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24 dezembro 2009

Tchau 2009, Olá 2010

Chega a ser meio ridículo eu avisar aqui que vou sumir, considerando que, por vezes, fico mais de um mês sem postar.
Anyway, só queria avisar/compartilhar que, depois de uma sinusite, uma pneumonia, 4 trabalhos da pós-graduação, 1 relatório de pesquisa, 1 Manual de Tratamento Penitenciário, 1 cirurgia de miopia, 1 namorado, meu segundo ano de docência (\o/ yay! nunca fiquei tanto tempo em um emprego, acho que finalmente acertei na carreira), 1 Júri (pau no Ministério Público!!!) e tudo isso sem nenhum feriado pra me consolar, estou, finalmente, SAINDO DE FÉRIAS!!!
Vou pra praia com um casal de amigos fofoooos e queridos dia 26, volto dia 30 pra Sampa, passo o Ano Novo com amigos muito muito queridos, e embarco dia 1 pra Montevideo, depois vou pra Colonia del Sacramento e depois pra miBuenosAiresquerido.
Vou pedir pro Papai Noel um namorado bem bonito e que me trate muito bem. Na verdade vou fazer uma lista bem mais detalhada que isso, esses são só dois indicadores, sendo um fundamental. Eu mereço.
Mas se Papai Noel puder me arranjar um uruguaio ou um porteño bonitón (e que me trate bem) temporário, só pela temporada, olha, não vou reclamar não, tá?
Fui!!!!

19 dezembro 2009

No limite

Já to no limite. Não recuso mais convites inesperados para beber porque to ligando um foda-se bem grande. To cansada. Não tenho vontade de cozinhar, não tenho vontade de fazer nada, só de descansar. Só consigo pensar na minha viagem, na praia que logo vem.
Mas ainda tenho um trabalho para terminar!

11 dezembro 2009

agora só falta fazer uma tatuagem

Ah, falta mais um monte de coisa, lógico. Um filho, uma árvore. Livro? olha, já escrevi o mestrado, vem o doutorado por aí, já publiquei uma crônica, já tá bom.
Mas por hora o que tá batendo mesmo é uma vontadinha, de novo, de fazer uma tatoo.
Só não faço esse finde porque vou pra praia daqui a 2 semanas e quero poder tomar sol e entrar no mar sem neuras.
vou pra praiaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
e depois do reveillon, vou pro Mercosul passear :)

06 dezembro 2009

Ligar o foda-se ou a senhorinha dançante do Sesc

"Ligar o foda-se" é uma das armas mais poderosas pra gente ser feliz. Junto com "viver o presente", é uma dupla que costuma funcionar bem. Ok, nem sempre quando a gente liga o foda-se tudo dá certo. Uma vez liguei o foda-se e quase fui mandada embora de um escritório (não fui mandada embora mas pedi demissão porque era insuportável trabalhar lá, ou seja, deu no mesmo. mas foi o início de uma vida melhor pra mim). Em suma, em geral, o foda-se é libertador.
Tô falando disso porque ultimamente, sempre que vou ao Sesc aqui perto de casa e tem música ao vivo (bandinhas de jazz, coral, bandinhas com cantores etc) vejo uma senhorinha lá que dança sem medo de ser feliz. Sempre sozinha, ela dança onde ninguém tem coragem, bem ali na frente da bandinha. Enquanto todos os outros ficam comportadamente em roda deixando uma distância respeitosa entre o público e a banda, ela preenche aquele espaço. Só as crianças se divertem tanto quanto ela. Ela parece pobre - mas não é maltrapilha, é arrumadinha do jeito que dá. E quando a gente olha sempre julga, né, já taxa, 'é louca, coitada'.
Ontem dei um pulo lá pra almoçar e depois fiquei estudando. Tinha um coral interessante e lá estava ela. Tentei tirar uma foto, mas não deu. Bom, talvez fosse virar uma coisa meio fetichista, achei melhor que não deu mesmo. Mais tarde, eu a vi conversando com um casal. Parecia uma pessoa perfeitamente 'normal', se é que isso existe. Não parecia louca, ou bobinha, ou velhinha.
E lá fiquei eu com meus preconceitos, pensando na senhorinha.
Eu acho que na verdade, ela liga é um FODA-SE bem grande pra todo mundo que a julga, e dança porque gosta, quando a música merece a dança.
Quanto a mim, eu também danço, mas no cantinho.

02 dezembro 2009

sem máscaras

Para poder fazer a cirurgia de miopia, parei - por pura neura minha mesmo, já que o médico não me falou nada disso - de usar maquiagem nos zóio uma semana antes. Nada de rímel e pouquíssimo corretivo.
Após a cirurgia, nem lavar o olho estou lavando. Nos primeiros dias só lavava o rosto com sabonete antisséptico com triclosano - também neura minha, nenhum médico me disse pra usar sabonete antibactericida. Mas tô usando e quando vou pingar o colírio dá-lhe sabonete nas mãoses. Nenhum cuidado é demais quando se trata de manter os olhinhos sensíveis longe das bactérias.
Hoje foi o primeiro dia em que usei o meu sabonete normal pra lavar o rosto - porque amanhã cedo vou encontrar meus aluninhos queridos e eles merecem a prófi de pele bonita - embora ainda sem rímel.
Mas sabe que, me olhando no espelho esses dias - talvez seja pelo fato de não estar de óculos? - até que to me achando bem, mesmo sem maquiagem? Claro que preferia estar usando o rimel novo que eu comprei semana passada na farmácia, no dia do Júri, mesmo sabendo que eu não poderia usá-lo logo, ou uma sombrinha ou um lápis básico, mas quer saber, quando a gente começa a usar maquiagem bastante, começa a se achar feia quando está sem. E está sendo bem bom passar esses dias sem.
Tá, não totalmente sem - não dispenso um blushzinho básico e batom, porque batom eu uso desde sei lá quando, senão fico parecendo um fantasma com a boca pálida. Mas quase sem.
Mas amanhã vou arriscar um corretivo, bem longe do olho - porque ninguém merece uma professora com 4 horas de sono (acordo às 5h30), sem corretivo, sem rímel, e com uma mancha de sangue no olho esquerdo - danos colaterais da cirurgia :D E é sempre bom estar bonitinha no dia de aplicar a prova. ;-)

30 novembro 2009

uma mulher de visão

Este ano vivi muitas emoções; como ainda temos um mês até o final de 2009, talvez ainda haja espaço pra mais alguma coisa. De todo modo, so far, so good.
Nas últimas semanas eu tive pneumonia - bem no feriado de finados, duas semanas antes do meu aniversário, com direito a internação no isolamento da enfermaria de Moléstias Infecciosas, raio X do pulmão, um pouco de terrorismo médico básico('tem uma mancha no pulmão') e uma tomografia para confirmar o diagnóstico. 15 dias de antibiótico e ainda perdi a visita à penitenciária com meus alunos que eu tinha passado os 3 meses anteriores organizando.
Mas é isso aí. Depois de trabalhar feito uma insana no primeiro semestre, sem intervalo nem feriados, sem férias em julho, a minha semana do saco cheio em outubro se fué por causa da gripe suína. Quem não tem semana do saco cheio para descansar, descansa à força com pneumonia. :)
Nesse meio tempo estava trabalhando no relatório final de um projeto de pesquisa - me chamaram para fazer exatamente a escrevinhação, afinal, não é isso mesmo que eu faço bem na vida? - e passei a semana anterior ao meu aniversário trabalhando no relatório, a toque de caixa.
Comemorações emocionantes das minhas 33 primaveras começaram com happy hour no dia 19 mesmo - nesse dia ganhei um presente que, sei de antemão, será inesquecível, pois foi muito esperado - seguido de baladinha no dia 21 e almoço no dia 22; comemorações intercaladas com dois dias de trabalho pesado no tal relatório acima. Dia 22 de noite ainda teve o arremate final do texto.
Mas o mais emocionante ainda estava por vir (na verdade, entre o dia 19 e o dia 25, difícil saber o que foi mais emocionante): um Júri que fiz no dia 25, com um colega. Estudei muito na segunda e na terça, fui à defensoria discutir o caso com um defensor conhecido, peguei becas emprestadas; na terça de tarde, ainda finalizando o estudo do caso e a conversa com o cliente, meu irmão me ligou dizendo que estava doente. Peguei o xuxuzinho, levei-o ao hospital e terminei de estudar o caso ainda no hospital. Depois de fazer sopinha pra ele, passei uma noite semi-em-claro nada agradável, já que o pobre do hermanito acordou a noite toda passando mal.
O Júri, que eu achei que nunca chegaria, pois acompanho o caso desde 2003, foi emocionante, e ganhamos com sorte, um bom caso e muito empenho. Saí de lá, sinceramente, me achando a última bolacha do pacote. Ah, foi praticamente 'pro bono', não pensem que ganhei bons honorários pelo enorme dispêndio de energia que um Júri exige. Mas valeu muito a pena. A sensação deve ser parecida com a de fazer um transplante pela primeira vez.
Exausta, ainda tendo que corrigir trabalhinhos e levantar no dia seguinte às 5h00 da matina para ir até Campinas aplicar uma prova.
Pra completar as semanas de fortes emoções, na sexta-feira, dia 27, operei a miopia. Já enxergo sem os óculos, vejo tv, leio legendas e placas nas ruas. Poderei novamente nadar sem lentes de contato, ir á praia sem me preocupar com a areia na lente e fazer tipão usando óculos escuros poderosos todo santo dia, praticamente uma Costanza Pascolato versão intelectual classe média que tem que parcelar a passagem de avião em 10 vezes sem juros. Mas tá valendo.
Ufa!
Bem, com tanta coisa acontecendo, sinceramente ando tão exausta e absorvida em minha própria vida que não tenho tido tempo/oportunidade de pensar em coisas mais pitorescas/curiosas/profundas pra escrever por aqui.
Paciência, minha meia-dúzia de leitores terá que se contentar, por enquanto, com relatos sobre minha vida muito interessante pra mim mesma e, talvez, nem tanto pros outros. Mas olha, vou dizer, tá legal pra caramba (embora muito, muito cansativa). :D

14 novembro 2009

Uma burca para Geisy - cordel - muito bom!

por Miguezim de Princesa***



I Quando Geisy apareceu

Balançando o mucumbu

Na Faculdade Uniban,

Foi o maior sururu:

Teve reza e ladainha;

Não sabia que uma calcinha

Causava tanto rebu.



II Trajava um minivestido,

Arrochado e cor de rosa;

Perfumada de extrato,

Toda ancha e toda prosa,

Pensou que estava abafando

E ia ter rapaz gritando:

"Arrocha a tampa, gostosa!"



III Mas Geisy se enganou,

O paulista é acanhado:

Quando vê lance de perna,

Fica logo indignado.

Os motivos eu não sei,

Mas pra passeata gay

Vai todo mundo animado!



IV Ainda na escadaria,

Só se ouvia a estudantada

Dando urros, dando gritos,

Colérica e indignada

Como quem vai para a luta,

Chamando-a de prostituta

E de mulherzinha safada.



V Geisy ficou acuada,

Num canto, triste a chorar,

Procurou um agasalho

Para cobrir o lugar,

Quando um rapaz inocente

Disse: "oh troço mais indecente,

Acho que vou desmaiar!"



VI A Faculdade Uniban,

Que está em último lugar

Nas provas que o MEC faz,

Quis logo se destacar:

Decidiu no mesmo instante

Expulsar a estudante

Do seu quadro regular.



VII Totalmente escorraçada,

Sem ter mais onde estudar,

Geisy precisa de ajuda

Para a vida retomar,

Mas na novela das oito

É um tal de molhar biscoito

E ninguém pra reclamar.



VIII O fato repercutiu

De Paris até Omã.

Soube que Ahmadinejad

Festejou lá no Irã,

Foi uma festa de arromba

Com direito a carro-bomba

Da milícia Talibã.



IX E o rico Osama Bin Laden,

Agradecendo a Alá,

Nas montanhas cazaquistãs

Onde foi se homiziar

Com uma cigana turca,

Mandou fazer uma burca

Para a brasileira usar.



X Fica pra Geisy a lição

Desse poeta matuto:

Proteja seu bom guardado

Da cólera dos impolutos,

Guarde bem o tacacá

E só resolva mostrar

A quem gosta do produto.

***recebi por email. não sei se tem uma fonte 'oficial' na internet. quando eu souber, publico.

5ª Sinfonia de Mahler - Adagietto

Já postei antes sobre isso aqui.
E posto de novo porque gosto demais desse trecho da sinfonia. Não conheço inteira, amanhã pretendo me comprar de presente um CD, porque quero tê-la em casa para poder ouvir bem alto e me emocionar ainda mais.
Esses dias, na novela, na cena da dança que a Ana Botafogo dança antes do desfile em Petra, foi essa a música que tocou. Com canto, que eu não conhecia. Só conhecia a versão instrumental, que toca no Morte em Veneza e que faz a gente morrer de tristeza junto com o protagonista cada vez que ela começa. Poucos filmes me fizeram chorar tanto, e nessa obra magistral do Visconti a música é co-protagosnista.
Daí que sempre que ouço quero ouvir de novo e de novo, porque é realmente lindo.
Ouço pouca música, e acho que é porque eu não consigo ouvir música 'de fundo': preciso estar presente na música; preciso viver a experiência e, de fato, OUVIR e VIVER a música. E quando ouço obras como essa e de outros grandes mestres, como Villa Lobos, Bach, eu me emociono tanto e aí me lembro de como gosto de verdade de música.
Aqui tem o Adagietto pra quem quiser se emocionar. Pena que a qualidade do som tá muito ruim. Emocionem-se.

11 novembro 2009

Racismo na porta do banco - via twitter

Foda. Um branco e um negro tentam entrar numa agência bancária com a mesma bolsa.


vi no @tdbem (via @gabibianco)

07 novembro 2009

Uniban e o linchamento moral: a culpa é da vítima

peguei daqui http://blog.estadao.com.br/blog/guterman/

por Marcos Guterman, Seção: Zeitgeist 17:43:17.

Em anúncio publicado nos jornais deste domingo e que já circulam neste sábado, a Uniban informou que expulsou a aluna Geisy Arruda, aquela moça que apareceu na universidade com um vestido curto e sofreuassédio coletivo de centenas de estudantes. Diz o texto que a moça adotou uma “postura incompatível com o ambiente da universidade” e que ela provocou os colegas ao fazer “um percurso maior que o habitual”, desfilando todo o seu “desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade”.

Caberia um tratado sociológico para essa peça, mas fiquemos somente com Elias Canetti, a propósito do linchamento. Em “Massa e Poder”, Canetti explica como a sensação de impunidade garantida é fator essencial para o sucesso dessa violência cometida pelo que ele chama de “massa de acossamento”: “Uma razão importante para o rápido crescimento da massa de acossamento é a ausência de perigo na empreitada. Esta não oferece perigo nenhum, pois a superioridade da massa é enorme. A vítima nada lhe pode fazer. (...) O assassinato permitido substitui todos aqueles aos quais se tem de renunciar, aqueles que, uma vez cometidos, ter-se-ia de temer a imputação de pesadas penas. Um tal assassinato – permitido, recomendado, sem perigo algum e partilhado com muitos outros – afigura-se irresistível à grande maioria da humanidade”.

Assim, como diz Canetti, todos os que participaram do linchamento moral da estudante sabiam que não seriam punidos e agiram à vontade em razão disso. A Uniban não só deixou de tomar alguma atitude em relação à massa, como também inverteu todos os sinais morais e juntou-se aos agressores, dizendo que eles estavam “defendendo o ambiente escolar”. Para terminar, como se tudo isso não bastasse, resolveu responsabilizar a vítima. Completou-se, assim, o linchamento.

UniTaleBan - a coluna do Contardo

(Contardo, vc é tudo, bjmeliga)

CONTARDO CALLIGARIS

A turba da Uniban
NA SEMANA passada, em São Bernardo, uma estudante de primeiro ano do curso noturno de turismo da Uniban (Universidade Bandeirante de São Paulo) foi para a faculdade pronta para encontrar seu namorado depois das aulas: estava de minivestido rosa, saltos altos, maquiagem -uniforme de balada.
O resultado foi que 700 alunos da Uniban saíram das salas de aula e se aglomeraram numa turba: xingaram, tocaram, fotografaram e filmaram a moça. Com seus celulares ligados na mão, como tochas levantadas, eles pareciam uma ralé do século 16 querendo tocar fogo numa perigosa bruxa.
A história acabou com a jovem estudante trancada na sala de sua turma, com a multidão pressionando, por porta e janelas, pedindo explicitamente que ela fosse entregue para ser estuprada. Alguns colegas, funcionários e professores conseguiram proteger a moça até a chegada da PM, que a tirou da escola sob escolta, mas não pôde evitar que sua saída fosse acompanhada pelo coro dos boçais escandindo: "Pu-ta, pu-ta, pu-ta".
Entre esses boçais, houve aqueles que explicaram o acontecido como um "justo" protesto contra a "inadequação" da roupa da colega. Difícil levá-los a sério, visto que uma boa metade deles saiu das salas de aula com seu chapéu cravado na cabeça.
Então, o que aconteceu? Para responder, demos uma volta pelos estádios de futebol ou pelas salas de estar das famílias na hora da transmissão de um jogo. Pois bem, nos estádios ou nas salas, todos (maiores ou menores) vocalizam sua opinião dos jogadores e da torcida do time adversário (assim como do árbitro, claro, sempre "vendido") de duas maneiras fundamentais: "veados" e "filhos da puta".
Esses insultos são invariavelmente escolhidos por serem, na opinião de ambas as torcidas, os que mais podem ferir os adversários. E o método da escolha é simples: a gente sempre acha que o pior insulto é o que mais nos ofenderia. Ou seja, "veados" e "filhos da puta" são os insultos que todos lançam porque são os que ninguém quer ouvir.
Cuidado: "veado", nesse caso, não significa genericamente homossexual. Tanto assim que os ditos "veados", por exemplo, são encorajados vivamente a pegar no sexo de quem os insulta ou a ficar de quatro para que possam ser "usados" por seus ofensores. "Veado", nesse insulto, está mais para "bichinha", "mulherzinha" ou, simplesmente, "mulher".
Quanto a "filho da puta", é óbvio que ninguém acredita que todas as mães da torcida adversa sejam profissionais do sexo. "Puta", nesse caso (assim como no coro da Uniban), significa mulher licenciosa, mulher que poderia (pasme!) gostar de sexo.
Os membros das torcidas e os 700 da Uniban descobrem assim um terreno comum: é o ódio do feminino -não das mulheres como gênero, mas do feminino, ou seja, da ideia de que as mulheres tenham ou possam ter um desejo próprio.
O estupro é, para essas turbas, o grande remédio: punitivo e corretivo. Como assim? Simples: uma mulher se aventura a desejar? Ela tem a impudência de "querer"? Pois vamos lhe lembrar que sexo, para ela, deve permanecer um sofrimento imposto, uma violência sofrida -nunca uma iniciativa ou um prazer.
A violência e o desprezo aplicados coletivamente pelo grupo só servem para esconder a insuficiência de cada um, se ele tivesse que responder ao desejo e às expectativas de uma parceira, em vez de lhe impor uma transa forçada.
Espero que o Ministério Público persiga os membros da turba da Uniban que incitaram ao estupro. Espero que a jovem estudante encontre um advogado que a ajude a exigir da própria Uniban (incapaz de garantir a segurança de seus alunos) todos os danos morais aos quais ela tem direito. E espero que, com isso, a Uniban se interrogue com urgência sobre como agir contra a ignorância e a vulnerabilidade aos piores efeitos grupais de 700 de seus estudantes. Uma sugestão, só para começar: que tal uma sessão de "Zorba, o Grego", com redação obrigatória no fim?
Agora, devo umas desculpas a todas as mulheres que militam ou militaram no feminismo. Ainda recentemente, pensei (e disse, numa entrevista) que, ao meu ver, o feminismo tinha chegado ao fim de sua tarefa histórica. Em particular, eu acreditava que, depois de 40 anos de luta feminista, ao menos um objetivo tivesse sido atingido: o reconhecimento pelos homens de que as mulheres (também) desejam. Pois é, os fatos provam que eu estava errado.

ccalligari@uol.com.br

Folha de S. Paulo, Ilustrada, São Paulo, quinta-feira, 05 de novembro de 2009
[http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0511200929.htm]

Uniban expulsa a aluna da mini-saia

Até agora não postei nada sobre isso porque estava na correria e depois fiquei doente (nada não, só uma pneumoniazinha light para movimentar um pouco os meus dias). Mas acabo de saber, via twitter, que:

"Uniban decide expulsar aluna hostilizada por usar vestido curto

da Folha Online
A Uniban publicou anúncio em jornais de São Paulo deste domingo (8) em que afirma ter decidido expulsar a aluna Geisy Arruda, 20, hostilizada por colegas no dia 22 de outubro.

A estudante foi xingada nos corredores da universidade, em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), por usar um microvestido rosa.

O tumulto foi filmado e os vídeos acabaram na internet. Geisy parou de frequentar as aulas --ela está no primeiro ano do curso de Turismo.

A estudante foi xingada nos corredores da universidade, em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), por usar um microvestido rosa. O tumulto foi filmado e os vídeos acabaram na internet. Geisy parou de frequentar as aulas --ela está no primeiro ano do curso de Turismo.

No anúncio, intitulado "A educação se faz com atitude e não com complacência", a universidade afirma que a sindicância aberta para apurar o acontecimento concluiu que houve "flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade" por parte da aluna.

Segundo a nota, foram colhidos depoimentos de alunos, professores e funcionários, além da própria Geisy, para embasar a sindicância.

As imagens gravadas no dia e divulgadas na internet também foram analisadas, e os alunos identificados foram suspensos temporariamente das atividades acadêmicas."

Não dá pra acreditar. Geyse é a Geni. Muita gente mais qualificada que eu escreveu a respeito. vou linkar aqui depois dois textos ótimos que saíram na Folha, um do Calligaris e um outro que não lembro o nome, no primeiro caderno.

22 outubro 2009

Libertei um livro selvagem

Esta semana libertei um livro na estação Alto do Ipiranga.
Eu até me inscrevi no Bookcrossing (veja o link lá embaixo da barra lateral), site no qual vc pode registrar os livros que libertou e no qual a pessoa que encontrou se loga, informa onde o livro está e depois avisa onde o libertou (e assim por diante).
Mas fiquei com muita preguiça de fazer todo o procedimento e resolvi fazer a coisa assim mais selvagem, sem controle. Confiando que ele seguirá seu rumo.
Na verdade sou meio apegada a meus livros. Esse foi o primeiro que tive coragem de libertar porque o comprei baratinho numa espécie de 'sebo' que tem lá na Sala dos Professores da Faculdade - uma moça deixa livros para vc pegar e em troca doar 5 reais para uma instituição de caridade.
Era um livro da Danuza Leão, "Quase Tudo", sua autobiografia. A Danuza nasceu em 33, sabiam?
Leiturinha fácil, agradável, cheia de fatos pitorescos e outros nem tanto. Fotos bonitas. Achei que seria bom ler e desapegar. Assim o fiz. Libertei o livrinho para o mundo, num trem do metrô da linha verde, com um recado escrito à mão. Saí do trem com um sorrisinho de satisfação nos lábios. Ai, meu ego.

19 setembro 2009

Post emprestado - Ensinando a roubar livros

este post veio daqui: Milton Ribeiro:Um blog d’O Pensador Selvagem

Em minha opinião, o roubo de livros é uma atividade adolescente ou universitária. Um ladrão de livros de mais de 24 anos é um sujeito digno de lástima, a não ser que não tenha absolutamente dinheiro para obtê-los. O amor aos livros justifica o erro e esta atividade deve ser coibida pelo livreiro com compreensão, até com carinho por seu futuro cliente. Roubei muitos livros na época em que tinha entre 15 e 23 anos. Muitos mesmo. Quando chegava em casa, escrevia meu nome e a data, acompanhado da misteriosa inscrição “Ad.”, de adquirido. Nunca me pegaram. Comecemos pela ética da coisa e depois vamos às instruções.

Nunca roubarás as pequenas livrarias. Pois as pequenas livrarias foram feitas para conversar e não combinam com atitudes detetivescas. Também não se rouba onde é fácil demais e onde o livreiro atende o cliente pessoalmente. Além do mais, roubar uma pequena livraria é cololaborar com a proliferação das megalivrarias, estabelecimentos sem personalidade, de atendimento impessoal. Não se roubam livreiros que sobrevivem com dificuldades.

Nunca olharás em torno. O fundamental a quem pretenda atuar nesta área é manter o ar casual. É como colar numa prova. Se, durante uma prova, você abre sua bolsa para pegar um lápis, você não olha para o professor. Se você for colar, aja com a mesma naturalidade. Não olhe para os lados, não observe onde o professor está — evite, é claro, fazê-lo com ele a seu lado –, pois se você comportar-se como um periscópio de submarino, o inimigo irá observá-lo. Um bom método de observação é olhar as mulheres da loja. Afinal, a gente nunca cansa delas e, com a visão periférica, você nota se há alguém da loja incomodando. Se você for mulher, multiplique as duas frases anteriores por (-1).

Nunca venderão livros onde vendem mondongo. Na minha época, a vítima principal de meus roubos era o Supermercado Zaffari da Av. Ipiranga. Vender livros em Supermercados… Vender livros ao lado de de azeitonas, bifes de fígado, mondongo e alvejante é algo que desmerece a literatura e, se nossas leis fossem inteligentes, tal absurdo seria proibido. No Zaffari, o roubo era simples, mas envolvia alguns gastos. Eu pegava o livro na estante e me dirigia com ele à lancheria. Levava o livro como quem não quer nada, como se fosse seu dono. Lá, sentava-me e pedia qualquer porcaria, de preferência gordurosa. Enquanto esperava, pegava minha caneta e iniciava a leitura. Quando passava por uma parte boa ou ruim, sublinhava-as; se houvesse algo engraçado, desenhava uma carinha rindo; se triste, uma cara triste. Na última página, escrevia um número de telefone, como se ontem eu estivesse em casa com meu livro sem um papel para anotar e tivesse anotado na última página da coisa mais à mão, meu livro. Outra coisa importante é fazia era girar a capa até a contracapa, segurando o livro com firmeza, de forma a marcar a lombada. Fazia isso em vários pontos até a metada do volume. Sim, exato, você o deixará usado! Depois, é só sair do Supermercado com o livro na mão, naturalmente, à vista de todos.

Nunca terás pressa. Havia outras livrarias que colaboraram para meu acervo da época. Nelas, o método era outro. Sabemos que um bom leitor, utiliza seus livros como objetos transicionais; ou seja, ele leva seus livros aonde vai, da mesma forma que uma criança leva seu bichinho, travesseirinho de estimação e se sente mal se ele não está próximo. Então, entrava na livraria sem pressa e pegava um livro. Caminhava lentamente mais ou menos 1 Km dentro do salão. Se alguém o estivesse observando, certamente cansaria. Lá pelo meio da jornada, colocava o livro a ser surrupiado junto do livro-objeto-transicional. Caminhava mais 1 Km dentro da livraria. Chegava a cansar de ser dono daquele livro. Saía calmamente. Ficava um bom tempo na porta da livraria examinando os lançamentos, parava na frente da vitrine, demonstrava segurança, espezinhava o medo. Depois disso, podia ir para casa.

Nunca roube, a não ser que sejas estudante ou estejas desempregado. Roubo de livros não combina com salário e cleptomania. O roubo de livros deve nascer de uma necessidade absoluta, de um imperativo interno.

Nunca deixarás de examinar todas as variáveis à luz da ciência, nos dias atuais. É óbvio que atualmente, apenas quatro livrarias merecem ser roubadas: FNAC, Cultura, Siciliano e Saraiva. O resto são locais que não devem (ver Ética) ser atacados. Como já disse, não estou mais em idade de cometer tais pequenos crimes. Portanto, desconheço o método correto e apenas posso sugerir coisas. A FNAC de Porto Alegre é tão ruim que é complicado desejar alguma coisa de lá. Na Saraiva, fui poucas vezes. Conheço mais a Cultura e a Siciliano. Ora, qualquer criança sabe que o problema está naquele coisa magnetizada ou com chip que acompanha o livro. Aquilo tem de ser anulado ou retirado. Acabo de fazer um teste no livro da Carol Bensimon que recém comprei. Olha, desisti de tentar descolar, destruiria a capa. Estará a juventude de hoje destinada a pagar por todos os seus livros? E depois falem em incentivo à leitura! Olha, talvez não seja necessário pagar sempre. Há que anular o troço. Duvido que, se você colocar o objeto de desejo dentro de uma bolsa, entre papéis ou de alguma forma tapado, acordará o alarme no momento da saída. Porém, o risco é imensamente maior e nem imagino o que os homens da segurança farão com você. Outro jeito é usar a ciência e desmagnetizar a coisa. Leve ímãs, leia a respeito, pesquise. Com sofás e poltronas por toda a livraria, você pode avaliar com tranquilidade os riscos e a forma mais adequada de ler o próximo Thomas Pynchon, por exemplo. Todos nós já vimos como o caixa realiza a mágica de desmagnetizar; ele apenas adeja algo semelhante a um limpador de discos de vinil sobre a contracapa do livro. Tem um ímã ali, não? Mas concordo, é uma merda, haverá menos romantismo e mais aventura.

Nunca roubarás pockets. Sabemos que o preço do livro no Brasil é escandaloso. Para solucionar o problema, a L & PM começou a comercializar pocket books. Outras a imitaram. É uma coisa boa. Não, meu amigo, roubar esses bons livrinhos de menos de R$ 15,00 é pecado e, se você o fizer, merecerá o patíbulo.

Nunca negarás o empréstimo de livros. Um dos lugares-comuns mais ridículos que as pessoas dizem é “Não empresto meus livros”; verdadeiro clichê de quem não gosta e não confia nos amigos. Estes merecem o açoite. Imaginem que já emprestei até meu Doutor Fausto! Um livro lido e posto numa estante até o fim de seus dias é um livro que agoniza por anos. Comprar e nunca ler é fazer do livro um natimorto. Mas o pior são os do outro lado: aqueles que efetivamente não devolvem os livros tomados por empréstimo, justificando a atitude paranóica do primeiro. Estes merecem igualmente o patíbulo.

08 setembro 2009

Sobre julgamentos - um post de saco cheio

Esses dias encontrei um amigo que adora me julgar. Sinceramente, acho isso um saco. Não sou perfeita, mas prefiro não julgar meus amigos; ao invés, procuro entendê-los.
Só porque eu contei a ele que assisto novela comentando no twitter, isso foi o suficiente para que eu caísse uns 250 pontos no conceito dele. Não basta a gente ser intelectual, não basta ter mestrado e fazer doutorado na mesma universidade que ele (aliás, fomos colegas de turma), não basta, também não posso me permitir nenhuma diversão pagã. Ah, ele pode beber todo dia, se quiser, mas eu não posso ser fútil. Ele pode assistir futebol, mas eu só posso assistir novela, porque comentar no twitter, ah, isso já é demais. E os blogs de make-up que eu leio então? Ele ficaria horrorizado. Isso também já é demais.

Ele também frequentemente me julga pelo meu comportamento na área de relacionamentos, sexo, etc. Em primeiro lugar, ele me julga baseado em parâmetros totalmente machistas: não julga do mesmo modo outros homens que não têm comportamento exemplar - ah, mas claro, homem pode!!!!! Em segundo lugar, ele me julga com base em comportamentos que eu já tive e que não tenho mais, mostrando que não se interessa em saber de mim, porque sequer sabe QUEM SOU EU (hoje). By the way, meu comportamento sexual e em relacionamentos não lhe diz respeito; não obstante, ele continua me julgando. E SE eu voltasse a me comportar como antes, o que é que ele tem a ver com isso? Ele deveria querer saber se eu estou bem, e não se eu dou/dei/darei, pra quem e quando!!!
Uma vez liguei pra esse amigo (começo a me perguntar o que significa esta palavra) chorando desesperada logo após um término devastador de namoro, e não me lembro bem o que falei, não lembro se pedi pra conversar, pra vê-lo, para ir até a casa dele: ele achou que eu queria ir DAR pra ele na casa dele sendo que ele namora simplesmente uma das minhas melhores amigas.

Recentemente também fiquei sabendo de uma pessoa que julgou um outro amigo e ao invés de se colocar no lugar dele e perguntar como ele estava se sentindo, se colocou do lado da outra pessoa envolvida na situação, criticando o comportamento do meu amigo e julgando-o por isso. nada a ver...

Não que eu não tenha ressalvas a comportamentos de meus amigos, e não que eu não tenha comportamentos que possam ser objeto de ressalva. Mas busco, mais do que julgá-los (eu tento não fazer isso), entender, me colocar no lugar do amigo, eventualmente me colocar no lugar do outro envolvido, e tento ajudar o meu amigo a estar bem, a se ajudar. Porque pra mim o que importa é que as pessoas estejam felizes e que vc esteja lá para seus amigos quando eles precisam de você. Senão, pra que que servem os amigos, pô?!!! Pra ficar dando liçao de moral nos outros??? Tô fora.

Quer saber? Me encheu, finalmente, o saco.

04 setembro 2009

Galinhas e ovinhos felizes

Eu sempre digo que como ovos felizes, já até me sugeriram desenhar carinhas neles (um dia faço isso!).
Já faz um tempo que comecei a comprar cestas de orgânicos na Caminhos da Roça e realmente vale muito a pena. Eu não tenho saco pra ir na feira do Parque da Água Branca e no supermercado eles são bem mais caros! E uma cesta pra mim dura 3 semanas. Acabo pedindo mais ou menos uma vez por mês.
Olha, o abacate é muuuuuuito melhor que o da feira, os vegetais duram muito na geladeira e mesmo murchos ainda dá pra aproveitar fazendo sopas e cremes.
Recomendo fortemente.
E hoje recebi um informativo sobre as galinhas felizes que produzem os ovos felizes que coloco no meu omelete com espinafre, escarola ou couve. EU queria colar aqui mas não dá, veio como imagem e fica muito pequenininho pra ver aqui.
Então deixo um link (mas o texto é de 2007) contando um pouco sobre as galinhas felizes. Quem quiser ler clica aqui.

28 agosto 2009

Se vc ainda não entendeu o que é o Twitter, leia isso:

via @zerotoledo, publicado no blog TOLEDOL, o blog sobre RAC

O poder supremo do Twitter. Será?

"A repórter Vera Magalhães (@veramagalhaes), da Folha de S.Paulo, fazia a cobertura ao vivo, pelo Twitter, do julgamento do ex-ministro Antonio Palocci no Supremo Tribunal Federal. Notebook nas mãos e muitas notícias na cabeça, disparava posts em tempo real sobre as observações dos ministros e a linha de defesa dos advogados, alinhavando o juridiquês das fontes com a descrição das cenas que via no plenário.

A cobertura ia muito bem, mais de 100 notas publicadas, referendadas e retuitadas ao ponto de o alcance dos posts ser 15 vezes maior do que o número de seguidores da jornalista. É que seus seguidores retransmitiam os posts que mais gostavam para seus próprios seguidores, e assim indefinidamente, multiplicando o raio de influência da autora original -numa proporção muito além do que Vera poderia imaginar. Em breve ela teria uma noção mais acurada do alcance real de suas notas.

A certo ponto da cobertura, a jornalista postou: “Acaba de sentar um mala do meu lado. Agora tenho de digitar com o laptop no colo”. E tocou o barco da cobertura. Três horas e vinte e dois minutos depois, Vera interrompeu a sequência de notas sobre o julgamento para publicar, com charme, uma nota que poderia ser chamada de meta-cobertura: “Saia-justa na cobertura online. Desculpa aí @LCSchama RT @LCSchama: @veramagalhaes Desculpe te atrapalhar. Ass.: o mala ao lado.”

Tradução: o advogado Caio Leonardo Bessa Rodrigues, supostamente sentado ao lado de Vera, havia tomado conhecimento da nota sobre si e respondera, elegantemente, pelo mesmo canal, o Twitter: “@veramagalhaes Desculpe te atrapalhar. Ass.: o mala ao lado.”

Tudo muito bonito, não fosse um trote. Na verdade, @LCSchama não estava no STF. Apenas passou-se pelo “mala ao lado”. Vera explica porque acreditou que @LCSchama era ele: “Eu só vi o pedido de desculpas pelo www.search.twitter.com horas depois. O mala real já tinha ido. Tudo combinava!!!”

A confusão jurídico-cibernética não terminou aí. Este que vos escreve publicou um post neste blog contando o episódio. Replicada pelo próprio Twitter, a nota virou epidemia: em menos de duas horas houve dezenas e dezenas de retuitadas e o número de acessos a este post foi multiplicado por 10. Todos acreditamos que tínhamos vivenciado uma história edificante sobre o poder viral do Twitter blablablá.

Até que, horas depois, veio a revelação da farsa, em uma mensagem do @LCSchama dirigida a @veramagalhaes: “Não estive no STF, só segui seus tweets (…). Incorporar o mala foi irresistível, mas irreal”.

“Gente, me sinto personagem de uma trama hitchcockiana. Alguém tem de avisar o @zerotoledo para fazer o epílogo com a confissão do @LCSchama”, escreveu Vera no Twitter às 22h39. Eis aqui o epílogo: não checou, dançou. Foi o meu caso."

Entendeu agora um pouquinho do poder do Twitter??

Eu, Marcuse, Bahuan e o sexo

"DE: Boneca de Pano
PARA: Cabeção

não vou poder almoçar com vc amanhã
:(
imprevistos, dpois te conto
bjs
Mi"
----------------------------------------
"DE: Cabeção
PARA: Boneca de pano

Ahhh :(
Que peninha...
Mas tá tudo bem?
Bjs"
------------------------------------------
"DE: Boneca de Pano
PARA: Cabeção

me ligaram hj às 15h pra dizer que tenho que parir um Manual apresentável em menos de 24 h
depois te conto (...).
estou terminando um texto do Marcuse pra amanhã :) (ADORANDOOOOOOOOOO, putz, to feliz com minha escolha)
e depois vou varar a madruga trabalhando. - vendida pra sociedade tecnológica para satisfação de minhas necessidades inventadas. E sexo que é bom, que isso sim é necessidade vital, NADA. sublimo tudo lendo teoria crítica. :P
falamos
bjs"

Ah, Bahuan é o novo apelido do meu gracioso moonwalker, meu simulador de caminhada. É que ele é tão expressivo quanto Mário Garcia, sabe?. E é moreno e grande e forte e eu subo em cima dele 3 ou 4 vezes por semana. Praticamente um homem objeto.

26 agosto 2009

resolvi postar hoje só pra contar que:
- estou fazendo regularmente caminhadas em "gravidade zero" no meu simulador;
- estou decidida a emagrecer 3 kg (ontem me pesei na balança Gama Italy da casa da vovó quase sem roupas e antes do almoço - táticas para fazer bonito na balança e voltei aos 60kg!);
- consegui finalmente por em prática a última etapa do meu plano de redução de custos e cancelei o UOL, R$24,90 a menos de gastos mensais;
- em breve eu terei chuveiro aquecido a gás!!!!! eu ADORO banho, tomo em geral dois por dia (isso é a única coisa que ainda não consegui fazer em nome da natureza e das futuras gerações: abrir mão do meu banho diário quentinho...), tomo pra acordar, pra relaxar antes de dormir, pra pensar, pra me limpar, pra me perfumar, para me preparar para o amor, etc etc. Ave, Comgás!
- ainda não consegui diminuir o vício blogs + twitter e isso está me atrapalhando a vida.
E agora vou desligar que a bateria do note acabou. só assim mesmo pra eu sair dessa bagaça.