25 janeiro 2010
OBSERVAÇÃO
Última coisa: estou organizando os posts da viagem 'ao contrário' - não no esquema blog que aparece a última postagem antes da primeira. Assim, essa viagem ficará postada na ordem 'normal' (que, para um blog, é ordem inversa), ou seja, vc poderá ler os posts da viagem de cima pra baixo.
19 janeiro 2010
Montevideo - generalidades
- É uma cidade de praia!!! Não deixe de ir a Pocitos para curtir uma praiazinha com os locais. Eu entrei na água, no big deal, mas muitos locais não entram. Quando fui conheci uma família por lá e ficamos batendo papo. Tem uma livraria muito boa em Pocitos, chamada Yenni, com um café charmoso, ar condicionado e guloseimas. Hmmm. E wifi, se vc tem um netbook.
- Experimente o mate! Eu bobeei, queria ter comprado uma mateira e deveria ter comprado um pouco de mate uruguayo para trazer. Fica pra próxima.
- Leve um net book. Próxima viagem eu vou comprar um. Todos os hostels hoje têm wi-fi. E muitos outros lugares.
- HOSPEDAGEM:Fiquei na Posada al Sur, um albergue/pousada socialmente engajado, de turismo sustentável. Não sei se é mais barata que os demais albergues, mas é um lugar gostoso, bem na Ciudad Vieja, em um calçadão (peatonal) e com uma Parrilla excelente e muito barata bem na esquina. Fica a uma quadra do Mercado del Puerto, e tem um museu de paleontologia lindooooo a um quarteirão.
Se vc vai em três pessoas ou de casal, eles têm uma casinha na parte de cima, tipo um chalé, com cozinha e tudo. Tem um terraço de onde dá pra ver os telhados da cidade (ahahahaha) e o pôr-do-sol, que é sempre MARAVILHOSO e muito demorado. Nessa pousada não lembro se tinha wi-fi, mas é legal anyway. Tem uma cozinha gostosa e o café-da-manhã tem uns 5 tipos de geléias e o onipresente doce-de-leite, além de um pão caseiro mutchoboom. Tem também muitas dicas de locais para freqüentar, lugares de música, etc, e computadores para acesso a internet. Não tem curfew e te dão a chave para entrar ou sair quando quiser. Se vc vai se hospedar no quarto coletivo, não tem locker, nem adianta levar cadeado. Ou vc tranca tudo dentro da mala ou joga pro Universo e confia. Mas o povo que freqüenta esse tipo de pousada não é do tipo baladeiro, é gente mais sussa. Todo mundo que conheci lá era muito legal.
- Nessa época do ano só escurece mesmo a partir das 21h30. E o pôr-do-sol é smpre feio assim, ó:
- Os mosquitos uruguayos me amaram!!!!!!!!! Levem repelente, minha gente!!!!! Tem dengue no Uruguay e na Argentina também!!!!
- TRANSPORTE: Se vc sabe que vai precisar mudar de ônibus, compre um bilhete de ônibus de uma hora. Vc pode usar mais de um ônibus, somente de ida. Se vc vai circular somente dentro do centro, paga menos, acho que U$0,90, e se vai até Pocitos paga o preço inteiro (U$1,60).
Táxi é barato, se vc está em dois nem vale pegar o busão. Mas, sei lá, táxi é cômodo, e bom para voltar de noite, mas para conhecer uma cidade, nada como pegar o busão.
- Vá para as ramblas (calçadões) ver o pôr-do-sol e sentir o ventooooooooooooo. Tem dias que o vento pega forte!!! Leve uma blusinha.
- Puxe papo com as pessoas!!! Eles são demais!!!! Adoreiiiiiiiiii os Montevideanos, de coração. São muito gentis e adoram conversar e te dão conselhos mesmo que vc não peça. :D
- Quer uma crônica legal sobre MVD? Leia o Ricardo Freire aqui. Super concordei.
AMEI MVD. Quero voltar um dia.
18 janeiro 2010
De SP a MVD, OMFG!!!
Começando pelo fato de eu ter marcado a passagem para as 11h da manhã e, por desatenção, achar que tinha que chegar com 3h de antecedência. E quem disse que eu achava um táxi às 6 da matina do dia 1º de janeiro para me levar ao metrô Barra Funda e pegar o Airport Service que eu, exagerada, tinha marcado para as 6h20? (eu poderia ter pegado o das 8h tranquila...) Virada, quase duas noites sem dormir, fiquei tão p. da vida que já comecei chutando o balde e indo direto de táxi para o aeroporto - detalhe, eu tinha comprado a passagem antes e, portanto, achava que tinha jogado 31 reais no lixo. Depois conto como acabou. De todo modo, o táxi saiu oitentão e eu já cheguei no aeroporto puta da vida porque tinha gasto 70 reais a mais que o previsto e a viagem não tinha ainda nem começado.
E os gastos extras continuaram mesmo antes de embarcar. Tava MUITO frio na sala de embarque ou, sei lá, muito frio pra quem está sem dormir, muito frio pra quem é friorenta, e eu já tinha despachado minha mala e só tinha um cardigan mto fininho e chiquetosinho recém comprado na Zara para a viagem ('me achando', que eu ia viajar de cardigan chiquetosinho, tsk tsk). Morri com mais uns 70 reais na única roupa que eu podia pagar e que valia a pena a relação custo benefício na porcaria do free shop da ida: um moletom da GAP, escrito GAP bem grande na frente. Odeio a GAP. Fiquei com ódio da GAP depois que eu li NO LOGO. E lá estava eu com o raio do moletom fazendo propaganda de graça pra GAP e ainda tendo que pagar por isso.
Mas, pelo menos, viajei quentinha.
Dormi a viagem inteira no meu também recém adquirido travesseirinho de pescoço inflável e não tive o desprazer de ver qual foi o lanchinho meia-boca que a GOL ofereceu para pessoas que, como eu, pagaram o dobro do preço da passagem para embarcar em um vôo vazio para Montevideo.
Mas isso não era tudo.
Ao chegar em Montevideo, desembarquei no aeropuerto nuevo. Ótimo e tentador free-shop, por sinal, onde comprei um rimel e um batom da L'Oreal.
Não havia um caixa eletrônico sequer no aeropuerto nuevo.
E eu tinha que pagar o táxi em cash. E eu não sabia que trocavam Reais nas casas de câmbio no Uruguay, tampouco sabia que no Uruguay pouquissimos lugares aceitam cartão de crédito, e tampouco sabia que eu tinha que ter desbloqueado meu cartão do banco para poder sacar direto da minha conta, que era o que eu pretendia fazer durante toda a viagem - a minha gracinha de gerente, pra não dizer o palavrão pelo qual eu tenho afetuosamente me referido a ela desde então, não me avisou, não providenciou o cartão extra que eu tinha pedido e depois se lixou atenciosamente para os meus problemas em Montevideo, sem um centavo no bolso.
Pois é. No meio do caminho para o hostel, parei em um posto Petrobrás para sacar dinheiro. E...
El cajero me comiò la tarjeta de Santander.
Si, puta madre, me quedè sin tarjeta en el primero dia en MVD, casi sin plata, e solo con un crédito de 250 reais que havía cargado en el VIsa Travel Money para emergencias. Bueno, llegò la emergencia.
E assim comecei minha viagem.
Ah, a impermanência!... ufa!!! MVD y el Candombe en el 1º de enero
Nesse primeiro dia eu fui assistir os tambores do Candombe na Calle Isla de Flores no Barrio Sur. A semelhança com o nome candomblé não é à toa: o candombe são os tambores dos negros no Uruguay, e se dança de modo bem parecido com a dança que se faz em terreiros (pelo menos, eu achei). O Carnaval por lá é super forte e tem vários grupos de candombe. Em algumas datas especiais eles tocam os tambores na rua, como o dia 1º de janeiro. Na verdade acho que teve candombe em todos os dias em que eu estive por lá. Mas o que rola agora em janeiro, até o carnaval, é tipo um ensaio na rua. Bem o que eu queria: nada turístico, muito local, lugar pra encontrar pessoas interessantes e se divertir sem pagar e sem precisar se preocupar sobre como estou, etc. Adorei!!!
(essa foto não fui eu que tirei, peguei daqui. o que eu vi foi um ensaio numa rua mais pro centro, esse é mais um desfile na rambla - avenida da praia - mas dá pra ter uma noção)Fora que é impressionante, os sujeitos tocando entram numa espécie de transe, sei lá eu, e muitos terminam os tambores com a mão sangrando...
O som é poderoso e muito gostoso de dançar. Recomendo fortemente. Não tirei fotos nesse dia mas tirei no outro que fui ver um grupo de meninas. depois ponho aqui.
Mais informações sobre o candombe aqui e aqui
Ah, e pra quem não sabe, o tango tem super raízes africanas, sabiam disso? olha os nomes, todos com aquela ginga africana - tango, milonga, candombe (lembre de bunda ahahahahaha)
Ah, fui parar no candombe graças às dicas do pessoal do Couch Surfing. Pra quem não sabe o que é, clica aí e descobre. Em MVD, os surfers foram responsáveis por momentos deliciosos da viagem. Em Buenos Aires também. Na verdade, CS é mais que uma maneira muito legal de conseguir hospedagem de graça: o grande lance realmente é conhecer gente, seja quando se viaja, seja em sua própria cidade.
Nesse dia conheci a Ruth, que além de me fazer companhia nos tambores, me levou também para comer chivitos, que é tipo um beirute de lá, só que com outro pão (não o pão sírio), mas igualmente cheio de coisas: carne - algo entre o rosbife e o bife, bacon, queijo, presunto, ovo, alface, tomate: beirute, não? mas mais desmilinguido que o nosso. Tomei a minha primeira cerveja de 12 dias bebendo sem parar - na verdade, estou bebendo diariamente, creio que desde o dia 24. socorroooooo!!!!!! ainda bem que não comi muito durante a viagem. mas já engordei. tdo bem, amanhã começo o pilates :D
Bem, meu primeiro dia de MVD foi isso aí. A sorte virou :D
Segundo dia em MVD - chicas arrrentinas + Patt + brasileños + ´parrilla
Conheci três argentinas no albergue, Josefina, Marilina e Agostina. Juro que os nomes eram esses. Nenhuma das três de Buenos Aires: uma de Córdoba e duas de Santa Fé.
Durante a manhã e pelo início da tarde passeamos pela Ciudad Vieja; vimos feiras de artesãos - onde comprei um pingente de libélula lindo que me acompanhou durante a viagem toda e foi meio que minha 'marca registrada', chama muito a atenção das pessoas, realmente encantadora a libelula - conhecemos o Museo Torres-García, que super vale a visita - obras interessantes do Torres García e também de uma artista que faz cerâmicas com uma técnica chamada Raku, cerâmicas lindéééérrimas.
Noltamos pro albergue e fui encontrar a Patt, uma americana muito engraçada que mora em MVD mas morava antes na Argentina - um dia, depois de se divorciar, ela se encheu e resolveu ir embora dos EUA. A história é bem mais comprida mas é algo como "Sob o Sol da Toscana + Comer, Rezar, Amar": depois do divórcio ela ouviu uma voz, sonhava com um lugar, e encontrou esse lugar na Argentina. E lá ficou, por 7 anos. Depois se cansou e resolveu experimentar o "otro lado del río". Mas não sabe se vai ficar, não está muito feliz em MVD. E tinha sido assaltada na véspera (leia-se, vítima de trombadinhas). Anyway, encontrei Patt em Pocitos e lá ficamos batendo papo, comendo empanadas e bebendo cerveja.
Depois passeamos pela Rambla, andamos muito, e quando fomos pegar o ônibus, o sol já se punha, e fazia aquele pôr-do-sol insuportável de lindo e muito, muito, muito demorado.
Esse dia eu queria ir no Poney Pisador, uma balada de lá, mas não achei companhia. Acabei ficando no albergue, onde encontrei uns brasileiros. Eles queriam comer e no fim acabamos comendo a 10m do albergue, na Parillada 25 Perez (esquina da Perez Castellano com a 25 de Mayo, Ciudad Vieja). E não fomos ao Poney Pisador.
Ah, nesse lugar come-se muito bem por muito pouco. Super vale a pena.
Terceiro dia - uau, uau, uau.
No domingo fui passear sozinha por lá, feliz da silva, e depois o plano era pegar uma praia em Pocitos e ver as cuerdas de mujeres - candombe, de novo! - que iam sair por Parque Rodó. Bem, os planos foram todos concretizados, mas entre uma coisa e outra, muito aconteceu!
Quando eu já estava indo embora da feira, passei pela porta de um pequeno restaurante onde um moço lindo, de traços índios delicados, perfeita mistura de índio com espanhol, tocava bandoneon, acompanhado de um senhor que tocava o tambor e de um cliente do restaurante que cantava, com voz grave, quase tudo que ele tocava. Bem, não preciso dizer que 1) antes mesmo de ver a cara do tocador, lá me sentei e allà me quedè - aqui é meu lugar, claro, adoro descobrir esses lugares encantadores por acaso; 2) depois, admirando mais o rapaz, concluí que era ele mesmo o chico uruguayo que eu estava procurando; 3) pra completar, um casal que estava na mesma pousada que eu, dois cariocas simpaticíssimos, entraram no mesmo restaurante e almoçamos juntos. O lugar se chama Verde, e não me pergunte a rua porque eu realmente não tenho idéia de onde seja. Só sei que é em Tristan Narvajo e que fica em uma das ruas transversais à 18 de Julio - acho.
A comida estava ótima, a música encantadora e o músico, bem, o músico era um capítulo à parte. Depois do almoço muy muy rico, fiquei por lá para bater um papo com Ignacio.
Depois da feira fui para a praia de Pocitos saber como os locais passam o domingo. Já eram 5 da tarde e o sol ainda de lascar. Aliás, só peguei dias lindos em MVD. Mesmo no dia em que choveu, o último, logo depois saiu um solzão. Na praia foi gostoso, conheci uma família, ficamos batendo papo, tomando mate e falando sobre política, distribuição de renda, universidade e outras coisas sobre o Uruguay. Como todos em MVD, muito simpáticos. Saí de lá e fui dar um tempo na livraria Yenni, very cool, ar condicionado ótimo.
Ah, dicas que não têm preço dos inúmeros blogs de make e beleza que costumo ler: leve lenços umedecidos na bolsa, de bebê ou os femininos mesmo - já tem de várias marcas vendendo em farmácias por aí. Nada paga vc tirar o biquíni e, sem perspectiva de chuveiro por perto por algumas horas, ter o seu lencinho para fazer uma higiene básica, se trocar e sair um pouco mais fresquinha do banheiro. Bem, troquei de roupa, lavei o rosto e fiz uma make básica no banheiro do Yenni. Depois tomei um café, comprei coisinhas e, bueno, me fuè para las cuerdas de mujeres.
E lá veio a segunda surpresa do dia: logo que cheguei, encontrei um moço que eu pensava ser amigo do Ignacio, pois estava lá no restaurante conversando com ele. E fui puxar papo com Pablo, que também era músico. Junto com ele estavam outro Pablo e duas chicas argentinas, Maria e Aniko. Super fofas. Acabei me enturmando com eles e, depois que acabou a música, fomos para o ap de um dos Pablos fazer uma pasta e beber vino. Nesse meio tempo liguei para Ignacio, que estava no candombe no Barrio Sur, e, depois da pasta.... bem, o que aconteceu depois da pasta eu não posso contar por aqui. Só o que posso dizer é que ele tocou bandoneon e violão só pra mim. :)
Montevideo - quarto e último dia
Bão, meu último dia em MVD foi meio melancólico e bastante sem graça, até. Acordei bem, feliz, mas depois fui tomada por uma tristeza profunda, que atribuí ao fato de ter dormido pouco e também ao fato de que me apaixonei pela cidade... Passei o dia vagando pela Ciudad Vieja, fui ao banco Santander ver se podiam me dar una nueva tarjeta (aparentemente, crianças, o banco Santander só compartilha com os demais Santanderes pelo mundo o nome, porque não te serve pra absolutamente nada ter uma agência por lá), e fiquei com vontade de escrever. Como não tinha um notebook à mão, e também não queria exatamente escrever para os outros, comprei um caderninho e comecei a escrever... em español!!! Eu precisava, queria, escrever em español. Só assim poderia expressar o que eu estava sentindo. Passeei, tomei sorvete, comprei camisetas brancas numa loja popular (pelo que me lembro custavam 17 pilas cada, comprei duas brancas e uma cor de cenoura, básicas e bem legais, to numa fase camiseta branca, uma coisa), sentei-me num restaurante no Mercado del Puerto e comi um spaghetti com frutos do mar. Entrei em um ou dois museus, coisa rápida. Depois acabei voltando pro Hostel, dormi um pouco - precisava - e levantei a tempo de ver meu último o pôr-do-sol na rambla. Por ali, alguns chicos fumavam marijuana e depois pulavam na água para se refrescar: 'hace calor, señora!!!' Algumas pessoas pescavam... Garotos jogavam uma pelada em uma plaza vizinha.
Mais à noite, um grupo do Couch Surfing havia combinado de se encontrar para tomar algo e lá fui eu, descrente de que Ignácio me telefonaria para um segundo e último encontro. De tanto bater cabeça na vida a gente aprende, né? Tola seria se tivesse esperado por ele. Por coincidência, marcaram o encontro exatamente na mesma esquina onde, na véspera, havíamos parado para comer uma pizza e beber uma cerveja, enquanto Ignacio me contava suas encantadoras idéias para mudar o sistema tocando bandoneon para los chicos no Barrio Sur e fazendo pichações nos muros de Montevideo.
O encontro foi uma delícia! Havia alguns locais, e um especialmente foi minha mais nova paixão, Diego, um jovem iniciante diretor de cinema residente na Espanha que estava de volta após dois anos fora de MVD. Além dele, outras excelentes companhias, uma mesa realmente internacional: Wolf - um alemão simpaticíssimo fazendo um ano sabático no Uruguay para terminar o doutorado, Santiago - um uruguayo cujo pai morara em Campinas e que falava ótimo português (em Buenos Aires, depois, conheci Greta, uma mexicana muito legal que ficou 2 semanas hospedada na casa de Santiago e conheceu várias dessas pessoas - depois falo dela), uma argentina super simpática com familia no Brasil e cara de brasileira, que tinha um namorado de Camarões, um italiano, um uruguayo comissário de bordo de opiniões fortes e que gostava de teatro independente (fiquei de levá-lo um dia à Praça Roosevelt), Martina, uma moça simpática porém que ficou competindo comigo pela atenção de Diego e fez questão de ir caminhando junto comigo e com ele até o hostel, definitivamente melando qualquer possibilidade de uma última aventura de amor em terras uruguayas, um Inglês, e mais 2 outros locais, que eu acabei não conhecendo porque, afinal, era muita gente!
No final, o que poderia ser uma melancólica última noite solitária foi realmente uma delícia!
Pra mim esses são os gostinhos bons das viagens. Essas são as lembranças que guardarei pra sempre. Quando parece que tudo está ruim, e que vc está sozinho, e que ninguém se lembra que você existe... o inesperado acontece!
Dias 5 e 6 - Colonia del Sacramento - para amar, para relaxar
Você tem muitos motivos para ir. Porque é um lugar histórico importante, que foi disputado durante centenas de anos por Portugal e Espanha por ser um ponto estratégico ali no Rio da Prata. Porque é um lugar muuuuy lindo. Porque é muito, muito, muito sossegado, e os perros uruguayos fofos passam o dia inteiro dormindo.
Porque é um lugar romântico. Porque faz um pôr do sol ducaralho todo dia. Porque é o caminho mais curto pelo Rio da Prata entre Buenos Aires e Montevideo. Porque você pode fazer a phyna, alugar uma scooter com seu amado e fingir que está em um filme, passear sem compromisso nenhum o dia inteiro pela cidade, pegar uma praia, parar pra almoçar, conhecer a Plaza de Toros, o museu náutico, o cemitério fofo cheio de flores,
(era nessas cadeirinhas brancas e desconfortáveis nesse lugar sem graça que nos serviam o chá, os poucos escolhidos do Jardim das Lentas Maravillas)
O Ricardo Freire também descobriu o Lentas Maravillas quando esteve por lá. E eu juro que descobri sozinha, ninguém me contou não. Me achei, tomando meu chá das cinco enquanto esperava o pôr-do-sol.
(meu chá das 5, desagradááável. NOT :P)
Mas para ver o sol ir embora em Colônia vc tem que ir pro deque ou então pra parte murada na beira do rio. Eu fui pro deque:
Um dia por lá é suficiente para conhecer tudo. O centro histórico é minúsculo e ao contrário do Ricardo Freire eu acabei não indo em nenhum dos museus porque fecham cedo e, no primeiro dia, fiquei até as 4 da tarde resolvendo problemas com a gracinha da minha gerente no Brasil e no segundo dia fui passear de scooter com Jeremy e só chegamos umas 18h. Ricardo Freire diz que não passaria a noite. Eu passaria, se fosse de casal. Na verdade passei duas noites lá. Não foram das mais animadas, mas a turma do hostel (fiquei no El Viajero Hostel - não muito barato, sempre sempre lotado, gente entrando e saindo todo dia, indo/voltando de BA/MVD, atendimento ok) se divertiu em alguma sinuca por ali. Fiquei enchendo a cara com dois brasileiros e com o fofo do Jeremy, americano de 25 anos que me levou pra passear de scooter e cujo email eu, lamentavelmente, perdi. Espero que ele não tenha perdido o meu, porque ficou de se hospedar em minha casa quando viesse a SP. Mesmo assim, foi uma noite gostosa. :)
OBS: Se vc está indo para BAs, NÃO compre a passagem do Buquebus ou do Colonia Express (barcos que fazem a travessia do rio da Prata) no albergue/pousada. É bem mais caro. Vá na véspera ou assim que chegar no Porto - fica do lado da rodoviária - e compre por lá mesmo. Eu acho que paguei uns 30 ou 40 pesos a mais pela comodidade. Bobeei, porque no passeio de scooter paramos por lá para o Jeremy comprar a passagem de ônibus dele. E ah, o Buquebus é maior mas também é mais caro que o Colonia Express. Me pareceu mais pontual também, todavia.
OBS2: NÃO jante no restaurante El Torreon, que fica ali na beira do rio. Quando fomos, o atendimento foi muito ruim, os preços eram exorbitantes, e o tamanho da carne que custava 300 e tantos pesos (uns 30 reais) era absolutamente ridículo. E não vinha com guarnição. Fuja!!!
MiBuenosAiresquerido - primeiro dia
Sabe que gostei do passeio de barco entre Colônia e BAs? E na chegada nel Puerto de SantaMaria de Bonaire vc vê uns barcos Cassinos. No Uruguay tem Cassino mas eu não fui não, não curto a idéia, mas até que em um barco cassino desse eu iria só pra curtir. Uma coisa assim meio Maverick.
(oooooi Argentina!!!!)
HOSPEDAGEM: Chegando lá, fui direto pro El Firulete Hostel. O hostel é bem legal, pequeno, os quartos são confortáveis, a equipe é de gente jovem, os caras que trabalham por lá sempre saem com o pessoal que está hospedado para fazer uma balada, enfim, gostei bastante. O único problema, o único mesmo, que eu tive: o BARULHO. E, na boa, pra mim não é um problema muito pequeno não. A rua era MUITO barulhenta. Imagine vc morar no primeiro andar de um ap, sei lá, na Av. Brigadeiro Luiz Antonio? Ou, como morava meu irmão no RJ, na Senador Vergueiro? Ônibus o dia inteiro. E de noite, caminhão. No terceiro dia comprei um tampão de ouvido. Demorei muito. Isso tornou a minha estadia em BAs não tão boa, porque não dormi bem.
O hostel é bem localizado; fiquei em um quarto individual com banheiro coletivo, o quarto tinha ar-cond, era limpo, o banheiro era ok (coletivo, né, mas td bem, eu tomava banho em 5 min mesmo), a área coletiva era bem legal e os computadores pra acesso à net eram rápidos, o café da manhã era ok - pão, doce-de-leite, manteiga, geléia, leite, chá, café e sucrilhos.
EMPANADAS: Única missão que consegui concretizar no dia: comer empanadas deliciosas. Eu tava louca pra comer empanadas desde Montevideo e ainda não tinha encontrado O lugar. No hostel, me indicaram El Cuartito como tendo 'a melhor empanada de Buenos Aires'. E o melhor é que era (mais ou menos) perto do Hostel. Um lugar muy muy antigo, muy buenas pizzas e empanadas. Comi três: carne picante, carne, e a minha preferida: queso roquefort y jamon. Hmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm..........
Depois de andar muito até lá (me perdi na ida, era perto) e andar de volta, tudo o que consegui fazer foi deitar e dormir. No caminho passei em um Maxi-quiosco (não sei porque não copiam essa idéia por aqui - se bem que hoje em dia certas bancas de jornal são parecidas, mas lá tem em tudo quanto é lugar), comprei um alfajor, um chá gelado e na banca uma revista. Acordei por volta das 23h com fome novamente...
Fui pra área de convivência do Hostel, vi uns posts do povo do Couch Surfing mas não me animei a sair. Só que precisava comer.
E.... COMPANHIA. Mais uma vez a nossasenhoradabuenaonda veio a me socorrer. Pedi informações a um dos moços que trabalhava no hostel, Facundo, que me indicou um local perto mas eu estava com medo de sair sozinha - hospedada no centro... a cidade é segura, mas mulher sozinha de noite... temos que saber nossos limites, não?
No final das contas, Facundo, que ia somente me acompanhar até o local, acabou sentando-se comigo e comendo uma pizza com cerveja (bebem muito Stella Artois por lá, e é mais barata que a Quilmes), e ficamos batendo papo até as 3 da manhã. Calhou que o moço era muito simpático, todo ligado na tomada, triatleta, engraçado e brincalhão, e o papo foi uma delícia. Ele me convidou depois pra andar de bicicleta um dia com ele antes de ir embora, mas acabou não rolando. Mas valeu, com certeza, pela minha primeira noite em BAs.
Buenos Aires- segundo dia
Já recuperada, tendo dormido um pouco - não muito, por causa do barulho- , eu tava afins de ir a uns museus e passear bastante a pé por BAs. Bem, foi o que eu fiz todos os dias. Talvez por isso eu tenha engordado SÓ 2 kg: considerando que bebi cerveja todo dia durante 12 dias, está de bom tamanho (NOT).
Mandei um recado pro Couch Surfing e um italiano simpático me respondeu, Stefano. Sabe gente boa mesmo? Eu arriscaria dizer que construímos uma amizade durante esses 4 dias em que passeamos juntos. Conversamos de tudo, rimos, passeamos (Stefano anda rápido e sempre sabe onde ir, além de ser um excelente professor de italiano). Falamos sobre o Lula (quer dizer, eu falei sobre o Lula), sobre Cesare Battisti, sobre jornalismo, ele contou bastante sobre a Itália... E fizemos um pacto de eu falar português e ele italiano, para que pudéssemos ouvir línguas que nos agradavam :)
Fomos então ao Museu Nacional de Bellas Artes - nos encontramos lá às 16h. Antes disso... passeei pela Calle Florida, conheci a Galeria Pacífico - que nada mais é que um shopping, o Centro Cultural Borges- que fica dentro da Galeria e tinha uma instação sobre Ingmar Bergman e uma exposição de desenhos (dibujos, em español. adoro essa palavra. e adoro como em português a gente só usa pra falar sobre o milho ahahahahaha). Lá na Galeria também tem uma escola de tango onde vc pode fazer aula e não é uma muvuca (depois conto sobre a aula de tango que eu fiz) e não é caro (duas noites de aula sai uns 40 reais).
A Faculdade fica do lado daquela Frô de metarrrrrrr que abre e fecha - até hoje só vi aberta:
O MNBA fica também ali, na frente da Faculdade, do outro lado da Avenida.
Depois do museu (super recomendo!!! acervo enorme, inclusive de arte pré-colombiana, bem cuidado, e outras exposições), caminhamos até a livraria El Ateneo, a mega hiper master blaster livraria lindérrima e chiquérrima que fica dentro de um antigo teatro. É show!!!
(peguei a imagem daqui)(Clique aqui para um videozinho em inglês) (e... fazendo a pesquisa de links para este post acabo de descobrir que a Libreria Yenni de Pocitos, em Montevideo, é do mesmo grupo. De fato, a agenda e o cine-de-dedo que comprei na Yenni eram fabricados na Argentina... tsk, tsk)
Depois de um café no charmoso palco, acompanhada do Stefano, voltei para o albergue, me troquei rapidinho e encontrei com Ani, a argentina que eu havia conhecido em MVD, e mais duas amigas: Olga, uma peruana, e Maju, local. Fomos para um barzinho em Palermo e lá comemos uma Picada - uma tábua de frios, muito popular por lá (assim como as onipresentes papas fritas). Olga particularmente me fez morrer de rir com suas imitações de chilenos e outros falantes de língua espanhola, e também ao falar dos 'selváticos', que são os peruanos que moram nas cidades mais perto da Amazônia (Iquitos, por ex).
Ah, cumpre informar que a essa altura da viagem eu já estava hablando español fluentemente (ahã), e pena não tinha ainda aprendido a dizer 'relindo', 'rebueno', mas nesse dia quase falei che! ahahahahahaha. Adorei!!!!
Ani me convidou para ir ao Tigre com uns brasileiros que ela havia conhecido, mas como eu tinha poucos dias, achei melhor ficar pela cidade mesmo.
Terceiro dia em BAs - MALBA + farra de compras em Palermo (ai meu bolso) + Tango
Meu terceiro dia em Buenos Aires foi sussa e uma delícia. Pena que a noite não foi igual. Anyway, nem todos os dias são perfeitos... fui pro MALBA ver a exposição do Andy Warhol, Mr America. Depois fui encontrar o Stefano no La Paila, uma peña onde fomos da outra vez que fui pra BAs com meus pais, para comer comida do norte argentino, que o Stefano adora porque esteve lá recentemente. Pena que o restô tava vaziaço; sendo peña, ele enche mais de noite por causa da música. Mas foi ótimo, comemos - dessa vez errei no prato, o do Stefano tava bem melhor, bebemos vinho e saímos de lá quase dormindo ahahahahaha. Mas criei coragem e fui encarar a Feira de Palermo. Fiz a festa. Com 300 pesos ( +- 150 reais) comprei presente pra minha amiga, pra minha mãe e vááários presentes para mim mesma, tudo exclusivo dos estilista porteños desshhhcolados . Comprei tanto que no dia seguinte estava com ressaca moral, e fui na Feira de San Telmo e não comprei nada. Ainda bem que parei aí, porquee estourei meu orçamento da viagem em exatamente um terço por conta de comprinhas (incluindo uma pequena fortuna de celular, um livro juríco carésimo e bebidas no free-shop).
(OBS: Se você quer fazer uma aula de Tango realmente boa, sem muvuca, NÃO vá ao La Viruta. É lotado. Tem pouquíssimo espaço pra dançar. Mas se vc quer só um lugar pra se divertir, La Viruta é seu lugar.)
Olha, teria sido legal, se aquele dia eu não estivesse absolutamente mal humorada. O fato é que, quando se vai sozinha a um lugar assim, a um clube para dançar, existe uma grande chance de você esbarrar com pessoas taradas a fim de se esfregar em você para conseguir algum prazerzinho grátis. Quando eu batia carteirinha no forró me deparei várias vezes com tipos assim. Odeio. E como eu tenho cara de boazinha (ou sei lá eu por quê), sempre sou sorteada. Nesse dia um velho tarado me escolheu. Disse que era professor de tango - até aí tudo bem, mesmo se fosse mentira ele me ensinou algumas coisas e dançava bem. Pois é, estava tudo bem até que, depois que o professor (o de verdade, do curso) disse 'cambio de parejas' e eu disse ao velho tarado que dali a pouco ia querer trocar de par para experimentar dançar com outro homem e ele me perguntou: 'Te gusta experimentar com muchos hombres?'.
Ele merecia um chute no saco. Ele merecia um tapa/cuspe na cara. Mas eu sou uma idiota e não fiz nada disso. Respondi, indignada, que não. E ainda dancei até o final da música com ele. Puto. Minha noite acabou aí.
Fiquei bodeada e fui embora logo depois que a aula acabou, quando ia começar a diversão no Clube, isto é, o tango pra valer, pro povo dançar e tudo. Mesmo com vários gatinhos porteños e estrangeiros no local, não me animei a ficar. Ainda vaguei por cerca de uma hora por Palermo e arredores da Plaza Serrano, mas tudo que eu via eram homens solteiros tarados prontos pra me abordar em qualquer bar que eu pensava em me sentar para comer. E eu, simplesmente, não estava com a menor paciência ou humor para ficar rechaçando convites desse tipo. E parece que nesses dias a gente fica especialmente atraente para homens assim.
Mulheres viajando sozinhas têm, por vezes, esse tipo de problema: não é fácil sair de noite sem companhia. E, por vezes, me sinto muito, muito só, desamparada mesmo. Essa noite foi assim. E pra completar, peguei um táxi e eu só tinha uma nota de 100 pesos pra pagar. Já tinha ouvido que não era pra pagar taxistas com nota de 100, mas eu não tinha alternativa. Na hora de pagar, dei a nota a ele e ele me devolveu dizendo 'não tenho troco'. Eu ainda subi, idiota, no albergue, para tentar trocar a nota e pagá-lo. E ele se foi. Lógico. Ele tinha trocado a minha nota de 100 por outra, falsa. O cara que trabalhava no hostel imediatamente me disse que a nota era falsa. Eu não entendi nada, só tinha tirado dinheiro no caixa. Só no dia seguinte, ao mostrar a nota falsa ao meu amigo Stefano e contar-lhe a história, ele sacou o que tinha acontecido.
Definitivamente, não a melhor noite da viagem.
Quarto dia em BAs - o melhor!!! gente é tudo.
E como a sorte vira em viagens, ainda bem, o meu quarto dia e, especialmente, a quarta noite foram beeeeeeeeem melhores que o anterior.
Acordei depois de dormir minha primeira noite com o tampão de ouvido :) e fui até a Plaza de Mayo encontrar Greta, uma mexicana fofa fofa, muito legal, ativista do Greenpeace, e que logo de cara me deixou, literalmente, uns 2 minutos de boca aberta ao me contar que a Cidade do México tem 40 milhões de habitantes (incluindo o que seria o equivalente à Grande SP). Gente, sabe o que é isso? E eu achava São Paulo grande. Tsk, tsk.
Passeei com Greta pela Feria de San Telmo, aiaiai, ainda bem que ela não estava no pique de comprar, porque eu não podia nem olhar nada, e como tem coisas lindas naquela feira, tudo artesanal de muito bom gosto, amo San Telmo, pena que exagerei em Palermo e não pude comprar nada por lá. Da outra vez trouxe uma caixa de chá linda que uso para colocar bijouterias, e uma flor que é broche e presilha ao mesmo tempo que nunca achei outra parecida para comprar, muito linda. Queria tentar achar o lugar onde havia comprado a flor, mas San Telmo é MUITO grande e eu teria que ter tempo só pra isso, e logo começou a chover, e ficou impraticável continuar o passeio pela rua. Fomos a um café, conversamos muito, Greta é muito gente boa, estávamos tentando nos encontrar desde o Uruguay mas não rolava e finalmente, depois de algumas tentativas, deu certo em BAs.
Depois fomos ao Centro Cultural Recoleta, que fica ao lado do Cemitério e super vale a pena conhecer.
É grande, tem um borboletário, tem exposições de vários artistas, é um lugar legal. Não é um graaaaaaande museu, como o MALBA, mas vale a pena. Lá, encontramos uma turma de gente muito legal: Stefano (o italiano meu companheiro desde o primeiro dia de BAs), Julian (super simpático), e Valeria (doidinha, engraçada), locais, Rafael, um espanhol daquele jeito meio grosseirão de espanhol mas muito engraçado, falava russo e imitava sotaques de dialetos em várias linguas, morri de rir, ah, e Anna, uma russa.
Depois do passeio fomos pra um boteco na Recoleta, lórrico, comemos empanadas e bebemos Quilmes. De lá, quase todos foram a um outro encontro, que era do intercambio de linguas, onde encontramos Lorena, uma outra local que estava aprendendo italiano com Stefano, e um americano/indiano cujo nome não me lembro. Lorena nos levou pra comer em um clube em Palermo, muito muito local, só com gente do bairro, o clube tinha uma quadra de futebol de salão e do lado tem um salão pra comer pizzas etc e lá ficamos, bebendo, rindo, falando a noite inteira em 4 linguas diferentes, Julian tentando falar português comigo, muito engraçado! Eles dizem que falamos cantando e tentam imitar o nosso cantado e é de rolar de rir. Ah, que pena que acabou, foi uma noite simplesmente divina. Pra mim isso é viajar. As viagens não são só de lugares, para mim, principalmente, as viagens são de pessoas.
Último dia em BAs - Parte 1: comprinhas... oops!
Lições aprendidas durante esta manhã:
1) PASHMINAS: NÃO tente comprar pashminas no verão. Não adianta. Na loja que minha mãe comprara há 2 anos (lindas pashminas, finissimas, muito quentes, a idiota aqui não comprou, idiota, idiota, idiota), não fabricavam mais. Nas outras ao redor... Nada de lã. Ou então coisas bregas. Sò achei em uma loja, bem mais grossa do que eu queria, o modelo é até legal, mas não era exatamente o que eu queria... Cores lindas... Mas... putsgrila, perguntei se eram 100% lá, a moça disse que sim. Ahã. Idiota de novo, não olhei. Eram de lã acrílica!!! ANTA!!! e eu não olhei antes!!! Tudo bem que é um acrilico bom, não aquelas porcarias que vende na C&A, mas ainda assim... decepção!!!
2)VINHOS: Você encontra bons vinhos no Free Shop. Pelo mesmo preço que vc encontra em adegas de BAs. Ou seja, vc não precisa se matar para comprar UMA garrafa de vinho, compre logo no Free Shop. Achei a MESMA garrafa no freeshop e eu não precisaria ter me matado correndo pra lá e pra cá no calorzão, e pelo mesmo preço (acho que até uns 10 pesos mais barato...) se vc não vai comprar vinhos muito caros e/ou não vai comprar uma caixa inteira, compre no Free Shop; vai por mim.
3) LIVROS JURÍDICOS: Eu podia ter comprado os livros pela internet. Bem, já foi né? Mas foi legal conhecer a livraria. Ah, se vc quer livros jurídicos, NÃO VÁ à mega master blaster lindérrima e chiquérrima El Ateneo, porque vc NÃO VAI encontrar livros jurídicos lá. Vc tem que ir ao prédio do Tribunal de Justiça (Tribunales), conhecer (coisa que eu NÃO fiz porque o Tribunal fecha às 12h ou 13h, onde já se viu isso? e como eu acordava todo dia lá pelas 11h... nunca chegava a tempo), e depois ir fuçar nas livrarias ao redor. Na Rua Talcahuano tem a Libreria del Jurista, muito boa, pequena mas forrada de títulos de todas as editoras. Foi onde comprei os meus. Tem outras boas librerias por lá mas exclusivas de determinadas editoras. Não acho uma boa idéia. Mas vale olhar.
Último dia em BAs - Parte 2: La Bomba! MUY BUENA ONDA PORTEÑA!
Este é na verdade o apelido de "La Bomba de Tiempo", um grupo de percussão argentino que começou há uns 4 anos fazendo ensaios abertos às segundas-feiras e estourou.
Não parava de entrar gente, e mais gente, e mais gente, e parecia que todas as arrentinas descoladas de sandálias gladiadoras/havainas, cabelo displicentemente desarrumado (horas no espelho), make leve, aquele look desencanado/alternativo que TODAS as argentinas parecem ter, bem, multiplique isso por, sei lá, umas 200 ou 300 mulheres. Não sei quanta gente cabe lá, mas todos eram lindos e descolados. Excelente lugar para paquerar, descolar uma balada para depois, companhia para a noite... (começa cedo). Ah, meninas, altos gatinhos também por lá, heim? Se produzam, nada de salto, look Vila Madalena 'acordei assim', 'sou bela e formosa e meu cabelo está sempre bom e esse glow eu tenho desde que nasci', tsá?
E o som!!! Bem, é vero, me disseram que pra brasileiros não é nada demais, mas os caras fazem um bom som com tambores, e depois que a coisa esquenta e o povo bebe, se solta, todo mundo pira, dança muito, e tem horas que o som parece, sei lá, musica de danceteria, é demais. A vibe é muuuuuuuito boa, altamente recomendo!!!!!!!
Mas faz MUITO calor por lá, então vai de roupa leve. E se prepare para as filas gigantes para comprar copos gigantes de cerveja.
Tem muita fila mas não se assuste: ela anda rápido e todo mundo entra. Se vc chegar umas 7h30, dá sossegado pra entrar e ainda ver o mar de gente entrando depois de vc.
Despues de La Bomba tem os lugares que ficam abertos fazendo o after La Bomba. Và!!! Eu acabei indo comer com uns amigos... Foi bom, mas eu queria mesmo era ter ido no after party. Fui parar em um deles logo depois, mas logo meus 'amigos' recém conhecidos me abandonaram sozinha e fui embora. Mas tava 'bombando' ahahaha, e uns caras do La Bomba tocam por lá depois. E as ruas em torno, logo depois que acaba, ficam super festivas, até samba tocou por lá.
Quer saber mais? Clica aqui e sijoga!!! Aproveita, olha as fotos, vê os vídeos e ouve o som dos caras. Muy muy buena onda!!!!
17 janeiro 2010
manifesto pseudo-poético-cafona ou por um macho latinoamericano que me faça feliz
Cadê você, porra?
Depois do final do ano, tudo e todos se fueran, eu fui pras terras gauchas e porteñas, meu amor tão lindo e tão proibido se foi para terras também latinoamericanas, tudo se desvaneceu com o tempo e com a distância. E ahora me quedo sola, una vez más.
E me pergunto, "será que vai chover"? Não, não, não!!! Não é isso!!! Me pergunto onde está esse homem delicado, de pele morena, cabelos escuros e lisos, corpo esguio, olhos amendoados, voz grave, e que, quando tem uma mulher nas mãos, sabe exatamente o que fazer?
Em vão estou procurando?; procuro alguém que não existe por aqui. Alguém que, aliás, nunca existiu em lugar nenhum.
Ok, ficou pseudo-poético, ficou ruim mesmo, mas é isso aí, quando a gente está procurando um amor a gente é mesmo meio cafona. E o pior é que eu estou realmente procurando um homem que não existe.
Preciso, seriamente, resolver que comandos dar ao meu cérebro para trombar acidentalmente com este homem, este que mexerá com meus brios, este macholatinoamericanoperonomucho, aiaiai, eu to ferrada, eu só me apaixono por artista e os artistas são lindos, são lindos mesmo, eles fazem música pra vc, eles tocam bandoneon só pra vc, mas eles não têm um puto na conta bancária e, meu bem, eu não preciso de um homem que pague as minhas contas, mas o sujeito precisa, pelo menos, pagar as suas próprias. E precisa estar lá, caralho, do meu lado.
Quer saber, então esse é um manifesto pro meu cérebro pra ver se ele aprende e muda o padrão e se sbre a algo novo!!! NÃO a homens que não pagam suas próprias contas; NÃO a homens completamente perdidos no mundo (no wonder passei tanto tempo sem namorar depois que eu me formei, eu não sabia quem eu era nem o que queria fazer e, meu, ninguém aguenta estar com alguém TÃO inseguro); NÃO a homens com muitos problemas - porque NÃO, xuxu, vc não vai consertá-los, vc só vai se enfiar de cabeça nos problemas deles também; NÃO a homens que me tratem mal NÃO NÃO NÃO NÃO!!!!; NÃO aos fuckin homens blasè/travados/enrustidos/inseguros que nunca me elogiam e nunca dizem o que sentem porque têm medo sei lá do que, medo das palavras, medo de se expor, vão cagar vocês todos. NÂO aos homens que NUNCA me acompanham nos lugares onde eu vou. Talvez, só talvez, ainda não sei, eu precise de um macholatinoamericano, sabe como é? Um homem que seja mais homem do que eu. Um homem que seja HOMEM, porra. Pelo menos para tirar a prova, só pra ver como é. Um homem que pague as minhas contas, de vez em quando, pra variar. E que, porra, não tenha medo de tomar decisões e de enfrentar a vida.
Mi Viajen por Uruguay e Argentina
Si, yo ahora hablo un poquito de español que empezè a hablar (e escribír!!!) despuès de 3 dias en Montevideo. Desde entonces nó sè que me diò que simplesmente paseè a hablar, e punto. Con muchos errores, por cierto, pero para mi está bien así, por ahora. :)
Hoy no tengo particularmente ganas de contar sobre el viajen, así que solo vengo para decir que en poco tiempo vuelvo para hacer un buon registro con informaciones preciosas sobre las ciudads, su gente e alguns puestos buena onda en Montevideo, Colonia del Sacramento e miBuenoAiresquerido, se bien que ahora es MVD que vive en mi corazón, aún más que el puerto de Santa Maria de Bonaire.
Saludos!
24 dezembro 2009
Tchau 2009, Olá 2010
Anyway, só queria avisar/compartilhar que, depois de uma sinusite, uma pneumonia, 4 trabalhos da pós-graduação, 1 relatório de pesquisa, 1 Manual de Tratamento Penitenciário, 1 cirurgia de miopia, 1 namorado, meu segundo ano de docência (\o/ yay! nunca fiquei tanto tempo em um emprego, acho que finalmente acertei na carreira), 1 Júri (pau no Ministério Público!!!) e tudo isso sem nenhum feriado pra me consolar, estou, finalmente, SAINDO DE FÉRIAS!!!
Vou pra praia com um casal de amigos fofoooos e queridos dia 26, volto dia 30 pra Sampa, passo o Ano Novo com amigos muito muito queridos, e embarco dia 1 pra Montevideo, depois vou pra Colonia del Sacramento e depois pra miBuenosAiresquerido.
Vou pedir pro Papai Noel um namorado bem bonito e que me trate muito bem. Na verdade vou fazer uma lista bem mais detalhada que isso, esses são só dois indicadores, sendo um fundamental. Eu mereço.
Mas se Papai Noel puder me arranjar um uruguaio ou um porteño bonitón (e que me trate bem) temporário, só pela temporada, olha, não vou reclamar não, tá?
Fui!!!!
19 dezembro 2009
No limite
Mas ainda tenho um trabalho para terminar!
11 dezembro 2009
agora só falta fazer uma tatuagem
Mas por hora o que tá batendo mesmo é uma vontadinha, de novo, de fazer uma tatoo.
Só não faço esse finde porque vou pra praia daqui a 2 semanas e quero poder tomar sol e entrar no mar sem neuras.
vou pra praiaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
e depois do reveillon, vou pro Mercosul passear :)
06 dezembro 2009
Ligar o foda-se ou a senhorinha dançante do Sesc
Tô falando disso porque ultimamente, sempre que vou ao Sesc aqui perto de casa e tem música ao vivo (bandinhas de jazz, coral, bandinhas com cantores etc) vejo uma senhorinha lá que dança sem medo de ser feliz. Sempre sozinha, ela dança onde ninguém tem coragem, bem ali na frente da bandinha. Enquanto todos os outros ficam comportadamente em roda deixando uma distância respeitosa entre o público e a banda, ela preenche aquele espaço. Só as crianças se divertem tanto quanto ela. Ela parece pobre - mas não é maltrapilha, é arrumadinha do jeito que dá. E quando a gente olha sempre julga, né, já taxa, 'é louca, coitada'.
Ontem dei um pulo lá pra almoçar e depois fiquei estudando. Tinha um coral interessante e lá estava ela. Tentei tirar uma foto, mas não deu. Bom, talvez fosse virar uma coisa meio fetichista, achei melhor que não deu mesmo. Mais tarde, eu a vi conversando com um casal. Parecia uma pessoa perfeitamente 'normal', se é que isso existe. Não parecia louca, ou bobinha, ou velhinha.
E lá fiquei eu com meus preconceitos, pensando na senhorinha.
Eu acho que na verdade, ela liga é um FODA-SE bem grande pra todo mundo que a julga, e dança porque gosta, quando a música merece a dança.
Quanto a mim, eu também danço, mas no cantinho.