Já recuperada, tendo dormido um pouco - não muito, por causa do barulho- , eu tava afins de ir a uns museus e passear bastante a pé por BAs. Bem, foi o que eu fiz todos os dias. Talvez por isso eu tenha engordado SÓ 2 kg: considerando que bebi cerveja todo dia durante 12 dias, está de bom tamanho (NOT).
Mandei um recado pro Couch Surfing e um italiano simpático me respondeu, Stefano. Sabe gente boa mesmo? Eu arriscaria dizer que construímos uma amizade durante esses 4 dias em que passeamos juntos. Conversamos de tudo, rimos, passeamos (Stefano anda rápido e sempre sabe onde ir, além de ser um excelente professor de italiano). Falamos sobre o Lula (quer dizer, eu falei sobre o Lula), sobre Cesare Battisti, sobre jornalismo, ele contou bastante sobre a Itália... E fizemos um pacto de eu falar português e ele italiano, para que pudéssemos ouvir línguas que nos agradavam :)
Fomos então ao Museu Nacional de Bellas Artes - nos encontramos lá às 16h. Antes disso... passeei pela Calle Florida, conheci a Galeria Pacífico - que nada mais é que um shopping, o Centro Cultural Borges- que fica dentro da Galeria e tinha uma instação sobre Ingmar Bergman e uma exposição de desenhos (dibujos, em español. adoro essa palavra. e adoro como em português a gente só usa pra falar sobre o milho ahahahahaha). Lá na Galeria também tem uma escola de tango onde vc pode fazer aula e não é uma muvuca (depois conto sobre a aula de tango que eu fiz) e não é caro (duas noites de aula sai uns 40 reais).
A Faculdade fica do lado daquela Frô de metarrrrrrr que abre e fecha - até hoje só vi aberta:
O MNBA fica também ali, na frente da Faculdade, do outro lado da Avenida.
Depois do museu (super recomendo!!! acervo enorme, inclusive de arte pré-colombiana, bem cuidado, e outras exposições), caminhamos até a livraria El Ateneo, a mega hiper master blaster livraria lindérrima e chiquérrima que fica dentro de um antigo teatro. É show!!!
(peguei a imagem daqui)(Clique aqui para um videozinho em inglês) (e... fazendo a pesquisa de links para este post acabo de descobrir que a Libreria Yenni de Pocitos, em Montevideo, é do mesmo grupo. De fato, a agenda e o cine-de-dedo que comprei na Yenni eram fabricados na Argentina... tsk, tsk)
Depois de um café no charmoso palco, acompanhada do Stefano, voltei para o albergue, me troquei rapidinho e encontrei com Ani, a argentina que eu havia conhecido em MVD, e mais duas amigas: Olga, uma peruana, e Maju, local. Fomos para um barzinho em Palermo e lá comemos uma Picada - uma tábua de frios, muito popular por lá (assim como as onipresentes papas fritas). Olga particularmente me fez morrer de rir com suas imitações de chilenos e outros falantes de língua espanhola, e também ao falar dos 'selváticos', que são os peruanos que moram nas cidades mais perto da Amazônia (Iquitos, por ex).
Ah, cumpre informar que a essa altura da viagem eu já estava hablando español fluentemente (ahã), e pena não tinha ainda aprendido a dizer 'relindo', 'rebueno', mas nesse dia quase falei che! ahahahahahaha. Adorei!!!!
Ani me convidou para ir ao Tigre com uns brasileiros que ela havia conhecido, mas como eu tinha poucos dias, achei melhor ficar pela cidade mesmo.
