Bem, acho que agora é a hora de linkar as informações sobre farra de compras + viagem pra Brasília + semana doente com o título do post.
Como disse, ando prestando muita atenção a mim mesma ultimamente. Estou definitivamente num movimento de auto-valorização que já dura meses (talvez mais de um ano), querendo estar sempre bonita e arrumada, até mesmo em casa. Outro dia, já melhorando da sinusite, eu me olhei no espelho e tava tão acabadinha que resolvi passar uma maquiagem ultra-básica (corretivo, blush e batom) pra levantar o astral. Pra ficar em casa. Sozinha.
Esse movimento inclui usar roupas bonitas (mas não necessariamente novas, roupa mesmo praticamente não comprei recentemente, já falei sobre isso aqui), aprender a explorar o guarda-roupa, descobrir novas combinações, e valorizar os meus pontos fortes. Já houve uma época em que eu não gostava de ser assediada pela minha beleza ou charme, sei lá, ficava puta da vida. Hoje em dia, às vezes gosto e, se eu não gostar, já não ligo mais (exceto se for um assédio do tipo ruim, invasivo). Não preciso mais usar óculos de aro grosso para provar que sou inteligente.
Isso tudo tem a ver com uma busca do feminino, que se conecta afinal com o livro que comprei, Comer, Rezar, Amar, e com os outros dois ainda por ler. Que se conecta com a minha busca por um equilíbrio. Isso tudo resulta na minha imensa vontade de fazer tudo: ser uma profissional competente, estar bonita, saber cozinhar (isso me deu um poder! agora sinto que finalmente posso ser mãe! eu posso cozinhar!!!), e exercitar o meu lado místico sem achar isso bobo ou fútil.
É difícil e ao mesmo tempo encantador. O bom é não colocar peso nisso. De tudo isso que quero ser/fazer, a única coisa mais pesada é trabalho. O resto é puro prazer, e por isso não preciso acertar. Não tem problema eu errar no omelete, que infelizmente não ficou fofo como eu gostaria, não tem problema errar na maquiagem, é só tirar com demaquilante, não tem problema sair de vez em quando com uma combinação que não deu lá muito certo. O importante é tentar. Isso aprendi com meu namorado, que improvisa em dança e culinária.
Esse livro, Comer Rezar Amar, me despertou tantos insights. Coisas que já estavam aqui guardadas.... Minha decisão de voltar a meditar.... de dar um tempo no 'Samsarão', como a gente chama no Budismo quando, de vez em quando, entramos naquele pique de balada toda semana, compras, comer pra caramba, sabe como é? Este semestre pra mim foi 'Samsarão' total, mas especial e principalmente por conta de trabalho. Trabalhei até o limite das minhas energias - felizmente, até agora parece que tá compensando, só falta sair a nota do último trabalho da pós. Para compensar o estresse, comi e bebi tudo que eu quis, nem sei como não engordei (nem um pouquinho!).
Agora, até considerando a falta iminente de dinheiro, preciso diminuir o ritmo (mas não muito - na verdade, vou diminuir de qualquer jeito, pois terei 4 horas a menos de atividade fixa semanal). E (pode parecer piada), preciso me concentrar (ainda mais) em mim mesma. No meu equilíbrio. No meu bem-estar. Meu corpo cobrou o preço por tanto trabalho, fiquei doente e já andava tendo tonturas frequentes desde maio. Elas deram uma trégua durante a semana de doença mas voltaram na quinta passada, em Brasília. Preciso ir ao oftalmologista, mastologista (sim, maldito historico familiar, eu faço mamografia todo ano desde os 30), ginecologista, otorrinolaringolista e depois voltar no raio do urologista que quer enfiar um tubo e olhar dentro da minha uretra (legaaaal, heim?!!).
Quero voltar a meditar ou fazer ioga, ou os dois. Quero ter um tempo, toda semana, quem sabe até todo dia, para cuidar do meu bem-estar físico e espiritual. Não da roupa, não da maquiagem, isso já está cuidado, já está incorporado à rotina. A alimentação saudável também. Quero deixar meu corpinho são na minha mente sã. Não para os outros, mas para mim. Só para mim.











