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28 agosto 2009

Se vc ainda não entendeu o que é o Twitter, leia isso:

via @zerotoledo, publicado no blog TOLEDOL, o blog sobre RAC

O poder supremo do Twitter. Será?

"A repórter Vera Magalhães (@veramagalhaes), da Folha de S.Paulo, fazia a cobertura ao vivo, pelo Twitter, do julgamento do ex-ministro Antonio Palocci no Supremo Tribunal Federal. Notebook nas mãos e muitas notícias na cabeça, disparava posts em tempo real sobre as observações dos ministros e a linha de defesa dos advogados, alinhavando o juridiquês das fontes com a descrição das cenas que via no plenário.

A cobertura ia muito bem, mais de 100 notas publicadas, referendadas e retuitadas ao ponto de o alcance dos posts ser 15 vezes maior do que o número de seguidores da jornalista. É que seus seguidores retransmitiam os posts que mais gostavam para seus próprios seguidores, e assim indefinidamente, multiplicando o raio de influência da autora original -numa proporção muito além do que Vera poderia imaginar. Em breve ela teria uma noção mais acurada do alcance real de suas notas.

A certo ponto da cobertura, a jornalista postou: “Acaba de sentar um mala do meu lado. Agora tenho de digitar com o laptop no colo”. E tocou o barco da cobertura. Três horas e vinte e dois minutos depois, Vera interrompeu a sequência de notas sobre o julgamento para publicar, com charme, uma nota que poderia ser chamada de meta-cobertura: “Saia-justa na cobertura online. Desculpa aí @LCSchama RT @LCSchama: @veramagalhaes Desculpe te atrapalhar. Ass.: o mala ao lado.”

Tradução: o advogado Caio Leonardo Bessa Rodrigues, supostamente sentado ao lado de Vera, havia tomado conhecimento da nota sobre si e respondera, elegantemente, pelo mesmo canal, o Twitter: “@veramagalhaes Desculpe te atrapalhar. Ass.: o mala ao lado.”

Tudo muito bonito, não fosse um trote. Na verdade, @LCSchama não estava no STF. Apenas passou-se pelo “mala ao lado”. Vera explica porque acreditou que @LCSchama era ele: “Eu só vi o pedido de desculpas pelo www.search.twitter.com horas depois. O mala real já tinha ido. Tudo combinava!!!”

A confusão jurídico-cibernética não terminou aí. Este que vos escreve publicou um post neste blog contando o episódio. Replicada pelo próprio Twitter, a nota virou epidemia: em menos de duas horas houve dezenas e dezenas de retuitadas e o número de acessos a este post foi multiplicado por 10. Todos acreditamos que tínhamos vivenciado uma história edificante sobre o poder viral do Twitter blablablá.

Até que, horas depois, veio a revelação da farsa, em uma mensagem do @LCSchama dirigida a @veramagalhaes: “Não estive no STF, só segui seus tweets (…). Incorporar o mala foi irresistível, mas irreal”.

“Gente, me sinto personagem de uma trama hitchcockiana. Alguém tem de avisar o @zerotoledo para fazer o epílogo com a confissão do @LCSchama”, escreveu Vera no Twitter às 22h39. Eis aqui o epílogo: não checou, dançou. Foi o meu caso."

Entendeu agora um pouquinho do poder do Twitter??

Eu, Marcuse, Bahuan e o sexo

"DE: Boneca de Pano
PARA: Cabeção

não vou poder almoçar com vc amanhã
:(
imprevistos, dpois te conto
bjs
Mi"
----------------------------------------
"DE: Cabeção
PARA: Boneca de pano

Ahhh :(
Que peninha...
Mas tá tudo bem?
Bjs"
------------------------------------------
"DE: Boneca de Pano
PARA: Cabeção

me ligaram hj às 15h pra dizer que tenho que parir um Manual apresentável em menos de 24 h
depois te conto (...).
estou terminando um texto do Marcuse pra amanhã :) (ADORANDOOOOOOOOOO, putz, to feliz com minha escolha)
e depois vou varar a madruga trabalhando. - vendida pra sociedade tecnológica para satisfação de minhas necessidades inventadas. E sexo que é bom, que isso sim é necessidade vital, NADA. sublimo tudo lendo teoria crítica. :P
falamos
bjs"

Ah, Bahuan é o novo apelido do meu gracioso moonwalker, meu simulador de caminhada. É que ele é tão expressivo quanto Mário Garcia, sabe?. E é moreno e grande e forte e eu subo em cima dele 3 ou 4 vezes por semana. Praticamente um homem objeto.

26 agosto 2009

resolvi postar hoje só pra contar que:
- estou fazendo regularmente caminhadas em "gravidade zero" no meu simulador;
- estou decidida a emagrecer 3 kg (ontem me pesei na balança Gama Italy da casa da vovó quase sem roupas e antes do almoço - táticas para fazer bonito na balança e voltei aos 60kg!);
- consegui finalmente por em prática a última etapa do meu plano de redução de custos e cancelei o UOL, R$24,90 a menos de gastos mensais;
- em breve eu terei chuveiro aquecido a gás!!!!! eu ADORO banho, tomo em geral dois por dia (isso é a única coisa que ainda não consegui fazer em nome da natureza e das futuras gerações: abrir mão do meu banho diário quentinho...), tomo pra acordar, pra relaxar antes de dormir, pra pensar, pra me limpar, pra me perfumar, para me preparar para o amor, etc etc. Ave, Comgás!
- ainda não consegui diminuir o vício blogs + twitter e isso está me atrapalhando a vida.
E agora vou desligar que a bateria do note acabou. só assim mesmo pra eu sair dessa bagaça.

16 agosto 2009

Eu me aamo, eu me aamo, não posso maaaais viver sem miim

Ontem, na Assembléia da ONG:
- Você está muito bonita!
- Obrigada, Professora. É maquiagem! (oi, que tal aprender a aceitar um elogio?)
- Ah, não, isso não é SÓ maquiagem!

No final da Assembléia:
- Falei pra Emilia que ela está muito bonita!
- Professora, eu diria que "é o amoooor", mas não estou amando ninguém. Só se for amor-próprio! É isso, é o amor próprio!
- E esse é o único amor que deixa a gente assim.

Encontros, pactos: virtuais?

A internet vicia, é uma coisa de doido, mas também é fascinante e tem me proporcionado experiências muito legais. A elas:

- publiquei um livro, Blônicas 2, em co-autoria com 49 outras pessoas que nunca vi. O editor, Nelson Botter, cronista do Blônicas, só conheci pessoalmente no dia do lançamento, junto com outros co-autores. Todo o processo foi feito on-line, proposta, pagamento, provas, etc. Agora, Botter quer promover novo encontro entre os autores :)

- fim de semana passado participei da Sacolada NOT com Loo e Joo e mais várias outras pessoas. Loo e Joo são blogueiras que escrevem o Vende na Farmácia?, um blog muuuito legal sobre make e outras coisinhas que vendem na farmácia que foi o primeiro de muitos blogs sobre make que passei a ler, mas é que único, original e insubstituível!!! E elas são umas fofas, e as leitoras e demais pessoas que estavam no bar (leia-se: os ómi) são ótimas, me diverti pra caramba, demos muita risada, e até sobre meditação achei com quem conversar

- fiz um 'pacto de caminhada' por email: conheci o blog de Gisela Rao, Vigilantes da Auto-estima, projeto interessante, e nele ela sempre falava de seu Monstro Manco (apelido carinhoso do Simulador de caminhada de Gisela, hilário). Já fazia um tempo que eu tinha vontade de comprar um. Faltava-me coragem. Mais um inverno chegou, mais um inverno em que fiquei em casa, com frio, e não fiz exercícios. E eu sinto uma puta falta de mexer o corpo, vai ficando entrevado, ruim.
Resolvi comprar o Simulador, fui pesquisar preços, descobri que o da Polishop custa quase 400 reais a mais que os outros. Fui experimentar na loja, curti, e escrevi para Gisela e para outra blogueira que achei por acaso via Google, perguntando que marca tinham comprado e se estavam satisfeitas. Nessas, a Gisela me respondeu, e poucos emails depois propôs de nos ajudarmos a praticar nossas 'caminhadas'. Topei!!! O meu monstrenguinho ainda sem nome chegou hoje, mas eu cheguei tarde (mesmo!) em casa, depois de um dia inteiro de reuniões, então só deu pra montar e curtir a idéia dele aqui. Mas o mais legal de tudo é ter arrumado uma parceira para caminhar, uma parceira que eu nem conheço pessoalmente. E há tantas outras e outros parceiros que estão lá, no blog da Gisela, buscando cuidar de si mesmos.

Esses encontros e pactos não são virtuais: são reais, concretos, e celebrados com gente legal mesmo. Todo mundo buscando a mesma coisa: ser feliz, junto com outros. Vamos nos encontrar?

15 agosto 2009

Vícios da web

Pois é, acho que to viciada. De verdade, sem charme de falar 'sou viciada em tal coisa, não vivo sem não sei o que lá'. A gente vive sem quase tudo que gosta. Só o que se precisa mesmo é água, comida, teto, roupa e gente. O resto a gente vive sem.
Enfim, acho que tô viciada nesses blogs de make e wardrobre remix.
Foi bom enquanto durou, ando mais criativa no vestir, incorporei umas noções básicas de make, fiquei por dentro de tendencias e lançamentos, virei trend setter na Faculdade, alunas me perguntando a cor do meu esmalte (risos). Ok.
Mas, sei lá se pela falta do namorado, se pela falta de rotina (falta de trabalho garanto que não é), tenho passado horas demais, demais mesmo, olhando esses blogs, buscando não sei bem o que.
Fico muito tempo sozinha. Isso, com o perdão da palavra, me fode. Hoje por exemplo, exceto por um papo de alguns segundos com desconhecidos na mesa do almoço e por alguns minutos de contato com o ex, não vi ninguém, não falei com ninguém. E ontem, e antes de ontem, etc.
Isso tudo tem me dado um vazio. Costumava ir pro shopping estudar mas agora me encheu isso. Num guento mais ficar olhando vitrine. Ando tendo vontade de comprar um monte de coisa, e vejo que é só vontade, não é necessidade. Agora tenho conseguido me controlar e perguntar: eu preciso mesmo disso?
Nesse último mês fiquei doente e engordei. Engordei de comer mesmo, lá na casa de mami e papi era pão caseiro, bolo, arroz, feijão, tudo que não como aqui. Como eu estava doente, me permiti chutar o pau da barraca. Agora tenho 1 kg a mais pra carregar, e a barriga mais saliente.
Não vou ficar fazendo promessas públicas para não me constranger publicamente caso eu as quebre (risos). Mas andei tomando uma série de decisões de mim para mim mesma, no sentido de me cuidar, me centrar de novo, sair do 'Samsarão' (piada interna budista) e voltar pro caminho do meio. Espero conseguir cumpri-las. Em busca do meu equilíbrio e de estar em paz comigo mesma.

13 agosto 2009

Zamba Del Olvido - Jorge Drexler

Olvídame,
esta zamba te lo pide.
Te pide mi corazón
que no me olvides,
que no me olvides

Deja el recuerdo caer
como un fruto por su peso.
Yo sé bien que no hay olvido
que pueda más que tus besos.

Yo digo que el tiempo borra
la huella de una mirada,
mi zamba dice: no hay huella
que dure más en el alma.

Sensacional!!!

Dez drogas que vc não deveria usar ao dirigir! vi twitter @morfina.
Simplesmente hilário!!!

02 agosto 2009

eu, mim e eu mesma, parte 1

Não tenho parado em casa ultimamente. Depois de viajar para apresentar o trabalho em Brasília (só dois dias), depois de 13 dias de muito trabalho, tontura e uma certa tensão, no dia seguinte amanheci doente. O corpo entende, né. Ele aguenta até a hora que precisa, depois sucumbe. Assim foi. Resultado, na sexta, 17 de julho, eu já estava indo pra casa dos meus pais devidamente embarcada em um taxi que papi mandou de lá (chique no úrrrtimo). 

Passei a semana inteira mal, dormi muito, mas ainda precisava fazer um trabalho para a pós-graduação. Consegui começar a fazê-lo na quinta, 23. Meu objetivo era entregar o trabalho (já atrasado) na segunda seguinte (27). Deu certo, entreguei na terça 28 após falar com a Professora. Só ainda não sei o resultado (meda!). Voltei pra SP no domingo (dia 26) e na segunda já estava embarcando novamente pra Brasilia, contrariando ordens médicas (uau, sinto-me super aventureira, mas realmente não tive nada demais, só uma sinusite e uma suspeita não confirmada de infecção urinária), para trabalhar.

A semana em Brasília foi ótima, embora com uma ou duas noites de sono ruim devido à secura do ar. Mas mudei minha relação com a cidade - céu sempre azul, tempo sempre quente, arborizada, horizonte sempre visível. Entendi o tal negócio das super quadras, atravessei a ponte sobre o lago sul, conheci um jardim interno LINDO  de Burle Marx no terceiro andar do prédio do Ministério da Justiça, almocei com uma amiga querida, joguei sinuca com meu anfitrião, bati papo até de madrugada, fiz o tour pelo Congresso Nacional (vale a pena! é legal!) e ainda trabalhei (risos), com direito a ótimos feedbacks do Contratante; peguei montes de publicações grátis do MJ (mala voltou pesadaaaaaaaa!). Atingi meu objetivo de trabalho (fiz o planejamento que queria e entreguei) e até comprei um sapato preto melhor ainda do que queria/precisava, muuuito macio, de pelica, confortááável apesar do bico fino, a um preço difícil de achar, considerando a qualidade.

O toque final foi ganhar um pote inesperado de doce de cupuaçu que vou abrir daqui a pouco.

Esse post continua.

eu, mim e eu mesma, parte 2

Até agora parece que o título do post não diz muito, especialmente se considerarmos que nesse blog eu só falo basicamente sobre mim mesma; então, o que há de novo?

Bem, na volta de Brasília tentei controlar a minha vontade de comprar um livro no aeroporto. Não queria comprar revistas (já tinha comprado da outra vez), e sim algo leve para ler no avião, mas que não ficasse obsoleto na semana seguinte (=revista). Cheguei a botar o livro de volta na prateleira, mas resolvi comprar Comer,rezar,amar. Best seller, 'tipos' 4 milhões de livros vendidos. Logo logo deve virar filme, eu faria uma trilogia, um por ano. 

Podem chamar de livro de mulherzinha, livro de auto-ajuda, eu chamo de livro inspirador. Aliás, preciso retomar outro best seller, Mulheres que correm com os lobos, que ainda não acabei. E curiosamente minha mãe me deu esses dias um livro de presente que se chama 'como escalar montanhas de salto alto'. 

Voltando pro titulo do post, e já já faço as conexões com tudo, tenham paciência, o fato é que ultimamente tenho me focado muito em mim mesma, mas muito mesmo. Este semestre gastei bastante (ganhei melhor) com maquiagem, e agora no final do mês dei uma leve e absolutamente inadequada chutada de pau da barraca comprando sapatos e duas carteiras em Brasília (tudo 'barratinha', Renner, C&A e uma loja de sapatos em promoção -  mas juntando dá uma grana) e uma bolsa (achei hoje no novo 'xyzcenter' na av. Paulista, uma legítima chanel madeinchina, danem-se as corporações, e putz, na hora não consegui pensar nos escravos chineses ganhando centavos de dólar por hora, nem sempre consigo me lembrar), tudo exatamente como eu queria/imaginava. A chutada foi inadequada porque eu devia estar gastando MENOS, já que meu salário vai cair pela METADE, mas resolvi conscientemente não me controlar. Eu tinha desejos/necessidades específicos que consegui realizar por bons preços (pesquisei muito antes de comprar) e posso dizer que, se não comprei somente o que eu já queria/precisava faz tempo, não passei tanto assim do limite.

Para não cansar o leitor, continua.

eu, mim e eu mesma, parte 3

Bem, acho que agora é a hora de linkar as informações sobre farra de compras + viagem pra Brasília + semana doente com o título do post. 

Como disse, ando prestando muita atenção a mim mesma ultimamente. Estou definitivamente num movimento de auto-valorização que já dura meses (talvez mais de um ano), querendo estar sempre bonita e arrumada, até mesmo em casa. Outro dia, já melhorando da sinusite, eu me olhei no espelho e tava tão acabadinha que resolvi passar uma maquiagem ultra-básica (corretivo, blush e batom) pra levantar o astral. Pra ficar em casa. Sozinha. 

Esse movimento inclui usar roupas bonitas (mas não necessariamente novas, roupa mesmo praticamente não comprei recentemente, já falei sobre isso aqui), aprender a explorar o guarda-roupa, descobrir novas combinações, e valorizar os meus pontos fortes. Já houve uma época em que eu não gostava de ser assediada pela minha beleza ou charme, sei lá, ficava puta da vida. Hoje em dia, às vezes gosto e, se eu não gostar, já não ligo mais (exceto se for um assédio do tipo ruim, invasivo). Não preciso mais usar óculos de aro grosso para provar que sou inteligente. 

Isso tudo tem a ver com uma busca do feminino, que se conecta afinal com o livro que comprei, Comer, Rezar, Amar, e com os outros dois ainda por ler. Que se conecta com a minha busca por um equilíbrio. Isso tudo resulta na minha imensa vontade de fazer tudo: ser uma profissional competente, estar bonita, saber cozinhar (isso me deu um poder! agora sinto que finalmente posso ser mãe! eu posso cozinhar!!!), e exercitar o meu lado místico sem achar isso bobo ou fútil. 

É difícil e ao mesmo tempo encantador. O bom é não colocar peso nisso. De tudo isso que quero ser/fazer, a única coisa mais pesada é trabalho. O resto é puro prazer, e por isso não preciso acertar. Não tem problema eu errar no omelete, que infelizmente não ficou fofo como eu gostaria, não tem problema errar na maquiagem, é só tirar com demaquilante, não tem problema sair de vez em quando com uma combinação que não deu lá muito certo.  O importante é tentar. Isso aprendi com meu namorado, que improvisa em dança e culinária.

Esse livro, Comer Rezar Amar, me despertou tantos insights. Coisas que já estavam aqui guardadas.... Minha decisão de voltar a meditar.... de dar um tempo no 'Samsarão', como a gente chama no Budismo quando, de vez em quando, entramos naquele pique de balada toda semana, compras, comer pra caramba, sabe como é? Este semestre pra mim foi 'Samsarão' total, mas especial e principalmente por conta de trabalho. Trabalhei até o limite das minhas energias - felizmente, até agora parece que tá compensando, só falta sair a nota do último trabalho da pós. Para compensar o estresse, comi e bebi tudo que eu quis, nem sei como não engordei (nem um pouquinho!).

Agora, até considerando a falta iminente de dinheiro, preciso diminuir o ritmo (mas não muito - na verdade, vou diminuir de qualquer jeito, pois terei 4 horas a menos de atividade fixa semanal). E (pode parecer piada), preciso me concentrar (ainda mais) em mim mesma. No meu equilíbrio. No meu bem-estar. Meu corpo cobrou o preço por tanto trabalho, fiquei doente e já andava tendo tonturas frequentes desde maio. Elas deram uma trégua durante a semana de doença mas voltaram na quinta passada, em Brasília. Preciso ir ao oftalmologista, mastologista (sim, maldito historico familiar, eu faço mamografia todo ano desde os 30), ginecologista, otorrinolaringolista e depois voltar no raio do urologista que quer enfiar um tubo e olhar dentro da minha uretra (legaaaal, heim?!!). 

Quero voltar a meditar ou fazer ioga, ou os dois. Quero ter um tempo, toda semana, quem sabe até todo dia, para cuidar do meu bem-estar físico e espiritual. Não da roupa, não da maquiagem, isso já está cuidado, já está incorporado à rotina. A alimentação saudável também. Quero deixar meu corpinho são na minha mente sã. Não para os outros, mas para mim. Só para mim.

08 julho 2009

Bem vindos, colegas!!!

Aos caros e cara colegas de co-autoria de Blônicas 2, a vez dos leitores, SEJAM BEM VINDOS!!!

Prometo fazer uma visita a todos assim que tiver um tempinho; estou com um prazo de trabalho esgotando e muito o que fazer.

Adorei conhecê-los pessoalmente! Voltem sempre!!!

Beijos!

RIP

Não, não é pra falar do MJ que eu estou aqui. É pra falar de como alegrias e tristezas acontecem na vida, às vezes, ao mesmo tempo, sem avisar.

Ontem foi a delícia do lançamento do livro do Blônicas - veja post logo abaixo. Conhecer alguns dos co-autores foi ótimo, o Nelson Botter é uma simpatia e puxa, nos proporcionou essa possibilidade incrível de publicar, meus amigos queridos estavam lá.... Me fez esquecer dos problemas, me deixou leve, dei risada, bebi, uma delícia, enfim. Acordei leve e feliz, pronta para encarar os próximos dias de trabalho árduo (prazo de relatório se aproximando, reunião dia 16 em Brasília, crescer é uma delícia mas também é responsa, dá um medão).

Junto com tanta alegria, uma notícia muito, muito triste, que ainda não consegui processar, e talvez ainda leve um bom tempo (costumo ter dificuldade para processar essas notícias): a Tê, querida quase-minha-segunda-mãe, sobre quem falei especialmente aqui, e também aqui e aqui (clique em cima dos 'aqui' para acessar os posts), foi-se embora ontem, depois de muitos anos de luta contra muitas coisas. Não posso ir ao enterro, queria e precisava estar lá para viver este luto e estar com meus pais, com a família dela, com quem continuamos convivendo e nos relacionando esses anos todos. Minha mãe havia me dito que ela estava mal, que eu devia telefonar: marquei na agenda e esqueci. Achei que haveria tempo para isso quando eu fosse, daqui a uma ou duas semanas, passar uns dias por lá, fazer uma visita pessoalmente. Não deu tempo. A vida não espera a gente se organizar para acontecer.

Quero depois fazer um post especial sobre ela e colocar uma linda foto que tirei há alguns anos, logo antes de ir embora de minha cidade natal. Por enquanto, fico de luto quase escondido, esperando a hora certa em que eu permitirei que ele aconteça. 

28 junho 2009

Lançamento - Blônicas 2 - A vez dos leitores


Minha crônica está lá!!! Todos estão convidados!!! 

Goffredo

O Prof. Goffredo Telles Junior faleceu ontem. Infelizmente só agora vi a notícia na internet, senão teria passado na Faculdade para o velório.

Eu não fui aluna dele nem tinha convivência com ele. Mas uma vez, acho que em 1999 ou 2000, quando meu então namorado fazia parte de uma turma de alunos que estudava Filosofia do Direito me convidou, fui ao apartamento de Goffredo para uma conversa. Já velhinho, aposentado, ele recebia os alunos em seu apartamento, onde funcionava também seu escritório, para conversas durante a tarde. 

Goffredo escreveu um livro bonito chamado A Folha Dobrada, de memórias. Comecei a lê-lo quando namorava esse então namorado.  Uma delícia de leitura, não só para quem gosta de Direito, mas também para quem quer saber um pouco do que foi o movimento da Semana de Arte Moderna de 1922. Goffredo tinha e fez história. Filho de Goffredo Teixeira da Silva Telles, poeta da Academia Paulista de Letras, advogado, agricultor e ex-prefeito de São Paulo - responsável pela construção do Parque do Ibirapuera, e de Carolina Penteado da Silva Telles (filha de Olivia Guedes Penteado).

Olívia merece, em suas memórias, lugar de destaque. Mecenas, era em sua casa que se reuniam artistas como Tarsila do Amaral, Mario de Andrade e outros participantes da Semana de 22. Goffredo teve aulas de piano simplesmente com... Villa Lobos! 

Mas sua história não se resume à história de seus pais e avós. Ele fez história no Direito, no Largo de São Francisco, no Brasil, ao participar da Revolução Constitucionalista de 1932 e ter um papel importante na resistência à Ditadura Militar, ocasião em que já era Professor da Faculdade de Direito e escreveu a Carta aos Brasileiros.

"De acordo com sua filha, Olívia Raposo da Silva Telles, 37, o advogado "morreu de velhice, como um passarinho". É como eu gostaria de morrer.

Quem quiser saber mais sobre o Professor Goffredo pode fazer uma visita ao seu site ou então ler o livro A Folha Dobrada. Recomendo.

08 junho 2009

Nhé

Espero que seja a TPM, porque to achando hoje que tudo vai dar errado e que eu serei uma fracassada. Sem emprego, sem dinheiro e sem poder ter filhos porque não terei como sustentá-los. Já tenho 32 anos e zero estabilidade para poder criar um filho.
Tem horas que eu realmente queria muito, muito, muito mesmo ter um marido rico.
Acabei de ser novamente rebaixada para 4 horas semanais na faculdade onde dou aula (previsível, já que há uma inflação de professores da minha matéria e o professor que havia me passado as 4 aulas extras que melhoraram substancialmente o meu salário este semestre voltou do 'estrangeiro'). Previsível, mas triste.
Medo de dar tudo errado. medomedomedomedo. Onde está meu guru da auto-estima nesse momento para me dizer que tudo vai dar certo que eu sou ótima maravilhosa inteligente e capaz?
Ainda bem que, apesar de até ter gastado bem nos últimos meses (putz, e não é que gastei bastante com livros tb? só livro para trabalhar, estudar, nada para me divertir, não esquecendo também que desde fevereiro estou fazendo depósitos mensais na previdencia privada), não fiz nenhuma dívida para o segundo semestre (não tenho 'prestações' pendentes, ufa!, comprei tudo à vista ou no máximo em 3 vezes) e continuei com o meu plano de corte de custos, ou seja, adeus telefonica e speedy e assinatura caríssimos, oi NET fone sem mensalidade, oi Skype plano Brasil 400, oi TV que eu não preciso ficar segurando a antena e apertando a ponta com o dedo para assistir (TV digital - risos). A não renovação das 4 horas aulas extras me leva a concluir o resto do corte de custos com telefonia e internet que é, finalmente, cancelar o UOL, e reapertar todo o cinto de despesas novamente. Talvez minha sonhada viagem para Argentina em dezembro e janeiro (em janeiro queria estudar) vá por água abaixo. E ainda não pago meu seguro saúde e meu condomínio, porque o salário não dá.
O que eu queria mesmo era ter um superego menos filhodaputa.

23 maio 2009

Ai, não resisti

Ok, eu estava resistindo bravamente à vontade de comprar coisas (roupas) porque tinha chegado à conclusão de que eu realmente já tinha demais.
Nos últimos meses (sem contar os presentes que mami generosamente me ofertou em uma ida altamente interessante à Luigi Bertolli, durante a qual renovei meu guarda-roupas profissional com 5 peças bem escolhidas), só comprei alguns (poucos, 5, 6?) itens de maquiagem ao custo individual de, no máximo, 10 reais (alguns por 4, 5 reais). E duas echarpes na C&A, porque eu uso direto lenços e echarpes, especialmente quando começa a esfriar: estou usando pra caramba, foram boas aquisições.
Massssssssssssssss.................... semana passada teve feira da Vila Pompéia. Sempre compro roupas, bolsas e outros itens interessantíssimos lá. E faz alguns anos que fico de olho na feira só esperando a vinda de Faetusa e suas roupas lindas, únicas, femininas (mas não fofas), feitas com alma e delicadeza (a gente vê isso só de olhar pra roupa). Das duas vezes anteriores (teve um ano que perdi a feira), comprei um vestido incrível, longo, para ocasiões especiais, uma blusa, uma saia linda e uma calça gostosa. Tudo de malha, com um bom gosto na mistura de tecidos e estampas que é realmente de babar. E tudo que eu compro dela eu uso pra caramba.
Este ano eu estava frustradíssima por não poder ir: fui para o interior dar um curso sábado e domingo e ia perder a feira. Eu até pedi para Faetusa me mandar os preços de algumas roupas (veja as criações dela aqui) para que ela pudesse me trazer, mas não tive tempo de parar para selecionar. Frustração total. :(
Mas como o universo anda me ajudando (nesse caso, me ajudando a gastar por conta da grana que eu ainda vou receber pelo sacrifício - mesmo - que foi dar esse curso!!!! ahahahahahaha), cancelaram a prova que eu aplicaria na parte da tarde e pude voltar mais cedo para SP.
Lembrei-me da feira porque uma amiga que eu queria encontrar no domingo comentou que viria.... eu até já tinha me esquecido da Faetusa !
Nossa, valeu tanto a ida! Além de dois vestidos lindos (sendo um preto com renda nas costas chique, chique, tipo 'cocktail dress'), comprei uma blusa interessantíssima, tô louca pra estrear, pena que ainda não tive oportunidade (não saio mais de casa!!! só transito entre universidades, meu computador, meu carro, só estudo e trabalho!!!!!! tá osso, como diz minha amiga Ana).
E mais que isso, pude conversar com a Faetusa sobre várias coisas, o papo foi uma delícia, e com a Pri, que faz acessórios (pirei nos colares, levei um lindo que usei esses dias na faculdade e várias alunas perguntaram e pediram pra olhar, ficou ótimo com uma blusa preta e aquela calça verde que eu comprei por R$10,00 no brechó) e estuda psicologia e vários temas que me interessam, relacionados com criança e adolescente.
Valeu a grana gasta e eu mereço cada pedacinho de tecido porque esse ano "eu tô ralando paracaralho!!!!" E tenho dito (mas minha resolução de não comprar mais roupas continua ahahahahahaha).

24 abril 2009

Triste, mas verdadeiro

Essa lista circula há um certo tempo na internet. Acho machista pra caramba, mas sempre acabo dando risada. Toda piada é politicamente incorreta, não? Só rindo pra não chorar mesmo, porque infelizmente, essa lista reflete bem a nossa sociedade brasileira machista.

Cão: o melhor amigo do homem.
Cadela: puta.

Aventureiro: Ousado, valente.
Aventureira: Puta.

Ambicioso: visionário, enérgico, com metas.
Ambiciosa: puta.

Vagabundo: homem que possui grande quantidade de tempo livre.
Vagabunda: puta.

Um qualquer: fulano, beltrano, ciclano.
Uma qualquer: puta.

Touro: forte, valente.
Vaca: puta.

Biscateiro: Trabalhador sem emprego fixo.
Biscateira: Puta.

Homem público: personagem proeminente ou funcionário público.
Mulher pública: puta.

Homem da vida: de grande experiência.
Mulher da vida: puta.

O Xuxa: medalhista olímpico de natação.
A Xuxa: puta.

Lula, FHC e Bush: políticos .
As mães deles: putas.

Ele: filho da puta.
Mãe dele: Puta.

Puto: garoto português ou homem com raiva, irritado.
Puta: puta.

28 março 2009

Sobre a Daslu

Acho que prisão resolve muito pouca coisa. Procuro evitar o sentimento revanchista de esquerda que busca criminalizar os poderosos para se vingar da criminalização dos pobres. Portanto, e também por conhecer algumas obras de psicossociologia criminal, como Estigma e Asylums, de Goffman, acho que, mesmo que a dona da Daslu ficasse mesmo presa, jamais seria socialmente considerada, de fato, como criminosa: o estigma simplesmente não a atinge, seja porque os seus pares e toda a sociedade não o aceita, seja porque ela mesma também não introjeta o rótulo de criminosa.
O que não significa que eu não ache que sonegação fiscal, e não só no caso dela, mas no caso de todos os sonegadores, não mereça punições pesadas. E acho que o melhor jeito de punir esse tipo de delito é simplesmente mexendo onde mais dói para essas pessoas (aliás, para todas as pessoas, não?): no bolso. Multas pesadas, além de pagar o dinheiro sonegado em dobro. Que tal, em vez de prisão, uma multa pesada? E se a empresária ficasse sem grana para pagar a empregada doméstica ou a escova 2 x semana no W... Ou se o grande empresário precisasse almoçar no quilão porque o Fasano ou o DOM não cabem mais no seu bolso?
E que ninguém me diga que eu sou partidária do direito penal mínimo para os ricos e para os pobres não. Acho que grande parte dos delitos de massa poderia receber penas diferentes da prisão e outras alternativas despenalizadoras, reservando-a para os casos realmente graves e complicados. Acho que, assim como o sonegador fiscal tem extinta a punibilidade quando paga ou parcela o tributo devido antes da denúncia, o furtador, só pra começar, também deveria ter extinta a punibilidade quando devolvesse o objeto do furto ou reparasse o dano antes da denúncia.
Hoje em dia, como o furto tem pena máxima de 04 anos, não entra na lei 9099/95 e portanto o acusado não pode conciliar antes da denúncia. Ou seja, a conduta é parecida: um furta fisicamente, o outro sonega imposto ('furta' dos cofres publicos). Mas o sonegador, tipicamente de classe média para cima, tem benesses legais, e o furtador, que quase sempre é um pobre coitado, tem que cumprir pena.
Muito justo...

24 março 2009

Eu finalmente entendi...

porque é que precisa colocar o raio da poltrona do avião na posição vertical:
Esses dias eu peguei um avião da companhia aérea Trip, de Londrina para Campo Grande, caindo aos pedaços.
Quando o avião foi decolar, percebi que a minha poltrona não ficava na posição vertical. Tentei várias vezes e nada.
O avião decolou e depois pousou, e nada da poltrona sair do lugar. Não foi nada bom. Quando o avião acelerava, a poltrona baixava ainda mais. Achei bem desconfortável, mas não achei que teria nenhuma consequência.
No dia seguinte, pela manhã, acordei com uma dor no pescoço esquisita. Atribuí a dor ao travesseiro do hotel e à cama esquisita , que estava forte e me acompanhou o dia todo.
No dia seguinte ao seguinte, a dor continuou. Achei muito estranho, fiquei analisando, analisando, pensando, pensando, tomei um dorflex durante o dia, outro para dormir à noite, e só no terceiro dia a ficha caiu: foi a droga da poltrona do avião velho.
Por isso, quem nunca entendeu por que que precisa subir o encosto da poltrona, porque afinal a inclinação é super pouquinha, saiba que vc pode ter uma puta dor no pescoço de brinde se não obedecer às normas de segurança.