí por volta das 20h30, quase não havia carros. Supermercado vazio (mas também não havia ofertas).
Agora, todavia, são quase duas da manhã e uma sinfonia de passarinhos canta na minha janela. Sabiá, será? Daqueles pássaros noturnos que cantam de madrugada no verão, para desespero de quem se deita às 4 e acorda ao meio-dia. Quase consigo ouvir sapos e grilos também, incrível.
***************************************
Ledo engano (coisas de cidade grande): meus bucólicos passarinhos, com direito a sapo e grilos, não passavam de alarme de carro disparado.... acho que preciso consultar um otorrinolaringologista (ou seria melhor um poeta realista?)

27 dezembro 2008

22 dezembro 2008

Pequena história sobre a generosidade humana

Tive que ir, no último mês, diversas vezes à Nossa Caixa, na tentativa de resolver um probleminha que andava meio complicado. Em todas essas vezes, quem me ajudou foi uma caixa, de nome Juliana, que foi muito atenciosa e simpática, não obstante a chatice da coisinha que eu tinha pra resolver.
Esta semana passada fui novamente, e fui direto a ela para tentar botar um ponto final na 'questã'. Bem, lógico que assim que eu cheguei o sistema caiu, aquelas coisas. Pacientemente, fui almoçar no restaurante da esquina e, quando voltei, notei que ela chorara. Depois, achei que tinha me enganado e que ela devia simplesmente estar gripada (mas não parecia gripada antes do meu almoço. estranho. devia ser o ar condicionado, pensei).
Meia hora de chá de cadeira na fila por conta de uma senhorinha que pagou o INSS errado ou achava que tinha pago errado e fez a coitada da moça refazer todo o trabalho, e quando cheguei ao caixa comentei com a Juliana: "nossa, vc está resfriada, que chato, heim"? E aí ela me respondeu: "não, eu estava chorando mesmo quando vc chegou".
Aí ela me contou a seguinte historieta: um pouco antes de eu retornar ao banco, ela tinha sido enrolada por uma boliviana, que tinha lhe passado um golpe, daqueles que a pessoa enrola, faz uma puta confusão com o troco, diz que te deu 2000 quando te deu 1000, no fim vc dá o troco de 600 e ainda fica confuso; assim que a pessoa vai embora, vc percebe que foi enganado, e se sente um bosta (taxistas cariocas são experts nesse tipo de expediente, fique esperto por lá).
No caso da moça, o preju foi de 380 pilas e, além de se sentir uma bosta - caixa experiente sendo enganada assim desse jeito - como todo proletário ela ia ter que pagar "do seu póprio bolso".
Um homem que tinha assistido todo o rolo, vai saber lá porque não interrompeu antes de ela ser enganada, ou talvez não pudesse fazer nada, nessas horas a gente nunca sabe bem como agir, ficou compadecido da situação da Juliana. Deve ser um homem bem de vida, com dinheiro sobrando, pois não teve dúvidas: sacou os trezentoseoitentinha da sua conta e deu a Juliana para repor o preju no caixa. E Juliana, que já estava nervosa, caiu no choro.
Não sei se ele queria convidá-la pra sair, não sei se ele é o Papai Noel ou o anjo da guarda dela que por acaso estava passando por lá; não sei se ele daria os 380 pruma mãe com 3 filhos passando fome na rua, não sei. Mas achei que valia a pena contar a história por aqui.
Eu poderia até chamar essa historieta de conto de Natal; chamei como chamei porque acho que generosidade a gente tem que praticar o ano inteiro, a vida inteira.

09 dezembro 2008

Obsessões

As minhas obsessões do momento são absolutamente fúteis e ainda estou tentando entender qual o lugar delas nesse momento (preguiça intelectual?). Sim, eu gosto de maquiagem, de me enfeitar, gostaria de ser mais magra e seguro meus ímpetos consumistas para não ficar endividada e também pensando na sustentabilidade do planeta.
Ontem descobri que, segundo o WWF, eu tenho uma pegada ecológica bem pesada. Digamos que seriam necessárias 3 Terras para suportar o estilo de vida que eu levo, se todos fizessem o que eu faço: comer carne mais de 2 vezes por semana, ter carro, tomar banhos de mais de 20 minutos, morar em uma cidade com mais de 500 mil habitantes etc.
Isso porque eu consumo produtos orgânicos, tenho trocado as minhas lâmpadas por aquelas econômicas, separo meu lixo (fui eu que implantei, junto com outros moradores, a coleta seletiva aqui no prédio. querer que faça compostagem de lixo num apartamento é um pouco demais, não?) e que eu investiria sim em energia solar se morasse numa casa, o que não vai rolar num futuro tão próximo, imagino.
Me cobro mais coerência. Porém, talvez esse interesse por futilidades sirva pra compensar a tensão que me dá quando penso "porque diabos eu fui me meter a estudar e trabalhar com crime e criminalidade?" Porque não é nada leve, nada leve.
Ontem fiquei assistindo no Youtube alguns vídeos sobre as penitenciárias que (se tudo correr conforme as conformidades) conhecerei em breve, e me deu uma sensação de que talvez o meu trabalho não vá ter utilidade alguma por lá. Como enfrentar uma lógica exclusivamente punitiva, que treina agentes de segurança penitenciários como se estivessem indo pra guerra? Como falar em reintegração social nesse contexto???? Como pensar em trabalho em rede com famílias?
Ao mesmo tempo, não vejo a hora de começar. Acho que o que me move são mesmo os desafios. Deve ser por isso que estou com preguiça intelectual e fico obcecada lendo blogs sobre maquiagem ao invés de estudar pro concurso ou escrever um artigo. Ou não, talvez seja só preguiça mesmo.
Agora com licença que estou indo malhar. Ainda tenho umas 100 provas pra corrigir hoje.

Preguiça intelectual

Hm, nem estou tão cansada assim. mas ando com uma preguiça intelectual forte.
Por isso a seca de posts por aqui, de modo que meus 6 leitores (a 'audiência' cresce!!!) devem andar meio decepcionados.
*****************************************
Estou num stand by chato à beça por um trabalho para o qual fui selecionada mas ainda não começou. Está demorando muito mais do que imaginei, o que até agora foi bom porque me permitiu investir em outras coisas que me demandaram muita energia, como o concurso em que fui aprovada (pra quem não sabe ainda fui aprovada num concurso pra ser professora de uma faculdade muuuuuito importante -demorei alguns dias pra acreditar, mas parece que é verdade).
******************************************
Enquanto isso... às vezes me dá vontade de fechar o blog, mesmo porque acho que vou perdendo liberdade conforme minha carreira evolui. Com isso em mente (a perda da liberdade), resolvi tirar todas as fotos do blog e qualquer coisa que possa me identificar - como o nome da cidade onde meus pais moram, por exemplo. A única coisa que ainda me identifica são dicas como o fato de eu ter feito mestrado e o nome do meu amado cão, os temas dos posts, etc. Mas aí, cara pálida, ou isso ou fechar o blog mesmo. Só faltava eu ter que escrever sobre coisas que eu não gosto para poder manter o blog.
O fato é que ser professor é meio que ser uma pessoa pública, não? Nada de ser 'famoso', mas é uma carreira que expõe a gente mais do que as outras, porque os alunos são quase ainda adolescentes, comentam, e são muitos, de vários anos diferentes, e fofoca se espalha por aí. Melhor se resguardar, ou tomar cuidado com as palavras.

20 novembro 2008

Caso do maníaco de Guarulhos

Vi uma pequena reportagem a respeito. Nela, um trechinho de um momento em que um policial interroga o tal 'maníaco'. a cena é a seguinte:

- policial: e vc estava?...
- maníaco: armado
- policial: com qual calibre?
- maníaco: 38.

Se isso não for um interrogatório absolutamente viciado, eu desaprendi tudo que ensino pros meus alunos em Psicologia do Testemunho.

A maneira do policial fazer a pergunta já demonstra que o interrogado decorou as respostas, previamente 'combinadas' (provavelmente na base da porrada) e/ou está respondendo perguntas que já contêm a própria resposta.

Outro dia conversei com uma especialista em serial killers que disse que está auxiliando a polícia nesse caso. Pra mim soou muito estranho, de repente, um monte de crimes não esclarecidos serem atribuídos a ele do dia pra noite. A nossa polícia é mestre em fazer isso. A especialista está auxiliando a descobrir quais crimes NÃO foram cometidos por ele e estão sendo atribuídos ao maníaco por nossa maravilhosa e esforçada polícia, quem sabe até por meio da tortura. Realmente ótimo.

Kommissar Rex

Tem uma série interessante passando na Bandeirantes à tarde (eu não tenho TV a cabo e trabalho boa parte do tempo em casa, de modo que troco a novela das 8 por outras coisas mais interessantes, como séries, que eu adoro): chama-se Rex.
Eu tinha visto outro dia um pedaço, gostei, o protagonista é um pastor alemão chamando (adivinhem) Rex, que é um cão que ajuda um investigador de polícia a resolver crimes.
O que eu não tinha sacado e vi ontem quando passavam os créditos, é que a série é alemã. Agora olhando na net descubro que é uma co-produção alemã e austríaca.
Comentei à noite com uns amigos... e o interessante é que um deles esteve recentemente na Rep. Tcheca com a namorada, que é de lá, e disse que tinha visto a série na TV Tcheca.
A namorada dele disse então que muitos seriados policiais são (eram) feitos na Alemanha Oriental. E que na Rep. Tcheca, policiais representam, em termos de piada, o mesmo que portugueses representam para nós.
Faz sentido.
Voltando à série, que existe desde 1994, a estética é bem anos oitenta. E o legal mesmo é o cachorro.
Nunca tinha tido contato mais direto com cães pastor até conhecer a doidona pastora do meu namorado. Ela é fofa e inteligente.
Rex é muito esperto, inteligente, e faz umas caras ótimas. Legal.
A única coisa que não dá pra engolir é a música de abertura. Brega demais.

E aqui para ver um pedacinho da série dublada em italiano(!!!)

Parece que a série continua... , mas é produzida na Itália (será?), com outro elenco. Parece que os italianos gostam do Rex.

Chegou

chegou o aniversário, já passou, dei tchau e está tudo bem.
tive uma mini-crise vontade de me isolar do mundo na véspera, vontade de ir pra casa de meus pais e lá ficar para sempre onde não preciso cozinhar nem fazer nada, só abraçar o Xu, mas não fui.
o namorado fofo veio aqui ontem com os filhos, que ficaram brincando pulando no meu sofá e aproveitaram para ver TV, já que não podem fazê-lo na casa do pai (tem meu total apoio, quando tiver os meus tb não dou deixar).
e depois fomos comemorar aqui do lado de casa, amigos queridos vieram, e foi tudo muito bom!
Tchau 31, oi 32.

03 novembro 2008

infernoastral

Até que esse ano estou tendo uma trégua. Meu aniversário é em 16 dias e até agora, tudo bem. (melhor falar baixinho para não dar idéia...)

Boas perspectivas para 2009 (se a gente não considerar que só terei férias em julho porque vou trabalhar feito uma insana em dezembro, janeiro e fevereiro... mas é por uma boa causa, ou melhor, duas boas causas: a minha, que eu quero me mudar pro meu ap novo, e a dos presos, que são a razão do trabalho). Em julho quero ir pra Belém e Ilha do Marajó visitar minha família e conhecer meus primos que já adolescem e eu nunca vi e as recém-nascidas... quero calor e sol e água em julho. e 15 dias longe da internet.
Estou feliz, emagreci 2 kg sem fazer nada além de namorar e melhorar a minha alimentação (mas com direito a recaídas de coxinha e kibe da esfiha express aqui do lado).

Hoje, uma decepção: estou com varizes nas pernas. Atrás do joelho, nas duas, muitos vasinhos. (Vi no maravilhoso e bem iluminado espelho da loja onde experimentava calças pantalona de tecido muito leve para aguentar o calor das penitenciárias onde farei visitas, com as seguintes restrições: não pode ser cor cáqui - cor do uniforme dos presos. Não pode ser justa no corpo - não vamos sacanear os caras que passam meses/anos sem ver mulher. Não pode ser muito cara - porque não tenho dinheiro) Droga. Ainda bem que eu tenho um primo cirurgião vascular. Eu faço as ações pra minha tia a precinhos ultrahipercamaradas, e ele vai jájá me quebrar o galhinho e secar pra mim. Família, família, cachorro gato galinha.

Saudades do Xu e de seu corpinho roliço.

02 novembro 2008

Sensacionalismo? Mau jornalismo? Alarmismo?

TÍTULO DA MATÉRIA: Presos serão soltos após veto a videoconferência, diz juiz

ÚNICA Parte da entrevista onde é mencionado:

FOLHA - E quanto aos processos?
CHEQUINI - Pode acontecer da anulação de milhares de processos. E, eventualmente, não podemos ser alarmistas ao ponto de dizer que haverá soltura em massa de presos, mas eventualmente um ou outro poderá se beneficiar dessa decisão e ganhar a liberdade.

Na Folha de ontem (sábado), Cotidiano, não sei a página.

Não dá pra dizer que é sensacionalismo. Mas que é mau jornalismo, isso é. Pelo título dá exatamente a impressão de que serão centenas ou milhares de presos muito perigosos que irão invadir as nossas casas, soltos depois das anulações dos processos. Eu chamaria isso de ingenuidade, se alarmismo não fosse um nome mais apropriado.

01 novembro 2008

Minha irmã gêmea

Juro que é muito parecida.
Achei uma clone minha na internet.
Quando 'me' vi num blog sobre cabelos, quase caí pra trás.
Clica AQUI e me conta se ela não é a minha cara.

31 outubro 2008

também quero

isso tudo aí de que todos tanto reclamam, mas que quase todo mundo quer. eu também quero. especialmente as partes boas, mas sei que as ruins estão incluídas também. faz parte. não importa. eu quero.

25 outubro 2008

Cozinha para si

Antes de 2004 e do acontecido, cozinhar era uma palavra que estava, definitivamente, fora do meu vocabulário cotidiano. O máximo que podia rolar era um macarrão com molho de atum enlatado com sopa de cebola (de saquinho) e creme de leite (lata ou caixinha), fora os miojos de sempre.
Lórrico, sempre tive alguém que cozinhasse o básico pra mim, aqui em SP, e lá no interiorrrrr (meus primeiros 17 anos de vida) sempre alguém que cozinhasse (e bem!) tudo! Mas não era minha mãe, era a Tê.
Bem, o fato é que minha mãe sempre detestou cozinhar, só o faz em situações muito especiais.... e sei lá, ela não gosta de cozinhar. Acha isso degradante para uma intelectual como ela, que poderia ter sido professora da USP, um dia, se não tivesse ido morar lá no interiorrrrrr com o meu pai.
O fato é que depois de 2004, quando descobri a feira, o peixe, etc, passei a cozinhar mais. Tenho fases, e há um certo tempo eu andava não fazendo muita coisa na cozinha. Já tive a fase do suco de uva verde (fazia que nem uma louca, adooooooro suco de uva verde), do peixe com ervas assado no envelope de alumínio, etc.
Mas de fato, melhorei minha alimentação desde então.
Agora, quase 05 meses de namoro e um namorado que cozinha para os filhos (falaí, que mulher não se apaixonaria???), que come comida orgânica e é simplesmente criativo à beça para aproveitar os alimentos disponíveis. Lógico que isso despertou novamente a 'Emilia que cozinha' que estava guardada dentro de mim.
E claro que não PRECISO cozinhar todo dia, e eu não cozinho todo dia mesmo, mas tenho um prazer tão grande em fazer a minha própria comida, acho que isso me dá uma sensação de, sei lá, cuidar de mim?, não sei, só sei que simplesmente gosto muito. E gosto ainda mais porque agora estou comendo frutas e verduras orgânicas! Compro uma cesta da Caminhos da Roça, bastante estimulada pelo namorado que compra uma cesta também.
O lance da cesta é se virar pra comer tudo. É difícil, tem que se empenhar, ser criativo e arrumar receitas, mas não é bom demais saber que tudo que se está comendo é livre de agrotóxicos?
Esta semana já fiz omelete (ovo orgânico também! de galinhas felizes?) de alho poró, com cebola, salsa, tudo orgânico! E ontem fiz uma lentilha (foi a primeira comida que o namorado fez para nós, lá em Gonçalves, no primeiro final de semana em que ficamos intensamente juntos uns 4 dias depois de nos conhecermos. coisa de louco mesmo) com beterraba, cenoura, alho poró, cebola, salsa, folhas de louro e gengibre (a única coisa não orgânica na receita, além da própria lentilha).
*************************************************************
Pra completar, a minha obsessão dessa vez é o lassi. Lassi é uma bebida de origem indiana (??) mas que vc encontra em restaurantes indianos e árabes aqui em SP. Bebi pela primeira vez no Kebab Salonu e também no restaurante indiano Delhi Palace. E fiquei super afins de fazer em casa.
Fui atrás de receitas e achei essa aqui. A essa receita eu acrescento a mesma medida (um copo de iogurte) de água, e coloco metade da água de flor de laranjeira (pode ser feito com água de rosas também). Fui atrás dos ingredientes e achei!
***************************************************************
Fico pensando se não vou virar um monstro assustador, uma dessas "mulheres de NOVA", que "cozinha, lava e passa" (eu não lavo roupa nem passo, aliás, odeio passar roupa, e também não limpo a casa, só se for absolutamente necessário), faz sua própria unha e depilação, presta consultoria e tem mestrado, doutorado e sabe-se lá mais o que, e que quando tiver filhos, lógico, não vai deixá-los largados com a babá! Mas acho que o que eu quero é tirar o máximo de prazer que eu puder na vida!!! E isso inclui explorar todas as minhas potencialidades... E isso porque tem um monte ainda não explorada por aqui, como dançar, por ex....

24 outubro 2008

UAU

Minha vida está mudando. Eu sei e eu sinto.
Estou correndo atrás e as coisas estão acontecendo, sinto medo, mas vou em frente.
Com a ajuda do meu acupunturista Jaime, com o amor e carinho do meu namorado querido, com meus amigos queridos, com minha família.
Vou fazer um trabalho que jamais imaginei que eu pudesse fazer um dia. De responsa e que vai me trazer uma puta experiência, um up no Curriculo animsl também.
Quando me inscrevi na seleção, fui de alegre, achando que não tinha chance. O processo de seleção foi andando e.... cá estou, selecionada.
Estou virando gente grande, com tudo de bom e ruim que vem junto com isso.

20 outubro 2008

Horário de verão

A gente sabe que está ficando mais velha quando não é mais imune ao horário de verão.
Acho que isso também tem a ver com o café que eu tomei umas 19h, 20h.
Fui deitar às 4h, porque antes estava sem sono
Tinha acordado tarde.
Agora estou um bagaço. E já são 11h.
É isso aí.
Adoro horário de verão, mas hoje tá foda.

09 outubro 2008

O artista elevado

Há certo tempo, um artista plástico que eu só conheço de longe alugou (ou comprou) um conjunto num prédio que fica ali na beira do Elevado Costa e Silva (o popular 'Minhocão'), quase já chegando na Consolação (o prédio fica no sentido bairro-centro da Avenida que passa ali embaixo, que deve ser a Gal. Olímpio da Silveira, mas não sei se é).

Toda vez que passo por ali, me lembro do meu namorado (pois ele também é artista plástico, além de ter inúmeros outros talentos). Vejo o moço lá pintando telas imensas... a sala é ampla, sem paredes (ele deve ter mandado derrubar algumas), e dali do Elevado a gente vê ele ora pintando, ora se afastando, sentado ou de pé, olhando, analisando a sua obra, andando, enfim, fazendo o que um artista faz quando pinta. (dã!)

Enquanto ele faz arte, nós passantes o admiramos. Podemos não admirar a sua obra (pra ser sincera, ainda não consegui passar lá em dia de trânsito parado o suficiente para poder olhar direito as obras, e também é meio longe, não dá pra ver tão bem), mas admiro a cena. Gosto de passar por lá e saber que enquanto estou trancada em meu carro ouvindo a CBN, a Eldorado ou a rádio trânsito SulAmerica, tem alguém simplesmente concentrado em pintar ali, na beirinha do caos.

Tenho outras histórias sobre o Minhocão. Afinal, transito freqüentemente por ali desde 1997, quando me mudei pra Pompéia e ganhei o carro. Foram mais 02 anos indo pra São Francisco de carro tooooooodo dia via Minhocão (e parece que até hoje eu não aprendi que das 17h às 19h o trânsito ali é uma nhaca, pois insisto ainda em sair de casa 17h30, 17h40 para dar aula às 18h20 e de vez em quando passo uns apertos). Nesses anos todos, mas mais precisamente dos últimos 03 pra cá, quando voltei a ir pro centro com freqüência por conta do mestrado, passei a observar mais à minha volta nesse percurso. Quem sabe conto outras logo mais.

05 outubro 2008

o fimda semana sem doce

a semana sem doce acabou mais cedo porque assim eu resolvi, e sem peso na consciência.
na quinta-feira, depois do deslize no cafezinho da manhã, continuei sem o doce.
na sexta também.
no sábado meu pai estava em SP e o levei para almoçar no Gopala , que era Prasada e agora é Madhavi (??)(separaram-se os sócios). O outro, mais pra cima da Antonio Carlos, agora se chama Gopala Hari (eu não fui nesse ainda, funciona onde era a segunda casa do Gopala).e daí que lá tem uns sucos deliciosos (com açúcar, presumo) e docinhos divinos de sobremesa e resolvi que a minha semana sem doce ia acabar ali mesmo porque eu não ia no Gopala fazia um tempão e eu adoro.
(o Gopala ainda tem uma lojinha embaixo onde comprei Cardamomo - eeeeeeeeeeee!!! - e água de flor de laranjeira -eeeeeeeeeeeeeee²!!!!- pra fazer lassi!!! já fiz e ficou ótimo!)
bem, hoje também comi pudim e já voltei a beber meu cafezinho com adoçante.

balanço da semana sem doce: 5 dias, acho que foi bom.

balanço psi da semana sem doce: estou me propondo a comer doce só aos finais de semana a partir de agora. não tô nem um pouco a fins de abrir mão do adoçante... mas do doce sim! em nome de minha desintoxiação do açúcar e da silhueta também. a ver ;-)