E ainda há quem diga que não é influenciável por propaganda. Bom, pode ser que algumas pessoas não sejam. Eu sou. De repente, a gente começa a ter uma vontade incontrolável de usar roupa laranja. De repente, a gente - que antes achava esmalte amarelo completamente uó - está comprando Impala Cajá-Manga (amarelinho cintilante fofo) e usando sem medo de ser feliz (ou de ser chamada de louca pelos alunos ou pelo coordenador do curso).
É fato: depois que comecei a ler blogs de maquiagem e wardrobe remix - as populares "blogueiras de moda", que mostram o look do dia, fazem resenhas de roupas, de maquiagem, contam o que estão usando etc - mudei o meu modo de me vestir. A gente vai lendo, vendo imagem, vendo imagem, vendo imagem, uma hora a imagem 'entra' na sua cabeça e na hora que vai escolher a roupa do dia, pimba, vc está, finalmente, sendo mais criativo e deixando de usar só preto.
Sexta passada, por exemplo, fui pra faculdade onde dou aula usando um look claramente inspirado pelo esmalte amarelinho. Procurei uma das raras roupas no meu armário (uma blusa estampada) que tem a cor. E super funcionou: fiz um look colorido com blusa marinho, amarela e laranja (estampa miúda de florzinhas), saia roxa, cintinho laranja e sapato laranja (ou coral, chamem como quiser). Amei! :D Ficou colorido e chic, porque as roupas são comportadas mas têm um quê: a blusa é tecido sintético fininho e transparente (usei com uma blusinha branca por baixo), a saia é de linho, o sapato é um lindo boneca de bico redondo e o cintinho é um tressê fofo de duas voltas.
Há quem leve a inspiração ao limite, copiando looks completos. Vi uma blogueira que faz isso: ela pega o look, em geral de passarela, e reproduz com as roupas que tem em casa. Acho legal, mas não tenho saco nem tempo pra fazer isso. FIz isso uma vez há uns, sei lá, 10 anos?, quando vi em uma revista uma roupa e fui atrás de uma saia parecida, uma meia parecida, colarzinho de pérolas e tricô para imitar o look, achando tudo muito chique (e era). Tenho até hoje a saia, que comprei na C&A.
Eu tenho fases. Já tive fase saia: só comprava e usava saia. Agora to numa fase camisa: adoro, quero usar o tempo todo - mas não tenho muitas, estou comprando devagarzinho umas poderosas pra trabalhar, umas despojadas pra bater. E acho lindo quando consigo botar uma camisa por baixo de uma camiseta, um sapatinho oxford (outro amor do momento, uns 2 anos depois já que a moda começou - eu levo tempo pra aderir às modas, sou seletiva) e uma saia ou calça com barrinha dobrada - modinha atual entre descolados.
Mas o que tem sido legal mesmo é simplesmente perder o medo, botar a cacholinha pra funcionar na hora de me vestir e ousar. Não é nada demais, mas dá uma alegriazinha pra vida cotidiana. Pra quem só usava preto e se vestia quase como uma freira aos 23 - advogada recém formada - é uma pequena ousadia ir dar aula de roupa multicolorida - e unha amarela.
30 outubro 2011
29 outubro 2011
Sobre a fragilidade da vida
Já tive uma internação hospitalar que quase me levou desta pra melhor. Além de um derrame pleural grave que não me deixava respirar, e um pericárdico moderado (consegui evitar que drenassem meu coração argumentando com o médico da UTI e sugerindo - que ousadia - um diurético em vez da perigosa drenagem. E deu certo! ), minha consciência durante o tempo todo evitou uma parada cardíaca certa por hiperssensibilidade a um remédio - recebi 1/10 da dose prescrita, e meu batimento cardíaco despencou de 120 pra 60. Imagina se tivessem me dado a dose inteira. Enfim, não fossem os avanços da medicina e - vai saber - um anjo "bão", é bem possível que eu já estivesse do lado de lá desde 2004.
Daí que, de vez em quando, me lembro disso - por uma série de motivos. Porque eu ainda hoje tenho medo de ter uma doença auto-imune (foi o diagnóstico não confirmado na época, mas tenho marcadores auto-imunes tipo FAN + e anti-Sn), porque cada vez que eu tenho uma dor na articulação eu fico pensando se não é lupus ou alguma outra das inúmeras variações de doenças auto-imunes existentes por aí. Cada vez que meu sistema gastro-intestinal não funciona direito (será que é doença de Chron? será doença celíaca, associada frequentemente a outras auto-imunes? esta ainda preciso investigar... de verdade. e logo), cada vez que eu tenho uma gripe. Por conta disso, mudei e continuo mudando meu estilo de vida. Comendo cada vez melhor, mais orgânicos, mais frutas, mais verduras. Tentando (e, nem sempre, conseguindo) me manter mais calma, me cobrar menos, ser menos certinha. Fazendo dança indiana, que me dá concentração e estabilidade. Procurando meu balanço - olha a tattoo aí, pra me lembrar do equilíbrio, da leveza, da beleza e da impermanência das coisas.
E impermanente é a vida. Puff! É frágil!
Há meia hora eu presenciei um acontecimento muito triste: um homem e uma moça (parece que eram pai e filha) foram atropelados há 5 quarteirões da minha casa. Tivesse saído uns 10 minutos antes, podia ter sido eu. Passo a pé (como hoje) tantas vezes por semana nesse mesmo cruzamento. Me arrisco, às vezes, até. Quando cheguei, o SAMU já estava lá fazendo o atendimento. O homem morreu. A moça foi levada pro hospital, ferida. O motociclista - também ferido, moribundo - quase foi linchado por dois parentes do morto (e isso eu vi, horrorizada): um deles pulou em cima da maca, que estava no chão, com os dois pés. Pulou mesmo. Outro socou e chutou o motociclista. Eu já havia chamado a polícia, minutos antes, avisando que as pessoas começavam a se alterar. Demoraram um tempão a chegar.
Fiquei lá um tempão, meio chocada, vendo o desespero da família chegando ao local e constatando a morte de um familiar querido. Perguntei pra quem viu, o que foi, como foi.
Vim pro shopping - como sempre, trabalhar e estudar no café da livraria - triste. Ao mesmo tempo em que me entristece, esse acontecimento me ensina algo: que preciso, constantemente, lembrar de como a vida é frágil, de que já quase a perdi uma vez, e de como fazemos tempestade em copo d'água por tão pouco, às vezes. Preciso me lembrar, todo dia, e agradecer, porque estou viva, e tenho saúde, e tenho família, amigos, casa, comida boa, roupas bonitas, posso passear, posso estudar, posso trabalhar.
Com poucas exceções, que eu sequer gosto de imaginar, poucas coisas podem me acontecer que valham a pena chorar muito, sofrer muito, se acabar muito.
Estou viva. E sou feliz a cada dia - mesmo nos dias em que nada muito excitante acontece.
Obrigada!
Daí que, de vez em quando, me lembro disso - por uma série de motivos. Porque eu ainda hoje tenho medo de ter uma doença auto-imune (foi o diagnóstico não confirmado na época, mas tenho marcadores auto-imunes tipo FAN + e anti-Sn), porque cada vez que eu tenho uma dor na articulação eu fico pensando se não é lupus ou alguma outra das inúmeras variações de doenças auto-imunes existentes por aí. Cada vez que meu sistema gastro-intestinal não funciona direito (será que é doença de Chron? será doença celíaca, associada frequentemente a outras auto-imunes? esta ainda preciso investigar... de verdade. e logo), cada vez que eu tenho uma gripe. Por conta disso, mudei e continuo mudando meu estilo de vida. Comendo cada vez melhor, mais orgânicos, mais frutas, mais verduras. Tentando (e, nem sempre, conseguindo) me manter mais calma, me cobrar menos, ser menos certinha. Fazendo dança indiana, que me dá concentração e estabilidade. Procurando meu balanço - olha a tattoo aí, pra me lembrar do equilíbrio, da leveza, da beleza e da impermanência das coisas.
E impermanente é a vida. Puff! É frágil!
Há meia hora eu presenciei um acontecimento muito triste: um homem e uma moça (parece que eram pai e filha) foram atropelados há 5 quarteirões da minha casa. Tivesse saído uns 10 minutos antes, podia ter sido eu. Passo a pé (como hoje) tantas vezes por semana nesse mesmo cruzamento. Me arrisco, às vezes, até. Quando cheguei, o SAMU já estava lá fazendo o atendimento. O homem morreu. A moça foi levada pro hospital, ferida. O motociclista - também ferido, moribundo - quase foi linchado por dois parentes do morto (e isso eu vi, horrorizada): um deles pulou em cima da maca, que estava no chão, com os dois pés. Pulou mesmo. Outro socou e chutou o motociclista. Eu já havia chamado a polícia, minutos antes, avisando que as pessoas começavam a se alterar. Demoraram um tempão a chegar.
Fiquei lá um tempão, meio chocada, vendo o desespero da família chegando ao local e constatando a morte de um familiar querido. Perguntei pra quem viu, o que foi, como foi.
Vim pro shopping - como sempre, trabalhar e estudar no café da livraria - triste. Ao mesmo tempo em que me entristece, esse acontecimento me ensina algo: que preciso, constantemente, lembrar de como a vida é frágil, de que já quase a perdi uma vez, e de como fazemos tempestade em copo d'água por tão pouco, às vezes. Preciso me lembrar, todo dia, e agradecer, porque estou viva, e tenho saúde, e tenho família, amigos, casa, comida boa, roupas bonitas, posso passear, posso estudar, posso trabalhar.
Com poucas exceções, que eu sequer gosto de imaginar, poucas coisas podem me acontecer que valham a pena chorar muito, sofrer muito, se acabar muito.
Estou viva. E sou feliz a cada dia - mesmo nos dias em que nada muito excitante acontece.
Obrigada!
25 outubro 2011
Mais saudável, mais feliz (?)
Depois vou achar a propaganda numa revista, tirar a foto e postar a foto aqui. Enquanto isso, vou comentar do mesmo jeito: já viram a propaganda nova do Mc Donald's informando que o Mc Lanche Feliz mudou para uma versão com menos calorias, frutas etc? É de chorar. A propaganda é muito simples: mostra uma menina com um puta sorriso AMARELO no rosto, ao lado da mãe, que por sua vez posa com um sorriso FALSO, e as frases: "O Mc Lanche Feliz mudou. E todo mundo ficou feliz." Se vc quiser ver a propaganda online, é só clicar aqui. Veja a cara de FELICIDADE FALSA da mãe e da criança.
Fico imaginando que as instruções do diretor de marketing para a agência de publicidade foram algo como: faz aí uma propaganda que mostre uma cara de alegria mas não muito, tá? Não, não, tá muito alegre essa cara, bota um sorriso amarelo aí! Afinal, a gente não quer que os consumidores comecem a querer comida saudável de verdade, onde vamos parar?
Duvido que se a propaganda fosse de um novo sanduíche frito bem calórico, gordurento e cheio de molho entupidor de coronárias os modelos exibiriam sorrisos falsos ou amarelos. Certamente estariam explodindo de felicidade, com aquele sorriso de larica, aberto, felizão, pulando de alegria.
Acham que a gente é burro, afe.
Fico imaginando que as instruções do diretor de marketing para a agência de publicidade foram algo como: faz aí uma propaganda que mostre uma cara de alegria mas não muito, tá? Não, não, tá muito alegre essa cara, bota um sorriso amarelo aí! Afinal, a gente não quer que os consumidores comecem a querer comida saudável de verdade, onde vamos parar?
Duvido que se a propaganda fosse de um novo sanduíche frito bem calórico, gordurento e cheio de molho entupidor de coronárias os modelos exibiriam sorrisos falsos ou amarelos. Certamente estariam explodindo de felicidade, com aquele sorriso de larica, aberto, felizão, pulando de alegria.
Acham que a gente é burro, afe.
21 outubro 2011
enjoy yourself
Hoje vi uma dessas comédias bobas beeem americanas, cheias de piadas com cocô, pum, sexo e etc. Aquele tipo de besteirol bem American Pie. Não costumo assistir esse tipo de filme, mas depois de uma merda (ops!) no trabalho, precisava espairecer. Escolhi o filme que parecia menos pior dentre o monte de porcarias em cartaz num cinema mais próximo de você: o que tinha a maravilhosa Olivia Wilde (a Thirteen de House) no elenco.
Não foi a comédia mais engraçada que vi na vida, mas até chorei um pouquinho no final (bom, gente, eu choro em filme da Disney e até em comercial de carro, se for bem emocionante). Basicamente aquela história de trocar de corpo com o outro, que nem o Se eu fosse você e outros clássicos do gênero.
Mas sabe que foi bom? A mensagem é daquele tipo óbvia, mas que a gente precisa lembrar de vez em quando... enjoy yourself, enjoy your life, e, o que mais estou precisando ouvir agora, NÃO DESISTA.
Não desista da sua tese, não desista da dieta, não desista de ser quem você é.
Tira logo isso tudo da frente, seja focada, vá, vá logo, será quase como puxar um band-aid. Quando vc se der conta, já terminou. E você estará embarcando para 20 dias de férias e para o resto da sua vida.
É, gente, auto-ajuda pode ser ridículo, mas é necessária. E funciona.
FOCO, Emilia, FOCO!!!!!
Não foi a comédia mais engraçada que vi na vida, mas até chorei um pouquinho no final (bom, gente, eu choro em filme da Disney e até em comercial de carro, se for bem emocionante). Basicamente aquela história de trocar de corpo com o outro, que nem o Se eu fosse você e outros clássicos do gênero.
Mas sabe que foi bom? A mensagem é daquele tipo óbvia, mas que a gente precisa lembrar de vez em quando... enjoy yourself, enjoy your life, e, o que mais estou precisando ouvir agora, NÃO DESISTA.
Não desista da sua tese, não desista da dieta, não desista de ser quem você é.
Tira logo isso tudo da frente, seja focada, vá, vá logo, será quase como puxar um band-aid. Quando vc se der conta, já terminou. E você estará embarcando para 20 dias de férias e para o resto da sua vida.
É, gente, auto-ajuda pode ser ridículo, mas é necessária. E funciona.
FOCO, Emilia, FOCO!!!!!
19 outubro 2011
A cara de pau de algumas pessoas é muito engraçada. Ontem dei risada por uns 5 minutos sozinha depois do que aconteceu.
Tava chegando no prédio, e um sujeito entrou junto comigo. Ele abriu o portão pra mim. Chegamos ao hall do elevador e dei um suspiro de cansaço (essa droga de horário de verão fodeu o meu relógio biológico e todo o esforço pra ir dormir num horário decente). Ele: "cansada?"; Eu: "ah, acho que estou ficando resfriada. E esse horário de verão, ainda não me acostumei". Entramos no elevador, perguntei se ele morava no prédio. Fedia a cigarro. Ele disse que tinha vindo visitar uma amiga. Olhei suas mãos, ele carregava duas sacolas com latinhas geladas de cerveja. Perguntou se eu morava no prédio, disse que sim. Ele se apresentou, apertou a minha mão e me deu um beijinho (eeeeeewwwww). Perguntou se eu era casada. Dei risada, disse que não. Mas o melhor, foi a pergunta surpresa: "Posso pegar seu telefone"?. "Não".
Pobre da moça do oitavo andar: além de um encontro com um cara que fede a cigarro, ele ainda é um (pretenso) galinha. Gente que mata cachorro a grito.
Tava chegando no prédio, e um sujeito entrou junto comigo. Ele abriu o portão pra mim. Chegamos ao hall do elevador e dei um suspiro de cansaço (essa droga de horário de verão fodeu o meu relógio biológico e todo o esforço pra ir dormir num horário decente). Ele: "cansada?"; Eu: "ah, acho que estou ficando resfriada. E esse horário de verão, ainda não me acostumei". Entramos no elevador, perguntei se ele morava no prédio. Fedia a cigarro. Ele disse que tinha vindo visitar uma amiga. Olhei suas mãos, ele carregava duas sacolas com latinhas geladas de cerveja. Perguntou se eu morava no prédio, disse que sim. Ele se apresentou, apertou a minha mão e me deu um beijinho (eeeeeewwwww). Perguntou se eu era casada. Dei risada, disse que não. Mas o melhor, foi a pergunta surpresa: "Posso pegar seu telefone"?. "Não".
Pobre da moça do oitavo andar: além de um encontro com um cara que fede a cigarro, ele ainda é um (pretenso) galinha. Gente que mata cachorro a grito.
14 outubro 2011
Reconhecimento
é o que todo mundo - ou, pelo menos, a maioria de nós - busca na vida. é o que sei que minha mãe tanto buscou na vida - e tantas vezes em vão.
eu só queria parar de querer o reconhecimento dos meus pais. parar de esperar isso. porque é óbvio que eu nunca serei capaz de viver a vida que eles acham boa pra mim (mas que não é).
a vida que eu acho boa pra mim tem menos pressão, menos cobrança - a gente já tem tanta na vida, e eu, particularmente, tanta interna. tanta cobrança já quase me matou uma vez (literalmente). não quero quase morrer de novo. não quero passar a minha vida inteira frustrada por não ter realizado os meus sonhos (como a minha mãe).
mas parece que é isso que meus pais querem pra mim (jamais dirão que sim!), inconscientemente. querem que eu viva a vida que viveram. me propõem que deixe os meus sonhos de lado, e vá viver uma vida segura - e sem graça (como tem sido a deles, cheia de cobranças, cheia de culpas, cheia de sacrifícios, cheia de ressentimento).
fazem com que eu me sinta culpada por ter sido privilegiada de ter tido um pai e uma mãe que me deram tudo o que eu precisava. tantas vezes tive vontade de 'renegar' isso tudo, sair do apartamento que me compraram, vender o carro e viver de aluguel - pra ver se eu deixo de ser 'adolescente', como me acusam de ser. acham que se eu tiver que pagar as minhas próprias contas (que eu pago) e me virar sozinha, vou finalmente entender que o bom mesmo é ter um emprego público e segurança. (porque, obviamente, as pessoas só têm filhos e se casam se elas tiverem um emprego público. todas as outras pessoas são loucas e irresponsáveis.) não entendem que se eu parar de sonhar, eu morro. foi por isso que quase morri antes.
deve ser por isso que quando namorei - e quase casei com -, ano passado, um cara que me cobrava tanto, isso foi insuportável. ele queria que eu abrisse mão dos meus sonhos em prol dos 'nossos' sonhos (os dele, claro. os meus não cabiam no NOSSO casamento). (ah, ele tinha um emprego público).
não quero essa vida. não quero. não quero. não quero. não quero.
eu só queria parar de querer o reconhecimento dos meus pais. parar de esperar isso. porque é óbvio que eu nunca serei capaz de viver a vida que eles acham boa pra mim (mas que não é).
a vida que eu acho boa pra mim tem menos pressão, menos cobrança - a gente já tem tanta na vida, e eu, particularmente, tanta interna. tanta cobrança já quase me matou uma vez (literalmente). não quero quase morrer de novo. não quero passar a minha vida inteira frustrada por não ter realizado os meus sonhos (como a minha mãe).
mas parece que é isso que meus pais querem pra mim (jamais dirão que sim!), inconscientemente. querem que eu viva a vida que viveram. me propõem que deixe os meus sonhos de lado, e vá viver uma vida segura - e sem graça (como tem sido a deles, cheia de cobranças, cheia de culpas, cheia de sacrifícios, cheia de ressentimento).
fazem com que eu me sinta culpada por ter sido privilegiada de ter tido um pai e uma mãe que me deram tudo o que eu precisava. tantas vezes tive vontade de 'renegar' isso tudo, sair do apartamento que me compraram, vender o carro e viver de aluguel - pra ver se eu deixo de ser 'adolescente', como me acusam de ser. acham que se eu tiver que pagar as minhas próprias contas (que eu pago) e me virar sozinha, vou finalmente entender que o bom mesmo é ter um emprego público e segurança. (porque, obviamente, as pessoas só têm filhos e se casam se elas tiverem um emprego público. todas as outras pessoas são loucas e irresponsáveis.) não entendem que se eu parar de sonhar, eu morro. foi por isso que quase morri antes.
deve ser por isso que quando namorei - e quase casei com -, ano passado, um cara que me cobrava tanto, isso foi insuportável. ele queria que eu abrisse mão dos meus sonhos em prol dos 'nossos' sonhos (os dele, claro. os meus não cabiam no NOSSO casamento). (ah, ele tinha um emprego público).
não quero essa vida. não quero. não quero. não quero. não quero.
12 outubro 2011
Wall-E
To vendo Wall-E pela terceira vez.
own. adoro. to esperando chegar meu bonequinho do wall-e que comprei no e-bay. tá vindo da China! :D
own. adoro. to esperando chegar meu bonequinho do wall-e que comprei no e-bay. tá vindo da China! :D
05 outubro 2011
Conectados
Cada vez mais gosto de Wall-e. Me apaixonei pelo filme e cada vez mais vejo o quanto é atual. A imagem das pessoas que param de olhar à sua volta e vivem o tempo conectadas e se comunicando com o mundo por meio de uma tela é totalmente plausível.
Ontem, olhando em volta no shopping, em dois diferentes cafés... tudo que a gente são pessoas olhando e digitando no celular. Imaginem a hora em que o celular transmitir imagens e permitir que a gente use Skype etc com a câmera (é capaz até que já dê pra fazer isso com o Iphone e Android, não?).
Como a geração atual já nasceu conectada, a mim parece muito capaz que parem de olhar em volta.
Isso tem me feito ter cada vez menos vontade de viver conectada.
Quero olhar pro horizonte, olhar pras pessoas, para as árvores, para as casas, para o céu.
Cansei da vida online.
Ontem, olhando em volta no shopping, em dois diferentes cafés... tudo que a gente são pessoas olhando e digitando no celular. Imaginem a hora em que o celular transmitir imagens e permitir que a gente use Skype etc com a câmera (é capaz até que já dê pra fazer isso com o Iphone e Android, não?).
Como a geração atual já nasceu conectada, a mim parece muito capaz que parem de olhar em volta.
Isso tem me feito ter cada vez menos vontade de viver conectada.
Quero olhar pro horizonte, olhar pras pessoas, para as árvores, para as casas, para o céu.
Cansei da vida online.
Não é amor
O amor não te faz chorar assistindo Legalmente Loira 2. O nome disso é TPM. O amor é outra coisa.
28 setembro 2011
Então é assim
Tá acontecendo comigo um negócio muito engraçado. Não sei o quanto isso é fisiológico ou psi, mas desconfio, graças ao meu histórico pessoal E familiar, que seja fisiológico mesmo.
O fato é que eu já to de dieta faz 2 meses e meio. 8 semanas, indo pra 9. Isso tem significado comer MAIS vegetais e frutas e grãos e massas integrais, passar a tomar leite de soja todo dia (isso foi uma ótima consequencia da dieta, eu não tava tomando nada com cálcio regularmente e sei o quanto é importante. Além do que... sabem que agora que to me ligando que talvez a minha TPM esteja mais light? Óia que efeito colateral bom? - pra quem não sabe, a soja é recomendada com um repositor hormonal natural para mulheres na menopausa).
Quinta de noite, semana passada, resolvi comer uma COXINHA e uma ESFIHA de carne como jantar. Enfiar o pé na jaca. Veja bem, faz 2 meses que a pessoa janta SOPA e troca por COXINHA. Não pode funcionar.
Tive insônia. Das brabas. Dirigi até Campinas e voltei parecendo um zumbi. Fui pra aula de dança sabe-se lá como no final da tarde de sexta. Ainda bem que essa dança é incrível e eu passei o final de semana super bem.
Tá. Nada de coxinha de noite. Novos livros de receitinhas light on the way.
Ontem, resolvi comer uma pizza aqui perto de casa. Há dias eu queria comer pizza. Fui até o pizza-bar, sentei com minha Vogue que ganhei de presente no FreeCycle (ganhei um ano de Vogue, de uma moça, de set 2010 a ago 2011, own, que amor, já to marcando páginas como referência, acho que vou fazer uma pastinha e começar a colecionar idéias de casa/moda/cores) e pedi uma pizza pequena e uma taça de vinho. Só que eu tava com um parâmetro na cabeça que é a pizza do Artesão, que é bem fininha e leve e vc come dois pedaços e fica bem. Essa pizza tava deliciosa, mas tinha MUITO queijo. E eu percebi, mas fui teimosa. Quando eu tava começando a comer o segundo pedaço, vi que seria demais. Mas sô pão-dura, né? Não vou deixar um pedaço de pizza que eu mal toquei e que custa 10 reais (sério, pelo preço total da pizza esse único pedaço custava 10 reais) no prato. Além disso, a pizza tava realmente muito gostosa. Comi o pedaço inteiro, já sentindo que tava sendo demais, que eu já tava satisfeita. Dã.
O resultado? São 9 da manhã, fazem oficialmente 12 horas que eu comi essa pizza, mas a digestão dela ainda está acontecendo. Acordei sem fome, o que é raro.
Meu corpinho está me avisando que eu não posso mais comer comidas determinadas de noite (ou pelo menos, tenho que comer pouquinho).
Acho que é melhor eu ouvir, se eu quiser a) me sentir bem; b) emagrecer os 4 kg restantes.
O fato é que eu já to de dieta faz 2 meses e meio. 8 semanas, indo pra 9. Isso tem significado comer MAIS vegetais e frutas e grãos e massas integrais, passar a tomar leite de soja todo dia (isso foi uma ótima consequencia da dieta, eu não tava tomando nada com cálcio regularmente e sei o quanto é importante. Além do que... sabem que agora que to me ligando que talvez a minha TPM esteja mais light? Óia que efeito colateral bom? - pra quem não sabe, a soja é recomendada com um repositor hormonal natural para mulheres na menopausa).
Quinta de noite, semana passada, resolvi comer uma COXINHA e uma ESFIHA de carne como jantar. Enfiar o pé na jaca. Veja bem, faz 2 meses que a pessoa janta SOPA e troca por COXINHA. Não pode funcionar.
Tive insônia. Das brabas. Dirigi até Campinas e voltei parecendo um zumbi. Fui pra aula de dança sabe-se lá como no final da tarde de sexta. Ainda bem que essa dança é incrível e eu passei o final de semana super bem.
Tá. Nada de coxinha de noite. Novos livros de receitinhas light on the way.
Ontem, resolvi comer uma pizza aqui perto de casa. Há dias eu queria comer pizza. Fui até o pizza-bar, sentei com minha Vogue que ganhei de presente no FreeCycle (ganhei um ano de Vogue, de uma moça, de set 2010 a ago 2011, own, que amor, já to marcando páginas como referência, acho que vou fazer uma pastinha e começar a colecionar idéias de casa/moda/cores) e pedi uma pizza pequena e uma taça de vinho. Só que eu tava com um parâmetro na cabeça que é a pizza do Artesão, que é bem fininha e leve e vc come dois pedaços e fica bem. Essa pizza tava deliciosa, mas tinha MUITO queijo. E eu percebi, mas fui teimosa. Quando eu tava começando a comer o segundo pedaço, vi que seria demais. Mas sô pão-dura, né? Não vou deixar um pedaço de pizza que eu mal toquei e que custa 10 reais (sério, pelo preço total da pizza esse único pedaço custava 10 reais) no prato. Além disso, a pizza tava realmente muito gostosa. Comi o pedaço inteiro, já sentindo que tava sendo demais, que eu já tava satisfeita. Dã.
O resultado? São 9 da manhã, fazem oficialmente 12 horas que eu comi essa pizza, mas a digestão dela ainda está acontecendo. Acordei sem fome, o que é raro.
Meu corpinho está me avisando que eu não posso mais comer comidas determinadas de noite (ou pelo menos, tenho que comer pouquinho).
Acho que é melhor eu ouvir, se eu quiser a) me sentir bem; b) emagrecer os 4 kg restantes.
27 setembro 2011
recebendo os amigos
E agora que eu finalmente tenho uma sala, apesar de a mesa ainda não estar no lugar a que ela pertence, comecei a dar andamento ao meu plano de convidar meus amigos pra almoçar aqui em casa.
Depois da gringa que passou uns dias aqui, convidei a Fabi para experimentar uma das incríveis variedades do meu macarrão integral com frango e vegetais ahahaha.
O duro de variar o cardápio é que o que a gente compra pra ter sempre em casa é (lógico) sempre o mesmo, né? Então preciso começar a me programar e olhar receitas antecipadamente para poder variar.
Mas sabe que até que ficou bom o molho com frango, vegetais (cebola, gengibre, cenoura e pimentões verde e amarelo) e o molho de yakissoba? Na última hora, em vez de colocar o de sempre - tomates pelados - resolvi botar o molho que eu tinha já aberto na geladeira, e gostei do resultado. E o melhor, tudo orgânico (menos o molho, lórrico) e o macarrão integral.
Pra beber um suquinho de limão cravo (tb orgânico) com um tico de água de flor de laranjeira pra dar um gostinho extra e aromatizar - fica uma delícia!
Usei as louças que eu herdei da vovó - isso tem sido um estímulo também pra receber as pessoas! As louças são lindinhas, pratos com desenhos de flor e taças de cristal decorado para beber o suco. Meus talheres não são de prata, mas esses detalhezinhos acrescentam um tantinho agradável de glamour na refeição. :)
Já tô empolgada pra receber o próximo convidado na semana que vem, e pra festinha que pretendo dar em novembro, pra comemorar o meu aniver, só com petisquinhos vegê que eu mesma pretendo fazer.
Depois da gringa que passou uns dias aqui, convidei a Fabi para experimentar uma das incríveis variedades do meu macarrão integral com frango e vegetais ahahaha.
O duro de variar o cardápio é que o que a gente compra pra ter sempre em casa é (lógico) sempre o mesmo, né? Então preciso começar a me programar e olhar receitas antecipadamente para poder variar.
Mas sabe que até que ficou bom o molho com frango, vegetais (cebola, gengibre, cenoura e pimentões verde e amarelo) e o molho de yakissoba? Na última hora, em vez de colocar o de sempre - tomates pelados - resolvi botar o molho que eu tinha já aberto na geladeira, e gostei do resultado. E o melhor, tudo orgânico (menos o molho, lórrico) e o macarrão integral.
Pra beber um suquinho de limão cravo (tb orgânico) com um tico de água de flor de laranjeira pra dar um gostinho extra e aromatizar - fica uma delícia!
Usei as louças que eu herdei da vovó - isso tem sido um estímulo também pra receber as pessoas! As louças são lindinhas, pratos com desenhos de flor e taças de cristal decorado para beber o suco. Meus talheres não são de prata, mas esses detalhezinhos acrescentam um tantinho agradável de glamour na refeição. :)
Já tô empolgada pra receber o próximo convidado na semana que vem, e pra festinha que pretendo dar em novembro, pra comemorar o meu aniver, só com petisquinhos vegê que eu mesma pretendo fazer.
E a suprema satisfação do meu dia...
... foi constatar que o vestido que eu comprei há 4 anos, para ir ao casamento de um amigo do meu então namorado, está largo! Largo a ponto de, se eu levantar os braços (ele é tomara-que-caia), ele realmente CAIR!
Não vou poder usá-lo no casamento da minha amiga, mas só isso já valeu o dia! \o/
...
Mas ainda faltam 4 kg pra minha meta final. To com 61, quero chegar aos 57.
Não desistirei. A barriga ainda aparece ('pula' com determinadas roupas e com blusas justas) e ainda preciso perder muitos gramas de gordura nas pernas para que seja possível ver que há músculos ali embaixo.
Para incrementar minha alimentação, que acaba sendo monótona quando a gente faz dieta, encomendei 3 livros de receitas rápidas do Vigilantes do Peso (tipo sanduíches, comidas pra levar, etc). Na segunda-feira eu tenho tido que almoçar no ônibus de volta pra SP pra não morrer de fome, e andei comendo salgados prontos, arruinando a minha dieta pois, além de não conseguir contar os pontos direito, definitivamente não tô a fim de ficar comendo coisas não saudáveis exceto em ocasiões como finais de semana, encontros com os amigos, etc. Então, depois de ler os livrinhos das últimas três semanas, esta semana me programei e levei um sanduíche vegetariano e ainda um mini-potinho (eu tenho um profundo amor por tudo que é mini) hermético com morangos e kiwis orgânicos cortadinhos de sobremesa. E pretendo levar opções diferentes nas próximas semanas.
Rumo aos 57kg!
Não vou poder usá-lo no casamento da minha amiga, mas só isso já valeu o dia! \o/
...
Mas ainda faltam 4 kg pra minha meta final. To com 61, quero chegar aos 57.
Não desistirei. A barriga ainda aparece ('pula' com determinadas roupas e com blusas justas) e ainda preciso perder muitos gramas de gordura nas pernas para que seja possível ver que há músculos ali embaixo.
Para incrementar minha alimentação, que acaba sendo monótona quando a gente faz dieta, encomendei 3 livros de receitas rápidas do Vigilantes do Peso (tipo sanduíches, comidas pra levar, etc). Na segunda-feira eu tenho tido que almoçar no ônibus de volta pra SP pra não morrer de fome, e andei comendo salgados prontos, arruinando a minha dieta pois, além de não conseguir contar os pontos direito, definitivamente não tô a fim de ficar comendo coisas não saudáveis exceto em ocasiões como finais de semana, encontros com os amigos, etc. Então, depois de ler os livrinhos das últimas três semanas, esta semana me programei e levei um sanduíche vegetariano e ainda um mini-potinho (eu tenho um profundo amor por tudo que é mini) hermético com morangos e kiwis orgânicos cortadinhos de sobremesa. E pretendo levar opções diferentes nas próximas semanas.
Rumo aos 57kg!
26 setembro 2011
desconcentração
Só porque eu tava feliz que dormi bem no final de semana, hence, hoje fui dar aula e não acordei atrasada e nem me senti exausta (é, tenho me sentido exausta às segundas!), cheguei de Campinas e fui pra rua estudar... eu tava super desconcentrada.
Na chocolateria eu ouvi a história inteira da mulher cujo marido está flertando com uma funcionária... sei que nada aconteceu (ainda, mas só porque a mulher dele pegou os emails que ele trocou com a funcionária), que ele está confuso, que a mulher já levou cantada do médico mas fingiu que nada aconteceu em nome do casamento, etc etc.
No café da livraria eu ouvi uma mulher contar 5 vezes, de jeitos ligeiramente diferentes, que encontrou uma antiga paixão uma semana antes de ir embora pra China, na concessionária, quando entregava o carro que acabava de vender, bem no dia em que estava de roupa velha, descabelada e usando crocs.
Também ouvi o cara de voz de locutor de rádio (odiei a voz do cara, credo) ligar pr'um amigo que trabalhou na Uninove pra pedir dicas pra amiga dele que quer tentar o mestrado. E depois todo o papo sobre trabalho, sobre se ele está pegando muito pesado com o pessoal, etc.
Depois quase comprei livro de culinária vegetariana, procurei e comprei livro sobre adolescentes na era digital e encomendei outros dois (haja orçamento), procurei vestido pro casamento da minha amiga, olhei sapatos e bolsas na vitrine, passei no supermercado e vim pra casa.
Agora, entender a teoria da identidade na sociedade em rede que é bom, taqueopariu, isso é que foi difícil.
Na chocolateria eu ouvi a história inteira da mulher cujo marido está flertando com uma funcionária... sei que nada aconteceu (ainda, mas só porque a mulher dele pegou os emails que ele trocou com a funcionária), que ele está confuso, que a mulher já levou cantada do médico mas fingiu que nada aconteceu em nome do casamento, etc etc.
No café da livraria eu ouvi uma mulher contar 5 vezes, de jeitos ligeiramente diferentes, que encontrou uma antiga paixão uma semana antes de ir embora pra China, na concessionária, quando entregava o carro que acabava de vender, bem no dia em que estava de roupa velha, descabelada e usando crocs.
Também ouvi o cara de voz de locutor de rádio (odiei a voz do cara, credo) ligar pr'um amigo que trabalhou na Uninove pra pedir dicas pra amiga dele que quer tentar o mestrado. E depois todo o papo sobre trabalho, sobre se ele está pegando muito pesado com o pessoal, etc.
Depois quase comprei livro de culinária vegetariana, procurei e comprei livro sobre adolescentes na era digital e encomendei outros dois (haja orçamento), procurei vestido pro casamento da minha amiga, olhei sapatos e bolsas na vitrine, passei no supermercado e vim pra casa.
Agora, entender a teoria da identidade na sociedade em rede que é bom, taqueopariu, isso é que foi difícil.
25 setembro 2011
(des)adaptação
Cada vez mais entendo meu pai e minha mãe. Entendo a falta de saco, a falta de vontade para aprender novas tecnologias e integrá-las na vida cotidiana. Entendo a vontade de fugir da cidade grande e a necessidade de tirar todo dia uma soneca depois do almoço. É, amadurecer faz milagres.
Tô aqui lendo a análise que o Manuel Castells faz da sociedade tecnológica e cada vez vai me dando mais e mais vontade de ir embora de SP. Morar perto do mar, faz tempo que eu quero. Tomar sol regularmente, absorver sua energia. Cortar o cabelo curto (isso eu vou fazer já já, me aguardem, que tá me dando gastura esse negócio de fazer reflexo toda hora, o cabelo seco, a necessidade constante de hidratar, a dependência do cabeleireiro, odeio depender desse tipo de serviço, por isso aprendi a me depilar, fazer a minha própria unha, por isso não faço escova, só cortar o cabelo sozinha que não dá, né? mas nunca tive muito saco pra cuidar de cabelo, vai entender. acho que vou parar de tingir também.). Acordar de dia e dormir de noite. Cozinhar minha própria comida e comer comida fresca e orgânica. Encontrar as pessoas.
Sempre me senti meio estranha, meio estrangeira. No planeta Terra mesmo. Acho tudo incrível e ao mesmo tempo tanta coisa me choca, me causa estranhamento e maravilhamento ao mesmo tempo. Adoro tecnologia e ao mesmo tempo ando criando cada vez mais ojeriza à exposição extrema a ela. Quero meu tempo de volta.
Tô aqui lendo a análise que o Manuel Castells faz da sociedade tecnológica e cada vez vai me dando mais e mais vontade de ir embora de SP. Morar perto do mar, faz tempo que eu quero. Tomar sol regularmente, absorver sua energia. Cortar o cabelo curto (isso eu vou fazer já já, me aguardem, que tá me dando gastura esse negócio de fazer reflexo toda hora, o cabelo seco, a necessidade constante de hidratar, a dependência do cabeleireiro, odeio depender desse tipo de serviço, por isso aprendi a me depilar, fazer a minha própria unha, por isso não faço escova, só cortar o cabelo sozinha que não dá, né? mas nunca tive muito saco pra cuidar de cabelo, vai entender. acho que vou parar de tingir também.). Acordar de dia e dormir de noite. Cozinhar minha própria comida e comer comida fresca e orgânica. Encontrar as pessoas.
Sempre me senti meio estranha, meio estrangeira. No planeta Terra mesmo. Acho tudo incrível e ao mesmo tempo tanta coisa me choca, me causa estranhamento e maravilhamento ao mesmo tempo. Adoro tecnologia e ao mesmo tempo ando criando cada vez mais ojeriza à exposição extrema a ela. Quero meu tempo de volta.
Espelho, espelho meu
Adoro maquiagem, sempre gostei de moda, e nos últimos anos, com o advento (óia a linguagem acadêmica, que lindo) dos blogs de maquiagem e de wardrobe remix, passei a me arrumar mais e a comprar mais maquiagem (e a aprender os truques, etc).
Mas tem dias em que simplesmente dá vontade de não fazer NADA disso. Dá vontade de imitar a estudante americana que criou o blog A Year Without Mirrors (veja reportagem em português sobre a aventura da moça aqui).
Um dia ainda raspo a cabeça.
Mas tem dias em que simplesmente dá vontade de não fazer NADA disso. Dá vontade de imitar a estudante americana que criou o blog A Year Without Mirrors (veja reportagem em português sobre a aventura da moça aqui).
Um dia ainda raspo a cabeça.
24 setembro 2011
lindo dia pra vocês
E eu só quero comemorar que é sábado e eu to de pé desde às 7h15 da manhã! Adoro! Não, não to ficando louca, minha meta é ser uma pessoa normal, que acorda CEDO e dorme DE NOITE. Meu sono anda muito irregular, horários malucos... Odeio isso!
Beijos e lindo sábado pra vocês!
Beijos e lindo sábado pra vocês!
22 setembro 2011
passarinho na gaiola ou o bravo Houdini, de Galeano
Tem um café aqui perto de casa que eu adoro. Uma chocolateria, na verdade. Charmosa, sempre levo as pessoas queridas lá, tem um jeitinho bucólico que eu adoro, plantinhas na frente, chocolates divinos do mundo inteiro e uns bolos caseiros ótimos, desses de comer no meio da tarde, acompanhados de chá. Adoro.
Só tem um problema: passarinhos. Presos. São 3 gaiolas de passarinhos, sendo uma calopsita, dois periquitinhos e um outro sozinho que eu não sei o nome, pequeno.
É uma delícia ouvir os passarinhos cantando enquanto a gente charmosamente toma o nosso chá com bolo... Será? Acho que prefiro o sabiá laranjeira cantando livre, quando ele bem entende - tem tantos aqui pelo bairro, sobrevivendo sabe-se lá como no meio desse monte de concreto e tendo que mudar de árvore cada vez que a Prefeitura faz a poda (mutilam as árvores, coitadas, cortam-lhes os braços inteiros, um horror) ou que alguma, podre, cai, na temporada de chuvas.
Sinceramente? Não entendo quem foi o sujeito que estabeleceu que periquitinho pode viver preso, mas papagaio não. Ora bolas, o que que o pobre do periquito tem a MENOS que o papagaio para que o condenemos a viver na gaiola?
Por falar nisso, outro dia, quando fui retocar minha tattoo (que agora conta com um lindo beija-flor yin-yang turquesa e laranja, voando livre!), quaaaaaase tatuei também um pequenino desenho que acompanha o seguinte mini-conto de Eduardo Galeano, do livro Bocas del Tiempo (editado no Brasil pela L&PM):
Sus secuestradores le habían cortado un ala, cuando lo cazaron en la selva. Kitty Hischier lo
encontró en el mercado de Puerto Vallárta. Le dio lástima, lo compró para liberarlo. Pero el loro nopodía arreglarse solo. Mutilado como estaba, era un bocado fácil para el buche de cualquiera. Kitty decidió llevarlo, enjaulado, en su camioneta. Tenía la intención de pasarlo, clandestino, por la
frontera. Él iba a ser uno más entre los miles y miles de mexicanos indocumentados en los
Estados Unidos.
Fue bautizado Houdini, por su tendencia a la fuga. El primer día de viaje, levantó la puerta
de la jaula con su pico poderoso. El segundo día, alzó el piso de la jaula por abajo. El tercer día,
hizo un agujero en la malla de alambre. Al cuarto día, intentó la fuga por el techo, pero ya no le
daban las fuerzas.
Houdini no hablaba ni comía. En huelga de lengua, en huelga de hambre, murió.
Achei a historinha trágica. Quão admirável e tenaz foi esse bichinho...
Só tem um problema: passarinhos. Presos. São 3 gaiolas de passarinhos, sendo uma calopsita, dois periquitinhos e um outro sozinho que eu não sei o nome, pequeno.
É uma delícia ouvir os passarinhos cantando enquanto a gente charmosamente toma o nosso chá com bolo... Será? Acho que prefiro o sabiá laranjeira cantando livre, quando ele bem entende - tem tantos aqui pelo bairro, sobrevivendo sabe-se lá como no meio desse monte de concreto e tendo que mudar de árvore cada vez que a Prefeitura faz a poda (mutilam as árvores, coitadas, cortam-lhes os braços inteiros, um horror) ou que alguma, podre, cai, na temporada de chuvas.
Sinceramente? Não entendo quem foi o sujeito que estabeleceu que periquitinho pode viver preso, mas papagaio não. Ora bolas, o que que o pobre do periquito tem a MENOS que o papagaio para que o condenemos a viver na gaiola?
Por falar nisso, outro dia, quando fui retocar minha tattoo (que agora conta com um lindo beija-flor yin-yang turquesa e laranja, voando livre!), quaaaaaase tatuei também um pequenino desenho que acompanha o seguinte mini-conto de Eduardo Galeano, do livro Bocas del Tiempo (editado no Brasil pela L&PM):
Houdini
encontró en el mercado de Puerto Vallárta. Le dio lástima, lo compró para liberarlo. Pero el loro nopodía arreglarse solo. Mutilado como estaba, era un bocado fácil para el buche de cualquiera. Kitty decidió llevarlo, enjaulado, en su camioneta. Tenía la intención de pasarlo, clandestino, por la
frontera. Él iba a ser uno más entre los miles y miles de mexicanos indocumentados en los
Estados Unidos.
Fue bautizado Houdini, por su tendencia a la fuga. El primer día de viaje, levantó la puerta
de la jaula con su pico poderoso. El segundo día, alzó el piso de la jaula por abajo. El tercer día,
hizo un agujero en la malla de alambre. Al cuarto día, intentó la fuga por el techo, pero ya no le
daban las fuerzas.
Houdini no hablaba ni comía. En huelga de lengua, en huelga de hambre, murió.
Achei a historinha trágica. Quão admirável e tenaz foi esse bichinho...
21 setembro 2011
eu só tenho uma pergunta antes de ir
Por que será que as pessoas começaram a achar que é legal dizer que são viciadas em compras?
Really?
Really?
Já que
Já que eu não tenho mais facebook (temporariamente suspenso) nem twitter, uma vez que ando precisando me concentrar, resolvi falar aqui. Pelo menos falo com alguém (?).
E a ideia é continuar fazendo diarinho, já que continuo morando sozinha e escrever tese é um negócio solitário pra dedéu.
Talvez eu crie um tumblr também. Pensando bem, melhor não. Tumblr me faria procurar outros tumblrs para achar imagens legais para tumblar. Ai, essa internet, viu.
Então vim aqui hoje só pra contar que o blog voltou e que:
- ganhei uma maquina fotográfica do meu irmão \o/ (ele comprou uma melhor pra ele);
- tenho uma paleta de sombras que todo mundo quer \o/ (ok, acho isso meio bobo, mas todo mundo fala tanto desse raio dessa paleta que comecei a querer também) e outras makes e acessórios de make legais que comprei online e mandei entregar no hotel do Linus lá nos istaites;
- continuo pensando em ir pro Canadá - a vontade só aumenta. será que eu aguento viver no frio? Custo a acreditar que sou eu mesma, Emilia, falando em ir morar no Canadá. Fala sério!?;
- retoquei e aumentei minha tattoo. Nos 3 primeiros dias fiquei apavorada achando que tinha ficado horroroso e que eu não devia ter mexido nela. Mas agora já tô gostando. E ontem meu irmão viu e disse que tá mais delicada. :) \o/
tá aqui no flickr da artista, Mariana Kuroyama
- to fazendo dieta e já emagreci 5 kg! Faltam 3 (ou 4, na verdade eu não lembro agora direito quanto eu tava pesando, mas quero voltar pro 57kg e ainda to com 61kg) pra minha meta! :)
- eu ia me dar de presente uma bolsa linda quando eu chegasse na minha meta como compensação pela privação de comida, mas não sei mais. Tô achando tão caro e comprei uma bolsa linda e muito cara há não muito tempo... Então talvez vou é guardar a grana pra viajar. Mesmo porque a tattoo foi carinha e ainda tô pagando uma grana por algumas aulas de dança particulares...
Bom, post longo e já tá na hora de trabalhar.
Bem vindo(a)(s) de volta!
E a ideia é continuar fazendo diarinho, já que continuo morando sozinha e escrever tese é um negócio solitário pra dedéu.
Talvez eu crie um tumblr também. Pensando bem, melhor não. Tumblr me faria procurar outros tumblrs para achar imagens legais para tumblar. Ai, essa internet, viu.
Então vim aqui hoje só pra contar que o blog voltou e que:
- ganhei uma maquina fotográfica do meu irmão \o/ (ele comprou uma melhor pra ele);
- tenho uma paleta de sombras que todo mundo quer \o/ (ok, acho isso meio bobo, mas todo mundo fala tanto desse raio dessa paleta que comecei a querer também) e outras makes e acessórios de make legais que comprei online e mandei entregar no hotel do Linus lá nos istaites;
- continuo pensando em ir pro Canadá - a vontade só aumenta. será que eu aguento viver no frio? Custo a acreditar que sou eu mesma, Emilia, falando em ir morar no Canadá. Fala sério!?;
- retoquei e aumentei minha tattoo. Nos 3 primeiros dias fiquei apavorada achando que tinha ficado horroroso e que eu não devia ter mexido nela. Mas agora já tô gostando. E ontem meu irmão viu e disse que tá mais delicada. :) \o/
tá aqui no flickr da artista, Mariana Kuroyama
- to fazendo dieta e já emagreci 5 kg! Faltam 3 (ou 4, na verdade eu não lembro agora direito quanto eu tava pesando, mas quero voltar pro 57kg e ainda to com 61kg) pra minha meta! :)
- eu ia me dar de presente uma bolsa linda quando eu chegasse na minha meta como compensação pela privação de comida, mas não sei mais. Tô achando tão caro e comprei uma bolsa linda e muito cara há não muito tempo... Então talvez vou é guardar a grana pra viajar. Mesmo porque a tattoo foi carinha e ainda tô pagando uma grana por algumas aulas de dança particulares...
Bom, post longo e já tá na hora de trabalhar.
Bem vindo(a)(s) de volta!
14 março 2011
Bocas do Tempo - Eduardo Galeano
Então que outro dia recebi aqui um hóspede do Couch Surfing muito gente boa, Carlos, um venezuelano que estudou arquitetura nos EUA e mora na China. Carlos percebeu que o escritório para o qual trabalhava em NY tinha mtos clientes "chinos", como ele diz, e que lá ele teria trabalho. Resolveu se jogar pra China e morou cerca de um ano e meio, primeiro em Hong Kong, onde as coisas eram mais fáceis, e depis em Pequim, mais complicado porque quase ninguém fala inglês - o escritório de arquitetura paga tradutores; precisam dos estrangeiros porque não tem mão de obra qualificada por lá.
Bom, no meio de nossos papos sobre a América Latina, todos regados a cerveja, começamos a falar do Galeano e, putz, já li o Veias Abertas, passei os olhos no Livro dos Abraços, e sempre me agrada. Carlos me recomendou o último livro dele.
Outro dia, na Livraria Cultura, me encantei e comprei dois: um do Galeano político (Patas arriba: la escuela del mundo al revés; esse comprei em espanhol, e só o índice já vale a pena. Dá pra ler uns capítulos aqui, pelo visto)e outro de literatura (Bocas do Tempo, traduzido).
Bocas do Tempo é uma delícia de livro de mini-contos curtas que eu to curtindo muito ler.
Achei um blog que publica as historinhas curtas em espanhol; conforme eu for lendo e selecionando as preferidas, publicarei pra vcs aqui. Jeito bom de compartilhar algo mais interessante do que as minhas meras encafifações cotidianas.
Já tem dois aí embaixo, que publiquei agorinha.
Boa semana, xuxuzes!
Bom, no meio de nossos papos sobre a América Latina, todos regados a cerveja, começamos a falar do Galeano e, putz, já li o Veias Abertas, passei os olhos no Livro dos Abraços, e sempre me agrada. Carlos me recomendou o último livro dele.
Outro dia, na Livraria Cultura, me encantei e comprei dois: um do Galeano político (Patas arriba: la escuela del mundo al revés; esse comprei em espanhol, e só o índice já vale a pena. Dá pra ler uns capítulos aqui, pelo visto)e outro de literatura (Bocas do Tempo, traduzido).
Bocas do Tempo é uma delícia de livro de mini-contos curtas que eu to curtindo muito ler.
Achei um blog que publica as historinhas curtas em espanhol; conforme eu for lendo e selecionando as preferidas, publicarei pra vcs aqui. Jeito bom de compartilhar algo mais interessante do que as minhas meras encafifações cotidianas.
Já tem dois aí embaixo, que publiquei agorinha.
Boa semana, xuxuzes!
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