14 novembro 2009
Uma burca para Geisy - cordel - muito bom!
I Quando Geisy apareceu
Balançando o mucumbu
Na Faculdade Uniban,
Foi o maior sururu:
Teve reza e ladainha;
Não sabia que uma calcinha
Causava tanto rebu.
II Trajava um minivestido,
Arrochado e cor de rosa;
Perfumada de extrato,
Toda ancha e toda prosa,
Pensou que estava abafando
E ia ter rapaz gritando:
"Arrocha a tampa, gostosa!"
III Mas Geisy se enganou,
O paulista é acanhado:
Quando vê lance de perna,
Fica logo indignado.
Os motivos eu não sei,
Mas pra passeata gay
Vai todo mundo animado!
IV Ainda na escadaria,
Só se ouvia a estudantada
Dando urros, dando gritos,
Colérica e indignada
Como quem vai para a luta,
Chamando-a de prostituta
E de mulherzinha safada.
V Geisy ficou acuada,
Num canto, triste a chorar,
Procurou um agasalho
Para cobrir o lugar,
Quando um rapaz inocente
Disse: "oh troço mais indecente,
Acho que vou desmaiar!"
VI A Faculdade Uniban,
Que está em último lugar
Nas provas que o MEC faz,
Quis logo se destacar:
Decidiu no mesmo instante
Expulsar a estudante
Do seu quadro regular.
VII Totalmente escorraçada,
Sem ter mais onde estudar,
Geisy precisa de ajuda
Para a vida retomar,
Mas na novela das oito
É um tal de molhar biscoito
E ninguém pra reclamar.
VIII O fato repercutiu
De Paris até Omã.
Soube que Ahmadinejad
Festejou lá no Irã,
Foi uma festa de arromba
Com direito a carro-bomba
Da milícia Talibã.
IX E o rico Osama Bin Laden,
Agradecendo a Alá,
Nas montanhas cazaquistãs
Onde foi se homiziar
Com uma cigana turca,
Mandou fazer uma burca
Para a brasileira usar.
X Fica pra Geisy a lição
Desse poeta matuto:
Proteja seu bom guardado
Da cólera dos impolutos,
Guarde bem o tacacá
E só resolva mostrar
A quem gosta do produto.
***recebi por email. não sei se tem uma fonte 'oficial' na internet. quando eu souber, publico.
5ª Sinfonia de Mahler - Adagietto
E posto de novo porque gosto demais desse trecho da sinfonia. Não conheço inteira, amanhã pretendo me comprar de presente um CD, porque quero tê-la em casa para poder ouvir bem alto e me emocionar ainda mais.
Esses dias, na novela, na cena da dança que a Ana Botafogo dança antes do desfile em Petra, foi essa a música que tocou. Com canto, que eu não conhecia. Só conhecia a versão instrumental, que toca no Morte em Veneza e que faz a gente morrer de tristeza junto com o protagonista cada vez que ela começa. Poucos filmes me fizeram chorar tanto, e nessa obra magistral do Visconti a música é co-protagosnista.
Daí que sempre que ouço quero ouvir de novo e de novo, porque é realmente lindo.
Ouço pouca música, e acho que é porque eu não consigo ouvir música 'de fundo': preciso estar presente na música; preciso viver a experiência e, de fato, OUVIR e VIVER a música. E quando ouço obras como essa e de outros grandes mestres, como Villa Lobos, Bach, eu me emociono tanto e aí me lembro de como gosto de verdade de música.
Aqui tem o Adagietto pra quem quiser se emocionar. Pena que a qualidade do som tá muito ruim. Emocionem-se.
11 novembro 2009
Racismo na porta do banco - via twitter
vi no @tdbem (via @gabibianco)
07 novembro 2009
Uniban e o linchamento moral: a culpa é da vítima
peguei daqui http://blog.estadao.com.br/blog/guterman/
Em anúncio publicado nos jornais deste domingo e que já circulam neste sábado, a Uniban informou que expulsou a aluna Geisy Arruda, aquela moça que apareceu na universidade com um vestido curto e sofreuassédio coletivo de centenas de estudantes. Diz o texto que a moça adotou uma “postura incompatível com o ambiente da universidade” e que ela provocou os colegas ao fazer “um percurso maior que o habitual”, desfilando todo o seu “desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade”.
Caberia um tratado sociológico para essa peça, mas fiquemos somente com Elias Canetti, a propósito do linchamento. Em “Massa e Poder”, Canetti explica como a sensação de impunidade garantida é fator essencial para o sucesso dessa violência cometida pelo que ele chama de “massa de acossamento”: “Uma razão importante para o rápido crescimento da massa de acossamento é a ausência de perigo na empreitada. Esta não oferece perigo nenhum, pois a superioridade da massa é enorme. A vítima nada lhe pode fazer. (...) O assassinato permitido substitui todos aqueles aos quais se tem de renunciar, aqueles que, uma vez cometidos, ter-se-ia de temer a imputação de pesadas penas. Um tal assassinato – permitido, recomendado, sem perigo algum e partilhado com muitos outros – afigura-se irresistível à grande maioria da humanidade”.
Assim, como diz Canetti, todos os que participaram do linchamento moral da estudante sabiam que não seriam punidos e agiram à vontade em razão disso. A Uniban não só deixou de tomar alguma atitude em relação à massa, como também inverteu todos os sinais morais e juntou-se aos agressores, dizendo que eles estavam “defendendo o ambiente escolar”. Para terminar, como se tudo isso não bastasse, resolveu responsabilizar a vítima. Completou-se, assim, o linchamento.
UniTaleBan - a coluna do Contardo
A turba da Uniban
O resultado foi que 700 alunos da Uniban saíram das salas de aula e se aglomeraram numa turba: xingaram, tocaram, fotografaram e filmaram a moça. Com seus celulares ligados na mão, como tochas levantadas, eles pareciam uma ralé do século 16 querendo tocar fogo numa perigosa bruxa.
A história acabou com a jovem estudante trancada na sala de sua turma, com a multidão pressionando, por porta e janelas, pedindo explicitamente que ela fosse entregue para ser estuprada. Alguns colegas, funcionários e professores conseguiram proteger a moça até a chegada da PM, que a tirou da escola sob escolta, mas não pôde evitar que sua saída fosse acompanhada pelo coro dos boçais escandindo: "Pu-ta, pu-ta, pu-ta".
Entre esses boçais, houve aqueles que explicaram o acontecido como um "justo" protesto contra a "inadequação" da roupa da colega. Difícil levá-los a sério, visto que uma boa metade deles saiu das salas de aula com seu chapéu cravado na cabeça.
Então, o que aconteceu? Para responder, demos uma volta pelos estádios de futebol ou pelas salas de estar das famílias na hora da transmissão de um jogo. Pois bem, nos estádios ou nas salas, todos (maiores ou menores) vocalizam sua opinião dos jogadores e da torcida do time adversário (assim como do árbitro, claro, sempre "vendido") de duas maneiras fundamentais: "veados" e "filhos da puta".
Esses insultos são invariavelmente escolhidos por serem, na opinião de ambas as torcidas, os que mais podem ferir os adversários. E o método da escolha é simples: a gente sempre acha que o pior insulto é o que mais nos ofenderia. Ou seja, "veados" e "filhos da puta" são os insultos que todos lançam porque são os que ninguém quer ouvir.
Cuidado: "veado", nesse caso, não significa genericamente homossexual. Tanto assim que os ditos "veados", por exemplo, são encorajados vivamente a pegar no sexo de quem os insulta ou a ficar de quatro para que possam ser "usados" por seus ofensores. "Veado", nesse insulto, está mais para "bichinha", "mulherzinha" ou, simplesmente, "mulher".
Quanto a "filho da puta", é óbvio que ninguém acredita que todas as mães da torcida adversa sejam profissionais do sexo. "Puta", nesse caso (assim como no coro da Uniban), significa mulher licenciosa, mulher que poderia (pasme!) gostar de sexo.
Os membros das torcidas e os 700 da Uniban descobrem assim um terreno comum: é o ódio do feminino -não das mulheres como gênero, mas do feminino, ou seja, da ideia de que as mulheres tenham ou possam ter um desejo próprio.
O estupro é, para essas turbas, o grande remédio: punitivo e corretivo. Como assim? Simples: uma mulher se aventura a desejar? Ela tem a impudência de "querer"? Pois vamos lhe lembrar que sexo, para ela, deve permanecer um sofrimento imposto, uma violência sofrida -nunca uma iniciativa ou um prazer.
A violência e o desprezo aplicados coletivamente pelo grupo só servem para esconder a insuficiência de cada um, se ele tivesse que responder ao desejo e às expectativas de uma parceira, em vez de lhe impor uma transa forçada.
Espero que o Ministério Público persiga os membros da turba da Uniban que incitaram ao estupro. Espero que a jovem estudante encontre um advogado que a ajude a exigir da própria Uniban (incapaz de garantir a segurança de seus alunos) todos os danos morais aos quais ela tem direito. E espero que, com isso, a Uniban se interrogue com urgência sobre como agir contra a ignorância e a vulnerabilidade aos piores efeitos grupais de 700 de seus estudantes. Uma sugestão, só para começar: que tal uma sessão de "Zorba, o Grego", com redação obrigatória no fim?
Agora, devo umas desculpas a todas as mulheres que militam ou militaram no feminismo. Ainda recentemente, pensei (e disse, numa entrevista) que, ao meu ver, o feminismo tinha chegado ao fim de sua tarefa histórica. Em particular, eu acreditava que, depois de 40 anos de luta feminista, ao menos um objetivo tivesse sido atingido: o reconhecimento pelos homens de que as mulheres (também) desejam. Pois é, os fatos provam que eu estava errado.
ccalligari@uol.com.br
[http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0511200929.htm]
Uniban expulsa a aluna da mini-saia
"Uniban decide expulsar aluna hostilizada por usar vestido curto
da Folha Online
A Uniban publicou anúncio em jornais de São Paulo deste domingo (8) em que afirma ter decidido expulsar a aluna Geisy Arruda, 20, hostilizada por colegas no dia 22 de outubro.
A estudante foi xingada nos corredores da universidade, em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), por usar um microvestido rosa.
O tumulto foi filmado e os vídeos acabaram na internet. Geisy parou de frequentar as aulas --ela está no primeiro ano do curso de Turismo.
A estudante foi xingada nos corredores da universidade, em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), por usar um microvestido rosa. O tumulto foi filmado e os vídeos acabaram na internet. Geisy parou de frequentar as aulas --ela está no primeiro ano do curso de Turismo.
No anúncio, intitulado "A educação se faz com atitude e não com complacência", a universidade afirma que a sindicância aberta para apurar o acontecimento concluiu que houve "flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade" por parte da aluna.
Segundo a nota, foram colhidos depoimentos de alunos, professores e funcionários, além da própria Geisy, para embasar a sindicância.
As imagens gravadas no dia e divulgadas na internet também foram analisadas, e os alunos identificados foram suspensos temporariamente das atividades acadêmicas."
Não dá pra acreditar. Geyse é a Geni. Muita gente mais qualificada que eu escreveu a respeito. vou linkar aqui depois dois textos ótimos que saíram na Folha, um do Calligaris e um outro que não lembro o nome, no primeiro caderno.
22 outubro 2009
Libertei um livro selvagem
Eu até me inscrevi no Bookcrossing (veja o link lá embaixo da barra lateral), site no qual vc pode registrar os livros que libertou e no qual a pessoa que encontrou se loga, informa onde o livro está e depois avisa onde o libertou (e assim por diante).
Mas fiquei com muita preguiça de fazer todo o procedimento e resolvi fazer a coisa assim mais selvagem, sem controle. Confiando que ele seguirá seu rumo.
Na verdade sou meio apegada a meus livros. Esse foi o primeiro que tive coragem de libertar porque o comprei baratinho numa espécie de 'sebo' que tem lá na Sala dos Professores da Faculdade - uma moça deixa livros para vc pegar e em troca doar 5 reais para uma instituição de caridade.
Era um livro da Danuza Leão, "Quase Tudo", sua autobiografia. A Danuza nasceu em 33, sabiam?
Leiturinha fácil, agradável, cheia de fatos pitorescos e outros nem tanto. Fotos bonitas. Achei que seria bom ler e desapegar. Assim o fiz. Libertei o livrinho para o mundo, num trem do metrô da linha verde, com um recado escrito à mão. Saí do trem com um sorrisinho de satisfação nos lábios. Ai, meu ego.
19 setembro 2009
Post emprestado - Ensinando a roubar livros
Em minha opinião, o roubo de livros é uma atividade adolescente ou universitária. Um ladrão de livros de mais de 24 anos é um sujeito digno de lástima, a não ser que não tenha absolutamente dinheiro para obtê-los. O amor aos livros justifica o erro e esta atividade deve ser coibida pelo livreiro com compreensão, até com carinho por seu futuro cliente. Roubei muitos livros na época em que tinha entre 15 e 23 anos. Muitos mesmo. Quando chegava em casa, escrevia meu nome e a data, acompanhado da misteriosa inscrição “Ad.”, de adquirido. Nunca me pegaram. Comecemos pela ética da coisa e depois vamos às instruções.
Nunca roubarás as pequenas livrarias. Pois as pequenas livrarias foram feitas para conversar e não combinam com atitudes detetivescas. Também não se rouba onde é fácil demais e onde o livreiro atende o cliente pessoalmente. Além do mais, roubar uma pequena livraria é cololaborar com a proliferação das megalivrarias, estabelecimentos sem personalidade, de atendimento impessoal. Não se roubam livreiros que sobrevivem com dificuldades.
Nunca olharás em torno. O fundamental a quem pretenda atuar nesta área é manter o ar casual. É como colar numa prova. Se, durante uma prova, você abre sua bolsa para pegar um lápis, você não olha para o professor. Se você for colar, aja com a mesma naturalidade. Não olhe para os lados, não observe onde o professor está — evite, é claro, fazê-lo com ele a seu lado –, pois se você comportar-se como um periscópio de submarino, o inimigo irá observá-lo. Um bom método de observação é olhar as mulheres da loja. Afinal, a gente nunca cansa delas e, com a visão periférica, você nota se há alguém da loja incomodando. Se você for mulher, multiplique as duas frases anteriores por (-1).
Nunca venderão livros onde vendem mondongo. Na minha época, a vítima principal de meus roubos era o Supermercado Zaffari da Av. Ipiranga. Vender livros em Supermercados… Vender livros ao lado de de azeitonas, bifes de fígado, mondongo e alvejante é algo que desmerece a literatura e, se nossas leis fossem inteligentes, tal absurdo seria proibido. No Zaffari, o roubo era simples, mas envolvia alguns gastos. Eu pegava o livro na estante e me dirigia com ele à lancheria. Levava o livro como quem não quer nada, como se fosse seu dono. Lá, sentava-me e pedia qualquer porcaria, de preferência gordurosa. Enquanto esperava, pegava minha caneta e iniciava a leitura. Quando passava por uma parte boa ou ruim, sublinhava-as; se houvesse algo engraçado, desenhava uma carinha rindo; se triste, uma cara triste. Na última página, escrevia um número de telefone, como se ontem eu estivesse em casa com meu livro sem um papel para anotar e tivesse anotado na última página da coisa mais à mão, meu livro. Outra coisa importante é fazia era girar a capa até a contracapa, segurando o livro com firmeza, de forma a marcar a lombada. Fazia isso em vários pontos até a metada do volume. Sim, exato, você o deixará usado! Depois, é só sair do Supermercado com o livro na mão, naturalmente, à vista de todos.
Nunca terás pressa. Havia outras livrarias que colaboraram para meu acervo da época. Nelas, o método era outro. Sabemos que um bom leitor, utiliza seus livros como objetos transicionais; ou seja, ele leva seus livros aonde vai, da mesma forma que uma criança leva seu bichinho, travesseirinho de estimação e se sente mal se ele não está próximo. Então, entrava na livraria sem pressa e pegava um livro. Caminhava lentamente mais ou menos 1 Km dentro do salão. Se alguém o estivesse observando, certamente cansaria. Lá pelo meio da jornada, colocava o livro a ser surrupiado junto do livro-objeto-transicional. Caminhava mais 1 Km dentro da livraria. Chegava a cansar de ser dono daquele livro. Saía calmamente. Ficava um bom tempo na porta da livraria examinando os lançamentos, parava na frente da vitrine, demonstrava segurança, espezinhava o medo. Depois disso, podia ir para casa.
Nunca roube, a não ser que sejas estudante ou estejas desempregado. Roubo de livros não combina com salário e cleptomania. O roubo de livros deve nascer de uma necessidade absoluta, de um imperativo interno.
Nunca deixarás de examinar todas as variáveis à luz da ciência, nos dias atuais. É óbvio que atualmente, apenas quatro livrarias merecem ser roubadas: FNAC, Cultura, Siciliano e Saraiva. O resto são locais que não devem (ver Ética) ser atacados. Como já disse, não estou mais em idade de cometer tais pequenos crimes. Portanto, desconheço o método correto e apenas posso sugerir coisas. A FNAC de Porto Alegre é tão ruim que é complicado desejar alguma coisa de lá. Na Saraiva, fui poucas vezes. Conheço mais a Cultura e a Siciliano. Ora, qualquer criança sabe que o problema está naquele coisa magnetizada ou com chip que acompanha o livro. Aquilo tem de ser anulado ou retirado. Acabo de fazer um teste no livro da Carol Bensimon que recém comprei. Olha, desisti de tentar descolar, destruiria a capa. Estará a juventude de hoje destinada a pagar por todos os seus livros? E depois falem em incentivo à leitura! Olha, talvez não seja necessário pagar sempre. Há que anular o troço. Duvido que, se você colocar o objeto de desejo dentro de uma bolsa, entre papéis ou de alguma forma tapado, acordará o alarme no momento da saída. Porém, o risco é imensamente maior e nem imagino o que os homens da segurança farão com você. Outro jeito é usar a ciência e desmagnetizar a coisa. Leve ímãs, leia a respeito, pesquise. Com sofás e poltronas por toda a livraria, você pode avaliar com tranquilidade os riscos e a forma mais adequada de ler o próximo Thomas Pynchon, por exemplo. Todos nós já vimos como o caixa realiza a mágica de desmagnetizar; ele apenas adeja algo semelhante a um limpador de discos de vinil sobre a contracapa do livro. Tem um ímã ali, não? Mas concordo, é uma merda, haverá menos romantismo e mais aventura.
Nunca roubarás pockets. Sabemos que o preço do livro no Brasil é escandaloso. Para solucionar o problema, a L & PM começou a comercializar pocket books. Outras a imitaram. É uma coisa boa. Não, meu amigo, roubar esses bons livrinhos de menos de R$ 15,00 é pecado e, se você o fizer, merecerá o patíbulo.
Nunca negarás o empréstimo de livros. Um dos lugares-comuns mais ridículos que as pessoas dizem é “Não empresto meus livros”; verdadeiro clichê de quem não gosta e não confia nos amigos. Estes merecem o açoite. Imaginem que já emprestei até meu Doutor Fausto! Um livro lido e posto numa estante até o fim de seus dias é um livro que agoniza por anos. Comprar e nunca ler é fazer do livro um natimorto. Mas o pior são os do outro lado: aqueles que efetivamente não devolvem os livros tomados por empréstimo, justificando a atitude paranóica do primeiro. Estes merecem igualmente o patíbulo.
08 setembro 2009
Sobre julgamentos - um post de saco cheio
Só porque eu contei a ele que assisto novela comentando no twitter, isso foi o suficiente para que eu caísse uns 250 pontos no conceito dele. Não basta a gente ser intelectual, não basta ter mestrado e fazer doutorado na mesma universidade que ele (aliás, fomos colegas de turma), não basta, também não posso me permitir nenhuma diversão pagã. Ah, ele pode beber todo dia, se quiser, mas eu não posso ser fútil. Ele pode assistir futebol, mas eu só posso assistir novela, porque comentar no twitter, ah, isso já é demais. E os blogs de make-up que eu leio então? Ele ficaria horrorizado. Isso também já é demais.
Ele também frequentemente me julga pelo meu comportamento na área de relacionamentos, sexo, etc. Em primeiro lugar, ele me julga baseado em parâmetros totalmente machistas: não julga do mesmo modo outros homens que não têm comportamento exemplar - ah, mas claro, homem pode!!!!! Em segundo lugar, ele me julga com base em comportamentos que eu já tive e que não tenho mais, mostrando que não se interessa em saber de mim, porque sequer sabe QUEM SOU EU (hoje). By the way, meu comportamento sexual e em relacionamentos não lhe diz respeito; não obstante, ele continua me julgando. E SE eu voltasse a me comportar como antes, o que é que ele tem a ver com isso? Ele deveria querer saber se eu estou bem, e não se eu dou/dei/darei, pra quem e quando!!!
Uma vez liguei pra esse amigo (começo a me perguntar o que significa esta palavra) chorando desesperada logo após um término devastador de namoro, e não me lembro bem o que falei, não lembro se pedi pra conversar, pra vê-lo, para ir até a casa dele: ele achou que eu queria ir DAR pra ele na casa dele sendo que ele namora simplesmente uma das minhas melhores amigas.
Recentemente também fiquei sabendo de uma pessoa que julgou um outro amigo e ao invés de se colocar no lugar dele e perguntar como ele estava se sentindo, se colocou do lado da outra pessoa envolvida na situação, criticando o comportamento do meu amigo e julgando-o por isso. nada a ver...
Não que eu não tenha ressalvas a comportamentos de meus amigos, e não que eu não tenha comportamentos que possam ser objeto de ressalva. Mas busco, mais do que julgá-los (eu tento não fazer isso), entender, me colocar no lugar do amigo, eventualmente me colocar no lugar do outro envolvido, e tento ajudar o meu amigo a estar bem, a se ajudar. Porque pra mim o que importa é que as pessoas estejam felizes e que vc esteja lá para seus amigos quando eles precisam de você. Senão, pra que que servem os amigos, pô?!!! Pra ficar dando liçao de moral nos outros??? Tô fora.
Quer saber? Me encheu, finalmente, o saco.
04 setembro 2009
Galinhas e ovinhos felizes
Já faz um tempo que comecei a comprar cestas de orgânicos na Caminhos da Roça e realmente vale muito a pena. Eu não tenho saco pra ir na feira do Parque da Água Branca e no supermercado eles são bem mais caros! E uma cesta pra mim dura 3 semanas. Acabo pedindo mais ou menos uma vez por mês.
Olha, o abacate é muuuuuuito melhor que o da feira, os vegetais duram muito na geladeira e mesmo murchos ainda dá pra aproveitar fazendo sopas e cremes.
Recomendo fortemente.
E hoje recebi um informativo sobre as galinhas felizes que produzem os ovos felizes que coloco no meu omelete com espinafre, escarola ou couve. EU queria colar aqui mas não dá, veio como imagem e fica muito pequenininho pra ver aqui.
Então deixo um link (mas o texto é de 2007) contando um pouco sobre as galinhas felizes. Quem quiser ler clica aqui.
30 agosto 2009
28 agosto 2009
Se vc ainda não entendeu o que é o Twitter, leia isso:
O poder supremo do Twitter. Será?
"A repórter Vera Magalhães (@veramagalhaes), da Folha de S.Paulo, fazia a cobertura ao vivo, pelo Twitter, do julgamento do ex-ministro Antonio Palocci no Supremo Tribunal Federal. Notebook nas mãos e muitas notícias na cabeça, disparava posts em tempo real sobre as observações dos ministros e a linha de defesa dos advogados, alinhavando o juridiquês das fontes com a descrição das cenas que via no plenário.
A cobertura ia muito bem, mais de 100 notas publicadas, referendadas e retuitadas ao ponto de o alcance dos posts ser 15 vezes maior do que o número de seguidores da jornalista. É que seus seguidores retransmitiam os posts que mais gostavam para seus próprios seguidores, e assim indefinidamente, multiplicando o raio de influência da autora original -numa proporção muito além do que Vera poderia imaginar. Em breve ela teria uma noção mais acurada do alcance real de suas notas.
A certo ponto da cobertura, a jornalista postou: “Acaba de sentar um mala do meu lado. Agora tenho de digitar com o laptop no colo”. E tocou o barco da cobertura. Três horas e vinte e dois minutos depois, Vera interrompeu a sequência de notas sobre o julgamento para publicar, com charme, uma nota que poderia ser chamada de meta-cobertura: “Saia-justa na cobertura online. Desculpa aí @LCSchama RT @LCSchama: @veramagalhaes Desculpe te atrapalhar. Ass.: o mala ao lado.”
Tradução: o advogado Caio Leonardo Bessa Rodrigues, supostamente sentado ao lado de Vera, havia tomado conhecimento da nota sobre si e respondera, elegantemente, pelo mesmo canal, o Twitter: “@veramagalhaes Desculpe te atrapalhar. Ass.: o mala ao lado.”
Tudo muito bonito, não fosse um trote. Na verdade, @LCSchama não estava no STF. Apenas passou-se pelo “mala ao lado”. Vera explica porque acreditou que @LCSchama era ele: “Eu só vi o pedido de desculpas pelo www.search.twitter.com horas depois. O mala real já tinha ido. Tudo combinava!!!”
A confusão jurídico-cibernética não terminou aí. Este que vos escreve publicou um post neste blog contando o episódio. Replicada pelo próprio Twitter, a nota virou epidemia: em menos de duas horas houve dezenas e dezenas de retuitadas e o número de acessos a este post foi multiplicado por 10. Todos acreditamos que tínhamos vivenciado uma história edificante sobre o poder viral do Twitter blablablá.
Até que, horas depois, veio a revelação da farsa, em uma mensagem do @LCSchama dirigida a @veramagalhaes: “Não estive no STF, só segui seus tweets (…). Incorporar o mala foi irresistível, mas irreal”.
“Gente, me sinto personagem de uma trama hitchcockiana. Alguém tem de avisar o @zerotoledo para fazer o epílogo com a confissão do @LCSchama”, escreveu Vera no Twitter às 22h39. Eis aqui o epílogo: não checou, dançou. Foi o meu caso."
Entendeu agora um pouquinho do poder do Twitter??
Eu, Marcuse, Bahuan e o sexo
PARA: Cabeção
não vou poder almoçar com vc amanhã
:(
imprevistos, dpois te conto
bjs
Mi"
----------------------------------------
"DE: Cabeção
PARA: Boneca de pano
Ahhh :(
Que peninha...
Mas tá tudo bem?
Bjs"
------------------------------------------
"DE: Boneca de Pano
PARA: Cabeção
me ligaram hj às 15h pra dizer que tenho que parir um Manual apresentável em menos de 24 h
depois te conto (...).
estou terminando um texto do Marcuse pra amanhã :) (ADORANDOOOOOOOOOO, putz, to feliz com minha escolha)
e depois vou varar a madruga trabalhando. - vendida pra sociedade tecnológica para satisfação de minhas necessidades inventadas. E sexo que é bom, que isso sim é necessidade vital, NADA. sublimo tudo lendo teoria crítica. :P
falamos
bjs"
Ah, Bahuan é o novo apelido do meu gracioso moonwalker, meu simulador de caminhada. É que ele é tão expressivo quanto Mário Garcia, sabe?. E é moreno e grande e forte e eu subo em cima dele 3 ou 4 vezes por semana. Praticamente um homem objeto.
26 agosto 2009
- estou fazendo regularmente caminhadas em "gravidade zero" no meu simulador;
- estou decidida a emagrecer 3 kg (ontem me pesei na balança Gama Italy da casa da vovó quase sem roupas e antes do almoço - táticas para fazer bonito na balança e voltei aos 60kg!);
- consegui finalmente por em prática a última etapa do meu plano de redução de custos e cancelei o UOL, R$24,90 a menos de gastos mensais;
- em breve eu terei chuveiro aquecido a gás!!!!! eu ADORO banho, tomo em geral dois por dia (isso é a única coisa que ainda não consegui fazer em nome da natureza e das futuras gerações: abrir mão do meu banho diário quentinho...), tomo pra acordar, pra relaxar antes de dormir, pra pensar, pra me limpar, pra me perfumar, para me preparar para o amor, etc etc. Ave, Comgás!
- ainda não consegui diminuir o vício blogs + twitter e isso está me atrapalhando a vida.
E agora vou desligar que a bateria do note acabou. só assim mesmo pra eu sair dessa bagaça.
16 agosto 2009
Eu me aamo, eu me aamo, não posso maaaais viver sem miim
- Você está muito bonita!
- Obrigada, Professora. É maquiagem! (oi, que tal aprender a aceitar um elogio?)
- Ah, não, isso não é SÓ maquiagem!
No final da Assembléia:
- Falei pra Emilia que ela está muito bonita!
- Professora, eu diria que "é o amoooor", mas não estou amando ninguém. Só se for amor-próprio! É isso, é o amor próprio!
- E esse é o único amor que deixa a gente assim.
Encontros, pactos: virtuais?
- publiquei um livro, Blônicas 2, em co-autoria com 49 outras pessoas que nunca vi. O editor, Nelson Botter, cronista do Blônicas, só conheci pessoalmente no dia do lançamento, junto com outros co-autores. Todo o processo foi feito on-line, proposta, pagamento, provas, etc. Agora, Botter quer promover novo encontro entre os autores :)
- fim de semana passado participei da Sacolada NOT com Loo e Joo e mais várias outras pessoas. Loo e Joo são blogueiras que escrevem o Vende na Farmácia?, um blog muuuito legal sobre make e outras coisinhas que vendem na farmácia que foi o primeiro de muitos blogs sobre make que passei a ler, mas é que único, original e insubstituível!!! E elas são umas fofas, e as leitoras e demais pessoas que estavam no bar (leia-se: os ómi) são ótimas, me diverti pra caramba, demos muita risada, e até sobre meditação achei com quem conversar
- fiz um 'pacto de caminhada' por email: conheci o blog de Gisela Rao, Vigilantes da Auto-estima, projeto interessante, e nele ela sempre falava de seu Monstro Manco (apelido carinhoso do Simulador de caminhada de Gisela, hilário). Já fazia um tempo que eu tinha vontade de comprar um. Faltava-me coragem. Mais um inverno chegou, mais um inverno em que fiquei em casa, com frio, e não fiz exercícios. E eu sinto uma puta falta de mexer o corpo, vai ficando entrevado, ruim.
Resolvi comprar o Simulador, fui pesquisar preços, descobri que o da Polishop custa quase 400 reais a mais que os outros. Fui experimentar na loja, curti, e escrevi para Gisela e para outra blogueira que achei por acaso via Google, perguntando que marca tinham comprado e se estavam satisfeitas. Nessas, a Gisela me respondeu, e poucos emails depois propôs de nos ajudarmos a praticar nossas 'caminhadas'. Topei!!! O meu monstrenguinho ainda sem nome chegou hoje, mas eu cheguei tarde (mesmo!) em casa, depois de um dia inteiro de reuniões, então só deu pra montar e curtir a idéia dele aqui. Mas o mais legal de tudo é ter arrumado uma parceira para caminhar, uma parceira que eu nem conheço pessoalmente. E há tantas outras e outros parceiros que estão lá, no blog da Gisela, buscando cuidar de si mesmos.
Esses encontros e pactos não são virtuais: são reais, concretos, e celebrados com gente legal mesmo. Todo mundo buscando a mesma coisa: ser feliz, junto com outros. Vamos nos encontrar?
15 agosto 2009
Vícios da web
Enfim, acho que tô viciada nesses blogs de make e wardrobre remix.
Foi bom enquanto durou, ando mais criativa no vestir, incorporei umas noções básicas de make, fiquei por dentro de tendencias e lançamentos, virei trend setter na Faculdade, alunas me perguntando a cor do meu esmalte (risos). Ok.
Mas, sei lá se pela falta do namorado, se pela falta de rotina (falta de trabalho garanto que não é), tenho passado horas demais, demais mesmo, olhando esses blogs, buscando não sei bem o que.
Fico muito tempo sozinha. Isso, com o perdão da palavra, me fode. Hoje por exemplo, exceto por um papo de alguns segundos com desconhecidos na mesa do almoço e por alguns minutos de contato com o ex, não vi ninguém, não falei com ninguém. E ontem, e antes de ontem, etc.
Isso tudo tem me dado um vazio. Costumava ir pro shopping estudar mas agora me encheu isso. Num guento mais ficar olhando vitrine. Ando tendo vontade de comprar um monte de coisa, e vejo que é só vontade, não é necessidade. Agora tenho conseguido me controlar e perguntar: eu preciso mesmo disso?
Nesse último mês fiquei doente e engordei. Engordei de comer mesmo, lá na casa de mami e papi era pão caseiro, bolo, arroz, feijão, tudo que não como aqui. Como eu estava doente, me permiti chutar o pau da barraca. Agora tenho 1 kg a mais pra carregar, e a barriga mais saliente.
Não vou ficar fazendo promessas públicas para não me constranger publicamente caso eu as quebre (risos). Mas andei tomando uma série de decisões de mim para mim mesma, no sentido de me cuidar, me centrar de novo, sair do 'Samsarão' (piada interna budista) e voltar pro caminho do meio. Espero conseguir cumpri-las. Em busca do meu equilíbrio e de estar em paz comigo mesma.
13 agosto 2009
Zamba Del Olvido - Jorge Drexler
esta zamba te lo pide.
Te pide mi corazón
que no me olvides,
que no me olvides
Deja el recuerdo caer
como un fruto por su peso.
Yo sé bien que no hay olvido
que pueda más que tus besos.
Yo digo que el tiempo borra
la huella de una mirada,
mi zamba dice: no hay huella
que dure más en el alma.
Sensacional!!!
Simplesmente hilário!!!
02 agosto 2009
eu, mim e eu mesma, parte 1
Não tenho parado em casa ultimamente. Depois de viajar para apresentar o trabalho em Brasília (só dois dias), depois de 13 dias de muito trabalho, tontura e uma certa tensão, no dia seguinte amanheci doente. O corpo entende, né. Ele aguenta até a hora que precisa, depois sucumbe. Assim foi. Resultado, na sexta, 17 de julho, eu já estava indo pra casa dos meus pais devidamente embarcada em um taxi que papi mandou de lá (chique no úrrrtimo).
Passei a semana inteira mal, dormi muito, mas ainda precisava fazer um trabalho para a pós-graduação. Consegui começar a fazê-lo na quinta, 23. Meu objetivo era entregar o trabalho (já atrasado) na segunda seguinte (27). Deu certo, entreguei na terça 28 após falar com a Professora. Só ainda não sei o resultado (meda!). Voltei pra SP no domingo (dia 26) e na segunda já estava embarcando novamente pra Brasilia, contrariando ordens médicas (uau, sinto-me super aventureira, mas realmente não tive nada demais, só uma sinusite e uma suspeita não confirmada de infecção urinária), para trabalhar.
A semana em Brasília foi ótima, embora com uma ou duas noites de sono ruim devido à secura do ar. Mas mudei minha relação com a cidade - céu sempre azul, tempo sempre quente, arborizada, horizonte sempre visível. Entendi o tal negócio das super quadras, atravessei a ponte sobre o lago sul, conheci um jardim interno LINDO de Burle Marx no terceiro andar do prédio do Ministério da Justiça, almocei com uma amiga querida, joguei sinuca com meu anfitrião, bati papo até de madrugada, fiz o tour pelo Congresso Nacional (vale a pena! é legal!) e ainda trabalhei (risos), com direito a ótimos feedbacks do Contratante; peguei montes de publicações grátis do MJ (mala voltou pesadaaaaaaaa!). Atingi meu objetivo de trabalho (fiz o planejamento que queria e entreguei) e até comprei um sapato preto melhor ainda do que queria/precisava, muuuito macio, de pelica, confortááável apesar do bico fino, a um preço difícil de achar, considerando a qualidade.
O toque final foi ganhar um pote inesperado de doce de cupuaçu que vou abrir daqui a pouco.
Esse post continua.
eu, mim e eu mesma, parte 2
Até agora parece que o título do post não diz muito, especialmente se considerarmos que nesse blog eu só falo basicamente sobre mim mesma; então, o que há de novo?
Bem, na volta de Brasília tentei controlar a minha vontade de comprar um livro no aeroporto. Não queria comprar revistas (já tinha comprado da outra vez), e sim algo leve para ler no avião, mas que não ficasse obsoleto na semana seguinte (=revista). Cheguei a botar o livro de volta na prateleira, mas resolvi comprar Comer,rezar,amar. Best seller, 'tipos' 4 milhões de livros vendidos. Logo logo deve virar filme, eu faria uma trilogia, um por ano.
Podem chamar de livro de mulherzinha, livro de auto-ajuda, eu chamo de livro inspirador. Aliás, preciso retomar outro best seller, Mulheres que correm com os lobos, que ainda não acabei. E curiosamente minha mãe me deu esses dias um livro de presente que se chama 'como escalar montanhas de salto alto'.
Voltando pro titulo do post, e já já faço as conexões com tudo, tenham paciência, o fato é que ultimamente tenho me focado muito em mim mesma, mas muito mesmo. Este semestre gastei bastante (ganhei melhor) com maquiagem, e agora no final do mês dei uma leve e absolutamente inadequada chutada de pau da barraca comprando sapatos e duas carteiras em Brasília (tudo 'barratinha', Renner, C&A e uma loja de sapatos em promoção - mas juntando dá uma grana) e uma bolsa (achei hoje no novo 'xyzcenter' na av. Paulista, uma legítima chanel madeinchina, danem-se as corporações, e putz, na hora não consegui pensar nos escravos chineses ganhando centavos de dólar por hora, nem sempre consigo me lembrar), tudo exatamente como eu queria/imaginava. A chutada foi inadequada porque eu devia estar gastando MENOS, já que meu salário vai cair pela METADE, mas resolvi conscientemente não me controlar. Eu tinha desejos/necessidades específicos que consegui realizar por bons preços (pesquisei muito antes de comprar) e posso dizer que, se não comprei somente o que eu já queria/precisava faz tempo, não passei tanto assim do limite.
Para não cansar o leitor, continua.
eu, mim e eu mesma, parte 3
Bem, acho que agora é a hora de linkar as informações sobre farra de compras + viagem pra Brasília + semana doente com o título do post.
Como disse, ando prestando muita atenção a mim mesma ultimamente. Estou definitivamente num movimento de auto-valorização que já dura meses (talvez mais de um ano), querendo estar sempre bonita e arrumada, até mesmo em casa. Outro dia, já melhorando da sinusite, eu me olhei no espelho e tava tão acabadinha que resolvi passar uma maquiagem ultra-básica (corretivo, blush e batom) pra levantar o astral. Pra ficar em casa. Sozinha.
Esse movimento inclui usar roupas bonitas (mas não necessariamente novas, roupa mesmo praticamente não comprei recentemente, já falei sobre isso aqui), aprender a explorar o guarda-roupa, descobrir novas combinações, e valorizar os meus pontos fortes. Já houve uma época em que eu não gostava de ser assediada pela minha beleza ou charme, sei lá, ficava puta da vida. Hoje em dia, às vezes gosto e, se eu não gostar, já não ligo mais (exceto se for um assédio do tipo ruim, invasivo). Não preciso mais usar óculos de aro grosso para provar que sou inteligente.
Isso tudo tem a ver com uma busca do feminino, que se conecta afinal com o livro que comprei, Comer, Rezar, Amar, e com os outros dois ainda por ler. Que se conecta com a minha busca por um equilíbrio. Isso tudo resulta na minha imensa vontade de fazer tudo: ser uma profissional competente, estar bonita, saber cozinhar (isso me deu um poder! agora sinto que finalmente posso ser mãe! eu posso cozinhar!!!), e exercitar o meu lado místico sem achar isso bobo ou fútil.
É difícil e ao mesmo tempo encantador. O bom é não colocar peso nisso. De tudo isso que quero ser/fazer, a única coisa mais pesada é trabalho. O resto é puro prazer, e por isso não preciso acertar. Não tem problema eu errar no omelete, que infelizmente não ficou fofo como eu gostaria, não tem problema errar na maquiagem, é só tirar com demaquilante, não tem problema sair de vez em quando com uma combinação que não deu lá muito certo. O importante é tentar. Isso aprendi com meu namorado, que improvisa em dança e culinária.
Esse livro, Comer Rezar Amar, me despertou tantos insights. Coisas que já estavam aqui guardadas.... Minha decisão de voltar a meditar.... de dar um tempo no 'Samsarão', como a gente chama no Budismo quando, de vez em quando, entramos naquele pique de balada toda semana, compras, comer pra caramba, sabe como é? Este semestre pra mim foi 'Samsarão' total, mas especial e principalmente por conta de trabalho. Trabalhei até o limite das minhas energias - felizmente, até agora parece que tá compensando, só falta sair a nota do último trabalho da pós. Para compensar o estresse, comi e bebi tudo que eu quis, nem sei como não engordei (nem um pouquinho!).
Agora, até considerando a falta iminente de dinheiro, preciso diminuir o ritmo (mas não muito - na verdade, vou diminuir de qualquer jeito, pois terei 4 horas a menos de atividade fixa semanal). E (pode parecer piada), preciso me concentrar (ainda mais) em mim mesma. No meu equilíbrio. No meu bem-estar. Meu corpo cobrou o preço por tanto trabalho, fiquei doente e já andava tendo tonturas frequentes desde maio. Elas deram uma trégua durante a semana de doença mas voltaram na quinta passada, em Brasília. Preciso ir ao oftalmologista, mastologista (sim, maldito historico familiar, eu faço mamografia todo ano desde os 30), ginecologista, otorrinolaringolista e depois voltar no raio do urologista que quer enfiar um tubo e olhar dentro da minha uretra (legaaaal, heim?!!).
Quero voltar a meditar ou fazer ioga, ou os dois. Quero ter um tempo, toda semana, quem sabe até todo dia, para cuidar do meu bem-estar físico e espiritual. Não da roupa, não da maquiagem, isso já está cuidado, já está incorporado à rotina. A alimentação saudável também. Quero deixar meu corpinho são na minha mente sã. Não para os outros, mas para mim. Só para mim.
08 julho 2009
Bem vindos, colegas!!!
Aos caros e cara colegas de co-autoria de Blônicas 2, a vez dos leitores, SEJAM BEM VINDOS!!!
Prometo fazer uma visita a todos assim que tiver um tempinho; estou com um prazo de trabalho esgotando e muito o que fazer.
Adorei conhecê-los pessoalmente! Voltem sempre!!!
Beijos!
RIP
Não, não é pra falar do MJ que eu estou aqui. É pra falar de como alegrias e tristezas acontecem na vida, às vezes, ao mesmo tempo, sem avisar.
Ontem foi a delícia do lançamento do livro do Blônicas - veja post logo abaixo. Conhecer alguns dos co-autores foi ótimo, o Nelson Botter é uma simpatia e puxa, nos proporcionou essa possibilidade incrível de publicar, meus amigos queridos estavam lá.... Me fez esquecer dos problemas, me deixou leve, dei risada, bebi, uma delícia, enfim. Acordei leve e feliz, pronta para encarar os próximos dias de trabalho árduo (prazo de relatório se aproximando, reunião dia 16 em Brasília, crescer é uma delícia mas também é responsa, dá um medão).
Junto com tanta alegria, uma notícia muito, muito triste, que ainda não consegui processar, e talvez ainda leve um bom tempo (costumo ter dificuldade para processar essas notícias): a Tê, querida quase-minha-segunda-mãe, sobre quem falei especialmente aqui, e também aqui e aqui (clique em cima dos 'aqui' para acessar os posts), foi-se embora ontem, depois de muitos anos de luta contra muitas coisas. Não posso ir ao enterro, queria e precisava estar lá para viver este luto e estar com meus pais, com a família dela, com quem continuamos convivendo e nos relacionando esses anos todos. Minha mãe havia me dito que ela estava mal, que eu devia telefonar: marquei na agenda e esqueci. Achei que haveria tempo para isso quando eu fosse, daqui a uma ou duas semanas, passar uns dias por lá, fazer uma visita pessoalmente. Não deu tempo. A vida não espera a gente se organizar para acontecer.
Quero depois fazer um post especial sobre ela e colocar uma linda foto que tirei há alguns anos, logo antes de ir embora de minha cidade natal. Por enquanto, fico de luto quase escondido, esperando a hora certa em que eu permitirei que ele aconteça.
28 junho 2009
Goffredo
O Prof. Goffredo Telles Junior faleceu ontem. Infelizmente só agora vi a notícia na internet, senão teria passado na Faculdade para o velório.
Eu não fui aluna dele nem tinha convivência com ele. Mas uma vez, acho que em 1999 ou 2000, quando meu então namorado fazia parte de uma turma de alunos que estudava Filosofia do Direito me convidou, fui ao apartamento de Goffredo para uma conversa. Já velhinho, aposentado, ele recebia os alunos em seu apartamento, onde funcionava também seu escritório, para conversas durante a tarde.
Goffredo escreveu um livro bonito chamado A Folha Dobrada, de memórias. Comecei a lê-lo quando namorava esse então namorado. Uma delícia de leitura, não só para quem gosta de Direito, mas também para quem quer saber um pouco do que foi o movimento da Semana de Arte Moderna de 1922. Goffredo tinha e fez história. Filho de Goffredo Teixeira da Silva Telles, poeta da Academia Paulista de Letras, advogado, agricultor e ex-prefeito de São Paulo - responsável pela construção do Parque do Ibirapuera, e de Carolina Penteado da Silva Telles (filha de Olivia Guedes Penteado).
Olívia merece, em suas memórias, lugar de destaque. Mecenas, era em sua casa que se reuniam artistas como Tarsila do Amaral, Mario de Andrade e outros participantes da Semana de 22. Goffredo teve aulas de piano simplesmente com... Villa Lobos!
Mas sua história não se resume à história de seus pais e avós. Ele fez história no Direito, no Largo de São Francisco, no Brasil, ao participar da Revolução Constitucionalista de 1932 e ter um papel importante na resistência à Ditadura Militar, ocasião em que já era Professor da Faculdade de Direito e escreveu a Carta aos Brasileiros.
"De acordo com sua filha, Olívia Raposo da Silva Telles, 37, o advogado "morreu de velhice, como um passarinho". É como eu gostaria de morrer.
Quem quiser saber mais sobre o Professor Goffredo pode fazer uma visita ao seu site ou então ler o livro A Folha Dobrada. Recomendo.
08 junho 2009
Nhé
Tem horas que eu realmente queria muito, muito, muito mesmo ter um marido rico.
Acabei de ser novamente rebaixada para 4 horas semanais na faculdade onde dou aula (previsível, já que há uma inflação de professores da minha matéria e o professor que havia me passado as 4 aulas extras que melhoraram substancialmente o meu salário este semestre voltou do 'estrangeiro'). Previsível, mas triste.
Medo de dar tudo errado. medomedomedomedo. Onde está meu guru da auto-estima nesse momento para me dizer que tudo vai dar certo que eu sou ótima maravilhosa inteligente e capaz?
Ainda bem que, apesar de até ter gastado bem nos últimos meses (putz, e não é que gastei bastante com livros tb? só livro para trabalhar, estudar, nada para me divertir, não esquecendo também que desde fevereiro estou fazendo depósitos mensais na previdencia privada), não fiz nenhuma dívida para o segundo semestre (não tenho 'prestações' pendentes, ufa!, comprei tudo à vista ou no máximo em 3 vezes) e continuei com o meu plano de corte de custos, ou seja, adeus telefonica e speedy e assinatura caríssimos, oi NET fone sem mensalidade, oi Skype plano Brasil 400, oi TV que eu não preciso ficar segurando a antena e apertando a ponta com o dedo para assistir (TV digital - risos). A não renovação das 4 horas aulas extras me leva a concluir o resto do corte de custos com telefonia e internet que é, finalmente, cancelar o UOL, e reapertar todo o cinto de despesas novamente. Talvez minha sonhada viagem para Argentina em dezembro e janeiro (em janeiro queria estudar) vá por água abaixo. E ainda não pago meu seguro saúde e meu condomínio, porque o salário não dá.
O que eu queria mesmo era ter um superego menos filhodaputa.
23 maio 2009
Ai, não resisti
Nos últimos meses (sem contar os presentes que mami generosamente me ofertou em uma ida altamente interessante à Luigi Bertolli, durante a qual renovei meu guarda-roupas profissional com 5 peças bem escolhidas), só comprei alguns (poucos, 5, 6?) itens de maquiagem ao custo individual de, no máximo, 10 reais (alguns por 4, 5 reais). E duas echarpes na C&A, porque eu uso direto lenços e echarpes, especialmente quando começa a esfriar: estou usando pra caramba, foram boas aquisições.
Massssssssssssssss.................... semana passada teve feira da Vila Pompéia. Sempre compro roupas, bolsas e outros itens interessantíssimos lá. E faz alguns anos que fico de olho na feira só esperando a vinda de Faetusa e suas roupas lindas, únicas, femininas (mas não fofas), feitas com alma e delicadeza (a gente vê isso só de olhar pra roupa). Das duas vezes anteriores (teve um ano que perdi a feira), comprei um vestido incrível, longo, para ocasiões especiais, uma blusa, uma saia linda e uma calça gostosa. Tudo de malha, com um bom gosto na mistura de tecidos e estampas que é realmente de babar. E tudo que eu compro dela eu uso pra caramba.
Este ano eu estava frustradíssima por não poder ir: fui para o interior dar um curso sábado e domingo e ia perder a feira. Eu até pedi para Faetusa me mandar os preços de algumas roupas (veja as criações dela aqui) para que ela pudesse me trazer, mas não tive tempo de parar para selecionar. Frustração total. :(
Mas como o universo anda me ajudando (nesse caso, me ajudando a gastar por conta da grana que eu ainda vou receber pelo sacrifício - mesmo - que foi dar esse curso!!!! ahahahahahaha), cancelaram a prova que eu aplicaria na parte da tarde e pude voltar mais cedo para SP.
Lembrei-me da feira porque uma amiga que eu queria encontrar no domingo comentou que viria.... eu até já tinha me esquecido da Faetusa !
Nossa, valeu tanto a ida! Além de dois vestidos lindos (sendo um preto com renda nas costas chique, chique, tipo 'cocktail dress'), comprei uma blusa interessantíssima, tô louca pra estrear, pena que ainda não tive oportunidade (não saio mais de casa!!! só transito entre universidades, meu computador, meu carro, só estudo e trabalho!!!!!! tá osso, como diz minha amiga Ana).
E mais que isso, pude conversar com a Faetusa sobre várias coisas, o papo foi uma delícia, e com a Pri, que faz acessórios (pirei nos colares, levei um lindo que usei esses dias na faculdade e várias alunas perguntaram e pediram pra olhar, ficou ótimo com uma blusa preta e aquela calça verde que eu comprei por R$10,00 no brechó) e estuda psicologia e vários temas que me interessam, relacionados com criança e adolescente.
Valeu a grana gasta e eu mereço cada pedacinho de tecido porque esse ano "eu tô ralando paracaralho!!!!" E tenho dito (mas minha resolução de não comprar mais roupas continua ahahahahahaha).
24 abril 2009
Triste, mas verdadeiro
Essa lista circula há um certo tempo na internet. Acho machista pra caramba, mas sempre acabo dando risada. Toda piada é politicamente incorreta, não? Só rindo pra não chorar mesmo, porque infelizmente, essa lista reflete bem a nossa sociedade brasileira machista.
Cão: o melhor amigo do homem.
Cadela: puta.
Aventureiro: Ousado, valente.
Aventureira: Puta.
Ambicioso: visionário, enérgico, com metas.
Ambiciosa: puta.
Vagabundo: homem que possui grande quantidade de tempo livre.
Vagabunda: puta.
Um qualquer: fulano, beltrano, ciclano.
Uma qualquer: puta.
Touro: forte, valente.
Vaca: puta.
Biscateiro: Trabalhador sem emprego fixo.
Biscateira: Puta.
Homem público: personagem proeminente ou funcionário público.
Mulher pública: puta.
Homem da vida: de grande experiência.
Mulher da vida: puta.
O Xuxa: medalhista olímpico de natação.
A Xuxa: puta.
Lula, FHC e Bush: políticos .
As mães deles: putas.
Ele: filho da puta.
Mãe dele: Puta.
Puto: garoto português ou homem com raiva, irritado.
Puta: puta.
28 março 2009
Sobre a Daslu
O que não significa que eu não ache que sonegação fiscal, e não só no caso dela, mas no caso de todos os sonegadores, não mereça punições pesadas. E acho que o melhor jeito de punir esse tipo de delito é simplesmente mexendo onde mais dói para essas pessoas (aliás, para todas as pessoas, não?): no bolso. Multas pesadas, além de pagar o dinheiro sonegado em dobro. Que tal, em vez de prisão, uma multa pesada? E se a empresária ficasse sem grana para pagar a empregada doméstica ou a escova 2 x semana no W... Ou se o grande empresário precisasse almoçar no quilão porque o Fasano ou o DOM não cabem mais no seu bolso?
E que ninguém me diga que eu sou partidária do direito penal mínimo para os ricos e para os pobres não. Acho que grande parte dos delitos de massa poderia receber penas diferentes da prisão e outras alternativas despenalizadoras, reservando-a para os casos realmente graves e complicados. Acho que, assim como o sonegador fiscal tem extinta a punibilidade quando paga ou parcela o tributo devido antes da denúncia, o furtador, só pra começar, também deveria ter extinta a punibilidade quando devolvesse o objeto do furto ou reparasse o dano antes da denúncia.
Hoje em dia, como o furto tem pena máxima de 04 anos, não entra na lei 9099/95 e portanto o acusado não pode conciliar antes da denúncia. Ou seja, a conduta é parecida: um furta fisicamente, o outro sonega imposto ('furta' dos cofres publicos). Mas o sonegador, tipicamente de classe média para cima, tem benesses legais, e o furtador, que quase sempre é um pobre coitado, tem que cumprir pena.
Muito justo...
24 março 2009
Eu finalmente entendi...
Esses dias eu peguei um avião da companhia aérea Trip, de Londrina para Campo Grande, caindo aos pedaços.
Quando o avião foi decolar, percebi que a minha poltrona não ficava na posição vertical. Tentei várias vezes e nada.
O avião decolou e depois pousou, e nada da poltrona sair do lugar. Não foi nada bom. Quando o avião acelerava, a poltrona baixava ainda mais. Achei bem desconfortável, mas não achei que teria nenhuma consequência.
No dia seguinte, pela manhã, acordei com uma dor no pescoço esquisita. Atribuí a dor ao travesseiro do hotel e à cama esquisita , que estava forte e me acompanhou o dia todo.
No dia seguinte ao seguinte, a dor continuou. Achei muito estranho, fiquei analisando, analisando, pensando, pensando, tomei um dorflex durante o dia, outro para dormir à noite, e só no terceiro dia a ficha caiu: foi a droga da poltrona do avião velho.
Por isso, quem nunca entendeu por que que precisa subir o encosto da poltrona, porque afinal a inclinação é super pouquinha, saiba que vc pode ter uma puta dor no pescoço de brinde se não obedecer às normas de segurança.
02 fevereiro 2009
Fracassionismo
Para meus pais, só existe um meio de ser feliz no universo: o emprego público. Nada mais é bom.
Quando contei para meu pai que seria consultora do Governo Federal e das Nações Unidas, ele me disse: 'muito bom, mas isso atrapalha seus planos de estabilidade' (leia-se, os planos dele para minha estabilidade, leia-se: concurso público).
E eu me pergunto: o que eu preciso para ser boa o suficiente? Consultora das Galáxias Unidas? De Deus, quem sabe?
Ah, também não é suficiente eu fazer mestrado e doutorado numa das melhores Universidades do país, e ter sido aprovada, no final do ano passado, num concurso para professora em outra das melhores Universidades do país, etc.
Na maior das boas intenções, eu sei, a única coisa que conseguem visualizar como boa para mim é passar no concurso público. Não que eu não queira, eu quero. Quero sim. Mas já tentei antes, num momento não bom pra mim, e não passei.
Daí, fui pra UTI, etc, etc, entrei no mestrado e desde então eu tenho sido feliz: feliz no trabalho, feliz em minha vida pessoal. Não entendo como eles não conseguem perceber a nítida diferença entre a Emilia de antes e depois do ingresso no mestrado. Isso vindo de um pai e uma mãe que são professores, vejam bem.
E aí tem a parte do fracassionismo também. O fracassionismo diz que eu não vou dar conta de nada, nunca. Entrou no mestrado, que bom! Olha, larga esse trabalho que vc tá fazendo porque vc não vai dar conta de trabalhar e escrever o seu mestrado. Vc vai perder o seu mestrado. Seu pai paga o seu salário para vc parar de trabalhar e escrever o seu mestrado (certo. e querem que eu seja independente como mesmo, cara pálida? ah, claro, depois do mestrado vem concurso público).
Agora que eu já terminei o mestrado e consegui um emprego como professora, agora que tudo que eu plantei esses últimos anos está dando frutos, e que acabo de ingressar no Doutorado e consegui essa consultoria, agora o discurso da vez é: vc vai perder o seu emprego, porque vc não vai dar conta de fazer tudo isso. Vc está arriscando seu emprego, o único que vc tem. Vc não pode pegar essa consultoria porque vc não vai dar conta.
E aí, depois, sempre vem a seguinte parte: "eu não vou falar mais nada porque vc é muito teimosa mesmo, não ouve a gente". É sempre a mesma ladainha.... Porque é que eu ainda perco o meu tempo com isso? Eu devia achar é engraçado, mas no fundo no fundo eles conseguem me fazer ficar com medo, toda vez. Eu preciso me lembrar desse post toda vez que isso se repetir.
Eu não posso me deixar contaminar por esse medo ancestral, ecaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
Fala sério, como é que uma pessoa pode vencer na vida com um pai e uma mãe dizendo o tempo todo que vc não vai dar conta das tarefas que se propõe a fazer? Eu sei que dá. Eu sei que dá.
Felizmente, tenho pessoas iluminadas na minha vida que têm me dado força para superar tudo isso. Felizmente, meus próprios pais talvez se dêem conta intimamente e por isso meu pai me pagou já uns 7 anos de terapia. Felizmente, eu tenho feito acupuntura sempre que estou no limite
Mas juro, me dá uma raiva. Preciso muito voltar a meditar.
Vou acrescentar um novo mantra para 2009, agora são dois: tenho roupas demais (com a variante 'não preciso mais comprar nenhuma roupa este ano') e eu sou capaz, eu sou capaz, eu sou capaz, eu sou capaz, eu sou capaz, eu sou capaz, até a exaustão.
27 janeiro 2009
Me livrando dos excessos
Ante a uma possível mudança de casa [ou não, pois nada está decidido e, sinceramente, não me importo mais... estarei bem onde estiver; um amigo lembrou-me, sabiamente, que o que importa é a mudança dentro de si, e esta já (está) aconteceu-endo]; num momento em que, concluída uma etapa importante de minha vida profissional e pessoal, em que plantei, cultivei, e ingressando no momento da colheita (mas já preparando a terra para novos plantios), resolvo:
preciso livrar-me dos excessos!!!
do excesso de papel,
do excesso de roupas,
do excesso de documentos inúteis, de anotações que nunca irei reler,
do excesso de culpa pelas interpelações idiotas em brigas familiares.
E olho, e olho, e fuço, e reorganizo, e chego à conclusão de que ainda tenho muito!!!
Tenho muito mais roupas do que posso usar. Muitas não uso porque não lembro que existem. Outro dia me peguei tendo comprado duas calças verdes em um intervalo de 2 meses! Duas calças verdes!!! Pra que isso tudo??? Ok, foram pechinchas, as duas saíram por 75 reais, se tanto, sendo uma no brechó por R$ 10,00 (mas o conserto saiu mais R$ 15,00 = R$ 25,00) e a outra na ponta de estoque por R$ 40,00, com mais R$ 10,00 de conserto (=R$ 50,00). Mas, pergunto, quem precisa de duas calças verdes pra trabalhar????
Estou organizando um dia de troca de roupas com muitas amigas. Mas sinceramente, me dá até medo pensar em trazer mais roupas pra casa. Já tenho demais!!! O que eu não trocar, vou doar.
E mesmo assim ainda há roupas que têm valor sentimental, de que gosto muito... e que não consigo dar, embora não as use há anos. Mas considerando que já separei entre 30 e 40 peças de roupa para doação, acho que posso me conceder tal indulgência...
Guardo muito mais documentos e papéis do que seria preciso.
Guardo por medo, por medo e apego. Medo que clientes me procurem (mas estou contatando-os e pedindo que retirem documentos de ações findas ou não ajuizadas), medo de precisar depois e não poder consultar. Medo de precisar justo daquela petição para preparar uma aula para meus alunos.
Tenho também apego - ligado ao medo. Acho que um dia vou querer ler aquilo novamente, vou querer pregar aquelas fotos de mini-calendário na parede.
Guardo cadernos da Faculdade que nunca irei usar: mas tenho medo de precisar e não tê-los mais... tolice.
Tenho muita raiva por coisas idiotas
Por orgulho, por ganância, por birra, por um monte de razões.
Preciso me livrar disso também.
Este ano, não fiz resoluções no dia 31, mas faço-a agora, uma só (sei lá, no Ano Novo Chinês? estarei mais conectada com o Oriente??? quanta bobagem...): em 2009, quero me livrar dos excessos. E viver uma vida mais simples.
Há ainda muitos a se livrar, bem mais difíceis do que fazer uma 'limpa' rápida no armário ou nos documentos.
- o excesso de culpa por tudo;
- o excesso de preguiça (já comecei a caminhar e seguir um programa de iniciação à corrida);
- o excesso de perfeccionismo (pode parecer coisa de gente que está se auto-elogiando, mas perfeccionismo demais é paralisante, uma merda, a gente não anda pra frente, fica patinando que nem carro no atoleiro);
-o excesso de gastos inúteis (aprender a poupar é uma meta importante para este ano!): por exemplo, não preciso de mais roupas este ano!!!! Nenhumazinha a mais do que eu tenho! Tudo que eu comprar, será excesso... só excluo dessa lista as calcinhas... porque calcinha acaba. Mas já comprei na liquidação da Niko o suficiente pro ano inteiro.
Se eu conseguir deixar essas bagagens aí em cima na estação, na hora que eu for pegar o trem, mesmo que seja só uma valise de mão de cada uma, putz, já vai ser um grande avanço, um bem pra mim e pra todos que me cercam!
Por um 2009 livre de excessos!!!!
28 dezembro 2008
um conto de passarinhos paulistano (ou um balde de água fria)
Choveu uma chuvinha fina o dia todo; saí por volta das 20h30, quase não havia carros. Supermercado vazio (mas também não havia ofertas).
Agora, todavia, são quase duas da manhã e uma sinfonia de passarinhos canta na minha janela. Sabiá, será? Daqueles pássaros noturnos que cantam de madrugada no verão, para desespero de quem se deita às 4 e acorda ao meio-dia. Quase consigo ouvir sapos e grilos também, incrível.
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Ledo engano (coisas de cidade grande): meus bucólicos passarinhos, com direito a sapo e grilos, não passavam de alarme de carro disparado.... acho que preciso consultar um otorrinolaringologista (ou seria melhor um poeta realista?)
22 dezembro 2008
Pequena história sobre a generosidade humana
Esta semana passada fui novamente, e fui direto a ela para tentar botar um ponto final na 'questã'. Bem, lógico que assim que eu cheguei o sistema caiu, aquelas coisas. Pacientemente, fui almoçar no restaurante da esquina e, quando voltei, notei que ela chorara. Depois, achei que tinha me enganado e que ela devia simplesmente estar gripada (mas não parecia gripada antes do meu almoço. estranho. devia ser o ar condicionado, pensei).
Meia hora de chá de cadeira na fila por conta de uma senhorinha que pagou o INSS errado ou achava que tinha pago errado e fez a coitada da moça refazer todo o trabalho, e quando cheguei ao caixa comentei com a Juliana: "nossa, vc está resfriada, que chato, heim"? E aí ela me respondeu: "não, eu estava chorando mesmo quando vc chegou".
Aí ela me contou a seguinte historieta: um pouco antes de eu retornar ao banco, ela tinha sido enrolada por uma boliviana, que tinha lhe passado um golpe, daqueles que a pessoa enrola, faz uma puta confusão com o troco, diz que te deu 2000 quando te deu 1000, no fim vc dá o troco de 600 e ainda fica confuso; assim que a pessoa vai embora, vc percebe que foi enganado, e se sente um bosta (taxistas cariocas são experts nesse tipo de expediente, fique esperto por lá).
No caso da moça, o preju foi de 380 pilas e, além de se sentir uma bosta - caixa experiente sendo enganada assim desse jeito - como todo proletário ela ia ter que pagar "do seu póprio bolso".
Um homem que tinha assistido todo o rolo, vai saber lá porque não interrompeu antes de ela ser enganada, ou talvez não pudesse fazer nada, nessas horas a gente nunca sabe bem como agir, ficou compadecido da situação da Juliana. Deve ser um homem bem de vida, com dinheiro sobrando, pois não teve dúvidas: sacou os trezentoseoitentinha da sua conta e deu a Juliana para repor o preju no caixa. E Juliana, que já estava nervosa, caiu no choro.
Não sei se ele queria convidá-la pra sair, não sei se ele é o Papai Noel ou o anjo da guarda dela que por acaso estava passando por lá; não sei se ele daria os 380 pruma mãe com 3 filhos passando fome na rua, não sei. Mas achei que valia a pena contar a história por aqui.
Eu poderia até chamar essa historieta de conto de Natal; chamei como chamei porque acho que generosidade a gente tem que praticar o ano inteiro, a vida inteira.
09 dezembro 2008
Obsessões
Ontem descobri que, segundo o WWF, eu tenho uma pegada ecológica bem pesada. Digamos que seriam necessárias 3 Terras para suportar o estilo de vida que eu levo, se todos fizessem o que eu faço: comer carne mais de 2 vezes por semana, ter carro, tomar banhos de mais de 20 minutos, morar em uma cidade com mais de 500 mil habitantes etc.
Isso porque eu consumo produtos orgânicos, tenho trocado as minhas lâmpadas por aquelas econômicas, separo meu lixo (fui eu que implantei, junto com outros moradores, a coleta seletiva aqui no prédio. querer que faça compostagem de lixo num apartamento é um pouco demais, não?) e que eu investiria sim em energia solar se morasse numa casa, o que não vai rolar num futuro tão próximo, imagino.
Me cobro mais coerência. Porém, talvez esse interesse por futilidades sirva pra compensar a tensão que me dá quando penso "porque diabos eu fui me meter a estudar e trabalhar com crime e criminalidade?" Porque não é nada leve, nada leve.
Ontem fiquei assistindo no Youtube alguns vídeos sobre as penitenciárias que (se tudo correr conforme as conformidades) conhecerei em breve, e me deu uma sensação de que talvez o meu trabalho não vá ter utilidade alguma por lá. Como enfrentar uma lógica exclusivamente punitiva, que treina agentes de segurança penitenciários como se estivessem indo pra guerra? Como falar em reintegração social nesse contexto???? Como pensar em trabalho em rede com famílias?
Ao mesmo tempo, não vejo a hora de começar. Acho que o que me move são mesmo os desafios. Deve ser por isso que estou com preguiça intelectual e fico obcecada lendo blogs sobre maquiagem ao invés de estudar pro concurso ou escrever um artigo. Ou não, talvez seja só preguiça mesmo.
Agora com licença que estou indo malhar. Ainda tenho umas 100 provas pra corrigir hoje.
Preguiça intelectual
Por isso a seca de posts por aqui, de modo que meus 6 leitores (a 'audiência' cresce!!!) devem andar meio decepcionados.
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Estou num stand by chato à beça por um trabalho para o qual fui selecionada mas ainda não começou. Está demorando muito mais do que imaginei, o que até agora foi bom porque me permitiu investir em outras coisas que me demandaram muita energia, como o concurso em que fui aprovada (pra quem não sabe ainda fui aprovada num concurso pra ser professora de uma faculdade muuuuuito importante -demorei alguns dias pra acreditar, mas parece que é verdade).
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Enquanto isso... às vezes me dá vontade de fechar o blog, mesmo porque acho que vou perdendo liberdade conforme minha carreira evolui. Com isso em mente (a perda da liberdade), resolvi tirar todas as fotos do blog e qualquer coisa que possa me identificar - como o nome da cidade onde meus pais moram, por exemplo. A única coisa que ainda me identifica são dicas como o fato de eu ter feito mestrado e o nome do meu amado cão, os temas dos posts, etc. Mas aí, cara pálida, ou isso ou fechar o blog mesmo. Só faltava eu ter que escrever sobre coisas que eu não gosto para poder manter o blog.
O fato é que ser professor é meio que ser uma pessoa pública, não? Nada de ser 'famoso', mas é uma carreira que expõe a gente mais do que as outras, porque os alunos são quase ainda adolescentes, comentam, e são muitos, de vários anos diferentes, e fofoca se espalha por aí. Melhor se resguardar, ou tomar cuidado com as palavras.
20 novembro 2008
Caso do maníaco de Guarulhos
- policial: e vc estava?...
- maníaco: armado
- policial: com qual calibre?
- maníaco: 38.
Se isso não for um interrogatório absolutamente viciado, eu desaprendi tudo que ensino pros meus alunos em Psicologia do Testemunho.
A maneira do policial fazer a pergunta já demonstra que o interrogado decorou as respostas, previamente 'combinadas' (provavelmente na base da porrada) e/ou está respondendo perguntas que já contêm a própria resposta.
Outro dia conversei com uma especialista em serial killers que disse que está auxiliando a polícia nesse caso. Pra mim soou muito estranho, de repente, um monte de crimes não esclarecidos serem atribuídos a ele do dia pra noite. A nossa polícia é mestre em fazer isso. A especialista está auxiliando a descobrir quais crimes NÃO foram cometidos por ele e estão sendo atribuídos ao maníaco por nossa maravilhosa e esforçada polícia, quem sabe até por meio da tortura. Realmente ótimo.
Kommissar Rex
Eu tinha visto outro dia um pedaço, gostei, o protagonista é um pastor alemão chamando (adivinhem) Rex, que é um cão que ajuda um investigador de polícia a resolver crimes.
O que eu não tinha sacado e vi ontem quando passavam os créditos, é que a série é alemã. Agora olhando na net descubro que é uma co-produção alemã e austríaca.
Comentei à noite com uns amigos... e o interessante é que um deles esteve recentemente na Rep. Tcheca com a namorada, que é de lá, e disse que tinha visto a série na TV Tcheca.
A namorada dele disse então que muitos seriados policiais são (eram) feitos na Alemanha Oriental. E que na Rep. Tcheca, policiais representam, em termos de piada, o mesmo que portugueses representam para nós.
Faz sentido.
Voltando à série, que existe desde 1994, a estética é bem anos oitenta. E o legal mesmo é o cachorro.
Nunca tinha tido contato mais direto com cães pastor até conhecer a doidona pastora do meu namorado. Ela é fofa e inteligente.
Rex é muito esperto, inteligente, e faz umas caras ótimas. Legal.
A única coisa que não dá pra engolir é a música de abertura. Brega demais.
E aqui para ver um pedacinho da série dublada em italiano(!!!)
Parece que a série continua... , mas é produzida na Itália (será?), com outro elenco. Parece que os italianos gostam do Rex.
Chegou
tive uma mini-crise vontade de me isolar do mundo na véspera, vontade de ir pra casa de meus pais e lá ficar para sempre onde não preciso cozinhar nem fazer nada, só abraçar o Xu, mas não fui.
o namorado fofo veio aqui ontem com os filhos, que ficaram brincando pulando no meu sofá e aproveitaram para ver TV, já que não podem fazê-lo na casa do pai (tem meu total apoio, quando tiver os meus tb não dou deixar).
e depois fomos comemorar aqui do lado de casa, amigos queridos vieram, e foi tudo muito bom!
Tchau 31, oi 32.
03 novembro 2008
infernoastral
Boas perspectivas para 2009 (se a gente não considerar que só terei férias em julho porque vou trabalhar feito uma insana em dezembro, janeiro e fevereiro... mas é por uma boa causa, ou melhor, duas boas causas: a minha, que eu quero me mudar pro meu ap novo, e a dos presos, que são a razão do trabalho). Em julho quero ir pra Belém e Ilha do Marajó visitar minha família e conhecer meus primos que já adolescem e eu nunca vi e as recém-nascidas... quero calor e sol e água em julho. e 15 dias longe da internet.
Estou feliz, emagreci 2 kg sem fazer nada além de namorar e melhorar a minha alimentação (mas com direito a recaídas de coxinha e kibe da esfiha express aqui do lado).
Hoje, uma decepção: estou com varizes nas pernas. Atrás do joelho, nas duas, muitos vasinhos. (Vi no maravilhoso e bem iluminado espelho da loja onde experimentava calças pantalona de tecido muito leve para aguentar o calor das penitenciárias onde farei visitas, com as seguintes restrições: não pode ser cor cáqui - cor do uniforme dos presos. Não pode ser justa no corpo - não vamos sacanear os caras que passam meses/anos sem ver mulher. Não pode ser muito cara - porque não tenho dinheiro) Droga. Ainda bem que eu tenho um primo cirurgião vascular. Eu faço as ações pra minha tia a precinhos ultrahipercamaradas, e ele vai jájá me quebrar o galhinho e secar pra mim. Família, família, cachorro gato galinha.
Saudades do Xu e de seu corpinho roliço.
02 novembro 2008
Sensacionalismo? Mau jornalismo? Alarmismo?
ÚNICA Parte da entrevista onde é mencionado:
FOLHA - E quanto aos processos?
CHEQUINI - Pode acontecer da anulação de milhares de processos. E, eventualmente, não podemos ser alarmistas ao ponto de dizer que haverá soltura em massa de presos, mas eventualmente um ou outro poderá se beneficiar dessa decisão e ganhar a liberdade.
Na Folha de ontem (sábado), Cotidiano, não sei a página.
Não dá pra dizer que é sensacionalismo. Mas que é mau jornalismo, isso é. Pelo título dá exatamente a impressão de que serão centenas ou milhares de presos muito perigosos que irão invadir as nossas casas, soltos depois das anulações dos processos. Eu chamaria isso de ingenuidade, se alarmismo não fosse um nome mais apropriado.
01 novembro 2008
Minha irmã gêmea
Achei uma clone minha na internet.
Quando 'me' vi num blog sobre cabelos, quase caí pra trás.
Clica AQUI e me conta se ela não é a minha cara.
31 outubro 2008
também quero
25 outubro 2008
Cozinha para si
Lórrico, sempre tive alguém que cozinhasse o básico pra mim, aqui em SP, e lá no interiorrrrr (meus primeiros 17 anos de vida) sempre alguém que cozinhasse (e bem!) tudo! Mas não era minha mãe, era a Tê.
Bem, o fato é que minha mãe sempre detestou cozinhar, só o faz em situações muito especiais.... e sei lá, ela não gosta de cozinhar. Acha isso degradante para uma intelectual como ela, que poderia ter sido professora da USP, um dia, se não tivesse ido morar lá no interiorrrrrr com o meu pai.
O fato é que depois de 2004, quando descobri a feira, o peixe, etc, passei a cozinhar mais. Tenho fases, e há um certo tempo eu andava não fazendo muita coisa na cozinha. Já tive a fase do suco de uva verde (fazia que nem uma louca, adooooooro suco de uva verde), do peixe com ervas assado no envelope de alumínio, etc.
Mas de fato, melhorei minha alimentação desde então.
Agora, quase 05 meses de namoro e um namorado que cozinha para os filhos (falaí, que mulher não se apaixonaria???), que come comida orgânica e é simplesmente criativo à beça para aproveitar os alimentos disponíveis. Lógico que isso despertou novamente a 'Emilia que cozinha' que estava guardada dentro de mim.
E claro que não PRECISO cozinhar todo dia, e eu não cozinho todo dia mesmo, mas tenho um prazer tão grande em fazer a minha própria comida, acho que isso me dá uma sensação de, sei lá, cuidar de mim?, não sei, só sei que simplesmente gosto muito. E gosto ainda mais porque agora estou comendo frutas e verduras orgânicas! Compro uma cesta da Caminhos da Roça, bastante estimulada pelo namorado que compra uma cesta também.
O lance da cesta é se virar pra comer tudo. É difícil, tem que se empenhar, ser criativo e arrumar receitas, mas não é bom demais saber que tudo que se está comendo é livre de agrotóxicos?
Esta semana já fiz omelete (ovo orgânico também! de galinhas felizes?) de alho poró, com cebola, salsa, tudo orgânico! E ontem fiz uma lentilha (foi a primeira comida que o namorado fez para nós, lá em Gonçalves, no primeiro final de semana em que ficamos intensamente juntos uns 4 dias depois de nos conhecermos. coisa de louco mesmo) com beterraba, cenoura, alho poró, cebola, salsa, folhas de louro e gengibre (a única coisa não orgânica na receita, além da própria lentilha).
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Pra completar, a minha obsessão dessa vez é o lassi. Lassi é uma bebida de origem indiana (??) mas que vc encontra em restaurantes indianos e árabes aqui em SP. Bebi pela primeira vez no Kebab Salonu e também no restaurante indiano Delhi Palace. E fiquei super afins de fazer em casa.
Fui atrás de receitas e achei essa aqui. A essa receita eu acrescento a mesma medida (um copo de iogurte) de água, e coloco metade da água de flor de laranjeira (pode ser feito com água de rosas também). Fui atrás dos ingredientes e achei!
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Fico pensando se não vou virar um monstro assustador, uma dessas "mulheres de NOVA", que "cozinha, lava e passa" (eu não lavo roupa nem passo, aliás, odeio passar roupa, e também não limpo a casa, só se for absolutamente necessário), faz sua própria unha e depilação, presta consultoria e tem mestrado, doutorado e sabe-se lá mais o que, e que quando tiver filhos, lógico, não vai deixá-los largados com a babá! Mas acho que o que eu quero é tirar o máximo de prazer que eu puder na vida!!! E isso inclui explorar todas as minhas potencialidades... E isso porque tem um monte ainda não explorada por aqui, como dançar, por ex....
24 outubro 2008
UAU
Estou correndo atrás e as coisas estão acontecendo, sinto medo, mas vou em frente.
Com a ajuda do meu acupunturista Jaime, com o amor e carinho do meu namorado querido, com meus amigos queridos, com minha família.
Vou fazer um trabalho que jamais imaginei que eu pudesse fazer um dia. De responsa e que vai me trazer uma puta experiência, um up no Curriculo animsl também.
Quando me inscrevi na seleção, fui de alegre, achando que não tinha chance. O processo de seleção foi andando e.... cá estou, selecionada.
Estou virando gente grande, com tudo de bom e ruim que vem junto com isso.
20 outubro 2008
Horário de verão
Acho que isso também tem a ver com o café que eu tomei umas 19h, 20h.
Fui deitar às 4h, porque antes estava sem sono
Tinha acordado tarde.
Agora estou um bagaço. E já são 11h.
É isso aí.
Adoro horário de verão, mas hoje tá foda.
09 outubro 2008
O artista elevado
Toda vez que passo por ali, me lembro do meu namorado (pois ele também é artista plástico, além de ter inúmeros outros talentos). Vejo o moço lá pintando telas imensas... a sala é ampla, sem paredes (ele deve ter mandado derrubar algumas), e dali do Elevado a gente vê ele ora pintando, ora se afastando, sentado ou de pé, olhando, analisando a sua obra, andando, enfim, fazendo o que um artista faz quando pinta. (dã!)
Enquanto ele faz arte, nós passantes o admiramos. Podemos não admirar a sua obra (pra ser sincera, ainda não consegui passar lá em dia de trânsito parado o suficiente para poder olhar direito as obras, e também é meio longe, não dá pra ver tão bem), mas admiro a cena. Gosto de passar por lá e saber que enquanto estou trancada em meu carro ouvindo a CBN, a Eldorado ou a rádio trânsito SulAmerica, tem alguém simplesmente concentrado em pintar ali, na beirinha do caos.
Tenho outras histórias sobre o Minhocão. Afinal, transito freqüentemente por ali desde 1997, quando me mudei pra Pompéia e ganhei o carro. Foram mais 02 anos indo pra São Francisco de carro tooooooodo dia via Minhocão (e parece que até hoje eu não aprendi que das 17h às 19h o trânsito ali é uma nhaca, pois insisto ainda em sair de casa 17h30, 17h40 para dar aula às 18h20 e de vez em quando passo uns apertos). Nesses anos todos, mas mais precisamente dos últimos 03 pra cá, quando voltei a ir pro centro com freqüência por conta do mestrado, passei a observar mais à minha volta nesse percurso. Quem sabe conto outras logo mais.
05 outubro 2008
o fimda semana sem doce
na quinta-feira, depois do deslize no cafezinho da manhã, continuei sem o doce.
na sexta também.
no sábado meu pai estava em SP e o levei para almoçar no Gopala , que era Prasada e agora é Madhavi (??)(separaram-se os sócios). O outro, mais pra cima da Antonio Carlos, agora se chama Gopala Hari (eu não fui nesse ainda, funciona onde era a segunda casa do Gopala).e daí que lá tem uns sucos deliciosos (com açúcar, presumo) e docinhos divinos de sobremesa e resolvi que a minha semana sem doce ia acabar ali mesmo porque eu não ia no Gopala fazia um tempão e eu adoro.
(o Gopala ainda tem uma lojinha embaixo onde comprei Cardamomo - eeeeeeeeeeee!!! - e água de flor de laranjeira -eeeeeeeeeeeeeee²!!!!- pra fazer lassi!!! já fiz e ficou ótimo!)
bem, hoje também comi pudim e já voltei a beber meu cafezinho com adoçante.
balanço da semana sem doce: 5 dias, acho que foi bom.
balanço psi da semana sem doce: estou me propondo a comer doce só aos finais de semana a partir de agora. não tô nem um pouco a fins de abrir mão do adoçante... mas do doce sim! em nome de minha desintoxiação do açúcar e da silhueta também. a ver ;-)
02 outubro 2008
esqueci e bebi café com adoçante
Quinta de manhã nunca bebo café antes de sair de casa; assim, posso dormir melhor na viagem de duas horas de ônibus até a Faculdade onde dou aula.
Isso significa que quando chego na Faculdade estou toda amassada, com sono, e além de dar uma passada fundamental no banheiro, tenho que tomar uns dois cafés pra acordar.
Estou ponderando se continuo ou paro por hoje, no 4º dia. A ver.
01 outubro 2008
3º dia da semana sem doce
Aguentei comendo maçã desidratada e banana passa no lanche da tarde.
Olhando rótulos de produtos que vende em loja de produto natural, a gente vê que muitos não têm açúcar mas têm adoçantes como maltitol e sucralose, considerados 'naturais' (?).
Difícil achar qualquer coisa realmente sem açúcar ou adoçante.
A tal maçã desidratada é gostosinha e crocante.
Ai que vontade de comer uma paçoquinhaaaaaaaaaa
30 setembro 2008
como beber iogurte sem açúcar, mel ou adoçante ou geléia - e outras coisas
O suco de uva está salvando a minha tentativa de ficar 1 semana sem doce.
É multi-uso, o suco de uva.
Ah, conversei com minha amiga. Ela me disse que na semana sem doce pode mesmo comer frutas e beber sucos sem serem artificialmente adoçados. Eba! Será que aqueles docinhos sem açúcar pode?
Outra dica que ela deu foi colocar a banana no microondas com canela. Fica quase como um doce :D
Sabe o negócio? Quando a gente não pode comer alguma coisa, parece que não pára de pensar nisso. Chato à beça. Porém, há de fato uma necessidade de pensar sobre, porque ontem na viagem de volta quaaase comprei um Trident. No fim, desisti de comprar por outra razão, mas esqueci que não podia o Trident também. Balinha, chiclete, tudo banido, mesmo sem açúcar.
Ah, e a bebida (no bar em que fomos e não havia suco, só refri, água e destilados etc) resolvi com... uma cerveja :P
Por quê estou fazendo essa experiência? Pra experimentar mesmo. Esperando, claro, algum ganho extra como uma pequena perda de peso. Será? Pode ser. Tem duas coisas que gosto muito de comer: doce e pão. Ambos carboidratos. Com a interdição do doce, acabo também me obrigando a comer mais frutas, que adoro, e com isso como menos outras coisas calóricas. Não que eu tenha deixado de comer o sanduíche de calabresa no tal bar que não tinha suco, mas que substituir o lanchinho da tarde por fruta ou iogurte ajuda, lá isso ajuda.
Fui

