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18 janeiro 2010

De SP a MVD, OMFG!!!

Bem, pra começar, só pra começar o relato das minhas curtas férias, bem que @barbarabramo avisara que eu podia ter problemas na viagem. Aliás, essa mulher acerta tudo!!! putzgrila! Dito e feito.
Começando pelo fato de eu ter marcado a passagem para as 11h da manhã e, por desatenção, achar que tinha que chegar com 3h de antecedência. E quem disse que eu achava um táxi às 6 da matina do dia 1º de janeiro para me levar ao metrô Barra Funda e pegar o Airport Service que eu, exagerada, tinha marcado para as 6h20? (eu poderia ter pegado o das 8h tranquila...) Virada, quase duas noites sem dormir, fiquei tão p. da vida que já comecei chutando o balde e indo direto de táxi para o aeroporto - detalhe, eu tinha comprado a passagem antes e, portanto, achava que tinha jogado 31 reais no lixo. Depois conto como acabou. De todo modo, o táxi saiu oitentão e eu já cheguei no aeroporto puta da vida porque tinha gasto 70 reais a mais que o previsto e a viagem não tinha ainda nem começado.
E os gastos extras continuaram mesmo antes de embarcar. Tava MUITO frio na sala de embarque ou, sei lá, muito frio pra quem está sem dormir, muito frio pra quem é friorenta, e eu já tinha despachado minha mala e só tinha um cardigan mto fininho e chiquetosinho recém comprado na Zara para a viagem ('me achando', que eu ia viajar de cardigan chiquetosinho, tsk tsk). Morri com mais uns 70 reais na única roupa que eu podia pagar e que valia a pena a relação custo benefício na porcaria do free shop da ida: um moletom da GAP, escrito GAP bem grande na frente. Odeio a GAP. Fiquei com ódio da GAP depois que eu li NO LOGO. E lá estava eu com o raio do moletom fazendo propaganda de graça pra GAP e ainda tendo que pagar por isso.
Mas, pelo menos, viajei quentinha.
Dormi a viagem inteira no meu também recém adquirido travesseirinho de pescoço inflável e não tive o desprazer de ver qual foi o lanchinho meia-boca que a GOL ofereceu para pessoas que, como eu, pagaram o dobro do preço da passagem para embarcar em um vôo vazio para Montevideo.
Mas isso não era tudo.
Ao chegar em Montevideo, desembarquei no aeropuerto nuevo. Ótimo e tentador free-shop, por sinal, onde comprei um rimel e um batom da L'Oreal.
Não havia um caixa eletrônico sequer no aeropuerto nuevo.
E eu tinha que pagar o táxi em cash. E eu não sabia que trocavam Reais nas casas de câmbio no Uruguay, tampouco sabia que no Uruguay pouquissimos lugares aceitam cartão de crédito, e tampouco sabia que eu tinha que ter desbloqueado meu cartão do banco para poder sacar direto da minha conta, que era o que eu pretendia fazer durante toda a viagem - a minha gracinha de gerente, pra não dizer o palavrão pelo qual eu tenho afetuosamente me referido a ela desde então, não me avisou, não providenciou o cartão extra que eu tinha pedido e depois se lixou atenciosamente para os meus problemas em Montevideo, sem um centavo no bolso.
Pois é. No meio do caminho para o hostel, parei em um posto Petrobrás para sacar dinheiro. E...
El cajero me comiò la tarjeta de Santander.
Si, puta madre, me quedè sin tarjeta en el primero dia en MVD, casi sin plata, e solo con un crédito de 250 reais que havía cargado en el VIsa Travel Money para emergencias. Bueno, llegò la emergencia.
E assim comecei minha viagem.

Ah, a impermanência!... ufa!!! MVD y el Candombe en el 1º de enero

Bem, a chegada foi meio estressante, mas depois, em MVD, foi só alegria.
Nesse primeiro dia eu fui assistir os tambores do Candombe na Calle Isla de Flores no Barrio Sur. A semelhança com o nome candomblé não é à toa: o candombe são os tambores dos negros no Uruguay, e se dança de modo bem parecido com a dança que se faz em terreiros (pelo menos, eu achei). O Carnaval por lá é super forte e tem vários grupos de candombe. Em algumas datas especiais eles tocam os tambores na rua, como o dia 1º de janeiro. Na verdade acho que teve candombe em todos os dias em que eu estive por lá. Mas o que rola agora em janeiro, até o carnaval, é tipo um ensaio na rua. Bem o que eu queria: nada turístico, muito local, lugar pra encontrar pessoas interessantes e se divertir sem pagar e sem precisar se preocupar sobre como estou, etc. Adorei!!!
(essa foto não fui eu que tirei, peguei daqui. o que eu vi foi um ensaio numa rua mais pro centro, esse é mais um desfile na rambla - avenida da praia - mas dá pra ter uma noção)

Fora que é impressionante, os sujeitos tocando entram numa espécie de transe, sei lá eu, e muitos terminam os tambores com a mão sangrando...
O som é poderoso e muito gostoso de dançar. Recomendo fortemente. Não tirei fotos nesse dia mas tirei no outro que fui ver um grupo de meninas. depois ponho aqui.
Mais informações sobre o candombe aqui e aqui
Ah, e pra quem não sabe, o tango tem super raízes africanas, sabiam disso? olha os nomes, todos com aquela ginga africana - tango, milonga, candombe (lembre de bunda ahahahahaha)
Ah, fui parar no candombe graças às dicas do pessoal do Couch Surfing. Pra quem não sabe o que é, clica aí e descobre. Em MVD, os surfers foram responsáveis por momentos deliciosos da viagem. Em Buenos Aires também. Na verdade, CS é mais que uma maneira muito legal de conseguir hospedagem de graça: o grande lance realmente é conhecer gente, seja quando se viaja, seja em sua própria cidade.
Nesse dia conheci a Ruth, que além de me fazer companhia nos tambores, me levou também para comer chivitos, que é tipo um beirute de lá, só que com outro pão (não o pão sírio), mas igualmente cheio de coisas: carne - algo entre o rosbife e o bife, bacon, queijo, presunto, ovo, alface, tomate: beirute, não? mas mais desmilinguido que o nosso. Tomei a minha primeira cerveja de 12 dias bebendo sem parar - na verdade, estou bebendo diariamente, creio que desde o dia 24. socorroooooo!!!!!! ainda bem que não comi muito durante a viagem. mas já engordei. tdo bem, amanhã começo o pilates :D
Bem, meu primeiro dia de MVD foi isso aí. A sorte virou :D

Segundo dia em MVD - chicas arrrentinas + Patt + brasileños + ´parrilla

Meu segundo dia foi sussa, sem grandes emoções, mas gostoso. Bom pra adaptações.
Conheci três argentinas no albergue, Josefina, Marilina e Agostina. Juro que os nomes eram esses. Nenhuma das três de Buenos Aires: uma de Córdoba e duas de Santa Fé.
Durante a manhã e pelo início da tarde passeamos pela Ciudad Vieja; vimos feiras de artesãos - onde comprei um pingente de libélula lindo que me acompanhou durante a viagem toda e foi meio que minha 'marca registrada', chama muito a atenção das pessoas, realmente encantadora a libelula - conhecemos o Museo Torres-García, que super vale a visita - obras interessantes do Torres García e também de uma artista que faz cerâmicas com uma técnica chamada Raku, cerâmicas lindéééérrimas.
Noltamos pro albergue e fui encontrar a Patt, uma americana muito engraçada que mora em MVD mas morava antes na Argentina - um dia, depois de se divorciar, ela se encheu e resolveu ir embora dos EUA. A história é bem mais comprida mas é algo como "Sob o Sol da Toscana + Comer, Rezar, Amar": depois do divórcio ela ouviu uma voz, sonhava com um lugar, e encontrou esse lugar na Argentina. E lá ficou, por 7 anos. Depois se cansou e resolveu experimentar o "otro lado del río". Mas não sabe se vai ficar, não está muito feliz em MVD. E tinha sido assaltada na véspera (leia-se, vítima de trombadinhas). Anyway, encontrei Patt em Pocitos e lá ficamos batendo papo, comendo empanadas e bebendo cerveja.
Depois passeamos pela Rambla, andamos muito, e quando fomos pegar o ônibus, o sol já se punha, e fazia aquele pôr-do-sol insuportável de lindo e muito, muito, muito demorado.
Esse dia eu queria ir no Poney Pisador, uma balada de lá, mas não achei companhia. Acabei ficando no albergue, onde encontrei uns brasileiros. Eles queriam comer e no fim acabamos comendo a 10m do albergue, na Parillada 25 Perez (esquina da Perez Castellano com a 25 de Mayo, Ciudad Vieja). E não fomos ao Poney Pisador.
Ah, nesse lugar come-se muito bem por muito pouco. Super vale a pena.

Terceiro dia - uau, uau, uau.

A Feira de Tristan Narvajo é uma super feira que ocorre todos os domingos em MVD e é frequentada por locais que passeiam pra lá e pra cá com suas térmicas e cuias cheias de mate. Ricardo Freire explicou bem direitinho o que é a Feria Tristan-Narvajo, então quem quiser ler e ver fotos clica aqui. Por lá comprei uns cintinhos vagabundos a 5 reais cada, coloridinhos, mas vagabas mesmo, tanto é que um já estourou o fecho. Bem por '5 real' não se pode querer muito, não?
No domingo fui passear sozinha por lá, feliz da silva, e depois o plano era pegar uma praia em Pocitos e ver as cuerdas de mujeres - candombe, de novo! - que iam sair por Parque Rodó. Bem, os planos foram todos concretizados, mas entre uma coisa e outra, muito aconteceu!
Quando eu já estava indo embora da feira, passei pela porta de um pequeno restaurante onde um moço lindo, de traços índios delicados, perfeita mistura de índio com espanhol, tocava bandoneon, acompanhado de um senhor que tocava o tambor e de um cliente do restaurante que cantava, com voz grave, quase tudo que ele tocava. Bem, não preciso dizer que 1) antes mesmo de ver a cara do tocador, lá me sentei e allà me quedè - aqui é meu lugar, claro, adoro descobrir esses lugares encantadores por acaso; 2) depois, admirando mais o rapaz, concluí que era ele mesmo o chico uruguayo que eu estava procurando; 3) pra completar, um casal que estava na mesma pousada que eu, dois cariocas simpaticíssimos, entraram no mesmo restaurante e almoçamos juntos. O lugar se chama Verde, e não me pergunte a rua porque eu realmente não tenho idéia de onde seja. Só sei que é em Tristan Narvajo e que fica em uma das ruas transversais à 18 de Julio - acho.
A comida estava ótima, a música encantadora e o músico, bem, o músico era um capítulo à parte. Depois do almoço muy muy rico, fiquei por lá para bater um papo com Ignacio.
Depois da feira fui para a praia de Pocitos saber como os locais passam o domingo. Já eram 5 da tarde e o sol ainda de lascar. Aliás, só peguei dias lindos em MVD. Mesmo no dia em que choveu, o último, logo depois saiu um solzão. Na praia foi gostoso, conheci uma família, ficamos batendo papo, tomando mate e falando sobre política, distribuição de renda, universidade e outras coisas sobre o Uruguay. Como todos em MVD, muito simpáticos. Saí de lá e fui dar um tempo na livraria Yenni, very cool, ar condicionado ótimo.
Ah, dicas que não têm preço dos inúmeros blogs de make e beleza que costumo ler: leve lenços umedecidos na bolsa, de bebê ou os femininos mesmo - já tem de várias marcas vendendo em farmácias por aí. Nada paga vc tirar o biquíni e, sem perspectiva de chuveiro por perto por algumas horas, ter o seu lencinho para fazer uma higiene básica, se trocar e sair um pouco mais fresquinha do banheiro. Bem, troquei de roupa, lavei o rosto e fiz uma make básica no banheiro do Yenni. Depois tomei um café, comprei coisinhas e, bueno, me fuè para las cuerdas de mujeres.
(las chicas tocando los tambores - lo hacen rebien!!!)

E lá veio a segunda surpresa do dia: logo que cheguei, encontrei um moço que eu pensava ser amigo do Ignacio, pois estava lá no restaurante conversando com ele. E fui puxar papo com Pablo, que também era músico. Junto com ele estavam outro Pablo e duas chicas argentinas, Maria e Aniko. Super fofas. Acabei me enturmando com eles e, depois que acabou a música, fomos para o ap de um dos Pablos fazer uma pasta e beber vino. Nesse meio tempo liguei para Ignacio, que estava no candombe no Barrio Sur, e, depois da pasta.... bem, o que aconteceu depois da pasta eu não posso contar por aqui. Só o que posso dizer é que ele tocou bandoneon e violão só pra mim. :)

Montevideo - quarto e último dia

Preciso terminar logo meu relato de viagem porque já já não vou mais ter tempo. Pensa que blogar é rápido, é? Demora pra escrever tudo.
Bão, meu último dia em MVD foi meio melancólico e bastante sem graça, até. Acordei bem, feliz, mas depois fui tomada por uma tristeza profunda, que atribuí ao fato de ter dormido pouco e também ao fato de que me apaixonei pela cidade... Passei o dia vagando pela Ciudad Vieja, fui ao banco Santander ver se podiam me dar una nueva tarjeta (aparentemente, crianças, o banco Santander só compartilha com os demais Santanderes pelo mundo o nome, porque não te serve pra absolutamente nada ter uma agência por lá), e fiquei com vontade de escrever. Como não tinha um notebook à mão, e também não queria exatamente escrever para os outros, comprei um caderninho e comecei a escrever... em español!!! Eu precisava, queria, escrever em español. Só assim poderia expressar o que eu estava sentindo. Passeei, tomei sorvete, comprei camisetas brancas numa loja popular (pelo que me lembro custavam 17 pilas cada, comprei duas brancas e uma cor de cenoura, básicas e bem legais, to numa fase camiseta branca, uma coisa), sentei-me num restaurante no Mercado del Puerto e comi um spaghetti com frutos do mar. Entrei em um ou dois museus, coisa rápida. Depois acabei voltando pro Hostel, dormi um pouco - precisava - e levantei a tempo de ver meu último o pôr-do-sol na rambla. Por ali, alguns chicos fumavam marijuana e depois pulavam na água para se refrescar: 'hace calor, señora!!!' Algumas pessoas pescavam... Garotos jogavam uma pelada em uma plaza vizinha.
Ciudad Vieja ao anoitecer... ao fundo está o Rio da Prata.

Mais à noite, um grupo do Couch Surfing havia combinado de se encontrar para tomar algo e lá fui eu, descrente de que Ignácio me telefonaria para um segundo e último encontro. De tanto bater cabeça na vida a gente aprende, né? Tola seria se tivesse esperado por ele. Por coincidência, marcaram o encontro exatamente na mesma esquina onde, na véspera, havíamos parado para comer uma pizza e beber uma cerveja, enquanto Ignacio me contava suas encantadoras idéias para mudar o sistema tocando bandoneon para los chicos no Barrio Sur e fazendo pichações nos muros de Montevideo.
O encontro foi uma delícia! Havia alguns locais, e um especialmente foi minha mais nova paixão, Diego, um jovem iniciante diretor de cinema residente na Espanha que estava de volta após dois anos fora de MVD. Além dele, outras excelentes companhias, uma mesa realmente internacional: Wolf - um alemão simpaticíssimo fazendo um ano sabático no Uruguay para terminar o doutorado, Santiago - um uruguayo cujo pai morara em Campinas e que falava ótimo português (em Buenos Aires, depois, conheci Greta, uma mexicana muito legal que ficou 2 semanas hospedada na casa de Santiago e conheceu várias dessas pessoas - depois falo dela), uma argentina super simpática com familia no Brasil e cara de brasileira, que tinha um namorado de Camarões, um italiano, um uruguayo comissário de bordo de opiniões fortes e que gostava de teatro independente (fiquei de levá-lo um dia à Praça Roosevelt), Martina, uma moça simpática porém que ficou competindo comigo pela atenção de Diego e fez questão de ir caminhando junto comigo e com ele até o hostel, definitivamente melando qualquer possibilidade de uma última aventura de amor em terras uruguayas, um Inglês, e mais 2 outros locais, que eu acabei não conhecendo porque, afinal, era muita gente!
No final, o que poderia ser uma melancólica última noite solitária foi realmente uma delícia!
Pra mim esses são os gostinhos bons das viagens. Essas são as lembranças que guardarei pra sempre. Quando parece que tudo está ruim, e que vc está sozinho, e que ninguém se lembra que você existe... o inesperado acontece!

Dias 5 e 6 - Colonia del Sacramento - para amar, para relaxar

Vc está com seu amado(a) em Buenos Aires ou Montevideo e quer passar um ou dois dias móóóóóito românticos, tipo filme mesmo? Tá a fim de dar uma relaxada no meio de sua viagem tresloucada pela América Latina? Vá para Colonia del Sacramento.
Você tem muitos motivos para ir. Porque é um lugar histórico importante, que foi disputado durante centenas de anos por Portugal e Espanha por ser um ponto estratégico ali no Rio da Prata. Porque é um lugar muuuuy lindo. Porque é muito, muito, muito sossegado, e os perros uruguayos fofos passam o dia inteiro dormindo.

Porque é um lugar romântico. Porque faz um pôr do sol ducaralho todo dia. Porque é o caminho mais curto pelo Rio da Prata entre Buenos Aires e Montevideo. Porque você pode fazer a phyna, alugar uma scooter com seu amado e fingir que está em um filme, passear sem compromisso nenhum o dia inteiro pela cidade, pegar uma praia, parar pra almoçar, conhecer a Plaza de Toros, o museu náutico, o cemitério fofo cheio de flores, o parque, conhecer tudo com aquele céu azul muito limpo e o solzão e o vento na cara e só vai faltar a trilha sonora, te juro. Porque tem o Lentas Maravillas, o 'segredo mais bem guardado de Colônia', onde você pode (de novo) fazer a phyna e tomar o chá das 5 com doces deliciosos em um jardim delicioso, onde gatinhos filhotes fofos brincam inocentemente (juro! tinha gatinhos fofos, parecia uma cena inventada)enquanto você relaxa e admira os barcos ancorados no iate clube. Porque, se vc tem grana, tem pousadas charmosérrimas, com jardins secretos exclusivos, piscina e tudo o mais.

(era nessas cadeirinhas brancas e desconfortáveis nesse lugar sem graça que nos serviam o chá, os poucos escolhidos do Jardim das Lentas Maravillas)

O Ricardo Freire também descobriu o Lentas Maravillas quando esteve por lá. E eu juro que descobri sozinha, ninguém me contou não. Me achei, tomando meu chá das cinco enquanto esperava o pôr-do-sol.

(meu chá das 5, desagradááável. NOT :P)

Mas para ver o sol ir embora em Colônia vc tem que ir pro deque ou então pra parte murada na beira do rio. Eu fui pro deque:



Um dia por lá é suficiente para conhecer tudo. O centro histórico é minúsculo e ao contrário do Ricardo Freire eu acabei não indo em nenhum dos museus porque fecham cedo e, no primeiro dia, fiquei até as 4 da tarde resolvendo problemas com a gracinha da minha gerente no Brasil e no segundo dia fui passear de scooter com Jeremy e só chegamos umas 18h. Ricardo Freire diz que não passaria a noite. Eu passaria, se fosse de casal. Na verdade passei duas noites lá. Não foram das mais animadas, mas a turma do hostel (fiquei no El Viajero Hostel - não muito barato, sempre sempre lotado, gente entrando e saindo todo dia, indo/voltando de BA/MVD, atendimento ok) se divertiu em alguma sinuca por ali. Fiquei enchendo a cara com dois brasileiros e com o fofo do Jeremy, americano de 25 anos que me levou pra passear de scooter e cujo email eu, lamentavelmente, perdi. Espero que ele não tenha perdido o meu, porque ficou de se hospedar em minha casa quando viesse a SP. Mesmo assim, foi uma noite gostosa. :)
OBS: Se vc está indo para BAs, NÃO compre a passagem do Buquebus ou do Colonia Express (barcos que fazem a travessia do rio da Prata) no albergue/pousada. É bem mais caro. Vá na véspera ou assim que chegar no Porto - fica do lado da rodoviária - e compre por lá mesmo. Eu acho que paguei uns 30 ou 40 pesos a mais pela comodidade. Bobeei, porque no passeio de scooter paramos por lá para o Jeremy comprar a passagem de ônibus dele. E ah, o Buquebus é maior mas também é mais caro que o Colonia Express. Me pareceu mais pontual também, todavia.
OBS2: NÃO jante no restaurante El Torreon, que fica ali na beira do rio. Quando fomos, o atendimento foi muito ruim, os preços eram exorbitantes, e o tamanho da carne que custava 300 e tantos pesos (uns 30 reais) era absolutamente ridículo. E não vinha com guarnição. Fuja!!!

MiBuenosAiresquerido - primeiro dia

(tchau, Colonia!.... tchau, Uruguay!...) (ah, mas o Porto de Colonia não é assim lindo não, tá? Essa é a outra parte, perto da Marina)

Sabe que gostei do passeio de barco entre Colônia e BAs? E na chegada nel Puerto de SantaMaria de Bonaire vc vê uns barcos Cassinos. No Uruguay tem Cassino mas eu não fui não, não curto a idéia, mas até que em um barco cassino desse eu iria só pra curtir. Uma coisa assim meio Maverick.


(oooooi Argentina!!!!)

HOSPEDAGEM: Chegando lá, fui direto pro El Firulete Hostel. O hostel é bem legal, pequeno, os quartos são confortáveis, a equipe é de gente jovem, os caras que trabalham por lá sempre saem com o pessoal que está hospedado para fazer uma balada, enfim, gostei bastante. O único problema, o único mesmo, que eu tive: o BARULHO. E, na boa, pra mim não é um problema muito pequeno não. A rua era MUITO barulhenta. Imagine vc morar no primeiro andar de um ap, sei lá, na Av. Brigadeiro Luiz Antonio? Ou, como morava meu irmão no RJ, na Senador Vergueiro? Ônibus o dia inteiro. E de noite, caminhão. No terceiro dia comprei um tampão de ouvido. Demorei muito. Isso tornou a minha estadia em BAs não tão boa, porque não dormi bem.
O hostel é bem localizado; fiquei em um quarto individual com banheiro coletivo, o quarto tinha ar-cond, era limpo, o banheiro era ok (coletivo, né, mas td bem, eu tomava banho em 5 min mesmo), a área coletiva era bem legal e os computadores pra acesso à net eram rápidos, o café da manhã era ok - pão, doce-de-leite, manteiga, geléia, leite, chá, café e sucrilhos.
EMPANADAS: Única missão que consegui concretizar no dia: comer empanadas deliciosas. Eu tava louca pra comer empanadas desde Montevideo e ainda não tinha encontrado O lugar. No hostel, me indicaram El Cuartito como tendo 'a melhor empanada de Buenos Aires'. E o melhor é que era (mais ou menos) perto do Hostel. Um lugar muy muy antigo, muy buenas pizzas e empanadas. Comi três: carne picante, carne, e a minha preferida: queso roquefort y jamon. Hmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm..........
Depois de andar muito até lá (me perdi na ida, era perto) e andar de volta, tudo o que consegui fazer foi deitar e dormir. No caminho passei em um Maxi-quiosco (não sei porque não copiam essa idéia por aqui - se bem que hoje em dia certas bancas de jornal são parecidas, mas lá tem em tudo quanto é lugar), comprei um alfajor, um chá gelado e na banca uma revista. Acordei por volta das 23h com fome novamente...
Fui pra área de convivência do Hostel, vi uns posts do povo do Couch Surfing mas não me animei a sair. Só que precisava comer.
E.... COMPANHIA. Mais uma vez a nossasenhoradabuenaonda veio a me socorrer. Pedi informações a um dos moços que trabalhava no hostel, Facundo, que me indicou um local perto mas eu estava com medo de sair sozinha - hospedada no centro... a cidade é segura, mas mulher sozinha de noite... temos que saber nossos limites, não?
No final das contas, Facundo, que ia somente me acompanhar até o local, acabou sentando-se comigo e comendo uma pizza com cerveja (bebem muito Stella Artois por lá, e é mais barata que a Quilmes), e ficamos batendo papo até as 3 da manhã. Calhou que o moço era muito simpático, todo ligado na tomada, triatleta, engraçado e brincalhão, e o papo foi uma delícia. Ele me convidou depois pra andar de bicicleta um dia com ele antes de ir embora, mas acabou não rolando. Mas valeu, com certeza, pela minha primeira noite em BAs.

Buenos Aires- segundo dia

Já recuperada, tendo dormido um pouco - não muito, por causa do barulho- , eu tava afins de ir a uns museus e passear bastante a pé por BAs. Bem, foi o que eu fiz todos os dias. Talvez por isso eu tenha engordado SÓ 2 kg: considerando que bebi cerveja todo dia durante 12 dias, está de bom tamanho (NOT).

Mandei um recado pro Couch Surfing e um italiano simpático me respondeu, Stefano. Sabe gente boa mesmo? Eu arriscaria dizer que construímos uma amizade durante esses 4 dias em que passeamos juntos. Conversamos de tudo, rimos, passeamos (Stefano anda rápido e sempre sabe onde ir, além de ser um excelente professor de italiano). Falamos sobre o Lula (quer dizer, eu falei sobre o Lula), sobre Cesare Battisti, sobre jornalismo, ele contou bastante sobre a Itália... E fizemos um pacto de eu falar português e ele italiano, para que pudéssemos ouvir línguas que nos agradavam :)

Fomos então ao Museu Nacional de Bellas Artes - nos encontramos lá às 16h. Antes disso... passeei pela Calle Florida, conheci a Galeria Pacífico - que nada mais é que um shopping, o Centro Cultural Borges- que fica dentro da Galeria e tinha uma instação sobre Ingmar Bergman e uma exposição de desenhos (dibujos, em español. adoro essa palavra. e adoro como em português a gente só usa pra falar sobre o milho ahahahahaha). Lá na Galeria também tem uma escola de tango onde vc pode fazer aula e não é uma muvuca (depois conto sobre a aula de tango que eu fiz) e não é caro (duas noites de aula sai uns 40 reais).

No caminho para o museu passei pela Faculdad de Derecho da UBA e, decepção!!! estava fechada! Óia que imponente:

A Faculdade fica do lado daquela Frô de metarrrrrrr que abre e fecha - até hoje só vi aberta:

O MNBA fica também ali, na frente da Faculdade, do outro lado da Avenida.
Depois do museu (super recomendo!!! acervo enorme, inclusive de arte pré-colombiana, bem cuidado, e outras exposições), caminhamos até a livraria El Ateneo, a mega hiper master blaster livraria lindérrima e chiquérrima que fica dentro de um antigo teatro. É show!!!
(peguei a imagem daqui)

(Clique aqui para um videozinho em inglês) (e... fazendo a pesquisa de links para este post acabo de descobrir que a Libreria Yenni de Pocitos, em Montevideo, é do mesmo grupo. De fato, a agenda e o cine-de-dedo que comprei na Yenni eram fabricados na Argentina... tsk, tsk)
Depois de um café no charmoso palco, acompanhada do Stefano, voltei para o albergue, me troquei rapidinho e encontrei com Ani, a argentina que eu havia conhecido em MVD, e mais duas amigas: Olga, uma peruana, e Maju, local. Fomos para um barzinho em Palermo e lá comemos uma Picada - uma tábua de frios, muito popular por lá (assim como as onipresentes papas fritas). Olga particularmente me fez morrer de rir com suas imitações de chilenos e outros falantes de língua espanhola, e também ao falar dos 'selváticos', que são os peruanos que moram nas cidades mais perto da Amazônia (Iquitos, por ex).
Ah, cumpre informar que a essa altura da viagem eu já estava hablando español fluentemente (ahã), e pena não tinha ainda aprendido a dizer 'relindo', 'rebueno', mas nesse dia quase falei che! ahahahahahaha. Adorei!!!!

Ani me convidou para ir ao Tigre com uns brasileiros que ela havia conhecido, mas como eu tinha poucos dias, achei melhor ficar pela cidade mesmo.

Terceiro dia em BAs - MALBA + farra de compras em Palermo (ai meu bolso) + Tango

Meu terceiro dia em Buenos Aires foi sussa e uma delícia. Pena que a noite não foi igual. Anyway, nem todos os dias são perfeitos... fui pro MALBA ver a exposição do Andy Warhol, Mr America. Depois fui encontrar o Stefano no La Paila, uma peña onde fomos da outra vez que fui pra BAs com meus pais, para comer comida do norte argentino, que o Stefano adora porque esteve lá recentemente. Pena que o restô tava vaziaço; sendo peña, ele enche mais de noite por causa da música. Mas foi ótimo, comemos - dessa vez errei no prato, o do Stefano tava bem melhor, bebemos vinho e saímos de lá quase dormindo ahahahahaha. Mas criei coragem e fui encarar a Feira de Palermo. Fiz a festa. Com 300 pesos ( +- 150 reais) comprei presente pra minha amiga, pra minha mãe e vááários presentes para mim mesma, tudo exclusivo dos estilista porteños desshhhcolados . Comprei tanto que no dia seguinte estava com ressaca moral, e fui na Feira de San Telmo e não comprei nada. Ainda bem que parei aí, porquee estourei meu orçamento da viagem em exatamente um terço por conta de comprinhas (incluindo uma pequena fortuna de celular, um livro juríco carésimo e bebidas no free-shop).

TANGO: À noite fui pra uma aula de tango no La Viruta. La Viruta é um grupo que promove aulas de tango e outros ritmos em Palermo, no Clube Armênia.

(OBS: Se você quer fazer uma aula de Tango realmente boa, sem muvuca, NÃO vá ao La Viruta. É lotado. Tem pouquíssimo espaço pra dançar. Mas se vc quer só um lugar pra se divertir, La Viruta é seu lugar.)

Olha, teria sido legal, se aquele dia eu não estivesse absolutamente mal humorada. O fato é que, quando se vai sozinha a um lugar assim, a um clube para dançar, existe uma grande chance de você esbarrar com pessoas taradas a fim de se esfregar em você para conseguir algum prazerzinho grátis. Quando eu batia carteirinha no forró me deparei várias vezes com tipos assim. Odeio. E como eu tenho cara de boazinha (ou sei lá eu por quê), sempre sou sorteada. Nesse dia um velho tarado me escolheu. Disse que era professor de tango - até aí tudo bem, mesmo se fosse mentira ele me ensinou algumas coisas e dançava bem. Pois é, estava tudo bem até que, depois que o professor (o de verdade, do curso) disse 'cambio de parejas' e eu disse ao velho tarado que dali a pouco ia querer trocar de par para experimentar dançar com outro homem e ele me perguntou: 'Te gusta experimentar com muchos hombres?'.

Ele merecia um chute no saco. Ele merecia um tapa/cuspe na cara. Mas eu sou uma idiota e não fiz nada disso. Respondi, indignada, que não. E ainda dancei até o final da música com ele. Puto. Minha noite acabou aí.

Fiquei bodeada e fui embora logo depois que a aula acabou, quando ia começar a diversão no Clube, isto é, o tango pra valer, pro povo dançar e tudo. Mesmo com vários gatinhos porteños e estrangeiros no local, não me animei a ficar. Ainda vaguei por cerca de uma hora por Palermo e arredores da Plaza Serrano, mas tudo que eu via eram homens solteiros tarados prontos pra me abordar em qualquer bar que eu pensava em me sentar para comer. E eu, simplesmente, não estava com a menor paciência ou humor para ficar rechaçando convites desse tipo. E parece que nesses dias a gente fica especialmente atraente para homens assim.

Mulheres viajando sozinhas têm, por vezes, esse tipo de problema: não é fácil sair de noite sem companhia. E, por vezes, me sinto muito, muito só, desamparada mesmo. Essa noite foi assim. E pra completar, peguei um táxi e eu só tinha uma nota de 100 pesos pra pagar. Já tinha ouvido que não era pra pagar taxistas com nota de 100, mas eu não tinha alternativa. Na hora de pagar, dei a nota a ele e ele me devolveu dizendo 'não tenho troco'. Eu ainda subi, idiota, no albergue, para tentar trocar a nota e pagá-lo. E ele se foi. Lógico. Ele tinha trocado a minha nota de 100 por outra, falsa. O cara que trabalhava no hostel imediatamente me disse que a nota era falsa. Eu não entendi nada, só tinha tirado dinheiro no caixa. Só no dia seguinte, ao mostrar a nota falsa ao meu amigo Stefano e contar-lhe a história, ele sacou o que tinha acontecido. 

Definitivamente, não a melhor noite da viagem.

Quarto dia em BAs - o melhor!!! gente é tudo.

E como a sorte vira em viagens, ainda bem, o meu quarto dia e, especialmente, a quarta noite foram beeeeeeeeem melhores que o anterior. 

Acordei depois de dormir minha primeira noite com o tampão de ouvido :) e fui até a Plaza de Mayo encontrar Greta, uma mexicana fofa fofa, muito legal, ativista do Greenpeace, e que logo de cara me deixou, literalmente, uns 2 minutos de boca aberta ao me contar que a Cidade do México tem 40 milhões de habitantes (incluindo o que seria o equivalente à Grande SP). Gente, sabe o que é isso? E eu achava São Paulo grande. Tsk, tsk.

Passeei com Greta pela Feria de San Telmo, aiaiai, ainda bem que ela não estava no pique de comprar, porque eu não podia nem olhar nada, e como tem coisas lindas naquela feira, tudo artesanal de muito bom gosto, amo San Telmo, pena que exagerei em Palermo e não pude comprar nada por lá. Da outra vez trouxe uma caixa de chá linda que uso para colocar bijouterias, e uma flor que é broche e presilha ao mesmo tempo que nunca achei outra parecida para comprar, muito linda. Queria tentar achar o lugar onde havia comprado a flor, mas San Telmo é MUITO grande e eu teria que ter tempo só pra isso, e logo começou a chover, e ficou impraticável continuar o passeio pela rua. Fomos a um café, conversamos muito, Greta é muito gente boa, estávamos tentando nos encontrar desde o Uruguay mas não rolava e finalmente, depois de algumas tentativas, deu certo em BAs. 

Depois fomos ao Centro Cultural Recoleta, que fica ao lado do Cemitério e super vale a pena conhecer. 

É grande, tem um borboletário, tem exposições de vários artistas, é um lugar legal. Não é um graaaaaaande museu, como o MALBA, mas vale a pena. Lá, encontramos uma turma de gente muito legal: Stefano (o italiano meu companheiro desde o primeiro dia de BAs), Julian (super simpático), e Valeria (doidinha, engraçada), locais, Rafael, um espanhol daquele jeito meio grosseirão de espanhol mas muito engraçado, falava russo e imitava sotaques de dialetos em várias linguas, morri de rir, ah, e Anna, uma russa. 

Depois do passeio fomos pra um boteco na Recoleta, lórrico, comemos empanadas e bebemos Quilmes. De lá, quase todos foram a um outro encontro, que era do intercambio de linguas, onde encontramos Lorena, uma outra local que estava aprendendo italiano com Stefano, e um americano/indiano cujo nome não me lembro. Lorena nos levou pra comer em um clube em Palermo, muito muito local, só com gente do bairro, o clube tinha uma quadra de futebol de salão e do lado tem um salão pra comer pizzas etc e lá ficamos, bebendo, rindo, falando a noite inteira em 4 linguas diferentes, Julian tentando falar português comigo, muito engraçado! Eles dizem que falamos cantando e tentam imitar o nosso cantado e é de rolar de rir. Ah, que pena que acabou, foi uma noite simplesmente divina. Pra mim isso é viajar. As viagens não são só de lugares, para mim, principalmente, as viagens são de pessoas.

Último dia em BAs - Parte 1: comprinhas... oops!

Meu último dia começou meio corrido. Eu precisava comprar uma pashmina para minha mãe, mais ou menos perto do albergue (queria comprar uma pra mim tb), livros jurídicos e um buon vino para papá. Acordei tarde, lógico, e fui pra correria por volta das 10h. Tinha 4 horas até um encontro com Maurilio, que depois descobri ser um italiano vivendo em Buenos Aires por 3 meses - na verdade, viajando e fazendo de BAs seu posto principal.
Lições aprendidas durante esta manhã:
1) PASHMINAS: NÃO tente comprar pashminas no verão. Não adianta. Na loja que minha mãe comprara há 2 anos (lindas pashminas, finissimas, muito quentes, a idiota aqui não comprou, idiota, idiota, idiota), não fabricavam mais. Nas outras ao redor... Nada de lã. Ou então coisas bregas. Sò achei em uma loja, bem mais grossa do que eu queria, o modelo é até legal, mas não era exatamente o que eu queria... Cores lindas... Mas... putsgrila, perguntei se eram 100% lá, a moça disse que sim. Ahã. Idiota de novo, não olhei. Eram de lã acrílica!!! ANTA!!! e eu não olhei antes!!! Tudo bem que é um acrilico bom, não aquelas porcarias que vende na C&A, mas ainda assim... decepção!!!
2)VINHOS: Você encontra bons vinhos no Free Shop. Pelo mesmo preço que vc encontra em adegas de BAs. Ou seja, vc não precisa se matar para comprar UMA garrafa de vinho, compre logo no Free Shop. Achei a MESMA garrafa no freeshop e eu não precisaria ter me matado correndo pra lá e pra cá no calorzão, e pelo mesmo preço (acho que até uns 10 pesos mais barato...) se vc não vai comprar vinhos muito caros e/ou não vai comprar uma caixa inteira, compre no Free Shop; vai por mim.
3) LIVROS JURÍDICOS: Eu podia ter comprado os livros pela internet. Bem, já foi né? Mas foi legal conhecer a livraria. Ah, se vc quer livros jurídicos, NÃO VÁ à mega master blaster lindérrima e chiquérrima El Ateneo, porque vc NÃO VAI encontrar livros jurídicos lá. Vc tem que ir ao prédio do Tribunal de Justiça (Tribunales), conhecer (coisa que eu NÃO fiz porque o Tribunal fecha às 12h ou 13h, onde já se viu isso? e como eu acordava todo dia lá pelas 11h... nunca chegava a tempo), e depois ir fuçar nas livrarias ao redor. Na Rua Talcahuano tem a Libreria del Jurista, muito boa, pequena mas forrada de títulos de todas as editoras. Foi onde comprei os meus. Tem outras boas librerias por lá mas exclusivas de determinadas editoras. Não acho uma boa idéia. Mas vale olhar.

Último dia em BAs - Parte 2: La Bomba! MUY BUENA ONDA PORTEÑA!

Quer uma balada de segunda-feira lotada de gente bonita e descolada, porteños e viajeros de todo el mundo? La Bomba é o seu lugar.
Este é na verdade o apelido de "La Bomba de Tiempo", um grupo de percussão argentino que começou há uns 4 anos fazendo ensaios abertos às segundas-feiras e estourou.
Não parava de entrar gente, e mais gente, e mais gente, e parecia que todas as arrentinas descoladas de sandálias gladiadoras/havainas, cabelo displicentemente desarrumado (horas no espelho), make leve, aquele look desencanado/alternativo que TODAS as argentinas parecem ter, bem, multiplique isso por, sei lá, umas 200 ou 300 mulheres. Não sei quanta gente cabe lá, mas todos eram lindos e descolados. Excelente lugar para paquerar, descolar uma balada para depois, companhia para a noite... (começa cedo). Ah, meninas, altos gatinhos também por lá, heim? Se produzam, nada de salto, look Vila Madalena 'acordei assim', 'sou bela e formosa e meu cabelo está sempre bom e esse glow eu tenho desde que nasci', tsá?
E o som!!! Bem, é vero, me disseram que pra brasileiros não é nada demais, mas os caras fazem um bom som com tambores, e depois que a coisa esquenta e o povo bebe, se solta, todo mundo pira, dança muito, e tem horas que o som parece, sei lá, musica de danceteria, é demais. A vibe é muuuuuuuito boa, altamente recomendo!!!!!!!
Mas faz MUITO calor por lá, então vai de roupa leve. E se prepare para as filas gigantes para comprar copos gigantes de cerveja.
Tem muita fila mas não se assuste: ela anda rápido e todo mundo entra. Se vc chegar umas 7h30, dá sossegado pra entrar e ainda ver o mar de gente entrando depois de vc.
Despues de La Bomba tem os lugares que ficam abertos fazendo o after La Bomba. Và!!! Eu acabei indo comer com uns amigos... Foi bom, mas eu queria mesmo era ter ido no after party. Fui parar em um deles logo depois, mas logo meus 'amigos' recém conhecidos me abandonaram sozinha e fui embora. Mas tava 'bombando' ahahaha, e uns caras do La Bomba tocam por lá depois. E as ruas em torno, logo depois que acaba, ficam super festivas, até samba tocou por lá.
Quer saber mais? Clica aqui e sijoga!!! Aproveita, olha as fotos, vê os vídeos e ouve o som dos caras. Muy muy buena onda!!!!

17 janeiro 2010

manifesto pseudo-poético-cafona ou por um macho latinoamericano que me faça feliz

Hmmm, pensei em fazer uma coisa pseudo-poética mas ia ficar muito brega mesmo. Então acho que vou fazer algo assim mais coloquial:
Cadê você, porra?
Depois do final do ano, tudo e todos se fueran, eu fui pras terras gauchas e porteñas, meu amor tão lindo e tão proibido se foi para terras também latinoamericanas, tudo se desvaneceu com o tempo e com a distância. E ahora me quedo sola, una vez más.
E me pergunto, "será que vai chover"? Não, não, não!!! Não é isso!!! Me pergunto onde está esse homem delicado, de pele morena, cabelos escuros e lisos, corpo esguio, olhos amendoados, voz grave, e que, quando tem uma mulher nas mãos, sabe exatamente o que fazer?
Em vão estou procurando?; procuro alguém que não existe por aqui. Alguém que, aliás, nunca existiu em lugar nenhum.
Ok, ficou pseudo-poético, ficou ruim mesmo, mas é isso aí, quando a gente está procurando um amor a gente é mesmo meio cafona. E o pior é que eu estou realmente procurando um homem que não existe.
Preciso, seriamente, resolver que comandos dar ao meu cérebro para trombar acidentalmente com este homem, este que mexerá com meus brios, este macholatinoamericanoperonomucho, aiaiai, eu to ferrada, eu só me apaixono por artista e os artistas são lindos, são lindos mesmo, eles fazem música pra vc, eles tocam bandoneon só pra vc, mas eles não têm um puto na conta bancária e, meu bem, eu não preciso de um homem que pague as minhas contas, mas o sujeito precisa, pelo menos, pagar as suas próprias. E precisa estar lá, caralho, do meu lado.
Quer saber, então esse é um manifesto pro meu cérebro pra ver se ele aprende e muda o padrão e se sbre a algo novo!!! NÃO a homens que não pagam suas próprias contas; NÃO a homens completamente perdidos no mundo (no wonder passei tanto tempo sem namorar depois que eu me formei, eu não sabia quem eu era nem o que queria fazer e, meu, ninguém aguenta estar com alguém TÃO inseguro); NÃO a homens com muitos problemas - porque NÃO, xuxu, vc não vai consertá-los, vc só vai se enfiar de cabeça nos problemas deles também; NÃO a homens que me tratem mal NÃO NÃO NÃO NÃO!!!!; NÃO aos fuckin homens blasè/travados/enrustidos/inseguros que nunca me elogiam e nunca dizem o que sentem porque têm medo sei lá do que, medo das palavras, medo de se expor, vão cagar vocês todos. NÂO aos homens que NUNCA me acompanham nos lugares onde eu vou. Talvez, só talvez, ainda não sei, eu precise de um macholatinoamericano, sabe como é? Um homem que seja mais homem do que eu. Um homem que seja HOMEM, porra. Pelo menos para tirar a prova, só pra ver como é. Um homem que pague as minhas contas, de vez em quando, pra variar. E que, porra, não tenha medo de tomar decisões e de enfrentar a vida.

Mi Viajen por Uruguay e Argentina

Dale, como están?
Si, yo ahora hablo un poquito de español que empezè a hablar (e escribír!!!) despuès de 3 dias en Montevideo. Desde entonces nó sè que me diò que simplesmente paseè a hablar, e punto. Con muchos errores, por cierto, pero para mi está bien así, por ahora. :)
Hoy no tengo particularmente ganas de contar sobre el viajen, así que solo vengo para decir que en poco tiempo vuelvo para hacer un buon registro con informaciones preciosas sobre las ciudads, su gente e alguns puestos buena onda en Montevideo, Colonia del Sacramento e miBuenoAiresquerido, se bien que ahora es MVD que vive en mi corazón, aún más que el puerto de Santa Maria de Bonaire.
Saludos!

24 dezembro 2009

Tchau 2009, Olá 2010

Chega a ser meio ridículo eu avisar aqui que vou sumir, considerando que, por vezes, fico mais de um mês sem postar.
Anyway, só queria avisar/compartilhar que, depois de uma sinusite, uma pneumonia, 4 trabalhos da pós-graduação, 1 relatório de pesquisa, 1 Manual de Tratamento Penitenciário, 1 cirurgia de miopia, 1 namorado, meu segundo ano de docência (\o/ yay! nunca fiquei tanto tempo em um emprego, acho que finalmente acertei na carreira), 1 Júri (pau no Ministério Público!!!) e tudo isso sem nenhum feriado pra me consolar, estou, finalmente, SAINDO DE FÉRIAS!!!
Vou pra praia com um casal de amigos fofoooos e queridos dia 26, volto dia 30 pra Sampa, passo o Ano Novo com amigos muito muito queridos, e embarco dia 1 pra Montevideo, depois vou pra Colonia del Sacramento e depois pra miBuenosAiresquerido.
Vou pedir pro Papai Noel um namorado bem bonito e que me trate muito bem. Na verdade vou fazer uma lista bem mais detalhada que isso, esses são só dois indicadores, sendo um fundamental. Eu mereço.
Mas se Papai Noel puder me arranjar um uruguaio ou um porteño bonitón (e que me trate bem) temporário, só pela temporada, olha, não vou reclamar não, tá?
Fui!!!!

19 dezembro 2009

No limite

Já to no limite. Não recuso mais convites inesperados para beber porque to ligando um foda-se bem grande. To cansada. Não tenho vontade de cozinhar, não tenho vontade de fazer nada, só de descansar. Só consigo pensar na minha viagem, na praia que logo vem.
Mas ainda tenho um trabalho para terminar!

11 dezembro 2009

agora só falta fazer uma tatuagem

Ah, falta mais um monte de coisa, lógico. Um filho, uma árvore. Livro? olha, já escrevi o mestrado, vem o doutorado por aí, já publiquei uma crônica, já tá bom.
Mas por hora o que tá batendo mesmo é uma vontadinha, de novo, de fazer uma tatoo.
Só não faço esse finde porque vou pra praia daqui a 2 semanas e quero poder tomar sol e entrar no mar sem neuras.
vou pra praiaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
e depois do reveillon, vou pro Mercosul passear :)

06 dezembro 2009

Ligar o foda-se ou a senhorinha dançante do Sesc

"Ligar o foda-se" é uma das armas mais poderosas pra gente ser feliz. Junto com "viver o presente", é uma dupla que costuma funcionar bem. Ok, nem sempre quando a gente liga o foda-se tudo dá certo. Uma vez liguei o foda-se e quase fui mandada embora de um escritório (não fui mandada embora mas pedi demissão porque era insuportável trabalhar lá, ou seja, deu no mesmo. mas foi o início de uma vida melhor pra mim). Em suma, em geral, o foda-se é libertador.
Tô falando disso porque ultimamente, sempre que vou ao Sesc aqui perto de casa e tem música ao vivo (bandinhas de jazz, coral, bandinhas com cantores etc) vejo uma senhorinha lá que dança sem medo de ser feliz. Sempre sozinha, ela dança onde ninguém tem coragem, bem ali na frente da bandinha. Enquanto todos os outros ficam comportadamente em roda deixando uma distância respeitosa entre o público e a banda, ela preenche aquele espaço. Só as crianças se divertem tanto quanto ela. Ela parece pobre - mas não é maltrapilha, é arrumadinha do jeito que dá. E quando a gente olha sempre julga, né, já taxa, 'é louca, coitada'.
Ontem dei um pulo lá pra almoçar e depois fiquei estudando. Tinha um coral interessante e lá estava ela. Tentei tirar uma foto, mas não deu. Bom, talvez fosse virar uma coisa meio fetichista, achei melhor que não deu mesmo. Mais tarde, eu a vi conversando com um casal. Parecia uma pessoa perfeitamente 'normal', se é que isso existe. Não parecia louca, ou bobinha, ou velhinha.
E lá fiquei eu com meus preconceitos, pensando na senhorinha.
Eu acho que na verdade, ela liga é um FODA-SE bem grande pra todo mundo que a julga, e dança porque gosta, quando a música merece a dança.
Quanto a mim, eu também danço, mas no cantinho.

02 dezembro 2009

sem máscaras

Para poder fazer a cirurgia de miopia, parei - por pura neura minha mesmo, já que o médico não me falou nada disso - de usar maquiagem nos zóio uma semana antes. Nada de rímel e pouquíssimo corretivo.
Após a cirurgia, nem lavar o olho estou lavando. Nos primeiros dias só lavava o rosto com sabonete antisséptico com triclosano - também neura minha, nenhum médico me disse pra usar sabonete antibactericida. Mas tô usando e quando vou pingar o colírio dá-lhe sabonete nas mãoses. Nenhum cuidado é demais quando se trata de manter os olhinhos sensíveis longe das bactérias.
Hoje foi o primeiro dia em que usei o meu sabonete normal pra lavar o rosto - porque amanhã cedo vou encontrar meus aluninhos queridos e eles merecem a prófi de pele bonita - embora ainda sem rímel.
Mas sabe que, me olhando no espelho esses dias - talvez seja pelo fato de não estar de óculos? - até que to me achando bem, mesmo sem maquiagem? Claro que preferia estar usando o rimel novo que eu comprei semana passada na farmácia, no dia do Júri, mesmo sabendo que eu não poderia usá-lo logo, ou uma sombrinha ou um lápis básico, mas quer saber, quando a gente começa a usar maquiagem bastante, começa a se achar feia quando está sem. E está sendo bem bom passar esses dias sem.
Tá, não totalmente sem - não dispenso um blushzinho básico e batom, porque batom eu uso desde sei lá quando, senão fico parecendo um fantasma com a boca pálida. Mas quase sem.
Mas amanhã vou arriscar um corretivo, bem longe do olho - porque ninguém merece uma professora com 4 horas de sono (acordo às 5h30), sem corretivo, sem rímel, e com uma mancha de sangue no olho esquerdo - danos colaterais da cirurgia :D E é sempre bom estar bonitinha no dia de aplicar a prova. ;-)

30 novembro 2009

uma mulher de visão

Este ano vivi muitas emoções; como ainda temos um mês até o final de 2009, talvez ainda haja espaço pra mais alguma coisa. De todo modo, so far, so good.
Nas últimas semanas eu tive pneumonia - bem no feriado de finados, duas semanas antes do meu aniversário, com direito a internação no isolamento da enfermaria de Moléstias Infecciosas, raio X do pulmão, um pouco de terrorismo médico básico('tem uma mancha no pulmão') e uma tomografia para confirmar o diagnóstico. 15 dias de antibiótico e ainda perdi a visita à penitenciária com meus alunos que eu tinha passado os 3 meses anteriores organizando.
Mas é isso aí. Depois de trabalhar feito uma insana no primeiro semestre, sem intervalo nem feriados, sem férias em julho, a minha semana do saco cheio em outubro se fué por causa da gripe suína. Quem não tem semana do saco cheio para descansar, descansa à força com pneumonia. :)
Nesse meio tempo estava trabalhando no relatório final de um projeto de pesquisa - me chamaram para fazer exatamente a escrevinhação, afinal, não é isso mesmo que eu faço bem na vida? - e passei a semana anterior ao meu aniversário trabalhando no relatório, a toque de caixa.
Comemorações emocionantes das minhas 33 primaveras começaram com happy hour no dia 19 mesmo - nesse dia ganhei um presente que, sei de antemão, será inesquecível, pois foi muito esperado - seguido de baladinha no dia 21 e almoço no dia 22; comemorações intercaladas com dois dias de trabalho pesado no tal relatório acima. Dia 22 de noite ainda teve o arremate final do texto.
Mas o mais emocionante ainda estava por vir (na verdade, entre o dia 19 e o dia 25, difícil saber o que foi mais emocionante): um Júri que fiz no dia 25, com um colega. Estudei muito na segunda e na terça, fui à defensoria discutir o caso com um defensor conhecido, peguei becas emprestadas; na terça de tarde, ainda finalizando o estudo do caso e a conversa com o cliente, meu irmão me ligou dizendo que estava doente. Peguei o xuxuzinho, levei-o ao hospital e terminei de estudar o caso ainda no hospital. Depois de fazer sopinha pra ele, passei uma noite semi-em-claro nada agradável, já que o pobre do hermanito acordou a noite toda passando mal.
O Júri, que eu achei que nunca chegaria, pois acompanho o caso desde 2003, foi emocionante, e ganhamos com sorte, um bom caso e muito empenho. Saí de lá, sinceramente, me achando a última bolacha do pacote. Ah, foi praticamente 'pro bono', não pensem que ganhei bons honorários pelo enorme dispêndio de energia que um Júri exige. Mas valeu muito a pena. A sensação deve ser parecida com a de fazer um transplante pela primeira vez.
Exausta, ainda tendo que corrigir trabalhinhos e levantar no dia seguinte às 5h00 da matina para ir até Campinas aplicar uma prova.
Pra completar as semanas de fortes emoções, na sexta-feira, dia 27, operei a miopia. Já enxergo sem os óculos, vejo tv, leio legendas e placas nas ruas. Poderei novamente nadar sem lentes de contato, ir á praia sem me preocupar com a areia na lente e fazer tipão usando óculos escuros poderosos todo santo dia, praticamente uma Costanza Pascolato versão intelectual classe média que tem que parcelar a passagem de avião em 10 vezes sem juros. Mas tá valendo.
Ufa!
Bem, com tanta coisa acontecendo, sinceramente ando tão exausta e absorvida em minha própria vida que não tenho tido tempo/oportunidade de pensar em coisas mais pitorescas/curiosas/profundas pra escrever por aqui.
Paciência, minha meia-dúzia de leitores terá que se contentar, por enquanto, com relatos sobre minha vida muito interessante pra mim mesma e, talvez, nem tanto pros outros. Mas olha, vou dizer, tá legal pra caramba (embora muito, muito cansativa). :D

14 novembro 2009

Uma burca para Geisy - cordel - muito bom!

por Miguezim de Princesa***



I Quando Geisy apareceu

Balançando o mucumbu

Na Faculdade Uniban,

Foi o maior sururu:

Teve reza e ladainha;

Não sabia que uma calcinha

Causava tanto rebu.



II Trajava um minivestido,

Arrochado e cor de rosa;

Perfumada de extrato,

Toda ancha e toda prosa,

Pensou que estava abafando

E ia ter rapaz gritando:

"Arrocha a tampa, gostosa!"



III Mas Geisy se enganou,

O paulista é acanhado:

Quando vê lance de perna,

Fica logo indignado.

Os motivos eu não sei,

Mas pra passeata gay

Vai todo mundo animado!



IV Ainda na escadaria,

Só se ouvia a estudantada

Dando urros, dando gritos,

Colérica e indignada

Como quem vai para a luta,

Chamando-a de prostituta

E de mulherzinha safada.



V Geisy ficou acuada,

Num canto, triste a chorar,

Procurou um agasalho

Para cobrir o lugar,

Quando um rapaz inocente

Disse: "oh troço mais indecente,

Acho que vou desmaiar!"



VI A Faculdade Uniban,

Que está em último lugar

Nas provas que o MEC faz,

Quis logo se destacar:

Decidiu no mesmo instante

Expulsar a estudante

Do seu quadro regular.



VII Totalmente escorraçada,

Sem ter mais onde estudar,

Geisy precisa de ajuda

Para a vida retomar,

Mas na novela das oito

É um tal de molhar biscoito

E ninguém pra reclamar.



VIII O fato repercutiu

De Paris até Omã.

Soube que Ahmadinejad

Festejou lá no Irã,

Foi uma festa de arromba

Com direito a carro-bomba

Da milícia Talibã.



IX E o rico Osama Bin Laden,

Agradecendo a Alá,

Nas montanhas cazaquistãs

Onde foi se homiziar

Com uma cigana turca,

Mandou fazer uma burca

Para a brasileira usar.



X Fica pra Geisy a lição

Desse poeta matuto:

Proteja seu bom guardado

Da cólera dos impolutos,

Guarde bem o tacacá

E só resolva mostrar

A quem gosta do produto.

***recebi por email. não sei se tem uma fonte 'oficial' na internet. quando eu souber, publico.

5ª Sinfonia de Mahler - Adagietto

Já postei antes sobre isso aqui.
E posto de novo porque gosto demais desse trecho da sinfonia. Não conheço inteira, amanhã pretendo me comprar de presente um CD, porque quero tê-la em casa para poder ouvir bem alto e me emocionar ainda mais.
Esses dias, na novela, na cena da dança que a Ana Botafogo dança antes do desfile em Petra, foi essa a música que tocou. Com canto, que eu não conhecia. Só conhecia a versão instrumental, que toca no Morte em Veneza e que faz a gente morrer de tristeza junto com o protagonista cada vez que ela começa. Poucos filmes me fizeram chorar tanto, e nessa obra magistral do Visconti a música é co-protagosnista.
Daí que sempre que ouço quero ouvir de novo e de novo, porque é realmente lindo.
Ouço pouca música, e acho que é porque eu não consigo ouvir música 'de fundo': preciso estar presente na música; preciso viver a experiência e, de fato, OUVIR e VIVER a música. E quando ouço obras como essa e de outros grandes mestres, como Villa Lobos, Bach, eu me emociono tanto e aí me lembro de como gosto de verdade de música.
Aqui tem o Adagietto pra quem quiser se emocionar. Pena que a qualidade do som tá muito ruim. Emocionem-se.

11 novembro 2009

Racismo na porta do banco - via twitter

Foda. Um branco e um negro tentam entrar numa agência bancária com a mesma bolsa.


vi no @tdbem (via @gabibianco)

07 novembro 2009

Uniban e o linchamento moral: a culpa é da vítima

peguei daqui http://blog.estadao.com.br/blog/guterman/

por Marcos Guterman, Seção: Zeitgeist 17:43:17.

Em anúncio publicado nos jornais deste domingo e que já circulam neste sábado, a Uniban informou que expulsou a aluna Geisy Arruda, aquela moça que apareceu na universidade com um vestido curto e sofreuassédio coletivo de centenas de estudantes. Diz o texto que a moça adotou uma “postura incompatível com o ambiente da universidade” e que ela provocou os colegas ao fazer “um percurso maior que o habitual”, desfilando todo o seu “desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade”.

Caberia um tratado sociológico para essa peça, mas fiquemos somente com Elias Canetti, a propósito do linchamento. Em “Massa e Poder”, Canetti explica como a sensação de impunidade garantida é fator essencial para o sucesso dessa violência cometida pelo que ele chama de “massa de acossamento”: “Uma razão importante para o rápido crescimento da massa de acossamento é a ausência de perigo na empreitada. Esta não oferece perigo nenhum, pois a superioridade da massa é enorme. A vítima nada lhe pode fazer. (...) O assassinato permitido substitui todos aqueles aos quais se tem de renunciar, aqueles que, uma vez cometidos, ter-se-ia de temer a imputação de pesadas penas. Um tal assassinato – permitido, recomendado, sem perigo algum e partilhado com muitos outros – afigura-se irresistível à grande maioria da humanidade”.

Assim, como diz Canetti, todos os que participaram do linchamento moral da estudante sabiam que não seriam punidos e agiram à vontade em razão disso. A Uniban não só deixou de tomar alguma atitude em relação à massa, como também inverteu todos os sinais morais e juntou-se aos agressores, dizendo que eles estavam “defendendo o ambiente escolar”. Para terminar, como se tudo isso não bastasse, resolveu responsabilizar a vítima. Completou-se, assim, o linchamento.

UniTaleBan - a coluna do Contardo

(Contardo, vc é tudo, bjmeliga)

CONTARDO CALLIGARIS

A turba da Uniban
NA SEMANA passada, em São Bernardo, uma estudante de primeiro ano do curso noturno de turismo da Uniban (Universidade Bandeirante de São Paulo) foi para a faculdade pronta para encontrar seu namorado depois das aulas: estava de minivestido rosa, saltos altos, maquiagem -uniforme de balada.
O resultado foi que 700 alunos da Uniban saíram das salas de aula e se aglomeraram numa turba: xingaram, tocaram, fotografaram e filmaram a moça. Com seus celulares ligados na mão, como tochas levantadas, eles pareciam uma ralé do século 16 querendo tocar fogo numa perigosa bruxa.
A história acabou com a jovem estudante trancada na sala de sua turma, com a multidão pressionando, por porta e janelas, pedindo explicitamente que ela fosse entregue para ser estuprada. Alguns colegas, funcionários e professores conseguiram proteger a moça até a chegada da PM, que a tirou da escola sob escolta, mas não pôde evitar que sua saída fosse acompanhada pelo coro dos boçais escandindo: "Pu-ta, pu-ta, pu-ta".
Entre esses boçais, houve aqueles que explicaram o acontecido como um "justo" protesto contra a "inadequação" da roupa da colega. Difícil levá-los a sério, visto que uma boa metade deles saiu das salas de aula com seu chapéu cravado na cabeça.
Então, o que aconteceu? Para responder, demos uma volta pelos estádios de futebol ou pelas salas de estar das famílias na hora da transmissão de um jogo. Pois bem, nos estádios ou nas salas, todos (maiores ou menores) vocalizam sua opinião dos jogadores e da torcida do time adversário (assim como do árbitro, claro, sempre "vendido") de duas maneiras fundamentais: "veados" e "filhos da puta".
Esses insultos são invariavelmente escolhidos por serem, na opinião de ambas as torcidas, os que mais podem ferir os adversários. E o método da escolha é simples: a gente sempre acha que o pior insulto é o que mais nos ofenderia. Ou seja, "veados" e "filhos da puta" são os insultos que todos lançam porque são os que ninguém quer ouvir.
Cuidado: "veado", nesse caso, não significa genericamente homossexual. Tanto assim que os ditos "veados", por exemplo, são encorajados vivamente a pegar no sexo de quem os insulta ou a ficar de quatro para que possam ser "usados" por seus ofensores. "Veado", nesse insulto, está mais para "bichinha", "mulherzinha" ou, simplesmente, "mulher".
Quanto a "filho da puta", é óbvio que ninguém acredita que todas as mães da torcida adversa sejam profissionais do sexo. "Puta", nesse caso (assim como no coro da Uniban), significa mulher licenciosa, mulher que poderia (pasme!) gostar de sexo.
Os membros das torcidas e os 700 da Uniban descobrem assim um terreno comum: é o ódio do feminino -não das mulheres como gênero, mas do feminino, ou seja, da ideia de que as mulheres tenham ou possam ter um desejo próprio.
O estupro é, para essas turbas, o grande remédio: punitivo e corretivo. Como assim? Simples: uma mulher se aventura a desejar? Ela tem a impudência de "querer"? Pois vamos lhe lembrar que sexo, para ela, deve permanecer um sofrimento imposto, uma violência sofrida -nunca uma iniciativa ou um prazer.
A violência e o desprezo aplicados coletivamente pelo grupo só servem para esconder a insuficiência de cada um, se ele tivesse que responder ao desejo e às expectativas de uma parceira, em vez de lhe impor uma transa forçada.
Espero que o Ministério Público persiga os membros da turba da Uniban que incitaram ao estupro. Espero que a jovem estudante encontre um advogado que a ajude a exigir da própria Uniban (incapaz de garantir a segurança de seus alunos) todos os danos morais aos quais ela tem direito. E espero que, com isso, a Uniban se interrogue com urgência sobre como agir contra a ignorância e a vulnerabilidade aos piores efeitos grupais de 700 de seus estudantes. Uma sugestão, só para começar: que tal uma sessão de "Zorba, o Grego", com redação obrigatória no fim?
Agora, devo umas desculpas a todas as mulheres que militam ou militaram no feminismo. Ainda recentemente, pensei (e disse, numa entrevista) que, ao meu ver, o feminismo tinha chegado ao fim de sua tarefa histórica. Em particular, eu acreditava que, depois de 40 anos de luta feminista, ao menos um objetivo tivesse sido atingido: o reconhecimento pelos homens de que as mulheres (também) desejam. Pois é, os fatos provam que eu estava errado.

ccalligari@uol.com.br

Folha de S. Paulo, Ilustrada, São Paulo, quinta-feira, 05 de novembro de 2009
[http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0511200929.htm]

Uniban expulsa a aluna da mini-saia

Até agora não postei nada sobre isso porque estava na correria e depois fiquei doente (nada não, só uma pneumoniazinha light para movimentar um pouco os meus dias). Mas acabo de saber, via twitter, que:

"Uniban decide expulsar aluna hostilizada por usar vestido curto

da Folha Online
A Uniban publicou anúncio em jornais de São Paulo deste domingo (8) em que afirma ter decidido expulsar a aluna Geisy Arruda, 20, hostilizada por colegas no dia 22 de outubro.

A estudante foi xingada nos corredores da universidade, em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), por usar um microvestido rosa.

O tumulto foi filmado e os vídeos acabaram na internet. Geisy parou de frequentar as aulas --ela está no primeiro ano do curso de Turismo.

A estudante foi xingada nos corredores da universidade, em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), por usar um microvestido rosa. O tumulto foi filmado e os vídeos acabaram na internet. Geisy parou de frequentar as aulas --ela está no primeiro ano do curso de Turismo.

No anúncio, intitulado "A educação se faz com atitude e não com complacência", a universidade afirma que a sindicância aberta para apurar o acontecimento concluiu que houve "flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade" por parte da aluna.

Segundo a nota, foram colhidos depoimentos de alunos, professores e funcionários, além da própria Geisy, para embasar a sindicância.

As imagens gravadas no dia e divulgadas na internet também foram analisadas, e os alunos identificados foram suspensos temporariamente das atividades acadêmicas."

Não dá pra acreditar. Geyse é a Geni. Muita gente mais qualificada que eu escreveu a respeito. vou linkar aqui depois dois textos ótimos que saíram na Folha, um do Calligaris e um outro que não lembro o nome, no primeiro caderno.

22 outubro 2009

Libertei um livro selvagem

Esta semana libertei um livro na estação Alto do Ipiranga.
Eu até me inscrevi no Bookcrossing (veja o link lá embaixo da barra lateral), site no qual vc pode registrar os livros que libertou e no qual a pessoa que encontrou se loga, informa onde o livro está e depois avisa onde o libertou (e assim por diante).
Mas fiquei com muita preguiça de fazer todo o procedimento e resolvi fazer a coisa assim mais selvagem, sem controle. Confiando que ele seguirá seu rumo.
Na verdade sou meio apegada a meus livros. Esse foi o primeiro que tive coragem de libertar porque o comprei baratinho numa espécie de 'sebo' que tem lá na Sala dos Professores da Faculdade - uma moça deixa livros para vc pegar e em troca doar 5 reais para uma instituição de caridade.
Era um livro da Danuza Leão, "Quase Tudo", sua autobiografia. A Danuza nasceu em 33, sabiam?
Leiturinha fácil, agradável, cheia de fatos pitorescos e outros nem tanto. Fotos bonitas. Achei que seria bom ler e desapegar. Assim o fiz. Libertei o livrinho para o mundo, num trem do metrô da linha verde, com um recado escrito à mão. Saí do trem com um sorrisinho de satisfação nos lábios. Ai, meu ego.

19 setembro 2009

Post emprestado - Ensinando a roubar livros

este post veio daqui: Milton Ribeiro:Um blog d’O Pensador Selvagem

Em minha opinião, o roubo de livros é uma atividade adolescente ou universitária. Um ladrão de livros de mais de 24 anos é um sujeito digno de lástima, a não ser que não tenha absolutamente dinheiro para obtê-los. O amor aos livros justifica o erro e esta atividade deve ser coibida pelo livreiro com compreensão, até com carinho por seu futuro cliente. Roubei muitos livros na época em que tinha entre 15 e 23 anos. Muitos mesmo. Quando chegava em casa, escrevia meu nome e a data, acompanhado da misteriosa inscrição “Ad.”, de adquirido. Nunca me pegaram. Comecemos pela ética da coisa e depois vamos às instruções.

Nunca roubarás as pequenas livrarias. Pois as pequenas livrarias foram feitas para conversar e não combinam com atitudes detetivescas. Também não se rouba onde é fácil demais e onde o livreiro atende o cliente pessoalmente. Além do mais, roubar uma pequena livraria é cololaborar com a proliferação das megalivrarias, estabelecimentos sem personalidade, de atendimento impessoal. Não se roubam livreiros que sobrevivem com dificuldades.

Nunca olharás em torno. O fundamental a quem pretenda atuar nesta área é manter o ar casual. É como colar numa prova. Se, durante uma prova, você abre sua bolsa para pegar um lápis, você não olha para o professor. Se você for colar, aja com a mesma naturalidade. Não olhe para os lados, não observe onde o professor está — evite, é claro, fazê-lo com ele a seu lado –, pois se você comportar-se como um periscópio de submarino, o inimigo irá observá-lo. Um bom método de observação é olhar as mulheres da loja. Afinal, a gente nunca cansa delas e, com a visão periférica, você nota se há alguém da loja incomodando. Se você for mulher, multiplique as duas frases anteriores por (-1).

Nunca venderão livros onde vendem mondongo. Na minha época, a vítima principal de meus roubos era o Supermercado Zaffari da Av. Ipiranga. Vender livros em Supermercados… Vender livros ao lado de de azeitonas, bifes de fígado, mondongo e alvejante é algo que desmerece a literatura e, se nossas leis fossem inteligentes, tal absurdo seria proibido. No Zaffari, o roubo era simples, mas envolvia alguns gastos. Eu pegava o livro na estante e me dirigia com ele à lancheria. Levava o livro como quem não quer nada, como se fosse seu dono. Lá, sentava-me e pedia qualquer porcaria, de preferência gordurosa. Enquanto esperava, pegava minha caneta e iniciava a leitura. Quando passava por uma parte boa ou ruim, sublinhava-as; se houvesse algo engraçado, desenhava uma carinha rindo; se triste, uma cara triste. Na última página, escrevia um número de telefone, como se ontem eu estivesse em casa com meu livro sem um papel para anotar e tivesse anotado na última página da coisa mais à mão, meu livro. Outra coisa importante é fazia era girar a capa até a contracapa, segurando o livro com firmeza, de forma a marcar a lombada. Fazia isso em vários pontos até a metada do volume. Sim, exato, você o deixará usado! Depois, é só sair do Supermercado com o livro na mão, naturalmente, à vista de todos.

Nunca terás pressa. Havia outras livrarias que colaboraram para meu acervo da época. Nelas, o método era outro. Sabemos que um bom leitor, utiliza seus livros como objetos transicionais; ou seja, ele leva seus livros aonde vai, da mesma forma que uma criança leva seu bichinho, travesseirinho de estimação e se sente mal se ele não está próximo. Então, entrava na livraria sem pressa e pegava um livro. Caminhava lentamente mais ou menos 1 Km dentro do salão. Se alguém o estivesse observando, certamente cansaria. Lá pelo meio da jornada, colocava o livro a ser surrupiado junto do livro-objeto-transicional. Caminhava mais 1 Km dentro da livraria. Chegava a cansar de ser dono daquele livro. Saía calmamente. Ficava um bom tempo na porta da livraria examinando os lançamentos, parava na frente da vitrine, demonstrava segurança, espezinhava o medo. Depois disso, podia ir para casa.

Nunca roube, a não ser que sejas estudante ou estejas desempregado. Roubo de livros não combina com salário e cleptomania. O roubo de livros deve nascer de uma necessidade absoluta, de um imperativo interno.

Nunca deixarás de examinar todas as variáveis à luz da ciência, nos dias atuais. É óbvio que atualmente, apenas quatro livrarias merecem ser roubadas: FNAC, Cultura, Siciliano e Saraiva. O resto são locais que não devem (ver Ética) ser atacados. Como já disse, não estou mais em idade de cometer tais pequenos crimes. Portanto, desconheço o método correto e apenas posso sugerir coisas. A FNAC de Porto Alegre é tão ruim que é complicado desejar alguma coisa de lá. Na Saraiva, fui poucas vezes. Conheço mais a Cultura e a Siciliano. Ora, qualquer criança sabe que o problema está naquele coisa magnetizada ou com chip que acompanha o livro. Aquilo tem de ser anulado ou retirado. Acabo de fazer um teste no livro da Carol Bensimon que recém comprei. Olha, desisti de tentar descolar, destruiria a capa. Estará a juventude de hoje destinada a pagar por todos os seus livros? E depois falem em incentivo à leitura! Olha, talvez não seja necessário pagar sempre. Há que anular o troço. Duvido que, se você colocar o objeto de desejo dentro de uma bolsa, entre papéis ou de alguma forma tapado, acordará o alarme no momento da saída. Porém, o risco é imensamente maior e nem imagino o que os homens da segurança farão com você. Outro jeito é usar a ciência e desmagnetizar a coisa. Leve ímãs, leia a respeito, pesquise. Com sofás e poltronas por toda a livraria, você pode avaliar com tranquilidade os riscos e a forma mais adequada de ler o próximo Thomas Pynchon, por exemplo. Todos nós já vimos como o caixa realiza a mágica de desmagnetizar; ele apenas adeja algo semelhante a um limpador de discos de vinil sobre a contracapa do livro. Tem um ímã ali, não? Mas concordo, é uma merda, haverá menos romantismo e mais aventura.

Nunca roubarás pockets. Sabemos que o preço do livro no Brasil é escandaloso. Para solucionar o problema, a L & PM começou a comercializar pocket books. Outras a imitaram. É uma coisa boa. Não, meu amigo, roubar esses bons livrinhos de menos de R$ 15,00 é pecado e, se você o fizer, merecerá o patíbulo.

Nunca negarás o empréstimo de livros. Um dos lugares-comuns mais ridículos que as pessoas dizem é “Não empresto meus livros”; verdadeiro clichê de quem não gosta e não confia nos amigos. Estes merecem o açoite. Imaginem que já emprestei até meu Doutor Fausto! Um livro lido e posto numa estante até o fim de seus dias é um livro que agoniza por anos. Comprar e nunca ler é fazer do livro um natimorto. Mas o pior são os do outro lado: aqueles que efetivamente não devolvem os livros tomados por empréstimo, justificando a atitude paranóica do primeiro. Estes merecem igualmente o patíbulo.

08 setembro 2009

Sobre julgamentos - um post de saco cheio

Esses dias encontrei um amigo que adora me julgar. Sinceramente, acho isso um saco. Não sou perfeita, mas prefiro não julgar meus amigos; ao invés, procuro entendê-los.
Só porque eu contei a ele que assisto novela comentando no twitter, isso foi o suficiente para que eu caísse uns 250 pontos no conceito dele. Não basta a gente ser intelectual, não basta ter mestrado e fazer doutorado na mesma universidade que ele (aliás, fomos colegas de turma), não basta, também não posso me permitir nenhuma diversão pagã. Ah, ele pode beber todo dia, se quiser, mas eu não posso ser fútil. Ele pode assistir futebol, mas eu só posso assistir novela, porque comentar no twitter, ah, isso já é demais. E os blogs de make-up que eu leio então? Ele ficaria horrorizado. Isso também já é demais.

Ele também frequentemente me julga pelo meu comportamento na área de relacionamentos, sexo, etc. Em primeiro lugar, ele me julga baseado em parâmetros totalmente machistas: não julga do mesmo modo outros homens que não têm comportamento exemplar - ah, mas claro, homem pode!!!!! Em segundo lugar, ele me julga com base em comportamentos que eu já tive e que não tenho mais, mostrando que não se interessa em saber de mim, porque sequer sabe QUEM SOU EU (hoje). By the way, meu comportamento sexual e em relacionamentos não lhe diz respeito; não obstante, ele continua me julgando. E SE eu voltasse a me comportar como antes, o que é que ele tem a ver com isso? Ele deveria querer saber se eu estou bem, e não se eu dou/dei/darei, pra quem e quando!!!
Uma vez liguei pra esse amigo (começo a me perguntar o que significa esta palavra) chorando desesperada logo após um término devastador de namoro, e não me lembro bem o que falei, não lembro se pedi pra conversar, pra vê-lo, para ir até a casa dele: ele achou que eu queria ir DAR pra ele na casa dele sendo que ele namora simplesmente uma das minhas melhores amigas.

Recentemente também fiquei sabendo de uma pessoa que julgou um outro amigo e ao invés de se colocar no lugar dele e perguntar como ele estava se sentindo, se colocou do lado da outra pessoa envolvida na situação, criticando o comportamento do meu amigo e julgando-o por isso. nada a ver...

Não que eu não tenha ressalvas a comportamentos de meus amigos, e não que eu não tenha comportamentos que possam ser objeto de ressalva. Mas busco, mais do que julgá-los (eu tento não fazer isso), entender, me colocar no lugar do amigo, eventualmente me colocar no lugar do outro envolvido, e tento ajudar o meu amigo a estar bem, a se ajudar. Porque pra mim o que importa é que as pessoas estejam felizes e que vc esteja lá para seus amigos quando eles precisam de você. Senão, pra que que servem os amigos, pô?!!! Pra ficar dando liçao de moral nos outros??? Tô fora.

Quer saber? Me encheu, finalmente, o saco.

04 setembro 2009

Galinhas e ovinhos felizes

Eu sempre digo que como ovos felizes, já até me sugeriram desenhar carinhas neles (um dia faço isso!).
Já faz um tempo que comecei a comprar cestas de orgânicos na Caminhos da Roça e realmente vale muito a pena. Eu não tenho saco pra ir na feira do Parque da Água Branca e no supermercado eles são bem mais caros! E uma cesta pra mim dura 3 semanas. Acabo pedindo mais ou menos uma vez por mês.
Olha, o abacate é muuuuuuito melhor que o da feira, os vegetais duram muito na geladeira e mesmo murchos ainda dá pra aproveitar fazendo sopas e cremes.
Recomendo fortemente.
E hoje recebi um informativo sobre as galinhas felizes que produzem os ovos felizes que coloco no meu omelete com espinafre, escarola ou couve. EU queria colar aqui mas não dá, veio como imagem e fica muito pequenininho pra ver aqui.
Então deixo um link (mas o texto é de 2007) contando um pouco sobre as galinhas felizes. Quem quiser ler clica aqui.

28 agosto 2009

Se vc ainda não entendeu o que é o Twitter, leia isso:

via @zerotoledo, publicado no blog TOLEDOL, o blog sobre RAC

O poder supremo do Twitter. Será?

"A repórter Vera Magalhães (@veramagalhaes), da Folha de S.Paulo, fazia a cobertura ao vivo, pelo Twitter, do julgamento do ex-ministro Antonio Palocci no Supremo Tribunal Federal. Notebook nas mãos e muitas notícias na cabeça, disparava posts em tempo real sobre as observações dos ministros e a linha de defesa dos advogados, alinhavando o juridiquês das fontes com a descrição das cenas que via no plenário.

A cobertura ia muito bem, mais de 100 notas publicadas, referendadas e retuitadas ao ponto de o alcance dos posts ser 15 vezes maior do que o número de seguidores da jornalista. É que seus seguidores retransmitiam os posts que mais gostavam para seus próprios seguidores, e assim indefinidamente, multiplicando o raio de influência da autora original -numa proporção muito além do que Vera poderia imaginar. Em breve ela teria uma noção mais acurada do alcance real de suas notas.

A certo ponto da cobertura, a jornalista postou: “Acaba de sentar um mala do meu lado. Agora tenho de digitar com o laptop no colo”. E tocou o barco da cobertura. Três horas e vinte e dois minutos depois, Vera interrompeu a sequência de notas sobre o julgamento para publicar, com charme, uma nota que poderia ser chamada de meta-cobertura: “Saia-justa na cobertura online. Desculpa aí @LCSchama RT @LCSchama: @veramagalhaes Desculpe te atrapalhar. Ass.: o mala ao lado.”

Tradução: o advogado Caio Leonardo Bessa Rodrigues, supostamente sentado ao lado de Vera, havia tomado conhecimento da nota sobre si e respondera, elegantemente, pelo mesmo canal, o Twitter: “@veramagalhaes Desculpe te atrapalhar. Ass.: o mala ao lado.”

Tudo muito bonito, não fosse um trote. Na verdade, @LCSchama não estava no STF. Apenas passou-se pelo “mala ao lado”. Vera explica porque acreditou que @LCSchama era ele: “Eu só vi o pedido de desculpas pelo www.search.twitter.com horas depois. O mala real já tinha ido. Tudo combinava!!!”

A confusão jurídico-cibernética não terminou aí. Este que vos escreve publicou um post neste blog contando o episódio. Replicada pelo próprio Twitter, a nota virou epidemia: em menos de duas horas houve dezenas e dezenas de retuitadas e o número de acessos a este post foi multiplicado por 10. Todos acreditamos que tínhamos vivenciado uma história edificante sobre o poder viral do Twitter blablablá.

Até que, horas depois, veio a revelação da farsa, em uma mensagem do @LCSchama dirigida a @veramagalhaes: “Não estive no STF, só segui seus tweets (…). Incorporar o mala foi irresistível, mas irreal”.

“Gente, me sinto personagem de uma trama hitchcockiana. Alguém tem de avisar o @zerotoledo para fazer o epílogo com a confissão do @LCSchama”, escreveu Vera no Twitter às 22h39. Eis aqui o epílogo: não checou, dançou. Foi o meu caso."

Entendeu agora um pouquinho do poder do Twitter??

Eu, Marcuse, Bahuan e o sexo

"DE: Boneca de Pano
PARA: Cabeção

não vou poder almoçar com vc amanhã
:(
imprevistos, dpois te conto
bjs
Mi"
----------------------------------------
"DE: Cabeção
PARA: Boneca de pano

Ahhh :(
Que peninha...
Mas tá tudo bem?
Bjs"
------------------------------------------
"DE: Boneca de Pano
PARA: Cabeção

me ligaram hj às 15h pra dizer que tenho que parir um Manual apresentável em menos de 24 h
depois te conto (...).
estou terminando um texto do Marcuse pra amanhã :) (ADORANDOOOOOOOOOO, putz, to feliz com minha escolha)
e depois vou varar a madruga trabalhando. - vendida pra sociedade tecnológica para satisfação de minhas necessidades inventadas. E sexo que é bom, que isso sim é necessidade vital, NADA. sublimo tudo lendo teoria crítica. :P
falamos
bjs"

Ah, Bahuan é o novo apelido do meu gracioso moonwalker, meu simulador de caminhada. É que ele é tão expressivo quanto Mário Garcia, sabe?. E é moreno e grande e forte e eu subo em cima dele 3 ou 4 vezes por semana. Praticamente um homem objeto.

26 agosto 2009

resolvi postar hoje só pra contar que:
- estou fazendo regularmente caminhadas em "gravidade zero" no meu simulador;
- estou decidida a emagrecer 3 kg (ontem me pesei na balança Gama Italy da casa da vovó quase sem roupas e antes do almoço - táticas para fazer bonito na balança e voltei aos 60kg!);
- consegui finalmente por em prática a última etapa do meu plano de redução de custos e cancelei o UOL, R$24,90 a menos de gastos mensais;
- em breve eu terei chuveiro aquecido a gás!!!!! eu ADORO banho, tomo em geral dois por dia (isso é a única coisa que ainda não consegui fazer em nome da natureza e das futuras gerações: abrir mão do meu banho diário quentinho...), tomo pra acordar, pra relaxar antes de dormir, pra pensar, pra me limpar, pra me perfumar, para me preparar para o amor, etc etc. Ave, Comgás!
- ainda não consegui diminuir o vício blogs + twitter e isso está me atrapalhando a vida.
E agora vou desligar que a bateria do note acabou. só assim mesmo pra eu sair dessa bagaça.

16 agosto 2009

Eu me aamo, eu me aamo, não posso maaaais viver sem miim

Ontem, na Assembléia da ONG:
- Você está muito bonita!
- Obrigada, Professora. É maquiagem! (oi, que tal aprender a aceitar um elogio?)
- Ah, não, isso não é SÓ maquiagem!

No final da Assembléia:
- Falei pra Emilia que ela está muito bonita!
- Professora, eu diria que "é o amoooor", mas não estou amando ninguém. Só se for amor-próprio! É isso, é o amor próprio!
- E esse é o único amor que deixa a gente assim.

Encontros, pactos: virtuais?

A internet vicia, é uma coisa de doido, mas também é fascinante e tem me proporcionado experiências muito legais. A elas:

- publiquei um livro, Blônicas 2, em co-autoria com 49 outras pessoas que nunca vi. O editor, Nelson Botter, cronista do Blônicas, só conheci pessoalmente no dia do lançamento, junto com outros co-autores. Todo o processo foi feito on-line, proposta, pagamento, provas, etc. Agora, Botter quer promover novo encontro entre os autores :)

- fim de semana passado participei da Sacolada NOT com Loo e Joo e mais várias outras pessoas. Loo e Joo são blogueiras que escrevem o Vende na Farmácia?, um blog muuuito legal sobre make e outras coisinhas que vendem na farmácia que foi o primeiro de muitos blogs sobre make que passei a ler, mas é que único, original e insubstituível!!! E elas são umas fofas, e as leitoras e demais pessoas que estavam no bar (leia-se: os ómi) são ótimas, me diverti pra caramba, demos muita risada, e até sobre meditação achei com quem conversar

- fiz um 'pacto de caminhada' por email: conheci o blog de Gisela Rao, Vigilantes da Auto-estima, projeto interessante, e nele ela sempre falava de seu Monstro Manco (apelido carinhoso do Simulador de caminhada de Gisela, hilário). Já fazia um tempo que eu tinha vontade de comprar um. Faltava-me coragem. Mais um inverno chegou, mais um inverno em que fiquei em casa, com frio, e não fiz exercícios. E eu sinto uma puta falta de mexer o corpo, vai ficando entrevado, ruim.
Resolvi comprar o Simulador, fui pesquisar preços, descobri que o da Polishop custa quase 400 reais a mais que os outros. Fui experimentar na loja, curti, e escrevi para Gisela e para outra blogueira que achei por acaso via Google, perguntando que marca tinham comprado e se estavam satisfeitas. Nessas, a Gisela me respondeu, e poucos emails depois propôs de nos ajudarmos a praticar nossas 'caminhadas'. Topei!!! O meu monstrenguinho ainda sem nome chegou hoje, mas eu cheguei tarde (mesmo!) em casa, depois de um dia inteiro de reuniões, então só deu pra montar e curtir a idéia dele aqui. Mas o mais legal de tudo é ter arrumado uma parceira para caminhar, uma parceira que eu nem conheço pessoalmente. E há tantas outras e outros parceiros que estão lá, no blog da Gisela, buscando cuidar de si mesmos.

Esses encontros e pactos não são virtuais: são reais, concretos, e celebrados com gente legal mesmo. Todo mundo buscando a mesma coisa: ser feliz, junto com outros. Vamos nos encontrar?

15 agosto 2009

Vícios da web

Pois é, acho que to viciada. De verdade, sem charme de falar 'sou viciada em tal coisa, não vivo sem não sei o que lá'. A gente vive sem quase tudo que gosta. Só o que se precisa mesmo é água, comida, teto, roupa e gente. O resto a gente vive sem.
Enfim, acho que tô viciada nesses blogs de make e wardrobre remix.
Foi bom enquanto durou, ando mais criativa no vestir, incorporei umas noções básicas de make, fiquei por dentro de tendencias e lançamentos, virei trend setter na Faculdade, alunas me perguntando a cor do meu esmalte (risos). Ok.
Mas, sei lá se pela falta do namorado, se pela falta de rotina (falta de trabalho garanto que não é), tenho passado horas demais, demais mesmo, olhando esses blogs, buscando não sei bem o que.
Fico muito tempo sozinha. Isso, com o perdão da palavra, me fode. Hoje por exemplo, exceto por um papo de alguns segundos com desconhecidos na mesa do almoço e por alguns minutos de contato com o ex, não vi ninguém, não falei com ninguém. E ontem, e antes de ontem, etc.
Isso tudo tem me dado um vazio. Costumava ir pro shopping estudar mas agora me encheu isso. Num guento mais ficar olhando vitrine. Ando tendo vontade de comprar um monte de coisa, e vejo que é só vontade, não é necessidade. Agora tenho conseguido me controlar e perguntar: eu preciso mesmo disso?
Nesse último mês fiquei doente e engordei. Engordei de comer mesmo, lá na casa de mami e papi era pão caseiro, bolo, arroz, feijão, tudo que não como aqui. Como eu estava doente, me permiti chutar o pau da barraca. Agora tenho 1 kg a mais pra carregar, e a barriga mais saliente.
Não vou ficar fazendo promessas públicas para não me constranger publicamente caso eu as quebre (risos). Mas andei tomando uma série de decisões de mim para mim mesma, no sentido de me cuidar, me centrar de novo, sair do 'Samsarão' (piada interna budista) e voltar pro caminho do meio. Espero conseguir cumpri-las. Em busca do meu equilíbrio e de estar em paz comigo mesma.

13 agosto 2009

Zamba Del Olvido - Jorge Drexler

Olvídame,
esta zamba te lo pide.
Te pide mi corazón
que no me olvides,
que no me olvides

Deja el recuerdo caer
como un fruto por su peso.
Yo sé bien que no hay olvido
que pueda más que tus besos.

Yo digo que el tiempo borra
la huella de una mirada,
mi zamba dice: no hay huella
que dure más en el alma.

Sensacional!!!

Dez drogas que vc não deveria usar ao dirigir! vi twitter @morfina.
Simplesmente hilário!!!