14 março 2011
Bocas do Tempo - Eduardo Galeano
Bom, no meio de nossos papos sobre a América Latina, todos regados a cerveja, começamos a falar do Galeano e, putz, já li o Veias Abertas, passei os olhos no Livro dos Abraços, e sempre me agrada. Carlos me recomendou o último livro dele.
Outro dia, na Livraria Cultura, me encantei e comprei dois: um do Galeano político (Patas arriba: la escuela del mundo al revés; esse comprei em espanhol, e só o índice já vale a pena. Dá pra ler uns capítulos aqui, pelo visto)e outro de literatura (Bocas do Tempo, traduzido).
Bocas do Tempo é uma delícia de livro de mini-contos curtas que eu to curtindo muito ler.
Achei um blog que publica as historinhas curtas em espanhol; conforme eu for lendo e selecionando as preferidas, publicarei pra vcs aqui. Jeito bom de compartilhar algo mais interessante do que as minhas meras encafifações cotidianas.
Já tem dois aí embaixo, que publiquei agorinha.
Boa semana, xuxuzes!
El Viento - Eduardo Galeano
-Vamos a entrar en el viento
Y la arrancó de la casa."
mini-conto de Eduardo Galeano.
(fonte: http://www.rodelu.net/galeano/galeano110.html
Estos textos se publican con la autorización del autor y se encuentran en el libro “Bocas del tiempo”. Ediciones del Chanchito, año 2004)
El sol - Eduardo Galeano
Ella está en el oficio desde que tiene memoria. Al fin de cada noche, Anne alza sus brazos y empuja al sol, para que irrumpa el cielo; y al fin de cada día, bajando los brazos, acuesta al sol en el horizonte.
Era muy chiquita cuando empezó esta tarea, y jamás ha fallado a su trabajo.
Hace medio siglo, la declararon loca. Desde entonces, Anne ha pasado por varios manicomios y ha engullido muchísimas pastillas.
Nunca consiguieron curarla.
Menos mal."
O mini-conto é de Eduardo Galeano.
(Fonte: http://www.rodelu.net/galeano/galeano101.html
Estos textos se publican con la autorización del autor y se encuentran en el libro “Bocas del tiempo”. (Ediciones del Chanchito, año 2004)
10 março 2011
Aqui tem chovido muito
Eu to com menos 60 vontade de escrever tese. Eu só queria ficar um tempo nessa vidinha camarada, trabalhando, dormindo, dançando, fazendo uma baladinha, lendo, vendo filme, bebendo vinho e namorando de vez em quando. Eu só queria ficar quietinha um pouco, e viver.
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Hoje me lembrei do quanto gosto da água e do quanto ela é meu refúgio e meu jeito de me aquietar.
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O livro do Eduardo Galeano, "Bocas do tempo", é muito legal. Uma porção de contozinhos que te fazem rir, pensar, se identificar. Gosto.
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Vou dormir.
08 março 2011
Aprendizados para a vida - lição 1 - Cuidado com o que você pergunta (1)
Uma variante desta lição é: não faça perguntas que obriguem a outra pessoa a te dar A ÚNICA RESPOSTA POSSÍVEL - em geral, aquela que você não quer ouvir.
A terceira variante desta lição é: não obrigue o outro a decidir sobre situações futuras completamente hipotéticas. Vou começar desenvolvendo esta - porque já é uma boa introdução para as demais.
Pra facilitar, exemplos desse tipo de pergunta:
- "Mas e se você se tiver uma proposta de trabalho e tiver que mudar de cidade, você vai"?;
ou ainda
- "Mas e se você tiver que escolher entre a [.... insira aqui uma coisa que vc gosta muito de fazer, e que é MUITO importante pra você - pode ser um hobbie, sua terapia, seu cachorro, seus filhos] ou ficar comigo?".
Posso assegurar que qualquer que seja resposta que você receber, há uma grande possibilidade de a resposta ser de "mentira" (por favor note as aspas, ok?). Com esse tipo de pergunta você obriga a pessoa a escolher baseada no status atual de sua relação (do quanto ela gosta de você), no status atual de sua vida (financeiro, profissional), no que está sentindo NAQUELE momento (felicidade, amor, raiva, ódio).
Só que a situação hipotética, como diz o nome, é hipotética. SE (veja, bem, ela pode não acontecer) e QUANDO ela acontecer, o momento não será mais o mesmo. O que o seu parceiro sente pode ter mudado. As condições em que o seu parceiro - e, com sorte, você, junto com ele - tomará a decisão serão outras. Razão pela qual há uma ENORME possibilidade de a decisão tomada ser diferente daquela anunciada lá atrás. Para o bem... ou para o mal.
Obrigar o outro a escolher ANTES pode ter os seguintes resultados:
a) ele fica numa posição defensiva - e escolhe a opção que o protege melhor naquele momento - que provavelmente será a opção que você não queria ouvir (ainda que escolhesse diferentemente num momento posterior...);
b) ele quer te agradar, porque te ama; ou ele quer evitar o conflito - e responde o que você quer ouvir. Num momento posterior, pode ser que ele escolha exatamente o contrário. E a sua decepção será imensa, e você o considerará egoísta e mentiroso; se você tiver sorte, pode ser que ele mantenha a posição inicial.
c) ele responde, e acredita sinceramente nisso, aquilo que você queria ouvir - e isso não garante, de modo algum, que quando a situação acontecer, ele vá agir da maneira que disse que agiria. Mas pode ser que ele aja.
Ah, e já pensou na possibilidade de VOCÊ mudar de opinião quando a situação hipotética realmente acontecer?
Havendo, ainda, também, a possibilidade de ela JAMAIS acontecer.
Em qualquer uma dessas hipóteses, vocês gastaram horas discutindo, se estressando e cobrando decisões antecipadas um do outro, quando podiam estar transando ou assistindo a um bom filme, almoçando com os amigos ou curtindo o domingo de sol com o filhote no parque.
Portanto... na minha humilde opinião, é melhor evitar esse tipo de pergunta. O único resultado possível é (quase) sempre ruim.
Isso não impede a gente de sonhar... De perseguir juntos um objetivo, de fazer PACTOS. Mas pactos devem incluir os sonhos dos dois... E não somente os desejos de um dos dois. Nenhum pacto de vida a dois deve implicar em renúncia forçada de SONHOS - sejam esses sonhos a serem construídos junto ou separado. Se isso acontecer... cobrar coerência do outro é algo, no mínimo, complicado.
Por isso, o melhor é jogar limpo - compartilhar com o outro seus sonhos, sejam aqueles dos quais você não pode, jamais, abrir mão (atenção, estamos falando de sonhos!!!), sejam os negociáveis, adiáveis, conciliáveis...
E, finalmente, SE e QUANDO a situação acontecer... sentar e conversar, ponderar e decidir.
De todo modo, pra mim, fica claro que é preciso, ao menos, permitir-se SONHAR.
Aprendizados para a vida - introdução
Também não prometo que as lições virão na mesma ordem que usei no twitter. Anyway, não é mesmo esse o propósito de ter um blog? Às vezes, os 140 caracteres me irritam.
É preciso esclarecer ainda, que, apesar dessas 'lições' terem sido aprendidas durante um relacionamento amoroso, elas são plenamente aplicáveis para relacionamentos em geral. Afinal, todo mundo é humano, todo mundo tem angústias - seu chefe, a vendedora da loja, o moço da padaria, o mecânico, a gerente do banco, a professora universitária e o ministro do STF - e desejos. Todo mundo sonha, projeta, reprime, cinde, comete ato falho, chora, ri, se surpreende.
Além das lições, vou compartilhar alguns aprendizados íntimos: descobri, por exemplo, que posso ser cruel. Sabe que não achei isso tão ruim? Explico melhor depois... Mas acho que descobrir o que há de cruel e sádico em mim faz parte de me descobrir como um ser autônomo e responsável... Ao invés de uma pobre vítima das circunstâncias. E descobri, finalmente, que me irrito profundamente com quem se faz de vítima - recurso que já usei muito durante a vida - especialmente com quem tem acesso a informação e recursos (financeiros ou não) para procurar ajuda e sair do fundo do poço. É muito mais fácil reclamar, chorar e botar a culpa no mundo, não é mesmo?
Então, é isso aí. Novamente, espero que, além de servir como um registro desse momento - de mim pra mim mesma - estes posts possam suscitar reflexões em um ou outro da minha meia dúzia de leitores (depois de tanto tempo sem publicar eu não devo ter mais que dois ou três), provocando uma olhada no seu próprio umbigo.
Creio firmemente, cada vez mais, que não adianta se doar para o mundo sem olhar criticamente para dentro de si próprio. "Sou humano, nada do que é humano me é estranho". Quanto mais humana me descubro, mais me sinto capaz de entender o outro: seja de maneira compassiva e empática ou de maneira dura e cruel.
Faz muito tempo
A relação durou de setembro a novembro - bem menos que o tempo que dura uma paixão. Em pouco mais de 2 meses, fui do paraíso do amor perfeito ao inferno das cobranças e do excesso de expectativas.
No meio disso tudo, enfrentei um chefe que não sabia me chefiar. Logo no começo do meu trabalho - antes mesmo de eu assinar o contrato! - tive que contornar suas expectativas de um envolvimento bem maior do que uma simples relação de trabalho, administrar a sua frustração por ter sido rejeitado e a sua posterior insegurança por se sentir ameaçado.
Depois, fui largada sem qualquer orientação durante 2 meses - segurando o rojão de um projeto que eu mal conhecia.
Por sorte, estava preparada. Me amparei nos meus chefes - no exterior - e segurei a onda por aqui. Ao final desses meses, eu cresci, me fortaleci, fui ganhando mais espaço.
Segurando a onda por mais uns meses, eu agora assumi a gestão - e continuo aprendendo fazendo, aprendendo devagar, tateando, mas indo.
O rolfing e a dança me ajudaram muito durante todo esse percurso. No começo de 2010 eu fiz algumas sessões, e num processo muito louco engatei a terapia com a dança indiana. Mantive a dança o ano inteiro, é o que me mantém de pé - já falei sobre isso. E agora voltei ao rolfing, misturando-o com a Somatic Experience. E uau, estamos indo fundo dessa vez!
Já pensei em fechar esse blog algumas vezes, do ano passado pra cá. Mas antes disso -e vai saber se vou mesmo fechar ou não -, resolvi compartilhar algumas coisas que aprendi.
Espero que me desculpem pelo tom auto-ajuda dos próximos posts. Como sempre, tô escrevendo pra mim mesma, acho importante registrar. Se agradar a vocês, melhor ainda! :)
27 junho 2010
Fazendo a limpa
Eu tenho uma missão que é mudar meu escritório pro quarto durante o mês de julho e finalmente abrir espaço na minha sala para ter uma mesa. Já ganhei a mesa, ganhei uma poltrona também, e agora estou me livrando de coisas - excesso de coisas que tenho por aqui e que não uso mais - roupas, objetos, tudo que eu posso estou doando. tenho uma biblioteca enorme, ganho livros e mais livros a cada semestre, além dos que eu compro, dou conta de doar alguns mas ainda tem mta coisa acumulada por aqui.
Eu gosto dessa sensação de doar as coisas porque andei comprando demais e realmente tenho excesso de coisas. Não preciso de tudo isso. Já falei disso aqui antes, mas continuo falando porque continuo acumulando e não quero mais ser essa pessoa que acumula tanto. Muita coisa eu guardo pra reutilizar, e é legal - potinhos, caixas, tudo isso eu reutilizo, na medida do possível, mas mesmo isso chega uma hora que eu tenho mto mais do que preciso pra reutilizar, e aí é a hora de doar.
Pra esses momentos, a lista do Freecycle é um canal legal: http://groups.yahoo.com/group/SaoPauloFreecycle/
Basicamente, uma lista para quem quer doar coisas (e para quem precisa de coisas também).
Não vale troca nem venda. Só doar.
Tem coisas sobrando por aí? Freecycle!
E agora fiquei sabendo de um outro site na mesma vibe que se chama RenovaAção
http://www.renovaacao.com.br)
ainda não conheço, mas fica a dica!!!
26 junho 2010
A mente quieta e a espinha ereta
Faz um tempão que eu não posto, né? Muita coisa acontecendo. E o que mais me espanta, além de tudo que está acontecendo, é que, pela primeira vez na minha vida, eu não surtei. Eu tô calma, controlada, centrada. Tá certo que tive um mini-pânico mesmo antes de começar a trabalhar oficialmente, no final da primeira semana, sentada num Viena em algum hotel na Vila Olímpia com meus dois novos chefes canadenses e meu novo chefe brasileiro. Tive vontade de sair da mesa correndo e gritando. Me controlei, respirei fundo. Três meses, pensei. Três meses vou me dar de prazo para ver se rola esse trabalho ou não. Se fico mesmo ou se pulo fora. E aí me acalmei. E depois disso, simplesmente fui vivendo um dia depois do outro. E em um mês eu tava embarcando pro Canadá, para trabalhar!!! Mas juro, o mais impressionante disso tudo é que eu to calma. To conseguindo fazer meu malabarismo com 3 ou 4 bolas (o Doutorado, a faculdade onde dou aula, o trabalho novo, os cursos extras que dou... os amigos tipo A, os amigos tipo B, os amigos tipo C. ainda bem que não to namorando porque mais uma bola ia ser difícil).
E o que tá me ajudando a segurar a onda com essa calma que me impressiona é a dança.
A dança indiana clássica (odissi) é puro equilíbrio, te obriga a estar centrada e concentrada. Tem muita batida de pé no chão, forte. Não tem improviso, não tem mão mole, é tudo preciso, tensionado, exato. Parece chato, né? Nada de chato. É belo, é harmonioso e quase fluido. E o resultado, pra quem dança: mente quieta, espinha ereta. Contato com o chão, com a terra.
Resultado? meu problema de pele no pé melhorou sem eu fazer nada. minha constante dor no ombro (má postura + tensão) mal tem aparecido. estou dormindo melhor. minhas pernas estão mais bonitas, até me animei pra mostrá-las recentemente de short e salto alto (periguete feelings) e sem meia calça! e ganhei elogios. :)
E isso me fez pensar nesse post logo embaixo, lê aí.
B1, B2, B3
Não, não tô falando de vitaminas. Tenho uma amigona desde o mestrado que todo ano dá uma festa de arromba, e eu nunca vou. Sempre tenho algum compromisso, ou algo se coloca no meio. E no começo também tinha o fato de que não éramos amigas, e eu não tinha companhia pra ir.... e eu não ia na balada. Mas minha fase dança está se provando duradoura desde o ano passado, e agora tenho companhia, meu círculo de amizades se ampliou e se diversificou, então este ano, finalmente, vou. :)
E o tema da festa, à fantasia, é : liberte seu Lado B. O que nos obriga a pensar sobre qual é o nosso Lado B. Então, pensei, pensei, e cheguei à conclusão de que eu tenho bem mais que um lado B. Mas pensando em algo que eu pudesse representar na festa, dois preponderaram, algo como 1/2 monja budista, 1/2 vida-louca-vida (eu pensei, inicialmente, puta, ou prostituta, ms não é exatamente isso. é mais como uma pessoa que sempre bebe, vai na balada, transa, não tem preocupações e é feliz. Samantha Jones?) ou 1/2 off Samsara, 1/2 ON totalmente mergulhada no Samsara.
A fantasia vai ficar bizarra e provavelmente não vou pegar ninguém ahahaha, freak total, mas não é isso que importa aqui. Daí que fiquei pensando que o que eu tento, na verdade, é encontrar um equilíbrio entre essas duas pessoas que moram dentro de mim: uma pessoa sociável, que precisa dos e adora os amigos, que gosta sim de curtir a vida e ter prazeres diversificados, e outra pessoa que precisa muito ficar sozinha, quieta, pensar, meditar, recolher, ler, sonhar, dormir.
E constato, satisfeita, que tenho conseguido esse equilíbrio. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. De vez em quando 'faia', né. E, bem, normal que falhe. Mas tá indo bem.
21 abril 2010
Post emprestado - cantadas de pedreiro geek
Uma seleção das melhores cantadas de pedreiro geek publicadas no twitter, feita pelo sujeito que deu a idéia, @Alelex88, diretamente do blog dele, LanHouse do Purgatório. adorei!
- danielimoreira: você acredita em amor ao primeiro pageview? #pedreiro_geek
- danielimoreira: seu nome é hoax? por que você é muito linda pra ser verdade… #pedreiro_geek
- danielimoreira: eu sou noob aqui, me ensina como faz download do teu coração? #pedreiro_geek
- conradoo: que del.icio.us, hein, que pedaço de bad gateway! #pedreiro_geek
- leozera: você é o gif que anima minha vida #pedreiro_geek
- danielimoreira: aí, gata, vai abrir esse teu código pra mim ou eu vou ter que invadir o sistema? #pedreiro_geek
- danielimoreira: ô, gata, você é fia de programador? por que tá com o código tudo certinho… #pedreiro_geek
- fellipevernon: “Oh, my Google!!! I’m loading……….97%!!!” #pedreiro_geek
- hacksp: Vc é a entrada USB do meu Pen Drive #pedreiro_geek
- couldsaymyname: “O seu cachorrinho tem gmail?” #pedreiro_geek
- fabianny: “miamarrei no teu template” #pedreiro_geek
- gabrielouback: me joga o capacete e me chama de #DarthVader #pedreiro_geek
- danielimoreira: aí, gata, deixa eu invadir teu espaço negativo, vamo ficar juntinho, fazer um
- kerning gostoso #pedreiro_geek_designer
- vanessa_aguiar: “vem pro myspace que eu te dou 5 estrelinhas” #pedreiro_geek
- Alelex88: mina, teu template é show #pedreiro_geek
- danielimoreira: aí, mina, tu libera o cooler no primeiro encontro? #pedreiro_geek
- Ludivon: “gata, tu não anda, tu processa” #pedreiro_geek
- Alelex88: essa é a nora que minha motherboard pediu a @deus #pedreiro_geek
- Alelex88: ah, essa banda larga lá em casa #pedreiro_geek
- danielimoreira: no myspace ou no teu? #pedreiro_geek
- danielimoreira: é você quem dá o up no meu date #pedreiro_geek
- Alelex88: se eu te pego eu te desconfiguro #pedreiro_geek
- Alelex88: você tem bluetooth? porque foi só passar que tive um Update Automático… #pedreiro_geek
- danielimoreira: quando deus te desenhou, ele tava numa wacom #pedreiro_geek
- Alelex88: você é o Easter Egg que faltava na minha marmita #pedreiro_geek
- Ludivon: “aê mina, você é o código que falta no meu script” #pedreiro_geek
- Alelex88: e aí, gata, tá a fim de depurar o meu bug? #pedreiro_geek
- gborin: -gata, vc trabalha no google? -não, pq? -Pq tudo que eu procuro, acho em vc. #pedreiro_geek_romântico
- umtantocacto: você não é a Fail Whale, mas fez meu passarinho subir. #pedreiro_geek
- Alelex88: c’mon beibi light my firefox #pedreiro_geek
- Alelex88: e aí, gata, tá a fim de um quicktime? #pedreiro_geek
- senhordaguerra: E aí? Qndo vc vai me deixar ser admin. Cansei de ser um Guest na sua vida. #pedreiro_geek
- umtantocacto: não dá unfollow que eu gamo! #pedreiro_geek
- Alelex88: cada passo dessa gata é uma animação em flash #pedreiro_geek
- danielimoreira: imagina uma bolinha no alto do morro. imaginou? e aí? rola ou rickroll’d? #pedreiro_geek
- Alelex88: eu queria ser um bug pra conhecer esse código por dentro… #pedreiro_geek
- gabrielouback: morena, vc não é o @marcelotas, mas deve estar cheia de seguidor… #pedreiro_geek
- Alelex88: bora preencher esse espaço livre no seu HD? #pedreiro_geek
- danielimoreira: tô louco pra molhar meu cookie no teu java, gata #pedreiro_geek
- Alelex88: que que isso, morena. bem que o google me disse hoje que eu tava com sorte… #pedreiro_geek
- danielimoreira: aê, vai partilhar esse folder aí ou vai ficar regulando mixaria? #pedreiro_geek
- fabianny: “meu servidor baleia quando você passa” #pedreiro_geek
- Alelex88: Isso é mais de 1 GIGA de mulher e eu não sou nem 100 MEGA de hômi #pedreiro_geek_de_baixa_auto-estima
- gabrielouback: se você fosse um sanduíche, te chamava de X-ML. #pedreiro_geek
- Ludivon: “Se você fosse um sanduíche, você seria o XHTML” #pedreiro_geek
- gabrielouback: é muito giga pro meu hdzinho… #pedreiro_geek
- gabrielouback: 140 caracteres é pouco para o que vou fazer com você. #pedreiro_geek
- danielimoreira: gata, você não é o firefox mas ocupa toda a minha memória #pedreiro_geek
- danielimoreira: tu nem precisa usar caps pra me deixar de caixa-alta, morena #pedreiro_geek
- Ludivon: “Seu eu pudesse, te bookmarcava todinha” #pedreiro_geek
- Ludivon: “Gata, você não é senha, mas é um mistério pra mim” #pedreiro_geek
- Alelex88: e aí, gata, mexe aqui na minha aba de preferências avançadas #pedreiro_geek
- cristalk: vai ser twitteira assim lá em casa #pedreiro_geek
- Ludivon: “Nossa, não sabia que boneca twittava” #pedreiro_geek
- danielimoreira: seu cachorrinho tem twitter? #pedreiro_geek
- Ludivon: “Nossa, com um modem desses, tá convidada a conectar lá em casa” #pedreiro_geek
- danielimoreira: fica com ciúmes não, gatona, não troco o seu 4.0 por duas 2.0 #pedreiro_geek
é por isso que eu adoro o Twitter
via @julianacunha
Sabem a capa da Veja com aquela foto fofaaaaaaaaaaa do Serra???
Olha quanta gente achou a capa fofa também!!! aahahahahahaha
http://meiguiceserra.tumblr.com/
Divirtam-se!!!
18 abril 2010
Já identifiquei
80% já vi essa novela, mas como toda novela, a gente esquece fácil, né? não prestei atenção e fiquei acompanhando os capítulos, achando que o final seria diferente. mas toda novela termina igual! "Palhaço Janete Clair – Esse é um tipo único na dramaturgia brasileira. Ele olha para você, te azara e logo depois no primeiro beijo já quer casar, ter filhos, comprar uma casa no campo e enche-la de labradores. Quer sair do bar ou boite direto pro banco para abrir uma conta conjunta. Mas cuidado: esse tipo de palhaço muda depois de uma noite de sono. Contra-indicado para meninas de coração fraco."
10% eu vi os sinais "Palhaço Pique Esconde – Ele marca de sair com você e... não aparece! Ele te liga chamando para almoçar e... não aparece! E é claro, sempre desliga o telefone depois do sumiço. Aí ele conta até 100, mil ou cinco mil e como você – óbvio – não o encontra, ele surge, com a maior cara de pau do mundo dizendo “ih ... esqueci”.
10% eu vi os sinais "Palhaço Cagão - Ele é covarde. Tem medo da mãe, da namorada, da irmã, da mulher. Prefere fazer uma palhaça a tentar consertar uma. Sempre acha que vai ganhar uma bronca. Depois de uma boa palhaçada se esconde. Ver também Palhaço Pique-Esconde."
E antes que eu alguém fale que eu sou despeitada ou algo assim, é isso mesmo, tá?
Fui rejeitada sim; to afogando as mágoas falando mal dele sim; meu ego tá ferido sim; preciso disso pra me recuperar sim.
Fazia muito tempo (anoooos!!!) que eu não caía nesse conto do vigário, achei que já tava escolada.
Mas me dá só mais uma semaninha que eu tô inteira de novo, loosho poder e sedução.
Diálogos reais
-Então, a gente precisa ver por que que vc só atrai esses homens meio gays. É que vc é muito estilosa... Homem não gosta de mulher estilosa. Quem gosta de mulher estilosa é bicha!!!
-Eu não sou estilosa. Poxa, eu sou feminina, fui toda bonitinha, de sainha, arrumei cabelo, fiz maquiagem...
- Meia calça grossa? Fio 80? Estilosa!
- É, ué, tava frio! Ah, outro dia comprei uma berinjela, linda!
- Ah, que legal, a-do-ro!!! Então, homem não gosta de meia fio 80. Nem de vestido com calça jeans. Homem gosta de calça branca justa, aquelas calças de moletom justas, calça da Gang! Vai comprar uma calça da GANG a-go-ra!!!
- ...
(tô fodida.)
Diálogos imaginários
- Não era eu.
- Como assim não era eu? Lógico que era você!!!
- É... bem... era e não era, sabe, essa coisa dialética?
- Porra, dá pra parar com esse papo intelectualóide de dialética, agora tudo pra vc é dialética, puta encheção de saco do caralho!!!
- Mas é verdade!!! Era eu, né, meu corpo, mas meu, eu tava fora de mim, eu tava simplesmente me iludindo, tão eufórica, tanto achando tudo lindo, querendo que fosse verdade, que fiquei fora de mim. Bem que eu achei estranho... tava indo tudo muito rápido. Rápido demais. Eu não gosto mais disso. Faz tempo que as coisas não me acontecem assim. De verdade, sabe quando vc vai fazendo as coisas no automático? Sem sentir direito? Então, foi assim. Por isso que eu to falando que era eu, mas ao mesmo tempo não era.
- E???
- Ah, então, considerando que eu não tava no meu juízo perfeito e que eu praticamente conseguia me olhar de cima (pena que tava meio nublado), será que dá pra vc desconsiderar as coisas que eu falei/pensei/fiz?
- Ahahahahahaha, vc tá louca?
- É, acho que to meio louca sim. Você acha que se eu tivesse bem estaria te pedindo isso?
- Meu, esquece, esquece isso!!! Desencanaaaaaaaaaaaaaaaaa, isso já passou!!! Chega, não aguento mais ouvir vc falar disso!
- É, nem eu to me aguentando mais...
- Pois é, e eu menos ainda que tenho mais o que fazer. Meu, desencana, vai dormir, vai se ocupar, fazer ginástica, sei lá, vai arrumar a sua casa que tá uma zona, vai estudar que vc não estuda faz duas semanas, só fica aí surtando e pensando. Vai se ocupar. Tchau.
-Mas...
-Tchau. Fui, heim?
14 abril 2010
13 abril 2010
Mais desejos, necessidades, vontades
Já foram três posts iniciados e deletados, cuidado, cuidado ao se expor, não vá se arrepender depois; foram vários tweets cuspidos e apagados, segundos depois. Acho que agora vai. Rápido, porque a novela já começou.
Sou um punhado de desejos, necessidades, vontades, medos e inseguranças, que de vez em quando, se surge aquela brechinha, superam a minha segurança, autossuficiência, coragem e equilíbrio conquistados às custas de dor, agulhadas de acupuntura e aulas de dança indiana.
Por sorte, com o tempo, a gente aprende a se controlar, fazer cara de paisagem e fingir que não está acontecendo nada, que tudo está bem e que somos muito muito seguras mesmo, e que estamos muito bem sozinhas e felizes bebendo a nossa cervejinha importada long neck em casa e dançando na sala enquanto fazemos a faxina. Mas é tudo mentira.
Ninguém quer tuitar loucamente madrugada afora. A gente quer mesmo é fazer amor madrugada afora.
Ninguém quer passar a noite lendo Dialética do Esclarecimento. A gente quer mesmo é passar a noite beijando e se aconchegando e se querendo e se pegando.
Ninguém quer ir pro parque Villa Lobos sozinho no domingo de manhã. A gente quer mesmo é uma companhia doce pra deitar na grama, acariciar os cabelos, tomar aquele sol delicioso de outono enquanto olha o céu muito muito azul e sem nuvens (vamos fingir que não tem uma camada imensa e cinza de poluição entre a terra e o céu, senão, porra, cadê a poesia, né, minha gente?)
Ninguém quer sair pra passear sozinha na Avenida Paulista. A gente quer mesmo é dar as mãos, ir pro cinema, depois passar no Kebab Salonu e beber lassi enquanto comenta o filme (ou só pra comentar que não gosta de comentar o filme).
Ninguém quer escrever tese. Isso a gente faz porque precisa, mas querer mesmo, no fundo, no fundo, ninguém quer. A gente quer mesmo é escrever juras de amor, canções de felicidade, crônicas do cotidiano, aquela última frase engraçada e muito inteligente que seu filho disse.
Todo mundo quer o amor. O amor é importante, porra! Mas dá um medo do caralhooooooo
02 abril 2010
I'm In The Mood For Love
Simply because you're near me
Funny, but when you're near me
I'm in the mood for love
Heaven is in your eyes
Bright as the stars we're under
Oh, is it any wonder
That I'm in the mood for love?
Why stop to think of whether
This little dream might fade?
We've put our hearts together
Now we are one, I'm not afraid
And if there's a cloud above
If it should rain, we'll let it
But for tonight forget it
I'm in the mood for love
Oh yeah
Why stop to think of whether
This little dream might fade?
We've put our hearts together
Now we are one, I'm not afraid
And if there's a cloud above
If it should rain, we'll let it
But, for tonight, forget it
Cause I'm in the mood for love
I'm in the mood for love
For love, for love...
26 março 2010
my own private Julie & Julia
Minhas razões:
1) Porque venho me desenvolvendo enquanto cozinheira amadora e descobrindo o prazer de cozinhar. Tudo começou em 2004, pós minha internação, quando passei um ano sozinha e descobri a feira livre, o peixe e o macarrão com molho de tomate fresco, parmesão, alho e manjericão. Divino. Mas o real barato de cozinhar só apareceu mesmo em 2008, quando comecei a namorar E., que cozinhava para seus filhos (e pra mim) com espontaneidade e simplicidade. E um novo mundo se abriu. E passei a comprar produtos orgânicos, e passei a cozinhar pra mim mesma, e minha meta é ter uma mesa na sala de casa para poder ter mais de uma pessoa para jantar. Mas sou feliz cozinhando pra mim mesma. Já sei fazer omeletes, invento uns par de receitinhas de macarrão e tento aproveitar o que tem e criar algo comível. Mas nunca me aventurei com livros de receitas. Tem que comprar as coisas e planejar e acabo ficando com preguiça. Pode ser uma boa, uma hora vou tentar. O que importa, pra mim, é que depois que eu descobri que podia cozinhar me senti mais independente e, finalmente, capaz de criar um filho (sem deixá-lo morrer de fome após o final da amamentação). E, ah, quando cozinho, é sinal que a cabeça está bem. É como uma meditação pra mim. Se a cabeça está mal, nada acontece na cozinha. Por exemplo, em janeiro e fevereiro, quase não cozinhei. Só macarrão com azeite, o fim da linha.
2) Porque eu tenho meu próprio Julie & Julia project. Nada tão grandioso, nada certamente que vá virar livro, e não é que eu odeie meu trabalho não, adoro lecionar, adoro pesquisar, to feliz fazendo meu Doc (estou mesmo? isso é possível? algum 'cerumano' pode de fato ser feliz fazendo Doc? dizem que no HU tem um ambulatório de psiquiatria só pros doutorandos ahahahaha), mas no momento, I'm in the mood for dancing. E juntei minha curiosidade e interesse pela Ìndia, pelos seus cheiros, sabores, cores e sons, com SAMWAAD e todos esses encontros (e nem contei ainda que esta semana conheci e passei dois dias, ou melhor, duas noites, mas na amizade, tá? com um indiano que conheci via Couch Surfing), e enfim, troquei o Pilates que eu tava planejando fazer pela dança Odissi, e agora 2 x por semana aprendo a dançar com pernas, pés, braços, mãos, cabeça e olhos, coluna no lugar, e já sinto que isso tudo tá me trazendo, de verdade, pro meu centro. To me achando, to me equilibrando de novo. Entre excessos e acessos de espartanismo, to achando meu balanço, meu eixo. Esse é meu projeto. E eu vou ganhar um sári de algodão com a blusinha e tudo, tá? direto da India. E um DVD de Bollywood com legendas em hindi pra eu aprender hindi.
E a vida louca vida vai levando a gente pra caminhos maravilhosos quando a gente se deixar levar e encantar por ela.
08 março 2010
SAMWAAD - encontros, descobertas íntimas, let it flow
Fiz pela primeira vez em 2007, num momento em que eu rodava em círculos; pela 3ª vez, repetia uma relação profissional complicada e o fim que se aproximava, igual aos anteriores, me deixava angustiada. Eu não queria, novamente, encerrar uma relação profissional de maneira ruim (para mim). Posteriormente, percebi que o lance não era mesmo comigo, a minha então chefe é considerada uma pessoa extremamente difícil por todo mundo que trabalhou com ela, mas para mim era uma questão de honra terminar diferente. E senti que era o momento de fazer o Rolfing, que minha amiga tanto insistia pra que eu fizesse. E fiz, e foi ótimo.
Este começo de ano estou em crise. Não uma crise ruim, uma crise boa, eu acho. Sinto necessidade de expandir meus horizontes: quero novos amores, novas experiências, novos sabores, novas músicas, novos lugares, novos amigos.
Mas tava tudo muito difícil, travado. Depois que voltei de viagem, tudo empacou. Dei uma arrumada na casa (na casa mesmo, meu ap, que estava uma zona - agora tá bem melhor, mas ainda na metade do caminho de onde quero chegar), e a partir daí a coisa parou. Empaquei. Nada caminhando. E vi que tinha mesmo chegado a hora de refazer o Rolfing.
Já estou perto da última sessão... Nossa, como valeu a pena!!!! Já me sinto bem melhor. Mais leve. Mais altiva (eehehehehe, ganhos colaterais). Mais segura. Mais centrada, mais emocionada. Mais calma, beeeeeeeeem mais calma. Tudo funcionando melhor, corpo e mente.
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Este final de semana tive mais uma daquelas experiências de sincronicidades. Pequenas decisões que, encadeadas, nos levam até onde precisávamos chegar.
Depois de uma ida à Pinacoteca e ao Museu da Língua Portuguesa, na chuvosa manhã de sábado, liguei para um amigo que eu pretendia encontrar no dia seguinte perguntando se dava pra antecipar o encontro. Fomos almoçar no Govinda, adoro comida indiana e ainda na Restaurant Week, melhor ainda. Depois de comprinhas na lojinha ao lado (pashminas de viscose por R$20,00??!! Embrulha meia dúzia!!! ahahahahaha), ia indo embora pra casa, mas o céu estava abrindo, fazia um lindo final de tarde em SP, uma luz especial. Fazer o quê em casa, sozinha? Bora pra Paulista ver um filme e passear no final da tarde.
Fui pra Livraria Cultura matar o tempo enquanto minha amiga não chegava para o cinema. Mas fui pra sessão de música. E lá trombei com o SAMWAAD, trilha sonora do Ballet que o Ivaldo Bertazzo fez há alguns anos, algo de lindo, música indiana com toques de bateria (pandeiro, cuíca), delicado, sublime, forte. Me apaixonei e resolvi comprar.
Estava na fila do caixa quando vejo passando ali na frente um amigo. Curioso, eu havia pensado nele cerca de uma hora antes, quando estava indo pra Paulista... Saí correndo da fila e o chamei. Ele me convidou pra um café.
Já no café, minha amiga chegou. Ainda durante o café, esse amigo me pergunta sobre o concurso que eu havia prestado em 2008 (fui aprovada), numa Faculdade importante de SP. Não mais que um minuto depois, quando eu respondia ao meu amigo que o concurso vencia este ano e que precisava me mexer se quisesse ser contratada, chega no café um professor dessa Faculdade, do mesmo Departamento em que fui aprovada. Ele vem até mim e me pergunta se ainda estou interessada na vaga (como assim, Bial??? LÓGICO que eu to interesada na vaga!!!! ahahahahaha). Agora ele é o chefe do Departamento. E a contratação vai sair para o segundo semestre. Só preciso fazer o que eu já sabia que tinha que fazer, mas ainda estava sem forças físicas e psíquicas - preciso mexer alguns pauzinhos.
Saí correndo da livraria para assistir Educação com minha amiga. Abandonei o CD, senão perderíamos a sessão. Depois da sessão, estava quase indo embora quando me lembrei. Voltei à livraria que, por sorte, ainda estava aberta, comprei, e faz 48 horas que eu só consigo ouvir isso.
Hoje eu vinha dirigindo na estrada ouvindo SAMWAAD, quando um choro chegou. Não me preocupei em controlá-lo. Deixei-o fluir até se esgotar. Aumentei o volume e deixei que a música me envolvesse. E cheguei ao meu destino calma, tranquila, segura. Ainda não estou segura quanto ao significado desse choro. Mas sei, sinto, que ele é bom.
SAMWAAD significa HARMONIA DO ENCONTRO, mas eu não sabia disso até iniciar este post, quando fiz uma rápida pesquisinha no Google para encontrar os links que coloquei logo acima. SAMWAAD.