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14 novembro 2009

5ª Sinfonia de Mahler - Adagietto

Já postei antes sobre isso aqui.
E posto de novo porque gosto demais desse trecho da sinfonia. Não conheço inteira, amanhã pretendo me comprar de presente um CD, porque quero tê-la em casa para poder ouvir bem alto e me emocionar ainda mais.
Esses dias, na novela, na cena da dança que a Ana Botafogo dança antes do desfile em Petra, foi essa a música que tocou. Com canto, que eu não conhecia. Só conhecia a versão instrumental, que toca no Morte em Veneza e que faz a gente morrer de tristeza junto com o protagonista cada vez que ela começa. Poucos filmes me fizeram chorar tanto, e nessa obra magistral do Visconti a música é co-protagosnista.
Daí que sempre que ouço quero ouvir de novo e de novo, porque é realmente lindo.
Ouço pouca música, e acho que é porque eu não consigo ouvir música 'de fundo': preciso estar presente na música; preciso viver a experiência e, de fato, OUVIR e VIVER a música. E quando ouço obras como essa e de outros grandes mestres, como Villa Lobos, Bach, eu me emociono tanto e aí me lembro de como gosto de verdade de música.
Aqui tem o Adagietto pra quem quiser se emocionar. Pena que a qualidade do som tá muito ruim. Emocionem-se.

11 novembro 2009

Racismo na porta do banco - via twitter

Foda. Um branco e um negro tentam entrar numa agência bancária com a mesma bolsa.


vi no @tdbem (via @gabibianco)

07 novembro 2009

Uniban e o linchamento moral: a culpa é da vítima

peguei daqui http://blog.estadao.com.br/blog/guterman/

por Marcos Guterman, Seção: Zeitgeist 17:43:17.

Em anúncio publicado nos jornais deste domingo e que já circulam neste sábado, a Uniban informou que expulsou a aluna Geisy Arruda, aquela moça que apareceu na universidade com um vestido curto e sofreuassédio coletivo de centenas de estudantes. Diz o texto que a moça adotou uma “postura incompatível com o ambiente da universidade” e que ela provocou os colegas ao fazer “um percurso maior que o habitual”, desfilando todo o seu “desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade”.

Caberia um tratado sociológico para essa peça, mas fiquemos somente com Elias Canetti, a propósito do linchamento. Em “Massa e Poder”, Canetti explica como a sensação de impunidade garantida é fator essencial para o sucesso dessa violência cometida pelo que ele chama de “massa de acossamento”: “Uma razão importante para o rápido crescimento da massa de acossamento é a ausência de perigo na empreitada. Esta não oferece perigo nenhum, pois a superioridade da massa é enorme. A vítima nada lhe pode fazer. (...) O assassinato permitido substitui todos aqueles aos quais se tem de renunciar, aqueles que, uma vez cometidos, ter-se-ia de temer a imputação de pesadas penas. Um tal assassinato – permitido, recomendado, sem perigo algum e partilhado com muitos outros – afigura-se irresistível à grande maioria da humanidade”.

Assim, como diz Canetti, todos os que participaram do linchamento moral da estudante sabiam que não seriam punidos e agiram à vontade em razão disso. A Uniban não só deixou de tomar alguma atitude em relação à massa, como também inverteu todos os sinais morais e juntou-se aos agressores, dizendo que eles estavam “defendendo o ambiente escolar”. Para terminar, como se tudo isso não bastasse, resolveu responsabilizar a vítima. Completou-se, assim, o linchamento.

UniTaleBan - a coluna do Contardo

(Contardo, vc é tudo, bjmeliga)

CONTARDO CALLIGARIS

A turba da Uniban
NA SEMANA passada, em São Bernardo, uma estudante de primeiro ano do curso noturno de turismo da Uniban (Universidade Bandeirante de São Paulo) foi para a faculdade pronta para encontrar seu namorado depois das aulas: estava de minivestido rosa, saltos altos, maquiagem -uniforme de balada.
O resultado foi que 700 alunos da Uniban saíram das salas de aula e se aglomeraram numa turba: xingaram, tocaram, fotografaram e filmaram a moça. Com seus celulares ligados na mão, como tochas levantadas, eles pareciam uma ralé do século 16 querendo tocar fogo numa perigosa bruxa.
A história acabou com a jovem estudante trancada na sala de sua turma, com a multidão pressionando, por porta e janelas, pedindo explicitamente que ela fosse entregue para ser estuprada. Alguns colegas, funcionários e professores conseguiram proteger a moça até a chegada da PM, que a tirou da escola sob escolta, mas não pôde evitar que sua saída fosse acompanhada pelo coro dos boçais escandindo: "Pu-ta, pu-ta, pu-ta".
Entre esses boçais, houve aqueles que explicaram o acontecido como um "justo" protesto contra a "inadequação" da roupa da colega. Difícil levá-los a sério, visto que uma boa metade deles saiu das salas de aula com seu chapéu cravado na cabeça.
Então, o que aconteceu? Para responder, demos uma volta pelos estádios de futebol ou pelas salas de estar das famílias na hora da transmissão de um jogo. Pois bem, nos estádios ou nas salas, todos (maiores ou menores) vocalizam sua opinião dos jogadores e da torcida do time adversário (assim como do árbitro, claro, sempre "vendido") de duas maneiras fundamentais: "veados" e "filhos da puta".
Esses insultos são invariavelmente escolhidos por serem, na opinião de ambas as torcidas, os que mais podem ferir os adversários. E o método da escolha é simples: a gente sempre acha que o pior insulto é o que mais nos ofenderia. Ou seja, "veados" e "filhos da puta" são os insultos que todos lançam porque são os que ninguém quer ouvir.
Cuidado: "veado", nesse caso, não significa genericamente homossexual. Tanto assim que os ditos "veados", por exemplo, são encorajados vivamente a pegar no sexo de quem os insulta ou a ficar de quatro para que possam ser "usados" por seus ofensores. "Veado", nesse insulto, está mais para "bichinha", "mulherzinha" ou, simplesmente, "mulher".
Quanto a "filho da puta", é óbvio que ninguém acredita que todas as mães da torcida adversa sejam profissionais do sexo. "Puta", nesse caso (assim como no coro da Uniban), significa mulher licenciosa, mulher que poderia (pasme!) gostar de sexo.
Os membros das torcidas e os 700 da Uniban descobrem assim um terreno comum: é o ódio do feminino -não das mulheres como gênero, mas do feminino, ou seja, da ideia de que as mulheres tenham ou possam ter um desejo próprio.
O estupro é, para essas turbas, o grande remédio: punitivo e corretivo. Como assim? Simples: uma mulher se aventura a desejar? Ela tem a impudência de "querer"? Pois vamos lhe lembrar que sexo, para ela, deve permanecer um sofrimento imposto, uma violência sofrida -nunca uma iniciativa ou um prazer.
A violência e o desprezo aplicados coletivamente pelo grupo só servem para esconder a insuficiência de cada um, se ele tivesse que responder ao desejo e às expectativas de uma parceira, em vez de lhe impor uma transa forçada.
Espero que o Ministério Público persiga os membros da turba da Uniban que incitaram ao estupro. Espero que a jovem estudante encontre um advogado que a ajude a exigir da própria Uniban (incapaz de garantir a segurança de seus alunos) todos os danos morais aos quais ela tem direito. E espero que, com isso, a Uniban se interrogue com urgência sobre como agir contra a ignorância e a vulnerabilidade aos piores efeitos grupais de 700 de seus estudantes. Uma sugestão, só para começar: que tal uma sessão de "Zorba, o Grego", com redação obrigatória no fim?
Agora, devo umas desculpas a todas as mulheres que militam ou militaram no feminismo. Ainda recentemente, pensei (e disse, numa entrevista) que, ao meu ver, o feminismo tinha chegado ao fim de sua tarefa histórica. Em particular, eu acreditava que, depois de 40 anos de luta feminista, ao menos um objetivo tivesse sido atingido: o reconhecimento pelos homens de que as mulheres (também) desejam. Pois é, os fatos provam que eu estava errado.

ccalligari@uol.com.br

Folha de S. Paulo, Ilustrada, São Paulo, quinta-feira, 05 de novembro de 2009
[http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0511200929.htm]

Uniban expulsa a aluna da mini-saia

Até agora não postei nada sobre isso porque estava na correria e depois fiquei doente (nada não, só uma pneumoniazinha light para movimentar um pouco os meus dias). Mas acabo de saber, via twitter, que:

"Uniban decide expulsar aluna hostilizada por usar vestido curto

da Folha Online
A Uniban publicou anúncio em jornais de São Paulo deste domingo (8) em que afirma ter decidido expulsar a aluna Geisy Arruda, 20, hostilizada por colegas no dia 22 de outubro.

A estudante foi xingada nos corredores da universidade, em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), por usar um microvestido rosa.

O tumulto foi filmado e os vídeos acabaram na internet. Geisy parou de frequentar as aulas --ela está no primeiro ano do curso de Turismo.

A estudante foi xingada nos corredores da universidade, em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), por usar um microvestido rosa. O tumulto foi filmado e os vídeos acabaram na internet. Geisy parou de frequentar as aulas --ela está no primeiro ano do curso de Turismo.

No anúncio, intitulado "A educação se faz com atitude e não com complacência", a universidade afirma que a sindicância aberta para apurar o acontecimento concluiu que houve "flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade" por parte da aluna.

Segundo a nota, foram colhidos depoimentos de alunos, professores e funcionários, além da própria Geisy, para embasar a sindicância.

As imagens gravadas no dia e divulgadas na internet também foram analisadas, e os alunos identificados foram suspensos temporariamente das atividades acadêmicas."

Não dá pra acreditar. Geyse é a Geni. Muita gente mais qualificada que eu escreveu a respeito. vou linkar aqui depois dois textos ótimos que saíram na Folha, um do Calligaris e um outro que não lembro o nome, no primeiro caderno.

22 outubro 2009

Libertei um livro selvagem

Esta semana libertei um livro na estação Alto do Ipiranga.
Eu até me inscrevi no Bookcrossing (veja o link lá embaixo da barra lateral), site no qual vc pode registrar os livros que libertou e no qual a pessoa que encontrou se loga, informa onde o livro está e depois avisa onde o libertou (e assim por diante).
Mas fiquei com muita preguiça de fazer todo o procedimento e resolvi fazer a coisa assim mais selvagem, sem controle. Confiando que ele seguirá seu rumo.
Na verdade sou meio apegada a meus livros. Esse foi o primeiro que tive coragem de libertar porque o comprei baratinho numa espécie de 'sebo' que tem lá na Sala dos Professores da Faculdade - uma moça deixa livros para vc pegar e em troca doar 5 reais para uma instituição de caridade.
Era um livro da Danuza Leão, "Quase Tudo", sua autobiografia. A Danuza nasceu em 33, sabiam?
Leiturinha fácil, agradável, cheia de fatos pitorescos e outros nem tanto. Fotos bonitas. Achei que seria bom ler e desapegar. Assim o fiz. Libertei o livrinho para o mundo, num trem do metrô da linha verde, com um recado escrito à mão. Saí do trem com um sorrisinho de satisfação nos lábios. Ai, meu ego.

19 setembro 2009

Post emprestado - Ensinando a roubar livros

este post veio daqui: Milton Ribeiro:Um blog d’O Pensador Selvagem

Em minha opinião, o roubo de livros é uma atividade adolescente ou universitária. Um ladrão de livros de mais de 24 anos é um sujeito digno de lástima, a não ser que não tenha absolutamente dinheiro para obtê-los. O amor aos livros justifica o erro e esta atividade deve ser coibida pelo livreiro com compreensão, até com carinho por seu futuro cliente. Roubei muitos livros na época em que tinha entre 15 e 23 anos. Muitos mesmo. Quando chegava em casa, escrevia meu nome e a data, acompanhado da misteriosa inscrição “Ad.”, de adquirido. Nunca me pegaram. Comecemos pela ética da coisa e depois vamos às instruções.

Nunca roubarás as pequenas livrarias. Pois as pequenas livrarias foram feitas para conversar e não combinam com atitudes detetivescas. Também não se rouba onde é fácil demais e onde o livreiro atende o cliente pessoalmente. Além do mais, roubar uma pequena livraria é cololaborar com a proliferação das megalivrarias, estabelecimentos sem personalidade, de atendimento impessoal. Não se roubam livreiros que sobrevivem com dificuldades.

Nunca olharás em torno. O fundamental a quem pretenda atuar nesta área é manter o ar casual. É como colar numa prova. Se, durante uma prova, você abre sua bolsa para pegar um lápis, você não olha para o professor. Se você for colar, aja com a mesma naturalidade. Não olhe para os lados, não observe onde o professor está — evite, é claro, fazê-lo com ele a seu lado –, pois se você comportar-se como um periscópio de submarino, o inimigo irá observá-lo. Um bom método de observação é olhar as mulheres da loja. Afinal, a gente nunca cansa delas e, com a visão periférica, você nota se há alguém da loja incomodando. Se você for mulher, multiplique as duas frases anteriores por (-1).

Nunca venderão livros onde vendem mondongo. Na minha época, a vítima principal de meus roubos era o Supermercado Zaffari da Av. Ipiranga. Vender livros em Supermercados… Vender livros ao lado de de azeitonas, bifes de fígado, mondongo e alvejante é algo que desmerece a literatura e, se nossas leis fossem inteligentes, tal absurdo seria proibido. No Zaffari, o roubo era simples, mas envolvia alguns gastos. Eu pegava o livro na estante e me dirigia com ele à lancheria. Levava o livro como quem não quer nada, como se fosse seu dono. Lá, sentava-me e pedia qualquer porcaria, de preferência gordurosa. Enquanto esperava, pegava minha caneta e iniciava a leitura. Quando passava por uma parte boa ou ruim, sublinhava-as; se houvesse algo engraçado, desenhava uma carinha rindo; se triste, uma cara triste. Na última página, escrevia um número de telefone, como se ontem eu estivesse em casa com meu livro sem um papel para anotar e tivesse anotado na última página da coisa mais à mão, meu livro. Outra coisa importante é fazia era girar a capa até a contracapa, segurando o livro com firmeza, de forma a marcar a lombada. Fazia isso em vários pontos até a metada do volume. Sim, exato, você o deixará usado! Depois, é só sair do Supermercado com o livro na mão, naturalmente, à vista de todos.

Nunca terás pressa. Havia outras livrarias que colaboraram para meu acervo da época. Nelas, o método era outro. Sabemos que um bom leitor, utiliza seus livros como objetos transicionais; ou seja, ele leva seus livros aonde vai, da mesma forma que uma criança leva seu bichinho, travesseirinho de estimação e se sente mal se ele não está próximo. Então, entrava na livraria sem pressa e pegava um livro. Caminhava lentamente mais ou menos 1 Km dentro do salão. Se alguém o estivesse observando, certamente cansaria. Lá pelo meio da jornada, colocava o livro a ser surrupiado junto do livro-objeto-transicional. Caminhava mais 1 Km dentro da livraria. Chegava a cansar de ser dono daquele livro. Saía calmamente. Ficava um bom tempo na porta da livraria examinando os lançamentos, parava na frente da vitrine, demonstrava segurança, espezinhava o medo. Depois disso, podia ir para casa.

Nunca roube, a não ser que sejas estudante ou estejas desempregado. Roubo de livros não combina com salário e cleptomania. O roubo de livros deve nascer de uma necessidade absoluta, de um imperativo interno.

Nunca deixarás de examinar todas as variáveis à luz da ciência, nos dias atuais. É óbvio que atualmente, apenas quatro livrarias merecem ser roubadas: FNAC, Cultura, Siciliano e Saraiva. O resto são locais que não devem (ver Ética) ser atacados. Como já disse, não estou mais em idade de cometer tais pequenos crimes. Portanto, desconheço o método correto e apenas posso sugerir coisas. A FNAC de Porto Alegre é tão ruim que é complicado desejar alguma coisa de lá. Na Saraiva, fui poucas vezes. Conheço mais a Cultura e a Siciliano. Ora, qualquer criança sabe que o problema está naquele coisa magnetizada ou com chip que acompanha o livro. Aquilo tem de ser anulado ou retirado. Acabo de fazer um teste no livro da Carol Bensimon que recém comprei. Olha, desisti de tentar descolar, destruiria a capa. Estará a juventude de hoje destinada a pagar por todos os seus livros? E depois falem em incentivo à leitura! Olha, talvez não seja necessário pagar sempre. Há que anular o troço. Duvido que, se você colocar o objeto de desejo dentro de uma bolsa, entre papéis ou de alguma forma tapado, acordará o alarme no momento da saída. Porém, o risco é imensamente maior e nem imagino o que os homens da segurança farão com você. Outro jeito é usar a ciência e desmagnetizar a coisa. Leve ímãs, leia a respeito, pesquise. Com sofás e poltronas por toda a livraria, você pode avaliar com tranquilidade os riscos e a forma mais adequada de ler o próximo Thomas Pynchon, por exemplo. Todos nós já vimos como o caixa realiza a mágica de desmagnetizar; ele apenas adeja algo semelhante a um limpador de discos de vinil sobre a contracapa do livro. Tem um ímã ali, não? Mas concordo, é uma merda, haverá menos romantismo e mais aventura.

Nunca roubarás pockets. Sabemos que o preço do livro no Brasil é escandaloso. Para solucionar o problema, a L & PM começou a comercializar pocket books. Outras a imitaram. É uma coisa boa. Não, meu amigo, roubar esses bons livrinhos de menos de R$ 15,00 é pecado e, se você o fizer, merecerá o patíbulo.

Nunca negarás o empréstimo de livros. Um dos lugares-comuns mais ridículos que as pessoas dizem é “Não empresto meus livros”; verdadeiro clichê de quem não gosta e não confia nos amigos. Estes merecem o açoite. Imaginem que já emprestei até meu Doutor Fausto! Um livro lido e posto numa estante até o fim de seus dias é um livro que agoniza por anos. Comprar e nunca ler é fazer do livro um natimorto. Mas o pior são os do outro lado: aqueles que efetivamente não devolvem os livros tomados por empréstimo, justificando a atitude paranóica do primeiro. Estes merecem igualmente o patíbulo.

08 setembro 2009

Sobre julgamentos - um post de saco cheio

Esses dias encontrei um amigo que adora me julgar. Sinceramente, acho isso um saco. Não sou perfeita, mas prefiro não julgar meus amigos; ao invés, procuro entendê-los.
Só porque eu contei a ele que assisto novela comentando no twitter, isso foi o suficiente para que eu caísse uns 250 pontos no conceito dele. Não basta a gente ser intelectual, não basta ter mestrado e fazer doutorado na mesma universidade que ele (aliás, fomos colegas de turma), não basta, também não posso me permitir nenhuma diversão pagã. Ah, ele pode beber todo dia, se quiser, mas eu não posso ser fútil. Ele pode assistir futebol, mas eu só posso assistir novela, porque comentar no twitter, ah, isso já é demais. E os blogs de make-up que eu leio então? Ele ficaria horrorizado. Isso também já é demais.

Ele também frequentemente me julga pelo meu comportamento na área de relacionamentos, sexo, etc. Em primeiro lugar, ele me julga baseado em parâmetros totalmente machistas: não julga do mesmo modo outros homens que não têm comportamento exemplar - ah, mas claro, homem pode!!!!! Em segundo lugar, ele me julga com base em comportamentos que eu já tive e que não tenho mais, mostrando que não se interessa em saber de mim, porque sequer sabe QUEM SOU EU (hoje). By the way, meu comportamento sexual e em relacionamentos não lhe diz respeito; não obstante, ele continua me julgando. E SE eu voltasse a me comportar como antes, o que é que ele tem a ver com isso? Ele deveria querer saber se eu estou bem, e não se eu dou/dei/darei, pra quem e quando!!!
Uma vez liguei pra esse amigo (começo a me perguntar o que significa esta palavra) chorando desesperada logo após um término devastador de namoro, e não me lembro bem o que falei, não lembro se pedi pra conversar, pra vê-lo, para ir até a casa dele: ele achou que eu queria ir DAR pra ele na casa dele sendo que ele namora simplesmente uma das minhas melhores amigas.

Recentemente também fiquei sabendo de uma pessoa que julgou um outro amigo e ao invés de se colocar no lugar dele e perguntar como ele estava se sentindo, se colocou do lado da outra pessoa envolvida na situação, criticando o comportamento do meu amigo e julgando-o por isso. nada a ver...

Não que eu não tenha ressalvas a comportamentos de meus amigos, e não que eu não tenha comportamentos que possam ser objeto de ressalva. Mas busco, mais do que julgá-los (eu tento não fazer isso), entender, me colocar no lugar do amigo, eventualmente me colocar no lugar do outro envolvido, e tento ajudar o meu amigo a estar bem, a se ajudar. Porque pra mim o que importa é que as pessoas estejam felizes e que vc esteja lá para seus amigos quando eles precisam de você. Senão, pra que que servem os amigos, pô?!!! Pra ficar dando liçao de moral nos outros??? Tô fora.

Quer saber? Me encheu, finalmente, o saco.

04 setembro 2009

Galinhas e ovinhos felizes

Eu sempre digo que como ovos felizes, já até me sugeriram desenhar carinhas neles (um dia faço isso!).
Já faz um tempo que comecei a comprar cestas de orgânicos na Caminhos da Roça e realmente vale muito a pena. Eu não tenho saco pra ir na feira do Parque da Água Branca e no supermercado eles são bem mais caros! E uma cesta pra mim dura 3 semanas. Acabo pedindo mais ou menos uma vez por mês.
Olha, o abacate é muuuuuuito melhor que o da feira, os vegetais duram muito na geladeira e mesmo murchos ainda dá pra aproveitar fazendo sopas e cremes.
Recomendo fortemente.
E hoje recebi um informativo sobre as galinhas felizes que produzem os ovos felizes que coloco no meu omelete com espinafre, escarola ou couve. EU queria colar aqui mas não dá, veio como imagem e fica muito pequenininho pra ver aqui.
Então deixo um link (mas o texto é de 2007) contando um pouco sobre as galinhas felizes. Quem quiser ler clica aqui.

28 agosto 2009

Se vc ainda não entendeu o que é o Twitter, leia isso:

via @zerotoledo, publicado no blog TOLEDOL, o blog sobre RAC

O poder supremo do Twitter. Será?

"A repórter Vera Magalhães (@veramagalhaes), da Folha de S.Paulo, fazia a cobertura ao vivo, pelo Twitter, do julgamento do ex-ministro Antonio Palocci no Supremo Tribunal Federal. Notebook nas mãos e muitas notícias na cabeça, disparava posts em tempo real sobre as observações dos ministros e a linha de defesa dos advogados, alinhavando o juridiquês das fontes com a descrição das cenas que via no plenário.

A cobertura ia muito bem, mais de 100 notas publicadas, referendadas e retuitadas ao ponto de o alcance dos posts ser 15 vezes maior do que o número de seguidores da jornalista. É que seus seguidores retransmitiam os posts que mais gostavam para seus próprios seguidores, e assim indefinidamente, multiplicando o raio de influência da autora original -numa proporção muito além do que Vera poderia imaginar. Em breve ela teria uma noção mais acurada do alcance real de suas notas.

A certo ponto da cobertura, a jornalista postou: “Acaba de sentar um mala do meu lado. Agora tenho de digitar com o laptop no colo”. E tocou o barco da cobertura. Três horas e vinte e dois minutos depois, Vera interrompeu a sequência de notas sobre o julgamento para publicar, com charme, uma nota que poderia ser chamada de meta-cobertura: “Saia-justa na cobertura online. Desculpa aí @LCSchama RT @LCSchama: @veramagalhaes Desculpe te atrapalhar. Ass.: o mala ao lado.”

Tradução: o advogado Caio Leonardo Bessa Rodrigues, supostamente sentado ao lado de Vera, havia tomado conhecimento da nota sobre si e respondera, elegantemente, pelo mesmo canal, o Twitter: “@veramagalhaes Desculpe te atrapalhar. Ass.: o mala ao lado.”

Tudo muito bonito, não fosse um trote. Na verdade, @LCSchama não estava no STF. Apenas passou-se pelo “mala ao lado”. Vera explica porque acreditou que @LCSchama era ele: “Eu só vi o pedido de desculpas pelo www.search.twitter.com horas depois. O mala real já tinha ido. Tudo combinava!!!”

A confusão jurídico-cibernética não terminou aí. Este que vos escreve publicou um post neste blog contando o episódio. Replicada pelo próprio Twitter, a nota virou epidemia: em menos de duas horas houve dezenas e dezenas de retuitadas e o número de acessos a este post foi multiplicado por 10. Todos acreditamos que tínhamos vivenciado uma história edificante sobre o poder viral do Twitter blablablá.

Até que, horas depois, veio a revelação da farsa, em uma mensagem do @LCSchama dirigida a @veramagalhaes: “Não estive no STF, só segui seus tweets (…). Incorporar o mala foi irresistível, mas irreal”.

“Gente, me sinto personagem de uma trama hitchcockiana. Alguém tem de avisar o @zerotoledo para fazer o epílogo com a confissão do @LCSchama”, escreveu Vera no Twitter às 22h39. Eis aqui o epílogo: não checou, dançou. Foi o meu caso."

Entendeu agora um pouquinho do poder do Twitter??

Eu, Marcuse, Bahuan e o sexo

"DE: Boneca de Pano
PARA: Cabeção

não vou poder almoçar com vc amanhã
:(
imprevistos, dpois te conto
bjs
Mi"
----------------------------------------
"DE: Cabeção
PARA: Boneca de pano

Ahhh :(
Que peninha...
Mas tá tudo bem?
Bjs"
------------------------------------------
"DE: Boneca de Pano
PARA: Cabeção

me ligaram hj às 15h pra dizer que tenho que parir um Manual apresentável em menos de 24 h
depois te conto (...).
estou terminando um texto do Marcuse pra amanhã :) (ADORANDOOOOOOOOOO, putz, to feliz com minha escolha)
e depois vou varar a madruga trabalhando. - vendida pra sociedade tecnológica para satisfação de minhas necessidades inventadas. E sexo que é bom, que isso sim é necessidade vital, NADA. sublimo tudo lendo teoria crítica. :P
falamos
bjs"

Ah, Bahuan é o novo apelido do meu gracioso moonwalker, meu simulador de caminhada. É que ele é tão expressivo quanto Mário Garcia, sabe?. E é moreno e grande e forte e eu subo em cima dele 3 ou 4 vezes por semana. Praticamente um homem objeto.

26 agosto 2009

resolvi postar hoje só pra contar que:
- estou fazendo regularmente caminhadas em "gravidade zero" no meu simulador;
- estou decidida a emagrecer 3 kg (ontem me pesei na balança Gama Italy da casa da vovó quase sem roupas e antes do almoço - táticas para fazer bonito na balança e voltei aos 60kg!);
- consegui finalmente por em prática a última etapa do meu plano de redução de custos e cancelei o UOL, R$24,90 a menos de gastos mensais;
- em breve eu terei chuveiro aquecido a gás!!!!! eu ADORO banho, tomo em geral dois por dia (isso é a única coisa que ainda não consegui fazer em nome da natureza e das futuras gerações: abrir mão do meu banho diário quentinho...), tomo pra acordar, pra relaxar antes de dormir, pra pensar, pra me limpar, pra me perfumar, para me preparar para o amor, etc etc. Ave, Comgás!
- ainda não consegui diminuir o vício blogs + twitter e isso está me atrapalhando a vida.
E agora vou desligar que a bateria do note acabou. só assim mesmo pra eu sair dessa bagaça.

16 agosto 2009

Eu me aamo, eu me aamo, não posso maaaais viver sem miim

Ontem, na Assembléia da ONG:
- Você está muito bonita!
- Obrigada, Professora. É maquiagem! (oi, que tal aprender a aceitar um elogio?)
- Ah, não, isso não é SÓ maquiagem!

No final da Assembléia:
- Falei pra Emilia que ela está muito bonita!
- Professora, eu diria que "é o amoooor", mas não estou amando ninguém. Só se for amor-próprio! É isso, é o amor próprio!
- E esse é o único amor que deixa a gente assim.

Encontros, pactos: virtuais?

A internet vicia, é uma coisa de doido, mas também é fascinante e tem me proporcionado experiências muito legais. A elas:

- publiquei um livro, Blônicas 2, em co-autoria com 49 outras pessoas que nunca vi. O editor, Nelson Botter, cronista do Blônicas, só conheci pessoalmente no dia do lançamento, junto com outros co-autores. Todo o processo foi feito on-line, proposta, pagamento, provas, etc. Agora, Botter quer promover novo encontro entre os autores :)

- fim de semana passado participei da Sacolada NOT com Loo e Joo e mais várias outras pessoas. Loo e Joo são blogueiras que escrevem o Vende na Farmácia?, um blog muuuito legal sobre make e outras coisinhas que vendem na farmácia que foi o primeiro de muitos blogs sobre make que passei a ler, mas é que único, original e insubstituível!!! E elas são umas fofas, e as leitoras e demais pessoas que estavam no bar (leia-se: os ómi) são ótimas, me diverti pra caramba, demos muita risada, e até sobre meditação achei com quem conversar

- fiz um 'pacto de caminhada' por email: conheci o blog de Gisela Rao, Vigilantes da Auto-estima, projeto interessante, e nele ela sempre falava de seu Monstro Manco (apelido carinhoso do Simulador de caminhada de Gisela, hilário). Já fazia um tempo que eu tinha vontade de comprar um. Faltava-me coragem. Mais um inverno chegou, mais um inverno em que fiquei em casa, com frio, e não fiz exercícios. E eu sinto uma puta falta de mexer o corpo, vai ficando entrevado, ruim.
Resolvi comprar o Simulador, fui pesquisar preços, descobri que o da Polishop custa quase 400 reais a mais que os outros. Fui experimentar na loja, curti, e escrevi para Gisela e para outra blogueira que achei por acaso via Google, perguntando que marca tinham comprado e se estavam satisfeitas. Nessas, a Gisela me respondeu, e poucos emails depois propôs de nos ajudarmos a praticar nossas 'caminhadas'. Topei!!! O meu monstrenguinho ainda sem nome chegou hoje, mas eu cheguei tarde (mesmo!) em casa, depois de um dia inteiro de reuniões, então só deu pra montar e curtir a idéia dele aqui. Mas o mais legal de tudo é ter arrumado uma parceira para caminhar, uma parceira que eu nem conheço pessoalmente. E há tantas outras e outros parceiros que estão lá, no blog da Gisela, buscando cuidar de si mesmos.

Esses encontros e pactos não são virtuais: são reais, concretos, e celebrados com gente legal mesmo. Todo mundo buscando a mesma coisa: ser feliz, junto com outros. Vamos nos encontrar?

15 agosto 2009

Vícios da web

Pois é, acho que to viciada. De verdade, sem charme de falar 'sou viciada em tal coisa, não vivo sem não sei o que lá'. A gente vive sem quase tudo que gosta. Só o que se precisa mesmo é água, comida, teto, roupa e gente. O resto a gente vive sem.
Enfim, acho que tô viciada nesses blogs de make e wardrobre remix.
Foi bom enquanto durou, ando mais criativa no vestir, incorporei umas noções básicas de make, fiquei por dentro de tendencias e lançamentos, virei trend setter na Faculdade, alunas me perguntando a cor do meu esmalte (risos). Ok.
Mas, sei lá se pela falta do namorado, se pela falta de rotina (falta de trabalho garanto que não é), tenho passado horas demais, demais mesmo, olhando esses blogs, buscando não sei bem o que.
Fico muito tempo sozinha. Isso, com o perdão da palavra, me fode. Hoje por exemplo, exceto por um papo de alguns segundos com desconhecidos na mesa do almoço e por alguns minutos de contato com o ex, não vi ninguém, não falei com ninguém. E ontem, e antes de ontem, etc.
Isso tudo tem me dado um vazio. Costumava ir pro shopping estudar mas agora me encheu isso. Num guento mais ficar olhando vitrine. Ando tendo vontade de comprar um monte de coisa, e vejo que é só vontade, não é necessidade. Agora tenho conseguido me controlar e perguntar: eu preciso mesmo disso?
Nesse último mês fiquei doente e engordei. Engordei de comer mesmo, lá na casa de mami e papi era pão caseiro, bolo, arroz, feijão, tudo que não como aqui. Como eu estava doente, me permiti chutar o pau da barraca. Agora tenho 1 kg a mais pra carregar, e a barriga mais saliente.
Não vou ficar fazendo promessas públicas para não me constranger publicamente caso eu as quebre (risos). Mas andei tomando uma série de decisões de mim para mim mesma, no sentido de me cuidar, me centrar de novo, sair do 'Samsarão' (piada interna budista) e voltar pro caminho do meio. Espero conseguir cumpri-las. Em busca do meu equilíbrio e de estar em paz comigo mesma.

13 agosto 2009

Zamba Del Olvido - Jorge Drexler

Olvídame,
esta zamba te lo pide.
Te pide mi corazón
que no me olvides,
que no me olvides

Deja el recuerdo caer
como un fruto por su peso.
Yo sé bien que no hay olvido
que pueda más que tus besos.

Yo digo que el tiempo borra
la huella de una mirada,
mi zamba dice: no hay huella
que dure más en el alma.

Sensacional!!!

Dez drogas que vc não deveria usar ao dirigir! vi twitter @morfina.
Simplesmente hilário!!!

02 agosto 2009

eu, mim e eu mesma, parte 1

Não tenho parado em casa ultimamente. Depois de viajar para apresentar o trabalho em Brasília (só dois dias), depois de 13 dias de muito trabalho, tontura e uma certa tensão, no dia seguinte amanheci doente. O corpo entende, né. Ele aguenta até a hora que precisa, depois sucumbe. Assim foi. Resultado, na sexta, 17 de julho, eu já estava indo pra casa dos meus pais devidamente embarcada em um taxi que papi mandou de lá (chique no úrrrtimo). 

Passei a semana inteira mal, dormi muito, mas ainda precisava fazer um trabalho para a pós-graduação. Consegui começar a fazê-lo na quinta, 23. Meu objetivo era entregar o trabalho (já atrasado) na segunda seguinte (27). Deu certo, entreguei na terça 28 após falar com a Professora. Só ainda não sei o resultado (meda!). Voltei pra SP no domingo (dia 26) e na segunda já estava embarcando novamente pra Brasilia, contrariando ordens médicas (uau, sinto-me super aventureira, mas realmente não tive nada demais, só uma sinusite e uma suspeita não confirmada de infecção urinária), para trabalhar.

A semana em Brasília foi ótima, embora com uma ou duas noites de sono ruim devido à secura do ar. Mas mudei minha relação com a cidade - céu sempre azul, tempo sempre quente, arborizada, horizonte sempre visível. Entendi o tal negócio das super quadras, atravessei a ponte sobre o lago sul, conheci um jardim interno LINDO  de Burle Marx no terceiro andar do prédio do Ministério da Justiça, almocei com uma amiga querida, joguei sinuca com meu anfitrião, bati papo até de madrugada, fiz o tour pelo Congresso Nacional (vale a pena! é legal!) e ainda trabalhei (risos), com direito a ótimos feedbacks do Contratante; peguei montes de publicações grátis do MJ (mala voltou pesadaaaaaaaa!). Atingi meu objetivo de trabalho (fiz o planejamento que queria e entreguei) e até comprei um sapato preto melhor ainda do que queria/precisava, muuuito macio, de pelica, confortááável apesar do bico fino, a um preço difícil de achar, considerando a qualidade.

O toque final foi ganhar um pote inesperado de doce de cupuaçu que vou abrir daqui a pouco.

Esse post continua.

eu, mim e eu mesma, parte 2

Até agora parece que o título do post não diz muito, especialmente se considerarmos que nesse blog eu só falo basicamente sobre mim mesma; então, o que há de novo?

Bem, na volta de Brasília tentei controlar a minha vontade de comprar um livro no aeroporto. Não queria comprar revistas (já tinha comprado da outra vez), e sim algo leve para ler no avião, mas que não ficasse obsoleto na semana seguinte (=revista). Cheguei a botar o livro de volta na prateleira, mas resolvi comprar Comer,rezar,amar. Best seller, 'tipos' 4 milhões de livros vendidos. Logo logo deve virar filme, eu faria uma trilogia, um por ano. 

Podem chamar de livro de mulherzinha, livro de auto-ajuda, eu chamo de livro inspirador. Aliás, preciso retomar outro best seller, Mulheres que correm com os lobos, que ainda não acabei. E curiosamente minha mãe me deu esses dias um livro de presente que se chama 'como escalar montanhas de salto alto'. 

Voltando pro titulo do post, e já já faço as conexões com tudo, tenham paciência, o fato é que ultimamente tenho me focado muito em mim mesma, mas muito mesmo. Este semestre gastei bastante (ganhei melhor) com maquiagem, e agora no final do mês dei uma leve e absolutamente inadequada chutada de pau da barraca comprando sapatos e duas carteiras em Brasília (tudo 'barratinha', Renner, C&A e uma loja de sapatos em promoção -  mas juntando dá uma grana) e uma bolsa (achei hoje no novo 'xyzcenter' na av. Paulista, uma legítima chanel madeinchina, danem-se as corporações, e putz, na hora não consegui pensar nos escravos chineses ganhando centavos de dólar por hora, nem sempre consigo me lembrar), tudo exatamente como eu queria/imaginava. A chutada foi inadequada porque eu devia estar gastando MENOS, já que meu salário vai cair pela METADE, mas resolvi conscientemente não me controlar. Eu tinha desejos/necessidades específicos que consegui realizar por bons preços (pesquisei muito antes de comprar) e posso dizer que, se não comprei somente o que eu já queria/precisava faz tempo, não passei tanto assim do limite.

Para não cansar o leitor, continua.