02 fevereiro 2009
Fracassionismo
Para meus pais, só existe um meio de ser feliz no universo: o emprego público. Nada mais é bom.
Quando contei para meu pai que seria consultora do Governo Federal e das Nações Unidas, ele me disse: 'muito bom, mas isso atrapalha seus planos de estabilidade' (leia-se, os planos dele para minha estabilidade, leia-se: concurso público).
E eu me pergunto: o que eu preciso para ser boa o suficiente? Consultora das Galáxias Unidas? De Deus, quem sabe?
Ah, também não é suficiente eu fazer mestrado e doutorado numa das melhores Universidades do país, e ter sido aprovada, no final do ano passado, num concurso para professora em outra das melhores Universidades do país, etc.
Na maior das boas intenções, eu sei, a única coisa que conseguem visualizar como boa para mim é passar no concurso público. Não que eu não queira, eu quero. Quero sim. Mas já tentei antes, num momento não bom pra mim, e não passei.
Daí, fui pra UTI, etc, etc, entrei no mestrado e desde então eu tenho sido feliz: feliz no trabalho, feliz em minha vida pessoal. Não entendo como eles não conseguem perceber a nítida diferença entre a Emilia de antes e depois do ingresso no mestrado. Isso vindo de um pai e uma mãe que são professores, vejam bem.
E aí tem a parte do fracassionismo também. O fracassionismo diz que eu não vou dar conta de nada, nunca. Entrou no mestrado, que bom! Olha, larga esse trabalho que vc tá fazendo porque vc não vai dar conta de trabalhar e escrever o seu mestrado. Vc vai perder o seu mestrado. Seu pai paga o seu salário para vc parar de trabalhar e escrever o seu mestrado (certo. e querem que eu seja independente como mesmo, cara pálida? ah, claro, depois do mestrado vem concurso público).
Agora que eu já terminei o mestrado e consegui um emprego como professora, agora que tudo que eu plantei esses últimos anos está dando frutos, e que acabo de ingressar no Doutorado e consegui essa consultoria, agora o discurso da vez é: vc vai perder o seu emprego, porque vc não vai dar conta de fazer tudo isso. Vc está arriscando seu emprego, o único que vc tem. Vc não pode pegar essa consultoria porque vc não vai dar conta.
E aí, depois, sempre vem a seguinte parte: "eu não vou falar mais nada porque vc é muito teimosa mesmo, não ouve a gente". É sempre a mesma ladainha.... Porque é que eu ainda perco o meu tempo com isso? Eu devia achar é engraçado, mas no fundo no fundo eles conseguem me fazer ficar com medo, toda vez. Eu preciso me lembrar desse post toda vez que isso se repetir.
Eu não posso me deixar contaminar por esse medo ancestral, ecaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
Fala sério, como é que uma pessoa pode vencer na vida com um pai e uma mãe dizendo o tempo todo que vc não vai dar conta das tarefas que se propõe a fazer? Eu sei que dá. Eu sei que dá.
Felizmente, tenho pessoas iluminadas na minha vida que têm me dado força para superar tudo isso. Felizmente, meus próprios pais talvez se dêem conta intimamente e por isso meu pai me pagou já uns 7 anos de terapia. Felizmente, eu tenho feito acupuntura sempre que estou no limite
Mas juro, me dá uma raiva. Preciso muito voltar a meditar.
Vou acrescentar um novo mantra para 2009, agora são dois: tenho roupas demais (com a variante 'não preciso mais comprar nenhuma roupa este ano') e eu sou capaz, eu sou capaz, eu sou capaz, eu sou capaz, eu sou capaz, eu sou capaz, até a exaustão.
27 janeiro 2009
Me livrando dos excessos
Ante a uma possível mudança de casa [ou não, pois nada está decidido e, sinceramente, não me importo mais... estarei bem onde estiver; um amigo lembrou-me, sabiamente, que o que importa é a mudança dentro de si, e esta já (está) aconteceu-endo]; num momento em que, concluída uma etapa importante de minha vida profissional e pessoal, em que plantei, cultivei, e ingressando no momento da colheita (mas já preparando a terra para novos plantios), resolvo:
preciso livrar-me dos excessos!!!
do excesso de papel,
do excesso de roupas,
do excesso de documentos inúteis, de anotações que nunca irei reler,
do excesso de culpa pelas interpelações idiotas em brigas familiares.
E olho, e olho, e fuço, e reorganizo, e chego à conclusão de que ainda tenho muito!!!
Tenho muito mais roupas do que posso usar. Muitas não uso porque não lembro que existem. Outro dia me peguei tendo comprado duas calças verdes em um intervalo de 2 meses! Duas calças verdes!!! Pra que isso tudo??? Ok, foram pechinchas, as duas saíram por 75 reais, se tanto, sendo uma no brechó por R$ 10,00 (mas o conserto saiu mais R$ 15,00 = R$ 25,00) e a outra na ponta de estoque por R$ 40,00, com mais R$ 10,00 de conserto (=R$ 50,00). Mas, pergunto, quem precisa de duas calças verdes pra trabalhar????
Estou organizando um dia de troca de roupas com muitas amigas. Mas sinceramente, me dá até medo pensar em trazer mais roupas pra casa. Já tenho demais!!! O que eu não trocar, vou doar.
E mesmo assim ainda há roupas que têm valor sentimental, de que gosto muito... e que não consigo dar, embora não as use há anos. Mas considerando que já separei entre 30 e 40 peças de roupa para doação, acho que posso me conceder tal indulgência...
Guardo muito mais documentos e papéis do que seria preciso.
Guardo por medo, por medo e apego. Medo que clientes me procurem (mas estou contatando-os e pedindo que retirem documentos de ações findas ou não ajuizadas), medo de precisar depois e não poder consultar. Medo de precisar justo daquela petição para preparar uma aula para meus alunos.
Tenho também apego - ligado ao medo. Acho que um dia vou querer ler aquilo novamente, vou querer pregar aquelas fotos de mini-calendário na parede.
Guardo cadernos da Faculdade que nunca irei usar: mas tenho medo de precisar e não tê-los mais... tolice.
Tenho muita raiva por coisas idiotas
Por orgulho, por ganância, por birra, por um monte de razões.
Preciso me livrar disso também.
Este ano, não fiz resoluções no dia 31, mas faço-a agora, uma só (sei lá, no Ano Novo Chinês? estarei mais conectada com o Oriente??? quanta bobagem...): em 2009, quero me livrar dos excessos. E viver uma vida mais simples.
Há ainda muitos a se livrar, bem mais difíceis do que fazer uma 'limpa' rápida no armário ou nos documentos.
- o excesso de culpa por tudo;
- o excesso de preguiça (já comecei a caminhar e seguir um programa de iniciação à corrida);
- o excesso de perfeccionismo (pode parecer coisa de gente que está se auto-elogiando, mas perfeccionismo demais é paralisante, uma merda, a gente não anda pra frente, fica patinando que nem carro no atoleiro);
-o excesso de gastos inúteis (aprender a poupar é uma meta importante para este ano!): por exemplo, não preciso de mais roupas este ano!!!! Nenhumazinha a mais do que eu tenho! Tudo que eu comprar, será excesso... só excluo dessa lista as calcinhas... porque calcinha acaba. Mas já comprei na liquidação da Niko o suficiente pro ano inteiro.
Se eu conseguir deixar essas bagagens aí em cima na estação, na hora que eu for pegar o trem, mesmo que seja só uma valise de mão de cada uma, putz, já vai ser um grande avanço, um bem pra mim e pra todos que me cercam!
Por um 2009 livre de excessos!!!!
28 dezembro 2008
um conto de passarinhos paulistano (ou um balde de água fria)
Choveu uma chuvinha fina o dia todo; saí por volta das 20h30, quase não havia carros. Supermercado vazio (mas também não havia ofertas).
Agora, todavia, são quase duas da manhã e uma sinfonia de passarinhos canta na minha janela. Sabiá, será? Daqueles pássaros noturnos que cantam de madrugada no verão, para desespero de quem se deita às 4 e acorda ao meio-dia. Quase consigo ouvir sapos e grilos também, incrível.
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Ledo engano (coisas de cidade grande): meus bucólicos passarinhos, com direito a sapo e grilos, não passavam de alarme de carro disparado.... acho que preciso consultar um otorrinolaringologista (ou seria melhor um poeta realista?)
22 dezembro 2008
Pequena história sobre a generosidade humana
Esta semana passada fui novamente, e fui direto a ela para tentar botar um ponto final na 'questã'. Bem, lógico que assim que eu cheguei o sistema caiu, aquelas coisas. Pacientemente, fui almoçar no restaurante da esquina e, quando voltei, notei que ela chorara. Depois, achei que tinha me enganado e que ela devia simplesmente estar gripada (mas não parecia gripada antes do meu almoço. estranho. devia ser o ar condicionado, pensei).
Meia hora de chá de cadeira na fila por conta de uma senhorinha que pagou o INSS errado ou achava que tinha pago errado e fez a coitada da moça refazer todo o trabalho, e quando cheguei ao caixa comentei com a Juliana: "nossa, vc está resfriada, que chato, heim"? E aí ela me respondeu: "não, eu estava chorando mesmo quando vc chegou".
Aí ela me contou a seguinte historieta: um pouco antes de eu retornar ao banco, ela tinha sido enrolada por uma boliviana, que tinha lhe passado um golpe, daqueles que a pessoa enrola, faz uma puta confusão com o troco, diz que te deu 2000 quando te deu 1000, no fim vc dá o troco de 600 e ainda fica confuso; assim que a pessoa vai embora, vc percebe que foi enganado, e se sente um bosta (taxistas cariocas são experts nesse tipo de expediente, fique esperto por lá).
No caso da moça, o preju foi de 380 pilas e, além de se sentir uma bosta - caixa experiente sendo enganada assim desse jeito - como todo proletário ela ia ter que pagar "do seu póprio bolso".
Um homem que tinha assistido todo o rolo, vai saber lá porque não interrompeu antes de ela ser enganada, ou talvez não pudesse fazer nada, nessas horas a gente nunca sabe bem como agir, ficou compadecido da situação da Juliana. Deve ser um homem bem de vida, com dinheiro sobrando, pois não teve dúvidas: sacou os trezentoseoitentinha da sua conta e deu a Juliana para repor o preju no caixa. E Juliana, que já estava nervosa, caiu no choro.
Não sei se ele queria convidá-la pra sair, não sei se ele é o Papai Noel ou o anjo da guarda dela que por acaso estava passando por lá; não sei se ele daria os 380 pruma mãe com 3 filhos passando fome na rua, não sei. Mas achei que valia a pena contar a história por aqui.
Eu poderia até chamar essa historieta de conto de Natal; chamei como chamei porque acho que generosidade a gente tem que praticar o ano inteiro, a vida inteira.
09 dezembro 2008
Obsessões
Ontem descobri que, segundo o WWF, eu tenho uma pegada ecológica bem pesada. Digamos que seriam necessárias 3 Terras para suportar o estilo de vida que eu levo, se todos fizessem o que eu faço: comer carne mais de 2 vezes por semana, ter carro, tomar banhos de mais de 20 minutos, morar em uma cidade com mais de 500 mil habitantes etc.
Isso porque eu consumo produtos orgânicos, tenho trocado as minhas lâmpadas por aquelas econômicas, separo meu lixo (fui eu que implantei, junto com outros moradores, a coleta seletiva aqui no prédio. querer que faça compostagem de lixo num apartamento é um pouco demais, não?) e que eu investiria sim em energia solar se morasse numa casa, o que não vai rolar num futuro tão próximo, imagino.
Me cobro mais coerência. Porém, talvez esse interesse por futilidades sirva pra compensar a tensão que me dá quando penso "porque diabos eu fui me meter a estudar e trabalhar com crime e criminalidade?" Porque não é nada leve, nada leve.
Ontem fiquei assistindo no Youtube alguns vídeos sobre as penitenciárias que (se tudo correr conforme as conformidades) conhecerei em breve, e me deu uma sensação de que talvez o meu trabalho não vá ter utilidade alguma por lá. Como enfrentar uma lógica exclusivamente punitiva, que treina agentes de segurança penitenciários como se estivessem indo pra guerra? Como falar em reintegração social nesse contexto???? Como pensar em trabalho em rede com famílias?
Ao mesmo tempo, não vejo a hora de começar. Acho que o que me move são mesmo os desafios. Deve ser por isso que estou com preguiça intelectual e fico obcecada lendo blogs sobre maquiagem ao invés de estudar pro concurso ou escrever um artigo. Ou não, talvez seja só preguiça mesmo.
Agora com licença que estou indo malhar. Ainda tenho umas 100 provas pra corrigir hoje.
Preguiça intelectual
Por isso a seca de posts por aqui, de modo que meus 6 leitores (a 'audiência' cresce!!!) devem andar meio decepcionados.
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Estou num stand by chato à beça por um trabalho para o qual fui selecionada mas ainda não começou. Está demorando muito mais do que imaginei, o que até agora foi bom porque me permitiu investir em outras coisas que me demandaram muita energia, como o concurso em que fui aprovada (pra quem não sabe ainda fui aprovada num concurso pra ser professora de uma faculdade muuuuuito importante -demorei alguns dias pra acreditar, mas parece que é verdade).
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Enquanto isso... às vezes me dá vontade de fechar o blog, mesmo porque acho que vou perdendo liberdade conforme minha carreira evolui. Com isso em mente (a perda da liberdade), resolvi tirar todas as fotos do blog e qualquer coisa que possa me identificar - como o nome da cidade onde meus pais moram, por exemplo. A única coisa que ainda me identifica são dicas como o fato de eu ter feito mestrado e o nome do meu amado cão, os temas dos posts, etc. Mas aí, cara pálida, ou isso ou fechar o blog mesmo. Só faltava eu ter que escrever sobre coisas que eu não gosto para poder manter o blog.
O fato é que ser professor é meio que ser uma pessoa pública, não? Nada de ser 'famoso', mas é uma carreira que expõe a gente mais do que as outras, porque os alunos são quase ainda adolescentes, comentam, e são muitos, de vários anos diferentes, e fofoca se espalha por aí. Melhor se resguardar, ou tomar cuidado com as palavras.
20 novembro 2008
Caso do maníaco de Guarulhos
- policial: e vc estava?...
- maníaco: armado
- policial: com qual calibre?
- maníaco: 38.
Se isso não for um interrogatório absolutamente viciado, eu desaprendi tudo que ensino pros meus alunos em Psicologia do Testemunho.
A maneira do policial fazer a pergunta já demonstra que o interrogado decorou as respostas, previamente 'combinadas' (provavelmente na base da porrada) e/ou está respondendo perguntas que já contêm a própria resposta.
Outro dia conversei com uma especialista em serial killers que disse que está auxiliando a polícia nesse caso. Pra mim soou muito estranho, de repente, um monte de crimes não esclarecidos serem atribuídos a ele do dia pra noite. A nossa polícia é mestre em fazer isso. A especialista está auxiliando a descobrir quais crimes NÃO foram cometidos por ele e estão sendo atribuídos ao maníaco por nossa maravilhosa e esforçada polícia, quem sabe até por meio da tortura. Realmente ótimo.
Kommissar Rex
Eu tinha visto outro dia um pedaço, gostei, o protagonista é um pastor alemão chamando (adivinhem) Rex, que é um cão que ajuda um investigador de polícia a resolver crimes.
O que eu não tinha sacado e vi ontem quando passavam os créditos, é que a série é alemã. Agora olhando na net descubro que é uma co-produção alemã e austríaca.
Comentei à noite com uns amigos... e o interessante é que um deles esteve recentemente na Rep. Tcheca com a namorada, que é de lá, e disse que tinha visto a série na TV Tcheca.
A namorada dele disse então que muitos seriados policiais são (eram) feitos na Alemanha Oriental. E que na Rep. Tcheca, policiais representam, em termos de piada, o mesmo que portugueses representam para nós.
Faz sentido.
Voltando à série, que existe desde 1994, a estética é bem anos oitenta. E o legal mesmo é o cachorro.
Nunca tinha tido contato mais direto com cães pastor até conhecer a doidona pastora do meu namorado. Ela é fofa e inteligente.
Rex é muito esperto, inteligente, e faz umas caras ótimas. Legal.
A única coisa que não dá pra engolir é a música de abertura. Brega demais.
E aqui para ver um pedacinho da série dublada em italiano(!!!)
Parece que a série continua... , mas é produzida na Itália (será?), com outro elenco. Parece que os italianos gostam do Rex.
Chegou
tive uma mini-crise vontade de me isolar do mundo na véspera, vontade de ir pra casa de meus pais e lá ficar para sempre onde não preciso cozinhar nem fazer nada, só abraçar o Xu, mas não fui.
o namorado fofo veio aqui ontem com os filhos, que ficaram brincando pulando no meu sofá e aproveitaram para ver TV, já que não podem fazê-lo na casa do pai (tem meu total apoio, quando tiver os meus tb não dou deixar).
e depois fomos comemorar aqui do lado de casa, amigos queridos vieram, e foi tudo muito bom!
Tchau 31, oi 32.
03 novembro 2008
infernoastral
Boas perspectivas para 2009 (se a gente não considerar que só terei férias em julho porque vou trabalhar feito uma insana em dezembro, janeiro e fevereiro... mas é por uma boa causa, ou melhor, duas boas causas: a minha, que eu quero me mudar pro meu ap novo, e a dos presos, que são a razão do trabalho). Em julho quero ir pra Belém e Ilha do Marajó visitar minha família e conhecer meus primos que já adolescem e eu nunca vi e as recém-nascidas... quero calor e sol e água em julho. e 15 dias longe da internet.
Estou feliz, emagreci 2 kg sem fazer nada além de namorar e melhorar a minha alimentação (mas com direito a recaídas de coxinha e kibe da esfiha express aqui do lado).
Hoje, uma decepção: estou com varizes nas pernas. Atrás do joelho, nas duas, muitos vasinhos. (Vi no maravilhoso e bem iluminado espelho da loja onde experimentava calças pantalona de tecido muito leve para aguentar o calor das penitenciárias onde farei visitas, com as seguintes restrições: não pode ser cor cáqui - cor do uniforme dos presos. Não pode ser justa no corpo - não vamos sacanear os caras que passam meses/anos sem ver mulher. Não pode ser muito cara - porque não tenho dinheiro) Droga. Ainda bem que eu tenho um primo cirurgião vascular. Eu faço as ações pra minha tia a precinhos ultrahipercamaradas, e ele vai jájá me quebrar o galhinho e secar pra mim. Família, família, cachorro gato galinha.
Saudades do Xu e de seu corpinho roliço.
02 novembro 2008
Sensacionalismo? Mau jornalismo? Alarmismo?
ÚNICA Parte da entrevista onde é mencionado:
FOLHA - E quanto aos processos?
CHEQUINI - Pode acontecer da anulação de milhares de processos. E, eventualmente, não podemos ser alarmistas ao ponto de dizer que haverá soltura em massa de presos, mas eventualmente um ou outro poderá se beneficiar dessa decisão e ganhar a liberdade.
Na Folha de ontem (sábado), Cotidiano, não sei a página.
Não dá pra dizer que é sensacionalismo. Mas que é mau jornalismo, isso é. Pelo título dá exatamente a impressão de que serão centenas ou milhares de presos muito perigosos que irão invadir as nossas casas, soltos depois das anulações dos processos. Eu chamaria isso de ingenuidade, se alarmismo não fosse um nome mais apropriado.
01 novembro 2008
Minha irmã gêmea
Achei uma clone minha na internet.
Quando 'me' vi num blog sobre cabelos, quase caí pra trás.
Clica AQUI e me conta se ela não é a minha cara.
31 outubro 2008
também quero
25 outubro 2008
Cozinha para si
Lórrico, sempre tive alguém que cozinhasse o básico pra mim, aqui em SP, e lá no interiorrrrr (meus primeiros 17 anos de vida) sempre alguém que cozinhasse (e bem!) tudo! Mas não era minha mãe, era a Tê.
Bem, o fato é que minha mãe sempre detestou cozinhar, só o faz em situações muito especiais.... e sei lá, ela não gosta de cozinhar. Acha isso degradante para uma intelectual como ela, que poderia ter sido professora da USP, um dia, se não tivesse ido morar lá no interiorrrrrr com o meu pai.
O fato é que depois de 2004, quando descobri a feira, o peixe, etc, passei a cozinhar mais. Tenho fases, e há um certo tempo eu andava não fazendo muita coisa na cozinha. Já tive a fase do suco de uva verde (fazia que nem uma louca, adooooooro suco de uva verde), do peixe com ervas assado no envelope de alumínio, etc.
Mas de fato, melhorei minha alimentação desde então.
Agora, quase 05 meses de namoro e um namorado que cozinha para os filhos (falaí, que mulher não se apaixonaria???), que come comida orgânica e é simplesmente criativo à beça para aproveitar os alimentos disponíveis. Lógico que isso despertou novamente a 'Emilia que cozinha' que estava guardada dentro de mim.
E claro que não PRECISO cozinhar todo dia, e eu não cozinho todo dia mesmo, mas tenho um prazer tão grande em fazer a minha própria comida, acho que isso me dá uma sensação de, sei lá, cuidar de mim?, não sei, só sei que simplesmente gosto muito. E gosto ainda mais porque agora estou comendo frutas e verduras orgânicas! Compro uma cesta da Caminhos da Roça, bastante estimulada pelo namorado que compra uma cesta também.
O lance da cesta é se virar pra comer tudo. É difícil, tem que se empenhar, ser criativo e arrumar receitas, mas não é bom demais saber que tudo que se está comendo é livre de agrotóxicos?
Esta semana já fiz omelete (ovo orgânico também! de galinhas felizes?) de alho poró, com cebola, salsa, tudo orgânico! E ontem fiz uma lentilha (foi a primeira comida que o namorado fez para nós, lá em Gonçalves, no primeiro final de semana em que ficamos intensamente juntos uns 4 dias depois de nos conhecermos. coisa de louco mesmo) com beterraba, cenoura, alho poró, cebola, salsa, folhas de louro e gengibre (a única coisa não orgânica na receita, além da própria lentilha).
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Pra completar, a minha obsessão dessa vez é o lassi. Lassi é uma bebida de origem indiana (??) mas que vc encontra em restaurantes indianos e árabes aqui em SP. Bebi pela primeira vez no Kebab Salonu e também no restaurante indiano Delhi Palace. E fiquei super afins de fazer em casa.
Fui atrás de receitas e achei essa aqui. A essa receita eu acrescento a mesma medida (um copo de iogurte) de água, e coloco metade da água de flor de laranjeira (pode ser feito com água de rosas também). Fui atrás dos ingredientes e achei!
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Fico pensando se não vou virar um monstro assustador, uma dessas "mulheres de NOVA", que "cozinha, lava e passa" (eu não lavo roupa nem passo, aliás, odeio passar roupa, e também não limpo a casa, só se for absolutamente necessário), faz sua própria unha e depilação, presta consultoria e tem mestrado, doutorado e sabe-se lá mais o que, e que quando tiver filhos, lógico, não vai deixá-los largados com a babá! Mas acho que o que eu quero é tirar o máximo de prazer que eu puder na vida!!! E isso inclui explorar todas as minhas potencialidades... E isso porque tem um monte ainda não explorada por aqui, como dançar, por ex....
24 outubro 2008
UAU
Estou correndo atrás e as coisas estão acontecendo, sinto medo, mas vou em frente.
Com a ajuda do meu acupunturista Jaime, com o amor e carinho do meu namorado querido, com meus amigos queridos, com minha família.
Vou fazer um trabalho que jamais imaginei que eu pudesse fazer um dia. De responsa e que vai me trazer uma puta experiência, um up no Curriculo animsl também.
Quando me inscrevi na seleção, fui de alegre, achando que não tinha chance. O processo de seleção foi andando e.... cá estou, selecionada.
Estou virando gente grande, com tudo de bom e ruim que vem junto com isso.
20 outubro 2008
Horário de verão
Acho que isso também tem a ver com o café que eu tomei umas 19h, 20h.
Fui deitar às 4h, porque antes estava sem sono
Tinha acordado tarde.
Agora estou um bagaço. E já são 11h.
É isso aí.
Adoro horário de verão, mas hoje tá foda.
09 outubro 2008
O artista elevado
Toda vez que passo por ali, me lembro do meu namorado (pois ele também é artista plástico, além de ter inúmeros outros talentos). Vejo o moço lá pintando telas imensas... a sala é ampla, sem paredes (ele deve ter mandado derrubar algumas), e dali do Elevado a gente vê ele ora pintando, ora se afastando, sentado ou de pé, olhando, analisando a sua obra, andando, enfim, fazendo o que um artista faz quando pinta. (dã!)
Enquanto ele faz arte, nós passantes o admiramos. Podemos não admirar a sua obra (pra ser sincera, ainda não consegui passar lá em dia de trânsito parado o suficiente para poder olhar direito as obras, e também é meio longe, não dá pra ver tão bem), mas admiro a cena. Gosto de passar por lá e saber que enquanto estou trancada em meu carro ouvindo a CBN, a Eldorado ou a rádio trânsito SulAmerica, tem alguém simplesmente concentrado em pintar ali, na beirinha do caos.
Tenho outras histórias sobre o Minhocão. Afinal, transito freqüentemente por ali desde 1997, quando me mudei pra Pompéia e ganhei o carro. Foram mais 02 anos indo pra São Francisco de carro tooooooodo dia via Minhocão (e parece que até hoje eu não aprendi que das 17h às 19h o trânsito ali é uma nhaca, pois insisto ainda em sair de casa 17h30, 17h40 para dar aula às 18h20 e de vez em quando passo uns apertos). Nesses anos todos, mas mais precisamente dos últimos 03 pra cá, quando voltei a ir pro centro com freqüência por conta do mestrado, passei a observar mais à minha volta nesse percurso. Quem sabe conto outras logo mais.
05 outubro 2008
o fimda semana sem doce
na quinta-feira, depois do deslize no cafezinho da manhã, continuei sem o doce.
na sexta também.
no sábado meu pai estava em SP e o levei para almoçar no Gopala , que era Prasada e agora é Madhavi (??)(separaram-se os sócios). O outro, mais pra cima da Antonio Carlos, agora se chama Gopala Hari (eu não fui nesse ainda, funciona onde era a segunda casa do Gopala).e daí que lá tem uns sucos deliciosos (com açúcar, presumo) e docinhos divinos de sobremesa e resolvi que a minha semana sem doce ia acabar ali mesmo porque eu não ia no Gopala fazia um tempão e eu adoro.
(o Gopala ainda tem uma lojinha embaixo onde comprei Cardamomo - eeeeeeeeeeee!!! - e água de flor de laranjeira -eeeeeeeeeeeeeee²!!!!- pra fazer lassi!!! já fiz e ficou ótimo!)
bem, hoje também comi pudim e já voltei a beber meu cafezinho com adoçante.
balanço da semana sem doce: 5 dias, acho que foi bom.
balanço psi da semana sem doce: estou me propondo a comer doce só aos finais de semana a partir de agora. não tô nem um pouco a fins de abrir mão do adoçante... mas do doce sim! em nome de minha desintoxiação do açúcar e da silhueta também. a ver ;-)
02 outubro 2008
esqueci e bebi café com adoçante
Quinta de manhã nunca bebo café antes de sair de casa; assim, posso dormir melhor na viagem de duas horas de ônibus até a Faculdade onde dou aula.
Isso significa que quando chego na Faculdade estou toda amassada, com sono, e além de dar uma passada fundamental no banheiro, tenho que tomar uns dois cafés pra acordar.
Estou ponderando se continuo ou paro por hoje, no 4º dia. A ver.
01 outubro 2008
3º dia da semana sem doce
Aguentei comendo maçã desidratada e banana passa no lanche da tarde.
Olhando rótulos de produtos que vende em loja de produto natural, a gente vê que muitos não têm açúcar mas têm adoçantes como maltitol e sucralose, considerados 'naturais' (?).
Difícil achar qualquer coisa realmente sem açúcar ou adoçante.
A tal maçã desidratada é gostosinha e crocante.
Ai que vontade de comer uma paçoquinhaaaaaaaaaa
30 setembro 2008
como beber iogurte sem açúcar, mel ou adoçante ou geléia - e outras coisas
O suco de uva está salvando a minha tentativa de ficar 1 semana sem doce.
É multi-uso, o suco de uva.
Ah, conversei com minha amiga. Ela me disse que na semana sem doce pode mesmo comer frutas e beber sucos sem serem artificialmente adoçados. Eba! Será que aqueles docinhos sem açúcar pode?
Outra dica que ela deu foi colocar a banana no microondas com canela. Fica quase como um doce :D
Sabe o negócio? Quando a gente não pode comer alguma coisa, parece que não pára de pensar nisso. Chato à beça. Porém, há de fato uma necessidade de pensar sobre, porque ontem na viagem de volta quaaase comprei um Trident. No fim, desisti de comprar por outra razão, mas esqueci que não podia o Trident também. Balinha, chiclete, tudo banido, mesmo sem açúcar.
Ah, e a bebida (no bar em que fomos e não havia suco, só refri, água e destilados etc) resolvi com... uma cerveja :P
Por quê estou fazendo essa experiência? Pra experimentar mesmo. Esperando, claro, algum ganho extra como uma pequena perda de peso. Será? Pode ser. Tem duas coisas que gosto muito de comer: doce e pão. Ambos carboidratos. Com a interdição do doce, acabo também me obrigando a comer mais frutas, que adoro, e com isso como menos outras coisas calóricas. Não que eu tenha deixado de comer o sanduíche de calabresa no tal bar que não tinha suco, mas que substituir o lanchinho da tarde por fruta ou iogurte ajuda, lá isso ajuda.
Fui
1 semana sem doce e a TPM
Há alguns anos eu fiz Vigilantes do Peso. Foi no final do ano em que eu estava tomando corticóide, final de 2004. Adivinha se eu não comecei o Vigilantes uma semana antes do Natal?
1 semana sem doce na TPM não vai ser fácil.
A granola de hj de manhã tem açúcar, acho. Comi mesmo assim, sem o melzinho extra (não precisava, de todo modo, tinha bastante açúcar).
Ontem, fora o cappuccino da manhã, nem um gostinho doce na boca (só as frutas e o suco de uva, mas estou entendendo que coisas não adoçadas artificialmente não entram na conta).
Vamos ao café. Bom dia!
29 setembro 2008
Update - 1 semana sem doce
Não, total não. Menos, Emilia.
Vamos aos fatos: Toda vez que vamos visitar os meus pais no interior tem doce. Fazem para nos agradar, lórrico. Não, eu não vou justificar a minha quebra de contrato comigo mesma dizendo que comi só pra agradar a mamãe, que aliás nunca hesita em dizer se engordei ou não (risos). Eu comi porque quis mesmo.
Sucumbi depois de 24 h quando, no café da manhã, não resisti à visão do bolo de cenoura molhadinho, coberto com chocolate. Comi dois pedaços (pequenos).
Continuo tomando chá e café sem açúcar, todavia. Ontem todos os líquidos que ingeri foram sem açúcar.
Hoje de manhã, ainda na casa dos meus pais, confesso, tomei um Cappucino 3 corações com açúcar, que eu adoro.
Aqui em casa (SP) não tem doce, não tem Cappuccino, não tem bolo. Se eu romper o contrato na próxima semana, portanto, não tenho mais desculpa: é vício ou cafagestagem mesmo (risos).
Meu café depois do almoço e o café de manhã (o preto, não o cappuccino) foram sem açúcar. O que tem me feito tomar menos café (não sei se acho isso bom ou ruim, nem tomo tanto assim).
Vou contando a evolução.
27 setembro 2008
1 semana sem doce
Eu comecei hoje: já comprei pêssegos, fruta do conde, laranja lima e pêra (não laranja pêra, a pêra mesmo) pra ver quanto tempo aguento.
Estou resistindo bravamente até agora ao bolo gelado com coco que meu pai comprou na padaria ótima que tem aqui perto da nossa casa; também estou resistindo bravamente ao bolo de cenoura com cobertura de chocolate.
O sem doce inclui ficar sem o sabor doce artifical do adoçante, portanto, duplamente difícil.
Hoje de manhã bebi café sem açúcar (non me piace, veramente) e não coloquei mais mel na granola, que já é adoçada (esse não deu pra evitar porque o único pão que tinha na casa eu precisava deixar pro meu irmão, já que ele não come granola). Bem, paciência, mas como sempre ponho mais mel, considerei cumprida a tarefa do não açúcar.
Pra compensar antecipadamente a frustração de não comer doce, fui na manicure e fiz pé e mão (pintei de vermelho, adoro) e fiz a sombrancelha que estava mais que na hora, já feiosa. (mentira, eu já tinha marcado antes a manicure, tava era louca pra fazer a unha com uma profissional, alguém que não seja eu mesma, que a minha é igual cosmético barato: fica boa uns 2 dias, no terceiro já começa a descascar...)
Devo acrescentar uma nota: ontem, conversando com meu namorado, comentei que acho que estou viciada em café: quando não tomo, tenho dor de cabeça. Bem, ele me disse pra experimentar tomar sem açúcar. Eu disse que tomava com adoçante e ele ignorou solenemente a minha piada tentada e disse que era pra tomar sem o adoçante também.
Depois de encontrar a minha amiga ontem à noite (fomos assistir "Ensaio sobre a Cegueira", muito bom, do Fernando Meirelles), e d'ela me contar esse negócio da ioga, juntei as duas sugestões e resolvi tentar.
Já pensei em comer escondido de todo mundo aqui da casa um pedaço do bolo gelado quando todos forem dormir, mas isso seria me enganar; é simplesmente ridículo, não?
Já são 12 horas sem comer doce e nem sentir gostos artificialmente doces.
Hmmmmmmmm.... Será que o mel se inclui entre os 'doces'? Quero dizer, tecnicamente, não é artificial porque é da abelha, que é natural. (suspiro).
Peraí que vou tomar um copo de suco de uva (sem açúcar) e já volto.
Hilário Político em Bauru
Pena mesmo.
Hoje dei gargalhadas boas assistindo o horário político da cidade de Bauru.
Os candidatos são realmente incríveis! Fora uns 10% que conseguem falar direito, o resto é de rolar de rir.
Quem tiver oportunidade de ir pro interior e assistir o horário político em qualquer cidadezinha, vale a pena; não perca, antes que acabe!!! Imagino que deve ser mais ou menos igual em todo lugar.
O nosso de SPCapital não tem nenhuma graça perto dos horários políticos do interior.
Vc acha o Levy Fidelix engraçado? Isso é porque vc ainda não viu a Rose da Feira, o Vaguinho e outras pérolas da política bauruense.
Amanhã vou ver de novo! :D
23 setembro 2008
Odeio frio
E eu querendo ir pra piscina e tomar sol.
E eu querendo sei lá o que...
O frio (e se vier com chuva então, pior, mas nesse último caso acho que só hiperativos ou workaholics não compartilham do meu sentimento... ou não) me paralisa.
Não tenho vontade de fazer nada. Minhas mãos ficam geladas ao digitar ou ao sair de dentro do quentinho do bolso ou da coberta para virar as páginas de um livro.
Ainda bem que os prazos de mestrado e doutorado vencem sempre no verão.
Imagine passar madrugadas inóspitas a fio escrevendo com a espada do prazo na sua cabeça num puta frio. Ninguém merece.
Há quem goste de frio. Diz que é estimulante, faz ficar alerta. O frio só me alerta de uma coisa: que eu preciso me aquecer.
Cada vez mais tenho certeza de que dentro do útero da minha mãe devia ser mesmo muito quentinho. Ou então é porque eu nasci em novembro mesmo, primavera quase verão.
Odeio frio.
22 setembro 2008
duas cachorronas e o gato: lições sobre o aprendizado na infância canina ou o poder das mães
Não gostei de nenhum dos títulos que eu coloquei nesse post, mas tô sem imaginação pra pensar em outro.
Ao post, pois:
Meu namorado tem duas cachorras grandonas. Não vou dizer o nome delas porque ele não quer ser identificado, então vamos chamá-las de G e L.
G é uma collie matrona, bastante fora de forma. Uma fofa, está quase sempre dormindo. Sossegadíssima. As crianças montam em cima dela, pegam a pata, pegam o rabo, fazem gato e sapato e ela com aquele olhar pláááácido, suuuuuuuuuussa pra caramba... Até tentei iniciar um programa intensivo de treinamento com ela, vez que nós duas precisamos emagrecer, mas G sentou-se após menos de 10 minutos de caminhada... e ao longo do percurso se deitou umas 4 vezes para descansar (isso porque fomos pertinho).
G é isso aí, uma cachorra fofa, tranquila, amável e preguiçosa.
G é um ou dois anos mais velha que L, e praticamente foi mãe e educadora de L.
L é uma pastor alemão brincalhona e, ouso dizer, talvez hiperativa. Uma meninona crescida, é louca pra fazer brincadeiras tipo morder a mão. Eu adoraria brincar com ela de lutinha e de morder a mão como faço com o Xulão, só que o Xu tem uns 30 cm de altura por meio metro de comprimento (será isso? to sem uma fita aqui pra medir) e L tem, sei lá, um metro de altura por sabe-se lá quanto de comprimento e uns dentões. É engraçadona, tens uns patões que ela fica patinando na entrada da cozinha, louca pra entrar na casa. E late muito e com cara de brava pra todo mundo que chega e é estranho. E faz uma festa doooooida para o meu namorado quando ele chega. (e de uns tempos pra cá faz festa pra mim também :D - deve ser porque comprei pra elas o último saco de ração.)
G late junto com L algumas vezes, mas em geral quem domina a parada e vai correndo primeirona pro portão é L.
Feitas todas essas introduções explicativas, passo a contar uma historieta:
Outro dia eu estava vendo meu namorado pintar na área de fora da casa, nos fundos; aos nossos pés encontrava-se, deitada, L. G estava deitada na áreazinha da frente da casa.
De repente, ouvi um miado de gato, aliás, mais de um, daqueles de gato apanhando ou sei lá eu o que: MIIIIIIIIRRRWWWWWW!!!!!!! (não sei fazer som de gato).
G (essa é a collie matrona) imediatamente foi pro portão e começou a latir. L (a pastor doidona) se levantou, fez menção de sair correndo, se controlou, ficou batendo as patas no chão, chorou, e nada de ir latir pro gato. Achei engraçado aquilo, ela chorar.
"A G tem o monopólio dos gatos", explica meu namorado. "Quando L era filhote, G a mordia quando tentava latir para os gatos. Sò G. pode latir para os gatos".
Então, toda vez que um gato mia nas redondezas, L se contorce, chora, segura a onda, mas não vai latir porque teme a represália de G.
L só não se deu conta de que não é mais um bebê, e que é tão ou mais forte que G, mais jovem, mais vigorosa.... tsk, tsk...
Isto é o verdadeiro poder que uma mãe tem com os seus filhos. Muitas mães humanas conseguem fazer tão bem esse tipo de doutrinação com os filhos que eles não a superam nunca: passam a vida inteira obedecendo suas mães, com medo da mordida. A diferença é que nós humanos temos a capacidade de perceber que crescemos e podemos não obedecer mais a liderança de nossas mães, e fazer o que bem entendemos, mesmo que possamos nos machucar e até correndo o risco de perder o amor de nossas mães. Talvez entre os bichos haja quem supere esse tipo de coisa, sei lá, não entendo tanto assim de bicho, só um pouquinho. Quem souber me conte.
01 setembro 2008
quer ver a foca ficar feliz?
Minha vida profissional tá começando a acontecer e de um jeito bastante diferente de antes, mais calmo, mais planejado e pensado. To ganhando pouco ainda, mas vendo que as coisas vão rolar, estão rolando, e que com mais tempo e investimento vai melhorar. E logo vou conseguir tomar conta de mim mesma sozinha, e aí vou poder pedir ajuda ou aceitar ajuda simplesmente porque é legal, mas não porque eu preciso, e quando precisar vou me sentir melhor. Mas já não me sinto tão mal, também, em ainda precisar (só me sinto um pouco mal, mas vejo que isso não é só uma opção minha).
Nesse momento ‘crescimento pessoal’ tão auto-ajuda, eu recorri, pela primeira vez, a um livro de auto-ajuda na minha vida. Calma, calma, não é ‘Você pode curar sua vida’, que eu ganhei de uma ex-amiga quando estava na UTI, sem noção, acho que ela realmente não me conhecia ou não leu o livro para saber o que estava me dando, mas na verdade acho que é mais a primeira opção mesmo, ela não me conhecia, nunca me conheceu. Bem, isso não importa, mas o livro que eu comprei é “Dinheiro, os segredos de quem tem” e um outro de finanças pessoais.
Brinco com o meu namorado que eu estou indo rumo ao meu primeiro milhão. É brincadeira porque não tenho essa pretensão, quero dizer, vou atrás de minha poupancinha e previdência privada sim, finalmente para alegria de meu pai. Mas comprei o livro porque 1) estudei com o autor na GV e conheço, fizemos trabalhos juntos, sei que é um cara sério, o Gustavo Cerbasi; 2) nunca fui super gastadora e mas também sempre ganhei merrecas, de modo que nunca me preocupei em economizar merreca. Ganho hoje aos 31 o mesmo que eu ganhava aos 25. Lógico, mudei de carreira, podia estar ganhando 15 paus por mês, fazendo escova no cabelo e talvez já com uma ponte de safena ou uma gastrite avançada. Porém, enfim, mudei de carreira então agora recomeço do zero, ganhando pouco. Mas agora percebi que ou começo a me organizar JÁ, ou não terei mais muito tempo pra isso. Bem, situação atual, disparadora da compra dos livros (eu já tava com vontade de comprar fazia um bom tempo): amor novo, férias em julho (pela primeira vez remuneradas!!! Sem culpa!!!) com o namorado e com os filhos do namorado, vontade de agradar, vontade de me arrumar... = rombo nas contas, lambança total. E isso porque eu nem vou ao cabeleireiro, passo tonalizante, me depilo e faço a unha em casa. Comprei 3 calças jeans novas na ponta de estoque da TNG aqui perto, um casaquinho e 4 camisetas básicas de manga comprida; some-se a isso a lente de contato anual (uma pequena fortuna, mas vale porque a lente é muuuito melhor e as outras eu não agüento no olho), presentinhos para namorado e filhos, pronto.
Mas meus planos de cortar custos eu já tava fazendo faz tempo. O que está rolando agora é que estou dando início à minha pequena revolução pessoal. Adeus Uol, em breve (vou usar a senha da mamãe para ler as notícias e pesquisar nos arquivos da Folha – importante pras pesquisas acadêmicas sobre prisão, febem etc); adeus Speedy, olá Ajato (sem provedor!); adeus Banco Real e cartão Visa com anuidade; olá Santander e Cartão Free; e quem sabe adeus Telefonica e assinatura e olá alguma operadora sem assinatura e olá Skype plano Brasil 400 (já estou usando, 400 minutos por mês em ligações pra telefone fixo pro Brasil inteiro, por 3 meses sai 50 e poucos reais).
Agora preciso cobrir meu débito no cheque especial e passar, no mínimo, uns 06 meses sem comprar. Comecei uma poupancinha ridícula, mas comecei, e isso é o que importa.
Estou me sentindo mais dona do meu nariz.
Mulheres
Sempre fui com a cara dela, do mesmo jeito que vou com a cara da Ivete Sangalo. São mulheres mais ou menos da minha idade, bem resolvidas, que namoram, que transam, que gostam de se apaixonar, que gostam de viver, de dar risada, e que não são hipócritas, não ficam fingindo ser o que não são, cheias de papos pudicos tipo Eliana ou outras, são conscientes de sua beleza e sabem seduzir, mas sabem também que a vida vai muito além disso.
Enfim, gostei da entrevista dela (Luana). Achei uma pessoa sincera e apaixonada.
“Super me identifiquei”.
18 agosto 2008
Futebol
Só tinha ido uma outra vez a um estádio (Morumbi), para ver o show do U2, ano retrasado, acho, sei lá, aquele show que teve.
Fui com o Linus (obrigada pelo convite!!!! legal!), vimos Palmeiras e Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro, no estádio do Palestra Itália. Foi bem legal!
Teve um gol, depois de muitos e muitos chutes do Palmeiras ao gol e nada de entrar a bola.
O que achei legal e/ou realmente engraçado:
- a torcida organizada é realmente legal. não fossem as pancadarias e mortes que acontecem de vez em quando... é pena que o povo perca a cabeça. dão um puta estímulo pro time, pulam, fazem coreografia com camisetas, cantam o tempo todo, tem o bumbo marcando a cantoria, realmente legal à beça. fora as bandeironas que eles desenrolam durante o jogo, legal demais aquilo. um dia vou ficar embaixo de uma bandeirona daquelas. é contagiante. dá vontade de pular da numerada pro meio da galera.
- as pessoas aproveitam e simplesmente passam o jogo inteiro xingando. é o momento de xingar o bandeira e o juiz de 'viado' e 'filho da puta'; por vezes, xingam certo, mas por outras simplesmente porque ele deu um cartão amarelo que tava certo mesmo, mas tem que xingar sempre, pra não perder o hábito. xinga o jogador também, de vez em quando. é sensacional. engraçadíssimo, e aí podemos até nos empolgar e mandar um 'filho da puta!' sem saber exatamente por quê. está dentro do contexto, então não tem problema.
- e, lógico, todo mundo dá instruções aos jogadores de como fazer, 'Abre, abre!!!', 'porra, desce Capixaba!!!', 'passa a bola!!', "vai pra cima!!", etc.
enfim, adorei a experiência e quero repetir. qualquer hora dessas vou com meu namorado E e os rebentos assistir um jogo do São Paulo. acho que as crianças, se já não tiverem ido, ou mesmo se já tiverem, vão gostar.
depois posto as fotos, agora está tarde e amanhã acordo bem cedo e passo o dia fazendo treinamento (leia-se, trabalhando de graça) pra um seminário no qual ainda não sei se vou trabalhar porque, depois de um ano de elaboração do projeto, meses para liberar o dinheiro, marcar as datas, selecionar os monitores, ainda não conseguiram resolver o ridículo problema de nomenclatura jurídica para decidir se podem pagar 'monitores', já que no regimento só tem verba de pagamento de docentes para 'palestras, seminários e congressos'. incompetência é o mínimo que eu posso dizer sobre.
04 agosto 2008
Seca de posts
Escrever sobre as dores e delícias de experimentar como é não pensar o tempo todo em mim mesma, o tempo todo fazer o que eu quero, na hora que eu quero. Sobre experimentar como é ter que prestar atenção no outro praticamente o tempo todo, e ter que aprender a administrar desejos e possibilidades, ensinar limites, estimular o lúdico.
Isso tem me consumido o tempo e energia que têm me faltado para simplesmente sentar aqui e postar.
Já estou postando, de fato.
Mas não tão a fins de descrever com detalhes a revolução pessoal que tenho vivido nos últimos tempos. O que posso dizer é que tudo está acontecendo com uma intensidade incrível, por vezes um pouco assustadora, mas muito gostosa.
De todo modo, ainda que com pouco tempo pra mim, mesmo assim posso dizer que estou aprendendo demais sobre mim ao ter que interagir, cuidar, observar outros.
Quanto mais cresço e amadureço, e aprendo, e conheço, mais eu quero. Quero ficar junto. Quero compartilhar, quero amar, quero viver, respirar, rir, chorar, brigar, fazer as pazes.
Duvidei muitas vezes que teria essa competência e que, um dia, seria capaz de estar realmente junto. Mas sou, sou capaz disso e de tantas coisas que estou praticamente, além de enamorada do meu amor, enamorada de mim mesma.
"- You make me want to be a better man.
-...That's maybe the best compliment of my life. "
16 julho 2008
Memórias
(acima, eu e meu irmão Linus embaixo de uma árvore que tinha no jardim. não sei as nossas idades nessa foto)meu namorado tem dois filhos pequenos: uma menina de 06 e um menino de 3,5.
estou apenas começando a conhecê-los, o namorado e os filhos, mas os encontros que tive com os rebentos até agora têm me provocado, além da natural paúra de não agradar, um saudosismo somado à curiosidade de saber como eu era quando criança e mais uma vontade de trazer todos os meus livros e brinquedos para apresentar aos dois.
isso dito, digo também que fui visitar meus pais no interior segunda-feira com meu pai já determinada a olhar alguns livros, quem sabe emprestar uns para meu namorado ler pra eles... fui fuçar na estante que era de meu avô e que um dia herdarei. achei coisas interessantes de que não lembrava, como um livro sobre os Gnomos super legal e lindo, todo ilustrado (sempre gostei de literatura de ficção e histórias fantásticas: já devorei O senhor dos anéis - 3 vol - umas 3 vezes cada, o mesmo se diga com todos os livros do Monteiro Lobato do Sítio do Pica-pau Amarelo, A História sem Fim e outros mais, um dia falo sobre isso), que ao que parece já está esgotado e é meio item de colecionador, entre outros livros que li e reli na minha infância.
fui olhar as fotos também, de quando era pequena.
achei algumas fofas (quer dizer, selecionei só as fofas, ahahaha).
Vou publicando devagarzinho... a qualidade está ruim porque tirei fotos das fotos com o meu celular.
(eu e meu pai. acabáramos de mudar pra casa nova, onde eles moram até hoje. as portas-janela não são mais de madeira, e sim de ferro. mas continua sendo uma casa adorável. muito sol durante o dia, muito gostoso acordar e abrir a porta para o jardim... sinto tanta falta disso! se a foto foi na casa nova, eu devia ter uns 5 anos. Mudamos pra lá e logo o Linus nasceu. Ele é 3,5 anos mais novo que eu... fiz essas contas)estou curtindo esse momento memória. quero mais.
10 julho 2008
Post emprestado
O que eu desejo? não me fazer essa pergunta do título, e viver a minha vida de modo completo e presente. Difícil, por vezes, mas possível. Busco esses momentos possíveis.
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DULCE CRITELLI
(da Folha de SP, 10.07.08 - Equilíbrio)
Onde estive enquanto vivia minha vida?
Não existe forma mais clara de perceber a passagem do tempo do que encontrar pessoas que há muito não se via. Meninos que, agora, são pais e mães. Jovens pais e mães que, agora, são senhores e senhoras. Crianças, de quem a última memória é da chupeta na boca, falando dos seus trabalhos e dos seus projetos.
Um susto! Foi o que vivi no casamento da filha de uma prima, na semana passada. É claro que sei quantos anos tenho, marcados no meu registro de nascimento e na contabilidade dos calendários. Mas esse cálculo dos dias e dos anos está muito longe de qualquer experiência de tempo.
Há um contraste, na verdade, entre a percepção do envelhecimento e o sentimento de vida jovem que me habita. Estranho sempre que me chamam de senhora ou quando me vejo nos vídeos e nas fotografias. E estranho ainda mais quando os olhares sedutores que me alcançam vêm de alguém com mais de 50 anos.
Difícil, em circunstâncias como essas, não nos fazermos a pergunta angustiante sobre quanto tempo já vivemos e por quanto tempo ainda podemos durar. Porque o tempo a gente mede mesmo é com a própria vida. Existe tempo porque morremos e sabemos disso.
Alguns filósofos existenciais, como Heidegger, consideram a morte, essa companheira secreta da vida, nosso destino. "O homem é um ser para a morte", ele nos diz. Eu, no entanto, acredito que ela é apenas uma contingência, uma condição do nosso ser.
O espanto com o tempo já sido, já passado, deveria funcionar como um lembrete que nos tirasse da distração de que algum dia sairemos de cena. Deveria ser um estímulo para escolhermos como é melhor viver ou como emprestar à vida a nossa própria cara. Em outras palavras, como queremos gastar o tempo vivo, não que temos, mas que somos.
É o próprio Martin Heidegger quem afirma que o homem é um tempo que se esgota, que se emprega nisto ou naquilo, que se omite, que se retrai ou que se desperdiça.
Talvez, então, não seja só e, justamente, a passagem do tempo o que nos assombra, mas a possibilidade de termos empregado mal o tempo da nossa existência, que é única e irrepetível. O receio de termos gasto nosso tempo com o que pouco importava, com besteiras, com o que não era do nosso próprio interesse.
Esta é a maior inquietação em ver que o tempo passou: a percepção da inconsciência com que vivemos os acontecimentos da nossa vida e o medo de termos desperdiçado um tempo de ser, tão precioso.
Essa é, também, a razão de eu, muitas vezes, pensando no passado, perguntar-me: onde estive enquanto vivia a minha vida?
25 junho 2008
exercício X comida X bebida
meu
Mi diz:
tá frio!
Mi diz:
eu ia na academia
Mi diz:
mas dormi
Mi diz:
e desencanei de ir depois de dormir
Mi diz:
troquei a academia por duas fatias de pão de aveia light com muita manteiga
M diz:
hahahaah
M diz:
e eu troquei a nataçao por 5 cervejas...
Mi diz:
e aquela sopinha dos japas
M diz:
hahaahahahah
Mi diz:
como é mesmo o nome? missoshiro
Mi diz:
e um chá anti-celulite
M diz:
isso me deu sede.
M diz:
vou abrir outra cerveja.
23 junho 2008
"Todos os elevadores que eu conheço são fêmeas"
Assim que a porta se fechou, ouviu uma voz familiar. Suave. Carinhosa.
- Bom dia, Fernando.
- Bom dia, respondeu.
- Atrasado, amor?
- É... acho que foi o banho, demorei um pouco mais, com esse frio, água quentinha...
Hm, pensou, que estranho, não tem ninguém no elevador.
- Está muito frio lá fora, meu amor?
- Nossa, tá congelando, uma garoa friiiia...
- Décimo andar. Sobe.
(...) Tchau, amor. Bom trabalho.
Achou que tava ficando doido.
Uma noite qualquer dessas teve que fazer serão (Relatórios da Corporate na minha mesa, sem falta, às 8h, heim Fernando!).
Lá pelas onze, exausto, trancou o escritório, balançou o braço pra acionar o sensor das luzes do hall, e chamou o elevador. Prédio vazio. Nenhum barulho, sem movimento.
- Décimo andar! Desce!
Quando entrou, sentiu algo estranho no ar. Um pressentimento. Uma lâmpada queimada.
Elevador meio entusiasmado esse...
Ali pela altura do sexto andar, o elevador parou.
- Boa noite, Fernando. Vamos pra casa? Ai, amor, eu estava com tanta saudade...
Duas horas depois, quando o guarda subiu pra fazer a ronda, notou, intrigado, que o terceiro elevador da esquerda pra direita, que tinha passado o dia quebrado, voltara a funcionar.
Quando a porta se abriu, tudo o que encontrou foi um cartão de crédito amassado, dois botões de camisa brancos, uma pequena mecha de cabelos de cor cinza, e duas lâmpadas quebradas.
***livremente inspirado na frase-título, de E. J. C.
Microcontos na caixinha
- Me chama de PUTA!
- Não dá, tô sem um tostão"
************************************
Samir Mesquita fez 50 micro-contos numa caixinha de fósforo. Um deles é este aí em cima.
Dois Palitos é o nome do micro-livro.
Tem que entrar no site pra ver que legal que é. Temque.
Não vou contar senão perde a graça, entra lá: www.samirmesquita.com.br
ah: vi a dica no blog do Eric Rosa, Bigode Molhado.
16 junho 2008
Liberdade
um amigo diz que somos uma geração de pessoas incapazes de se relacionar, de conviver.
eu discordo, sempre discordei dele e na verdade atribuo esses dizeres a uma fase pessimista de quem sofreu por amor e está, na verdade, com medo de tentar novamente. o que é ok, pode-se ter medo de qualquer coisa, só não vamos condenar todos os outros mortais ao insucesso no amor só porque estamos vendo o mundo meio cinza...
enfim, essa tal liberdade que todo mundo quer, eu acho que se confundem as coisas.
pra mim, a liberdade que o parceiro te dá é simplesmente a de poder conversar, expor o que se sente, criar e ousar.
todos precisamos de espaço e de tempo sós, de vez em quando. mas essa necessidade de espaço não precisa excluir o outro, ela cabe em uma relação.
na ânsia de uma liberdade total, nos tornamos dela prisioneiros: ela nos condena a essa incapacidade quase absoluta de se relacionar e de construir algo junto com o outro.
do modo como vejo as coisas, percebo que quanto mais livre estou, mais aumenta a minha capacidade de amar. quanto mais posso ousar, é com ele que eu vou ousar. quanto mais posso criar, é com ele que eu vou criar. não é para os outros, não é para mais ninguém, senão para os dois juntos.
a liberdade aumenta a confiança; não nos afasta: nos aproxima.
a metáfora da rede é boa, serve também para o amor: o que é uma boa rede? é uma rede que tem muitos nós. mas especialmente, cujos nós não são muito frouxos, porque senão ela se desfaz, não segura nada, nem muito apertados... porque se forem apertados demais, ela fica dura, rígida. e uma boa rede, seja ela de pescar ou de dormir, precisa ser maleável...
ser livre no amor não é não se comprometer, não é não ter laços... tampouco é se comprometer a ponto de não poder mudar de idéia.
eu acho que ser livre, no amor, é simplesmente o pacto de estar junto, de compartilhar, de conversar, com confiança e sinceridade. o resto se constrói no cotidiano.... e com o tempo.
PS (esclarecimento): quero deixar claro que o que quero dizer com "não é para os outros, não é para mais ninguém, senão para os dois juntos" não é, também, condicionar o exercício dessa liberdade ao âmbito restrito de um casal. mas sim que ela se reflete, sim, ao menos no meu caso - que é sobre o que posso falar - especialmente na relação. o que significa que exercitar essa liberdade não está vinculada a dedicar-se a outros em detrimento do parceiro (falo, especialmente, do medo que algumas pessoas têm do 'chifre', esse grande e assustador fenômeno). exercitar esta liberdade significa abrir-se para o mundo, crescer: e, o que é ainda melhor, poder compartilhar com quem se ama tudo o que se aprende... e com isso, crescer junto.
lógico que isso tudo é muito lindo aqui, no papel virtual: na prática é difícil. mas é algo a que me proponho, como um exercício cotidiano e consciente.
11 junho 2008
Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos...
Hoje vou encontrar duas dessas pessoas.
Mesmo no meio da loucura da correção de provas, estou me organizando pra poder encontrá-las e usufruir de suas companhias tão leves e agradáveis.
O amor, em suas formas mais amplas, da amizade à paixão, é mesmo o que me faz estar bem.
Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, sem amor eu nada seria.
09 junho 2008
Emilianas na net - a audiência cresce!!!
primeiro, a Rosana Hermann em seu Querido Leitor me linkou, indicando meu post sobre o Mais Você - o programa utilizou na abertura, sem dar o crédito, um texto do Rubem Alves. Valeu, Rosana!!!
agora, Eduardo Marcondes, editor do Ctrl+Alt+Del ALL TV me citou em sua reportagem sobre a Geração da internet, creio que inspirado pelo livro recém lançado " The Dumbest Generation: How the Digital Age Stupefies Young Americans and Jeopardizes Our Future (Or, Don't Trust Anyone Under 30)". Por sorte, eu já tenho mais de 30 (ufa!!). Valeu, Eduardo!!!
logo, logo, alguém vai me descobrir e publicar o meu blog e eu vou ganhar milhões. lórrrrico.
enquanto isso não acontece, preciso trabalhar para pagar as contas. tá tarde, e eu to cansada. fui.
Uma outra viagem
Bons ares também respirei fundo esses dias em Gonçalves, MG.

Um pequeno pedacinho de paraíso escondido entre colinas. À noite, céu salpicado de estrelas, ou bolas brilhantes vistas pelos meus olhos míopes, e uma lua crescente iluminada. De dia, um azul forte e cristalino. Água gelada, revigorante, viva.
Clichê? Puro clichê, e no entanto, ao mesmo tempo a pura vivência, intensa, de um momento de aconchego e intimidade.

Sem energia elétrica, só é possível fazer tudo no seu tempo, com calma e certo planejamento.
O fogo tem seu tempo. É preciso queimar lentamente a lenha pra aquecer a casa... tempo suficiente para aquecer também os corações, afinar a sintonia.
Acostumar-se, acalmar-se, respirar e sentir.
Os corpos se aquecem com o fogo, a comida quente, o chá de folhas frescas, o vinho, o azeite, o perfume do alecrim. Os corpos se aquecem com as conversas gostosas na beira do fogão a lenha.
Simples assim.
05 junho 2008
Indecisão
(segundo consta na revista Vida Simples de Junho).
adorei essa frase desde a primeira vez que a li, e não tinha conseguido encontrá-la exatamente e nem a sua autoria. hoje, lendo a revista, estava lá.
curiosamente, hoje tive que tomar uma decisão. aliás, dias atrás também.
nos dois casos, uma decisão profissional e outra pessoal, desde o início eu já sabia exatamente o que minha intuição me dizia para fazer. não vá, dizia, profissionalmente, vá, dizia, pessoalmente.
há alguns anos venho batendo a cabeça tomando decisões profissionais que vão contra a minha intuição.
esse ano resolvi que vou fazer tudo diferente. e, pela primeira vez, tomei uma decisão profissional baseada na minha intuição. e não fui.
'confie na abundância', me disse uma amiga.
estou confiante. e até agora, posso assegurar, ela não tem me decepcionado.
01 junho 2008
Está quente, quieto, calmo. Protegido.
Hoje foi simplesmente um dia em que fiquei quieta, comigo.
As cólicas me fizeram dormir bem mais que o previsto: faltei ao curso, acordei muito tarde, comi, tomei um remédio e voltei a dormir. Até às 18h...
Acordei, e não tive pique para fazer muito...
Deu pra fazer a unha, e depois fazer um macarrão porque a fome era grande. Enquanto assisti o último capítulo da novela das 8 e chorei em uma ou outra cena.
Um prato de fuzzili com frango e ‘molho branco’, duas taças de vinho tinto e um filmezinho americano romantiquinho em que mais uma vez a princesa (leia-se filhadopresidentedosestadosunidos) se apaixona pelo plebeu (leia-se agente da CIA), e cá estou.
Tomei um banho perfumado – eu finalmente entendo o negócio do banho perfumado. É realmente muito gostoso, a água quente bate no seu corpo e sobe aquele cheiro delicioso, e vc sabe que aquele cheiro bom vai ficar no seu corpo também, e se sente ótima.
Cá estou, e lá fora chove, faz frio e vento, e eu estou aqui protegida.
E um pouco triste, e um pouco feliz.
Último dia em Bons Ares

Passeamos no Jardim Botânico e depois entramos num Roseiral, muito legal, com várias rosas bonitas...

e um lago com gansos e patos, e a Família Ganso : papai, mamãe e filhinhos gansos fofos.
De lá fomos almoçar em San Telmo... Mas San Telmo merece um post à parte.
Ah, vale uma ida ao Parque. É bem bonito. E cheio de gatos. Muitos, muitos gatos.
27 maio 2008
La noche
Ali contornando o Cemitério da Recoleta tem um monte de barzinhos, mas não muito esse esquema de bar aqui de Sampa. A sensação que tive, pelo menos a partir do que eu vi na Recoleta, é que em BAs há dois tipos de local: restaurantes ou baladas. O tipo barzinho que a gente tem aqui, que fica simplesmente lotado de gente e ponto, não vi lá. Mas talvez fosse em Palermo, não sei.
Depois de andar bastante, contornando a lateral do Cemitério e olhando os barzinhos, sentamos em um boteco ali e pedimos uma Quilmes.
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Ah, um parêntesis interessante: espalhados pela cidade inteira tem os tais 'kioskos' ou 'maxikioskos', que são vendinhas que têm todo tipo de porcaria: coca cola, salgadinhos, bolachas, chocolates etc. Pela quantidade deles, daria pra imaginar todos os porteños gordos de tanto comer porcaria. Mas como a cidade é plana, devem andar bastante. Ainda não entendi qual é a dos 'kioskos'. Fica pra próxima.
Outra coisa interessante: os cafés. Praticamente um em cada esquina. O tanto de padaria que temos aqui, eles têm de cafés. E o detalhe é que não vi padarias. Isso me intrigou: será que os porteños só tomam café da manhã no café? Onde compram o pão para tomar café em casa?
Perguntei a um taxista: onde se toma o 'desayuno'? Em casa? No café? O taxista me respondeu: uns em casa, uns no café. E onde compram os pães, perguntei? Na 'paneteria', ele respondeu (uma coisa óbvia!!!). Eles têm padarias e confeitarias, mas não é nada como aqui. Engraçado.
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Enquanto tomávamos a Quilmes, ficamos olhando o povo passar. Engraçado, parece que todo mundo é moderno. A mulherada usa tênis All Star, calça skinny (parece que ninguém tem coxa grossa), ou bota baixinha, pra fora da calça, cabelos lisos (praticamente não vi encaracolados - embora tenham tido muita imigração italiana, aparentemente os italianos de cabelo enrolado não foram pra lá, e não têm negros misturados com brancos, como temos no Brasil, o que explica em parte a ausência do encaracolado) ou ondulados. Enfim, todos modernos, com cabelos cuidadosamente desarrumados e displicentemente presos. Isso explica por que a feirinha em Palermo bomba no Sábado.
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Última observação sobre a Recoleta: nesse mesmo quarteirão contornando o Cemitério tem um mega cinema, com uma livraria embaixo - tem bastante livraria na cidade, algumas pequenas e fofas, outras maiores, mas sempre aconchegantes - parece com um cinemark, tem umas 7 salas, vc vai subindo escadas rolantes, aquele acarpetado tipo cinemark, cheio de cartazes... mas o que mais me impressionou foi que têm sessões começando à 1, 2 da manhã. Muito louco! Eu quis encarar um Indiana Jones com legendas em castellano, mas meu irmão não topou :(
Terceiro dia
Na hora do almoço fomos ao bairro de Palermo: é simplesmente de enlouquecer. Imagine uma feirinha do Center 3, na Paulista, vezes 10. Imagine dezenas de lojinhas de estilistas jovens e criativos com milhares de roupas exclusivas a ótimo preço. Isso é Palermo Soho, a parte 'muderrrna' de Palermo. Aliás, parece que todos os jovens porteños são muderrrnos. Mas sobre isso escrevo depois.
A única coisa que comprei em Palermo foi um charmoso bonezinho, mas poderia ter comprado muito mais. Me arrependo muito de não ter comprado um casaquinho preto de bolinhas vermelhas reversível. Muito. Mas não deu, não tinha clima, novamente nesse dia tive alguns rápidos estresses com minha mãe e meu pai simplesmente odeia esse clima de comprar, odeia feirinhas, então não tem clima para comprar.
O bom de Palermo foi o restaurante. Circulamos pelo bairro um pouco antes dos meus pais nos encontrarem para o almoço - eles tinham ido fazer o tradicional 'city tour' de manhã, que nós pulamos. Eu procurei um lugar legal para almoçarmos e achei: um restaurante de comida típica do Norte da Argentina: empanadas, cozidos, parrilla (claro!) e o mais legal: carne de 'llama' (lhama) e carne de yacaré.
Chama-se La Paila.
Para não radicalizar total nossos estômagos sensíveis, não pedimos llama + yacaré, pedimos empanadas, um 'chorizo' e o prato de carne de llama, que se chama 'charquican'. Quando chegou, não resisti e tirei uma foto:

Trata-se de carne de llama desfiada e temperada e misturada com quinoa, dentro de um pão absolutamente redondo e com a casquinha dura. Era muito gostoso!!!
De sobremesa, uma ambrosia sensacional e muito diferente das que estamos acostumados a comer aqui. Maravilhosa!
E o melhor de tudo: não tinha brasileiros no restaurante. Gosto de lugares freqüentados por locais: me sinto mais integrada à cultura do que num restaurante onde só ouço português nas mesas em volta - como aconteceu, por exemplo, no La Caballeriza (ver post abaixo).
Pra encerrar o dia, fomos ao MALBA ver uma exposição chamada Tarsila Viajera, com quadros e desenhos da Tarsila emprestados de vários museus e colecionadores, e também com o 'Abaporu' - lembram o bafafá que foi na imprensa quando Eduardo Constantini o comprou?
Estava lá também 'Operários', que pertence ao Governo do Estado de São Paulo, e muitas outras obras famosas dela ('Manacá', 'EFCB', 'Paisagem com Touro', 'São Paulo', 'Sol Poente', 'A Família', nossa, MUITAS obras lindas!) e muitos desenhos.
Vimos tambem uma exposição da Arte LatinoAmericana, do acervo do museu.
No MALBA ainda tem um cinema e um café delicioso, que serve algumas refeições também. Bebi um chá preto com notas de melão e mel que era simplesmente ma-ra-vi-lho-so.
Il secondo giorno - o título é em italiano mas a viagem foi em portunhol
Minha mãe não estava bem, anda com umas tonturas. Além disso, começamos o dia com uma agradável discussão sobre o dinheiro - tema que sempre gerou conflitos na minha família. Ela não estava bem e eu estava pelas tampas, e me irritei bastante com a insinuação de que eu 'não queria prestar contas' do dinheiro que tinha pego na noite anterior. Enfim... família.
Pela manhã fomos caminhar: eu, o Linus e o papi, andamos até Puerto Madero. Caminhamos bastante!!!
Visitamos o museu Fragata Sarmiento, muito interessante, com tudo preservado. Gostei bastante.

(foto tirada da fragata: vista de Puerto Madero)
Depois almoçamos no La Caballeriza.
À noite fomos ao show de tango no Café Tortoni, muito interessante. Parece com a Confeitaria Colombo. Deu vontade de voltar lá pra tomar um café em grande estilo.
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Achei a cidade de Buenos Aires parecida com o Rio de Janeiro.
O centro da cidade, ali aquela região da Recoleta, avenidas largas, prédios imponentes, a proximidade com o mar, lembra muito o centro do Rio de Janeiro...
E a cidade toda, realmente, é bem européia, em sua arquitetura: além dos grandes prédios estilo francês, tanto no centro quanto na periferia, os prédios residenciais são, em geral, baixinhos, quase todos têm sacada, bem estilo italiano.
No centro, também é como no Rio: os prédios têm pequenos negócios e galerias embaixo dos prédios.
26 maio 2008
Relato de viagem - post viaggio
Pra começar - chegamos no dia 22 em Buenos Aires.... e perdemos o primeiro dia de viagem. Se vc tem pouco tempo, recomendo fortemente que não chegue na cidade após o almoço. Nosso vôo chegou por volta das 16h30. Até pegar as malas, etc, esperar o transfer... pegamos um puta trânsito! A cidade realmente tem trânsito pesado, apesar das largas avenidas. E o nosso hotel ficava no centro. Resultado: chegamos lá por volta das 19h, bastante cansados. Só foi possível sair pra jantar.
Nesse dia, seguimos a dica do amigo do Linus e fomos a um restaurante italiano ali perto do hotel, chamado Broccolino.
Lá no Broccolino eles fazem algumas das massas (comi um tagliarini verde feito lá, massa fresca, muito bom) e fazem os pãezinhos do 'cubierto'. Tinha um pãozinho de queijo... hmmmmmm....
Nesse mesmo primeiro dia (ou primeira noite) eu fui ao supermercado que tinha do outro lado da rua - comandando por coreanos, quase nunca fechava, incrível, acho que abria lá pelas 7 e fechava mais de meia-noite - e comprei umas bolachinhas folheadas e caramelizadas (Hojalmar) que eu adoro e aqui são meio carinhas.
Uma vez mochileira, sempre mochileira: não consigo pagar $6,00 - seja qual for a moeda - por uma garrafinha de água mineral de 500 ml. Assim, comprei também água - uma garrafa de 1,5l por menos de $3,00 - e suquinhos.
A água mineral de lá, por sinal, é muito gostosa. A marca onipresente é Villavicencio. Gostei.
25 maio 2008
Notas para posts - relato de viagem
- lindas caixas e outros trabalhos de arte numa loja em San Telmo - darei os endereços depois - meu regalo de viagem, para minha casa
- crianças indias vendendo florzinhas na noite porteña - como na Vl Madalena
- serao os jovens argentinos todos indies??? as brasileiras usam botas de couro, as argentinas, cabelos (lisos ou levemente ondulados - praticamente nao vi cacheados) displicentemente propositadamente arrumados, jeans e o onipresente tênis tipo all star, de lona, baixinhos
- restaurante de comida tipica do norte da argentina - em Palermo - acho que a carne de llama nao me caiu muito bem. mas era bom.
- restaurante em San Telmo - nao os recomendados, que estavam simplesmente lotados e com muita fila, mas um logo na frente, boa comida, atendimento excelente
- fomos muito bem atendidos sempre. os argentinos sao atenciosos e simpaticos
- menos os taxistas. em geral parecem que nao gostam de nos- mas demos sorte com um ou dois
- metro parece um bonde - depois conto mais.
há mais notas, mas o tempo internet no hotel está acabando. ainda tenho uma jam de contact para ir hoje, antes de voltar pra Sampa.
24 maio 2008
Hablando portuñol
Cheguei em Buenos Aires na quinta final da tarde e toda vez que tenho que falar com os porteños me sinto uma impostora.
Creio que hoje eles devem estar com a sensaçao que nós tínhamos há 20 anos quando hordas de argentinos invadiam as praias de Santa Catarina: isso mesmo, uma invasao. Aqui no hotel só se fala português. Em algumas lojas aqui perto (estou numa rua que tem vários hotéis perto), alguns vendedores falam português. É realmente uma invasao.
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A cidade é muito agradável mesmo.
Ontem fomos ao tradicional show de tango, no Café Tortoni, indicado pela Marixx, e foi realmente muito legal. Começava com um teatrinho e depois passava para um tango mais "sério"; o café lembra a Confeitaria Colombo e o show é bonitinho, engraçado; um cantor realmente encantador, simpático.
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Meu tempo está acabando, depois conto mais. Hoje já comprei a tradicional jaqueta de couro e fui à feirinha de Palermo, mas é simplesmente muito pouco tempo para tudo, e estou com meus pais, o que significa administrar muitas coisas e usar de muita paciência - que tem me faltado bastante, infelizmente.
Só nao ponho as fotos hoje porque preciso descarregar do celular.
14 maio 2008
É
tudo resolveu acontecer ao mesmo tempo agora
abriu um concurso de professores na PUC e meu 'chefe' me mandou prestar; todos adoraram o meu projeto e me deram várias sugestões; todos estão gostando da minha dissertação; consegui a vaga no curso de formação de educadores; vou continuar dando aulas em Campinas; tenho que estudar pra Defensoria
é isso aí
e mais uma vez agradeço ao São Jaime pelas agulhas milagrosas
e aos amigos pelo apoio
De novo
No sonho, uma amiga me dizia que ia sair e que iria deixar uma outra amiga trancada dentro do quarto até ela voltar e que não era pra eu destrancar. Aquilo me incomodava, a amiga presa começava a me ligar no celular, tinha tipo 70 chamadas não atendidas, e quando eu ia ligar pra amiga que saiu pra dizer a ela: vc não pode fazer isso, é crime, cárcere privado, o sonho acabou, eu acordei, sei lá.
Ora, pelo pouco que pude aprender de interpretação de sonhos depois de 06 anos de terapia junguiana (um dia ainda faço um curso!!!), no sonho as pessoas representam características suas que vc gosta ou não gosta.
Será que eu quero que essas características dessa pessoa presa (confusa? lenta? deprimida!!! tudo muito complicado... tudo difícil...) fiquem presas? Não seria melhor simplesmente deixá-la(s) ir embora, em vez de ficar prendendo?
Mas e a amiga que está mandando prender? Não estou certa sobre o que ela representa dentro de mim nesse sonho, porque é uma pessoa complexa!!! Que me ajudou e me ajuda tanto! Que sempre desperta o bom em mim... e me valoriza muito! Somos parecidas... tanto nas qualidades quanto nos defeitos.
Preciso pensar.
Só sei de uma coisa: acabei de conseguir dar o start num projeto que eu estou afins de fazer desde o final do ano passado. Ok, são 2 da manhã e amanhã vou acordar pau da vida atrasada pra aula da PUC. F%$#-se. Consegui dar o start no projeto. Escrevi a ementa básica do curso e agora vou mandar pro comitê gestor para começarmos a discutir. Meu primeiro projeto!!! Meu! Minha idéia! Meu curso! :D
E hoje fui na academia, malhei bastante, voltei pra casa cheia de energia! Passei no conserto pra pegar minha calça nova (ai, ai, segura a mulher... to gastando... tá dificil - mas eu precisava, não tinha nenhuma calça preta pra usar pra pegar um cinema, sair. só tinha uma social de vinco - eca!!! odeio vinco!!! só pra trabalhar!!! - ou uma de shantung pantalona, mas shantung é shantung e não algodão, né? não tinha nada básico) e comprei um shampoo que o meu estava acabando. E dei o start pra ver minha previdência privada. E fiz o termo de doação da minha HP velha pras Casas André Luiz. E organizei umas coisas no arquivo. E descobri que vai ter concurso pra Defensoria. E tomei uma decisão: vou estudar pro concurso. Vou começar a estudar semana que vem, que esta já não dá mais tempo.
E fiz minha inscrição num curso muito legal de formação de educadores sociais, aos sábados. Começa nesse agora! Para aprender o que é o método Paulo Freire. Vamos ver se me aceitam, é gratuito, mas seria DEZ pra minha carreira!!
Amanhã vou pra PUC, depois na acupuntura (mais energia!!!) e depois fazer umas coisas chatinhas como ir até a p&%$# do Fórum de Santo Amaro levar uma petição pra ver se sai uma graninha de um processo.
E ainda tenho que preparar a aula de sexta amanhã e na quinta a outra aula de sexta.
Ufa! acho que estou conseguindo me reerguer! :D Será que era isso que significava o sonho??? Não vou atender o celular pra essa depressão sem graça que fica achando tudo difícil!!! Mesmo que ela me faça 70 chamadas!!! Tenho várias coisas paradas: vários artigos para serem escritos, minha dissertação - ver se publico, esse projeto, estudar francês, fazer teatro, estudar mais italiano, estudar espanhol (vamos pra Buenos Aires semana que vem e o único da família que habla un poquito é o Linus... eu não hablo nada!!!)... ok, quase tudo, exceto os artigos e a dissertação e o projeto, custa dinheiro. Mas são projetos, quero realizá-los!
Então, é isso! mãos à obra! :D
13 maio 2008
Post emprestado
"Acabei de ver no jornal a notícia da reconstituição da morte que mais se fala no Brasil. Segundo os peritos, para que a versão defendida pelos advogados do casal fosse válida, a terceira pessoa envolvida teria cerca de 4 minutos para invadir o prédio, abrir aporta do apartamento sem arrombá-la, esganar a menina (por 3 minutos), cortar a tela, jogar a garota, limpar o sangue, botar a fralda de molho, fechar a porta e fugir do prédio.
Não sei quem os advogados de defesa pensam em acusar agora mas, se eu fosse o Robson Caetano, começaria a pensar no meu álibi."
Marcolito, esse post tá tão bom que não resisti.
Vejam o original e outras pérolas desse talentoso redator no Blog do Pernil e também no Versão Portuguesa.
Nós somos filhos dos nossos pais
Sei que meus comentários sobre cinema são quase sempre óbvios e rasos. Em ‘Estômago’, por exemplo, nem saquei (como me disse um amigo mais entendido) que o roteiro era ‘muito didático’ e podia dispensar certas explicações de gírias de cadeia que, desde ‘Carandiru’ e ‘O Prisioneiro da Grade de Ferro’, todo mundo já sabe (‘Maria louca’, por ex)... era de fato dispensável, mas, sei lá, não me alcançam certas coisas. Gosto de bom cinema: boa diversão, bons atores, bons roteiros, bons diretores. Não chego nesse detalhe e nem sei mais do que me é intuitivo pra dizer se um roteiro é bom ou não.
Portanto, não vou fazer um comentário profundo sobre 'Spanglish', vou me limitar a dizer sobre a última frase dita por Cristina, a espertíssima filha de Florrrr, personagem da linda Paz Vega: 'Eu sou filha da minha mãe'.
Já dizia o Belchior, lindamente cantado pela Elis, que ‘ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais’: eu demorei pra entender o significado desta música, mas quando finalmente entendi, certas fichas caíram. Hoje, vejo cada vez mais como somos mesmo filhos de nossos pais. Podemos tentar minimizar os defeitos (esperamos que sim!!!) que nos incomodam mais, e desenvolver as qualidades que mais nos agradam. Mas eu sou filha de minha mãe e de meu pai. E acho que comos pais (eu, que ainda não sou mãe), temos que ter esta consciência também, para o bem ou para o mal.
Sempre digo para os meus pais que se eu gosto de trabalhar na área social ‘a culpa é deles’. Quem mandou me dar uma formação humanista? Quem mandou me ensinar a respeitar o próximo? Quem mandou me ensinar a amar a natureza? Risos
Lógico que, depois que a gente passa da fase de culpar os nossos pais, percebe que tem autonomia para mudar... certas coisas! Há características que não se pode mudar. Somos filhos dos nossos pais! E temos que nos aceitar como somos, nos amar e perdoar nossos próprios erros. Não sermos tão exigentes conosco mesmos, e nem auto-indulgentes, mas buscar não errar sempre os mesmos erros.
Ok, isso é um forte clichê de auto-ajuda, é sim... mas em certos momentos, nada como a sabedoria oriental (compaixão pelos seres senscientes, como diria o Dalai-Lama) para nos ajudar a erguer a cabeça e enfrentar a pequenez do cotidiano.
12 maio 2008
Fotinhos da comemoração (já faz tempo)
Então, vamos lá:
Eu, Marixxx e Caqui, amigos, queridos, blogueiros.
Linus ('my broda') e Duca
Eu, entre a Elaine e a Lu - cachinhos, cachinhos!!!
Eu de costas (posei estrategicamente para mostrar o cabelo ahahahah) e Rosinha, muito querida!

